domingo, 17 de janeiro de 2016

Elite gaúcha come merda e arrota caviar em restaurante de luxo em Atlântida


A Vigilância Sanitária do Rio Grande do Sul interditou, neste final de semana, o restaurante e casa noturna Bali Hai, em Atlântida, frequentado pela alta classe burguesa no Litoral Norte gaúcho. O Ministério Público descobriu que havia um banheiro com o ralo aberto, dentro da cozinha. Igualmente crítica era a área de manipulação dos alimentos, ao lado de onde se descartava o lixo produzido pelo estabelecimento. Literalmente, os altos burgueses gaúchos comem merda e arrotam caviar. A casa seguirá aberta, mas não poderá vender refeições, apenas bebidas, até que faça melhorias no local.

A desigualdade é muito maior do que se imagina

O Antagonista não criminaliza a riqueza, mas criminaliza a mentira. Um estudo da Tendências Consultoria publicado no Estadão mostra que a PNAD distorce os dados sobre a desigualdade brasileira. O equívoco, como de costume, favorece o discurso petista. Para famílias com ganhos acima de cinco salários, a consultoria considerou os dados declarados no IRPF. Com isso, concluiu-se que, em números absolutos, as classes A e B são 27% maiores do que se acreditava. Assim como a distância para as classe D e E, com renda 40,9 vezes menor – um abismo 75% maior do que o propagado oficialmente.

Estados Unidos e União Européia anunciam fim de sanções econômicas ao Irã



A União Européia e os Estados Unidos anunciaram neste sábado a suspensão das sanções econômicas e financeiras ao Irã. Ao anúncio foi feito após a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmar que as autoridades iranianas cumpriram com todos os compromissos assumidos no acordo nuclear. O acordo foi firmado em julho passado entre Teerã e as grandes potências. Ele garante o caráter civil do programa nuclear iraniano e torna quase impossível a construção de uma bomba atômica. Sua assinatura pôs fim a mais de uma década de isolamento diplomático do Irã, cuja economia foi duramente afetada pelas sanções ocidentais. Concentradas em setores-chave, como defesa, petróleo e finanças, as sanções européias significaram a adoção de uma lista negra com 92 iranianos e 466 empresas, ou grupos, que tiveram seus bens congelados, além de estarem proibidos de obter visto para entrar no bloco. O anúncio da suspensão das sanções por parte dos Estados Unidos foi feita pelo secretário de Estado americano, John Kerry. A retirada das sanções ocorreu no mesmo dia em que o governo iraniano anunciou a libertação de quatro prisioneiros estrangeiros. Entre eles está o jornalista irano-norte-americano Jason Rezaian, do Washington Post, e o sacerdote Said Abdeini. 

Fundos internacionais têm 100 bilhões de reais para comprar empresas no Brasil

Os fundos de investimento que andam à caça de empresas para comprar no Brasil têm US$ 25 bilhões (R$ 100 bilhões) na agulha para aplicar em países emergentes, segundo levantamento do Bradesco BBI, um dos principais bancos de negócios do país. Seus principais alvos são empresas de energia, concessões na área de estradas, aeroportos e saneamento pertencentes a grupos envolvidos na Operação Lava Jato, e também negócios de ocasião nas áreas de educação, saúde e imobiliária. No ano passado, fundos como o brasileiro GP, a canadense Brookfield ou o GIC (fundo soberano de Cingapura) desembolsaram cerca de R$ 23 bilhões apenas nas 12 maiores aquisições de empresas brasileiras. O levantamento do BBI, feito para consumo interno, ressalta que em oito dessas operações os fundos compraram o controle da companhia, e não apenas uma fatia. "É uma mudança marcante", afirma Leandro Miranda, diretor-gerente do Bradesco BBI: "Até pouco tempo atrás, esse tipo de investidor preferia comprar participações minoritárias. Agora, busca o controle e aceita pagar bem mais por isso".

Envolvida na Lava Jato, no ano passado a Camargo Corrêa colocou no mercado duas de suas empresas mais cobiçadas. Num piscar de olhos, vendeu a Alpargatas inteira por R$ 1 bilhão, quase o dobro do que a empresa valia na Bolsa. Já a InterCement, segunda maior cimenteira do país, encalhou porque o grupo queria vender no máximo 18% da companhia. Os investidores, especialmente os estrangeiros, perseguem a posição de controle porque estão com mais poder de fogo por causa da desvalorização do real. Ao mesmo tempo, as empresas brasileiras valem menos em reais porque seu desempenho foi afetado pela recessão. "Hoje é possível comprar uma empresa de R$ 1 bilhão com US$ 250 milhões. Não dava para fazer isso no primeiro semestre do ano passado", afirma Marco Gonçalves, sócio responsável pela área de fusões e aquisições do banco BTG Pactual. Os fundos de investimentos são farejadores de oportunidades, que aceitam correr riscos em troca de retorno alto. Mas a crise brasileira também trouxe para o jogo grandes grupos empresariais que acham que a crise vai passar e querem se estabelecer no país. Os chineses da China Three Gorges pagaram R$ 13,8 bilhões por duas hidrelétricas do governo. O grupo italiano Gavio comprou a maior parte da EcoRodovias, da CR Almeida, por R$ 2,2 bilhões. "O Brasil tem boas empresas, o mercado interno é grande, e está barato", diz Flávio Valadão, diretor da área de fusões e aquisições do Santander. "Os estrangeiros devem manter o interesse aqui, especialmente os asiáticos." Para aumentar a tentação, na semana passada a Petrobras decidiu colocar à venda seus 36% na Braskem, maior petroquímica da América Latina, que a estatal controla com a Odebrecht. A queda no preço do petróleo levou junto o da nafta, principal matéria-prima da petroquímica, enquanto a valorização do dólar multiplicou as receitas de exportação. Segundo os analistas, hoje a Braskem "imprime dinheiro" e só foi colocada à venda porque a Petrobras precisa reduzir sua dívida. "Este parece ser um momento único na história, pela quantidade de bons ativos de empresas brasileiras que podem ser colocados à venda", afirma Alessandro Zema, diretor gerente do banco do Morgan Stanley, um dos mais conectados com investidores estrangeiros.

Polícia Federal suspeita de propina para marqueteiro de Lula e Dilma


A Polícia Federal apreendeu carta que ligaria o marqueteiro do PT, João Santana, ao esquema de corrupção na Petrobras, segundo reportagem publicada na revista "Veja" desta semana. De acordo com a publicação, trata-se de documento manuscrito enviado pela mulher do marqueteiro, Mônica Moura, ao consultor Zwi Skornicki, lobista e operador representante da Keppel Fels, estaleiro de Cingapura que prestou serviços à Petrobras. A carta, encontrada durante operação de busca e apreensão em fevereiro do ano passado, continha indicações de duas contas no Exterior, uma nos Estados Unidos e outra na Inglaterra. O documento levou a Polícia Federal a suspeitar, segundo a "Veja", que Zwi tenha intermediado o repasse de propina do esquema de corrupção na Petrobras a João Santana, que comandou as campanhas ao Palácio do Planalto de Lula e Dilma de 2006 a 2014. Zwi foi apontado pelo delator e ex-gerente da Petrobras, Pedro Barusco, como operador da propina paga pela Keppel Fels – cujos contratos com a Petrobras, segundo a "Veja", totalizaram US$ 6 bilhões no período de 2003 a 2009. 

China lança instituição de fomento para concorrer com o Banco Mundial

O líder chinês, Xi Jinping, lançou um novo banco internacional de desenvolvimento visto como rival do Banco Mundial em cerimônia luxuosa neste sábado (16), conforme Pequim busca mudar as regras não escritas do financiamento global de desenvolvimento. Apesar da oposição de Washington, aliados dos Estados Unidos, incluindo Austrália, Reino Unido, Alemanha, Itália, Filipinas e Coréia do Sul, concordaram em se aliar ao Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB), em reconhecimento à crescente influência econômica da China.


"As necessidades financeiras da Ásia por infraestrutura básica são absolutamente enormes", disse Xi em discurso durante o lançamento, acrescentando que o banco buscará investir em projetos de "alta qualidade, baixo custo". Para a Ásia continuar sendo a região mais dinâmica para o crescimento global, ela precisa investir em infraestrutura e conectividade, disse o premiê, Li Keqiang, durante sessão da cerimônia de abertura. O AIIB deve emprestar de US$ 10 bilhões a US$ 15 bilhões de dólares por ano pelos primeiros cinco ou seis anos e iniciará operações no segundo trimestre de 2016. Mesmo assim, nenhum projeto de infraestrutura específico será anunciado "por enquanto", disse o presidente do AIIB, Jin Liqun. Um banco bem-sucedido que se coloca separado do Banco Mundial e do FMI (Fundo Monetário Internacional) seria um trunfo diplomático para a China, que se opõe a uma ordem financeira global dominada pelos Estados Unidos, sem representar adequadamente os países em desenvolvimento. O AIIB se soma a outro organismo multilateral patrocinado pela China, o NDB (Novo Banco de Desenvolvimento), também conhecido como banco dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e lançado em julho de 2015.

Petrobras oficializa pedido de cancelamento de oferta de títulos


A Petrobras protocolou um pedido junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para que seja cancelado seu pedido de registro de oferta de debêntures simples, inicialmente previsto para o montante de R$ 3 bilhões, citando condições de mercado desfavoráveis. O objetivo era captar dinheiro no mercado. Em outubro, a petroleira havia requerido que a CVM interrompesse a análise do pedido de registro da oferta de debêntures até esta sexta-feira (15 de janeiro), devido às condições adversas do mercado. A emissão seria feita em até três séries, com o BB Banco de Investimento como coordenador líder. Os recursos captados com a emissão seriam destinados a investimentos previstos no Plano de Negócios e Gestão, para o "alongamento" do endividamento da companhia e para o custeio de despesas já feitas. Na terça-feira (12), o Conselho de Administração da Petrobras anunciou a redução do plano de investimentos da companhia para o período 2015-2019 para US$ 98,4 bilhões, queda de US$ 32 bilhões ou de 24,5% ante a projeção inicial, principalmente devido à otimização do portfólio de projetos e do efeito cambial, em meio a um cenário de preços do petróleo mais baixos. Os investimentos previstos para a área de exploração e produção no período 2015-2019 agora são de US$ 80 bilhões ante US$ 108,6 bilhões na primeira versão do plano. Já a unidade de abastecimento deverá investir US$ 10,9 bilhões, seguida por gás e energia, com US$ 5,4 bilhões, e pelas demais áreas, com US$ 2,1 bilhões. Os desinvestimentos (venda de ativos) para o biênio 2015-2016 foram mantidos em US$ 15,1 bilhões, tendo atingido o montante de US$ 700 milhões em 2015.

Assembleia da Venezuela aprova medida a favor de opositores presos


O novo Parlamento da Venezuela aprovou, com os votos da maioria opositora, um projeto que determina que o governo Maduro acate as decisões de organizações internacionais de direitos humanos no caso dos oposicionistas presos políticos. A medida, aprovada na noite de quinta-feira (madrugada de sexta-feira, 15, em Brasília), é a primeira do Legislativo em favor dos prisioneiros que a oposição considera presos políticos – como o ex-prefeito Leopoldo López, detido desde 2014 sob a acusação de fomentar protestos violentos. O acordo refere-se às resoluções de organismos como a Comissão Interamericana de Direitos Humanos, da qual a Venezuela se desligou em 2013, e órgãos da ONU como o Grupo de Trabalho sobre Detenções Arbitrárias e o Comitê de Direitos Humanos. 


A ONU já instou Maduro a libertar López, condenado a quase 14 anos de prisão, o ex-prefeito de San Cristóbal, Daniel Ceballos, e o prefeito metropolitano de Caracas, Antonio Ledezma – os dois últimos vêm cumprindo prisão domiciliar. O texto do acordo foi rejeitado pela bancada chavista, hoje minoritária na Assembleia Nacional. Os governistas alegaram que a proposta fere normas do direito internacional público, como a não ingerência nos assuntos internos de cada país. É impressionante a canalhice dessa corja bolivariana chavista. A oposição ainda pretende debater nos próximos dias uma lei de anistia, visando à soltura dos opositores. O ditador psicopata Nicolas Maduro já afirmou que vetará qualquer medida que beneficie o que chama de "assassinos e terroristas".

Dono da UTC deu R$ 6,8 mil em vinhos como presente para o petista Jaques Wagner



O dono da UTC, o empreiteiro propineiro Ricardo Pessoa, apresentou em sua delação premiada comprovantes de que presenteou o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner (PT), então governador da Bahia, com três vinhos que totalizaram R$ 6.797,84. O mimo foi dado em março de 2014 por ocasião do aniversário do petista. Na época, Wagner estava no último ano de seu segundo mandato como governador. As três garrafas de Vega Sicília Único Gran Reserva 2003 custaram, cada uma, R$ 2.059,95, e foram compradas em uma importadora de vinhos em São Paulo. Com impostos, totalizaram R$ 6.797,84. Junto à nota fiscal há um e-mail da secretária de Ricardo Pessoa, Maria de Brotas Neves: "Abaixo o endereço para a retirada dos vinhos para dr. Jaques Wagner. Dr. Ricardo irá escrever um bilhete". Cópia do bilhete manuscrito, com data de 16/3/2014, diz: "meu caro governador. Não podia deixar de lhe cumprimentar pela passagem do seu aniversário", diz o texto. A nota fiscal e trocas de mensagens referentes aos vinhos foram anexadas por Ricardo Pessoa após um depoimento no qual ele fala sobre presentes a autoridades, mas não faz referência direta a Wagner. Em suas declarações, o empreiteiro explica que os brindes "especiais", mais caros, eram enviados para "clientes específicos e agentes públicos, como governantes e parlamentares". "A intenção dessa distribuição de brindes era manter bom relacionamento", afirmou Pessoa. O Código de Conduta Ética dos Agentes Públicos do governo federal estabelece que é vedado receber presente acima de R$ 100. Essa norma não se aplica necessariamente a governos regionais. Em outro depoimento, no qual explica que doava de forma oficial a candidatos "que estavam na linha de interesse da UTC", Pessoa cita como exemplo as doações a Wagner, junto a outros políticos. "Nunca foi pedido nada em troca, mas as doações abriram portas de acesso e colocavam a UTC em uma posição de destaque", justificou o empreiteiro em sua delação. Pelos registros da Justiça Eleitoral, Wagner recebeu um total de R$ 2,4 milhões em doações da UTC no ano de 2010, sua reeleição ao governo da Bahia. O petista é ministro da Casa Civil desde o fim do ano passado. 

A filha da Dona Luiza, do Magazine Luiza, amiga da petista Dilma, aprendeu o caminho do dinheiro público


Luiza Trajano, dona da rede de lojas Magazine Luiza, ganhou notoriedade em 2014, quando travou uma forte discussão com o jornalista Diogo Mainardi, no programa Manhattan Connection, ao defender com unhas e dentes o governo Dilma. Talvez seja apenas uma casualidade, mas sua filha Ana Luiza, que recentemente decidiu fechar as portas de seu sofisticado restaurante em São Paulo, foi contemplada com R$ 512 mil via Lei Rouanet para a publicação de um livro de receitas. É dinheiro público bancando a milionária. Dinheiro que sai dos hospitais, dos remédios para os pobres, da comida das crianças pobres nas escolas. Capitalismo brasileiro é isso aí, dona Luiza Trajano, é apropriação de dinheiro público. É capitalismo paraestatal.

Educação pública no Rio Grande do Sul só regride

O inútil Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul constata o que já é evidente há décadas, o descontrole na área da educação pública e a regressão continuada de todos os índices nos últimos governos. Os gênios do Tribunal de Contas também se deram conta - agora, imagina - que qualquer tentativa de mudança esbarra no corporativismo do Cpers petista e dos professores. Um exemplo: o Estado segue pagando a gratificação de difícil acesso, quando o número de escolas em áreas de difícil acesso se retraiu de maneira gigantesca. Essa gratificação se incorpora aos salários e ninguém tira mais, embora sejam desnecessárias. Outro exemplo: a existência das coordenadorias, que retiram um bocado de professores das salas de aula. Em época de Internet é incompreensível e inaceitável que a administração da rede pública ainda seja feita da maneira atual, a mesma de sempre, do tempo das fichinhas datilografadas. Mas, ninguém ouve falar que uma auditoria de verdade seja realizada na rede pública de ensino e na distribuição dos professores em salas de aula. É uma vergonha, porque fortunas escandalosas em recursos públicos são jogadas no lixo a cada ano que passa.

Royal Bank of Scotland avisa seus clientes para que vendam tudo, o cataclisma econômico está se aproximando


Reportagem do jornal britânico The Telegraph afirma que o The Royal Bank of Scotland (RBS) tem aconselhado seus clientes a se preparar para um “ano cataclísmico” com uma crise deflacionária, com queda de 20% nas bolsas ao redor do mundo e queda no preço do petróleo para US$ 16,00 dólares por barril. De acordo com a equipe de crédito do banco, os mercados têm dados sinais parecidos com os que precederam a crise de 2008 e a orientação é: vendam tudo que não for títulos de alta qualidade. A preocupação também se estende à bolsa de Nova York e às europeias, que devem cair entre 10% e 20%. O barril de petróleo (Brent) já quebrou a barreira técnica de US$ 34,40 e deve continuar a cair. Os sinais indicam que o preço ainda pode cair cerca de 50%, atingindo os US$ 16,00 - menor valor do século. Parte da queda se deve à valorização do dólar frente às demais moedas. O RBS prevê queda nos rendimentos dos títulos alemães para 0,16%, inclusive a possibilidade de romper para o lado negativo devido à deflação esperada, incluindo a taxa de -0,7% a ser aplicada pelo Banco Central Europeu e a queda, por indução, dos títulos americanos.

Uma parte da história da dívida do Rio Grande do Sul, e um reconhecimento a um grande homem, José Ernesto Azzolin Pasquotto

José Ernesto Azzolin Pasquotto, unico secretário da Fazenda gaúcha que reduziu tamanho nominal da dívida mobiliária 
Lá na década de 80 as contas públicas do Rio Grande do Sul já eram um desastre. O Estado vivia da emissão de títulos pelo Tesouro. Esses títulos tinham seus vencimentos negociados diariamente na mesa de operações da Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários do Estado do Rio Grande do Sul, a Divergs. O que salvava os governos era a apropriação da renda dos funcionários públicos, o que era conseguido por causa da inflação. O Estado girava no mínimo 30 dias no over night com os salários dos funcionários. Com uma inflação que chegou a 80% ao mês, não havia correção diária que salvasse os funcionários. O dinheiro era aplicado pelo governo no open market e gerava um ganho financeiro brutal. Representava a produção de um outro orçamento paralelo. o orçamento financeiro. O governo do PMDB, de Pedro Simon, chegou a ter a folha de pagamento de um ano inteiro, com 13ª e 30% de férias antecipadas dos funcionários depositado no Fundo Garantidor de Liquidez dos Titulos da Dívida Pública Mobiliária do Estado do Rio Grande do Sul, que era gerido pela Divergs. Isso era uma conta que só se tornou de conhecimento do governador bem mais tarde. Essa "abastança" serviu para diminuir ou eliminar o tamanho do endividamento do Estado? Diminuiu minimamente o endividamento, por um brevíssimo período. Sabem por que? Porque políticos, partidos políticos e corporações de Estado só querem saber de gastar. Arrecadar não é com eles, porque depende da atividade econômica. E eles não estão nem aí para a atividade econômica, para os empreendedores. Os bancos cortejavam o Estado para que lançasse mais títulos no mercado. Quanto mais títulos estivessem disponíveis no mercado, mais os bancos ganhariam no spread, a medida de risco. E o Estado do Rio Grande do Sul, alegremente, ia ao mercado, todos os dias. Então um secretário da Fazenda, José Ernesto Azzolin Pasquoto, com o tesouro abarrotado de dinheiro no Fundo Garantidor de Liquidez dos Títulos da Dívida Pública Mobiliária do Estado do Rio Grande do Sul, começou a reagir aos spreds exigidos pelo mercado financeiro. E ele me deu ordem para colocar anúncios minúsculos, em páginas pares, no Jornal do Comércio de Porto Alegre, anunciando os leilões de título da dívida pública do Tesouro do Estado do Rio Grande do Sul. Esses títulos eram recomprados pelo próprio emissor, o Estado, desagiados e aplicados no próprio fundo, que crescia exponencialmente. Não foi por acaso que Amador Aguiar, o então plenipotenciário do Bradesco, "apaixonou-se" por Pasquotto e mandou buscá-lo em Porto Alegre para uma reunião na Cidade de Deus, em Osasco. Lá, ofereceu um grande cargo para Pasquotto no Bradesco. É claro.... era necessário retirá-lo da secretaria da Fazenda do Estado do Rio Grande do Sul. O convite não foi aceito. Por um breve período, Pasquotto conseguiu diminuir o tamanho nominal da dívida pública mobiliária do Estado do Rio Grande do Sul. Não demorou para que membros do governo Pedro Simon descobrissem os valores depositados no Fundo Garantidor de Liquidez dos Títulos da Divida Pública Mobiliária do Estado do Rio Grande do Sul e começassem a guerra para explodir Pasquotto do cargo de secretário. Ele acabou saindo, para concorrer a deputado, e os sucessores dilapidaram os recursos com uma voracidade espantosa em menos de um ano. Pasquotto teve interrompida sua candidatura a deputado para que fosse colocado na condição de vice de Fogaça ao governo do Estado. Não deixaram que ele falasse um vez sequer nos programas de televisão. Na verdade, queriam que ele fizesse parte do esquema apenas como arrecadador de recursos junto ao empresariado. Mataram ali uma futura carreira política de Pasquotto que nunca saiu do ponto inicial. Todos os outros estão até hoje aí desfrutando de mandatos, que são, na verdade, autorização para avançar sobre recursos públicos. Está aí um nome para ser recuperado e enobrecido na história política do Rio Grande do Sul.