sexta-feira, 15 de abril de 2016

Dilma cancelou pronunciamento em rede nacional que já estava gravado

A presidente petista Dilma Roussef cancelou o pronunciamento que faria esta noite por meio de rede nacional de televisão. Dilma recebeu conselhos do ministro da Advocacia Geral da União, o "porquinho" petista José Eduardo Cardozo, para ficar fora do ar. Ele viu o risco de uma nova e grande desmoralização, porque partidos da oposição já estavam preparados para pedir liminar no Supremo Tribunal Federal solicitando a proibição dessa rede nacional de televisão. A concessão da medida significaria grave derrota para o petismo. Isso frustrou o povo brasileiros que já estava mobilizado para o panelaço às 20 horas. 

Olhem para a cara de Lula. Olhem para a cara do nosso passado. Passou!

O homem, acreditem!, tem a cara de pau de se dizer "a garantia" caso governo sobreviva

Por Reinaldo Azevedo - Lula gravou um vídeo dirigido aos deputados. Com a mesma sem-cerimônia com que ousou governar a República de um quarto de hotel, oferece-se como a garantia caso o governo sobreviva. Os métodos que empregaria para governar, nós já conhecemos. Nem parece que este que fala foi um dos líderes da deposição de Collor. Ora, ainda que se especule muto alto, o esquema de PC Farias teria movimentado menos de US$ 400 milhões. No petrolão, um único delator, de terceiro escalão, aceitou devolver US$ 97 milhões.


Lula está um caco. Não me refiro à sua idade física, mas à sua idade moral. Vai fazer 71 anos em outubro. Comparem-no com FHC, que completa 85 em junho. Há uma diferença enorme entre a placidez de quem julga ter cumprido, com decoro e responsabilidade, o seu papel e o olhar perturbado, injetado pelo ódio e pela angústia, de quem se sente o dono do país e não aceita que o estado de direito se se sobreponha às vontades daqueles que julgam ter direito ao estado. Olhem para Lula. Olhem para a cara do nosso passado. O futuro está chegando. 

Ministro Teori rejeita pedido de soltura do marqueteiro João Santana


O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou o pedido do publicitário João Santana para que fosse anulada sua prisão e para que seu caso fosse para a Corte. Em seu despacho, Teori julgou que a reclamação apresentada em março pela defesa do marqueteiro baiano havia perdido o objeto, uma vez que as investigações relativas a Santana e a sua mulher, Mônica Moura, já haviam subido para o Supremo. A chegada do caso ao Supremo ocorreu depois de o próprio Teori determinar que o juiz federal Sérgio Moro deveria enviar ao Supremo todas as investigações da Operação Lava Jato que envolvessem o poderoso chefão e ex-presidente Lula e, indiretamente, a presidente Dilma Rousseff.  Na ação, os advogados de Santana argumentavam que as investigações que pesam contra o marqueteiro são sobre possíveis crimes eleitorais ligados à campanha de Dilma e que, por isso, o caso deveria ser julgado pelo Supremo. Em seu despacho, Teori afirmou que, por ora, eles são investigados por participação no esquema de corrupção da Petrobras e não por suposta participação em crime eleitoral. Santana e Mônica foram presos no dia 23 de fevereiro, sob a suspeita de que a Odebrecht teria repassado dinheiro de propina a eles em contas secretas no Exterior.

Petista Gilberto Carvalho é chamado de "ladrão" ao visitar Lula em hotel

O ex-ministro petista Gilberto Carvalho foi hostilizado por manifestantes na manhã desta sexta-feira (15) ao chegar ao hotel Royal Tulip, em Brasília, para encontrar o poderoso chefão e ex-presidente Lula, que está hospedado no local. Gilberto Carvalho chegou ao hotel no mesmo horário em que um grupo de cerca de dez manifestantes de Curitiba e São Paulo, dos movimentos Mais Brasil Eu Acredito e nas ruas, também chegava, mas para se hospedar no local. Foi, então, abordado por eles na entrada. "Tem orgulho dos seus companheiros presos?", questiona a manifestante Claudia Zambelli, do movimento nas ruas. Gilberto Carvalho responde: "Não, eu tenho orgulho de não ser ladrão e de que a imensa maioria dos nossos companheiros não são ladrões. Os que roubaram estão presos". Ao ser interrompido, Gilberto Carvalho tenta encerrar a conversa dizendo respeitar a opinião deles: "Eu sou ladrão?", pergunta. A manifestante responde: "O senhor é. E o senhor vai ser preso também". O ex-ministro continua tentando debater, mas encerra dizendo que "vocês são governados pelo (vice-presidente Michel) Temer e pelo (presidente da Câmara Eduardo) Cunha". Ambos foram criticados pela presidente Dilma Rousseff nessa semana como "conspiradores". Após a conversa que durou pouco mais de um minuto, Gilberto Carvalho entrou no hotel e foi em direção ao elevador, para ir ao encontro de Lula. Negou que o quadro político esteja difícil para o governo apesar da debandada de diversos partidos da base aliada. "Essa debandada era coisa esperada por nós. O importante é que os partidos não fecharam questão", disse ele. Os manifestantes, que vieram de fora para os protestos se hospedar em um dos hotéis mais caros de Brasília, o Royal Tulip, cujas diárias são superiores a R$ 300,00 afirmam que quiseram ficar no local justamente para estarem próximos de Lula e seus aliados. "A idéia de ficar nesse hotel foi para a gente estar em contato com eles", afirmou Rafaela Pilagallo, do movimento Mais Brasil Eu Acredito, que se declara ser da "República de Curitiba". Rafaela ressalta que o movimento é pacífico e que, ao ficar no hotel, a intenção é ter a chance de debater com aliados da petista sobre as razões de seu impeachment. "Não somos contra diálogo e podemos até reverter alguns votos contra o impeachment", disse. Os manifestantes vieram para participar dos protestos deste fim de semana em Brasília e, por isso, devem ficar até segunda-feira (18).

Ex-namorada do ditador indio cocaleiro Evo Morales diz que apresentou filho dos dois à Justiça

Uma ex-namorada do ditador Bolívia, o índio cocaleiro Evo Morales, afirmou que apresentou a um tribunal do país o filho que teve com o mandatário, seguindo um pedido do próprio presidente. O caso tem ganhado destaque desde o início do ano, quando se tornou tema de debate político e jurídico no país.

Segundo informações publicadas pelo jornal boliviano "La Razón", Gabriela Zapata, apresentou a criança nascida em 2007, mas não forneceu detalhes sobre o caso por haver determinação de sigilo judicial. "Sim, Perante a autoridade competente, apresentei-o como pediu seu pai, e quero dirigir-me diretamente a ele, que, por favor, tome medidas sobre este assunto e o proteja", disse, ao sair de uma audiência judicial. Gabriela Zapata está presa desde de fevereiro, acusada de tráfico de influência, enriquecimento ilícito e lavagem de dinheiro. A oposição acusa o ditador indio cocaleiro Evo Morales de ter beneficiado a ex-namorada. O presidente nega e, por sua vez, diz que o caso foi usado pela oposição para prejudicá-lo no referendo que, no mês passado, rejeitou a possibilidade de o presidente concorrer a um quarto mandato à Presidência do país. A informação de que o presidente, solteiro e sem filhos, teria um herdeiro surgiu em 3 de fevereiro. O jornalista Carlos Valverde mostrou como prova uma certidão de nascimento da criança. Dois dias depois, o presidente admitiu a relação e o nascimento da criança, que, segundo Morales, teria morrido ainda em 2007. No final de fevereiro, uma tia de Zapata disse que o menino estava vivo, mas a ex-namorada negou. Diante da versão de que a criança existia, ao contrário do que alegava, Evo Morales apresentou um processo contra Gabriela para que ela apresentasse o menino e se ofereceu para ficar com ele. Em março, o Ministério Público da Bolívia chegou a informar que nunca existiu o filho de Morales e Zapata. Segundo os investigadores, ela havia falsificado documentos para atestar o nascimento da criança. Na ocasião, o procurador-geral do país, Ramiro Guerrero, afirmou que Zapata apresentou ao cartório uma declaração de maternidade do Hospital da Mulher de La Paz, correspondente a uma criança nascida em 2006. Na certidão, o menino aparece como se tivesse nascido em 30 de abril de 2007. Guerrero afirmou também que não existe documentação que confirme a internação de Zapata no hospital no período descrito na declaração.

Moody´s eleva nota de crédito da Argentina, Rating foi revisado de Caa1 para B3

A agência de classificação de risco Moody´s elevou nesta sexta-feira (15) a nota de crédito da Argentina, de "Caa1" para "B3". O rating da Argentina, entretanto, prossegue no grau especulativo, fora da faixa considerada grau de investimento – espécie de selo de país bom pagador da sua dívida. Entre as justificativas para a revisão, a Moody´s citou as melhorias da política econômica com o governo de Mauricio Macri e a expectativa de que o país resolverá os litígios com os credores da sua dívida pública, abrindo caminho para a Argentina retornar ao mercado financeiro internacional. No final de março, o Senado da Argentina aprovou projeto de lei que autoriza o governo a saldar dívidas com credores que possuem títulos em moratória desde o final de 2001 e que não aceitaram as reestruturações de 2005 e 2010. A medida também autoriza um novo endividamento do governo da ordem de US$ 12,5 bilhões. O governo Macri planeja fazer na próxima semana uma captação internacional para arrecadar fundos e pagar aos credores da dívida em moratória. Após anos de conflito, a Argentina conseguiu fechar um acordo em fevereiro que fixa em US$ 4,6 bilhões o valor que receberão os quatro principais fundos credores, liderados por Elliott Management e Aurelius.

Líder do governo ataca caravanas de deputados ao Palácio do Jaburu


O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), atacou na manhã desta sexta-feira (15) o vice-presidente da República, Michel Temer, por usar a residência oficial, o Palácio do Jaburu, para fazer as articulações políticas a favor do impeachment de Dilma Rousseff. O petista usou o tempo de líder durante a sessão em que teve início a análise do processo de afastamento da presidente. Ao criticar o vice, Guimarães fez uma comparação com o poderoso chefão e ex-presidente Lula, hospedado no hotel Royal Tulip, em Brasília, desde o início da semana, onde tem recebido aliados em busca de votos favoráveis ao governo. "É mais grave estar no hotel articulando ou no Jaburu recebendo dezenas de caravanas e discutindo ministérios?", questionou o líder petista. Para o deputado, ao se reunir com defensores do impeachment de Dilma, o "vice presidente da República assume uma posição, comanda uma posição de querer governar o País". Mantendo o discurso que o PT tem defendido desde o início da tramitação do processo na Câmara, em dezembro, quando o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), deu andamento ao caso, Guimarães disse que não há "objeto jurídico". "Vamos cassar a presidente porque estamos insatisfeitos, não tem mais jeito?", questionou e continuou: "Estou convencido. Temos voto para derrotar. Eles não têm voto para aprovar esse impeachment. Não é dessa forma, dar o golpe, a qualquer preço, a qualquer custo", encerrou. A sessão desta sexta começou, como previsto, pontualmente às 8h55, com a exposição da acusação. O advogado Miguel Reale Jr., um dos autores do pedido de impeachment contra Dilma Rousseff, argumentou os motivos para o afastamento da petista. Em seguida, tomou a tribuna da Câmara, o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, que adotou duro discurso contra a oposição e o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a quem acusou de "chantagem" por ter acatado o pedido de afastamento de Dilma.

Governo de São Paulo pede ao Supremo revisão do cálculo da dívida com a União


São Paulo se juntou aos Estados que recorreram à Justiça para alterar a regra de cálculo da dívida dos governos estaduais e municipais com a União. O governo paulista entrou nesta sexta-feira (15) com ação no Supremo Tribunal Federal reivindicando que a dívida seja recalculada considerando a aplicação da taxa básica Selic com juros simples e não compostos até 2013. O Supremo já tomou decisões preliminares em favor de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Minas Gerais para permitir que as próximas prestações sejam pagas considerandos esse tipo de contabilização. Um pedido de Alagoas, no mesmo sentido, já chegou ao STF. Agora, foi a vez de São Paulo fazer um pedido de liminar. Segundo cálculos do Tesouro Nacional e da Consultoria Legislativa do Senado, a dívida paulista deve cair 74% se o Supremo acatar a decisão. O STF vai analisar o mérito da questão no próximo dia 27. Até lá, ficam valendo as liminares. O ministro Nelson Barbosa (Fazenda) tem visitado ministros do Tribunal para expor a posição do governo federal, contrário à mudança.

Líder do PSDB pede a imediata prisão preventiva do presidente do PT do Rio Grande do Sul

O líder da Bancada do PSDB na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, deputado estadual Jorge Pozzobom, protocolou nesta sexta-feira, junto à autoridade policial de São Leopoldo, uma representação criminal pedindo a prisão preventiva do presidente estadual do PT, Ary Vanazzi. Para Pozzobom, o petista colocou em risco a ordem pública ao ameaçar o meio rural com invasões de terras caso o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff seja aprovado pelo Congresso Nacional. O parlamentar explicou que o pedido de prisão preventiva tem como base o Artigo 312, do Código de Processo Penal. Ele explicou que as declarações de Vanazzi incitam a violência diante do quadro de tensão presente no país em razão da crise política: "Não é admissível que o presidente estadual do PT venha por meio da imprensa fazer incitações a violência e atentar contra a ordem pública.Também representamos junto ao Ministério Público por meio de documento em que são solicitadas providências quanto as manifestações de Vanazzi".

Operador da campanha de Dilma é preso pela Polícia Federal


Responsável por pagar contas da campanha presidencial do PT em 2010, Benedito de Oliveira, o Bené, foi preso hoje, preventivamente, pela Operação Acrônimo poucos dias após o indiciamento do governador de Minas Gerais Fernando Pimentel, ex-coordenador do comitê eleitoral de Dilma. As provas que embasaram as conclusões da Polícia Federal são robustas - e maculam mais uma pessoa que faz parte do universo restrito de Dilma.Bené foi o responsável por pagar as despesas de uma casa em Brasília que servia à campanha que elegeu Dilma, sob a coordenação de Pimentel. O empresário, que após o PT assumir o governo federal viu suas empresas ampliarem geometricamente seu faturamento, também bancava as despesas pessoais do governador petista Fernando Pimentel e da primeira-dama, Carolina Oliveira. Era no avião particular de Bené que Pimentel voava de um lado para o outro do País. O operador também pagava as hospedagens do casal. Em novembro de 2013, por exemplo, ele desembolsou 12.127 reais para que o ex-ministro e a sua mulher pudessem desfrutar de um fim de semana num bangalô luxuoso no Kiaroa Resort, na Península de Maraú, no sul da Bahia. As empresas de Bené, como a Gráfica e Editora Brasil, receberam meio bilhão de reais do governo do PT em serviços gráficos e de organização eventos - parte dos pagamentos, sem que os serviços sequer tenham sido prestados. A situação de Fernando Pimentel e da presidente Dilma deverá se agravar ainda mais nos próximos meses. A empresária Danielle Fonteles, dona da agência de publicidade Pepper, que atendia o governo Dilma e a campanha da presidente, promete contar tudo o que sabe sobre o seu envolvimento com o ex-ministro. Pimentel foi o responsável por intermediar a contratação da Pepper pela campanha da presidente Dilma em 2010. A agência substituiu a Lanza Comunicação, envolvida em espionagens clandestinas. A relação entre a Pepper e o PT foi tão frutífera que a empresa recebeu 15 milhões de reais do partido entre 2013 e 2015. O contrato, porém, foi rompido no ano passado, com o avanço da Operação Acrônimo que tisnou a imagem da Pepper. Danielle Fonteles se comprometeu a contar aos investigadores que Fernando Pimentel foi o responsável por negociar com a construtora Andrade Gutierrez o pagamento de 6 milhões de reais de serviços prestados pela Pepper à campanha de Dilma em 2010.

Déficit do governo Dilma pode chegar a R$ 65 bilhões em 2017

O governo apresenta hoje ao Congresso o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2017 prevendo a possibilidade de as contas públicas terminarem o ano que vem com um rombo de até R$ 65 bilhões. Os números foram fechados em reunião da presidente Dilma com a Junta Orçamentária ontem e serão anunciados pelos ministros da Fazenda, Nelson Barbosa, e do Planejamento, Valdir Simão. Com isso, as contas do governo central completarão quatro anos seguidos no vermelho. Em 2014, o rombo foi de R$ 17,2 bilhões, ou 0,3% do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de todos os bens e serviços produzidos no País). Em 2015, ele subiu para R$ 114,7 bilhões, ou 1,9% do PIB, por causa do pagamento das pedaladas fiscais — atrasos nos repasses de recursos do Tesouro para bancos públicos e para o FGTS. Este ano, a equipe econômica já pediu ao Congresso autorização para alterar a LDO de 2016 . O objetivo foi acomodar um déficit primário de R$ 96,6 bilhões, ou 1,55% do PIB.

Delator afirma que Eduardo Cunha recebeu propina de R$ 52 milhões em 36 parcelas


Em delação premiada à Procuradoria-Geral da República, na Operação Lava-Jato, o empresário Ricardo Pernambuco Júnior, da Carioca Engenharia, entregou aos investigadores uma tabela que aponta 22 depósitos, somando US$ 4.680.297,05, em propinas supostamente pagas ao presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) entre 10 de agosto de 2011 e 19 de setembro de 2014. Segundo o empreiteiro, empresas relacionadas às obras do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro, deveriam pagar R$ 52 milhões ou 1,5% do valor total dos Certificados de Potencial de Área Construtiva (Cepac) a Eduardo Cunha. A parte que caberia à Carioca era de R$ 13 milhões. O maior repasse ocorreu em 26 de agosto de 2013 no valor de US$ 391 mil depositados em conta do peemedebista no banco suíço Julius Baer. Em 2011 foram quatro depósitos, somando US$ 1,12 milhão. Em 2012, Eduardo Cunha recebeu só dessa fonte outros US$ 1,34 milhão divididos em seis depósitos. A tabela revela que em 2013 o deputado — que ainda não exercia a presidência da Casa —, foi contemplado com mais seis depósitos, totalizando US$ 1,409 milhão. Já em 2014, Eduardo Cunha recebeu outros seis depósitos que somaram US$ 804 mil. A tabela com o caminho das propinas é dividida em duas partes. "Em relação à primeira tabela, que totaliza US$ 3.984.297,05, tem certeza de que foram destinadas a contas apontadas pela deputado Eduardo Cunha; que em relação à segunda tabela, no valor total de US$ 696 mil, é altíssima a probabilidade de que também eram valores destinados a contas indicadas por Eduardo Cunha, por todo o trabalho investigativo que fizeram, em especial porque não fizeram pagamentos deste tipo a outras pessoas e, também, pelo valor das transferências", afirmou o empresário. "Em nenhum momento, Eduardo Cunha lhe disse que as contas eram de titularidade dele, mas tem certeza de que todas estas contas foram indicadas pela deputado Eduardo Cunha; que tampouco o depoente chegou a perguntar a Eduardo Cunha sobre o titular das referidas contas." Em 14 páginas, o empresário Raul Pernambuco Júnior narra com detalhes suposto encontro com o presidente da Câmara para combinar como seriam realizados pagamentos no Exterior. Raul Pernambuco Júnior descreveu uma reunião no Hotel Sofitel, em Copacabana, no Rio, que, segundo ele, teria ocorrido entre junho e julho de 2011, época da aquisição das Cepac's pelo Fundo de Investimento do FGTS. "O depoente não estava presente, mas seu pai e um executivo da Carioca de nome Marcelo Macedo estiveram presentes a esta reunião; que, após esta reunião, o depoente foi chamado pelo seu pai; que seu pai lhe comunicou que Léo Pinheiro, da OAS, e Benedicto Junior, da Odebrecht, na reunião do Hotel Sofitel, comunicaram que havia uma solicitação e um "compromisso" com o deputado Eduardo Cunha, em razão da aquisição, pela FI-FGTS, da totalidade das CEPAC's", declarou. O empreiteiro detalhou. "Que o valor destinado a Eduardo Cunha seria de 1,5% do valor total das Cepac's, o que daria em tomo de R$ 52 milhões devidos pelo consórcio, sendo R$ 13 milhões a cota parte da Carioca; que este valor deveria ser pago a Eduardo Cunha em 36 parcelas mensais; que seu pai disse ao depoente que cada uma das empresas "assumiria" a sua parte diretamente com Eduardo Cunha." À Procuradoria, o delator contou que o primeiro pagamento no Israel Discount Bank para Eduardo Cunha ocorreu em 10 de agosto de 2011, no valor de US$ 220.777,00. Raul Pernambuco Júnior relatou que houve uma dificuldade do Banco de seu pai para efetuar a transferência, em razão do banco destinatário. Segundo o delator, Marcelo Macedo não participou especificamente desta conversa entre ele, seu pai e os representantes da OAS e da Odebrecht. Raul Pernambuco Junior disse que a Carioca, na época não tinha contato com Eduardo Cunha. O empreiteiro afirmou que ele e seu pai foram apenas "comunicados" pela Odebrecht e pela OAS sobre o "compromisso". "Como cada empresa deveria acertar os valores diretamente com Eduardo Cunha, o pai do depoente pediu que este procurasse referido parlamentar para acertar os pagamentos; que o contato telefônico de Eduardo Cunha foi repassado ao depoente por Benedicto Junior, a pedido do depoente; que foi passado ao depoente um numero de rádio Nextel", afirmou. O delator contou aos procuradores da Lava-Jato que entrou em contato com Eduardo Cunha e marcaram uma primeira reunião. Raul Pernambuco Júnior disse não se recordar se o encontro se deu no escritório político do deputado, no centro do Rio, ou na Câmara, em Brasilia, "mas acredita que tenha sido no escritório político". O empresário afirmou acreditar que a reunião tenha ocorrido no início de agosto de 2011. "Indagado sobre a descrição do escritório político de Eduardo Cunha, respondeu que se trata de um escritório com decoração mais antiga, que tem uma antessala, com uma recepcionista; que, além disso, havia dois sofás, em seguida um corredor, com duas salas; que nestas salas havia uma secretária mais alta e um assessor do deputado; que este assessor era uma pessoa mais velha, com cerca de 60 anos, acreditando que fosse um pouco calvo, possuindo cabelo lateral; que nunca conversou, porém, nenhum assunto com tais pessoas; que mais à esquerda tinha a sala do deputado Eduardo Cunha, com uma mesa antiga, de madeira maciça, com muitos papeis em cima; que acredita que o escritório fique no 32° andar." De acordo com Raul Pernambuco Júnior, durante a reunião, ele perguntou "sobre o "compromisso" estabelecido e, inclusive, o valor, o que foi confirmado por Eduardo Cunha". O empresário disse que ele e o pai não queriam que o dinheiro passasse "por dentro da empresa", para ser o mais reservado possível. O delator contou que questionou Eduardo Cunha "sobre a possibilidade de estes pagamentos serem feitos em contas no Exterior". "Eduardo Cunha disse que não haveria problema nenhum e, neste momento, ele indicou a primeira conta em que deveria ser efetivado o pagamento", relatou Raul Pernambuco Júnior. "Eduardo Cunha passou a conta em um papel, com os dados já digitados; que se lembra bem deste primeiro pagamento, porque o Banco indicado por Eduardo Cunha era denominado Israel Discount Bank; que não sabia se este banco era realmente em Israel; que já ficou estabelecido, inclusive, o valor do primeiro pagamento; que, dividindo o valor total devido pelo número de parcelas, o valor de cada parcela era de cerca de R$ 360 mil." O empreiteiro disse que a reunião deve ter durado cerca de 30 minutos, "oportunidade em que se conheceram melhor". Raul Pernambuco Júnior afirmou que "até então não se conheciam ou ao menos não se recorda de tê-lo conhecido pessoalmente". "O depoente disse nessa reunião a Eduardo Cunha que seria impossível fazer depósitos mensais; que o depoente disse a Eduardo Cunha que fariam depósitos com periodicidade irregular; que esta impossibilidade de realizar depósitos mensais decorria da precaução que seu pai tinha em dar as ordens bancárias para o Exterior; que o pai do depoente normalmente dava tais ordens aos gerentes das contas no Exterior pessoalmente, seja em viagens que seu genitor fazia ao Exterior ou, ainda, quando o gerente vinha ao Brasil; que não sabe se seu pai enviava ordens por outro meio de comunicação à distância, como fax ou e-mail." O delator continuou. "A pedido de seu genitor, o depoente solicitou uma reunião com Eduardo Cunha, por meio da secretária do depoente; que a secretária do depoente, de nome Sheila Oliveira, entrou em contato com a secretária do deputado Eduardo Cunha e, em seguida, enviou um e-mail para o depoente, questionando qual seria a "pauta para a reunião"; que o depoente respondeu o e-mail afirmando que "Ele está a par. Só avisa q sou eu"", declarou. Segundo o delator, este e-mail é datado de 16 de agosto de 2011. Raul Pernambuco Júnior disse que a reunião "foi efetivamente marcada e realizada, não se recordando ao certo onde". "Nesta reunião, ocorrida provavelmente entre final de agosto e início de setembro, perguntou a Eduardo Cunha se haveria a possibilidade de mudar o banco e indicar uma conta na própria Suíça; que Eduardo Cunha concordou e disse não haver problemas; que Eduardo Cunha, no mesmo ato, já indicou a conta Esteban Garcia, no banco Merryl Lynch Bank, na Suíça; que a partir daí todos os depósitos para Eduardo Cunha foram na Suíça", declarou. "Se estabeleceu que se houvesse necessidade de alteração do banco, isto deveria partir do deputado Eduardo Cunha; que, de qualquer forma, em toda oportunidade em que iriam fazer os pagamentos, o depoente ligava ou se encontrava com Eduardo Cunha para perguntar se "mantínhamos o mesmo endereço"." O delator narrou ainda que, por uma ou duas vezes, as contas no Exterior eram enviadas por Eduardo Cunha para ele, em envelopes lacrados e sigilosos, para a filial da Carioca em São Paulo, "contendo os dados da conta e códigos de transferência". 

Dilma decide fazer pronunciamento na TV contra o impeachment


A presidente Dilma Rousseff decidiu fazer um pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão, às 20 horas desta sexta-feira (15), para pedir apoio contra o impeachment de seu mandato. Dilma vai adotar o discurso de que o processo de seu impedimento é um "golpe em curso no País" e que é preciso lutar pela democracia. A petista tentará também passar a idéia de que, vencendo o processo, retomará o diálogo e o crescimento do País.  A idéia inicial era de que ela gravasse uma mensagem para ser veiculada nas redes sociais, mas, diante do cenário adverso para o governo, que encontra dificuldades para barrar o impeachment no domingo (17), ficou definido que era melhor o pronunciamento oficial. A idéia de ir para a televisão foi construída junto com o poderoso chefão e ex-presidente Lula. Ele, por sua vez, também gravará uma mensagem com o discurso alinhado ao de Dilma. A fala do petista será veiculada pela internet e nas redes sociais. Para se preparar para o pronunciamento, a presidente convocou a Brasília o cabeleireiro Celso Kamura, responsável pelo visual da petista.

Temer já busca nomes para comandar Fazenda e Justiça


Caso a presidente Dilma Rousseff venha a ser afastada por decisão do Senado, o presidente interino Michel Temer pretende realizar mudança geral no Ministério da petista e um "choque" na gestão econômica. Com a admissibilidade do processo de impedimento na Casa, a presidente é afastada por 180 dias e Temer assume o posto. Interlocutores do vice disseram que Temer quer, com essas ações, marcar logo sua diferença no governo em relação à Dilma, buscar apoios para fundar uma nova base aliada no Congresso e propor reformas que precisem de aval dos parlamentares. A medida de Temer não deve poupar sequer os seis ministros do PMDB que estão no governo. Eles não seguiram a orientação partidária de 29 de março, na qual a cúpula partidária determinou a entrega imediata de todos os cargos da gestão Dilma. Somente Henrique Eduardo Alves, amigo de Temer, antecipou-se à decisão e deixou o Ministério do Turismo. Aliados do vice querem propor um enxugamento da máquina pública com a redução de 32 para, no mínimo, vinte o número de ministros na Esplanada. Interlocutores do peemedebista dizem que, nessa reforma ministerial, não haveria restrições a indicações políticas de partidos ou mesmo a assunção de parlamentares aos cargos de ministro, desde que os nomes tenham afinidade com a pasta ou experiência de atuação na respectiva área. O vice pretende conversar com os dirigentes dos partidos com interesse em fazer parte da sua base aliada a fim de discutir apoio às diretrizes que o eventual governo iria defender. As legendas deverão fazer as indicações para compor os cargos no primeiro escalão do governo dele. O espaço das legendas levará em conta o tamanho das bancadas dos partidos e o peso dos ministérios em discussão. Interlocutores do vice defendem nomes que, para a Fazenda, acalmem o mercado e tenham experiência no serviço público e, para a Justiça, reduzam eventuais interferências na Operação Lava Jato. Para a Fazenda, os nomes cotados são os ex-presidentes do Banco Central, Arminio Fraga e Henrique Meirelles, e o ex-secretário de Política Econômica da Fazenda, Marcos Lisboa. Murilo Portugal, mesmo com passagem pelo governo, é descartado pelo fato de presidir a Federação Brasileira dos Bancos. Dos cotados, Fraga tem afirmado a pessoas próximas que não quer assumir a função, embora diga que possa colaborar com o governo com sugestões. Por ora, segundo assessores diretos, Temer tem recebido sugestões, mas não conversou com nenhum dos cotados e tampouco autorizou as sondagens com eles. Para titular da Justiça, os nomes avaliados são dos ex-presidentes do Supremo Tribunal Federal, Carlos Ayres Brito, o favorito, e Carlos Velloso - também ex-comandante da Corte e ligado a Temer. Nelson Jobim é descartado por ter defendido empreiteiras investigadas na Lava Jato. Interlocutores de Temer contabilizam que ele já partiria de uma base mínima na Câmara de duzentos deputados, quando se conta legendas como PMDB, PSDB, DEM e outras médias e menores. Será preciso, dizem, aumentá-la para eventualmente propor reformas como a previdenciária e tributária. "Uma das primeiras tarefas é criar um bloco parlamentar forte para enfrentar a instabilidade política com estabilidade política", defende o presidente em exercício do PMDB, o senador Romero Jucá (RR), aliado de Temer. Se assumir, o peemedebista também vai procurar os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para pedir apoio e discutir uma agenda mínima de votações. "Nós vamos fazer um diálogo com o Congresso", disse um auxiliar direto do vice.

Delações premiadas vão atingir cerca de 70 políticos



Não há “bagrinho” no cardápio da OAS e da Odebrecht. O rol de políticos citados pode chegar a setenta. Há nomes já investigados e várias figurinhas inéditas, inclusive estrelas da oposição. Pelo que foi oferecido pelos dois empreiteiros, Leo Pinheiro e Marcelo Odebrechet, nas conversas sobre o que há para ser delatado até aqui, Michel Temer pode dormir sossegado. Já outros peemedebistas, como Eduardo Cunha, serão envolvidos até a medula.

Planalto calcula apenas 140 votos contra impeachment, em vez de 172


Apesar de dizer publicamente que tem garantidos os 172 votos para barrar o impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara, o Palácio do Planalto tem segurança real de algo na casa dos 140 votos. Na véspera da votação, o governo trabalha "a todo vapor" não só para angariar apoio, mas também para evitar que a oposição consiga os 342 exigidos. Uma das apostas, nesta reta final, é convencer parlamentares a se ausentarem do plenário no domingo. Há um temor com o que está sendo chamado de "onda negativa" contra o governo, que estaria crescendo. No governo, o clima é considerado "crítico". Os números do placar de votação oscilam, a cada hora, para baixo e para cima. Mas o problema, de acordo com um assessor do Planalto, é que o ritmo de definição de votos a favor do impeachment tem sido muito maior que o do contra. Na manhã desta quinta-feira, o líder do PT na Câmara, deputado Afonso Florence (BA), após sair de uma reunião no Alvorada com a presidente, deixou claro o espírito do governo. "Hoje eles não têm 342 votos. O governo tem quase os '172 não'. Mas ausências ou abstenções caracterizarão, na prática, os 'não 342' votos, porque eles precisam dos '342 sim'. Eles não têm e não terão", avisou. Ao falar dos votos assegurados contra o impeachment, na casa dos 140, a fonte afirmou que neste total, não está incluído, por exemplo, o do líder do PMDB, Leonardo Picciani (RJ). Na contabilidade com os apoios anunciados, no entanto, Picciani está incluído. Embora reconheçam a situação desfavorável, auxiliares de Dilma avaliaram que o quadro nesta quinta era ligeiramente melhor do que o do dia anterior, quando alguns ministros ameaçavam jogar a toalha. O poderoso chefão e ex-presidente Lula também manifestou a aliados a preocupação com os números. Ele avalia que entre votos contrários ao impeachment, ausências e abstenções o governo chegaria a pouco mais de 180 dos 172 deputados necessários. Segundo interlocutores de Lula, ele considera que o número é insuficiente. Por isso, tem articulado freneticamente a partir do quarto do hotel onde está hospedado em Brasília. De acordo com aliados, o petista mandou fazer uma "fila indiana" virtual que, além de deputados, inclui prefeitos, governadores, dirigentes partidários e lideranças civis locais capazes de influenciar na votação. Há, porém, o reconhecimento de que nem mesmo os esforços do ex-presidente tem dado o resultado esperado. Existe o temor, ainda, de que seu telefone esteja grampeado. Outro fator que atrapalha as negociações é a eleição municipal de outubro. Vários deputados não querem fazer compromissos com o PT. Muitos parlamentares também acabaram sendo influenciados pelo mercado, segundo o governo. Temem que, com Lula no comando da economia, o governo volte a implementar o que estão chamando de "medidas perdulárias" e as liberações de crédito fácil. A direção do PDT se reunirá nesta sexta-feira, às 18 horas, em sua sede em Brasília, para anunciar que expulsará os deputados da bancada que votarem a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff, na sessão do plenário da Câmara no domingo. Nesta quinta-feira, o líder da sigla, deputado Weverton Rocha (MA), anunciou apoio integral à presidente da República e disse que o partido fechou questão contra o impeachment. O parlamentar deixou claro que deputados dissidentes do partido estariam sujeitos à punição do diretório nacional. "Não vamos sair do barco como se fôssemos ratos", disse Weverton Rocha, um dos aliados mais fiéis do Planalto, durante o anúncio. No mesmo dia, o deputado Sérgio Vidigal (PDT-ES) informou que votará pelo impeachment de Dilma no domingo. O parlamentar é presidente do diretório estadual capixaba e está no partido há 30 anos. "Decidi: nem Dilma, nem Temer, nem Cunha e nem Renan", afirmou Vidigal, por meio de nota divulgada à imprensa.


Autor do pedido de impeachment chama deputados de libertadores e diz: ‘Golpe é sonegar informação de que o país está quebrado’


Em seu último pronunciamento antes da votação do impeachment, o jurista e ex-ministro da Justiça, Miguel Reale Júnior, subiu à tribuna da Câmara dos Deputados nesta sexta-feira para sustentar os crimes cometidos pela presidente Dilma Rousseff. Em discurso inflamado, ele conclamou os deputados a "libertarem" os brasileiros da prisão imposta na gestão petista, acusou a presidente de "destruir" a economia em busca de se manter no poder e rebateu a tese de que o afastamento de Dilma seria um golpe: "Golpe houve quando se sonegou a revelação de que o País estava quebrado. Golpe, sim, houve quando se mascarou a situação fiscal do País", disse Reale Júnior, um dos autores da ação por crime de responsabilidade contra a presidente. O processo de impeachment contra Dilma está baseado na acusação de que o governo promoveu uma verdadeira maquiagem contábil nas contas públicas, escondendo da população a grave situação financeira da administração pública. A contabilidade criativa foi levada a cabo com as chamadas pedaladas fiscais, consolidadas, por exemplo, por meio da edição de decretos não numerados com liberação de créditos orçamentários. A prática de pedaladas fiscais viola a Lei de Responsabilidade Fiscal, que proíbe que instituições como o BNDES e a Caixa financiem seu controlador - neste caso, o governo. Além de Reale Júnior, a ação é subscrita pelos juristas Janaina Paschoal e Hélio Bicudo e é chancelada por movimentos populares. Ao longo do discurso, Reale tentou desconstruir a tese de que as pedaladas seriam um mero ato administrativo e vincular as manobras fiscais ao desmonte da economia brasileira. "Qual é o crime mais grave: o crime de um presidente que põe no seu bolso uma determinada quantia ou aquela presidente que, pela ganância do poder, não vê limites em destruir a economia brasileira? Destruir a economia através de gastos, desoneração inúteis, através da corrupção e do desvio de dinheiro, levando o País a esta situação que estamos vivendo. Furtar um pedaço de dinheiro é muito menos do que furtar a esperança e expectativa de futuro", disse. Como consequência da maquiagem contábil, Reale Júnior apontou para o aumento dos juros, a desconfiança dos agentes econômicos, a redução do valor real dos salários e o alto índice de desemprego. "Isso tem relação direta com as pedaladas. Portanto, o crime é contra a nação", afirmou. "Estamos aflitos, sequiosos de nos libertarmos desse grilhão de mentiras e corrupção. Nós estamos ansiosos, envolvidos numa longa doença que domina a vida brasileira. Vossas excelências são libertadores da prisão que vivemos, enojados em meio à mentira da corrupção, da irresponsabilidade, do gosto do poder pelo poder sem se preocupar com o que vai acontecer com os brasileiros", continuou o jurista, sendo aplaudido por deputados apoiadores do impeachment. O denunciante de Dilma voltou a rechaçar a tese que o impeachment seria um golpe e disse que os defensores da petista repetem a tese por não terem argumento para explicar o motivo de o Brasil estar falido. "Quero lhes garantir que o nosso pedido foi realizado com consciência, análise dos fatos e adequação dos fatos. É proibido fazer operação de créditos e emitir decretos sem autorização legislativa. A população tem de saber disso: pedalada não é mera lesão administrativa, é crime de lesa-pátria", afirmou Reale Júnior. 

Delações premiadas dos empreiteiros propineiros Leo Pinheiro e Marcelo Odebrecht jogarão pá de cal em Lula e Dilma

A coluna Radar, da revista Veja, informa que "os procuradores da Lava Jato e as defesas de Léo Pinheiro e Marcelo Odebrecht praticamente fecharam a lista de temas das delações dos dois empreiteiros. O ex-presidente da OAS topou jogar a pá de cal nos três casos de Lula: tríplex do Guarujá, sítio em Atibaia e pagamentos de palestras. Já a delação da Odebrecht aniquila Dilma Rousseff". Leo Pinheiro vai explicar detalhadamente como as palestras de Lula foram pagas em troca de empréstimos do BNDES para obras da empreiteira, a OAS, no Brasil e no Exterior. 

Líderes partidários começam discursos na Câmara, reina absoluta calma no Brasil inteiro, já convencido do impeachment


Os líderes partidários começaram a maratona de discursos no plenário da Câmara dos Deputados, logo a seguida das manifestações do jurista Miguel Reale Júnior, um dos autores do pedido de impeachment, e do ministro José Eduardo Cardozo, advogado da petista Dilma Rousseff. O plenário da Câmara dos Deputados ainda não tem superlotação na manhã desta sexta-feira, na abertura dos trabalhos que encaminham para a votação do domingo. O ambiente é de calma na Câmara dos Deputados e em todo o País. Alguns arreganhos de grupos de marginais e seguidores do PT tentam tumultuar o trânsito em São Paulo e na Bahia, mas são poucos e não contam com apoio nenhum da população.

Já há maioria garantida de votos para a aprovação do impeachment

Já há uma maioria garantida de 342 votos a favor da medida do impeachment na Câmara dos Deputados, e uma minoria de apenas 118 votos dos contrários ao impeachment. Seriam necessários 171 votos contrários para barrar o impeachment. O jornal O Globo declarou que já há 342 votos declarados a favor do impeachment. Seu placar é ainda melhor do que o do Estadão, pois atribui apenas 118 votos a Dilma Rousseff, e não 128: 


Há maioria também no Senado: 


Temer jantou com 85 deputados

Michel Temer, ontem à noite, participou de um jantar com 85 deputados. Segundo a Folha de S. Paulo, “os aliados de Temer passaram em revista a quantidade de votos por partido. A conta final indicava 363 votos a favor do afastamento de Dilma”. Durante o jantar, realizado em uma mansão no Lago Sul, em Brasília, os deputados comeram risotto e tomaram vinho. 

Dilma foi reeleita com dinheiro roubado da Petrobras, que pagou pesquisas não registradas da sua campanha

O castelo está mesmo caindo por todos os lados. O dono do instituto de pesquisas Vox Populi, Marcos Coimbra, é colunista da revista Carta Capital, um panfleto petista. Recentemente, Marcos Coimbra analisou a perda de interesse dos brasileiros pela Lava Jato: "Jóia do discurso oposicionista e vitrine para alguns dos personagens mais vistosos de suas fileiras, a Lava Jato não consegue manter a atenção da opinião pública no nível de quando começou, por mais intenso que seja o holofote ofertado pelos meios de comunicação". Em pesquisa do Instituto Vox Populi de dezembro de 2015, apenas 24% dos entrevistados disseram manter o mesmo elevado interesse do início da Lava Jato, taxa idêntica àquela dos que ‘não têm qualquer interesse pelo assunto e nunca tiveram’. Outros 18% afirmaram que ‘tinham muito, mas agora a acompanham sem interesse’, enquanto 10% responderam que ‘tinham muito, mas perderam completamente o interesse’. Entre os restantes, 21% ‘nunca tiveram grande interesse e assim permanecem’ e 3% ‘nunca ouviram falar’ no assunto”. O problema nas análises de Marcos Coimbra é que ele está envolvido na Operação Lava Jato, que o investiga. Em particular, pelos 10 milhões de reais pagos clandestinamente pela Andrade Gutierrez para comprar pesquisas da campanha de Dilma Rousseff. O Vox Populi vendeu pesquisas para a campanha de Dilma Rousseff, em 2014. As pesquisas foram pagas com dinheiro de propina da Andrade Gutierrez, como denunciaram seus executivos. A prática configura caixa dois. Os pagamentos abrangidos pelo contrato ultrapassaram R$ 10 milhões. Os repasses diretos da construtora ao instituto Vox Populi não constam da prestação de contas da campanha nem da do PT. A informação sobre o contrato com o Vox Populi não consta dos primeiros depoimentos da delação. Pesquisas compradas por Dilma com dinheiro de propina. A Folha de S. Paulo apresentou mais uma prova disso. A Andrade Gutierrez pagou clandestinamente 10 milhões de reais à campanha presidencial para comprar pesquisas do Vox Populi. No caso das pesquisas vendidas pelo Vox Populi, o pagamento foi por fora.

Lula tem uma só preocupação, e se chama Moro

O Globo diz que, "embora as atenções do PT e do governo estejam totalmente voltadas para segurar o impeachment, uma eventual derrota do governo no domingo terá outro fator que poderá preocupar os petistas: as investigações envolvendo Lula voltarão definitivamente para as mãos do juiz Sérgio Moro".

Insuflando a desordem

Dilma Rousseff, neste sábado, visitará os petistas que estão acampados num ginásio de Brasília. Ela deve ser acompanhada por Lula. Os assessores do Palácio do Planalto disseram que Dilma e o poderoso chefão Lula pretendem "dar gás aos militantes para que eles protestem contra o golpe". Isso é uma metáfora para insuflar a turba de mortadeleiros. 

Andrade Gutierrez diz que pagou pesquisas para Dilma em 2014 sem declarar

Os repasses diretos da construtora ao instituto Vox Populi não constam da prestação de contas da campanha nem da do PT

Por Reinaldo Azevedo - A Andrade Gutierrez usou um contrato com o instituto Vox Populi para pagar pesquisas usadas e não declaradas pela equipe de comunicação da campanha da reeleição da presidente Dilma Rousseff em 2014. Segundo a Folha apurou, a construtora tinha um contrato com o Vox Populi para realização de levantamentos de dados destinados à empresa, que acabou sendo usado para bancar pesquisas qualitativas encomendadas pela equipe de produção de programas da candidata petista à reeleição. A prática configura caixa dois. Os pagamentos abrangidos pelo contrato ultrapassaram R$ 10 milhões, segundo a reportagem da Folha apurou. Os repasses diretos da construtora ao instituto Vox Populi não constam da prestação de contas da campanha nem da do PT. Em delação premiada, ex-executivos da empreiteira já haviam admitido um esquema semelhante na primeira campanha de Dilma à Presidência da República, em 2010. Na época, a Andrade, por meio de um contrato com a Pepper Digital, pagou R$ 6,1 milhões de serviços prestados para a então candidata Dilma. A informação sobre o contrato com o Vox Populi não consta dos primeiros depoimentos da delação. A Folha revelou também que, na delação, o ex-presidente da Andrade Gutierrez Otávio Marques de Azevedo disse que parte dos R$ 20 milhões doados oficialmente pela construtora à campanha presidencial eram descontados de propinas devidas em contratos de obras realizadas na Petrobras e no sistema elétrico. Além destas pesquisas qualitativas bancadas pela Andrade, a campanha da presidente também contratou serviços diretamente ao instituto de pesquisas, declarando à Justiça Eleitoral ter pago R$ 11,286 milhões. Foi R$ 1,48 milhão pago para a Vox Populi e R$ 9,8 mil