quinta-feira, 21 de abril de 2016

Venezuela vai parar a produção de cerveja por falta de dinheiro, esse é o resultado do regime bolivariano


A Cervejaria Polar, pertencente ao maior grupo empresarial da Venezuela e principal fabricante de cervejas do país, anunciou que só tem "cevada maltada para produzir cerveja até 29 de abril", devido à falta de divisas para pagar seus fornecedores provocada pelo controle estatal do câmbio. "Seremos obrigados a suspender a produção de cerveja até termos acesso às divisas necessárias para adquirir a matéria-prima", comunicou a Polar. A medida terá um impacto negativo sobre os 10 mil empregos diretos e os mais de 300 mil postos de trabalho indiretos - entre franqueados, transportadores e fornecedores - ligados à cervejaria. "Será preciso beber muito menos. Em ocasiões especiais, aniversários, batizados. Se antes você bebia 6, agora serão 3", declarou Jorge Díaz, um comerciante de 33 anos. Desde segunda-feira a Venezuela tem cortes de energia de quatro horas diárias, que durarão 40 dias nos dez estados mais populosos e industrializados, anunciou o governo, culpando o El Niño. 

Generais avisam que não vão tolerar a violência de grupos esquerdistas

Na segunda-feira, de maneira ostensiva, na solenidade de troca de comando no Comando da Amazônia, que contou com a presença de quatro generais de Exército, os militares passaram um recado bem claro para aventureiros esquerdistas que estejam pensando em atos de violência e subversão da ordem em função do resultado do processo do impeachment. O aviso mais ostensivo consistiu no fato de os generais terem se apresentado para a solenidade não com seus uniformes de gala e com espadas, mas com uniformes de campanha completo, portando pistolas e fuzis, e carregando as mochilas de sobrevivência nas costas. 


O Comandante do Exército, na passagem de comando na Amazônia, disse que o Exército está atento ao desenrolar do processo do impeachment e sobre a possível necessidade de entrar em ação. Os generais de quatro estrelas que participaram da passagem de comando estavam totalmente equipados, inclusive usavam fuzis em lugar de espadas. A situação chamou a atenção dos presentes, foi vista com curiosidade pelos civis. Mas, quem é militar sabe que ha um significado nisso. O general Guilherme Cals Theophilo passa o Comando Militar da Amazônia e será transferido para o Comando Logístico, em Brasília. O general Villas Bôas, em relação a possibilidade de caos pós-aprovação do impeachment, disse: “Estamos preparados, mas antes existe toda uma ritualística a ser seguida, que envolve a segurança pública de todos os Estados. Temos a expectativa de que, até chegarmos a esse desenlace, as coisas andarão tranquilamente”. Mas acrescentou: "Podemos ser empregados por iniciativa do presidente, do Poder Judiciário ou do Legislativo”. É evidente nas últimas semanas a crescente irritabilidade dos meios militares com o regime petista. O recado na solenidade foi claro e evidente de que as Forças Armadas poderão agir sob comando do Supremo Tribunal Federal ou do Congresso Nacional. 

Roger Moore anuncia morte de Guy Hamilton, diretor da série James Bond


O cineasta britânico Guy Hamilton, diretor de quatro filmes da série James Bond, morreu aos 93 anos, anunciou nesta quinta-feira (21) Roger Moore, um dos atores que interpretou o agente britânico 007. "Incrivelmente triste de saber que o maravilhoso diretor Guy Hamilton foi para a sala de montagem do céu", afirmou Moore, que foi dirigido pelo cineasta em "Com 007 Viva e Deixe Morrer" (1973) e "007 contra o Homem com a Pistola de Ouro" (1974). Hamilton dirigiu outros dois filmes de Bond, "007 contra Goldfinger" (1964) e "007 - Os Diamantes São Eternos" (1971), com Sean Connery de protagonista. Em sua mensagem, Moore afirmou que 2016 está sendo "horroroso", em referência à morte de Ken Adam, o designer de produção responsável pela estética dos filmes do agente secreto nos anos 1960 e 1970. Entre as grandes criações de Adam estão o interior do Fort Knox no filme "Goldfinger" e o quartel-general do vilão em "Dr No". Nascido em Paris em 1922, filho de um diplomata, Hamilton estudou na França e no Reino Unido. Com o desejo de ser um diretor de cinema, começou a trabalhar aos 18 anos em um estúdio de Nice, sul da França. A guerra o obrigou a mudar de planos e se alistou na Marinha britânica. Ao final da Segunda Guerra, retornou ao cinema. Em 1952 dirigiu seu primeiro filme, "The Ringer", um policial, um de seus gêneros favoritos. Em 1955 lançou "Escapando do Inferno", seu quarto longa-metragem e um dos filmes britânicos sobre fuga mais famosos, que mostra prisioneiros de guerra aliados em um castelo medieval. Quatro anos depois dirigiu o trio Burt Lancaster, Kirk Douglas e Laurence Olivier em "O Discípulo do Diabo".

Produção de petróleo da Petrobras em março teve pior nível dos últimos dois anos



A produção de petróleo da Petrobras no Brasil em março caiu 8% ante o mesmo mês do ano anterior e 3% ante fevereiro, para o seu pior nível em quase dois anos, principalmente devido a paradas para manutenção, mas a empresa informou que a meta de extração para o ano está mantida. Em março, a empresa produziu no Brasil 1,94 milhão de barris de petróleo por dia (bpd), pior nível desde abril de 2014, quando a petroleira extraiu 1,93 milhão de bpd. A redução da extração de petróleo, segundo a Petrobras, teve como contribuição a continuidade de paradas programadas em grandes plataformas. Além disso, a empresa destacou a realização de manutenções corretivas na plataforma P-31, no campo de Albacora, na Bacia de Campos, que retomou sua produção em 28 de março, e a ocorrência de um incêndio a bordo da plataforma P-48, no campo de Caratinga, na Bacia de Campos, cuja operação foi retomada no dia 16 de abril. Entretanto, a empresa garantiu que a meta anual de produção de petróleo no Brasil, de 2,145 milhões de bpd, está mantida, devido à entrada em operação das plataformas Cidade de Saquarema (Lula Central) e Cidade de Caraguatatuba (Lapa), além do menor número de paradas programadas previstas para o segundo semestre. No primeiro trimestre, segundo a Petrobras, a empresa produziu média de 1,98 bpd, "devido à concentração de um volume expressivo de paradas programadas de produção", que representaram aproximadamente 5 por cento da produção. "Para este ano está previsto um volume de paradas da ordem de 2,5% da produção média do ano", explicou. A produção de gás natural no País, excluído o volume liquefeito, foi de 67,8 milhões metros cúbicos por dia, 10% abaixo do mês anterior.

Juiz Sérgio Moro é único brasileiro na lista dos "100 mais influentes" da revista Time


O juiz federal Sérgio Moroé o único brasileiro que aparece na lista das "100 pessoas mais influentes" que a revista americana Time publica há 13 anos e que teve nova edição divulgada nesta quinta-feira (21). Ele está na categoria "Líderes", ao lado de nomes como Barack Obama, François Hollande, Angela Merkel, Vladimir Putin e Kim Jong Un. Segundo o texto que descreve o juiz paranaense, ele é chamado de "Super Moro" e tem o nome cantado nas ruas "como se fosse uma estrela de futebol". "Mas Sergio Moro é apenas um juiz, embora um que trabalhe num escândalo de corrupção tão grande que poderia derrubar uma presidente - e talvez mudar uma cultura de corrupção que há muito tem prejudicado o progresso de seu país". "Moro tem sido acusado de ignorar o devido processo legal, e ele tem estado mais do que disposto a avaliar seus casos no tribunal da opinião pública. Mas a maioria dos brasileiros sente que suas táticas de "cotovelos afiados" valem a pena por um país mais limpo", prossegue a descrição da revista Time. Recentemente, a revista Fortune, também dos Estados Unidos, apontou Sérgio Moro como o "13º líder mais influente para transformar o mundo". A lista da "Time" não tem ordem definida. Além de Moro e dos líderes citados anteriormente, ela inclui outras figuras internacionais de peso, como Mark Zuckerberg, Usain Bolt, Leonardo DiCaprio, Papa Francisco.

Cantor pop Prince é encontrado morto em sua casa


O popstar Prince foi encontrado morto nesta quinta-feira (21), em sua propriedade, aos 57 anos. Segundo o site "TMZ", primeiro a noticiar a morte, o corpo do cantor foi descoberto em seu complexo chamado de Paisley Park, localizado em Minnesota, na manhã desta quinta-feira (21). Ainda de acordo com a publicação, várias fontes ligadas ao cantor confirmaram a morte. Prince já teria tido uma emergência médica no dia 15 de abril, pela qual foi forçado a fazer um pouso forçado com seu jato particular em Illinois. De acordo com o "Los Angeles Times", ele cancelou dois shows da turnê "Piano and a Microphone", mas foi liberado pelos médicos para retornar a Minnesota. Fontes do site disseram que ele tinha uma forte gripe. Várias agências de notícias começaram a reproduzir a informação, sempre citando o "TMZ". O site ficou popular em 2009, justamente ao noticiar em primeira mão a morte de outro ídolo pop, Michael Jackson. Nascido em 7 de junho de 1958, Prince Rogers Nelson foi um dos principais nomes da música pop nos anos 1980, com destaque para o álbum "Purple Rain", que virou filme. Durante sua carreira, seus álbuns venderam mais de 100 milhões de cópias.

Tocha olímpica é acesa na Grécia e começa o revezamento que a levará até o Rio de Janeiro


A histórica cidade de Olimpia, na Grécia, iniciou nesta quinta-feira a contagem regressiva para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro com a cerimônia de acendimento da tocha olímpica. No berço dos Jogos da Antiguidade, a atriz Katerina Lehou, no papel de uma Alta Sacerdotisa do templo de Hera, foi a responsável por colocar o fogo na pira olímpica. Katerina acendeu a tocha da Rio-2016 para o primeiro condutor dela, o ginasta grego Eleftherios Petrounias, atual campeão mundial nas argolas e um dos principais adversários do brasileiro Arthur Zanetti nas Olimpíadas. O ginasta carregou a tocha até o monumento do Barão Pierre de Coubertin, fundador do COI e um dos idealizadores dos Jogos Olímpicos da era moderna. Em seguida, Elefhterios a passou para o ex-jogador de vôlei bicampeão olímpico Giovane, que teve a honra de ser o primeiro brasileiro a conduzí-la. "Receber a Tocha aqui nesse lugar sagrado foi único e estou emocionado. Um daqueles momentos que fica na memória, a sensação de que o mundo parou. Eu ajoelhei, corri e me diverti. Estou aqui representando os atletas e para inspirar os brasileiros", disse Giovane, exaltando o que considera que será o grande legado dos Jogos: "Os Jogos são do Brasil e temos de viver isso intensamente. O esporte não pode ser feito só por conquistas de medalhas, junto com a educação ele pode transformar vidas. Esse é o grande legado que os Jogos vão deixar para o nosso País". A cerimônia em Olimpia, cidade localizada a 300 quilômetros de Atenas, acontece tradicionalmente antes de cada edição dos Jogos. De Olimpia, a tocha seguirá por outras cidades e ilhas da Grécia pelos próximos seis dias. Depois ela seguirá para a Suíça, onde passará pela sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra, e pelo museu do Comitê Olímpico Internacional (COI), em Lausanne. A chama desembarca no Brasil no dia 3 de maio e ai passará por 329 cidades até chegar ao Rio de Janeiro no dia 5 de agosto para o acendimento da pira olímpica no Maracanã. A primeira cidade a receber a tocha será Brasília. Antes da cerimônia, os presidentes do Comitê Rio-2016, Carlos Arthur Nuzman, e do COI, Thomas Bach, discursaram para o público e as autoridades presentes. A 106 dias dos Jogos e com o Brasil vivendo um momento político conturbado e uma crise econômica, os dois adotaram um discurso semelhante de “paz e união” para o Brasil. "A tocha é o símbolo de paz e comunhão. Esses Jogos Olímpicos serão uma mensagem de esperança em momentos difíceis. E a chama carregará essa mensagem em todas as esquinas do Brasil, e além do mais, para todo o mundo. Nesses dias difíceis que o Brasil está enfrentando, a chama é uma mensagem eterna que nós todos somos parte da mesma humanidade", disse o presidente do COI. "Em poucas semanas, o povo brasileiro dará as boas-vindas ao mundo de forma entusiasmada. Os Jogos no Rio serão um palco espetacular para mostrar o melhor do espírito humano", completou.


Para Nuzman, é uma honra para o Rio de Janeiro ser a primeira cidade da América do Sul a receber uma Olimpíada. "É uma honra para nós vivermos esse sonho. O Rio de Janeiro está pronto para entregar história. A Olimpíada no Rio está abençoada para ser uma linda realidade". O revezamento da tocha aconteceu pela primeira vez nos Jogos de Berlim, em 1936. Na antiguidade, os gregos consideravam a chama um elemento “divino” e deixavam fogos acesos nas entradas dos principais templos. Assim acontecia no santuário de Olímpica. Neste ano, a tocha percorrerá 20 mil quilômetros e será conduzida por 12 mil pessoas.

Desabamento de ciclovia no mar em São Conrado mata ciclistas no Rio de Janeiro


A ressaca que atinge a orla do Rio de Janeiro na manhã desta quinta-feira fez desabar um trecho de mais 50 metros da ciclovia Tim Maia, na Avenida Niemeyer, na altura do Castelinho, a cerca de 800 metros da Praia de São Conrado. Dois corpos foram resgatados pelos bombeiros do mar, mas testemunhas relataram que cinco pessoas estavam na ciclovia no momento do desabamento. O acidente ocorreu na altura do Castelinho, por volta de 11h10m desta quinta-feira. A ciclovia foi inaugurada em janeiro deste ano. A Avenida Niemeyer está interditada nos dois sentidos, segundo o Centro de Operações da Prefeitura. Os motoristas devem seguir pela Autoestrada Lagoa-Barra. Agentes da CET-Rio estão no local. Integrantes do movimento Salvemos São Conrado tentam afastar as pessoas do local por causa do risco. O administrador de empresas Guilherme Miranda, de 49 anos, estava pedalando em direção a São Conrado e viu uma onda muito grande bater na encosta, levar o trecho da ciclovia e três pessoas caírem na água. O secretário municipal de Governo, Pedro Paulo Carvalho, afirmou que é prematuro dizer que houve falha na construção da ciclovia: "É hora de os engenheiros avaliarem", disse Pedro Paulo. O contador Ademir Guedes, de 36 anos, contou que estava pedalando na ciclovia e ao fazer uma curva a cerca de 200 metros do local do acidente, foi avisado por um outro ciclista do desabamento da pista: "Ele me alertou, mas eu achei que ele estivesse brincando. Jamais imaginaria a queda de uma ciclovia recém-construída. Fui devagar até a beira do precipício. Aí os motoristas começaram a gritar me alertando do risco. Um agente da CET-Rio disse que ouviu falar que o desabamento da ciclovia aconteceu no momento exato que o ônibus estava passando e o veículo foi coberto pela água do mar, molhando quem estava dentro. O economista Cléber Pereira, de 50 anos, disse achar um absurdo uma construção recém inaugurada desabar: "Cadê os engenheiros que projetaram isso aqui? Uma obra desse porte e não prevêem eventos naturais como uma ressaca?" A ciclovia Tim Maia liga o Leblon a São Conrado. A via tem 3,9 quilômetros de extensão e dispõe de 11 acessos. 

Venezuela anuncia racionamento elétrico em dez Estados


A crise elétrica que afeta a Venezuela levou o governo do ditador Nicolás Maduro a anunciar nesta quarta-feira (20) um racionamento no fornecimento de energia elétrica nos 10 Estados mais populosos e industrializados do país, incluindo a região de Caracas. "Não houve consciência das pessoas na economia residencial, motivo pelo qual será necessário aplicar um plano de administração da distribuição", sobre o qual darei os detalhes nos próximos quatro dias, anunciou o ministro de Energia Elétrica, Luis Motta Domínguez, durante uma transmissão de TV a partir da Central Hidroelétrica de Guri. Domínguez afirmou que Guri, que fornece 70% da energia elétrica consumida no país, "segue perdendo volume paulatinamente e está se aproximando da cota mínima operacional", o que exige o racionamento. Motta destacou que o "maior consumo elétrico é o residencial", representando 63%, com principal demanda nos estados de Zulia, Gran Caracas, Carabobo, Aragua, Lara Bolívar, Miranda, Barinas, Monagas e Falcón. O país com as maiores reservas de petróleo do mundo, que viveu uma dura crise elétrica em 2010, sofre apagões e racionamentos de água, aumentando as dificuldades do dia a dia. O presidente Nicolás Maduro disse nesta quarta-feira que "lamentavelmente a economia de que necessitamos em nível residencial não foi obtida", e previu medidas para "salvar Guri" do colapso. Caracas estava a salvo dos apagões que afetam o interior do país há vários anos, e inclusive o único plano de racionamento desenhado para a capital do país, em 2010, foi suspenso após poucos dias. A partir de 1º de maio, os relógios serão adiantados em meia hora, com o país retornando ao horário que vigorou até 9 de dezembro de 2007, quando o então presidente Hugo Chávez fixou a hora em -4h30 GMT, em outra medida para poupar energia. O governo também declarou as sexta-feiras dia de folga para o setor público nos próximos dois meses. Além disso, a carga horária de trabalho em ministérios e empresas públicas foi reduzida durante a semana. Na Semana Santa, os setores público e privado foram liberados de trabalhar, o que, segundo o governo, teve um resultado bem-sucedido para poupar energia. No início do mês, Maduro decretou a ampliação para nove horas diárias o racionamento de energia para grandes consumidores, como os hotéis, que devem gerar sua própria eletricidade. A medida teve início em fevereiro, por quatro horas, e levou as lojas a encurtar seu horário de funcionamento. Analistas econômicos advertem que tais medidas afetam a produtividade de um país que já enfrenta uma aguda crise econômica, recessão, a mais alta inflação do planeta (180% em 2015) e escassez de alimentos.

Mulher do marqueteiro baiano João Santana delata a valer, e entrega ex-ministro petista Guido Mantega como intermediador de propina


Em tratativas para fechar um acordo de delação premiada com a força-tarefa da Operação Lava Jato, a mulher do marqueteiro do PT, João Santana, Mônica Moura, já prestou depoimento em que afirma que o ex-ministro da Fazenda, o petista Guido Mantega, intermediou pagamento de caixa 2 para a campanha da presidente Dilma Rousseff em 2014. O casal foi preso na 23ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Acarajé. Monica Moura ainda não formalizou o acordo. Ela está presa em Curitiba e ansiosa para sair da cadeia. A mulher de João Santana cuidava da parte financeira da Polis Propaganda e Marketing, empresa que fez as campanhas da presidente Dilma em 2010 e 2014. O casal é acusado de receber de 7,5 milhões da Odebrecht e do operador de propinas Zwi Skornicki por meio de uma offshore no Panamá, a Shellbill Finance. O Ministério Público Federal já denunciou a dupla pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa. Mônica Moura afirmou a procuradores federais em Brasília que Mantega se reuniu com ela e indicou repetidas vezes executivos de empresas que deveriam ser procurados por ela para fazer pagamentos. Os montantes não foram declarados à Justiça Eleitoral. O petista Mantega já admite os encontros com Mônica Moura, mas nega que tenha tratado de contribuições ilegais. Já a mulher de Santana afirma ter registrado detalhes das conversas em uma agenda que ainda não foi apreendida pela Polícia Federal. Ela afirmou igualmente que houve caixa 2 também na campanha presidencial de 2010 e nas campanhas petistas de Lula em 2006, Fernando Haddad em 2012, Marta Suplicy em 2008 e Gleisi Hoffmann em 2008. Ainda segundo ela, Mônica e o marido teriam recebido ao menos 10 milhões de reais fora da contabilidade em 2014 - 4 milhões, somente da Odebrecht. Ou seja, ela resolveu escancarar a boca porque não suporta idéia de cadeia e pagar pelos outros, proteger membro da ORCRIM petista. 

Demolidora matéria da revista Isto É sobre delação premiada da dona da Pepper, Daniele Fonteles, que compromete Dilma Rousseff diretamente

A delação que compromete Dilma
Em depoimento, a dona da Pepper, Danielle Fonteles, afirma que recebeu recursos "por fora" num total de R$ 58 milhões, para abastecer as campanhas de 2010 e 2014. Quem a orientou no esquema foi o braço direito da presidente, Giles AzevedoSérgio Pardellas, de Curitiba
Assessor especial de Dilma Rousseff, o discreto Giles Azevedo é considerado no Palácio do Planalto os olhos e os ouvidos da presidente da República. O único na Esplanada com autorização para falar em nome de Dilma e a quem ela confia as mais delicadas tarefas. Por isso, quem recebe instruções do fiel auxiliar da presidente não entende de outra maneira: ele fala na condição de enviado da principal mandatária do País. Foi com essa credencial que Giles se aproximou da publicitária Danielle Fonteles, dona da agência Pepper Interativa. Em uma série de encontros, muitos deles mantidos na própria residência da publicitária no Lago Sul, em Brasília, Giles orientou Danielle a montar a engenharia financeira responsável por abastecer as campanhas de Dilma de 2010 e 2014 com recursos ilegais. A maior parte do dinheiro oriunda de empreiteiras do Petrolão e de agências de comunicação e publicidade que prestam serviço para o governo federal. As revelações foram feitas pela própria dona da Pepper em seu acordo de delação premiada, a cujo conteúdo ISTOÉ teve acesso. Ainda não homologado, o depoimento tem potencial explosivo, pois sepulta o principal argumento usado até agora por Dilma para se apresentar como vítima de um “golpe” destinado a apeá-la do poder: o de que não haveria envolvimento pessoal seu em malfeitos. Agora, fica complicado manter esse discurso em pé. No governo, e fora dele, há um consenso insofismável: Giles é Dilma. Nas conversas com Danielle, segundo a delação, Giles tratava sobre as principais fontes de financiamento que irrigariam as campanhas de Dilma por intermédio da Pepper. Sem registro oficial. Segundo ela, as orientações partiam do discreto assessor da presidente.
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No depoimento aos investigadores, a publicitária confessou ter recebido recursos “por fora”, por meio de contratos fictícios, da Andrade Gutierrez, da Queiroz Galvão, da OAS, da Odebrecht – empreiteiras implicadas no Petrolão –, da Propeg e de uma grande empresa de assessoria de comunicação dona de contas no governo, tudo conforme combinado com Giles. A Propeg, agência de publicidade baiana que, de acordo com Danielle, teria sido responsável por vultosos repasses, figura entre as oito que mais receberam verbas do governo Dilma nos últimos anos. Atualmente, ela possui a conta da Caixa Econômica Federal e do Ministério da Saúde. Na quebra de sigilo da Pepper, a pedido da CPI do BNDES, foram identificados quatro depósitos da Propeg totalizando R$ 223 mil entre 2011 e 2012. Da Andrade Gutierrez, a dona da Pepper admitiu ter recebido de maneira ilegal R$ 6,1 milhões, ratificando depoimento de Otávio Azevedo, ex-presidente da empreiteira. Com o montante, a empresa pagou funcionários do comitê de Dilma na campanha de 2010, entre outras despesas. Em outro trecho da delação, Danielle afirma que abriu uma conta na Suíça em 2012, sob o conhecimento de Giles, para receber da Queiroz Galvão na chamada “Operação Angola”. Por ela, a Pepper recebeu US$ 237 mil. A conta para movimentar os recursos, identificada com a sequência CH3008679000005163446, foi aberta por Danielle no banco Morgan Stanley.

Com tantos recursos para internalizar e uma teia de interesses em jogo, a Pepper acabou se transformando numa espécie de lavanderia de dinheiro do PT. Só entre 2013 e 2015, a Pepper movimentou em conta própria R$ 58,3 milhões. Com parte destes recursos, a empresa bancou despesas das campanhas de Dilma à reeleição, principalmente o pagamento a blogs favoráveis ao PT contratados para atuar na guerrilha virtual travada nas redes sociais. O dinheiro, segundo orientação de Giles Azevedo, veio da OAS e da Odebrecht por meio de contratos fictícios ou superestimados. Essa informação consta da delação de Danielle. Coube a Pepper, por exemplo, o pagamento de um pixuleco de R$ 20 mil mensais para o criador do perfil de humor chapa branca “Dilma Bolada”, Jefferson Monteiro. A personagem faz troça de adversários com a mesma veemência com que exalta iniciativas e discursos da presidente, até mesmo os mais frugais. Outros ativistas digitais pró-PT têm motivos para estarem bolados com a delação da publicitária. Uma lista contendo o nome de dezenas de jornalistas destinatários da verba repassada pela Pepper foi entregue por Danielle aos investigadores. Os nomes permanecem guardados a sete chaves e podem ensejar outra investigação. Oficialmente, a Pepper foi responsável pela estratégia de internet da campanha da presidente Dilma em 2010. Na reeleição, em 2014, ficou encarregada de produzir as páginas da candidata do PT no Facebook e Twitter. Pelo trabalho, recebeu R$ 530 mil por mês.
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Em outro capítulo da delação, ao discorrer sobre a campanha vitoriosa de Renan Filho (PMDB-AL) ao governo de Alagoas, a cargo da Pepper, a publicitária voltou a implicar o governo federal – deixando claro o elo do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), com Dilma. Disse que sua empresa, por meio do marido e sócio Amauri dos Santos Teixeira, só aceitou participar da campanha de Renanzinho depois de um pedido expresso do Planalto. Trechos da delação premiada de Danielle Fonteles já foram encaminhados ao Supremo Tribunal Federal. A publicitária decidiu subscrever o acordo depois de tomar conhecimento das acusações dos executivos Otávio Azevedo e Flávio Barra, da Andrade Gutierrez, sobre parte das movimentações financeiras das campanhas da presidente, confirmadas por ela nos depoimentos aos investigadores. A delação foi dividida pela Procuradoria-Geral da República em duas partes. Os depoimentos que fazem menção a presidente Dilma foram encaminhados ao STF e estão sob análise do ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no tribunal. Há ainda citações ao governador Fernando Pimentel (PT-MG) em exame pelo Superior Tribunal de Justiça, responsável pelas investigações da Operação Acrônimo.
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A Pepper possui ligações pretéritas com o PT. Em 2003, se aproximou do partido por intermédio do publicitário Duda Mendonça. Sua estreia no governo foi no programa Fome Zero, embrião do Bolsa Família. Em 2010, a Pepper passou a ser investigada pela Polícia Federal após ser acusada de patrocinar um bunker em Brasília destinado a bisbilhotar e produzir dossiês contra adversários dos petistas. O QG foi idealizado por Fernando Pimentel, governador de Minas Gerais, então coordenador da campanha de Dilma. Em junho do ano passado, a Polícia Federal chegou a fazer buscas na sede da Pepper, situada num shopping da capital federal. Segundo a Polícia Federal, há indicações de que a empresa foi usada para intermediar dinheiro do BNDES para o petista Fernando Pimentel. Em março, o governador de Minas Gerais foi indiciado no âmbito da Operação Acrônimo por corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Durante o primeiro mandato de Dilma, Fernando Pimentel, na condição de ministro do Desenvolvimento, exercia forte influência sobre o banco de fomento. Sua mulher, Carolina Oliveira, é considerada uma espécie de sócia oculta da Pepper. De acordo com a Polícia Federal, entre 2013 e 2014, a Pepper recebeu R$ 520 mil do BNDES por serviços de publicidade e repassou R$ 236 mil a Carolina. Foi a partir daí que os agentes encontraram indícios de que Carolina era mais do que apenas uma colaboradora da agência. A má notícia para Giles Azevedo e, consequentemente, para Dilma, é que os investigadores reconhecem a consistência dos depoimentos de Danielle Fonteles. Foi com base neles que, na sexta-feira 15, o empresário Benedito Oliveira, o Bené, amigo de Fernando Pimentel, foi preso preventivamente, também na Operação Acrônimo. Em 2010, Bené foi o responsável por custear as despesas de uma mansão em Brasília alugada para abrigar funcionários da campanha da presidente, sob a coordenação de Pimentel. Para a Polícia Federal, o governador de Minas Gerais recebeu “vantagens indevidas” de Bené, como o pagamento de despesas pessoais dele e de sua mulher, Carolina Oliveira. Na delação, a dona da Pepper confirmou que Benedito Oliveira atuava como um dos financiadores da primeira campanha presidencial de Dilma. As empresas de Bené, como a Gráfica e Editora Brasil, receberam meio bilhão de reais do governo do PT. Muitos desses pagamentos para serviços gráficos e organização de eventos, sem comprovação de prestação de serviços. Como aqueles combinados entre Giles Azevedo, o homem de Dilma no esquema, e Danielle Fonteles. 

BID nega dinheiro para novos investimentos da falida CEEE

Impressionado com a situação falimentar da CEEE, o BID negou R$ 300 milhões para a usina eólica Povo Novo, Rio Grande. Agora a estatal pirilampo do ramo de energia gaúcho procura sócio. Ninguém é louco de se associar com um monstro estatal incapaz de sair do atoleiro. O paralisante governo de José Ivo Sartori no Rio Grande do Sul deveria já ter promovido a privatização da CEEE, mas é incapaz de tomar uma medida. Seria mais sensato vender tudo, antes que o negócio saia caro demais, já que a usina deveria estar funcionando desde janeiro para atender o contrato decorrente do leilão de energia que venceu. Somente 35% das obras estão concluídas e o restante não tem data para sair.

Em gravação, assessor de Delcídio do Amaral relata orientação recebida para pegar dinheiro

O ex-chefe de gabinete do senador Delcidio do Amaral, Diogo Ferreira, revelou detalhes e entregou provas em sua delação premiada, homologada no último dia 14 pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF). Delcídio também fez acordo de delação, homologado pelo ministro Zavascki.


Diogo Ferreira contou em depoimentos à Procuradoria-Geral da República como se deram pagamentos que seriam destinados à família de Nestor Cerveró. A defesa do ex-diretor da Petrobras nega as acusações. O ex-assessor de Delcídio disse que viajou três vezes a São Paulo para pegar dinheiro. Na primeira, em 12 de junho do ano passado, ele diz ter recebido orientações do empresário Mauricio Bumlai, filho de José Carlos Bumlai – investigado na Lava Jato e amigo do poderoso chefão e ex-presidente Lula. Em uma troca de mensagens em um aplicativo de celular, Mauricio Bumlai gravou mensagem de áudio na qual, segundo a delação, orienta Diogo Ferreira: “É melhor ele te pegar lá... saindo ali do desembarque, no mesmo piso, você nem desce a rampa de táxi. Sai ali à direita, e ele já vai tá lá, tá? Eu vou te passar ... os dados do carro dele, aí você liga para ele e fala... já estou saindo... ele estará lá... É um Ômega preto, placa NRO 8808, NRO 8808, um Ômega preto". Segundo a delação, a orientação era para que ele, Diogo, pegasse dinheiro dentro de um carro, no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. O ex-chefe de gabinete contou que dentro do carro “havia uma sacola com uma caixa de vinho e que o motorista disse que aquela era a encomenda de Mauricio Bumlai”. Diogo Ferreira relatou que pegou o dinheiro e entregou depois, ainda no aeroporto, para Edson Ribeiro, que era advogado de Cerveró. O ex-assessor disse nos depoimentos que, segundo Delcidio do Amaral, esses pagamentos, apesar de feitos a Edson Ribeiro, eram direcionados à família de Cerveró. A advogada de Cerveró, Alessi Brandão, negou as acusações de Diogo Ferreira e afirmou que a família do ex-diretor da Petrobras não recebeu o dinheiro citado na delação.

STF define o mesmo rito de Collor para impeachment de Dilma


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, decidiu que vai encaminhar ao Senado um roteiro de tramitação do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff nos mesmos moldes das regras usadas no processo que o ex-presidente Fernando Collor enfrentou em 1992. A única mudança é o momento do depoimento da presidente. As regras ainda não foram oficialmente encaminhadas ao Senado, mas Lewandowski deverá fazer isso até a próxima semana. A primeira etapa será o Senado decidir se abre ou não o processo. A instauração poderá ser aprovada por maioria simples do plenário. Se for aberto, o processo começará a ser instruído com o depoimento de testemunhas e a produção de provas. O interrogatório de Dilma será a última etapa. A presença dela não é obrigatória. No caso Collor, o interrogatório do presidente estava previsto para ser realizado logo depois da instauração do processo, antes dos outros depoimentos. Collor não quis comparecer. Haverá essa diferença em relação a 1992 porque, desde então, houve mudança no Código de Processo Penal. Essa regra nova já estava prevista pelo Supremo em dezembro, quando foi julgada em plenário uma ação em que o PCdoB pedia a definição de um rito para o impeachment. O Senado deverá publicar no “Diário do Senado” o roteiro do processo contra a presidente Dilma. Na segunda-feira, o presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowski, se encontrou com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) para falar sobre a tramitação do impeachment. Eles acertaram que os ministros do tribunal se encontrariam em sessão administrativa para definir o rito, com base em quatro parâmetros: as regras do impeachment definidas pelo tribunal em julgamento de dezembro; a Constituição Federal; a lei do impeachment e o Regimento Interno do Senado. Lewandowski consultou os colegas e ficou decidido que a reunião não seria necessária, bastaria copiar a tramitação do processo de 1992 e enviar ao Senado, com a pequena mudança sobre a ordem da defesa de Dilma. Se o processo for aberto, quem conduzirá o caso será Lewandowski, em sessões no Senado. 

Geddel Vieira Lima diz que Dilma precisa parar de se vitimizar e denegrir a imagem do Brasil


 

Ao chegar para a reunião do vice-presidente da República, Michel Temer, com a cúpula do PMDB, nesta quarta-feira (20) na capital paulista, o primeiro-secretário nacional do PMDB, Geddel Vieira Lima (BA), fez duras críticas à presidente Dilma Rousseff. O político, ex-ministro da Integração Nacional no governo Lula e ex-vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal no governo Dilma, disse que a presidente tem de parar de se vitimizar e denegrir a imagem do País. “O discurso de se vitimizar e bancar a pobrezinha para angariar pena da população só faz denegrir a imagem do Brasil”, afirmou. “Ela tem que respeitar a Constituição e parar com essa conversa fiada de que houve golpe. Ela não teve maioria no Congresso para barrar o impeachment e quem não tem maioria perde as condições de governabilidade”, disse. Segundo ele, o povo brasileiro entende que houve crime de responsabilidade e que a petista feriu a Lei de Responsabilidade Fiscal e a Constituição: “Além disso, a Câmara já se manifestou favorável ao seu afastamento”. Geddel chegou para o encontro acompanhado do ex-ministro Moreira Franco, presidente da Fundação Ulysses Guimarães, ligada ao PMDB. O senador Romero Jucá (PMDB-RR), um dos principais articuladores políticos de Temer no Congresso Nacional, também participou da reunião. Jucá disse que estava ali para conversar, já que “as conversas são a matéria-prima da política”. Nas críticas ao PT, o ex-ministro Geddel não poupou outras lideranças petistas, como o poderoso chefão e ex-presidente Lula, que em conversas com correligionários tem afirmado que, se Dilma for afastada e Temer assumir a Presidência, não sairá das ruas em protesto ao peemedebista. “Essa postura não condiz com um ex-presidente da República, que deveria estar pregando a paz e o respeito à Constituição e não embarcar neste discurso bobo de golpe. E logo o PT e Lula que pediram impeachment de tantos presidentes. Seriam eles também golpistas?”, ironizou.

Imagem de escrava aparecerá na cédula de US$ 20


 

Uma imagem da escrava Harriet Tubman substituirá a do presidente Andrew Jackson nas notas de US$ 20,00. Será a primeira vez que uma mulher negra estampará a moeda americana, informou nesta quarta-feira (20) um funcionário do Departamento do Tesouro. A decisão foi tomada após o Tesouro ser pressionado a colocar a imagem de uma mulher em uma nota. A circulação da nota só deve começar em 2020. A ex-escrava e abolicionista foi a escolhida em maio do ano passado por mais de 600 mil pessoas em votação organizada pelo grupo Women on 20s (W20) para ser a personalidade feminina a ilustrar a nota de US$ 20,00 no lugar do controverso sétimo presidente dos Estados Unidos. Tubman desbancou outras grandes mulheres, como a primeira-dama e ativista Eleanor Roosevelt, a ícone dos direitos civis Rosa Parks e a primeira chefe da nação Cherokee Wilma Mankiller. Nascida escrava, Harriet (1822-1913) ganhou a liberdade ao fugir para o Norte do país e, depois, ajudou negros, sendo notoriamente conhecida por seu papel abolicionista. Além de ativista humanitária, Harriet desempenhou papel crucial como espiã para a União durante a Guerra Civil americana, tendo ainda lutado pelo direito ao voto feminino. Sua escolha contrasta com Jackson, que era dono de fazenda e de escravos em Nashville. Ele também é criticado e considerado controverso por ter apoiado o ato de remoção dos índios, em 1830, que forçou a retirada de tribos nativas de parte dos Estados Unidos, causando a morte de milhares deles por doenças e fome durante migração forçada. A campanha “Women on 20s” foi instigada pela falta de mulheres entre os rostos masculinos, em sua maioria brancos, que estampam as notas de dólar americano. Das 12 notas existentes — incluindo as de US$ 500, US$ 1.000. US$ 5.000, US$ 10.000 e US$ 100.000, que não estão mais em circulação ou são impressas — nove têm imagens de ex-presidentes e duas estampam os rostos de secretários do Tesouro. A de US$ 100 conta com Benjamin Franklin, considerado um dos fundadores dos Estados Unidos.

“Se Dilma pode enaltecer Fidel, porque Bolsonaro não pode enaltecer Ustra?” - pergunta vereador curitibano


 

A postura do militar e deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) de elogiar o coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra durante a sessão da votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff no último domingo (17) repercutiu na Câmara de Curitiba nesta quarta-feira (20). Os ânimos ganharam mais força nas vozes dos vereadores professora Josete (PT) e professor Galdino (PSDB), que defenderam argumentos opostos para tratar do caso. Durante o grande expediente, a vereadora criticou o discurso de Bolsonaro. Antes de votar, no domingo, o deputado carioca disse que oferecia seu voto “pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff”. O ato repercutiu imediatamente, fazendo com que, nesta quarta-feira (20), a esquerdista OAB do Rio de Janeiro, totalmente controlada pelo PT, anunciasse que vai pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) a cassação do mandato do Bolsonaro, em uma operação de marquetagem sem qualquer chance de sucesso. “A sociedade brasileira deve fazer uma reflexão: se é a favor ou não ao ódio, ao machismo, ao racismo, à intolerância. Se Bolsonaro defendeu um torturador da ditadura ao votar pelo impeachment é porque ele tem sustentação para isto”, declarou a vereadora. Em seguida, professor Galdino retrucou. “Se Dilma pode enaltece Fidel Castro, porque Bolsonaro não pode enaltecer o Ustra?” - questionou o vereador. As declarações, transcritas no Twitter da Câmara, foram feitas na tribuna depois que o o vereador Petruzziello (PTB) condenou como “lamentáveis” tanto a atitude de Bolsonaro como do ativista gayzista Jean Willys, que tentou atingir seu colega com uma cusparada. Petruzziello ainda classificou a votação de domingo como “show do horrores”, mas disse que o resultado da sessão “foi positivo”. No entendimento do vereador curitibano, Bolsonaro não cometeu crime ao fazer apologia à ditadura militar porque “na tribuna, o direito do parlamentar é inviolável”. 

Solidariedade entra com ação para impedir viagem de Dilma a Nova York


 

O partido Solidariedade ingressou, nesta quarta-feira (20), com uma ação civil e uma interpelação criminal contra a presidente Dilma Rousseff, na Justiça Federal e no Supremo Tribunal Federal. As acusações de improbidade administrativa e prevaricação buscam impedir a viagem que a presidente fará a Nova York amanhã, para a abertura de um evento da Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo interlocutores, Dilma usará o evento para denunciar o processo de impeachment como um golpe à democracia. A sigla requer medida liminar para determinar que Dilma “se abstenha de utilizar tais organismos internacionais para fins estritamente pessoais, sob pena da condenação, para impor restrição de direitos políticos e obrigação de ressarcir os cofres públicos com todos os gastos efetuados nestas viagens”. O presidente do Solidariedade, deputado Paulo Pereira da Silva (SP), o Paulinho da Força, também protocolou uma ação popular na Justiça Federal do Distrito Federal, com as mesmas justificativas das outras ações apresentadas pela legenda. “Esta iniciativa, além de manchar a imagem brasileira perante essas importantes organizações diplomáticas, trará impactos negativos para a economia nacional, sem falar na imoralidade e improbidade da utilização de ambiente institucional cativo da Presidência da República e de recursos financeiros públicos para custear este passeio com objetivos claramente pessoais. A alegação de golpe atinge também a imagem do Supremo Tribunal Federal, o qual, até o presente momento, exerceu o controle judicial de todos os atos referentes ao processo”, diz o texto. O vôo da presidente está marcada para às 9h30 desta quinta-feira (21). A chegada a Nova York está prevista para às 19h30, hora local. Dilma só retorna ao Brasil na madrugada de sábado para domingo. Na agenda da presidente Dilma nos Estados Unidos, além da reunião na ONU, estão previstas duas entrevistas.

TCU aprova estudos para concessão dos aeroportos de Porto Alegre, Fortaleza, Florianópolis e Salvador


 

O Tribunal de Conta da União aprovou nesta quarta-feira (20) os estudos de viabilidade técnica e econômica para concessão dos aeroportos de Salvador (BA), Fortaleza (CE), Florianópolis (SC) e Porto Alegre (RS). A aprovação foi dada com algumas ressalvas. Na análise, os auditores do tribunal encontraram falhas como a composição de custos de terraplenagem, as quais foram corrigidas. No caso do aeroporto de Salvador, há questionamentos sobre a exigência de construção de uma nova pista de pouso e decolagem. A auditoria do TCU destacou que o terminal fica próximo a uma região de dunas e de mata preservada. Segundo o TCU, o possível impacto ambiental e seus desdobramentos não foram considerados no projeto. Por causa disso, o tribunal determinou que a área seja alvo de análise dos governos municipal e estadual para que autorizem a execução da obra na região. Relator do processo, o ministro Walton Alencar disse que a pendência não justifica a paralisação do processo. O ministro pediu que as concessionárias que vierem a assumir os aeroportos deem preferência de contratação de funcionários da estatal Infraero, que hoje é a dona dos aeroportos. Nas quatro concessões, a Infraero ficará fora das sociedades que disputarão os leilões. Nas primeiras concessões do setor, a estatal ficou com 49% de participação nas concessionárias. A previsão do governo é de licitar os quatro aeroportos em um único leilão, ainda em junho.

Governo do Paraná notifica Caixa Econômica Federal para receber R$ 532 milhões em depósitos judiciais


 

O governo do Paraná apresentou uma notificação extrajudicial para que a Caixa Econômica Federal repasse R$ 532 milhões, referentes a 50% dos depósitos judiciais dos quais o Estado é parte. A notificação tem base em uma decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), do último dia 5 de abril. Desde dezembro de 2015, o governo tenta ter acesso a esses recursos. Pela lei complementar 151, do ano passado, governos estaduais e prefeituras podem utilizar até 70% dos recursos depositados judicialmente referentes a causas das quais são parte – tributárias ou não. Entretanto, o Tribunal de Justiça, que administra essas contas, não liberou este pagamento. Por causa disso, o governo ingressou com ação contra a Caixa Econômica Federal, instituição bancária na qual estes recursos estão depositados, pedindo a liberação desse dinheiro. Em primeira instância, a Justiça Federal deu ganho de causa ao banco, mas o TRF4 reverteu a decisão em favor do governo, no último dia 5 de abril, permitindo acesso a 50% dos recursos. A notificação foi apresentada no último dia 15 e ainda não foi atendida. Pela legislação vigente, este dinheiro só poderá ser usado para o pagamento de precatórios. A lei permite que esse dinheiro seja usado com despesas de capital, como investimentos e amortização de dívidas, mas somente quando a conta de precatórios está zerada. 

STF autoriza incluir delação contra Dilma, Lula e Temer na Lava Jato


O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a inclusão, no inquérito que apura a existência de uma organização criminosa na Petrobras, de citações feitas à presidente Dilma Rousseff, ao ex-presidente Lula e ao vice-presidente Michel Temer pelo senador Delcídio do Amaral (ex-PT-MS) em sua delação premiada. Esse inquérito é o principal da Lava Jato que tramita no Supremo, pois investiga a relação de 50 políticos na formação de uma organização criminosa que teria atuado no esquema de corrupção da Petrobras. A decisão de Teori, assinada na terça-feira (19) em resposta a um pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, não significa que os três se tornam formalmente investigados no inquérito, o que dependerá do andamento da apuração. Mas é uma etapa inicial que pode acarretar na investigação da relação deles com o esquema. Para a Procuradoria, as citações feitas por Delcídio complementam a narrativa da atuação do núcleo político que teria ligações com os desvios na estatal. O senador fez revelações sobre o envolvimento do PT e do PMDB nas irregularidades e implicações a mais de 70 pessoas. “No que tange ao desvio de verbas em favor do PMDB o possível esquema de financiamento ilícito desse e de outro partido constitui objeto do inquérito 3989 que investiga organização criminosa”, disse. O procurador cita que três núcleos atuaram na Lava Jato: um econômico, formado por empresários, um administrativo, formado por servidores da Petrobras, e um financeiro, composto pelo doleiro Alberto Youssef e assessores. Eles buscavam a atuação do núcleo político especialmente para proteção e evitar convocações em CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito), comissões de fiscalização do Congresso e ainda tentativa de blindagem do TCU (Tribunal de Contas da União). Em um dos despachos, Janot afirmou que “o entendimento acerca das condutas criminais eventualmente praticadas serão analisadas no contexto e à vista da linha investigatória traçada naquele inquérito”, disse.


Janot pediu a inclusão nesse inquérito do segundo depoimento prestado pelo senador Delcídio do Amaral, que assinou acordo de delação premiada com a Procuradoria. Nesse depoimento, Delcídio explica fatos relacionados à nomeação de Nestor Cerveró para a diretoria Internacional da Petrobras e, depois, para uma diretoria da BR Distribuidora. Segundo Delcídio do Amaral, Lula deu o aval para a nomeação de Cerveró para a diretoria Internacional e, no outro momento, Dilma também autorizou que Cerveró assumisse o cargo na BR Distribuidora - o que, dizem delatores, foi uma recompensa a uma atuação do ex-diretor em favor do grupo Schahin para quitar uma dívida do PT. No mesmo depoimento, o senador conta que Michel Temer chancelou as nomeações de João Henriques e Jorge Zelada para a diretoria Internacional da Petrobras, ambos atualmente acusados de corrupção na Lava Jato. Teori também autorizou a inclusão nesse inquérito de um outro depoimento de Delcídio do Amaral que novamente cita Temer, dando mais detalhes sobre o envolvimento de João Henriques com irregularidades. O senador afirma que Henriques foi apadrinhado pelo atual vice-presidente da República. Teori também autorizou que seja juntado neste mesmo inquérito um depoimento de Delcídio sobre um caso de corrupção durante a gestão do tucano Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) na Petrobras – prejuízo em contratos de sondas e plataformas. O pedido sinaliza que o inquérito pode ultrapassar o período da gestão petista e também abarcar investigação sobre a formação de organização criminosa na Petrobras durante a gestão FHC. 

Presidente do FNDE revela negociata por votos contra o impeachment


Nada de escolha técnica. Nada de profissional com histórico invejável e gabaritado para o cargo. Nada de proximidade, amizade ou confiança da presidente Dilma Rousseff (PT). Durante o ato no qual o PROS declarou apoio à reeleição do prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (PDT), na última segunda-feira (18), o ex-deputado federal Gastão Vieira deslizou e acabou soltando que recebeu a presidência do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) em troca de votos de seu partido contra o impeachment da presidente Dilma, autorizado pela Câmara dos Deputados no domingo 17. “A presidente tem todo direito de me demitir. Foi feito um acordo. E quando eu vi a votação, o líder do meu partido foi o primeiro a votar contra o governo. Depois continuaram os demais”, disse Gastão, fazendo ar de indignado para ser mantido no emprego pela petista. Segundo revelou, o acordo pela sinecura era para que a bancada do PROS na Câmara, composta por seis deputados, votasse unânime contra o impedimento da presidente. Contudo, durante a votação, quatro parlamentares da sigla votação pelo afastamento de Dilma. “Partido tem que ter posição e comando. Acordos são feitos para serem cumpridos”, reclamou. A reclamação de Gastão Vieira é explicável. O FNDE é uma autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC) que repassa recursos constitucionais, automáticos e voluntários aos Estados, municípios e Distrito Federal para execução de programas relacionados a alimentação escolar, livro didático, transporte escolar e escolas de educação infantil, além da responsabilidade pela gestão do Fundo de Financiamento Estudantil, o Fies. O orçamento do órgão para 2016 é de aproximadamente R$ 30 bilhões.

PT critica a escolha de Anastasia para relatoria do impeachment


Os senadores do PT estão insatisfeitos com a indicação de Antonio Anastasia (PSDB-MG) para a relatoria do processo de impeachment de Dilma Rousseff no Senado. Eles exigem um nome mais "isento" e afirmam que podem levar a decisão para a Justiça. "O PT não concorda com Anastasia. O relator tinha que ser uma pessoa imparcial, que tivesse essa característica de dialogar com todos os lados, que estivesse aberta à formação de uma convicção", disse Lindbergh Farias (PT-RJ). O senador não descartou a hipótese de judicializar o processo. "Vamos estudar ainda a questão da Justiça. Mas o fato é que a gente quer na negociação, até segunda-feira, convencer importantes setores dessa Casa, do PMDB, da tese da imparcialidade", disse. Mais cedo, o advogado-geral da União, Eduardo Cardozo, que é responsável pela defesa da presidente, também não negou que levar determinadas conduções do processo de impeachment para a Justiça seja uma opção. Lindbergh afirmou que o partido concorda com a indicação de Raimundo Lira (PMDB-PB) para a presidência justamente por ele reunir essas condições e classificou a indicação como uma "vitória" para o governo. "Com o Anastasia, já sabemos que vem um relatório a favor do impeachment", reclamou.