domingo, 6 de março de 2016

Lava Jato apura ligação de Lula com compadre em imóveis


A força-tarefa da Operação Lava Jato investiga as relações imobiliárias entre o ex-presidente Lula e seu compadre, o advogado Roberto Teixeira. A empresa Mito Participações – registrada em nome da família de Teixeira – é um dos alvos dessa frente de apuração, que busca identificar o verdadeira proprietário do sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP), usado pelo ex-presidente. A atuação de Teixeira na aquisição da propriedade também é investigada. A firma foi citada na Operação Aletheia, 24ª fase da Lava Jato que resultou na condução coercitiva de Lula anteontem. A Mito Participações é uma empresa aberta em 1980 por Teixeira que tem propriedades rurais e urbanas e também é usada para pagamentos de despesas da família. Alvo de ações de cobrança na Justiça paulista, a empresa tem sede no andar de baixo de onde funciona o escritório Teixeira, Martins e Advogados, do compadre e seu genro Cristiano Zanin Martins – defensores da família de Lula. Foi neste endereço que, em 2010, foi oficializada a compra do sítio Santa Bárbara, em nome de dois sócios – Jonas Suassuna e Fernando Bittar – do filho mais velho de Lula, Fábio Luís, o Lulinha. Fernando Bittar é filho do ex-prefeito de Campinas Jacó Bittar (PT), amigo de Lula.


A atuação de Teixeira no negócio foi destacada pela força-tarefa da Lava Jato. “O fato de Roberto Teixeira ter participado da aquisição do sítio, tendo inclusive lavrado as escrituras das compras em seu escritório, somado à circunstância de Teixeira ser bastante próximo de Lula e de sua família, e não de Jonas Suassuna e Fernando Bittar, formais adquirentes do sítio, é mais um sinal de que esses ‘amigos da família’ serviram apenas para ocultar o fato de que foi em favor de Lula que o sítio foi adquirido”, dizem os investigadores no pedido de buscas da operação de anteontem. A propriedade rural é o foco da força-tarefa em inquérito aberto no início de janeiro. Além da suspeita sobre os donos efetivos, a reforma e a instalação de uma antena de telefonia celular da Oi, ambas em 2011, ao lado da área estão sob apuração. A força-tarefa mira em pelo menos duas empreiteiras alvo da Lava Jato – OAS e Odebrecht – que podem ter custeado obras no sítio, em 2011, como compensação por contratos na estatal.


Um dos imóveis em nome da Mito é o apartamento onde mora o filho mais novo de Lula, Luís Cláudio, no bairro do Jardins, em São Paulo. O imóvel é avaliado em mais de R$ 1 milhão. Luís Cláudio é afilhado de Teixeira e mora no imóvel sem pagar aluguel. Luís Cláudio foi batizado por Teixeira e sua mulher, em Monte Alegre do Sul (SP), onde a família do advogado tem dez áreas registradas no cartório. Ao menos cinco delas compõem os sítios Valeska e Ilh’arissa, única propriedade onde Teixeira passa os fins de semana e que era frequentada por Lula, antes de assumir a Presidência, em 2003. Dessas terras em Monte Alegre da família Teixeira, a Mito aparece como dona de duas delas: os sítios Pindura Gaiola I e Pindura Gaiola III, disponíveis para locação e venda. A Mito, segundo cadastro, é especializada em incorporação de imóveis. Em Monte Alegre, as despesas da família Teixeira, como combustível e mercado, são faturadas em nome da firma. “Aqui tudo sai em nome de uma empresa chamada Mito”, diz um funcionário do comércio local.


Alvo da Lava Jato por ter oficializado a compra do Sítio Santa Bárbara, em Atibaia, no ano de 2010, para os sócios do filho mais velho de Lula, e de ter indicado seu topógrafo de confiança para demarcar a área, Teixeira tem relações imobiliárias com a família do compadre desde a década de 1980. O advogado era dono de uma casa onde Lula morou por oito anos, em São Bernardo do Campo. O compadre também está ligado ao negócio de construção do edifício onde mora atualmente o ex-presidente, na mesma cidade do ABC paulista. Lula já foi chamado pelo Ministério Público e pela Polícia Civil 18 anos atrás para explicar como comprou seu apartamento de cobertura, no Edifício Green Hill, onde mora em São Bernardo. Nesse negócio e em outros dois, Teixeira teria o ajudado. O nome de Teixeira apareceu no primeiro grande escândalo público envolvendo membros do PT, em 1997, quando ele foi acusado por um membro da direção do partido por fazer lobby em prefeituras para contratações, sem licitação, da empresa de consultoria CPEM, com sede em São Bernardo. A empresa tinha um irmão do compadre, Dirceu Teixeira, em seus quadros. O então membro do partido que fez essa denúncia foi Paulo de Tarso Venceslau, antigo preso político, que participou do sequestro  do embaixador americano. A comissão de sindicância montada pelo PT teve dois membros notórios: o promotor Hélio Bicudo, que hoje assina o requerimento de impeachment de Dilma, e o "porquinho" petista José Eduardo Cardozo. Na Lava Jato, o ponto de partida das apurações são sobre sua atuação no negócio de compra do Sítio Santa Bárbara. Foi dele também a indicação do topógrafo contratado para medir e demarcar o terreno em Atibaia, entre 2010 e 2011. Além de Teixeira, outro amigo de Lula, o pecuarista José Carlos Bumlai – preso pela Lava Jato, em Curitiba, desde 29 de novembro – está na mira da Lava Jato por envolvimento na compra e reforma do Sítio Santa Bárbara. Bumlai e pelo menos duas empreiteiras do cartel acusado de corrupção na Petrobrás, OAS e Odebrecht, podem ter realizado e custeado obras de reforma na propriedade, em 2011, como compensação por contratos na estatal. No mesmo ano da obra, uma antena da Oi foi instalada há cerca de 300 metros do sítio. Um executivo da empresa de telefonia, ex-sindicalista ligado ao PT, e amigo de Lula é alvo dessa apuração. José Zunga Alves de Lima, que é diretamente ligado ao presidente da Andrade Gutierrez, outra empresa do cartel alvo da Lava Jato. Teixeira nega irregularidades. afirma que apenas realizou a documentacao da compra do Sitio Santa Barbara para Jonas Suassuna e Fernando Bittar.

Petistas mortadeleiros, liderados por Lurian, protestam contra "perseguição" a Lula diante da sede da TV Globo


Cerca de 200 mortadeleiros petistas protestaram neste domingo diante da sede da TV Globo no Rio de Janeiro para denunciar "a perseguição dos meios de comunicação" ao ex-presidente Lula no caso de corrupção na Petrobras. Os "mortadeleiros" eram liderados por Lurian Silva, filha de Lula, Ela é conhecida como uma rainha da mordomia. "Se atacarem Lula, estão me atacando", gritavam os manifestantes, com bandeiras vermelhas do Partido dos Trabalhadores (PT). Na sexta-feira, o ex-presidente petista foi alvo de um mandado de condução coercitiva em São Paulo para ser interrogado a respeito do escândalo de corrupção na estatal brasileira. O juiz Sergio Moro, que coordenada as ações da Operação Lava Jato, emitiu uma nota no sábado em que justifica seu pedido para o depoimento coercitivo do ex-presidente Lula e lamenta que "as diligências tenham levado a pontuais confrontos em manifestação políticas inflamadas, com agressões a inocentes". Moro também explica que "as medidas investigatórias visam apenas o esclarecimento da verdade e não significam antecipação de culpa do ex-presidente". Declarando-se humilhado pela medida coercitiva, Lula afirmou que poderia ter comparecido de forma voluntária para depor e denunciou a situação como um "circo" jurídico midiático após seu interrogatório. O ex-presidente anunciou que lutará até o fim, e fez referência a sua possível candidatura para as eleições presidenciais de 2018, convocando seus simpatizantes a sair às ruas para defender o PT. 

Policial que entregou dossiê fajuto da Lava Jato ao ministro petista Jaques Wagner pode ser investigado


O presidente do Sindicato dos Policias Federais no Distrito Federal, Flávio Werneck, que levou um dossiê fajuto para o ministro da Casa Civil, o petistaa Jaques Wagner, contendo informações contra o juiz Sérgio Moro e investigadores da Operação Lava Jato, é ligado ao PDT, partido aliado ao governo da presidente Dilma Rousseff. Em 2014, Werneck disputou mandato de deputado federal pela legenda, sem sucesso. A Coordenação de Assuntos Internos da Corregedoria da Polícia Federal deverá instaurar investigação para apurar sua conduta nesse episódio da elaboração do dossiê. Werneck já ocupou na gestão do governador Agnelo Queiroz (PT) o cargo de chefe da diretoria de assuntos estratégicos da corregedoria de saúde. O petista deixou o governo em 2014 em meio a vários escândalos de corrupção, inclusive na área da saúde. Delegados da Polícia Federal já identificaram no seu quadro pessoas com a intenção de produzir dossiês contra investigadores que atuam na Lava Jato, mas não tinham conhecimento do episódio envolvendo Werneck que também é vice-presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais, que representa os agentes da Polícia Federal. A Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) irá divulgar nota nesta segunda-feira, dando apoio aos trabalhos dos delegados que atuam na Lava Jato e cobrando explicações de Werneck. "A entidade que ele dirige não representa os delegados", diz a nota. Werneck justificou que apresentou o caso ao Planalto por se tratar de uma denúncia grave. "Temos um problema de anacronismo na investigação que já tem dois anos e vem pegando pontos-chave de empresas e do governo. Isso afeta diretamente a economia", disse ele. No dossiê, a acusação é de que Moro e os outros envolvidos na Lava Jato estão a serviço de um grande plano do PSDB para implodir o PT e o governo. O ministro Jaques Wagner teria dito que encaminharia o dossiê para um promotor baiano de sua confiança dar sequência ao assunto. 

DEM vai questionar viagem de Dilma a São Bernardo do Campo para se solidarizar com o Chefão Lula


O partido Democratas (DEM) pretende apresentar, nesta segunda-feira (07), um requerimento de informações à Presidência da República e à Casa Civil para saber quem pagou pela viagem da presidente Dilma Rousseff a São Bernardo do Campo (SP), no último sábado, onde ela se reuniu durante uma hora com o chefão do PT, o ex-presidente Lula. "Queremos saber por que ela usou o avião e o helicóptero da Presidência para visitar o Lula", disse o líder do partido da Câmara, Pauderney Avelino (AM): "Isso não é um ato da Presidência, é um ato político". Para o líder, ela até poderia ter feito a visita. Mas não bancada pelos cofres públicos: "O país, na situação em que se encontra, quebrado, e ela fazendo essas transgressões". O deputado informou que os parlamentares de oposição estão mobilizados para, já na segunda-feira, estarem em número suficiente para abertura da sessão no plenário da Câmara, às 14 horas. São necessários 51 deputados. O objetivo é fazer discursos centrando fogo contra o governo: "E, a partir da terça-feira, obstrução total". Os partidos contrários ao governo não querem votar nada até que a comissão especial que vai analisar o impeachment de Dilma seja instalada.

ATENÇÃO, ATENÇÃO, PAÍS ESTÁ EM PRONTIDÃO

Provavelmente no amanhecer desta segunda-feira aconteça outra poderosa operação da Lava Jato, já como desdobramento da deleção do senador petista Delcídio Amaral. Seriam centenas de ordens de prisão, mandados para depoimento sob vara (condução coercitiva) e de busca e apreensão em residências e escritórios. Policiais da Polícia Federal já estariam acantonados e de prontidão em quatro capitais brasileiros. Os rumores são muito fortes. Não se exclui nem a prisão do Chefão do Petrolão.

Janot pede ao STF que processos da mulher e da filha de Eduardo Cunha sejam desmembrados e julgados em Curitiba


O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, desmembrou o processo que envolve a família de Eduardo Cunha na Lava-Jato e pediu ao Supremo Tribunal Federal que as partes referentes a Claudia Cordeiro Cruz e Danielle Cunha (foto), respectivamente a mulher e a filha do presidente da Câmara, sejam julgadas em Curitiba. Ou seja, denunciou Eduardo Cunha e mandou Claudia e Danielle para as mãos de Sérgio Moro. Eduardo Cunha, por ter foro privilegiado, é julgado pelo Supremo Tribunal Federal. Mas a decisão final é de Teori Zavascki. O ministro tem que concordar com Janot, pois a competência já estava firmada.

Publicitária mineira Daniele Fontelles está fazendo delação, nela se unem operações Acrônimo e Lava Jato


A publicitária mineira Daniele Fontelles, da agência Pepper InterAtiva, está fazendo delação, ela se achava muito esperta. Foi ela que comandou a operação terrorista pela internet no segundo turno das eleições presidenciais de 2014. Ela tem poder para derrubar Dilma, o governador mineiro petista Fernando Pimentel (ex-terrorista fracassado, tentou sequestrar o cônsul americano em Porto Alegre e teve sua fusqueta arrastada pela enorme caminhonete wagon fabricada nos Estados Unidos) e a primeira dama de Minas Gerais, a jornalista Carolina Oliveira. Nela se unem as operações Acrônimo e Lava Jato.

POLÍCIA FEDERAL APREENDEU OS CELULARES DE LULA E DE SEUS FAMILIARES

A Polícia Federal apreendeu todos os celulares da família de Lula. O ex-presidente costuma usar o celular de sua mulher, a galega italiana Marisa Letícia, e aparelhos de seus funcionários. Ele também tem a mania de trocar os chips dos aparelhos todo mês. Embora com todos esses cuidados, a Polícia Federal acredita que conseguirá bastante informação na troca de mensagens dele com os filhos e as noras.