sexta-feira, 4 de março de 2016

Novo pressidente da OAB, Claudio Lamachia, defende operação da Policia Federal contra Lula: “Ninguém está acima da lei”

O novo presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o gaúcho Claudio Lamachia, defendeu nesta sexta-feira, a nova fase da Operação Lava Jato, que teve como alvo o ex-presidente Lula. Para ele, não há "problema algum" na condução coercitiva do petista para depor. A OAB tem sido um aparelhão do PT. "Nós vivemos em um Estado Democrático de Direito e as nossas normas devem ser cumpridas por qualquer pessoa. Nenhum cidadão brasileiro deve estar isento de responder pelos seus atos se cometeu algum ato ilícito", disse Lamachia. Ele deu as declarações ao chegar ao Supremo Tribunal Federal, onde protocolou um pedido para ter acesso à delação premiada do senador Delcídio Amaral (PT-MS). Para o presidente da OAB, se ficar comprovado que a presidente Dilma Rousseff atuou sobre o Poder Judiciário para interferir na Operação Lava Jato, a OAB poderá entrar com um novo pedido de impeachment contra a petista. "É realmente gravíssimo tudo isso que está acontecendo. Se confirmados esses fatos, nós estamos diante de um atentado às nossas instituições", disse Claudio Lamachia.

Sérgio Moro negou a prisão de Paulo Okamoto..... por enquanto

O Ministério Público Federal pediu a prisão preventiva de três pessoas no âmbito das operações de hoje da Lava Jato. Um dos visados foi Paulo Okamoto, presidente do Instituto Lula. O juiz Sérgio Moro não quis prender Okamoto. Por enquanto.

Dilma foi à TV para defender Lula e atacar as instituições da República, não disse nada mais, não tem o que dizer

Em um pronunciamento de pouco mais de cinco minutos, a presidente petista Dilma Roussef, visivelmente sob efeito de calmante, praticamente não se referiu à "prisão" de Lula, ao contrário do que se esperava,mas centrou todo o discurso na contestação a algumas das delações do senador Delcídio Amaral. Ela fez isto com dois dias de atraso. Sobre Lula, Dilma apenas reclamou do tratamento dado ao ex-presidente pela Justiça Federal. Cercada pelos ministros petistas José Eduardo Cardozo e Jaques Wagner, a presidente centrou seu discurso no combate às denúncias feitas por Delcídio Amaral em relação à compra fraudulenta da refinaria de Pasadena e à obstrução das investigações e julgamentos da Lava Jato. A presidente não aduziu fato novo algum, limitando-se a repetir as explicações inaceitáveis de sempre. Dilma usou dois teleprompters para não errar o discurso. 

TRF1 manda a petista Dilma destituir o seu novo ministro da Justiça, Wellington Silva


O Tribunal Regional Federal 1, de Brasília, acaba de conceder liminar à ação popular ajuizada pelo DEM e com isto derrubou o novo ministro da Justiça de Dilma. Wellington César Lima e Silva é procurador no exercício da atividade e diante disto não pode ser ministro. O autor da ação é o deputado federal Mendonça Filho. O advogado Adão Paiani, que é um dos membros do grupo de advogados do DEM, disse que a ação foi ajuizada contra Dilma. Dilma Roussef perdeu dois ministros da Justiça em 24 horas.

OAS pagou R$ 1,1 milhão para transportar e alojar mudança de Lula


A Receita Federal constatou que a mudança de Lula foi abrigada em oito contêineres, sendo dividida em três partes: Sítio de Atibaia, Triplex do Guarujá, depósito da própria transportadora. A OAS pagou tudo. Em janeiro, ordem assinada por Paulo Okamoto garantiu a retirada dos contêineres alojados na transportadora, sendo que tudo foi conduzido para o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, onde foram encontrados hoje pela Polícia Federal. A OAS pagou R$ 1,1 milhão pelo depósito da encomenda na transportadora. A Polícia Federal encontrou, nesta sexta-feira, em um galpão contíguo à sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, parte do acervo da Presidência da República na gestão Lula. A Polícia Federal foi ao local para inventariar as peças, que serão apreendidas. A defesa de Lula havia informado à Justiça que todo o acervo estava armazenado no Sítio Santa Bárbara, em Atibaia. A coleção de presentes recebidos pelo ex-presidente Lula durante seus dois mandatos foi transportada de Brasília para São Paulo no final do seu governo. Nas últimas semanas, porém, a Polícia Federal descobriu que parte importante do acervo estava armazenada em oito guarda-volumes que foram pagos pela construtora OAS, ao custo de 1,3 milhão de reais, ao longo de cinco anos. Durante as operações de busca e apreensão realizadas hoje, constatou-se que, de fato, o acervo não estava no sítio. As peças apreendidas na manhã desta sexta-feira no depósito do sindicato somam-se a parte do acervo que já havia sido encontrada pela Polícia Federal nos guarda-volumes pagos pela OAS.

Discurso de Lula segue organizado e perigoso. Atenção para a metáfora da serpente

Nunca antes na história deste país, com absoluta certeza, houve um brasileiro tão, vamos dizer assim, paparicado por empreiteiras. Esses mimos, vimos todos, eram praticados pelas mesmas empresas que participaram de uma organização criminosa como nunca se viu. Ainda assim, Lula busca a legitimidade do oprimido

Por Reinaldo Azevedo - Lula fez há pouco um pronunciamento em que anunciou a sua candidatura à Presidência da República em 2018. Fez mais do que isso: convocou seus milicianos e anunciou literalmente o que chamou de “recomeço”. Como discurso, é uma peça, em si, organizada, com começo, meio e fim, como costumam ser as falas de Lula — por mais absurdas que possam se mostrar quando confrontadas com a realidade. À diferença de Dilma, ele tem uma cabeça que obedece a uma hierarquia. O que se viu ali foi a postura passivo-agressiva que marca a sua história. Fala sempre a partir de um lugar: o do oprimido. Como oprimido não é e como é o dono da fala, então pretende se colocar como o porta-voz dos oprimidos. Sendo, como é, um orador muito competente no gênero, seu discurso mantém o poder encantatório. Começou pedindo desculpas à mulher, aos filhos, aos companheiros, lembrando, numa oração intercalada, que Marisa era empregada doméstica aos 11 anos. A mesma Marisa que apareceria mais adiante, em sua fala, pondo flores num decanter, porque, afinal, tal peça é coisa de ricos instruídos. E ela é apenas a ex-empregada que pisa nos palácios. Nunca antes na história deste país, com absoluta certeza, houve um brasileiro tão, vamos dizer assim, paparicado por empreiteiras. Esses mimos, vimos todos, eram praticados pelas mesmas empresas que participaram de uma organização criminosa como nunca se viu. Ainda assim, Lula busca a legitimidade do oprimido. Mas não de um oprimido qualquer. Ele é o homem do povo, ao qual ele se dirige, que conseguiu superar as barreiras. É a vertente messiânica do seu discurso. Todo Messias tem de convencer o seu público de que “esteve lá” — seja esse “lá” onde for — em nome de todos. Ou, se quiserem recuar mais no tempo, Moisés teve de convencer seu povo que Deus o havia escolhido para passar as leis eternas, gravadas na pedra. É claro que o messianismo de Lula conta uma história mundana do futuro. Ele quer que seu povo vibre por ele ter tomado vinho por eles, comido caviar por eles, pisado nos palácios por eles. Na cabeça de Lula, se ele chegou lá, então todos chegaram. Fez a cabeça de milhões assim. Conseguirá reunir seu exército de crentes? Já vimos esse Lula em ação. Quando as agências de classificação de risco promoveram o Brasil a grau de investimento, disse o então presidente: “E quis Deus que fosse exatamente nesse momento que um presidente de sorte assumisse a presidência da República. E Deus queira que o Brasil nunca mais eleja um presidente que não tenha sorte”. Sim, havia certa ironia na fala, dirigida àqueles que afirmavam que ele era sortudo, não competente. Lula absorveu a crítica e transformou a “sorte” que lhe atribuíam numa boa sina.
Imprensa
Lula está indignado com a Justiça e com o Ministério Público, sim; acusou a suposta desnecessidade da operação; ele se disse magoado; ferido na sua dignidade, mas, num dado momento, observou que tais entes são vítimas de uma força maligna: a imprensa. Citou nominalmente a Globo, a VEJA e a Época, deixando, claro, adicionalmente, que nada tinha contra os jornalistas. No seu discurso, só está sendo investigado porque os donos de sempre do Brasil — e nem parecia que ele estava ali por causa de sua relação promíscua com empreiteiras — estavam reagindo aos milagres, ele usou essa palavra, que ele promoveu no país. Citou ao menos cinco. E o primeiro, notou, foi ter sobrevivido. Lula deixou claro, e isso é mesmo verdade, que estava preparado para essa ação. Decidiu jogar no tudo ou nada. Via o seu partido um tanto letárgico. Precisava de um elemento forte o bastante que reacendesse a militância. E agora ele tem. Vai funcionar? Vamos ver. No encerramento, disse uma frase emblemática: se querem matar a jararaca, tem de bater é na cabeça, não no rabo. Por isso só a deixa mais brava. Notem que ele não respondeu a uma única das acusações ou suspeitas que há contra ele. Ao contrário até. Ele as tratou como caricatura. A sorte está lançada.

Lula continua um irresponsável

Desde quando a Operação Lava Jato se aproximou do partido, Lula, ao contrário do que diz, fugiu de todas as respostas. Preferiu excitar a sua turba contra a investigação, denunciando uma suposta conspiração, abusando, uma vez mais, de sua tradicional irresponsabilidade, a opor permanentemente um certo “nós” a “eles”

Por Reinaldo Azevedo - Luiz Inácio Lula da Silva se acostumou a falar as maiores barbaridades sem que isso tivesse muitas consequências práticas, além da contínua degradação da civilidade política, da convivência entre divergentes, da normalidade democrática. Não é verdade que, ao longo destes quase 14 anos de poder, o partido tenha se comportado nos limites aceitáveis de um regime democrático. Ao contrário. De forma deliberada, contínua, organizada, assistimos ao crescente aparelhamento do Estado, à demonização da divergência, às tentativas de deslegitimar a oposição, à indústria de denúncias e difamação em que se transformou o partido, especialmente em campanhas eleitorais. Às vezes, a gente se esquece deste aspecto: o PT se especializou em montar dossiês contra adversários, recorrendo, inclusive, aos préstimos de militantes seus enfronhados em estruturas do Estado. Muito bem! Lula Não está imune à investigação. É um cidadão, como qualquer outro, no que respeita às obrigações e direitos essenciais. Vive as circunstâncias privilegiadas de quem foi presidente da República, mas isso não o torna imune à lei. Que seu partido tenha se comportado, ao longo desses anos, como organização criminosa, isso já não é juízo de valor, mas um fato evidenciado pelas investigações da Lava Jato. Que ele próprio, mesmo com homem comum, viva uma vida nada ortodoxa, idem. Desde quando a Operação Lava Jato se aproximou do partido, Lula, ao contrário do que diz, fugiu de todas as respostas. Preferiu excitar a sua turba contra a investigação, denunciando uma suposta conspiração, abusando, uma vez mais, de sua tradicional irresponsabilidade, a opor permanentemente um certo “nós” a “eles”. O “nós” dele são os petistas, fonte original de todo bem da terra e da honestidade acima de qualquer suspeita. “Eles” são todos aqueles que não são petistas. Ah, estes são a fonte do mal. Na fórmula pervertida de Lula, os petistas são sempre inocentes, mesmo quando culpados. E os adversários são sempre culpados, mesmo quando são inocentes. Infelizmente, a fórmula se mostrou politicamente eficaz para eles enquanto a economia, ainda que caminhando no trilho errado, crescia a um índice satisfatório. Mas parte daquele crescimento se dava à custa de medidas que iam sendo postergadas. O lulo-petismo trocou o planejamento do futuro pela farra do presente. E o país chegou ao ponto em que está hoje. É evidente que Lula deveria ter caído em 2005, quando vieram à luz os crimes do mensalão. Mas justamente a economia e certa letargia da oposição — além da ausência de uma sociedade organizada — permitiram que ele fosse ficando por aí. A Operação Lava Jato coincidiu com a derrocada do modelo econômico. E chegamos à situação atual. Sim, Lula segue sendo o irresponsável de sempre. O pronunciamento feito há pouco (farei outro post a respeito) trouxe de volta o “pobre orgulhoso”, o ressentido terno, o ignorante que brilha no salão das elites, o homem que não sabe a diferença entre um decanter e um vaso, mas que dá aula aos doutores. Lula decidiu partir para o pau. É a sociedade civil que vai dizer até onde ele consegue chegar.

Juiz Sérgio Moro determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Lula


O ex-presidente Lula teve os sigilos bancários e fiscal quebrados por ordem do juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba. Além de sua empresa de palestras, a LILS, e do Instituto Lula, a quebra de sigilo atinge o ex-presidente como pessoa física, de acordo com investigadores do caso. A Receita Federal vasculhou dados fiscais do petista dos últimos cinco anos. O objetivo das quebras foi o de cruzar as informações com os indícios de que Lula foi beneficiado ilegalmente por empreiteiras envolvidas no esquema de corrupção da Petrobras. A investigação de pagamentos revelou, por exemplo, que o Instituto Lula transferiu cerca de R$ 1,1 milhão para as empresas G4 e a Flexbr –empresas pertencentes aos filhos do petista. Para a Procuradoria, os pagamentos não têm razão aparente. Na entrevista coletiva em Curitiba, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima se recusou a responder sobre a abrangência da quebra dos sigilos do ex-presidente. No final de semana, o próprio Lula disse em discurso no ato de comemoração do aniversário do PT que tinha a informação de que teve os sigilos quebrados. A Polícia Federal abriu inquérito para investigar o vazamento de informações relativas à operação.

Petistas perdem o resto de compostura e correm ao Aeroporto de Congonhas para apoiar Lula, que depõe á Polícia Federal


Toda a bancada do PT na Assembléia Legislativa de São Paulo está a caminho do Aeroporto de Congonhas, para prestar solidariedade a Lula. O deputado federal petista Paulo Pimenta, especialista em mergulhar dentro de carro de investigado em CPI na garagem do Congresso Nacional (como mergulhou dentro do carro do publicitário mineiro Marcos Valério), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, também viaja em instantes a São Paulo para ir ao encontro de Lula, que depõe na Polícia Federal. Vai engrossar o coro de que se trata de um "golpe". É uma gritante demonstração do caráter do atual Congresso Nacional. 

Cantareira tem a maior alta do nível desde o início da crise da água

Com chuvas sobre os seis mananciais de abastecimento da capital paulista e da região metropolitana de São Paulo, todos eles registraram aumento do nível de água armazenada nesta sexta-feira, 4, segundo dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). O principal deles, o Sistema Cantareira, opera com 56% da capacidade, alta de 1,4 ponto porcentual em relação a esta quinta-feira, 3. É a maior elevação desde o início da crise hídrica, em janeiro de 2014. Esses porcentuais do Cantareira, tradicionalmente divulgados pela companhia, consideram a reserva profunda como se fosse volume útil do sistema. 


Já é a 18ª alta consecutiva do manancial. A última queda do nível do Cantareira foi no dia 22 de outubro, quando o volume de água represada desceu de 15,7% para 15,6%. Em fevereiro, o sistema avançou 7,6 pontos porcentuais. Nas últimas 24 horas, choveu sobre a região do Cantareira 27,8 mm. Nos quatro primeiros dias de março a precipitação acumulada soma 76,7 mm. Se mantiver o ritmo de chuvas, o sistema deve superar a média histórica para o mês, de 178 mm. Segundo o índice que calcula a reserva profunda como volume negativo, o nível do manancial também avançou 1,4 ponto porcentual e passou de 25,3% para 26,7%. Já o terceiro índice, que era de 42,2% nesta quinta-feira, atingiu 43,3%. Usado para socorrer o Cantareira durante a crise, o Guarapiranga teve alta de 2 pontos porcentuais nesta sexta-feira e passou de 84,7% para 86,7%. Por sua vez, o nível do Alto Tietê subiu de 36,8% para 37,6%, elevação de 0,8 ponto porcentual. Os índices consideram o volume morto acrescentado em 2014. Já os Sistemas Rio Grande e Rio Claro registraram aumento de 0,5 e 0,4 ponto porcentual, respectivamente, e operam com 94,3% e 94,9% da capacidade. Após um temporal de 76 mm, o nível do Alto Cotia avançou 3,7 ponto porcentual e subiu de 101,8% para 105,5% da capacidade.

Lava Jato identificou mobilização e vazamentos para prejudicar depoimento de Lula


A força-tarefa da Operação Lava Jato identificou mobilização para dificultar as buscas e apreensões da Operação Aletheia, 24ª fase da Lava Jato, que levou nesta sexta-feira, 4, o ex-presidente Lula para depor coercitivamente. Ele é suspeito de ser um dos líderes do esquema de corrupção na Petrobrás e de ter recebido dinheiro de propina em forma de reformas e aquisições de imóveis. “Há indicativos de vazamentos e foram prejudiciais. Quem tiver obstruindo as apurações serão processados”, afirmou o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima. O delegado federal Igor Romário de Paula afirmou que foram identificadas movimentações para mobilizar pessoas para impedir as operações. Por isso, o ex-presidente foi levado para ser ouvido no Aeroporto de Congonhas, onde está sendo ouvido desde as 8 horas. Houve também o vazamento de informações sobre a quebra dos sigilos bancários e fiscal de Lula e de sua família. “Foi aberta uma investigação para apurar esses fatos”, disse o delegado. A Operação Aletheia deflagrada na manhã desta sexta-feira e os mandados estão sendo cumpridos em endereços do ex-presidente Lula, de seus filhos e no Instituto Lula. A Operação foi batizada de Aletheia em referência a expressão grega que significa busca da verdade. Cerca de 200 policiais estão nas ruas e 30 auditores da Receita para cumprir 44 ordens judiciais, entre elas 33 mandados de busca e apreensão e 11 de condução coercitiva em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. São investigados crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, entre outros praticados por diversas pessoas no contexto do esquema criminoso revelado pela Lava Jato que envolve pagamento de propina por grandes empreiteiras em troca de obras na Petrobrás a partidos políticos. “É apenas mais uma operação. Não temos nenhuma motivação política”, afirmou o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima. “Há polarização nas ruas era previsível. Tínhamos evidencias que pessoas ligadas ao PT estavam organizando atos".

Líder do PT fala que ação contra Lula é "política", "ilegal" e "golpista"


O líder do PT na Câmara dos Deputados, Afonso Florence (BA), afirmou em entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira (4) que a ação da Operação Lava Jato contra o ex-presidente Lula é "ilegal, "política" e "golpista". Segundo ele, os pobres do Brasil vão defender o petista. "Essa ação confirma que se trata de uma operação política e ilegal, atacando o presidente Lula, o PT e principalmente as conquistas populares do último período", afirmou Florence. O petista disse que as bases do partido e movimentos sociais estão sendo convocadas para montar uma vigília e fazer manifestações de apoio ao ex-presidente em todo o País.  É o PT tentando transformar Lula em um Getúlio Vargas.  "O presidente Lula sucessivas vezes prestou depoimento. A busca de pistas são malogradas, não existe pista e sobretudo prova contra o ex-presidente. A Lava Jato é ilegal e está com conotação política há muito tempo. Eles não estão agindo com serenidade, estão colocando gasolina na fogueira", acrescentou. Segundo Florence, os "pobres do Brasil" vão sair em defesa de Lula. E disse que a operação foi combinada para coincidir com a divulgação da informação de que o ex-líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (PT-MS), negocia delação premiada com a força tarefa da Lava Jato. "Essa operação vir logo após suposto depoimento e delação que não está homologada, mais uma vez evidencia a concatenação entre a natureza política e a ação ilegal da Lava Jato com a articulação golpista contra as conquistas do povo brasileiro, o PT e a imagem do presidente Lula. Os pobres do Brasil vão o defender". Florence ressaltou considerar que as investigações sobre Lula nada têm a ver com o governo Dilma – que, segundo ele, chefia um governo com investigações isentas, à exceção da Lava Jato. O líder da bancada do DEM, Pauderney Avelino (AM), afirmou que a situação é preocupante, que causa vergonha ao País, e que o PT não pode acusar a oposição de responsabilidade sobre o que está acontecendo. "A condução coercitiva do presidente Lula não é uma obra da oposição. Ela foi solicitada pelo Ministério Público ainda em fevereiro. Então entendemos que o Estado democrático de direito tem e deve continuar funcionando no nosso País, mesmo que seja para um ex-presidente da República. Lamentamos que um ex-presidente da República esteja nessa situação, mas nem ele está acima da lei". O líder da bancada do PPS, Rubens Bueno (PR), afirmou que "a operação Lava Jato chegou nos chefões". "A organização criminosa que o PT montou, de forma sofisticada, para atuar na política, começa a cair por terra", disse ele.

Ministério Público Federal afirma que Lula enriqueceu às custas do esquema corrupto do Petrolão do PT


Alvo preferencial da 24ª fase da Operação Lava Jato, o ex-presidente Lula enriqueceu às custas dos crimes investigados no petrolão e teve sua campanha política abastecida com dinheiro sujo. A conclusão é do Ministério Público Federal, que investiga o petista por suspeitas de que ele tenha recebido vantagens indevidas durante o período de oito anos em que ficou à frente do Palácio do Planalto - inclusive do propinoduto instalado na Petrobras. "Há evidências de que o ex­-presidente Lula recebeu valores oriundos do esquema Petrobras por meio da destinação e reforma de um apartamento triplex e de um sítio em Atibaia, da entrega de móveis de luxo nos dois imóveis e da armazenagem de bens por transportadora", informou a força-tarefa da Lava Jato. As investigações conduzidas pela força-tarefa da Lava Jato e pela Polícia Federal mostram que "surgiram evidências de que os crimes o enriqueceram e financiaram campanhas eleitorais e o caixa de sua agremiação política" e que existem repasses a Lula - um deles de pelo menos 1 milhão de reais feito pela OAS - "sem aparente justificativa econômica lícita". O dinheiro, aponta a investigação, foi utilizado em reformas e imóveis de luxo como o tríplex 164-A do Condomínio Solaris, no Guarujá. Em janeiro, documento assinado pela delegada federal Erika Marena já elencava o tríplex do ex-presidente Lula no condomínio Solaris como um dos imóveis que indicam "alto grau de suspeita" quanto à real titularidade. Em um organograma organizado pelos policiais, a unidade residencial é registrada como de propriedade da OAS, investigada por integrar o Clube do Bilhão de empreiteiras e que já teve seus executivos, incluindo o ex-presidente Leo Pinheiro, condenados na Lava Jato pelo juiz Sergio Moro. Mas os indícios apontam que o imóvel, é, sim, do ex-presidente petista. "Embora o ex-presidente tenha alegado que o apartamento não é seu, por estar em nome da empreiteira, várias provas dizem o contrário, como depoimentos de zelador, porteira, síndico, dois engenheiros da OAS, bem como dirigentes e empregado da empresa contratada para a reforma, os quais apontam o envolvimento de seu núcleo familiar em visitas e tratativas sobre a reforma do apartamento", diz o Ministério Público. Conforme os investigadores, existem evidências de que a empreiteira OAS tenha desembolsado mais de 750.000 reais para reformar o tríplex de Lula no Guarujá, além de ter quitado despesas de mais de 320.000 reais em móveis de luxo para a cozinha e para os quartos do imóvel. "A suspeita é de que a reforma e os móveis constituem propinas decorrentes do favorecimento ilícito da OAS no esquema da Petrobras", diz o Ministério Público. Além das suspeitas que recaem contra Lula, argumentam os procuradores da Lava Jato, "há fortes evidências de que outros líderes e integrantes do Partido dos Trabalhadores foram agraciados com propinas decorrentes de contratos da Petrobras". Entre eles, o ex-homem-forte do governo petista, José Dirceu.

Estadão revela, OAS pagou depósito de móveis de Lula durante cinco anos, ao custo de R$ 1,2 milhão

O jornal O Estado de S. Paulo informa que “a OAS pagou durante cinco anos pelo aluguel de oito guarda-móveis usados para armazenar parte da mudança de Lula quando ele deixou o Palácio do Planalto. No período, a empreiteira teria desembolsado cerca de R$ 1,2 milhão pelos contêineres, ao custo mensal de R$ 20 mil”. Ou seja, cada vez mais provas se acumulam contra Lula, a indicar que ele sempre foi o grande líder da ORCRIM que produziu o Petrolão do PT. 

Ministério Público Federal diz que crimes enriqueceram Lula e financiaram campanhas eleitorais


Alvo preferencial da 24ª fase da Operação Lava Jato, o ex-presidente petista Lula enriqueceu às custas dos crimes investigados no Petrolão do PT e teve sua campanha política abastecida com dinheiro sujo. A conclusão é do Ministério Público Federal, que investiga o petista por suspeitas de que ele tenha recebido vantagens indevidas durante o período de oito anos em que ficou à frente do Palácio do Planalto - inclusive do propinoduto instalado na Petrobras. "Há evidências de que o ex­-presidente Lula recebeu valores oriundos do esquema Petrobras por meio da destinação e reforma de um apartamento triplex e de um sítio em Atibaia, da entrega de móveis de luxo nos dois imóveis e da armazenagem de bens por transportadora", informou a força-tarefa da Lava Jato. As investigações conduzidas pela força-tarefa da Lava Jato e pela Polícia Federal mostram que "surgiram evidências de que os crimes o enriqueceram e financiaram campanhas eleitorais e o caixa de sua agremiação política" e que existem repasses a Lula - um deles de pelo menos 1 milhão de reais feito pela OAS - "sem aparente justificativa econômica lícita". O dinheiro, aponta a investigação, foi utilizado em reformas e imóveis de luxo como o tríplex 164-A do Condomínio Solaris, no Guarujá. Em janeiro, documento assinado pela delegada da Polícia Federal Erika Marena já elencava o tríplex do ex-presidente Lula no condomínio Solaris como um dos imóveis que indicam "alto grau de suspeita" quanto à real titularidade. Em um organograma organizado pelos policiais, a unidade residencial é registrada como de propriedade da OAS, investigada por integrar o Clube do Bilhão de empreiteiras e que já teve seus executivos, incluindo o ex-presidente Leo Pinheiro, condenados na Lava Jato pelo juiz Sergio Moro. Mas os indícios apontam que o imóvel é, sim, do ex-presidente petista. "Embora o ex-presidente tenha alegado que o apartamento não é seu, por estar em nome da empreiteira, várias provas dizem o contrário, como depoimentos de zelador, porteira, síndico, dois engenheiros da OAS, bem como dirigentes e empregado da empresa contratada para a reforma, os quais apontam o envolvimento de seu núcleo familiar em visitas e tratativas sobre a reforma do apartamento", diz o Ministério Público Federal. Conforme os investigadores, existem evidências de que a empreiteira OAS tenha desembolsado mais de 750.000 reais para reformar o tríplex de Lula no Guarujá, além de ter quitado despesas de mais de 320.000 reais em móveis de luxo para a cozinha e para os quartos do imóvel. "A suspeita é de que a reforma e os móveis constituem propinas decorrentes do favorecimento ilícito da OAS no esquema da Petrobras", diz o Ministério Público Federal. Além das suspeitas que recaem contra Lula, argumentam os procuradores da Lava Jato, "há fortes evidências de que outros líderes e integrantes do Partido dos Trabalhadores foram agraciados com propinas decorrentes de contratos da Petrobras". Entre eles, o ex-homem-forte do governo petista, José Dirceu.

Dilma chama Delcídio de “filho da p”, mas isso não é argumento; ela sabe que, comprovada a acusação, pode ir para a cadeia

Polícia Federal e Ministério Público Federal terão de apurar se Delcídio fala a verdade ou mente ainda que Zavascki venha a rejeitar os benefícios da delação. As duas coisas estão ligadas, mas uma não depende da outra. Homologar ou não a colaboração é coisa que só diz respeito a Delcídio. Investigar se suas acusações são procedentes é coisa que diz respeito ao país

Por Reinaldo Azevedo - Quando a presidente Dilma ficou sabendo do teor da reportagem da revista IstoÉ, que trazia o conteúdo da delação do senador Delcídio do Amaral, fez algo de seu costume quando contrariada: soltou um palavrão. “Esse filho da p…”, teria dito, segundo informa a Folha. Ocorre que “filho da p…” não é argumento. Foi preciso emitir depois uma nota. Seu chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, também falou. Nem um nem outro se ocuparam de negar as acusações tenebrosas do senador. Preferiram ficar na periferia do legalismo: o vazamento é criminoso e seletivo; agora a delação não vale mais (como se isso fosse problema do governo), é preciso respeitar a presunção de inocência etc. Parecia tratar-se de uma tertúlia jurídica. Um pouco antes, José Eduardo Cardozo, nomeado advogado-Geral da União, tinha dado uma violenta entrevista contra Delcídio, acusando-o de contar mentiras. Não só isso: sugeriu que o senador chantageava o governo. Pois é… Com quais armas, não é mesmo?  Em seguida, o tom beligerante mudou para o legalismo aborrecido. Dilma sabe o que a aguarda. Homologada ou não, as denúncias terão de ser investigadas. Mas duvido um pouco que Teori Zavascki, relator do petrolão, vá recusar. Faria pesar sobre o tribunal tal sombra de suspeita que a rejeição seria o atalho mais curto para a desmoralização. Insisto: Polícia Federal e Ministério Público Federal terão de apurar se Delcídio fala a verdade ou mente ainda que Zavascki venha a rejeitar os benefícios da delação. As duas coisas estão ligadas, mas uma não depende da outra. Homologar ou não a colaboração é coisa que só diz respeito a Delcídio. Investigar se suas acusações são procedentes é coisa que diz respeito ao país. E por que Delcídio e seu advogado divulgaram uma estranha nota afirmando que não reconhecem o documento que veio à luz como a delação do senador? Tudo indica que o vazamento se deu mesmo ao arrepio do próprio autor das acusações, em circunstâncias que envolvem até certa picardia. Mas não vou entrar nessa conversa. O fato é que a fala de Delcídio é de tal sorte grave que, a ser tudo verdade, Lula e Dilma acabarão na cadeia. Entre outras acusações, pesa contra a dupla obstrução da Justiça e manipulação de CPI. Contra o Poderoso Chefão, há ainda acusações de pagamento de chantagem e de suborno. Dilma, por sua vez, afirma o senador, conhecia os detalhes da desastrada operação da compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras. O que se viu nesta quinta-feira foi um governo completamente aturdido, sem saber a que coisa ou a quem apelar. É claro que não pode continuar aí a nos infernizar por mais três anos.

Dilma e Lula falharam no esforço de intimidar a Polícia Federal; ex-presidente é levado para Curitiba

“Aletheia”, em grego, quer dizer “verdade”, mas no sentido de desvelamento, de revelação. Precisamente, a palavra quer dizer “não” (a) “esquecimento” (lethe). Ao todo, o juiz Sérgio Moro expediu 44 mandados, sendo 33 de busca e apreensão e 11 de condução coercitiva

Por Reinaldo Azevedo - O PT, Lula e a presidente Dilma Rousseff resolveram pagar para ver e estão vendo. Neste momento, a Polícia Federal cumpre mandado de busca e apreensão em todos os endereços de Lula e no apartamento de Fábio Luiz da Silva, o Lulinha, em Moema. O ex-presidente também era alvo de um mandado de condução coercitiva. Foi levado para depor em Curitiba. O habeas corpus preventivo obtido por seus advogados valia apenas para São Paulo. É a 24ª fase da Operação Lava Jato, batizada de “Aletheia”, que investiga crimes de corrupção e lavagem de dinheiro relacionados à Petrobras. Ao todo, estão em diligência 200 policiais federais e 30 agentes da Receita. “Aletheia”, em grego, quer dizer “verdade”, mas no sentido de desvelamento, de revelação. Precisamente, a palavra quer dizer “não” (a) “esquecimento” (lethe). Ao todo, o juiz Sergio Moro expediu 44 mandados, sendo 33 de busca e apreensão e 11 de condução coercitiva. Agentes da Polícia Federal estão no dúplex de Lula, em São Bernardo; no Instituto Lula; no sítio Santa Bárbara, em Atibaia, e no tríplex do Guarujá. O chefão petista e seus sequazes não contavam com isso nem nos seus piores pesadelos. O ex-presidente e os milicianos do PT achavam que poderiam intimidar a força-tarefa com um “não toquem em Lula”. Não deu certo. A operação ocorre um dia depois da posse do novo ministro inconstitucional da Justiça, Wellington César, escolhido a dedo por Jaques Wagner, ao arrepio da legalidade. José Eduardo Cardozo, hoje na Advocacia-Geral da União e antigo titular da pasta, admitiu que recebia pressão dos petistas. É claro que a troca de guarda no Ministério da Justiça soou aos policiais federais como a evidência de que eles estavam na mira. O governo fez um esforço enorme para que todos achassem isso. Pois é… A Polícia Federal está deixando claro que o tiro pode ter saído pela culatra. Não estou dizendo que se trata de uma retaliação — até porque essa “visita” deveria ter sido feita muito antes. Mas é evidente que se trata de uma prova de independência e de altanaria. 
Na sua delação, não custa lembrar o que Delcídio falou de Lula:
Lula mandou pagar Cerveró
O senador petista relatou que o ex-presidente Lula comandou o esquema do pagamento de uma mesada ao ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, para tentar evitar sua delação premiada. Lula não queria que o ex-diretor da estatal mencionasse o nome do pecuarista José Carlos Bumlai, seu amigão, na compra de sondas superfaturadas feitas pela petroleira. Lula comprou o silêncio de Marcos Valério
Segundo Delcídio, o ex-presidente autorizou o pagamento de R$ 220 milhões de reais a Marcos Valério para que o publicitário ficasse calado em seu depoimento à CPI dos Correios. O senador petista conta que ele próprio e Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, ficaram responsáveis por tratar com Valério. Sem sucesso, quem assumiu as negociações foi Antonio Palocci, então ministro da Fazenda.
Exclusão de Lula e Lulinha da CPI dos Correios evitou o impeachment
De acordo com Delcídio, que presidiu a comissão, Lula escapou do impeachment por uma manobra governista. Por meio de uma votação “duvidosa”, a CPI deixou de fora os nomes de Lula e de seu filho Fábio Lula da Silva (o Lulinha), do relatório final.
Lula pressiona CPI do Carf para proteger a família
Delcídio contou também que, mais recentemente, a grande preocupação de Lula é a CPI do Carf, que, além de atingi-lo, pode levar à cadeia seu filho caçula, Luís Cláudio da Silva. Segundo o senador petista, “por várias vezes, Lula solicitou a ele que agisse para evitar a convocação do casal Mauro Marcondes e Cristina Mautoni para depor. O escritório de lobby da dupla pagou R$ 2,4 milhões à empresa de Luís Cláudio por um suposto projeto de marketing esportivo.
Encerro
As milícias petistas prometeram reagir se tocassem em Lula. Pois é… Além de nada — e de vociferar nas redes sociais —, vão fazer o quê?

Dirigentes do PT, a ORCRIM, convocam reunião de emergência em São Paulo


Dirigentes do PT fazem uma reunião de emergência nesta sexta-feira (4) em São Paulo para discutir reações à operação da Polícia Federal que teve como alvo o ex-presidente Lula, maior líder do partido. Dirigentes do Instituto Lula se concentram no PT e estão convocando militantes, parlamentares e movimentos sociais para um ato na porta do diretório nacional do partido. Há expectativa de que o próprio Lula vá para o PT após seu depoimento. Para dirigentes da sigla, a Operação Aletheia criou um "espetáculo sem necessidade", com "agentes armados até os dentes" na porta do prédio de Lula. Os petistas lembram que o ex-presidente já prestou depoimentos outras vezes quando foi chamado e dizem que não havia necessidade da condução coercitiva. O partido deve discutir a realização de atos de rua em resposta à operação. A avaliação inicial é que a operação é também uma reação ao discurso de Lula do último fim de semana, quando ele se voltou contra as investigações no aniversário do PT. Veem na ação, ainda, uma tentativa de a Polícia Federal reafirmar sua autoridade depois da substituição de José Eduardo Cardozo no Ministério da Justiça por Wellington Lima, nome indicado por Jaques Wagner (Casa Civil). O partido fez sua convocação na rede social. "Twitter oficial do Pt: #lulapresopolitico não podemos deixar barato. Precisamos todos reagir. Agora!" Já o presidente estadual do PT, Emidio de Souza, convocou petistas pelo mailing do partido. Ele recomendou que os militantes cancelassem suas agendas.

"Ingressos e saídas" de valores do Instituto Lula e da LILS são alvo da Lava Jato


O Ministério Público Federal afirma que "ingressos e saídas" de valores do Instituto Lula e da LILS Palestras, ligadas ao ex-presidente Lula, são alvos da Operação Aletheia, ápice da Lava Jato. Segundo a Procuradoria da República, foram realizados ‘pagamentos vultosos’ de empreiteiras envolvidas no esquema Petrobrás em favor da entidade e da empresa de palestras. A ‘saída de recursos’, afirma a força-tarefa da Operação Lava Jato, beneficiou pessoas vinculadas ao PT e parentes próximos ao petista. Nesta sexta-feira, 4, Lula foi conduzido coercitivamente – quando o investigado é levado para depor. “Investigam-se pagamentos vultosos feitos por construtoras beneficiadas no esquema Petrobrás em favor do Instituto Lula e da LILS Palestras, em razão de suspeitas levantadas pelos ingressos e saídas dos valores”, afirma a Procuradoria. Segundo a força-tarefa da Lava Jato, a maior parte do dinheiro que entrou no Instituto Lula e na LILS Palestras, entre 2011 a 2014, saiu de empresas do esquema Petrobrás: Camargo Correa, OAS, Odebrecht, Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão e UTC. Os investigadores informaram que no instituto, as empreiteiras foram responsáveis pelo ingresso de R$ 20,7 milhões de um total de R$ 35 milhões contabilizados. Na LILS, foram R$ 10 milhões. “Quanto às saídas de recursos, além de beneficiarem pessoas vinculadas ao Partido dos Trabalhadores, cumprindo recordar que o esquema da Petrobrás era partidário, elas beneficiaram parentes próximos do ex-presidente, por meio de pagamentos a empresas de que são sócios”, afirmam os procuradores da República da Lava Jato. “Além de tudo isso, a própria presidência do Instituto foi ocupada, em dado momento, por ex-tesoureiro de sua campanha que é apontado por colaboradores como recebedor de propinas que somaram aproximadamente R$ 3 milhões, decorrentes de contratos com a Petrobrás, o que, mais uma vez, mostra o vínculo de pessoas muito próximas ao ex-presidente com os crimes e indica possível ligação das próprias empresas ao esquema ilícito e partidário que vitimou a Petrobrás”, informa o Ministério Público Federal, no Paraná. A pedido da Procuradoria, a 13ª Vara Federal de Curitiba determinou buscas e conduções, que estão sendo executadas pela Polícia Federal, para apurar ‘possíveis crimes de corrupção e lavagem de dinheiro do esquema Petrobrás que teriam sido praticados pelo ex-presidente e outros investigados’. Também são alvo da apuração da Lava Jato o pecuarista José Carlos Bumlai, amigo de Lula, e as empreiteiras. “Estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão e de condução coercitiva para aprofundar a investigação de possíveis crimes de corrupção e lavagem de dinheiro oriundo de desvios da Petrobrás, praticados por meio de pagamentos dissimulados feitos por José Carlos Bumlai e pelas construtoras OAS e Odebrecht ao ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva e pessoas associadas”, diz a Procuradoria. “Há evidências de que o ex-presidente Lula recebeu valores oriundos do esquema Petrobrás por meio da destinação e reforma de um apartamento tríplex e de um sítio em Atibaia, da entrega de móveis de luxo nos dois imóveis e da armazenagem de bens por transportadora. Também são apurados pagamentos ao ex-presidente, feitos por empresas investigadas na Lava Jato, a título de supostas doações e palestras”, afirma a Procuradoria.

VEJA A LISTA DE TODOS OS QUE RECEBERAM ORDEM DE CONDUÇÃO COERCITIVA PARA DEPOR NA POLÍCIA FEDERAL

- Lula

- Lulinha

- Marisa Letícia

- Marcos Cláudio

- A nora do Lula

- Jonas Suassuna 

- Fernando Bittar 

- Paulo Okamotto

- Clara Ant 

- Maradona (caseiro do sítio em Atibaia)

Não dá para ver direito, mas Lula está dentro desse camburão, sendo levado coercitivamente para depor na Polícia Federal, em São Paulo

ATENÇÃO, ATENÇÃO, LULA E TODA SUA FAMÍLIA ESTÃO SENDO CONDUZIDOS COERCITIVAMENTE PARA DEPOR NA POLÍCIA FEDERAL, EM SÃO PAULO

Esqueleto de ações trabalhistas de R$ 30 bilhões ameaça Petrobras


Em meio à maior crise financeira de sua história, a Petrobras tenta se livrar de um esqueleto que pode chegar a R$ 30 bilhões em ações trabalhistas patrocinadas por sindicatos de petroleiros. Os processos são resultado de medidas tomadas pelo setor de recursos humanos da companhia quando era comandado pelo sindicalista Diego Hernandes, que deixou a companhia em 2012. Um deles refere-se ao pagamento de adicional de periculosidade para trabalhadores em áreas de risco, previsto por lei. Em 2007, após negociações com os sindicatos, o benefício foi estendido a todos os empregados da Petrobras – mesmo os que trabalham em escritórios. O adicional corresponde a 30% do salário. No processo, a empresa eliminou o adicional, criando uma remuneração fixa que igualou as condições para todos os seus empregados. Em 2012, os sindicatos foram à Justiça pedindo novo adicional para aqueles que trabalham em situação de risco, sob o argumento de que a lei lhes garante um adicional sobre o salário dos outros empregados e pedindo o pagamento retroativo. Em seu balanço do terceiro trimestre de 2015, o mais recente disponível, a Petrobras calcula que esse processo possa custar R$ 4,3 bilhões. O valor, porém, é considerado baixo por pessoas com conhecimento do tema, que falam em até R$ 20 bilhões, citando análises mais recentes feitas pelo departamento jurídico da estatal. Outra ação refere-se ao pagamento de horas extras para empregados que trabalham em regime de turnos. Os sindicatos pedem a extensão dos benefícios pagos em horas extra, como FGTS e férias, aos dias de folga, que não contemplam os benefícios. O balanço da Petrobras traz um valor de R$ 1,2 bilhão para esse processo. Mas projeções atualizadas do departamento jurídico falariam em até R$ 10 bilhões. As duas ações já estão no Tribunal Superior do Trabalho, o que significa que a companhia perdeu em todas as instâncias inferiores. Em seu balanço, a estatal contabiliza potencial perda de R$ 14,3 bilhões com os processos trabalhistas hoje em curso. O valor representa crescimento de sete vezes o registrado no mesmo período de 2012. O crescimento tem grande impacto da inclusão, na contabilidade, dos dois processos devido às seguidas derrotas da estatal nos tribunais. A gestão da área de recursos humanos por Hernandes é alvo de denúncias, na atual direção e na Ouvidoria, feitas por empregados insatisfeitos com o crescimento dos gastos da companhia. Os R$ 30 bilhões projetados para perdas com os dois processos, por exemplo, equivalem ao lucro da Petrobras em 2013, o último ano em que a estatal apresentou resultado positivo, corrigido pela inflação. A possibilidade de perda das ações ocorre em um momento em que a Petrobras vem cortando custos e tentando vender ativos para reduzir seu elevado endividamento, hoje superior a US$ 100 bilhões. 

Juízes cobram Navarro Ribeiro


O celular do ministro Navarro Ribeiro, do STJ, não pára de tocar. Juízes, em especial os das associações que lhe prestaram solidariedade quando ele foi acusado de ter sido indicado para beneficiar réus da Lava-Jato, querem explicações sobre a delação de Delcídio do Amaral.

Meneguelli negocia venda de cavalo por 100 mil reais


Sinal dos tempos: o ex-presidente da CUT e do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Jair Meneguelli, que preside o Conselho Nacional do Sesi desde 2003, tem frequentado a Sociedade Hípica Paulista. Há dois domingos, prestigiava o neto em uma competição e negociava a venda de um cavalo. Valor pedido, segundo um dos interessados que conversaram com o petista: 100 mil reais. A propósito: o neto de Meneguelli, Guilherme, ganhou a prova que disputou.

AS ACUSAÇÕES 1 – Dilma teria tentado obstruir a Justiça


Presidente teria se esforçado para interferir na decisão de tribunais 

Por Reinaldo Azevedo - Sei que a síntese das acusações já está em toda parte, mas é bom que fique registrada aqui também. As mais de 400 páginas que concentram as acusações de Delcídio do Amaral, a que a IstoÉ teve acesso, demolem assim o governo:
1: “Dilma interferiu na Lava Jato”
Segundo Delcídio, a presidente tentou por três vezes interferir na Lava Jato com a ajuda do ex-ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.
A primeira tentativa ocorreu numa reunião entre Dilma, Cardozo e o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, numa escala da presidente em Portugal para supostamente falar sobre o reajuste de verbas do Poder Judiciário. O tema verdadeiro teria sido a Lava Jato, mas Lewandowski teria se negado a colaborar. 
Na segunda vez, também sem sucesso, Cardozo tentou indicar para uma das vagas no STJ o presidente do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, Nelson Schaefer. A manobra tentaria agradar ao ministro Newton Trisotto, catarinense, também do STJ, para que este votasse pela libertação de Marcelo Odebrecht e Otávio Marques de Azevedo. Trisotto também teria declinado.
Na terceira investida contra a operação, Dilma nomeou o ministro Marcelo Navarro para o Superior Tribunal de Justiça. Delcídio contou que esteve com Dilma no Palácio da Alvorada para falar sobre o assunto. Ela lhe teria pedido que, na condição de líder do governo, “conversasse com o Navarro, a fim de que este confirmasse o compromisso de soltura de Marcelo Odebrecht e Otávio Marques de Azevedo”.
Dado: em recente julgamento dos habeas corpus no STJ, Navarro, na condição de relator, votou favoravelmente à soltura dos dois executivos. Entretanto, obteve um revés de 4 a 1.
De todas as acusações contra Dilma, essa é, sem dúvida, a mais grave. É um caso, vamos dizer, clássico de obstrução da Justiça. Dá cana!

AS ACUSAÇÕES 2 – Dilma e Cerveró: tudo a ver

A agora presidente sempre conheceu os detalhes da ruinosa compra da usina de Pasadena e ajudou a nomear Cerveró

Por Reinaldo Azevedo - Se a tentativa de obstruir a Justiça é a mais grave acusação contra a Dilma, isso não quer dizer que as outras não sejam igualmente pesadas. Todas elas caracterizando crime de responsabilidade.
2: Dilma sabia de tudo no escândalo de Pasadena
A versão da presidente era que ela e os conselheiros do colegiado não tinham conhecimento de cláusulas desfavoráveis à Petrobras. Delcídio desmente essa versão. Nesse caso, endossa o que Nestor Cerveró já afirmou em outras ocasiões.
3: Dilma queria Cerveró na Petrobras
O senador relatou que, diferentemente do que disse a presidente, a indicação de Nestor Cerveró para a Diretoria Financeira da BR Distribuidora contou efetivamente com a participação da agora presidente. Ela teria, inclusive, telefonado duas vezes para Delcídio para tratar do tema.
4: CPI dos Bingos protegeu Dilma
A comissão estava próxima de descobrir uma operação de caixa dois na campanha de Dilma em 2010 feita pelo doleiro Adir Assad. Sabendo disso, o governo mobilizou sua base aliada para barrar a investigação e encerrar imediatamente os trabalhos da CPI, que terminou até sem relatório final.

AS ACUSAÇÕES 3 – Lula teria atuado para obstruir Justiça e CPI e para pagar chantagem e suborno

Ex-presidente teria comprado o silêncio de Marcos Valério na CPI do mensalão

Por Reinaldo Azevedo - As acusações contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva são ainda mais graves. Envolvem tentativa de obstrução da Justiça e de obstrução de CPIs, compra de silêncio de chantagista e pagamento de suborno.
5: Lula mandou pagar Cerveró
O senador petista relatou que o ex-presidente Lula comandou o esquema do pagamento de uma mesada ao ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, para tentar evitar sua delação premiada. Lula não queria que o ex-diretor da estatal mencionasse o nome do pecuarista José Carlos Bumlai, seu amigão, na compra de sondas superfaturadas feitas pela petroleira.
6: Lula comprou o silêncio de Marcos Valério
Segundo Delcídio, o ex-presidente autorizou o pagamento de R$ 220 milhões de reais a Marcos Valério para que o publicitário ficasse calado em seu depoimento à CPI dos Correios. O senador petista conta que ele próprio e Paulo Okamotto, presidente do Instituto Lula, ficaram responsáveis por tratar com Valério. Sem sucesso, quem assumiu as negociações foi Antonio Palocci, então ministro da Fazenda.
7: Exclusão de Lula e Lulinha da CPI dos Correios evitou o impeachment
De acordo com Delcídio, que presidiu a comissão, Lula escapou do impeachment por uma manobra governista. Por meio de uma votação “duvidosa”, a CPI deixou de fora os nomes de Lula e de seu filho Fábio Lula da Silva (o Lulinha), do relatório final.
8: Lula pressiona CPI do Carf para proteger a família
Delcídio contou também que, mais recentemente, a grande preocupação de Lula é a CPI do Carf, que, além de atingi-lo, pode levar à cadeia seu filho caçula, Luís Cláudio da Silva. Segundo o senador petista, “por várias vezes, Lula solicitou a ele que agisse para evitar a convocação do casal Mauro Marcondes e Cristina Mautoni para depor. O escritório de lobby da dupla pagou R$ 2,4 milhões à empresa de Luís Cláudio por um suposto projeto de marketing esportivo.
9: Bumlai é o consigliere da família Lula
José Carlos Bumlai, segundo o senador, gozava de “total intimidade” e exercia o papel de “consigliere” da família Lula. “Consigliere” é uma expressão usada pela máfia italiana e consagrada no filme “O Poderoso Chefão” para designar o conselheiro que detinha uma posição de liderança e representava o chefe em reuniões importantes.

AS ACUSAÇÕES 4 – Parlamentares teriam extorquido empreiteiros

Segundo o senador, grupo cobrava pedágio de empresários para não convocá-los para CPI

Por Reinaldo Azevedo -  Um grupo de parlamentares também se sai muito mal no relato de Delcídio do Amaral.
10: Pedágio na CPI da Petrobras
Delcídio diz que os senadores Gim Argello (PTB-DF) e Vital do Rêgo (PMDB-PB) — hoje no TCU — e os deputados Marco Maia (PT-RS) e Fernando Francischini (SD-PR) jantavam frequentemente com Léo Pinheiro, da OAS, Julio Camargo, da Toyo Setal, e Ricardo Pessoa, da UTC. Nesses encontros, os parlamentares cobravam dinheiro em troca da não convocação dos empresários para a CPI da Petrobras.

Fotos mostram visita de Lula a triplex no Guarujá com ex-presidente da OAS

O engenheiro Wellington Carneiro da Silva, funcionário da construtora OAS, disse em depoimento ao Ministério Público de São Paulo que o ex-presidente Lula foi ao edifício Solaris, no Guarujá, num evento típico de vistoria padrão para o recebimento de chaves de um dos apartamentos. “O Jornal Nacional”, da TV Globo, exibiu ontem uma série de fotografias nas quais Lula aparece ao lado do então presidente da construtora, Léo Pinheiro, na entrada do tríplex que pertenceu a sua família.


Na época, Wellington era assistente de engenharia da OAS e ficava encarregado das vistorias para entregas de chaves. No dia em que a foto foi tirada, ele foi convocado para entregar a cobertura 164-A do Edifício Solaris. No depoimento, ele disse que o apartamento estava em nome da OAS, mas que sabia que quem moraria lá seria a família de Lula. Ainda segundo Wellington, o coordenador de engenharia da OAS, Igor Pontes, foi quem, no dia da entrega de chaves, apresentou as áreas comuns do prédio ao ex-presidente. Para que ninguém subisse, Wellington disse ter ficado segurando o elevador, enquanto a família Lula visitava o tríplex. A cobertura foi entregue crua, ou seja, sem nenhum acabamento ou melhoria, como é possível ver nas fotos exibidas na reportagem. O chão está só no contrapiso. O Instituto Lula já havia confirmado que Lula esteve uma vez no prédio na companhia de Léo Pinheiro. O Ministério Público paulista, que investiga irregularidades na construção e venda dos apartamentos do Solaris, suspeita que a OAS tenha reservado o imóvel para o ex-presidente Lula e a família dele. E que o ex-presidente tenha comprado o tríplex. Pelo menos cem pessoas já foram ouvidas nas investigações em São Paulo, entre elas moradores, corretores e funcionários do prédio. O “Jornal Nacional” entrevistou ontem o empreiteiro Armando Dagre Magri, um dos donos da Tallento Construtora, especializada em reformas e montagem de apartamentos decorados para incorporadoras. Ele disse que sua empresa foi contratada por Igor Pontes, da OAS, para fazer a reforma no tríplex. E afirmou que o apartamento foi praticamente refeito, com mudança de layout, troca de pintura, de piso, de elétrica e de hidráulica. A piscina foi refeita. E foi instalado um novo elevador. "A OAS falou: ‘Vamos mudar esse elevador para ficar mais tranquilo, subir, descer’", afirmou Magri. A reforma, contou ele, custou R$ 777 mil e foi paga pela OAS. O dinheiro foi recebido por transação bancária, com nota fiscal. Magri contou ainda que a reforma ocorreu entre abril e setembro de 2014. Na reunião com os engenheiros da OAS para apresentar o resultado da reforma, entraram no apartamento Marisa Letícia, o filho dela, Fabio Luís, o engenheiro da OAS Paulo Gordilho, além de Léo Pinheiro. "A primeira coisa que ela (Marisa) falou foi que gostou muito da vista. ‘Nossa, realmente vista linda’. Foi onde ela mais se apegou", disse Magri. Marisa e o filho teriam ficado 40 minutos no imóvel. 

Teori vai homologar delação de Delcídio


O relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal, ministro Teori Zavascki, vai homologar nos próximos dias a delação de Delcídio do Amaral (PT-SP). O vazamento do teor da delação, que deixou o ministro extremamente contrariado, não impedirá a validação dos depoimentos, sobre os quais ele já tinha sido informado. Na delação, entre outras revelações bombásticas, o senador disse que Dilma fez nomeações para tribunais superiores, sobretudo para o Superior Tribunal de Justiça, para tentar ajudar na soltura de presos na Lava-Jato. Também acusou o ex-presidente Lula de comandar a operação para evitar que Nestor Cerveró fizesse delação premiada — que culminou com a prisão de Delcídio Amaral. Teori conversou com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sobre o vazamento antes da sessão que tornou réu o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O relator defende que se investigue o vazamento da delação, mas nem cogitou a hipótese de deixar de homologá-la por isso.