quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Juiz Sérgio Moro diz ao STF que o petista André Vargas tinha "esquema profissional de corrupção"



O juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, enviou ofício ao Supremo Tribunal Federal em que afirma que o ex-1º vice-presidente da Câmara dos Deputados, o petista André Vargas (PR), tinha um "esquema profissional de corrupção e lavagem de dinheiro". As considerações do magistrado, que condenou o deputado casado a 14 anos e quatro meses de prisão, poderão ser analisadas pela ministra Cármen Lúcia, responsável pela presidência da corte no recesso do Judiciário. Vargas foi condenado em setembro de 2015 por três crimes de corrupção e 64 atos de lavagem de dinheiro em um esquema em que recebeu 1,1 milhão de reais em propina desviados de contratos de publicidade da Caixa Econômica e do Ministério da Saúde. O publicitário Ricardo Hoffmann, réu no mesmo processo, também foi condenado, mas posto em liberdade por decisão do ministro Ricardo Lewandowski, presidente do STF. Ao explicar o caso de André Vargas ao Supremo, o juiz Sergio Moro disse haver indícios da participação do deputado cassado em pelo menos três esquemas diferentes de corrupção e de advocacia administrativa. "Os indicativos são de que o paciente mantinha um esquema profissional de corrupção e lavagem, com operações em mais de um ramo da Administração Pública", disse. Atualmente ele responde a outra ação penal por suspeitas de ter atuado ao lado da mulher Eidilaira Soares e do irmão Leon Vargas na compra subfaturada de uma mansão com dinheiro de propina em um esquema típico de lavagem de dinheiro. Segundo o Ministério Público, Vargas e Eidilaira compraram, com a ajuda de Leon Vargas, uma casa por 980.000 reais, mas para ocultar os valores recebidos em propina, declararam que o valor do imóvel era de 500.000 reais e quitaram diferença, por fora e com dinheiro sujo, para evitar o rastreamento dos recursos por órgãos de fiscalização. Para Moro, ao julgar um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do ex-deputado, o STF deve levar em conta que a cassação do mandato do ex-petista não garante que ele não possa atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato. Moro lembrou o que ele próprio já havia considerado na sentença em que condenou o deputado e disse que "com a cassação do mandato parlamentar, é certo que André Vargas não ostenta mais o mesmo poder de outrora. Seria, porém, ingenuidade acreditar que não dispõe de qualquer poder político". "Infelizmente, no Brasil, não raramente agentes políticos surpreendidos na prática de crimes graves, alguns até presos e condenados, mantém surpreendente longevidade na vida pública, passando alguns a nela influir pelos bastidores, enquanto outros, de forma ainda mais assustadora, logram recuperar mandatos formais", comentou. O juiz Sergio Moro também encaminhou um ofício ao STF com detalhes sobre a prisão do ex-deputado federal Luiz Argôlo (ex-SD-BA), condenado por dez crimes de corrupção passiva e seis práticas de lavagem de dinheiro a 11 anos e 11 meses de prisão. O magistrado destacou que na própria sentença de Argôlo considerou que "o condenado estava envolvido na prática habitual, sistemática e profissional de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro". Para ele, "em um esquema criminoso de maxipropina e maxilavagem de dinheiro, é imprescindível a prisão cautelar para proteção da ordem pública, seja pela gravidade concreta dos crimes, seja para prevenir reiteração delitiva, incluindo a prática de novos atos de lavagem do produto do crime ainda não recuperado".

Mau tempo e erros dos pilotos levaram à queda do avião de Eduardo Campos



Um ano e cinco meses depois do acidente, a Aeronáutica divulgou nesta terça-feira, em Brasília, o relatório final com os fatores que contribuíram para a queda do avião Cessna Citation 560 XLS+, de prefixo PR-AFA, a bordo do qual viajavam o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), então candidato à Presidência da República, e mais seis pessoas. Entre as causas que levaram à queda do jatinho estão o cansaço dos pilotos, a falta de habilitação específica para o modelo tripulado e a desobediência da carta aeronáutica de aproximação por instrumentos para aterrissagem no Aeródromo de Guarujá (SP). A Aeronáutica descartou colisão com aves, drones e outras aeronaves e concluiu que os motores estavam em funcionamento no momento do impacto com o solo. "Em algum momento a tripulação perdeu o controle da aeronave enquanto voava por instrumentos", explicou o tenente coronel aviador Raul de Souza, responsável pela investigação. O tempo estava ruim na manhã de 13 de agosto de 2014, e os pilotos encurtaram o trajeto e pularam etapas e manobras durante a descida, conforme apuração do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). Sem conseguir aterrissar, os pilotos arremeteram e logo perderam contato com o operador de rádio da Base Aérea de Santos. A aeronave caiu, por provável desorientação espacial, no bairro do Boqueirão. O acidente ocorreu durante a campanha eleitoral, enquanto Campos voava do Rio de Janeiro para Santos, no litoral paulista. Além de Campos, morreram no acidente quatro assessores dele - Carlos Percol, Marcelo Lyra, Alexandre Severo e Pedro Valadares Neto - e os dois pilotos, Geraldo Magela Barbosa da Cunha e Marcos Martins. Doze familiares das vítimas também receberam explicações da Força Aérea Brasileira nesta terça-feira - estavam ausentes apenas parentes do copiloto Geraldo Magela e do assessor especial Pedro Valadares Neto.

Lobista que pagou Luleco vai para a Papuda

Cristina Mautoni, mulher e sócia de Mauro Marcondes, será transferida para o presídio da Papuda. Apesar das queixas dos advogados, a lobista gozou do benefício da prisão domiciliar por três meses. Ela foi presa em outubro e o próprio delegado Marlon Cajado solicitou a prisão domiciliar ao saber que Cristina havia passado por uma cirurgia de varizes. O Ministério Público Federal concordou. A lobista passou por perícia em novembro e o delegado achou conveniente que continuasse em casa. Em dezembro, uma nova perícia indicou que ela já estava plenamente recuperada. Mauro e Cristina repassaram R$ 2,5 milhões para Luís Cláudio Lula da Silva.

O esquema de espionagem do casal do lobby

A Polícia Federal tem razões de sobra para manter presos Mauro e Cristina Marcondes. O casal virou alvo de pedido de prisão preventiva em novembro após a descoberta de que teriam recorrido ao submundo da espionagem de Brasília para monitorar investigadores. Relatório da Polícia Federal, obtido por O Antagonista, identificou na busca e apreensão realizada na casa de um dos contatos dos Marcondes um caderno com anotações comprometedoras. O caderno era de Francisco Mirto, da CVEM Consultoria. "A apreensão causou grande perplexidade a esta Autoridade Policial já que evidencia uma faceta até agora não revelada dos investigados. Em um trecho que se refere ao dia 07/04/2010, Francisco Mirto registra que MIRTO, MAURO MARCONDES E CRISTINA MAUTONI investigaram o Excelentíssimo Procurador da República José Alfredo de Paula Silva naquele período", escreveu o delegado Marlon Cajado. O documento, reproduzido abaixo, apresenta as seguintes inscrições: 
"MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL / JOSÉ ALFREDO DE PAULA SILVA / VOLTA DIA 26 DE ABRIL / INVESTIGAR E INFORMAR A CRISTINA MAU / 3313-5460". Para Cajado, o registro revela "uma estratégia" de monitorar "os passos das autoridades", inclusive "aspectos da vida particular". 
"Em nossa opinião essa forma de agir é antirrepublicana" e um "ataque direto à ordem pública e às instituições". O procurador José Alfredo, que hoje integra a força-tarefa da Lava Jato, investigava a concorrência para a compra de caças da FAB. O casal de lobistas atuou na intermediação do negócio de US$ 4,5 bilhões com a sueca Gripen. 

A lua de mel do assessor petista

O roteiro da lula de mel de Anderson Dorneles e Larissa inclui hospedagem em hotéis de luxo, jantares em restaurantes caros e passeios exclusivos por Dubai, Abu Dhabi e Ilhas Maldivas. Os convidados poderão ajudar a custear a viagem comprando cotas da lista de presentes.


Sorte ao casal

Os recados de Delcídio

Delcídio Amaral está inquieto. Como sempre ocorre nesses casos, ele usou a coluna de Monica Bergamo, na Folha de S. Paulo, para mandar seus recados: "Delcídio Amaral voltou a manifestar irritação com o governo, com o PT e com Lula. Ele relatou a pessoas que o visitaram na prisão ter a convicção de que o STF só não autorizou a sua saída do cárcere, no fim de 2015, porque nenhum dos atores políticos citados se moveu para que ele obtivesse o benefício". E também: "Delcídio deve anunciar nas próximas horas se vai aderir à delação premiada. Ele sinalizou nesse sentido ao contratar o advogado Antonio Figueiredo Basto, especialista em acordos de colaboração com a Justiça. Ao mesmo tempo, manteve a equipe que o acompanhava até então, e que é contrária a esse tipo de acordo". Dilma Rousseff não tem muito tempo para agir.

A multiplicação das uvas

Dilma Rousseff deveria pedir uns conselhos econômicos ao assessor Anderson Dorneles, que parece ter muito mais competência financeira que Nelson Barbosa. Como já dissemos, Dorneles virou sócio de um moderno bar na Arena Beira-Rio e organizou um casamento de cinema no Hotel & Spa do Vinho, em Bento Gonçalves. Tudo isso com um salário bruto de R$ 11,2 mil.

Kakay fez tudo certinho

A coluna Radar, da Veja, disse que Kakay, quando leu a nota de apoio do presidente do PT à carta dos advogados contra a Lava Jato, perguntou-se: "Será que estamos errando?" Não, Kakay, você fez exatamente o que foi combinado.

Exclusivo: Gilson Dipp na defesa de Delcídio

Gilson Dipp foi convidado a coordenar a defesa do senador Delcídio do Amaral no Conselho de Ética. "É um caso interessante, pois envolve direito constitucional", disse a O Antagonista. No caso do Supremo, Dipp prefere não atuar diretamente por ser amigo de Teori Zavascki.

Prudência e caldo de galinha

Gilson Dipp disse a O Antagonista na semana passada que nem sabia do tal manifesto contra a Lava Jato. Sabendo ou não, o ex-ministro agiu bem ao não comprar briga com o Judiciário, especialmente agora que vai defender Delcídio do Amaral. O senador petista já está queimadíssimo com a magistratura.

Os sócios da pesada da Petrobras em Angola

A Petrobras comprou três blocos de petróleo da Sonangol em maio de 2006. A estatal também obteve 30% e a posição de operadora do bloco 18, em Angola, consórcio formado pelas empresas Sonangol Sinopec International (40%), Sonangol P& P (20%), Falcon Oil (5%) e Grupo Gema (5%). A Falcon Oil pertence ao empresário francês Pierre Falcone, pivô do escândalo 'Angolagate'. Ele foi condenado e até preso, mas conseguiu liberdade condicional, ganhou cidadania angolana e um cargo de embaixador da Unesco, o que lhe garante imunidade. Falcone é especializado em comércio de armas e tinha negócios no Brasil.

Ei, Dilma, vai tomar na Caixa

Dilma Rousseff, em cerimônia no Palácio do Planalto, distribuiu 113 milhões de reais da Caixa Econômica Federal a 11 times de futebol. O Corinthians levou 30 milhões de reais. O Flamengo ganhou outros 25 milhões de reais. Cruzeiro e Atlético Mineiro, mais modestamente, embolsaram apenas 12,5 milhões de reais cada um. Depois da cerimônia, Dilma Rousseff ganhou camisetas personalizadas dos times patrocinados, com "Presidente Dilma" escrito nas costas. O Antagonista sugere que Dilma Rousseff, com sua camiseta, tente entrar num estádio.

Petrobras perde R$ 436,6 bilhões em valor de mercado desde 2008



A Petrobras foi a empresa que registrou a maior perda em valor de mercado, em números absolutos, desde o ápice no Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores, em 2008. Segundo estudo da consultoria Economatica, 28 de 57 empresas perderam mais de 50% do seu valor de mercado desde o máximo histórico. A petroleira atingiu o auge em valor de mercado em 21 de maio de 2008, 510,3 bilhões de reais. Na última segunda-feira, valia 73,7 bilhões de reais, uma diferença de R$ 436,6 bilhões, queda de 85,55%. Mas a companhia não foi a única a apresentar forte queda. A metalúrgica Gerdau foi a empresa que sofreu a maior queda em termos porcentuais: o tombo foi de 95,77%. No dia 9 de junho de 2008, data de seu valor máximo histórico, a Gerdau tinha valor de mercado de 23,3 bilhões de reais; nesta segunda-feira, o valor era de 988 milhões de reais. A Vale ficou no segundo lugar entre as empresas que mais tiveram seu valor de mercado depreciado. No período que compreende o intervalo das máximas de 2008 a esta segunda-feira, a queda da mineradora foi de 280,9 bilhões de reais, o equivalente a 86,99%.

OIT prevê forte alta do desemprego nos países emergentes em 2016 e 2017



A OIT (Organização Internacional do Trabalho) prevê um forte aumento do desemprego em 2016 e 2017, em particular nos países atingidos pela desaceleração chinesa e pela queda dos preços das matérias-primas, como o Brasil. "O número de desempregados em nível mundial aumentará em 2,3 milhões em 2016, e em 2017 em 1,1 milhão. A maior parte desse crescimento acontecerá nas economias emergentes" e os principais afetados serão Brasi e China, afirma a OIT em um relatório apresentado nesta terça-feira (19) em Genebra. Em 2015, o desemprego mundial afetava 197,1 milhões de pessoas, "cerca de 1 milhão a mais do que no ano anterior, e 27 milhões a mais do que nos anos anteriores à crise de 2008", diz o relatório. "O desemprego aumentou no ano passado e o que mais nos preocupa é que isso continuará acontecendo nesse ano e em 2017", disse o diretor-geral da OIT, Guy Ryder, em coletiva de imprensa. Na América Latina, as projeções da OIT estimam um aumento do número de desempregados de 19,9 milhões em 2015 (6,5% da mão de obra ativa) a 21 milhões em 2016 (6,7%) e 21,2 milhões em 2017 (6,7%). Esses dados encobrem contrastes, já que no Brasil o número de desempregados subirá de 7,7 milhões em 2015 (7,2%) para 8,4 milhões em 2016 (7,7%), estabilizando-se em 2017. No México, cairá de 2,5 milhões em 2015 (4,3%) para 2,4 milhões em 2016 (4,1%) e 2017. Na Argentina, o número de desocupados subirá neste ano de 1,3 milhão (6,7%) para 1,4 milhão (6,9%), mantendo-se inalterado em 2017, de acordo com as previsões da OIT. A crise não só priva de emprego milhares de pessoas, como piora seriamente as condições de trabalho, atingindo as classes médias e aumentando a instabilidade social. "A clara desaceleração das economias emergentes, combinada com a forte queda dos preços das matérias-primas, tem um impacto considerável no mundo do trabalho", disse Ryder.

Justiça inglesa decide que prisão do brasileiro marido de Glen Greenwald foi legal


A Corte de Apelações britânica decidiu, nesta terça-feira, que foi legal a detenção em 2013 do brasileiro David Miranda, marido do parceiro do jornalista que ajudou a chamar a atenção do mundo para os vazamentos feitos pelo ex-prestador de serviços de uma agência de espionagem dos Estados Unidos, o espião Edward Snowden. A polícia britânica deteve Miranda no aeroporto de Heathrow em agosto de 2013 quando ele pousou em Londres em sua rota de Berlim para o Rio de Janeiro, e confiscou materiais dele incluindo mídias eletrônicas contendo 58.000 documentos. Miranda, marido do jornalista americano Glenn Greenwald, argumentou que tais detenções têm "um efeito assustador inevitável sobre a expressão jornalística", mas a corte britânica disse que sua detenção não infringiu a lei. "A apelação do sr. Miranda contra o uso da força neste caso está dispensada", afirmou a corte na minuta de sua decisão. "A corte rejeitou o argumento do sr. Miranda de que o uso da força de detenção contra ele foi injustificado e uma interferência desproporcional". Os três magistrados da Corte de Apelações consideram que a polícia "tinha o poder de considerar que o material que estava em seu poder podia ser divulgado em um contexto que coincidiria com a definição de terrorismo". O brasileiro e seus advogados alegaram que a polícia agiu ilegalmente e violou seu direito à liberdade de expressão, de acordo com a Convenção Europeia de Direitos Humanos. A Corte reconheceu que a cláusula da Lei de Terrorismo britânica sob a qual Miranda foi detido é incompatível com a convenção europeia ratificada pela Grã-Bretanha que protege a liberdade de expressão ligada a materiais jornalísticos. No mesmo veredicto, os magistrados abriram a porta para uma mudança de interpretação legal que os ativistas em favor da liberdade de imprensa qualificaram como uma vitória. A Corte entendeu que o poder para reter um indivíduo pela polícia deve ser suspenso "se for utilizado com relação à informação ou material jornalístico". "Esse poder não está submisso às salvaguardas legais suficientes para evitar o risco de ser exercido de forma arbitrária", diz a sentença, sugerindo que o Parlamento britânico deveria discutir o assunto. "O Parlamento deverá decidir como são estabelecidas essas salvaguardas. A mais óbvia seria alguma forma de apuração, judicial ou bem independente, conduzida de tal forma para que seja protegida a confidencialidade do material", acrescenta a decisão. Rosie Brighouse, porta-voz da organização em favor da liberdade de imprensa chamada Liberty, afirmou que a sentença judicial é "uma grande vitória". A capacidade da polícia para deter qualquer pessoa "é incrivelmente ampla e intrusiva, fomenta a discriminação e é utilizada para fins espúrios de forma rotineira", afirmou Rosie.

Lula se reúne com Belluzzo e Delfim Netto para discutir crise econômica


O ex-presidente #LulaX9 se reuniu nesta terça-feira (19) com os economistas Delfim Netto e Luiz Gonzaga Belluzzo, em busca de propostas para recuperação da atividade econômica. A perspectiva de aumento da taxa de juros foi objeto de crítica. No almoço — que também contou com a participação dos jornalistas petistas Franklin Martins e Mino Carta —, Lula manifestou preocupação com a estagnação econômica e disse que "a economia precisa crescer". "Sem isso, nada se resolve", afirmou o ex-presidente. Na reunião, a avaliação foi de que a situação requer pressa. O grupo discutiu a adoção de um programa de infraestrutura, com reequilíbrio estrutural do orçamento. Na conversa, o jornalista Franklin Martins defendeu que esse plano seja acompanhado de uma política mais eficaz de comunicação com vistas à aprovação das propostas no Congresso Nacional. Lula tem dito a interlocutores que a reação na economia é fundamental para que o governo debele a crise política. O anúncio de um programa poderia dividir espaço com o debate do impeachment no Congresso Nacional. Ele pensa que pode voltar a enganar o País e os brasileiros como fez no período do Mensalão do PT.

O bilionário de papel Eike Batista venderá fatia da OSX a fundo estatal dos Emirados Árabes


O empresário bilionário de papel Eike Batista venderá uma fatia de sua empresa de construção naval, a OSX, para uma subsidiária do fundo estatal Mubadala, dos Emirados Árabes Unidos, segundo um comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários A OSX informou que Eike Batista assinou um acordo para vender 90 milhões de ações ordinárias da companhia, que representam 28,78% do capital social, ao fundo estatal, com sede em Abu Dhabi. O fundo já tinha adquirido participação de capital em outras empresas de Eike Batista, como a mineradora MMX e a companhia de entretenimento e promoção de eventos esportivos IMX. "A conclusão dessa transferência está sujeita ao cumprimento de certas condições precedentes usuais para esse tipo de negócio e deve se concretizar no primeiro semestre de 2016", afirmou o comunicado. O Mubadala, além disso, adquiriu o Hotel Glória, inaugurado em 1922, no Rio de Janeiro, e que passa por uma reforma desde 2008, quando foi comprado por Eike Batista. As obras foram interrompidas depois que o império do empresário começou a desmoronar, em 2013.

Valor da Petrobras sofre nova queda por preço do petróleo



As ações da Petrobras amargaram outro dia de desvalorização nesta terça-feira (19), após a estatal voltar ao nível de 1999 no mercado de ações na segunda-feira (18). Os papéis da estatal até iniciaram a terça-feira (19) em alta, após o mercado se animar com possíveis estímulos na economia chinesa, mas a volatilidade dos preços do petróleo e a piora nas Bolsas em Wall Street derrubaram as ações novamente. As ações preferenciais da Petrobras, mais negociados e sem direito a voto, tiveram queda de 2,91%, a R$ 4,66, enquanto as ações ordinárias, com direito a voto, se desvalorizaram em 2,38%%, a R$ 6,15. O Ibovespa subiu 0,32%, aos 38.057 pontos. O giro financeiro foi de R$ 4,129 bilhões. "Os preços do petróleo se mantiveram abaixo dos US$ 29 e isso afeta a Petrobras nesse final, já que os papéis subiram pela manhã. Mesmo com o ambiente externo favorável, com bolsas europeias em alta, a Petrobras não consegue fechar valorizada por isso", diz Newton Rosa, economista-chefe da SulAmerica Investimentos. 

Fundo de pensão da Petrobras veta recuperação judicial da Sete Brasil



Defendida pela maior parte dos acionistas da Sete Brasil, a proposta de levar a empresa de sondas à recuperação judicial foi vetada pelo fundo de pensão Petros (da Petrobras) em reunião dos sócios ocorrida nesta terça-feira (19). Eles decidiram que uma nova reunião para discutir o assunto será realizada dentro de 30 dias. A companhia está praticamente quebrada, deve cerca de R$ 14 bilhões a bancos e apostava na recuperação judicial para forçar a Petrobras a assinar os contratos de aluguel das sondas que seriam fornecidas pela Sete. Para ser aprovada, a proposta precisava do voto de 85% dos cotistas do FIP Sondas, fundo de investimento formado bancos e fundos de pensão, que controla a Sete. Com 18% das cotas, a Petros foi a primeira a se manifestar e votou contra. O banco Santander também foi contra. Outros dois acionistas, a Petrobras e o FI- FGTS (fundo de investimento administrado pela Caixa Econômica Federal) se abstiveram de votar declarando conflito de interesse. Criada para gerir um portfólio de 29 sondas de perfuração de poços de petróleo, a Sete sofre os efeitos da Operação Lava Jato e da queda do preço do petróleo, que agravaram a crise da Petrobras. Na semana passada, os bancos credores da Sete Brasil decidiram dar mais prazo para a companhia pagar sua dívida de R$ 14 bilhões que venceu no final de 2015. Essas instituições concordaram em esticar de novo o prazo na expectativa de que a Sete pudesse aprovar um pedido de recuperação judicial. Os bancos acreditavam que a Petrobras apresentaria alguma proposta à Sete. Os credores apostavam que a estatal aceitaria alugar sondas da Sete, mas um número menor de equipamentos - em vez de 14, seriam 6. Com menos sondas seria possível quitar as dívidas e recuperar parte do capital investido.

PSDB quer que Ministério Público investigue dinheiro de Angola na campanha de Lula em 2006

Por Reinaldo Azevedo - O líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio (SP), anunciou nesta quarta-feira que a legenda pedirá à Procuradoria-Geral Eleitoral que investigue uma denúncia feita por Nestor Cerveró sobre a campanha de Lula, em 2006. De acordo com o delator e ex-diretor da Petrobras, o PT recebeu R$ 50 milhões em propina vinda de Angola para abastecer a campanha à reeleição do ex-presidente. Caso a investigação comprove que o dinheiro estrangeiro foi usado na campanha eleitoral, os tucanos pedirão a cassação do registro do PT, o que levaria à extinção da sigla. De acordo com Sampaio, não há prazo definido para que a corte eleitoral conclua a investigação. O tucano, no entanto, espera que a decisão seja tomada antes das eleições municipais deste ano, em outubro. Para lembrar: segundo Cerveró, a Petrobras comprou por US$ 300 milhões o direito de exploração de campos de petróleo em Angola. Os R$ 50 milhões aportados à campanha de Lula seriam oriundos dessa operação. O delator afirma que quem lhe revelou o negócio foi o então presidente da Sonangol, estatal de petróleo de Angola, Manuel Domingos Vicente, hoje vice-presidente daquele país. Um partido não pode receber recursos de países estrangeiros. Se comprovado o crime, a legenda tem de ser cassada.

Após delação, Cerveró passou de depressivo a arrogante na prisão em Curitiba


Desde que fechou o acordo de delação premiada com a Procuradoria Geral da República, em novembro, o ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, vem causando problemas na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, onde está preso. A principal reclamação é que o ex-executivo passou a destratar e desrespeitar os agentes penitenciários. O clima ficou insustentável na semana passada. Numa discussão, Cerveró teria apontado o dedo em riste no rosto de um dos funcionários da prisão. Advogados e policiais que têm acesso a presos do local disseram que os motivos do destempero de Cerveró seriam o atraso do horário de início do banho de sol e a insistência do delator em ter acesso a algumas regalias, como um frigobar na cela. Como resposta, ouviu de um dos policiais que controlou a situação que ele era um preso comum, como um traficante ou um contrabandista. A atitude fez com que não só Cerveró, mas todos os presos da Lava Jato detidos no local tivessem alguns direitos suspensos, como banho de sol e conversas reservadas com os advogados, que passaram a acontecer apenas no parlatório (detentos são separados das visitas por um vidro e podem se comunicar por meio de um telefone). A punição para o ex-diretor foi maior. Ele deixou de dividir espaço com o pecuarista José Carlos Bumlai, seu companheiro desde novembro, e foi colocado em uma cela sozinho. Além disso, Cerveró não pôde tomar banho no chuveiro, que fica ao fundo da ala dos presos, por dois dias. Os outros detentos, que já vinham reclamando do comportamento prepotente de Cerveró desde que voltou de uma temporada de dez dias com a família em Itaipava (RJ), passaram a se incomodar ainda mais com ele após a restrição dos direitos. Advogados dos demais presos chegaram a procurar a defensora do ex-diretor, Alessi Brandão, que conversou com seu cliente sobre seu comportamento intempestivo. Conforme o acordo de delação homologado pelo Supremo Tribunal Federal, o ex-diretor da estatal permanecerá em regime fechado pelo menos até junho. Preso há mais de um ano, Nestor Cerveró ficou conhecido nos meses em que esteve entre a carceragem da Polícia Federal e o Centro Médico Penal, onde estão a maioria dos presos da Lava Jato, em Pinhais, pela oscilação de comportamento. Em fevereiro de 2015, pouco depois de ser preso, a psiquiatra do ex-executivo enviou uma solicitação à Justiça para que ele fosse submetido a um tratamento com antidepressivos. No documento, a médica já havia relatado que desde o início de 2014, quado a operação Lava Jato eclodiu, o ex-executivo vinha apresentando "sintomas depressivos severos". Cerveró também chegou a receber atendimento ao apresentar crises de ansiedade, com sintomas como alta de pressão.

BTG Pactual antecipa divulgação de balanço para dizer que tem lucro, mas com menos dividendos para os sócios


Para mostrar que o banco continua focado no negócio mesmo após a prisão de seu ex-controlador André Esteves, o BTG Pactual antecipou a divulgação de seus resultados do último trimestre de 2015. Os números ainda não foram auditados. O banco informou que venderá mais empresas e participações, e, para manter "uma abordagem financeira prudente e conservadora" decidiu reduzir a distribuição de dividendos para 1% do resultado; antes eram 25%. As receitas no quatro trimestre do ano passado somaram R$ 3,5 bilhões, uma alta de 37% em relação ao trimestre anterior. No acumulado do ano, as receitas foram de R$ 10 bilhões, alta de 50% em relação a 2014. O lucro líquido teve uma ligeira queda no quarto trimestre de 2015 (19%) foi de R$ 1,2 bilhão contra R$ 1,5 bilhão no trimestre anterior. De janeiro a dezembro do ano passado, o resultado líquido do banco foi de R$ 4,6 bilhões, um crescimento de 35%. 


Boa parte do desempenho da instituição no trimestre se deve a um reforço de R$ 21 bilhões no caixa. Deste total, cerca de R$ 5 bilhões surgiram com a venda de empresas e participações do BTG Pactual. Foram elas: a Rede D'Or de hospitais, a ATLL, a BR Properties e a Recovery. Outros R$ 10 bilhões foram provenientes da venda para outros bancos de empréstimos gerados pelo BTG. O restante (R$ 6 bilhões) saíram de uma linha de crédito aberta pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). O banco afirmou que está negociando a venda do suíço BSI, da Pan Corretora e da Pan Seguros. No caso do banco suíço, o BTG informou que existem interessados mas eles ainda não fizeram propostas vinculantes Ofertas de interessados que não evoluíram para uma negociação formal. Já os franceses da CNP Assurances conduzem uma negociação formal, e exclusiva, para a compra da participação do BTG na Pan Seguros e na Pan Corretora. Segundo o banco, essas medidas foram suficientes para conter os saques que ocorreram desde a prisão de Esteves e, no momento, não há mais retiradas de fundos de investimentos do BTG.

Empresa de Eike Batista interrompe a produção devido à queda do preço do petróleo



A Óleo e Gas Participações (OGPar, ex-OGX), criada pelo empresário Eike Batista, anunciou nesta terça-feira (19) que pretende interromper as operações do campo de Tubarão Martelo, na Bacia de Campos, em função da queda do preço do petróleo. A companhia, que está em recuperação judicial, informou que solicitou à ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) a "interrupção temporária" da produção. Em dezembro, o campo produziu uma média de 8.581 barris de petróleo por dia. Segundo comunicado oficial, a medida foi baseada "nas atuais adversidades do setor de petróleo", na frustração de expectativas com relação à produtividade do campo e nos elevados custos de aluguel da plataforma. "A paralisação do campo de Tubarão Martelo por até um ano permitirá que a companhia possa, durante este período, avaliar a melhor maneira de retomar a produção", diz o texto. Em agosto do ano passado, a companhia já havia anunciado a paralisação de outro projeto, o campo de Tubarão Azul, também por frustração com a qualidade das reservas. O projeto já vinha apresentando resultados negativos diante da queda das cotações até aquele momento. No terceiro trimestre de 2015, último resultado disponível, o campo de Tubarão Martelo também teve fluxo de caixa negativo, de R$ 57,1 milhões. Com a paralisação do campo, a companhia deixa de produzir definitivamente, mantendo em seu portfólio atividades exploratórias e o desenvolvimento dos campos de Atlanta e Oliva, na Bacia de Santos, em parceria com a Barra Energia e a Queiroz Galvão.

Petista Guido Mantega convocado a depor na Polícia Federal no inquérito da Operação Zelotes



O ex-ministro da Fazenda, o petista Guido Mantega, ventríloquo de  Dilma e do Mandrake trotskista gaúcho Arno Augustin, foi convocado a depor na Polícia Federal no próximo dia 28, em São Paulo, no inquérito relacionado à Operação Zelotes. A investigação mira em suspeitas de compras de Medidas Provisórias e pagamento de propina a integrantes do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, órgão vinculado ao Ministério da Fazenda, que ele diriga). Mantega teve seus sigilos fiscal e bancários quebrados em dezembro, por determinação da Justiça Federal em Brasília. A medida teve como objetivo descobrir se as nomeações de conselheiros do Carf feitas pelo então ministro sofreram interferência ilegal, o que poderia ser detectado a partir do mapeamento de transações financeiras de Mantega.

O imóvel oculto.... do guerreiro do povo brasileiro

A OAS, além de ter reformado duas propriedades de Lula, reformou também uma casa de José Dirceu. O Globo, hoje, mostra que o advogado Marcos Meira é acusado pela Lava Jato de ter participado da fraude para ocultar esse bem. Diz a denúncia: "Dirceu era proprietário de fato do imóvel antes da escritura e do registro do negócio em cartório, com uso da Matre (empresa de Marcos Meira) para ocultar a propriedade dos valores empregados na reforma”. O advogado tem algum vínculo com outros imóveis?

Trotskista, executivo do Foro de São Paulo, assessor de Dilma, diz que Israel deu "passo em falso" ao indicar embaixador

O comunista trotskista, executivo do Foro de São Paulo e assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, disse nesta terça-feira (19) que Israel deu um “passo em falso” ao indicar o diplomata Dani Dayan para o cargo de embaixador no Brasil. A indicação provocou rejeição do petismo pelo fato de Dayan ser morador da Cisjordânia. Segundo o comunista trotskista Marco Aurélio Garcia, Israel não respeitou a convenção diplomática de mandar as credenciais do candidato a embaixador para que o país anfitrião analise antes de conceder o agrément, autorização para que um nome proposto por um país possa chefiar a missão diplomática em outro. É praxe na diplomacia que, antes de um país solicitar o agrément, o currículo da pessoa indicada seja analisado para evitar constrangimentos futuros.


“Eu acho que foi um passo em falso dado pelo governo de Israel. Em primeiro lugar, ao romper uma regra diplomática que não é uma frivolidade, é um procedimento que corresponde à gravidade que as relações internacionais têm: isto é, antes de pedir o agrément ao embaixador, noticiar publicamente”, disse o comunista trotskista Marco Aurélio Garcia, executivo do Foro de São Paulo. Para ele, a política externa israelense está sendo influenciada por componentes ideológicos que estão dificultando a formulação de relações internacionais mais respeitosas. “O caso era que ele (Dayan) tem condições muito marcadas em dois temas caríssimos para a politica externa brasileira e para a política internacional, que são os assentamentos, condenados pela imensa maioria dos países das Nações Unidas e inclusive por nós, e o fato de que ele se opõe a formação de um Estado Palestino”, completou. Segundo o assessor da Presidência, a indicação de Dayan veio na esteira das ações do Exército Israelense nos territórios ocupados da Palestina e do episódio em que, após o Brasil protestar contra presença das forças israelenses na Cisjordânia, um funcionário da diplomacia de Israel ter chamado o país de “anão diplomático”. “Naquela ocasião houve uma reação desproporcionada e grosseira de um funcionário de terceira ou quarta categoria que disse que o Brasil era um país irrelevante, um anão diplomático. A ação foi tão desastrosa que o presidente de Israel teve que ligar depois para a presidenta Dilma Rousseff para se desculpar”, lembrou. Desde o final dezembro, quando o então embaixador israelense Reda Mansour deixou Brasília, o país está sem chefe da diplomacia no Brasil. Na semana passada, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reafirmou que Dayan é o indicado para o cargo. Esse sujeito é que contribuiu decisivamente para o brasileiro se tornar no anão diplomático que é hoje em dia. O porta voz israelense falou  uma verdade absoluta.