terça-feira, 29 de março de 2016

Câmara dos Deputados instala CPI para investigar CBF e Fifa


A Câmara dos Deputados instalou nesta terça-feira (29) uma CPI para investigar a CBF e a Fifa. Formada por 28 deputados, a CPI elegeu o deputado Laudivio Carvalho (SD-MG) como presidente. O relator será Fernando Monteiro (PP-PE). Na reunião de instalação, o deputado Hélio Leite (DEM-PA) relembrou o mau uso de recursos na Copa do Mundo-2014 e afirmou que a intenção é elevar o futebol brasileiro. "Desde a Copa, com a má distribuição de sedes, ficaram estádios sem manutenção e que não têm público para ocupá-los", afirmou. Entre os investigados estarão os ex-presidentes da CBF, José Maria Marin, que cumpre prisão domiciliar nos Estados Unidos, e Ricardo Teixeira, além do presidente licenciado da entidade, Marco Polo Del Nero. No Senado já funciona uma CPI sobre a CBF e a organização do comitê organizador da Copa-2014.

Dilma e Lula decidem aumentar espaço de PP e PR no ministério


Com a meta de realizar ainda nesta semana uma reformulação na Esplanada dos Ministérios, a presidente Dilma Rousseff reuniu na noite desta terça-feira (29) o núcleo político do Palácio do Planalto para discutir a nova configuração da equipe ministerial. No encontro, que teve a presença do poderoso chefão Lula, a presidente concordou com a necessidade de aumentar o espaço de aliados como PP e PR, considerados essenciais na estratégia do governo federal de evitar a abertura de um processo de impeachment na Câmara dos Deputados. O PP tem reivindicado assumir o Ministério da Saúde. Também está em análise a hipótese de acomodar o PR no Ministério de Minas e Energia. As pastas são atualmente comandadas pelo PMDB, que anunciou nesta terça-feira (29) o desembarque do governo federal. Além deles, o governo federal pretende acomodar na máquina pública o bloco formado por Pros, PHS e PEN, além de outras siglas nanicas, como PTdoB, PSL e PTN, em cargos de segundo e terceiro escalões. A avaliação do Planalto é que, nesse momento, é necessário contemplar quem traga votos ao governo para segurar o impeachment na Câmara. Em relação ao PMDB, o diagnóstico é que os ministros Helder Barbalho (Portos) e Eduardo Braga (Minas e Energia) trazem apoio, apesar de eles já terem decidido deixar o governo. Por outro lado, os ministros Celso Pansera (Ciência e Tecnologia) e Marcelo Castro (Saúde) não agregam apoio substancial na Câmara dos Deputados contra o impeachment, apesar deles querem continuar na Esplanada dos Ministérios. O poderoso chefão Lula, escalado para atuar como articulador do governo enquanto não pode assumir a chefia da Casa Civil, passou a terça-feira (29) cuidando do rearranjo. Ele transformou o quarto no hotel em que está hospedado em Brasília em um bunker de negociações políticas. No esforço de remodelar a base aliada, Dilma também se reuniu com os ministros Gilberto Kassab (Cidades), do PSD, e Antônio Carlos Rodrigues (Transportes), do PR, para avaliar a nova composição ministerial.

Governo federal adia leilão de 6 terminais portuários no Pará


A secretaria de Portos anunciou nesta segunda-feira (28) o adiamento o leilão de seis terminais portuários no Pará. Esses leilões, marcados para quinta-feira (31), faziam parte de um lote de 20 terminais portuários em portos públicos que o governo federal anunciou em janeiro que seriam repassados à iniciativa privada este ano. Os terminais no porto de Outeiro, Santarém e Vila do Conde foram projetados para melhorar o escoamento de produtos agrícolas pela região Norte, com potencial de redução de custo de 30%. Segundo a Antaq (Agência Nacional de Transporte Aquaviário), o leilão foi adiado por até 30 dias para que sejam respondidos 48 questionamentos ao edital feito por interessados. Esses questionamentos passam a fazer parte do edital e as empresas usam as informações para preparar suas propostas. 


O primeiro leilão de terminais portuários, que faz parte do PIL 2 (Programa de Investimento em Logística), realizado em novembro passado, teve baixa disputa e arrecadação. Parte dos terminais foi retirada da concorrência antes do início por risco de falta de interessados. O governo teve que refazer o edital para torná-lo mais atrativo ao setor privado e estava tentando fazer o leilão nesta semana. De acordo com estudo da CNI (Confederação Nacional da Indústria) um conjunto de investimentos em rodovias, ferrovias, hidrovias e portos na região do Pará teriam a capacidade de gerar uma economia de R$ 9 bilhões por ano nos custos de escoamento dos produtos brasileiros para o exterior.

Pedro Malan defende ajuda a bancos questionada no STF



O ex-ministro Pedro Malan, responsável pela Fazenda nos oito anos do governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), defendeu o programa de ajuda a bancos que é questionado em duas ações recém-desarquivadas pelo Supremo Tribunal Federal. Malan e outros integrantes da equipe econômica federal à época são alvos de pedidos de reparação de danos relacionados à assistência financeira dada pelo Banco Central a bancos na década de 1990. Em nota, o ex-ministro disse nesta segunda-feira (28) que o chamado "Proer" (Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro) dotou o Banco Central de "novos instrumentos de prevenção e resolução de problemas de liquidez e de insolvência no Sistema Financeiro Nacional". "A natureza exitosa desse programa hoje é reconhecida por especialistas no Brasil e no exterior", disse. Malan também afirmou que o processo é civil e não criminal e que não há nenhuma imputação de crime contra ele. Também afirma que não há decisão definitiva sobre o mérito da questão e que tem "total confiança no Judiciário". O caso chegou ao Supremo em 2002. Por decisão do ministro Gilmar Mendes, as duas ações foram arquivadas em 2008. No último dia 15, a primeira turma do Supremo acolheu recurso da Procuradoria-Geral da República e reabriu os processos.

Jornal Washington Post afirma que a petista Dilma empurra o Brasil para o abismo

Assim como os ingleses "The Guardian" e "The Economist", o jornal americano "Washington Post" defendeu, em editorial, a renúncia da presidente Dilma Rousseff. "Dilma, cuja administração está paralisada por meses, poderia servir melhor ao seu país se ficasse de lado e permitisse ao seu vice-presidente formar um novo gabinete de coalizão", diz trecho do texto: "Ao se entrincheirar, Dilma está empurrando o Brasil para a beira do abismo". No editorial, o jornal faz uma análise do momento político do país e diz que, com os protestos contra a corrupção e a nomeação do poderoso chefão Lula para o ministério da Casa Civil, o "drama subiu para outro nível". "Por mais de um ano, a quinta maior nação do mundo tem sido atingida pela recessão e convulsionada por investigações sobre propinas envolvendo a empresa estatal de petróleo, maiores empresas de construção do país, e dezenas de políticos de alto escalão", diz. Segundo o editorial, até agora a remoção de Dilma do cargo parecia duvidosa e a acusação de manipular contas orçamentais, antes de sua reeleição, em 2014, dificilmente merecia impeachment. O cenário, no entanto, mudou e a "aparente tentativa de proteger Lula pode justificar a ação do Congresso". Nas últimas semanas, outras publicações internacionais relevantes trataram da saída da presidente Dilma do cargo. No dia 20, o britânico "The Observer", edição dominical do "The Guardian", sugeriu a renúncia da presidente e destacou o risco de intervenção militar no caso de os protestos (pró e contra o impeachment) perderem o controle. "O dever de Dilma é simples: se ela não pode restabelecer a calma, deve convocar novas eleições - ou sair", disse a publicação. Dias antes, um editorial do norte-americano "The New York Times" classificara a justificativa de Dilma para a nomeação de Lula como ministro-chefe da Casa Civil de "ridícula". Na semana passada, Dilma foi capa da edição para as Américas da revista britânica "The Economist", com o título "Hora de Partir" ("Time to Go"). O texto avaliava que, até recentemente, mesmo sob protestos, o governo Dilma tinha legitimidade intacta, e que a presidente podia dizer que tinha o desejo de ver a justiça ser feita –mas que, com a nomeação de Lula para o ministério, Dilma "rejeitou o que vestia de credibilidade". No começo do mês, o também britânico "Financial Times" elogiou em editorial a Operação Lava Jato e afirmou que a denúncia do Ministério Público contra o ex-presidente Lula reforça a ideia de que não há "intocáveis" no Brasil.

O petista Aloizio Mercadante reconhece: "Não sei que governo teremos pela frente"



O ministro da Educação, o petista aloprado Aloizio Mercadante, disse nesta segunda-feira (28) "não saber" que governo o Brasil terá pela frente. A declaração ocorreu durante uma entrevista sobre qualificação de professores no Brasil, após pergunta de jornalistas sobre o processo de impeachment. Após ser questionado sobre o papel do vice-presidente, Michel Temer, no impeachment, Mercadante tentou se esquivar. "Meu compromisso é com a democracia e a qualidade da educação. Aqui no MEC, só trato desse assunto. Vamos discutir educação, depois tratamos de política", disse. Em seguida, completou: "Não sei que governo teremos pela frente, mas espero que seja sempre um governo democrático, que respeite o resultado das eleições e as normas constitucionais, e que o Brasil preserve esses valores", afirmou, em coletiva de imprensa sobre resultados do Censo da Educação Básica de 2015. "Minha geração teve um sacrifício muito grande de construir a democracia. Fui coordenar uma campanha presidencial em 1989. Nunca tinha visto uma. Tinha 33 anos e nunca tinha tido chance de votar para presidente", afirmou. O ministro fez ainda uma defesa do governo da presidente Dilma Rousseff. "Reconhecer o resultado das eleições é fundamental para a democracia e para o país se desenvolver. Não vejo caminho promissor fora desse", disse ele. Para ele, a possibilidade de impeachment não tem base legal. "A imprensa mundial inteira, diferentemente de muitos veículos do Brasil, está alertando para isso", disse. 

Instituto Lula diz que poderoso chefão é vítima de "complô"

O Instituto Lula divulgou nota nesta terça-feira (29) afirmando que o poderoso chefão Lula é vítima de um "complô por parte de agentes do Estado e de meios de comunicação". "Nenhum líder político brasileiro teve sua intimidade, suas contas, seus movimentos tão vasculhados, num verdadeiro complô contra um cidadão, desrespeitando seus direitos e negando a presunção da inocência", diz trecho da nota. O Instituto Lula afirmou que agentes do Estado vazaram informações da Lava Jato de forma criminosa: "O juiz Sergio Moro divulgou ilegalmente conversas telefônicas privadas do ex-presidente Lula, sua mulher, Marisa Letícia, e seus filhos, com diversos interlocutores que nada têm a ver com os fatos investigados". O texto diz também que o poderoso chefão prestou informações ao Ministério Público sobre todas as suas viagens internacionais e sobre as palestras que realizou. Afirma ainda que o Instituto Lula e a sua empresa de palestras, a Lils, prestaram informações fiscais, bancárias e contábeis de todas as suas atividades. Assim, a condução coercitiva, segundo a nota, foi feita de forma "ilegal, injustificada e arbitrária". Segundo o texto, desde a reeleição da presidente Dilma Rousseff, jornalistas, promotores, policiais e procuradores estão mobilizados com o objetivo de encontrar qualquer crime para afastar Lula do processo político. O instituto afirma ainda que Lula não é réu em nenhuma ação e que a denúncia apresentada pelos promotores Cassio Conserino, José Carlos Blat e Fernando Henrique Araújo, do Ministério Público de São Paulo, que pediram a sua prisão preventiva, é facciosa. "Os movimentos desse exército tornaram-se frenéticos em meados do ano passado, quando ficou claro que as investigações da Operação Lava Jato não alcançariam o ex-presidente", diz.

Eduardo Cunha diz que OAB age atrasada em impeachment e descarta apensamento


O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), descartou nesta segunda-feira (28) a possibilidade de apensar o pedido de impeachment de Dilma Rousseff protocolado pela OAB ao processo que já tramita na Casa. Antigo rival da entidade, o peemedebista afirmou que a ordem age com "retardo" e o pedido não tem "protagonismo". Cabe a Eduardo Cunha avaliar a admissibilidade dos pedidos de impeachment que chegam à Câmara. Nesta tarde, o presidente da OAB, Claudio Lamachia, entregou um documento na Secretaria Geral da Mesa, sob protestos de grupos pró e contra o afastamento da petista. Não conversou com presidente da Casa, de quem defende o afastamento do cargo. "Estamos no meio de um processo de impeachment em andamento e não tem sentido, se for o caso de acolher, ter duas comissões especiais e dois processos simultâneos. Não é a intenção nesse momento", afirmou o peemedebista, que completou: "A ordem veio um pouco atrasada. O pedido de impeachment aqui na Câmara já está se tratando há bastante tempo. Não vem com protagonismo. Veio com retardo". A área técnica da Casa confirmou a possibilidade de que, caso Cunha dê aval ao pedido de impedimento da OAB antes do atual processo terminar de tramitar, um poderia ser apensado ao outro. Dessa forma, os prazos seriam reiniciados. Eduardo Cunha, contudo, descartou a hipótese. Segundo ele, o documento da OAB é "uma nova leitura" e exigira a criação de uma "nova comissão especial": "São atos distintos. Mesmo que tenha dois processos no mesmo juiz, se for acolhido, é uma nova comissão". O presidente evitou polemizar sobre as manifestações que tomaram conta das dependências da Casa nesta tarde entre grupos pró e contra o impeachment. Ele defendeu que se mantenha a "serenidade" e pediu "que o respeito mútuo prevaleça". Afirmou, contudo, que "não é a vinda da OAB aqui hoje e um eventual debate acalorado no Salão Verde que está fazendo ou vai fazer o clima ficar mais acentuado". Ele garantiu que serão tomados "todos os cuidados para que os parlamentares possam exercer seu legítimo direito ao voto e sejam preservados". Contudo, até 21h desta segunda, não havia determinado nenhuma medida de segurança para impedir a circulação de visitantes no Salão Verde da Casa, por onde transitam os deputados, principal acesso ao plenário da Câmara. Quando Eduardo Cunha foi alvo de manifestações, no ano passado, a restrição da circulação de visitantes, inclusive com a suspensão das visitas guiadas pelo Salão Verde da Câmara, foi uma das primeiras medidas tomadas pelo peemedebista. Ele voltou a defender o fim do exame da OAB, proposta de sua autoria que não está na pauta do plenário mas que passou a contar com o apoio do governo nas últimas semanas. "O tema é relevante. Acho que é a única profissão do país que, se não fizer um exame de conselho de classe, não pode exercer. Você estuda, se forma, pega credito educativo, se compromete, se endivida. Isso absurdo. Mas não por retaliação porque alguém entrou com pedido de impeachment que eu vou me deixar usar por isso. Não vou". A ordem é crítica ativa de Eduardo Cunha e defende publicamente o afastamento dele da Presidência da Câmara.

Brasilianistas esquerdistas vêem ameaça à democracia no clima político atual


Um manifesto criado pelo brasilianista James Green, da Universidade Brown (EUA), afirma que a democracia brasileira está "seriamente ameaçada" e já conta com a assinatura de mais de 1.300 pessoas, incluindo 51 acadêmicos estrangeiros que estudam a América Latina. O abaixo-assinado, lançado em 24 de março e endereçado ao "povo brasileiro", também foi organizado por Renan Quinalha, advogado que trabalhou como assessor da Comissão da Verdade do Estado de São Paulo. Entre os que subscrevem o documento, estão intelectuais dos Estados Unidos, da França, do México e de Portugal. Também há brasileiros, como o historiador Sidney Chalhoub, que atualmente leciona na Universidade Harvard. São todos esquerdistas marxistas, sem sombra de dúvida, petistas ou filopetistas. Segundo o texto, ainda que o combate à corrupção seja legítimo e necessário para melhorar a democracia brasileira, "no clima político atual, há sério risco de que a retórica anticorrupção esteja sendo utilizada para desestabilizar um governo recém-eleito democraticamente, agravando a séria crise política e econômica do país". O manifesto diz ainda que setores do Judiciário, com o apoio da "grande imprensa", vêm protagonizando o desrespeito à lei, violando princípios como a presunção de inocência, a imparcialidade e a garantia à privacidade. O texto faz um paralelo entre o momento político atual e o golpe de Estado de 1964, o que já revela a indigência intelectual dessa gente, porque não há paralelo possível entre as duas épocas: "Quando as Forças Armadas expulsaram o governo do presidente João Goulart em 1964, eles usaram o combate à corrupção como uma de suas justificativas. Hoje, todos os que acreditam em um Brasil democrático precisam se pronunciar contra essas medidas arbitrárias que ameaçam erodir o progresso feito nas últimas três décadas". Esses "brazilianists" são ativistas, inclusive do gayzismo, com amplas vinculações com petistas brasileiros. 

Senador Walter Pinheiro abandona o PT

O senador Walter Pinheiro (BA) protocolou nesta terça-feira sua desfiliação do PT. O barco petista faz água por todos os lados, e a tripulação se em desabalada correria pelo tombadilho. O partido será extinto, inevitavelmente, em virtude da Operação Lava Jato. 

Delação de dona de agência de comunicação ligada ao PT é dividida

A delação premiada da publicitária Danielle Fonteles, dona da agência de comunicação Pepper Interativa, foi fatiada pela Procuradoria-Geral da República em duas partes. As citações feitas à campanha da presidente Dilma Rousseff foram encaminhadas ao Supremo Tribunal Federal e serão analisada pelo ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no tribunal. As referências sobre o governador Fernando Pimentel (PT-MG) seguem no Superior Tribunal de Justiça, que é responsável pelas investigações da Operação Acrônimo. Danielle fechou acordo de delação premiada na Acrônimo, que investiga um suposto esquema de financiamento ilegal de campanhas políticas do PT. A dona da agência ligada ao PT, no entanto, contou aos investigadores que recebeu R$ 6,1 milhões de forma ilegal referentes a serviços prestados à campanha de Dilma Rousseff (PT) em 2010. O valor, segundo ela informou às autoridades, foi pago pela empreiteira Andrade Gutierrez por meio de um contrato celebrado em janeiro de 2010. A versão corrobora pela primeira vez de maneira oficial o teor do depoimento de Otávio Azevedo, ex-presidente da empreiteira, que contou, também em delação, ter pago à Pepper essa quantia a pedido da campanha de Dilma. A presidente tem negado qualquer ilegalidade. Segundo a publicitária, sua empresa bancou despesas da campanha de Dilma em 2010, como pagamento de funcionários do comitê da petista, com recursos repassados à Pepper pela construtora Andrade Gutierrez. Além desses R$ 6,1 milhões pagos por fora, a Pepper recebeu R$ 6,4 milhões oficialmente da campanha da petista. A publicitária afirmou às autoridades que os serviços ligados ao contrato paralelo com a empreiteira foram prestados. Esse trecho da delação é que foi enviado ao Supremo Tribunal Federal, em razão de Dilma ter foro privilegiado. Daniele Fonteles já prestou alguns depoimentos e o termo de colaboração com as investigações está em fase final de ajustes entre ela, o Ministério Público Federal e o Superior Tribunal de Justiça. O tesoureiro da campanha presidencial de 2010, José de Filippi Júnior, nega irregularidades. Segundo sua defesa, "tudo foi feito de maneira legal, legítima e não houve fraude" na relação com a Andrade Gutierrez. Em um dos capítulos da delação, a dona da Pepper confirma que recebeu R$ 717 mil da empreiteira OAS em 2014, mas diz que o dinheiro foi pago por serviços ligados à campanha do petista Rui Costa ao governo da Bahia, sem ter relação com Dilma. Na campanha daquele ano, a Pepper cuidou da página da presidente no Facebook. A publicitária disse, em sua colaboração com a Justiça, que foi orientada pelo petista Fernando Pimentel a firmar o contrato de R$ 6,1 milhões com a Andrade Gutierrez para a campanha de 2010. Hoje governador de Minas Gerais, Pimentel foi um dos principais coordenadores da primeira fase da campanha presidencial de Dilma naquele ano. Depois, as ordenações de despesas ficaram a cargo da equipe de Antonio Palocci, um dos principais coordenadores da campanha de Dilma na época. Tanto Palocci como Pimentel negam irregularidades nas contas da campanha de Dilma em sua primeira disputa presidencial. Na negociação com as autoridades, Danielle Fonteles comprometeu-se ainda a entregar informações sobre a atuação de Benedito Rodrigues Oliveira Neto, o Bené, espécie de operador de partidos políticos, sobretudo do PT, na Esplanada. A Operação Acrônimo foi deflagrada em 2015 e apura irregularidades no financiamento e na prestação de contas da campanha de Pimentel ao Palácio da Liberdade, em 2014, e eventual favorecimento a empresas com empréstimos do BNDES, subordinado ao Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, pasta que foi comandada pelo governador.

Dilma cancela ida aos EUA e evita que Temer assuma após desembarque do PMDB


A presidente Dilma Rousseff decidiu nesta terça-feira (29) cancelar a viagem que faria aos Estados Unidos na próxima quinta (31) para participar da 4a Cúpula Sobre Segurança Nuclear, que acontecerá em Washington. A decisão foi tomada no momento em que o PMDB oficializa o desembarque definitivo do governo federal e a crise política que a petista enfrenta se acirra com a possibilidade de que outros partidos aliados também se afastem do governo. Interlocutores da presidente afirmam que ela ainda pode mudar de ideia e comparecer ao evento, mas Dilma ordenou que a viagem da equipe precursora – responsável por verificar questões de segurança e de logística para o presidente da República em qualquer tipo de evento –, marcada para esta terça, também fosse cancelada. Inicialmente, Dilma viajaria aos Estados Unidos na quinta-feira de manhã mas, com o agravamento da crise, já havia pedido que o embarque fosse realizado à noite. O cancelamento da viagem também evitará que o vice-presidente Michel Temer, presidente nacional do PMDB e principal articulador do rompimento, assuma o comando do país por dois dias. De acordo com a Constituição, o vice-presidente da República assume o posto de presidente sempre que o titular sai do território nacional.

Randon desativa fábrica de Guarulhos e suspende investimentos em Araraquara

O grupo Randon confirmou nesta segunda-feira que paralisou a construção da nova fábrica em Araraquara (SP), planejada originalmente para entrar em operação no primeiro trimestre deste ano. A unidade já recebeu investimentos de R$ 60 milhões, de um total previsto de R$ 100 milhões, e a conclusão do projeto, quando retomado, levará mais seis meses. A fábrica será focada na produção de vagões ferroviários, único segmento que registrou alta de vendas no ano passado, mas a Randon entendeu que neste momento não faz sentido "esvaziar" a unidade principal, em Caxias do Sul (RS). A empresa também decidiu encerrar a produção de semirreboques rodoviários em Guarulhos (SP) no dia 8 de abril. Em Guarulhos, onde produzia implementos leves desde 1965, a Randon manterá apenas as áreas comercial e de suporte. Os 130 funcionários da unidade serão demitidos. A direção do grupo gaúcho informou que, com a crise, a fabricante de implementos rodoviários, vagões ferroviários e autopeças prevê investir apenas R$ 60 milhões em 2016, ante R$ 161,6 milhões no ano passado. As projeções para este ano incluem receita líquida consolidada de R$ 3,2 bilhões, ou R$ 100 milhões a mais do que em 2015, com US$ 290 milhões em receitas de exportações e das controladas no Exterior, ante US$ 301 milhões no exercício passado. Em 2015 o grupo teve R$ 66,4 milhões em despesas com a redução do quadro de 10,7 mil para 8,5 mil funcionários, que impactaram negativamente a geração de caixa.  Em 2015, a Randon teve prejuízo consolidado de R$ 24,6 milhões, contra o lucro de R$ 202 milhões apurado em 2014. A receita líquida caiu 18%, para 3,099 bilhões, e a margem bruta baixou de 25% para 20,7%. O Ebitda anual caiu 67%, para R$ 161,9 milhões, enquanto o indicador ajustado pela exclusão dos efeitos não recorrentes recuou 47,4%, para R$ 258,2 milhões. 

A Força Nacional de Segurança está sem comandante mais uma vez


A quatro meses das Olimpíadas, a Força Nacional de Segurança está novamente sem comando. O coronel Adilson Moreira foi o terceiro a deixar o comando em menos de um ano. Ficou 45 dias no cargo. A saída pode afetar a segurança das Olimpíadas, já que a Força Nacional deve enviar ao Rio de Janeiro nos próximos meses nove mil soldados — e que, agora, estão sem comandante. A Força Nacional de Segurança foi criada pelos governos do PT, pelo PT, que pretendia usá-la como seu exército. A captação e formação dos quadros da Força Nacional de Segurança era e ainda é estritamente petista. Vai ser um trabalho desmontar esse exército petista. 

Em três minutos, por aclamação, PMDB aprova saída do governo da petista Dilma; a base já era, o governo também


Vislumbrando a possibilidade de assumir o Palácio do Planalto, o PMDB sacramentou nesta terça-feira o fim da aliança com a presidente Dilma Rousseff. O partido que estava há mais de uma década na órbita do governo petista decidiu abandonar Dilma em seu mais crítico momento político e agora tenta, nos bastidores, usar da crise como um trampolim para chegar ao poder. A reunião do diretório nacional foi comandada pelo senador Romero Jucá (RR) e se deu a toque de caixa: durou exatos três minutos. Ao abrir a cerimônia, Jucá lembrou a convenção do último dia 12 de março, quando o PMDB definiu que iria discutir o desembarque em até 30 dias, e colocou em votação moção apresentada pelo diretório da Bahia, que pedia o rompimento com o governo. A proposta foi aprovada aos gritos e aplausos: "O PMDB se retira da base do governo da presidente Dilma Rousseff e ninguém está autorizado a exercer qualquer cargo federal em nome do partido PMDB", anunciou o senador. Em seguida, peemedebistas gritaram "Fora, PT" e cantaram o hino nacional. Entre os caciques do PMDB, a avaliação é a de que, mesmo tendo se beneficiado no passado em momentos menos tortuosos do governo Dilma Rousseff, "o político não pode afundar junto com o governo". A debandada peemedebista, gestada há meses por um insatisfeito Michel Temer, escancara a estratégia de tentar se descolar do processo de impeachment, que avança a passos largos na Câmara dos Deputados, e garantir sobrevida, ainda que momentânea, ao partido que gravita na órbita do PT desde a ascensão de Lula ao Palácio do Planalto. "Não podemos ser reféns do governo", disse um cacique peemedebista. Nas palavras de um peemedebista, não é possível haver solidariedade se isso significar "suicídio político". Internamente, também amplia o quadro de esgarçamento da relação PT-PMDB a percepção de peemedebistas de que o governo de Dilma Rousseff não tem condições de controlar o avanço da Lava Jato, operação que promete jogar por terra mandatos de ilustres políticos do partido. Estão atolados em denúncias de corrupção nomes de proa da sigla, como os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (RJ), e do Senado, Renan Calheiros (AL), os senadores Jader Barbalho (PA), Romero Jucá (RR) e Valdir Raupp (RO). O próprio vice-presidente Michel Temer apareceu recentemente como citado na delação premiada do ex-líder do governo no Senado Delcídio do Amaral. Mesmo com o desmoronamento da massa de apoio ao cambaleante governo Dilma, alguns ministros indicados pelo partido resistiam em abrir mão do cargo. O titular de Minas e Energia, Eduardo Braga, ex-líder do governo e um dos peemedebistas mais próximos da presidente, resistiu, mas depois entendeu que precisava deixar o cargo. Alvo da Operação Lava Jato, o ex-presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, e um dos mais próximos do vice Michel Temer, abriu a fila dos demissionários ao entregar nesta segunda-feira a pasta do Turismo. Alves perde o foro e, se as investigações contra ele avançarem no petrolão, pode ter seu caso analisado pelo juiz federal Sergio Moro, de Curitiba. "Ele chorou menos desta vez", disse um aliado ao descrever a decisão do chefe do Turismo de abrir mão da pasta. Também entre os ministros peemedebistas reticentes em abandonar o governo, uma das possibilidades é que políticos com cargos majoritários, como a senadora e ministra da Agricultura, Kátia Abreu, deixe a legenda ou pelo menos se licencie para manter o posto na Esplanada. Situação semelhante ocorre com o ministro de Ciência e Tecnologia, Celso Pansera, que disse ter pedido ontem à presidente Dilma e ao vice Michel Temer para continuar à frente do posto executivo. O PMDB representa hoje as duas maiores bancadas no Congresso Nacional e era tido pelo Planalto como o contrapeso ao processo de impeachment. Além de não contar mais com a legenda, o governo deve amargar um efeito avassalador do desembarque peemedebista: o abandono de outros aliados, como o PP, PSD e PR, que esperavam a decisão do PMDB para chancelar a saída da base governista.

PT gaúcho fica assombrado com a traição do ex-deputado Daniel Bordignon


O PT do Rio Grande do Sul está absolutamente assombrado com a traição do ex-deputado e ex-prefeito (de Gravataí) Daniel Bordignon. À sorrelfa, muito sorrateiramente, ele decidiu nesta terça-feira sair do partido e anunciar o seu ingresso no PDT. É uma decisão meramente oportunista, porque ele deseja disputar outra vez a prefeitura de Gravataí, para tentar desalojar o prefeito Marco Alba, do PMB, que o derrotou em 2012. Daniel Bordignon vivia enchente a boca para alardear que era o Rei do Vale do Gravataí, imbatível, que não ninguém o derrotaria. O PDT gaúcho também está revelando uma grande aptidão para lata do lixo.

Homem é executado a tiros dentro do Hospital Cristo Redentor, em Porto Alegre

Everton Cunha Gonçalves foi executado a tiros no ambulatório do Hospital Cristo Redentor agora à tarde, em Porto Alegre. Levou dois tiros na cabeça. Ele estava com um entorse no tornozelo e esperava o resultado de exames. Assassino saiu caminhando calmamente e fugiu em um carro preto. Parabéns, governador José Ivo Sartori, pelos resultados do seu desgoverno e de uma total ausência de política de segurança pública para os gaúchos.

Comissão do impeachment marca audiências e governo petista tenta adiar prazos


O comando da comissão do impeachment agendou para esta semana audiências com testemunhas de acusação e de defesa da presidente Dilma Rousseff, entrando na última fase antes de a petista se manifestar oficialmente sobre as denúncias de que cometeu crime de responsabilidade fiscal. Aliados da presidente tentam a todo custo frear o avanço dos trabalhos e adiar as oitivas. A previsão é que termine na próxima segunda-feira o prazo para que Dilma apresente sua defesa aos deputados. Em seguida, o relator Jovair Arantes (PTB-GO) tem até cinco sessões para apresentar seu parecer final determinando se a presidente deve ou não perder o mandato. O plenário da Câmara vai julgar o relatório de Arantes e a denúncia, então, segue para análise do Senado. Na sessão desta terça-feira, foi acordado que os próximos dias da comissão serão dedicados a oitivas ligadas à acusação e à defesa. Nesta quarta, devem comparecer à Câmara dos Deputados os juristas Miguel Reale Júnior e Janaína Paschoal, autores do pedido de impeachment de Dilma. Já na quinta-feira será a vez de governistas darem explicações. O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) designou o ministro Nelson Barbosa (Fazenda) e o professor de direito Ricardo Lodi Ribeiro para falarem em defesa de Dilma. Em uma tentativa de segurar os trabalhos da comissão, que tem acompanhado o aprofundamento da crise política, aliados de Dilma se uniram para adiar as oitivas. Paulo Teixeira chegou a apresentar um questionamento sobre os ritos adotados na comissão, já chancelados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), e argumentou que as audiências somente poderiam ocorrer após a conclusão do prazo de defesa. Dessa forma, os trabalhos da comissão desta semana ficariam inviabilizados. Presidente do colegiado, o deputado Rogério Rosso (PSD-DF) lembrou que nesta segunda esteve em audiência com ministros do STF e que não houve questionamentos sobre os trâmites adotados na comissão. "É salutar, importante e democrático que esta comissão tenha a possibilidade de convidar pessoas e técnicos para esclarecimentos da denúncia", disse, rejeitando o adiamento das oitivas. Outra aliada de Dilma, a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) propôs o congelamento da comissão até que a presidente se manifeste formalmente sobre as acusações. Rogério Rosso ficou de se manifestar sobre a questão de ordem em um "momento oportuno". Os deputados Wadih Damous (PT-RJ) e Pepe Vargas (PT-RS) também ingressaram com questionamentos sobre o rito das audiências.

Relator de futuros processos contra o impeachment no Supremo será Gilmar Mendes


Mais essa má notícia para Dilma Rousseff: caso o governo judicialize cada passo do impeachment, as ações cairão com o ministro Gilmar Mendes no STF. Ele é o chamado relator prevento, que recebe todos os processos sobre o tema, devido a ter sido o primeiro sorteado no mandado de segurança que os deputados federais Paulo Pimenta (chefe da Milícia Mortadeleira de ontem no Congresso) e Wadih Damou apresentaram ao STF. Os "espertos" deram um tiro no pé. 

Souza Cruz está saindo do Rio Grande do Sul, vai para Cuba

A Souza Cruz, companhia fumageira, está saindo do Rio Grande do Sul e se transferindo para Cuba. Já está enviando funcionários para lá. Transferirá também todo o parque industrial existente no Rio Grande do Sul. Não aguentou duas coisas: 1) gigantesca carga tributária, do Estado e da União; 2) gigantesca concorrência desleal e criminosa do cigarro contrabandeado do Uruguai.

Comissão do impeachment deve ouvir acusação e defesa até quinta-feira


A Comissão que analisa o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff deve ouvir até quinta-feira (31) depoimentos contra e a favor da destituição da petista, o que pode incluir até ministros do governo. O presidente da comissão, Rogério Rosso (PSD-DF), afirmou nesta terça-feira (29) que há acordo para que sejam convidadas duas pessoas da parte denunciante – o pedido de impeachment é assinado pelos advogados Hélio Bicudo (ex-petista), Miguel Reale Jr. (ex-ministro do governo FHC) e Janaina Paschoal – e duas da defesa. Rosso sugeriu a deputados do PT o nome do ministro da Fazenda, Nelson Barbosa. "Desconheço no governo pessoa com habilidade parlatória melhor do que a dele para falar sobre o tema", disse Rosso, referindo-se à acusação de que Dilma cometeu as chamadas "pedaladas fiscais" para fechar as suas contas em 2014. O acordo para ouvir os quatro depoimentos foi levado na manhã desta terça-feira ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que nos bastidores comanda o passo a passo do impeachment da petista. Adversário de Dilma, Eduardo Cunha quer marcar a votação no plenário da Câmara para um domingo, possivelmente o dia 17 de abril. O objetivo do peemedebista é conciliar a votação com protestos em frente ao Congresso e ampliar a audiência televisiva da votação. Na segunda-feira (4) deve acabar o prazo para que Dilma apresente sua defesa. Após isso, a comissão tem cinco sessões para aprovar seu relatório. O texto vai a voto no plenário da Câmara. A autorização para abertura do processo ocorre caso pelo menos 342 dos 513 deputados votem nesse sentido. Cabe ao Senado referendar ou não essa decisão. Caso os senadores abram o processo, Dilma é afastada do cargo.

Justiça paulista manda prender ex-presidente da Assembléia Legislativa por roubo de merenda das crianças nas escolas

A Operação Alba Branca prendeu hoje de manhã o ex-presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, deputado Leonel Julio, do PSDB, e mais seis investigados por fraude na merenda escolar. Também foi decretada a prisão do presidente da União dos Vereadores do Estado, Sebastião Miziara. A decisão é da Justiça de Bebedouro, no interior paulista, onde ficava a base da organização. A investigação sobre Capez está em curso no Tribunal de Justiça do Estado. Roubar dinheiro de merenda de crianças é algo completamente pervertido, revela uma corrupção absoluta da alma dos envolvidos. É algo completamente infamante. 

Pós-Lava Jato, Petrobras já demitiu 170 mil funcionários



Desde que foram alvejadas pela Operação Lava Jato, há pouco mais de dois anos, a Petrobras e suas subsidiárias demitiram 169,7 mil pessoas. O corte já representa o equivalente a 61% da equipe atual, que estava em 276,6 mil em fevereiro de 2016. Em dezembro de 2013, eram 446,3 mil pessoas –de cada 10 trabalhadores empregados antes da Lava Jato, 4 foram dispensados. Os dados foram compilados a partir de dados apresentados ao conselho de administração da estatal e da pesquisa nos relatórios publicados pela empresa nos últimos 12 anos. Os números mostram que, em meio à euforia das enormes reservas do pré-sal, a estatal saiu de 198,9 mil funcionários em 2004 para o recorde de 446,3 mil em 2013. Os cortes começaram ainda em 2014, último ano da gestão Graça Foster, quando 74,3 mil perderam o emprego, e se intensificaram sob comando de Aldemir Bendine, que cortou 95,4 mil até fevereiro deste ano. Após as demissões, a Petrobras está hoje com um efetivo semelhante ao de 2007. A Petrobras disse "está reduzindo seu nível de investimento e gasto operacional, o que acaba refletindo na contratação de serviços e em ajuste nos empregados próprios". Uma análise dos cortes mostram que 85% das demissões ocorreram entre prestadores de serviço que realizavam obras para a companhia. Esse contingente caiu de 175,8 mil pessoas em dezembro de 2013 para apenas 30,8 mil em fevereiro de 2016. A Petrobras foi obrigada a cortar drasticamente os investimentos para preservar seu caixa e tentar reduzir suas dívidas, que giram hoje ao redor de US$ 100 bilhões. Além disso, grandes obras foram paralisadas ou reduzidas com as denúncias de pagamento de propina pelas empreiteiras a ex-funcionários da empresa e a políticos. Os cortes de funcionários não devem parar por aqui. A Petrobras finaliza uma reestruturação que deve ser analisada pelo conselho de administração nesta quarta-feira (30). Os cargos executivos podem ser reduzidos em 40%, o que vai provocar demissões e redução de despesas, como viagens ou aluguéis. A estatal está devolvendo uma de suas sedes no Rio de Janeiro e prédios em outros Estados. O corte vai atingir empregados próprios e terceirizados administrativos e de operação, áreas em que até agora as demissões foram tímidas. O contingente de pessoal próprio caiu 8,7%, para 78,6 mil pessoas, entre dezembro de 2014 e fevereiro de 2016. No mesmo período, a redução nos terceirizados das áreas administrativas e de operação foi de 9,3%. A área administrativa sofre de inchaço por causa da pressão de partidos políticos pela contratação de apadrinhados. No ano passado, a Petrobras demitiu 6.000 funcionários administrativos. A Lava Jato também sustenta que o ex-ministro José Dirceu e ex-funcionários cobravam propinas de recrutadoras de recursos humanos, como Hope e Personal. Segundo a investigação, quanto mais recepcionistas, seguranças, jornalistas e outros profissionais eram empregados, maior era o valor dos contratos, e maior a propina mensal dos corruptos.

A causa da morte da mulher encontrada no cine GNC do Iguatemi foi suicídio

A mulher que foi encontrada morta ontem a noite no GNC Cinemas do shopping Iguatemi, Rosana da Silva Prado, suicidou-se cortando a veia femural da perna esquerda e a veia carótida do lado esquerdo do pescoço. Ela usou uma faca de 30 centímetros que foi encontrada ao lado do corpo. O caso foi constatado pelo chefe de segurança do shopping, Alexandre Santiago Almeida. A mulher era enfermeira do Hospital Cristo Redentor, que pertence ao Grupo Hospitalar Conceição.