segunda-feira, 25 de abril de 2016

RBS tem prejuízo de R$ 100 milhões em 2015


O Grupo RBS teve uma queda no faturamento em 2015, em comparação com o ano de 2014. No ano passado, a soma das holdings RBS Mídias, Digital e Participações S/A e RBS TV Comunicações S/A foi de R$ 1,4 bilhões, enquanto em 2014 foi de R$ 1,5 bilhões, ou seja, a RBS deixou de faturar cerca de R$ 100 milhões em um ano.  área de televisão, por exemplo, que, até ano passado, era a principal responsável pelo lucro do grupo, apresentou uma queda de R$ 25,5 milhões de 2014 para 2015. O balanço da RBS Rádios Participações S/A teve uma queda R$ 1,2 milhões. Em março deste ano o Grupo RBS anunciou a venda por mais de R$ 1 bilhão das operações de televisão, rádio e jornal que atuam sob a marca RBS, em Santa Catarina. (Políbio Braga)

Deputada petista Maria do Rosário defende os cuspidores Jean Wyllys e José de Abreu


A deputada federal Maria do Rosário (PT) deu novo fôlego à discussão a respeito dos cuspes que acaloraram o debate político nos últimos dias. Neste domingo (24), ela defendeu no Twitter o colega cuspidor Jean Wyllys (PSOL) e o ator também cuspidor José de Abreu. "Julgam Jean e Zé de Abreu por uma reação imediata. Quem reage a agressão não planeja como agir, quem agride, sim. Respeite e serás respeitado", escreveu a deputada petista. O jornalista Marcelo Tas retrucou de imediato pelo Twitter: "Que argumento infeliz para justificar agressão.Você era ministra de Direitos Humanos mesmo? Difícil de acreditar". 

Odebrecht atrapalha investigação da Lava Jato na Suiça


Advogados contratados pela empreiteira propineira Odebrecht entraram com um recurso na Justiça suíça para tentar impedir que extratos bancários de empresas e contas no país controladas pela construtora possam ser usadas pelo juiz Sérgio Moro no Brasil, no âmbito da Operação Lava Jato. O recurso tem como objetivo frear a cooperação entre os ministérios públicos da Suíça e do Brasil na transmissão de documentos. A medida para bloquear o uso dos documentos foi confirmada pela procuradoria suíça. Em meados do ano passado, a Odebrecht passou a ser investigada por Berna, sob a suspeita de ter usado contas e empresas offshores no país para pagar propinas no Brasil. Contas foram bloqueadas, e o Ministério Público iniciou a transmissão de dados ao Brasil. O jornal O Estado de S. Paulo revelou em outubro de 2015 que a Odebrecht havia contratado advogados na Suíça para tentar bloquear o envio dos documentos. Em agosto, esses advogados questionaram o próprio Departamento de Justiça da Suíça, argumentando que o envio ao Brasil seria uma medida desproporcional por parte dos suíços e que as autoridades brasileiras não teriam apresentado provas suficientes que justificassem a cooperação entre os dois países. A cooperação, porém, foi adiante. A empreiteira apresentou um primeiro recurso diante do Tribunal Penal Federal da Suíça, que considerou que, no final de janeiro, o Ministério Público errou ao enviar os documentos e extratos bancários ao Brasil sem dar a chance para que os suspeitos envolvidos no caso pudessem ter feito um recurso para impedir a entrega dos dados. A decisão não exigia que a cooperação fosse suspensa e nem que os documentos já enviados fossem devolvidos. Mas solicitava que o processo fosse revisto. No dia 29 de fevereiro, depois de refazer o trâmite legal, a decisão do Ministério Público foi a de manter a transmissão dos documentos bancários ao Brasil. "No último dia de fevereiro, o escritório do procurador-geral emitiu a decisão final e ordenou a transmissão dos documentos nesse contexto", indicou nesta segunda-feira, 25, o Ministério Público suíço. Mas o caso foi reaberto graças a um novo recurso. "Fomos informados que, depois da notificação da decisão final, as partes envolvidas submeteram um recurso à Corte de Apelação do Tribunal Penal Federal", afirmou a procuradoria suíça. "O processo ainda está em andamento", completou o Ministério Público suíço, que indicou não poder dar detalhes por enquanto do caso. Para os investigadores, os extratos das contas movimentadas pela Odebrecht podem ser consideradas como fundamentais para entender quem foram os beneficiados pelas propinas. Pelos extratos, pagamentos foram identificados para ex-dirigentes da Petrobras. Juntas, as offshore ligadas à Odebrecht - Smith & Nash, Golac, Sherkson e Havinsur - teriam feito pagamentos de US$ 168 milhões entre 2006 a junho de 2014. Desse total, US$ 15 milhões foram para contas dos ex-diretores da Petrobras. Mas a investigação na Suíça já indicou que a Odebrecht mais que dobrou o volume de dinheiro movimentado a partir de 2012, em contas secretas no país controladas por empresas offshores. Entre 2008 e 2012, US$ 42 milhões foram movimentados por três empresas offshores com ligações com a Odebrecht na Suíça. Os nomes das empresas não foram revelados. Entre 2012 e julho de 2014, o volume movimentado chegou a "pelo menos" US$ 96 milhões, segundo documentos do Tribunal Superior de Justiça de 21 de janeiro de 2016. No documento, os suíços apontam suspeitas de que Odebrecht foi favorecida por "contratos superfaturados". Segundo o texto, ex-diretores da Petrobras indicaram que "aceitaram da empresa de construção brasileira Odebrecht propinas para garantir projetos superfaturados". "Como essas propinas eram lidadas ainda é algo que não está claro", diz o documento suíço. O foco dos investigadores de Berna é o destino do restante do dinheiro que não acabou nas contas do ex-diretores da Petrobras. No texto, os suíços reforçam que a empresa está sob investigação por "pagamento de propinas para influenciar políticos e executivos para alocar projetos em seu benefício". 

Relatório da Funcef mostra reais causas de prejuízos, e é arquivado



Um documento elaborado por três diretores da Funcef, fundo de pensão dos funcionários da Caixa, contrapõe as causas de parte do rombo bilionário acumulado pela entidade. Enquanto, oficialmente, técnicos da Fundação atribuem as causas dos prejuízos sobretudo a fatores conjunturais - como oscilações de mercado e instabilidade econômica -, os diretores defendem que, na verdade, pesaram principalmente fatores estruturais, como gestão omissa e decisões administrativas e de investimento equivocadas. "Questões conjunturais contribuíram parcialmente para as perdas observadas nos resultados dos planos administrados pela Fundação. Porém, é inequívoco o fato de que questões estruturais relacionadas a mudanças e reajustes ocorridos no REG/REPLAN, promovidas ou estimuladas pela Patrocinadora, para atender seus interesses, foram responsáveis pela maior parte do déficit apurado até o momento, senão pela sua totalidade", diz trecho do documento. De 2012 a 2014, a Funcef acumulou déficit de 12,5 bilhões de reais. O relatório, de 104 páginas, foi encaminhado ao Conselho Deliberativo, responsável por dar o direcionamento cabível, e, em seguida, arquivado. Questionada sobre o encaminhamento dado ao material, a assessoria da Funcef disse que a fundação preferia não se manifestar sobre o assunto. O relatório é assinado pelos diretores Max Mauran Pantoja da Costa, diretor de planejamento e controladoria, Antônio Augusto Mirando e Souza, diretor de administração, e Vanderlei Vale, diretor de benefício. Eles foram eleitos pelos participantes do fundo em 2014 para um mandato de quatro anos. O documento foi concluído no dia 2 de fevereiro deste ano. Como exemplos de decisões equivocadas, os diretores citam investimentos arriscados, como Sete Brasil e FIP Global, estímulos feitos para a migração aos planos REB e Novo Plano, o saldamento (cálculo de benefício do participante ativo ou aposentado, com base no direito acumulado no plano de benefícios) do REG/REPLAN, que deu origem a dois sub-planos, além de alterações introduzidas nas regras do planos de cargos e salários da Caixa. Os diretores também criticam o "modelo de supervisão deficiente" e a manutenção do voto de qualidade, o que "fragiliza decisões e prejudica resultados". Em 2014, a Funcef registrou o terceiro ano consecutivo com déficit em suas contas, com saldo negativo de 5,5 bilhões de reiais, considerando todos os planos. Segundo a fundação, um dos motivos que mais impactaram o resultado foi a queda dos preços das ações da Caixa e da mineradora Vale. Em 2015, a previsão é de um novo déficit bilionário, de cerca de 7 bilhões de reais. Em fevereiro, a entidade apresentou um plano para equacionar o déficit de 5,1 bilhões de reais registrados por um de seus quatro planos, o REG/REPLAN. Desse total, 1,9 bilhão de reais começará a ser pago em maio, metade pelos participantes (ativos e aposentados) e outra metade pela Caixa, ao longo de dezessete anos. No documento, os diretores da Fundação defendem que parte dos prejuízos não deveria ser compartilhada com os participantes. "Não há como dissociar a responsabilidade da Patrocinadora Caixa em relação aos investimentos aprovados com os recursos dos planos de benefícios administrados pela Funcef, tanto pela prevalência do poder de seus nomeados nas decisões de investimentos, como por sua omissão no exercício de seus dever legal de supervisão", afirmam os diretores. "Portanto, os prejuízos oriundos de tais decisões não podem ser compartilhados com os participantes", justificam. No último dia 14 foi aprovado na Câmara dos Deputados o relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura fraudes causadas em fundos de pensão. O rombo é estimado em 6,62 bilhões de reais nos quatro principais fundos de pensão do país: Funcef , Postalis (Correios), Previ (Banco do Brasil) e Petros (Petrobras). O número foi estimado com base em quinze negócios considerados suspeitos, que incluem a compra de títulos podres da Argentina e da Venezuela.

Fernando Henrique Cardoso avaliza entrada do PSDB no governo Temer


O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso tem dito a interlocutores nos últimos dias que não se opõe à participação do PSDB em um eventual governo comandado pelo vice-presidente Michel Temer. Por outro lado, nessas conversas, Fernando Henrique não tem incentivado a indicação de nomes do partido para ministérios, segundo lideranças tucanas. O partido deve decidir, na próxima semana, se participa diretamente de um eventual novo governo ou se apenas oferece apoio a Temer em votações no Congresso. Os dois lados têm utilizado a posição de Fernando Henrique para tentar convencer seus pares. Políticos próximos a Fernando Henrique acham pouco provável que ele tente influenciar publicamente a decisão do partido e dizem que o ex-presidente está mais interessado em dar conselhos sobre como deve ser a transição caso prospere o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Nas últimas semanas, ele tem sido procurado por aliados de Temer para debater o assunto. O partido deve dar a palavra final sobre sua participação no eventual governo Temer na reunião da executiva do partido, em 3 de maio. Enquanto o presidente nacional do PSDB, o senador Aécio Neves (MG), defende que os tucanos deem suporte apenas no Congresso, o vice-presidente, Alberto Goldman (SP), afirma que o partido tem o dever de integrar um novo governo: "O PSDB esteve à frente de todo o processo de impeachment. A partir do momento que ele é aceito, é natural que o PSDB participe do governo. Não podemos nos pautar por interesses de lideranças do partido nas eleições de 2018. Não tem cabimento se pautar por processo eleitoral", afirmou Goldman, que completou: "Claro que não vamos participar do governo sem colocar pautas mínimas, mas não participar me parece contrassenso". O diretório paulista do PSDB, ligado ao governador Geraldo Alckmin, pretende fazer uma consulta interna para apresentar uma posição fechada na reunião da executiva. Serão enviados e-mails para os cerca de 78 mil filiados ao partido no estado para saber o que eles esperam das lideranças em um eventual governo Temer. O deputado estadual Pedro Tobias, presidente do diretório, acredita que o partido deve tomar essa decisão com calma. "O PSDB tem que discutir a questão estrutural do país. Não é só ter espaço aqui, ali no governo. Isso o país não aguenta mais", disse Tobias. 

Renan comunica Dilma sobre formação da comissão do impeachment


O presidente do Senado, Renan Calheiros, enviou um ofício a presidente Dilma Rousseff informando-a da eleição da comissão especial do impeachment e abrindo espaço para que ela se manifeste, se desejar, desde que haja respeito aos prazos estabelecidos. Nessa primeira fase, da admissibilidade, não há previsão expressa de prazo para manifestação da defesa, somente o de dez dias para a elaboração do parecer e votação do relatório, a partir do primeiro dia de trabalho da comissão. “Nesse contexto, solicito a Vossa Excelência que, se desejar, manifeste-se junto à Comissão quanto às diligências ou providências que julgar pertinentes, sem prejuízo do prazo da comissão especial e daqueles legalmente estabelecidos”, diz trecho do ofício. A comissão foi eleita na tarde desta segunda-feira em votação simbólica. O senador Raimundo Lira (PMDB-PB), indicado para presidir a reunião, convocou a primeira reunião para a manhã desta terça-feira. A partir daí começa a ser contado o prazo, que é de até dez dias úteis. Ele já anunciou que permitirá uma manifestação do advogado-geral da União, o "porquinho" petista José Eduardo Cardozo.

Dívida pública cresce R$ 1 bilhão por dia


De acordo com dados da Secretaria do Tesouro Nacional e considerando a taxa Selic atual, de 14,25%, neste ano serão pagos R$ 392 bilhões de juros da dívida interna brasileira. Ou, R$ 1.075 bilhão por dia. Esta é a herança trágica que Michel Temer vai receber.

Justiça boliviana determina que Evo Morales faça teste de paternidade


A justiça boliviana determinou que o presidente Evo Morales deve fazer um exame de paternidade para revelar se é de fato o pai do filho de sua ex-companheira Gabriela Zapata. A mulher é investigada por tráfico de influência e enriquecimento ilícito. "Se houver uma ordem judicial, o senhor Morales acatará", disse o advogado do presidente, Ricardo Velásquez. O advogado de Zapata, Eduardo Leon, solicitou a presença de "peritos independentes" na avaliação da evidência científica, para evitar, segundo ele, irregularidades no processo que tem "risco de ser politizado". O caso veio a público em fevereiro, quando um jornalista divulgou uma certidão de nascimento que comprovaria a existência de um filho até então desconhecido de Morales. Pouco depois da revelação, o governo boliviano admitiu o relacionamento entre Evo e Gabriela Zapata e afirmou que o fruto desse relacionamento - um bebê nascido em 2007 - morreu com um ano de idade. A família de Gabriela negou a morte da criança. Uma tia da moça disse inclusive que o menino seria apresentado à imprensa em "um momento oportuno". Posteriormente, Morales também negou a existência do filho e afirmou que a certidão de nascimento era falsa. Uma investigação feita a pedido do ministro da Educação não encontrou nenhum aluno matriculado nas escolas bolivianas com o nome da criança, que não foi divulgado. O ministro do Governo, por sua vez, informou que nenhum menor com o nome apresentado pela mãe às autoridades havia saído do país. Por fim, Gabriela apresentou o menino que seria filho de Morales diante de uma juíza, que pediu o exame de DNA para esclarecer a questão. A investigação sobre a paternidade do menor ocorre paralelamente à de tráfico de influência. Sem ter nenhum título profissional, Gabriela foi designada em 2011 gerente comercial de uma subsidiária da multinacional chinesa CAMC Engineering, que obteve projetos do governo no valor de mais de 500 milhões de dólares, entre eles a construção de uma usina de açúcar e de uma fábrica de sais de potássio. Investigações da promotoria indicaram que Gabriela utilizava os escritórios do Ministério da Presidência para seus negócios. Ela, outra funcionária da empresa e um motorista foram detidos preventivamente durante a investigação.

Corte Interamericana decide processar Brasil por caso Vladimir Herzog


A Corte Interamericana de Diretos Humanos, um órgão da esquerdista OEA (aparelhão do Foro de São Paulo) aceitou a denúncia contra o Brasil no casoVladimir Herzog e vai processar o Estado brasileiro. A Advocacia-Geral da União já foi notificada. O interesse principal da Corte é saber se a Lei da Anistia ofende a Convenção Interamericana de Direitos Humanos.  Esse é e sempre foi o objetivo dos comunistas brasileiros, o de anular a lei de anistia e processar os que perseguiram terroristas de esquerda em nome do Estado. O caso de Vladimir Herzog foi denunciado à comissão em 2009 pelo Centro pela Justiça e o Direito Internacional, pela Fundação Interamericana de Defesa dos Direitos Humanos e pelo Grupo Tortura Nunca Mais de São Paulo (tudo esquerdista, tudo comunista). Até hoje, nenhum dos envolvidos na morte do jornalista foi responsabilizado pela tortura e assassinato de Herzog, em 1975. Não foi e não será, em decorrência da Lei da Anistia. 

TRF4 nega habeas corpus a ex-senador Gim Argello


O Tribunal Regional Federal da 4ª Região negou, em caráter liminar, pedido de habeas corpus apresentado pelo ex-senador Gim Argello, preso no dia 12 durante a 28ª fase da Operação Lava Jato. O ex-parlamentar é suspeito de receber propina para barrar os trabalhos de CPIs instaladas para investigar irregularidades na Petrobras. Os indicativos são de que Argello recebeu dinheiro das empreiteiras OAS e UTC para impedir que empresários fossem convocados para prestar esclarecimentos. Embora a defesa do ex-senador tenha alegado que sua influência política teria cessado com o fim do mandato, o desembargador João Pedro Gebran Neto afirmou que existem provas que ligam o ex-congressista ao funcionamento da CPI da Petrobras. A participação decisiva de Gim Argello sobre o futuro das investigações nas comissões de inquérito foi revelada nas delações premiadas do dono da UTC Engenharia, Ricardo Pessoa, e do ex-diretor da companhia, Walmir Pinheiro Santana. "É perturbador ver que o investigado, na condição de membro da CPI, deveria agir na apuração de tais ilícitos, mas age à margem da lei e da confiança depositada por seus eleitores", disse Gebran ao negar o pedido.

Supremo nega a obrigação de instalação imediata do processo de impeachment de Michel Temer

O ministro Marco Aurélio Mello (o pai da Letícia), do Supremo Tribunal Federal, negou nesta segunda-feira, 25, pedido de instalação imediata de processo de impeachment do vice-presidente Michel Temer. Apesar de ter determinado a abertura do processo, em decisão anunciada no mês passado, o ministro entendeu que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, não está protelando o andamento do caso, pelo fato de a comissão especial do processo não ter sido instalada. No mês passado, o ministro determinou ao presidente da Câmara abertura de pedido de impeachment contra Temer, apresentado pelo advogado Mariel Marley Marra. Após a decisão, Eduardo Cunha enviou ofício aos líderes partidários solicitando a indicação dos membros da comissão do impeachment de Temer, mas alguns partidos não indicaram os nomes e a comissão não foi instalada. Diante do impasse, Marra recorreu ao ministro pedindo prazo de 24 horas para instalação do colegiado e a aplicação de multa de R$ 3,3 milhões a Eduardo Cunha em caso de descumprimento. Na decisão desta segunda-feira (25), Marco Aurélio Mello reconheceu que Eduardo Cunha está cumprindo sua decisão, que determinou a aceitação do pedido, mas não descartou nova análise do caso, em caso de “intuito protelatório” do presidente. “Formalizado o ato de constituição da comissão especial e expedidos os ofícios por meio dos quais solicitava, aos líderes partidários, em obediência à medida acauteladora implementada, a designação dos deputados titulares e suplentes do colegiado, descabe acolher a alegação de descumprimento, sem prejuízo de nova análise, caso demonstrado o intuito protelatório da autoridade apontada como coatora”, afirmou o ministro. O advogado sustentou que Michel Temer deveria ser incluído no processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, ou que um novo pedido fosse aberto, por entender que há indícios de que o vice-presidente cometeu crime de responsabilidade. No recurso protocolado no Supremo, a Câmara sustenta que Michel Temer não pode responder por crime de responsabilidade, porque sempre assumiu a Presidência da República eventualmente, na ausência da presidente Dilma Rousseff. Os advogados da Câmara argumentam que o vice-presidente não pode ser responsabilizado pelos decretos que assinou sobre abertura de créditos suplementares. Segundo eles, Temer apenas deu continuidade às “iniciativas da presidente”.

Eleita a comissão do impeachment no Senado Federal, com apenas cinco votos favoráveis à petista Dilma


A comissão especial do impeachment foi eleita nesta segunda-feira pelo plenário do Senado Federal, dando largada à contagem regressiva para o julgamento que deve determinar, na segunda semana de maio, o afastamento da presidente Dilma Rousseff por até 180 dias. Dos 21 senadores titulares da comissão, apenas cinco são contrários ao impeachment: os petistas Lindbergh Farias (RJ), Gleisi Hoffmann (PR) e José Pimentel (CE) e os aliados Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Telmário Mota (PDT-RR). A comissão será responsável, na primeira etapa da tramitação do processo de impeachment no Senado, por elaborar e votar, em até dez dias úteis, um parecer sobre a admissibilidade da ação de impedimento. Na sequência, o documento é encaminhado ao Plenário do Senado, a quem cabe, se ratificar o relatório da comissão, determinar o afastamento temporário de Dilma do Palácio do Planalto. Neste caso, é necessária apenas maioria simples de votos - metade mais um dos presentes no dia da votação.  Com a provável confirmação do afastamento da presidente Dilma, é nesta fase que o vice-presidente Michel Temer assume temporariamente o controle do País, embora o procedimento de impeachment continue em tramitação no Senado, tanto para a coleta de novas provas quanto para o julgamento do libelo acusatório contra a petista, em meados de setembro. De perfil moderado, o senador Raimundo Lira (PMDB-PB) será o presidente da comissão especial do impeachment e já começa a articular para que o advogado-geral da União, o "porquinho" petista José Eduardo Cardozo e o jurista Miguel Reale Jr, responsáveis pela defesa e pela acusação contra Dilma por crime de responsabilidade, sejam ouvidos ainda nesta semana. O calendário de tramitação do impeachment na comissão ainda precisa ser alinhavado com o relator do caso no Senado, provavelmente o tucano Antonio Anastasia (PSDB-MG), já indicado pelo partido para o posto. Na sessão plenária desta segunda-feira, o PT apresentou questão de ordem alegando suspeição de Antonio Anastasia porque o tucano teria "evidente interesse no desfecho da votação", mas Renan Calheiros informou que apenas a comissão deve se debruçar sobre este impasse, e não o plenário da Casa. A primeira reunião da comissão, para oficializar a escolha do presidente e do relator, está agendada para as 10 horas desta terça-feira. Além do presidente, compõem a comissão como titulares os senadores Rose de Freitas (PMDB-ES), Simone Tebet (PMDB-MS), Dário Berger (PMDB-SC) e Waldemir Moka (PMDB-MS). Pelo bloco parlamentar da oposição, são titulares os tucanos Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), Antonio Anastasia (PSDB-MG) e Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), além do democrata Ronaldo Caiado (DEM-GO). No bloco de apoio ao governo, os indicados foram Lindbergh Farias (PT-RJ), Gleisi Hoffmann (PT-PR), José Pimentel (PT-CE) e Telmário Mota (PDT-RR). Completam a composição da comissão do impeachment como senadores titulares os seguintes congressistas: Romário (PSB-RJ), Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Ana Amélia Lemos (PP-RS), José Medeiros (PSD-MT), Gladson Cameli (PP-AC), Wellington Fagundes (PR-MT) e Zezé Perrella (PTB-MG). A comissão ainda conta com 21 senadores suplentes: Hélio José (PMDB-DF), Marta Suplicy (PMDB-SP), Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), João Alberto Souza (PMDB-MA), Paulo Bauer (PSDB-SC), Ricardo Ferraço (PSDB-ES), Tasso Jereissati (PSDB-CE), Davi Alcolumbre (DEM-AP), Humberto Costa (PT-PE), Fátima Bezerra (PT-RN), Acir Gurgacz (PDT-RO), João Capiberibe (PSB-AP), Roberto Rocha (PSB-MA), Cristovam Buarque (PPS-DF), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Sérgio Petecão (PSD-AC), Wilder Morais (PSD-AC), Otto Alencar (PSD-BA), Eduardo Amorim (PSC-SE) e Magno Malta (PR-ES). Entre os suplentes, cinco senadores - Capiberibe, Randolfe, Humberto Costa, Fátima Bezerra e João Alberto - são contrários ao impeachment. Não declararam voto outros três: Roberto Rocha, Otto Alencar e Acir Gurgacz. Uma vaga de suplente a ser indicado pelo PMDB ainda está em aberto. Na sessão que elegeu a comissão do impeachment, um grupo de senadores ditos independentes apresentou questionamento para que o processo de impedimento de Dilma tramitasse em conjunto com um pedido já apresentado contra o vice-presidente Michel Temer, mas que ainda precisa ser analisado em uma comissão especial na Câmara. Renan Calheiros, porém, negou o pedido estapafúrdio.

Venda da AES Sul deve sair ainda neste semestre


A venda da distribuidora AES Sul, que atende 118 municípios no Rio Grande do Sul e dos mesmos donos da Eletropaulo, caminha a passos largos. A expectativa é que o negócio seja concluído ainda neste semestre. No páreo, está a CPFL, que tem concessões na mesma área e vê ganhos de escala no negócio.

Delegação brasileira abandona sessão do Mercosul por retaliação pelo impeachment


A cerimônia de comemoração aos 25 anos do Mercosul começou nesta segunda-feira com um mal-estar geral entre a delegação brasileira e o presidente do Parlasul, o argentino peronista Jorge Taiana. Compondo uma delegação de catorze representantes ao evento, realizado no Uruguai, os parlamentares brasileiros foram posicionados nas últimas cadeiras, atrás mesmo dos assessores técnicos das demais delegações. O isolamento provocou desconforto no grupo, acostumado a figurar entre as primeiras fileiras, e provocou imediata reação: a saída em debandada da cerimônia, ficando apenas os deputados petistas Ságuas Moraes (MT) e Benedita da Silva (RJ) e Jean Wyllys (PSOL-RJ). O lugar reservado à delegação foi visto como uma retaliação por parte do presidente do Parlasul, que nos últimos dias classificou o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff como um "golpe parlamentar", comparando-o à destituição de Fernando Lugo, ex-presidente do Paraguai, e ainda afirmou que a ação é um esforço da direita para desestabilizar o governo e evitar o retorno de Lula à Presidência em 2018. Taiana foi ministro de Relações Exteriores no governo Kirchner entre 2005 e 2010. "Não cabe a ele fazer esse tipo de julgamento, a não ser que tivesse sido produto de algum debate", afirmou o deputado Heráclito Fortes (PSB-PI), um dos que deixaram a cerimônia. "O presidente do Parlasul se rebaixou a um militante do PT. Ele deveria honrar o cargo e não se intrometer nas decisões das nossas instituições", disse o deputado Marcelo Aro (PHS-MG). "A localização da nossa delegação tem uma simbologia muito grande. Ele quis dar um recado muito claro de retaliação ao processo de impeachment, e ele não têm o direito de nos retaliar", continuou o congressista. Conforme os relatos, o senador Roberto Requião (PMDB-PR), presidente da delegação, concordou com a retirada do grupo. O presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, ainda tentou contornar o mal-estar diplomático e pediu o retorno do grupo à cerimônia, mas não foi atendido. Os parlamentares estudam a elaboração de uma nota de repúdio ao presidente do Parlasul, o peronista Jorge Taiana. O evento no Uruguai termina nesta terça-feira após a reunião de sessões plenárias. "Nós vamos reagir", promete o petebista Benito Gama (BA).

Lula fala a partidos de esquerda estrangeiros e agride Legislativo: "é quadrilha que fez a agenda do caos no Brasil”

O ex-presidente e o presidente do PT, Rui Falcão, falaram na Aliança Progressista, evento de partidos de esquerda de diferentes países

Por Reinaldo Azevedo - O ex-presidente Lula se manifestou publicamente, hoje, pela primeira vez desde a aprovação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara. Na abertura do seminário internacional da Aliança Progressista, um evento que reúne partidos de esquerda de diferentes países, o petista disse que o Brasil viverá “momentos de combate democrático” e que aqueles que tentam destruir o PT não terão sucesso, pois haverá “muita luta”. Ao falar sobre o processo de impedimento de Dilma, Lula afirmou que a presidente foi vítima de um “pelotão de fuzilamento” e que a Câmara dos Deputados é comandada por uma “quadrilha legislativa que implantou a agenda do caos no Brasil”. Em um determinado momento, o ex-presidente admitiu que o atual governo tem lá suas falhas, mas, segundo ele, a culpa da crise é da oposição, que apostou em “aprofundar o caos” por não aceitar o resultado da eleição de 2014. Lula fez dois discursos para o encontro. Um deles foi lido por Luiz Dulci, diretor do Instituto Lula, para poupar sua voz. Também presente, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, voltou a atacar o vice-presidente Michel Temer. Na abertura do seminário internacional da Aliança Progressista, o dirigente petista chamou Temer de “traidor” e de “comandante do golpe”. Segundo ele, o peemedebista conspirou abertamente contra Dilma e, caso se torne mesmo presidente, apresentará ao Brasil “um programa antipopular, de supressão de direitos civis e sociais, e de privatizações”. No discurso, Falcão criticou também a imprensa e outros setores da sociedade. Para ele, “a escalada golpista só foi possível graças à participação ativa do grande capital, de setores do aparato policial e judicial do estado, mancomunados com a mídia monopolizada e a oposição de direita”.

"Subiram" mais dois bandidos que entraram em confronto com a Brigada Militar


As estatísticas estão melhorando no Rio Grande do Sul. Um assalto a uma agência dos Correios no bairro Lomba Grande, em Novo Hamburgo, terminou com dois assaltantes mortos na manhã desta segunda-feira (25). Segundo a Brigada Militar, pelo menos três assaltantes atacaram a agência, localizada na rua João Aloysio Algayer. Ao se depararem com agentes da Brigada Militar, os criminosos fizeram um cordão humano com quatro reféns, que foram levados juntos até uma camionete usada pelos assaltantes. Houve perseguição e troca de tiros. Dois assaltantes ainda não identificados morreram. Um terceiro, identificado como Leolino Bombana, foi preso logo depois. A polícia não descarta a participação de um quarto criminoso e faz buscas. Além da Brigada Militar, estão no local do assalto a Polícia Civil e a Polícia Federal. É preciso responder com firmeza a esses bandidos para que eles saibam que não terão sucesso e se contenham. 

CMN autoriza abertura e fechamento de conta bancária pela internet


A partir desta segunda-feira, clientes poderão abrir ou fechar contas de depósito ou de poupança sem necessidade de comparecer ao banco, como era exigido até agora. Regulamentação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) na sexta-feira e divulgada nesta segunda-feira permite que os processos sejam feitos de forma remota, por meio da internet. A norma faz parte do Programa Otimiza BC, que, segundo a instituição, permite a ampliação da oferta de produtos e serviços financeiros à população de forma segura e eficiente. Para que isso ocorra, as instituições devem adotar procedimentos e controles para garantir a autenticidade, integridade, confidencialidade e segurança das informações e documentos eletrônicos exigidos. A chefe do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro do BC, Sílvia Marques, avaliou que o investimento inicial para abertura de contas remotas pode ser "bem pesado". "Pode ser que, no primeiro momento, não signifique redução, mas aumento de custos. Isso vai depender da tecnologia do banco", disse. Segundo ela, este é mais um passo para alinhar o sistema às novas tecnologias já existentes. A norma do CMN prevê diversos procedimentos de segurança contra a lavagem de dinheiro. Questionada se esse meio não poderia intensificar o aumento de irregularidades, a chefe de departamento negou, argumentando que, ao contrário, a medida pode até dificultar a existência de fraudes. "Os instrumentos permitem várias checagens eletrônicas e permitem dizer que o risco está mitigado", argumentou. A instituição pode, por exemplo, valer-se de um vídeo ou de uma assinatura com certificação eletrônica. "O que se permite é que os bancos possam utilizar tecnologia de reconhecimento de voz, pessoal, de documentos para processo de abertura de contas", explicou. Ferramentas como "reconhecimento de voz e imagem" não estão colocadas de forma explícita na resolução, que trata de "mecanismos de controle". A regulação existente antes desta norma do CMN já permitia movimentação eletrônica de contas, mas exigia contato presencial em algum momento com o banco. Também liberava a abertura de contas de forma remota, mas desde que ela estivesse vinculada a uma outra conta já existente. Segundo Sílvia, este não foi um pedido específico do setor, mas a regulamentação visa a avançar o atendimento em relação às tecnologias existentes.

Companhias aéreas vão reduzir mais vôos em maio por causa da recessão


A partir de 1º de maio, a oferta de vôos no País cairá ainda mais. Só a Gol cortará 180 vôos diários, incluindo redução de frequências e suspensão de rotas. A empresa vai deixar de voar para quatro destinos domésticos (Imperatriz, Altamira, Ribeirão Preto e Bauru) e quatro internacionais (Miami, Orlando, Aruba e Caracas), além de adiar por tempo indeterminado o início do vôo para Cuba. No dia 17 de maio, a Azul inicia a sua malha de inverno, com ajustes nas ligações para 20 cidades e corte nos vôos para Cascavel e Pelotas — depois de ter paralisado neste mês as operações na Pampulha (BH) e em Rio Branco (AC). E, no dia 22 de maio, a TAM vai diminuir as frequências semanais entre Galeão e Miami. Os cortes vão acentuar ainda mais o processo de encolhimento da malha, segundo levantamento da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Na terceira semana de abril de 2016, o setor fez uma programação de 18.572 vôos domésticos, uma diferença de 1.131, na comparação com o mesmo período do ano passado. No caso das ligações para fora do País, a diferença é de 45 vôos a menos. O enxugamento da oferta faz parte do planos de negócios das empresas para recuperar receitas, diante da crise na economia, que afugentou os passageiros, principalmente de negócios, que pagam tarifas mais caras. Além disso, a oscilação do câmbio afeta os custos operacionais da aviação. Um executivo do setor disse que o principal objetivo é recuperar tarifas para cobrir prejuízos: "A tarifa média caiu 18% entre 2014 e 2015 e, nesse momento de dificuldades, precisamos recuperar tarifas". Com o enxugamento das rotas, o Galeão perdeu dez vôos (de 452 para 442), considerando seis destinos (Salvador, Guarulhos, Congonhas, Brasília, Curitiba e Manaus). No Santos Dumont, o número foi mantido em 702, mas houve redução nas ligações para Congonhas, Brasília e Guarulhos e aumento para Curitiba e Salvador. A saída da Gol de algumas rotas vai prejudicar a concorrência em Imperatriz (só Azul e TAM continuam lá); Altamira (só Azul); Ribeirão Preto (Azul, TAM e Passaredo) e Bauru (Azul e TAM). Com o corte de frequências da Azul, os passageiros de Cascavel e Pelotas terão menos opções (ficarão apenas dois vôos em Cascavel e um em Pelotas). Somente Azul e Passaredo operam nestes dois destinos. No caso do Rio de Janeiro, por exemplo, desde o dia 17 deste mês, está suspenso o vôo direto da TAM entre Manaus e Galeão (as alternativas são as conexões em Brasília e São Paulo). No dia 10, a empresa já tinha cortado de sete para cinco o número de frequências semanais entre Galeão e Nova York (JFK), e no próximo dia 22, será reduzida a oferta de assentos para Miami. No Santos Dumont, a Azul deixou de fazer a rota para Congonhas (um vôo aos sábados), para o aeroporto da Pampulha, de Florianópolis e de Campo Grande. Os ajustes começaram em janeiro e se acentuaram neste mês. Segundo a Infraero, as opções de vôos também caíram em Curitiba, onde as obras acabaram de ser entregues; em Santarém-PA; em Salvador, que teve o saguão ampliado e aumento dos check-ins; e em Vitória, que está em obras. Com a saída da Azul da Pampulha, a lanchonete foi fechada por causa da queda no movimento. O aeroporto de São José dos Campos-SP foi reformado, mas não tem mais vôos. A TAM, única empresa que atendia o terminal, suspendeu as operações. Mesmo no Santos Dumont, um dos mais demandados do País em função da ponte aérea Rio-SP, houve redução na malha de 10%, segundo a Infraero. O novo pátio do aeroporto foi entregue recentemente, além de uma nova área comercial e de alimentação e um hotel. Levantamento do site de vendas de passagens Decolar.com mostra que os pacotes para maio já estão mais caros, na comparação com o mesmo mês de 2015, considerando os dez destinos mais procurados pelos turistas. Para Curitiba, o aumento médio no preço do pacote chegou a 206%, seguido por Florianópolis (137%), Gramado (109%) e Maceió (89%). No caso de Natal, a alta foi de 50%; Porto Seguro (46%); Recife (42%); Rio de Janeiro (40%) e Porto Alegre (16%). Houve queda na tarifa média apenas para Foz do Iguaçu. Nos vôos internacionais, a alta mais expressiva foi para Cancun (México), de 26%; seguido por Montevideo (Uruguai), de 23%; Punta Cana (República Dominicana), de 10%; e Las Vegas, de 8%. Em compensação, o custo caiu em outros destinos, como Buenos Aires (Argentina), Orlando (EUA) e Santiago (Chile). (O Globo)

Temer enfrenta dificuldades para montar base no Congresso


Sob a expectativa de assumir o Palácio do Planalto, o vice-presidente Michel Temer (PMDB) está tendo dificuldade para montar uma base aliada consistente no Congresso. Principal interlocutor do gabinete de uma provável transição, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) não está conseguindo amarrar apoios. A direção executiva do PSB, partido que conta com 33 deputados federais e sete senadores, vai se reunir nesta quinta-feira, para definir uma posição sobre um eventual governo Michel Temer (PMDB). A maioria do colegiado defende a mesma linha que hoje é majoritária no PSDB: não participar com cargos caso Temer assuma a Presidência. A proposta é apoiada pela maioria da direção da legenda e defendida por dois caciques do partido, o vice-governador de São Paulo, Márcio França, e o governador de Pernambuco, Paulo Câmara. "Uma virtual nova administração precisa ter liberdade para escolher os melhores quadros. É preciso acabar com o toma lá, dá cá", diz o presidente do PSB, Carlos Siqueira. O discurso oficial do gabinete de transição é que eventual novo governo terá, de partida, os 367 votos favoráveis ao impedimento de Dilma Rousseff na Câmara, número que viabiliza a votação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC). Na prática, porém, a "independência orgânica" dos dois maiores partidos de oposição tende a levar Temer para a permanente e desgastante negociação de varejo com partidos como PP, PSD e PR, que compõem o chamado "centrão", na verdade um baixo clero formado por mediocridades políticas. "Tem partido que morreu com a Dilma e pode acabar ressuscitando no governo Temer", diz o deputado Silvio Torres (SP), secretário-geral do PSDB. Ele defende a licença do partido por tucanos que aceitarem cargos em eventual novo governo. Para não perder o controle sobre suas bancadas, a cúpula do DEM já visitou Temer. Disse que dará apoio congressual ao novo governo, mas exigiu que qualquer conversa aconteça em caráter institucional. "Se ele precisar do apoio de um quadro nosso, a conversa será institucional", diz o senador José Agripino, presidente da legenda. Aliados de Temer reconhecem que a proposta de reduzir o número de ministérios é simpática, mas dificultará a montagem da base. A saída será ocupar o segundo escalão, mas isso pode gerar uma agenda negativa.

Petista Rui Falcão chama Temer de traidor em evento internacional do esquerdismo


Nesta segunda-feira (25), na abertura do seminário internacional da Aliança Progressista, que reúne partidos de esquerda de diferentes países, em São Paulo, o presidente do PT, Rui Falcão, seguiu a estratégia de denunciar à comunidade internacional o que chamam de golpe. O poderoso chefão da ORCRIM, Lula, também participa do evento. No discurso, Falcão chamou o vice-presidente Michel Temer (PMDB) de traidor e criticou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). "A presidente Dilma não cometeu crime algum. Não pesa contra ela qualquer denúncia de corrupção ou de recebimento de propina. Ao contrário de seu principal algoz, o presidente da Câmara dos Deputados que conduziu a primeira fase do processo, o deputado Eduardo Cunha, réu no Supremo Tribunal Federal pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, ocultação de bens e evasão de divisas", atacou o jornalista petista Rui Falcão. Ele chamou Temer de comandante do golpe: "Comanda o golpe o vice-presidente da República, que registra 1% de intenção de voto, caso passasse pelo teste das urnas. E que acumula nas pesquisas uma rejeição próxima de 80%. Traidor de sua colega de chapa, contra a qual conspira abertamente, Temer já anunciou um programa antipopular, de supressão de direitos civis e sociais, de privatizações e de entrega do patrimônio nacional a grupos estrangeiros", acusou Falcão. E afirmou: "A escalada golpista só foi possível graças à participação ativa do grande capital, de setores do aparato policial e judicial do Estado, mancomunados com a mídia monopolizada e a oposição de direita". Quer dizer, o País inteiro, só isso. 

Senador Raimundo Lira diz que comissão do impeachment será instalada nesta terça-feira


A comissão especial do Senado que analisará o impeachment da presidente Dilma Rousseff vai realizar sua primeira reunião nesta terça-feira (26). A informação foi confirmada nesta segunda-feira (25) pelo senador Raimundo Lira (PMDB-PB), indicado pelo partido para presidir o colegiado. Os 21 titulares e 21 suplentes da comissão serão eleitos pelo plenário do Senado na tarde desta segunda-feira – todos os nomes foram indicados até a última sexta-feira (22). Por ser o mais velho do grupo, Lira é quem convoca a primeira reunião do colegiado, que ratificará sua escolha para presidi-lo. Segundo Lira, neste primeiro encontro de terça-feira será eleito também o relator da comissão, função responsável por elaborar o parecer contra ou a favor da admissibilidade do processo de impeachment. O PSDB indicou o senador Antonio Anastasia (MG) para o cargo, mas o PT é contra e ainda tenta articular um outro nome. O problema do governo é que tem apenas cinco dos 21 votos dentro da comissão, o que dificulta barrar o tucano numa eleição interna. Lira planeja levar o parecer da comissão a voto no dia 9 de maio, último dos dez dias úteis previstos para que o colegiado especial conclua seu trabalho. No caso, ele prevê que o plenário do Senado vote o mesmo parecer – que decidirá pela abertura ou não do processo – em 12 de maio, uma quinta-feira. São necessários os votos de pelo menos 41 dos 81 senadores para que o processo seja aberto e Dilma afastada por até 180 dias. Mas já é público que 50 senadores são a favor da admissibilidade do caso.

Dívida pública total do Brasil sobe 2,38% em março, aponta o Tesouro Nacional


O estoque total da dívida pública federal, incluindo as dívidas interna e externa, teve alta de 2,38% em março sobre fevereiro, chegando a R$ 2,887 trilhões, período em que o País voltou a fazer captações externas e beneficiado pelo mercado cambial. A dívida externa, no período, recuou quase 6%, informou o Tesouro Nacional nesta segunda-feira, a R$ 133,19 bilhões, devido sobretudo à valorização do real frente às moedas que compõem o estoque do passivo. O dólar, por exemplo, caiu pouco mais de 10% sobre o real no período. No mês passado, o governo captou US$ 1,5 bilhão de dólares, ou 5,42 bilhões de reais, por meio do Global 2026, novo título de referência. O Tesouro informou ainda que a dívida pública mobiliária federal interna subiu 2,81% em março sobre o mês anterior, somando 2,754 trilhões de reais. A emissão líquida somou R$ 45,03 bilhões no mês passado, com apropriação positiva de juros de R$ 30,25 bilhões. Para 2016, o Tesouro fixou a dívida total entre R$ 3,1 trilhões e R$ 3,3 trilhões, segundo o Plano Anual de Financiamento (PAF). Em relação à composição da dívida pública federal, os títulos atrelados à Selic reduziram seu peso, passando a 24,92% no mês passado, sobre 25,09% em fevereiro. No ano, o Tesouro estima que essa fatia ficará em 30% a 34% da dívida, já que esses papéis pós-fixados têm maior procura pelos investidores em momentos de percepção de aumento de risco. Os títulos prefixados passaram a 37,17% em março, contra 36,56% no mês anterior, ao passo que os papéis corrigidos pela inflação foram a 33,08%, sobre 33,05% antes. Em março, a parcela dos investidores estrangeiros em títulos da dívida interna caiu a 16,73%, contra 17,72% em fevereiro.

O mistério de Manguinhos


A única refinaria privada do País, a de Manguinhos, além de não refinar uma gota sequer de petróleo há anos e não pagar ICMS dos combustíveis que vende, pode estar sendo usada para outros fins. Apesar de existirem inúmeros fornecedores no Golfo Pérsico, Manguinhos compra derivados de petróleo de um exportador de nome Carrollton Oil, situado nas Ilhas Virgens Britânicas. Sabe-se lá porquê, paga até 90% mais caro do que o preço internacional. Em 2015, a refinaria chegou a pagar mais de R$ 2 por litro de óleo bruto de petróleo, enquanto a gasolina A já pronta vendida pela Petrobras no mercado interno estava custando menos de R$ 1,40. Manginhos pertence ao advogado Ricardo Magro, ligado a Eduardo Cunha e à cúpula do PMDB carioca. No ano passado, Manguinhos pediu à ANP autorização para importar cerca de 40 milhões de litros de óleo bruto por mês. Mas parece que os negócios vão de vento em popa: este ano, somente em janeiro e fevereiro, o pedido foi de cerca de 300 milhões de litros do principal insumo da gasolina. (De Lauro Jardim)

Temer descarta recriação da CPMF e aumento de impostos se assumir a Presidência da República


O vice-presidente Michel Temer descarta aumentar impostos em vigor e também rejeita criar um tributo nos mesmos moldes da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), se assumir a Presidência da República. Em conversas com alguns de seus principais conselheiros, o vice avaliou que, com a economia em recessão, o País não tem como suportar essa carga agora. A estratégia para fechar as contas públicas numa eventual gestão de Temer passa pelo corte de gastos públicos e reformas estruturais, a exemplo das mudanças sugeridas para a Previdência. A solução tem o apoio do ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, com quem Temer conversou no sábado, 23, e do ex-ministro da Fazenda, o guru da ditadura militar e do petismo, Delfim Netto, que se reuniu com ele na semana passada. No domingo, 24, foi a vez do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, se encontrar com Temer, no Palácio do Jaburu, para entregar uma proposta de ajuste fiscal sem aumento de impostos, com enfoque no corte de gastos públicos e na melhoria da gestão. A reunião durou seis horas. Na saída, Skaf afirmou que, embora o objetivo da visita não fosse "colher compromissos", Temer concordou com a visão de que o aumento da carga tributária acabaria agravando a crise econômica. "Numa situação como essa, em que os serviços públicos são de má qualidade, de escândalos de corrupção, o governo não deveria ter essa moral de pedir à sociedade mais impostos", afirmou Skaf: "Tem que mostrar serviço primeiro. Tem que dar o exemplo, cortar desperdício, cortar gastos, acertar as contas dentro do orçamento. A partir daí, com a retomada do crescimento, a arrecadação de impostos aumentará naturalmente". A Fiesp é responsável pela campanha "Não vou pagar o pato", contra o aumento de tributos, e esteve presente no apoio ao impeachment da presidente Dilma Rousseff. A campanha nasceu em setembro de 2015, contra a reedição da CPMF. Filiado ao PMDB, Skaf agora desponta como conselheiro de Temer e disse no domingo que não apoiará, "em hipótese nenhuma", a volta do tributo ou a criação de outro imposto. "Há, sim, formas de se ajustar as contas, sem aumento de impostos, sem prejuízo dos programas sociais. Há muito desperdício, muito gasto que pode ser evitado", afirmou. Estudos da Fiesp mostram que, a cada um ponto porcentual de aumento do Produto Interno Bruto (PIB), a arrecadação aumenta 1,5 ponto. Skaf disse que não conversou com o vice sobre a formação do Ministério, caso o impeachment da presidente seja aprovado no Senado. Meirelles foi sondado no sábado por Temer para comandar a Fazenda. Embora oficialmente negue a sondagem, Meirelles disse a Temer que pode aceitar a tarefa, desde que tenha carta branca para comandar a área econômica, sem ingerências políticas. A exigência prevê que a escolha de nomes para o Ministério do Planejamento, Banco Central, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e até Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) passe pelo seu crivo. 

Na Lava Jato teve até propina com etiqueta

O empresário Ernesto Kugler Rodrigues era o intermediário do casal petista Paulo Bernardo e Gleisi Hoffman para o recebimento de propinas. O doleiro Alberto Youssef mandou fazer uma entrega para ele, com o pacote que enrolava o dinheiro etiquetado com as iniciais: “P. B./Gleisi”. Ernesto Kugler Rodrigues contou o dinheiro, reclamou dizendo que não dava nem para cheirar e ainda que era muito pouco. E ficou muito bravo porque o pacote tinha as iniciais dos destinatários. E, com tudo isso, ainda nem há processo aberto contra a senadora petista. 

Bené, o operador de Fernando Pimentel, continua receber dinheiro do governo petista, e muito

Bené, o operador de Fernando Pimentel e Dilma Rousseff, continua a receber uma fortuma do governo da petista, embora esteja preso. Informa revista Época: "A Gráfica Brasil, da família do empresário Benedito Oliveira, o Bené, preso na Operação Acrônimo, recebeu R$ 40 milhões do governo desde 2015. O contrato principal é com o ministério da Saúde". As agências de publicidade que atendem o ministério da Saúde foram as que mais repassaram dinheiro para a Pepper de Fernando Pimentel e Dilma Rousseff: Angelo Pacheco, Borghi & Lowe e Propeg.