terça-feira, 17 de maio de 2016

Veja a lista dos 14 blogs e sites lulopetistas que já perderam as verbas publicitárias federais

O governo de Michel Temer (PMDB) está tornando efetivas algumas de suas promessas. Uma delas, a da retirada da publicidade de blogs e sites da chamada imprensa suja, já começou a ser realizada. Os seguintes blogs já estão afastados das verbas públicas federais: Brasil247, Caros Amigos, Carta Capital, Carta Maior, Conversa Afiada, Diáriodo Centro do Mundo, Jornal GGN, O Cafezinho, Opera Mundi, Pragmatismo Político, Revista Fórum, Tijolaço, Viomundo, Sul21. 

Ministro Marco Aurélio libera para julgamento ação sobre impeachment de Michel Temer

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello, liberou para julgamento no plenário da corte o mandado de segurança que pede a abertura do processo de impeachment do presidente interino Michel Temer na Câmara dos Deputados. Com a decisão, o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, deve agora marcar a data da sessão para discutir a ação. Em abril, Marco Aurélio concedeu uma liminar determinando que a Câmara instalasse imediatamente uma comissão especial para deliberar sobre o afastamento de Temer, a exemplo do que foi feito no processo contra Dilma. O colegiado, no entanto, ainda não foi constituído porque alguns partidos não indicaram os seus representantes. A decisão de Marco Aurélio acatava parcialmente a um pedido do advogado Mariel Marley Marra, que alegava que o então presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), havia abusado do seu poder ao arquivar o pedido de impeachment de Temer. Na ação, o advogado alegava que o então vice-presidente cometeu crime de responsabilidade ao assinar decretos de crédito suplementar sem o aval do Congresso, uma das irregularidades que também embasam o impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff. Em parecer encaminhado ao STF no dia 9 de maio, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, recomendou ao plenário da corte que derrubasse a liminar sob o argumento de ter extrapolado o pedido original feito pelo advogado. Segundo o chefe do Ministério Público, Marra teria requisitado a suspensão do processo contra Dilma para que ele fosse apreciado junto com o afastamento de Temer. Janot também entendeu que, apesar de os dois terem assinado decretos para liberar créditos suplementares, a situação da petista não poderia ser igualada à do peemedebista. “Dado o exposto, com a devida vênia, entende a Procuradoria-Geral da República inadequada a liminar deferida, porque ao Judiciário não é dado conceder liminarmente pedido que não apenas não foi formulado como também é mais extenso em seu alcance do que o pedido principal. Assim, deve ser cassada pelo plenário da corte”, escreveu Janot no parecer.

Gilberto Occhi na Caixa Econômica Federal

A Globonews confirmou há pouco que Gilberto Occhi, PP, será o presidente da Caixa Federal. Occhi foi ministro da Integração Nacional até o último segundo do governo Dilma. A Caixa Econômica Federal está quebrada, por ter sido amplamente usada nas pedaladas do governo da petista Dilma. O PP é um partido completamente comprometido na Operação Lava Jato, e o governo Temer vai nomear logo esse sujeito para a presidência da Caixa Econômica Federal? É osso duro de roer. 

Ilan Goldfajn é o novo presidente do Banco Central

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, anunciou hoje Ilan Goldfajn como o novo presidente do Banco Central. Alexandre Tombini, até então o presidente do órgão, permanece no cargo até que Goldfajn seja sabatinado pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado e pelo plenário e aprovado pela Casa, como determina a lei. Goldfajn é economista com mestrado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e doutorado pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT). Atuou como consultor de organizações internacionais (como Banco Mundial, Fundo Monetário Internacional e Nações Unidas), do governo brasileiro e do setor privado. O economista exerceu o cargo de diretor de Política Econômica do Banco Central, entre 2000 e 2003, na gestão de Armínio Fraga, e é economista-chefe do Itaú Unibanco, do qual é sócio. O atual presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, deve permanecer na estrutura do Banco Central ou do Ministério da Fazenda, em cargo de primeira importância, segundo Meirelles, mas que será posteriormente anunciado. O economista Mansueto de Almeida, pesquisador licenciado do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), ocupará a Secretaria de Acompanhamento Econômico. Ele vai ser responsável por analisar as despesas públicas para embasar as medidas que serão adotadas pelo ministério. O ministro da Fazenda disse que o atual secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, permanecerá no cargo. Otávio Ladeira será mantido na Secretaria do Tesouro. Outro ex-diretor do Banco Central, Carlos Hamilton Araújo, será secretário de Política Econômica. Meirelles anunciou também a elaboração de uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que garanta autonomia decisória do Banco Central, que hoje já acontece por acordo verbal, e dê prerrogativa de foro ao presidente do Banco Central e a seus diretores.

Em CPI do CARF, lobista fica calado, e sua mulher se ausenta

Hoje a CPI do CARF (Comissão Parlamentar de Inquérito sobre o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) iria ouvir o casal de advogados Mauro Marcondes Machado e Cristina Mautoni Marcondes, sócios da Marcondes & Mautoni (M&M), investigados na Operação Zelotes. No entanto, Marcondes compareceu mas permaneceu em silêncio apoiado por um habeas corpus, e Cristina não esteve presente alegando motivo de saúde. A audiência da advogada foi reagendada para dia 02/6. A LFT Marketing Esportivo, do filho do poderoso chefão e ex-presidente Lula, Luís Cláudio Lula da Silva, recebeu R$ 2,5 milhões por serviços supostamente não prestados para a Marcondes & Mautoni, acusada de atuar como lobistas, influenciando ilegalmente em favor da aprovação da reedição de uma Medida Provisória que prorrogou incentivos fiscais concedidos em 1997, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, a indústrias dos setores automobilístico e de autopeças.

Partido dos Trabalhadores condenado a pagar R$ 3,5 milhões por cobrança de propina

A Justiça de São Paulo condenou o PT, Partido dos Trabalhadores, a pagar uma multa de R$ 3,5 milhões por participação em um esquema para obter propinas de empresas do setor de transporte de Santo André, durante a administração do então prefeito Celso Daniel, morto em 2002. De acordo com a sentença do juiz Genilson Rodrigues Carreiro, da Primeira Vara da Fazenda Pública, “a minuciosa apreciação da prova conduz à segura conclusão de que, no segundo mandato de Celso Daniel, organizou-se e implementou-se verdadeira organização criminosa, articulada com o propósito de extorquir empresários do ramo de transporte público”. Também foi condenado por envolvimento no esquema o ex-ministro da Casa Civil, o petista Gilberto Carvalho. A pena aplicada ao petista foi de suspensão dos direitos políticos por cinco anos e pagamento de multa equivalente a cinquenta vezes o valor da remuneração que ele recebia à época. O empresário Ronan Maria Pinto, que está preso em Curitiba em razão das investigações da Operação Lava Jato, também foi condenado a pagar R$ 3,5 milhões aos cofres públicos, por cobrar propinas de empresas em ação com Klinger Luiz de Oliveira Souza e Sérgio Gomes da Silva, o “Sombra”, que responde em liberdade à acusação pelo assassinato do então prefeito, Celso Daniel. José Dirceu, então presidente do PT, não é réu no processo mas foi mencionado na sentença do juiz, como quem “drenou, para atender a interesses partidários, montante expressivo dos recursos obtidos criminosamente dos empresários do ramo de transporte coletivo do Município de Santo André”. E continuou: “É conveniente esclarecer que não se está a condenar José Dirceu, que não é réu nesta ação, imputando a ele responsabilidade pessoal. Trata-se unicamente de demonstrar que o representante legal do Partido dos Trabalhadores (este, sim, réu), por ação livre e consciente, obteve, para a pessoa jurídica, vantagem patrimonial indevida”.

CHEGOU A HORA DO COMBATE CULTURAL, CONTRA A HEGEMONIA DA ESQUERDA NO PENSAMENTO NO BRASIL

Por Luis Milman - Ganha força no Brasil o debate sobre o desmonte da hegemonia da esquerda sobre a produção de cultura, conteúdos acadêmicos e da mídia tradicional. A extinção do Minc pelo governo Temer veio em boa hora, porque pelo ministério passava boa parte do financiamento dos artistas, escritores e outros amigos amestrados do lulopetismo. Sem a fonte de financiamento, todos eles ficarão à mercê de seu próprio trabalho, sem subvenção e lançados ao seu mercado, que é onde os artistas devem estar. Mas ainda há muito a fazer. A tal arte e cultura radical de esquerda, que expressa seu modo de ver o mundo político e moral, está enraizada organicamente há pelo menos 40 anos nos chamados meios cultos (universidade, escola, mídia), sem que tivéssemos, durante este tempo, qualquer contraponto liberal ou conservador a ela. Tanto é assim que o pensamento conservador foi identificado, pela esquerda, ao pensamento reacionário e associado à resistência ideológica de pastores evangélicos ou a defensores da ditadura. O que importa entender é que o ethos da esquerda penetrou no cerne da nossa linguagem, por meio da qual analisamos e entendemos a política e a cultura. O debate é sempre pautado por uma normatividade esquerdista, que mobilizou minorias e compartimentou a sociedade em setores de oprimidos, a saber, os negros, os índios, os gays, as mulheres e as periferias. Esta é uma instrumentalização de natureza política porque seu propósito é duplamente politico, ou seja, organizar o que se convencionou chamar de excluídos e fomentar, na consciência dos cidadãos médios, um sentimento de culpa por sua posição econômica e cultural. A esquerda - e o petismo em especial- construiu esta narrativa, que polariza a sociedade entre aqueles que querem alegadamente transformar suas estruturas reacionárias e os demais, identificados com a realidade opressiva, ainda que de modo inconsciente. O efeito resultante desta polarização foi a pauperização do debate intelectual e a criação de clichês de esquerda hiperativos na mentalidade dos brasileiros, além da progressivo avanço da permissividade nos costumes, aceita como se fosse natural em nossa sociedade. A resistência a este estado de coisas, por essas razões, adquire contornos de emergência, se quisermos passar a viver numa sociedade plural, na qual padrões de racionalidade sejam respeitados e o nível de exigência do debate intelectual venha a ser mais elevado. Se isto não ocorrer, o lulopetismo, que trabalha pelo rebaixamento da inteligência e da moralidade, terá perdido uma batalha política, mas permanecerá ativo nos meandros da vida social, pautando os debates culturais. Daí que podemos permanecer reféns de um paradoxo: a queda do lulopetismo no âmbito político e sua permanência articulada no âmbito cultural. No governo Temer, os meios de produção cultural e de informação, incluindo-se aí as escolas e a mídia, devem ser desafiados a abrir espaços para o pensamento de direita no País, primeiro para exorcizar fantasmas que fazem uma equivalência precária entre conservadorismo e reacionarismo e, segundo, pelo estímulo à contribuição para o debate nacional em política e cultura, com a participação de estudiosos que representam posturas conservadoras e liberais nos campos político, econômico e estético.