quarta-feira, 23 de março de 2016

Doleiro preso em Porto Alegre na Operação Lava Jato (Operação Xepa) fez doação eleitoral para o peremptório petista Tarso Genro e o PT gaúcho

O doleiro preso ontem, 22-03, na 25ª da Operação Lava Jato, a Operação Xepa, em Porto Alegre, Antonio Claudio Albernaz Cordeiro, fez em 2014 doação eleitoral de R$ 35 mil ao PT do Rio Grande do Sul para a campanha do peremptório petista "grilo falante" e poeta de mão cheia e tenente artilheiro Tarso Genro. Como é generoso, especialmente com a ORCRIM, o doleiro Antonio Claudio Albernaz Cordeiro fez também mais uma doação de R$ 35 mil, desta vez ao comitê do PT do Rio Grande do Sul. 

Dilma troca o ministro do Esporte, à véspera da Olimpíada, para tentar segurar o impeachment


A articulação política do governo para tentar evitar o impeachment chegou ao Ministério do Esporte. Na tentativa de angariar 172 votos contra o processo de afastamento na Câmara, a presidente Dilma Rousseff decidiu mudar o comando do Ministério do Esporte, a menos de cinco meses dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. O motivo foi a debandada do PRB de sua base. Dilma avisou nesta terça-feira a George Hilton, que trocou o PRB pelo PROS na expectativa de se manter na pasta, que ele perderá o cargo. A presidente deve nomear como ministro o atual secretário para Esportes de Alto Rendimento, Ricardo Leyser, filiado ao PCdoB. Ele está no ministério desde 2003 e coordena na pasta os preparativos para a Olimpíada do Rio de Janeiro. O nome dele blinda o governo das críticas de indicar alguém de fora da área e agrada ao sempre aliado PCdoB. Hilton migrou para o PROS, com aval da Presidência, e queria ficar no cargo. Mas a estratégia naufragou: se mantivesse Hilton no cargo, Dilma preservaria um ministro sem bancada. O Pros elegeu onze deputados, mas ficou com apenas quatro em exercício depois da janela de migração partidária. O PRB se manteve com 22 parlamentares na Câmara. E o PCdoB, que já votava com a presidente, tem treze. Ao retirar Hilton do cargo, a presidente tenta "distensionar" a relação com a bancada do PRB e o comando nacional do partido, ligado à Igreja Universal do Reino de Deus. Ele irritou o comando do PRB ao comunicar a desfiliação com uma nota pública depois de, segundo o presidente da sigla, Marcos Pereira, ter combinado que deixaria o cargo. Dilma ainda tenta atrair votos do partido, agora independente no Congresso Nacional. O PRB ainda tem três secretários indicados no ministério: Marcos Jorge de Lima (Executivo), Rogério Hamam (Futebol) e Carlos Geraldo Santana de Oliveira (Inclusão Social). O partido afirma que eles foram orientados a pedir exoneração assim que o novo ministro assumir. 

O poderoso chefão Lula, que quer ser ministro, convoca sindicalistas para guerra contra a Operação Lava Jato


O poderoso chefão Lula disse nesta quarta-feira (23) que se sente enojado com o tratamento que recebe da imprensa e de agentes responsáveis pela Operação Lava Jato. Em um evento em São Paulo organizado por sindicatos, ele disse, em um longo discurso, que ficou com raiva quando um promotor público acusou sua mulher, Marisa Letícia, de lavagem de dinheiro. Nas investigações do Ministério Público, o ex-presidente é suspeito de ter recebido vantagens indevidas, sendo beneficiário de crimes cometidos no âmbito da Petrobras. O poderoso chefão Lula pediu aos sindicalistas presentes ao evento na Casa de Portugal para que pressionem os agentes da força-tarefa em relação aos efeitos da operação. "Já ouvi falar que são R$ 200 milhões em prejuízos. Da mesma forma que vocês falam com a Dilma, vocês têm que procurar a força-tarefa e perguntar se eles têm consciência do que estão fazendo com o País", disse o ex-presidente, que teve suspensa a posse na chefia da Casa Civil de Dilma. Ou seja, ele está convocando os sindicalista contra a ação da Justiça. Se isto não é uma renovada ação de obstrução da ação da Justiça, então o que seria? Em seu longo discurso, ele repetiu a promessa de viajar pelo Brasil para falar contra o impeachment da presidente. "Enganam-se aqueles que pensam que só posso ser ministro para ajudar a Dilma", disse. Lula também chamou de "babaquice" a divisão que o País hoje atravessa e afirmou que o "tempo mostrará quem está com a razão." "Se acharem alguém mais honesto do que eu, desisto da vida pública", afirmou. Lula recebeu apoio dos sindicalistas para ocupar a Casa Civil. Ao ouvir críticas à política econômica, disse que tem consciência da crise e reconheceu: "Vai levar muito tempo para que o País possa viver de novo o que vivemos". Ele endossou, porém, os ataques ao ajuste fiscal, citando o bloqueio do Orçamento anunciado pelo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, nesta terça-feira (22). "Tenham mais seis meses de paciência e vamos provar que o Brasil vai voltar a ser o País da alegria", pediu Lula, que alfinetou ainda o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal: "O ministro Gilmar Mendes me cassou e voou para Portugal. Enganam-se aqueles que pensam que só posso ajudar Dilma se for ministro".

OAB decide entregar na segunda-feira um novo pedido de impeachment da petista Dilma

A OAB vai protocolar na segunda-feira (28) um novo pedido de impeachment da presidente petista Dilma Rousseff no Congresso Nacional. O pedido de afastamento foi aprovado na sexta-feira (18) em reunião do Conselho Federal da entidade, por 26 votos a 2. O processo da OAB aponta cometimento de crimes de responsabilidade por Dilma em situações como: interferência na Operação Lava Jato –como apontou a delação do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), pelas pedalas fiscais (atrasos nos repasses feitos pelo Tesouro aos bancos públicos para cobrir despesas com subsídios e programas sociais) e renúncia fiscal concedida para a realização da Copa do Mundo de 2014. A nomeação do poderoso chefão e ex-presidente Lula, também investigado na Lava Jato, foi considerada uma "ingerência" da presidência, por indicar que houve uma tentativa de levar as apurações do petista para o Supremo Tribunal Federal. O governo defendeu que não há fato imputável a partir desses pontos para permitir o processamento da a presidente. A Câmara já discute um processo de impeachment que foi apresentado por juristas e trata principalmente de pedaladas fiscais.

Economia piora, e governo da petista Dilma já prevê rombo de R$ 96,7 bilhões em 2016


O governo da petista Dilma Rousseff vai enviar ao Congresso, até segunda-feira, um projeto para alterar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e permitir que a União possa fechar o ano com déficit primário de 96,7 bilhões de reais. A notícia surge um dia depois de o governo anunciar um contingenciamento (bloqueio de verbas) adicional de 21,2 bilhões de reais no Orçamento. Isso é uma enganação. O déficit será muito maior do que 150 bilhões de reais, e durante o ano será necessário modificar de novo a lei para tentar legalizar o tamanho gigantesco desse rombo. O novo déficit é 36,45 bilhões de reais maior que o anunciado em fevereiro, quando o governo tinha anunciado que pediria autorização para encerrar o ano com déficit de 60,2 bilhões de reais. O déficit primário é o resultado negativo das contas do governo antes do pagamento dos juros da dívida pública. Ao explicar a medida, o ministro da Fazenda, o petista Nelson Barbosa, disse que a queda de arrecadação causada pelo fraco desempenho da economia justificou a revisão da meta. "Para que o governo ajude a economia a se estabilizar e fazer com que o emprego e a renda se recuperem mais rapidamente, estamos propondo uma nova meta fiscal. Tomamos a decisão depois de verificar a evolução de despesas no primeiro trimestre e de promover conversas dentro do governo e com parlamentares", explicou. Para chegar ao novo resultado, o projeto propõe o abatimento de até 120,7 bilhões de reais da meta fiscal para este ano, segundo Barbosa. Desse total, 82 bilhões de reais corresponderiam à frustração de receitas - 40,3 bilhões de reais de receitas administradas (tributos administrados pela Receita Federal) e 41,7 bilhões de reais de receitas não administradas (operações com ativos, dividendos de estatais e receitas de concessões públicas). Os 38,7 bilhões de reais restantes corresponderão à autorização para o governo gastar 3 bilhões de reais em ações de prevenção à dengue, à febre chikungunya e ao vírus zika e 9 bilhões de reais em obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que estão paralisadas. O governo pedirá ainda a dedução de até 3,5 bilhões de reais de gastos com defesa e de até 1,95 bilhão de reais da regularização do Fundo de Apoio à Exportação e proporá a recomposição do contingenciamento de 21,2 bilhões de reais anunciado nesta terça-feira. Originalmente, o governo pretendia abater 84,2 bilhões de reais da meta fiscal, com 72,2 bilhões de reais decorrentes da frustração receitas - 30,5 bilhões de reais de receitas administradas e 41,7 bilhões de reais de receitas não administradas. Os valores para os gastos com saúde pública e o PAC foram mantidos. Segundo Barbosa, o déficit primário pode aumentar em 6 bilhões de reais dependendo da adesão dos governadores à proposta de renegociação da dívida dos estados e do Distrito Federal com a União. Nesse caso, o resultado negativo poderia chegar a 102,7 bilhões de reais. O Orçamento aprovado pelo Congresso no fim do ano passado estabelece uma meta de superávit primário - economia para pagar os juros da dívida pública - de 24 bilhões de reais para o Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) para este ano. No entanto, o agravamento da crise econômica e a queda da arrecadação dificultaram o cumprimento da meta.

Ministério Público Federal nega que Odebrecht tenha fechado delação



Ainda que a empresa tenha de fato acertado o acordo, os procuradores não poderiam confirmar; em nova nota, construtora reafirmou a intenção de colaborar com as autoridades

23/03/2016 às 18:31 - Atualizado em 23/03/2016 às 19:45


O Ministério Público Federal no Paraná negou nesta quarta-feira que executivos da Odebrecht tenham fechado acordo de delação premiada com a força-tarefa da Lava Jato. Na noite de terça-feira, a empreiteira informou que o ex-presidente do grupo, o sinhozinho baiano Marcelo Odebrecht e demais executivos implicados na operação decidiram por uma "colaboração definitiva" com a Justiça. "A empresa, que identificou a necessidade de implantar melhorias em suas práticas, vem mantendo contato com as autoridades com o objetivo de colaborar com as investigações", informou a construtora. Para o Ministério Público Federal do Paraná, "a simples manifestação dessa vontade (de colaborar) pela imprensa, seja por indivíduos, seja por qualquer grupo empresarial investigado, não possui qualquer consequência jurídica, motivo pelo qual as investigações e atos processuais continuarão em andamento". Em uma nova nota divulgada pela Odebrecht na noite desta quarta, a empresa reafirma a intenção de colaborar com a Justiça. "A Odebrecht, por meio de seu comunicado divulgado na noite de terça-feira, teve a intenção de manifestar à sociedade sua disposição de colaborar com as autoridades". Ainda que a Odebrecht tenha de fato fechado acordo, o Ministério Público não poderia confirmar a delação, cujo sigilo é protegido por lei. Notas destinadas exclusivamente a negar tais acordos, contudo, são raras. "A simples intenção demonstrada não tem o condão de descaracterizar a contínua ação do Grupo Odebrecht em obstruir as investigações em andamento, como ficou caracterizado na recente 26ª fase da Operação Lavajato, com a tentativa de destruição de seu sistema de controle informatizado de propina", prossegue a Procuradoria. É esperado que uma delação de Marcelo Odebrecht envolva políticos com foro privilegiado - o que levaria as negociações sobre os depoimentos do executivo para a Procuradoria-Geral da República, e não para o Ministério Público Federal no Paraná. Marcelo Odebrecht está preso desde o dia 19 de junho de 2015, quando foi deflagrada a fase da Lava Jato que investigou a atuação da Odebrecht e da Andrade Gutierrez com o esquema de fraude em contratos da Petrobras e de pagamento de propina a agentes públicos. Odebrecht já foi condenado a 19 anos e quatro meses de prisão, em regime fechado, pelos crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e associação criminosa e responde a outras ações penais relacionadas ao Petrolão do PT. Nos bastidores, Odebrecht era pressionado por familiares para fechar um acordo de delação premiada e, mesmo com a penalidade imposta pelo juiz Sergio Moro, conseguir benefícios judiciais. Conforme a Lei 12.850/2013, em caso de delação firmada depois da sentença, a pena poderá ser reduzida até a metade ou será admitida a progressão de regime ainda que ausentes os requisitos objetivos - ou seja, acelera a progressão de regime.

Relator do impeachment pede reforço policial à Câmara


Relator da comissão do impeachment, o deputado federal Jovair Arantes (PTB-GO) pediu reforço policial à Câmara dos Deputados um dia antes de seu escritório político, em Goiânia, ser alvo de ataque e ter o muro quebrado. Após o episódio, a segurança foi concedida pelo presidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ). "Ele não comentou um caso específico. O Jovair entende que, pelo ambiente atual, seria importante para ter tranquilidade e se concentrar neste relatório", afirmou o presidente da comissão, deputado Rogério Rosso (PSD-DF), a quem Jovair fez diretamente o pedido. Rosso, por outro lado, não vê necessidade de um acompanhamento policial. Ele costuma andar pelas ruas da capital federal de bicicleta nas primeiras horas do dia e afirma que vai manter a rotina. "Não quero e não preciso. Tenho recebido na minha casa manifestações da forma mais gentil possível, então eu prefiro permanecer nesta mesma forma acreditando na civilidade das pessoas", disse Rosso.

ATENÇÃO - ATENÇÃO - O governo da petista Dilma Roussef cogita decretar estado de defesa no País, é o desespero ditando ações

O senador Ronaldo Caiado, do DEM de Goiás, postou esta tarde no seu Facebook a informação de que o governo da petista Dilma Roussef cogita decretar Estado de Defesa no Brasil. A medida de exceção pode ser decretada pela presidente, mas 24 horas depois precisa ser comunicada e aprovada pelo Congresso. Se for aprovada, durará pelo prazo máximo de 30 dias. Está tudo previsto no art. 136 da Constituição Federal. Um dos fundamentos para a decretação é a existência de grave crise institucional. As conseqüências durante o estado de defesa poderão ser: restrição aos direitos de reunião, sigilo de correspondência e comunicação telegráfica e telefônica; ocupação e uso temporário de bens e serviços públicos (somente na hipótese de calamidade pública); prisão por crime contra o Estado, determinada diretamente pelo executor do estado de defesa. Esta prisão não poderá ser superior a 10 dias e será imediatamente comunicada a juiz competente que a relaxará no caso de ilegalidade, sendo ainda vedada a incomunicabilidade do preso. 

UBS diz que Brasil não merece confiança

A equipe de estratégia em ações para mercados emergentes do UBS permanece com recomendação “abaixo da média” ao Brasil. Para eles, mesmo com a perspectiva de mudança política, há dúvidas sobre a possibilidade de um acordo em reformas econômicas cruciais para alterar a trajetória alarmante da dívida pública.

Temer mantém reunião do PMDB no dia 29

Michel Temer manteve a reunião do Diretório Nacional do PMDB para o próximo dia 29, em Brasília, quando o partido provavelmente decretará sua saída do governo da petista Dilma Rousseff. Temer não atendeu aos apelos do poderoso chefão do PT, Lula, que é investigado pela Operação Lava Jato.

Itamaraty cai na lata do lixo, virou uma sucursal da ORCRIM, o PT

O Itamaraty definitivamente resolveu dar um mergulho na lata do lixo. A vagabundice da diplomacia brasileira chegou agora a um nível quase criminoso. O órgão foi tomado por diplomatas comunistas, que obedecem a ordens emanadas do Foro de São Paulo. A coisa chegou a tal ponto que o diplomata petista Milton Rondó Filho, por sua própria conta, na última sexta-feira, enviou telegramas para todas as sedes diplomáticas alertando contra um golpe em curso no Brasil. Um dos telegramas dizia: “É momento de resistência democrática!” E ainda: “Não ao Golpe! Nossa luta continua!” Milton Rondó Filho é o responsável pela área de combate à fome do Ministério de Relações Exteriores, e "é um ferrenho defensor do governo". Ele não passa, na verdade, de um lixo diplomático, um chavista de última classe. Milton Rondó Filho faz parte de um "grupo de estudos" sobre golpes criado pelo petista Samuel Pinheiro Guimarães. 

Deputado Raul Jungmann pede desarquivamento do inquérito do Mensalão do PT

O deputado federal Raul Jungmann, do PPS de Pernambuco, ingressou nesta quarta-feira com uma representação na Procuradoria Geral da República, pedindo o desarquivamento dos inquéritos do Mensalão do PT, para que seja investigada a participação do poderoso chefão e ex-presidente Lula no esquema de corrupção. A base para o pedido é a delação do senador Delcídio do Amaral, do PT (ele já pediu a sua desfiliação).

JUIZ SÉRGIO MORO MANDA INTERPOL CAÇAR EXECUTIVO DA ODEBRECHT

O juiz Sergio Moro mandou incluir um executivo da Odebrecht na lista de procurados da Interpol. Trata-se de Luiz Eduardo da Rocha Soares, responsável pelas contas off-shore da empreiteira.

Revista The Economist faz editorial e diz a Dilma: "Chegou a hora de sair"


A revista britânica The Economist defende, em editorial, a tese de que a presidente Dilma Rousseff "deveria renunciar agora". A escolha do ex-presidente Lula para a Casa Civil foi uma "tentativa grosseira de impedir o curso da Justiça", diz o texto publicado em sua nova edição semanal. Por isso, a presidente do "país que sofre a pior recessão desde 1930, boa parte em consequência dos erros de seu primeiro mandato", não está apta a permanecer na Presidência, argumenta o editorial. Segundo a publicação, a troca na Presidência da República abriria caminho para um "novo começo" no Brasil. "A indicação de Lula parece uma tentativa grosseira de impedir o curso da Justiça. Mesmo que isso não fosse sua intenção, esse seria o efeito. Esse foi o momento em que a presidente escolheu os limitados interesses da sua tribo política por cima do Estado de Direito", diz o editorial, que tem o título "Hora de ir". "Assim, ela tornou-se inapta a permanecer como presidente". E continua: "A presidente manchada deveria renunciar agora". O editorial nota que sempre defendeu a ideia de que apenas a "Justiça ou os eleitores - e não políticos com interesses próprios - podem decidir o destino da presidente". Essa percepção, porém, mudou com a decisão tomada por Dilma de indicar Lula. No fim de semana, o jornal The New York Times já havia classificado como "ridículas" as explicações de Dilma para a nomeação do ex-presidente. A saída de Dilma Rousseff, diz o editorial da Economist, "ofereceria ao Brasil a oportunidade de um novo começo". A revista considera que o processo de impeachment pelas pedaladas fiscais parece injustificado. Assim, afirma que há três caminhos para a saída da presidente: 1) mostrar que Dilma Rousseff obstruiu o trabalho de investigação na Petrobras; 2) por decisão do Tribunal Superior Eleitoral, que resultaria em novas eleições; ou 3) a renúncia. "A maneira mais rápida e melhor para a senhora Rousseff deixar o Planalto seria a renúncia antes de ser empurrada para fora", defende o editorial. Na semana passada, o britânico The Guardian declarou que a presidente deveria renunciar se não conseguir controlar a agitação social, enxergando até risco de intervenção militar. Sem Dilma, a Economist acredita que o Brasil poderia ter um governo de coalizão liderado por Michel Temer para executar reformas necessárias para estabilizar a economia e acabar com o déficit público, próximo de 11% do Produto Interno Bruto. O editorial nota, porém, que Temer também está "profundamente envolvido no escândalo da Petrobras, como o PT". Assim, apenas "novas eleições presidenciais poderiam dar aos eleitores uma oportunidade de confiar as reformas a um novo líder".

Polícia Federal indicia o marqueteiro petista João Santana e mais sete pessoas na Lava Jato


A Polícia Federal apresentou nesta terça-feira o indiciamento do ex-marqueteiro do PT, João Santana, da mulher dele, Monica Moura, e de outros seis investigados na 23ª fase da Lava Jato, batizada de Operação Acarajé. Eles foram indiciados por lavagem de dinheiro, corrupção passiva, organização criminosa e manutenção de depósitos no exterior não declarados. Foram indiciados também:o lobista Zwi Skornicki, pelos crimes de manutenção de contas no Exterior não declaradas e por corrupção ativa; Eloisa Skornicki, por manter contas no Exterior não declaradas e por corrupção ativa; Bruno Skornicki por lavagem de dinheiro; o ex-gerente da Petrobras, Pedro Barusco, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro; o ex-diretor da Petrobras, Renato Duque, por corrupção passiva; e Armando de Souza Tripodi, por corrupção passiva. Agora, o Ministério Público Federal vai analisar se há provas suficientes para apresentar denúncia contra os oito investigados. Se houver denúncia, o juiz federal Sergio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato, avalia se vai aceitá-la e, caso isso ocorra, os denunciados passam a ser réus. A Operação Acarajé foi deflagrada em 22 de fevereiro e mirou a relação do marqueteiro João Santana, responsável pelas campanhas do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff, com o esquema de corrupção instalado na Petrobras. De acordo as investigações, Santana recebeu 3 milhões de dólares de offshores ligadas à construtora Odebrecht e 4,5 milhões de dólares do lobista e engenheiro representante no Brasil do estaleiro Keppel Fels, Zwi Skornicki. Em relação à Monica Moura, foi ela quem deu as coordenadas de duas contas no exterior a Zwi Skornicki. Os crimes foram apontados pelo ex-gerente de Serviços da Petrobras Pedro Barusco em seu depoimento de delação premiada.

Planilhas ligam Odebrecht a Atleta, Caranguejo, Cacique, Nervosinho, Avião...


Atleta (Renan Calheiros, PMDB-AL), Escritor (José Sarney, PMDB-MA), Caranguejo (Eduardo Cunha, PMDB-RJ), Nervosinho (Eduardo Paes, PMDB-RJ), Cacique (Romero Jucá, PMDB-RR), Viagra (Jarbas Vasconcelos Filho, PMDB-PE), Avião (Manuela D'Ávila, PCdoB-RS). É assim, com esses codinomes, que alguns influentes políticos brasileiros são identificados em planilhas da Odebrecht apreendidas pela Polícia Federal em mandados de busca expedidos contra diretor-presidente da construtora, Benedicto Barbosa Silva Júnior, conhecido como BJ, na 23ª fase da Operação Lava Jato. As planilhas são o mais completo acervo de repasses feitos pelo conglomerado do herdeiro Marcelo Odebrecht a políticos de 18 partidos. A cada nome, o documento da empreiteira atribui cifras. Ainda não se sabe se todos os valores atribuídos aos políticos foram de fato destinados a eles, nem se se trata de doação oficial ou caixa dois, mas é certo que os documentos são uma oportunidade inédita de desvendar os meandros do financiamento eleitoral no país. O conjunto de listas com anotações sobre destinação de dinheiro a partidos e candidatos mostra a capilaridade da Odebrecht como financiadora de detentores de cargo eletivo. A Polícia Federal ainda não analisou os dados a ponto de concluir se se trata da contabilidade paralela da construtora, conforme revelado pela secretária da Odebrecht e delatora da Lava Jato, Maria Lúcia Tavares. Entre muitos nomes, são citados nas planilhas: o ex-governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral (PMDB), os senadores José Serra (PSDB-SP), Lindbergh Farias (PT-RJ), Aécio Neves (PSDB-MG) e Humberto Costa (PT-PE), o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), o deputado Paulinho da Força (SD-SP) e a prefeita de Campos e ex-governadora do Rio, Rosinha Garotinho (PR).

Eduardo Cunha admite pedido de doações à Odebrecht, mas nega uso de caixa dois


Após a divulgação da extensa lista de beneficiários de repasses feitos pela gigante Odebrecht, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), confirmou que se reuniu com executivos da empresa para pedir doações de campanha, mas negou que os recursos seriam direcionados a ele e também que as transferências foram feitas via caixa dois. Políticos de dezoito partidos políticos - ou seja, representantes de metade das agremiações brasileiras - apareceram em documentos apreendidos pela Polícia Federal. As planilhas são o mais completo acervo de repasses feitos pelo conglomerado do herdeiro Marcelo Odebrecht. A cada nome, o documento da empreiteira atribui cifras. No caso de Eduardo Cunha, que é réu por lavagem de dinheiro e corrupção na Lava Jato, em uma das planilhas há a previsão de um valor total de "'1.000". Curiosamente, o peemedebista é chamado de "caranguejo". "Se eu pedi, foi para o PMDB e alocado em outras campanhas. Não sei o que é, mas é normal. A Odebrecht doou para o PMDB e doou até em alguns momentos a meu pedido para a campanha do Henrique Alves", afirmou. O presidente da Câmara acrescentou que só recebe via "caixa um" e reforçou que não foram injetados em sua conta de campanha recursos diretamente da construtora. "Mas, efetivamente, a Odebrecht doou para o PMDB alocada em outras campanhas que provavelmente partem a meu pedido. É possível sim. Eu pedi. E não é só isso não. Foram várias doações que foram feitas a meu pedido e alocadas ao PMDB. Na minha campanha, diretamente, com certeza não foi", continuou. Apesar de admitir os pedidos, Eduardo Cunha disse não lembrar com quem teria feito as negociações. Segundo ele, o acordo se dava com quem o contatava. "O presidente da construtora, presidente da outra empresa... Enfim, não me recordo com quem, mas efetivamente houve", afirmou. "Isso é uma prática normal. Não quero dizer que não conheço pessoa 'a, b ou c'. Não, eu não sei, não me lembro a quem foi pedido e nem sei se é essa a circunstância. Eu não vi esse documento", prosseguiu. Eduardo Cunha riu ao ser questionado sobre seu codinome "caranguejo": "Eu desconhecia isso. Não sei o que quis dizer, sinceramente. Quem apelidou é quem tem que dizer", disse. O peemedebista ainda afirmou que é necessário checar a veracidade das documentações, porque ele já viu "tanta divulgação de lista", e voltou a dizer que não "teme absolutamente nada" relacionado aos desdobramentos do escândalo de corrupção na Petrobras.

Envolvidos em gravação que levou Delcídio à prisão são chamados ao Conselho de Ética do Senado


O Conselho de Ética do Senado aprovou em sessão na manhã de hoje as oitivas de três testemunhas no processo de cassação do senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS). O filho do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, Bernardo Cerveró, o advogado Edson Ribeiro e o chefe de gabinete de Delcídio, Diogo Ferreira, tiveram os depoimentos marcados para a tarde da próxima terça-feira. A presença das testemunhas não é obrigatória. Bernardo Cerveró foi o pivô da prisão do ex-líder do governo no Senado, em novembro de 2015, quando entregou à Procuradoria-Geral da República a gravação de uma conversa com Delcídio em que o senador buscava desencorajar a delação premiada de Nestor Cerveró por meio de ajuda financeira à família, influência junto ao Supremo Tribunal Federal e até maquinando um insólito plano de fuga do ex-diretor da Petrobras à Espanha. Assim como Delcídio do Amaral, que passou 87 dias preso, Edson Ribeiro e Diogo Ferreira também foram presos. Delcídio não prestou depoimento ao conselho porque renovou pela segunda vez o pedido de licença. O senador já havia apresentado sua defesa prévia e, como os trabalhos do Conselho não dependem do depoimento em si, o processo que deve resultar na perda do mandato pode ter continuidade normalmente. O Conselho de Ética marcou para o dia 7 de abril um novo depoimento de Delcídio. Antes de deliberarem a respeito dos requerimentos para depoimentos de testemunhas, os senadores que compõem o colegiado criticaram e puseram em dúvida o segundo atestado médico de Delcídio do Amaral. Segundo o relator do processo de cassação de Delcídio, senador Telmário Mota (PDT-RR), "normalmente, um servidor, quando pega 15 dias, e o senador Delcídio já pegou 15 dias, os outros 15 dias têm que ser através de uma junta médica. Ou seja, estamos aqui abrindo uma grande exceção, porque hoje ele deveria estar apresentando um atestado expedido por uma junta médica". 

A DELAÇÃO DA ODEBRECHT, o ladrão individual e os ladrões que integram um sistema

A máquina clandestina, tornada um verdadeiro governo paralelo, obedecia e obedece a uma centralidade: o PT. Aliás, é o que vaza da delação de Delcídio do Amaral. Todos sabiam de tudo!

Por Reinaldo Azevedo - O que dirão os diretores da Odebrecht, incluindo o presidente do grupo, Marcelo, agora que todos decidiram fazer a delação premiada, chamada pela empresa de “colaboração”? Ninguém sabe. Em nota, a grupo diz que pretende colaborar com o Brasil e exibe seus propósitos de contribuir para a evolução institucional do país. Então tá. Um trecho pode despertar calafrios em muita gente, a saber: “Apesar de todas as dificuldades e da consciência de não termos responsabilidade dominante sobre os fatos apurados na Operação Lava Jato — que revela na verdade a existência de um sistema ilegal e ilegítimo de financiamento do sistema partidário-eleitoral do país —, seguimos acreditando no Brasil". Esta sequência — “sistema ilegal e ilegítimo de financiamento do sistema partidário eleitoral do país” —, como se nota, não tem alvo preciso. Pode abarcar, em tese todos os partidos. Notem: em boa medida, o futuro do Brasil depende dessas revelações. Logo de cara, é preciso fazer uma distinção que talvez venha a fazer diferença no futuro. Que o PT não tenha inventado a corrupção, isso já se escreveu aqui muitas vezes. Eu até brinco que foi a serpente que iniciou tal prática, não é? Refiro-me àquela do Paraíso, não à nossa jararaca, cuja cabeça pode logo ser esmagada. Tanto a Odebrecht como qualquer outra empreiteira podem ter feito doações ilegais ou pagado propina a membros de outras legendas, inclusive da oposição. E as pessoas que foram beneficiárias das práticas ilícitas terão de pagar por isso. Fim de papo. Não custa lembrar: quem tem bandidos pra chamar de seus, exaltando-os como “heróis do povo brasileiro”, é o PT. Nós, felizmente, não temos. Quem fez que pague. Ocorre que o petrolão não revelou apenas um sistema ilegal e ilegítimo de financiamento de campanha. Fez-se bem mais do que isso, não é mesmo? Ainda que, inicialmente, a prática de, digamos, pegar uma percentagem do valor da obra tivesse o propósito de financiar campanhas, é evidente que assistimos ao nascimento de um método, de um modo de governar, de um jeito de entender o Estado brasileiro. Não fazer essa distinção corresponde a negar a natureza daquilo que está em curso. Que políticos aqui e ali vivam recebendo dinheiro do caixa dois de empresas, convenham, todo mundo sabe. Que um ou outro não passem de meros lobistas informais a serviço de patrões ocultos, que não são exatamente o povo, idem. E nada disso, deixo claro, deve ser encarado como coisa normal, aceitável. Não é! Mas cabe a pergunta: foi a também nefasta corrupção à moda antiga, que remonta à serpente, que assistimos nos últimos anos? Não me parece! A máquina clandestina, tornada um verdadeiro governo paralelo, obedecia e obedece a uma centralidade: o PT. Aliás, é o que vaza da delação de Delcídio do Amaral. Todos por lá sabiam de tudo. A evidência, aliás, de que a corrupção do PT não é de modo nenhum corriqueira está no fato de que os corruptos de agora têm entusiasmados defensores na sociedade e, muito especialmente, nos movimentos sociais e nos entes sindicais. Ou não é verdade que mil e poucos ditos artistas assinaram um manifesto contra o que chamam de “golpe” — vale dizer, pela conservação do statu quo? Essas franjas que se levantam em defesa do indefensável — o comprovado assalto multibilionário a entes estatais — estão justamente referendando a tese de que a “organização” responde por tudo — no caso, uma organização verdadeiramente criminosa. Não sei o que vem na delação dos diretores da Odebrecht, mas uma coisa eu sei: há uma diferença, e todos merecem punição, entre o corrupto que atua porque encontra frestas no sistema legal para fazê-lo e aquele que corrompe o próprio sistema, fazendo dele um agente da degradação institucional. Ou por outra: sem conhecer a delação dos diretores da Odebrecht, asseguro que nada é igual a PT porque o PT não é igual a nada que tenhamos visto antes. Com o partido, a roubalheira, vamos dizer, romântica, também criminosa, chegou ao fim. Assistimos à profissionalização do assalto ao Estado — e também ao Estado de Direito. Tomara que a delação do diretores da Odebrecht deixe isso muito claro!

Veja a lista dos políticos e partidos gaúchos que recebiam dinheiro da Odebrecht

José Fortunati (PDT) 
Manuela D'Ávila (PCdoB)
Sérgio Zambiasi (PTB)
Pablo Mendes Ribeiro (PMDB)
Mauro Zacher (PDT)
Marco Alba (PMDB)
Fábio Branco (PMDB)
Osmar Terra (PMDB)
Mauro Poeta (PMDB)
Márcio Biolchi (PMDB)
Tarsila Crusius (PSDB)
Wambert Di Lorenzo (PSDB)
Nelson Marquezan (PSDB)
Adão Villaverde (PT)
Carlos Todeschini (PT)
Ronaldo Zulke (PT)
Gilmar Rinaldi (PT)
Jairo Jorge (PT)
Marco Maia (PT)
Fernando Marroni (PT)
Marcos Daneluz (PT)
Maria do Rosário (PT)
Adeli Sell (PT)
Engenheiro Comasetto (PT)
Tarcísio Zimmermann (PT) 
Helen Cabral (PT)
Heitor Luiz Lermen (PT)
Ana Amélia Lemos (PP)
João Carlos Nedel (PP)
Renato Molling (PP)
Kevin Krieger (PP)
Afonso Hamm (PP)
Mano Changes (PP)
Frederico Antunes (PP)
Fixinha (PP)
José Otávio Germano (PP)
Otomar Vivian (PP)
Leonardo Hoff (PP)
Beto Albuquerque (PSB)
Heitor Schuch (PSB)
Tarso Genro (PT)
João Bosco Vaz (PDT)
Toni Proença (PPL)
Jussara Cony (PCdoB)
Paulo Azeredo (PDT)
Marcelo Esswein (PDT)
Gilmar Sossela (PDT)
PT, PP, PCdoB, PDT, PSDB, PMDB, PSB e PSB.

Gabriel Chalita comunica ao partido sua saída do PMDB


Gabriel Chalita já comunicou à cúpula do PMDB que está de saída do partido. Atual secretário de Educação do petista Fernando Haddad na prefeitura de São Paulo, ele nutria o sonho de disputar a prefeitura pela agremiação. Com a chegada de Marta Suplicy à legenda, seus planos naufragaram. Chalita, agora, deseja ser o vice na chapa de Fernando Haddad – ele está tão próximo ao prefeito que chega a acompanhar a sua mãe, Dona Norma, em dias de concerto no Teatro Municipal. Como o PMDB fará uma ruptura com o PT, Chalita precisa procurar um novo barco. Ele tem convites para se filar ao PR e ao PDT. Marianne Pinotti, secretária da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, também pediu desfiliação do PMDB. Chalita e Marianne têm até o dia 2 de abril para migrar para outra legenda para disputar uma eleição neste ano.