sábado, 12 de março de 2016

O aloprado petista Ricardo Berzoini negociava pessoalmente a propina do PT

O negociador de propinas do PT era Ricardo Berzoini, disseram os executivos da Andrade Gutierrez em seus depoimentos à Lava Jato, segundo a Veja. As empreiteiras pagavam entre 1% e 5% para ganhar contratos do PAC. E Ricardo Berzoini apresentava-se como representante do partido para “resolver pendengas financeiras e acertar o recebimento de comissões por contratos no governo”. Ele administrava pessoalmente a conta corrente de Angra 3 e Belo Monte.

Não adianta espernear, o chefão Lula será condenado e preso

"Quem teve acesso à delação de Delcídio Amaral diz que Lula é a grande estrela dos depoimentos", diz Vera Magalhães, no site da Veja. "Devido aos detalhes fornecidos por Delcídio sobre a operação para abafar a delação de Nestor Cerveró, envolvendo o filho de José Carlos Bumlai, a aposta é de que Lula terá que aumentar, e muito, sua banca de advogados para tentar sobreviver ao duro processo que enfrentará". Odebrecht, OAS e Andrade Gutierrez tinham as melhores bancas de advogados do Brasil - e seus executivos foram condenados e presos. Lula também será condenado e preso.

A esquerda e a jararaca

Por Luis Milman
A imprensa esquerdista continua a recitar o mantra do golpe contra o governo petista, golpe este que seria conduzido por uma mídia mais do que conservadora, fascista mesmo, e por um judiciário apaniguado com poderosos. Tudo para destruir os avanços conquistados pelo lulopetismo, que não é imune, dizem eles, a algumas críticas, mas que representa a vitória de aspirações legítimas do povo, mais especificamente, das classes desfavorecidas, em detrimento de privilégios dos ricos. Pode haver algo mais imbecil que esta catilinária? Os esquerdistas, mesmo um de ocasião como Mino Carta, que tornou-se porta voz remunerado do petismo, avaliam que o país foi colocado à deriva pelo que eles chamam de um complô reacionário. Mas reação de quem e contra quem? O petismo, encastelado na corte há 14 anos, distribuiu inigualáveis lucros ao setor bancário, apostou no endividamento da classe média baixa para estimular o consumo desbragado de bens supérfluos, não investiu jamais em infraestrutura, associou-se aos oligarcas mais conhecidos em nome da governabilidade, pulverizou, por inépcia a gestão das estatais e atolou-se na mais desavergonhada corrupção, enovelando-se com o interesse criminoso do cartel das megaempreiteras. O PT, um partido fundacionalmente marxista-populista, ele, sim, em seu período de governo, não só reproduziu os piores padrões oligárquicos e patrimonialistas que conhecemos de nossa história, como o clientelismo, como os radicalizou, introduzido neles o componente das práticas obtusas das elites sindicalistas, das quais são representantes maiores, além de Lula. os Delúbios,os Olívios e os Vacaris da vida. Quem são, ora bolas, os reacionários, senão estes marxistas de um marxismo sepulto, como Tarso Genro, cujos níveis de incompetência só são superados por seus patamares de corrupção? Não há sinal, no ambiente de esquerda brasileira, de vida inteligente. Nele, todos abriram mão da consciência e tornaram-se reféns do populismo mais pedestre, o lulismo, do qual Dilma e seu governo primitivo é o subproduto agonizante. As acusações que partem desta mentalidade contra alegados complôs da direita, envolvendo a mídia e o judiciário são ou paranóides ou idiotas. Expressam os últimos movimentos de uma jararaca antes espertalhona, hoje ferida de morte, que atiça o rabo combalido para dar a impressão que ainda causa medo em alguém.

600 promotores e procuradores apoiam colegas paulista que pediram a prisão de Lula


Mais de 600 promotores e procuradores divulgaram manifesto neste sábado, 12, em apoio aos promotores Cássio Conserino, José Carlos Blat e Fernando Henrique Araujo, que denunciaram criminalmente e pediram a prisão preventiva do chefão Lula no caso Bancoop e o tríplex do Guarujá. A ex-primeira-dama Marisa Letícia, o filho mais velho do casal, Fábio Luiz, o ex-presidente da OAS José Adelmário Pinheiro, o Léo Pinheiro, o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e outros 11 investigados também foram denunciados. “Os membros do Ministério Público brasileiro abaixo nominados vêm a público externar seu apoio ao trabalho dos Promotores de Justiça no caso BANCOOP, que envolve o ex-Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. A atuação firme e independente demonstrada neste caso é fruto de meses de trabalho sério, dedicação e esforço em prol da sociedade brasileira”, afirmam os membros do Ministério Público signatários do manifesto. “Em tempos de crise, a força do Direito e das Instituições Democráticas é colocada à prova. Por isso, é indispensável atravessar a turbulência sem pôr em risco conquistas históricas, entre as quais a independência funcional e o poder investigatório dos membros do Ministério Assim, convictos dos fundamentos acima expostos, nós desejamos força e depositamos toda confiança no trabalho dos colegas Cássio Conserino, Fernando Henrique de Moraes Araújo e José Carlos Blat, pois devidamente alinhado à Constituição e às Leis da República". As acusações de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica contra o chefão Lula e o pedido de prisão do petista provocaram reações intensas da ORCRIM e seus seguidores. “No exercício de suas funções constitucionais, muitas vezes o Ministério Público enfrenta forças políticas e econômicas de diferentes grandezas. Mesmo diante das dificuldades, a Instituição sempre prestou serviços cuja relevância é reconhecida pela sociedade, destinatária dos nossos trabalhos. Esse reconhecimento se deve à qualidade técnica, combatividade e independência com que as atividades ministeriais são conduzidas – mesmos atributos que nortearam o trabalho dos Promotores de Justiça no caso BANCOOP”, sustentaram. O Ministério Público de São Paulo atribui ao chefão Lula a propriedade do tríplex 164-A, no Condomínio Solaris, no Guarujá. A família do petista adquiriu uma cota do empreendimento em 2005, o que foi declarado à Receita Federal em 2006, no valor de R$ 47 mil. Três anos depois, a Bancoop, cooperativa responsável pelos empreendimentos do edifício Solaris ficou insolvente e os imóveis foram repassados para a OAS, que assumiu as obras. Para os promotores paulistas, o imóvel sempre esteve reservado para a família. Na sexta-feira, 11, a juíza Maria Priscilla Ernandes, da 4.ª Vara Criminal da Capital, decretou segredo de Justiça do processo. Assinam o manifesto, até agora, 627 promotores e procuradores de todo o País. Veja a lista:
1. Adelmo Pinho – MPSP
2. Adilto Luiz Dall Oglio Junior – MPPR
3. Adolfo Sakamoto Lopes – MPSP
4. Adonai Gabriel – MPSP
5. Adriana Cerqueira de Souza – MPSP
6. Adriana de Cassia Delbue Silva – MPSP
7. Adriana Maria Rodrigues – MPSP
8. Adriana Nogueira Franco – MPSP
9. Adriana Ribeiro Soares de Morais – MPSP
10.Adriano V. Mellega – MPSP
11.Alan Castiel Barbosa – MPRO
12.Alba Lucia Torres de Oliveira – MPAL
13.Alberto Cerqueira Freitas Filho – MPSP
14.Aldana Messuti Tardelli – MPSP
15.Alessandra Apolinário Garcia – MPRO
16.Alessandro Bruscki – MPSP
17.Alexandre de Campos Bovolin – MPSP
18.Alexandre de Palma Neto – MPSP
19.Alexandre Lipp João – MPRS
20.Alexandre Mourão Mafetano – MPSP
21.Alexandre Nunes de Vicenti – MPSP
22.Aline Aparecida Holtz Ambar – MPSP
23.Aline Julieti Cury – MPSP
24.Aline Zavaglia – MPSP
25.Almachia Zwarg Acerbi – MPSP
26.Aloisio Garmes – MPSP
27.Aluísio Antônio Maciel Neto – MPSP
28.Álvaro Cruz – MPSP
29.Amaite Lara Giriboni Mello – MPSP
30.Amanda Luiza Soares Lopes Kalil – MPSP
31.Amauri Silveira Filho – MPSP
32.Ana Ana Paula Mazza – MPSP
33.Ana Brasil Rocha Pena – MPSP
34.Ana Cândida Silveira Barbosa – MPSP
35.Ana Carolina Gregory Villaboim – MPSP
36.Ana Cristina Pivotto Oliveira – MPPR
37.Ana Lúcia de Biazzi Pereira Ferreira Silva – MPSP
38.Ana Luísa de Oliveira Nazar de Arruda – MPSP
39.Ana Maria Aiello Demadis – MPSP
40.Ana Maria Saldanha Gontijo – MPRO
41.Ana Paola Ferrari Ambra – MPSP
42.Ana Paula Freitas Vilela Leite – MPSP
43.Ana Paula Moreira Mattos – MPSP
44.Ana Trotta Yaryd – MPSP
45.Anderson Batista de Oliveira – MPRO
46.Anderson Osório Resende – MPPR
47.André Aguiar de Carvalho – MPSP
48.André Brandão – MPSP
49.Andre Camilo Castro Jardim – MPSP
50.André de Freitas Paolinetti Losasso – MPSP
51.André Gândara Orlando – MPSP
52.André Luiz dos Santos – MPSP
53.André Vieira Saraiva de Medeiros – MPPR
54.André Vítor de Freitas – MPSP
55.Andrea Machado Speck – MPSC
56.Andréa Waleska Nucini Bogo – MPRO
57.Andrey Ribeiro Nasser – MPSP
58.Antonio Apparecido Conti – MPSP
59.Antonio Benedito Ribeiro Pinto Junior – MPSP
60.Antonio Carlos Horvath – MPES
61.Antônio Carlos Ozorio Nunes – MPSP
62.Antônio Henrique Samponi Barreiros – MPSP
63.Antônio Mirat Neto – MPPR
64.Ariella Toyama Shiraki – MPSP
65.Arthur Antônio Tavares Moreira Barbosa – MPSP
66.Arthur Migliari Junior – MPSP
67.Arthur Pinto de Lemos Jr. – MPSP
68.Atilla Sales – MPRO
69.Beatriz Binello Valério Desmaret – MPSP
70.Beatriz Granço Siqueira Pereira – MPSP
71.Beatriz Lopes de Oliveira – MPSP
72.Belisa Barbosa Morales – MPSP
73.Bianca Reis D’Avila Luchesi Farias –MPSP
74.Bianca Riva Ribeiro – MPPR
75.Bolivar Luis da Costa Vieira – MPSP
76.Bruno de Moura Campos – MPSP
77.Bruno Gondim Rodrigues – MPSP
78.Bruno Lessa Marinho – MPSP
79.Bruno Orsatti Landi – MPSP
80.Bruno Paiva Tilelli de Almeida – MPSP
81.Bruno Ravara – MPSP
82.Bruno Vagaes – MPPR
83.Caio Adriano Lépore Santos – MPSP
84.Caio Bergamo – MPPR
85.Camila Bonafini Pereira – MPSP
86.Camila Moura e Silva – MPSP
87.Camila Teixeira Pinho – MPSP
88.Carla Murcia Santos – MPSP
89.Carlos Cabral Cabrera – MPSP
90.Carlos Eduardo de Castro Paciello – MPSP
91.Carlos Eduardo Pozzi – MPSP
92.Carmen Natalia Alves Tanikawa – MPSP
93.Carolina Augusto Juliotti – MPSP
94.Carolina Capochim Da Roz – MPSP
95.Carolina da Rocha Medrado Soffredi – MPSP
96.Carolina Guerra Zanin Lopes – MPSP
97.Carolina Rodriguez de Mendoza Lofti – MPSP
98.Caroline Sportorno da Silva – MPSP
99.Cássio Serra Sartori – MPSP
100. Celeste Leite dos Santos – MPSP
101. Celisa Ágata Lopes Mota – MPSP
102. Celso Armando Baroni Ribeiro Rodrigues – MPSP
103. Celso Augusto Werneck de Rezende – MPSP
104. César Bocuchy Bonilha – MPSP
105. César Dario Mariano da Silva – MPSP
106. Christianne Corrêa Bento da Silva – MPAM
107. Cinthia Menezes Rangel – MPRS
108. Cintia Marangoni – MPSP
109. Claudia Krahenbuhl Leitão – MPSP
110. Cláudio Cavallini – MPSP
111. Cláudio de Mello Ferreira – MPSP
112. Cláudio Henrique Bastos Giannini – MPSP
113. Claudio Luís Watanabe Escavassini – MPSP
114. Claudio Santos Machado – MPSP
115. Cláudio Sérgio Alves Teixeira – MPSP
116. Cleber Augusto do Nascimento – MPMG
117. Cleber Takashi Murakawa – MPSP
118. Cleiton Luís da Silva – MPSP
119. Clícia Pinto Martins – MPRO
120. Constance Caroline Albertina Alves Toselli – MPSP
121. Cristiana Tobias Aguiar Moeller Steiner – MPSP
122. Cristina Helena Oliveira Figueiredo – MPSP
123. Cynthia Pardo Andrade Amaral – MPSP
124. Daniel Augusto Cavalaro – MPSP
125. Daniel Barbosa Fernandes – MPRS
126. Daniel Carvalho Mariano – MPMT
127. Daniel Cottoni – MPSP
128. Daniel Gustavo Costa Martori – MPSP
129. Daniel Leme de Arruda – MPSP
130. Daniel Magalhães Albuquerque Silva – MPSP
131. Daniel Passanezi Pegoraro – MPSP
132. Daniel Santerini Caiado – MPSP
133. Daniel Tadeu dos Santos Mano – MPSP
134. Daniela Domingues Hristov – MPSP
135. Daniele Volpato Sordi de Carvalho Campos – MPSP
136. Daniella di Gregório Lander Kenworthy – MPSP
137. Danillo Pinho Nogueira – MPPR
138. Danilo Roberto Mendes – MPSP
139. Darlan Benevides Queiroz – MPAM
140. Dayane Santos Oliveira de Faria – MPPR
141. Debora Balzan – MPRS
142. Débora Bertolini Ferreira Simonetti – MPSP
143. Debora de Camargo Aly – MPSP
144. Delisa Olívia Vieiralves Ferreira – MPAM
145. Denise Guimarães de Oliveira – MPAL
146. Dib Jorge Neto – MPSP
147. Diego Pessi – MPRS
148. Dilce Helena Brocchi de Oliveira Pádua – MPSP
149. Diogo Boghossian Soares da Rocha – MPRO
150. Dório Sampaio Dias – MPSP
151. Eduardo Augusto Velloso Roos Neto – MPSP
152. Eduardo Dias Brandão – MPSP
153. Eduardo Hiroshi Shintani – MPSP
154. Eduardo Labruna Daiha – MPPR
155. Eduardo Wanssa de Carvalho – MPSP
156. Eiko Danieli Vieira Araki- MPRO
157. Elaine Taborda de Ávila – MPSP
158. Eliana Komesu Lima – MPSP
159. Elio Daldegan Junior – MPSP
160. Elisa Vodopives Pfeil Gomes Pereira – MPSP
161. Eliza Ramos Pittaro Neves – MPRJ
162. Eloisa de Sousa Arruda – MPSP
163. Eloy Ojea Gomes – MPSP
164. Emerson Martins Alves – MPSP
165. Eriberto Gomes Barroso – MPRO
166. Erick Leonel Barbosa da Silva – MPPR
167. Erton David – MPSP
168. Estefânia Ferrazzini Paulin – MPSP
169. Estevão Luís Lemos Jorge – MPSP
170. Ethel Cipele – MPSP
171. Eugênio Paes Amorim – MPRS
172. Evandro Ornelas Leal – MPSP
173. Everson Pini – MPRO
174. Everton Luiz Zanella – MPSP
175. Fabiana Lima Vidal Rio – MPSP
176. Fabiane Rios – MPRS
177. Fabiano Pavan Severiano – MPSP
178. Fábio Costa Pereira – MPRS
179. Fábio Gasque – MPSP
180. Fábio Gunço Kacuta – MPSP
181. Fábio José Mattoso Miskulin – MPSP
182. Fábio Mendes Muniz – MPRJ
183. Fábio Meneguelo Sakamoto – MPSP
184. Fabio Perez Fernandez – MPSP
185. Fábio Ramazzini Bechara – MPSP
186. Fabio Tosta Horner – MPSP
187. Fábio Vasconcellos Fortes – MPSP
188. Fabiola Castilho Soffner – MPSP
189. Fabiola Moran Fapolla – MPSP
190. Fabricio Costa Lopo – MPMG
191. Fabricio Drummond – MPPR
192. Fabrício José da Fonseca Pinto – MPMG
193. Felipe Assis Coelho – MPPR
194. Felipe Demétrio Lopes – MPSP
195. Felipe Duarte Gonçalves Ventura de Paula – MPSP
196. Felipe Locke Cavalcanti – MPSP
197. Felipe Segura Guimarães Rocha – MPPR
198. Felipe Teixeira Antunes – MPSP
199. Fernanda Alves Pöppl – MPRO
200. Fernanda Bertoncini Menezes – MPPR
201. Fernanda Gomez – MPSP
202. Fernanda Guimarães Rolim Berreta – MPSP
203. Fernanda Klinguelfus Lorena de Mello – MPSP
204. Fernanda Moreti – MPSP
205. Fernanda Priscilla Bergamaschi Moretti Iassuoka – MPSP
206. Fernanda Ratcov Borges – MPSP
207. Fernanda Sumi Barbosa Klein Gunnewiek – MPSP
208. Fernando Albuquerque Soares de Souza – MPSP
209. Fernando Antônio Abujamra – MPSP
210. Fernando Augusto de Araújo – MPAL
211. Fernando Cesar Sgarbossa – MPRS
212. Fernando de Almeida Pedroso – MPSP
213. Fernando Fernandes Fraga – MPSP
214. Fernando Fietz Brito – MPSP
215. Fernando Gomes Rosa – MPGO
216. Fernando Henrique de Arruda – MPSP
217. Fernando Novelli Bianchini – MPSP
218. Fernando Pereira da Silva – MPSP
219. Filipe Assis Coelho – MPPR
220. Flávia A. C. Fogaça Braga – MPSP
221. Flávia Barbosa Shimizu Mazzini – MPRO
222. Flavia Maria Gonçalves – MPSP
223. Flavia Maria José Bovolin – MPSP
224. Flávia Simon Fagundes dos Santos – MPPR
225. Flávio José Zamponi Santiago – MPSP
226. Flávio Leão de Carvalho – MPSP
227. Flávio Okamoto – MPSP
228. Francine Pereira Sanches – MPSP
229. Francine Regina Gomes Cavallini – MPSP
230. Francisco Eugênio Coutinho do Amaral – MPMG
231. Gabriel Rigoldi Vidal – MPSP
232. Gabriela Gnatos João Lima – MPSP
233. Gabriela Prado Mansur – MPSP
234. Geraldo Márcio Gonçalves Mendes – MPSP
235. Geraldo Rangel de França Neto – MPSP
236. Gianfranco Silva Caruso – MPSP
237.  Poggio Smanio – MPSP
238. Gilberto Osório Resende – MPPR
239. Gilson Ricardo Magalhães – MPSP
240. Giovana Corazza Nunes Cortez – MPSP
241. Gislane Testi Colet – MPMG
242. Gláucia Baleroni Pacheco – MPMG
243. Goiaci Leandro de Azevedo Junior – MPSP
244. Guilherme Onofri Azevedo Figueiredo – MPSP
245. Guilherme Sampaio Sevilha Martins – MPSP
246. Guilherme Schlittler Oliveira – MPSP
247. Guilherme Silveira de Portella Fernandes- MPSP
248. Gustavo Albano Dias da Silva – MPSP
249. Gustavo Andreato – MPSP
250. Gustavo Burgos de Oliveira – MPRS
251. Gustavo Eloi Razera – MPPR
252. Gustavo Ferronato – MPSP
253. Gustavo Henrique de Andrade Cordeiro – MPSP
254. Gustavo Zampronho – MPSP
255. Hamilton Antônio Gianfratti Junior – MPSP
256. Helena Cecília Diniz Teixeira Calado Tonelli – MPSP
257. Hélio Dimas de Almeida Junior – MPSP
258. Heloisa Gaspar Martins Tavares – MPSP
259. Heloíse Maia da Costa – MPSP
260. Henrique Lucas de Miranda – MPSP
261. Henrique Schneider Neto – MPMT
262. Heric Stilben – MPPR
263. Herico William Destefani – MPSP
264. Heverton Alves de Aguiar – MPRO
265. Igor Clóvis Silva Miranda MPPR
266. Igor Kozlowski – MPSP
267. Ilo Wilson M. G. Junior – MPSP
268. Ingrid Maria Bertolino Braido – MPSP
269. Ismael de Oliveira Mota – MPSP
270. Iussara Brandão de Almeida – MPSP
271. Jaime Meira do Nascimento Junior – MPSP
272. Jandir Moura Torres Neto – MPSP
273. Janine Rodrigues de Sousa Baldomero – MPSP
274. Janine Rosi Faleiro – MPRS
275. Jarbas Adelino Santos Junior – MPSE
276. Jefferson Marques Costa – MPRO
277. Jessica Aline Soares – MPPR
278. Jesualdo E. Leiva – MPRO
279. João Batista Medeiro Neto – MPBA
280. João Carlos Calsavara – MPSP
281. João Carlos de Camargo Maia – MPSP
282. João Francisco Afonso – MPRO
283. João Francisco de Sampaio Moreira – MPSP
284. João Paulo Gabriel de Souza – MPSP
285. João Paulo Robortella – MPSP
286. João Paulo Rodrigues da Cruz – MPPR
287. João Paulo Serra Dantas – MPSP
288. João Santa Terra Junior – MPSP
289. Joice Gushy Mota Azevedo – MPRO
290. Jônatas Albuquerque Pires Rocha – MPRO
291. Jonathan Azevedo – MPSP
292. Jordana Calixto Porto – MPSP
293. Jorge Alberto Mamede Masseran – MPSP
294. Jorge Braga Costinhas Jr. – MPSP
295. José Antônio Franco da Silva – MPSP
296. José Calderoni Junior – MPSP
297. José Cláudio Tadeu Baglio – MPSP
298. José Fernando da Cunha Pinheiro – MPSP
299. José Floriano de Alckmin Lisboa Filho – MPSP
300. José Francisco Ferrari Junior – MPSP
301. José Guilherme Silva Augusto – MPSP
302. José Lucas Perroni Kalil – MPF
303. José Mário Buck Marzagão – MPSP
304. José Oswaldo Molineiro – MPSP
305. José Reinaldo Guimarães Carneiro – MPSP
306. José Silvio Codogno – MPSP
307. Julia Alves Camargo – MPSP
308. Julia Dazzi Piol – MPSP
309. Juliana Amélia Gasparetto de Toledo Silva Donato – MPSP
310. Juliana Carla Maciel Ramos – MPSP
311. Juliana de Freitas Levy Manfrin – MPSP
312. Juliana Gentil Tocunduva – MPSP
313. Lourenço Baleroni Magalhães – MPSP
314. Juliana Montezuma Lacerda Haddad – MPSP
315. Juliana Velasque Pellacani Figueiredo – MPSP
316. Juliano Carvalho Atoji – MPSP
317. Julisa Helena Nascimento de Paula – MPSP
318. Jussara Maria Pordeus e Silva – MPAM
319. Karina Yukime Ichikawa Vicenzotto – MPSP
320. Kelly Cristina Alvares Fedel – MPSP
321. Kelly Vicentini Neves Caldeira – MPPR
322. Kelsen Ceriaco de Campos – MPPR
323. Kenzo Ricardo Catelan Yano – MPSP
324. Lafaiete Ramos Pires – MPSP
325. Laila Honain – MPSP
326. Laís Fernanda Silva – MPSP
327. Larissa Detomini – MPSP
328. Larissa Motta Nunes Liger – MPSP
329. Larissa Negri Costa Beserra – MPSP
330. Leandro da Costa Gandolfo – MPSP
331. Leandro Lippi Guimarães – MPSP
332. Leandro Rocha – MPSP
333. Leandro Silva Xavier – MPSP
334. Leandro Viola – MPSP
335. Leonardo Bellini de Castro – MPSP
336. Leonardo Chim Lopes – MPRS
337. Leonardo Giardin de Oliveira – MPRS
338. Leonardo Rezek Pereira – MPSP
339. Leonardo Tupinambá do Valle – MPAM
340. Leticia Lourenco Costa – MPSP
341. Letícia Lourenço Pavani – MPSP
342. Letícia Stuginski Stoffa – MPSP
343. Levy Magno – MPSP
344. Ligiane Rodrigues Bueno – MPSP
345. Lilian Fruet – MPSP
346. Lisiane Villagrande Veríssimo da Fonseca – MPRS
347. Lívia Luz Farias – MPBA
348. Lorena Almeida Barcelos – MPPR
349. Lucas Corradini da Silva – MPSP
350. Luciana Andrade Maia – MPSP
351. Luciana Belo Steluti – MPSP
352. Luciana Frugiuele – MPSP
353. Luciana Marques Figueira Portella – MPSP
354. Luciana Ribeiro Guimarães Viegas de Carvalho – MPSP
355. Luciana Ross Gobbi Beneti – MPSP
356. Luciana Vieira Dallaqua Vinci – MPSP
357. Luciane Antunes Magnotti – MPSP
358. Luciano Gomes de Queiroz Coutinho – MPSP
359. Luciene Angélica Mendes – MPSP
360. Lucienne Reis D’Avila – MPMS
361. Lucio Camargo de Ramos Junior – MPSP
362. Luis Cláudio Davansso – MPSP
363. Luís Felipe Delamain Buratto – MPSP
364. Luis Gustavo Castoldi – MPSP
365. Luiz Alberto Segalla Bevilacqua – MPSP
366. Luiz Ambra Neto – MPSP
367. Luiz Fernando Guedes – MPSP
368. Luiz Henrique Dal Poz – MPSP
369. Luiz Henrique Scanferla – MPSP
370. Luiz Kok Ribeiro – MPSP
371. Luiz Otávio Alves Ferreira – MPSP
372. Luiz Roberto Salles – MPSP
373. Luiz Sérgio Hülle Catani – MPSP
374. Manoel Carvalho de Lima – MPAL
375. Manoel Figueiredo Antunes – MPRS
376. Manoella Guz – MPSP
377. Marcela Agostinho Gomes de Oliveira – MPSP
378. Marcela Figueiredo Bechara Ferro – MPSP
379. Marcelo Araújo Simões – MPRS
380. Marcelo Camargo Milani – MPSP
381. Marcelo da Silva Martins Pinto Camargo – MPSP
382. Marcelo Domingos Mansour – MPMT
383. Marcelo Fratangelo Ghilardi – MPSP
384. Marcelo Freire Garcia – MPSP
385. Marcelo Otávio Camargo Ramos – MPSP
386. Marcelo Roberto Ribeiro – MPSP
387. Marcelo Sciorilli – MPSP
388. Marcelo Sorrentino Neira – MPSP
389. Marcio Francisco Escudeiro Leite – MPSP
390. Márcio Roberto Silva de Carvalho – MPRS
391. Marco Antônio Lelis Moreira – MPSP
392. Marco Antônio Meiken – MPSP
393. Marcos Alex Vera de Oliveira – MPAM
394. Marcos Brant Gambier Costa – MPMT
395. Marcos Eduardo Rauber – MPRS
396. Marcos Giovane Ártico – MPRO
397. Marcos Tadeu Rioli – MPSP
398. Marcos Valério Tessila de Melo – MPRO
399. Marcos Vieira Godoy – MPSP
400. Marcus Patrick de Oliveira Manfrin – MPSP
401. Marcus Vinicius Homem Xavier – MPPR
402. Marcus Vinicius Monteiro dos Santos – MPSP
403. Marcus Vinicius Yamaue Romão – MPSP
404. Maria Alice Ferreira da Rosa – MPSP
405. Maria Aparecida R. M. Castanho – MPSP
406. Maria Cecília Alfieri Nacle – MPSP
407. Maria Fernanda Marques Maia – MPSP
408. Maria Gorete Pimentel Marques – MPSP
409. Maria Isabel El Maerrawi – MPSP
410. Maria José Nazaré – MPAM
411. Maria Júlia Camara Facchin – MPSP
412. Maria Paula Machado de Campos – MPSP
413. Maria Paula Pereira da Rocha – MPSP
414. Maria Pia Woelz Prandini – MPSP
415. Marian Fernanda Papa Natrini – MPSP
416. Mariana Bernardes Andrade – MPSP
417. Mariana Corrêa Viana – MPSP
418. Mariana de Melo Saraiva Marangoni – MPSP
419. Mariana de Oliveira Santos – MPSP
420. Mariana Ueshiba da Cruz Gouveia – MPSP
421. Marilia Bononi Francisco – MPSP
422. Marilia Gonçalves Gomes – MPSP
423. Marilia Molina – MPSP
424. Marina Calille Sanches – MPPR
425. Marina Faria – MPSP
426. Mário Coimbra – MPSP
427. Marlene Santana Oliveira – MPAL
428. Marlon Machado da Silva Fernandes – MPSP
429. Mary Ann Gomes Nardo – MPSP
430. Mateus Ávila Andrade de Azevedo – MPPR
431. Matheus Botelho Faim – MPSP
432. Maurício André Barros Pitta – MPAL
433. Maurício Azevedo Ferreira – MPSP
434. Maurício Carlos Fagnani Zuanaze – MPSP
435. Mauro Roberto Veras Bezerra – MPAM
436. Max Martins – MPAL
437. Melissa Gonçalves Rocha Tozatto – MPRJ
438. Micaela Carli Gomes – MPSP
439. Michael Junior Gebeluky – MPPR
440. Michelle Bregnoli De Salvo – MPSP
441. Mirian Neves de Oliveira – MPSP
442. Mirya Pinto Tavares Ferro – MPAL
443. Moacir M. Reis – MPSP
444. Mylene Comploier – MPSP
445. Natália Amaral Azevedo – MPSP
446. Natalia Danelli Rodrigues – MPSP
447. Natasha Scafi de Vasconcelos – MPPR
448. Nathália Monteiro Cipolla Piola – MPSP
449. Nélson César Santos Peixoto – MPSP
450. Nelson Luís Sampaio de Andrade – MPSP
451. Olavo Evangelista Pezzotti – MPSP
452. Orlando Brunetti Barchini e Santos – MPSP
453. Osvaldo de Oliveira Coelho – MPSP
454. Otávio Ferreira Garcia – MPSP
455. Otávio Xavier de Carvalho Junior – MPRO
456. Patricia Dosualdo Pelozo – MPSP
457. Patrícia Ferrer – MPSP
458. Patrícia Ignácio Teixeira – MPSP
459. Patrícia Sguerra Vita e Castro – MPSP
460. Patrícia Soares de Souza – MPSP
461. Patricia Taliatelli Barsottini – MPSP
462. Paula Augusta Mariano Marques – MPSP
463. Paula Deorsola – MPSP
464. Paula Elinore Pruks – MPSP
465. Paula Garmes Reginato – MPSP
466. Paula Gizzi de Almeida Pedroso Guirado – MPSP
467. Paula Magalhães da Silva Renno – MPSP
468. Paula Villanacci Alves Camasmie – MPSP
469. Paulo Augusto Radunz Junior – MPSP
470. Paulo Campos dos Santos – MPSP
471. Paulo Guilherme Carolis Lima – MPSP
472. Paulo Henrique Castex – MPSP
473. Paulo José de Palma – MPSP
474. Paulo Leornardo Ibanhez – MPSP
475. Paulo Penteado Teixeira Junior – MPSP
476. Paulo Roberto Ferreira Fortes – MPSP
477. Paulo Vinicius de Camargo Bispo – MPSP
478. Pedro de Jesus Juliotti – MPSP
479. Pedro dos Reis Campos – MPSP
480. Pedro Eduardo de Camargo Elias – MPSP
481. Pedro Ferreira Leite Neto – MPSP
482. Pérsio Ricardo Perrella Scarabel – MPSP
483. Plínio Castanho Dutra – MPRS
484. Priscila Prado – MPSP
485. Públio Caio Bessa Cirino – MPAM
486. Rafael Abujamra – MPSP
487. Rafael Augusto Pressuto – MPSP
488. Rafael Beluci – MPSP
489. Rafael Corrêa de Morais Aguiar – MPSP
490. Rafael Fernandes Viana – MPSP
491. Rafael Queiroz Piola – MPSP
492. Rafael Ribeiro do Val – MPSP
493. Rafael Valentim Gentil – MPSP
494. Raffaele de Filippo Filho – MPSP
495. Raphael Barbosa Braga – MPSP
496. Renata Bertoni Vita – MPSP
497. Renata Brandão Lazzarini – MPSP
498. Renata Caetano Pereira da Silva Fuga – MPSP
499. Renata Calazans Nasraui – MPSP
500. Renata Caldeira Costa Piccirilo Colafemina – MPSP
501. Renata de Oliveira – MPSP
502. Renato Abujamra Fillis – MPSP
503. Renato D. C. Freitas – MPSP
504. Renato dos Santos Gama – MPSP
505. Renato Kim Barbosa – MPSP
506. Renato Mendes – MPSP
507. Renato Queiroz de Lima – MPSP
508. Renilce Helen Queiroz de Sousa – MPAM
509. Ricardo Augusto Farias Monteiro – MPMT
510. Ricardo Barison Garcia – MPPR
511. Ricardo Brainer Zampieri – MPSP
512. Ricardo Manuel Castro – MPSP
513. Ricardo Maurício Martinhago – MPSP
514. Ricardo Montemor – MPSP
515. Ricardo Navarro Soares Cabral – MPSP
516. Ricardo Prado Pires de Campos – MPSP
517. Richard Gantus Encinas – MPSP
518. Roberta Amá Ferrante Alves – MPSP
519. Roberta Andrade da Cunha Logiodice – MPSP
520. Roberta Bena Perez Fernandes – MPSP
521. Roberta Cassandra Moraes – MPSP
522. Roberta Maria de Barros Fernandes – MPSP
523. Roberto Barbosa Alves – MPSP
524. Roberto de Almeida Salles – MPSP
525. Roberto Marcio Ragonezi Francisco – MPSP
526. Roberto Victor Anelli Bodini – MPSP
527. Robson Alves Ribeiro – MPSP
528. Rodrigo Aparecido Tiago – MPSP
529. Rodrigo Belline Lopes – MPSP
530. Rodrigo Curti – MPAC
531. Rodrigo de Moraes Garcia – MPSP
532. Rodrigo de Moraes Molaro – MPSP
533. Rodrigo Fabiano Puzzi – MPMG
534. Rodrigo Fernandez Dacal – MPSP
535. Rodrigo Franck de Araújo – MPSP
536. Rodrigo Lopes – MPSP
537. Rodrigo Mazzilli Marcondes – MPSP
538. Rodrigo Melgarejo – MPSP
539. Rodrigo Merli Antunes – MPSP
540. Rodrigo Miranda Leão Junior – MPAM
541. Rodrigo Nery – MPSP
542. Rodrigo Nunes Laureano – MPSP
543. Rodrigo Pereira dos Reis – MPSP
544. Rodrigo Ribeiro Domingues – MPMT
545. Rogerio Augusto de Almeida Leite – MPSP
546. Rogério Maurício Toledo Nascimento – MPPR
547. Rogerio Rocco Magalhaes – MPSP
548. Rogério Sanches Cunha – MPSP
549. Ronaldo Lara Resende – MPRS
550. Ronaldo Pereira Muniz – MPSP
551. Ronan Pedro Amorin – MPSP
552. Roosevelt Pereira Cursine – MPMT
553. Rosana Márcia Queiroz Piola – MPSP
554. Roseny Zanetta Barbosa – MPSP
555. Rubia Prado Motizuki – MPSP
556. Ruth Katherine Anderson Pinheiro – MPSP
557. Samira Jorge – MPBA
558. Samuel Frungilo – MPMT
559. Sandra Malta Prata Lima – MPAL
560. Sandra Reimberg – MPSP
561. Sandra Rodrigues de Oliveira M. Barbuto – MPSP
562. Sara Gama Leal – MPBA
563. Sebastião José Pena Filho Brasil – MPSP
564. Selma Negrão Pereira dos Reis – MPSP
565. Sérgio Campanharo – MPSP
566. Sérgio Clementino – MPSP
567. Sérgio Cunha de Aguiar Filho – MPRS
568. Sérgio Ricardo Gomes de Moura – MPSP
569. Sérgio Segurado Braz Filho – MPPR
570. Shalimar Christian Priester Marques – MPRO
571. Sheyla Andrade dos Santos – MPAM
572. Sidney Sydow – MPSP
573. Silvia Chackian de Toledo Santos – MPSP
574. Silvio Antonio Marques – MPSP
575. Silvio Brandini Barbagalo – MPSP
576. Silvio de Cillo Leite Loubeh – MPSP
577. Sonia Corrêa Mensch – MPRS
578. Sorandy Ayres Santos – MPSP
579. Sultane Rubez Jeha – MPSP
580. Taciana Trevisoli Panagio Gil – MPSP
581. Tânia Mara Tórtola – MPSP
582. Tássia Ismênia da Rocha Silva – MPSP
583. Tatiana Bianchi Triviño – MPSP
584. Tatiana Callé Heilman – MPSP
585. Tatiana Magosso E. Franco Silva – MPSP
586. Tereza Cristina Coelho da Silva – MPAM
587. Tereza Cristina Coutinho do Amaral Barroso – MPMG
588. Thaísa Durante Unger Monteiro – MPSP
589. Thales Cezar de Oliveira – MPSP
590. Thiago Alcocer Marin – MPSP
591. Thiago B. Ariza – MPSP
592. Thiago Beretta Galvão Godinho – MPSP
593. Thiago Marin – MPSP
594. Thiago Rovere – MPSP
595. Thiago Tavares Simoni Aily – MPSP
596. Thomas Henriques Zanella Fortes – MPMG
597. Tiago Cadore – MPRO
598. Tiago Cintra Zarif – MPSP
599. Tiago de Toledo Rodrigues – MPSP
600. Tiago do Amaral Barboza – MPSP
601. Tiago Dutra Fonseca – MPSP
602. Tiago Lisboa Mendonça – MPPR
603. Tomás Busnardo Ramadan – MPSP
604. Valéria Magalhães Pinheiro de Souza – MPBA
605. Vanessa Bortolomasi – MPSP
606. Vanessa Ibarreche Santa Terra – MPSP
607. Vanessa Therezinha Sousa de Almeida – MPSP
608. Vania Maria Marques Marinho – MPAM
609. Verônica Silva de Oliveira – MPSP
610. Victor Eduardo Rios Gonçalves – MPSP
611. Victor Ramalho Monfredinho – MPRO
612. Vinicius Rodrigues França – MPSP
613. Virgínia Silveira Martins Neves Roma – MPSP
614. Vivian Christiane Premebida Santos – MPPR
615. Waleska Bueno Sanches Buratto – MPSP
616. Wallace Paiva Martins Junior – MPSP
617. Wanderley Baptista da Trindade Júnior – MPSP
618. Washington Gonçalves Vilela Junior – MPSP
619. Washington Luiz Santos – MPPR
620. Werner Dias de Magalhães – MPSP
621. Weslei Gustavo Souza Ciciliato – MPSP
622. William Daniel Inacio – MPSP
623. Wilson Ricardo Coelho Tafner – MPSP
624. Yara Jerozolimski – MPSP
625. Yoon Jung Kim – MPSP
626. Yuri Borges de Mendonça – MPSP
627. Zenon Lotufo Tertius – MPSP

Recessão econômica atual deve ser a pior da história do Brasil


Salvo uma inesperada retomada da economia, a atual recessão caminha para se tornar, até o fim do ano, a pior já medida com precisão no País. Pelos critérios da Fundação Getulio Vargas, o ciclo de contração da atividade econômica, iniciado em meados de 2014, no primeiro mandato de Dilma, já completou sete trimestres. O oitavo está em curso; até dezembro, serão 11. Ao fim desse período, segundo as projeções mais consensuais dos analistas de mercado, o PIB terá acumulado uma queda de ao menos 8,7%. O PIB brasileiro começou a ser calculado em 1947, e há dados oficiais para o desempenho trimestral desde 1980. Nos últimos 36 anos, a recessão mais longa durou 11 trimestres, entre 1989 e 1992, quando o PIB caiu 7,7%. A mais intensa, de nove trimestres, entre 1981 e 1983, levou a economia a encolher 8,5%. Da década passada para cá, houve mudanças na metodologia da apuração dos números pelo IBGE, o que lança dúvidas sobre a comparação com as cifras mais antigas. Mas, na grande maioria dos casos, as revisões resultaram em taxas melhores para o PIB. O crescimento em 2011, no exemplo mais eloquente, subiu de 2,7% para 3,9%. Os dados disponíveis indicam que os recordes da crise atual podem abranger um intervalo de tempo ainda maior. Em estudo de 2010, os economistas Regis Bonelli e Claudia Fontoura Rodrigues estimaram PIBs trimestrais de 1947 a 1980 e apontaram só dois breves ciclos de retração: dois trimestres em 1963 e três entre 1966 e 1967. Recessões agudas e prolongadas são raras no País – em geral, associadas a reviravolta do mercado externo, a choque econômico doméstico ou a grave crise política. Nas medições regulares do PIB, a primeira queda anual, de 4,3%, só foi apurada em 1981, quando uma elevação brusca dos juros internacionais tornou impagável a dívida externa e apressou o enfraquecimento da ditadura. Nas estimativas mais aceitas para a primeira metade do século passado, só há um caso de recuo da renda nacional por dois anos seguidos: em 1930-1931, depois que a queda da Bolsa de Nova York precipitou a Grande Depressão. Calcula-se que a economia, então baseada na exportação de café, tenha se retraído em 5,3% naquele biênio – menos que os 7,1% de 2015-2016, considerando a projeção de 3,4% da FGV para este ano. Convém relativizar a comparação, e não apenas devido à precariedade dos dados de 85 anos atrás. As consequências da crise dos anos 1930 foram dramáticas: as oligarquias agrárias começaram a perder poder, enquanto emergia a industrialização. Hoje, o impacto da recessão é mitigado pela demografia, com menor crescimento populacional, e pelos programas de amparo aos pobres.

Delator da Lava Jato pagou R$ 95 mil a líder do governo, diz revista

Um novo colaborador da Lava Jato afirmou que repassou R$ 95 mil ao líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE) por ter ajudado a empreiteira Engevix, investigada na operação, a conseguir a liberação de um empréstimo junto ao Banco do Nordeste. A informação foi publicada na edição deste sábado (12) da revista "Época". Segundo o delator, em 2010 ele pediu ajuda a José Guimarães para aproximar José Antunes Sobrinho, um dos sócios da Engevix que hoje está preso, ao presidente do Banco do Nordeste, Roberto Smith. O empreiteiro buscava ajuda do petista para conseguir a liberação de um empréstimo de R$ 260 milhões. Em troca do favor, Sobrinho pagou R$ 1 milhão de comissão ao petista, diz o delator. Na colaboração, ele informou também que foi o responsável pelo pagamento de R$ 95 mil ao deputado. O valor foi dividido em dois cheques, um de R$ 65 mil e outro de R$ 30 mil. A pedido do delator, que afirma temer pela vida, seu nome foi mantido em sigilo pela Procuradoria Geral da República. A manutenção do nome em segredo após a homologação do acordo é uma exceção em relação às colaborações que vêm sendo celebradas na Lava Jato. Segundo a revista, o delator revelou que integrou um esquema clandestino montado pelo PT para arrecadar dinheiro de empresas que tinham interesse em fazer negócios com o governo. O responsável pela organização dos desvios era o petista gaúcho Paulo Ferreira, tesoureiro do PT entre 2005 e 2010 e marido da ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello.

40 dias sem CCJ


Completa hoje 40 dias em que a CCJ e as demais comissões permanentes da Câmaraestão paradas. Estão assim, portanto, desde que se iniciou o ano no Legislativo. A CCJ é a mais importante delas. A paralisação deve-se à demora na nomeação de integrantes das comissões — inicialmente, por decisão de Eduardo Cunha, que decidiu esperar o julgamento, no STF, do recurso contra rito do impeachment decidido pela Corte. A isso se somou a decisão dos deputados de esperar o fim da janela partidária para iniciar a formação das comissões.

Convenção veta novos ministros do PMDB no governo Dilma


A convenção nacional do PMDB aprovou neste sábado uma moção que proíbe filiados de assumirem novos cargos no governo federal nos próximos 30 dias, período em que o partido avaliará se rompe com a presidente Dilma Rousseff e adota uma posição de independência no Congresso Nacional. Deputados e dirigentes de oposição, favoráveis ao impeachment de Dilma, pressionaram para que o veto fosse à votação, o que não estava nos planos da cúpula do partido. O objetivo é evitar que o deputado Mauro Lopes (MG) venha a assumir a Secretaria da Aviação Civil e se torne o oitavo ministro peemedebista no governo. A decisão foi tomada com o plenário esvaziado, depois de o vice-presidente da República, Michel Temer, deixar a convenção em Brasília acompanhado pelos caciques do partido, como o presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), e o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (RJ). Apesar do veto, Mauro Lopes deseja assumir o cargo que havia sido oferecido à bancada de Minas Gerais pelo Planalto na última eleição da liderança do partido na Câmara. Ele questionou a validade da moção, cuja votação não era prevista no edital da convenção. Por causa da intenção de assumir a Aviação Civil, o deputado quase perdeu o posto de secretário-geral do PMDB para o ex-ministro Eliseu Padilha. Ao fim da convenção, porém, ele permaneceu na Executiva Nacional, depois de a bancada mineira garantir que Lopes não será mais indicado ao ministério, conforme o senador Romero Jucá (RR), agora primeiro vice-presidente nacional. "Não vamos aceitar nenhum cargo nos próximos trinta dias. Temer, precisamos decidir essa questão política", cobrava o prefeito de Araraquara (SP), Marcelo Barbieri: "Nós não deliberamos se vamos aceitar a cooptação por parte da presidente Dilma para tentar desmontar o PMDB com novos cargos". O ex-ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, ainda telefonou para o vice-presidente e tentou conter a apreciação da moção. Primeiro, ele disse que Temer recomendou uma consulta ao setor jurídico do PMDB. Minutos depois, entre gritos de "saída já" e "fora PT", anunciou que a votação seria liberada. A decisão foi comemorada por integrantes da Juventude do PMDB e deputados como Carlos Marum (MS), Darcísio Perondi (RS) e Osmar Terra (RS). "Quem aceitar qualquer cargo no governo a partir de agora e quem não sair vai estar expulso do partido dentro de trinta dias", disse Terra. "Quem sustenta esse cadáver insepulto desse governo são os governistas do PMDB", afirmou Marum. O ex-vice-presidente da Caixa e ex-ministro Geddel Vieira Lima (BA), atualmente contrário à aliança com o PT, ainda tentou constranger o ministro da Saúde, Marcelo Castro, ao cobrar abertamente - na mesa - que explicasse aos militantes o motivo de ainda estar no governo.

O bilhete que liga o doleiro a Dilma

Em manuscrito de Alberto Youssef o nome da presidente Dilma aparece próximo a valores. Documento foi entregue pela contadora do doleiro à PF em abril de 2014, às vésperas da campanha eleitoral, e que estranhamente se mantinha incógnito até agora

Sérgio Pardellas
No dia 29 de abril de 2014, quando começou a atuar como informante da Polícia Federal, a contadora de Alberto Youssef, Meire Poza, forneceu à Lava Jato uma série de documentos recolhidos por ela nos escritórios do doleiro. Um deles, se divulgado à época, poderia ter efeito devastador sobre a campanha à reeleição de Dilma Rousseff. Trata-se de um bilhete escrito de próprio punho pelo doleiro em que ele menciona a presidente. No alfarrábio, o nome de Dilma aparece próximo a valores.
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Guardado a sete chaves pela Lava Jato, o manuscrito de Alberto Youssef atravessou a campanha presidencial incógnito e assim permaneceu até agora. ISTOÉ teve acesso com exclusividade ao documento. Na atual circunstância política, – com a presidente cada vez mais isolada e impassível diante da crise e das denúncias envolvendo sua campanha, – a anotação do doleiro renova o seu potencial explosivo. O bilhete é a principal revelação do livro Assassinato de Reputações II – muito além da Lava Jato – de autoria do delegado Romeu Tuma Jr, previsto para ser lançado nesta semana.
 
É a primeira vez que surge uma prova ligando Dilma ao doleiro. No manuscrito, a referência à Dilma é o segundo item abaixo do registro “1.000.000 Bsb” (um milhão Brasília). Ao lado do nome da atual mandatária do País aparece o número 17, a palavra viagem e ao que tudo indica ser um horário “16:30”. No primeiro item, Youssef refere-se a um “novo embaixador”. Na sequência, ele sugere o desembolso de alguma quantia: “1.000 – Pagar 50”. Para a secretária do doleiro, profunda conhecedora dos submundos do Petrolão, uma das explicações para o apontamento de Youssef seria “algum pagamento que deveria ser feito à Dilma”. 
 
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De acordo com relato da contadora, ao receber o papel, em abril de 2014 na Superintendência da PF na Lapa, em São Paulo, o delegado Márcio Anselmo, da força-tarefa da Lava Jato, vibrou: “Que coisa maravilhosa”, teria dito, segundo testemunho dela que consta do livro Assassinato de Reputações II. Ao presenciar a cena, Meire pensou na hora: “Dilma estava no esquema”. Anselmo estava acompanhado do agente Rodrigo Prado. Tanto o manuscrito citando Dilma como os demais documentos entregues por Meire foram acondicionados no porta-malas de uma Range Rover Evoque, apreendida pela Lava Jato e agora a serviço da PF. 
 
No dia seguinte, o agente Prado enviou um email à contadora de Youssef: “Nossa conversa foi muito boa. Vamos mantendo contato por aqui”. Começava ali o trabalho de Meire Poza como uma espécie de agente infiltrada da PF. Ao longo de mais de um ano, até meados de setembro de 2015, a contadora municiou os policiais federais com uma série de informações relevantes. A maioria delas foi considerada pelos integrantes da Lava Jato na hora de produzir provas contra envolvidos no esquema de desvios na Petrobras. 
 
Os relatos se revelaram cruciais para a deflagração de operações que vieram a seguir. Estranhamente, o bilhete em que o doleiro menciona a presidente teve outro destino. Nunca foi incorporado às provas da Lava Jato. Além de não aparecer no e-Proc, sistema de consulta dos processos da força-tarefa, ISTOÉ apurou que o documento nunca foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República (PGR) – caminho obrigatório e formal de qualquer indício ou prova envolvendo um presidente da República. “Esse manuscrito nunca apareceu por aqui”, assegurou na semana passada à reportagem de ISTOÉ um alto integrante da PGR que se debruçou sobre o material relativo ao doleiro Alberto Youssef. 
 
Para Romeu Tuma Jr, o episódio é um claro indicativo de que possa ter havido pressão do Planalto para abafar o caso. “É uma indicação forte de que houve uma tentativa de proteger Dilma”, afirmou Tuma Jr. à ISTOÉ. Hoje, no momento de maior fragilidade da presidente, desde a posse, em que as discussões sobre o impeachment ganham força e vigor, tanto a revelação do bilhete, escrito pelo doleiro, como as suspeitas de mais uma interferência do Planalto na Lava Jato contribuem para tornar a situação da petista ainda mais delicada. 
 
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Internação do doleiro na véspera do 2º turno chegou a ser tratada como atentado.
Não foi, mas a relação dele com a candidata poderia influir na eleição
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Na semana passada, ISTOÉ publicou com exclusividade trechos da delação do senador Delcídio do Amaral (PT-MS). As revelações do parlamentar sacudiram a República. Entre elas, a tentativa de ingerência de Dilma nas investigações da Lava Jato, ao nomear o ministro Marcelo Navarro, ao STJ, em troca do compromisso de soltura de empreiteiros envolvidos no Petrolão. Esta seria mais uma investida de Dilma contra a Lava Jato, desta vez no sentido de evitar a criação de embaraços para ela própria. Razões não faltavam. 
 
Quando o manuscrito em que o doleiro menciona a presidente chegou às mãos da PF, em 29 de abril de 2014, o País encontrava-se às vésperas da campanha eleitoral. Em 17 de março daquele ano, Alberto Youssef fora preso, acusado de ser um dos operadores do Petrolão. Em setembro, o doleiro iniciaria os seus depoimentos à PF. Perguntado, em uma das sessões, sobre o nível de comprometimento de autoridades no esquema de corrupção na Petrobras, o doleiro afirmou: “O Planalto sabia de tudo”. Questionado pelo delegado que colhia o depoimento a quem ele se referia, Youssef respondeu: “Lula e Dilma”. 
 
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Ficou por isso mesmo: Ao ver o bilhete, o delegado
Márcio Anselmo vibrou: “Coisa maravilhosa”
 
A afirmação se tornou pública na sexta-feira 24 de outubro, antevéspera do segundo turno das eleições. No dia seguinte, o doleiro era internado. Imediatamente, surgiram versões de que ele teria sido alvo de atentado ou queima de arquivo. Oficialmente tratou-se de um infarto. O resto da história, todos sabem: Dilma reeleita por uma margem estreita de votos em relação ao senador Aécio Neves (PSDB). Difícil prever se o surgimento desse novo elemento – no caso, o bilhete de Youssef – seria capaz de mudar os rumos da eleição. É certo, no entanto, que o Planalto, tinha total interesse em manter o documento incógnito em meio ao calor da campanha. Seu vazamento era totalmente inconveniente a Dilma àquela altura.
 
 O livro Assassinato de Reputações II, cujo fio condutor é a trajetória da contadora Meire Poza, a ligação com Youssef e sua atuação como informante da PF, traz outra revelação importante. Por intrigante. Segundo Meire, a Lava Jato poderia ter sido deflagrada dois anos antes, em 2012, quando ela se dirigiu pessoalmente à sede da PF em São Paulo e se dispôs a colaborar com informações sobre o esquema operado por Alberto Youssef. Quem a recebeu foi o delegado Otávio Margonari Russo, lotado na Lapa de Baixo, bairro da zona oeste de São Paulo. Ela diz ter levado tudo o que tinha de indícios de Youssef associados ao PT. 
 
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Dinheiro: Para Meire Poza, contadora do doleiro, anotação significa pagamento à Dilma
 
O delegado prometeu investigar, mas não tomou seu depoimento. Duas semanas depois, quando Meire telefonou cobrando uma posição, o delegado, de acordo com a contadora, primeiro disse não se lembrar dela. Depois, recomendou a Meire que não ligasse mais. “Se eu estiver precisando de alguma coisa, quem liga pra você sou eu”. A ligação nunca veio. Em 26 de maio de 2014, Meire relatou esse episódio em reunião com as estrelas da promotoria da Lava Jato: Deltan Dallagnol, Andrey Borges, Carlos Fernando e Roberson Pozzebon. Também participaram do encontro Márcio Anselmo, com quem Meire costumava conversar pelo whatsapp, e Rodrigo Prado. “Minha história começou em março de 2012, quando denunciei Alberto Youssef à Polícia Federal de São Paulo e não aconteceu nada”, disse. 
 
Silêncio sepulcral. O primeiro a falar teria sido Dallagnol. “Como assim? Você sabia disso, Márcio?”. Ao que o delegado respondeu: “É, eu sabia. Ela esteve lá com um colega nosso, mas, putz, ele estava cheio de trabalho e não levou isso pra frente”. Anselmo foi procurado por ISTOÉ desde a terça-feira 8, mas não retornou até o fechamento desta edição. A reportagem também tentou uma audiência com a direção da PF em Brasília para tratar do tema. Sem sucesso. Numa conversa mantida em Curitiba com o agente Prado, com o qual mantinha uma relação próxima, Meire ouviu do próprio policial que, em sua avaliação, Otávio Russo, ao não investigar a denúncia formulada por ela em 2012, havia incorrido num crime: o de prevaricação.
 
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“Esquema de Santo André se reproduziu em Brasília”
 
A expectativa é que o livro Assassinato de Reputações II - muito além da Lava Jato - repita o estrondoso sucesso da primeira edição
 
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Ingerência: Para Romeu Tuma Jr, Planalto atuou para retardar início da Lava Jato
 
Em 2012, Marcos Valério, o operador do mensalão, prestou um depoimento em que revelou pela primeira vez que o pecuarista José Carlos Bumlai havia intermediado um empréstimo de R$ 12 milhões junto ao Banco Schahin para, com metade deste valor, conseguir comprar o silêncio do empresário de transportes, Ronan Maria Pinto. Segundo Valério, Ronan ameaçou envolver o ex-presidente Lula, e os ex-ministros José Dirceu e Gilberto Carvalho no assassinato do então prefeito de Santo André, Celso Daniel. 
 
Valério tentava um acordo de delação premiada e disse ainda que, como contrapartida ao empréstimo a Bumlai, a Schahin foi recompensada com contratos bilionários na Petrobras. Em fevereiro do ano passado, ISTOÉ trouxe um documento do Banco Central atestando a ilegalidade da operação. Em dezembro, depois de ser preso, Bumlai confessou o esquema. O livro Assassinato de Reputações II – muito além da Lava Jato – traz o contrato da transferência de R$ 6 milhões a Ronan, em 2004. Ele prova que a operação clandestina narrada por Valério e confirmada por Bumlai de fato ocorreu. 
 
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A documentação, segundo narra o livro, foi repassado à PF pela contadora Meire Poza. De acordo com a secretária de Alberto Youssef, quem lhe entregou o material foi Enivaldo Quadrado, braço-direito do doleiro. “O Enivaldo pediu para que eu guardasse como se fosse a minha vida, pois era o seguro dele contra o Lula”. Fornido dessas e outras importantes revelações, o novo livro de Romeu Tuma Jr. e Claudio Tognolli promete repetir o retumbante sucesso da primeira edição. O Assassinato de Reputações – um crime de Estado, lançado em dezembro de 2013, vendeu mais de 140 mil cópias e ficou 24 semanas na lista dos mais vendidos. 
 
“Demonstramos no livro que o esquema de Santo André se reproduziu em Brasília. Como ocorreu em Santo André, também tentaram abafar as denúncias de Meire Poza feitas em 2012 sobre o Petrolão. Suspeita-se que tenha sido para preservar o governo, afinal, com o andamento das investigações, tudo o que nós temos assistido sobre a Lava Jato estaria acontecendo às vésperas da eleição de 2014, vencida por Dilma”, diz Tuma Jr. no livro. 
 
Filho do ex-senador e diretor-geral da Polícia Federal Romeu Tuma - morto em 2010 -, Romeu Tuma Junior é delegado aposentado da Polícia Civil de São Paulo e ex-deputado estadual. Integrou a Interpol e, em 2007, durante o governo Lula, Tuminha, como é conhecido, foi nomeado secretário nacional de Justiça. No cargo, acompanhou operações importantes, como a Satiagraha. Acabou exonerado três anos depois, de maneira repentina, pelo Palácio do Planalto. Diz ter sido vítima de perseguição política.