quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Imóvel da mulher de Vaccari está em nome de funcionária da OAS

Por Reinaldo Azevedo - A mulher de João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT que já foi condenado a 15 anos de prisão, declarou em seu Imposto de Renda que é dona de um apartamento no Guarujá (SP) que está registrado em nome de uma funcionária da OAS. O imóvel fica na praia de Astúrias, no mesmo prédio em que a mulher do ex-presidente Lula teve a opção de compra de um triplex que foi construído e reformado pela OAS. No final do ano passado, após a Operação Lava Jato começar a investigar o edifício, dona Marisa desistiu da compra. A força-tarefa da Operação Lava Jato diz que a descoberta sobre a mulher de Vaccari “causou espanto” e suspeita que o imóvel tenha sido usado para lavagem de dinheiro que o ex-tesoureiro teria recebido como suborno da empreiteira. “Esse indício de ocultação de patrimônio (…) reforçou a hipótese de o empreendimento ser utilizado para a lavagem de capitais”, escreveram os procuradores em peça que foi encaminhada à Justiça e serviu de base para a 22ª fase da Lava Jato. A mulher de Vaccari, Gilselda Rousie de Lima, declarou à Receita Federal que era dona no apartamento 43A do edifício Navia, que faz parte do condomínio Solaris. No cartório de registro de imóveis do Guarujá, no entanto, o imóvel aparece como sendo de Sueli Falsoni Cavalcanti, funcionária da OAS. Dez apartamentos do edifício seguem em nome da empreiteira e o triplex que seria da família da Lula está registrado em nome de uma empresa criada em Nevada, nos Estados Unidos. Há ainda um apartamento em nome de Freud Godoy, que foi assessor especial de Lula quando ele era presidente. Uma cunhada de Vaccari também é investigada sob suspeita de ter recebido um imóvel no Guarujá para receber propina da OAS no mesmo condomínio. 

Agora é oficial, tríplex de Lula no Guarujá é investigado na Lava Jato

Edifício Solaris, no Guarujá, onde Lula tem um tríplex

A nova fase da Operação Lava Jato, batizada de Triplo X, vai fazer uma varredura em todos os apartamentos do condomínio Solaris, no Guarujá (SP), onde a enrolada empreiteira OAS, investigada por participar do petrolão, assumiu a construção dos imóveis após um calote da Bancoop, a Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo. A cooperativa deu calote em seus associados enquanto desviava recursos para os cofres do PT, quebrou em 2006 e deixou quase 3 000 famílias sem seus imóveis, enquanto petistas graúdos, como o ex-presidente Lula, receberam seus apartamentos. Embora oficialmente a fase esteja focada nas atividades criminosas do escritório de São Paulo da empresa Mossack Fonseca, que providenciava a abertura de offshores e tinha contas no Exterior para esquemas de lavagem de dinheiro, a relação do próprio presidente Lula e de seus familiares com um tríplex reservado a eles pela construtora OAS também será investigada pela Polícia Federal e pelos procuradores da Lava Jato. Em abril do ano passado, VEJA revelou que, depois de um pedido feito por Lula ao então presidente da OAS, Leo Pinheiro, a empreiteira assumiu a construção de prédios da cooperativa. O favor garantiu a conclusão das obras nos apartamentos de João Vaccari Neto, por exemplo. Conforme revelou VEJA nesta semana, no processo que tramita em São Paulo e não tem relação direta com o escândalo de corrupção da Lava Jato, Lula será denunciado por ocultação de propriedade. Aliás, o nome da operação Triplo X se refere aos tríplex investigados. Segundo o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, o apartamento triplex, pertencente ao ex-presidente Lula no condomínio Solaris, será investigado. "Em relação ao conjunto Solaris, estamos investigando todas as operações desses apartamentos. Queremos verificar se há outros indicativos de lavagem de dinheiro nesse empreendimento. Os imóveis de todas as pessoas que estejam ou tiveram relação com esse investimento serão investigados", afirmou. Os indícios que desencadearam a Operação Triplo X são de ocultação de patrimônio, lavagem de dinheiro e pagamento de corrupção por meio do empreendimento assumido pela OAS no condomínio Solaris. Segundo a Polícia Federal, as investigações da Triplo X mostram que empresas offshores e contas no Exterior eram usadas para ocultar o produto de crimes cometidos contra os cofres da Petrobras. A investida policial ocorre contra a empreiteira OAS, suspeita de ocultar o patrimônio em empreendimentos imobiliários para camuflar o pagamento de propina. Os executivos da OAS já foram condenados por Moro, incluindo o então presidente Léo Pinheiro, penalizado com 16 anos e quatro meses de prisão. Nesta fase, foram decretadas as prisões temporárias de Nelci Warken, Ademir Auada, Maria Mercedes Riano Quijano, Luis Fernando Hernandez Rivero e Ricardo Honorio Neto.

As pistas que levam ao petista Vaccari

Além de ter prestado serviços de divulgação dos imóveis da Bancoop em 2003 e 2004, Nelci Warken é muito amiga de Letícia Achur Antônio, advogada da Bancoop denunciada por estelionato pelo MP de São Paulo com João Vaccari Neto e outros dirigentes. Como se sabe, Marice Corrêa de Lima, cunhada de Vaccari, fez uma viagem de emergência ao Panamá quando a Lava Jato estourou. Até hoje, o real motivo da viagem é desconhecido. Mas a Lava Jato descobriu que Marice Corrêa declarou ao Fisco operações suspeitas de empréstimos com Letícia Achur Antônio e outra ré da Bancoop chamada Ana Maria Ernica. (O Antagonista)

OAS vendeu triplex por R$ 924 mil

A OAS vendeu o triplex 163-B para Nelci Warken, via offshore Murray Holdings, em 21 de fevereiro de 2014. Quase um mês depois, a Polícia Federal deflagrou a Operação Lava Jato. O imóvel foi negociado por R$ 924 mil e vale hoje ao menos R$ 1,5 milhão. A Murray foi aberta em 2005 num endereço em Las Vegas, no estado americano de Nevada. Como revelamos em dezembro, o triplex também passou por reformas no mesmo período que o 164-A de Lula.

Nova fase da Lava Jato apura se OAS lavou dinheiro a ex-tesoureiro do PT

Olhe o tamanho da mala da laranja ao ser levada presa

Nova fase da Operação Lava Jato, iniciada pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (27), investiga se a empreiteira OAS lavou dinheiro por meio de negócios imobiliários para favorecer o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, que está preso desde abril de 2015. Estão sendo cumpridos seis mandados de prisão temporária (válida por cinco dias), dois de condução coercitiva e 15 de busca e apreensão. As diligências ocorrem nas cidades de São Paulo, Santo André, São Bernardo do Campo e Joaçaba (SC). Os presos serão levados para a Superintendência da Polícia Federal no Paraná. A 22ª fase da operação tem como foco a empresa offshore Murray, sediada no Panamá, que detém a propriedade de um triplex em uma das torres de condomínio na praia de Astúrias, no Guarujá, cuja construção foi iniciada pela Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo), que já foi presidida por Vaccari Neto. Em crise financeira, a Bancoop transferiu o empreendimento para a empreiteira OAS em 2009. Na outra torre do mesmo condomínio a OAS havia reservado um triplex para a família do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva Lula. A nova fase foi batizada de "Triplo X", em alusão ao triplex da Murray, e apura suspeitas de corrupção, fraude, evasão de divisas e lavagem de dinheiro, entre outros. A publicitária Nelci Warken, que já prestou serviços na área de marketing para a Bancoop, foi presa. Ela é o principal alvo da nova fase da Lava Jato, já que a força-tarefa suspeita que ela era uma das pessoas que coordenava os negócios da offshore. Também são procurados parentes de Warken e representantes da empresa que cuidou da abertura da Murray. A força-tarefa da Lava Jato apura se Warken usou a estrutura da empresa sediada no Panamá para ocultar patrimônio e lavar dinheiro em favor do ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e da cunhada dele, Marice Correa de Lima.
Viatura da Polícia Federal chegou às 7h desta quarta-feira (27) na sede da Bancoop, em São Paulo

Fundada em 1996 pelo atual ministro Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo), a Bancoop é uma cooperativa cujos dirigentes elaboravam projetos de prédios habitacionais e dividiam os custos entre os cooperados. As cotas de participação compradas pelos cooperados eram referentes a imóveis na planta. Em 2010, João Vaccari Neto, que atuou como diretor financeiro (2002 e 2004) e presidente (2004-2010) da Bancoop, foi denunciado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo por suspeita de desvio de dinheiro da cooperativa para abastecer campanhas eleitorais do PT. Além dos procuradores da Lava Jato, a Promotoria de Justiça de São Paulo também apura os negócios da Bancoop. O ex-presidente Lula é alvo de investigação sobre a legalidade da transferência de empreendimentos da cooperativa à OAS. A Promotoria apura também se a empreiteira usou apartamentos do prédio, localizado na praia de Astúrias, no Guarujá (SP), para lavar dinheiro ou beneficiar pessoas indevidamente. A empreiteira OAS, que teve alguns de seus executivos condenados em uma sentença da Operação Lava Jato, pagou por reformas feitas em 2014 no triplex reservado à família de Lula. As modificações incluem a instalação de um elevador privativo. Lula adquiriu em 2005 com sua mulher, Marisa Letícia, uma cota de participação da Bancoop, quitada em 2010, referente ao imóvel na planta. Em 2009, o empreendimento foi assumido pela construtora OAS, que terminou a construção do edifício. Ao disputar a reeleição em 2006, Lula informou à Justiça Eleitoral ter pago à Bancoop R$ 47.695,38 pelo apartamento. Corretores locais dizem que o imóvel vale R$ 1,5 milhão.

Nova fase da Lava Jato, Polícia Federal prende mulher que pode ser a laranja na propriedade de triplex de Vaccari, vizinho daquele de Lula, no Guarujá







A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira a 22ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Operação Triplo X (a referência não pode ser mais óbvia, o alvo é evidente). É o primeiro desdobramento das investigações sobre o mega esquema de corrupção instalado na Petrobras em 2016. A nova fase mira atividades criminosas da Bancoop, a Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo, e a estratégia da construtora OAS de utilizar imóveis como método para despistar o pagamento de propina. A Bancoop foi presidida pelo ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, preso e já condenado a mais de 15 anos de prisão pelo juiz Sergio Moro por atuar como cobrador e coletor de propina do Petrolão do PT. Ao todo são cumpridos 15 mandados de busca e apreensão, seis mandados de prisão temporária e dois mandados de condução coercitiva nas cidades de São Paulo, Santo André (SP), São Bernardo do Campo (SP) e Joaçaba (SC). Entre os presos está a publicitária Nelci Warken, que prestou serviços à Bancoop e teria ligações com a offshore Murray. Ela foi levada para a Polícia Federal em São Paulo e ainda hoje deve ser transferida para Curitiba. Segundo a Polícia Federal, as investigações da Triplo X mostram que empresas offshores e contas no Exterior eram usadas para ocultar o produto de crimes cometidos contra os cofres da Petrobras. A investida policial ocorre também contra a empreiteira OAS, suspeita de ocultar o patrimônio em empreendimentos imobiliários para camuflar o pagamento de propina. Os executivos da OAS já foram condenados por Moro, incluindo o então presidente Leo Pinheiro, penalizado com 16 anos e quatro meses de prisão. Na 22ª fase da Lava Jato estão sendo apurados, entre outros, crimes como corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Um dos principais alvos desta etapa é a offshore Murray, criada pela empresa Mossack Fonseca no Panamá para supostamente ocultar os verdadeiros donos de um tríplex no Guarujá (SP) no mesmo condomínio em que a OAS reservou um apartamento ao ex-presidente Lula. As atividades da OAS e o estreito relacionamento da empreiteira com próceres do PT, em especial o ex-presidente, estão há tempos na mira da Promotoria de Justiça de São Paulo. No processo que tramita em São Paulo e não tem relação direta com o escândalo de corrupção da Lava Jato, Lula será denunciado por ocultação de propriedade. A cooperativa habitacional de bancários que deu calote em seus associados enquanto desviava recursos para os cofres do PT. A Bancoop quebrou em 2006 e deixou quase 3 000 famílias sem seus imóveis, enquanto petistas graúdos, como Lula, receberam seus apartamentos de luxo. Em abril do ano passado, VEJA revelou que, depois de um pedido feito por Lula ao então presidente da OAS, Leo Pinheiro, a empreiteira assumiu a construção de prédios da cooperativa. O favor garantiu a conclusão das obras nos apartamentos de João Vaccari Neto, por exemplo.

Joesley, o acrobata

O Valor Econômico dá mais detalhes sobre a "troca de chumbo" entre a JBS e a Trapézio: "A J&F Participações e a Flora Produtos de Higiene e Limpeza (da JBS) abriram contas correntes no Banco Rural (da Trapézio) no dia 21 de dezembro de 2011. No dia seguinte, o Banco Rural concedeu créditos que totalizavam R$ 40 milhões à J&F e mais R$ 40 milhões à Flora. Conforme o Ministério Público Federal, Joesley Batista assinou as cédulas de crédito como emitente e avalista. Descontados os impostos e taxas da operação, o Banco Rural transferiu R$ 39,650 milhões para a J&F e R$ 39,650 milhões para a Flora. Ainda segundo o Ministério Público Federal, esses recursos teriam sido imediatamente transferidos para a conta da J&F no Banco Original. No dia 26 de dezembro de 2011, prossegue o Ministério Público Federal em São Paulo, o Banco Original firmou contrato de mútuo com a Trapézio, concedendo um crédito de R$ 80 milhões. Descontados os impostos e taxas, o total de R$ 79,204 milhões foi creditado na conta corrente da Trapézio no Banco Original e imediatamente transferido para a conta da Trapézio no Banco Simples, que também faz parte do Conglomerado Financeiro Rural", de acordo com o Ministério Público Federal de São Paulo". Joesley Batista é um acrobata. E Katia Rabello é uma bailarina. (O Antagonista)

Flora, da J&F, doou R$ 5 milhões para a campanha da petista Dilma

A Flora Produtos de Higiene e Limpeza, arrolada na denúncia do Ministério Público Federal por "troca de chumbo", foi doadora de R$ 5 milhões para a campanha de reeleição de Dilma Rousseff. A empresa, que pertence à holding J&F da família Batista, também foi origem de R$ 3 milhões para a direção nacional do PP e outros R$ 3,25 milhões para o PSD.

Deslize ou criatividade?

Rui Falcão afirmou hoje que o PT vai exigir que os seus candidatos assinem uma cláusula pela qual se tornam inteiramente responsáveis pelo financiamento de suas campanhas. Em entrevista coletiva, ele disse que "Não é desconfiança de ninguém, mas, como muitas vezes há um erro, um deslize, não queremos que haja nenhuma responsabilização do partido". Ele também afirmou que "A campanha vai exigir criatividade, ampla participação da militância, da sociedade organizada, dos movimentos sociais. Vai requerer formas criativas de financiamento". Rui Falcão não disse se o dinheiro roubado pelo PT na Petrobras, entre 150 milhões e 200 milhões de dólares, segundo o MPF, foi "deslize" ou "criatividade".

Banco da JBS foi usado por Bumlai

O Antagonista revelou em dezembro que a Receita Federal descobriu que José Carlos Bumlai movimentou mais de R$ 18 milhões numa conta do Banco JBS. Em 2011, o Banco JBS se fundiu ao Matone e deu origem ao Banco Original, usado pela holding J&F para as operações de "troca de chumbo" com o Rural.

Regina Becker Fortunati não vai perder o mandato

A Procuradoria Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul determinou nesta terça-feira o arquivamento da investigação referente a infidelidade partidária da deputada estadual Regina Becker Fortunati, estando, portanto, excluída qualquer possibilidade de perda do mandato. No final do ano passado, Regina Becker trocou o PDT, partido pelo qual foi eleita, pela Rede Sustentabilidade. Seu marido, o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, continua sendo trabalhista, "desde pequenininho". Os dois são esquerdistas, tendo origem em organizações revolucionárias comunistas clandestinas: Regina Becker, no antigo MR8, e José Fortunati no PRC, que ajudou a fundar ao lado de José Genoíno, Marina Silva e Tarso Genro. É um casal com história!!!!

Ex-ministra de Dilma admite ter feito, outra vez, tráfico de influência


Erenice Guerra, ex-ministra-chefe da Casa Civil do primeiro governo Dilma, do qual foi demitida após denúncias de tráfico de influência para beneficiar seu filho, admitiu à Polícia Federal ter firmado parceria com o então conselheiro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), José Ricardo da Silva, para resolver uma “grande dívida tributária” da empresa chinesa Huawei. O depoimento, que aconteceu no âmbito da Operação Zelotes, foi prestado em dezembro, mas tornado público somente nesta terça-feira. Ela disse que não via impedimento no fato de José Ricardo advogar contra o órgão para o qual trabalhava. Erenice contou ter levado o lobista Alexandre Paes dos Santos (que está preso) para um encontro com Fernando Bertin, do grupo Bertin. Ela também disse não se recordar se a procuração para atuar com José Ricardo foi protocolada no Carf e quem custeou a passagem para encontrar Bertin. Erenice negou irregularidades, mas admitiu ter recebido pedido de seu irmão para que indicasse José Ricardo para o conselho do Carf. Sustentou não ter influência no Ministério da Fazenda, mas, confrontada com e-mail no qual fez uma indicação para outro conselho da pasta, afirmou não se lembrar. Isso é um tótem do PT: não se lembrar nunca de nada. E o sacerdote supremo dessa religião, o autor do dogma, foi o falecido petista Marcio Thomaz Bastos, o rei das teses de defesa dos petistas. 

A Petrobras é a prova de que o estatismo é nome da miséria brasileira

Por Reinaldo Azevedo - Há coisas que são mesmo do arco da velha, do balacobaco. A estar certo o que o informa o jornal O Globo, a defesa de José Dirceu vai dizer ao juiz Sérgio Moro que a indicação de Renato Duque, um dos réus da Lava-Jato, para a diretoria de Serviços da Petrobras não foi obra do ex-ministro. A indicação teria sido feita, ora vejam, pelo diretório estadual do PT. Silvio Pereira, então secretário-geral do partido, teria encaminhado a questão. Na última sexta-feira, Fernando Moura, outro lobista, afirmou que Dirceu só teria sido chamado à reunião que decidiria a diretoria da Petrobras para arbitrar uma espécie de empate entre Duque e Irani Varella, que já estava no cargo. Deu Duque. Pois é… Vamos pensar um pouco, querido leitor! Por que um partido político faz tanta questão de nomear o diretor de Serviços da estatal? Existiria um “jeito administrativo petista” de exercer a tarefa? Vamos ampliar a questão: por que partidos precisam nomear diretores de estatais senão para que eles atuem, à frente da empresa pública, em defesa dos interesses de partidos e correligionários? É assim, meus caros, que chegamos ao cancro da República que precisa, de verdade, ser extirpado. Sim, o PT revela que pode se meter em lambanças com mais determinação, com mais vontade e com mais cupidez do que qualquer outra legenda. Mas notem que a fonte primitiva de todas as safadezas e desatinos se chama “estatal”. É esse tipo de empresa que tem e acabar. É preciso privatizar a Petrobras, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal, toda e qualquer estatal, enfim, que exerça uma função que pode ser desempenhada pela empresa privada Amanhã, outra máquina partidária e outra sorte de interesses pode se apoderar dela. Não se trata de ser liberal, neoliberal, ultraliberal ou libertário: é só uma questão de bom senso. Empresas privadas que ocupassem o espaço da Petrobras estariam prestando aos brasileiros os mesmos serviços e a preços muito mais baratos. E sem quadrilhas aboletadas lá dentro. O interesse nacional estaria resguardado da mesma forma, uma vez que, por determinação constitucional, toda a riqueza do subsolo pertence ao Estado brasileiro. Enquanto esses dinossauros ficarem assombrando os brasileiros, vamos continuar a nos orgulhar de nossa própria desgraçada. Se o setor de telefonia ainda fosse público, estaria lotado de companheiros, e, em vez de País em rede, estaríamos trocando sinais de fumaça — sem contar o rombo nos fundos de pensão, outro clássico do petismo. O estatismo é nome da miséria brasileira.

Deu ruim pra Zé Dirceu… Delator diz que petista viajou 113 vezes em seus aviões. E que aquilo era propina

Por Reinaldo Azevedo - Como diz a meninada, “deu ruim para o Zé Dirceu!”. Julio Camargo, aquele criminoso disfarçado de lobista que ferrou a vida de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara, largou um petardo no coração de José Dirceu. Apresentou documentos à Justiça Federal que evidenciam que o petista e ex-ministro andou em seus jatinhos 113 vezes. Nota: Camargo é aquele que disse que pagou US$ 5 milhões de propina a Cunha num contrato de navio-sonda. Hoje a defesa do deputado luta apenas para que a denúncia não seja levada em conta, já que feita fora do ambiente da delação premiada. Os petistas acreditam piamente em Camargo quando o alvo é o peemedebista. Por que desconfiar no caso de Dirceu? Vamos pensar. Já escrevi aqui que o lobby, no Brasil, não é regulamentado, mas que também não é, por si, crime. Dirceu poderia ter voado o quanto quisesse no avião de Camargo, ser seu parceiro de farra, de negócios, o diabo… O problema está em outro lugar. Segundo Camargo, no entanto, a origem desses vôos é criminosa. Renato Duque, então diretor de Serviços da Petrobras, teria pedido ao lobista-bandido que pagasse R$ 4 milhões de propina a Dirceu. Segundo Camargo, R$ 3 milhões foram doados em dinheiro vivo, e o R$ 1 milhão, na forma de viagens de avião. Ele apresentou todos os registros de vôo. Roberto Podval, um dos advogados de Dirceu, afirmou que “todas as explicações serão dadas pelo José Dirceu durante seu depoimento” e que pareceria “falta de respeito” com o juiz Sergio Moro “antecipar as respostas”. De todas as acusações contra Zé Dirceu, esta vai se afigurando, sem dúvida, a mais grave, especialmente se Camargo tiver mesmo os comprovantes do uso de suas duas aeronaves pelo petista. Vamos ver que explicação vai oferecer para ser tão íntimo dos aviões de alguém coma a profissão de Julio Camargo.

Taxa de homicídios em São Paulo atinge seu nível mais baixo, mas não esperem reconhecimento, virá é mais pau na polícia

Por Reinaldo Azevedo - É preciso que a gente dê nome às coisas, não é mesmo? A esquerda, muito influente na imprensa e no meio cultural, odeia de forma determinada aquilo que dá certo e o difama. Não é mero acidente ou coincidência: é decisão. Tomo dois exemplos sem conexão entre si: o agronegócio e a Polícia Militar de São Paulo. Respondam rapidamente: qual setor apanha mais dos vermelhos — e dos verdes à moda Marina Silva? A agropecuária. Que bancada é a mais demonizada pelos jornalistas? A ruralista. Não obstante, que setor serviu de âncora àquilo que o lulo-petismo chamou de distribuição de renda? Que área da economia vê ampliar a oferta de crédito privado porque produz e oferece resultados? Pois é… A Polícia Militar de São Paulo, dados os números de homicídios e latrocínios na cidade e no Estado, é a mais eficiente do País. Não obstante, é o alvo número um de delinquentes intelectuais dos mais variados calibres. Por que faço essa longa introdução? São Paulo fechou 2015 com uma taxa de homicídio doloso abaixo de dez mortes por 100 mil habitantes: 8,73. É a primeira vez que isso acontece desde os anos 1990. Em 1999, para comparar, essa taxa era de 35,27. A queda, portanto, é de 75,2% em 16 anos. É um caso a ser estudado. A taxa no Brasil, em 2014, é de 26,3 por 100 mil habitantes. Em Alagoas, o Estado que relativamente mais mata, esse número chega a 61,9. Notem: no Brasil, na média, mata-se mais do que o triplo do que se mata em São Paulo. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, houve 3.757 casos de homicídio em 2015 ante 4.293 em 2014. Os números ainda são altos quando comparados aos dos Estados Unidos, com menos de cinco mortos por 100 mil, ou de países do que se chamava antes Europa Ocidental, com menos de 1 — ou do Japão? Sim. Mas é claro que, a despeito de todas as dificuldades, o governo está no caminho certo. Também houve redução na cidade de São Paulo: 991 casos contra 1.131 em 2014, o que fez com a taxa ficasse em 8,56 por 100 mil, mais baixa ainda do que no Estado. Esses números não comportam latrocínio, o roubo seguido de morte, que também caiu: somaram-se 345 casos no Estado em 2015, contra 374 em 2014 — queda de 7,75%. Na capital, a queda foi maior: de 147 para 118: 19,73% a menos. Ainda que se juntem os latrocínios, os homicídios dolosos, as pessoas mortas pela polícia e mesmo que se computem todas as vítimas de uma mesma ocorrência — como no caso das chacinas —, a taxa no Estado ficaria muito abaixo da do Brasil (que teria de seguir esses mesmos critérios) e dos demais estados com dados confiáveis: 11,7 mortos por 100 mil. Como esquecer que na campanha eleitoral de 2010, a então candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, disse que sua referência para o combate à violência seria o programa implementado no Rio de Janeiro, cujas taxas de homicídio são superiores ao triplo das de São Paulo? Como esquecer que na disputa, então, com José Serra, um dos alvos dessa senhora — e também de Marina Silva — foi justamente a política de segurança pública? Para registro: pela primeira vez desde 2001, houve queda em todos os 11 índices de criminalidade que são avaliados. É claro que muito ainda precisa ser feito. É claro que uma cidade e um Estado não podem se conformar com esses números. Mas é preciso considerar o que ocorre no Brasil e confrontar com os dados de São Paulo. É evidente que, por razões várias, o Estado e a capital reúnem condições para ter números superiores ao resto do País: alta densidade demográfica, urbanização acelerada e precária, área de atração de imigrantes — que ficam sujeitos à ação de quadrilhas —, maior circulação de riquezas, o que também atrai o crime… Não obstante, em vez de estar nos últimos lugares, São Paulo está em primeiro. Mas não esperem que o governo de São Paulo ou a Polícia Militar tenham reconhecidos seus méritos. Isso não vai acontecer. Daqui a pouco, um daqueles petistazinhos escondidos, mas com o rabo de fora, escreve um artigo desqualificando o trabalho que se faz no Estado, atribuindo, de quebra, a queda de homicídios à determinação do PCC de impor a paz pelas armas. A ser assim, essa corja deveria explicar por que, então, os demais Estados também não fazem um suposto acordo, não é?  Sucessivos governos de São Paulo têm tomado medidas corretas na área de segurança pública, e a Polícia Militar tem feito um trabalho elogiável. Essa é a verdade que se vai calar.

Argentina enfrenta a maior praga de gafanhotos dos últimos 60 anos


A Argentina está tentando controlar a maior praga de gafanhotos dos últimos 60 anos, advertiram autoridades nacionais nesta semana. De acordo com o comunicado divulgado pelo Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Agroalimentária (Senasa), o departamento de agricultura argentino, foi preciso intensificar os esforços para conter os insetos - chamados langostas, em espanhol - que infestam províncias das regiões Nordeste e Centro do país. Segundo as autoridades, a praga pode ser atribuída às mudanças climáticas - uma forte seca atingiu o país entre 2012 e 2014 e, no último ano, a Argentina teve um inverno com altas temperaturas e chuvas fortes. Isso faz parte do programa de terrorismo ambientalista esquerdóide internacional, em plena época de gigantescas frentes frias histórias no hemisfério norte. Mas, os gafanhotos da Argentina podem se expandir e atacar as lavouras no Uruguai, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso. Os gafanhotos costumam se esconder no inverno e surgirem para se alimentar em outras estações, como a primavera. Sem um inverno definido - como os últimos na Argentina - os insetos podem antecipar seus ciclos naturais, passando a se reproduzir em quase todas as estações do ano. Diego Quiroga, diretor nacional do Senasa, lembrou do alerta da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre como as mudanças climáticas poderiam contribuir para pragas de gafanhotos na África. "Há claramente um impacto em nosso país. Estamos definitivamente sendo afetados", afirmou. Esse, com certeza, como bom burocrata público, faz parte do batalhão de terrorismo ambiental internacional. Já Paola Carizzo, professora de agronomia da Universidade de Buenos Aires, afirma, porém, que não há evidências de que as mudanças climáticas são responsáveis pela praga. O mais provável é que tenha havido um controle insuficiente da praga pelo governo. Isso é como as nuvens do mosquito Aedes aegypti que avançaram no Brasil na medida em que o regime petralha produziu um gigantesco desastre econômico e retirou as verbas orçamentárias dos programas de combate às epidemias. As nuvens de gafanhotos começaram a surgir em julho de 2015 e, em janeiro, ataques inesperados surpreenderam os agricultores. Cada nuvem de gafanhotos pode ter até seis quilômetros e meio de comprimento, contendo até 50 milhões de insetos. Segundo o burocrata Diego Quiroga, no momento, é impossível erradicar a praga e as autoridades estão trabalhando para que suas consequências sejam reduzidas. Em apenas dez dias, os animais podem amadurecer e estar prontos para atacar as plantações. Burocrata público é sempre assim. No início do mês, entidades federais e provinciais anunciaram ações conjuntas para combater a praga. De acordo com as estimativas mais recentes, cerca de 7 milhões de quilômetros quadrados são afetados pelos ataques. No último comunicado, o Senasa afirmou haver controlado 31 novos focos. Os insetos podem destruir as plantações de algodão e girassol, além de acabar com a alimentação do gado.

Ministério Público Federal pede condenação de executivos da Andrade Gutierrez e quer pagamento de R$ 730 milhões

Otávio Marques de Azevedo, presidente da construtora Andrade Gutierrez

O Ministério Público Federal pediu ao juiz Sergio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato, em Curitiba, que executivos da empreiteira Andrade Gutierrez, incluindo o presidente afastado da companhia, Otávio Marques de Azevedo, sejam condenados por participarem do esquema bilionário de corrupção instalado na Petrobras. Segundo a força-tarefa da Lava Jato, além da punição pelos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção e organização criminosa com penas superiores a 30 anos de prisão, cada um, a Justiça também deve impor aos acusados o pagamento de cerca de 730 milhões de reais, sendo 243,23 milhões de reais como valor estimado do produto dos crimes praticados pelos empresários propineiros, e outros 486,46 milhões de reais como "dano mínimo" a ser revertido em favor da Petrobras. A possibilidade de condenação e a definição de possíveis pagamentos são de responsabilidade de Moro. No esquema do Petrolão do PT, está em fase final a primeira ação penal contra executivos da Andrade Gutierrez. Nela foram denunciados, entre outros, os executivos Otávio Marques de Azevedo, Elton Negrão, Flávio Machado, Antônio Campello e Paulo Dalmazzo, os ex-dirigentes da Petrobras, Paulo Roberto Costa, Renato Duque e Pedro Barusco, que recebiam dinheiro sujo para beneficiar a empresa em contratos com a Petrobras, e os operadores Fernando Baiano e Mário Goes, que intermediavam a movimentação de propina. "Quanto aos pagamentos de propina efetuados pela Andrade Gutierrez a Pedro Barusco e Renato Duque, o operador financeiro responsável pelos repasses era Mario Goes, sendo os pagamentos também efetuados de diversos modos, incluindo recebimento em espécie, remessas ao Exterior e operações de lavagem de dinheiro", diz o Ministério Público. Em acordo de delação premiada, Goes contou que, por meio da subsidiária Zagope Angola, vinculada à Andrade Gutierrez, a empreiteira repassou propina de 2008 a 2012 para uma conta bancária da empresa offshore Phad Corporation, controlada pelo próprio na Suíça. De lá, o dinheiro foi enviado, por meio de contratos falsos, a Duque e Barusco. Com o auxílio de investigadores da Suíça e de outros depoimentos de delação premiada, o Ministério Público já havia detectado pelo menos 83 repasses de propina entre julho de 2006 e fevereiro de 2012 envolvendo contas do operador Mario Goes para contas correntes de Pedro Barusco, usadas também para o recolhimento de propina a Renato Duque. Nesse período, o esquema de propina envolvendo o trio movimentou expressivos 48,2 milhões de reais. Outras transações detectadas pelo Ministério Público incluem repasses da Andrade Gutierrez para a offshore Star Trading na conta International Team, de Paulo Roberto Costa, e pagamentos efetuados pela Andrade Gutierrez Dominicana em uma conta do operador Mario Goes. Ainda pelos cálculos da acusação, houve acerto de propina entre as empresas do grupo Andrade Gutierrez e as diretorias de Abastecimento e de Serviços em obras como as da Refinaria Gabriel Passos (Regap), do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e do Gasoduto Urucu-Manaus. Na avaliação do Ministério Público, os executivos da Andrade devem ser condenados porque atuaram "de forma reiterada" na prática de vários crimes, como corrupção, formação de cartel, lavagem de dinheiro, fraude à licitação e crimes contra o sistema financeiro nacional. "Suas ações foram movidas a fim de buscar exclusivamente o bom desempenho da empresa a que serviam e, consequentemente, a sua ascensão funcional dentro da Andrade Gutierrez. Prestígio, poder, influência e promoção foram os móveis privados, e não apenas riqueza, pois não necessariamente enriqueciam seus bolsos com os crimes, mas sim os da empreiteira", disse o Ministério Público, ao pedir a condenação dos empresários. "Todos possuem excelente formação acadêmica e qualificação, com discernimento acima do homem médio. Tinham mais condições, portanto, de não apenas perceberem a gravidade de suas condutas como também de recusarem o seu envolvimento em tais práticas ilícitas. Usaram sua formação e conhecimento para produzir males sociais", arrematou o Ministério Público.

Conta de luz vai diminuir a partir de fevereiro


A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira novas regras para as bandeiras tarifárias que devem reduzir o preço da conta de luz a partir de fevereiro. A Aneel criou um novo - e mais barato - patamar para a bandeira vermelha, que vem sendo paga pelos consumidores brasileiros desde janeiro do ano passado. Os novos valores, mais baixos em relação aos atuais, passam a vigorar em fevereiro. O patamar 1 da bandeira vermelha aprovado nesta terça será de 3 reais para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. O patamar 2 da bandeira vermelha, mais caro, vai continuar em 4,50 reais para cada 100 kWh. O valor da bandeira amarela vai cair de 2,50 reais para 1,50 real para cada 100 kWh. As bandeiras tarifárias coloridas - verde, amarela e vermelha - foram criadas como uma maneira de informar ao consumidor os custos que são repassados para a conta de luz com o acionamento de usinas termelétricas, que geram uma energia mais cara e são ligadas quando as hidrelétricas produzem menos por causa do baixo nível de seus reservatórios. A Aneel divulga na sexta-feira qual será a bandeira tarifária que vai incidir sobre as contas de luz de fevereiro. A bandeira vermelha continuará a ser acionada nos meses nos quais o custo de operação (CVU) da usina térmica mais cara a ser despachada for superior a R$ 422,56/MWh. No caso do patamar 1, esse limite deve ficar entre R$ 422,56/MWh e R$ 610/MWh, que é a situação atual do sistema nacional. Uma das causas para os descontos foi o fato de a Aneel ter atualizado a previsão de crescimento da carga em 2016 para 1% em relação a 2015, ante uma expansão de 2,4% considerados anteriormente. É obvio que agora as bandeiras do sistema elétrico passam a fazer parte da política de combate à inflação do regime petista, e também que a medida é destinada a tentar melhorar ou amenizar a péssima imagem da presidente petista. O governo do PT e de Dilma Rousseff continuam com as mesmas práticas que levaram a economia brasileiro ao completo desastre. 

Justiça suspende venda da Gaspetro pela Petrobras, grande enrosco para as finanças da estatal

A Justiça Federal da Bahia suspendeu a venda de 49% da Gaspetro, subsidiária da Petrobras, para a empresa Mitsui Gás e Energia do Brasil, colocando um obstáculo no plano de venda de ativos da estatal. A negociação foi concluída em dezembro por 1,93 bilhão de reais. A decisão, concedida em liminar pelo juiz federal João Paulo Pirôpo de Abreu, do município de Paulo Afonso, foi proferida na segunda-feira em resposta a uma ação popular movida por José Gama Neves, membro da Comissão Executiva do diretório estadual do Democratas na Bahia. Além de determinar a imediata suspensão da transação, a liminar ainda intima a Mitsui a respeito do impedimento da empresa para executar e operar as atividades de distribuição de gás provenientes do negócio. A Justiça determina também que Mitsui, Petrobras e Gaspetro apresentem no prazo de cinco dias a cópia de toda a documentação relativa à venda da fatia da Petrobras na Gaspetro para a multinacional japonesa. A Mitsui pagou R$ 1,9 bilhão pela fatia minoritária da Petrobras na sua subsidiária de gás, após aprovação da transação em outubro de 2015 pelo conselho de administração da estatal. A operação foi a primeira a sair do papel dentro do plano de desinvestimentos da Petrobras. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a operação, sem restrições. O juiz afirmou na liminar que a transação comercial entre as empresas não cumpriu leis que regem as licitações no País e questionou se foi um bom negócio para a estatal. Segundo Abreu, há indicações de que a venda pode ter sido usada para alcançar "a qualquer custo" a meta de desinvestimento da empresa no ano passado. "Chegou a hora de o Poder Judiciário definir se a Petrobras seguirá adotando as mesmas práticas nas suas transações comerciais de venda de ativos, ou seja, sem licitação, negócios sigilosos, com suspeitas de preços subfaturados, com fortes suspeitas de ilegalidades", afirmou Abreu na decisão. O magistrado lembrou ainda que o governo da Bahia, maior acionista da Bahiagás, da qual a Gaspetro é sócia, teve que entrar com uma ação para ter acesso aos documentos da venda. O Estado da Bahia chegou a conseguir a suspensão da operação em dezembro, mas depois desistiu do pedido. O fato também é alvo de questionamento do juiz João Paulo Pirôpo de Abreu, que chama a desistência de "fato curioso" e menciona uma parceria fechada dias depois entre o governo da Bahia e a estatal de petróleo.

Financiamento imobiliário cai 33% em 2015 e deve recuar mais este ano



O volume de empréstimos imobiliários no Brasil com recursos da poupança caiu 33% em 2015 e deve voltar a cair em 2016, previu nesta terça-feira a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip). Esse cenário é reflexo da recessão do País e da escassez de recursos baratos, que estão pesando sobre construtoras e potenciais mutuários. Segundo a entidade, o volume financiado pelo setor no ano passado somou 75,6 bilhões de reais. Em dezembro, foram liberados 4,8 bilhões de reais, 55,2% a menos que um ano antes. Para 2016, os financiamentos do setor devem cair mais 20,6%, a 60 bilhões de reais, previu o presidente da Abecip, Gilberto Duarte de Abreu Filho. O dirigente ressalta que o cenário econômico impôs uma forte correção no setor, após vários anos de expansão acelerada apoiada em juros baixos e incentivos governamentais. Segundo o executivo, a queda de 8,4% do produto interno bruto (PIB) da construção civil em 2015 até setembro, mais que o dobro da queda do PIB brasileiro no período, reflete o peso maior do cenário econômico adverso sobre a confiança de consumidores e empresários do setor, dado o perfil de longo prazo. Com a expectativa de aumento do desemprego, juros elevados e volume menor de recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos (SBPE), além da maior prudência dos bancos na concessão de recursos, o mercado imobiliário todo deve gradualmente se ajustar a patamares inferiores, disse ele. Após ter crescido quase 800% em nove anos até 2014, quando o número de imóveis financiados pelo SBPE chegou a 538.000 unidades, no ano passado esse número caiu para 342.000, movimento pontuado por menores vendas e lançamentos. Um dos responsáveis por esse revés foi a saída líquida em 2015 de 50 bilhões de reais da caderneta de poupança, maior fonte de financiamento imobiliário do País. Com isso, o estoque de financiamentos, que vinha subindo sem parar desde 2002, teve no ano passado uma queda de 2,5%, a 509 bilhões de reais.

Itália rasteja para o islamismo e cobre estátuas com nudez para a visita do presidente teocrata do Irã



Para a visita a Roma do ditador do Irã, o teocrata Hassan Rohani, todas as estátuas com nudez que estavam nos percursos feitos pela comitiva iraniana tiveram de ser cobertas como "forma de respeito" ao ditador islâmico, em uma subordinação infame à cultura islâmica, informou nesta terça-feira a imprensa italiana. O ditador islâmico Rohani está fazendo uma turnê de quatro dias pela Itália e França com o objetivo de "reconstruir as relações iranianas" com o Ocidente e atrair investimentos para o Irã. As imagens de tapumes brancos cobrindo as estátuas do museu que o ditador teocrata iraniano visitou estiveram nesta terça-feira nos jornais locais. A decisão de ocultar as estátuas, acatada pelo gabinete do vacilante primeiro-ministro italiano, foi criticada por alguns políticos. Para o líder da Liga Norte, uma confederação de movimentos políticos autonomistas de centro-direita, cobrir parte da história da arte italiana é "coisa de loucos". De acordo com o jornal Il Messaggero, a delegação iraniana pediu que as Vênus desnudas e outras estátuas fossem cobertas por respeito a sua cultura, assim como também pediram uma mudança na "cenografia" da sala dos Museus Capitolinos, onde Rohani e o primeiro-ministro, Matteo Renzi, falaram com a imprensa após sua reunião. Ou seja, os totalitários iranianos teocratas já chegaram à Europa impondo suas regras e sua cultura. Depois os europeus não querem que imigrantes e refugiados islâmicos surrem suas mulheres nas ruas. Segundo o jornal, a comitiva teocrata iraniana não gostaria que aparecesse a enorme escultura equestre em bronze de Marco Aurélio, uma das grandes joias do complexo de museus. O ditador teocrata Rohani visitou na segunda-feira a área arqueológica dos Foros imperiais romanos e uma parte dos Museus Capitolinos. Nesta quarta-feira entrará no Coliseu, acompanhado do ministro de Cultura da Itália, Dario Franceschini. Nesta terça-feira, o iraniano também se reuniu com o papa Francisco e outras autoridades da Igreja Católica. Os dois líderes discutiram a conclusão e implementação do acordo nuclear e o papel importante desempenhado pelo Irã na busca por soluções polícias no Oriente Médio. "Eu te agradeço muito pela visita. Tenho grandes esperanças na paz", o papa esquerdóide a Rohani, segundo o Vaticano. Enquanto isso, islâmicos assassinam, pregam na cruz e queimam católicos em todo o mundo islâmico, especialmente na África. Na última segunda-feira, a Itália anunciou cerca de 17 bilhões de euros (75 bilhões de reais) em acordos comerciais com o Irã. Em uma declaração durante um fórum empresarial nesta terça-feira, Rohani afirmou que gerar crescimento econômico no Oriente Médio é crucial para derrotar o extremismo, apontando o país como uma potência comercial regional e como um pilar de estabilidade. "Se queremos combater o extremismo no mundo, se queremos combater o terror, um dos caminhos diante de nós é oferecer crescimento e empregos. A falta de crescimento criar forças para o terrorismo. O desemprego cria soldados para o terrorismo", afirmou o sacripanta. 

Dinamarca aprova lei que permite confiscar bens dos imigrantes



O Parlamento da Dinamarca aprovou nesta terça-feira a medida que confisca bens, jóias e dinheiro de imigrantes que buscam asilo no país. A nova lei prevê que todo valor acima de 10.000 coroas dinamarquesas (cerca de 5.500 reais) seja entregue para as autoridades do país e que jóias e bens que tenham valor superior a esse também sejam confiscados. Os parlamentares afirmaram que a lei está em linha com o que ocorre, por exemplo, com os desempregados no país que precisam pagar uma taxa ao governo para "contribuir com as despesas de comida e alojamento". O Alto Comissariado da ONU para Refugiados (Acnur), uma entidade esquerdopata, chegou a chamar a medida de "afronta aos direitos" dos refugiados. Nada disse sobre os deveres desses refugiados nas nações que os abrigam. Outras entidades compararam a medida com o que os nazistas faziam com os judeus durante a II Guerra Mundial. Venstre, o partido liberal do primeiro-ministro Lars Løkke Rasmussen, seus aliados de direita, o Partido Popular Dinamarquês (DF), a Aliança Liberal e o Partido Popular Conservador acertaram com os social-democratas o conteúdo do texto. Muito criticado no exterior, esse projeto de lei suscitou dúvidas até mesmo entre a maioria no Parlamento. O ministro da Imigração e da Integração, Inger Støjberg, teve de rever o texto duas vezes desde o anúncio do projeto, em 10 de dezembro. Os partidos esquerdopatas rejeitaram o projeto e acusaram a direita de querer fazer os refugiados pagarem pelos cortes de impostos que o governo está prometendo para a população. Agora aprovada, a nova legislação pode entrar em conflito com leis europeias de direitos humanos e respeito à propriedade de bens privados. Mas, para Juel Frandsen, porta-voz do Conselho de Refugiados dinamarqueses, "a medida é principalmente simbólica". "Do que sabemos, são poucos os que transportam bens de valor", estima. No centro de refugiados de Auderod, 60 km a noroeste de Copenhague, a maioria dos imigrantes entrevistados se surpreendem com a notícia de que querem tirar um patrimônio que eles não têm. A Dinamarca, com 21.000 pedidos de asilo em 2015, é um dos países da União Européia que recebeu mais pedidos em relação a sua população (5,4 milhões de habitantes).