terça-feira, 5 de janeiro de 2016

2016 será um ano ainda pior para o governo do gaúcho José Ivo Sartori

A chegada de 2016 não muda as expectativas da população do Rio Grande do Sul quanto às finanças públicas. O ano novo será ainda mais turbulento. É consenso que os próximos meses serão de aprofundamento das dificuldades vividas pelo Estado, com perspectiva real de que o parcelamento de salários do funcionalismo se repita e, talvez, se intensifique. No governo gaúcho existe a percepção de que 2016 começa com os mesmos problemas de 2015, mas agravados. Do lado da receita, na carona da crise nacional, a economia não dá sinais de recuperação e o governador José Ivo Sartori (PMDB) tem opções limitadas para injetar mais dinheiro em caixa. Do lado da despesa, a alternativa será repetir os cortes efetuados no ano passado, no início do mandato, e que permitiram diminuir em R$ 1 bilhão os gastos de custeio, uma redução de 20%. A administração estadual argumenta que não é possível ampliar a tesoura, sob o risco de comprometer a prestação de serviços essenciais. 


Em janeiro do ano passado, a previsão da Secretaria da Fazenda era de um déficit financeiro de R$ 5,4 bilhões em 2015. Com as medidas adotadas, o governo reduziu o rombo pela metade. A expectativa é de que o Estado tenha fechado dezembro com um déficit de cerca de R$ 2,7 bilhões. Além de cortar despesas discricionárias, o Executivo ampliou o limite de saque da conta de depósitos judiciais, melhorou a arrecadação por meio de um programa de recuperação de créditos tributários e antecipou a devolução de recursos obtidos pela GM por meio de incentivos fiscais, entre outras ações. Mas, agora, praticamente não há mais coelhos para sacar da cartola e cobrir os buracos fiscais. Para 2016, a projeção da Secretaria da Fazenda é de um déficit financeiro de R$ 4,4 bilhões. E o ano já começa com cerca de R$ 2 bilhões em pendências herdadas de 2015. A principal é o pagamento do 13º salário dos funcionários públicos vinculados ao Executivo, que foi adiado. Como o governo não tinha dinheiro para honrar o compromisso, servidores ativos e inativos receberão em seis parcelas entre junho e novembro de 2016. Quem optou por sacar o valor integral até 20 de dezembro, teve de recorrer a um empréstimo bancário. Na prática, o incremento de receita que será obtido com o aumento das alíquotas de ICMS aprovado pela Assembleia Legislativa gaúcha em setembro passado - e que passou a valer neste 1º de janeiro - ajudará apenas a cobrir o rombo deixado por 2015, e nem de longe dará fôlego às finanças. Internamente, não há dúvidas de que em 2016 as dificuldades serão maiores e que o parcelamento de salários pode se intensificar. No ano passado, isso ocorreu com os vencimentos de julho, de agosto e com o 13º. O Rio Grande do Sul também deverá continuar pedalando a parcela mensal da dívida com a União, como vem acontecendo desde abril de 2015. Ou seja, a cada dia fica mais evidente a necessidade de reformas estruturais profundas do Estado do Rio Grande do Sul, com uma brutal redução do tamanho da esfera estatal, mas o governador José Ivo Sartori se recusa a adotar este caminho, e vai usando a tática do band-aid. O secretário da Fazenda, Giovani Feltes, já havia reconhecido que os calotes poderiam se repetir em 2016, vão se repetir, e que seria inevitável contar com a ajuda do governo federal para sair da crise. "Não posso afirmar que vamos ter condições de fazer os pagamentos todos em dia", falou. Coisa que não vai ocorrer, ele pode tirar o cavalinho da chuva. Para o especialista em finanças públicas Darcy Carvalho dos Santos, o maior problema é justamente o comprometimento da receita com a folha de pagamento. Apesar de o Estado não ter concedido reajuste para os servidores em 2015, há um carregamento decorrente dos aumentos aprovados criminosamente pelo governo do peremptório petista "grilo falante" e poeta de mão cheia e tenente artilheiro Tarso Genro - um deles, para segurança pública, terá impacto até 2018. "Além disso, pesa muito o gasto com a previdência, que cresce todos os anos. Para o Rio Grande do Sul, é insustentável", disse. Na lei orçamentária, o governo estadual prevê um crescimento vegetativo da folha, em 2016, da ordem de 3%. Na prática, segundo Darcy Carvalho dos Santos, a despesa com o funcionalismo será 11% maior este ano. É uma armadilha desgraçada, o Estado do Rio Grande do Sul é garroteado feroz e furiosamente pelo aparato de Estado, pelos corporativismos estatais. Ele argumenta que o Rio Grande do Sul está sofrendo os efeitos de três crises que se inter-relacionam: "Há a crise histórica, porque é um Estado que sempre gastou mais do que arrecadou. Há uma crise causada pela administração anterior, que deu muito reajuste no final do governo, com consequência para os anos seguintes. E há a crise da economia brasileira, que tem efeitos sobre a arrecadação". Segundo dados preliminares da Secretaria da Fazenda, o Rio Grande do Sul arrecadou R$ 27,1 bilhões com ICMS em 2015, em valores nominais - R$ 1 bilhão a menos do que o previsto no orçamento. Em 2014, foram arrecadados R$ 25,8 bilhões. Houve, portanto, queda real pela primeira vez em dez anos. Sartori e outros governadores com dificuldades financeiras esperam pela melhora do ambiente político em Brasília, essencial para a retomada do crescimento econômico e, de quebra, para elevar a receita com impostos. Mas isso é uma quimera. A posição de Sartori é comodista, paralisante, e não levará a lugar algum. Além do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Tocantins e Sergipe também vão quitar o 13º dos servidores apenas em 2016. Hoje o Rio Grande do Sul está impedido de tomar novos financiamentos porque ultrapassou o limite de comprometimento da receita corrente líquida exigido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). 

Delator revela esquema de Ricardo Teixeira para receber propinas em bancos suíços


Um delator revelou ao FBI que o ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, recebeu propinas em contas bancárias na Suíça por quase uma década e que até mesmo gerentes de alto escalão de bancos suíços chegaram a operar transferências para ele. Documentos oficiais do FBI mostraram que Ricardo Teixeira recebia as propinas em contas de Zurique, a mesma cidade da sede da Fifa e para onde o dirigente viajava com frequência para reuniões da entidade. No documento, o nome do delator não é publicado e é citado apenas como "CW1", siga em inglês para "Cooperating Witness" (testemunha que está cooperando). Mas as informações apontam que ele estaria envolvido com uma empresa de marketing com sede na América do Sul e filial nos Estados Unidos. Segundo o FBI, Ricardo Teixeira foi identificado por um magistrado do Cantão de Zug, na Suíça, por "ter recebido mais de 20 milhões de francos suíços (80 milhões de reais pela cotação atual) em contas das quais ele era o único beneficiário em propinas da ISL entre 1992 e 2000, em violações ao Código Penal Suíço". A ISL era a empresa de marketing que, em 2001, quebrou e levou a Fifa a uma crise profunda, em escândalo que também envolve o ex-presidente da Fifa e ex-sogro de Teixeira, João Havelange. Para os americanos, Teixeira caminhava para ser o "próximo presidente da Fifa", ao "alavancar" sua posição de poder dentro da CBF e da entidade em Zurique. E o escândalo da ISL não seria o único que renderia recursos ao brasileiro. "Acredita-se que Teixeira tenha recebido milhões de dólares durante aproximadamente o mesmo período (1992 e 2000) e continuou a receber depois disso, da parte do CW 1 e de outros", apontou o informe do FBI. "CW1 declarou que Teixeira tinha uma conta no UBS de Zurique e ele faria pagamentos de propinas e subornos de uma conta numerada de CW 1 diretamente para a conta UBS por meio de transferências internas", apontou o informe. Segundo a delação, um banqueiro suíço também fazia parte do esquema. Urs Meier, do UBS, realizava viagens para a América do Sul para se encontrar com cliente. O delator conta que instruiu Meier a fazer as transferências diretas para as contas de Teixeira. "Tais transferências possivelmente ocorreram entre o começo dos anos de 1990 e 2000 e possivelmente além dessa data também", revelou o documento. O FBI já havia identificado contas controladas por Teixeira em pelo menos três bancos: o UBS, o Banca del Gottardo e o BSI, comprado este ano pelo banco brasileiro BTG Pactual. Em duas destas contas, 800.000 reais foram transferidos de contas nos Estados Unidos para a Suíça, envolvendo a Somerton, empresa controlada pelo também argentino naturalizado brasileiro José Margulies (conhecido como José Lázaro e que também foi indiciado pelo FBI). Ele é suspeito de agir como testa de ferro para o empresário J.Hawilla, dono da empresa Traffic e um dos principais delatores do escândalo da Fifa, e realizar os pagamentos de propinas para dirigentes do futebol mundial. A empresa de fachada de Hawilla, portanto, também teria abastecido as contas suíças de Teixeira. A suspeita do FBI é de que Teixeira usaria um nome de fachada para não ter sua identidade revelada, mas aparecia como beneficiário das contas. O "laranja" seria Willy Kraus, dono da Kraus Corretora de Câmbio, no centro do Rio de Janeiro. Em uma das transações suspeitas, o FBI registrou como a empresa Blue Marina, com contas nos Estados Unidos, pediu para transferir seus ativos para a Suíça. No dia 25 de setembro de 2008, a conta em território americano foi fechada e o dinheiro enviado a uma conta de Kraus na Banca del Gottardo. O valor transferido era de 478.200 dólares. Outro nome registrado pelos americanos é o da sociedade Summerton, usada também pelo dirigente. Para o FBI, Teixeira mantinha o "efetivo controle" sobre essas contas. Agora, no novo documento do FBI, os investigadores apontam que acreditam que Kraus "permitia que Teixeira usasse suas contas como forma de esconder sua verdadeira fonte".

Oposição venezuelana quer anistia de presos políticos e saída antecipada de Maduro




Em seu primeiro discurso como presidente da Assembleia Nacional, o deputado Henry Ramos Allup confirmou nesta terça-feira que a oposição ao governo de Nicolás Maduro, maioria na Casa, buscará aprovar uma lei de anistia para exilados e presos políticos e antecipar o fim do mandato do presidente por uma "saída constitucional, democrática, pacífica e eleitoral". São "compromissos inegociáveis", disse Allup. As forças opositoras ao governo anunciaram que seus dirigentes pactuaram no ano passado um prazo de seis meses a partir de hoje para decidir "a via constitucional" para uma saída antecipada do poder de Maduro, que foi eleito em 2013 para um período que termina em 2019. As opções, lembrou Ramos Allup, são o referendo revogatório do mandato presidencial - que pode ser ativado a partir de julho, quando Maduro completar metade de sua gestão -, emenda constitucional, o estabelecimento de uma Assembleia Constituinte ou mesmo a renúncia do presidente. Ramos Allup confirmou que "nos próximos dias" deve receber Maduro no plenário e o fará "com dignidade e respeito". Ramos Allup também disse que será pedido a Maduro para dialogar publicamente com a oposição, porque "os venezuelanos querem diálogo". "As sociedades civilizadas ou dialogam ou se matam. Diálogo não representa entrega nem transação, nem claudicação nem covardia. Representa simplesmente troca de opiniões para negociações", destacou. Allup e os demais deputados eleitos em 6 de dezembro foram empossados nesta terça-feira em sessão tumultuada que pôs fim a quase 17 anos de domínio chavista. Dos 167 deputados eleitos (112 opositores e 55 governistas), 163 foram empossados. Os quatro parlamentares impedidos não receberam suas credenciais de deputados, pois o Superior Tribunal da Venezuela suspendeu os resultados das eleições em seções eleitorais no Estado do Amazonas. Com isso, três deputados opositores e um deputado indígena ligado ao governo, apesar de presentes na Assembleia, não puderam assumir suas cadeiras. A oposição está recorrendo da decisão do Superior Tribunal. Em minoria, chavistas protestaram contra a oposição e abandonaram a sessão. O antigo presidente da Assembleia e número 2 do regime chavista, Diosdado Cabello, puxou a fila dos parlamentares governistas. Do lado de fora do Parlamento, Cabello disse que o deputado opositor Julio Borges estava violando as regras da Casa e, por isso, os deputados governistas decidiram abandonar a sessão. Agora em minoria na Casa legislativa, os chavistas terão de se acostumar ao jogo político democrático.

A queima total do Brasil petista

A especialidade do governo petista é enganar - gringos, inclusive. Os estrangeiros acreditam, por exemplo, que o Brasil deteve a destruição das suas florestas. Pois em 2015, noticia O Globo, o número de queimadas no país "foi 34% maior que a média histórica registrada pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, desde 1998. Foram detectados 236,3 mil focos de incêndio, índice 28,6% maior que o registrado em 2014 (183,6 mil) e o pior desde 2010, quando foram detectados 249,2 mil focos. A média histórica é de 175,8 mil". O Brasil do PT é um grande incêndio. De instituições, empresas, dinheiro público e florestas.

"Está tudo marcado com o ministro"

A Lava Jato terá de convocar Alexandre Padilha para explicar as acusações de Carlos Alexandre de Souza Rocha, o Ceará, que o envolveu diretamente no esquema de contratos fraudulentos do laboratório Labogen com o Ministério da Saúde. Na mesma delação em que acusa Padilha de ter uma parte na negociata, Ceará relata episódio em que foi buscar André Vargas no aeroporto de Congonhas, ao lado de Alberto Youssef. Diz que Vargas entrou no carro falando amenidades, até que o doleiro disse que Ceará era homem de confiança. Vargas então afirmou: "Está tudo marcado, tudo certo, com o ministro. Vou só lhe dizer o dia". O ministro era Padilha.

Teori Zavascki dá dez dias para Eduardo Cunha se manifestar sobre pedido de afastamento


O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, abriu um prazo de dez dias para que Eduardo Cunha se manifeste sobre a petição em que o Ministério Público requer seu afastamento do comando da Câmara. Como Eduardo Cunha não foi notificado da decisão, o prazo só começará a contar quando isso acontecer. Desta forma, mesmo em fevereiro, quando o Supremo voltar do recesso, oficiais de Justiça ainda terão de entregar a decisão de Teori Zavascki e o Supremo só poderá começar a analisar o pedido de afastamento após a manifestação de Eduardo Cunha. Se Cunha for notificado logo no dia primeiro de fevereiro, o STF só teria como julgar o pedido de afastamento a partir da sessão do dia 17. Já se a notificação demorar, o caso pode ficar para a última semana do mês que vem ou até mesmo para março.

‘"A Ordem dos Acusadores do Brasil"


Trabalhando na defesa de Eduardo Cunha no Conselho de Ética da Câmara, o advogado Marcelo Nobre tem juntado documentos do processo e está analisando casos semelhantes e matérias de jornais. Neste início de ano, com o material em mãos, tem dito a amigos que uma das coisas que mais lhe indignou não foram os ataques de políticos no Conselho, mas a reação do presidente da OAB de São Paulo, Marcos da Costa, que em dezembro pediu não só o afastamento de Cunha da presidência, mas a cassação de seu mandato. Ele lembra que o STF ainda sequer aceitou denúncia contra o deputado. E, apesar disso, a entidade que deveria trabalhar pelo direito de defesa é justamente aquela que pede a punição sem o devido processo legal. Nas conversas, tem dito que a OAB deixou de ser a Ordem dos Advogados do Brasil para se transformar na “ordem dos acusadores do Brasil”. Esse advogado começou a ver as coisas, mas ainda está ceguinho. Logo logo ele entenderá que a OAB, à qual é filiado compulsivamente, é um aparelhão petista. 

O petista Alexandre Padilha ficaria com parte do laboratório de fachada de Youssef, diz delator


Funcionário do doleiro Alberto Youssef e responsável por distribuir propina a políticos envolvidos com o Petrolão do PT, o delator Carlos Alexandre de Souza Rocha, conhecido como Ceará, disse em depoimento à força-tarefa da Lava Jato que o ex-ministro da Saúde, o petista Alexandre Padilha, ficaria com uma parcela do laboratório Labogen, empresa de fachada utilizada por Leonardo Meirelles, ex-sócio de Youssef, para lavar dinheiro e remeter fortunas ao Exterior. Atualmente Padilha é secretário do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT). A conexão com o laboratório Labogen na Operação Lava Jato foi feita após os investigadores terem encontrado conversas em que Youssef e o deputado cassado e ex-petista André Vargas (PR) discutem como fechar um contrato com o Ministério da Saúde. Para viabilizar a transação, o Labogen se associou à gigante da indústria farmacêutica EMS. A idéia era fechar um negócio de cerca de 135 milhões de reais por cinco anos. Tratava-se de uma parceria de desenvolvimento produtivo (PDP) nos moldes incentivados pelo Ministério da Saúde. O convênio chegou a ser assinado, mas terminou suspenso pelo governo federal. Em um dos depoimentos de delação premiada, Ceará disse que ouviu de Alberto Youssef a versão de que a Labogen seria dividida em quatro partes: uma de Leonardo Meirelles, outra de Youssef, a terceira de Alexandre Padilha e uma quarta de Pedro Paulo Leoni Ramos, ex-ministro do governo Fernando Collor e investigado na Operação Lava Jato. Ele não deu detalhes sobre a participação de cada um. Segundo a versão do delator, as operações do laboratório de fechada serviriam para Youssef receber dinheiro devido por Leonardo Meirelles e lucrar ele próprio com contratos. Em depoimento ao juiz Sergio Moro, o próprio Leonardo Meirelles admitiu que intermediou o pagamento de propinas em nome da empreiteira Odebrecht por meio de contas em Hong Kong. Entre 2010 e 2012, ele atuou, a mando de Youssef, como operador de pagamentos no Brasil e no Exterior e movimentava o dinheiro sujo a partir de contratos simulados de importação. Recebia valores em TED nas contas correntes de empresas de fachada, contratava operações de câmbio, remetia os valores para o Exterior e pagava a propina a indicados pelo doleiro.  Nessas transações, disse o delator Carlos Alexandre, Meirelles teria deixado um débito em aberto com Youssef e o laboratório Labogen serviria para "receber a dívida e ainda obter lucro". "Alberto Youssef disse que iria fazer de um limão uma limonada", contou Ceará.

Delator detalha "romaria" de deputados ao escritório de Youssef


Apontado pelo Ministério Público como responsável por distribuir propina a políticos envolvidos na Operação Lava Jato, o delator Carlos Alexandre de Souza Rocha, conhecido como Ceará, detalhou a verdadeira romaria de parlamentares ao escritório do doleiro Alberto Youssef, no bairro do Itaim Bibi, em São Paulo, e disse que todos os congressistas tinham plena consciência de que recebiam dinheiro de propina. A intenção de embolsar dinheiro sujo reforça a tese da acusação de que parlamentares praticaram os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro ao receber valores conhecidamente criminosos e os camuflar em atos lícitos, como na declaração de doações de campanha. Entre os destinatários frequentes de propina, Ceará citou às autoridades o ex-ministro das Cidades, Mario Negromonte (PP-BA), como "o mais achacador", e o atual deputado federal Nelson Meurer (PP-PR) como o responsável pela "mesada gorda" a ser repassada ao Partido Progressista (PP). "Os políticos que compareciam aos escritórios de Alberto Youssef iam lá pegar dinheiro. Ninguém ia ao escritório de Alberto Youssef para rezar", disse o delator em depoimentos de colaboração à Justiça. Na versão apresentada pelo carregador de malas, o deputado Nelson Meurer, por exemplo, utilizava o filho para receber propina em seu nome. Antes das eleições de 2010, disse ele, o filho do parlamentar recebeu 300.000 reais em um quarto do Hotel Curitiba Palace, na capital paranaense. Em outra oportunidade, novo repasse de até 300.000 reais. Para evitar chamar atenção, a propina era escondida nas pernas de Ceará. "No quarto, o declarante retirava o dinheiro das pernas, nas quais os valores eram transportados, e entregava para o filho de Nelson Meurer", diz trecho da delação premiada do carregador de malas do Alberto Youssef. A exemplo do que já havia confessado o próprio doleiro, Carlos Alexandre detalhou o pagamento de propina do escândalo do Petrolão do PT em apartamentos funcionais de congressistas, em Brasília. Em um dos casos, os então deputados João Pizzolatti (PP-SC), Mário Negromonte (PP-BA) e Pedro Correa (ex-PP-PE) já estavam a postos para embolsar o dinheiro. Em outra oportunidade, Meurer, destinatário assíduo de propina, segundo o delator, conheceu enfim o transportador de dinheiro. "Ah, então o senhor é o famoso Ceará!", disse o deputado, conforme relatou o delator às autoridades da Lava Jato. No esquema que o próprio Alberto Youssef batizou de "mensalão do PP", a partilha de propina era definida conforme a representatividade de cada parlamentar dentro da agremiação. Deputados mais inexpressivos, por exemplo, recebiam 30.000 reais por mês do líder do partido. Caciques na época, como João Pizzolatti, Mário Negromonte e Pedro Correa, eram destinatários de verdadeiras boladas. Conforme relato do delator Ceará, Pizzolatti recebeu 5,5 milhões de reais em propina para a campanha de 2010. Negromonte, 5,5 milhões de reais, e Correa embolsou 7,5 milhões de reais, a serem partilhados pelas campanhas da filha, Aline Correa, e do genro, Roberto Teixeira. 

Presidente muçulmano dos Estados Unidos quer desarmar o povo americano, o que torna o país vulnerável a seus inimigos islâmicos


Encaminhando-se para seu último ano de mandato como presidente dos Estados Unidos, o muçulmano Barack Obama anunciou nesta terça-feira um programa para tentar reduzir o número de tragédias com armas de fogo no país, o que tende a transformar o povo americano mais vulnerável a seus inimigos islâmicos. As medidas estão no limite do que o mandatário pode fazer sem o apoio do Congresso, dominado atualmente pelo Partido Republicano, que é historicamente contrário ao controle do acesso a armamentos nos Estados Unidos. A iniciativa de Obama tem como objetivo dificultar a venda de armas para pessoas com antecedentes criminais ou doenças mentais e não se trata de uma nova lei, mas sim da "clarificação" de uma já existente sobre os chamados "backgrounds checks", os controles de antecedentes dos interessados em adquirir armas de fogo. Atualmente, essa investigação deve ser feita apenas por lojas físicas, já que uma ambiguidade na legislação vigente permite que comerciantes que vendem armas em feiras e páginas na internet escapem dessa obrigação. A partir de agora, todos terão de cumprir a norma e obter uma licença para operar nesse mercado. "Um estudo recente descobriu que uma em cada 30 pessoas que querem comprar armas em um website possui histórico criminal", declarou o muçulmano Obama. O presidente muçulmano anunciou as medidas logo após o discurso de uma representante das vítimas do tiroteio na escola Sandy Hook, em Connecticut, que ocorreu em dezembro de 2012 e deixou 27 mortos, incluindo 20 crianças e o próprio atirador, Adam Lanza, de 20 anos. Segundo Obama, mais de 30.000 americanos morrem todos os anos em incidentes envolvendo armas de fogo. "Nós somos o único país desenvolvido na Terra que vê esse tipo de violência em massa acontecer com tanta frequência", ressaltou. Suas fontes são totalmente desconfiáveis. E seu discurso é totalmente populista e deliberadamente tendente a enfraquecer o ânimo americano. Além disso, Obama acusou o lobby da indústria armamentista de fazer o Congresso de refém. "O lobby das armas pode ter o Congresso como refém, mas não pode ter a América", afirmou. Seu plano também prevê a melhora dos tratamentos de doenças mentais e sua interligação com o sistema de "background check", além do incremento nas equipes de verificação técnica do FBI, a polícia federal americana. O muçulmano Obama é o pior presidente da história dos Estados Unidos. 

Serviço de inteligência acredita ter identificado o "novo John jihadista"


O homem que aparece no vídeo mais recente do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) coordenando a execução de cinco supostos espiões e ameaçando a Grã-Bretanha é o britânico Siddhartha Dhar, informa a rede BBC. Uma fonte da inteligência britânica, não identificada, afirmou à BBC que "muitas pessoas acreditam que é ele (Dhar)" e que esta é a principal linha de investigação. Siddhartha Dhar é pai de quatro filhos, que morou no bairro londrino de Walthamstow, no norte da cidade, e fugiu para a Síria em 2014 quando estava em liberdade condicional por estimular o terrorismo. Dhar era hindu até sua conversão ao islã. Ele era proprietário de uma empresa de aluguel de castelos infláveis para festas e eventos. No vídeo, o homem, com sotaque britânico, se dirige ao primeiro-ministro britânico, David Cameron, a quem chama de "imbecil". "Esta é uma mensagem para David Cameron, primeiro-ministro britânico: é surpreendente ouvir um líder insignificante como você desafiar o poder do Estado Islâmico", afirma, antes da execução de cinco homens, acusados pelo EI de espionar para Londres. O serviço secreto britânico, no entanto, não confirmou se seus agentes foram assassinados. A Grã-Bretanha participa nos bombardeios contra o EI na Síria e no Iraque e "nunca vai se acovardar ante este tipo de terrorismo", respondeu Cameron. No final do vídeo aparece um menino com roupa militar e a faixa preta utilizada no rosto pelos militantes do EI. A criança foi identificada por seu avô londrino como o filho de uma britânica que viajou para a Síria em 2012. Em novembro, o governo dos Estados Unidos anunciou a morte em um bombardeio na Síria de outro jihadista britânico que aparecia com frequência nos vídeos do Estado Islâmico, Mohammed Emzawi, conhecido como "John jihadista", famoso por ter decapitado vários reféns ocidentais. Siddhartha Dhar vem sendo agora chamado na imprensa britânica de o "novo John jihadista".

Aos gritos de "liberdade, liberdade", toma posse o novo parlamento oposicionista da Venezuela


Depois de quase 17 anos dominada por deputados chavistas, a Assembléia Nacional da Venezuela, nesta terça-feira, libertou-se. E ironicamente, a presidência da sessão que empossou o novo Parlamento, com maioria opositora, coube a um deputado chavista, Héctor Rodríguez. Como o parlamentar mais velho - Rodríguez tem 75 anos -, ele foi designado para presidir a sessão e anunciar o novo presidente, Henry Ramos Allup, e a nova mesa diretora da Casa legislativa. Rocio San Miguel, analista política e diretora da associação civil Control Ciudadano, que defende a democracia e o Estado de Direito, disse que "a vontade popular prevaleceu" e a Venezuela precisa agora se preparar para a provável tempestade política que se aproxima do horizonte. Em sua avaliação, "a mesa está posta para um confronto político entre os poderes Executivo e Legislativo". Com Nicolás Maduro à frente da Presidência e a oposição controlando o Parlamento, a queda de braço institucional e política é praticamente inevitável. Para a analista, a saída para a oposição é manter a calma - não cair nas provocações chavistas - e trabalhar com a Constituição "como aliada". "Com maioria na Assembléia, a oposição tem agora força política e constitucional para promover mudanças reais", disse Rocio. Em entrevista pouco antes do início da sessão de posse, o governador do Estado de Miranda e líder opositor, Henrique Capriles, disse que o momento não é de confronto, mas de diálogo. "Esta não é a Assembléia Nacional da oposição, mas a da solução aos problemas do país", disse. "Estamos comprometidos com um caminho de paz e progresso. Precisamos trabalhar por soluções. Inflação de mais de 200% e violência galopante são os problemas mais imediatos. Estou aqui como convidado, muito feliz de participar desse novo capítulo da história da Venezuela", disse. Justamente no dia da posse dos novos deputados, o ditador Maduro eliminou mediante decreto a faculdade do Parlamento para nomear os diretores do Banco Central, um dos órgãos que a oposição tentaria mudar para tentar recolocar a economia do país nos trilhos. Fazendo uso dos poderes especiais que lhe confere a chamada "Lei Habilitante", Maduro se atribuiu o direito de designar o presidente e os diretores do órgão que comanda a política monetária do país, segundo o texto publicado nesta terça-feira no jornal oficial. A reforma de 18 artigos da lei do Banco Central foi realizada em 30 de dezembro, um dia antes do final do prazo que deu poderes especiais para que Maduro governasse por decreto em diversos temas desde março de 2014. A oposição promete derrubar o decreto de Maduro e propôs alterar essa regra a fim de enfrentar a crise econômica, refletida em uma inflação de mais de 200%, contração do PIB e escassez de produtos básicos. Dos 167 deputados eleitos (112 opositores e 55 governistas), 163 foram empossados. Os quatro parlamentares impedidos não receberam suas credenciais de deputados, pois o Superior Tribunal da Venezuela suspendeu os resultados das eleições em seções eleitorais no Estado do Amazonas. Com isso, três deputados opositores e um deputado indígena ligado ao governo, apesar de presentes na Assembleia, não puderam assumir suas cadeiras. A oposição está recorrendo da decisão do Superior Tribunal.


Governo da petista Dilma quer novo estouro da economia e aposta em um "novo PAC" para estimular a construção civil

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Para tentar reverter o pessimismo apontado pelos indicadores econômicos, a presidente petista Dilma Rousseff quer produzir um novo estouro na economia e planeja apresentar ainda neste mês medidas e propostas que ajudem a retomar o crescimento e animar os negócios e investimentos, mas sem abandonar o ajuste fiscal que desde o início do segundo mandato tenta implementar. Obviamente, ajusta fiscal é um conto da carochinha. O plano já é tratado no Palácio do Planalto como uma espécie de “novo PAC” e tem como prioridade estimular o setor de construção civil. A expressão refere-se ao Programa de Aceleração do Crescimento, criado em 2007 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva para estimular a economia e posteriormente usado para ajudar a eleger a então ministra da Casa Civil Dilma Rousseff à Presidência da República. Para o Planalto, a escolha pela construção civil se deve à capacidade do setor de, uma vez estimulado, reagir mais rapidamente e, com isso, criar empregos. 


Fora isso, o setor também foi o que mais eliminou postos de trabalho em 2015, com cerca de 500 mil demissões - o pior resultado da história. Dentre as principais demandas das empresas para voltar a crescer estão a retomada de projetos como a terceira fase do programa Minha Casa Minha Vida e a quitação de obras já executadas. Há atrasos de até quatro meses no pagamento a empresas contratadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), autarquia que gerencia mais de mil contratos ativos e é dona do maior orçamento liberado pelo governo. Contemplar esse setor e dar novo fôlego à economia casa com a agenda política de 2016. A presidente enfrentará na volta do recesso parlamentar, em fevereiro, um processo de impeachment e há a avaliação no governo e no PT de que é preciso agir o mais rápido possível para evitar uma derrota fragorosa nas eleições municipais, em outubro. A resposta seria um plano para tentar conter a alta do desemprego e reduzir a força do discurso oposicionista de que o partido arruinou a economia do País.  Isso explica por que nos últimos dias ministros têm admitido em público erros na condução econômica e, ao mesmo tempo, defendido Dilma do impeachment. Nesta segunda-feira, 4, pelo Twitter e pelo Facebook, o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, afirmou que o governo não apenas reconhece os erros que cometeu na economia como está trabalhando para resolvê-los. “Temos plena consciência de alguns erros que cometemos e das dificuldades que precisamos vencer na economia, mas impopularidade não é crime. É um defeito, um problema que vamos seguir trabalhando para resolver”, disse. Nesta terça-feira, 5, Wagner se reúne com o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), para discutirem como viabilizar mais recursos para a cidade, maior colégio eleitoral do País e fundamental para as estratégias políticas do partido em 2016 e em 2018. Neste início de ano eleitoral ainda sob impacto da Operação Lava Jato e do processo de impeachment, o Planalto traça estratégias para aumentar sua base de apoio político e social. Para tanto, tenta atrair partidos, movimentos sociais e empresários para o debate sobre as soluções para a crise econômica. O governo espera que, se obtiver alguma melhora na relação com esses agentes, terá mais condições de conter o ânimo de deputados e senadores favoráveis ao afastamento da presidente em fevereiro, quando voltarem ao Congresso após o recesso parlamentar. A elaboração, contudo, ainda está embrionária. A presidente tenta de novo passar a imagem de estar disposta ao diálogo com diversos segmentos da sociedade. Para tanto, vai retomar o funcionamento do antigo Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o Conselhão. Dilma e sua equipe terminaram 2015 convencidos de que o pior da crise política e da tentativa de tirá-la do governo já teria passado. Assim, anunciar as medidas econômicas ainda em janeiro ou início de fevereiro - de preferência antes do carnaval - é a prioridade. Isso traria a imagem de que o governo trabalha pela retomada do crescimento, mesmo sabendo que o primeiro e o segundo trimestre de 2016 serão ainda ruins para a economia. Fora isso, é uma tentativa de contornar a desconfiança do empresariado. O governo quer anunciar, por exemplo, financiamentos de médio e longo prazo para determinadas atividades econômicas. Assessores da presidente explicam que não se trata de concessão de benefícios ou desonerações pontuais, como feito antes. As medidas em estudo visam criar um ambiente favorável de negócios, como melhor regulação de um setor ou promovendo investimentos em infraestrutura que possam ajudar aquele segmento.Assine o Estadão All Digital + Impresso todos os dias
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