sábado, 23 de janeiro de 2016

Youssef diz que OAS usava escritório da Arena do Grêmio para lavar dinheiro sujo da Lava Jato e atender "demandas" de Lula


O blog O Antagonista, conta, em três enxutas notas, que o doleiro Alberto Youssef disse ao Ministério Público Federal que a OAS tinha um escritório na Arena do Grêmio, no qual recebia dinheiro vivo da corrupção, um caixa 2. Diz a nota: "Em fevereiro, o doleiro Alberto Youssef revelou à força-tarefa da Lava Jato que a OAS tinha um escritório na Arena do Grêmio, em Porto Alegre, para receber dinheiro de caixa 2 em espécie. O estádio foi construído nos padrões da Fifa para ser um plano B durante a Copa, mas não foi utilizado. A OAS teve uma ajudinha do BNDES na obra. Youssef disse que a empreiteira "lavava" os recursos em contas bancárias no Exterior por meio de João Procópio Prado, um dos operadores do doleiro. Prado depositava o dinheiro em contas de Leonardo Meirelles. Meirelles movimentava o dinheiro em bancos de Hong Kong "a fim de promover o retorno desses valores ao País mediante operações de cabo". Depois de lavado, o doleiro trazia o recurso de volta a pedido da OAS e levava 3% de comissão. O arquiteto Roberto Moreira Ferreira foi um dos diretores da OAS destacado para encomendar as cozinhas do sítio de Atibaia e do triplex do Guarujá. Ocorre que Ferreira é membro do conselho de administração da Arena Porto-Alegrense, a empresa constituída por Grêmio e OAS para construir a Arena do Grêmio. As encomendas na loja Kitchens, de São Paulo, foram feitas em 2014, ano da Copa. Coincidência, certamente. O Antagonista descobriu que a compra das cozinhas do triplex de Atibaia e do sítio em Atibaia na Kitchens foi feita por dois diretores da OAS. Um deles, como já revelado, chama-se Paulo Roberto Valente Gordilho, que deletou seu perfil nas redes sociais após nossa série de matérias. O segundo diretor é Roberto Moreira Ferreira, arquiteto de formação. Ferreira foi quem primeiro procurou a loja em 2014 para encomendar a cozinha do sítio e, posteriormente, a do triplex. Há ainda um terceiro personagem: a estagiária. O Ministério Público Federal vai fundo nessa história".

Maiores bancos do País se unem para criar alternativa à Serasa Experian

Itaú Unibanco, Bradesco, Santander Brasil, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, os cinco maiores bancos brasileiros, anunciaram a criação de uma gestora de inteligência de crédito (GIC) com o objetivo de formar um banco de dados que permitirá ao setor e a outras instituições de crédito aprimorar a capacidade de análise e gestão de suas carteiras de empréstimos, tanto de pessoas físicas como jurídicas. Cada banco terá 20% do capital da GIC, que será estruturada como uma sociedade anônima. A nova gestora pretende destravar o chamado cadastro positivo, em que o sistema financeiro concede taxas de juros menores a clientes com bom histórico de adimplência. Os bancos preferiram ter uma central própria, na qual podem compartilhar informações entre si, do que usar dados da Serasa Experian e da Boa Vista, que juntas compartilham um bureau de crédito.

Vice do Itaú Unibanco admite em Davos que tsunami de falta de liquidez atingirá a banca no Brasil

O vice-presidente do Itaú Unibanco, Ricardo Marino, deixou perplexa a platéia que o ouviu no Fórum de Davos, já que admitiu a emergência próxima de um tsunami de problemas com a liquidez no segmento de Corporate Finance, que deve se estender para o middle-class e pessoa física, dada a grave recessão econômica e o desemprego exponencial no Brasil.

Camargo Corrêa cria programa interno de delação para colaborar com a Lava Jato

Ao que parece, a empreiteira Camargo Corrêa não ficou satisfeita com a delação premiada que três de seus ex-executivos fizeram à Operação Lava-Jato, tanto que criou um programa interno chamado “Incentivo à Colaboração”, para que seus funcionários se sintam à vontade para admitir falcatruas relacionadas aos fatos investigados pela Polícia Federal. O prazo concedido aos colaboradores vai até o dia 19 de fevereiro. Eles devem relatar a consultores especializados e independentes sua participação em eventuais irregularidades. Em contrapartida, a empresa disponibilizará toda a assistência jurídica de que necessitar o delator.

Moro autoriza Vaccari a deixar a prisão para depor à CPI dos Fundos de Pensão

O ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, deve depor no próximo dia 3 à CPI dos Fundos de Pensão, que investiga irregularidades em fundos estatais como Petros, Postalis e Funcef. A autorização para que Vaccari seja levado de Curitiba a Brasília foi dada pelo juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava-Jato. Acusado de receber propina de contratos da Petrobras para o PT, Vaccari foi condenado a 15 anos e quatro meses de prisão numa das ações em curso na 13ª Vara Federal de Curitiba, pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa, mas segue investigado pela força-tarefa da Lava-Jato, acusado de receber outros valores.

Lula diz que compra de MP é “coisa de bandido” e que não sabia de negócio do filho Luís Cláudio

O Estadão revela conteúdo do depoimento que Lula deu à Polícia Federal na investigação de pagamentos a seu filho, oitiva realizada no dia 6 de janeiro, da Operação Zelotes. De acordo com o documento, o petista afirmou que Luís Cláudio não sabia que havia sido contratado por R$ 2,5 milhões pelo lobista Mauro Marcondes. Lula “fez questão de registrar” que não recebia lobistas e que “tanto ele quanto seus parentes jamais exerceram lobby ou consultoria empresarial”. O ex-presidente ressaltou que “realiza conferências no Brasil e no exterior, sempre em defesa do interesse nacional, e que tomou como decisão de honra não interferir na gestão do novo governo”. Sobre a prática de compra e venda de Medidas Provisórias, Lula disse se tratar de “coisa de bandido”. 

Dilma reclama dos vazamentos das delações da Operação Lava Jato

A presidente Dilma Rousseff conversou com a Folha de São Paulo em seu gabinete nesta sexta-feira e afirmou que “há coisas que não acha corretas” na Operação Lava Jato, como os vazamentos de trechos das delações premiadas. Ela acrescentou que há “pontos fora da curva” na investigação “que têm de ser colocados dentro da curva”. Segundo ela, é “impossível” alguém ser questionado durante os interrogatórios com base no “diz que me diz”. A petista, no entanto, defendeu a continuidade da operação deflagrada a partir do esquema de corrupção na Petrobras dizendo que o “Brasil precisa dessa investigação”. Questionada sobre as críticas de que o governo controla e dirige o Ministério Público Federal, conforme acusou Eduardo Cunha inúmeras vezes, a presidente sorriu e afirmou: “Então sou uma incompetente na arte do controle”.

Dilma é ovacionada e se compara a Getulio Vargas em convenção do PDT

A presidente Dilma Rousseff discursou nesta sexta-feira na convenção nacional do PDT, em Brasília – partido aliado do governo federal e ao qual ela já foi filiada. Na sua chegada, o ex-ministro Carlos Lupi entoou “Dilma guerreira do povo brasileiro” e puxou novos gritos da audiência: “não vai ter golpe” e “Dilma guerreira, nossa companheira”. Vocês sabem quem é "guereiro do povo brasileiro", não é mesmo? E ele está na cadeia. A petista se animou e disse que o processo contra Getúlio Vargas foi um “prenúncio” do que ocorre atualmente no País. Segundo ela, não há “nenhuma base” para o impeachment e os defensores de sua saída “não gostam de ser chamados, mas são golpistas”. A presença de Dilma no evento pedetista teve como objetivo agradar a legenda da base aliada, num esforço para superar as crises política e econômica, e, sobretudo, para evitar a abertura do processo de impeachment na Câmara. O sonho do PDT é levar Dilma de volta para o partido. É coisa de louco, mas no Brasil tudo é possível. No evento, Dilma cutucou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, ao dizer que não tem contas no Exterior e “flertou” com Ciro Gomes, dizendo que “às vezes ele briga comigo, mas eu nunca brigo com ele”; antes da chegada da presidente, Ciro Gomes discursou atacando a política econômica do governo. A presidente ainda disse estar “estarrecida” com o relatório do FMI que aponta a crise política e econômica do Brasil como um dos pontos que trazem riscos à economia global. Que coisa..... parece que o Brasil não tem mais jeito mesmo. 

Prévia da inflação é a mais alta para janeiro desde 2003

A prévia da inflação oficial iniciou o ano com desaceleração, mas registrou o pior resultado para o mês de janeiro e o acumulado mais alto em doze meses desde 2003. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,92% em janeiro, após subir 1,18% em dezembro, segundo informou nesta sexta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com essa alta, o IPCA-15 acumulado em doze meses foi a 10,74%, acelerando ligeiramente em reação aos 10,71% do encerramento de 2015. Apesar do enfraquecimento na comparação mensal, a taxa foi a mais alta para meses de janeiro desde 2003 (1,98%), enquanto o acumulado de 10,74% representa o maior patamar para doze meses desde novembro de 2003 (12,69%). O resultado deixa a inflação ainda mais longe do teto da meta do governo, que é de 4,5%, com tolerância para chegar até 6,5%. O IPCA acumulou em 2015 alta de 10,67%, estourando o teto da meta pela primeira vez desde 2003. A alta dos preços de alimentação e bebidas foi a que exerceu a maior influência para o resultado de janeiro do IPCA-15, com impacto de 0,42 ponto percentual após alta de 1,67% no período. Essa foi a maior alta entre os grupos, seguida pelo avanço de 1% nos preços de despesas pessoais. Apesar das expectativas persistentemente altas de inflação, o Banco Central decidiu na última quarta-feira manter a taxa básica de juros em 14,25% em meio a pressões para que não mexesse na Selic devido à forte recessão econômica.

720% de inflação na Venezuela

O FMI calculou que a inflação na Venezuela deve chegar a 720% em 2016. O PIB, por sua vez, terá contração de 8%. Chegaremos lá.

"Top Top" retoma o controle

Lauro Jardim informa que o Itamaraty deve manter silêncio em relação aos ataques de Nicolás Maduro ao Legislativo. Marco Aurélio Garcia andou plantando na imprensa que participou da elaboração da última nota oficial que criticou o presidente venezuelano. Está claro que não é verdade.

Mais um absurdo contra Lula

A Polícia Federal pretende ouvir em breve Léo Pinheiro sobre a participação da OAS nos empreendimentos imobiliários ligados a Lula. Com a descoberta de que a empreiteira, além das reformas, pagou pelos armários e cozinhas do sítio de Atibaia e do triplex do Guarujá, os investigadores agora desconfiam de que a OAS bancou também a compra dos imóveis. Outros executivos da empreiteira envolvidos nos negócios serão convocados. Claro que tudo isso é "um absurdo". 

Dilma e Vargas

Dilma Rousseff se comparou a Getúlio Vargas durante reunião do diretório nacional do PDT. Dilma vai entrar na história por destruir a Petrobras criada por Getúlio Vargas. Além disso, relembrar a trajetória de Getúlio Vargas pode ser fatídico. É muito simbólico que ela comece agora a falar em Vargas. É indicativo.

APS recua e Lula é liberado

O juiz Vallisney de Oliveira dispensou Lula de prestar depoimento como testemunha de defesa do lobista Alexandre Paes dos Santos, o APS. Marcelo Leal, advogado de APS, disse que o recente depoimento de Lula, liberado nesta sexta-feira à imprensa, "responde de maneira clara a questionamentos feitos pela autoridade policial" ao defender "a inexistência de atos de corrupção para a compra de medidas provisórias". Lula continuará dizendo que não conhece APS e vice-versa.

Bumlai e o "molusco cefalópode"

Os advogados de José Carlos Bumlai escreveram a Sérgio Moro que o seu cliente não nega que se “envaidecia por gozar da companhia e da confiança” de Lula, então presidente da República e com “índices altíssimos de popularidade”, pois o pecuarista é “um ser humano, de carne e osso”. O documento contradiz Lula, segundo o qual Bumlai era amigo dos seus filhos, e não seu. Mas não é só isso. Os advogados do pecuarista também afirmaram nas alegações finais do processo que: “A partir de provas de irregularidades na Petrobras, o nome do peticionário (Bumlai) voltou a aparecer nas manchetes como se fosse ele a isca perfeita para se conseguir fisgar o peixe (ou melhor, o molusco cefalópode) que muitos queriam — e ainda querem — na frigideira". Para O Antagonista, é uma admissão de que o "molusco cefalópode" precisa ser fisgado e colocado na frigideira.

Perguntinha

Como Lula pode afirmar que não conhecia APS, se Lulinha mantinha um escritório numa casa do lobista em Brasília?

O lobby de R$ 16 milhões

O delegado Marlon Cajado também questionou Lula sobre os R$ 16 milhões embolsados pelo escritório Marcondes e Mautoni Diplomacia Corporativa com o lobby para aprovação da MP 471, que beneficiou a MMC Mitsubishi e a Caoa Hyundai. No mesmo período, Luleco recebeu R$ 2,5 milhões. Lula nunca soube de nada disso, claro.

Lobby para franceses e suecos

Como O Antagonista revelou esta semana, o escritório Marcondes e Mautoni tentou espionar o procurador José Alfredo de Paula quando este investigava a compra pelo governo de caças para a FAB. Importante notar que a tentativa de espionagem foi em 2010, poucos meses depois de Lula anunciar o Rafale numa histórica gafe diplomática - a FAB ainda não havia concluído a análise técnica. O constrangimento internacional afastou qualquer chance de que o caça francês da Dassault fosse o escolhido. Tanto que Lula empurrou para Dilma a tarefa de avalizar o negócio. Dilma acabou escolhendo o Gripen NG, da Saab. Curiosamente, lá estava o escritório Marcondes e Mautoni novamente, agora para pressionar pela escolha do caça sueco. Nesse meio tempo, Luiz Marinho, unha e carne com Lula, passou a apoiar publicamente a escolha dos caças da Saab e conseguiu da empresa a montagem de um centro de inovação em São Bernardo. Com a Dassault queimada, a Saab virou o plano B. Importante é não perder o negócio, ou negociata.

O petista Luiz Marinho é o elo da compra dos caças suecos Gripen

Em 2010, quando o caça francês Rafale ainda era o favorito de Lula e o escritório de lobby Marcondes e Marconi espionava o procurador José Alfredo, o prefeito petista Luiz Marinho assinava uma carta-compromisso com a Dassault. No documento, a Dassault se comprometia a investir em São Bernardo caso o fabricante francês vencesse a concorrência da FAB.

Ministério Público vai denunciar Lula por ocultação de propriedade e lavagem de dinheiro na caso do triplex do Guarujá

A capa da Veja é a denúncia do Ministério Público de São Paulo contra Lula por ocultação de patrimônio, lavagem de dinheiro, por conta do famigerado triple do Guarujá, obra da também famigerada Bancoop, finalizada pela empreiteira propineira OAS, que deu de presente para LulaX9.

Delta Engenharia, de Fernando Cavendish, quita dívida e sai de recuperação judicial


Depois de quase quatro anos, acabou sem alarde, na semana passada, a recuperação judicial da Delta Engenharia. Foi quitada dívida de 700 milhões de reais. Na investigação de desvios, ninguém foi condenado. Espécie de piloto da Lava-Jato, o caso da Delta mostra dois pesos e duas medidas do governo, que se apressou a declarar inidoônea a empreiteira de Fernando Cavendish, o empreiteiro da dança do lencinho na cabeça em restaurante de alto luxo em Paris. Agora, diante de cifras muito maiores, o governo diz que não pode “matar” as empresas envolvidas no Petrolão e se esforça para fechar acordos de leniência.

Moro ordena sequestro de jato de Bumlai, à venda por 8 milhões de dólares


José Carlos Bumlai anda mesmo sem sorte. Fora a Lava-Jato, que levou à sua prisão, outro jato vem lhe dando dor de cabeça. Há cerca de seis meses, o amigo de Lula tentava vender seu Cessna Citation XLS, que está em nome de uma de suas empresas, a Agropecuária JB. O preço pedido? Oito milhões de dólares. Mais: quem se dispusesse a comprar a aeronave ainda teria de arcar com inspeções atrasadas. Pois agora o que já era um mico virou prejuízo: na sexta-feira, o juiz Sergio Moro determinou o sequestro do jatinho, que deu carona a muitas autoridades nos tempos de trânsito livre de Bumlai no Planalto.

Derrotado nas urnas, o petista Candido Vaccarezza "prestou contas" a empreiteiro propineiro Leo Pinheiro



Cândido Vaccarezza (PT-SP) foi líder do PT em 2009 e líder do governo na Câmara entre 2010 e 2012. Em 2014, pego na Operação Lava-Jato, acabou surpreendido nas urnas em 5 de outubro: não foi reeleito deputado. Doze dias depois, fez um desabafo — contra o PT, contra o governo e contra a imprensa, essencialmente — e uma espécie de prestação de contas sobre a derrota a um “amigo”: o então presidente da OAS, Léo Pinheiro. A mensagem, enviada pelo aplicativo WhatsApp, está registrada no relatório da Polícia Federal que detalha trocas de mensagens e menções a 29 agentes políticos encontradas em dois aparelhos de celular de Pinheiro, condenado pela Justiça Federal em Curitiba a 16 anos e quatro meses de prisão por conta do esquema de propina nos contratos da Petrobras. A PF no Paraná abriu inquérito para investigar Vaccarezza em julho de 2015. A investigação teve início em inquérito no Supremo Tribunal Federal. Sem mandato e sem foro privilegiado, o ex-deputado é investigado na primeira instância. A suspeita é de recebimento de propina por conta de lobby para a contratação de uma empresa pela Petrobras. “Meu amigo Léo Pinheiro. Muito obrigado por tudo”, começa a mensagem de Vaccarezza a Pinheiro, para logo em seguida listar em tópicos seis “motivos da minha derrota”. “1. o PT perdeu muita base em São Paulo; 2. minha base política própria é menor do que eu avaliava; 3. uma parte do PT desenvolveu uma guerra dura contra mim e eu não identifiquei e nem reagi a altura (uma parte do PT e do governo trabalhou para a minha derrota); 4. as matérias injustas e capciosas que saíram na mídia contra mim foram mortais. Não tive como rebatê-las; 5. não consegui ampliar minha votação para fora da base do PT, aqui as matérias funcionaram como uma forte barreira; 6. eu cometi muitos erros de organização e políticos neste últimos 4 anos. Não cuidei da base própria e outras questões que falaremos depois. Os 51 mil e poucos votos que tive são meus. Vou me preparar pra dar a volta por cima com base nas posições políticas que defendo. Quero, quando você tiver um tempo, bater um papo contigo. Forte abraço, Vaccarezza”. O petista recebeu para sua campanha em 2014 uma doação de R$ 67,5 mil da Coesa Engenharia, do grupo OAS. Além dessa, a Polícia Federal registrou outras citações ao deputado. O então diretor de Relações Institucionais da OAS, Roberto Zardi, informou a Pinheiro uma troca de mensagens com o parlamentar, em outubro de 2013. “Caro Vaccarezza. O requerimento está na pauta da reunião de hoje, às 10hs, assunto Leo. Abç”, escreveu. “Vou cuidar disto. Resposta de Vaca”, informou Zardi a Pinheiro. 

O Ministério Público paulista à espera para denunciar o peemedebista Gabriel Chalita


Enquanto Gabriel Chalita costura a nomeação de José Renato Nalini na Secretaria de Educação de Alckmin, o Ministério Público de São Paulo espera o recebimento pela Justiça da denúncia de corrupção contra o peemedebista. Ele foi denunciado em dezembro do ano passado por crime de corrupção durante o período em que foi secretário estadual de Educação de Alckmin, de 2002 a 2005.

Mídia impressa e de TV de Porto Alegre omite tudo sobre Carlos Araújo x Lava Jato


A mídia impressa e televisiva gaúcha passou a semana toda evitando a todo custo disponibilizar uma só linha capaz de aprofundar a instigante reportagem de capa da revista Época desta semana, que trouxe um fotão em close do advogado Carlos Araújo, ex-marido e eminência parda da presidente Dilma Roussef. Rádios como Guaíba e Band atreveram-se a alguma coisa, mas limitaram-se a fazer defesa apaixonada do advogado. E no entanto ninguém foi atrás do Ministério Público Federal e da Polícia Federal para verificar se a reportagem de Época tem fundamento quando avisa que Carlos Araújo é alvo de investigações no âmbito da Lava Jato, já que eles querem saber o verdadeiro teor da série de encontros entre ele e um dos donos da Engevix. A biografia de nenhuma personalidade garante-lhe salvo-conduto diante da necessidade de esclarecimentos frente ao maior escândalo de corrupção da história mundial. 


A Engevix, citada na quinta-feira pelo lobista gaúcho Milton Pascowitch, dona do Estaleiro Rio Grande, é a mesma que patrocinou o cerco feito já com Lava Jato em plena ação, ao ex-marido de Dilma Roussef . O assédio foi feito pelo diretor da Engevix, José Antunes Sobrinho e não foi diferente daquele que os empreiteiros da Lava Jato fizeram ao longo da sua história de relações com personalidades capazes de fazer amigos e influenciar pessoas. É o que conta a revista Época desta semana, referindo-se a investigações iniciadas em dezembro pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal do Paraná, no âmbito da Lava Jato, tudo em função de reuniões que a Engevix manteve em Porto Alegre com o advogado Carlos Araújo, ex-marido e amigo número 1 de Dilma. Na sua primeira reação, o advogado confirmou três reuniões e não apenas uma, como contou a revista, mas preferiu atacar a Rede Globo, dona da revista. Dilma tirou nota negando encontros do ex-marido com a Engevix. Engano seu. Os detalhes da primeira reunião foram contados por Paulo Zuch, que articulou a aproximação de Antunes Sobrinho. Ele disse para Época que ao final do encontro, Carlos Araújo disse textualmente: "Vou ajudar. Tu é o tipo de empresário que o Brasil precisa". O diretor da Engevix estava em Florianópolis quando recebeu sinal verde para a reunião. Foi então que apanhou seu Cessna PP-JAS (o JAS é formado pelas iniciais do seu nome) e foi para Porto Alegre. A Engevix queria a liberação de R$ 1 bilhão do Fundo Nacional de Marinha Mercante, dinheiro liberado pelo FNM, mas bloqueado pelo BB por falta de garantias reais. A empresa é uma das donas do Estgaleiro Rio Grande, tem contratos de R$ 15 bilhões com Petrobrás e Sete Brasil, mas está sem dinheiro. Ela também está encalacrada na administração do aeroporto de Brasília. Por ter facilitado o encontro com Araújo, Paulo Zuch recebeu R$ 200 mil da Engevix, mas reclama de outros R$ 1,8 milhão que não recebeu. A Ecovix, dona do Estaleiro Rio Grande, diz não ter detalhes sobre a ligação de Milton Pascowitch com a companhia formada por Engevix, Funcef (fundo de pensão da Caixa) e um grupo de empresas japonesas lideradas pela Mitsubishi Heavy Industries. Milton Pascowitch, que contou detalhes das propinas que pagou ao ex-ministro Zé Dirceu, fundador do PT, na quinta-feira, ao juiz Sérgio Moro é gaúcho, nascido em Porto Alegre, e de família riograndina. Ele colocou a Engevix no radar da Petrobrás, segundo Gerson Almada, um dos donos da empreiteira. No trecho mais contundente de depoimento ao juiz Sérgio Moro, Almada disse: "Não sei o que o Pascowitch fazia com o dinheiro, (...) se não pagássemos poderíamos não pegar novas concorrências (...). Ele era o link que eu tinha com o PT e com a Petrobras". Os intermediários ficariam com até 1% dos contratos em que atuavam, nesta versão. E Pascowitch teria apresentado Almada aos ex-diretores de Abastecimento Paulo Roberto Costa e de Serviços Renato Duque. O foco em Pascowitch foi reforçado pela quebra de sigilo da lista de clientes da consultoria do ex-ministro petista José Dirceu, o "guerreiro do povo brasileiro". Uma empresa que ele mantém em sociedade com o irmão José Adolfo, a Jamp Engenheiros Associados, aparece como origem de um pagamento de R$ 1,45 milhão à JD Assessoria e Consultoria, a empresa do ex-ministro de Lula. 


O delator Milton Pascowitch prestou o primeiro depoimento ao juiz Sérgio Moro desde que fechou a delação premiada, na Lava Jato. Foi ontem, em Curitiba. Ele disse como pagava propina ao ex-ministro José Dirceu, que segundo o PT é o mais completo "guerreiro do do povo brasileiro". Ele disse ao juiz Sérgio Moro que conheceu o ex-ministro José Dirceu em 2007. E que os dois tiveram muitos encontros para discussão de vários assuntos, inclusive pagamento de propina. 
Milton Pascowitch: Conheci o Zé Dirceu pessoalmente. A partir daí os contatos eram feitos através de e-mail, diretamente com Zé Dirceu, para discussão de alguma coisa na área política, alguma solicitação especial.
Juiz Sergio Moro: E nesses contatos diretos que o senhor teve com essas pessoas, esse assunto das comissões, das propinas era tratado?
Milton Pascowitch: De uma forma genérica, eram.
Milton Pascowitch é um dos 15 acusados de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa na ação que também envolve José Dirceu, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari, e o ex-diretor da Petrobras, o petista Renato Duque. De acordo com procuradores da Lava Jato, Pascowitch usou a sua empresa Jamp para repassar a José Dirceu propina obtida em contratos da Petrobras com a construtora Engevix. 
Milton Pascowitch: Isso era feito de uma forma, um simples depósito na conta e depois esses depósitos foram contabilizados e esmiuçados e foi feito, então, um contrato.
Juiz Sergio Moro: Tá, mas tinha recursos dele represados do que?
Milton Pascowitch: Em função das comissões dos contratos da Engevix.
Juiz Sergio Moro: Comissões dos contratos, propina então?
Milton Pascowitch: Propina.
Na denúncia do Ministério Público, Pascowitch é acusado de usar a Jamp para comprar a sede da JD Consultoria para reformar um apartamento do irmão de Dirceu, Luiz Eduardo, e uma outra casa do ex-ministro, além de comprar um apartamento da filha dele, Camila. Na audiência Pascowitch confirmou que a Jamp não ficaria com o último imóvel, mas com a prisão de José Dirceu, o negócio não foi feito. Milton Pascowitch: Disse que eram R$ 500 mil. Não era do valor de mercado, era um pouco acima do valor de mercado, mas fazia sentido mesmo porque eu também tinha recursos dele mesmo para fazer isso que está aí e nós fizemos a aquisição deste imóvel. 
Juiz Sergio Moro: Isso estava muito claro nestas transações que o imóvel não ficaria com a Jamp?
Milton Pascowitch: Ficava muito claro.
Sobre a sede da JD Consultoria, Pascowitch reafirmou que fez um pagamento de R$ 387 mil para comprar um imóvel. O dinheiro, segundo Pascowitch, também era propina de contratos da Petrobras.
Juiz Sergio Moro: O senhor chegou a comparecer neste imóvel?
Milton Pascowitch: Muitas vezes.
Juiz Sergio Moro: Era mesmo a sede da JD?
Milton Pascowitch: Era a sede da JD.
Juiz Sergio Moro: Encontrou o José Dirceu lá?
Milton Pascowitch: Muitas vezes.
A defesa de José Dirceu, da filha dele, Camila, e do irmão, Luiz Eduardo, afirmou que o depoimento de Milton Pascowitch foi confuso - e que as declarações precisam ser provadas, para que se faça qualquer acusação.

Grendene faz acordo e concorda com doação de ações da empresa Beira Rio para Fundação Antonio Meneghetti


Os irmãos Grendene e a empresa calçadista Beira Rio fizeram acordo e não brigam mais na Justiça gaúcha contra a decisão do presidente da segunda, Roberto Argenta, que doou 28,67% das ações da companhia para a Fundação Antonio Meneghetti. Acontece que Alexandre Grendene, acionista minoritário, não concordou com a doação e procurou a Justiça. Agora, desistiu da ação e concordou com tudo. A Fundação Antonio Meneghetti, que funciona nos arredores de Santa Maria, é repleta de mistérios e ensina a seus membros fórmulas para alcançar o sucesso, mesmo que para isso seja necessário romper casamentos. O atual senador Lasier Martins, do PDT gaúcho, era frequentador dessa seita, hospedando em pousada da fundação Antonio Menegetti quando começou a namorar sua atual namorada, ex-jornalista da RBS na filial de Passo Fundo. Muitos ricaços gaúchos e de outros lugares procuram encontrar os mistérios da Ontopsicologia (ou o que for isso) na Fundação Antonio Meneghetti. Será que Alexandre Grendene foi convertido também?

Merda avança em Santa Catarina, governo informa que agora são 76 praias impróprias para banhos de turistas e veranistas

O avanço da merda mar adentro em Porto Alegre, atingindo Bombas e Bombinhas

Apesar de as autoridades publicas preverem que a balneabilidade das praias em Santa Catarina iria melhorar depois do movimento de fim do ano 2015 e início de 2016, os relatórios da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Fatma) pioraram diante dessa expectativa. No terceiro levantamento do ano, agora 76 pontos foram considerados impróprios para banho no Litoral de Santa Catarina. No segundo estudo, feito há uma semana, eram 74 pontos impróprios para banho, porque já estavam tomados pela merda. Já no primeiro dia do ano, divulgado em 8 de janeiro, foram 71 pontos contaminados. Em Canasvieiras, que no primeiro relatório de 2016 tinha todos os pontos impróprios, dois deles continuam sem condições para banho, assim como no levantamento de 15 de janeiro. Em Porto Belo, onde uma mancha foi encontrada no mar durante o começo da semana, quatro pontos estão impróprios e dois próprios. De acordo com Marlon Daniel da Silva, responsável técnico pelas análises de balneabilidade da Fatma, historicamente o percentual de pontos impróprios para banho no litoral catarinense varia entre 25% e 35%. Com 76 pontos impróprios para banho dos 211 analisados, essa taxa alcançou os 36%, acima do considerado normal. Ou seja, em Santa Catarina é considerado normal um número tão alto de praias esmerdeadas, apesar de o Estado depender visceralmente do verão e do turismo. Isso demonstra a qualidade dos administradores públicos no Estado de Santa Catarina. Em Florianópolis, o percentual de praias contaminados permanece o mesmo com 27 pontos impróprios e 48 próprios. Para Marlon Daniel da Silva, a solução para o problema da falta de balneabilidade em alguns pontos passa por uma melhora geral no sistema de saneamento básico, com fiscalização tanto dos sistemas individuais (fossas) quanto dos coletivos (ligações para estações de tratamento) evitando que a água que teve algum tipo de contato com as fezes chegue aos balneários. Clique no link a seguir para ver e consultar o mapa do Google Earth, editado pela Fatma, com todas as praias próprias e impróprias para banhos no litoral catarinense: http://www.fatma.sc.gov.br/laboratorio/mapa.php