domingo, 28 de fevereiro de 2016

Ministro da Justiça decide deixar o governo Dilma


O ministro da Justiça, o "porquinho" petista José Eduardo Cardozo, deve deixar o governo nesta semana. Interlocutores do governo dizem que ele já tomou a decisão e que, embora a presidente Dilma Rousseff preferisse que ele continuasse onde está, desta vez Cardozo não deve voltar atrás. Pressionado por amigos, que acham que ele sofre críticas injustas "tanto da direita quanto da esquerda", Cardozo e Dilma devem oficializar a decisão nos próximos dias. Essa figura faz parte da mesma corrente partidária do peremptório petista "grilo falante" e poeta de mão cheia e tenente artilheiro Tarso Genro. Ele tem sido ferozmente combatido pela corrente majoritária do PT, que é comandada por Lula e José Dirceu. O ex-namorado da comunista Manuela D'Ávila parece que agora não resiste mais às pressões de seus companheiros. 

Governo defende mudança em lei que limita compra de terra por estrangeiro



O governo brasileiro indicou neste sábado (27) que deverá defender alterações na lei que limita a compra de terras no País por empresas estrangeiras. O ministro Armando Monteiro (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) afirmou que é preciso encontrar uma forma para que a lei não represente uma trava a investimentos. Hoje, companhias de outros países não podem adquirir mais de 25% da área de um município ou cem módulos de exploração (o equivalente a no máximo 6.000 hectares). De acordo com Monteiro, a regra deverá ser flexibilizada, mas de um modo que impeça estatais de um outro país de terem controle sobre as terras brasileiras. "É importante distinguir as empresas que querem especular com terra e as que querem ter controle sobre os recursos estratégicos do nosso País. Nesse sentido, a legislação tem que ser rigorosa". No caso de companhias que estão no Brasil e cujos investimentos dependem da aquisição de terrenos, a compra deveria ser liberada, segundo o ministro: "A lei tem que reconhecer que há vários tipos de investidores estrangeiros". Monteiro defendeu a alteração após uma reunião realizada em Santiago, no Chile, com a presidente Dilma Rousseff e o secretário-geral da CMPC, Gonzalo García Balmaceda. O grupo chileno CMPC é dono da Celulose Riograndense e concluiu em 2015 um investimento de US$ 2,5 bilhões em Guaíba (RS). Balmaceda afirmou que, apesar da crise no Brasil, o Rio Grande do Sul ainda tem espaço para mais uma fábrica de celulose: "Mas não podemos nem pensar em comprar mais terrenos por causa da lei para seguirmos ampliando a produção". A CMPC precisa de terras para suas plantações de eucalipto, principal matéria-prima da celulose. Ainda segundo o executivo, a recessão brasileira não impacta de modo tão forte nos negócios da empresa porque praticamente toda a celulose produzida no País é exportada. No Brasil, é comercializado apenas o papel tissue (utilizado em lenços e papel higiênico). A companhia não deverá trocar o Brasil por outros países, acrescentou Balmaceda: "Tomamos a decisão de crescer fortemente no Brasil e não se pode mudar de país como se muda de terno".

A Odebrecht avisou a petista Dilma Rousseff de pagamentos a marqueteiro João Santana no Exterior


Dilma Rousseff foi advertida por empreiteiro de que investigações da Lava-Jato poderiam resvalar nos pagamentos secretos das campanhas eleitorais do PT. A prisão do marqueteiro João Santana revela que a ameaça não era blefe e que recursos desviados da Petrobras — “os acarajés” — podem ter financiado a eleição presidencial. As informações saíram na edição deste final de semana da revista Veja, em reportagem de capa assinada por Daniel Pereira. Leia tudo: 
"No começo de 2015, Dilma Rousseff recebeu, no Palácio do Planalto, o petista Fernando Pimentel. Ela acabara de conquistar a reeleição. Ele, o governo de Minas Gerais. Amigos e confidentes há mais de 40 anos, os dois tinham motivos para comemorar, mas trataram de um assunto espinhoso, capaz de tisnar os resultados obtidos por ambos nas urnas. Pimentel trazia um recado de Emílio Odebrecht, dono da maior empreiteira do País, para a presidente da República. O empresário a advertia do risco de que os pagamentos feitos pela Odebrecht ao marqueteiro João Santana, no Exterior, fossem descobertos caso a Operação Lava-Jato atingisse a construtora. Emílio exigia blindagem, principalmente para evitar a prisão do filho Marcelo Odebrecht, sob pena de revelar às autoridades detalhes do esquema ilegal de financiamento da campanha à reeleição. Diante da ameaça de retaliação, Dilma cobrou explicações de seus assessores. Deu-se, então, o ritual de negação encenado com frequência em seu governo. Como no caso da economia, cujo desmantelo foi rechaçado durante meses a fio, os auxiliares disseram que a petista havia conquistado o segundo mandato com dinheiro limpo e declarado. Tudo dentro da lei. A faxineira ética, portanto, não teria com o que se preocupar".
Deu no que está se vendo!!!






Esse discurso se manteve de pé até a semana passada, quando o juiz Sergio Moro, responsável pela Lava-Jato na primeira instância, determinou a prisão de João Santana, o criador dos figurinos de exaltação à honestidade da presidente, e da esposa dele, Monica Moura. O casal recebeu numa conta na Suíça, não declarada à Receita brasileira, 3 milhões de dólares da Odebrecht, acusada formalmente de participar do cartel que assaltou os cofres da Petrobras, e 4,5 milhões de dólares de Zwi Skornicki, um dos operadores do petrolão, o maior esquema de corrupção da história do país. Os detalhes da investigação sobre o marqueteiro foram revelados por VEJA em janeiro passado. A decisão de Moro confirmou as tenebrosas transações descritas por Pimentel a mando de Emílio Odebrecht e fez recrudescer a discussão política e jurídica sobre a cassação da presidente. Pela letra fria da lei, utilizar-se de dinheiro sujo em campanha eleitoral é fator determinante para a perda do mandato.

Odebrecht blinda Alexandrino Alencar, o elo do grupo com Lula

A jornalista Mônica Bérgamo conta na sua coluna de sábado da Folha que uma das maiores preocupações da Odebrecht é blindar Alexandrino Alencar, o ex-diretor do grupo mais conhecido no Rio Grande do Sul, íntimo de 10 entre 10 políticos gaúchos, mas de fato o elo mais importante de Marcelo Odebrecht com Lula. Ele sabe tudo e poderá contar o que sabe no caso de ser novamente recolhido à carceragem e confrontado com revelações irrefutáveis. Mônica Bérgamo avisa que uma dessas "revelações irrefutáveis" foi dada na delação premiada de José Carlos Bumlai, o amigo de Lula. Lula já se previne, mandou gente saber da Odebrecht o que ela dirá sobre o sítio de Atibaia e avisou que Bumlai fez as reformas iniciais porque quis e não a pedido do ex-presidente, o que é improvável. O próprio Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, quando leu o depoimento de Bumlai, considerou-o "o mais explosivo de todos que já examinou".

Odebrecht pagou arquiteto que assina reforma do Instituto Lula


Superintendente da Companhia Metropolitana de Habitação de São Paulo (COHAB-SP) e ex- secretário-adjunto de Habitação e de Licenciamento na gestão do prefeito Fernando Haddad, o arquiteto Paulo Ricardo Giaquinto foi responsável por uma reforma no prédio do Instituto Lula, no Ipiranga, em São Paulo. Giaquinto protocolou na subprefeitura do bairro um auto de regularização de uma reforma no Instituto Lula, para legalizar melhorias feitas no imóvel, perante à subprefeitura do bairro. O pedido foi reprovado em 10 de novembro de 2011. Houve dois pedidos de reconsideração, mas a regularização foi novamente negada em 3 de fevereiro de 2012 e 27 de junho de 2012. Em 2013, Giaquinto recebeu pelo menos R$ 40 mil da construtora Odebrecht. “A reforma era uma ampliação da garagem. O projeto de regularização tinha uma ampliação na garagem, porque foi feito um auditório e mais uns pequenos acertos”, afirmou Giaquinto. Sócio do escritório Lowenthal e Giaquinto, ele amite que recebeu da Odebrecht. Nega, no entanto, que os pagamentos estejam ligados a seu trabalho para o Instituto Lula. Afirma que recebeu porque foi contratado para apresentar a licença de execução de obras do Estádio do Corinthians em Itaquera, Zona Leste de São Paulo. Para o Instituto Lula, Giaquinto diz que trabalhou de graça. Afirma que apenas participou da etapa de regularização da reforma - não foi o responsável pelas obras.
Requerimento na prefeitura em nome do escritório Lowenthal e Giaquinto. O endereço Rua Pouso Alegre, 21 é do Instituto Lula (Foto: reprodução)
Na Subprefeitura do Ipiranga, o processo administrativo da reforma é poupado do acesso ao público. De acordo com a subprefeita Edna Diva Miani Santos, só falta a apresentação de um documento para a regularização. “Não tem nenhuma irregularidade. É só um documento que está faltando. É simplesmente refazer um desenho que foi feito errado”, afirma. O Instituto Lula não se pronunciou sobre a reforma. A construtora Odebrecht informou que “em pesquisa realizada no curto espaço de tempo desde a chegada da solicitação da revista, a Construtora Norberto Odebrecht identificou pagamentos à pessoa jurídica mencionada por serviços prestados. Nenhum deles, entretanto, relacionados ao Instituto Lula”.

PT ataca ajuste de Dilma e propõe volta à política econômica de Lula



O PT atacou o ajuste fiscal do governo Dilma Rousseff e propôs na sexta-feira (26) um "programa nacional de emergência" para mudar a política econômica. O texto, aprovado pelo diretório nacional do partido, pede a redução dos juros, o aumento do gasto público e o uso das reservas cambiais para financiar obras. Os petistas também defenderam um reajuste de 20% no Bolsa Família e a elevação de impostos sobre os mais ricos. "A lógica das propostas é retomar o núcleo da política econômica do governo Lula", resumiu o presidente do partido, Rui Falcão. O programa petista faz duras críticas à política econômica adotada após a reeleição da presidente Dilma Rousseff, em 2014. O texto diz que o ajuste fiscal "não teve os resultados esperados, ao menos no que diz respeito aos interesses das camadas populares". Para taxar os mais ricos, o PT propôs o aumento dos impostos sobre herança e grandes fortunas, a tributação de lucros e dividendos e a cobrança de IPVA sobre iates e aviões. Numa rara concordância com o governo, o partido também defendeu a recriação da CPMF. Nos debates internos, houve críticas ao ministro Nelson Barbosa (Fazenda), que substituiu Joaquim Levy em dezembro do ano passado. Os petistas se queixaram da ausência de Dilma no 36º aniversário do PT. O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) reclamou do aval do Planalto às mudanças na lei do pré-sal, aprovadas pelo Senado na quarta-feira (24). "A Dilma está querendo se distanciar do PT. É um movimento consciente", afirmou. A direção do PT tentou contemporizar. Ao abrir o debate, Falcão pediu moderação nas críticas ao Planalto. O ministro Jaques Wagner (Casa Civil) disse que a posição de Dilma sobre o pré-sal nunca mudou e que o governo vai trabalhar para que a exclusividade da Petrobras seja mantida na Câmara. Em outra resolução, o PT apontou "ameaça à legalidade democrática" na Operação Lava Jato. O texto protesta contra "delações sem prova, vazamentos seletivos e investigações unilaterais". O documento diz que o ex-presidente Lula é vítima de uma campanha "vil e asquerosa" para impedi-lo de disputar as eleições de 2018. O PT também criticou a retomada da ação do PSDB no Tribunal Superior Eleitoral que pede a cassação da chapa vitoriosa em 2014. Na reunião fechada, Jaques Wagner disse que há um "movimento golpista" contra Dilma.

Moody's corta nota e tira grau de investimento da Vale

A agência internacional de classificação de risco Moody's informou nesta sexta-feira (26) que decidiu cortar a nota da mineradora Vale. O rating foi de Baa3 (último degrau dentro do grau de investimento) para Ba3. A perspectiva é negativa - ou seja, com previsão para novo corte. A decisão aconteceu dois dias após a agência retirar o grau de investimento (selo de bom pagador) do Brasil. "O rebaixamento dos ratings da Vale para Ba3 reflete nossa expectativa de desempenho mais fraco nos próximos 12 meses em consequência do substancial declínio nos preços do minério de ferro e de metais base observado em 2015 e de nossa expectativa de que os preços não experimentarão uma recuperação significativa antes de 2017", apontou a Moody's nesta sexta-feira. A agência citou a "desaceleração das taxas de crescimento econômico na China" como motivo de dificuldade para as empresas de minério, apontando impactos significativos na demanda por metais base. "Embora nós reconheçamos que a Vale continua adotando uma série de medidas para responder o ambiente operacional desafiante e para ajustar as operações de modo apropriado, o nível de ajuste requerido pode ser mais elevado, enquanto o cronograma para venda de ativos, que permitiriam uma redução no nível de endividamento, continue incerto". A Moody's também anunciou o corte da nota de diversas empresas. Veja abaixo:
- Telefônica Brasil: de Baa2 para Ba1 (perda do grau de investimento)
- Cielo: de Baa2 para Ba1 (perda do grau de investimento)
- Votorantim S.A: de Baa3 para Ba2 (perda do grau de investimento), e perspectiva foi alterada para negativa
- Globo: de Baa2 para Ba1 (perda do grau de investimento), e perspectiva foi alterada para negativa
- Localiza: de Baa3 para Ba2 (perda do grau de investimento), e perspectiva foi alterada para negativa.

Roberto Jefferson e seis lobistas são acusados de corrupção em Furnas

O ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB) e mais seis acusados foram indiciados pela Delegacia Fazendária (Delfaz) por cometerem crime de corrupção ativa e lavagem de dinheiro na estatal elétrica Furnas, do grupo Eletrobras. A indicação foi apresentada na sexta-feira ao Ministério Público Estadual, após dez anos do surgimento das primeiras informações sobre o esquema que ficou conhecido como "a lista de Furnas". Entre os envolvidos estão empresários, lobistas e políticos, que, segundo a delegada de polícia Renata Araújo, responsável pelo caso, teriam desviado R$ 54,9 milhões na contratação de empresas para a construção de usinas térmicas nos municípios fluminenses de São Gonçalo e Campos dos Goytacazes. O esquema ocorreu no período de 2000 a 2004, sob a liderança do então diretor de Planejamento, Engenharia e Construção, Dimas Fabiano Toledo, que não chegou a ser indiciado por ter mais de 70 anos e, por isso, ser coberto pelo benefício de prescrição do crime. Além de Jefferson, são acusados os lobistas Nilton Antônio Monteiro, Pedro Pereira Terra, Walter Annicchino, Sérgio José Annicchino, Dieikson Barbosa e Ademir Carnevalli Guimarães.  O relatório da Delfaz contém 38 páginas, entregues ao Ministério Público estadual junto com 28 caixas do inquérito, iniciado na Justiça Federal. Em nota, a delegacia informa que "há provas (da existência) de um esquema de arrecadação de vantagens indevidas (propinas)". Obras e serviços contratados por Furnas teriam sido superfaturados para permitir "o financiamento de campanhas políticas" e também para promover o "enriquecimento ilícito de agentes públicos, políticos, empresários e lobistas".

Lula chama votação do pré-sal de "derrota" e pediu "reação" a ataques


Reunido por duas horas com artistas e intelectuais de esquerda, próximos ao PT, o ex-presidente Lula chamou a militância histórica a "reagir aos ataques" contra o governo e o partido. O ex-presidente fez um panorama sobre a conjuntura do País, fez críticas à política econômica do governo e classificou como "derrota" a votação de mudanças no marco legal do pré-sal, na última quarta-feira. Ainda assim, pediu "respeito" a Dilma Rousseff. Segundo os participantes, Lula não aprofundou análise sobre a votação das mudanças no pré-sal, mas se disse contra o projeto aprovado e classificou o resultado como uma "derrota" do governo.  "Ele disse que seria impossível ao governo e ao PT votar frente uma coalizão formada entre PSDB e PT", indicou o ex-presidente do PSB, Roberto Amaral, organizador do encontro. Após sinalizar oposição ao projeto, o ex-presidente teria dito que era preciso "respeitar" a presidente Dilma Rousseff, que teria "suas razões" diante das pressões relacionadas ao tema. Em outros momentos, apesar das críticas à condução econômica, Lula pediu "apoio e ajuda" à presidente e ao governo. O ex-metalúrgico reforçou o discurso de que a crise brasileira deriva do contexto internacional, citando particularmente a China e os impactos de sua desaceleração no País. "Ele sugeriu, ao invés dos cortes no orçamento, financiamento pelo Estado e aposta no mercado interno. Disse que não há espaço para disputar o mercado internacional", afirmou Roberto Amaral, na saída do encontro. O debate ocorreu em paralelo à programação de aniversário do PT, encerrada no sábado, no Rio de Janeiro. Cerca de 50 pessoas acompanharam o encontro, entre elas o diretor teatral Aderbal Freire Filho, os cineastas Silvio Tendler e Luiz Carlos Barreto, o músico Tico Santa Cruz, o escritor Fernando Morais, além de políticos como o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), professores e ativistas. É o que restou ao PT. Em tom "animado e combativo", Lula relembrou a própria trajetória como presidente e condenou a corrupção, sem citar especificamente as investigações da Operação Lava-Jato. O ex-presidente também se disse vítima de "ataques", em referencia às denúncias de ocultação de patrimônio, como o aparamento triplex no Guarujá. Ele reiterou não ser proprietário do imóvel, e disse que vai processar os promotores do caso. "Ele condenou a corrupção, sem dúvida. Mas também os ataques, sobretudo o absurdo maior que é a história do apartamento, que ele disse não ser dele. Estava combativo e animado. Acho que vai ser candidato em 2018", afirmou o professor Luiz Pinguelli Rosa, da UFRJ. O ex-presidente abriu o encontro com um discurso focado na "batalha da comunicação", como se refere à disputa pela narrativa política. Segundo os participantes, o ex-presidente indicou que seria preciso usar "as ferramentas da internet" para "reagir" aos discursos contrários ao partido e ao governo, sobretudo veiculados pela imprensa. 

Lula declara intenção de concorrer à Presidência da República em 2018


Durante a convenção marcada para comemorar os 36 anos do PT, no Rio de Janeiro, o ex-presidente Lula (ele delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr, em seu livro "Assassinato de reputações") declarou sua intenção de concorrer à Presidência novamente nas eleições de 2018. "Eu quero dizer (em) alto e bom som: eu estarei com 72 anos, com tesão de 30, para ser candidato à Presidência da República", disse Lula aos partidários na noite de sábado. Lula foi o grande homenageado da festa do PT, no Armazém da Utopia, na zona portuária do Rio de Janeiro. Quando chegou para a comemoração, porém, encontrou um ato esvaziado. No espaço com capacidade para 4 mil pessoas, havia menos de 1,5 mil. Dirigentes do partido previam 3 mil presentes. No discurso de quase 40 minutos, feito em tom de desabafo, o ex-presidente pediu que o partido ajude a presidente Dilma, atacou a imprensa e defendeu-se das suspeitas de ser proprietário oculto de um apartamento e um sítio. "O Lula paz e amor vai ser outra coisa daqui para frente", afirmou, diante da platéia formada por metade do público esperado pela organização da festa. "Eu queria dizer para eles: vocês não vão me destruir, vamos sair mais fortes dessa luta", avisou aos adversários. O petista disse estar "acabrunhado" e "de saco cheio" com as investigações que sofre do Ministério Público de São Paulo e na Operação Lava Jato e com o comportamento da imprensa: "Eu que combati tanto para ter um Ministério Público forte, não imaginava (o) ver subordinado à imprensa", disse. Lula afirmou que o sítio em Atibaia frequentado por ele e sua família foi comprado pelo amigo Jacó Bittar e outros companheiros como uma "surpresa" para ele usufruir depois de deixar a presidência. "A chácara não é minha", insistiu. Em seu discurso, Lula também disse que, apesar das divergências entre o PT e o governo da presidenta Dilma Rousseff, o partido está ao lado dela: "Queria fazer um apelo porque a companheira Dilma, sozinha, não terá força para resolver esse problema", disse Lula, numa referência à crise. "Dilma precisa de nós para sobreviver aos ataques que está sofrendo. Não pode, num momento de crise, virar as costas e falar que o problema não é meu. Esse governo é nosso e temos de ter responsabilidade de ajudar, de discutir saídas". Lula disse ainda que está à frente de um exército de milhares de soldados para defender o mandato de Dilma.

Tia da ex-amante do indio cocaleiro trotskista Evo Morales diz que filho de dois está vivo


O filho que o ditador boliviano Evo Morales teve com a ex-amante Gabriela Zapata, presa sob a acusação de enriquecimento ilícito, não morreu, e está com oito ou nove anos, afirmou uma tia da acusada. "Sei que esse menino não morreu, nasceu, e o tive nos braços", disse Pilar Guzmán, tia de Gabriela Zapata. "Dentro de algumas horas, ela irá convocar a imprensa e dizer toda a verdade", afirmou. No começo do mês, o jornalista Carlos Valverde revelou que, há 10 anos, Gabriela teve um relacionamento com Morales, com quem teve um filho. O índio cocaleiro trotskista Evo Morales reconheceu que Gabriela foi sua companheira e que teve um filho, que veio a falecer, com a mesma. Disse que, em seguida, os dois encerraram o relacionamento, e que desconhecia o paradeiro de Gabriela. "Não sei por que disseram isso (que morreu), não sei os motivos que os levaram a mentir", disse Pilar, assinalando que não se pronunciou antes porque aguardava a autorização da sobrinha. Segundo a tia da ex-amante de Morales, "o menino se chama Ernesto Fidel. É filho do senhor Evo Morales. Está aqui, e tem entre oito e nove anos". O nome do menino não poderia ser mais sintomático. Foi muito comum esquerdistas homenagearem ídolos revolucionários comunistas. No caso, "Ernesto" era em homenagem a Che Guevara, e Fidel ao ditador cubano. Trotskistas brasileiros, por exemplo, adoravam dar o nome de "Camila" às suas filhas, homenageando o revolucionário cubano Camilo Cienfuegos. Ou então chamavam as filhas de Emiliana, em homenagem a outro mito revolucionário, o mexicano Zapata (que não tinha nada de comunista). Gabriela Zapata foi acusada formalmente dos crimes de legitimação de ganhos ilícitos, enriquecimento ilícito e tráfico de influência, na qualidade de gerente de uma empresa chinesa que se beneficiou de contratos milionários com o Estado boliviano. Gabriela permanece detida desde sexta-feira, à espera de que um juiz instrua sua prisão formal.

Presidente da Transparência Internacional dá recomendações aos brasileiros


O presidente da organização Transparência Internacional, o jurista peruano Jose Ugaz, deu uma entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo e fez duas recomendações ao brasileiras, em face da Operação Lava Jato. Disse ele: 1) "A corrupção é um imposto pago pelos mais pobres de nossos países"; 2) "Os cidadãos precisam entender que é possível viver sem o desrespeito às leis para benefício pessoal".

Lula já era! Em breve, ele não presta mais nem para fazer ameaças

Neste domingo, a Folha trouxe uma pesquisa Datafolha que revela a opinião dos brasileiros a respeito. Entre os ouvidos, 62% acham que as empreiteiras beneficiaram Lula no caso do apartamento (58% acreditam ter sido uma relação de troca) e 57% no do sítio (para 55%, com troca de favores). Nos dois casos, só 13% acreditam que Lula não foi beneficiado pelas empresas.

Por Reinaldo Azevedo - Lula, como se viu na festa do aniversário do PT, está nervoso. Está querendo puxar briga. Já escrevi aqui e falei em muitos outros lugares: uma das condenações com que o Poderoso Chefão não contava já aconteceu: a do povo. Caiu o mito. Não tem retorno. Ele ainda pode vir a se enroscar, sim, na esfera criminal. Mas a primeira parte da prestação de contas já está em curso. Por generosidade da Operação Lava Jato — e põe generosidade nisto! —, Lula não é investigado em inquérito nem em casos em que seu nome está no centro de delações. Vejam o exemplo do empréstimo do grupo Schahin ao PT. Entender, no entanto, as tramóias do petrolão é coisa difícil. Mas todo mundo entendeu a história do tríplex. Todo mundo entendeu a história do sítio. Quanto mais Lula explica, mais ele se afasta do universo daqueles que confiavam nele. Ou alguém acha razoável que um ex-sindicalista como Jacó Bittar dê a Lula, de presente, um sítio, que será, depois, repaginado por empreiteiras? Esse não é o universo do povo pobre, do qual Lula se queria e se dizia representante. E, em certa medida, chegou a ser mesmo. Mas é claro que a coisa foge ao razoável. Neste domingo, a Folha trouxe uma pesquisa Datafolha que revela a opinião dos brasileiros a respeito. Entre os ouvidos, 62% acham que as empreiteiras beneficiaram Lula no caso do apartamento (58% acreditam ter sido uma relação de troca) e 57% no do sítio (para 55%, com troca de favores). Nos dois casos, só 13% acreditam que Lula não foi beneficiado pelas empresas. O povo julgou e condenou Lula. Por ampla maioria. Sim, 37% ainda dizem que ele foi o melhor presidente, seguido por FHC, com 15%. Getúlio Vargas, com 6% e JK, com 5%. Mas isso não quer dizer grande coisa. O governo tucano acabou há mais de 14 anos. Essa distância distorce tudo. Nem dá muito para os petistas se animarem, já que o de Dilma lidera como o governo mais corrupto da história (34%), seguido justamente pelo de Lula, que empata com Collor em 20%. O de FHC tem apenas 7%. A evidência de que o mito de Lula se esfarelou se revela numa outra medição, que aponta as pessoas mais confiáveis do Brasil. Joaquim Barbosa obteve a melhor nota: 5,8, seguido por Marina Silva (Rede), com 5,3 — acima de Sérgio Moro, Aécio Neves e FHC, que empatam em 4,7. O senador José Serra (PSDB-SP) tem 4,6. E só então aparece Lula, com 4,5%, mesmo número de Geraldo Alckmin (PSDB), governador de São Paulo. Michel Temer obteve 3,1, e Dilma, 3. Os presidentes do Senado e da Câmara não aparecem bem: 2,7 e 2,3, respectivamente. Notem: acima de Lula, há três tucanos; o juiz Moro, que os petistas odeiam; Joaquim Barbosa, também uma besta-fera para a companheirada, e Marina Silva, que tenta roubar o eleitorado de esquerda do PT. É evidente que os números são especialmente perversos para Lula e Dilma porque o conhecimento que tem a população dos ilustres petistas é muito maior. Fica difícil você dizer que confia em quem não conhece, mas é muito fácil afirmar que não confia em quem já conhece, certo? Lula já era. Em breve, ele não serve nem mais para fazer ameaças.

Revista Veja mostra que executivo Bendicto Barbosa Júnior era o principal dirigente da Odebrecht na ligação com políticos


Benedicto Barbosa da Silva Junior, de 55 anos, passou trinta deles na Odebrecht. Entrou como trainee, recém-saído da Escola de Engenharia Civil de Lins, no interior de São Paulo, e tornou-se presidente da Construtora Norberto Odebrecht (CNO) - terceiro nome na hierarquia do grupo, considerado o patrimônio da divisão que comanda. Nesse período, construiu não apenas uma carreira de sucesso, mas também uma relação de proximidade com o herdeiro da gigante, Marcelo Odebrecht. Alvo da Acarajé, 23ª fase da Operação Lava Jato, Barbosa juntou-se ao chefe novamente nesta semana, ao ser preso pela Polícia Federal. Ele foi solto na tarde desta sexta-feira após expirar o prazo de cinco dias da prisão temporária. Foi justamente a proximidade com Odebrecht que contribuiu para levar BJ, como o executivo é mais conhecido, para trás das grades. Segundo os investigadores, há indícios de que Barbosa era quem fazia a ponte entre a empresa e os políticos, o homem a ser "acionado" quando houvesse necessidade de intermediação de autoridades públicas. "É possível verificar que Benedicto é pessoa acionada por Marcelo para tratar de assuntos referentes ao meio político, inclusive a obtenção de apoio financeiro", diz inquérito da PF assinado pelo delegado Filipe Hille Pace. Segundo o advogado Nélio Machado, em depoimento na quarta-feira, BJ explicou à PF como a Odebrecht repassou recursos - segundo ele, legais - aos políticos. "Ele explicou como é que se faz. Durante décadas as empresas fizeram doações eleitorais, é um critério plural", disse o defensor. Em decisão desta sexta, o juiz federal Sergio Moro decidiu liberá-lo, com a ressalva de que ele não pode sair do país nem mudar de endereço. "Apesar apesar de seu posto executivo elevado no Grupo Odebrecht, consta que, aparentemente, os principais executivos da empresa envolvidos com as operações financeiras secretas já se encontram presos cautelarmente", escreveu Moro.

O principal fundamento do pedido de prisão apresentado pelo Ministério Público Federal é o de que, assim como Marcelo, BJ teria pleno conhecimento do esquema criminoso instaurado na Petrobras. "No curso das investigações relacionadas ao Grupo Odebrecht, foi possível identificar outros executivos que se encontravam proximamente vinculados ao presidente Marcelo Bahia Odebrecht, e sob os quais pairam indícios de que tenham ativamente participado da organização criminosa formada no âmbito daquele conglomerado empresarial para a prática de ilícitos penais. Um deles é Benedicto Barbosa da Silva Junior", diz o texto.

BJ teve uma carreira meteórica na Odebrecht. Em apenas quatro anos, foi de trainee a gerente de contrato. Especializou-se em obras de alta complexidade, como hidrelétricas e metrô - chamavam-no quando era preciso resolver questões "irresolvíveis". Era conhecido pelos outros funcionários como alguém de "linha de frente", que preferia visitar os canteiros de obras a ficar trancado no escritório no Rio de Janeiro. No seu vasto portfólio, destacam-se a construção do metrô de Copacabana, no Rio, e a Usina de Três Gargantas, na China, uma das maiores do mundo.

Além disso, foi diretor superintendente da empresa no Sudeste Asiático, trabalhando de Kuala Lumpur, capital da Malásia. Em 2008, tornou-se presidente da CNO, ficando encarregado das - controversas - obras da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016. Torcedor fanático do Corinthians, cuidou pessoalmente da construção da arena do seu time de coração, em São Paulo. Junto com um consórcio formado com a Andrade Gutierrez, também foi responsável pela reforma do Maracanã.

Em um texto publicado pela agência Odebrecht, Júnior é apresentado como mais um do "bando de loucos" - referência a um canto da torcida organizada do Corinthians. Ele, inclusive, aparece em fotos com o ex-presidente do clube Andres Sanchez e o ex-presidente Lula, também corintiano, na época de fechamento do contrato entre a empresa e o clube. Outra matéria conta que o seu escritório é decorado com uma camisa do time preto e branco e miniaturas de trator. Em outro texto, intitulado "Relatos Inspiradores", ele chega a falar sobre a sua relação com o herdeiro da companhia. "Agora tenho contato com o Marcelo Odebrecht, que complementa minha visão empresarial com seu arrojo", diz na publicação.

Pelos diálogos interceptados pela PF, o contato de BJ com Marcelo parece ir além de uma mera relação empresarial. Apesar de separados por cerca de 400 quilômetros - Marcelo ficava em São Paulo, e ele, no Rio -, os dois parecem manter um contato constante, principalmente sobre assuntos políticos. Trocam entre si elogios e "xingamentos", repassam vídeos humorísticos do Youtube, comentam "erros" da presidente Dilma Rousseff no debate eleitoral, falam de parlamentares e até especulam sobre os rumos da Lava Jato - obviamente, antes de Marcelo ser preso na Erga Omnes. "Vi agora. Pela hora que você chegou às 10h30 podia ter subido! Não atrapalha nunca, pelo contrário facilita e ajuda!", diz uma mensagem de Marcelo a BJ após ele, aparentemente, ter esperado para ser recebido pelo então presidente da holding.

Como os parlamentares têm foro privilegiado, a PF precisou esconder com tarja preta os nomes dos parlamentares que surgem aos montes nas mensagens - eles foram ocultados em ao menos dez vezes. O único que aparece sem a rasura é a sigla SCF referente ao ex-governador do Rio Sérgio Cabral Filho, segundo a PF. "Vc acabou não falando depois. Está preocupado com SCF e outros no tema MF?", pergunta Marcelo, sobre o envolvimento de outro executivo afastado da companhia Márcio Faria com o ex-governador. Benedito, então, responde: "Ok. Preciso resolver 100 mil (nome de algum político com foro). Vou aproveitar este momento PT/PSDB". Marcelo diz: "Não entendi. Depois você me fala seguro". Com a última mensagem, a PF constatou que a dupla mantinha um canal de comunicação restrito para tratar de temas "escusos".

Na época das eleições presidenciais de 2014, Marcelo envia a BJ um vídeo do Youtube que satiriza a presidente Dilma Rousseff e o senador Aécio Neves. "Muito divertido", comenta. Na sequência, a dupla cita a página Dilma Bolada seguida pela frase "DR pagou 1 mi", escrita por BJ. "Exato", responde o chefe. A PF levantou a suspeita de que os dois falam sobre o pagamento a "pseudohumoristas", conforme escreveu o delegado, "visando a promoção de ataques a outros candidatos". O juiz federal Sergio Moro também destacou, em despacho, que a PF identificou duas reuniões entre BJ e o ex-ministro José Dirceu em outubro de 2010 e abril de 2011.

Com uma carreira invejável, BJ ganhou, em janeiro de 2014, o prêmio "O Equilibrista" do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF). Segundo nota do instituto, a homenagem é uma espécie de "Oscar do setor". Nos registros da Câmara Municipal de Lins, também consta que Júnior ganhou o título de "Cidadão Benemérito" da cidade por seus "relevantes serviços prestados ao município".

A alcunha BJ também aparece com recorrência em uma planilha associada a valores, que foi apreendida em um e-mail secreto do ex-executivo da Odebrecht Fernando Migliaccio, preso na Suíça enquanto tentava retirar dinheiro de contas bancárias. Segundo as investigações, a tabela trata de repasse de dinheiro a partidos políticos, especialmente ao PT. A defesa de BJ disse que ele não "tem condições" de falar sobre a planilha, pois a desconhece totalmente.

"Marcelo Bahia Odebrecht é o verdadeiro gestor de tais 'créditos'. Benedicto Barbosa Júnior, por sua vez, desempenha posição igualmente relevante na administração da conta, basta lembrar que na planilha a sigla 'BJ' é a que apresenta as maiores cifras, sendo permitida a conclusão de que a maior parte de recursos espúrios eram originados da área dentro da Odebrecht controlada por Benedicto", diz o inquérito.

Esta não é a primeira vez que Benedicto Barbosa Júnior é citado na Operação Lava Jato. Em uma troca de mensagens entre o presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o ex-presidente da OAS Leo Pinheiro, seu nome é mencionado pelo peemedebista como alguém capaz de ajudar a resolver problemas. "Tive com Júnior e pedi para ele doar por vc ao Henrique (Eduardo Alves). Ele, então, recebe um "OK" de Leo Pinheiro. "Tocando com Júnior aqui, na pressão. Ele vai resolver e se entende com vc", responde Cunha. BJ também está na lista de presenteados de Pinheiro. O executivo da OAS tinha o hábito de presentear parlamentares, ministros e empreiteiros em datas comemorativas. Para Júnior, ele deu uma biografia do jogador argentino Lionel Messi.

Em nota, a Odebrecht classificou a prisão de BJ como "medida extrema e injusta" e ressaltou que ele sempre esteve à disposição para prestar esclarecimentos à Lava Jato. No seu lugar, entrou em caráter interino o engenheiro Carlos Hermanny Filho.

Confira a nota da Odebrecht na íntegra:

A Construtora Norberto Odebrecht esclarece que Benedicto Barbosa da Silva Junior sempre esteve à disposição para colaborar com as investigações em curso, sendo sua detenção uma medida extrema e injusta. Em seu lugar, para desempenhar interinamente as funções de líder empresarial, foi designado o engenheiro Carlos Hermanny Filho. Ambos ingressaram na empresa ainda como estagiários, na década de 80, tendo participado de importantes obras no país e no exterior. A CNO dispõe de sólido sistema interno de compliance, alinhada com os mais rigorosos padrões internacionais. A empresa reafirma sua confiança na Justiça, com a firme disposição de atuar para o esclarecimento de qualquer fato ou dúvida.

(Com contribuição de João Pedroso)
(Da Veja)

Bumlai ofereceu, Lula aceitou

Lula inventou uma mentira sobre seu sítio em Atibaia. Ela durou menos de meia hora. Em seu pedido ao STF para suspender as investigações da Lava Jato, a defesa de Lula afirmou que “a reforma do sítio foi ‘oferecida’ pelo pecuarista José Carlos Bumlai, seu amigo pessoal”. Consultado pela Folha de S. Paulo, o advogado de José Carlos Bumlai, Arnaldo Malheiros, ridicularizou a versão dos defensores de Lula. Ele disse: "Só se a Odebrecht for propriedade de Bumlai, o que não me consta".

Lula voltou a ser amigo de Bumlai

Lula declarou ao STF que a reforma do sítio foi “oferecida por José Carlos Bumlai, seu amigo pessoal”. Quando Bumlai foi preso, Paulo Okamotto negou que ele fosse “aquele amigo do Lula”? Agora, aparentemente, ele voltou a ser aquele amigo. Aquele amigo que repassou propina do banco Schahin para a campanha de 2006, por exemplo.

Sem medo do ridículo

Os advogados de Lula disseram ao STF que o sítio em Atibaia foi oferecido a Lula por seu amigo Jacó Bittar. Quando Jacó Bittar adoeceu, seu filho, Fernando, assumiu o negócio, mas como ele não tinha recursos suficientes, "convidou seu sócio, Jonas Suassuna, a participar da compra, o que foi feito". E já que estava dando de presente um sítio de um milhão de reais a Lula, Jonas Suassuna aproveitou também para dar de presente um apartamento de seis milhões de reais a Lulinha. Só Rosa Weber pode acreditar nessa história bisonha.

A trama de Lula com a Odebrecht

Leia esta nota de Monica Bergamo, publicada na Folha de S. Paulo: “Representantes de Lula se reuniram recentemente com diretores da área jurídica da Odebrecht. Queriam saber as explicações que a empreiteira daria na Justiça sobre a reforma no sítio frequentado pelo ex-presidente”. Isso mesmo, Rosa Weber. Lula tentou combinar uma mentira com a Odebrecht. Mas se danou. Porque o engenheiro que cuidou da reforma, Frederico Barbosa, “avisou que não pouparia mais a empresa”, segundo a reportagem. Alguns dias depois, de fato, Frederico Barbosa admitiu em depoimento que fez a reforma do sítio de Lula a mando da empreiteira. E a Odebrecht foi obrigada a confirmar. Lula tem de ser preso.

Estouro da boiada

O Ministério Público Federal “está festejando uma nova delação premiada feita recentemente em Brasília”, avisa Monica Bergamo. “Ela seria, nas palavras de procuradores, uma das melhores já obtidas até agora”. Lula morreu, Dilma morreu, o PT morreu. Quem contava com a proteção deles para escapar da Lava Jato agora já não conta mais: a única saída, de fato, é a delação.

A vitória final

Um integrante da Lava Jato disse à Folha de S. Paulo: “Teremos dias muito interessantes”. É a impressão geral: os mandantes do petrolão estão prestes a cair.

Odebrecht discute delação

A Odebrecht pode fechar um acordo com a Lava Jato, diz a coluna Radar, da Veja. "Já não é monolítica no grupo que discute a defesa da Odebrecht a convicção de que Marcelo e os demais executivos presos não devem fazer delação premiada. O assunto foi discutido em reuniões ao longo da semana".

Dona Xepa mentiu

A offshore de Feira e Dona Xepa depositou 200 mil dólares na conta de uma empresária chamada Silvana Lagnado. Dona Xepa disse à Lava Jato que o dinheiro serviu para pagar o aluguel de equipamento para a campanha de Angola. O Globo conversou com Silvana Lagnado e ela desmentiu categoricamente Dona Xepa: “Não conheço essas pessoas. Nunca prestei serviços para campanha em Angola ou fui a Angola”. 

Gente pequena assustada

A IstoÉ diz que “fornecedores da campanha de Dilma em 2014 estão sendo sistematicamente procurados pelos investigadores desde o ano passado. A informação é que tem muita gente pequena com reações assustadas, impressionada com o tratamento dado a megaempresários”. Beckembauer Rivelino está assustado?

Lava Jato investiga palestras de Lula

A Lava Jato está pedindo provas de que Lula realizou as palestras pelas quais foi pago. A Rumo ALL confirmou a O Globo “que recebeu um ofício solicitando dados e documentos sobre a contratação da L.I.L.S. para palestra de Lula”, assim como a Helibrás e a Odebrecht.

A central de negócios dos meninos

Em 2011, assim que deixou o Palácio do Planalto, Lula visitou a sede da empresa de Jonas Suassuna no Rio de Janeiro. Participaram do encontro Fernando Bittar, Kalil Bittar e Paulo Okamotto. A Veja publicou uma foto da reunião. A revista trata a empresa de Jonas Suassuna como a "central de negócios" dos "meninos". Os mesmo meninos que, dois meses antes daquele encontro, haviam comprado um sítio para Lula. O sítio foi uma recompensa a Lula, não um presente.

Os aplicativos dos "meninos"

Na "central de negócios dos meninos", revela a Veja, Lula participou de uma reunião em que foram apresentados os projetos da patota. Diz a revista: "Um deles era especial: eles pretendiam desenvolver aplicativos para ser vendidos ao governo. Uma área promissora em que Lula, com seu prestígio político, certamente poderia contribuir".

Quem é laranja de quem?

O Ministério Público encontrou uma mensagem enviada pela mulher de Fernando Bittar, Lilian, a Jonas Suassuna. Na mensagem, citada pela Veja, Lilian pede a Jonas que "providencie uma procuração para que ela possa resolver pendências de um apartamento". Trata-se do mesmo apartamento ocupado por Lulinha e que está registrado em nome de Suassuna. De quem é o imóvel, afinal? De Suassuna? De Bittar? De Lulinha? Ou da "central de negócios dos meninos"?

O tráfico de influência em favor dos "meninos"

Na mesma reportagem sobre a visita de Lula ao escritório de Jonas Suassuna, a Veja afirma que a associação de Lulinha com Jonas Suassuna abriu portas para negócios na Petrobras. De acordo com a revista, "em uma mensagem de janeiro de 2011, Jonas Suassuna e Kalil Bittar (o outro sócio de Lulinha) recebem de um alto funcionário da Petrobras informações confidenciais de uma proposta enviada à estatal para patrocínio da edição daquele ano da Copa América, o maior torneio de futebol do continente". Quem mandou? "O email foi enviado por Anselmo Faria, então braço-direito de Wilson Santarrosa, ex-gerende de comunicação da petrolífera e amigo do peito de Lula. 'O material é sigiloso', observa o remetente. O texto não traz detalhes do que o funcionário da Petrobras estava tratando com Jonas e Kalil, mas deixa claro que havia uma parceria em curso. 'Amanhã falamos', diz Faria". Já é um indício de que Lula fez tráfico de influência para Lulinha e os seus sócios na Petrobras.

Quanto vale a palavra de Suassuna?

Só para lembrar: o apartamento em que Lulinha mora, em São Paulo, vale 7 milhões de reais. Jonas Suassuna jurou à Veja que aluga o apartamento para Lulinha, porque ele se casou e a mulher dele não quis se mudar para lá. O Antagonista acha que a palavra de Jonas Suassuna vale bem mais do que 7 milhões de reais.

Oi não revela os "serviços" de Lulinha

A Oi confirmou à Veja que a empresa "contrata serviços' das empresas de Lulinha. A companhia se negou, porém, a detalhar que serviços são esses e os valores pagos ao filho do ex-presidente". Deve ser algo relacionado à Wikipedia, provavelmente.

Mais rápido, Temer e Renan

O Estadão: "O primeiro passo de reaproximação de Temer e Renan foi dado na quinta-feira, quando os dois almoçaram no Palácio do Jaburu. Segundo aliados de ambos, a conversa teve como principal pauta a formação da chapa única que será apresentada na Convenção do PMDB. Na oportunidade, Temer deve ser reconduzido como presidente da sigla – ele está no posto desde 2001. Desta vez, porém, terá de abrir mais espaço para o PMDB do Senado...

Barroso tem história própria

A coluna Radar publica que Luís Roberto Barroso "se queixa de estar sendo hostilizado desde que o STF interrompeu o andamento do processo (de impeachment) contra Dilma Rousseff". De acordo com a coluna, ele "tem dito que 'que não deve nada ao PT', pois 'tem história própria'". Barroso é mais um a abandonar os petistas. Ele tem história própria.

Lewandowski também quer história própria

Na mesma nota sobre Barroso, a coluna Radar publica que Ricardo Lewandowski "admitiu a deputados que a decisão (sobre o rito do impeachment) deve sofrer alterações quando forem analisados os embargos" de Eduardo Cunha. Assim como o colega de corte, Lewandowski também quer ter história própria.

Não se sustenta

Na primeira versão apresentada ao STF, Lula argumentou que só soube da compra do sítio em 13 de janeiro de 2011. No entanto, Vera Magalhães, do Radar On-line da Veja, lembra que a mudança do petista foi entregue – e paga pela Presidência da República – dias antes, em 8 de janeiro daquele mesmo ano. A colunista lembra, inclusive, que há uma reportagem do Estadão, publicada em 6 de janeiro de 2011, informando que a mudança do ex-presidente seria levada para o sítio dele em Atibaia. Nada do que a defesa de Lula diz se sustenta.

O PT só quer salvar o petismo

O plano emergencial do PT para a economia não quer salvar a economia, mas o petismo. Celso Ming não só desmascarou as propostas apresentadas, como destacou aquilo que Márcio Pochmann convenientemente deixou de mencionar. Leiam o que o colunista escreveu no Estadão. "Esse programa alternativo não diz nenhuma palavra sobre os grandes problemas da economia. Não mostra, por exemplo, como evitar que a dívida pública dispare para 80% ou 90% do PIB. Como ignora a prostração da indústria, provocada pelos equívocos do próprio governo PT, não aponta nenhuma medida destinada a seu resgate. Em nenhum momento indica como recuperar a Petrobrás e a maioria das estatais que foram dilapidadas pela corrupção e por políticas desastradas dos dois governos do PT. Também não traz soluções para o rombo da Previdência Social que, em 2015, chegou a R$ 158 bilhões e deverá crescer inexoravelmente nos próximos anos".

Estão desesperados

Wadih Damous apresentou projeto de lei para proibir a homologação de delações premiadas de pessoas presas. De acordo com a coluna Expresso, da Época, o deputado federal ligado a Lula quer também impedir que detalhes das colaborações sejam noticiados. Lula e a sua turma estão desesperados. E dizer que esse tipo Wadih Damous já foi presidente da OAB. Apenas diz tudo sobre o que é a OAB atualmente, um grande aparelhão da ORCRIM.

Sem corte de gastos

O diretório nacional do PT, em encontro neste final de semana, apresentou o documento "O Futuro está na Retomada das Mudanças". O texto propõe uma série de aumento de impostos, mas nenhum corte de gastos. Em outras palavras, o PT acredita que o sacrifício para resolver os estragos do petismo deve partir da população, não do governo. Como sempre.

A fama de Erenice

O contador José João Appel de Mattos é um dos alvos da operação Acrônimo. Erenice Guerra, ex-ministra da Casa Civil do governo Dilma, é alvo da Zelotes. O Correio Braziliense informa que, em 2014, Guerra usou Appel de Mattos como intermediário para comprar um terreno com um casa velha, em Brasília, no valor de R$ 4,3 milhões. No lugar, está sendo erguida uma mansão de dois andares. A transação envolveu a Gaya Participações Societárias S/A, do marido de Erenice, empresa criada 10 dias após a compra do imóvel por parte do contador. O casal alega que, pela fama de Erenice, apenas tentou evitar o sobrepreço na compra. Erenice e o marido sabem bem o que é esse tipo de exploração.

MP da Leniência: 5 dias para Dilma tentar explicar

Rosa Weber, relatora da Ação Direta de Inconstitucionalidade impetrada pelo PPS contra a MP da Leniência, deu prazo de cinco dias para que Dilma Rousseff preste esclarecimentos sobre a barbaridade. Já a Procuradoria-Geral da República terá três dias. Depois de receber as respostas, a ministra deverá levar o processo ao plenário do STF, para apreciação da medida cautelar de suspensão da medida provisória feita sob medida para salvar as empreiteiras do petróleo. Devemos essa a Raul Jungmann.

ODEBRECHT VAI DELATAR

O Antagonista foi informado de que a Odebrecht vai fechar um acordo com a Lava Jato. Com ou sem Marcelo Odebrecht. Já está decidido.

Game over

Prisão do Feira + Delação da Odebrecht = Fim de Lula, Fim de Dilma, Fim do PT 
Game over.

Dilma está só

Dilma não foi à festa de 36 anos do PT e, lá do Chile, mandou um recado ao partido: "Eu não governo só para o PT. Eu governo para 204 milhões de brasileiros". Na verdade, Dilma só governa para Dilma, porque os brasileiros a querem ver pelas costas.

Não dá mais para esconder

O Datafolha mediu que 77% dos brasileiros tomaram conhecimento das notícias sobre o triplex, e 69% já estão cientes da reforma no sítio que Lula renega. A Folha acrescenta que 62% acreditam que Lula foi beneficiado no primeiro caso e que 58% acham que a OAS recebeu vantagens do PT. Nem o Datafolha consegue mais esconder os estragos na imagem de Lula.

A única explicação

De acordo com o Ibope, a expectativa dos brasileiros quanto à economia melhorou um pouco, embora continue negativa. Como a economia continua a encolher, a única explicação é que os brasileiros acreditam que Dilma será saída logo.

Basta definitivo

Aécio Neves defendeu a saída de Dilma Rousseff da Presidência do Brasil: "Essa crise tem um nome, ela se chama presidente Dilma Rousseff. Enquanto ela estiver governando o Brasil, nós não vamos retomar o processo de crescimento, de melhoria dos nossos indicadores sociais tão necessários para todos os brasileiro". O tucano também reforçou a necessidade de os brasileiros participarem das manifestações de 13 de março: "Com a presidente Dilma na presidência da República, não há caminhos para o Brasil. Por isso nós, na última semana, ao lado de todos os partidos de oposição, assumimos o nosso papel de estimular que as pessoas possam no próximo dia 13, e faço aqui também em Goiânia essa convocação, ir às ruas para dizer um basta definitivo a tudo o que vem acontecendo no Brasil". A forma mais rápida de conseguir isso, O Antagonista não cansa de repetir, é via processo de impeachment. Como disse o próprio Aécio, em março de 2015: “Nós não proibimos nem estamos proibidos de dizer a palavra 'impeachment'".

Nem os petistas

A festa de aniversário dos 36 anos do PT, no Rio de Janeiro, esperava reunir 4 mil petistas para ouvir Lula, Diogo Nogueira e da bateria da Portela. Após duas horas do início do evento, menos de mil pessoas ocupavam o local.

"A Lava Jato vai começar agora"

De um procurador de Brasília ouvido pelo Antagonista: "O sentimento é de que a Lava Jato vai começar agora. Os próximos meses serão muito mais intensos e delicados que os dois anos já passados".

A "carteirada" de Lula

Lula tenta evitar o depoimento no Ministério Público de São Paulo, mas deu explicações bisonhas sobre a compra do sítio de Atibaia no recurso protocolado ontem no Supremo. Lula acha que tem foro privilegiado, que não pode ser julgado em primeira instância como qualquer cidadão, muito menos prestar esclarecimentos a promotores de Justiça. O recurso de Lula é como uma carteirada no velho estilo "você sabe com quem está falando?" Resta saber se Rosa Weber vai se submeter ao coronel petista.