sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Governos petistas são de tal sorte hostis a Israel que é necessário indagar se não se trata de antissemitismo

Por Reinaldo Azevedo - Israel vai ficar sem embaixador no Brasil. O Itamaraty se nega a conceder o “agrément” a Dany Dayan, o nome indicado pelo premiê Binyamin Netanyahu para o cargo. O “agrément” é o reconhecimento oficial da representação, necessário para que um embaixador possa, então, exercer as suas funções no País. A presidente Dilma encasquetou que não aceita o nome de Dayan. Por que não? Entre 2007 e 2013, ele comandou o Conselho Yesha, que representa os 500 mil judeus que moram na Cisjôrdania. Como, oficialmente, o Brasil é contra o que chama “ocupação” do território palestino, então se arvora em censor da indicação do embaixador. É claro que é um absurdo. Netanyahu decidiu insistir no nome de Dayan. Por essa razão, Israel ficará sem embaixador no Brasil por um bom tempo. Trata-se de mais uma ofensa da companheirada ao único país do Oriente Médio que é uma democracia multirracial e multirreligiosa. Dilma e os petistas têm todo o direito de ser contra a presença de colonos judeus na Cisjordânia. Cada um de nós pode ter a opinião que quiser sobre qualquer assunto. Mas não lhes cabe decidir, com base em seus filtros ideológicos, quem pode e quem não pode ser nomeado embaixador por outro país. O comportamento dos governos petistas com Israel costeia o antissemitismo. E não é difícil de demonstrar. Querem ver? Omar al-Bashir é presidente do Sudão. É um assassino em massa. Sob o comando de milícias muçulmanas a serviço de seu governo, pelo menos 400 mil cristãos foram assassinados em Darfur. Mais de 2 milhões foram obrigados a deixar as suas casas. Omar al-Bashir, em suma, é um genocida. Mas seu embaixador é muito bem-vindo pelo Itamaraty. O Brasil não apoiou nenhuma das propostas em conselhos das Nações Unidas que pediam sanções ao Sudão. Não obstante, os petistas votam sistematicamente contra Israel na ONU. É uma vergonha. Nestes últimos 13 anos, o Brasil se acostumou à diplomacia de chanchada, à diplomacia circense, à diplomacia momesca. Lula percorreu, por exemplo, ditaduras árabes e se abraçou a facínoras. Emprestou integral apoio a tiranos que massacram seus povos nas ruas e flertou com aiatolás atômicos, além de se alinhar com ditaduras e protoditaduras latino-americanas. De A a Z, a política externa brasileira percorreu todos os verbetes da indignidade. O auge da estupidez contra Israel se deu em julho de 2014. O Itamaraty, sob as ordens de Dilma, publicou um verdadeiro repto contra aquele país, que estava em guerra com o Hamas. Fez mais: convocou o embaixador brasileiro em Tel-Aviv. Para vergonha da história, o Ministério das Relações Exteriores emitiu a seguinte nota:
O Governo brasileiro considera inaceitável a escalada da violência entre Israel e Palestina. Condenamos energicamente o uso desproporcional da força por Israel na Faixa de Gaza, do qual resultou elevado número de vítimas civis, incluindo mulheres e crianças.
O Governo brasileiro reitera seu chamado a um imediato cessar-fogo entre as partes.
Diante da gravidade da situação, o Governo brasileiro votou favoravelmente a resolução do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas sobre o tema, adotada no dia de hoje.
Além disso, o Embaixador do Brasil em Tel Aviv foi chamado a Brasília para consultas.
Como se pode perceber, não se reservou uma miserável linha para criticar a violência de palestinos contra judeus. Escolham a tirania que lhes der na telha, e seu embaixador está no Brasil, de frufru com o Itamaraty, porque, afinal, há aquela velha demanda para o país ser membro permanente do Conselho de Segurança da ONU. Por alguma estranha razão — e isso envergonha a memória do país cujo representante presidiu a sessão da ONU que oficializou a criação do estado judeu, Osvaldo Aranha —, os governos petistas apelam à severidade máxima apenas quando a pauta envolve Israel. E votam rotineiramente contra o país. É possível que Netanyahu, daqui a algum tempo, acabe indicando outro nome em substituição a Dayan. Isso não elimina da história a decisão calhorda do governo brasileiro. Dar o “agrément” a Dayan não implicaria concordar com a política de Israel para a Cisjordânia, ora bolas! Ou será que, quando Israel aceita o embaixador brasileiro, está endossando o apoio objetivo do Brasil a ditaduras sanguinárias? E não que eu esteja comparando as duas coisas.
Dois pesos, uma medida
Os palestinos têm um embaixador no Brasil. Trata-se de Ibrahim Alzeben. No dia 30 de setembro de 2011, já ocupando o cargo, numa palestra a universitários, disse: “Esse Israel deve desaparecer”. E ninguém o incomodou por aqui. É curioso! Muitos analistas brasileiros atribuem aos palestinos a candura que eles próprios não se atribuem. Imaginem se um diplomata israelense de um recanto qualquer dissesse: “Essa Autoridade Nacional Palestina deve desaparecer…”. Escrevi, então, um post a respeito. Para que não pesasse nenhuma dúvida sobre o que ele estava querendo dizer, Alzeben fez questão de deixar claro: “E não é o embaixador do Irã nem o presidente (Mahmoud) Ahmadinejad quem está falando”. Logo, ficou evidente que ele não estava defendendo que os judeus saíssem da Cisjordânia. Queria Israel fora do mapa mesmo. Ninguém soltou um pio por aqui. Se um político israelense, porque representou os judeus da Cisjordânia, não pode ser embaixador no Brasil, por que um palestino que pregou ou prega a destruição de Israel recebe por aqui o tratamento de herói da resistência? Convenham: há nesse comportamento do governo brasileiro algo um tanto distinto da simples condenação da política israelense para os palestinos. Parece-me evidente que o discurso antissionista, nesse caso, é apenas um biombo para o antissemitismo. É nojento!

Defesa que Dilma faz da CPMF espanca a língua e a história

Por Reinaldo Azevedo - A presidente Dilma reiterou, no café da manhã, a disposição de contrariar mais uma promessa de campanha. Voltou a defender o retorno da CPMF para reequilibrar as contas do País. Em dilmês castiço, a presidente afirmou o seguinte: “Equilibrar o Brasil num quadro em que há queda de atividade implica necessariamente, a não ser que nós façamos uma fala demagógica, ampliar impostos. Eu estou me referindo à CPMF. Acho que é fundamental para o país sair mais rápido da crise aprovar a CPMF, que é um imposto que se dissolve, se espalha por todos, de baixa intensidade, ao mesmo tempo em que permite controle de evasão fiscal e ao mesmo tempo faz outra coisa, que é muito importante: tem um impacto pequeno na inflação, porque ele é dissolvido se você considerar os demais impactos”. Sim, leitores, é incompreensível. Vamos trocar o trololó por duas palavras: “estelionato eleitoral”.

A fala de Dilma sobre pedalada e cinto de segurança é tão despropositada que nem errada chega a ser

Por Reinaldo Azevedo - A presidente Dilma Rousseff costuma dizer coisas incompreensíveis. Vejam a declaração que deu sobre a CPMF. Atropela a economia, a sintaxe e o bom senso. Mas a coisa pode ser pior quando a gente entende o que quis dizer — isto é, quando a sintaxe está minimamente ordenada. Ao negar que o governo tenha cometido ilegalidades no caso das pedaladas, ela se saiu com este juízo espantoso: “Não reconhecemos o erro porque, quando você não usa cinto de segurança, quando o cinto de segurança não era previsto na legislação, os 200 milhões de brasileiros não estavam cometendo nenhum equívoco. Simplesmente a legislação não previa. A mesma coisa aconteceu com o governo". O cinto, ainda o de duas pontas, só passou a ser obrigatório no Brasil em 1994, quando o Brasil tinha 159,4 milhões de pessoas, não 200 milhões. E os carros eram apenas 12.570.092. Que importância isso tem? Ora, a importância que devem ter os dados. Já que a comparação feita por Dilma é falsa em essência, cumpre evidenciar que ela é falsa também na contingência: 200 milhões não estariam cometendo equivoco nenhum porque não havia esse número de brasileiros. E, entre os quase 160 milhões, os carros eram menos de 13 milhões. Faço esse tipo de observação só para cobrar que governantes pensem um pouco melhor no que dizem. Mas agora vamos à essência, demostrando por que o raciocínio de Dilma viola os conceitos mais comezinhos de uma República. Dilma, está demonstrado, não entende de estado de direito e de leis. Nós, os cidadãos, podemos fazer tudo o que a lei não proíbe. Como não era proibido andar sem o cinto, era o que fazia a maioria, embora, no mais das vezes, o instrumento estivesse ali, à mão. Quando passou a ser proibido, não recorrer à proteção passou a ser uma infração. Mas e um servidor público? Bem, ESTE, À DIFERENÇA DO CIDADÃO COMUM, SÓ PODE FAZER O QUE LEI ESTABELECE. E a lei estabelece que o Tesouro tem de fazer os devidos repasses para os bancos públicos que executam programas do governo. E a lei estabelece que determinados gastos só podem ser feitos com a anuência no Congresso. A presidente não ignorava a lei. Assim, a sua comparação com o cinto de segurança é um despropósito. Antes, não havia lei que proibisse o motorista de andar sem cinto; no caso das pedaladas, não havia lei que permitisse aquela lambança.
Oposição
O senador Aécio Neves (PSDB-MG), presidente do PSDB, reagiu à patacoada com uma nota: “Após a condenação pelo TCU, a presidente continuou negando e, agora, ela admite que as manobras ocorreram, fazendo uma curiosa alusão ao cinto de segurança, que, além de ser necessário para enfrentar as manobras temerárias que o governo comete, nos faz pensar que é exatamente este o principal problema hoje da presidente da República: ninguém mais confia na sua condução do país”. Ronaldo Caiado, senador (GO) pelo DEM, preferiu comentar, também em nota, a declaração da presidente sobre a possível volta da CPMF, associada à reforma da Previdência: “A revolta será tamanha que temo o quadro de desobediência civil, com até a invasão do Congresso. E creio que até os petistas irão votar pelo impeachment de Dilma se ela insistir nessa tese. A população está revoltada e não admite mais impostos. O desemprego e a inflação são causados por erros do governo. Não foi a população que errou e gastou o que não tinha das contas públicas”.
Encerro
A fala de Dilma, evidentemente, escarnece da inteligência alheia. Se vocês notaram, adere ao padrão de sempre do PT: admite-se o crime, mas ele é chamado de virtude.

Vai sacudir ainda mais

A ofensiva dos lulistas para criminalizar a Justiça, a imprensa independente e a oposição, o "manifesto" dos causídicos, a mudança sancionada por Dilma Rousseff que confere superpoderes a advogados, a intensificação dos "embargos auriculares" junto a ministros de tribunais superiores - tudo faz parte de uma ação concertada para tentar impedir o avanço da Lava Jato, agora que a operação está mais próxima dos chefões do maior esquema de corrupção da história. Vai sacudir, cidadãos de bem

As perguntas certas de Zeina Latif

Zeina Latif, no Estadão, abordou a bomba-relógio da Previdência, fazendo as perguntas certas: "É justa a pensão para filhas de militares, juízes e diversas outras categorias? Faz sentido não haver idade mínima para aposentadoria, contrariando a experiência mundial? É correta a cumulatividade de benefícios? Por que o Brasil é campeão mundial em pensões por invalidez e auxílio doença? Por que o seguro-desemprego é 3 vezes maior do que a experiência mundial, mesmo quando a taxa de desemprego estava baixa? É razoável um terço das aposentadorias serem rural enquanto 90% da população é urbana? Por que o Brasil gasta tanto com aposentadorias, sendo um país ainda relativamente jovem? Por que as mulheres aposentam mais cedo apesar de viverem mais?" Faltou apenas uma pergunta: alguém acredita que um governo populista reformará a Previdência?

A riqueza criminalizada de Lula

Quando a OAS paga as despesas de Lula, sabe-se quem está pagando. Mas quando Roberto Teixeira, José Carlos Bumlai, Jonas Suassuna e Fernando Bittar pagam as despesas de Lula, ninguém sabe quem de fato está pagando. O dinheiro é deles ou do próprio Lula, camuflado por uma rede de laranjas? É o que a Lava Jato pretende revelar nos próximos dias investigando o sítio de Lula em Atibaia e seu triplex no Guarujá.

A revolução Macri

Mauricio Macri decretou a liberação de todos os documentos oficiais sobre o promotor Alberto Nisman, morto depois de denunciar o pacto entre Cristina Kirchner e o Irã para acobertar os terroristas que assassinaram 85 pessoas na Amia. A Argentina mudou.

O desespero de Kakay

Na carta de repúdio à Lava Jato, Kakay e seus colegas atacam a imprensa, falam em massacre midiático destinado a "pressionar instâncias do Poder Judiciário a manter injustas e desnecessárias medidas restritivas de direitos e prisões provisórias". Kakay ataca a mesma imprensa que por anos lhe concedeu um tratamento festivo e que lhe valeu a fama de grande criminalista. O advogado também acusa o Poder Judiciário de ser suscetível à pressão dessa imprensa. O desespero bate quando os embargos auriculares deixam de fazer efeito.

Dilma é um acidente automobilístico

Dilma Rousseff disse hoje que não errou ao cometer as pedaladas fiscais, pois a legislação "não previa" restrições. "Nós não reconhecemos o erro porque, quando o cinto de segurança não era previsto na legislação, os 200 milhões de brasileiros não estavam cometendo nenhum equívoco". Dilma conduziu a política fiscal do país como um motorista que dirige a 180 km/h com toda a família no carro sem cinto de segurança, ultrapassando semáforos e cruzamentos. Além de negligente, é irresponsável.

Ferraço deixa o PMDB

Ricardo Ferraço anunciou sua desfiliação do PMDB. Em nota, ele criticou duramente a aliança com o PT. "É chegado o momento de buscarmos a união de forças para derrotar de vez esse projeto de poder que tanto mal faz ao nosso País e às futuras gerações". Ferraço deve retornar ao PSDB.

O PMDB lambuzado de Picciani

Mauro Lopes, o nome costurado por Leonardo Picciani com Dilma Rousseff para a Aviação Civil, é da bancada mineira que tentou emplacar o lobista João Augusto Henriques na Diretoria Internacional da Petrobras. É mais do mesmo PMDB que se lambuzou no petrolão.

Exclusivo: O elo do triplex do Guarujá com o sítio de Atibaia

Quando o Ministério Público analisou as fotos do triplex de Lula no Guarujá - reformado pela OAS -, chamou a atenção a cozinha ainda com a proteção plástica da Kitchens, loja de luxo especializada em cozinhas planejadas. Eles descobriram agora que, além da reforma arquitetônica, a OAS bancou a decoração. A cozinha e os armários do triplex de Lula foram encomendados na loja da Kitchens, na Av. Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo. Na mesma loja, a OAS também encomendou a cozinha do sítio de Atibaia, frequentado por Lula. 


Lula será pego pelo estômago

Exclusivo: O 'chef' da cozinha de Atibaia

A cozinha do sítio de Atibaia foi encomendada por dois executivos da OAS, o projeto foi feito pela própria Kitchens com acompanhamento de uma estagiária da empreiteira. Quem aprovou o projeto com orçamento foi Fernando Bittar, sócio de Lulinha e um dos donos formais do sítio. Quando se referiam à cozinha, os executivos da OAS diziam que era para o amigo de um diretor da OAS.

Copa Airlines é o encanto das companhias aéreas para políticos gaúchos

Tem uma empresa aérea internacional que é da grande preferência dos políticos gaúchos. É a Copa Airlines. Voa direto para a Cidade do Panamá. O que é que o Panamá tem que encanta tanto os políticos gaúchos? Ora..... é aquilo que já encantava antes o "guerreiro do povo brasileiro". Uma simples verificação nos registros de viagens aéreas da companhia permitirá comprovar que suas Excelências e seus carregadores de malas fizeram dezenas de viagens para lá.

Exclusivo: Pressa e endereço secreto

A OAS designou para coordenar a compra da cozinha do sítio de Atibaia um diretor chamado Paulo Roberto Gordilho, que recebeu a equipe da Kitchens na sede da avenida Angélica. Gordilho fez várias exigências incomuns. Ele cobrou a entrega da cozinha para 30 dias, enquanto o prazo normal é de 90 dias - a loja conseguiu entregar em cerca de 50 dias. A OAS pagou a mais para que a Kitchens encomendasse os eletrodomésticos e bancadas que não fazem parte do catálogo de produtos da loja. Gordilho também não forneceu o endereço para os funcionários tirarem as medidas da cozinha. Quando os montadores precisaram instalar os armários, o caseiro do sítio serviu de guia até a propriedade.

Petrobras desmente Dilma

Diretor financeiro da Petrobras, Ivan Monteiro negou que a companhia vá fazer uma operação de capitalização, como disse Dilma Rousseff no café da manhã com setoristas. "Isso seria a última alternativa a ser perseguida pela companhia e não está no nosso radar", disse Monteiro. "Nós, desde o início, o que fizemos foi afastar a hipótese de recorrer ou ser assistido pelo Tesouro." Dilma é um acidente petrolífero.

Exclusivo: Mala de dinheiro pagou cozinha de Atibaia

A cozinha do sítio de Atibaia custou cerca de R$ 200 mil, valor cheio, pago à vista, sem chororô. O orçamento foi aprovado por Fernando Bittar e quitado pelo representante da OAS, que levou o dinheiro numa maleta executiva. A nota fiscal foi emitida em nome do sócio de Lulinha. O acabamento da cozinha é de alto padrão, mas não tem luxos. Os armários são de MDF com laminado de madeira, bancada da pia em Corian e eletros da linha gourmet da Brastemp.

Exclusivo: Armários do triplex custaram R$ 300 mil

Se, para o sítio de Atibaia, a OAS encomendou apenas a cozinha da Kitchens, no caso do triplex do Guarujá, a empreiteira bancou todos os armários, inclusive guarda-roupas, toda a área de serviço e a cozinha gourmet. O valor chegou a R$ 300 mil. Dessa vez, o pagamento foi feito por TED e a nota fiscal saiu em nome da própria OAS.

Barril de problemas

O mundo assiste estupefato à incrível queda do petróleo para aquém dos US$ 30 o barril. A commodity, que até pouco tempo atrás valia mais de US$ 100, pode baixar ainda mais, a US$ 20, antes de voltar a subir, disse o investidor Jim Rogers, um dos maiores especialistas sobre o assunto, em entrevista a O Financista. Segundo ele, caso alguma grande petrolífera não aguente a pressão, aí o preço pode bater os US$ 10. Encara essa, Petrobras?

Copa e cozinha

A encomenda da cozinha da Kitchens para o sítio de Atibaia foi feita em abril de 2014, enquanto a dos armários do triplex no Guarujá data de alguns meses depois, setembro. Foi mesmo o ano da copa.

"Certamente, não eram votos, ou só votos"

Eliane Cantanhêde, no Estadão, levanta uma questão intrigante: "Collor é de Alagoas, Estado pequeno com apenas nove dos 513 deputados federais, e é do PTB, partido que é o oitavo da Câmara, tinha 18 deputados em 2014 e elegeu 25. Detalhe: nenhum dos eleitos por Alagoas é do partido. Então, fica difícil compreender, com base na política e na aritmética, o que Lula tanto pretendia lucrar ao entregar a BR para Collor. Certamente, não eram votos no Congresso, ou só votos no Congresso. Lula dirá que não sabe, não viu, não ouviu falar, não deu coisa nenhuma e, aliás, quem é mesmo esse tal de Collor? Como já disse que nunca teve nenhuma relação com o diretor de Finanças e Serviços da BR Nestor Cerveró, hoje delator da Lava Jato. Mas, se Collor não tinha nada com a BR, por que e para que ele recebeu o diretor de Finanças da empresa no aconchego da Casa da Dinda? E por orientação de quem?"

PGR quer tirar mandatos de Delcídio e Collor

Nas denúncias que apresentou ao STF no ano passado, Rodrigo Janot pediu a perda de mandato dos senadores Fernando Collor e Delcídio do Amaral. As denúncias estão sob segredo de justiça.

Juízes rebatem advogados: "Gritam e esperneiam"

A Associação de Juízes Federais (Ajufe) divulgou uma longa e substantiva nota em reação à carta-manifesto dos advogados de defesa dos réus da Lava Jato. Na nota, os juízes afirmam que a Lava Jato coroa um "lento e gradual processo de amadurecimento das instituições". "A quebra de um paradigma vigente na sociedade nunca vem desacompanhada de manifestações de resistência. Gritam e esperneiam alguns operadores desse frágil sistema que se sentem desconfortáveis com a nova nova realidade vigente." O texto também exalta o papel da imprensa, que "há décadas" denuncia desvios de recursos públicos envolvendo políticos, empresários, "pessoas poderosas" que "raramente pagavam pelo crime cometido". "O poder financeiro ainda lhes possibilita contratar renomadas bancas de advogados para ingressar com infindáveis recursos protelatórios nos tribunais – manobras que, em geral, levavam à prescrição da pena e à impunidade do infrator. Um modelo que começa a ruir." "A Justiça Federal realiza um trabalho imparcial e exemplar, sem dar tratamento privilegiado a réus que dispõem dos recursos necessário para contratar os advogados mais renomados do país. Essa ausência de benesses resulta em um cenário incomum: empreiteiros, políticos e dirigentes partidários sendo presos."

O petista Arlindo Chinaglia agiu para evitar ida do empreiteiro propineiro Léo Pinheiro à CPI em 2013


Mensagens obtidas pelos investigadores da Operação Lava Jato com a apreensão do celular do ex-presidente da OAS, José Adelmário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro, mostram que o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) trocou informações com o empreiteiro sobre a possível convocação do executivo em uma CPI na Câmara. Chinaglia não é investigado na Lava Jato. Em outubro de 2013, Léo Pinheiro, hoje condenado na Lava Jato, chegou a ser convocado para depor em uma comissão parlamentar de inquérito na Câmara sobre tráfico humano em obras da empreiteira OAS no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Em 29 de outubro de 2013, Pinheiro enviou mensagem para um número não identificado atribuído a Chinaglia em que o petista diz: "Articulei publicamente com os líderes da base o esvaziamento da reunião que deve acontecer. Se der quórum, não vota hoje ou derrotaremos. Liguei pro Luiz Couto, do PT, e ele me atendeu. (Cândido) Vaccarezza está firme em campo. Vai dar certo". Em novembro de 2013, poucos dias antes do requerimento sobre Pinheiro ser retirado de pauta pelo autor da proposta, Chinaglia enviou uma mensagem a outro número não identificado: "Amanhã haverá reunião e votação de requerimentos que estamos acompanhando. O que convoca/convida o presidente da emp não esta pautado. Estaremos marcando. Abs". Chinaglia confirmou que conheceu Pinheiro em um evento na Bahia. Ele afirmou que, em uma das conversas, surgiu a preocupação de o então presidente da OAS ser chamado à CPI e disse que, na condição de líder do governo, pesquisou se havia a convocação. As conversas se estenderam no ano eleitoral de 2014. "Novas regras de compliance para as empresas públicas. Acabar com cargos em Comissão. Prestigiar os Concursados. Planos de Cargos e Salários para o Funcionalismo Público. Critérios objetivos para promoções. Saúde, Educação e Segurança com adicionais para os que atuam em Áreas de Risco. Acho que por ai. Abs", teria escrito Pinheiro a Chinaglia em 19 de outubro de 2014. "Leo para presidente. abs.", respondeu o petista.

Walmart revela que já fechou 60 lojas no Brasil


A rede varejista Walmart anunciou nesta sexta-feira, nos Estados Unidos, um plano para encerrar as operações de 269 lojas em vários países. No Brasil, a companhia confirmou que já ocorreu o fechamento de 60 pontos de venda. Apenas nos Estados Unidos, a rede decidiu fechar 154 lojas, incluindo 102 do formato Walmart Express, lojas de tamanho menor que vinham sendo testadas desde 2011. De acordo com a empresa, as operações encerradas pelo Walmart Brasil vinham apresentando baixa performance. Essas 60 lojas representam 5% do total das vendas da companhia em território brasileiro, informou a rede. Segundo a companhia, vários dos funcionários afetados foram realocados para outras unidades no Brasil. A ordem da matriz americana para fechamento das lojas começou a ser cumprida nos últimos dias de 2015. As operações internacionais do Walmart perderão ao todo 115 pontos de venda. Além dos 60 fechamentos no Brasil, a rede anunciou que outras 55 lojas estão sendo fechadas em outros países da América Latina. O encerramento das operações faz parte de um grande processo de revisão do portfólio de lojas da companhia norte-americana, que até então tinha mais de 11,6 mil pontos de venda no mundo. No Brasil, a confirmação dos fechamentos ocorre junto com mudanças no alto escalão. Flávio Cotini, atual vice-presidente de finanças do Walmart Brasil, será o novo presidente e CEO da operação no país. A mudança ocorre após a promoção do atual presidente, Guilherme Loureiro, que assume o Walmart no México e América Central. As trocas de comando passam a valer a partir do dia 1º de fevereiro. O Walmart tem precisado aumentar despesas e investimentos. Em uma reunião com investidores em outubro, o CEO global da companhia, Doug McMillon, afirmou que o lucro no próximo ano fiscal poderia cair em torno de 12% por conta da necessidade de investimento em comércio eletrônico, aumentos de salário e necessidade de reforma nas lojas. De acordo com a companhia, os fechamentos vão gerar um impacto da ordem de 20 a 22 centavos de dólar no lucro por ação da empresa, sendo que 75% disso está ligado ao encerramento de operações nos Estados Unidos e grande parte do restante diz respeito ao Brasil. Segundo a empresa, os investimentos em abertura de lojas não devem ser encerrados. O Walmart afirma que serão mais de 300 novas lojas no mundo todo no ano. Fora dos Estados Unidos, os planos envolvem entre 200 a 240 novas lojas.

Ditador Nicolas Maduro decreta "estado de emergência econômica" para ampliar seu poder na Venezuela


O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, decretou nesta sexta-feira "estado de emergência econômica" por 60 dias para "tentar proteger os direitos sociais de educação, saúde e moradia de todos os venezuelanos". O anúncio ocorre no mesmo dia em que Maduro irá apresentar seu informe de gestão na Assembleia Nacional, pela primeira vez perante um Parlamento de maioria opositora. De acordo com a Lei Orgânica sobre estados de emergência de 2001, a medida "só pode ser declarada para situações objetivas de extrema gravidade, insuficientes para os meios ordinários que dispõe o Estado para resolvê-los". Geralmente, o Executivo invoca o estado de emergência em situações de guerra ou diante de uma catástrofe natural de grande impacto. Na prática, depois de decretado o estado de emergência, os poderes do Executivo são ampliados, "com a restrição temporária das garantias constitucionais e a permissão de execução, acompanhamento, supervisão e fiscalização das medidas tomadas de acordo com a lei", informa o texto venezuelano. Traduzindo em miúdos, o ditador Maduro está usando um subterfúgio para fortalecer seu poder diante do avanço democrático da oposição. "É declarado estado de emergência econômica em todo o território nacional em conformidade com a Constituição da República Bolivariana da Venezuela e seu ordenamento jurídico, por um período de sessenta dias", publicou o Diário Oficial. O novo ministro da Economia, Luis Salas, nomeado há uma semana para coordenar a nova equipe econômica, forneceu os detalhes do decreto. Entre as medidas estão a dispensa de licitações para agilizar as compras do governo que requerem urgência e de "trâmites, procedimentos e requisitos" para importação e nacionalização de mercadorias. O governo venezuelano também se compromete a adotar todas as medidas necessárias para garantir o acesso dos cidadãos a alimentos, medicamentos e outros produtos básicos. Dessa forma, poderia exigir de proprietários ou empresas responsáveis pela distribuição dos produtos o controle de seus meios de transporte, canais de distribuição, matadouros, equipamentos e demais recursos. Entre as medidas anunciadas também está a adoção de providências para garantir investimentos estrangeiros e transferir "recursos extraordinários" para setores de saúde, educação, alimentação e habitação. A economia venezuelana é um desastre, depende em mais de 90% do petróleo, e os preços internacionais do óleo não param de baixar, o que torna mais crítica a situação do país. 

Deputada estadual gaúcha Regina Becker Fortunati pode perder o mandato

O PDT pode sonhar em ter de volta a cadeira na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul pertencente à deputada estadual Regina Becker Fortunati. Isto porque a Procuradoria Regional Eleitoral está analisando se, ao trocar os trabalhistas pela Rede Sustentabilidade, Regina violou a nova legislação eleitoral. Regina Becker Fortunati mudou de sigla em dezembro, valendo-se da lei que vigia até três meses antes, que entendia como justa causa para a troca, entre outras três possibilidades, a criação de um novo partido. Mas a minirreforma, aprovada em outubro, eliminou essa opção, aceitando apenas se for feita nos seis meses anteriores ao pleito eleitoral, além de desvio reiterado do programa partidário e grave discriminação político-pessoal. Ela não se enquadra em nenhum desses casos. Na troca de partido, o mandato de Regina Becker Fortunati passou a valer algo como 300 mil reais por mês. Ela é uma tradicional militante da esquerda comunista, tendo participado do MR8, Seu marido, o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, também tem origem na esquerda marxista. Ele foi membro do PRC (Partido Revolucionário Comunista), ao lado de petistas como Marina Silva, José Genoíno e o peremptório "grilo falante" e poeta de mão cheia e tenente artilheiro Tarso Genro. 

Advogados de réus da Lava Jato forjam assinatura do ex-ministro do STJ, Gilson Dipp


Um grupo de 105 advogados,  liderado por Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, lançou hoje na imprensa um manifesto em repúdio ao que chamou de “abusos” da Operação Lava Jato. O documento cita “vazamento seletivo" de informações sigilosas e afirma que as prisões vêm sendo usadas para forçar acordos de delação premiada. Um dos nomes que subscrevem o manifesto é do advogado e ministro aposentado do STJ, o gaúcho Gilson Dipp, que garantiu não ter conhecimento do documento: "Não sei por que meu nome está aí. Não assinei nada disso". Esses advogados são quase todos defensores de petistas corruptos, ou de corruptos da base aliada do PT, e de empreiteiras ou empreiteiros propineiros, corruptos e corruptores. 

Juízes e procuradores repudiam o manifesto dos advogados

A Associação Nacional dos Procuradores da República contestou hoje o manifesto dos advogados dos réus da Lava Jato e disse que as decisões tomadas têm base legal: “É um direito espernear. Mas as decisões são baseadas em provas robustas. As delações são um ponto de partida das investigações. Para se conseguir uma condenação, todas precisam ser ratificadas. Não se trata de decisões de um juiz isolado. É a jurisprudência reiterada de vários tribunais, inclusive da Suprema Corte”, afirmou o diretor de Comunicação da entidade, Alan Mansur. Também houve reação da Associação dos Magistrados Brasileiros que, na voz de seu presidente, João Ricardo dos Santos Costa, criminalizou a carta do Kakay: “Faltou sinceridade, idoneidade nessa carta. É assinada por profissionais que têm interesse nas causas. É lamentável esse ataque ao Judiciário. Essa carta é uma manobra para pressionar o Judiciário e repudiamos esse tipo de procedimento. A sociedade tem que encarar esse manifesto como algo que não é de interesse público, mas de interesse privado".

Eduardo Cunha diz que PT está por trás da nova onda de vandalismo em São Paulo

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) disse hoje que está convencido de que o PT está por trás das aparições de black blocs nas manifestações contra o aumento das tarifas de ônibus em São Paulo. Para ele, a intenção seria desestimular a classe média a comparecer em eventuais manifestações que venham a acontecer em março, quando o impeachment de Dilma Rousseff for discutido na Câmara.

Foro Econômico de Davos diz que corrupção e crise política destimulam investidores pelo Brasil

O maior obstáculo para se fazer negócios no Brasil é o fracasso da governabilidade do País. É o que alerta o Fórum Econômico Mundial que, nesta sexta-feira, divulgou um informe sobre os maiores riscos globais para o ano, apontando, sobre o Brasil, a crise política e a corrupção. O cenário foi desenhado por 60% de 13 mil empresários consultados pela entidade. No restante do mundo, a questão da falência da administração pública aparece apenas como o quarto maior risco e é citado como problema para apenas 27% dos entrevistados. Neste caso, os maiores riscos globais, segundo Davos, seriam a imigração e mudanças climáticas em 2016.

Cerveró cita ordem de Lobão para atender pedido do Banco BVA



O ex-diretor da área Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, um dos delatores da Operação Lava Jato, afirmou que "entre 2009/2010" houve uma ordem do então ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB-MA), para atender o Banco BVA na participação da Petros, fundos de pensão da Petrobras. Segundo Cerveró, o dono do banco, José Augusto Ferreira dos Santos, é amigo de Lobão. O delator relatou que o negócio foi feito e, alguns anos depois, o banco faliu e a Petros perdeu o dinheiro investido. As declarações estão em um resumo entregue por Cerveró à Procuradoria, antes de o ex-diretor fechar acordo de delação premiada. Cerveró foi diretor da área Internacional da Petrobras entre 2003 e 2008. Após ser exonerado do cargo, o executivo assumiu a diretoria financeira da BR Distribuidora. "Nestor Cerveró, enquanto diretor financeiro da BR Distribuidora, tinha um assento no comitê de investimento, sendo que o restante era composto por um representante de cada empresa do Grupo de Petrobras. Diante disso, Nestor Cerveró indicava para participar dessas reuniões seu gerente financeiro, especialista em investimentos, Fernando Mattos", afirmou o ex-diretor no documento. Fundada pela estatal em julho de 1970, a Petros é o segundo maior fundo de pensão do País. Em 2015, o número de participantes do plano chegou a 158 mil. Cerveró afirmou que naquele ano o banco BVA fez uma proposta a Petros para que a empresa fizesse um negócio "de grande monta" em um fundo de investimento do banco, "cujo valor não se recorda, mas certamente Fernando Mattos lembra". "Entre 2009/2010, Nestor Cerveró recebeu um telefonema do ministro Lobão, questionando quem era Fernando que trabalhava com ele, pois estava 'atrapalhando' a aprovação do investimento da Petros naquele banco. Diante disso, Nestor explicou que era um funcionário especialista em investimentos, sendo respondido que deveria tirar o Fernando, caso não fosse aprovado o referido investimento. Assim, o investimento foi feito, sendo que passados alguns anos o banco faliu e a Petros perdeu o dinheiro investido", relatou o delator. Segundo Cerveró, o comitê de investimento da Petros se reúne mensalmente para discutir estratégias, "sendo que por lei é determinado que os planos de previdência invistam em rendimentos que sejam superiores à inflação (em 2010 era de 6%)". O delator afirmou que, na arrecadação da Petros, o funcionário paga um valor conforme o seu salário e a Petrobras paga a mesma quantia mensalmente. O fundador do BVA, José Augusto Ferreira dos Santos, foi sócio de uma das empresas envolvidas na chamada "máfia do lixo" instalada na prefeitura petista de Santo André, esquema que veio à tona com o assassinato do ex-prefeito Celso Daniel, em janeiro de 2002. Santos também teria se envolvido em escândalo relacionado a compensações fraudulentas de dívidas com a Receita Federal e teve operações recusadas pelo Fisco quando tentava quitar impostos com créditos podres. Em 2010, uma advogada de Santos informou ao Estado que o banqueiro foi vítima no caso do escândalo tributário e que teria acertado tudo com a Receita. Em setembro de 2014, a Justiça aceitou o pedido de falência do Banco BVA. A reportagem não conseguiu localizar José Augusto Ferreira dos Santos. O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, que defende o senador Edison Lobão, afirmou que o parlamentar não se lembra de conhecer José Augusto Ferreira dos Santos, não tem relação comercial com ele ou com o Banco BVA. Segundo o criminalista, Lobão não sabia que Nestor Cerveró tinha um assento no Comitê de Investimento. Kakay disse ainda que nunca tratou desse assunto com Cerveró. A Petros esclareceu que nunca investiu diretamente no BVA, mas sim em fundos que eram geridos pelo banco e que, após a sua liquidação, foram transferidos para outros gestores. A fundação já recebeu mais de 90% do total investido em títulos privados estruturados pelo BVA e está na Justiça buscando o restante. 

Janot retorna do recesso e se reúne com Lewandowski no STF


O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, chegou na tarde desta quinta-feira, 14, ao Supremo Tribunal Federal (STF) para uma reunião com o presidente da Corte, ministro Ricardo Lewandowski. A pauta oficial do encontro dos dois é o orçamento de 2016 do Judiciário e do Ministério Público da União. Janot, que retornou do período de recesso de fim de ano nesta semana, evitou respostas sobre a Operação Lava Jato ao chegar ao Tribunal. Na volta do recesso do Judiciário, o plenário do STF terá de analisar o pedido feito pelo procurador-geral da República de afastamento do presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de suas funções. A solicitação da PGR foi feita na última semana de trabalho do Tribunal, em dezembro. As sessões do STF voltarão a ocorrer a partir de fevereiro. Questionado sobre quando o caso deve ser levado a plenário, Janot respondeu apenas que a questão é definida pelo próprio Supremo.

Advogados defensores de petistas e empreiteiros propineiros divulgam manifesto contra a Operação Lava Jato


Advogados penalistas e constitucionalistas redigiram manifesto contra a Operação Lava Jato. O documento será divulgado nesta sexta-feira, 15, nos principais veículos de comunicação. Os advogados, entre eles defensores de políticos petistas ou da base aliada do PT e de empreiteiras e empreiteiros propineiros, sob suspeita de formação de cartel no esquema de corrupção instalado na Petrobras entre 2004 e 2014, afirmam que “no plano do desrespeito a direitos e garantias fundamentais dos acusados, a Lava Jato já ocupa um lugar de destaque na história do País”. “Nunca houve um caso penal em que as violações às regras mínimas para um justo processo estejam ocorrendo em relação a um número tão grande de réus e de forma tão sistemática”, afirmam. O manifesto, que não cita nenhum protagonista da força-tarefa da Lava Jato, será distribuído apenas alguns dias depois que o ministro Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo Tribunal Federal, manteve na prisão o empreiteiro Marcelo Odebrecht - capturado na Operação Erga Omnes no dia 19 de junho de 2015, por suspeita de corrupção e lavagem de dinheiro. Subscrevem o documento nomes de grande prestígio na advocacia, profissionais que ao longo de muitas décadas travaram embates memoráveis nos tribunais, como Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, Antonio Carlos de Almeida Castro Kakay, Nabor Bulhões e Antonio Sérgio de Moraes Pitombo. Um trecho da carta é categórico: “O desrespeito à presunção de inocência, ao direito de defesa, à garantia da imparcialidade da jurisdição, o desvirtuamento do uso da prisão provisória, o vazamento de informações seletivas e confidenciais, a execração publica dos réus, dentre outros graves vícios, estão se consolidando como marca da Lava Jato, com consequências incalculáveis para o presente e o futuro da justiça criminal brasileira". A carta diz que “o que se tem visto nos últimos tempos é uma espécie de inquisição, ou neoinquisição, em que já se sabe, antes mesmo de começarem os processos, qual será o seu resultado, servindo as etapas processuais que se seguem entre a denúncia e a sentença apenas para cumprir ‘indesejáveis’ formalidades”. Segue o esboço do documento: “Nessa última semana, a reportagem de capa de uma das mais vendidas revistas semanais brasileiras não deixa dúvida à gravidade do que aqui se passa. Numa atitude ignominiosa e tipicamente sensacionalista, fotografias de alguns dos réus (extraídas indevidamente de seus prontuários na Unidade Prisional em que aguardam julgamento) foram estampadas de forma vil e espetaculosa, com o claro intento de promover-lhes o enxovalhamento e instigar a execração pública. Trata-se, sem dúvida, de mais uma manifestação da estratégia em prejuízo da presunção da inocência das pessoas e da imparcialidade que haveria de imperar nos julgamentos dos acusados - que tem marcado, desde o começo, o comportamento desvirtuado estabelecido entre os órgãos de persecução e alguns setores da imprensa.” O texto deverá apontar também: “Esta é uma prática absurda e que não pode ser tolerada numa sociedade que se pretenda democrática, sendo preciso reagir e denunciar tudo isso, dando vazão ao sentimento de indignação que toma conta de quem tem testemunhado esse conjunto de acontecimentos. A operação Lava Jato se transformou numa Justiça à parte. Uma Justiça que se orienta pela tônica de que os fins justificam os meios, o que representa um retrocesso histórico de vários séculos, com a supressão de garantias e direitos duramente conquistados, sem os quais o que sobra é um arremedo de processo, enfim, uma tentativa de justiçamento, como não se via nem mesmo na época da ditadura.” Os advogados afirmam: “É inaceitável - como já se fez várias vezes, sendo a última e mais inadmissível em face de Ministro integrante de uma das mais altas Cortes do país - que magistrados sejam atacados ou colocados sob suspeita pelo fato de decidirem ou votarem (de acordo com seus convencimentos e consciências) pelo restabelecimento da liberdade dos réus, a ponto de se fazer necessária, em desagravo, a insurgência e a manifestação de apoio e solidariedade de entidades associativas de juízes. Isto é gravíssimo e além de representar uma tentativa de supressão da independência judicial, revela que aos acusados não está sendo assegurado o direito a um justo processo.” Os causídicos da Lava Jato avaliam que “é de todo inaceitável, numa justiça que se pretenda democrática, que a prisão provisória seja indisfarçavelmente utilizada para estimular a celebração de acordos de delação premiada, como, aliás, já defenderam publicamente alguns Procuradores que atuaram no caso”. “Num dia os réus estão encarcerados por força de decisões que afirmam a imprescindibilidade de suas prisões, dado que suas liberdades representariam gravíssimo risco à ordem pública; no dia seguinte, fazem acordo de delação premiada e são postos em liberdade, como se num passe de mágica toda essa imprescindibilidade da prisão desaparecesse. No mínimo, a prática evidencia o quanto artificiais e puramente retóricos são os fundamentos utilizados nos decretos de prisão. É grave o atentado à Constituição e ao Estado de Direito e é inadmissível que Poder Judiciário não se oponha a esse artifício.”

Gasolina nos EUA baixa para 52 centavos o litro, o menor valor em sete anos


A gasolina alcançou o seu menor valor nos Estados Unidos em sete anos, sendo vendida a menos de US$ 2,00 o galão, ou seja, 52 centavos o litro, segundo dados oficiais divulgados nesta quinta-feira (14). Um galão equivale a aproximadamente 3,8 litros.O preço médio da gasolina vendida ao público caiu no começo da semana, a US$ 1,996 o galão, segundo a agência federal de informação sobre energia (EIA). Esse valor é o mais baixo desde março de 2009, quando os Estados Unidos estavam em plena recessão. Em alguns estados o litro custa menos. No Missouri é vendido a 43 centavos de dólar e no Texas, a 45 centavos.

Procuradoria recomenda ao STF soltar publicitário Ricardo Hoffmann

A Procuradoria-Geral da República recomendou ao Supremo Tribunal Federal conceder habeas corpus ao publicitário Ricardo Hoffmann, da agência Borghi Lowe, que está preso desde abril em Curitiba no âmbito da Operação Lava-Jato. Hoffmann foi condenado pelo juiz Sergio Moro, que conduz a Lava-Jato na primeira instância, por pagar propina ao ex-deputado federal André Vargas (PT). Em parecer sobre o pedido da defesa de Hoffmann para que ele cumpra prisão domiciliar, a procuradora-geral da República em exercício, Ela Wiecko, diz que "a habitualidade com a qual eram praticados os delitos não indica, por si só, que o ora paciente, caso posto em liberdade, voltará a cometê-los. Ela afirma que, além de ter deixado as funções na Borghi Lowe, os contratos com irregularidades foram encerrados. "Noticiam também que o contrato celebrado pela Borghi Lowe Propaganda, empresa na qual o paciente prestava serviço, com as empresas LSI e Liminar, encerrou-se em 6/2/2015, o que afastaria o risco de reiteração delitiva", prosseguiu a procuradora, entendendo que caso revogada a prisão, Hoffmann não apresentaria perigo para as investigações, segundo a defesa. "Não subsiste, pois, risco concreto de que os mesmos delitos continuarão a ser praticados caso revogada sua prisão preventiva. O fundamento remanescente, relacionado à gravidade abstrata dos delitos e à periculosidade genérica do paciente, mostra-se insuficiente para manutenção da sua prisão preventiva, na linha da jurisprudência dessa Corte Suprema", segue o documento. A procuradora recomenda que sejam adotadas medidas cautelares, tais como comparecimento bimestral em juízo; recolhimento domiciliar no período noturno e nos dias de folga; proibição de exercer atividades que envolvam a contratação com o poder público, de manter contato com outros réus do mesmo processo e de sair do País, tendo que entregar o passaporte; além de ter que pagar fiança no valor de R$ 957,2 mil. O Ministério Público Federal já havia recomendado essas medidas a Hoffman, em troca da prisão domiciliar. Ao condenar Hoffman, o juiz Moro escreveu que, apesar da manifestação do MPF favorável ao pleito da defesa e "concordando com a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares alternativas, dentre as quais fiança de R$ 957.144,04, o fato é que as condutas imputadas ao acusado são de elevada gravidade em concreto, uma vez que envolvem o pagamento por período considerável de propinas a parlamentar federal. O pagamento de propina a Parlamentar ao tempo em que este ocupava o relevante cargo de vice-presidente da Câmara revela certa ousadia na prática de crimes e merece especial atenção e reprovação".

Professor franco-argelino condenado por ligação com o terrorismo islâmico da Al Qaeda é afastado das aulas na UFRJ

Condenado na França por "associação com criminosos com objetivo de planejar um atentado terrorista", o físico franco-argelino Adlène Hicheur vai deixar de dar aulas na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) por orientação da própria instituição. Hicheur teve uma reunião na manhã desta quinta-feira (14) com a direção do Instituto de Física e foi aconselhado a continuar apenas seu trabalho como pesquisador na unidade. A universidade, que passou por greve em 2015, encerrará o segundo período do ano passado em março.


O físico pretende sair do País. Mas ainda tem contrato em vigor com a UFRJ, que termina em junho. Hicheur ainda avalia se vai romper o vínculo antecipadamente ou não. O afastamento teria o objetivo de evitar a exposição dele, de acordo com a versão dos representantes da UFRJ. De acordo com um funcionário da UFRJ, que preferiu não se identificar, Hicheur concordou com a orientação do Instituto de Física. A UFRJ confirmou a substituição do professor "para evitar que influências não acadêmicas interfiram no andamento das aulas". Segundo a nota da universidade, ele continua exercendo "atividades de pesquisa na pós-graduação". De acordo com diretor do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), Ronald Shellard, o franco-argelino quer sair do Brasil. "Ele quer sair do Brasil. Está decepcionado com tudo que fizeram com ele. Pegaram acusações infundadas e o acusaram", disse Shellard. O colega do físico afirma que Hicheur levava uma vida comum no Brasil e falava abertamente sobre sua prisão. O estrangeiro não demonstrava ter contato com terroristas e, em alguns momentos, chegou a criticar grupos extremistas como o Estado Islâmico, segundo o diretor. "Teve um episódio, por exemplo, que o Estado Islâmico ocupou uma cidade do Iraque, que ele veio à minha sala e falou que aquilo era estupidez, que estavam soltando o diabo", disse Shellard. Professor visitante do Instituto de Física da UFRJ, Hicheur foi condenado em 2012 a cinco anos de prisão. Ficou preso por dois anos e meio, entre 2009 e 2012, quando teve direito a uma redução de pena. A Justiça francesa o condenou com base em mensagens eletrônicas trocadas por ele com integrantes da rede terrorista Al Qaeda na Argélia. Na última segunda-feira (11), o ministro Aloizio Mercadante (Educação) afirmou que Hicheur não deveria ter entrado no Brasil. Mercadante afirmou acompanhar o caso há cerca de três meses, quando ainda era titular da Casa Civil. "É logico que Hicheur deveria ter sido bloqueado. Uma pessoa que foi condenada por prática de terrorismo não nos interessa para ser professor no Brasil. Não temos nenhum interesse nesse tipo de pessoa", disse Mercadante.

Suíço BancaStato faz oferta ao BTG Pactual pelo BSI

O suíço Banca dello Stato del Cantone Ticino (BancaStato) afirmou nesta quinta-feira (14) que está fazendo uma oferta não vinculante pelo também suíço BSI, controlado pelo brasileiro BTG Pactual. "O BancaStato enviou uma carta de intenções não vinculante sobre a aquisição do BSI. Dado seu escopo, a transação é coordenada com outros dois importantes parceiros e o banco informou o Conselho de Estado sobre os passos tomados", disse a instituição financeira. Em comunicado, o BancaStato afirmou que a oferta representa uma "excelente oportunidade de investimento que está no interesse de todo o setor financeiro e o Estado pode evitar desmembramento do BSI". O BancaStato tem sede no cantão suíço de Ticino, onde também tem sede o BSI. Em comunicado ao mercado nesta quinta-feira, o BTG Pactual disse que seu Conselho de Administração autorizou a negociação do BSI com interessados, sem informar nomes, após ter "recebido manifestações indicativas e não vinculantes" para a aquisição do banco suíço. O BSI e outros ativos foram colocados à venda pelo BTG Pactual depois que seu fundador, o banqueiro André Esteves, foi preso em novembro passado acusado de obstruir a operação Lava Jato, que investiga esquema bilionário de corrupção envolvendo a Petrobras O presidente-executivo do banco Julius Baer, Boris Collardi, disse que o banco não tem forte interesse em comprar o BSI. O comentário veio depois que o grupo Safra disse na quarta-feira (13) não ter planos de fazer uma oferta pelo BSI, negando informações de um jornal suíço de que um acordo envolvendo o BSI teria sido alcançado. O BTG Pactual quer vender o BSI pelo equivalente a 1,4% dos ativos sob gestão da instituição na Suíça, ou cerca de 1,4 bilhão de dólares. O grupo brasileiro concluiu a compra do BSI em setembro passado por cerca de 1,3 bilhão de dólares. 


O banco BTG Pactual tem se desfeito de ativos para aumentar o dinheiro em caixa disponível em meio à crise que vive, após a prisão de seu ex-controlador, André Esteves. No final de dezembro, o Itaú Unibanco informou que fechou acordo com o Banco BTG Pactual para a compra da participação de 81,94% do BTG na empresa de recuperação de crédito Recovery do Brasil Consultoria por R$ 640 milhões. O banco vendeu também em dezembro créditos e títulos de renda fixa para o Itaú BBA, banco de investimento do Itaú Unibanco, no montante de cerca de R$ 900 milhões. Esteves, preso em 25 de novembro, é suspeito de tentar obstruir as investigações da Operação Lava Jato da Polícia Federal. Receosos, investidores correram para sacar seu dinheiro. Sete dias após a prisão, os fundos do BTG haviam registrado saída de pelo menos R$ 9,2 bilhões. Para estancar a sangria, os sete principais sócios do banco assumiram o controle no lugar de Esteves e iniciaram uma operação de resgate. Além das carteiras de empréstimo, colocaram à venda participações em diversas empresas e acertaram com o FGC (Fundo Garantidor de Créditos)um empréstimo de R$ 6 bilhões. Com essa linha, o BTG ganhará tempo para negociar a venda de ativos. O banco já vendeu sua participação na Rede D'Or, maior grupo de hospitais privados do País, por R$ 2,38 bilhões, e está disposto a repassar outras empresas. Em comunicado em 4 de dezembro, o BTG reconheceu que analisa a venda do recém-adquirido banco suíço BSI e de participações na varejista Leader, na rede de academias BodyTech, na companhia de compra e venda de imóveis comerciais BR Properties, na empresa de serviços navais Bravante e no UOL, empresa do Grupo Folha. O Pactual tem 5,9% de ações do UOL.

Baiano reconhece ex-assessor do petista Palocci que teria recebido dois milhões de reais para a campanha de Dilma


O lobista Fernando Soares, o Fernando Baiano, reconheceu um ex-assessor do ex-ministro Antonio Palocci, chamado Charles Capella, como o interlocutor que estava numa casa em Brasília na qual foi acertada a doação de R$ 2 milhões para o caixa dois da campanha de Dilma Rousseff (PT) em 2010. Capella, no entanto, não participou do encontro, segundo Baiano. Nessa época, Palocci era um dos coordenadores da campanha da Dilma à Presidência. A reunião teria tido ainda a participação do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, na versão de Baiano. Segundo ele, Costa temia ser demitido do cargo de diretor de Abastecimento porque Dilma não gostava dele por causa da má fama do executivo dentro da estatal. Paulo Roberto Costa foi até Palocci para continuar no cargo com a eventual vitória de Dilma, ainda de acordo com Baiano, o que de fato ocorreu. Baiano relatou à Polícia Federal que o encontro ocorreu numa casa azul perto do lago Paranoá, em Brasília. A versão de Baiano foi apresentada em acareação realizada nesta quinta-feira (14) na Polícia Federal em Curitiba. Palocci e Capella negam ter participado do encontro e dizem nunca ter se reunido com Baiano nem conhecê-lo. Já o doleiro Alberto Youssef não reconheceu Capella como sendo a pessoa para quem diz ter entregado R$ 2 milhões em um hotel em São Paulo, em 2010, a pedido de Paulo Roberto Costa.  O montante, segundo o doleiro, foi entregue a uma pessoa que parecia ser motorista. A presença de Capella na casa de Brasília foi citada em depoimentos do lobista Fernando Baiano, delator da operação. A Polícia Federal fez outra acareação nesta quinta-feira (14), entre Baiano e o pecuarista José Carlos Bumlai, amigo de Lula. Bumlai negou que tenha agendado a suposta reunião entre Paulo Roberto Costa, Baiano e Palocci. Esta versão foi apresentada por Baiano em seu acordo de delação. Baiano foi solto em novembro, depois de fechar um acordo para colaborar com as investigações. Youssef e Paulo Roberto Costa também assinaram acordos de delação. Baiano reafirmou o que dissera aos investigadores: que o pecuarista usou sua influência junto ao PT para intermediar uma reunião de Palocci com Paulo Roberto Costa. Bumlai, no entanto, disse que isso nunca ocorreu. Ele afirmou que até conversou com Baiano sobre a situação de Paulo Roberto Costa na Petrobras, mas negou ter intermediado o suposto encontro. Bumlai foi também ouvido sobre a chácara em Atibaia (SP) que é frequentada pelo ex-presidente Lula e seus familiares. Ele disse ter estado no imóvel duas vezes, depois de Lula ter deixado a Presidência, em 2010. O pecuarista negou que o ex-presidente seja dono do imóvel. Segundo ele, a chácara é de Jonas Suassuna e Fernando Bittar, sócios de Fábio Luís da Silva, filho do ex-presidente. Bumlai negou também conhecer o arquiteto que reformou a chácara de Atibaia, que vive na mesma cidade que o pecuarista, em Campo Grande. A Polícia Federal suspeita que Bumlai indicou o arquiteto e que a OAS bancou a reforma, o que a empresa nega. Na acareação entre Bumlai e Baiano não foi questionado o repasse de R$ 2 milhões, pelo pecuarista, à nora do ex-presidente Lula para quitar um imóvel, como foi citado pelo lobista em delação. Bumlai tem dito que Baiano repassou, na verdade, R$ 1,5 milhão como empréstimo para pagar empregados de suas fazendas, e que os recursos nada têm a ver com a nora de Lula.

Morre o advogado petista Antonio Carlos Sigmaringa Seixas


Faleceu na tarde desta quinta-feira (14), em Brasília, aos 94 anos, o advogado Antônio Carlos Sigmaringa Seixas, que firmou reputação de um dos mais brilhantes profissionais da sua geração com destacada atuação durante a ditadura militar. Ele é pai de Luiz Carlos Sigmarinbga Seixas, também um dos advogados mais admirados de Brasília. O advogado Paulo Machado Guimarães lamentou o falecimento. "É com muita tristeza e emoção que recebo e compartilho a lamentável notícia do falecimento de Dr Antônio Carlos Sigmaringa Seixas. Tive a honra e o prazer de trabalhar em seu escritório no início de minha atividade profissional, entre 1982 e 1984, junto com Luis Carlos Sigmaringa Seixas, José Geraldo de Souza Junior, Alaide Santana e Arnaldo Versiani", afirmou. Segundo Guimarães, trabalhar com ele foi uma experiência marcante. "Sua competência profissional, sua integridade, sua firmeza política, seu caráter, sua simpatia, sua alegria e respeito com que


sempre tratou a todos e todas e um forte e determinante exemplo a ser seguido. Sua atuação na OAB/DF, como conselheiro e como presidente, nos piores períodos da ditadura militar, indicava sua coragem e determinação na luta contra o arbítrio e a necessidade da redemocratização do País". Ele lembra que sua marcante atuação e liderança política no Primeiro Encontro dos Advogados do Distrito Federal realizado apesar das medidas de emergência imposta pelo general Figueiredo, que as atribuiu ao general Newtom Cruz, com seu discurso que iniciou os debates naquele histórico Encontro da advocacia do Distrito Federal, delimitou o conteúdo e o objetivo do evento, como efetivo protesto contra a ditadura militar, que já dava mostras de seu esgotamento. Nós todos, a advocacia e a cidadania brasileira perdem muito com a partida de Dr Antônio Carlos Sigmaringa Seixas. Siga em frente meu Líder! Siga em paz!" O ex-presidente nacional da OAB, o petista Reginaldo Oscar de Castro, também lamentou. "Li com surpresa a notícia do falecimento do grande Advogado Luiz Carlos Sigmaringa Seixas. Nós advogados e o Brasil, perdemos mais um referencial insubstituível do militante das lutas históricas da nossa classe pelo Estado Democrático de Direito", afirmou. "Era um advogado combatente, independente, íntegro, com formação intelectual e humanística ampla e exemplar. Um dos heróis do nosso tempo. Espero que os colegas do Conselho Seccional e Federal, saibam registrar sua relevância neste momento de profunda tristeza da advocacia brasileira", disse Castro.

Netanyahu mantém nomeação e Israel ficará sem embaixador no Brasil

O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, disse na quinta-feira (14) que Dani Dayan continua sendo o seu nomeado para ocupar o cargo de embaixador de Israel em Brasília. Foi a primeira vez que o premiê tocou no assunto publicamente desde agosto, quando Dayan foi indicado. Com isso, e diante da posição brasileira de postergar indefinidamente o agrément (aprovação do Itamaraty) a Dayan, a ausência de um embaixador fará com que Israel deixe ao segundo escalão da embaixada o relacionamento diplomático com o Brasil – diminuindo, na prática, o nível das relações bilaterais. "Acredito que Dani Dayan é um candidato excepcionalmente qualificado. Ele continua a ser meu candidato. Acho que rotular pessoas é o próximo estágio após rotular produtos, e não quero rotular ninguém", disse Netanyahu. O premiê afirmou, porém, que pretende melhorar o elo com o Brasil: "Na verdade, temos um relacionamento crescente. Espero que possamos fortalecer essas relações".


Ainda não está certo por quanto tempo a embaixada ficará sem comando, mas se estima que isso se estenderia por seis meses a um ano. O próprio Dayan afirmou, em entrevista à rádio do Exército israelense, que "é realista" quanto às chances de ser aceito pelo Brasil e que, de certa forma, o cargo já não lhe parece "desafiador". "Entendo perfeitamente a situação. No último meio ano, o Brasil se deteriorou em todos os sentidos e se tornou bem menos importante e desafiador ser embaixador", declarou Dayan à rádio: "Mas não se trata de questão pessoal. O primeiro-ministro precisa decidir como lidar com um país que boicota um cidadão israelense por causa do local onde ele mora". Mesmo confirmando oficialmente que Dayan continua a ser seu nome para o Brasil, pessoas ligadas à Chancelaria israelense disseram que Netanyahu já sabe que ele não será aprovado. Tanto que o premiê procura um novo cargo para Dayan, que deve ser enviado a um dos dois consulados gerais nos Estados Unidos, em Nova York ou Los Angeles. Há, também, pelo menos duas outras opções de embaixadas. A controvérsia quanto à nomeação começou em agosto. Dayan foi apontado como candidato ao cargo depois que o embaixador anterior, Reda Mansour, voltou a Israel por questões pessoais após pouco mais de um ano. A escolha não agradou ao governo brasileiro porque Dayan foi anunciado por Netanyahu pelo Twitter (sem aviso prévio ao Itamaraty) e porque ele liderou, de 2007 a 2013, o conselho Yesha (representante dos 500 mil colonos israelenses na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental). A diplomacia do regime petista é contra a política de ocupação dos territórios palestinos. As tentativas de Israel de contatar diretamente a cúpula do governo brasileiro não deram certo. Netanyahu teria se queixado, inclusive, de que a presidente Dilma Rousseff havia "fugido" dele na conferência da ONU sobre o clima, em dezembro. 

Marin não entrega carta de fiança e pede prazo para propor alternativa, é quase certo que irá para uma cadeia comum em Manhattan


A defesa do cartola José Maria Marin enviou uma carta ao juiz Raymond Dearie, do Tribunal de Nova York, pedindo o prazo de 5 de fevereiro para a apresentação de uma alternativa à carta de fiança de US$ 2 milhões (R$ 8 milhões) pendente. "Falei com a promotoria americana (a acusação) e expliquei por que ainda não fomos capazes de obter a garantia. Estou trabalhando em uma proposta alternativa para completar o pacote de fiança, o qual eu apresentarei à promotoria", afirmou o advogado Charles Stillman no documento na quinta-feira (14). A carta de fiança não será entregue no prazo, esta sexta-feira (15). Se não houver flexibilidade por parte da acusação, bem como do juiz, Marin poderá voltar para a cadeia. O ex-presidente da CBF foi extraditado para os Estados Unidos em 3 de novembro, após cinco meses preso na Suíça. Ele é acusado pelo governo americano de participar de um esquema mundial de propinas e subornos no âmbito de comercialização de jogos e direitos de marketing de competições. Marin se declara inocente. Ele é o tipo do qual não se tem qualquer dúvida, apenas certezas. O réu já desembolsou US$ 1 milhão da fiança previsto no acordo e colocou o apartamento onde cumpre prisão domiciliar em Nova York como garantia. Ele custeia ainda a tornozeleira eletrônica, câmeras de vigilância em seuapartamento e segurança privada que o monitora permanentemente – este último item ao custo mensal de aproximadamente US$ 90 mil (R$ 350 mil), de acordo com serviços similares credenciados pela corte. A carta de fiança é uma espécie de empréstimo do banco, que assegura ao beneficiário que o valor será depositado mediante algumas condições. No caso de Marin, se ele fugir ou não respeitar o acordo com a Justiça, o banco que assinar sua carta de fiança pagaria os US$ 2 milhões. O custo anual da transação supera US$ 1 milhão.