quinta-feira, 12 de maio de 2016

Cai sigilo na ação criminal que corre no STJ contra o petista Fernando Pimentel



O ministro Herman Benjamin derrubou nesta quinta-feira o sigilo da ação penal que corre no STJ contra o governador petista de Minas Gerais, o ex-terrorista Fernando Pimentel. Além de tornar os autos públicos, também deu 15 dias para apresentação da sua defesa. 

Juiz mineiro suspende posse de mulher do governador petista Fernando Pimentel no secretariado

O juiz Michel Curi e Silva, de Minas Gerais, deu mais um golpe no petismo nesta quinta-feira. Ele emitiu uma decisão em processo que pedia a suspensão da posse de Carolina Pereira Oliveira Pimentel, mulher do governador petista Fernando Pimentel, no secretariado estadual. O autor do processo apontou que a iniciativa de Fernando Pimentel foi uma explícita tentativa de obstrução da Justiça, e uma maneira de dar foro privilegiado à sua mulher, para impedir que ela seja presa no curso da Operação Acrônimo na qual é investigada. Disse o juiz: "Por fim , deve ficar claro que o que me deixou plenamente convencido a, neste momento, deferir o pedido liminar foi a sucessão de e soma dos inquestionáveis fatos e acontecimentos que precederam a nomeação hostilizada pelos autores, a saber: o fato de tratar-se da mais próxima e íntima parente do Senhor Governador (sua esposa), somado aos fatos de que ela se encontra na situação de 'alvo' em conhecida investigação da Polícia Federal e de que as diversas ações populares asseveram que o intuito da nomeação foi o de tentar beneficiar a própria esposa, valendo-se de um mandato popular". Assim como a tentativa deu errado em Brasília, quando a petista Dilma Rousseff quis dar foro privilegiado ao poderoso chefão Lula, nomeando-o para a chefia da Casa Civil, e assim evitar a sua prisão na Lava Jato, deu errado agora também em Minas Gerais. 

Do lado de fora do palácio, Lula era a cara da decadência

Deu tudo errado. Antes que o PT desse consequência a seus delírios totalitários, que vinham consubstanciados numa proposta absurda de reforma política, a economia começou a desandar. Ou melhor: a fortuna bilionária de todos os erros começou a cobrar a sua fatura

Por Reinaldo Azevedo - As portas do Palácio do Planalto, Lula parecia pra lá de Marrakesh. Estava aéreo, bateu palma poucas vezes, os olhos estavam injetados. Havia ansiolítico ali. Compreensível! Via desmoronar o poder petista, concebido para ser eterno. Há muito o PT já é também poder, não apenas projeto. Na cabeça dos valentes, no entanto, a obra só se completaria com o extermínio dos adversários. E, no entanto, acontece isso que se vê. Cumpre lembrar: o PT quebrou as pernas do DEM, emparedava o PSDB e já se preparava para se voltar com o PMDB, o seu mais importante aliado adversário, e até contra os evangélicos, com os quais pretendia conquistar “fiéis”. Deu tudo errado. Antes que o PT desse consequência a seus delírios totalitários, que vinham consubstanciados numa proposta absurda de reforma política, a economia começou a desandar. Ou melhor: a fortuna bilionária de todos os erros começou a cobrar a sua fatura. E veio à luz, então, a Lava Jato. As crises econômica e política de conjugaram, e a real natureza do PT se revelou como nunca antes na história “destepaiz”. Mais uma vez, os petistas resolveram usar a sua arma nada secreta: Lula. A presidente afastada teve o topete de nomear ministro o seu antecessor, que, dias antes, submetido a uma condução coercitiva, ameaçou a todos com a “vingança da jararaca”. Antes mesmo do ato de nomeação, procurou as autoridades de Brasília e manteve reuniões a portas fechadas, conspirando abertamente contra a Lava Jato e os fundamentos da República. Tendo sido impedido de tomar posse pelo Supremo, Lula acoitou-se num quarto de hotel e passou a se comportar como o virtual dono da República. Cargos da República era negociados no seu feirão. Os petistas saíam aos quatro ventos: “Agora, sim, tudo vai mudar. Afinal, Lula está no comando”. A verdade que se viu foi bem outra: a nomeação do chefão, pouco depois de gravações escabrosas terem ido ao ar, implica um claro desafio ao Ministério Público e à Polícia Federal. O termo de posse que Dilma antecipou àquele que seria seu ministro expôs, de maneira cabal, o que merece o nome de conspiração e se caracteriza como “obstrução da Justiça”. Isso tudo explica aquela cara de Lula. Já houve um tempo em que todas as besteiras que dizia viravam lei. Desta feita, bateu no peito, disse que fazia e acontecia e deu com os burros n’água. Aquela cara à porta do Palácio era a cara da decadência, de quem não entendeu até agora as regras da democracia.

Crise em torno do balanço da Eletrobras é problema imediato para Temer


O risco de a Eletrobras ser retirada da lista das empresas com ações negociadas na Bolsa de Valores de Nova York com o aval da SEC, o órgão regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos, se transformou no problema mais imediato a ser enfrentado pela equipe econômica do presidente em exercício Michel Temer. O impasse é considerado mais emergencial porque a estatal tem prazo até o próximo dia 18 de maio para apresentar à SEC formulário referente ao balanço de 2014, que está pendente. A empresa já admitiu nesta quarta-feira, em comunicado ao mercado financeiro, que poderá não cumprir o prazo de entrega da documentação dos exercícios de 2014 e 2015 e evitar a deslistagem dos seus ADRs (recibos de ações), negociados no mercado americano. Caso isso ocorra, fontes do governo avaliam que há risco também de desaceleração da dívida da empresa. Isso significa que os credores da estatal poderão, na prática, cobrar antecipadamente dívidas da companhia. O senador Romero Jucá (PMDB-RR), que assumirá o Ministério do Planejamento, já entrou em campo na quarta-feira para buscar informações junto à área econômica sobre o problema da estatal na tentativa de buscar uma solução. A crise em torno do balanço da empresa foi classificada por ele como uma verdadeira "bomba" a ser desarmada. Jucá listou "80 pontos emergenciais" que precisam ser resolvidos pelo governo Temer e esse está no topo. O impasse da estatal foi provocado por problemas do balanço da empresa de dois anos atrás, que está pendente na SEC por falta de apresentação de documentação. O prazo para a estatal entregar o formulário 20-F ao órgão regulador está próximo, mas a companhia enfrenta problemas em relação às conclusões da comissão externa de investigação de suas finanças. No comunicado de quarta-feira, a Eletrobras informou que o atraso ocorreu após a citação da Eletronuclear, subsidiária da Eletrobras, nas investigações feitas pela Polícia Federal no âmbito da operação Lava Jato. A Eletrobras informou que está mantendo contato com a SEC e a bolsa americana para discutir os procedimentos necessários para possibilitar o arquivamento dos formulários. Segundo a empresa, os trabalhos de investigação em curso, ainda não estão substancialmente completos, portanto, as informações disponíveis não são suficientes para que a companhia avalie, de acordo com a legislação do Brasil e dos Estados Unidos da América, a eventual ocorrência de impactos sobre as demonstrações financeiras. Se houver o cancelamento da autorização por parte da bolsa, a Eletrobras informou que poderá alterar seu Programa de ADRs para que eles possam continuar sendo negociados no mercado Over the Counter (OTC), que é mercado não regulamentado.

Cercado de desafios, Temer assume e fala em governo de "salvação nacional"


O político paulista Michel Temer, de 75 anos, deu início ao capítulo culminante de suas quase cinco décadas de vida pública às 17 horas desta quinta-feira, quando se pronunciou pela primeira vez como presidente da República, depois do afastamento de Dilma Rousseff do cargo, como consequência da abertura do processo de impeachment contra ela no Senado. No setor Leste do Palácio do Planalto, o mesmo de onde Dilma proferiu seu derradeiro pronunciamento à imprensa, Temer falou a jornalistas por 30 minutos e mostrou que, ao menos no discurso, está ciente das tarefas que precisa abordar com urgência. Quando Dilma venceu as eleições, em 26 de outubro de 2014, os efeitos corrosivos da Operação Lava Jato sobre a reputação dos políticos, associados aos erros colossais na gestão da economia, faziam com que seu segundo mandato tivesse início num cenário de tempestade perfeita. Esse cenário permanece, e não há nada no horizonte que autorize uma euforia cega. A Constituição Federal prevê que o julgamento de Dilma leve no máximo seis meses, ou 180 dias, depois dos quais ela pode ser reempossada ou afastada definitivamente. No Senado, a previsão é que o processo dure menos tempo, cerca de quatro meses. Temer sabe que, na prática, dispõe de prazo ainda mais exíguo para alcançar feitos básicos nos campos da política e da economia. Na primeira esfera, ele precisa angariar apoio entre a população e assegurar uma base de sustentação no Congresso. A rejeição a Dilma nunca se traduziu em apoio a Temer: pesquisa Datafolha divulgada em 18 de abril mostra que a rejeição ao vice é um traço comum aos grupos pró e contra o impeachment. Levantamento do mesmo instituto de 9 de abril mostra que o porcentual de brasileiros que defendem a saída dele é igual ao dos que defendem a de Dilma: 60%. O afastamento da presidente impopular não deu a seu vice um capital de simpatia que ele possa esbanjar. Não à toa Temer reiteradamente repetiu nesta quinta-feira, em seu discurso de posse, o quão urgente é a pacificação nacional. E falou em fazer um governo de "salvação nacional". "O diálogo é o primeiro passo para enfrentarmos os desafios para avançar e garantir a retomada do crescimento", afirmou o presidente interino. A necessidade de conquistar o brasileiro comum é ainda mais premente quando se leva em conta que o PT, agora na oposição, deve mobilizar bases e sindicatos para tornar difíceis todos os dias de seu governo, e que o entorno de Dilma promete inclusive manter um "gabinete paralelo" em Brasília, para questionar as medidas que ele tomar e vender a ideia de que está em curso o desmonte das políticas sociais implementadas pelo partido em seus treze anos de poder. Temer salientou não apenas que manterá programas sociais, como o fez, segundo suas palavras, em letras garrafais. "Sabemos todos que o Brasil ainda é um país pobre. Portanto, reafirmo que vamos manter o Bolsa Família, o Pronatec, o Fies, o Prouni, o Minha Casa Minha Vida, entre outros projetos que deram certo": E prosseguiu: "Precisamos acabar com a crença de que, assumindo outrem, destrói-se o que foi feito. Vamos prestigiar o que deu certo". Quanto à consolidação de uma base de apoio, Temer mostrou a utilidade dos muitos anos despendidos no dia a dia da política: antes mesmo do "discurso de posse", seu ministério já estava formado - a lista com os nomes saiu assim que Dilma foi oficialmente notificada de seu afastamento. Não se trata de um ministério de "notáveis", muito menos blindado contra o fisiologismo. Mas ele veio com uma vitória simbólica: o novo presidente em exercício conseguiu acomodar as pressões e demandas dos partidos que se aliaram a ele (até segunda ordem) num gabinete com 22 pastas, 10 a menos que o de Dilma. Ao longo de todo discurso, Temer salientou a importância de governar com o apoio do Congresso. Temer ainda reforçou o compromisso com sistemas que coíbam desvios e se comprometeu com o prosseguimento da Lava Jato. No entanto, pelo menos três nomes da nova Esplanada estão às voltas com a operação, incluindo um dos mais próximos do presidente interino, o senador Romero Jucá é alvo de inquéritos no Supremo Tribunal Federal por suspeitas de integrar a quadrilha do petrolão, pedir propinas, disfarçadas de doações eleitorais, em obras da usina nuclear de Angra 3 e ainda aparece em trocas de mensagens com empreiteiros da OAS como responsável por possíveis emendas em uma medida provisória de interesse do grupo. Mesmo que se deixem de lado os problemas estruturais da economia brasileira, ligados, por exemplo, à estrutura tributária ou da Previdência Social, a crise instaurada por Dilma Rousseff não tem solução imediata. Como diz o jargão do mercado, índices ruins de inflação, crescimento econômico e desemprego já estão "contratados" para os próximos meses. Mas há uma tarefa que Dilma foi incapaz de realizar, embora ela esteja ao alcance de um presidente: fomentar um clima de confiança entre investidores, empreendedores, trabalhadores e consumidores. De fato, a tragédia brasileira no momento atual pode ser descrita em boa parte como fruto de uma crise de confiança, consequência, sobretudo, do aumento descontrolado de gastos da máquina pública nos anos Dilma. Por isso foram positivos os trechos do discurso em que ele assumiu o compromisso de reequilibrar as contas públicas, mandou recados ao mercado e aos setores produtivos e tratou das chamadas Parceria Público Privadas como forma de incentivar a criação de empregos, o que reflete o caráter liberal do manifesto econômico Ponte Para o Futuro, lançado pelo PMDB no mês passado. Temer também mandou recados aos setores produtivos e afirmou: "Não podemos mais falar em crise. É preciso trabalhar". Foi auspiciosa ainda a coragem de tocar já no ato de posse em um tema tão urgente quanto complicado: a reforma da Previdência. Já nesta sexta-feira os novos ministros anunciarão suas primeiras medidas, sobretudo relacionadas à economia. Será o início de fato de seu governo. E como afirma o presidente em exercício: "O presente e o futuro nos desafiam".

PSB também adere ao governo Temer e leva o ministério da Integração Nacional

Os dois últimos ministros escolhidos por Michel Temer só foram conhecidos no momento da posse. São Fernando Bezerra Filho, do PSB, o que significa a inclusão dos socialistas no governo; e Helder Barbalho, do PMDB, filho do senador Jader Barbalho. Agora são 24 ministros no total. Mas, mais do que isso, assegura no mínimo mais um voto para ultrapassagem dos dois terços necessários de votos de senadores na votação final do impeachment, com a cassação do mandato da petista Dilma Rousseff e dos seus direitos políticos. 

PT vai organizar viagens para Dilma e gabinete paralelo ao de Temer, diz Mercadante

O PT vai articular com organizações e movimentos sociais de esquerda (na verdade, as suas milícias setoriais) da Frente Brasil Popular uma agenda de viagens e atos políticos pelo País a ser cumprida pela presidente afastada Dilma Rousseff com parlamentares e seus ex-ministros. Ao mesmo tempo, os ex-integrantes do primeiro escalão de Dilma devem acompanhar “cada um na sua área” as primeiras ações do governo interino do vice-presidente Michel Temer (PMDB), conforme o ex-ministro Aloizio Mercadante, que já devia estar na cadeia, como Delcidio do Amaral, por sua obstrução à Justiça. A base dos “ministros” será em Brasília (DF), em local a ser definido, mas o espaço poderá funcionar na sede do PT. Eles não devem montar escritório no Palácio da Alvorada, residência de Dilma. “A Frente Brasil Popular vai fazer um calendário de mobilizações pelo País e vamos para o debate político, tanto na defesa de mérito, porque isso é a abertura de um processo (de impeachment contra Dilma), quanto na defesa do nosso legado, das nossas políticas. Esse é um enfrentamento que vai ter que ser feito”, disse o agora ex-ministro da Educação, o "aloprado" Aloizio Mercadante (PT), um dos mais próximos da presidente nos dois mandatos: “Ficarei em Brasília à disposição dela. Eu e todos os ministros vamos dar absoluta prioridade a essa agenda. Vou trabalhar nisso tempo integral e dedicação exclusiva, não tenho outra pauta". O ex-ministro da Justiça, Eugênio Aragão, afirmou que vai se apresentar de volta ao Ministério Público Federal, mas já pode até tirar férias do órgão. Ele já havia dito antes que estaria à disposição de Dilma se ela o chamasse. O ex-advogado-geral da União, o "porquinho" petista José Eduardo Cardozo (PT), afirmou que conseguiu aval da Comissão de Ética da Presidência da República para se manter à frente da defesa de Dilma na comissão processante do Senado. 

O petista mensaleiro Delúbio Soares é réu de novo, agora no Petrolão

O juiz federal Sérgio Moro aceitou a denúncia do Ministério Público Federal contra o empresário Ronan Maria Pinto (de Santo André), o ex-tesoureiro petista e condenado pelo Mensalão do Pt, Delúbio Soares, o publicitário mineiro Marcos Valério e o jornalista petista Breno Altman no âmbito da Operação Carbono 14, que investiga o repasse de R$ 6 milhões do Banco Schahin para o dono do Diário do Grande ABC. Também foram denunciados Enivaldo Quadrado, Natalino Bertin, Luiz Carlos Casante, Osvaldo Rodrigues Vieira Filho e Sandro Tordin. Todos agora são réus. A investigação sobre a operação de lavagem de dinheiro também é fundamental para se chegar aos verdadeiros mandantes do assassinato de Celso Daniel. E agora a Lava Jato cruzou seus caminhos com o assassinato do prefeito petista corrupto Celso Daniel. 

Lucro do Banco do Brasil desaba 60% no primeiro trimestre com aumento das provisões contra calote


A despesa com provisão contra calote de uma empresa específica do setor de óleo e gás ajudou a derrubar o lucro do Banco do Brasil em quase 60% no primeiro trimestre deste ano quando comparado com igual período de 2015. O banco afirmou que a provisão foi de R$ 2,02 bilhões apenas para essa empresa no período. A despesa total no trimestre foi de R$ 9,145 bilhões, crescimento de 60% em um ano. O lucro líquido ajustado do Banco do Brasil tombou 57,6%, para R$ 1,286 bilhão, a maior queda entre os grandes bancos de capital aberto do País. O Bradesco e o Itaú também tiveram recuo no lucro devido ao aumento de provisões para grandes empresas. No caso do Bradesco, uma reserva de recursos para possível calote da Sete Brasil impactou o resultado do banco. O Santander registrou leve crescimento. A carteira de crédito ampliada do Banco do Brasil avançou 2,3%, para R$ 775,6 bilhões. O banco reforçou que a estratégia do banco segue de aumento nas concessões em linhas com garantia, como o crédito consignado e imobiliário. O estoque de empréstimos para empresas médias e pequenas teve contração de 9,3% na mesma base de comparação. "A gente continua fazendo operações em segmentos de risco menor", disse José Maurício Pereira Coelho, vice-presidente de gestão financeira e relações com investidor do banco. A linha de cheque especial, contudo, cresceu 11% no período, para R$ 2,830 bilhões. "A gente conseguiu reduzir a inadimplência do cheque especial, estabilizar a inadimplência do cartão de crédito", disse Raul Moreira, vice-presidente de Negócios de Varejo. A inadimplência acima dos 90 dias subiu para 2,6% no primeiro trimestre e deve continuar em alta, segundo Coelho. "É possível ver ainda uma subida dos níveis atuais de inadimplência, vai depender muito de quando a economia vai encontrar novo ciclo de retomada", disse o vice-presidente de relações com investidor. Coelho evitou fazer comentários sobre mudanças no comando do banco com a posse do presidente interino Michel Temer (PMDB) nesta quinta-feira. "Para nós, executivos, o que cabe é conduzir a empresa no dia a dia. Não cabe a nós nenhum tipo de opinião e comentário", disse.

Comissão de Ética autoriza "porquinho" petista José Eduardo Cardozo a seguir à frente de defesa de Dilma


O ex-ministro da Justiça, o "porquinho" petista José Eduardo Cardozo, informou nesta quinta-feira (12) que foi autorizado pela Comissão de Ética Pública da Presidência da República a seguir à frente da defesa de Dilma Rousseff no processo de impeachment mesmo exonerado do comando da AGU (Advocacia Geral da União). "Eu fiz uma consulta à Comissão de Ética da Presidência da República. Ela disse que tenho de cumprir um período de quarentena, mas que em relação às causas relativas ao impeachment, não haveria nenhum conflito para que eu seguisse à frente. Não só para não prejudicar a defesa, mas também porque eu já atuava como advogado dela", explicou. Na saída de cerimônia de despedida da petista, no Palácio do Planalto, ele antecipou que montará uma espécie de banca jurídica para fazer a defesa da presidente afastada no análise final do processo de impeachment no plenário do Senado Federal. "Eu tinha uma equipe de advogados na AGU e, agora, teremos de ter uma equipe de advogados da presidente Dilma Rousseff", ressaltou. O petista informou que se reunirá com a presidente afastada nesta quinta-feira (12) no Palácio do Alvorada, onde ela montou uma espécie de governo paralelo para o período que estiver fora do cargo. Menos de dez minutos após Dilma deixar com sua equipe o Palácio do Planalto, assessores do presidente interino Michel Temer já estavam no segundo andar do prédio, onde vai ocorrer a cerimônia de posse dos ministros do governo interino e sua declaração à imprensa. Temer divulgou a lista de seus ministros enquanto a agora presidente afastada ainda discursava do lado de fora do Palácio do Planalto.

Michel Temer fará discurso de abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro

O presidente Michel Temer será o responsável por declarar aberto os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Ele não vai pisar no gramado do Maracanã e fará um rápido pronunciamento da tribuna de honra da arena carioca. Por volta das 11h30 desta quinta-feira (12), Temer foi notificado do afastamento da presidente Dilma Rousseff e se tornou oficialmente presidente enquanto durar o processo de impeachment no Senado, cujo prazo máximo são 180 dias. Apenas o presidente da Rio-2016, Carlos Arthur Nuzman, e o presidente do COI (Comitê Olímpico Internacional), Thomas Bach, vão descer ao gramado para discursar.


A cerimônia de abertura da Olimpíada é um dos eventos mais midiáticos da competição. Dezenas de chefes de Estado estarão no estádio carioca. O convite a Temer será enviado nos próximos dias. A abertura dos últimos eventos esportivos no País foi sempre um momento traumático para os políticos brasileiros. No Pan-07, o poderoso chefão e  ex-presidente Lula foi vaiado no Maracanã lotado. Na época, Lula estava com a popularidade em alta e aliados do petista acusaram o então prefeito César Maia de orquestrar a vaia no estádio. Na Copa das Confederações de 2013 foi a vez de Dilma Rousseff. Ela foi vaiada no estádio Mané Garrincha pelos torcedores. Na ocasião, Joseph Blatter, ex-presidente da Fifa, chegou a pedir educação ao público, mas não adiantou. No ano seguinte, Dilma assistiu ao jogo de abertura da Copa do Mundo na Arena Corinthians, mas não fez discurso. Ela apenas assistiu ao jogo da seleção na tribuna. Mesmo assim, Dilma foi hostilizada por parte do público quando sua imagem aparecia no telão do estádio.

'Líder profundamente impopular': noticiário internacional repercute afastamento de Dilma


O Senado Federal brasileiro aprovou, no amanhecer desta quinta-feira, o afastamento da presidente petista Dilma Rousseff da Presidência da República. A notícia teve forte repercussão no noticiário internacional, que há semanas vem dando destaque ao processo de impeachment da petista. O jornal americano The New York Times se referiu a Dilma como "uma líder profundamente impopular" que provocou "a raiva pública generalizada de um sistema corrupto e uma economia maltratada". A publicação lembrou que o País passará a ser governado pelo vice-presidente, Michel Temer, "que tem sido acusado por violar limites de financiamento de campanha e agora estará sobre enorme pressão política para conter a pior crise política do Brasil em décadas". O texto ainda ressalta que a crise política brasileira acontece "enquanto o país luta para conter a propagação do Zika vírus e apenas a meses dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro". Já a emissora CNN considera que o processo de impeachment de Dilma "não será totalmente calmo", já que seus apoiadores "se comprometeram a tomar as ruas em retaliação, garantindo uma longa e potencialmente confusa batalha pela frente". O jornal britânico The Guardian ressaltou que Dilma foi a primeira mulher a se tornar presidente do Brasil e que a sua popularidade "despencou junto com a economia". A publicação lembrou que seu afastamento acontece "a menos da metade do fim de seu mandato" e "coloca problemas econômicos, paralisia política e alegadas irregularidades fiscais à frente dos 54 milhões de votos que a puseram no cargo". O texto ainda afirma que muitos dos senadores que vão julgá-la "são acusados de crimes ainda mais graves" e que o "impeachment é mais político do que jurídico". Ainda na Grã-Bretanha, o jornal Financial Times afirmou que "é provável que Dilma perca o seu eventual julgamento" e que, se isso acontecer, a presidente deixará o cargo a dois anos e sete meses do fim de seu mandato. "Isso também dará fim a 13 anos de governo de seu partido de esquerda, o PT, o mais recente movimento para o centro na política da América do Sul, que vive o fim de seu boom econômico". A publicação também faz um questionamento sobre Michel Temer: "Cerimonioso e de fala mansa, com reputação de ser como uma esfinge, o advogado de 75 anos terá de lidar com três crises simultâneas. Ele estará à altura desta tarefa?", diz o texto, referindo-se às crises econômica, ética e política. O Le Monde, da França, lembrou que "a impopular presidente acusou diversas vezes o seu vice-presidente de um golpe de Estado", afirmando que Temer se tornou "um adversário da presidente desde março", com o fim da coalizão entre PMDB e PT. Já o espanhol El País chamou a votação do Senado desta quarta-feira de "histórica" e afirmou que Dilma deve sair do Palácio do Planalto pela porta principal, "um gesto explícito que quer dizer que ela acata mas não aprova a decisão". 

Dilma deixa o governo sem ter entendido o que são as instituições brasileiras


Oficialmente afastada nesta quinta-feira do Palácio do Planalto, Dilma Rousseff insistiu em seu derradeiro discurso na idéia petista de que a democracia é simbolizada apenas pelo voto popular. Ao tachar novamente o processo de impeachment de golpe e questionar sua validade, ela mais uma vez ignorou as instituições que fazem do Brasil um Estado democrático de direito - e que chancelaram o processo que culminou no seu afastamento. "É na condição de presidente eleita com 54 milhões de votos que eu me dirijo a vocês neste momento. O que está em jogo não é apenas o meu mandato. É o respeito às urnas, à vontade soberana do povo brasileiro e à Constituição", disse ela. Dilma deixou o Planalto na sequência do discurso pela porta da frente e foi cumprimentar os militantes que a esperavam. Lá, foi recebida pelo padrinho político, o poderoso chefão Lula, com expressão completamente perdida. Seguindo a tática que a levou ao segundo mandato, Dilma insistiu no discurso do medo. "O que está em jogo são as conquistas dos últimos treze anos, os ganhos das pessoas mais pobres e da classe média, a proteção às crianças, aos jovens chegando nas universidades, à valorização do salário mínimo", afirmou: "O que está em jogo é o futuro do País e a esperança de avançar sempre". A agora presidente afastada culpou ainda a oposição pelo caos político e econômico em que sua própria incompetência mergulhou o Brasil: "Meu governo tem sido alvo de incessante sabotagem. Ao me impedirem de governar, criaram um ambiente propício ao golpe". Ela acusou os oposicionistas de "mergulhar o País na instabilidade para tomar à força o que não conquistaram nas urnas". Como de praxe, ignorou que seu vice Michel Temer, que assume nesta quinta-feira o Palácio do Planalto, foi eleito em sua chapa, com os mesmos 54 milhões de votos que ela recebeu. Dilma deixou claro ao longo de todo o discurso que não reconhece a letra da Constituição que estabelece o impeachment - e as instituições que a fizeram ser cumprida. Embora o rito do impedimento tenha sido estabelecido pelo Supremo Tribunal Federal e o processo conduzido pela Câmara e pelo Senado - cujos integrantes também são eleitos pelo voto popular -, Dilma negou sua validade. "Não cometi crime de responsabilidade. Não há razão para o impeachment. Não tenho contas no Exterior, não compactuei com a corrupção. Esse é um processo frágil e injusto, desencadeado contra uma pessoa honesta e inocente". afirmou ela em raciocínio exótico. Ela classificou as ações que ensejaram a acusação de crime de responsabilidade contra si de "legais, corretas, necessárias e corriqueiras". "O maior risco para o País nesse momento é ser dirigido pelo governo dos sem voto, que não foi eleito e não terá legitimidade para propor soluções", afirmou Dilma, que adotou na sequência uma retórica que beira o irresponsável: "Um governo que pode ser tentado a reprimir os que protestam contra ele, que nasce de um golpe". A petista ainda chamou os brasileiros à luta: "A luta pela democracia não tem data para terminar. É luta permanente e exige de nós mobilização constante. A luta contra o golpe é longa. Essa vitória depende de todos nós". A petista discursou em ambiente claramente planejado para disfarçar seu isolamento: cercada de seus agora ex-ministros e por parlamentares do que restava de sua base. Dilma foi ladeada pelo fiel escudeiro Giles Azevedo e pela ministra Eleonora Menicucci. Embora tenha falado em resistir, ao longo de todo discurso a presidente deu mostras de que nem ela própria crê no seu retorno ao prédio que acaba de deixar: embora, a rigor, só comece agora o julgamento do mérito do impeachment, todos os verbos de seu discurso falavam de um governo que já acabou. Ao sair do Planalto, Dilma foi recebida por uma militância que mal encheu o gramado. E também por aquele responsável por colocá-la no posto. Lula não falou, mas seu semblante abatido e choroso deixou evidente: o PT não acredita que voltará ao poder ao fim deste processo.

Michel Temer falará as 15 horas no Palácio do Planalto e dará posse coletiva ao ministério

Às 15 horas o presidente Michel Temer assumirá o comando do Palácio do Planalto, fará um pronunciamento e empossará o ministério. Os ministros serão aconselhados a assumirem seus postos imediatamente e começarem a trabalhar esta tarde. 

Dilma demitiu Lula da Casa Civil, ele é aquele que nunca foi ministro, e já pode ser preso


O poderoso chefão e ex-presidente Lula foi demitido hoje pela presidente Dilma Roussef, afastada esta madrugada pelo Senado. A demissão saiu no Diário Oficial. É o primeiro caso de um ministro ter sido demitido sem ter tomado posse. Um escracho total, coisas que só acontecem em um desgoverno petista. Lula está agora sem foro privilegiado e poderá ser preso pelo juiz Sérgio Moro. Dilma Rousseff demitiu também todos os ministros. Eles foram instruídos a deixar relatórios, mas a não fazer transmissões de cargos. Ministros como Edinho Silva, Jaques Wagner e Aloizio Mercadante, agora sem foro privilegiado, poderão ser presos pelo juiz Sérgio Moro.

Confira o ministério que tomará posse às 16 horas com o presidente Michel Temer

Eis a lista dos ministros de Michel Temer que tomarão posse às 16 horas no Palácio do Planalto sob nova gerência:
Gilberto Kassab, ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações
Raul Jungmann, ministro da Defesa
Romero Jucá, Planejamento, Desenvolvimento e Gestão
Geddel Vieira Lima, ministro-chefe da Secretaria de Governo
Sérgio Etchegoyen, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional
Bruno Araújo, ministro das Cidades
Blairo Maggi, ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Henrique Meirelles, ministro da Fazenda
Mendonça Filho, ministro da Educação e Cultura
Eliseu Padilha, ministro-chefe da Casa Civil
Osmar Terra, ministro do Desenvolvimento Social e Agrário
Leonardo Picciani, ministro do Esporte
Ricardo Barros, ministro da Saúde
José Sarney Filho, ministro do Meio Ambiente
Henrique Alves, ministro do Turismo
José Serra, ministro das Relações Exteriores
Ronaldo Nogueira de Oliveira, ministro do Trabalho
Alexandre de Moraes, ministro da Justiça e Cidadania
Mauricio Quintella, ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil
Fabiano Augusto Martins Silveira, ministro da Fiscalização, Transparência e Controle (ex-CGU)
Fábio Osório Medina, Adocacia Geral da União

É possível ampliar a margem de segurança? Vejam como votaram os senadores

No PMDB, houve dois contrários e duas ausências; senador do partido de Marina também diz não

Por Reinaldo Azevedo - Vamos partir do princípio de que os 55 que votaram nestas quarta e quinta em favor da abertura do processo tendem a votar também pela condenação. Já são 55 votos — e bastam 54 para cassar o mandato da presidente. Será que essa margem pode ser ampliada? Vamos ver. Abaixo, vocês encontram o quadro sobre como votou cada senador. O governo conquistou apenas 22, assim distribuídos:
PT – 11
PCdoB – 1
PSB – 2
PTB – 2
Rede – 1
PMDB- 2
PDT – 1
PSD – 1
Sem partido 1
Houve ainda duas ausências, e o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), não votou.


É possível ampliar essa margem de segurança? Vamos ver. Obviamente, os defensores do impeachment não podem pensar em ganhar nada entre os 11 senadores do PT e uma do PCdoB. No PSB, os dois contrários são notórios militantes de esquerda, ainda que mais moderada: João Capiberibe (AP) e Lídice da Mata (BA). Também Telmário Motta (PDT-RR) fez um discurso radical contra o impedimento. Walter Pinheiro (BA), petista até outro dia e hoje sem partido, manteve a fidelidade ao governo nesse particular. Está prestes a assumir uma secretaria no governo baiano, comandado pelos seus ex-companheiros. Randolfe Rodrigues, ex-petista, segue fazendo o papelão da Rede, de dona Marina Silva. Há um grupo de 17 senadores, pois, que são fiéis a Dilma nesse caso e ponto final. Esqueçam qualquer negociação.
Entre os não esquerdistas, a presidente afastada conquistou 5 votos:
– Armando Monteiro (PTB-PE);
– Elmano Ferrer (PTB-PI);
– Otto Alencar (PSD-BA);
– Roberto Requião (PMDB-PR);
– João Alberto (PMDB-MA).
Alguém aí pode mudar de lado? Não há nenhuma razão de natureza ideológica que explique esses votos. Noto à margem que os três senadores da Bahia, estado sob a influência de Jaques Wagner e governado por um petista (Rui Costa), votaram com Dilma: Lídice da Mata (PSB), Otto Alencar (PSD) e Walter Pinheiro (sem partido). O PMDB teve ainda duas ausências: Eduardo Braga (AM), que foi ministro de Minas e Energia de Dilma, e Jàder Barbalho (PA), cujo filho chegou a ser apontado para um ministério no governo Temer, mas parece que isso não está exatamente acertado. Ou por outra: o partido do vice deixou de dar quatro votos em favor da admissibilidade do processo de impeachment: João Alberto e Roberto Requião, que foram contrários, e Jáder Barbalho e Eduardo Braga, que não compareceram.

ATENÇÃO, ATENÇÃO - DILMA ESTÁ FORA DA PRESIDÊNCIA

6h32 - abertura do painel para votação, 55 votos pelo SIM, e 22 pelo NÃO. Está aprovada a instalação do processo de impeachment de Dilma Rousseff. Ela será afastada da Presidência da República às 10 horas, quando será comunicada do resultado pelo 1º Secretário da Mesa do Senado, senador Vicentinho Alves. Logo após será notificado o vice-presidente Michel Temer para tomar posse.

DILMA FOI DESTITUÍDA POR 107,2 MILHÕES DE VOTOS

Dilma Rousseff sempre alegou que presidente eleita com 54,4 milhões de votos não pode sofrer impeachment, como se reclamasse o “direito” de não ser investigada. Se é isso o que conta, os senadores que a destituíram somam número de votos quase duas vezes maior que o dela. Somente os 53 senadores que declararam apoio ao impeachment antes da sessão desta quarta-feira (11) tiveram 107.244.453 votos. Os senadores que apoiaram o governo Dilma, na votação do impeachment, foram eleitos por um total 38,2 milhões de votos. Os votos de Dilma em 2014 somados àqueles obtidos pelos senadores que votaram contra o impeachment, ontem, totalizam 92,6 milhões. A soma de votos da chapa Dilma-Temer nas duas eleições é inferior à soma de eleitores dos senadores pró-impeachment: 102,1 milhões. Em 2014, 141.824.607 de brasileiros votaram nas eleições; os votos dos senadores pró-impeachment representaram 75,6% dos eleitores.