sábado, 26 de março de 2016

O ocaso de um mito chamado Lula


Por Ricardo Noblat - Neste momento em que a Operação Lava Jato desconstrói a imagem de Lula, depurando-a de todos os artifícios, instala-se uma espécie de assombro geral nos meios intelectuais e artísticos do país, onde ainda reina forte resistência aos fatos. Tal depuração baseia-se em alentados registros – e o mais eloquente vem da própria voz de Lula, captada nos recentes grampos telefônicos, autorizados pela Justiça, em que exibe solene desprezo pelas instituições, em especial o Judiciário. Não se deve apenas aos truques do marketing político-eleitoral a construção da imagem do falso herói. Bem antes do advento dos Duda Mendonça e João Santana, hoje às voltas com a Justiça, Lula já desfrutava de altíssimo conceito redentor, esculpido no âmbito universitário, onde o projeto do PT foi engendrado. E aqui cabe repetir o bordão lulista: nunca antes neste país, um presidente da República foi brindado com tantos títulos honoris causa por parte de universidades, mesmo sem ter dado – ou talvez por isso mesmo - qualquer contribuição à atividade intelectual. Ao contrário: Lula e seus artífices difundiram o culto à ignorância e ao improviso, submetendo a atividade intelectual à condição subalterna de mera assessora de um projeto populista. A epopeia de alguém que veio de baixo e galgou o mais alto cargo da República fascinou e comoveu a intelligentsia brasileira, que o transfigurou em gênio da raça. Pouco interessava o como e o quê fez no poder – questões que agora se colocam de maneira implacável -, mas o simples fato de que a ele chegou. O símbolo falsificava o ser humano por trás dele. E o país embarcou numa ilusão de que agora, dolorosamente – e ainda com espantosas resistências, – começa a desembarcar. Fernando Henrique Cardoso, símbolo da nata acadêmica nacional, deixou suas digitais nesse processo. A eleição de Lula, em 2002, contou com sua colaboração. Como se recorda, FHC desengajou-se da campanha presidencial de José Serra, dizendo a quem quisesse ouvi-lo: “Agora, é a vez de Lula”. Conta-se que, naquela ocasião, ao recebê-lo em Palácio, chegou a oferecer-lhe antecipadamente a cadeira presidencial. Era o sociólogo sucedido pelo operário, ofício que Lula já não exercia há mais de duas décadas. As cenas da transmissão da faixa presidencial, encontráveis no Youtube, mostram um Fernando Henrique ainda mais deslumbrado que seu sucessor. Lula, na ocasião, disse-lhe: “Fernando, aqui você terá sempre um amigo”. No dia seguinte, cessou o entusiasmo: o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, em sua primeira entrevista, mencionava a “herança maldita” do governo anterior, frase repetida como mantra até os dias de hoje. E o “amigo” não mais pouparia seu antecessor, por quem cultiva freudiana hostilidade. A erudição, ao que parece, o incomoda, embora a vida lhe tenha proporcionado meios bem mais abundantes de obtê-la que a outros grandes personagens da cultura brasileira, de origem tão modesta quanto a sua, como Machado de Assis, Gonçalves Dias e Cruz e Souza, mestiços que, em plena escravidão, ascenderam ao topo da vida intelectual do país. O mito Lula começou ainda na década dos 70, em pleno governo militar – e contou com a cumplicidade do próprio regime, que, por ironia, o viu como peça útil na desconstrução da esquerda, abrigada no velho MDB e em vias de defenestrar eleitoralmente o partido governista, a Arena. O regime extinguiu casuisticamente o bipartidarismo, de modo a esvaziar a frente oposicionista. A frente, em que a esquerda tinha protagonismo, entendia que não era oportuno o surgimento de um partido de base sindical, que a esvaziaria, diluindo os votos contrários ao regime. Lula foi peça-chave nesse processo, concebido pelo general Golbery do Couto e Silva, estrategista político do governo militar. Há detalhes reveladores em pelo menos dois livros recentes: “O que sei de Lula”, de José Nêumanne Pinto, que cobriu as greves do ABC pelo Jornal do Brasil naquele período, e com ele conviveu; e “Assassinato de Reputações”, de Romeu Tuma Jr., cujo pai, o falecido delegado Romeu Tuma, então chefe do Dops, foi carcereiro de Lula, no curto período em que esteve preso. Tuma e Nêumanne convergem num ponto: Lula foi informante do Dops, o que lhe facilitou a construção do PT, a cujo projeto se agregariam duas vertentes fundamentais - a esquerda universitária paulista e o clero católico da Teologia da Libertação. Essa gênese explica a trajetória vitoriosa do partido: o clero proporcionou-lhe a capilaridade das comunidades eclesiais de base e os acadêmicos prestígio e acesso à grande mídia. A ambos, o PT retribuiu com Lula, o símbolo proletário de que careciam para forjar o primeiro líder de massas que a esquerda brasileira produziu e que a levaria, enfim, a vencer eleições presidenciais. Deu certo – e deu errado. Lula chegou lá, mas corre o risco de concluir sua trajetória na cadeia. Os acertos de seu primeiro governo derivam da rara conjunção de uma bonança econômica internacional com os ajustes decorrentes do Plano Real. Finda a bonança e desfeitos os ajustes, restou a evidência de que não havia (nunca houve) um projeto de governo – e tão somente um projeto de poder. A Lava Jato, ao tempo em que reduz Lula a seu exato tamanho, político e moral – e, ao que se sabe, há ainda muito a vir à tona -, mostra o que fez, à frente do PT e do país, para que esse projeto se consolidasse e o eternizasse como pai dos pobres – uma caricatura de Vargas, com mais dinheiro e menos ideias. De gênio político, beneficiário de uma conjuntura que desperdiçou, lega à posteridade sua grande obra: Dilma Roussef, personagem patética que tirou do anonimato para compor um dos momentos mais trágicos da história da República. O historiador do futuro terá o desafio de decifrar o que levou a inteligência do país – cujo dever de ofício é antever e evitar tais desvios - a embarcar num projeto suicida, a serviço da estupidez, não hesitando em satanizar os que a ele se opõem.

Em depoimento a ativista, Celso de Mello defende impeachment como instrumento legítimo e ainda critica Lula sobre a Lava Jato


Pela terceira vez na mesma semana, um ministro do Supremo Tribunal Federal rebateu as acusações de que o processo de impeachment é um golpe. Em um vídeo gravado em um shopping de São Paulo por uma militante do Movimento Contra Corrupção (MCC) identificada apenas como Ana Cláudia e postado no Youtube no dia 24, o ministro Celso de Mello, o mais antigo da Corte, também criticou as declarações do ex-presidente Lula de que a Lava-Jato é responsável pela crise econômica do País. "Essa resposta eu já dei no julgamento em dezembro de 2015 no Supremo Tribunal Federal. Disse que o impeachment não pode ser reduzido a um mero golpe de estado porque o impeachment é um instrumento previsto na Constituição que estabelece regras básicas. Se essas regras foram respeitadas, obviamente o impeachment não pode ser considerado um ato de arbítrio político e violência política" — respondeu Celso de Mello, ao ser questionado sobre o assunto pela ativista. Ele não falou especificamente sobre os detalhes do caso da presidente Dilma Rousseff. Para o decano, o impeachment “é um instrumento legítimo pelo qual se objetiva viabilizar a responsabilização política de qualquer presidente da República, não importa quem seja, não importa a qual partido esta pessoa esteja filiada”: "É um instrumento posto à disposição da cidadania porque só o eleitor tem legitimidade para provocar a abertura do processo de impeachment". Celso de Mello ainda elogiou a decisão do ministro Teori Zavascki de retirar do juiz Sérgio Moro a responsabilidade sobre as investigações contra o ex-presidente Lula por causa da sua nomeação para o Ministério da Casa Civil: "Foi uma decisão tecnicamente correta, juridicamente adequada ao padrões legais. O ministro Teori é um grande juiz. É um juiz muito sério, competente e proferiu uma decisão que está de acordo com a jurisprudência do STF. O ministro está sendo injustamente atacado quando agiu com máxima isenção", disse o ministro, lembrando que ainda caberá ao plenário da Corte decidir em caráter definitivo sobre o tema. Ao ser indagado sobre a fala de Lula, que na última quarta-feira pediu a sindicalistas questionarem a força-tarefa da Lava-Jato sobre os prejuízos provocados pela operação, Mello discordou da fala do ex-presidente: "O Juiz Moro vem agindo de acordo com o que manda a legislação brasileira. Jamais a Operação Lava-Jato poderá ser considerada como causa geradora de desemprego ou de crises econômicas". 

Sérgio Cabral teve conversa áspera com Lula sobre decisão do PMDB-RJ de romper com o governo Dilma


A dupla Lula-Dilma se dividiu para tentar reverter a decisão do PMDB-RJ pelo rompimento com o governo. Lula ligou para Eduardo Paes e, Dilma, para Cabral. Ambos deram a mesma resposta para os petistas: quem trata desse assunto é o presidente regional do PMDB e presidente da Assembléia do Rio, Jorge Picciani. Esta é a versão oficial. Mas circula uma outra, a de que Lula teria ligado também para Sérgio Cabral, com quem teria tido uma discussão áspera. É bem possível, pois Sérgio Cabral não se esquece da traição de Lula a Pezão, optando por Lindbergh nas eleições de 2014, nem da conversa constrangedora que tivera com o ex-presidente em 2013, por conta daquelas manifestações. Nessa ocasião, Lula teria sido muito cruel com Sérgio Cabral, dizendo que ele deveria se esquecer de eleições, pois sua popularidade tinha virado pó. Sérgio Cabral não perdoa Lula até hoje e teria aproveitado essa conversa sobre a decisão do PMDB do Rio de Janeiro para dar o troco no ex-presidente. O governo se diz surpreendido com a decisão do PMDB-RJ. Ora, se seus ministros da articulação política e seu serviço de inteligência não funcionam, bastava seguir os passos da família Maia-Moreira. O genro, Rodrigo, tem almoçado dia sim, dia também, com Sérgio Cabral, e jantado, no mesmo ritmo, com Eduardo Paes. Inclusive, ontem à noite, os dois fizeram um balanço de como anda o impeachment na Câmara. Já o sogro, Moreira, tem viajado toda a semana para São Paulo, levando Jorge Picciani para conversar com Michel Temer. Foi num desses almoços, no domingo passado, precisamente, que Picciani comunicou a Temer a decisão do PMDB-RJ, acordada com Cabral e Paes. (Por Jorge Moreno)

Presidente do PT faz postagem ameaçando: "Queremos a paz, mas não tememos a guerra"


O presidente do PT, Rui Falcão, afirmou neste sábado, em sua página no Facebook, que os militantes da legenda querem a paz, mas não temem a guerra. “Vamos lutar e vamos defender o Estado Democrático de Direito. As manifestações mostram o seguinte: queremos a paz, mas não tememos a guerra”, escreveu Falcão. Mas, ah.... galo!!!! Que tal, hein?!!!! Para o presidente do PT, o poderoso chefão Lula deve assumir o Ministério da Casa Civil. Acrescentou ainda que a estabilidade do País não acontecerá se a presidente Dilma Rousseff sofrer o impeachment. “Se eles acham que haverá estabilidade derrubando a Dilma, estão muito enganados. A estabilidade virá com o fim do impeachment e a possibilidade do Brasil voltar a crescer. Lula é ficha limpa, portanto não há nenhuma razão para ele não ser ministro”, completou o dirigente petista. "Eles", quem, cara pálida?!!!!

Ex-ministro Eros Grau diz que chamar impeachment de golpe é reconhecimento de culpa


O advogado Eros Graus, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, criticou a reação da presidente Dilma Roussseff e de outros governistas contra o processo de impeachment em curso na Câmara, segundo carta distribuída por um grupo de advogados favoráveis à deposição da presidente. No texto, uma declaração de Graus a colegas da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em São Paulo, o ex-ministro afirma que chamar impeachment de golpe é uma agressão à Constituição e um reconhecimento de culpa. "A afirmação de que a admissão de acusação contra o presidente da República por dois terços da Câmara dos Deputados consubstancia um golpe é expressiva e desabrida agressão à Constituição, própria a quem tem plena consciência de que o presidente da República delinquiu, tendo praticado crime de responsabilidade", diz Graus, numa declaração escrita em Paris e enviada ao grupo de advogados pró-impeachment de São Paulo. Graus foi ministro do STF entre 2004 e 2010 por indicação do poderoso chefão e ex-presidente Lula. Pelo raciocínio do ex-ministro, "quem não é criminoso enfrenta com dignidade o devido processo legal, exercendo o direito de provar não ter sido agente de comportamento delituoso". Para o ministro, "quem procedeu corretamente não teme enfrentar o julgamento do Senado Federal. Já o delinquente faz de tudo procurando escapar do julgamento". Pela tese de Graus, o simples medo do julgamento "evidencia delinquência".


O ex-ministro está convicto de que "apenas o delinquente esbraveja, grita, buscando encontrar apoio para evitar que a Constituição seja rigorosamente observada, escusando-se a submeter-se a julgamento perante o Senado Federal”. 

Juiz Msérgio oro manda soltar 9 presos na 26ª fase da operação Lava Jato

O juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, determinou neste sábado a libertação de nove presos na 26ª fase da operação Lava Jato, mas proibiu-os de deixar o País. Moro decidiu não prolongar a prisão temporária de Alvaro José Galliez Novis, Antônio Claudio Albernaz Cordeiro, Antônio Pessoa de Souza Couto, Isaias Ubiraci Chaves Santos, João Alberto Lovera, Paul Elie Altit, Roberto Prisco Paraíso Ramos, Rodrigo Costa Melo e Sergio Luiz Neves. Eles terão de entregar seus passaportes no prazo de três dias. Os nove haviam sido detidos em 22 de março no âmbito da 26ª fase da operação Lava Jato, relacionada a acusações de que a empreiteira Odebrecht havia realizado pagamentos sistemático de propina por meio de um setor especializado. No despacho, Moro também afirmou que é "provável" que envie ao Supremo Tribunal Federal planilha que apontaria pagamentos da Odebrecht a políticos, incluindo alguns com foro privilegiado. A lista foi encontrada pela Polícia Federal na casa de na casa de Benedicto Barbosa da Silva Júnior, presidente da Odebrecht Infraestrutura. "Decidirei a questão na próxima segunda-feira, mas é provável a remessa... à Egrégia Suprema Corte", escreveu o juiz. "É certo que, quanto a essas planilhas a­preendidas na residência do executivo, é­ prematura qualquer conclusão quanto à n­atureza deles, se ilícitos ou não... Diante, porém, da apreensão e identific­ação da referida planilha, a cautela recomenda que a questão seja submet­ida desde logo ao Egrégio Supremo Tribun­al Federal", acrescentou.

Senado Federal às vésperas de um terremoto do Petrolão

Está faltando muito pouco para a finalização dos atos delações premiadas dos onze executivos e ex-executivos da Andrade Gutierrez. A homologação desses acordo, pelo ministro Teori Zavascki, dentro dos próximos 15 anos, vai cair como um terremoto sobre o Senado Federal.

OAB vê crimes em sequência de Dilma Rousseff

A Ordem dos Advogados do Brasil irá entregar no protocolo da Câmara nesta segunda-feira, 28, o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. O documento histórico de 43 páginas tem base na decisão do Conselho Federal da entidade que, por 26 votos a dois, concluiu que a petista deve perder o mandato e ser declarada inelegível por oito anos sob acusação de crime de responsabilidade em uma sequência de atos que justificariam a medida – pedaladas, renúncias fiscais em favor da Fifa na Copa do Mundo/14 e a intenção de beneficiar o poderoso chefão e ex-presidente Lula, alvo da Lava Jato, dando-lhe foro privilegiado ao nomeá-lo chefe da Casa Civil, condição que o livraria das mãos do juiz federal Sérgio Moro. Não há dúvida, agora a OAB acha que a petista Dilma Rousseff cometeu mesmo uma sequência de crimes. 

Teori já mandou abriu uma investigação contra Renan Calheiros

O ministro Teori Zavascki autorizou a abertura de um inquérito para investigar o senador Renan Calheiros, presidente do Senado Federal, mais Jader Barbalho e o deputado federal Aníbal Gomes, todos do PMDB, por recebimento de propina em um negócio da Petrobras na Argentina. O inquérito foi aberto em dezembro e mantido em sigilo e é consequência da delação premiada de Fernando Baiano. Mas, as investigações ainda estão em estágio inicial, como quase tudo o que se refere ao senador Renan Calheiros. Nada anda contra ele.

Debandada interna no PMDB já convence o partido de que Temer assumirá em maio no lugar de Dilma

A debandada da base aliada do PMDB do Rio de Janeiro já faz com que os cardeais do partido trabalhem com a hipótese de contabilizarem 80% dos votos na reunião de terça-feira do diretório nacional.  O PMDB do Rio de Janeiro, junto com o de Minas Gerais, era o mais dilmista dos diretórios estaduais. Ao desembarcar do governo na terça, o PMDB engrossará o caldo do impeachment. O partido já trabalha com a hipótese de levar Temer ao governo no decorrer de maio.

Petrobras renegocia contrato de sonda com a Seadrill no Campo de Libra e estima economia de 132 milhões de dólares


Após prejuízo recorde em 2015, a Petrobrás vem se adequando à nova realidade do mercado e já consegue avançar em sua busca por corte de gastos. A estatal concluiu a renegociação com a Seadril para reduzir os custos de uma sonda operante no campo de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos, por meio da diminuição das taxas diárias de afretamento. A negociação, relativa à embarcação West Tellus, deverá resultar em uma economia de US$ 132 milhões para a companhia, que em troca concedeu uma extensão de 18 meses no acordo da sonda a partir de abril de 2018, com um valor estimado em mais US$ 164 milhões no contrato. As taxas reduzidas entram em vigor nas contas das empresas a partir de 26 de fevereiro. A mudança integra a “Onda 2″ – segunda fase das renegociações promovidas pela Petrobrás com foco na redução de custos -, que está em curso e busca dialogar com mais de 300 fornecedores para otimizar 735 contratos. A nova etapa foi anunciada nesta semana pela diretoria da empresa e tem como objetivo aprimorar os resultados obtidos na primeira fase, que conseguiu diminuir 13% dos gastos da companhia na cadeia nacional.




A mudança no contrato foi anunciado nesta quarta-feira (23) pela Seadrill, que celebrou um aumento líquido de US$ 32 milhões em seus ganhos a partir da renegociação. Com a extensão do acordo, a companhia ganha novo fôlego para impulsionar suas operações no Brasil em meio à crise que afeta diretamente suas finanças. No quarto trimestre do ano passado, a fornecedora somou receitas de US$ 223 milhões, valor que representa queda de 51% na comparação com os resultados obtidos no mesmo período de 2014.

Mauricio Macri aumenta taxa de isenção no Imposto de Renda argentino para R$ 8 mil



A partir de 1º de março apenas os argentinos que ganham mais de 30 mil pesos, que equivale a aproximadamente R$ 8 mil, pagarão imposto de renda .Atualmente o piso é de 15 mil pesos. O valor vale para famílias com dois filhos e é retroativo a 1º de janeiro. A decisão foi tomada pelo presidente Mauricio Macri . "Alguém que tinha um salário líquido de 21.300 pesos passará a ganhar 26.600 pesos”, explicou o presidente. Com a nova tabela do imposto de renda, o presidente Mauricio Macri atende a uma das promessas de campanha. A expectativa dele é que, com o aumento da faixa de isenção, os trabalhadores diminuam os pleitos por reajuste salarial. A inflação no país chegou a 30% no ano passado e em janeiro está em 3,6%. A meta do governo é terminar este ano com inflação entre 20% e 25%. De acordo com Hugo Moyano, titular de uma das cinco centrais operárias que faziam greve, a mudança na tabela é um "avanço, mas faltam muitos temas”.