terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

The Economist desvenda o tamanho da tragédia Venezuela sob o regime bolivariano


Às 9h30 de uma quinta-feira, seis venezuelanos aguardam para realizar um tour guiado pelo antigo museu militar que atualmente abriga o mausoléu de Hugo Chávez, o presidente populista que governou o país entre 1999 e 2013. Do outro lado da rua, cerca de 120 pessoas fazem fila num supermercado estatal para comprar alimentos pela tabela oficial de preços. A fila começa a ser formar às 3 da madrugada. “Às vezes a gente consegue comprar alguma coisa, às vezes não”, diz uma pessoa na fila. Nesse bairro de Caracas, que já foi um bastião do chavismo, a mística do ex-presidente vem perdendo brilho em meio à luta diária pela sobrevivência. Ficaram para trás os dias em que Chávez podia fazer uso das abundantes reservas de petróleo do país para impor sua “revolução bolivariana” - uma mistura de subsídios indiscriminados, controles de preços e câmbio, programas sociais, expropriações e corrupção em larga escala. O colapso dos preços do petróleo revelou a gigantesca fraude que jazia por trás da revolução. No mês passado, o governo venezuelano admitiu que nos 12 meses encerrados em setembro, a economia sofreu contração de 7,1% e a inflação chegou a 141,5%. Até mesmo Nicolás Maduro, o malfadado herdeiro e sucessor de Chávez, disse que os números são “catastróficos”. Para o Fundo Monetário Internacional, a situação ainda vai piorar: seus técnicos calculam que a inflação atingirá 720% este ano e a economia encolherá 8%, depois de ter recuado 10% em 2015. O Banco Central venezuelano vem emitindo moeda para cobrir grande parte de um déficit fiscal que corresponde a aproximadamente 20% do PIB. O governo está sem dólares: as reservas internacionais baixaram para apenas US$ 1,5 bilhão, estima José Manuel Puente, economista da escola de administração IESA, de Caracas. Se é verdade que todas as nações produtoras de petróleo estão passando por dificuldades, a Venezuela é uma das únicas que não dispõe de provisões para enfrentar o período de preços baixos. O resultado é um estado de penúria de que só se salvam algumas poucas autoridades privilegiadas e os parasitas que vivem em seu redor. Os salários reais tiveram queda de 35% no ano passado, calcula o consultor Asdrúbal Oliveros. Segundo levantamento realizado por um grupo de universidades, 76% dos venezuelanos vivem atualmente em situação de pobreza, frente a 55% em 1998. A indústria farmacêutica alerta que os estoques de medicamentos recuaram a 20% de seus níveis normais. Muitos remédios estão em falta; o que vem causando a morte de doentes. Em Caracas, a cada semana que passa, aumentam as filas para a compra de alimentos nos estabelecimentos estatais. A escassez deve se agravar ainda mais em março, aflige-se um executivo do setor de alimentos. A criminalidade está fora de controle. A insatisfação crescente desembocou na vitória da oposição nas eleições de dezembro para a Assembleia Nacional. Sobreveio o impasse. Chávez transformou as instituições do Estado venezuelano - incluindo o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) - em apêndices do Poder Executivo. No fim de novembro, antes de perder o controle do Legislativo, os parlamentares chavistas aprovaram a substituição legalmente duvidosa de 13 magistrados do TSJ, que semanas depois impugnou a candidatura de quatro deputados, retirando da oposição a maioria de dois terços necessária à aprovação de emendas constitucionais. Maduro não dá sinais de estar disposto a mudar o rumo de seu governo. No mês passado, ele baixou um decreto de “emergência econômica”, revogado uma semana depois pelos novos deputados, que basicamente aumentava seu controle sobre a economia. O governo parece paralisado, vítima da indecisão e de conflitos internos. O presidente da Assembleia Nacional, Henry Ramos Allup, deu um prazo de seis meses a Maduro para que ele acabe com a crise econômica. Do contrário, o líder oposicionista ameaça destituir o presidente constitucionalmente. Em tese, os meios disponíveis para isso incluem a realização de um referendo revogatório, a aprovação de uma emenda abreviando os seis anos do mandato presidencial ou a convocação de uma Assembleia Constituinte. Na prática, o TSJ e o Conselho Nacional Eleitoral, ambos controlados pelos chavistas, podem obstruir ou retardar indefinidamente essas iniciativas. Por isso, diz Ramos Allup, a primeira coisa que a Assembleia Nacional precisa fazer é promover a substituição dos 13 magistrados recém-nomeados - uma medida que o próprio TSJ se encarregará de vetar. O custo do impasse é alto. Brigas nas filas para a compra de alimentos e ondas localizadas de saques são ocorrências diárias. “Estamos a um passo de uma situação que o governo não vai ter como controlar. É uma linha muito tênue”, diz o moderado Henrique Capriles, oposicionista que em 2013 perdeu a eleição presidencial para Maduro por pequena margem de votos. A maioria dos oposicionistas e alguns chavistas acreditam que uma transição negociada é a única maneira de evitar que a situação descambe num conflito sangrento. Não é preciso pensar muito para delinear os contornos gerais de um acordo desse tipo: o regime teria de conceder anistia aos presos políticos e concordar em restaurar a independência do Judiciário, da autoridade eleitoral e de outros poderes. Em troca, a oposição precisaria dar seu apoio a medidas fundamentais, ainda que certamente impopulares, para estabilizar a economia. Ramos Allup diz que há “algumas conversas” em curso, mas não um diálogo formal. Nas ruas, o tempo está se esgotando. Muitos na oposição dizem que o preço de um acordo é a renúncia de Maduro, seguida de uma eleição ou de sua substituição por Aristóbulo Istúriz, um chavista moderado que assumiu recentemente o cargo de vice-presidente do país. Mas Maduro concordaria com isso? O presidente parece paralisado pela ideia de que sua renúncia seria uma traição ao legado de Chávez. Mas o fato é que o que resta do chavismo estaria melhor sem ele. 

E o vencedor é...

Metade dos moradores do Rio de Janeiro despeja esgoto diretamente na Baía de Guanabara. Apesar disso, diz O Globo, Luiz Fernando Pezão “quer usar os recursos do Fundo Ambiental para socorrer as aposentadorias da previdência fluminense, que tem um déficit previsto para este ano de 12 bilhões de reais”. No Brasil, as fezes sempre acabam vencendo.

Um delegado transparente

O delegado federal Marlon Cajado fez uma defesa lapidar do inquérito policial contra Lula. Em documento enviado ao juiz Vallisney de Souza Oliveira e reproduzido pelo Estadão, ele disse: "A instauração de novos inquéritos para apurar outras condutas ilícitas atribuíveis à organização criminosa, e até a participação de novos indivíduos à mesma não se trata de nenhuma ilegalidade. Entender de outra forma é assumir que a proposição de ação penal preclui a apuração de qualquer outro crime que possa ser atribuído a alguém, ou mesmo a invenção de uma forma extralegal de prescrição da pretensão punitiva do Estado com relação a outras condutas e outras pessoas, as quais podem ser processadas em nova ação penal se assim entender por bem o Ministério Público". Ele disse também que o inquérito policial é "inclusive uma garantia de mais transparência". Lula é oculto, mas temos a sorte de poder contar com um delegado transparente.

Teori mantém Argôlo preso

Teori Zavascki negou pedido de liberdade da defesa de Luiz Argôlo, condenado a 11 anos e 11 meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro.

O bolivarianismo é culpa da seca

A Odebrecht não deverá ver dinheiro tão cedo na Venezuela. O governo de Nicolás Maduro anunciou que os shopping centers do país ficarão sem energia elétrica entre 13h e 15h e entre 19h e 21h, de segunda a sexta-feira. Nicolás Maduro pôs a culpa na seca causada pelo El Niño. O bolivarianismo é culpa da seca.

Os usufrutuários de Luleco

Gilto Avallone, conselheiro do Palmeiras, escreveu artigo para o Blog do Paulinho sobre a indicação de Luís Cláudio Lula da Silva como auxiliar técnico de Vanderlei Luxemburgo. Ele defende a tese de que Luleco foi usado por Luxemburgo para se aproximar de Lula em sua pretensão de virar senador e escapar de processos. Assim como no Corinthians, o caçula de Lula recebeu para não fazer nada. "Acham que foi contratado e exerceu a função? Lógico que não", diz Avallone. Seguindo esse raciocínio, Luleco também foi usado pelo lobista Mauro Marcondes para conseguir a aprovação das MPs que beneficiaram o setor automotivo. Ele pagou R$ 2,5 milhões ou mais (o valor pode chegar a R$ 4 milhões) para usufruir de Luleco.

José Dirceu vai aprender espanhol

A Folha insiste em publicar matérias irrelevantes sobre o que José Dirceu gosta de fazer na prisão. Na matéria de hoje, porém, há uma informação digna de nota. O ex-consultor latino-americano resolveu finalmente fazer um curso de espanhol. Por correspondência, claro. Mas.... o que o bandido petista mensaleiro fez em Cuba nos anos 70? Foi incapaz até de aprender o espanhol vivendo no país? O que ele fazia por lá, além de passar em revista as companheiras terroristas?

"O Jânio de macacão"

No tempo em que se achava que José Dirceu havia aprendido espanhol em Cuba, nos anos 70, Fernando Henrique Cardoso definiu Lula para um grupo de amigos: "É o Jânio Quadros de macacão". Podia ter dito a todo mundo.

"Aprender inglês dormindo"

De José Serra sobre Lula: "Lula acha que dá para emagrecer comendo; fazer ginástica deitado; aprender inglês dormindo". Lula também acha que dá para cancelar investigações policiais intimidando a imprensa.

As credenciais de Flávio Caetano

O advogado Flávio Caetano, que Dilma Rousseff quer emplacar naAGU, defendeu a Bancoop que golpeou os cofres públicos e o bolso de milhares de trabalhadores. Pelo visto, não lhe faltam credenciais.

De helicóptero para Atibaia

Lula viajou ao menos uma vez para o Bourbon Atibaia Resort de carona no helicóptero de José Seripieri Júnior, dono da Qualicorp.

Sítio de Atibaia terá um inquérito exclusivo na Polícia Federal, autorizado pelo juiz Sérgio Moro

Sérgio Moro autorizou a força-tarefa da Lava Jato a abrir inquérito exclusivo para investigar a relação de Lula com o sítio de Atibaia. A decisão foi tomada após o surgimento de novos elementos vinculando as empreiteiras OAS e Odebrecht, e também o empresário José Carlos Bumlai, à reforma do sítio Santa Bárbara. Nos últimos dias, investigadores percorreram o local. Eles estiveram, por exemplo, na loja de materiais de construção. Também ouviram funcionários da Kitchens, que forneceu a cozinha para o imóvel. O Antagonista soube que a Lava Jato também solicitou informações à Oi e à Anatel sobre a antena de celular instalada nos limites da propriedade, como revelamos aqui. A nova investigação também vai apurar a compra do sítio por Jonas Suassuna e Fernando Bittar, sócio de Lulinha, e a participação de Roberto Teixeira na efetivação do negócio.

Decreto do governador comunista do Maranhão retira o nome de Sarney de sete escolas estaduais

Sete escolas estaduais do Maranhão batizadas em homenagem ao ex-presidente José Sarney tiveram os nomes alterados por um decreto assinado pelo governador Flávio Dino (PCdoB). No total, o nome de 37 escolas que homenageavam pessoas vivas foram trocados por nomes de professores, políticos, religiosos e poetas que já morreram, como os ex-deputados João Evangelista e Júlio Monteles. A filha de Sarney, a ex-governadora Roseana Sarney, e mulher dele, Marly Sarney, também perderam as homenagens. O nome de Roseana batizava três escolas, e o de Marly, uma. O decreto foi publicado no Diário Oficial do Estado no último dia 14 de janeiro. Outro nome próximo ao clã Sarney, o do senador Edison Lobão, que é ex-governador do Estado e ex-ministro de Minas e Energia, foi retirado de quatro locais. Há um ano, quando assumiu o governo do Maranhão, Dino assinou um decreto que proibia que bens públicos do Estado recebessem o nome de pessoas vivas ou responsabilizadas por violações aos direitos humanos durante o regime militar. No caso das pessoas vivas, a medida não era retroativa, de modo que Sarney continuava a dar nome a pelo menos 160 escolas do Maranhão, além de bibliotecas e obras viárias em todo o Estado. Com o novo decreto, os nomes do ex-vice-governador do Maranhão e atual senador João Alberto de Souza, do ex-governador João Castelo, da ex-secretária de Educação, Leda Tajra, do ex-vice-presidente Marco Maciel e do ex-deputado federal Magno Bacelar também foram apagados da fachada de centros de ensino. O poeta maranhense e membro da Academia Brasileira de Letras, Ferreira Gullar, também deixou de ser homenageado. A medida promovida pelo governador está prevista na lei federal 6.454, de 1977, que proíbe a atribuição de nomes de pessoas vivas a bens públicos em todo o território nacional. No Diário Oficial, Flávio Dino justifica a decisão com base no artigo 64 da Constituição Estadual, que garante ao governador do Estado a competência de sancionar e fazer publicar as leis e expedir decretos para sua execução.

Palácio do Planalto e estatais torraram bilhões em propaganda

No primeiro governo Dilma, a Secretaria de Comunicação (Secom), da Presidência da República, aplicou R$ 815 milhões em propaganda, tentando construir imagem positiva do governo. Sem contar os gastos das quatro maiores estatais para trombetear as maravilhas do governo: R$ 5,3 bilhões. A campeã é a Caixa Econômica Federal, feudo do petista André Vargas, hoje preso, e do amigo Clauir Santos, chefe de marketing do banco. Nunca esquecer que a Caixa foi presidida pelo trotskista gaúcho Jorge Matoso, aquele que mandou estuprar a conta bancária do caseiro Francenildo dos Santos. Só em 2014, ano da reeleição de Dilma, a Presidência da República gastou R$ 238 milhões em propaganda, o triplo do último ano de Lula. Apesar da farra com dinheiro público em publicidade, o Planalto trocará as agências que dividem a verba: Leo Brunet, Propeg e Nova SB. Debilitada pela gatunagem na era petista, a Petrobras gastou R$1,35 bilhão em publicidade no primeiro governo Dilma. Banco do Brasil, R$ 1,42 bilhão. Mesmo em declínio e amargando prejuízos, os Correios gastaram R$ 615 milhões com propaganda, durante o primeiro governo Dilma. 

Felipe Belisario Wermus, vulgo Luis Fabre, se envolver em escândalo de plágio no Peru


O ex-marido argentino da senadora Marta Suplicy (PMDB-SP), Felipe Belisario Wermus, vulgo “Luis Favre”, virou assessor de César Acuña, candidato a presidente do Peru e “herdeiro” do ex-chefe e atual presidente peruano, Ollanta Humala. “Favre” se mudou para o Peru em 2010 para assessorar Humala, que agora deixará o cargo por imposição constitucional. “Favre” agora trabalha para tentar defender seu novo chefe de acusações de plagiar um premiado autor peruano, além de diversos outros autores em discursos políticos. Acuña foi prefeito de também é acusado de ser “candidato das empresas brasileiras”. Acuña enfrenta diversas acusações, além do plágio, inclusive de enriquecimento ilícito quando foi prefeito da cidade de Trujillo. Segundo levantamento do jornal local "Peru21", forma abertos 80 processos contra ele desde 2000. Ele também é acusado pela ex-esposa de violência doméstica, o que o candidato nega. César Acuña, que é da aliança de centro-esquerda APP, o equivalente do PT, é a grande surpresa da corrida eleitoral no Peru. Conhecido pelo carisma, e com crescimento nas pesquisas de intenção de voto, ele rivaliza com o economista Pedro Pablo Kuczynski no segundo lugar. Eles estão atrás apenas de Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, que está preso por crimes contra a humanidade, tem 35% das intenções de voto contra 14% de Kuczynski e 10% de Acuña. Até as eleições, em abril próximo, o quadro pode mudar. Se a fraqueza de Keiko é o pai, condenado a 25 anos de cadeia, o de Acuña são as denúncias de envolvimento em casos de corrupção.

Nível do Cantareira completa 15 dias de alta

O Sistema Cantareira, principal conjunto de reservatórios de abastecimento da capital e da Grande São Paulo, teve seu volume de água elevado em 0,3 ponto porcentual. Nesta segunda-feira (8), o nível de armazenamento completou 15 dias consecutivos de elevação, segundo boletim diário divulgado pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo). Após um dia de poucas chuvas, os reservatórios que compõem o Sistema Cantareira operam com 46,9% de sua capacidade. No domingo, isso estava em 46,6% do total, conforme índice que considera o volume morto como se fosse volume útil. Já de acordo com o índice que contabiliza o volume morto como negativo, o nível de água no Cantareira é de 17,7%. Fonte de abastecimento de água para o maior número de consumidores na região metropolitana de São Paulo, o Guarapiranga, por sua vez, teve seu volume de água armazenada aumentado em 0,2 ponto porcentual, de 81,5% para 81,7%. O nível do sistema Alto Tietê permaneceu estável em 28,5%, enquanto o do Rio Grande caiu 0,3 ponto porcentual para 88,2% de sua capacidade. O do Rio Claro recuou 0,2 ponto porcentual, para 80,1%. Já acima da sua capacidade habitual, o volume de água do Sistema Alto Cotia caiu 0,2 ponto porcentual para 100,7%.

Petróleo volta a ser cotado abaixo dos US$ 30,00 e derruba bolsas globais


A turbulência voltou aos mercados internacionais nesta segunda-feira. O petróleo voltou a ser cotado abaixo dos US$ 30,00 e foi um dos principais fatores de pressão para que as maiores bolsas globais fechassem em queda. Na Europa, preocupações sobre a saúde de alguns bancos também jogaram os indicadores para baixo. O índice FTSEurofirst 300, que reúne as principais ações de empresas europeias, fechou com queda de 3,4%, a 1.239,68 pontos, o menor nível desde outubro de 2013. No caso do petróleo, a queda nas cotações foi provocada pelo aumento das preocupações com o excesso de oferta, depois que uma reunião no fim de semana entre produtores da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Arábia Saudita e Venezuela terminou sem planos de corte na produção. Com isso, a expectativa de que pudesse haver um acordo entre produtores para cortar a oferta e apoiar os preços diminuiu. 


Em Nova York, o barril de petróleo para entrega em março fechou cotado a US$ 29,69, uma queda de 3,88% em relação ao preço da semana passada. Em Londres, o barril do petróleo tipo Brent, para entrega em abril, recuou 3,46%, cotado a US$ 32,88.  A queda nas cotações, que coloca em dúvida o próprio ritmo de crescimento da economia global, provocou uma queda praticamente generalizada nas bolsas. Na Europa, Londres caiu 2,71%, Paris recuou 3,20% e Frankfurt, 3,30%. Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones da Bolsa de Nova York fechou em queda de 1,1%, enquanto a Nasdaq recuou 1,82%. “Nós precisamos que o petróleo se estabilize para dar alguma confiança para os investidores, porque o estresse dos investidores está alto, a perspectiva de lucros está baixa e os fundamentos do mercado continuam a se enfraquecer”, disse Terry Sandven, estrategista-chefe de equities do US Bank Wealth Management, em Minneapolis. A cotação do petróleo também foi influenciada pela informação de que a petrolífera francesa Total iniciou o bombeamento de gás natural no Mar do Norte. Com isso, o projeto de gás natural em águas profundas a oeste das ilhas Shetland – chamado de Laggan Tormore – vai produzir o equivalente a 90 mil barris de petróleo por dia, ou quase 6% da produção total do Reino Unido. Um relatório do banco Morgan Stanley adicionou pressão a esse cenário, ao afirmar ser improvável que o excesso de oferta no mercado de petróleo diminua antes de 2017. 

Gol não consegue repatriar receitas e interrompe viagens para a Venezuela



Após meses de infrutíferas negociações com o governo bolivariano para tentar repatriar R$ 351 milhões bloqueados na Venezuela, a Gol decidiu interromper a rota entre São Paulo e Caracas, que opera desde 2007. Como a medida já entrou em vigor, o vôo que sairia de Guarulhos nesta terça-feira (9) não será realizado. Passageiros afetados pela medida estão sendo reacomodados em outras companhias. A Gol já havia reduzido a frequência de 28 para 2 vôos semanais desde 2014. Mas o impasse na Venezuela, somado à grave recessão no Brasil, levou a empresa a engrossar a lista de empresas aéreas, como Air Canada e Alitalia, que encerraram operações na Venezuela pelas mesmas razões. O problema decorre do complexo sistema de câmbio em vigor no país, onde o governo socialista maneja várias taxas de conversão. Empresas aéreas são obrigadas a vender passagens em bolívar, moeda venezuelana. Parte do dinheiro arrecadado é usado para gastos locais, como salário de funcionários, pagamentos de taxas e de querosene. O excedente, porém, precisa ser transformado em dólar para ser repatriado ao país de origem das companhias aéreas. Em 2012, as empresas podiam repatriar o dinheiro a uma taxa preferencial de 4,3 bolívares por US$ 1,00. Em 2013, o índice de conversão passou para 6,3 bolívares/US$ 1,00 o que significou, na prática, uma desvalorização dos ativos das empresas aéreas no país. A viabilidade comercial das operações ficou ainda mais comprometida em 2015, quando o governo impôs conversão a 12 bolívares/US$ 1,00. Em reiteradas reuniões com autoridades venezuelanas, a Gol buscou solução para repatriar o valor acumulado numa taxa mais favorável, mas nem sequer a intermediação da Embaixada do Brasil e o apoio da Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata) foi suficiente. A dívida total do regime do Foro de São Paulo com as companhias aéreas supera US$ 3,9 bilhões, segundo a Iata. A Gol poderá usar seu capital retido na Venezuela para comprar imóveis ou algum outro patrimônio para preservar os ativos no país. A TAM, que já havia reduzido a frequência para um vôo semanal e tem R$ 161 milhões bloqueados no país, se recusou a dizer se manterá a rota.

Sem alarde, dissidentes discutem deixar o PT e fundar um novo partido

Políticos do PT, muitos deles com mandato, deflagraram no fim do ano passado sondagens para a criação de um novo partido. Nos últimos meses, as discussões envolveram cerca de 25 parlamentares, todos eles insatisfeitos com os rumos da legenda nesses tempos de crise. Movimentos sociais também foram acionados para discutir, de forma reservada, a proposta. Dissidentes afirmam que a ideia é retomar as conversas após as eleições municipais deste ano. Dirigentes do PT têm conhecimento da operação, mas colocam panos quentes. “Isso ficou forte na época do Eduardo Cunha (quando o governo ainda defendia o diálogo com ele), mas já diminuiu”, disse um petista graúdo. O ex-governador do Rio Grande do Sul, o peremptório Tarso Genro, que esteve em algumas das reuniões para tratar do tema, afirma ser “natural” debater o assunto em um período “de grave crise partidária”, mas diz que agora não é o momento para discutir a proposta. “Sem reestruturar o sistema político, partidos presentes e futuros terão os mesmos problemas”, defendeu Genro. O PT convidará Lula para participar do programa nacional que o partido veiculará na TV em 23 de fevereiro. A peça será produzida pelo marqueteiro Edinho Barbosa. No PT e na Esplanada, a conclusão é a mesma: o Instituto Lula subestimou a ofensiva contra o ex-presidente.

O PT malufou

Dizer que há uma "caçada política" contra Lula é o mesmo que afirmar que há uma "caçada política" contra Paulo Maluf. Aliás, esse é o argumento de Maluf. O PT malufou.

As diferenças entre Macri e Dilma

Mauricio Macri quer resolver a batalha jurídica com credores internacionais que se arrasta desde 2002. Mauricio Macri está fazendo ajuste fiscal com o apoio da maioria da população. Além de cérebro, o que Maurico Macri tem que Dilma Rousseff não tem? Resposta: legitimidade.

A realidade deve ser "paulishta"

Leiam essa notícia da Folha: "A falta de segurança nas vias de acesso ao sambódromo no centro do Rio resultou em uma experiência traumática para muitos foliões na noite de domingo (7) e na madrugada desta segunda (8). Houve uma série de assaltos tanto na chegada dos foliões na área de concentração quanto na saída do setor de dispersão dos desfiles. A maior incidência de roubos ocorreu ao longo da avenida Presidente Vargas, por onde chegavam as pessoas que iram desfilar nas escolas." É impressionante como a realidade gosta de desmentir Eduardo Paes. A realidade deve ser paulishta.

Presidente do PT diz que há "tentativa de linchamento moral" de Lula



O presidente nacional do PT, Rui Falcão, publicou artigo no site do partido nesta segunda-feira (8) afirmando que há uma "tentativa de linchamento político e moral" do ex-presidente Lula. De acordo com ele, "nunca antes neste país", um ex-presidente foi "tão caluniado, difamado, injuriado e atacado como o companheiro Lula". Na semana passada, o delegado federal Marlons Cajado informou à Justiça Federal em Brasília que há um inquérito em curso para investigar a participação de Lula e outros agentes públicos em um esquema de compra de medidas provisórias em seu governo. O ex-presidente e sua mulher, a galega italiana Marisa Letícia, também foram convocados pelo promotor Cássio Conserino, do Ministério Público de São Paulo, a prestar depoimento na manhã do dia 17, no Fórum da Barra Funda, em São Paulo. O promotor já disse ter indícios para denunciá-los à Justiça por ocultação de patrimônio relacionada à compra de um tríplex no condomínio Solaris, reservado pela OAS à família Lula, em Guarujá. Transações envolvendo o imóvel foram alvos da Operação Triplo X, a 22ª fase da Lava Jato, deflagrada no fim de janeiro. A Lava Jato também investiga benfeitorias executadas por empresas envolvidas no escândalo da Petrobras em um sítio frequentado por Lula e sua família, em Atibaia, no interior de São Paulo.
 

Há duas semanas foi divulgado que a Odebrecht, segundo fornecedores, arcou com a reforma do sítio. Uma empresária que forneceu materiais diz que a empreiteira gastou ao menos R$ 500 mil com as obras. A empresa nega. O ex-presidente admitiu frequentar, "em dias de descanso", o sítio em Atibaia, mas afirmou que não é dono da propriedade. Para Rui Falcão, a "tentativa de linchamento político e moral" do ex-presidente "escora-se em denúncias sem provas", como, segundo diz, "virou moda no país nos últimos meses". "Valem as versões, não os fatos. O dever da prova não é mais de quem acusa, mas de quem é acusado, delatado, caluniado. Como diz o professor Luiz Gonzaga Belluzzo, 'primeiro aponta-se o criminoso, depois vasculha-se o crime'", escreve Falcão. O presidente nacional do PT, que declarou recentemente que Lula é o "plano A para o PT em 2018", diz que há um "consórcio entre a oposição reacionária, a mídia monopolizada e setores do aparelho de Estado capturados pela direita" para converter o ex-presidente em vilão: "O legado de realizações a favor dos mais pobres, a elevação do Brasil no cenário mundial, os sucessos na educação, na saúde, nos programas sociais, na área da infraestrutura, em seus oito anos na Presidência, precisa ser destruído para que Lula não possa retornar em 2018". Falcão termina o texto convocando a militância do PT e a "combater a escalada golpista e o cerco criminoso ao Lula". "Estou convencido que, assim, mais uma vez a verdade triunfará sobre a mentira".

Michael Bloomberg admite candidatura à Presidência dos Estados Unidos




Michael Bloomberg, o bilionário que por três mandatos consecutivos foi prefeito de Nova Iorque, disse ao Financial Times que está considerando se lançar candidato à presidência dos Estados Unidos. Em uma entrevista ao jornal londrino, Bloomberg criticou a qualidade do debate que está sendo travado entre os candidatos atuais, incluindo uma radicalização da política norte-americana, como apontamos aqui semana passada. Perguntado se ele mesmo se candidataria, Bloomberg disse ao FT que está “considerando todas as opções". "Eu considero o nível do discurso e da discussão assustadoramente banal, um ultraje e um insulto aos eleitores", disse Bloomberg, que se apresentaria aos eleitores como um candidato independente, não afiliado a nenhum dos dois grandes partidos americanos. A possibilidade de uma candidatura Bloomberg foi aventada pela primeira vez pelo jornal The New York Times no final de janeiro, mas esta é a primeira vez que o próprio Bloomberg a admite. Bloomberg, que deixou um emprego na Salomon Brothers nos anos 80 para fundar o que se tornou a maior empresa de informações financeiras do mundo — a Bloomberg LP — tem um patrimônio pessoal de cerca de 40 bilhões de dólares, o que o coloca entre as 10 maiores fortunas do mundo. Um Democrata por toda a vida, até se candidatar à Prefeitura de Nova Iorque como um Republicano, em 2001, Bloomberg é conhecido por sua postura a favor de um maior controle governamental na posse de armas, equidade para as mulheres no mercado de trabalho e medidas para lidar com as mudanças no clima global, temas que o aproximam mais de um Democrata do que de um Republicano. E também é um grande amigo de Israel. Em agosto do ano passado, até Rupert Murdoch, cuja Fox News é um esteio do Partido Republicano, encorajou Bloomberg a se candidatar. Bloomberg disse em uma entrevista recente ao The New York Times que, dos candidatos atuais, “apenas Hillary Clinton e Jeb Bush sabem como fazer os trens funcionar". Uma vitória de Bloomberg seria positiva para a credibilidade dos Estados Unidos, tanto do ponto de vista dos gastos públicos quanto do ambiente de negócios. Seria também mais um fator contribuindo para a valorização do dólar contra as outras moedas.

O comunista uruguaio Mujica diz que ditador Raul Castro já decidiu deixar o poder em Cuba


O ex-presidente uruguaio, o comunista e ex-terrorista tupamaro José Mujica, que visitou Havana no final de janeiro, disse ao jornal uruguaio "La República" que o ditador Raúl Castro, de 85 anos, já tomou a decisão de deixar o governo por causa de sua idade. "Raúl vai embora, tem 85 anos e já está com a decisão tomada. Por que? Porque não se pode brigar com a biologia. É preciso respeitá-la, porque ela é determinante", afirmou o ex-presidente do Uruguai (2010-2015) em entrevista publicada nesta segunda-feira (8). O comentário surgiu quando Mujica foi questionado sobre a possibilidade de voltar a se candidatar no Uruguai, o que também descartou por causa da idade. Em seguida, ele deu como exemplo governantes longevos como Raúl Castro. Sobre Fidel, Mujica disse que ele está melhor do que há dois anos, quando tinham se visto, apesar de "estar com dificuldades para caminhar". "Ele tem que usar uma bengala, mas está com a cabeça muito boa, perfeitamente informado. Fiquei surpreso que leia sem os óculos. Está vivaz, faz perguntas inteligentes, como sempre", afirmou. O comunista uruguaio disse que Fidel vive em uma "casa de classe média típica, bastante simples", com uma área de plantação. "Disseram-me que ele a percorre com uma cadeira motorizada e está observando o uso de novas forrageiras e leguminosas que podem servir para melhorar a pecuária cubana", afirmou Mujica: "Ele me fez comer iogurte de ovelha". Mujica também afirmou que o ex-ditador cubano está atento à disseminação do vírus da zika: "Ele está comprometido com coisas concretas que tocam em nossas vidas. Está muito preocupado com o mosquito (...). Neste momento ele vê como algo muito grave e não notava uma reação importante". A foto de Mujica com Fidel Castro, difundida em 30 de janeiro, é a imagem mais recente do facínora comunista cubano. 

Após desistir de disputa, o republicano Rick Santorum anuncia apoio ao senador Marco Rubio


Cinco dias após desistir da disputa pela candidatura republicana à Casa Branca, o ex-deputado e ex-senador pela Pensilvânia, Rick Santorum, anunciou nesta segunda-feira (8) seu apoio ao senador pela Flórida, Marco Rubio. "Para mim, a escolha foi fácil: na última noite (sábado, no debate republicano), Marco reafirmou, na minha visão, que entende as ameaças de segurança nacionais específicas que nossa nação enfrenta. Não há candidato nesta corrida que tenha demonstrado ter melhor compreensão destes desafios do que Marco Rubio", disse Santorum, em e-mail enviado a seus apoiadores nesta segunda. 


O ex-senador se soma aos ex-governadores George Pataki (Nova York) e Bobby Jindal (Louisiana), que, após também desistirem da corrida pela nomeação republicana em dezembro e novembro, respectivamente, decidiram apoiar Rubio. Santorum, de 57 anos, republicano religioso e defensor dos valores morais, que ficou em segundo lugar nas prévias de 2012, representará um apoio de maior peso para Rubio. Apesar de seu discurso conservador e contra o casamento gay, Rubio não tem laços com o eleitorado cristão – o que poderia colocá-lo em desvantagem contra Ted Cruz, senador pelo Texas que venceu as prévias em Iowa na última semana. Santorum, contudo, pode ajudar Rubio a conquistar essa fatia do eleitorado. Rubio, que é filho de cubanos, ficou em terceiro lugar em Iowa, mas teve quase o mesmo percentual de votos do magnata Donald Trump, que ficou em segundo, e menos de cinco pontos percentuais atrás de Cruz. Sua vantagem sobre o quarto lugar, o neurocirurgião aposentado Ben Carson, foi de quase nove pontos. O senador pela Flórida poderia ser uma opção para os doadores conservadores que não se sentem seguros apoiando o imprevisível Trump ou o politicamente mal preparado Cruz. Após o primeiro caucus, em Iowa, Santorum e o senador pelo Kentucky, Rand Paul, desistiram da corrida. Com o avançar das prévias do partido, são esperadas mais desistências – e, por consequência, mais anúncios de apoio em torno de alguns poucos nomes. Além de Rubio, Cruz e o ex-governador da Flórida, Jeb Bush, receberam respaldo de ex-concorrentes: o ex-governador do Texas, Rick Perry, e o senador pela Carolina do Sul, Lindsey Graham, respectivamente. Segundo Santorum, Rubio "entende a ameaça do Islã radical": "Ele sabe quem é nosso inimigo, quais são os seus objetivos e tem um plano para derrotá-lo", disse, na mensagem, em que pede doação ao ex-concorrente.

Avanço de tropas sírias em Aleppo pode levar 600 mil refugiados à fronteira turca


Após uma semana de intensos confrontos com forças rebeldes levando dezenas de milhares de sírios a deixarem suas casas, as tropas do governo recuperaram um povoado ao norte de Aleppo, informaram autoridades e ativistas da oposição. A conquista levou os combatentes do regime mais próximos à fronteira com a Turquia, onde cerca de 35 mil pessoas estão acampadas em tendas improvidas enquanto aguardam para entrar no país vizinho, fechado pelo quinto dia seguido — autoridades temem que até 600 mil cheguem. Para discutir o drama humanitário, a chanceler alemã, Angela Merkel, visitou Ancara nesta segunda-feira. "Precisamos de um projeto visível. Os refugiados querem ver escolas, e rápido. Precisamos assegurar que não haverá muitos obstáculos burocráticos", advertiu a líder alemã em coletiva de imprensa com o premier turco, Ahmet Davutoglu. O mais recente avanço do Exército ocorre no povoado de Kfeen, uma zona rural na região de Aleppo. Segundo a agência estatal de notícias “Sana”, os soldados eliminaram o último grupo de rebeldes instalados no local, que foram classificados como terroristas. A emissora de televisão do grupo Hezbollah, al-Manar, também noticiou a captura e divulgou imagens direto da vila. A ofensiva foi apoiada pela Rússia e pelo Irã, num movimento que ameaça o futuro da insurreição rebelde. Milícias apoiadas pelo Irã tiveram um papel fundamental no solo ao mesmo tempo que caças russos intensificavam bombardeios, o que permitiu ao Exército sírio assumir o controle de importantes áreas no Norte do país pela primeira vez em mais de dois anos. "Nossa existência está agora ameaçada, não estamos apenas perdendo terreno", disse o islâmico Abdul Rahim al-Najdawi, do grupo rebelde Liwa al-Tawheed: "Eles estão avançando e nós estamos recuando porque em face a ataques aéreos tão fortes, precisamos minimizar nossas perdas".


Mas, ao passo que o regime comemora, o drama humanitário se agrava ainda mais no país há quase cinco anos imerso em uma guerra civil. As imagens na fronteira turca denunciam o desespero vivido por cerca de 35 mil sírios impedidos de entrar no país vizinho, apesar dos apelos dos líderes da União Européia para deixá-los atravessar. O vice-primeiro-ministro, Numan Kurtulmus, advertiu que a pior situação a curto prazo poderia ser “uma nova onda de 600 mil refugiados na fronteira”, já que pelo menos 150 mil estão em movimento após o avanço das tropas de Bashar al-Assad. A Turquia alega não ter recursos financeiros e nem estrutura para abrigar mais que os atuais 2,5 milhões de sírios em seu território. Para tentar minimizar a gravidade da situação, no domingo o governo enviou caminhões de ajuda e ambulâncias para a população. "Em algumas partes de Aleppo o regime de Assad interrompeu o corredor norte-sul. A Turquia está sob ameaça", disse o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.

Pier Mauá bate recorde e tem dia com 9 transatlânticos atracados


O dia foi de recorde no domingo no Pier Mauá, no Rio de Janeiro, onde podiam ser vistos nove navios atracados simultaneamente. Antes, o máximo a que se chegou foram oito embarcações. Outro número inédito foi o de transatlânticos que passaram a noite de domingo para segunda-feira no local: oito, contra seis em outras temporadas. Até o fim da tarde desta segunda-feira, mais três transatlânticos eram esperados, totalizando 11, dos quais desembarcaram cerca de de 80 mil turistas. Quem chegou no sábado se deparou com os mesmos problemas que turistas já vêm enfrentando nos últimos tempos, como escassez de táxis e a necessidade de caminhar por uma passagem improvisada em meio às obras do VLT. “Aqui é perto do Leblon?”, “Onde tem estação de metrô?”, “Para que lado fica a Lapa?” eram frases comuns entre os visitantes. Alguns reclamavam, outros não. Neste último caso, estavam os músicos quenianos, Mike Kdionge e Jacob Jochome. Pela primeira vez no Brasil, eles vieram no espírito de conhecer a cultura da região do Pier Mauá e disseram que se sentiram bem orientados. Já o radialista Adir Leski, que esteve outras vezes no Rio de Janeiro, reclamou da falta de táxis: "A mobilidade está bem ruim. Na última vez em que estive aqui, havia uma fila de táxis. Agora, não tem nenhum. Vamos ter que andar cerca de três quarteirões para tentar conseguir um". Alguns turistas, assim que deixavam o Pier Mauá, começavam a tirar fotos do Museu do Amanhã, do Museu de Arte do Rio de Janeiro e também dos foliões do Cordão do Boi Tolo. A previsão é que, neste carnaval, passem pelo Pier Mauá 130 mil pessoas, enquanto no ano passado foram 70 mil — ou seja, a estimativa é que haja um aumento de 85%. Esses passageiros devem injetar na economia da cidade, de acordo com Alexandre Gomes, gerente de Operações do Pier Mauá, cerca de US$ 4 milhões. É gente como a estudante alemã Alice Miller, que visita a cidade pela primeira vez. A princípio, a agitação do carnaval a deixou um pouco apreensiva. Mas Alice logo começou a se sentir em casa: "Não estou acostumada a ver tanta gente pelas ruas, mas é muito legal". Também estreando em terras cariocas, as paranaenses Giovana Vilas Boas, Viviane Deus e Daniele Hossaka disseram que só estavam preocupadas com a dengue, o vírus zika e o chikungunha. Nada, no entanto, que as impeça de aproveitar a estada no Rio de Janeiro. A Riotur estima que o número de turistas na cidade para o carnaval atinja 1,026 milhão, contra 977 mil registrados no ano passado — um acréscimo de 5%, em plena recessão. Eles devem movimentar cerca R$ 3 bilhões na economia da capital. Nos hotéis, a estimativa é que o número de estrangeiros hospedados passe dos 30% para os 45%. Quem faz o cálculo é a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio (ABIH-RJ). Presidente da entidade, Alfredo Lopes disse que a média de ocupação dos quartos deve se manter este ano — com a diferença de que a cidade, em relação ao mesmo período de 2015, ganhou cinco mil unidades. Pela última pesquisa da ABIH, divulgada semana passada, a ocupação nos hotéis estaria em 82,2%, podendo chegar a 85%.