terça-feira, 1 de março de 2016

Para Emílio Odebrecht, colaborar é o caminho


Em uma reunião que se iniciou na noite de segunda-feira, dia da Operação Acarajé, e varou a madrugada, Emílio Odebrecht (à direita) debateu um cenário de delação premiada. Ao lado de presidentes de empresas do grupo, admitiu que a colaboração com a Justiça é o caminho. Mas admitiu que a empresa só dará este passo quando seu filho, Marcelo (à esquerda), concordar. Marcelo Odebrecht ainda resiste. (Por Lauro Jardim)

Deputado petista sinistro José Mentor diz que Youssef pagou dívida de André Vargas


O deputado federal José Mentor (PT-SP) admitiu, em depoimento prestado ao Supremo Tribunal Federal, que recebeu R$ 38 mil das mãos do doleiro Alberto Youssef como pagamento de uma dívida contraída pelo seu então colega no Congresso, André Vargas (ex-PT-PR). Mentor disse que, na ocasião, não reconheceu o doleiro, que posteriormente foi condenado na Lava Jato. Mentor se faz de anjinho, mas ele foi relator da CPI do Banestado (antigo Banco do Estado do Paraná, que comandou o escândalo das operações de envio de recursos para o Exterior por meio das chamadas contas CC5); ele recebeu o relatório das autoridades judiciais de Nova York, contendo milhares de nomes de correntistas e de seus depósitos nas famosas contas-mãe Beacon Hill, em termos de colaboração judicial; só ele teve acesso a aqueles arquivos, que não foram vistos pelos outros membros da CPI, e estão depositados até hoje no cofre-forte da Câmara dos Deputados, no subsolo do Congresso Nacional: ele sabe perfeitamente que o doleiro Alberto Youssef foi a grande estrela do caso Banestado, e foi condenado naquela época pelo juiz Sérgio Moro, tendo ganho a liberdade porque fez a delação premiada, que perdeu agora na Lava Jato, e por isso está preso. A quem o deputado federal petista José Mentor pensa que está enganando? O dinheiro emprestado a Vargas, segundo o deputado, saiu de uma "caixinha"que disse manter em seu gabinete, formada por recursos dele e de alguns de seus assessores, para "custear despesas da ação parlamentar cujo ressarcimento não é permitido pelas normas da verba indenizatória da Câmara". A versão de Mentor contradiz o depoimento de Youssef prestado em acordo de delação premiada fechado com a Operação Lava Jato. Quem você acha que merece mais confiança, Youssef ou Mentor? Em outubro de 2014, Youssef disse que entregara pessoalmente a Mentor, em janeiro ou fevereiro daquele ano, um total de R$ 380 mil em espécie, e não R$ 38 mil. O doleiro afirmou que esses recursos foram obtidos da Arbor – uma empresa da contadora de Youssef, Meire Pozza –, com a emissão de notas fiscais pela empresa IT7 Sistemas, "indicada" por Leon Vargas, irmão de André. Ainda segundo Youssef, o irmão do ex-deputado pediu a ele R$ 2 milhões, e parte dos quais foi entregue "em mãos" a Mentor em São Paulo. André Vargas viria a ser preso pela Operação Lava Jato em 2015. O depoimento de Youssef levou à instauração de um inquérito no Supremo, a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para investigar a conduta de Mentor,  figura mais sinistra do PT. O petista disse, em seu depoimento no inquérito, que havia emprestado R$ 40 mil ao colega André Vargas. Tempos depois, o ex-deputado teria telefonado para dizer que uma pessoa iria procurá-lo para quitar a dívida. No depoimento à Polícia Federal, Mentor confirmou que havia estado uma vez com Youssef, por volta de novembro de 2003. Na época o deputado era relator da CPI do Banestado, e o doleiro, um dos interrogados na investigação. O deputado, no entanto, disse que "não o reconheceu quando o viu pela segunda vez em seu escritório em 2014, assim como ele [doleiro] também não se apresentou". Mentor afirmou que não sabe o motivo da menção de Youssef aos R$ 380 mil, e não R$ 38 mil, mas "pode imaginar ser uma retaliação à atuação do declarante (Mentor) na CPI do Banestado".

Ex-companheira de Evo Morales usava gabinete para fazer negócios


Gabriela Zapata, ex-amante do ditador boliviano, o indio cocaleiro trotskista Evo Morales, detida por tráfico de influência, usou o gabinete destinado à primeira-dama para fazer negócios, com a ajuda de uma funcionária pública que foi detida nesta segunda-feira, informou o governo. Segundo o vice-presidente, o também trotskista Álvaro García, Zapata recebeu o apoio da diretora da Unidade de Gestão Social, Cristina Choque, que trabalha no gabinete historicamente utilizado pelas esposas dos presidentes. A partir do gabinete reservado à primeira-dama, Gabriela Zapata fez contato com empresários supostamente envolvendo obras públicas. O trotskista Alvaro García explicou que se investiga como tudo pode ter acontecido sem que o presidente fosse informado. O gabinete destinado à primeira-dama foi ocupado inicialmente pela irmã de Morales, em 2006, e depois passou a ser utilizado para trabalhos administrativos, já que o presidente é solteiro. Gabriela Zapata, que teve um filho há oito ou nove anos com o indio cocaleiro trotskista Evo Morales, foi gerente da empresa chinesa CAMC, que conquistou diversas obras junto ao governo boliviano. Segundo as investigações, Zapata teria enviado diversas cartas em nome do governo à entidades para conseguir contratos públicos. "Se Gabriela Zapata operava a partir do gabinete da Presidência, é preciso investigar o ministro" Juan Ramón Quintana, braço direito de Evo Morales, disse o deputado opositor Oscar Ortiz no Twitter. No final de semana passado, outros dois funcionários vinculados a Quintana foram detidos por seu envolvimento com Gabriela Zapata. Gabriela Zapata foi acusada formalmente dos crimes de legitimação de ganhos ilícitos, enriquecimento ilícito e tráfico de influência, na qualidade de gerente da empresa chinesa que se beneficiou de contratos milionários com o Estado. Gabriela permanece detida à espera de que um juiz instrua sua prisão formal. No começo do mês, o jornalista Carlos Valverde revelou que, há 10 anos, Gabriela teve um relacionamento com Morales, com quem teve um filho. Morales reconheceu que Gabriela foi sua companheira e que teve com ela um filho, que veio a falecer. Disse ainda que, em seguida, os dois encerraram o relacionamento. Na semana passada, uma tia de Zapata revelou que a criança não morreu e que está com oito ou nove anos.

A OAB, aparelhão do PT, pede cópias da Lava Jato

O jornal O Estado de S. Paulo informa: "O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil pediu ao juiz Sérgio Moro acesso às investigações da 23ª fase da Lava Jato, que levou à prisão o marqueteiro João Santana, para analisar a viabilidade do impeachment da presidente, em pauta na Câmara dos Deputados desde o ano passado". A OAB, há anos, é um mero aparelhão do PT, que só se presta para iniciativas inseridas nas estratégias petistas e do Foro de São. Paulo. Com quase toda certeza o juiz Sérgio Moro já sabe disso tudo, mas nunca é demais avisá-lo novamente sobre o caráter de petistas.