sábado, 23 de abril de 2016

Fragata Argentina volta a singrar os mares


A fragata Argentina, barco veleiro um dos símbolos argentinos, zarpou de Buenos Aires nesta manhã de sábado, tão logo a corte federal de Nova York retirou o embargo sobre bens do pais no processo do calote da dívida externa produzido pela pavorosa família Kirchner. O primeiro tramo da viagem terá o Rio de Janeiro como destino, depois ela seguirá para os Estados Unidos. A Argentina volta a participar do cenário internacional, enquanto o Brasil chafurda na crise produzida pela ORCRIM, a organização criminosa petista.  

Henrique Meirelles diz que não recebeu convite de Temer para ministério


O ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, saiu na tarde deste sábado de reunião com o vice-presidente da República, Michel Temer, e disse que não recebeu convite oficial para ocupar o cargo de ministro da Fazenda em um eventual governo do vice. Questionado pelos jornalistas se aceitaria o posto, Meirelles respondeu: "Não trabalho com hipóteses". Ele acrescentou, no entanto, que está disposto a aconselhar Temer, como sempre fez. Meirelles falou na saída do Palácio do Jaburu, onde participou de reunião nesta tarde com Temer, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, e o presidente do PMDB, senador Romero Jucá (PMDB-RR). Filiado ao PSD, Meirelles é um dos nomes que estão sendo cotados para a pasta da Fazenda caso Michel Temer assuma Presidência, em decorrência de impeachment da presidente Dilma Rousseff no Senado. Henrique Meirelles presidiu o Banco Central de 2003 a 2011, durante os dois mandatos do poderoso chefão Lula na presidência. 

Estudantes e MST, trotskistas e terroristas, protestam contra Temer em frente ao Palácio do Jaburu


Cerca de 200 integrantes do Levante Popular da Juventude (grupo trotskista) e do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, organização terrorista revolucionária clandestina) realizam na tarde deste sábado (23) um protesto em frente ao Palácio do Jaburu, residência oficial da Vice-presidência da República. O vice Michel Temer (PMDB) está no palácio e havia a expectativa de ele receber nesta tarde o ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, cotado para chefiar a Fazenda caso o peemedebista assuma o poder. Os manifestantes chegaram por volta das 14h30 e fecharam o acesso ao Palácio do Jaburu e ao Palácio da Alvorada, uma das residências da Presidência da República, cerca de um quilômetro distante do Jaburu. Dilma Rousseff está no Alvorada. Eles colaram cartazes nas placas indicativas do Jaburu com a inscrição "QG do Golpe" e picharam o chão de acesso ao palácio com os mesmos dizeres. Os manifestantes também fizeram discursos e puxaram palavras de ordem contra Temer e contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Em nota, o Levante Popular da Juventude DF e Entorno afirmou que realiza um "escracho" em frente ao Jaburu "para denunciar publicamente o golpe político articulado pelo vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB)". "Nós não aceitaremos um governo ilegítimo, conquistado por golpistas. Para nós, nesse momento da conjuntura política brasileira, nossa jovem democracia está ameaçada, uma presidente legitimamente eleita por mais de 54 milhões de pessoas e que não é acusada de qualquer crime, seja de corrupção ou de responsabilidade fiscal, está correndo o risco de ser afastada em um golpe orquestrado por esses traidores da pátria, como Temer, Cunha e outros", diz a nota. O grupo é o mesmo que realizou um protesto em frente à casa de Temer em São Paulo, na quinta (21). Naquele dia, o vice assumiu interinamente a cadeira presidencial devido à viagem de Dilma a Nova York. A segurança presidencial recomendou, então, que o vice passasse o feriado e o fim de semana em Brasília. Esses vagabundinhos trotskistas podem ser tudo, menos democratas, coisa que sequer imaginam o que seja. 

Dilma conspira contra o Brasil; veja a carta em que Marco Aurélio Garcia trama contra o Brasil

Em mensagem que deve ter a chancela da Unasul, há uma mentira escandalosa sobre a Constituição brfasileira

Por Reinaldo Azevedo - Prestes a deixar o governo, a senhora Dilma Rousseff passou a conspirar abertamente contra os interesses do Brasil. Que fique claro: já não se trata mais de resistir à posse de Michel Temer, tão logo o Senado faça o que tem de fazer. A digníssima agora se ocupa é de pedir à comunidade internacional que puna o Brasil mesmo. É uma indecência. É uma imoralidade. Chegou-me às mãos um documento que o senhor Marco Aurélio Garcia está elaborando, em parceria com alguns amiguinhos bolivarianos da Unasul, que trata da situação brasileira. A coisa em si já seria espantosa. E mais estupefaciente se torna quando atentamos para o conteúdo do texto, que segue em espanhol, perfeitamente compreensível. Leiam. Comento em seguida.
Señor Presidente:
Los resultados conocidos el pasado domingo segun los cuales la Cámara de Diputados del Brasil se declara favorable a la continuación del proceso de destitución en curso contra la señora Presidente de Brasil, doña Dilma Rousseff, me mueven a someter a su consideración algunas inquietudes que considero de señalada importancia para garantizar la estabilidad política de la región.
La Secretaria de UNASUR ha venido haciendo, desde hace varias semanas, un seguimiento cercano del curso que lleva este proceso. En desarrollo de ésta tarea, la Secretaría ha expresado de manera pública y siempre respetuosa del Estado de Derecho su preocupación por el avance del expediente sin que hasta el momento exista ni una sola imputación que vincule de manera personal y directa a la señora Presidente con la comisión de algún delito.
Es claro - como lo establece la propia Constitución de Brasil - que en el juzgamiento de la conducta del Presidente de la República debe distinguirse claramente entre los actos que tengan que ver con las responsabilidades propias del ejercicio del cargo presidencial y los que se relacionan con su propio comportamiento como persona. Las faltas de carácter administrativo no pueden ser aludidas para justificar el desconocimiento del mandato popular otorgado a un Presidente. Aceptar ésta interpretación llevaría a la peligrosa criminalización de la gestión ejecutiva y abriría las puertas para que, en el futuro, por una simple combinación de fuerzas parlamentarias de oposición, se desconozca en cualquier país la legitimidad de un Presidente elegido democráticamente.
Como bien lo ha señalado el Secretario General de la OEA, don Luis Almagro, al señalar su coincidencia con la posición aquí expresada, el cambio de mayorías parlamentarias para forzar el relevo de un gobierno, propio de los sistemas parlamentarios, no opera en los escenarios presidencialistas que siguen los sistemas políticos latinoamericanos.
Y aunque serán el Senado de la Republica y más tarde, el propio Tribunal Supremo de Justicia( si el juicio prospera) los que deben valorar si estos denominados por la Constitución del Brasil “crímenes de Estado” ( Articulo de la CN) pueden servir de base o no para un procesamiento de la Presidente, el tema no puede esperar hasta entonces, señor Presidente, ya que la sola continuación del proceso a partir unas premisas inválidas desde el punto de vista democrático puede llegar a representar una grave amenaza para la democracia hemisférica y porque existe la inminente posibilidad de que una decisión en favor de continuar el proceso de destitución conlleve al retiro temporal de la señora Presidente quien ha señalado de manera expresa que esta posibilidad y la consiguiente asunción del mando por el señor Vicepresidente significaría, en la práctica, un “golpe de Estado” que profundizaría las dificiles condiciones de gobernabilidad democrática que hoy se viven en el país por el ánimo de algunos poderes fácticos por acelerar la salida de la señora Presidente.
En síntesis, señor Presidente, en las arriba condiciones descritas la región es claro que la región enfrenta una “amenaza de ruptura democrática” que “pone en riesgo el legitimo ejercicio del poder “ en Brasil en los términos previstos por el Articulo 1 del Protocolo Adicional al Tratado Constitutivo de UNASUR sobre compromiso con la Democracia razón que me lleva a solicitar de su parte y la de los señores Presidentes “interponer sus buenos oficios y realizar las gestiones diplomáticas” previstas en el articulo 5º del mismo Protocolo para preservar el orden democrático brasileño. Asi mismo, para “alertar” a la opinión sobre los riesgos de esta posible ruptura que tendría serias consecuencias hemisféricas.
Al reiterarle mi disposición para atender sus indicaciones y preocupaciones en este caso aprovecho la oportunidad para hacerle llegar a usted, señor Presidente y al señor Canciller mi cordial y atento saludo.
Retomo
A carta se assenta numa mentira escandalosa, a saber:
“Es claro- como lo establece la propia Constitución de Brasil - que en el juzgamiento de la conducta del Presidente de la República debe distinguirse claramente entre los actos que tengan que ver con las responsabilidades propias del ejercicio del cargo presidencial y los que se relacionan con su propio comportamiento como persona. Las faltas de carácter administrativo no pueden ser aludidas para justificar el desconocimiento del mandato popular otorgado a un Presidente. Aceptar ésta interpretación llevaría a la peligrosa criminalización de la gestión ejecutiva y abriría las puertas para que, en el futuro, por una simple combinación de fuerzas parlamentarias de oposición, se desconozca en cualquier país la legitimidad de un Presidente elegido democraticamente”
Traduzo para que fique mais claro:
“É claro, como estabelece a própria Constituição do Brasil, que, no julgamento da conduta do presidente da República, deve-se distinguir claramente entre os atos que tenham que vem com as responsabilidades próprias do exercício do cargo presidencial e os que se relacionam com o seu próprio comportamento como pessoa. As faltas de caráter administrativo não podem ser evocadas para justificar a interrupção do mandato popular outorgado a um presidente. Aceitar essa interpretação levaria à perigosa criminalização da gestão executiva e abriria as portas para que, no futuro, por uma simples combinação de forças parlamentares de oposição, de deixe de reconhecer, em qualquer país, a legitimidade de um presidente eleito democraticamente”.
A grande mentira
De fato, a Constituição distingue a conduta criminal propriamente, as infrações cometidas pela “pessoa”, dos crimes de responsabilidade. Só que as duas podem resultar no impeachment do presidente. E ainda há uma terceira hipótese: os crimes de improbidade administrativa.
O senhor Marco Aurélio não deve ter lido a Constituição. Refresco a memória dele. Vamos ver o que diz o Artigo 85:
Art. 85. São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentem contra a Constituição Federal e, especialmente, contra:
I – a existência da União;
II – o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos Poderes constitucionais das unidades da Federação;
III – o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais;
IV – a segurança interna do País;
V – a probidade na administração;
VI – a lei orçamentária;
VII – o cumprimento das leis e das decisões judiciais.
Parágrafo único. Esses crimes serão definidos em lei especial, que estabelecerá as normas de processo e julgamento.
Como resta claríssimo, um presidente comete crime de responsabilidade se atentar contra qualquer dispositivo constitucional. E o crime é especialmente grave se incorrer em um dos sete incisos listados acima. O VI trata justamente do atentado à lei orçamentária, razão por que a Câmara autorizou o Senado a abrir o processo contra Dilma. Observem que nenhum dos crimes listados acima diz respeito a crime comum. Mas Marco Aurélio também tem de ler o Artigo 86:
Art. 86. Admitida a acusação contra o Presidente da República, por dois terços da Câmara dos Deputados, será ele submetido a julgamento perante o Supremo Tribunal Federal, nas infrações penais comuns, ou perante o Senado Federal, nos crimes de responsabilidade.
§ 1º O Presidente ficará suspenso de suas funções:
I – nas infrações penais comuns, se recebida a denúncia ou queixa-crime pelo Supremo Tribunal Federal;
II – nos crimes de responsabilidade, após a instauração do processo pelo Senado Federal.
2º Se, decorrido o prazo de cento e oitenta dias, o julgamento não estiver concluído, cessará o afastamento do Presidente, sem prejuízo do regular prosseguimento do processo.
3º Enquanto não sobrevier sentença condenatória, nas infrações comuns, o Presidente da República não estará sujeito a prisão.
4º O Presidente da República, na vigência de seu mandato, não pode ser responsabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções.
Vejam ali: as infrações penais comuns podem afastar um presidente, sim! Mas também os crimes de responsabilidade, ora bolas! Num caso, ela é processada e julgada pelo Supremo; no outro, pelo Senado. Assim, a carta de Marco Aurélio, que ele pretende transformar numa resolução da Unasul é mentirosa! O que não surpreende.
Finalmente
Dilma já deixou claro que espera que o Mercosul puna o Brasil se ela cair. E há essa outra bobagem da Unasul. Querem saber? Tomara que os dois entes realmente resolvam nos expulsar, não é? Mercosul e Unasul são dois atrasos de vida, dos quais o Brasil deve se livrar mesmo. Quem sabe o país seja aceito como membro convidado da Aliança do Pacífico. Seria um ganho e tanto. E, claro, tenho de lembrar que a indignidade de Dilma nesse episódio é maior do que parece. Quando o Paraguai depôs legalmente Fernando Lugo, a presidente brasileira, em companhia de Cristina Kirchner, patrocinou a suspensão daquele país do Mercosul. Como o Senado paraguaio se negava a aceitar a entrada da Venezuela no bloco, as duas mandatárias aproveitaram aquele momento para abrigar os tarados bolivarianos no bloco. Vale dizer: Dilma suspendeu uma democracia do Mercosul para abrigar uma ditadura. Dilma, em suma, é uma golpista

Delcídio pede ao STF suspensão de seu processo de cassação



A defesa do senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS) pediu nesta sexta-feira (22) que o Supremo Tribunal Federal determine a suspensão de seu processo de cassação no Conselho de Ética do Senado. O objetivo dos advogados é impedir o depoimento do senador ao conselho, que está marcado para terça (26). Os defensores alegam que o processo por quebra de decoro parlamentar deveria ter sido paralisado, uma vez que o senador está de licença médica e apontam que estão sofrendo cerceamento de defesa. Entre as irregularidades estão: rejeição dos pedidos de convocação de testemunhas, ausência de laudos periciais na gravação e ausência da íntegra do inquérito que Delcídio do Amaral responde no Supremo por causa da Operação Lava Jato. É mais uma vez a tese processualística de defesa em urso. Os advogados dizem que não pode perder seus direitos por causa da delação premiada. "Delcídio do Amaral tem o direito de exercer sua defesa em conformidade com os preceitos constitucionais. A condição de colaborador não o faz decair de seus direitos constitucionais e ninguém pode ser odiosamente perseguido por colaborar com o judiciário. O que se vê, no presente caso, é uma ânsia incontrolável de retaliação pela condição de colaborador do impetrante", diz a ação. Delcídio do Amaral, que é acusado de quebra de decoro parlamentar por envolvimento na Lava Jato, era líder do governo no Senado quando foi preso, em 25 de novembro, acusado de tentar obstruir as investigações da Lava Jato. O senador foi gravado por Bernardo Cerveró, filho do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, em uma conversa na qual oferecia R$ 50 mil para a sua família e um plano de fuga para que o ex-diretor não fechasse acordo de delação premiada com o Ministério Público. Em depoimentos de colaboração premiada, Delcídio do Amaral, que se desfiliou do PT, implicou 74 pessoas, fez acusações ao governo e à oposição e elevou a pressão sobre a presidente Dilma Rousseff. Entre os citados nos relatos de Delcídio do Amaral estão alguns dos principais líderes políticos do País, como Dilma, o vice Michel Temer, o poderoso chefão e ex-presidente Lula, os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o senador tucano Aécio Neves (MG). O agora ex-petista disse que Dilma tentou interferir na Lava Jato por meio do STF e do STJ (Superior Tribunal de Justiça). Também atribuiu a ela a nomeação para um cargo na BR Distribuidora de Nestor Cerveró, preso e já condenado em processos da Lava Jato.

Gripe H1N1 pode ter "derrubado" prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet


O prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet, pode ser mais uma vítima da gripe H1N1. Na noite de sexta-feira (22) ele reclamou dos sintomas e teve febre alta. Procurou um médico, foi medicado e vai ficar de "molho" por pelo menos dois dias. A confirmação se o prefeito foi contaminado pelo vírus influenza H1N1 ou por uma gripe comum só deve ser conhecida por exames laboratoriais. Por conta do seu quadro clínico, neste sábado (23) Fruet nem participou da inauguração da nova Rua da Cidadania do Cajuru. Ele foi representado pelo secretário de Governo da Prefeitura de Curitiba, Ricardo MacDonald Ghisi, que foi quem divulgou o estado de saúde do prefeito durante seu discurso. Segundo a assessoria do prefeito, desde a quarta-feira Fruet reclamava de uma irritação na garganta. Se o seu estado melhorar no fim de semana, Fruet deve voltar ao trabalho já na segunda ou terça-feira. O Brasil vive um surto antecipado do H1N1 desde o começo do ano. No Paraná já são mais de 107 casos confirmados desde o começo do ano, com cinco mortes desde então. Na segunda-feira começa a campanha de vacinação contra a gripe no Estado.

Dilma critica ministros do Supremo que disseram não haver golpe



A presidente petista Dilma Rousseff rebateu nesta sexta-feira (22), em Nova York (EUA), as críticas feitas por ministros do Supremo Tribunal Federal ao uso do termo "golpe" para definir o processo de impeachment contra ela. Sem citar nomes, Dilma reprovou os ministros que se manifestaram sobre o tema depois da votação da Câmara que deu aval ao impeachment – Celso de Mello, Gilmar Mendes e José Antônio Dias Toffoli. Para a presidente, eles não deveriam emitir opinião, pois terão de se manifestar em provável recurso ao STF feito pelo governo. Questionada ao fim de uma entrevista coletiva na residência do embaixador do Brasil na ONU, Antonio Patriota, sobre o tema, ela respondeu que "não é a opinião do Supremo". "É a opinião de três ministros. São apenas três ministros, e são ministros que não deveriam dar opinião porque vão me julgar", disse. Na última quarta-feira (20), Celso de Mello, ministro decano da Corte, disse que caracterizar o impeachment como golpe era um "gravíssimo equívoco", uma vez que o processo era constitucional. Gilmar Mendes e José Antonio Dias Toffoli fizeram declarações de teor parecido. Dilma defendeu a aplicação da cláusula democrática do Mercosul ao Brasil, em reação ao que chamou de "golpe em curso" no País. Ela não questionou a legitimidade de convocação de eleições presidenciais antecipadas, uma saída já proposta por nomes do governo, mas ressaltou que no momento pretende se concentrar em sua defesa. Questionada se a cláusula democrática do Mercosul deveria ser aplicada ao Brasil e em que momento, ela foi enfática. "Neste. Eu vou dizer o seguinte, está em curso no Brasil um golpe. Então eu gostaria que o Mercosul e a Unasul olhassem esse processo. A cláusula democrática implica uma avaliação da questão". A cláusula foi aplicada em 2012, quando o Mercosul suspendeu o Paraguai em retaliação ao processo que levou à destituição legalíssima, constitucionalíssima, do então presidente, o bispo priápico Fernando Lugo. O país foi reintegrado ao bloco no ano seguinte. Dilma também falou sobre a hipótese de que seu mandato seja encurtado e haja eleições presidenciais ainda neste ano, como defende uma ala dentro do governo e no PT. "Não sou contra eleições de maneira alguma. Mas uma coisa é eleição direta com voto secreto das pessoas e o povo brasileiro participando. Agora, tem que ser me dado o direito de me defender. Eu não sou uma pessoa apegada a cargo. Não acuso ninguém que propõe eleição direta de golpista. Isso é outra discussão. Eu quero defender o meu mandato. Devo isso aos meus 54 milhões de eleitores", disse a presidente. Dilma voltou a atacar os articuladores do processo de impeachment, sugerindo que eles não tem legitimidade por serem alvos de investigações e tentarem derrubá-la por meio de "uma eleição indireta travestida de impeachment". A presidente persistiu na narrativa de que há uma tentativa de ruptura democrática a fórceps, alertando que ela ameaça os direitos de todos. "Me dizer que não é golpe é tampar sic o sol com a peneira. Sou uma pessoa vítima, sou uma pessoa injustiçada, e isso é grave porque sou presidente da República. Se a lei nem para mim vale, quanto mais para a população do nosso País mais pobre", afirmou. Dilma concedeu a entrevista na residência do ex-chanceler, o petista Antonio Patriota, atual representante do Brasil na ONU, onde ficou hospedada. 

Fiesp saúda os 22 deputados federais gaúchos que votaram pelo impeachment; enquanto isso a covarde Fiergs fica quieta

A Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo) comprou uma página inteira nos jornais de hoje para saudar os 22 deputados federais gaúchos que votaram a favor do impeachment. Enquanto isso, a Fiergs (Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul), vagabundérrima, covarde e criminosamente alinhada com o PT e contra o impeachment, fica quieta neste momento de grave crise nacional. É para isso que serve o empresariado gaúcho?

Ex-chefete do MST negocia nomeação de presidência do Incra no governo Michel Temer

Com a intermediação de Paulinho da Força, José Rainha, ex-chefete do MST e hoje à frente da FNL (Frente Nacional de Luta), articula a indicação do presidente do Incra no governo Michel Temer. O nome que será apresentado é o de Luiz Antônio Possas de Carvalho. Ele assumiu no fim de março a diretoria de Obtenção de Terras e Implantação de Projetos de Assentamento do órgão, em meio à articulação do governo para tentar evitar que o impeachment avançasse na Câmara. Carvalho é ligado ao deputado Carlos Bezerra, presidente do PMDB no Mato Grosso. O peemedebista, que emplacou o aliado depois de se comprometer a votar contra o afastamento de Dilma Rousseff, mudou de posição no momento do voto. Procurado, Rainha afirmou que “não cabe ao movimento decidir quem será” o presidente do Incra e que, por enquanto, a preocupação da FNL é “exigir que o governo de Michel Temer não feche” o órgão. Rainha disse ainda considerar o impeachment “inevitável” e que entregará a Temer um documento com as demandas dos trabalhadores rurais: “Queremos reafirmar o diálogo. Não seremos intransigentes". O agronegócio tem se animado com a possibilidade de Temer chegar ao Planalto. Vê na prometida fusão da pasta da Agricultura com a do Desenvolvimento Agrário uma chance de que o “uso social da terra” ganhe nova interpretação. O PRB exigiu a Agricultura no acordo com Temer para votar a favor do impeachment. Os dois nomes oferecidos para assumir o ministério são César Halum (PRB-TO) e Marcos Pereira, presidente do partido.

Acabou, Kid Abelha anuncia o fim da banda


A banda Kid Abelha chegou oficialmente ao fim. Uma nota publicada no Facebook do grupo formalizou o que os fãs já desconfiavam. Depois do fim da turnê em comemoração aos 30 anos da banda, em 2013, o Kid Abelha não voltou a se apresentar. "A vontade de experimentar outras formas de criar e o desgaste natural de tanto tempo juntos nos levaram a essa decisão. Optamos por um soft-ending, um final suave, evitando o sensacionalismo, com a convicção de que nossa trajetória vitoriosa sempre se deveu ao entusiasmo e dedicação sempre renovados a cada disco, cada turnê", diz a nota, assinada por Paula Toller, George Israel e Bruno Fortunato. Em abril de 2015, a vocalista Paula Toller já dava como certo o fim da parceria com George e Bruno. "A carreira do grupo acabou, não tem mais turnê nem disco. Custei a admitir para mim mesma", disse ela na época. O grupo de pop-rock formado nos anos 1980 gravou 16 álbuns e dois DVDs ao vivo. O CD Acústico MTV vendeu 750 mil cópias em 2003 e esteve por dois anos entre os dez CDs e DVDs mais vendidos no País. 

Ministro do STF manda investigar superplanilha da Odebrecht


O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, determinou a abertura de um procedimento para que a Procuradoria-Geral da República apure a superplanilha da Odebrecht com supostos pagamentos a pelo menos 316 políticos de 24 partidos, que foi encontrada pela Lava Jato. Relator do esquema de corrupção da Petrobras no Supremo, Teori também decidiu devolver para o juiz Sergio Moro o comando das fases Acarajé, que teve como alvo principal o casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura, e Xepa, que apura suspeitas de propina e lavagem de dinheiro envolvendo a Odebrecht. A superplanilha foi apreendida na casa do executivo Benedicto Barbosa da Silva Junior, alvo da operação Acarajé, em fevereiro. O documento detalha o suposto repasse da Odebrecht a ministros, prefeitos, governadores, deputados e senadores para campanhas municipais de 2012 e na eleição de 2014. Como o documento envolvia autoridades com foro privilegiado, Moro encaminhou os dados ao STF. Agora, Teori abriu um procedimento e vai enviar o documento para que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, faça uma análise. O Ministério Público vai opinar se há ou não indícios que justifiquem o pedido de abertura de inquérito ao STF contra os políticos citados. Para Teori, não ficou caracterizado que Moro usurpou competência do Supremo ao desencadear essas duas etapas da Lava Jato, já que elas não alcançaram pessoas com foro privilegiado. O ministro também decidiu que cabe ao juiz do Paraná avaliar os pedidos de revogação de prisão dessas fases. As investigações da Acarajé tiveram início com a apreensão de documentos que indicam supostos pagamentos de propina com dinheiro desviado da Petrobras para o marqueteiro João Santana e a mulher, Mônica Moura, responsáveis pelas três últimas campanhas presidenciais do PT. O Ministério Público Federal chegou a oferecer denúncia contra o casal, mas os processos foram encaminhados ao STF. Se a Justiça aceitar, eles se tornam réus. O casal está preso desde fevereiro, e Mônica negocia delação.

Francisco Weffort, sociólogo fundador do PT, demole o mito do lulismo

Lula: O mito estraçalhado
A trajetória de Lula o levou da posição de “sindicalista combativo”, por meio da qual se projetou no país, a lobista das grandes empreiteiras. Um fim melancólico para quem, no passado, representou uma esperança de grande parte do povo brasileiro

Por Francisco Weffort 


Luiz Inácio Lula da Silva vai chegando ao fim do caminho. Mesmo ele é capaz de perceber que está acabando o terreno à sua frente. Antes do petista, tivemos casos semelhantes desses meteoros da política que vêm não se sabe de onde, passam por grandes êxitos, alcançam rapidamente o topo e depois caem miseravelmente. Já nos esquecemos de Jânio Quadros? Lula é diferente de Jânio em um ponto: veio de mais baixo na escala social e conseguiu uma influência mais organizada e duradoura na política do país. Dilma Rousseff, embora pareça um meteoro, não é propriamente um caso político. O fato de ela ter chegado à Presidência da República foi apenas um enorme erro de Lula cometido em um dos seus acessos de personalismo. Erro, aliás, que o empurra com mais rapidez para o fim. "O cara", de que falou Barack Obama quando Lula tinha 85% de aprovação, não é mais aquele...  Há algum tempo, muitos gostavam de ver em Lula um "filho do Brasil". Era o seu primeiro mandato, quando se pensava que surgia no país uma "nova classe média". Com a crise dos dias atuais, essa "nova classe" provavelmente desapareceu. Outra das veleidades grandiosas do petista, já no fim do seu governo, foi um suposto plano para terminar com a fome no mundo. Também naqueles tempos, alguns imaginavam que o Brasil avançava para uma posição internacional de grande prestígio. Muitos desses sonhos deram em nada, mas, para o bem e para o mal, Lula foi um filho do Brasil. Aliás, também o foram os milhares, milhões de jovens fruto do "milagre econômico" dos anos Médici, assim como, antes deles, os filhos da democracia e do crescimento dos anos JK, ou, se quiserem, algumas décadas mais atrás, da expansão aluvional das cidades que assinala o nosso desenvolvimento social desde os anos 1930. No Brasil, temos a obsessão permanente do progresso, assim como uma certa vacilação, também permanente em nosso imaginário, entre a ditadura e a democracia. Lula foi uma variante desse estilo brasileiro de vida. Queria resolver as coisas, sempre que possível, com "jeitinho", ao mesmo tempo que sonhava com as benesses do "Primeiro Mundo" e da modernidade. Na política brasileira, porque vinha de baixo, o petista tinha traços peculiares que se revelam em sua busca de reconhecimento como indivíduo. Nesse aspecto está o seu compromisso com a democracia, aliás muito aplaudido no início de sua vida como político. O sindicato foi seu primeiro degrau e, mais adiante, uma das raízes de seus problemas. É que, a partir desse ponto, Lula passou a buscar seu lugar como cidadão numa instituição aninhada nos amplos regaços do Estado. Ele começou em uma estrutura às vezes repressiva e muitas vezes permissiva, que dependia, sobretudo, como continua dependendo, dos recursos criados pelo Estado por meio do "imposto sindical". A permissividade maior vinha do fato de que tais recursos não passavam, e ainda não passam, pelo controle dos tribunais de contas. O maior talento pessoal de Lula foi sair do anonimato, diferenciando-se dos parceiros de sua geração. No sindicalismo, falou sempre contra o "imposto". E talvez por isso mesmo tenha logrado tanto prestígio como sindicalista combativo e independente que não precisou fazer nada de concreto a respeito. Na época das lutas pelas eleições diretas e pelo fim do autoritarismo reinante sob o Ato Institucional nº 5, dizia que "o AI-5 dos trabalhadores é a Consolidação das Leis do Trabalho - CLT". Mas em seu governo não só manteve o imposto e as leis sindicais corporativistas como foi além, generalizando para a CUT e demais centrais sindicais os benefícios do imposto. O que tem sido chamado, em certos meios, de "carisma" de Lula foi sua habilidade de sentir o seu público. Chamar essa "empatia", uma qualidade que qualquer político tem, em grau maior ou menor - e que, aliás, sempre faltou a Dilma -, de "carisma" é uma impropriedade terminológica. Em sociologia, o fenômeno do "carisma" pertence ao universo das grandes religiões, raríssimo no mundo político, e, quando ocorre, é sempre muito desastroso. Os fascistas de Mussolini diziam que "il Duce non può errare" ("o Duce não pode errar"), para exaltar uma suposta sabedoria intrínseca ao ditador. Não era muito diferente das fórmulas típicas do "culto da personalidade" de raiz stalinista. Embora tais fórmulas estejam superadas na esquerda há tempos, os mais ingênuos entre os militantes do PT ainda se deixam levar por coisas parecidas. Consta que, no mundo de desilusões e confusões do "mensalão", um intelectual petista teria dito: "Quando Lula fala, tudo se esclarece". Não ajudou muito... Luiz Inácio Lula da Silva foi uma das expressões da complexa integração das massas populares à democracia moderna no Brasil. É da natureza da democracia moderna que incorpore, integre a classe trabalhadora. No Brasil, como em muitos países, isso sempre se fez por meio de caminhos acidentados, entre os quais o corporativismo criado em 1943, no fim da ditadura getuliana, e mantido pela democracia de 1946, como por todos os interregnos democráticos que tivemos desde então. O corporativismo se estende também às camadas empresariais, assim como a diversos órgãos de atividade administrativa do Estado brasileiro. Favoreceu a promiscuidade entre interesses privados e interesses públicos e certa medida de corrupção que, de origem muito antiga, mudou de escala nos tempos mais recentes com o crescimento industrial e a internacionalização da economia brasileira. Nessa mudança dos tempos, Lula passou de "sindicalista combativo" a lobista das grandes empreiteiras. Um fim melancólico para quem foi no passado uma esperança de grande parte do povo brasileiro. 
* Professor emérito do Departamento de Ciência Política da Universidade de São Paulo e ex-ministro da Cultura (de 1995 a 2002, no governo Fernando Henrique Cardoso). Foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT)

Sítio de Atibaia será a primeira acusação ao poderoso chefão Lula na Lava Jato


A força-tarefa da Operação Lava Jato considera já ter elementos para levar o poderoso chefão e ex-presidente Lula ao banco dos réus, acusado de envolvimento com a organização criminosa que corrompeu e lavou dinheiro desviado da Petrobras - independente de qual instância ele será processado. O inquérito sobre a compra e reforma do Sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP), será a primeira acusação formal entregue à Justiça. O Supremo Tribunal Federal (STF) decidirá ainda se Lula pode assumir o cargo de ministro da Casa Civil e se ele será denunciado pela Procuradoria Geral da República, considerando o direito ao foro especial por prerrogativa de função, ou se as acusações poderão ser apresentadas pela Procuradoria, em Curitiba, diretamente ao juiz federal Sérgio Moro - dos processos em primeiro grau da Lava Jato. Alvo em Curitiba de três frentes de apuração na Lava Jato - as outras duas envolvem o tríplex 164 A, da OAS, no Guarujá, e os pagamentos e repasses para o ex-presidente via sua empresa de palestras, a LILS, e para o Instituto Lula -, a que envolve o sítio de Atibaia é a mais robusta, na avaliação dos investigadores. Os inquéritos estão suspensos depois que ele foi nomeado ministro da Casa Civil pela presidente Dilma Rousseff, no dia 17, e o tema foi levado ao Supremo. A peça apontará a família do ex-prefeito de Campinas (SP) e amigo de Lula, Jacó Bittar (PT), como "laranjas" na ocultação da propriedade, adquirida em 2010 pelo valor declarado de 1,5 milhão de reais. Os registros de escritura em nome dos donos oficiais, um "contrato de gaveta" em nome do ex-presidente e da mulher, Marisa Letícia, encontrado nas buscas e depoimentos dos investigados, farão parte da acusação. O compadre e defensor jurídico do ex-presidente, Roberto Teixeira, também será citado como parte da operação de formalização do negócio. Oficialmente a propriedade está registrada em nome de um dos filhos de Bittar, Fernando Bittar, e do empresário Jonas Suassuna - ambos sócios do filho de Lula. O registro de compra do imóvel foi realizado pelo escritório de Teixeira. Com base nas notas fiscais localizadas nas buscas e apreensões, depoimentos colhidos e movimentações bancárias analisadas, a Lava Jato também vinculará os desvios de recursos na Petrobras à reforma executada no sítio e a manutenção de bens referentes a Lula. OAS, Odebrecht e o pecuarista José Carlos Bumlai serão vinculados aos serviços executados, como compensação por obras loteadas pelo cartel. Em documento enviado ao Supremo, a defesa de Lula sustenta que o sítio foi comprado pelo amigo Jacó Bittar para convívio das duas famílias, após ele deixar a presidência, em 2011. O defensor de Lula, Cristiano Zanin Martins, informou que o "Ministério Público Federal tem conhecimento, em virtude de provas documentais, de que (i) o sítio foi comprado com recursos provenientes de Jacó Bittar e de seu sócio Jonas Suassuna; (ii) que Fernando Bittar e Jonas Suassuna custearam, com seu próprio patrimônio, reformas e melhorias no imóvel; (iii) que Fernando Bittar e sua família frequentaram o sítio com a mesma intensidade dos membros da família do ex-presidente Lula, estes últimos na condição de convidados".