segunda-feira, 11 de abril de 2016

Para ministro, PMDB e PSDB compõem equipe "frankenstein"


O ministro-chefe do Gabinete da Presidência da República, Jaques Wagner, classificou nesta segunda-feira (11) de "frankenstein" a equipe ministerial discutida entre PMDB e PSDB no caso de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Em entrevista ao programa televisivo "Brasilianas", da TV Brasil, um órgão estatal de propagando do petismo, o ministro disse que os partidos de oposição têm reunido as "cabeças mais conservadoras" da sociedade brasileira e que têm "gastado energia" com o processo de afastamento da petista. Ás vésperas da votação do impeachment no plenário da Câmara dos Deputados, peemedebistas já discutem com tucanos uma espécie de governo de coalizão caso a petista seja afastada, com nomes como o economista Armínio Fraga e o jurista Nelson Jobim. Para o programa televisivo, que será exibido às 23 horas desta segunda-feira (11), o petista disse, caso o impeachment seja barrado, o poderoso chefão e ex-presidente Lula tem dito que pretende retomar a "agenda original" do PT, com o reforço de políticas sociais e reaproximação com a base social do partido. Segundo ele, se o impeachment for arquivado, "não haverá nem vencidos nem vencedores", mas a criação de uma agenda de mudanças e reformas para o país. Ele defendeu, por exemplo, que a petista insista na realização de uma reforma política. A comissão especial que analisou o pedido de impeachment aprovou nesta segunda-feira (11) por 38 votos a 27 o relatório do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), favorável à abertura do processo contra a presidente sob o argumento de que há graves indícios de cometimento de crime de responsabilidade. O placar, já esperado pelo governo federal há alguns dias, eleva em mais um grau a delicadíssima situação do Palácio do Planalto. O final da votação foi acompanhado por uma desordem generalizada na comissão, com coros dos dois lados e deputados todos em pé. A mesa da comissão foi tomada por partidários e contrários a Dilma, vários com celulares gravando depoimentos.

Fachin nega pedido para impedir sessão do impeachment no domingo


O ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, negou pedido do deputado Weverton Rocha (PDT-AM) para tentar impedir a realização da votação do impeachment no domingo (17) e também o procedimento de chamada dos deputados. Rocha havia protocolado um mandado de segurança no Supremo nesta segunda-feira (11), mas Fachin negou o pedido na mesma noite. O mandado de segurança impetrado pelo parlamentar nesta segunda-feira (11) acusa o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de não manter a imparcialidade na condução do processo, com objetivo de facilitar o impedimento da chefe do Executivo. Entre os pontos citados, Rocha condena a intenção do presidente da Casa de iniciar a votação pelos deputados dos Estados do Sul do País, majoritariamente favoráveis ao impeachment. Rocha pede que a votação seja feita alternadamente, ou seja, um deputado do Norte vota e, em seguida, seria a vez de um parlamentar do Sul. "O objetivo é criar uma onda pró-impeachment", sustenta Weverton Rocha na peça enviada ao Supremo. Ele sugere, como alternativa, estabelecer o critério de ordem alfabética para definir a ordem dos votantes, assim como foi feito em 1992, no processo de impedimento do então presidente Fernando Collor, hoje senador. O deputado amazonense também atacou a escolha de Cunha de convocar a sessão para o domingo, o que facilitará a reunião de um número maior de manifestante em frente ao Congresso. "A autoridade impetrada (Eduardo Cunha) tem se manifestado reiteradamente sobre a aplicação de um procedimento de votação construído com a única finalidade de atingir o resultado que reflita seu interesse: a aprovação do recebimento da denúncia contra a presidente da República", justifica, no mandado de segurança.

Simulacro de Justiça na Venezuela decreta inconstitucional a lei de anistia aprovada pela oposição

O Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela, um ajuntamento de juízes capachos do ditador bolivariano psicopata Nicolas Maduro, declarou inconstitucional a lei de anistia a opositores presos aprovada pela Assembleia Nacional em março. A decisão era esperada, inclusive pelos parlamentares, já que os juízes do TSJ são alinhados ao governo chavista do presidente Nicolás Maduro, contrário à lei.


Na última quinta-feira (7), Maduro recorreu ao Tribunal Superior de Justiça para que a lei de anistia fosse examinada. De acordo com o presidente, sua aprovação deixaria violações dos direitos humanos impunes e provocaria uma espiral de violência no país. Em sua sentença, o TSJ argumenta que que a lei aprovada anistia delitos sem relação com atos políticos, inclusive faltas administrativas que violam a defesa do patrimônio público e a luta contra a corrupção. Já na sexta-feira (8), o deputado de oposição Henry Ramos Allup, que preside a Assembléia, disse que a lei provavelmente seria declarada ilegal e que o TSJ servia como marionete do governo. O opositor detido mais emblemático na Venezuela é Leopoldo López, líder do partido radical Vontade Popular. Ele cumpre pena de quase 14 anos de prisão por supostamente instigar violentos protestos que deixaram 43 mortos em 2014. Outro opositor de peso que se beneficiaria de eventual lei de anistia é Antonio Ledezma, prefeito metropolitano de Caracas. Devido a problemas de saúde, Ledezma está em prisão domiciliar. A Venezuela, atualmente, é um arremedo de país. Na verdade é mais um entreposto de narcotraficantes. O tráfico de cocaína e armas é controlado pela nomenklatura bolivariana e por generais e altos oficiais muito corruptos. 

Vejam quem votou a favor e contra ao impeachment

Veja a lista dos 65 deputados federais da Comissão Especial do Impeachment e anote seus votos. Favoráveis:
ALEX MANENTE (PPS – SP)
BENITO GAMA (PTB -BA)
BRUNO COVAS (PSDB – SP)
CARLOS SAMPAIO (PSDB-SP)
DANILO FORTE (PSB-CE)
EDUARDO BOLSONARO (PSC-SP)
ELMAR NASCIMENTO (DEM-BA)
EROS BIONDINI (PROS-MG)
EVAIR DE MELO (PV-ES)
FERNANDO BEZERRA COELHO FILHO (PSB-PE)
FERNANDO FRANCISCHINI (SD-PR)
JERÔNIMO GOERGEN (PP-RS)
JHONATAN DE JESUS (PRB-RR)
JOVAIR ARANTES (PTB-GO)
LAUDÍVIO CARVALHO (SD-MG)
JÚLIO LOPES (PP-RJ)
JUTAHY JUNIOR (PSDB-BA)
LEONARDO QUINTÃO (PMDB-MG)
LÚCIO VIEIRA LIMA (PMDB-BA)
LUIZ CARLOS BUSATO (PTB-RS)
MARCELO ARO (PHS-MG)
MARCELO SQUASSONI (PRB-SP)
MARCO FELICIANO (PSC-SP)
MARCOS MONTES (PSD-MG)
MAURO MARIANI (PMDB-SC)
MENDONÇA FILHO (DEM-PE)
NILSON LEITÃO (PSDB-MT)
OSMAR TERRA (PMDB-RS)
PAULINHO DA FORÇA (SD-SP)
PAULO ABI-ACKEL (PSDB-MG)
PAULO MALUF (PP-SP)
RODRIGO MAIA (DEM-RJ)
ROGÉRIO ROSSO (PSD-DF)
RONALDO FONSECA (PROS -DF)
SHÉRIDAN (PSDB-RR)
TADEU ALENCAR (PSB-PE)
BRUNO ARAÚJO (PSDB-PE)
WELITON PRADO (PMB-MG)
Contrários
ÉDIO LOPES (PR – RR)
FLAVIO NOGUEIRA (PDT – PI)
HENRIQUE FONTANA (PT – RS)
JOÃO MARCELO SOUZA (PMDB – MA)
JOSÉ MENTOR (PT-SP)
JOSÉ ROCHA (PR-BA)
JÚNIOR MARRECA (PEN – MA)
LEONARDO PICCIANI (PMDB – RJ)
BENEDITA DA SILVA (PT – RJ)
ORLANDO SILVA (PCdoB – SP)
PAULO MAGALHÃES (PSD – BA)
PAULO TEIXEIRA (PT – SP)
PEPE VARGAS (PT – RS)
ROBERTO BRITTO (PP – BA)
SILVIO COSTA (PTdoB – PE)
VALTENIR PEREIRA (PMDB – MT)
VICENTE CÂNDIDO (PT – SP)
VICENTINHO JÚNIOR (PR – TO)
WADIH DAMOUS (PT – RJ)
WEVERTON ROCHA (PDT – MA)
ZÉ GERALDO (PT – PA)

Polícia Federal indicia o governador petista Fernando Pimentel por corrupção,quadrilha, lavagem de dinheiro e tráfico de influência



PF indicia Fernando Pimentel por corrupção
Governador de Minas Gerais é investigado na Operação Acrônimo e em inquérito por falsidade ideológica eleitoral

11/04/2016 às 20:10 - Atualizado em 11/04/2016 às 20:53


A Polícia Federal indiciou criminalmente o governador de Minas Gerais, o petista e ex-terrorista Fernando Pimentel (PT), por corrupção passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro e tráfico de influência. O enquadramento penal de Pimentel ocorreu no inquérito da Operação Acrônimo e em outro inquérito - desmembramento da Acrônimo - por crime de falsidade ideológica eleitoral. Segundo a Policia Federal, o governador teria favorecido uma grande revendedora de veículos. Pimentel havia sido intimado para depor na sexta-feira passada, mas não compareceu. O governador é alvo da Acrônimo por recebimento de vantagens indevidas de empresas que mantinham relações comerciais com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), instituição subordinada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, pasta que ele comandou de 2011 a 2014. O indiciamento do governador foi autorizado pelo ministro Herman Benjamin, do Superior Tribunal de Justiça, em fevereiro. O ministro argumentou que, se os policiais responsáveis pelo caso cumpriram as etapas necessárias à investigação, não havia motivo para impedir o indiciamento. No inquérito policial, indiciar corresponde a imputar a algum suspeito a autoria de determinado ilícito penal. Não significa, contudo, que o Ministério Público Federal concordará com os argumentos e denunciará o envolvido. No início do ano, a Polícia Federal pediu ao Superior Tribunal de Justiça o indiciamento de Pimentel por corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro, mas o Ministério Público Federal deu parecer contrário à medida. A Polícia Federal havia solicitado também autorização para interrogar Pimentel, o que foi permitido por Benjamin. Na Operação Acrônimo, em outra frente de investigação, a Polícia Federal apura suposta "venda" de portarias que beneficiavam o setor automotivo durante a gestão do petista e de seu sucessor, Mauro Borges, no Ministério do Desenvolvimento. Também há suspeitas de que houve financiamento irregular da campanha do ex-ministro ao governo mineiro, em 2014. 

Comissão da Câmara aprova processo de impeachment


Apesar da ação do governo petista, que nas últimas semanas parou de governar para se transformar em um explícito e indecoroso balcão de negócios, a Comissão Especial do Impeachment aprovou nesta segunda-feira o parecer do deputado federal Jovair Arantes (PTB-GO), favorável ao afastamento da presidente Dilma Rousseff pelo crime de responsabilidade fiscal. O relatório foi aprovado por 38 votos a 27 (não houve abstenções) e agora segue para votação em plenário, levando o governo Dilma à pressão máxima. A derrota já era esperada pelo Palácio do Planalto, mas os números foram ainda piores do que o previsto por Dilma Rousseff: pela manhã, quando os trabalhos foram abertos, o governo esperava ter entre 28 e 30 votos contrários ao relatório, enquanto a oposição falava em 35 votos pelo prosseguimento do processo. O governo abriu o caixa e colocou à mesa para barrar o processo contra Dilma os principais instrumentos de barganha já conhecidos entre os parlamentares: o comando das mais importantes pastas na Esplanada dos Ministérios, cargos no segundo e terceiro escalão e liberação de emendas estrategicamente represadas pelo Executivo. Ainda assim, não atingiu maioria entre os 65 deputados da comissão, sacramentando a derrota que já era esperada pelo Planalto. Agora, governistas preparam uma ainda mais dura ofensiva para evitar que a ação contra Dilma Rousseff seja aprovada no plenário da Câmara. O principal articulador do movimento é o poderoso chefão e ex-presidente Lula, que tem buscado parlamentares com promessas de repactuação do governo caso a presidente saia ilesa do processo. A votação do impeachment está prevista já para este domingo e deve contar com a pressão de dezenas de milhares de manifestantes em frente ao Congresso Nacional. Em discurso gravado para o caso de arovação do impeachment, o vice-presidente Michel gravou um video e o enviou erradamente, falando em "governo de salvação nacional". Os petistas ficaram enfurecidos e se atiraram nele com um bando de hienas na carniça, chamando-o de conspirador e o apontando claramente como inimigo. A sessão desta segunda-feira se arrastou por quase dez horas e foi palco do último esforço do governo em evitar a aprovação do parecer. Na função de defensor de Dilma, o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, voltou à tribuna do colegiado para desqualificar o trabalho do relator Jovair Arantes, atacar agressivamente o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e relacionar, novamente, a deposição da presidente a um golpe, afirmando que um possível sucessor de Dilma não teria legitimidade para governar. Na verdade, os petistas já estão preparando um versão para a história, como inauguração de um novo mito que seja capaz de sustentar a existência do partido fora do poder. O argumento, entretanto, não surtiu qualquer efeito e tampouco foi capaz de mudar a posição já formada pela maioria da comissão. "Temos o dever de votar por um Brasil com novos rumos, que respeita a Constituição Federal e as instituições, que ofereça oportunidade iguais a seus filhos sem favorecimento ou compadrio. Temos a obrigação de votar pelo Brasil que seja capaz de devolver às famílias os empregos que lhes forem tirados, as rendas que foram consumidas pela inflação e os sonhos que foram ceifados pelas mentiras contadas ao longo desses 13 anos", disse o líder do PSDB, Antônio Imbassahy (PSDB-BA), durante discurso. Ao longo da votação, no entanto, três partidos chegaram a mudar de posição. O PR, o PSD e o PTN, que estão na mira das negociações com o governo, anunciaram no início dos trabalhos que liberariam as bancadas. Ao encaminhar as votações, porém, os líderes partidários acabaram indicando posição contrária ao impeachment. Ou seja, isso é uma comprovação de que efetivamente "foram comprados". Formado por 128 páginas, o relatório do deputado Jovair Arantes aponta que há requisitos mínimos para a aceitação da denúncia apresentada pelos juristas Miguel Reale Júnior, Janaina Paschoal e Hélio Bicudo. Os denunciantes se amparam em manobras orçamentárias articuladas pelo governo para maquiar as contas públicas, entre elas as conhecidas pedaladas fiscais e a edição de decretos de crédito suplementar sem a autorização do Congresso Nacional, atos vedados em lei. Caberá ao Senado, caso o processo seja aprovado pela Câmara, dar a palavra final sobre a instauração do processo para o impeachment da petista Dilma Rousseff.

PMDB do Rio de Janeiro comunica a Temer seu apoio ao impeachment

O PMDB do Rio de Janeiro decidiu apoiar a abertura de processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. A decisão, tomada no fim de semana, foi comunicada ao vice-presidente Michel Temer nesta segunda-feira (11) pelo presidente regional da sigla, Jorge Picciani, em encontro na capital fluminense. Há duas semanas, o diretório regional já havia decidido retirar o apoio ao governo Dilma, após mais de nove anos de aliança. Picciani afirmou que a maioria da bancada peemedebista fluminense, de 11 deputados, votará a favor da saída da presidente. “Comuniquei a ele que o partido aqui no Rio decidiu-se em favor do impeachment. Isso certamente levará uma maioria do votos pró-impeachment no dia da votação. Ainda havia divergências. Isso contribui para uma unificação do PMDB no País. Em qualquer circunstância é necessário a união do PMDB”, disse Picciani. O encontro ocorreu na Base Aérea do 3º Comar (Comando Aéreo Regional). Picciani afirmou que os deputados federais do PMDB-RJ licenciados retornarão à Câmara para votar em favor da abertura de processo de impeachment. Isso inclui o secretário municipal Pedro Paulo (PMDB-RJ), braço-direito do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), e que, até o momento, criticava a retirada da presidente do cargo. O presidente do PMDB-RJ indicou ainda que a posição do líder do PMDB na Câmara, seu filho Leonardo Picciani, pode mudar de posição até domingo, dia previsto para a votação no plenário da Câmara. Até o momento, ele se manifestou contrário à abertura do processo de afastamento da presidente. “Ele ainda está numa posição que votará contra o impeachment. Fará uma reunião na bancada federal ao longo da semana. Lógico que a posição do Rio tem enorme influência sobre ele. É aqui que ele faz política, é aqui que ele recebeu apoio para suas candidaturas à liderança. Ele tem o dever de ouvir toda a bancada. Cada dia é um dia”, disse Jorge Picciani.

Picciani libera voto da bancada do PMDB na comissão do impeachment


Declaradamente defensor da presidente Dilma Rousseff, o líder do PMDB, Leonardo Picciani (RJ), liberou a bancada do partido para votar contra ou a favor da presidente na comissão especial do impeachment. "Nós aqui não emitiremos nenhuma orientação. Os deputados do PMDB estarão livres para votar de acordo com a sua consciência. Esta semana a bancada se reunirá e iremos aferir a posição majoritária com relação a esse tema. A posição a ser definida será a que eu expressarei", disse o peemedebista. "Estamos num fato gravíssimo, a possibilidade de abreviação de um mandato legitimamente conquistado nas urnas. Devemos ter clareza dos argumentos e da consequência da nossa decisão, para o presente, o futuro e a história. Esse processo será julgado no ambiente que vivemos agora, mas também no curso da história, para aqueles de gerações futuras que irão analisar o papel que cada um desempenhou." Picciani defendeu Dilma na última sexta-feira, mas disse que falava de maneira pessoal. Desta vez, ele fez críticas à petista e também ao tucano Aécio Neves, em quem votou nas eleições presidenciais de 2014. "Faltou ao fim daquele processo e ao início desse mandato a capacidade de quem ganhou de estender as pontes e buscar uma unidade no país, de que havia vencido num cenário de divisão do país e que ele precisava ser reposto. Faltou também a quem perdeu, inclusive ao candidato em que votei, a resignação de aceitar o resultado das urnas, de que o país tem que estar acima da ambição pessoal de cada. Infelizmente os que perderam não tiveram essa capacidade. Continuaram a incendiar o país e o debate político numa tentativa de deslegitimar o processo eleitoral. Isso foi nefasto para o país. Muito da crise que vivemos hoje decorre deste problema, desta incapacidade que tiveram os dois lados", disse. Picciani ainda alfinetou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que assumiu o cargo em oposição ao governo e emplacou uma série de pautas-bomba. "Falou-se muito na independência do Legislativo. Tivemos a oportunidade de construir uma agenda para o país, mas nos perdemos numa agenda que uns diziam conservadora e outros, que não produzia resultados."

Líder do PP não poupa críticas a Dilma, mas sigla libera votos


Ex-ministro da presidente Dilma Rousseff, o líder do PP na Câmara, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), iniciou discurso na comissão do impeachment que se confundia com o dos líderes oposicionistas: afirmou que o atual governo representa uma "frustração", apontou para incoerências durante a campanha eleitoral e rebateu o argumento da defesa de que a petista não pode ser culpada pelos atuais problemas no País. "Para o bem ou para o mal, presidentes são culpados ou beneficiados das circunstâncias em que governam. Em última instância, a presidente tem parcela de responsabilidade decisiva pela crise atual", afirmou Ribeiro. Com o PP cotado para receber o Ministério da Saúde, um dos mais robustos e importantes da Esplanada, o deputado, porém, posicionou-se contrário o impeachment de Dilma Rousseff, mas liberou a bancada para votar de forma independente. O argumento é que a Constituição não prevê cassação de mandatos por crise de popularidade, mas por crime de responsabilidade. "Podemos não gostar do governo, não gostar do resultado, mas a Constituição não prevê o impeachment como meio para que nós parlamentares possamos representar nossas posições", disse. 

Pró-impeachment, líder do PR deixa comando da bancada


A ala pró-impeachment da presidente Dilma Rousseff ganhou mais um reforço nesta segunda-feira: o deputado Maurício Quintella Lessa (PR-AL) deixou a liderança do PR na Câmara dos Deputados para votar pelo afastamento da petista. A decisão contraria a Executiva da legenda, que, comandada pelo deputado Alfredo Nascimento (AM), ministro faxinado por Dilma, ainda negocia cargos com o governo e defende o mandato da presidente. Quintella afirma ter tentado mudar a posição do comando do PR por ter "absoluta certeza" de que Dilma cometeu crime de responsabilidade e por acreditar que ela não tem condições de tirar o País da crise, mas não obteve resultado. O deputado de Alagoas prevê que entre 25 e 30 republicanos, de uma bancada de 40, acompanhem a sua posição e afirma que "agora vai trabalhar para que o impeachment passe". Quintella promete ainda entregar os cargos que mantém com o governo no comando nacional e estadual do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes). Nos bastidores, ele chegou a ser cotado para assumir o Ministério de Minas e Energia em uma reforma promovida pelo governo para realinhar suas bases. "Qualquer moeda ou qualquer espaço são podres. O parlamentar pensa na sua base eleitoral e no que é melhor para o País", disse.

Em discurso gravado para impeachment, Temer fala em "governo de salvação nacional"


Principal beneficiário do processo de impeachment de Dilma Rousseff, o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), encaminhou nesta segunda-feira a aliados um discurso em que trata o prosseguimento do impedimento da presidente como certo e em que ele próprio discorre como funcionaria um eventual governo seu. O processo de impeachment, porém, ainda está na fase da comissão processante provisória e será levado ao plenário da Câmara apenas no próximo domingo. Mesmo sem a apreciação do processo, Temer diz no áudio se que manifesta depois de "uma votação significativa declarar a autorização para a instauração de processo de impedimento" e afirma que "muitos me procuraram para que eu desse uma palavra preliminar à nação brasileira, o que faço com muita modéstia, cautela e moderação". A assessoria do vice-presidente afirmou que o áudio foi enviado por "engano". Em seu discurso, Michel Temer fala em manter programas sociais e os aprimorar, se possível, e disse que sua tarefa como presidente seria coordenar um "governo de salvação nacional". "Temos ainda um longo processo pela frente, passando pelo Senado Federal. Minhas palavras são provisórias", afirma. Na sequência, continua: "Não quero avançar o sinal. Até imaginaria que eu poderia falar depois da decisão do Senado Federal, mas evidentemente que quando houver uma decisão definitiva do Senado, preciso estar preparado para enfrentar os graves problemas que afligem o nosso país". "A grande missão a partir desse momento é a pacificação do país. É preciso um governo de salvação nacional e, portanto, de união nacional. É preciso que se reúnam todos os partidos políticos e que todos os partidos políticos estejam dispostos a dar sua colaboração para tirar o país da crise. Sem essa unidade nacional, penso que será difícil tirar o país da crise em que nos encontramos".

OAB cassa em definitivo a carteira de advogado do bandido petista mensaleiro José Dirceu


O Conselho Federal da OAB acaba de cassar, por unanimidade, e de maneiro definitiva, na manhã desta segunda-feira, a carteira de advogado do bandido petista mensaleiro José Dirceu. Foram 22 votos pela perda de sua inscrição na OAB, em um processo relatado pelo conselheiro Flávio Zveiter. O bandido petista mensaleiro José Dirceu estava recorrendo da decisão tomada em agosto pela OAB-SP, que o cassou por falta de idoneidade moral, em consequência de sua condenação no Mensalão do PT. Não cabe recurso da decisão adotada nesta manhã. 

Com impeachment, Dilma suspende reuniões de coordenação política


Com a evolução do processo de impeachment na Câmara dos Deputados, a presidente petista Dilma Rousseff suspendeu a realização das tradicionais reuniões semanais de coordenação política, para as quais convocava líderes do governo e ministros de diferentes partidos para discutir a estratégia do Palácio do Planalto no Congresso Nacional. Pela terceira segunda-feira seguida, dia da semana no qual costumava realizar a reunião, a presidente abandonou o encontro para se encontrar apenas com a chamada "cozinha" do Palácio do Planalto, formada por ministros e auxiliares mais próximos à petista e responsáveis pela articulação política. A suspensão deve-se a decisão de circunscrever a estratégia para barrar o processo de impeachment apenas ao núcleo de confiança da petista, para evitar vazamentos que possam afetar ou prejudicar a atuação do Palácio do Planalto. A mudança também passa por uma alteração na forma de negociação com os partidos da base aliada. No período, a presidente fez questão de receber em audiências individuais os ministros de outras legendas que costumavam participar do encontro semanal. Nas palavras de um assessor presidencial, a ideia é "dar mais atenção" e demonstrar "mais disponibilidade de diálogo" com ministros de partidos considerados essenciais para barrar o processo de impeachment no plenário da Câmara dos Deputados, como PP, PR e PSD. A expectativa é que o impedimento seja votado em plenário no domingo (17). O governo federal, no entanto, tentará adiar a data. Nesta segunda-feira (11), em sessão da comissão especial do impeachment, o relator Jovair Arantes (PTB-GO) ressaltou o caráter político do processo de impeachment e disse não haver mais clima para a continuidade de Dilma Rousseff no poder. Segundo o deputado do PTB, a presidente comanda um governo "autoritário", "arrogante" e "falido".

Morre ex-senador Ney Maranhão, defensor de Collor no impeachment


O ex-senador Ney Maranhão (1988-1995) morreu na manhã desta segunda-feira (11), aos 88 anos, no Recife. Internado desde a última quinta-feira (7), o político foi vítima de falência múltipla dos órgãos, consequência de câncer nos pulmões e no fígado. O corpo de Maranhão, que era filiado ao PMDB, será velado na Assembleia Legislativa de Pernambuco, a partir das 17 horas. De acordo com Eduardo Maranhão, neto do político, a cerimônia de cremação será nesta terça-feira (12) no cemitério Morada da Paz, em Paulista, região metropolitana do Recife. O ex-parlamentar descobriu que tinha câncer há dois meses, mas segundo o neto ele não chegou a iniciar o tratamento. "Foi tudo muito rápido", disse. Durante a carreira política, Maranhão ficou conhecido por ter sido defensor, na época do impeachment, do ex-presidente Fernando Collor (hoje no PTB), de quem era assessor especial. O terno de linho branco e as sandálias de couro também foram suas marcas registradas, dando-lhe o apelido de "Senador Boiadeiro". Maranhão também foi prefeito da cidade Moreno, no grande Recife, deputado federal por quatro legislaturas pelo PTB, chegando a ser cassado pela ditadura militar (1964-85). O político deixa a mulher, Lúcia Maranhão, de 75 anos, três filhos, quatro netos e três bisnetos.

Líder do PSDB no Senado entra com representação contra Dilma


O líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), entrou com uma representação nesta segunda-feira (11) na Procuradoria-Geral da República contra a presidente Dilma Rousseff. Segundo o parlamentar, a presidente praticou crime de corrupção passiva privilegiada ao tentar nomear o ex-presidente Lula ao cargo de ministro-chefe da Casa Civil. “Ela comete infração de seu dever funcional ao não observar e zelar pelos princípios constitucionais da Moralidade, Impessoalidade e de atentar contra o livre exercício do Poder Judiciário”, afirmou Cássio. O senador quer que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, faça uma investigação policial para apurar a materialidade e autoria dos fatos.

Polícia Federal deflagra operação contra fraudes na prefeitura de Governador Valadares


A Polícia Federal deflagrou na manhã desta segunda-feira a operação Mar de Lama, que visa combater uma quadrilha suspeita de fraudar contratos da prefeitura de Governador Valadares (MG) e do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) do município. Cento e oito mandados judiciais estão sendo cumpridos contra servidores do alto escalão da administração municipal, vereadores e empresários nos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo - oito são de prisão temporária. Segundo a Polícia Federal, há indícios de que as fraudes causaram um rombo de 1,5 bilhão de reais aos cofres públicos. Segundo as investigações, os alvos da Operação teriam cometido pelo menos 150 crimes: oito de dispensa de licitação com inobservância das formalidades pertinentes; três de fraude ao caráter competitivo de licitações; três de peculato; 64 crimes de corrupção passiva; 64 de corrupção ativa; três de falsidade ideológica; um de violação de sigilo funcional; dois de advocacia administrativa; um crime de organização criminosa e um de associação criminosa. Os principais envolvidos estão sujeitos a penas que, somadas, podem chegar a mais de 700 anos de prisão. O nome Mar de Lama se refere às chuvas torrenciais do terceiro trimestre de 2013 que provocaram inundações em diversos pontos de Governador Valadares. Na época, a prefeitura da cidade decretou estado de emergência para captar recursos financeiros do governo federal. Segundo a Polícia Federal, o grupo investigado se aproveitou dessa situação para fraudar contratos com o poder público.

Vem aí a CPI da UNE

O deputado federal Marco Feliciano já conseguiu recolher, pessoalmente, sozinho, as 171 assinaturas necessárias e assim a CPI da UNE vai sair. A CPI procurará saber se a UNE vai indenizar a União pelos 6,7 milhões de reais embolsados em convênios federais cujas prestações de contas foram declaradas irregulares. A UNE foi incluída pela Controladoria Geral da União na lista de entidades impedidas de celebrar convênios, contratos de repasse ou termos de parceria com a administração pública federal. A sede da UNE está sendo construída pela WTorre, empreiteira parceira do "porquinho" petista Antonio Palocci. A obra vai custar 65 milhões de reais e será bancada em parte pelos 44,6 milhões de reais que a UNE recebeu do governo a título de indenização por danos sofridos nos tempos da ditadura. A UNE é totalmente controlada pelo PCdoB. 

Já há consenso no Supremo, Lula será preso

Dois ministros do Supremo Tribunal Federal disseram a interlocutores diferentes que o poderoso chefão Lula será preso. Quando dois ministros do Supremo dizem isso é porque já se tornou consenso na Corte essa possibilidade. E quem executará a ordem de prisão, muito provavelmente, será o juiz Sérgio Moro, em Curitiba.

Veja a transmissão ao vivo da sessão de votação da Comissão do Impeachment

A petista Dilma está ouvindo um novo marqueteiro


Com João Santana preso, Dilma Rousseff tem ouvido uma nova voz para tentar melhorar a imagem do governo. Trata-se do marqueteiro Renato Pereira, que desde 2006 comanda as vitoriosas campanhas do PMDB no Rio de Janeiro. Apresentado a Dilma por Luiz Fernando Pezão, Pereira já conversou com a presidente pelo menos uma vez. Criou também um filmete de um minuto para a campanha publicitária do governo sobre as Olimpíadas. A peça recebeu, coisa raríssima, um entusiasmado parabéns de Dilma. Nela, brasileiros das classes C, D e E aparecem em situações cotidianas de trabalho, seja com a enxada nas mãos, na construção civil ou nas ruas, como motoboys. "Eu já nasci atleta", diz um narrador em off. "Mas não tenho técnico, dieta especial ou patrocínio. Acordo cedo, moro longe... Pra mim, é vencer ou vencer. Eu sou brasileiro e minha Olimpíada é todo santo dia". Como Pereira não é contratado pelo Planalto, foi dada à Propeg, uma das agências do governo, a missão de refazer o filme usando o mesmo conceito. Assim foi feito. Mas Dilma detestou a mexida. Renato Pereira, o mais talentoso da nova geração de marqueteiros, já esteve na linha de frente de vários adversários do petismo. Trabalhou duas vezes para Henrique Capriles, derrotado pelo chavismo como candidato à presidente da Venezuela. Fez também o marketing da pré-campanha de Aécio Neves à Presidência. Mesmo hoje, trafega pela estrada do antipetismo: sua agência, a Prole, contratada da Fiesp, criou a campanha "Não vou pagar o pato",

Bancos e governo petista de Dilma Rousseff tentam renegociar dívida de R$ 150 bilhões de grandes grupos

O alto endividamento das grandes empresas brasileiras e o risco de calote tornou-se uma forte preocupação tanto dos bancos quanto do governo da petista Dilma Rousseff em seu estertor. As maiores instituições financeiras do País já montaram uma operação orquestrada para evitar a inadimplência de débitos que, somente entre as 15 maiores empresas do País – excluindo a Petrobrás –, chega a R$ 50 bilhões com o sistema bancário nacional e a R$ 150 bilhões, se incluídas os financiamentos no Exterior. O rebaixamento da classificação de risco do Brasil e das principais companhias e bancos brasileiros tornou mais difícil e mais cara a renegociação das dívidas lá fora. Os bonds (títulos no Exterior) da Odebrecht, por exemplo, estão sendo negociados a 12% do valor de face. 


Para permitir a renegociação em condições mais favoráveis às companhias endividadas, integrantes do governo vêm pressionando o Banco Central a liberar parte do dinheiro que os bancos são obrigados a deixar na instituição. A idéia é que o Banco Central libere parte dos depósitos compulsórios com a condição que os bancos usem esses recursos em linhas de financiamento para que as empresas resgatem os papéis emitidos no Exterior. Outra medida em estudo, que também a enfrenta resistência da autoridade reguladora, é afrouxar as exigências do chamado índice de Basiléia, que institui regras prudenciais às instituições financeiras para manter equilibrada a relação entre o capital próprio do banco e os empréstimos concedidos. Segundo uma fonte da equipe econômica, há defensores até mesmo do uso das reservas internacionais e de dinheiro público nessas operações. Alguns “balões de ensaio” nesse sentido já foram lançados, mas a adoção dessas medidas é muito improvável. A meta é evitar que essas grandes companhias – a maioria delas envolvida na Operação Lava Jato, que apura denúncias de corrupção na Petrobrás – fiquem inadimplentes. A consequência seria uma “minicrise bancária”, como definiu um integrante do governo ao se referir ao risco de insolvência de instituições financeiras de médio porte. “Na hora em que uma empresa desse tamanho ficar inadimplente ou entrar em recuperação judicial, pode procurar a lista de credores e ver os bancos médios. Com certeza terão sérios problemas”, afirmou. Segundo ele, os cinco maiores bancos, que concentram 70% dos ativos do setor, não correm risco de quebrar. Mas enfrentariam problemas, porque precisariam “baixar” em seus balanços entre 50% e 70% dessas dívidas. Isso num momento em que não há folga de capital. O Banco Central detectou aumento no volume de renegociações e de reestruturações de crédito ao longo do ano passado, principalmente a partir do segundo semestre. As operações se concentram mais nas empresas. Empréstimos pessoais são mais difíceis de serem renegociados. Nessas operações, os bancos dão mais prazo para pagamento e chegam a reduzir as taxas fixadas nos empréstimos. Mas essa “personalização” é mais comum quando envolve grandes cifras. Financiamentos baixos, tomados por pequenas e médias empresas, seguem um padrão negociado na agência bancária. Por isso, a inadimplência vai bater primeiro e mais forte entre as pequenas. Preocupado com as consequências, o governo estuda medidas para tentar socorrer também esse segmento empresarial. Mesmo nos financiamentos concedidos a grandes grupos empresariais, esses parâmetros de renegociação não são admitidos usualmente. Mas este é um momento que beira a exceção por conta da gravidade da crise econômica. Por isso, as instituições têm aceitado reduzir as margens de rentabilidade na recuperação do crédito para tentar compensar a redução na capacidade de pagamento dos tomadores. As reestruturações são um passo mais adiante, para casos mais críticos. Nessa etapa, os tomadores já contabilizam operações em atraso. O objetivo nesse tipo de acordo é a recuperação do principal do financiamento. O volume de empréstimos em renegociação por famílias e empresas com os bancos fechou o ano passado em R$ 245 bilhões, 7,6% de toda a carteira de crédito. Em reestruturação estavam R$ 61 bilhões, o equivalente a 1,9% do estoque de financiamentos e empréstimos. Os bancos já começaram a aumentar as provisões (registros, de prováveis perdas) para fazer frente aos calotes, além do que a regulação exige. “A inadimplência vem primeiro. A provisão é a consequência da inadimplência”, diz o diretor de um grande banco. Levantamento da consultoria Austin Asis mostra que as oito maiores instituições financeiras separaram R$ 157 bilhões – R$ 25 bilhões a mais do que eram obrigadas – para eventuais perdas. “A preocupação nesse momento é evitar que uma quebradeira resulte em aumento ainda mais nocivo de provisões, o que pode afetar o capital dos bancos”, diz Luis Miguel Santacreu, da Austin Asis.

Nove diretórios regionais do PP fecham questão favorável ao impeachment da petista Dilma Rousseff


Em claro desafio ao presidente do Partido Progressita (PP), senador Ciro Nogueira (PI), que é governista, vários diretórios regionais decidiram fechar posição em defesa do impeachment da presidente Dilma Rousseff, pela prática de vários crimes de responsabilidade. Entre os diretórios regionais do PP que fecharam questão, neste domingo (10), em favor do impeachment estão os dos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Distrito Federal, Goiás, Espírito Santo, Minas Gerais e Acre. O diretório do PP de Santa Catarina foi o primeiro a apoiar o impeachment de Dilma, e líderes do partido em vários Estados já manifestaram a decisão de votar favoravelmente ao impeachment, apesar do governismo do presidente nacional, como a senadora gaúcha Ana Amélia. A decisão dos diretórios regionais se estende às bancadas federais do PP na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, através do posicionamento formal de seus deputados e senadores.

Keiko Fujimori lidera eleições no Peru no primeiro turno


Keiko Fujimori saiu na frente no primeiro turno das eleições peruanas, neste domingo (10). Segundo pesquisa de boca de urna do instituto Ipsos, ela deverá alcançar 37,8% dos votos. Na segunda colocação, há empate técnico entre o economista conservador Pedro Pablo Kuczynski (20,9%) e a psicóloga esquerdista Verónika Mendoza (20,3%). Outros institutos de pesquisa indicavam, logo após o fechamento das urnas, às 16h (18h de Brasília), números parecidos. O instituto CPI dava Keiko com 39%, PPK com 19,7% e Mendoza com 18,8%. 


Se este resultado se mantiver, haverá segundo turno, no próximo dia 5 de junho, entre Keiko e Kuczynski ou Mendoza. Apesar de longas filas terem causado atrasos em várias mesas no interior do país, não houve incidentes graves nem protestos. Os três candidatos votaram pela manhã. Keiko apareceu sorridente, vestida de branco — nas últimas semanas, evitou usar roupa ou faixas cor-de-laranja, a cor do fujimorismo. Já PPK votou em Lima acompanhado de vários apoiadores, e Mendoza foi ao posto de votação, em Cusco, acompanhada dos familiares, depois de compartilhar com apoiadores um café da manhã com comida andina típica. 

Deputados do PT cogitam fazer desfiliação coletiva

Com a simpatia do ex-ministro Tarso Genro, 26 deputados federais do PT discutem o desembarque coletivo do partido após as eleições municipais de outubro. Esses descontentes representam quase a metade da bancada do PT hoje em exercício na Câmara de Deputados: 57. O movimento inclui nomes como os de dois ex-presidentes da Casa — Arlindo Chinaglia (SP) e Marco Maia (RS) — e da ex-ministra Maria do Rosário (RS). A desfiliação começou a ser organizada no segundo semestre de 2015, tendo como ponto de partida a criação da tendência Muda PT, que somava 35 deputados à época. Originalmente, esses insatisfeitos se valeriam de uma janela aberta para que parlamentares deixassem seus partidos sem perda de mandato, mas essa brecha foi fechada em 31 de março. A saída não foi explorada por causa do avanço do processo de impeachment de Dilma Rousseff no Congresso. Com o risco de afastamento da presidente, os petistas tiveram que concentrar seus esforços na defesa do mandato de Dilma. Daí a decisão de retomar o debate após a corrida municipal. Até lá, será possível mensurar os danos sofridos pelo partido e suas perspectivas para as eleições de 2018. "Nossa prioridade é defender o governo", afirma Maria do Rosário. Segundo articuladores do movimento, o ex-líder do governo Henrique Fontana (RS) também integra o grupo numa aliança com Tarso Genro. No Rio Grande do Sul, Tarso organiza a criação de um novo partido, que poderia servir de porta de saída para petistas desiludidos com a atual direção da sigla. Deputados estaduais gaúchos ligados a Fontana já avisaram a seus apoiadores a decisão de sair do PT depois das eleições. A hipótese foi aventada numa reunião com Tarso há cerca de 20 dias. "Alertei nesta conversa que agora nossa tarefa é enfrentar o impeachment. E que só depois das eleições municipais esse assunto teria pertinência", afirma o peremptório petista Tarso Genro, sem descartar a possibilidade. Fontana, no entanto, nega qualquer articulação: "Estou filiado ao PT há 27 anos e desautorizo qualquer especulação em meu nome". Petistas ligados ao movimento temem que a explicitação de seus nomes prejudique a defesa do governo Dilma, num momento tão decisivo. Eles alegam que a maior fonte de descontentamento está nos caminhos escolhidos pelo partido desde a explosão do escândalo do mensalão. Os descontentes criticam práticas adotadas pela tendência CNB, que controla a sigla. Além do desgaste na imagem do PT, disputas internas e locais ditam a decisão de saída. O prefeito de Embu das Artes (SP), Chico Brito, anunciou na quinta-feira (7) sua desfiliação sob o argumento de que não poderia apoiar exclusivamente o candidato petista à sua sucessão. Na cidade, foi acusado de privilegiar um adversário. Com sua saída, chega a 25 o número de prefeitos que deixaram o PT no Estado de São Paulo, berço da sigla –um terço dos 72 eleitos em 2012. O maior desfalque foi em Osasco (SP), onde o prefeito Jorge Lapas trocou o PT pelo PDT. Ao se desfiliar, Lapas levou com ele todos os partidos então aliados ao PT e uma fatia significativa da base petista. Ele também compôs com o DEM. Na saída, culpou o ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha, condenado no mensalão. "João Paulo lidera um grupo do partido que só me atrapalhou. Sofri o desgaste do partido nessa crise e nunca tive reconhecimento", disse.

PPS entra com ação no Supremo para barrar repatriação de recursos


A ministra Cármen Lúcia vai relatar a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) impetrada no Supremo Tribunal Federal pelo deputado federal Raul Jungmann (PPS-PE), em nome do PPS, contra a repatriação de recursos de brasileiros no exterior. A ação, segundo Jungman, é para defender a Operação Lava-Jato, uma vez que a lei aprovada no Congresso favorece as empresas envolvidas nos escândalos da Petrobras e os indiciados pelo juiz Sérgio Moro. Na ação, o parlamentar do PPS pede uma medida cautelar. Raul Jungmann argumenta que a Lei da Repatriação não permite a investigação de crimes com base nos dados fornecidos pelos contribuintes que fizeram a nova declaração para regularizar a remessa, além de violar os artigos 127 e 129 da Constituição, pois impede que “o Ministério Público exerça sua missão institucional”. O deputado do PPS, através da Adin, pede que o presidente do Senado e do Congresso Nacional, o senador Renan Calheiros, seja acionado para prestar informações sobre a lei, e também a oitiva do advogado-geral da União, José Eduardo Cardoso, e do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. 

Comissão do impeachment deve aprovar nesta segunda relatório contra Dilma; hoje, já existem os 342 votos

Atenção! Já não se trata de saber se o impedimento da presidente é a melhor alternativa; ele se tornou a única alternativa

Por Reinaldo Azevedo - A Comissão Especial do Impeachment deve aprovar nesta segunda-feira o relatório do deputado Jovair Arantes (PTB-GO), favorável à continuidade do processo contra a presidente Dilma Rousseff. Os dois lados dão a aprovação como certa, o que, evidentemente, cria um clima negativo para a ainda presidente na votação em plenário, no próximo domingo. Todos os esforços do governo têm-se mostrado, até aqui, inúteis. Hoje, nesta segunda-feira mesmo, o grupo pró-impeachment dispõe dos 342 votos. A movimentação destrambelhada do governo acabou criando uma situação negativa para a própria Dilma. Virou aquilo que é: desespero. E disso decorre o óbvio: dá-se como certo que, caso a petista consiga se safar do impeachment na Câmara, não vai conseguir governar depois. Os erros vão se contando em penca, além das circunstâncias, sempre hostis porque hostis são os fatos. Na semana passada, os petistas chegaram a se animar, e Jaques Wagner saiu plantando redações afora que a causa estava liquidada. Um monte de jornalista caiu na sua conversa. Eis que vieram a público detalhes da delação premiada da Andrade Gutierrez. E os senhores parlamentares perceberam que o governo não sobrevive. Assim, que vá ao diabo antes em vez de ir depois — já que o seu destino é mesmo o inferno. Outro fator que desanimou os que ainda tentam resistir foi o novo parecer do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra a posse de Lula como ministro da Casa Civil. E, nesse caso, deu-se algo curioso: que ela é ilegal, pautada pelo desvio de finalidade, a todos está claro. Mas isso Janot já sabia. Ao mudar tão radicalmente seu parecer, criou-se nos meios políticos de Brasília a certeza de que ainda vem bomba por aí. Quem está a fim de posar no retrato como aliado de um governo moribundo — e, pior, comprado por Lula? A movimentação do ex-presidente, que esta se tornando um Midas às avessas, passou a ser de tal sorte escancarada e desavergonhada que, nos corredores da Capital federal, é frequente que se chame o tal quarto de hotel em que ele despacha de, como dizer?, lupanar. Procurem o sinônimo. É uma casa de tolerância. Mais: mesmo deputados que estavam dispostos a entregar o corpinho a Lula começaram a se convencer de que, caso o governo consiga sobreviver por mais quase três anos, a sua pauta única será cuidar da candidatura do chefão petista à Presidência da República. E, nesse caso, o destino certo do país é o abismo. Já nem se trata de saber se o impeachment de Dilma é a melhor saída. A cada dia, ele vai se mostrando a única saída. Todas as alternativas são piores. A tese das eleições gerais — ou ainda que apenas presidenciais — é uma bobagem rematada. A menos que haja dupla renúncia — de Dilma e de Michel Temer —, não há alternativa. Ou, então, duplo impedimento. No caso do vice, qual é mesmo a acusação? A continuidade de Dilma implica manter o país no rumo da desesperança e do desastre renovado. Saída ótima, como se sabe, não há. E Temer, uma vez presidente, certamente terá muitas dificuldades, até porque o PT e as esquerdas vão tentar violar a Constituição e as leis para criar tumulto. Mas o país dispõe de instituições para enfrentá-los, segundo as regras da democracia, que eles se negam a reconhecer. Dá para prever o resultado do próximo domingo? Não! Mas, nesta segunda, dá para dizer que os que são favoráveis ao impeachment dispõem de 342 votos. Agora se trata de ganhar margem de segurança até a votação decisiva, prevista para o dia 17. O Brasil merece essa chance.

Ary Fontoura para Dilma: “Golpe, quem deu foi a senhora”

Um dos mais importantes atores do país demonstra que não teme as patrulhas ideológicas e que sabe a diferença entre democracia e ditadura

Por Reinaldo Azevedo - Ary Fontoura é um dos maiores nomes da televisão, do teatro e do cinema no Brasil. Nunca foi do tipo que se acovarda. Também não é de meias palavras. Nestes tempos em que tantos artistas se ajoelham no milho para fazer um ato de contrição ao PT — seja para não ficar mal na rodinha, seja por causa dos capilés das leis de “incentivo” à cultura —, Fontoura deu uma prova de coragem no “Domingão do Faustão” deste domingo. E que se note: tanto mais seu ato deve ser reconhecido porque poderia fazer como uma larga parcela, que prefere se esconder no isentismo dos que não se prezam. Referindo-se à atual situação do Brasil, deixando claro que fazia a defesa da democracia, disse o ator — e foi aplaudido de pé — a partir de 1min11s: “Fala-se muito que impeachment foi um golpe, sobretudo a presidente do Brasil. Gostaria de mandar um recado pra ela: ‘A senhora está empregando a palavra errada. Golpe, golpe, golpe, quem deu foi a senhora! (aplausos) A senhora deu um golpe, e um golpe baixo, quando prometeu uma infinidade coisas para seus eleitores e não cumpriu. Foi isso o que aconteceu!” É isso aí! É bom saber que nem toda a classe artística está de joelhos ou escondida debaixo da cama. Há quem saiba distinguir o Estado de Direito da gritaria de um “grupelho”, que, como lembrou Fontoura, não é dono do Brasil. Assista ao vídeo.