quinta-feira, 24 de março de 2016

Paraguai rejeita assinar nota de apoio ao regime corrupto da petista Dilma Rousseff

O Paraguai se recusou a assinar o comunicado que está sendo elaborado no Mercosul e na Unasul, duas entidades dominadas pelo Foro de São Paulo, em apoio ao governo corrupto da petista Dilma Rousseff, que entrega a soberania brasileira ao achincalhe internacional. "No intervendremos en los asuntos internos de los países", disse o vice-chanceler paraguaio Óscar Cabello. Quem diria.... o Paraguai, que sempre foi visto como uma nação contraventora, de traficantes e contrabandista, demonstrando dignidade que o governo petralha não teve com o pais vizinho, quando este condenou a deposição legal, constitucional, do presidente bispo priápico Fernando Lugo. 

Agora industriais pedem o impeachment da petista Dilma, não suportam mais o regime petista

A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) aderiu ao impeachment de Dilma Rousseff. Em nota, o presidente Carlos Pastoriza diz que os atos ilícitos praticados pelo PT resultaram "em uma das maiores crises políticas e econômicas da história do Brasil". Pastoriza sdiz que é "imprescindível restabelecer a governabilidade" e que as instituições brasileiras estão em pleno funcionamento - ao contrário do que sugere o discurso golpista de Dilma: "O Brasil tem pressa". A Abimaq representa 7,5 mil fabricantes de máquinas e equipamentos e registrou no ano passado queda de 14,4% na produção, fechando 45 mil postos de trabalho. Disse ele: "O setor produtivo cobra celeridade, serenidade e espírito público daqueles que compõem os três poderes da República, para que o País possa retomar o caminho da confiança e crença no futuro". 

Desemprego atinge 9,5% no trimestre encerrado em janeiro


A taxa de desemprego brasileira atingiu 9,5% no trimestre encerrado em janeiro e renovou o maior patamar da série iniciada em 2012, apontou a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgada nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No quarto trimestre do ano passado, a taxa havia ficado em 9%. A expectativa era que a taxa ficasse em 9,3% segundo a mediana das projeções. No mesmo período do ano anterior, o índice havia batido 6,8%. O resultado de janeiro também ficou acima dos 9% registrados no trimestre encerrado em outubro de 2015 (9%). Segundo o IBGE, a população desempregada somou 9,6 milhões de pessoas, o que indica uma alta de 6% em relação ao trimestre de agosto a outubro de 2015 e um acréscimo de 42,3% ante igual trimestre de 2015.  Já a população ocupada somou 91,7 milhões de pessoas e registrou queda de 0,7% sobre o trimestre de agosto a outubro e de 1,1% sobre o mesmo trimestre de 2015. O rendimento médio real dos trabalhadores ficou em 1.939 reais, estável perante o trimestre de agosto a outubro, e 2,4% menor em relação ao mesmo trimestre do ano passado. Analistas consideram que o mercado de trabalho deva se deteriorar ainda mais ao longo deste ano, dada a expectativa de profunda retração da economia. Pesquisa Focus do Banco Central, que ouve semanalmente uma centena de economistas, mostra que o Produto Interno Bruto (PIB) deva sofrer contração de 3,6% neste ano, depois de despencar 3,8% em 2015. O cenário de grave crise política enfraquece ainda mais a confiança de forma generalizada, afetando as decisões de investimento e contratações. "A expectativa é que as condições do mercado de trabalho se deteriorem mais, com a taxa de desemprego alcançando dois dígitos no curto prazo, dada a expectativa de que a economia tenha outra profunda contração em 2016", projetou o diretor de pesquisa econômica do Goldman Sachs para América Latina, Alberto Ramos, em nota. A Pnad Contínua substituirá a partir de agora a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), que leva em consideração apenas as regiões metropolitanas de Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e do Recife. A última divulgação da PME ocorreu na véspera, apontando taxa de desemprego de 8,2% em fevereiro.

Juiz Sérgio Moro entra para o ranking dos 50 maiores líderes mundiais da revista Fortune


O juiz federal Sergio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância, ocupa a 13ª posição do ranking dos 50 maiores líderes mundiais divulgado pela revista americana Fortune. O juiz paranaense aparece à frente de Bono Vox, vocalista do U2, e dos astros do basquete da NBA, Stephen Curry e Steve Kerr, que aparecem empatados no 15º lugar. A lista é liderada pelo fundador da Amazon, Jeff Bezos. O segundo lugar é da premiê alemã, Angela Merkel, seguida de Aung San Suu Kyi, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz e ministra das Relações Exteriores de Mianmar. O papa Francisco figura no 4º lugar do ranking, seguido de Tim Cook, CEO da Apple. Mauricio Macri, presidente da Argentina, ocupa o 26º lugar. Ao explicar a inclusão de Moro no ranking, a Fortune considera que o juiz é protagonista de "edição brasileira e real do filme Os Intocáveis". Produzido em 1987, o drama policial americano tem como principal personagem Eliott Ness, um agente que lidera um grupo de policiais no combate ao crime na Chicago dos anos 1930. A revista lembra o risco de impeachment da presidente Dilma Rousseff e a reputação em farrapos do poderoso chefão e ex-presidente Lula, em vias de empreender uma fuga do Brasil, e afirma que "a coexistência passiva com a corrupção endêmica na América Latina está se tornando um hábito do passado". Dilma e Lula, previsivelmente, não aparecem no ranking deste ano, mas já figuraram em listas pregressas. Em 2015, Dilma foi eleita a 7ª mulher mais poderosa do mundo e a 37ª pessoa mais poderosa do mundo, segundo a revista americana Forbes. Em 2014, Dilma apareceu no 31ª lugar da mesma lista. Em 2009, Lula foi relacionado como o 11º lugar das 50 personalidades que moldaram a década, de acordo com o jornal britânico Financial Times, e em 2010 encabeçou o ranking de pessoas mais influentes do mundo da revista americana Time. Confira abaixo a lista completa divulgada pela revista:
1 - Jeff Bezos
2 - Angela Merkel
3 - Aung San Suu Kyi
4 - Papa Francisco
5 - Tim Cook
6 - John Legend
7 - Christiana Figueres
8 - Paul Ryan
9 - Ruth Bader Gingsburg
10 - Sheikh Hasina
11 - Nick Saban
12 - Huateng 'Pony' Ma
13 - Sergio Moro
14 - Bono
15 - Stephen Curry e Steve Kerr
16 - Bryan Stevenson
17 - Nikki Haley
18 - Lin-Manuel Miranda
19 - Marvin Ellison
20 - Reshma Saujani
21 - Larry Fink
22 - Scott Kelly e Mikhail Kornienko
23 - David Miliband
24 - Anna Maria Chávez
25 - Carla Hayden
26 - Mauricio Macri
27 - Alicia Garza, Patrisse Cullors e Opal Tometi
28 - Chai Jing
29 - Moncef Slaoui
30 - John Oliver
31 - Marc Edwards
32 - Arthur Brooks
33 - Rosie Batty
34 - Kristen Griest e Shaye Haver
35 - Denis Mukwege
36 - Christine Lagarde
37 - Marc Benioff
38 - Gina Raimondo
39 - Amina Mohammed
40 - Domenico Lucano
41 - Melinda Gates e Susan Desmond-Hellman
42 - Arvind Kejriwal
43 - Jorge Ramos
44 - Michael Froman
45 - Mina Guli
46 - Ramón Mendéz
47 - Bright Simons
48 - Justin Trudeau
49 - Clarence Rewcastle Brown
50 - Tshering Tobgay

Estudantes da Universidade de Coimbra querem cassar título de Doutor Honoris Causa concedido ao poderoso chefão Lula

O cartaz mostra Lula com orelhas de burro. A logotipia do nome replica a logotipia do filme sobre a vida de Lula. Em 2011, Lula foi a Portugal para receber seu 27º titulo de Doutor Honoris Causa, no caso uma homenagem da Universidade de Coimbra. Nesta quinta-feira, estudantes de Coimbra começaram campanha pública para cassar o título, sob a alegação de que Lula é burro e corrupto. "É com imensa honra que recebo o título de doutor honoris causa da Universidade de Coimbra": foi assim que o poderoso chefão Luís Inácio Lula da Silva iniciou o discurso de agradecimento pela titulação de uma das mais antigas e importantes universidades da Europa. Lula ressaltou a ligação da instituição com o Brasil, lembrando de brasileiros que estudaram lá, como Tomás Gonzaga, Gonçalves Dias, Frei Caneca, Cláudio Manuel e José Bonifácio de Andrada e Silva. Naturalmente, ele não se revelou, nem de longe, próximo da estatura moral e histórica de cada um desses brasileiros. Lula foi incensado pelas esquerdas mundo afora, como o novo modelo de socialismo que emergia depois do gigantesco fracasso do socialismo no bloco do leste europeu, liderado pela antiga União Soviética. Os esquerdistas mundiais, órfãos desde a queda do muro de Berlim, viram em Lula, o operário metalúrgico e sindicalista brasileiro, a esperança de renascimento da idéia socialista. Ele foi apontado como um modelo. Como o mundo acadêmico, no planeta inteiro, é dominado pelo pensamento esquerdista, começou então uma cruzada pela sua beatificação, que passava pela concessão indiscriminada a ele de títulos de Doutor Honoris Causa. Universidades as mais antigas, com uma enorme bagagem histórica de conhecimento, agiram de maneira totalmente irresponsável, até criminosa, ao atribuir essas homenagens a um tipo que declarava seu horror ao conhecimento. Agora esse mundo acadêmico é obrigado a se curvar e reconhecer que tinha homenageado sem pensar alguém que é absolutamente indigno da homenagem. Mais uma vez, a esquerda de viés marxista, socialista, vê cair o sonho de que um novo mundo é possível. Certamente, não o mundo imaginado pelas esquerdas e por um tipo como Lula. Ele e Lech Walesa vão para a lata do lixo da humanidade. É mais uma poderosa comprovação que sindicalismo, pelo planeta inteiro, é escola apenas de bandidos.  

PMDB do Rio de Janeiro decide apoiar rompimento com o governo da petista Dilma

O PMDB do Rio de Janeiro, o mais dilmista dos dilmistas diretórios estaduais do partido, decidiu romper com o governo Dilma e entregar todos os cargos. Os 12 peemedebistas cariocas que integram o diretório nacional irão juntos à reunião de Brasília, inclusive Sérgio Cabral, Eduardo Paes e Jorge Picciani, este o pai do atual líder na Câmara dos Deputados, Leonardo Picciani. O passo seguinte será a debandada dos cargos. E o impeachment. Não há mais volta para o governo Dilma. 

ATENÇÃO - ATENÇÃO - capa bombástica da Veja - Lula tem plano secreto para evitar prisão: pedir asilo à Itália


Numa crise que já revelou tramas e enredos antes inimagináveis, nada mais parece capaz de provocar surpresa nem espanto - e, no entanto, surpresa e espanto insistem em aparecer. Nos últimos dias, VEJA apurou o fio da meada que leva a um plano secreto destinado a tirar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva do Brasil, caso sua prisão seja decretada. O plano prevê que Lula pediria asilo a uma embaixada, de preferência a da Itália, depois de negociar uma espécie de salvo-conduto no Congresso, que lhe daria permissão para deslocar-se da embaixada até o aeroporto sem ser detido - e, do aeroporto, voaria para o país do asilo. A cronologia do plano, de acordo com os detalhes que VEJA conseguiu levantar, é narrada na reportagem de capa de VEJA desta semana.

Líderes da oposição pedem à PGR que investigue Lula, Dilma e ministros por obstrução da Justiça


Líderes de partidos da oposição na Câmara anunciaram na quarta-feira que entraram com três representações na Procuradoria-Geral da República pedindo ao órgão que investigue a presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Lula, os ministros Edinho Silva (Comunicação Social) e Jaques Wagner (chefe de Gabinete da Presidência), com base nos grampos de conversas telefônicas entre eles divulgados com autorização da Justiça na semana passada. Uma das representações será mais "ampla" e pede a investigação de Dilma, Lula, Wagner e Edinho por obstrução da Justiça. Nas outras duas, eles acusam separadamente o chefe de Gabinete da Presidência e o ministro da Comunicação Social de crime de advocacia administrativa e atos de improbidade administrativa, por terem colocado seus cargos à disposição para que Lula assumisse. Para o líder do PSDB na Câmara, Antônio Imbassahy (BA), as conversas telefônicas interceptadas e divulgadas posteriormente mostram que Dilma e os ministros usaram seus cargos para defender interesses particulares. "Isso é muito grave. A Presidência da República está tentando obstruir a Justiça", afirmou. "O PT e o Palácio do Planalto estão usando a Presidência como se fosse a sede do partido", criticou o líder do DEM, deputado Pauderney Avelino (AM). Os líderes da oposição criticaram a decisão do ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, de determinar em decisão liminar que o juiz federal Sergio Moro, que conduz as investigações da Operação Lava Jato na primeira instância, envie à Corte os áudios do ex-presidente Lula interceptados. Em sua decisão, Teori fez crítica à divulgação por Moro das conversas telefônicas, as quais chamou de "indevidas". "O ministro Teori deverá arcar com as consequências da decisão", rebateu Pauderney. De acordo com o parlamentar, uma dessas consequências deverá ser a derrubada da decisão do ministro pelo plenário do Supremo. O líder do DEM disse entender que as gravações são "legais", pois quem estava sendo investigado era o ex-presidente Lula, que não tinha foro privilegiado. "Dilma e ministros foram captados fortuitamente. O alvo era o Lula", explicou. No rol de representações, o vice-líder da oposição na Câmara, Raul Jungmann (PPS-PE), anunciou que ingressou com representação na Procuradoria-Geral pedindo o desarquivamento de inquéritos referentes ao processo do mensalão do PT. O deputado pede que nova investigação seja aberta contra Lula. A representação tem como base trechos da delação do ex-líder do governo no Senado, Delcídio do Amaral (sem partido-MS), na qual ele diz que o ex-presidente era o autor intelectual do Mensalão do PT.

Acordo com a Odebrecht deve ter multa de mais de R$ 1 bilhão


O acordo da Odebrecht com as autoridades responsáveis pela Operação Lava Jato deverá envolver o pagamento de uma multa de, no mínimo, 1 bilhão de reais, além de eventual repatriação de dinheiro desviado para o Exterior. A empresa também terá que se comprometer a narrar fatos novos, que ainda não foram descobertos pelas autoridades. A companhia terá que ir muito além das empreiteiras que já assinaram acordos deste tipo, como a Camargo Corrêa e a Andrade Gutierrez. A Camargo está pagando 700 milhões de reais, que foram parcelados em nove anos, enquanto a Andrade Gutierrez vai desembolsar mais de 1 bilhão de reais. Pela lógica, a Odebrecht terá que pagar mais do que ambas as companhias que a precederam. Ela é a terceira grande empreiteira que busca esse tipo de acordo. Como surgiu com a intenção após a Camargo Correa e a Andrade Gutierrez, num processo em que se recusou a colaborar com as autoridades, a sua pena deverá ser maior. A Odebrecht terá que contribuir com novas informações não apenas sobre casos já delatados pelas companhias que a antecederam. Em termos de fatos novos, a Camargo revelou fraudes nas obras da usina nuclear Angra 3 e a Andrade trouxe elementos às investigações nas obras para a construção da usina de Belo Monte, na ferrovia Norte-Sul e na construção de estádios para a Copa do Mundo de 2014. A Odebrecht provavelmente será questionada a respeito de obras feitas com apoio do BNDES no Exterior, das viagens que pagou ao poderoso chefão Lula e de repasses a investigados em contas em outros países. Quando empresas se comprometem a revelar casos novos, as autoridades exigem que elas entreguem documentos capazes de comprová-los em juízo. Por isso, a expectativa é a de que um eventual acordo com a Odebrecht aumente ainda mais o número de atingidos pela Lava Jato. A condenação de Marcelo Odebrecht a mais de 19 anos de prisão, a detenção de outros executivos da companhia, a descoberta de um setor responsável pelo pagamento de propinas e de planilhas com nomes de recebedores são fatores que pesam a favor dos negociadores. 

Morre um gênio do futebol, o holandês Johan Cruyff


Grandes astros do futebol mundial lamentaram a perda do holandês Johan Cruyff, que morreu nesta quinta-feira, aos 68 anos, após travar uma difícil luta contra um câncer no pulmão. Considerado um dos maiores jogadores de todos os tempos, ele foi exaltado por nomes como Pelé, Maradona, Messi e Romário. "Johan Cruyff era um grande jogador e treinador. Ele deixa um legado muito importante para a nossa família do futebol. Perdemos um grande homem. Podemos continuar o seu exemplo de excelência", destacou Pelé em sua página no Facebook. O tricampeão mundial com a seleção brasileira chegou a enfrentar no Santos o holandês , em 1974, contra o Barcelona. O jogo valeu o terceiro lugar do Troféu Ramon de Carranza, na Espanha, e terminou com a vitória dos catalães por 4 a 1. Maradona, por sua vez, usou a sua página no Facebook para ressaltar que Cruyff será lembrado como um dos maiores da história do futebol. O astro argentino postou uma foto na qual veste a camisa do Barcelona, clube que defendeu entre 1982 e 1984, e está ao lado do holandês. Para complementar a imagem, ele escreveu a frase "Nunca te esqueceremos, Magro", apelido dado ao ex-jogador quando atuava pela seleção holandesa. Messi também reverenciou Cruyff, mas foi ainda mais sucinto que Maradona: "Outra lenda nos deixou hoje", postou o camisa 10 do Barcelona, mesmo clube onde o holandês teve passagens marcantes como jogador e técnico. O ex-atacante e atual senador Romário foi outra personalidade do esporte a se manifestar. Ele foi treinado pelo holandês nos seus tempos de Barcelona, entre 1993 e 1995. "Acordamos com a triste notícia da morte do meu amigo holandês Johan Cruyff. Tive o privilégio de tê-lo como treinador quando joguei pelo Barcelona. Ele foi, sem dúvida, o melhor treinador que tive. Seus ensinamentos serão eternos na minha vida", escreveu Romário em sua página no Facebook.

Alternativa do parlamentarismo é completamente impensável

Uma classe política bandida, desmoralizada, não tem estofo moral para propor a alternativa do parlamentarismo ao Brasil; a mudança de regime seria como entregar o galinheiro direto aos cuidados das raposas.

Governador Pezão é diagnosticado com câncer e começa quimioterapia amanhã


O governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), foi diagnosticado com um tipo de câncer denominado linfoma não Hodgkin, localizado no tecido ósseo, conforme informou nesta quinta-feira a equipe médica do hospital Pró-Cardíaco. O tratamento quimioterápico vai começar nesta sexta-feira, após um período de hidratação e inserção de um cateter sob a clavícula. Os médicos receberam o resultado da biópsia de Pezão nesta manhã. O câncer encontrado no governador é do tipo anaplásico de grandes células T (T-ALK positivo). De acordo com o oncologista Daniel Tabak, que conduzirá o tratamento, o tipo de câncer diagnosticado é incomum e agressivo, mas potencialmente curável. "Mais de 70% dos pacientes ficam curados com o tratamento administrado dessa forma", afirmou o oncologista. Pezão adiantou que deve se licenciar nos primeiros 30 dias e demonstrou otimismo durante entrevista coletiva à imprensa. "Tenho plena confiança de que vamos vencer essa dificuldade. Vou lidar com esse tratamento da melhor forma e com a maior transparência possível. Vou encarar com muita determinação e firmeza. Sei que tem coisas piores na vida", acrescentou o governador, de 60 anos. Nesta quinta-feira, Pezão será submetido a uma cirurgia simples, com anestesia local, para a instalação de um cateter que facilitará a chegada dos medicamentos a veias profundas. Durante sua licença, assumirá o cargo o vice-governador, Francisco Dornelles (PP). Há alguns anos, a presidente Dilma Rousseff e o ator Reynaldo Gianecchini também foram diagnosticados com linfoma não Hodgkin e se curaram após realização de quimioterapia. Linfoma é o termo usado para designar os tumores cancerígenos no sistema linfático, formado por vasos finos e gânglios (linfonodos) que atuam na defesa do organismo levando nutrientes e água às células e retirando resíduos e bactérias. Existem duas categorias: o linfoma de Hodgkin e o linfoma não Hodgkin. O linfoma de Hodgkin é mais raro e atinge na maioria jovens e pessoas de meia idade. Já o não Hodgkin, como o que afetou Pezão, Dilma e Gianecchini, responde por 90% dos casos e atinge principalmente pessoas com mais de 55 anos. Os linfomas são classificados em quatro estágios. No estágio 1, observa-se envolvimento de apenas um grupo de linfonodos. Já no estágio 4, há envolvimento disseminado dos linfonodos. Os linfomas não Hodgkin são, na verdade, um grupo de cânceres correspondente a mais de 20 doenças. A maioria (85%) atinge os linfócitos B e menos de 15% são de células T, como o de Pezão. Na maior parte das ocorrências, não é possível definir o que causou o linfoma, mas há alguns fatores de risco para seu surgimento: sistema imunológico comprometido, exposição química e a altas doses de radiação. O principais sintomas são aumento dos linfonodos do pescoço, axilas e/ou virilha; sudorese noturna excessiva; febre; prurido (coceira na pele); e perda de peso inexplicada, sem infecções aparentes. A maioria dos linfomas é tratada com quimioterapia, radioterapia ou ambos.

Delfim Neto, guru econômico dos petistas, enfim admite: "Acabou o governo, Dilma deve ir embora"

"Acabou! Não tem governo", disse o ex-ministro Delfim Netto, nesta quarta-feira, após assistir ao "Encontro com Juristas pela Legalidade e Defesa da Democracia", realizado no Palácio do Planalto. Pela televisão Delfim ouviu o discurso da presidente Dilma Rousseff durante a solenidade, quando ela sustentou - "Eu jamais renunciarei" - e disse por várias vezes que "o que está em curso é um golpe contra a democracia". Na plateia, juristas que teriam se oferecido para manifestar apoio à Dilma e militantes do PT bradavam "Não vai ter golpe". O advogado-geral da União, o "porquinho" petista José Eduardo Cardozo, no mesmo evento, informou que ingressaria com uma ação de controle de constitucionalidade no Supremo Tribunal Federal para estabelecer limites na atuação dos órgãos envolvidos nas investigações da Operação Lava-Jato, como o Ministério Público, Polícia Federal e tribunais. A indicação do poderoso chefão e ex-presidente Lula para ministro chefe da Casa Civil, na semana passada, era a chance de o ex-presidente costurar um acordo político com o PMDB para levar o governo Dilma até o fim do seu mandato, em 2018. O grampo no telefone de Lula, autorizado pelo juiz Sergio Moro, ao capturar os diálogos entre ele e Dilma, jogou essa alternativa por terra. O processo, agora, "se acelerou e não há mais acerto possível", avalia Delfim. O desfecho para Dilma está praticamente dado e ela deve ser tirada do governo, acredita ele. Outra hipótese é de ela conseguir os 172 votos para barrar o impeachment na Câmara. Nesse caso, ganha "mas não governa", suspeita. Ligado ao PMDB, o ex-ministro e ex-deputado está acompanhando muito de perto a montagem de um eventual novo governo chefiado pelo vice-presidente Michel Temer. Delfim diz que se esse for mesmo o caminho, Temer reunirá um conjunto de notáveis para ocupar os principais postos do governo. Por enquanto, ele não está discutindo nomes com ninguém pois o momento exige extrema cautela, mas a idéia seria ter de oito a dez nomes de reputação e competência inquestionáveis para administrar a transição até as eleições de 2018. Outra premissa para o eventual governo Temer é ele não se candidatar à Presidência da República. Isso pode, inclusive, ser formalizado por uma lei que estabeleça o fim da reeleição. O roteiro de um provável governo Temer é o programa do PMDB "Ponte para o Futuro", o qual Delfim ajudou a escrever. Para conduzir a área econômica terá que ser escolhido um nome "acima de qualquer suspeita" que transmita credibilidade, confiança e competência - alguém do porte de Armínio Fraga, cita - pois a saída da recessão, segundo o ex-ministro, não será fácil nem instantânea. Ele, ao contrário, prevê que o setor privado terá que passar por um processo doloroso de desalavancagem que atrasará a retomada do crescimento. Houve uma destruição de riqueza muito grande e é bastante provável que em um novo governo as autoridades da área econômica terão que facilitar o refinanciamento de dívidas por prazos mais longos. A economia está sem crédito e o sistema bancário está contornando o crescimento da inadimplência com a renegociação das dívidas de pessoas físicas e jurídicas. 

Dilma agora investe no dilúvio, depois do tsunami de corrupção e incompetência

Ao insistir na tese de que o impeachmet é golpe, Dilma afronta o próprio Supremo e o acusa de fazer parte de uma conspiração. Comete, assim, mais um crime de responsabilidade

Por Reinaldo Azevedo - É evidente que estou descontente com a situação do País, a exemplo da esmagadora maioria dos brasileiros. E fico ainda mais chateado se penso nas oportunidades que estão sendo perdidas e no preço que vai nos cobrar o futuro por tanto desarranjo. Mas tenho cá as minhas vaidades — poucas, mas de estimação. Do ponto de vista intelectual, não poderia me sentir mais recompensado. E não porque conservadores sintam especial prazer em demonstrar que estavam certos em seu pessimismo. Eu nem acho que pessimistas sejam moralmente superiores a otimistas. De natural, sou mais tendente ao entusiasmo do que à abulia. É muito raro que a circunspecção seja algo mais do que falta do que dizer. Minha satisfação decorre do fato de que eu não via fantasmas quando apontava, quase solitariamente, que o PT não havia aderido aos pressupostos da democracia. Mais ainda, e isto é muito importante para os meus valores: não estava sendo injusto. Uma presidente da República reúne um grupo de sedizentes juristas no Palácio do Planalto e declara que um processo, cujo rito foi definido pelo Supremo, é golpe. Escolhe para a chefia da Casa Civil um homem investigado e o faz, de forma confessa, para lhe conferir foro especial. Tal senhor, impedido, por ora, de assumir o posto, vai a uma reunião de sindicalistas e prega abertamente que estes se mobilizem contra o livre trabalho da Justiça e do Ministério Público. Evidencia-se, sem subterfúgios e sem que se tenha de apelar a gravações, que sua tarefa é mobilizar a máquina do estado contra a Lava Jato. Brasil afora, franjas do partido mobilizam grupelhos e milícias contra o tal “golpe”, aquele de que se falou no palácio, e um dos seus mais notórios esbirros, Guilherme Boulos, promete “incendiar o país” e não lhe dar “paz” se o Congresso não fizer as vontades dos companheiros. Mais: a denúncia tramita no Congresso segundo regras previstas na Constituição e nos respectivos Regimentos Internos das duas Casas, Câmara e Senado. E tudo, reitero, gerenciado, de forma até indevida, pelo STF. Ao acusar o golpe, nomear Lula e ainda incitar a resistência a prerrogativas do Judiciário e do Legislativo, Dilma incorre em ao menos três crimes de responsabilidade com prescrição constitucional (Artigo 85): atenta contra o livre exercício do Judiciário (Inciso II), contra a segurança interna do País (IV) e contra a probidade administrativa (V), crimes que encontram na Lei 1.079 as devidas penalidades. O preço político é o impeachment, que hoje ameaça a presidente em razão de outra canelada na Constituição: atentou contra a lei orçamentária (Inciso VI). Dilma vai cair, é certo. Eu não aposto que essa gente consiga, como quer Boulos, incendiar o País. O leão banguela põe fogo, no máximo, em pneus. De todo modo, resta evidente que o regime democrático e de direto não é o petista. Essa gente só respeita a Constituição e as leis quando isso lhe convém. A própria Dilma resolveu anunciar ao mundo um suposto golpe no Brasil, contribuindo para difamar o País nos fóruns internacionais, adaptando Luís XV: “Depois do meu tsunami de corrupção e incompetência, o dilúvio”.

Os dias serão tensos, sim! Mas o país tem um encontro marcado com o futuro. E quem lhe dá régua e compasso é a Constituição.

Justiça nega direito de resposta ao poderoso chefão Lula no Jornal Nacional da Rede Globo


A Justiça negou a Lula pedido de direito de resposta contra o "Jornal Nacional". O poderoso chefão entrou com uma ação no dia 14 solicitando espaço de nove minutos para contestar reportagem de abertura do "JN" em que foi noticiada a denúncia apresentada por três promotores do Ministério Público de São Paulo contra o petista. Segundo os advogados de Lula, a emissora negou o "outro lado" a ele. A emissora nega e afirma que divulgou na íntegra nota do Instituto Lula e dos defensores dele sobre o tema. Na decisão, o juiz Fernando de Oliveira Domingues Ladeira, de São Bernardo do Campo, diz que "a afirmação do autor (Lula) de que não lhe foi dada a oportunidade de manifestar-se antes da matéria ir ao ar não autoriza o direito de resposta". Na opinião do magistrado, "o contraditório prévio em veículos de imprensa não é ditame jurídico, e sim preceito ético, confere credibilidade à matéria, melhor assegura a compreensão dos fatos, mas sua não observância não gera automática viabilidade de intromissão do Estado na imprensa, sob pena de odiosa prática indireta de censura". Na decisão, o juiz afirmou ainda que "a atuação do veículo de comunicação deu-se estritamente dentro de seu direito-dever de informar, agiu, portanto, agasalhado pela garantia de liberdade de expressão que lhe é assegurada constitucionalmente". Disse também que, "ainda que seja compreensível a revolta daquele que se reputa inocente ao ver seu nome envolvido em denúncia por suposta prática de crimes graves divulgado em rede nacional, isto, por si, não gera a responsabilidade do mensageiro, da imprensa, mas eventualmente daquele que agiu em desacordo com seus deveres profissionais, se for o caso, jamais da imprensa e dos jornalistas".

Polícia Federal achou "acordo" entre Odebrecht, Andrade Gutierrez e Camargo Correa

A Polícia Federal apreendeu com o presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Barbosa da Silva Júnior, um "termo de ajuste" assinado por ele e dois executivos da Andrade Gutierrez e da Camargo Corrêa – três empreiteiras acusadas de cartel e corrupção na Petrobras. O documento de 2002 tem oito itens com acertos entre as partes referentes a obras públicas, como no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos. O documento é de dezembro de 2002 e foi anexado junto com a superplanilha de doações da Odebrecht, dentro do procedimento da Operação Acarajé, deflagrada em 22 de fevereiro – que tinha como alvo o marqueteiro do PT, João Santana. Ele foi indiciado na terça-feira (22), pela Polícia Federal, pelo recebimento de US$ 7,5 milhões em conta secreta na Suíça. Os valores teriam como origem o cartel que atuava na Petrobras, entre as empresas a Odebrecht, que repassou US$ 3 milhões do total. O documento em poder do executivo da Odebrecht indica aos investigadores da Lava Jato composições de negócios entre as três empresas concorrentes. Cita compromisso entre "CC", Camargo, e "CNO", Odebrecht por causa de "Campos novos" e "Licitação em BSB", o "acordo de Palmas", "preferência na escolha de lote no projeto CMSP Linha 4", o "contrato de Cumbica – Pátio TPS-3 ou 3ª pista", entre outros. O documento pode ajudar a força-tarefa da Lava Jato nas acusações que devem começar a ser montadas neste ano de cartel contra empreiteiras acusadas de fraudes e desvios na Petrobras. Até aqui, as ações penais imputam aos acusados os crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Falta o pacote de processos por cartel e fraudes licitatórias. Na terça-feira, a Polícia Federal deflagrou a 26ª fase da Lava Jato, em decorrência das descobertas feitas anteriormente na fase 23, Acarajé. A partir do repasse de valores suspeitos ao marqueteiro do PT, a Lava Jato chegou à secretária Maria Lucia Tavares, que era uma das responsáveis pelos pagamentos de propina da Odebrecht. Presa desde o dia 22 de fevereiro, ela fechou delação premiada e levou os investigadores a um departamento montado na empresa para cuidar dos pagamentos e da contabilidade da corrupção. Todo departamento de pagamentos paralelos teria sido organizado sob controle do presidente afastado Marcelo Bahia Odebrecht, que na terça-feira anunciou sua intenção de fechar colaboração. Odebrecht está preso desde 19 de junho de 2015 em Curitiba. Ele foi condenado no mês passado pelo juiz federal Sérgio Moro a 19 anos de prisão. Na terça-feira foi confirmado pelo grupo que os executivos estão negociando acordo de colaboração com a Lava Jato. Das três empreiteiras, executivos da Andrade Gutierrez e da Camargo Corrêa fecharam acordo de colaboração premiada com a Lava Jato.

Conselho de Ética do Senado adia oitiva de Delcídio para 7 de abril


Diante da ausência do senador Delcídio do Amaral (Sem Partido-MS), cuja oitiva estava marcada para ontem (23), os membros do Conselho de Ética do Senado decidiram seguir o rito processual sobre a representação contra ele. Com isso, a licença médica do senador não deverá significar postergação da decisão que o conselho tomará sobre o pedido de cassação do mandato dele. Os senadores decidiram tentar novamente ouvir o senador no dia 7 de abril, quando a atual licença médica de Delcídio terminará. Ele poderá ir ao Senado prestar o depoimento, ou ser ouvido por videoconferência. Os membros do Conselho oferecem ainda a possibilidade de um grupo deles ir até onde o senador estiver para ouvir a defesa dele. Enquanto isso, eles querem fazer a oitiva de outras eventuais testemunhas para evitar o atraso dos trabalhos. Na próxima semana os membros do conselho pretendem ouvir Bernardo Cerveró, filho do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró; o ex-chefe de gabinete de Delcídio, Diogo Ferreira; e o advogado Edson Ribeiro, que atuou na defesa de Cerveró. Bernardo foi o responsável por gravar a conversa com Delcídio, Diogo e Edson, na qual o senador oferecia à família Cerveró R$ 50 mil por mês e um plano de fuga para o ex-diretor para que ele não firmasse acordo de delação premiada com o Ministério Público. “A ausência do senador não prejudica o rito administrativo e o rito que temos que seguir. A partir de agora o relator dá sequência à instrução do processo e chama para serem ouvidas pelo conselho as testemunhas que entender por bem para instruir o processo”, disse o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que representou contra Delcídio. O relator do caso, senador Telmário Mota (PDT-RR), queixou-se que o senador tenha concedido entrevistas e participado de uma carreata contra o governo, utilizando uma moto, no período em que estava “enfermo” e apresentava atestados médicos. Mota quer agora que o senador seja avaliado por uma junta médica se decidir apresentar nova licença médica após essa – o senador já apresentou duas prorrogações da licença médica. “Como ele já deu dois atestados de um só médico – e o princípio básico de qualquer trabalhador é que o primeiro pode ser de um médico, mas o segundo já precisa ser de uma junta – então que ele também seja submetido a uma junta médica”, disse Mota.

Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Ayres Britto: impeachment não é golpe porque está na Constituição e na lei

Dois ministros do Supremo e um ex-ministro põem um ponto final à pantomima do Palácio do Planalto e do petismo, que insistem em chamar a normalidade institucional de golpe

Por Reinaldo Azevedo - E o ministro Dias Toffoli, do Supremo, honrou, mais uma vez, a toga que carrega nos ombros. E eu me sinto especialmente à vontade para escrever isso porque fui um duro crítico da sua indicação. Mas também já registrei aqui diversas vezes — o arquivo está à disposição para confirmar — o seu comportamento impecável na Corte, mesmo quando discordo de um voto seu. A despeito, pois, de concordância ou discordância, reconheço a sua correção técnica e a qualidade de sua argumentação. Não! Não estou entre aqueles que só reconhecem virtudes naqueles que pensam como penso. Nesta quarta-feira, indagado sobre o processo de impeachment, o ministro afirmou com absoluta correção: “O processo de impeachment é previsto na Constituição e nas leis brasileiras. Não se trata de um golpe. Todas as democracias têm mecanismos de controle, e o processo de impeachment é um tipo de controle”. Toffoli não se pronunciou sobre a denúncia que está na Câmara, mas observou que a Justiça existe para atender aos reclamos dos que se sentem agravados: “Aqueles que se sentirem atingidos podem recorrer à Justiça brasileira. O que ocorre hoje é a democracia. É muito melhor vivermos desta forma, do que sob uma ditadura”. Também a ministra Cármen Lúcia, vice-presidente do Supremo, abordou o tema, depois de participar de uma solenidade no Rio de Janeiro. Disse a futura presidente da corte: “Não ouvi (ela se referia ao discurso feito por Dilma anteontem), mas tenho certeza de que a presidente deve ter dito que, se não se cumprir a Constituição, poderia haver algum problema. Não acredito que ela tenha dito que impeachment é golpe porque ele é previsto na Constituição. O que não pode acontecer é que não se observem as regras constitucionais”. Igualmente irrepreensível. Sem ter receio de eventualmente parecer simplória, Cármen Lucia afirmou sobre Dilma: “Acredito que ela tenha querido fazer apenas um alerta para que se observem as leis da República, e isso, com certeza, num estado democrático, será observado”. A ministra sabe que não foi assim, mas seu papel não é acirrar crises. Ela também defendeu o Poder Judiciário, que está na mira do PT: “A atividade do Judiciário é acionada pelos cidadãos. O Judiciário não atua isoladamente, de ofício, é por provocação. Então, quando se fala em ativismo judicial, é que o Judiciário ultrapassaria, e não há demonstração nenhuma de que isso esteja acontecendo”. Outro a lembrar, em entrevista à Folha, que impeachment não é golpe foi Ayres Britto, ex-ministro do Supremo. Ele presidiu a Casa durante boa parte do processo do mensalão: “A presidente pode perder o cargo, por exemplo, em processo de impeachment, em ação penal comum, em ação de improbidade administrativa. Nada disso é golpe. Segundo a Constituição, a legitimidade de um presidente depende de dois fatores: da sua investidura e do exercício do cargo. A investidura é a voz das urnas, mas ela não é suficiente. Há também o exercício, a presidente tem que se legitimar o tempo todo. Se se deslegitima, perde o cargo, nos casos dos artigos 85 e 86 da Constituição. Mas é fundamental não preterir o contraditório, a ampla defesa – que não é curta –, o devido processo legal. A pureza dos fins e a pureza dos meios estão enlaçados umbilicalmente, não se pode romper o cordão umbilical nesses casos". Em suma, meus caros, apesar de toda a gritaria petista e do clima de abafa que as esquerdas, minoritárias e barulhentas, tentam criar, as instituições funcionam, respiram normalmente e darão uma resposta àqueles que pretendem sufocá-las.

Moro determina sigilo sobre lista de pagamentos da Odebrecht a políticos


O juiz federal Sergio Moro, da 13ª Vara de Curitiba, determinou, em despacho publicado no início da tarde desta quarta-feira (23), o restabelecimento de sigilo sobre as planilhas apreendidas pela operação Lava Jato com o investigado Benedicto Barbosa da Silva Júnior, executivo da Odebrecht. Nas listas de Benedicto recolhidas, constam os nomes de mais de 200 políticos, de 18 diferentes partidos, que teriam recebido repasses da Odebrecht nos últimos anos. Há dezenas de gaúchos citados.  Moro declarou o retorno do sigilo porque entende ser precipitada qualquer conclusão. Não há clareza sobre a origem dos pagamentos: ainda resta dúvida se tratam-se de doações legais ou caixa 2. Ele ainda disse que a planilha não foi apreendida no setor criado pela Odebrecht para cuidar da distribuição de propinas, que foi alvo da 26ª fase da Lava-Jato. Também destaca que a empresa fez diversas doações registradas em campanhas. "Em decorrência de notícias da imprensa, constato que, aparentemente, na residência de Benedicto Barbosa da Silva Júnior, foram apreendidas listas com registros de pagamentos a agentes políticos. Prematura a conclusão quanto à natureza desses pagamentos. Não se trata de apreensão no Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht e o referido Grupo Odebrecht realizou, notoriamente, diversas doações eleitorais registradas nos últimos anos. De todo modo, considerando o ocorrido, restabeleço o sigilo neste feito", escreveu Moro em despacho.