sábado, 14 de maio de 2016

Ministro da Defesa diz que Rio de Janeiro vive uma "situação delicada"


O novo ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou nesta quinta-feira (12) que o Rio de Janeiro, sede das Olimpíadas deste ano, vive hoje uma "situação delicada" e que este foi o tema de discussão de sua primeira reunião à frente da pasta, na sexta-feira (13). Jungmann disse que vai informar o presidente interino, Michel Temer, e conversar com as autoridades do Rio de Janeiro sobre a situação da cidade, pois é preciso "mostrar o Rio não só para o mundo mas também para os brasileiros". Questionado se apoiava a idéia do ex-ministro da Defesa, Aldo Rebelo, de vincular 2% do PIB (Produto Interno Bruto) para a pasta, Jungmann afirmou que "não é hora" de discutir o assunto e que "R$ 400 milhões ou R$ 500 milhões" já resolveriam os problemas dos projetos que estão com falta de recurso nas três forças: Exército, Marinha e Aeronáutica. "Precisamos de estabilidade. Não dá para ficar ao sabor de grandes mudanças. Não vamos solucionar as questões orçamentárias a curtíssimo prazo. Precisamos de horizonte", declarou.

Corte de gastos com publicidade sob Temer vai atingir sites pró-PT

O presidente interino Michel Temer (PMDB) ordenou a realização de um pente-fino nos gastos com publicidade do governo, o que vai implicar corte do financiamento de sites e blogs pró-PT que eram beneficiados na gestão Dilma Rousseff. A informação foi antecipada pelo jornal "O Globo". Segundo auxiliares de Temer, a ordem é que o dinheiro destinado à publicidade não deve financiar opinião, mas sim produtos jornalísticos de interesse público. A partir desta semana, a Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República) fará um levantamento do dinheiro e contratos disponíveis na área para que a diretriz do peemedebista seja aplicada. Durante os governos Dilma e Lula, sites e blogs simpáticos ao PT recebiam financiamento do Planalto e, muitas vezes, eram privilegiados em entrevistas exclusivas com a presidente agora afastada e com o ex-presidente. A prática foi alvo de críticas da oposição e levou o então ministro da Secom, Thomas Traumann, ao Congresso no ano passado para esclarecer o financiamento a esse tipo de publicação e o uso de robôs virtuais para o envio de mensagens automáticas, revelada em um documento vazado da própria secretaria. No governo Temer, a Secom, que ficará sob a responsabilidade do jornalista Márcio Freitas, perderá o status de ministério, mas manterá toda a estrutura e recursos. A secretaria cuidará da verba publicitária, imprensa nacional e estrangeira, veiculação de notícias em sites e blogs, entre outros. Os gastos previstos com propaganda da Presidência, tanto institucional como de utilidade pública, era de R$ 252 milhões. Desse valor, até o fim de abril, tinham sido pagos cerca de R$ 80 milhões, segundo dados do sistema de orçamento federal. Assessores do presidente interino dizem que a redução de gastos, uma das prioridades do governo peemedebista, será também aplicada na Secom, mas campanhas publicitárias de emergência, como a do combate à epidemia de zika, vão ser analisadas e, provavelmente, mantidas. O ministério das Comunicações, sob a batuta de Gilberto Kassab (PSD), continuará cuidado do setor de telecomunicações, internet, TV, rádio e concessões. Também na área de Comunicação, Temer vai trocar a direção da EBC (Empresa Brasil de Comunicação). O jornalista Ricardo Melo será substituído pelo também jornalista Laerte Rímoli. A diretoria executiva da EBC, porém, reagiu à mudança e divulgou nota afirmando que a lei prevê mandato de quatro anos para o presidente da empresa, independentemente do mandato do presidente da República. Ainda assim, a direção pode ser trocada por decisão do Conselho Curador do órgão. Auxiliares de Temer, por sua vez, dizem que a então presidente Dilma Rousseff nomeou Melo "às pressas", na véspera da votação do impeachment no Senado. Eles afirmam que se for preciso mudar leis ou estatutos para garantir a troca, isso será feito. Rímoli trabalhou na campanha de Aécio Neves (PSDB-MG) à Presidência em 2014 e foi diretor de comunicação da Câmara na gestão do então presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Gilmar Mendes assume presidência do TSE e diz que País "resistiu bravamente" a desmandos


A posse do ministro Gilmar Mendes na presidência do Tribunal Superior Eleitoral na quinta-feira foi marcada pelo impacto do afastamento da petista Dilma Rousseff da Presidência da República e posse do presidente interino Michel Temer (PMDB), ocorrida horas antes. De um lado, o peemedebista ouviu que está "legitimado" para comandar o País e, de outro, indiretamente recebeu o recado de que é preciso dar soluções efetivas para o "desenlace da abissal crise política". Gilmar Mendes ainda desejou sucesso em sua "difícil missão" e avisou que o tribunal não compactuará com os abusos econômicos e políticos cometidos nas eleições de 2014. Na abertura da cerimônia, o ministro Dias Toffoli, que deixou a presidência do TSE, destacou que Temer compôs a chapa presidencial vitoriosa nas eleições de 2014, que reelegeu Dilma.


"Vossa excelência esteve aqui e foi diplomado como vice-presidente por esta Justiça Eleitoral, estando devidamente legitimado como chefe de Estado da nação brasileira", disse Toffoli. Em um de seus discursos mais duros sobre a crise política e repleto de frases de efeito, Gilmar Mendes disse que a Operação Lava Jato mostrou que o País se reorientou, situação que vem desde o Mensalão do PT, quando o escândalo do governo do poderoso chefão Lula mostrou que a "era da impunidade e da complacência com os poderosos sucumbia". Segundo o ministro, os desdobramentos do esquema de corrupção da Petrobras, "comprovam, de forma cabal, que o Brasil leniente e apático ficou para trás". O ministro disse ainda que abusos econômicos e políticos macularam as últimas disputas, agora são objeto de detida e rigorosa análise judicial. Ele foi relator da prestação de contas da campanha de Dilma, que foram aprovadas,mas ainda continuam em análise. O TSE discute ações de cassação de Dilma Rousseff e Temer. O presidente interino já pediu para deixar de ser responsabilizado nos processos e ministros do TSE indicam que há espaço para discutir a questão. O ministro fez fortes críticas aos governos petistas e afirmou que "tem-se a viva impressão de que nossa combalida República parece ter sido tomada de assalto por empedernida trupe de insensatos". Segundo Gilmar Mendes, isso foi motivado por um "presidencialismo de cooptação". "Esses conchavos, longe de assegurar apoio ou sobrevivência política, corroem a legitimidade da representatividade popular, estimulam abertamente crimes como a corrupção desenfreada - inclusive como modo de governança -, a falsidade ideológica, a lavagem de dinheiro e a formação de quadrilha, entre outros tantos delitos, ademais de satanizar desbragadamente a atividade política", disparou. Gilmar Mendes disse ainda que "soubemos resistir bravamente a esse imenso e revolto mar de desmandos, valendo-nos apenas de ferramentas legais", revelando "solidez da democracia brasileira - nosso mais valioso capital." Em mais uma alfinetada, o ministro apontou que "o Brasil requer políticas públicas eficientes em vez de estratégias publicitárias. O Brasil clama por planejamento realista e execução competente, ao invés de ilusões pirotécnicas". O ministro atacou o novo modelo de financiamento das eleições, que excluiu as doações de empresas, classificando de "verdadeiro salto no escuro", já que a mudança ocorreu sem transição. Gilmar Mendes foi contra o julgamento que declarou inconstitucionais doações de empresas para campanhas eleitorais. Para o ministro, há enormes chances de fraudes nas eleições municipais deste ano, "à mercê de subterfúgios tão deploráveis e ultrajantes quanto o uso de caixa dois, quase sempre ligado a organizações criminosas". Ele ainda reclamou de falta de orçamento para realizar o pleito, tema que deve ser tratado com o governo Temer. Gilmar Mendes assume o comando da Justiça Eleitoral e seu mandato será até fevereiro de 2018 e terá Luiz Fux, como vice-presidente - os dois também integram o STF (Supremo Tribunal Federal). A posse foi prestigiada principalmente por novos ministros, como Alexandre de Moraes (Justiça), além de nomes do PMDB e da oposição, como o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG).

Ex-deputado e delegado federal comunista Protógenes Queiroz é considerado foragido pela Justiça


A Justiça Federal expediu nesta sexta-feira (13) mandado de prisão contra o ex-delegado da Polícia Federal e ex-deputado federal comunista Protógenes Queiroz (PCdoB-SP). Como suspeita-se que ele esteja fora do País, a juíza Andreia Moruzzi solicitou que autoridades internacionais, como a Interpol, fossem alertadas. O ex-delegado foi condenado em novembro de 2010 a dois anos e seis meses de prisão, convertidos em prestação de serviços à comunidade, pela prática dos crimes de violação de sigilo funcional e fraude processual na Operação Satiagraha, que apurou esquema de lavagem de dinheiro envolvendo o banco Opportunity. Segundo decisão divulgada pelo site Consultor Jurídico e confirmada pela assessoria da Justiça Federal em São Paulo, o ex-delegado não deu início ao cumprimento da pena, mudou de endereço e não compareceu à audiência. Por isso, a pena foi reconvertida em prisão. A juíza responsável pelo caso também solicitou uma "difusão vermelha", procedimento no qual autoridades policiais internacionais são notificadas. O ex-delegado disse que está na Suíça desde outubro de 2015 e que não pode comentar a decisão por "questões de sigilo" de um pedido de asilo político que teria feito ao país. Ele também diz que nunca recebeu nenhuma intimação da Justiça brasileira. Protógenes afirma sofrer perseguição política no Brasil. Um abaixo-assinado por sua anistia está no ar desde agosto e, segundo o site, conta com míseras 3.795 assinaturas. Em sua conta no Twitter, o comunista Protógenes se disse resignado com a "injusta decisão" e que "um dia esse erro será corrigido". Em 2011, as investigações da Operação Satiagraha foram anuladas pelo Superior Tribunal de Justiça que considerou ilegal o uso de agentes da Abin (Agência Brasileira de inteligência) nas investigações da operação. Em outubro de 2015, Protógenes foi demitido do cargo de delegado federal pelo Ministério da Justiça. Segundo a pasta, o ex-delegado utilizou-se "abusivamente da condição de funcionário policial", praticou "ato lesivo da honra ou do patrimônio da pessoa, com abuso ou desvio de poder, ou sem competência legal", submeteu "pessoa sob sua guarda ou custódia a vexame ou constrangimento não autorizado em lei" e revelou "segredo do qual se apropriou em razão do cargo". O banqueiro Daniel Dantas, o ex-prefeito de São Paulo, Celso Pitta - morto em 2009 - e o investidor Naji Nahas chegaram a ser presos em decorrência da operação, em julho de 2008.

Delator entrega, ex-governadores do Amazonas receberam propina

Ex-executivos da empreiteira propineira Andrade Gutierrez investigados na Operação Lava Jato disseram a procuradores federais, em delação premiada, que pagaram propina a Eduardo Braga (PMDB) e Omar Aziz (PSD), ex-governadores do Amazonas e, atualmente, senadores pelo Estado. As informações estão nas delações de Clóvis Peixoto Primo e Rogério Nora de Sá.

Movimentos pró-impeachment entram com ação para diminuir salário da petista Dilma

Integrantes de movimentos pró-impeachment pediram à Justiça Federal do Distrito Federal o corte pela metade do salário da petista Dilma Rousseff, presidente afastada do cargo pelo Senado Federal. O senador Renan Calheiros manteve intactos os rendimentos de R$ 27,8 mil da presidente afastada. Também deveria ser retirado dela o uso do cartão corporativo, reduzidos número de veículos e de assessores, e controlado o uso de jatinho da FAB.

Delatores dizem que ex-governador Sérgio Cabral cobrava 5% de comissão em obras e recebia 350 mil por mês


O ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), foi acusado por dois ex-executivos da empreiteira Andrade Gutierrez de cobrar 5% de propina em grandes obras investigadas pela Lava Jato. O pacote inclui a reforma do Maracanã, a terraplenagem da área do Comperj (Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro), a construção do Arco Metropolitano e a urbanização de favelas em Manguinhos, na zona norte do Rio. As acusações foram feitas por Rogério de Sá e Clóvis Primo em acordos de delação premiada com a Operação Lava Jato. Sá acrescentou que Cabral receberia mesada de R$ 350 mil como "adiantamento" de obras futuras. Cabral divulgou nota em que nega as acusações e "manifesta a sua indignação e o seu repúdio às declarações dos delatores". Ele já era alvo de um inquérito da Lava Jato que corre no Superior Tribunal de Justiça. Os ex-executivos da Andrade Gutierrez afirmaram em seus depoimentos que a reforma do Maracanã para a Copa do Mundo rendeu ao ex-governador R$ 300 mil por mês entre 2010 e 2011. A dupla contou ainda que Sérgio Cabral pediu à empreiteira o pagamento de uma mesada de R$ 350 mil. O período dos depósitos não foi definido. De acordo com os depoimentos, o ex-governador chamava a propina de "adiantamentos". Os delatores disseram que a propina foi negociada no Palácio Laranjeiras, residência oficial do governador do Rio de Janeiro. Segundo eles, Sérgio Cabral pediu 5% por cada obra realizada no Estado do Rio de Janeiro. Além do ex-governador, as delações citam Wilson Carlos, ex-secretário de Governo; Fernando Cavendish, dono da empreiteira Delta; e Carlos Miranda, citado como operador de Sérgio Cabral nas obras do Maracanã. De acordo com os ex-executivos, Sérgio Cabral teria recebido R$ 60 milhões de propina na reforma do estádio que recebeu a final da Copa. O consórcio da obra teria sido definido em 2009, antes mesmo da licitação. O custo foi de R$ 1,2 bilhão. O ex-governador também foi acusado de pedir dinheiro em obras sem participação direta do Estado. Segundo Rogério de Sá, ele pediu 1% pelas obras de terraplanagem do Comperj, em Itaboraí, na região metropolitana do Rio de Janeiro. 

Sobrinhos de primeira-dama venezuelana vão a julgamento por tráfico de drogas nos Estados Unidos

O julgamento contra dois sobrinhos da primeira-dama da Venezuela, acusados de traficar cocaína, começará em novembro. A data foi decidida em uma audiência preliminar realizada na quinta-feira em um tribunal de Nova Iorque. Efraín Antonio Campo Flores e Francisco Flores Freitas compareceram ao tribunal federal de Manhattan. O juiz Paul Crotty disse aos acusados que uma terceira parte não identificada está custeando seus gastos legais, e advertiu sobre um "autêntico perigo" de conflito de interesses, caso este terceiro privilegie interesses contrários a um deles ou a ambos. O magistrado perguntou repetidamente aos réus, que seguiram a audiência através de um intérprete, se compreendiam as suas observações. "Sim, compreendo", responderam em espanhol os dois acusados, que vestiam uniformes pretos de prisioneiros. Ambos - filhos de irmãos de Cilia Flores, mulher do ditador venezuelano, Nicolás Maduro - foram detidos em novembro no Haiti e trasladados a Nova Iorque por agentes da DEA. Com 29 e 30 anos na época, ambos foram acusados de conspirar para entrar ilegalmente com, ao menos, 5 kg de cocaína nos Estados Unidos. Também são acusados de participar de reuniões para planejar outro embarque de cocaína nos Estados Unidos através de Honduras. Se forem considerados culpados, podem ser condenados à prisão perpétua. Até agora eles se declararam inocentes. Está previsto que os preparativos para o julgamento sejam concluídos em 5 de agosto. O governo venezuelano não deu declarações a respeito das acusações. Em fevereiro, a primeira-dama disse que vai "esperar que a justiça fale", e que depois terão "muito o que falar". Funcionários americanos afirmam que grande parte da cocaína que é produzida na Colômbia pela organização terrorista narcotraficante Farc passa pela Venezuela antes de ser enviada aos Estados Unidos e Europa.

PT expulsará Jairo Jorge por apoiar Beth Colombo em Canoas

Caso o prefeito de Canoas, Jairo Jorge, do PT, insista em apoiar sua vice, Beht Colombo, candidata do PRB a prefeita, ele será expulso do partido. É que o PRB é "golpista", segundo a lista negra do diretório estadual do PT do Rio Grande do Sul.

Novo ministro do Planejamento revela primeiros números aterradores sobre as contas públicas


O governo Temer tem até a próxima semana para aprovar a mudança fiscal, por meio de projeto de lei, caso contrário pode ser obrigado a fazer um contingenciamento ainda maior dos gastos. Embora o novo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, tenha sido extremamente econômico e cauteloso ao falar sobre os números das contas públicas, avisando que tem pouca certeza sobre os dados que recebeu, o ministro do Planejamento, Romero Jucá, preferiu bater de frente e mostrar o que já encontrou no baú de heranças malditas deixadas pelo governo Dilma: "O déficit de R$ 96 bilhões previsto pelo governo Dilma não incluiu a queda da arrecadação e a renegociação da dívida com os Estados". E listou números aterradores:
- Previsão não confirmada de arrecadação de R$ 12 bilhões com a CPMF, que não foi aprovada.
- Queda na arrecadação, que deve superar R$ 100 bilhões.
- R$ 8 bilhões da renegociação das dívidas dos Estados.
- Receita superestimada da arrecadação e R$ 230 bilhões em restos a pagar que concorrem com o orçamento do ano.
O novo ministro disse que vai cortar 4 mil cargos até o final do ano. A maioria é de CCs. Isso é muito pouco, porque o governo da petista Dilma Rousseff nomeou mais de 100 mil CCs.

Ministro da Justiça vai manter no cargo o diretor-geral da Polícia Federal


Novo ministro da Justiça, Alexandre de Moraes confirmou nesta sexta-feira que vai manter no cargo o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello. A permanência de Daiello, que é um dos principais homens à frente da Operação Lava Jato, foi acertada após uma reunião entre os dois nesta sexta, em Brasília. "O delegado Leandro Daiello será mantido, pois vem realizando um ótimo trabalho, é extremamente competente e republicano", afirmou Moraes. O novo ministro também defendeu as delações premiadas como "instrumentos importantíssimos para a investigação" e prometeu apoiar a Lava Jato. "Como ministro da Justiça irei garantir todo o apoio e os recursos necessários para que essa importante operação continue em sua trilha exitosa". Sobre o trabalho da Polícia Federal, que é subordinada ao Ministério da Justiça, Moraes afirmou: "A independência da Polícia Federal deve ser total, nos termos estabelecidos pela Constituição Federal, para que possa prosseguir com esse bom trabalho que vem sendo realizado". No seu primeiro discurso como presidente interino, na quinta-feira, Michel Temer afirmou que a Operação Lava Jato deve ser protegida "contra qualquer tentativa de enfraquecê-la". "Tomo a liberdade de dizer que a Lava Jato tornou-se referência". O ex-ministro Eugênio Aragão, antecessor de Moraes, chegou a dizer que trocaria toda a equipe de investigação em caso de "cheiro de vazamento". Daiello está na Polícia Federal desde 1995 e foi promovido a diretor-geral em 2011.

STF instaura um novo inquérito contra Fernando Collor


O Supremo Tribunal Federal determinou nesta sexta-feira a abertura de mais um inquérito contra o senador Fernando Collor (PTC-AL). O caso está em segredo de Justiça e engrossa a lista das investigações contra o ex-presidente, que nesta semana, durante a votação do impeachment no Senado, ocupou a tribuna para passar um pito na administração Dilma Rousseff, um governo que apontou como adepto de "cooptação" e de um "fisiologismo que envergonham a classe política". Em apenas um dos inquéritos da Operação Lava Jato, Collor é investigado por suspeitas de ter recebido 26 milhões de reais em propina.

Na saideira, Aragão coloca o responsável pela Operação Acrônimo à disposição de seu investigado Fernando Pimentel


Há coisas que só têm chance de acontecer em um regime petralha. Uma das últimas medidas do breve Eugênio Aragão no Ministério da Justiça foi colocar o superintendente da Polícia Federal em Minas Gerais, Sergio Menezes, à disposição do governo de Fernando Pimentel — que é alvo de um processo no Superior Tribunal de Justiça aberto a partir de uma operação da própria Polícia Federal, a Acrônimo. A manobra, vista pela Polícia Federal como uma tentativa de melar a Operação Acrônimo, vinha sendo tentada por Aragão há meses, mas o diretor-geral da instituição, Leandro Daiello, se recusava a endossá-la. Na saideira, Aragão colocou o superintendente de Minas Gerais à disposição de Fernando Pimentel à revelia de Daiello. A questão agora é saber se Menezes vai aceitar ocupar algum cargo no governo do petista, cuja investigação comandava até aqui. Ou se o ato vai ser convalidado pelo governo de Michel Temer. 

Lula admite que PT não tem alternativas para 2018



O poderoso chefão e ex-presidente Lula admitiu, em recentes conversas, a falta de alternativas do PT, além dele próprio, para a disputa presidencial de 2018 após a abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Lula reclama de o PT "não criar quadros". O ex-ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, e o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, são as opções que defende para a corrida presidencial. A aliados, Lula reconheceu, no entanto, que, sem cargo na Esplanada dos Ministérios, Wagner dificilmente terá a exposição necessária para se promover para a disputa eleitoral. Lula sugere que ex-ministros recém saídos do governo Dilma passem a integrar o comando do partido. Ricardo Berzoini e Miguel Rossetto serão, por exemplo, escalados para funções partidárias. Vice-presidente do PT, Paulo Teixeira (SP) afirma que a proposta é "adensar" a cúpula partidária para a defesa de Dilma até o julgamento final do impeachment. Há dúvidas sobre a conveniência eleitoral de Wagner engrossar a cúpula do partido num momento de desgaste da sigla. Além disso, o ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, afirmou, num acordo de delação premiada, que em 2006, a campanha do ex-ministro ao governo da Bahia foi abastecida por propina, o que o petista nega. Uma eventual candidatura de Haddad dependeria, por sua vez, de sua reeleição à Prefeitura de São Paulo neste ano. Embora o prefeito seja presença constante no instituto Lula, o ex-presidente tem recomendado que a imagem de Haddad seja preservada, evitando-se excessiva associação ao partido. Em conversas, Lula afirmou ainda que se dedicará agora às eleições municipais para conter perdas ainda maiores do que as já provocadas pela Operação Lava Jato e o desgaste do governo Dilma. O presidente do PT, Rui Falcão, convocou para segunda-feira (16) uma reunião da Executiva Nacional do PT para discutir a estratégia do partido no pós-impeachment. Na terça-feira (17), será realizada uma reunião mais ampla, do Diretório Nacional. A pauta incluirá o debate sobre a convocação de novas eleições nacionais.

Ditador Nicolas Maduro decreto estado de exceção na Venezuela


O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, decretou na noite desta sexta-feira um estado de exceção para enfrentar mirabolantes planos de golpe de Estado e "ameaças" por parte dos Estados Unidos. Maduro não deu detalhes sobre o alcance da medida, que foi justificada como necessária para proteger a Venezuela após o "golpe" contra a aliada Dilma Rousseff no Brasil. 


Espera-se que o decreto seja detalhado quando for publicado no Diário Oficial, em princípio até segunda-feira (16). Pela lei venezuelana, o estado de exceção garante poderes especiais ao presidente e pode levar à restrição de alguns direitos civis em caso de eventos que "afetem gravemente a segurança da nação". Críticos temem que a medida possa ser usada para proibir manifestações opositoras e emperrar esforços para convocar um referendo revogatório contra o presidente ainda neste ano. Maduro afirmou que o estado de exceção faz parte da versão atualizada e estendida por mais 60 dias de um controverso decreto de emergência econômica que garante ao Executivo poderes adicionais para intervir no setor privado. "Decreto hoje, sexta 13 de maio, um estado de exceção e de emergência econômica constitucional para proteger a nossa pátria", disse Maduro durante um conselho de ministros transmitido em cadeia de rádio e TV a partir do palácio presidencial de Miraflores. "Estão sendo ativadas medidas desde Washington, pedidas e promovidas por setores da direita fascista venezuelana, que está toda confiante após o golpe no Brasil", afirmou Maduro, que também anunciou ter convocado de volta a Caracas o embaixador venezuelano em Brasília. "Peço todo o apoio para que continuemos preparando os planos de defesa do país. Não subestimamos todas estas ameaças. É hora de defender a paz e a pátria, nacional e internacionalmente". O decreto de emergência econômica entrou em vigor depois de a crise econômica ter levado os venezuelanos a votar em massa na oposição na eleição parlamentar de dezembro. A medida dá ao governo carta branca para expropriar empresas e bens privados sob a justificativa de que a gravidade da crise exige a mobilização de todos os recursos possíveis para aprimorar a produção e distribuição. O pacote também pretendia permitir a Maduro aprovar orçamentos especiais sem consultar o Parlamento.

Itamaraty reage a críticas de países latinos alinhados à Dilma e o ditador Maduro chama seu embaixador de volta

José Serra, o novo ministro das Relações Exteriores reagiu duramente às críticas feitas por governantes de países latino-americanos alinhados com a presidente afastada Dilma Rousseff e o Partido dos Trabalhadores. Em tom que foge ao habitualmente protocolar usado no Ministério, em sua primeira nota pública, Serra afirmou que esses governos “se permitem opinar e propagar falsidades sobre o processo político interno no Brasil”. Disse ainda que o processo que afastou a presidente e a julga “se desenvolve em quadro de absoluto respeito às instituições democráticas e à Constituição Federal. Como qualquer observador isento pode constatar, o processo de impedimento é previsão constitucional”. A nota responde aos governos da Venezuela, Cuba, Bolívia, Equador e Nicarágua, assim como da Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América/Tratado de Comércio dos Povos (ALBA/TCP), que seguem o coro petista de “golpe”, de “ausência de crime” e reiteram apoio ao Partido dos Trabalhadores e outras legendas de esquerda que se mostram alinhados aos ditos “bolivarianos”.  O ditador psicopata Nicolás Maduro, da Venezuela, falou nesta sexta-feira em rede de Rádio e TV chamando o processo brasileiro de “golpe de estado” e anunciou a ordem de retorno a Caracas do embaixador do país no Brasil, Alberto Castellar, em protesto contra o afastamento temporário de Dilma Rousseff.