sábado, 2 de abril de 2016

Empreiteiro propineiro Leo Pinheiro contrata ex-advogado de José Dirceu para negociar sua delação


O advogado criminalista José Luis Oliveira Lima, conhecido como Juca, foi contratado pelo empreiteiro propineiro Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, como negociador da sua delação premiada. Juca foi defensor do petista mensaleiro e corrupto José Dirceu no processo do Mensalão do PT. Ele é ex-namorado da jornalista petista Monica Bergamo, uma espécie de Diário Oficial do PT em sua coluna no jornal Folha de S. Paulo. Ele também é sobrinho de José Carlos Dias, ex-ministro da Justiça. José Carlos Dias e o petista já falecido Marcio Thomaz Bastos eram uma espécie de presidentes honorários do sindicato dos advogados criminalistas atuantes no processo do Mensalão do PT e posteriormente no Petrolão do PT. 

Trabalhadores da Manlec entram em greve

Os trabalhadores da rede de Lojas Manlec, de Porto Alegre, entraram em greve, conforme decisão da assembléia ocorrida às 14 horas de sexta-feira, defronte à loja da avenida Assis Brasil 2332. Eles reclamam de salários que não são pagos desde novembro. O 13º salário também não foi pago. A Manlec está em regime de recuperação judicial. É mais uma rede a caminho do fim no Rio Grande do Sul. 

Tribunal de Justiça gaúcho manda Sartori pagar imediatamente o 13º devido aos policiais civis

A 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul negou, por unanimidade, o recurso (Agravo de Instrumento) que havia sido interposto pelo Estado do Rio Grande do Sul, objetivando a revogação da liminar deferida nos autos da ação coletiva do Sindicato dos Policiais Civis, Sinpol, referente ao não pagamento da gratificação natalina (13º salário) de 2015. A Corte Recursal reconheceu que a tese do Estado acerca da impossibilidade material de pagamento, baseada na alegada crise financeira, não pode se sobrepor à garantia constitucional de pagamento da gratificação natalina (13º salário) até o dia 20 de dezembro. A decisão obriga a imediata liberação dos valores da gratificação natalina, já bloqueados judicialmente no montante de R$ 600.000,00, visando o pagamento do 13° aos servidores e pensionistas. É uma decisão inócua, o governo do peemedebista não irá pagar. Só teria efetividade se o Tribunal de Justiça tivesse determinado o bloqueio direto na boca do caixa, na conta do Estado no Banrisul. Sem essa medida, é uma decisão judicial do tipo "embaixadinha para a arquibancada", como fazia Braulio, ex-atacante do Internacional. 

Empresa do mensaleiro Silvinho "Land Rover" Pereira prestou serviços eleitorais para Marta Suplicy e Fernando Haddad

Não adianta Marta Suplicy achar que se afastou do PT. Sua história no PT não se afasta dela. A Operação Carbono 14 descobriu o envolvimento da Central de Eventos e Produções, do mensaleiro Silvinho "Land Rover" Pereira e Julio César Santos, com o Petrolão do PT. E a Operação Carbono 14 ainda descobriu que a "Central de Eventos" prestou serviços à campanha de Marta Suplicy para a prefeitura de São Paulo em 2008, conforme demonstra a planilha a seguir:


Mais do que isso, a Polícia Federal também desvendou agora que a empresa do mensaleiro Silvinho "Land Rover" Pereira participou também da campanha de outro petista, Fernando Haddad, para a prefeitura de São Paulo, em 2012.

Doleiro condenado no Mensalão do PT diz que aliado de José Dirceu pagou a multa dele


Condenado no Mensalão do PT, o doleiro Enivaldo Quadrado disse que recebeu R$ 45 mil do jornalista comunista petista Breno Altman para pagar uma multa imposta pelo Supremo Tribunal Federal no processo. Altman foi alvo de um mandado de condução coercitiva na fase 27 da Lava Jato, deflagrada nesta sexta-feira (1º). Ele é amigo e aliado do ex-ministro José Dirceu e próximo da cúpula do PT. Quadrado foi ouvido na investigação da Lava Jato em janeiro. Disse, na ocasião, que está em dificuldades financeiras e que Altman lhe emprestou a quantia, por meio da contadora Meire Poza, que trabalhava para o doleiro Alberto Youssef. A data exata do repasse não é especificada. Segundo Quadrado, não houve nenhum contrato formal do repasse e sua multa do Mensalão do PT não é paga desde março de 2015. O julgamento do Mensalão do PT ocorreu em 2012, mas as penas só foram aplicadas a partir do ano seguinte. "Altman era jornalista do PT e tinha uma relação próxima com Marcos Valério e demais pessoas da cúpula do Partido dos Trabalhadores", disse Quadrado, no depoimento. A contadora Meire Poza, em depoimento em 2014 anexado ao inquérito, disse que o jornalista se comprometeu "em nome do PT" a pagar a multa de Quadrado. "Meire recordou de uma conversa mantida com Enivaldo Quadrado a respeito de que ele teria 'seguro contra o PT' e que com o qual 'derrubaria o Lula'", diz a transcrição do depoimento. Meire disse que foi três vezes à casa de Altman buscar o dinheiro. Quadrado também foi preso na primeira fase da Lava Jato, há dois anos, e acabou absolvido em um processo relacionado à operação. Ele ainda cumpre pena de prestação de serviços comunitários no caso do Mensalão do PT. Em seu depoimento à Polícia Federal, o petista comunista Breno Altman confirmou ter emprestado o dinheiro a Enivaldo, que disse ser seu amigo desde os anos 1990, e afirmou que o doleiro tem três anos, a partir de 2014, para pagá-lo. 

Delator diz que pagou R$ 154 mil como "ajuda financeira" a ex-secretário do PT



O empresário Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, um dos delatores na Operação Lava Jato, confirmou ter feito sete depósitos para a empresa do ex-secretário-geral do diretório nacional do PT, Silvio Pereira, no valor total de R$ 154 mil, como uma forma de ajudar o petista a superar gastos que teve com o processo do "mensalão" e também por serviços prestados com pesquisas eleitorais. Em depoimento prestado à força-tarefa da Lava Jato em 2 de fevereiro passado, Mendonça Neto disse que, por "comentários do mercado e da imprensa", "soube que Silvio era a pessoa que acompanhava as obras da Petrobras como representante do Partido dos Trabalhadores". Segundo o empresário, tal informação "era de notório conhecimento do mercado". Ele também teria ouvido o mesmo do então gerente de engenharia da Petrobras Pedro Barusco, posteriormente também um dos delatores da Lava Jato. O empresário disse que matinha "conversas informais" com Silvio e que a primeira foi relativa às plataformas de petróleo P-51 e P-52 por volta de 2003. Uma empresa de Mendonça Neto, de nome não revelado no depoimento, disputava na Petrobras licitação para realizar as obras e o empresário foi informado por Silvio de que "a empresa estava bem colocada" na disputa. Mendonça Neto disse que decidiu contratar uma empresa de Silvio em 2010, a DNP Eventos Ltda, após ter sido procurado pelo próprio ex-secretário-geral do PT. Mendonça Neto disse que Silvio "pediu ajuda" para que ele o contratasse para "fornecimento das pesquisas" nas eleições de 2010. Os pagamentos ocorreram entre julho e dezembro de 2010 com o objetivo formal de "realização de pesquisas eleitorais nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro". No depoimento à Lava Jato, o delator reconheceu que o valor de R$ 22 mil mensais "estava elevado", mas que as pesquisas "efetivamente interessavam" a ele. O delator decidiu contratar Silvio "até mesmo porque a probabilidade de ganho do governo" nas eleições "era grande" e também "como forma de ajudá-lo, pois foi por ele [Silvio] informado que estava passando por uma crise financeira em razão das despesas que teve que arcar com o processo do 'mensalão'", no qual chegou a ser investigado e processado. Mendonça Neto, contudo, reiterou à Lava Jato que a contratação "não tem relação com qualquer propina ou alguma obra". O futuro delator na Lava Jato afirmou que Silvio prestou os serviços pelos quais foi contratado, tendo entregue "diversos relatórios de intenção de voto", conforme e-mails que entregou aos investigadores. Para Mendonça Neto, "a pesquisa foi muito bem feita". A força-tarefa da Lava Jato quis saber as provas de que os serviços foram de fato realizados. O delator afirmou que recebeu o resultado dos trabalhos em papéis, e que depois os perdeu. Os investigadores também indagaram por que o empresário não procurou outras empresas mais conhecidas que trabalham com pesquisas eleitorais, em vez da de Silvio, e o delator respondeu que resolveu contratar o petista "principalmente para ajudá-lo, já que estava passando por uma crise financeira, ao mesmo tempo em que interessaram a ele as pesquisas a serem realizadas, pois já se aproximavam as eleições para Presidência da República". Os investigadores então disseram a Mendonça Neto que a DNP era uma sociedade empresarial sediada em Osasco (SP) cujas atividades principais eram "artes cênicas, espetáculos e atividades complementares não especificadas". O delator disse "desconhecer tais informações".

Grupo Bertin diz não saber que frigorífico foi usado em empréstimo de Bumlai


O empresário Natalino Bertin afirmou, em depoimento à Lava Jato, não saber que o frigorífico Bertin foi usado por José Carlos Bumlai, em 2004, para montar uma operação de R$ 12 milhões ligada ao PT. Segundo ele, o dinheiro "entrou e saiu das contas do frigorífico" sem seu conhecimento. De acordo com o Ministério Público Federal, Bumlai, empresário e amigo do poderoso chefão e ex-presidente Lula, pegou um empréstimo de R$ 12 milhões com o Banco Schahin em 21 de outubro de 2004, e, no mesmo dia, transferiu o montante para o frigorífico Bertin. Deste valor, R$ 6 milhões, diz a investigação, foram então repassados a uma empresa chamada Remar Assessoria e Agenciamento Ltda, que, depois, fez o dinheiro chegar ao empresário Ronan Maria Pinto. A procuradoria aponta que o PT pretendia usar o dinheiro para silenciar Ronan Maria Pinto, que teria ameaçado contar o que sabia sobre o envolvimento de lideranças do partido com o assassinato do então prefeito Celso Daniel (PT), em 2002. Em depoimento, Bumlai afirmou que pediu a Natalino Bertin, seu "amigo de longa data" segundo ele, para receber os R$ 12 milhões na conta do frigorífico, sem que ambos soubessem o destinatário final do montante. Ao depor no dia 2 de fevereiro, Bertin, no entanto, disse que a versão de Bumlai "não corresponde à realidade". Ele afirmou ainda que não conhece Ronan Maria Pinto, ninguém do Schahin e que "não sabe como foi justificada contabilmente a saída do dinheiro das contas do frigorífico". Bertin afirmou também que não tem ciência do destino dos outros R$ 6 milhões transferidos por Bumlai – além dos R$ 6 milhões repassados para a Remar e, depois, a Ronan Maria Pinto. Natalino Bertin contou que, em 2005, fez um empréstimo de R$ 12 milhões a Bumlai, mas que a dívida jamais foi paga. O empresário relatou que, certa vez, o ex-ministro José Dirceu afirmou a ele que tinha "uma oportunidade" de usina de açúcar em Cuba. O assunto, segundo ele, no entanto, "não foi para frente". 

Falta muito pouco para ser conhecida a bombástica delação da empreiteira propineira Andrade Gutierrez


A delação premiada dos executivos da empreiteira propineira Andrade Gutierrez deve ter seu sigilo retirado por Teori Zavascki nos próximos dias. Essa delação é anunciada reiteradamente como bombástica. É o que se espera. 

Petrobras aprova plano de demissão voluntária para promover redução de despesas de R$ 33 bilhões


A Petrobras informou que sua diretoria executiva aprovou um Plano de Incentivo ao Desligamento Voluntário com estimativa de participação de até 12 mil empregados, o que representaria um custo para a companhia de R$ 4,4 bilhões com as demissões, segundo comunicado ao mercado nesta sexta-feira (1º). A petroleira afirmou que o objetivo é adequar a força de trabalho às necessidades do Plano de Negócios e Gestão, elevar a produtividade e gerar valor para a companhia, e que há uma economia esperada de R$ 33 bilhões com o plano no período 2016-2020. De acordo com comunicado interno distribuído aos funcionários, a empresa irá oferecer indenizações que vão de R$ 211 mil a R$ 706 mil, dependendo do tempo de serviço do empregado. Os funcionários poderão se inscrever no plano a partir do próximo dia 11. As inscrições vão até 31 de agosto. As demissões ocorrerão em um prazo mínimo de 60 dias a contar do pedido de desligamento. Em situações excepcionais, os funcionários que aderirem ao programa poderão ficar na empresa até no máximo maio do ano que vem. "Diferentemente do PIDV 2014, o atual programa estará aberto a todos os empregados que desejarem se desligar da companhia", informa a empresa em email interno. O plano anterior, lançado em 2014, teve a adesão de 7 mil funcionários. A empresa, que tem buscado reduzir custos em meio à baixa dos preços do petróleo e alto endividamento, já tinha anunciado na quarta-feira uma redução de sete para seis no número de diretorias e mudanças no modelo de governança e gestão que representam corte de 43% nas funções gerenciais em áreas não operacionais. A Petrobras reportou na semana passada um prejuízo recorde de quase R$ 37 bilhões no quarto trimestre de 2015, afetado por baixas contábeis relacionadas ao declínio do preço do petróleo e à perda do grau de investimento. Em 2015 como um todo, o prejuízo da estatal foi de R$ 34,8 bilhões, ante prejuízo de R$ 21,6 bilhões em 2014. De acordo com a estatal, a primeira edição do PIDV foi lançada em janeiro de 2014 e já teve 6.254 desligamentos. Outros 1.055 empregados inscritos no PIDV 2014 têm previsão de saída até maio de 2017. Desde que foram alvejadas pela Operação Lava Jato, há pouco mais de dois anos, a Petrobras e suas subsidiárias demitiram 169,7 mil pessoas. O corte já representa o equivalente a 61% da equipe atual, que estava em 276,6 mil em fevereiro de 2016. A Petrobras tem mais de 12 mil funcionários que ganham acima de 170 mil reais por mês. É uma fábrica de marajás. 

Em resposta ao STF, Senado diz que presidencialismo não é cláusula pétrea


Em manifestação ao Supremo Tribunal Federal, o Senado defendeu que o Congresso possa discutir a instituição do parlamentarismo, por meio de uma emenda à Constituição, e afirmou que o sistema político "otimiza" a "harmonia" entre os poderes. Na próxima quarta-feira (6), o STF deve discutir uma ação que chegou ao tribunal em 1997 pelas mãos do hoje ministro Jaques Wagner (chefe de gabinete da Presidência ) e questiona se o Congresso pode debater por meio de emenda à Constituição a mudança do sistema político do país de presidencialismo para parlamentarismo. O documento do Senado é assinado pelo advogado-geral do Senado, Alberto Cascais, e teve aval do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL). "Não é que o parlamentarismo suprime a separação ou a independência entre os poderes. O que ocorre é que otimiza outro princípio igualmente importante é o da harmonia entre Legislativo, Executivo e Judiciário", diz o parecer. "O sistema parlamentarista não é incompatível com o princípio republicano, nem o princípio da separação de poderes, como asseveram os impetrantes. Fosse o caso o Constituinte originário não o teria lançado como legítima opção ao presidencialismo. Ou seja, decorre da Constituição que o debate de eventual adoção do parlamentarismo é absolutamente compatível com o que ela tem de essencial", completou. Segundo o Senado, o sistema presidencialista não representa uma cláusula pétrea da Constituição, aquelas que não podem ser alteradas nem mesmo pelos congressistas. "Não há óbice constitucional para o debate da matéria, tendo em vista que o sistema presidencialista não integra o núcleo duro da Constituição da República. [...] O que não se admite, por imperativo do princípio democrático e do princípio do pluralismo, é que se abortem debates em torno dessas questões, como pretendem", afirmou. "Não se poderia, honestamente, chegar à conclusão que o aperfeiçoamento da República Federativa do Brasil passaria pela implantação do sistema parlamentarismo. Obviamente, essas externalidades, de acordo com doutas e respeitosas opiniões, poderiam ser mitigadas por aperfeiçoamentos do sistema presidencialista, e não necessariamente por sua revogação". Os ministros do Supremo vão discutir uma ação de Wagner que questionou a decisão do comando da Câmara de liberar a tramitação de uma proposta de emenda à Constituição que institui o parlamentarismo. Para o petista, a análise da PEC seria inconstitucional porque a Constituição estabelece que haverá consulta popular para definição do sistema de governo. Em 1993, o eleitorado rejeitou, por 55,6% a 24,9%, a adoção do parlamentarismo. O parlamentarismo vem sendo discutido como uma alternativa para as crises políticas e econômicas que paralisaram o país. O tema vinha ganhando força no Senado, mas a oposição no Senado conseguiu convencer o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), a postergar a instalação de uma comissão especial para discutir uma mudança no regime de governo para algo como um parlamentarismo ou um semipresidencialismo. Senadores resolveram se posicionar contra a proposta por considerarem-na circunstancial e avaliarem que poderia ficar com a pecha de "oportunista". Membros do Supremo e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) foram procurados por congressistas que articulam, no Senado, a formulação de um projeto que instaure o semipresidencialismo no Brasil. Hoje, a instalação de um regime semipresidencialista é defendida como uma "saída honrosa" para a crise, com Dilma Rousseff no poder, ou sem ela. A medida manteria o presidente eleito por voto direto, mas com poderes reduzidos. O governo seria tocado por um primeiro-ministro, figura que inexiste hoje. A tese mais forte hoje é a de que o projeto contemple um período de "transição" do regime presidencialista para o semipresidencialista nos próximos anos. A mudança definitiva se daria em 2018.  

Temer, sobre pedido de impeachment feito por Cid Gomes: "Espetáculo deprimente"



O vice-presidente Michel Temer respondeu por meio de nota ao pedido de impeachment protocolado contra ele na Câmara dos Deputados pelo ex-governador do Ceará Cid Gomes. Segundo Temer, o pedido é baseado em "notícias velhas sem sustentação, citações equivocadas e interpretações de pessoas mal-informadas". O peemedebista defendeu a Operação Lava Jato, que, para ele, presta "grandes e relevantes serviços" ao Brasil, e acusou Cid Gomes de ter sido "escalado para atingir reputação alheia de forma vil e rasteira". Nesta sexta-feira, o ex-governador protocolou denúncia pela prática de "crime de responsabilidade" de Temer, que também é presidente nacional do PMDB. No documento, o autor do pedido menciona delações e depoimentos das investigações da Lava Jato em que Michel Temer é citado. De acordo com a assessoria de imprensa do vice-presidente, as citações já foram esclarecidas à imprensa e a "coleção volumosa de fotografias" de Cid Gomes ao lado do delator Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras e condenado pela Lava Jato, ilustra "bem a biografia" e retrata "de forma definitiva sua verdadeira prática política". No comunicado, Temer afirma ter a "convicção" de que os trabalhos da operação significam o início de uma "reforma nos hábitos políticos brasileiros". "Só com um processo de evolução de nossos costumes deixaremos de assistir ao espetáculo deprimente representado hoje pelo senhor Cid Gomes, agente terceirizado escalado para atingir reputação alheia de forma vil e rasteira. Tudo isso nada mais é que um plano orquestrado com o objetivo de desconstruir a imagem do vice-presidente da República", disse a nota da assessoria do vice-presidente.

STF nega pedido de inclusão de delação de Delcídio em processo de impeachment



A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, rejeitou nesta sexta-feira recurso do deputado federal Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) para incluir a delação do senador Delcídio Amaral (sem partido-MS) no pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Rosa explicou que, segundo a jurisprudência do Supremo, mandados de segurança - o tipo de recurso impetrado ontem pelo deputado - só cabem quando o autor da ação é beneficiário direto do ato questionado. "Desse modo, o impetrante não se desincumbiu de modo adequado do ônus que lhe cabia", argumentou. "A controvérsia fundada na admissão ou não de específico documento como parte do acervo relacionado ao trabalho ainda em curso da Comissão Especial (do impeachment) diz respeito à organização interna de suas atividades, ausente elemento jurídico de conexão entre o ponto e a própria disciplina do rito do impeachment", defendeu a ministra. De acordo com Faria de Sá, "o documento (a delação de Delcídio) se mostra imprescindível para esclarecer a denúncia quanto à participação da denunciada (Dilma) no esquema de corrupção  da Petrobras". O deputado pedia para que o Supremo suspendesse uma decisão do presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do presidente da comissão do impeachment, Rogério Rosso (PSD-DF), para tirar do pedido contra a presidente a delação do senador. Cunha ratificou a decisão da comissão de retirar o depoimento de Delcídio do pedido e se justificou dizendo que as informações do senador apenas corroboram com os fatos atribuídos a Dilma, cabendo ao colegiado responsável pela análise do pedido do impeachment avaliar se elas são pertinentes ou não. Faria de Sá contesta Cunha, e afirma que o relato do senador não serve apenas para corroborar com as provas dos crimes de responsabilidade cometidos por Dilma, mas para esclarecê-los. Um dos argumentos do governo contra a inclusão do depoimento de Delcídio é de que a aprovação do pedido de impeachment da presidente com base na delação pode justificar a abertura de pedidos de cassação de mandato de outros políticos citados pelo senador que apoiam a saída de Dilma, como o vice-presidente Michel Temer, o senador Aécio Neves (PSDB-RJ) e o próprio Cunha. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) protocolou no início da semana na Câmara um novo pedido de impeachment em que inclui as acusações feitas contra a petista por Delcídio. Se o pedido for aceito por Cunha, uma nova comissão de deputados precisará ser eleita para analisá-lo, o que possivelmente só aconteceria após o resultado dos trabalhos da primeira comissão. Segundo Delcídio, a presidente teria tentado interferir nas investigações da Operação Lava Jato em ao menos três vezes. 

Presidente do Instituto Lula pede anulação da Operação Carbono 14



O presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, enviou na sexta-feira ao ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, uma reclamação contra o juiz Sergio Moro, que conduz os processos da operação em Curitiba. Segundo o documento assinado por três advogados de Okamotto, ao autorizar a deflagração da 27ª fase da Lava Jato, a Carbono 14, Moro desrespeitou a decisão proferida na quinta pelo STF segundo a qual o magistrado deve remeter à Corte as investigações contra o ex-presidente Lula, assim como outras apurações ligadas a ele. A defesa do presidente do Instituto Lula argumenta que a Operação Carbono 14, que levou nesta sexta-feira à prisão o ex-secretário-geral do PT, Silvio "Land Rover" Pereira, além do empresário ligado ao partido, Ronan Maria Pinto, foi baseada nos mesmos inquéritos que deram origem aos mandados de busca e apreensão e condução coercitiva de Okamotto e Lula na 24ª fase da Lava Jato, Aletheia. A 27ª fase da Lava Jato seria, portanto, segundo os advogados, "conexa" à investigação sobre Lula e deveria ter sido remetida ao Supremo. Okamotto pede, então, a anulação da Operação Carbono 14 e que o STF tome "providências" contra suposto crime de desobediência praticado por Sergio Moro. "Salta aos olhos, aliás, esta estranha maneira casuísta com que a autoridade reclamada tem tratado os institutos da conexão e continência, valendo-se a bel-prazer de pesos e medidas diferentes conforme sua própria conveniência e corriqueiramente insistindo em descumprir as decisões proferidas por este Supremo Tribunal Federal", ataca o pedido da defesa de Paulo Okamotto, segundo a qual Moro se apressou a deflagrar a Carbono 14 pouco depois da decisão do STF, "antes que recebesse ofício com determinação para seu cumprimento". Esta não é a primeira vez em que Okamotto procura o STF para fazer reclamações sobre Moro. Há duas semanas, a defesa do aliado de Lula afirmou ao Supremo que o magistrado não é o juiz natural para conduzir os processos da Lava Jato. A 27ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada hoje, conseguiu ligar o petrolão a dois dos maiores escândalos que mancharam a história do Partido dos Trabalhadores nos últimos anos: o mensalão e o assassinato do prefeito de Celso Daniel.

Ex-vereador Luiz Braz assina ficha no PMDB e vai concorrer em outubro

O ex-vereador Luiz Braz, de Porto Alegre, saiu nesta sexta-feira do PSDB e entrou no PMDB, partido pelo qual disputará uma cadeira na Câmara Municipal da capital gaúcha em outubro. A filiação ocorreu no Diretório Metropolitano de Porto Alegre. 

Eduardo Cunha diz que enfiará na lata de lixo pedido de impeachment contra Temer

O ex-governador do Ceará, Cid Gomes, protocolou nesta sexta-feira pedido de impeachment contra o vice-presidente Michel Temer. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, já avisou que mandará o pedido para a lata de lixo.

Lula acusa o golpe da Operação Carbono 14 e fala em nome de Teori Zavascki: "Trata-se de uma afronta ao STF"


O poderoso chefão Lula acusou na mesma hora o efeito imediato da Operação Carbono 14, porque identificou o alvo oculto das ações do Ministério Público Federal, da Polícia Federal e do juiz Sérgio Moro: "Ele mesmo". E tratou de falar em seu nome e do ministro Teori Zavascki: "Trata-se de uma afronta ao Supremo Tribunal Federal". Isso é uma coisa da qual ele entende muito, como chamar os ministros de "covardes". Ele não disse o que fará em nome do ministro Teori Zavascki, ou seja, do Supremo Tribunal Federal, e foi exatamente o que fez. Ora, Lula, erigindo-se agora em tutor do Supremo Tribunal Federal, considerou-se blindado pelo que já aconteceu, acontece e poderá acontecer no âmbito das investigações da Lava Jato. E por isto invocou Teori Zavascki, ou seja, o Supremo Tribunal Federal. A nota da noite sexta-feira do Instituto Lula não deixa dúvidas ao afirmar que a reabertura de um caso encerrado em todas as instâncias judiciais, a partir do que chama de ilações sem fundamento, é mais uma arbitrariedade cometida pelo juiz Sérgio Moro contra Lula e que ao continuar, no que o instituto classifica como uma perseguição política e pessoal, o juiz e a força-tarefa afrontam a Suprema Corte e os direitos de Lula. Em outra nota, os advogados de Lula dizem que ele sempre agiu dentro da legalidade, que não há motivo que pudesse justificar uma tentativa de extorsão ao ex-presidente e que as autoridades que analisaram o caso não identificaram qualquer elemento que pudesse conferir veracidade às declarações de Marcos Valério. Os advogados de Marcos Valério confirmaram a delação do publicitário contra Lula e contra o PT.

Veja diz que Sérgio Moro assombra Lula, o PT e o governo Dilma com o cadáver de Celso Daniel


A reportagem de capa da revista Veja desta semana trata da Operação Carbono 14, que na prática reabre o caso do assassinato do prefeito Celso Daniel, até hoje sem solução. A família do ex-líder petista acha que ele foi morto a mando da cúpula do PT, no caso Lula, José Dirceu e Gilberto Carvalho, pela ordem. A polícia estadual paulista nunca conseguiu identificar os criminosos políticos, mas achou e puniu alguns peixes menores, inclusive bandidos comuns. A Operação Carbono 14 reabre uma ferida que Lula e o PT gostariam de ver esquecida. Sérgio Moro, ao autorizar as operações de sexta-feira, não apenas deu troco 14 horas depois de ser fustigado pelo ministro Teori Zavascki e pelo Supremo Tribunal Federal, que resolveram blindar Lula, mas introduziu um elemento novo e dramático nas discussões do impeachment, fazendo a organização lulopetista recuar mais uma vez.

Polícia Federal encontra prova de que Lula, presidente, atendeu a pedido de lobista da Odebrecht


Em um ato rotineiro, em dezembro de 2009, Cleantho de Paiva Leite Filho, diretor comercial da Braskem no México, enviou um e-mail pedindo ajuda a Roberto Prisco Ramos, seu colega de trabalho na empresa petroquímica controlada pela empreiteira Odebrecht. Naquele fim de ano, ao saber do teor da conversa, Ramos rapidamente encaminhou o pedido a outro colega, mais bem posicionado para resolver a questão, chamado Alexandrino Alencar. Diretor de relações institucionais da Odebrecht, Alexandrino tinha os contatos certos. “Preciso de sua ajuda em relação a este tema. Dar uma força para que LILS aceite um convite especial do Calderon e vá ao México no início de fevereiro”, dizia o texto de Ramos. Alexandrino era o homem da empresa designado para as relações com LILS – hoje a sigla que denomina uma conhecida empresa de palestras; na ocasião, era a sigla para Luiz Inácio Lula da Silva, então presidente da República.


Em miúdos, a Odebrecht queria muito que LILS – para ela; presidente Lula, para os brasileiros – estivesse no México com o então presidente do país, Felipe Calderón, em uma reunião para assinatura de um contrato da Braskem com a mexicana Idesa. O acerto previa a construção de um complexo petroquímico de US$ 5,2 bilhões em Coatzacoalcos, no Estado de Veracruz. A presença de Lula daria um peso especial ao negócio, de grande interesse da empresa brasileira. Dois meses depois, nos dias 21 e 22 de fevereiro de 2010, Lula esteve no México para a 2ª Cúpula da América Latina e do Caribe sobre Integração e Desenvolvimento. No dia 23, Lula teve uma reunião com Calderón, na qual o principal resultado foi a comemoração da assinatura do contrato entre a Braskem e a Idesa. 
A caixa de e-mails de Alexandrino havia sido apagada, mas foi recuperada graças a uma investigação do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, motivada pela Lava Jato. Os dados foram enviados à Polícia Federal no início de março. “O e-mail supra aponta indícios de que Luiz Inácio Lula da Silva era incentivado a atender compromissos de interesse do Grupo Odebrecht ainda quando ocupava a cadeira de presidente”, diz o relatório da polícia enviado ao juiz Sergio Moro e obtido por ÉPOCA. O texto curto constitui um novo elemento na investigação sobre a suspeita de que Lula fez tráfico de influência para a Odebrecht – não só após deixar o cargo, mas desde que era presidente da República. O negócio se encaixa no padrão detectado pelo Ministério Público Federal. Inclui os interesses da empreiteira no exterior, uma conversa de Lula com um chefe de Estado do país onde a obra será realizada e um financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). No projeto da Braskem, o BNDES compareceu com US$ 700 milhões. Em maio de 2015, o Ministério Público Federal em Brasília abriu uma investigação para examinar se Lula fizera tráfico de influência internacional. O Ministério Público Federal suspeitava que, após deixar o cargo, Lula passara a usar seu prestígio nacional e internacional para favorecer empreiteiras a obter obras em países da América Latina e da África, financiadas com dinheiro do BNDES. As palestras, pelas quais era contratado pelas empreiteiras, seriam na verdade a remuneração pelo tráfico de influência. Entre 2011 e 2015, Lula viajou para países onde as empreiteiras tinham interesses imediatos, como Cuba, Gana, Angola e República Dominicana. A maioria das andanças foi bancada pela Odebrecht, a campeã de negócios estrangeiros financiados pelo BNDES. No início deste ano, os procuradores ampliaram o foco: apuram agora se Lula começou a ajudar a Odebrecht quando ainda era presidente da República. Tal investigação é possível, entre outros fatores, graças a provas colhidas e compartilhadas pela Operação Lava Jato, tocada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal em Curitiba. Entre os arquivos que a turma da Lava Jato compartilhou, os dirigentes da Odebrecht, especialmente o presidente Marcelo Odebrecht, tentavam incluir demandas da empreiteira em pautas de reuniões de Lula com autoridades de Angola, Argentina, Bolívia, Peru e Venezuela, entre outros países. No caso da Braskem no México, Alexandrino conseguiu o que a empresa queria. 

Relator do impeachment indica novo diretor da Casa da Moeda


O deputado Jovair Arantes (PTB-GO), relator da Comissão do impeachment, foi o responsável pela indicação de Jehovah de Araujo Silva Júnior para a diretoria da Casa da Moeda. Ele assumiu a vaga deixada por Paulo Ricardo de Matos Ferreira, segundo o Diário Oficial. O presidente da instituição, Maurício Visconti Luz, também foi indicado por outro petebista no ano passado: Nelson Marquezelli (PTB-SP).

PMDB da Bahia pedirá a expulsão de ministra Kátia Abreu do partido


O presidente estadual do PMDB da Bahia, Geddel Vieira Lima, irá pedir a expulsão da ministra Kátia Abreu (Agricultura) do PMDB. Segundo Geddel, Kátia Abreu não tem se limitado a descumprir a decisão tomada pelo diretório nacional de desembarque do governo Dilma Rousseff, mas o faz de forma desafiado e em total desrespeito com o PMDB. O pedido de expulsão está sendo elaborado por advogados e será apresentado por Geddel à comissão de ética do partido na próxima segunda-feira. "Vamos pedir a expulsão dela pelo conjunto da obra. Ela vem sendo desrespeitosa com o partido, agindo de forma acintosa, anunciando filiação a outra legenda, desrespeitando a todos. Como presidente do diretório da Bahia vamos entrar na comissão de ética, com pedido de liminar para suspensão imediata da filiação", disse Geddel. Segundo o peemedebista, a expulsão cumprirá o rito previsto no estatuto e será garantido direito de defesa a ela. Indagado se também apresentaria pedido de expulsão dos outros ministros também permanecerem no cargo, mesmo com a decisão do diretório, Geddel respondeu: "Temos compreensão de que política se faz com tolerância e que fixar até o dia 12 , quando vence o prazo de 30 dias, é algo razoável. Os outros ministros estão sendo discretos. A decisão foi aprovada e tem que ser cumprida. Mais para frente, quem insistir, representaremos. Mas o caso dela é pela absoluta falta de compromisso com o partido. Ela não pode imaginar que ficará impune desrespeitando a todos!" Também integrante do PMDB da Bahia, o deputado Lúcio Vieira Lima, irmão de Geddel, endossa a ação contra Kátia Abreu: "A Kátia não era do PMDB, não é histórica. Veio para o partido para ser ministra e para ser o cavalo de tróia do PMDB".

Uma presidente fora de si

Bastidores do Planalto nos últimos dias mostram que a iminência do afastamento fez com que Dilma perdesse o equilíbrio e as condições emocionais para conduzir o País

Sérgio Pardellas e Débora Bergamasco

Os últimos dias no Planalto têm sido marcados por momentos de extrema tensão e absoluta desordem com uma presidente da República dominada por sucessivas explosões nervosas, quando, além de destempero, exibe total desconexão com a realidade do País. Não bastassem as crises moral, política e econômica, Dilma Rousseff perdeu também as condições emocionais para conduzir o governo. Assessores palacianos, mesmo os já acostumados com a descompostura presidencial, andam aturdidos com o seu comportamento às vésperas da votação do impeachment pelo Congresso. Segundo relatos, a mandatária está irascível, fora de si e mais agressiva do que nunca. Lembra o Lula dos grampos em seus impropérios. Na última semana, a presidente mandou eliminar jornais e revistas do seu gabinete. Agora, contenta-se com o clipping resumido por um de seus subordinados. Mesmo assim, dispara palavrões aos borbotões a cada nova e frequente má notícia recebida. Por isso, os mais próximos da presidente têm evitado tecer comentários sobre a evolução do processo de impeachment. Nem com Lula as conversas têm sido amenas. Num de seus acessos recentes, Dilma reclamou dos que classificou de “traidores” e prometeu “vingança”. Numa conversa com um assessor, na semana passada, a presidente investiu pesado contra o juiz Sérgio Moro, da Lava Jato. “Quem esse menino pensa que é? Um dia ele ainda vai pagar pelo quem vem fazendo”, disse. Há duas semanas, ao receber a informação da chamada “delação definitiva” em negociação por executivos da Odebrecht, Dilma teria, segundo o testemunho de um integrante do primeiro escalão do governo, avariado um móvel de seu gabinete, depois de emitir uma série de xingamentos. Para tentar aplacar as crises, cada vez mais recorrentes, a presidente tem sido medicada com dois remédios ministrados a ela desde a eclosão do seu processo de afastamento: rivotril e olanzapina, este último usado para esquizofrenia, mas com efeito calmante. A medicação nem sempre apresenta eficácia, como é possível notar.


Em recente viagem a bordo do avião presidencial, um Airbus A319, tripulantes e passageiros ficaram estupefatos com outro surto de Dilma. Depois de uma forte turbulência, a presidente invadiu a cabine do piloto aos berros: “Você está maluco? Vai se f...! É a presidente que está aqui. O que está acontecendo?”, vociferou. Não seria a primeira vez que Dilma perdia o equilíbrio durante um vôo oficial. No final de janeiro, o avião da presidente despencou 100 metros, enquanto passava pela região entre a floresta Amazônica e o Acre. O piloto preparava-se para pousar em Quito, no Equador. Devido ao tranco mais brusco, Marco Aurélio Garcia, assessor especial, acabou banhado de vinho e uma ajudante de ordens bateu levemente com a cabeça no teto da aeronave. Copos e pratos foram ao chão, mas ninguém se machucou. A presidente saiu de si. Na sequência do incidente, tratou de cobrar satisfações do piloto. Aos gritos. “Não te falei para não pegar esse trajeto? Quer que eu morra de susto, cace...?”. Os desvarios de Dilma durante os vôos já lhe renderam uma reclamação formal. Em carta, a Aeronáutica pediu para que a presidente não formulasse tantas perguntas sobre trajetos e condições climáticas nem adentrasse repentinamente às cabines para não tirar a concentração dos pilotos. A presidente não demonstra paciência nem mesmo para esperar o avião presidencial seguir o procedimento usual de taxiamento. Um de seus assessores lembra que, certa feita, Dilma chegou a determinar à Aeronáutica que reservasse uma pista exclusiva para a decolagem de sua aeronave. Com isso, outros aviões na dianteira tiveram de esperar na fila por horas. O modelo consagrado pela renomada psiquiatra Elisabeth Kübler-Ross descreve cinco estágios pelo qual as pessoas atravessam ao lidar com a perda ou a proximidade dela. São eles a negação, a raiva, a negociação, a depressão e a aceitação. Por ora, Dilma oscila entre os dois primeiros estágios. Além dos surtos de raiva, a presidente, segundo relatos de seus auxiliares, apresenta uma espécie de negação da realidade. Na semana passada, um presidente de uma instituição estatal foi chamado por Dilma para despachar assuntos de sua pasta. Chegou ao Palácio do Planalto, subiu ao terceiro andar e falaram longamente acerca da saúde da empresa e especialmente sobre a economia do Brasil e o contexto internacional. Ao final da conversa, observando o visível abatimento do executivo, Dilma quis saber: “Por que você está cabisbaixo?”. Franco, ele revelou sua preocupação com o cenário de impeachment que se desenhava, especialmente com o então iminente rompimento do PMDB. Ao ouvir a angústia do seu subordinado, que não está há muito tempo à frente da empresa, Dilma teve uma reação que tem se repetido sistematicamente: descartou totalmente a hipótese do seu impedimento. Ela exclamou: “Imagine, nada disso vai acontecer. Já temos garantidos 250 votos na Câmara”. O executivo tentou argumentar, mas foi novamente interrompido. A petista avaliou ser “até melhor” o rompimento com o PMDB, assim teriam a chance de “refundar” o governo. O presidente da instituição deixou a conversa completamente atônito. Considerou inacreditável a avaliação da chefe do Executivo.



Outro interlocutor freqüente diz que a desaprovação recorde junto aos eleitores é vista como mero detalhe pela presidente. “Que falta faz um João Santana”, disse referindo-se ao marqueteiro preso e, principalmente, conselheiro para todas as horas. Aos integrantes do núcleo político, Dilma deixa transparecer que não lhe importa mais a opinião pública. Seu objetivo é seguir no posto a todo e qualquer custo e, se lograr êxito, punir aqueles que considera hoje seus mais ferozes inimigos. Especialmente os do Congresso. Na tática do desespero oferece cargos e verbas para angariar apoios à sua causa, não se importando com o estouro do orçamento e muito menos com o processo sobre suas contas abertos nos órgãos de fiscalização e controle, como o TCU. Na quarta-feira 30, chegou ao cúmulo de sugerir uma audiência com Valdemar Costa Neto, do PR, para oferecer-lhe a indicação do ministério de Minas e Energia. Ocorre que, hoje, Costa Neto apresenta dificuldades e limites de locomoção devido ao uso de uma tornozeleira. Depois da gafe, o jeito foi recorrer a emissários. É bem verdade que Dilma nunca se caracterizou por ser uma pessoa lhana no trato com os subordinados. Mas não precisa ser psicanalista para perceber que, nas últimas semanas, a presidente desmantelou-se emocionalmente. Um governante, ou mesmo um líder, é colocado à prova exatamente nas crises. E, hoje, ela não é nem uma coisa nem outra. A autoridade se esvai quando seu exercício exige exacerbar no tom, com gritos, berros e ofensas. Helmuth von Moltke, chefe do Estado-Maior do Exército prussiano, depois de aposentado, concedeu uma entrevista que deveria servir de exemplo para governantes que se pretendam grandes líderes. Perguntado como se sentia como um general invicto e o mais bem-sucedido militar da segunda metade do século XIX, Moltke respondeu de pronto: “Não se pode dizer que sou o mais bem-sucedido. Só se pode dizer isso de um grande general, quando ele foi testado na derrota e na retirada. Aí se mostram os grandes generais, os grandes líderes e os grandes estadistas”. Na retirada, Dilma sucumbiu ao teste a que Moltke se refere. Os surtos, os seguidos destemperos e a negação da realidade revelam uma presidente completamente fora do eixo e incapaz de gerir o País.


A maneira temperamental de lidar com as situações não é nova, embora tenha se agravado nas últimas semanas. Desde o primeiro mandato de Dilma, um importante assessor palaciano dedicou-se a registrar num livro de capa preta as reprimendas aplicadas por Dilma em seus subordinados. Ele deixou o governo recentemente por não aturar mais os insultos da presidente. A maioria injustificável, em sua visão. No caderno, anotou mais de 80 casos ocorridos entre 2010 e 2016. Entre eles, há o de um motorista que largou o automóvel presidencial no meio da Esplanada dos Ministérios depois de ser ofendido compulsivamente pela presidente e ameaçado de demissão por causa de um atraso. “Você não percebeu que não posso atrasar, seu m...Ande logo com isso senão está no olho da rua”, atacou Dilma. Consta também das anotações os três pedidos de demissão de Anderson Dornelles, que deixou o Planalto no último mês sob fortes suspeitas de ser sócio oculto de um bar localizado no estádio Beira-Rio de propriedade da Andrade Gutierrez. Nas vezes em que ameaçou deixar o governo, alegou cansaço dos destratos da presidente. “Menino, você não faz nada direito!”, afirmou ela numa das brigas. O ministro da Advocacia-Geral da União, José Eduardo Cardozo, também já experimentou a fúria da presidente. A irritação, neste caso, derivou das revelações feitas pelo empresário Ricardo Pessoa, da UTC, sobre as doações a sua campanha à reeleição em 2014. Participaram dessa reunião convocada pela presidente, além de Cardozo, os ministros Aloizio Mercadante, Edinho Silva e o assessor especial Giles Azevedo. Na frente de todos, Dilma cobrou Cardozo por não ter evitado que as revelações de Ricardo Pessoa se tornassem públicas dias antes de sua visita oficial aos Estados Unidos, quando buscava notícias positivas para reagir à crise. “Você não poderia ter pedido ao Teori (Zavascki) para aguardar quatro ou cinco dias para homologar a delação?”, perguntou Dilma referindo-se ao ministro que conduz os processos da Lava Jato no STF. “Cardozo, você fodeu a minha viagem”, bradou a presidente. O episódio envolvendo Cardozo, no entanto, pode ser considerado até brando se comparado às situações enfrentadas por duas ex-ministras do governo, Maria do Rosário e Ideli Salvatti. Em 2011, ao debater com Rosário o andamento dos trabalhos da Comissão da Verdade, àquela altura prestes a ser criada pelo Congresso para esclarecer casos de violação de direitos humanos durante a ditadura militar, Dilma perdeu as estribeiras: “Cale sua boca. Você não entende disso. Só fala besteira”. Já Ideli conheceu o despautério da presidente logo no dia seguinte à sua nomeação para as Relações Institucionais. Quando ainda devorava jornais, Dilma leu uma reportagem em que a titular da pasta fazia considerações sobre os desafios do novo trabalho. Não gostou e deixou clara sua insatisfação: “Ideli, se na primeira coletiva você já disse bobagens, imagine nas próximas”. 


Publicamente, a presidente tenta disfarçar seu estado de ânimo atual. Mas nem sempre é possível deixar transparecer serenidade quando, por dentro, os nervos estão à flor da pele. Seus últimos discursos refletem a tensão reinante nos corredores do Palácio do Planalto. Na quarta-feira 30, Dilma converteu o evento de entrega de moradias da terceira fase do Minha Casa Minha Vida em um palanque contra o impeachment. Na cerimônia, estiveram presentes integrantes de movimentos sociais, como o MST. Os representantes, — muitos deles chamados de última hora já que nenhum governador se dignou a ir e, dos 300 prefeitos convocados, só oito compareceram —, foram acomodados em lugares destinados a convidados, onde entoaram gritos de guerra pró-governo mesmo antes de o evento começar. Os presentes chamaram o juiz Sérgio Moro, o vice Michel Temer e a OAB de “golpistas” e bradaram o já tradicional “não vai ter golpe”. Detalhe: o coro foi puxado pela militante travestida de presidente da República. 


Durante a campanha eleitoral, a presidente Dilma Rousseff pagou para seus marqueteiros desenvolverem e disseminarem o nocivo “discurso do medo”. Espalhou o pavor entre os brasileiros mais carentes dizendo que, se seus concorrentes Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (na época no PSB) ganhassem a eleição, os programas sociais estariam em risco. Funcionou. Hoje, cara a cara com o impeachment, ela coloca sua tropa de choque novamente para atemorizar a população. Disse a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), na última segunda-feira: “Programas sociais como Minha Casa Minha Vida, Bolsa Família, Fies e tantos outros que beneficiam os mais pobres correm sério risco de sofrer corte caso a presidente Dilma seja impedida de continuar seu governo”. Não bastasse a repetição da retórica cretina da campanha eleitoral, a presidente disse nos últimos dias que o que está se vendo o País é um verdadeiro “nazismo”, sem lembrar que o discurso do “nós contra eles” foi gestado e cultivado por sua equipe. O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, foi na mesma toada ao tentar reverter a posição do governo de incitador de ódio para pacificador: “Nós vamos baixar o tom ou esperar o primeiro cadáver?”. Sem mencionar, é claro, provocações até do presidente do PT, Rui Falcão, que no twitter escreveu recentemente: “Queremos a paz, mas não tememos a guerra”. Ou as palavras de Guilherme Boulos, coordenador do MTST, que disse que se o impeachment for efetivado ou Lula for preso, o Brasil seria “incendiado por greves, ocupações e mobilizações” e que “Não haverá um dia de paz do Brasil”. 


As diabruras de “Maria, a Louca” - Não é exclusividade de nosso tempo e nem de nossas cercanias que, na iminência de perder o poder, governantes ajam de maneira ensandecida e passem a negar a realidade. No século 18, o renomado psiquiatra britânico Francis Willis se especializou no acompanhamento de imperadores e mandatários que perderam o controle mental em momentos de crise política e chegou a desenvolver um método terapêutico composto por “remédios evacuantes” para tratar desses casos. Sua fórmula, no entanto, pouco resultado obteve com a paciente Maria Francisca Isabel Josefa Antónia Gertrudes Rita Joana de Bragança, que a história registra como “Maria I, a Louca”. Foi a primeira mulher a sentar-se no trono de Portugal e, por decorrência geopolítica, a primeira rainha do Brasil. O psiquiatra observou que os sintomas de sandice e de negação da realidade manifestados por Maria I se agravaram na medida em que ela era colocada sob forte pressão. “Maria I, a Louca”, por exemplo, dizia ver o “corpo” de seu “pai ardendo feito carvão”, quando adversários políticos da Casa de Bragança tentavam alijá-la do poder. Nesses momentos, seus atos de governo denotavam desatino, como relatou doutor Willis: “proibir a produção de vinho do Porto na cidade do Porto”. Diante desse quadro, era preciso que ocorresse o seu “impedimento na Coroa”. Quanto mais pressão, mais a sua consciência se obnubilava, até que finalmente foi “impedida de qualquer ato na Corte”. Já com o filho Dom João VI no comando de Portugal, “Maria I, a Louca” veio às pressas para o Rio de Janeiro com a Família Real diante da invasão de Portugal. Aqui, ela tinha por hábito usar longos vestidos pretos e passava horas correndo pelos corredores palacianos gritando palavrões desconexos. Costumava acordar na madrugada e “berrava para seres imaginários descerem do Pão de Açúcar” porque nele “morava o diabo”. A sua derradeira frase em território lusitano pode ser interpretada como faísca de lucidez na loucura: “Não corram tanto, vão pensar que estamos sendo tocados ou que estamos fugindo”. Antonio Carlos Prado

Presidente da Comissão do Impeachment quer começar votação na madrugada do dia 11


O presidente da Comissão do Impeachment, Rogério Rosso (PSD-DF), quer começar na madrugada do dia 11 de abril, uma segunda-feira, a sessão de votação do relatório do colegiado. O objetivo é evitar que a sessão ultrapasse a meia-noite, o que poderia gerar questionamentos jurídicos. Pelas regras regimentais, mesmo com essa medida o tempo poderá ser extrapolado, porque a sessão pode durar mais de 30 horas. Também na tentativa de cumprir o prazo, o relator, Jovair Arantes (PTB-GO), já anunciou que apresentará seu parecer até a próxima quarta-feira. A defesa da presidente Dilma Rousseff deve ser apresentada nesta segunda-feira. O advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, terá um tempo para explicar aos parlamentares a peça. A partir daí, o colegiado tem cinco sessões para apresentação de parecer, discussão e votação. Poderá ainda haver pedido de vistas, o que faria com que se perdesse duas sessões na contagem de prazo. Por isso, com Jovair apresentando o seu parecer na data anunciada, restaria à comissão apenas o dia 11 para realizar a votação. Por isso, Rosso já fala em abrir os trabalhos nesse dia às 3 horas da madrugada. "Será um desafio aprovar no prazo", afirmou. Na sessão de votação, cada um dos 65 titulares e 65 suplentes da comissão terá 15 minutos para falar. Além deles, os líderes poderão usar a palavra. Há ainda a possibilidade de questionamentos regimentais, as chamadas questões de ordem. Com a utilização de todos os prazos, a sessão ultrapassaria as 30 horas. Rosso vai tentar construir na próxima segunda-feira um acordo com os integrantes da comissão para tentar reduzir os tempos e fazer a sessão definitiva em “apenas 20 horas”. Na próxima segunda-feira, haverá uma reunião de debates para que sejam respondidos os questionamentos regimentais já levantados, em especial os dos governistas que pedem mais prazo para a defesa. A tendência é que os pedidos sejam negados. Está previsto para as 16h30 o protocolo da defesa de Dilma. Meia hora depois será aberta a possibilidade de Cardozo fazer uma exposição aos parlamentares. Rosso estima que a fala do ministro será de 30 a 40 minutos. Não deverá ser aberto qualquer espaço para perguntas. 

OS OITO CADÁVERES DO CASO CELSO DANIEL E O PAPEL DE CADA UM


Ou o caso Celso Daniel é uma tramóia muito bem urdida ou é uma das maiores somas de coincidências do mundo... E com detalhes um tanto espantosos

Por Reinaldo Azevedo - A questão de fundo de parte da nova fase da Operação Lava Jato é o assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel, que foi sequestrado e apareceu morto no dia 18 de janeiro de 2002. Era, então, o coordenador da pré-campanha de Lula à Presidência. Desde aquele dia, tem-se uma fila imensa de cadáveres e poucas respostas. A tese do Ministério Público é a de que Celso foi vítima de um crime de encomenda, desdobramento de um esquema instalado na própria prefeitura, coordenado por ele, destinado a desviar recursos para o PT. Membro do grupo, Sérgio Sombra, amigo pessoal do prefeito, é acusado de ser o mandante. Até agora, o único condenado é Marcos Roberto Bispo dos Santos, o Marquinhos. O julgamento aconteceu no Fórum de Itapecerica da Serra. Adriano Marreiro dos Santos, seu advogado, diz que seu cliente confessou sob tortura. O Ministério Público reuniu evidências de que ele dirigiu um dos carros que abalroou a picape em que Celso estava, encomendou o roubo de outro veículo que participou da operação e conduziu a vítima da favela Pantanal, em Diadema, para Juquitiba, onde foi assassinada. Bruno Daniel, um dos irmãos de Celso, afirma que, no dia da missa de sétimo dia, Gilberto Carvalho confessou que levava dinheiro do esquema montado na prefeitura para a direção do PT. Carvalho lhe teria dito que chegara a entregar R$ 1,2 milhão ao então presidente do partido, José Dirceu. Carvalho e Dirceu negam. Bruno e sua família chegaram a se exilar na França por causa das ameaças de morte e receberam o estatuto oficial de refugiados. Francisco, o outro irmão, também teve de se mudar de São Paulo e vive recluso. Eles não aceitam a tese de que o irmão foi vítima de crime comum. O ressentimento de Bruno – ele e a mulher eram militantes do PT – com o partido é grande. Ele acusa os petistas de terem feito pressão para que a morte fosse considerada crime comum. Outro alvo seu é o advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, então deputado federal pelo partido. Greenhalgh acompanhou a necropsia do corpo e assegurou à família que Celso não tinha sido torturado, o que foi desmentido pelo legista Carlos Delmonte Printes em relato feito à família. A tortura é um indício de que os algozes do prefeito queriam algo mais do que sequestrá-lo para obter um resgate, o que nunca foi pedido. Por que Greenhalgh afirmou uma coisa, e o legista, outra? Difícil saber: no dia 12 de outubro de 2005, Printes foi encontrado morto em seu escritório. A perícia descartou morte natural e não encontrou sinais de violência. A hipótese de envenenamento não se confirmou. Não se sabe até agora o motivo.
Todos os mortos
A lista de mortos ligados ao caso impressiona. Além do próprio Celso, há mais sete. Um é o garçom Antônio Palácio de Oliveira, que serviu o prefeito e Sérgio Sombra no restaurante Rubaiyat em 18 de janeiro de 2002, noite do sequestro. Foi assassinado em fevereiro de 2003. Trazia consigo documentos falsos, com um novo nome. Membros da família disseram que ele havia recebido R$ 60 mil, de fonte desconhecida, em sua conta bancária. O garçom ganhava R$ 400,00 por mês. De acordo com seus colegas de trabalho, na noite do sequestro do prefeito, ele teria ouvido uma conversa sobre qual teria sido orientado a silenciar. Quando foi convocado a depor, disse à polícia que tanto Celso como Sombra pareciam tranquilos e que não tinha ouvido nada de estranho. O garçom chegou a ser assunto de um telefonema gravado pela Polícia Federal entre Sombra e o então vereador de Santo André, Klinger Luiz de Oliveira Souza (PT), oito dias depois de o corpo de Celso ter sido encontrado. “Você se lembra se o garçom que te serviu lá no dia do jantar? É o que sempre te servia ou era um cara diferente?”, indagou Klinger. “Era o cara de costume”, respondeu Sombra. Vinte dias depois da morte de Oliveira, Paulo Henrique Brito, a única testemunha desse assassinato, foi morto no mesmo lugar com um tiro nas costas. Em dezembro de 2003, o agente funerário Iran Moraes Rédua foi assassinado com dois tiros quando estava trabalhando. Rédua foi a primeira pessoa que reconheceu o corpo de Daniel na estrada e chamou a polícia. Dionízio Severo, detento apontado pelo Ministério Público como o elo entre Sérgio Sombra, acusado de ser o mandante do crime, e a quadrilha que matou o prefeito, foi assassinado na cadeia, na frente de seu advogado. Abriu a fila. Sua morte se deu três meses depois da de Celso e dois dias depois de ter dito que teria informações sobre o episódio. Ele havia sido resgatado do presídio dois dias antes do sequestro. Foi recapturado. O homem que o abrigou no período em que a operação teria sido organizada, Sérgio Orelha, também foi assassinado. Outro preso, Airton Feitosa, disse que Severo lhe relatou ter conhecimento do esquema para matar Celso e que um “amigo” (de Celso) seria o responsável por atrair o prefeito para uma armadilha. O investigador do Denarc, Otávio Mercier, que ligou para Severo na véspera do sequestro, morreu em troca de tiros com homens que tinham invadido seu apartamento. O último cadáver foi o do legista Carlos Delmonte Printes. Perderam a conta? Então anote aí:
1) Celso Daniel : prefeito. Assassinado em janeiro de 2002.
2) Antônio Palácio de Oliveira: garçom. Assassinado em fevereiro de 2003.
3) Paulo Henrique Brito: testemunha da morte do garçom. Assassinado em março de 2003.
4) Iran Moraes Rédua: reconheceu o corpo de Daniel. Assassinado – dezembro de 2003.
5) Dionízio Severo: suposto elo entre quadrilha e Sombra. Assassinado – abril de 2002.
6) Sérgio Orelha: amigo de Severo. Assassinado em 2002.
7) Otávio Mercier: investigador que ligou para Severo. Morto em julho de 2003.
8) Carlos Delmonte Printes: legista encontrado morto em 12 de outubro de 2005.

Dilma passou de todos os limites e agora insufla, por palavras oblíquas, a violência. Uma penca de crimes no Palácio!


Perguntas que não querem calar: até quando as instituições permitirão que Dilma cometa novos crimes para se livrar de um crime? Até quando as instituições permitirão que ela use o cargo de presidente da República para insuflar a guerra de todos contra a todos? Até quando as instituições assistirão à chefe máxima da nação a denunciar crimes que não existem apenas para se segurar no poder? 

Por Reinaldo Azevedo - A irresponsabilidade da presidente Dilma Rousseff passou de todos os limites toleráveis. Ela perdeu o juízo e, agora, abertamente, joga brasileiros contra brasileiros, acusando crimes que não aconteceram para eventualmente justificar os que estão para acontecer. Nesta sexta, no Palácio do Planalto, referindo-se àqueles que defendem o impeachment, afirmou: “Não defendemos a violência, mas eles defendem. Eles exercem a violência”. Eles quem, minha senhora? Explica-se. Ela participava de uma solenidade de regularização das propriedades rurais de quilombos e sem-terra. E disse que a democracia “está ameaçada”. Eu mesmo já disse aqui e Demétrio Magnoli também tratou do assunto em sua coluna na Folha. Ora, existe ameaça de golpe no Brasil? Por que Dilma, então, não recorre ao Artigo 136 da Constituição, que trata do Estado de Defesa, e ao 137, que prevê o Estado de Sítio, caso o outro seja ineficaz, para prender golpistas. É bem verdade que precisará de autorização do Congresso… Se for para prender sediciosos, certamente haverá a concordância. Ela não o faz, obviamente, porque sua fala é mentirosa. Já deu para perceber, acho, a esta altura, qual é a prefiguração petista. E tudo indica que a presidente também está nesta onda: a violência de rua, o conflito. E isso levou a presidente a dizer: “Nós hoje precisamos nos manter vigilantes e oferecer resistência às tendências antidemocráticas e às provocação. Não defendemos nenhum processo de perseguição a qualquer autoridade que pensa assim ou assado. Não defendemos a violência, mas eles defendem. Eles exercem a violência. Não vamos permitir que a nossa democracia seja manchada”. Dilma está obrigada a revelar quem são esses “que defendem a violência”. Quando a maior autoridade da República acusa a existência de “violência”, ou ela a combate, segundo os rigores da lei, ou está apenas em busca de um pretexto para que seus seguidores saiam atacando adversários, argumentando que apenas reagem. Era uma tática clássica do fascismo. Atenção! Antes do discurso de Dilma, os beneficiários da ação da Dilma não economizaram. Em pleno Palácio do Planalto, ouviu-se o seguinte: “O juiz Sergio Moro, esse golpista, prendeu nossos companheiros há três anos sem justificativa. Nós não cometemos crimes, e quem comete crime é o latifúndio e o juiz Sergio Moro, que faz com a sua caneta maldades contra o povo brasileiro”. A fala é do coordenador nacional do MST (Movimento dos Sem-Terra), Alexandre Conceição. Dá para escolher a modalidade de crime de responsabilidade que o conjunto da obra representa. Transcrevo o Artigo 85 da Constituição: 
Art. 85. São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentem contra a Constituição Federal e, especialmente, contra:
I – a existência da União;
II – o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos Poderes constitucionais das unidades da Federação;
III – o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais;
IV – a segurança interna do País;
V – a probidade na administração;
VI – a lei orçamentária;
VII – o cumprimento das leis e das decisões judiciais.
Parágrafo único. Esses crimes serão definidos em lei especial, que estabelecerá as normas de processo e julgamento.
É evidente que se promoveu um ato, em plena sede do governo federal, que atenta contra o livre exercício do Poder Judiciário. É evidente que a presidente, ela mesma, atenta contra o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais quando transforma o direito à divergência num crime — seriam os “defensores da violência”. Cadê a violência? É evidente que o conjunto da obra atenta contra o “cumprimento das leis e das decisões judiciais”. E é evidente, finalmente, que uma autoridade que joga brasileiros contra brasileiros atenta contra a segurança interna do país. Pelo terceiro dia consecutivo, Dilma transforma o Palácio do Planalto num “bunker” de seus aliados e usa o aparelho de estado para fazer uma espécie de proselitismo que conduz a extremismos. E depois seu ministro da Justiça, Eugênio Aragão, vem com a conversa mole de que é preciso investir na paz. Ainda falarei sobre este senhor. Perguntas que não querem calar: até quando as instituições permitirão que Dilma cometa novos crimes para se livrar de um crime? Até quando as instituições permitirão que ela use o cargo de presidente da República para insuflar a guerra de todos contra todos? Até quando as instituições assistirão à chefe máxima da nação a denunciar crimes que não existem apenas para se segurar no poder? Já escrevi e repito. Os petistas estão querendo nos dar duas alternativas, e nós lhe daremos duas recusas. Eles dizem: “Ou nós ou sangue”. E nós respondemos: “Nem vocês nem sangue”.

Senador Ronaldo Caiado diz que modus operandi do PT passa por "queima de arquivo"



Com a deflagração da nova fase da operação Lava-Jato, que investiga repasse de recursos a um empresário que cobrou dinheiro do PT para se manter em silêncio sobre o assassinato de Celso Daniel, o líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado, disse que o Brasil vai descobrir tudo do que o partido de Lula e Dilma Rousseff é capaz: “O Brasil toma conhecimento do que o PT é capaz. O modus operandi passa por corrupção, chantagem e queima de arquivo. Se assemelha muito mais a uma organização criminosa do que a um partido político”.

Deputado insiste em ação para cassar o PT, arquivada por Aragão



No ano passado, o deputado José Carlos Aleluia foi até a Procuradoria-Geral da República e protocolou uma representação pedindo que o PT fosse cassado por ter recebido recursos da holandensa SBM – segundo delatores da Lava-Jato – e por subordinar-se a entidade estrangeira, no caso, o Foro de São Paulo. O pedido de investigação foi arquivado pelo vice-procurador-geral Eleitoral, o filopetista Eugênio José Guilherme de Aragão, que há poucos dias foi tirado da Procuradoria Geral da República e transformado em Ministro da Justiça pelo governo Dilma Rousseff. Dadas as novas revelações da Lava-Jato, em especial, a prisão do marqueteiro João Santana, que liga recurso desviados do Petrolão ao financiamento de campanhas eleitorais de partidos de esquerda na América Latina e Angola, o deputado enviará uma nova representação à Procuradoria Geral da República. Segundo o parlamentar, as ações de Santana configurariam um direcionamento estratégico de recursos desviados do estado brasileiro para fomentar a eleição de aliados internacionais do PT na zona de influência do chamado “Foro de São Paulo”. Em sua visão, recursos estariam atendendo a diretriz estratégica de uma agremiação supranacional fundada por partidos ideologicamente alinhados ao PT para o fomento da esquerda no continente americano e na África.

Caixa Econômica Federal troca presidente da Funcef, agora com déficit monumental de R$ 13,2 bilhões



Após cinco anos à frente do terceiro maior fundo de pensão do país, Carlos Caser deixa a presidência da Funcef - previdência complementar dos funcionários da Caixa Econômica Federal. Funcionário de carreira do banco estatal, Caser pediu para sair da Funcef logo após a posse da petista Miriam Belchior na Caixa Econômica Federal, mas só agora teve o pedido aceito. A Funcef tem ativo total de 56 bilhões de reais e aproximadamente 137.000 participantes. O fundo acumula déficits desde 2012 que somam 13,2 bilhões de reais. Em 2015, o rombo foi de 8,8 bilhões de reais. O resultado é consequência da queda do preço das ações e da perda com o investimento de 1,3 bilhão de reais na Sete Brasil, empresa criada para fornecer sondas à Petrobras, além da política de reajuste dos benefícios. A conta do desequilíbrio vai ser paga pela Caixa e pelos participantes do plano de previdência (funcionários da ativa, aposentados e pensionistas), com aumento de 2,78% nas contribuições sobre o salário. A contribuição adicional - para cobrir parte do desequilíbrio que havia até 2014 - deve ser cobrada por dezessete anos. Para cobrir parte do rombo de 2015, é provável que a Caixa e os participantes do plano tenham que aumentar as contribuições em 2017.

Conselho de Ética quer autorização de Sérgio Moro para ouvir alvos da Lava Jato em processo contra Eduardo Cunha



A cúpula do Conselho de Ética na Câmara marcou audiência para a próxima terça-feira na Justiça Federal do Paraná para pedir que o juiz federal Sergio Moro, que conduz os processos da Operação Lava Jato em Curitiba, autorize o depoimento das testemunhas arroladas no processo por quebra de decoro parlamentar contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A reunião na capital paranaense será fechada. Nesta semana, o relator do processo disciplinar, deputado Marcos Rogério (DEM-RO), apresentou seu plano de trabalho para a fase de instrução do processo e pediu para que fossem ouvidos como testemunhas de acusação o doleiro Alberto Youssef e os lobistas Júlio Camargo e Fernando Soares, o Fernando Baiano. Rogério também decidiu convidar o ex-dirigente da BR Distribuidora, João Augusto Henrique, Leonardo Meirelles, laranja e sócio de Youssef, e o ex-gerente da área Internacional da Petrobras, Eduardo Musa. O colegiado não tem força de convocação, portanto as testemunhas são livres para recusar o convite. Além do relator, devem participar da audiência com Moro o presidente do colegiado, José Carlos Araújo (PR-BA), e o vice-presidente do Conselho, Sandro Alex (PPS-PR). Outros conselheiros também podem integrar a comitiva, entre eles o deputado Júlio Delgado (PSB-MG), adversário de Eduaro Cunha na Casa. Delgado afirma que a colaboração das testemunhas será importante para o andamento do processo contra o peemedebista. "Depois das delações, as pessoas podem ter disposição para falar. Então que elas colaborem", disse o deputado mineiro. Os conselheiros vão pedir para que Moro acelere a liberação das testemunhas. Alguns estão em prisão domiciliar e outros seguem presos. Essa iniciativa do Conselho de Ética é puro cineminha, sem previsão de qualquer resultado positivo. 

Incêndio criminoso destrói escritório de Meire Pozza, a ex-contadora do doleiro Youssef



Um incêndio criminoso na noite de quinta-feira atingiu o escritório de Meire Poza, ex-contadora do doleiro Alberto Youssef, no bairro do Itaim Bibi, em São Paulo. Peça central no quebra-cabeça da Operação Lava Jato, Meire foi responsável por detalhar a contabilidade paralela do principal operador do megaesquema de corrupção instalado na Petrobras. Ela sofreu pressões ao longo das investigações e tentativas claras de intimidação de empreiteiros investigados na Lava Jato. A contadora disse acreditar que o incêndio pode ter sido "vingança" por ela ter apresentado documentos cabais contra corruptos e corruptores que atuaram no escândalo do Petrolão do PT. Em junho de 2014, por exemplo, Meire Pozza entregou o contrato de mútuo (tipo de empréstimo) com os detalhes do repasse de cerca de 6 milhões de reais ao empresário Ronan Maria Pinto. Pinto foi preso nesta sexta-feira na 27ª fase da Operação Lava Jato. "É possível que tenha sido vingança", disse ela. O publicitário e operador do Mensalão o PT, Marcos Valério, revelou em depoimento à Procuradoria-Geral da República que Ronan Maria Pinto, um empresário ligado ao antigo prefeito, estava chantageando o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, para não envolver seu nome e o do poderoso chefão e ex-presidente Lula na morte do ex-prefeito de Santo André (SP), o petista corrupto Celso Daniel, em 2002. Segundo os investigadores da Operação Lava Jato, pelo menos metade do empréstimo fictício contraído junto ao Banco Schahin acabou desaguando nos bolsos de Ronan. Para a viabilização do esquema de pagamentos do empréstimo forjado ao PT, o dinheiro saiu de José Carlos Bumlai para o Frigorifico Bertin, que, por sua vez, repassou cerca de 6 milhões de reais a um empresário do Rio de Janeiro. Na sequência, ele fez transferências diretas para a Expresso Nova Santo André, empresa de ônibus controlada por Ronan Maria Pinto. Outras pessoas físicas e jurídicas indicadas pelo empresário para recebimento de valores, como o jornal Diário do Grande ABC, também foram usadas para camuflar a transação.

O neocoronel Cid Gomes protocola pedido de impeachment de Temer na Câmara dos Deputados



O ex-ministro da Educação e ex-governador do Ceará, o neocoronel Cid Gomes, agora no PDT (um braço auxiliar do PT), protocolou na tarde de sexta-feira, na Câmara dos Deputados, um novo pedido de investigação e impeachment do vice-presidente da República, Michel Temer. O pedetista se baseia em citações explícitas nas investigações da Operação Lava Jato que envolvem suposto pagamento de propina e favorecimento ao PMDB e a Temer, presidente da sigla. Este é o quarto pedido de impeachment protocolado contra o peemedebista. Os pedidos começaram a ser apresentados no final de 2015. Dois já foram indeferidos pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e um - do deputado Cabo Daciolo (sem partido-RJ) - aguarda apreciação. O ex-governador pede para que o pedido seja analisado pelo vice-presidente da Casa, Waldir Maranhão (PP-MA), porque Eduardo Cunha também é investigado na Lava Jato e ambos integram o mesmo partido. O neocoronel nordestino Cid Gomes disse que se apresentou como cidadão comum para pedir a apuração das denúncias envolvendo Temer, ao qual acusa de crime de responsabilidade. No documento, o ex-ministro inclui o termo de colaboração premiada do doleiro Alberto Youssef e do senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS) e informações sobre suposto repasse de 5 milhões de reais da empreiteira OAS para Temer. Cid não aborda denúncia de crime de responsabilidade fiscal por considerar que as chamadas "pedaladas fiscais" são "artifícios contábeis válidos". "Não há nenhum dolo, nenhum crime de responsabilidade nisso", justificou. Sobre as declarações do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, em que comenta uma eventual ascensão do PMDB ao poder, Cid demonstra concordância. "Quem melhor descreve isso é o ministro Barroso. São essas as alternativas que o Brasil tem? Certamente não podemos esperar de uma gestão que tem à frente Michel Temer, presidente de um partido que é o precursor, o aperfeiçoador de uma prática de achaque do serviço público nacional, não podemos esperar do comando de um partido desse uma boa gestão", afirmou. Na avaliação do ex-governador, o PMDB foi responsável por instaurar a prática do fisiologismo no País, o que vem sendo copiado por outros partidos. Na última vez que esteve na Câmara, no ano passado como ministro, Cid apontou em plenário supostos "achacadores" do governo, entre eles Cunha. Segundo ele, havia na Casa pessoas que se aproveitam da dificuldade do governo para cobrar mais. "De lá para cá, o que tem sido apurado é que eu estava absolutamente correto. Há aqui uma prática de achaque. Eu penso que o Executivo acaba sendo muito mais vítima do que protagonista do balcão de negócios", declarou o ex-ministro ao comentar as negociações de cargos no governo no momento em que a presidente Dilma Rousseff está em vias de ser afastada pelo Congresso. Cid defendeu mudanças na relação entre Executivo e Legislativo "sob pena do país se tornar ingovernável". Que tal o neocoronel, hein?!!! Cid escolheu este momento para apresentar um pedido de afastamento de Temer por considerar que o processo contra a petista está tramitando rapidamente e por se preocupar "com o dia seguinte" do impeachment de Dilma. "Sou crítico a muitas coisas que acontecem no governo. Agora, não vai ser substituindo a Dilma por Michel Temer e por sua turma que a gente vai ter a possibilidade de melhora no país. Não há esperança, sinceramente", completou.

Prefeitura gaúcha petista usa carnê do IPTU para fazer propaganda de Maria do Rosário e Henrique Fontana


A prática de desrespeitar preceitos constitucionais ou simplesmente legais é recorrente em administrações petistas e não se resume ao que aconteceu e acontece nos governos Lula e Dilma Roussef, porque a reprodução ao lado mostra de que forma a administração do município gaúcho de São Lourenço do Sul faz propaganda ilegal para os deputados Maria do Rosário e Henrique Fontana, usando o próprio carnê de pagamento do IPTU. O artigo 37, XXII, parágrafo 1º da Constituição Federal é um dos artigos mais claros sobre a impessoalidade que deve caracterizar propaganda e qualquer tipo de comunicado dos governos, com vedação expressa à citação de nomes. São Lourenço do Sul é administrado pela segunda vez por prefeitos do PT.

Jornalista petista comunista sugere enterrar uma picareta na cabeça da também esquerdista Luciana Genro



Um comentário do jornalista petista e comunista Breno Altman, diretor editorial do site "Opera Mundi", a respeito da comunista Luciana Genro, uma das principais lideranças do Psol (Partido Socialismo e Liberdade), causa polêmica na internet desde a tarde de terça-feira (29). Em seu perfil no Facebook, o petista comunista Altman afirmou que "o tratamento que deveria ser aplicado a casos como o de Luciana Genro teria sido muito bem definido em 1940" — em uma clara referência à morte do dissidente soviético León Trótski, assassinado em agosto de 1940 a mando do adversário Josef Stálin, então ditador da União Soviética, pelo comunista Ramon Mercador, que foi pessoalmente escolhido para a tarefa pela dirigente comunista espanhola Dolores Ibarruri, a "Passionária". O incidente todo é muito bem narrado no livro "A segunda morte de Ramon Mercador", do escritor franco-espanhol . A fala polêmica foi precedida por uma outra postagem, em que o jornalista reproduzia a nota do Psol contestando declarações da comunista Luciana Genro ao jornal Folha de S. Paulo, em entrevista publicada na terça-feira. Na entrevista, a comunista Luciana Genro afirmava ser contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff, mas disse que o PT tenta se fortalecer com a tese do medo. Ela disse ainda não achar que o juiz Sergio Moro seja um fascista. O post do jornalista foi interpretado pelos internautas e pelo partido como uma incitação de violência contra a comunista Luciana Genro, e recebeu uma enxurrada de comentários críticos, que o chamavam de stalinista, fascista e misógino. Na quinta-feira (31), Altman, que é defensor do governo Dilma e amigo do bandido petista mensaleiro e corrupto José Dirceu, fez nova postagem em seu perfil, intitulada "explicando a piada", em que diz ter sido mal interpretado, e pediu desculpas, mas afirmou não poder tolerar "a tentativa alucinada de apresentar a piada que recontei como incitação ao assassinato de Luciana Genro, ato de misoginia ou gesto de intolerância". "Nos meus tempos de movimento estudantil, entre os anos 70 e 80, os grupos trotsquistas costumavam celebrar suas vitórias em eleições e assembléias com eufóricos gritos de "Leon, Leon, Leon!", enaltecendo o sócio-fundador de seu clube. Os comunistas não deixavam barato e respondiam em alto e bom som: "Ramon, Ramon, Ramon!", homenageando o agente soviético que liquidou Trotsky no México", disse o jornalista no post: "Era puro e divertido rito de enfrentamento simbólico, que quase sempre terminava em risos e cervejas, mesmo que antes ocorresse alguma troca de tapas". Divertido uma ova, as diversões na esquerda sempre terminam em sangue, literalmente, como eles prometem em suas contendas "simbólicas". Ramón Mercader enterrou um machadinha de alpinismo no crânio de Leon Trotsky. Já para Luciana, que se manifestou também pelo Facebook, na quinta-feira, o comentário do jornalista petista comunista Altman mostra que "os stalinistas nunca desistem de liquidar seus opositores, e acham até mesmo que se pode fazer piada com isso. E ainda se dizem em defesa da democracia. Isto sim é uma piada", e atacou o jornalista dizendo não estar surpresa que nada vindo de um "defensor dos envolvidos no Mensalão" a surpreende e que "a vida se encarregará de colocar Breno Altman no seu devido lugar". O setor de mulheres do Psol também publicou, em seu site, uma nota de repúdio à postagem do petista comunista Altman, voltando a ressaltar que não compartilha da opinião de Luciana com relação ao governo. "É absurda qualquer declaração que faça alusão ao assassinato de uma liderança política, ainda por cima disfarçada numa suposta carga de humor, típico recurso utilizado para perpetuar preconceitos".

Olhe o tamanho da manifestação de advogados mortadeleiros contra a OAB em Brasília


Um protesto em frente à sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Brasília, contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff reuniu na quinta-feira (31) pouco mais do que um dúzia de merrequíssimos advogados mortadeiros, literalmente. Dá para contar na fotografia. Os mortadeiros perderam todo o senso de ridículo que uma pessoa pode ter. Mais grave ainda essa perda quando se trata de advogados. Os merrequentos mortadeleiros resolveram aumentar o coro contra o Conselho Federal da Ordem, comandado atualmente por Claudio Lamachia, desde que foi aprovado, por 26 votos a 2, o apoio ao impeachment. 

Brigadiano condenado por extorquir traficantes é motorista da presidente da Assembléia gaúcha


Condenado nesta semana por exigir dinheiro de traficantes, o presidente da Associação dos Policiais Militares (APM/RS), soldado Dalvani Albarello, está cedido para atuar na Assembleia Legislativa, onde atua como motorista da presidente da Casa, deputada estadual Silvana Covatti (PP). Ele ingressou no Legislativo na metade do ano passado. Na quinta-feira (31), a 1ª Auditoria da Justiça Militar condenou quatro policiais militares a dois anos de reclusão pelo crime de concussão — quando funcionário público exige uma vantagem indevida durante a função. Apesar da decisão unânime, de dois anos de reclusão previstos na pena, os réus foram beneficiados com a suspensão do cumprimento. Além do soldado Dalvani Albarello, os outros condenados são os sargentos Sérgio Arino de Souza, Jeferson Wbatuba Mota e Luís Fabiano Leaes Nery. Eles foram acusados de exigir, em uma abordagem a suspeitos de tráfico na Zona Sul de Porto Alegre em junho 2012, o pagamento de R$ 20 mil para que os livrassem da prisão. A ação foi toda gravada no telefone de um dos suspeitos, já que ele vinha sendo monitorado em uma investigação da Polícia Civil. Na ligação, o traficante avisa ao seu gerente que ele precisa “recolher tudo o que conseguir de grana” porque estariam “guentando” os policiais dispostos a liberarem. Conforme a denúncia, os brigadianos teriam dado um prazo de 10 minutos para que o gerente do ponto de tráfico trouxesse a quantia. Quatro minutos depois, porém, o gerente avisa que não conseguiria o dinheiro. Então, uma voz identificada como sendo de Albarello deu a ordem: "Então, já era. Cadeia!" O traficante ainda tentou argumentar: "Tá difícil, tu sabe que…". "Cadeia! Cadeia! Fechou, tá? A casa caiu", finaliza o policial. Os três suspeitos foram apresentados na delegacia, com apreensão de drogas, carros e demais celulares. Somente o chip do celular usado justamente no diálogo que comprovaria o crime não foi apresentado no flagrante. No entendimento do Ministério Público, os policiais militares, membros da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, deixaram de cumprir suas funções e cometeram o crime de concussão. A Brigada Militar já teve oficial de alta patente lotado na Presidência da Assembléia Legislativa gaúcha envolvido diretamente com quadrilha de tráfico de drogas e de carros de luxo clonados. 

Oposição pede investigação de Dilma e do chefete da organização clandestina MTST por incitação à violência


A oposição protocolou nesta sexta-feira uma representação na Procuradoria Geral da República contra a presidente petista Dilma Rousseff e o coordenador nacional da organização clandestina e terrorista Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), o chefete Guilherme Boulos, por prática de incitação à violência como resistência ao pedido de impeachment em trâmite na Câmara dos Deputados. Assinada pelo líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy (BA), a representação também pede abertura de inquérito para apurar possível prática de constituição de "milícia armada" e improbidade administrativa. Boulos, chefete da organização clandestina terrorista Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, disse nesta semana, em evento no Palácio do Planalto,  que haverá mobilização nas ruas "para resistir a esse golpe". "Isso (golpe) não funciona mais hoje. Não funcionará e é por isso que dizemos: vai ter luta, vai ter resistência. Não passarão com esse golpe de araque no Brasil", disse Boulos, de acordo com a petição protocolada por Imbassahy. Na representação, Imbassahy diz que Dilma fez pronunciamentos "indecorosos e indignos do cargo que ocupa", ratificando o discurso de Boulos de que o atual processo de impeachment é um golpe. "Ora, a Presidente da República não tem o direito de dizer que um procedimento de impeachment que já foi analisado pelo Supremo Tribunal Federal, e considerado legítimo, é golpe. O procedimento de impeachment existe justamente para saber se houve ou não o crime de responsabilidade. Se a Presidente da República considera que não há crime de responsabilidade, cabe a ela defender-se nos autos desse processo. Esse é o direito que lhe assiste. Mas não lhe cabe provocar discursos inflamados, tentar jogar a população contra as instituições e tolerar ou amplificar promessas de resistência armada feitas nas barbas dos poderes constituídos brasileiros", argumenta na petição. O líder da oposição na Câmara, deputado federal Miguel Haddad (PSDB-SP), anunciou nesta sexta-feira também que vai pedir investigação contra Dilma, contra o coordenador nacional de outra organização clandestina terrorista, o MST, Alexandre Conceição, e o secretário de finanças e administração da Contag, Aristides Santos. Durante evento de regularização de propriedades rurais no Palácio do Planalto, eles incitado a violência como resistência ao processo de impedimento da presidente. Os discursos da petista e os eventos no Palácio do Planalto que terminaram em atos para defender seu mandato têm incomodado a oposição. "É inadmissível que o governo Dilma utilize a máquina pública para promover palanque de apoio e incitação à violência. O governo está agindo de forma irresponsável e deve responder por isso",  justificou Haddad. O tucano reclama que Dilma não coibiu os discursos provocadores, entre eles o de Aristides Santos, que teria dito: "a forma de enfrentar a bancada da bala contra o golpe é ocupar as propriedades deles nas bases e no campo. Porque se eles são capazes de incomodar o ministro do Supremo Tribunal Federal, nós vamos incomodar também as casas e as fazendas deles."


Haddad também menciona crítica do coordenador do MST ao juiz Sergio Moro, que teria sido chamado de "golpista".

Governo Sartori deposita nova parcela, de ínfimos R$ 250,00, nas contas dos funcionários gaúchos


O governo do Rio Grande do Sul, de José Ivo Sartori (PMDB), depositou nesta sexta-feira um crédito ínfimo de R$ 250,00 nas contas dos funcionários públicos gaúchos. É a segunda parcela dos salários de março, totalizando, até agora, a quitação de R$ 1,5 mil, o que correspondente ao vencimento total de 35% das 347 mil matrículas do Estado. Os demais servidores receberão o restante dos contracheques de forma parcelada até 20 de abril, em muitas parcelas. Ou seja, logo vai acavalar um mês sobre o outro e os funcionários ficarão com um mês de salário atrasado, por conta do desastre das finanças públicas gaúchas, desastrosamente enfrentando pelo governo muito incompetente e sem vontade política do peemedebista José Ivo Sartori. A decisão de fazer o pagamento foi tomada em reunião da equipe econômica do governo, dominada pelos fiscais do ICMS da Secretaria da Fazenda, que só entendem de aumento de  impostos desastrado. A parcela de R$ 250,00 seria paga nesta quinta-feira, mas, ao examinar o caixa no final da tarde, a Secretaria da Fazenda avaliou que não havia margem suficiente para despender os R$ 56 milhões necessários para garantir os R$ 250,00 para cada servidor. É um governo mendigo, contando moedinhas.