domingo, 12 de junho de 2016

Romário é suspeito de receber caixa dois de empreiteira propineira do petrolão



A Procuradoria-Geral da República pediu ao Supremo Tribunal Federal para investigar o senador Romário (PSB-RJ) pela suspeita de receber caixa dois de campanha na eleição de 2014. De acordo com a investigação, a suspeita é que a empreiteira Odebrecht supostamente deu R$ 100 mil ao senador. Registrada no STF como a petição 6.052, a investigação sigilosa ainda é inicial e caberá aos aos procuradores levantar provas se de fato houve pagamentos ao senador. Ele nega. O indício surgiu a partir de mensagens de celular trocadas entre Marcelo Odebrecht e seu subordinado Benedicto Barbosa da Silva Júnior, logo após a eleição de 2014. Benedicto é um dos principais executivos da Odebrecht e ganhou notoriedade por manter um controle de valores ligados a mais de 200 políticos. Assim como o chefe Marcelo Odebrecht, ele chegou a ser preso pela Lava Jato. As conversas foram apreendidas pela Polícia Federal na fase da Operação Lava Jato que prendeu Marcelo Odebrecht. A suspeita é que a Odebrecht pagou R$ 100 mil de caixa dois para Romário, após a eleição vitoriosa para o Senado, em 2014. Na petição levada ao Supremo, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirma que a conversa entre os dois empresários é um indício da “prática habitual e sistemática de pagamento de propina”. Apesar de o diálogo citar R$ 100 mil para Romário, oficialmente não houve doações para o candidato, o que levantou à suspeita de caixa dois. A investigação, contudo, ainda está nos primeiros passos para tentar descobrir se efetivamente foi pago o montante tratado nas conversas. Esse é o primeiro caso até aqui revelado sobre as provas obtidas a partir das mensagens de celular de Marcelo Odebrecht. O potencial é explosivo. Em seu telefone celular, o empreiteiro mantinha uma vasta coleção de anotações sobre a Lava Jato. Foi dali que surgiram as investigações sobre os dissidentes da Polícia Federal e os primeiros sinais de que a empresa sabia do risco das contas na Suíça. As revelações caíram como uma bomba e foram o primeiro passo da derrocada da maior empreiteira do país. A Procuradoria-Geral da República começa agora a investigar os diversos rastros deixados pelas mensagens que ele trocou com colegas da Odebrecht sobre diversos políticos na campanha de 2014. O caso de Romário foi tipificado como dois crimes a ser investigados: corrupção e lavagem de dinheiro. O pedido de Janot foi encaminhado ao ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal. Teori poderá tomar dois caminhos. Se entender que o caso tem relação com o petrolão, ele deverá abrir um inquérito. Ele pode ainda submeter a decisão ao presidente do STF, Ricardo Lewandowski, caso conclua que não há relação direta com os desvios da Petrobras. Por meio de sua assessoria, Romário negou as suspeitas e disse que nem sequer houve tratativas com a empreiteiras. “O senador Romário não recebeu qualquer doação da Odebrecht nem intermediou qualquer doação a outras campanhas. Todas as doações recebidas foram legais e registradas na prestação de contas da campanha de 2014. Romário nunca conversou com Marcelo Odebrecht ou com qualquer pessoa que tenha se identificado como seu emissário. Enquanto candidato, ele também não autorizou qualquer pessoa a falar em seu nome”, disse. Na nota, Romário afirmou que “refuta veementemente qualquer acusação de doações ilegais em suas campanhas”. A Odebrecht disse que não iria comentar.

A advogada Janaína Paschoal pergunta: "A quem interessam as novas eleições"?

Leia este importante artigo escrito pela advogada paulista Janaína Paschoal, doutora em Direito e professora da USP, autora o requerimento do impeachment da presidente petista mulher sapiens Dilma Rousseff:
Sobram elementos jurídicos para o impeachment, mas não se pode desconsiderar que muitos políticos já estão flertando com a inconstitucional tese das eleições antecipadas. Em virtude de a defesa da Presidente Dilma, composta por seu advogado e por um grupo de parlamentares, ser bastante contundente e de muitos setores da imprensa terem, inegavelmente, uma forte simpatia pelo PT, pode-se ter a sensação de que a Presidente afastada estaria sofrendo algum tipo de cerceamento em sua defesa. Não raras vezes, as manchetes nos jornais dizem: “o prazo para a defesa foi reduzido de 15 para 5 dias”, sem lembrar que este mesmo exíguo prazo se aplicaria à acusação. As manchetes dos jornais jamais destacam as benesses que vêm sendo conferidas à Presidente afastada. Diante de algumas, a acusação tem-se calado, em homenagem ao princípio da ampla defesa; porém, é impossível silenciar frente a iniquidades que saltam aos olhos. Dentre as várias proteções que foram conferidas à Sra. Presidente, a acusação se resignou, por exemplo, diante da adoção de um rito que não tem previsão legal. Por esse rito, o Pleno do Senado será chamado a votar três vezes: 1) para o recebimento da denúncia (fase já ultrapassada); 2) para pronúncia ; 3) no momento da decisão final. Ora, só tem sentido falar em pronúncia quando uma autoridade pronuncia para outra julgar. No caso do Tribunal do Júri, por exemplo, o juiz singular pronuncia e os jurados julgam. Qual a lógica de o Senado pronunciar para o próprio Senado julgar? Quando a Lei 1.079/50 previu que, se o processo não terminar em 180 dias, a acusada retoma o governo, por óbvio, não estava contando com essa tal fase de pronúncia. Pois bem, tendo calado acerca do rito, que em muito alonga o processo, a acusação não pode se conformar com o fato de a defesa ter arrolado mais de quarenta testemunhas, cuja oitiva fora deferida, enquanto os denunciantes arrolaram apenas cinco, sendo três oitivas denegadas. O artigo 401 do Código de Processo Penal é bastante claro ao aduzir que, “na instrução poderão ser inquiridas até 8 (oito) testemunhas arroladas pela acusação e 8 (oito) pela defesa”. Não obstante, partindo do pressuposto de que poderiam ser arroladas oito testemunhas para cada fato, a defesa cindiu a continuidade delitiva referente à abertura de crédito suplementar em quatro e, apenas para os decretos, arrolou trinta e duas testemunhas. Francamente, se esse posicionamento fosse efetivamente admitido, em uma ação penal por crime tributário continuado, para cada mês de não recolhimento, poderiam ser arroladas oito testemunhas. Desse modo, se os não recolhimentos se estenderam por dez meses, poderiam ser ouvidas, em tese, oitenta testemunhas. Qualquer pessoa que trabalhe na área penal sabe que esse cenário é impossível, primeiro, em virtude de nunca antes neste país um magistrado ter admitido algo do gênero e, em segundo lugar, pelo fato de tal expediente tornar impraticável o funcionamento da já combalida Justiça. Como se não bastasse o deferimento da oitiva de tal número de pessoas, a defesa foi autorizada a ajustar o rol duas vezes, o que, salvo melhor juízo, também não tem fundamento na lei. De fato, uma vez apresentada a resposta à acusação, a Relatoria anunciou que não seria admitida a oitiva de especialistas, apenas de pessoas diretamente ligadas aos fatos, conferindo à defesa uma primeira oportunidade para atender a regra imposta às duas partes. A defesa peticionou e, novamente, dentre as dezenas de pessoas arroladas, indicou quinze professores universitários. Diante da impugnação da acusação, no lugar de os especialistas serem simplesmente excluídos da longa lista de testemunhas, conferiu-se à defesa nova oportunidade de substituição. Não é possível! Além dessa clara disparidade, na primeira sessão para inquirição de testemunhas, todas as perguntas da defesa foram permitidas, independentemente da data das informações solicitadas. Já a acusação foi obrigada a restringir suas indagações às pedaladas ocorridas no Banco do Brasil e a quatro decretos de 2015. Essa regra não pode ser mantida, pois a denúncia fala de pedaladas em 2014 e 2015 e as ilegalidades ocorreram no Banco do Brasil, na Caixa Econômica Federal e no BNDES, valendo destacar que, neste último, os crimes se estenderam a 2015, no âmbito do PSI (Programa de Sustentação do Investimento). Por não ter como defender a Presidente afastada da inegável prática de crimes que lhe asseguraram a reeleição, a defesa se apega ao primeiro despacho de Eduardo Cunha, para restringir a denúncia. Chega a ser hilário, pois a própria defesa alardeia que o processo seria ilegítimo por ser Cunha Presidente da Câmara à época da distribuição. A acusação tem o direito e o dever de se basear na denúncia, tal qual fora apresentada. Ademais, falar de 2014 é muito importante para evidenciar o “modus operandi”, bem como para demonstrar que, por muito tempo, a Presidente foi avisada acerca das ilegalidades perpetradas e as chancelou. Na primeira sessão de oitivas, os técnicos do tesouro nacional foram impedidos de responder questão da acusação, referente a uma reunião, ocorrida em 2013, em que vários funcionários de carreira noticiaram ao então secretário do tesouro, muito próximo à Presidente, que não poderiam continuar a avalizar procedimentos ilegais. Aviso desconsiderado! Ora, ainda que os Senadores se atenham apenas a 2015, essa reunião é importantíssima para evidenciar a consciência da ilicitude e a deliberada determinação em permanecer no crime. Amordaçar a acusação prejudica a busca da verdade, tão cara à nação, sobretudo no momento de depuração que está sendo atravessado. Sobram elementos jurídicos para o impeachment, mas não se pode desconsiderar que muitos políticos já estão flertando com a inconstitucional tese das eleições antecipadas. A sede por poder pode trazer Dilma de volta. 

Israel suspende permissão de entrada de 83 mil palestinos após atentado


Israel anunciou na quinta-feira as primeiras medidas após o atentado em Tel Aviv, incluindo o envio de centenas de soldados à Cisjordânia e a suspensão das permissões de entrada de dezenas de milhares de palestinos durante o Ramadã. Dois palestinos com pouco mais de 20 anos abriram fogo na quarta-feira às 21h30 (15h30 de Brasília) no shopping aberto de Sarona, deixando quatro israelenses mortos e 16 feridos — cinco em estado grave. Não houve reivindicação imediata pelo ataque em um complexo de restaurantes próximo ao Ministério da Defesa da Israel, mas o Hamas e outros grupos militantes palestinos foram rápidos em elogiá-lo. Depois o atentado foi assumido pela organização terrorista Estado Islâmico. Após o atentado, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou que tomará medidas ofensivas e defensivas. Uma reunião de emergência no gabinete de segurança do governo foi realizada na quinta-feira. Em comunicado, os militares informaram que os reforços na Cisjordânia foram feitos “de acordo com a avaliação da situação”, e inclui soldados de infantaria e unidades de reconhecimento.


Também como medida de segurança, Israel suspendeu 83 mil autorizações especiais concedidas a palestinos para visitarem familiares no país durante o mês sagrado do Ramadã, e reforçou as patrulhas da polícia em Tel Aviv. Israel considera que essas licenças são um gesto de boa vontade para os palestinos. Para os moradores na Faixa de Gaza, as permissões também foram suspensas, tanto as de visitas a parentes em Israel, como as de viagem ao Exterior e de acesso à mesquita al-Aqsa, em Jerusalém, informou o Cogat, um órgão de defesa israelense.  Além disso, o Exército bloqueou as permissões de trabalho para 204 familiares dos agressores, e limitou a saída e a entrada de palestinos no povoado de Yatta, sua cidade natal, perto de Hebron. De acordo com Cogat, o acesso ou a saída da localidade só são permitidas em casos humanitários ou médicos. Os terroristas foram identificados como dois primos e pertenciam ao grupo estudantil da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), que classificou o ataque de "um ato de caráter individual".


Os autores foram identificados como os primos Mohammad e Khaled Mahamrah, Eles vestiam ternos e gravatas e fingiam ser clientes do restaurante antes de sacarem armas automáticas e abrirem fogo, deixando todos os presentes em pânico. Ambos foram baleados pela polícia. O atentado vem após uma sequência quase diária de ataques a facas e tiros palestinos nas ruas de Israel, e é o segundo em Tel Aviv em menos de cinco meses. O último, em janeiro, deixou três mortos e sete feridos em uma das ruas mais populares da cidade. Restrições ao acesso do complexo da mesquita de al-Aqsa, local sagrado no coração da Cidade Antiga que judeus se referem como Monte do Templo, levaram no passado a uma crescente tensão com palestinos. Apesar de ter se desvinculado do atentado, a OLP considerou a ação uma "resposta natural" à violações cometidas pelas forças israelenses nos territórios ocupados. A organização terrorista Hamas, que controla Gaza, celebrou o ataque, mas não reivindicou sua autoria. 

Ministro anuncia novas regras de seleção para Minha Casa Minha Vida


Em reunião com parlamentares da base aliada no gabinete da liderança do governo da Câmara, o ministro das Cidades, Bruno Araújo, anunciou a publicação na sexta-feira de uma portaria com as novas regras de seleção e liberação de recursos para a categoria “entidades rurais” do Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR), e nesta segunda-feira, para “entidades urbanas” do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV). A principal mudança é o fim do privilégio e ampliação de recursos para entidades vinculadas a movimentos políticos, como o Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST), um dos que lideram as manifestações contra o impeachment da presidente petista mulher sapiens Dilma Rousseff. Um dia antes da votação no Senado que aprovou a admissibilidade do impeachment, ainda no exercício do cargo, a mulher sapiens presidente afastada determinou a elaboração de uma portaria do Ministério das Cidades ampliando a liberação de contratos e recursos para a modalidade “entidades”, que viabiliza o repasse de financiamentos direto para famílias organizadas em associações ou cooperativas habitacionais sem fins lucrativos. Esta portaria, que será relançada, foi suspensa pelo novo ministro Bruno Araújo no dia 17 de maio e gerou uma onda de protestos entre os líderes da organização clandestina e terrorista MTST e da Frente Nacional de Lutas (FNL), que invadiu o prédio do ministério das Cidades no início da semana. Os novos critérios de seleção irão barrar também entidades que tenham pendências de contratos anteriores, que receberam repasses mas não executaram a construção das casas previstas. "As regras atuais ferem o princípio da isonomia e privilegia entidades que têm vinculação com entidades políticas, federações e outros tipos de associações. De acordo com cada vinculação, tais entidades pontuavam e passavam na frente do candidato comum na seleção do Minha Casa Minha Vida. Uma entidade lá do interior de Minas pobrezinha, que não tinha vinculação política ou filiação partidária, era cortada de cara. Há no ministério dezenas de recomendações para alterar essas regras. Vamos acabar com essa pontuação e todo mundo vai participar da seleção de igual para igual", explicou Bruno Araújo após o encontro com os parlamentares.


O ministro disse que é preciso ficar claro que o governo não está suspendendo o programa, mas apenas cancelando o sistema de seleção anterior. Tanto é, disse, que desde que assumiu a pasta já houve a contratação de 14 mil casas no programa urbano e 19 mil no rural. Bruno fez um “raio X” da situação do Ministério das Cidades e anunciou a disposição de discutir com prefeitos, governadores e entidades civis as prioridades da pasta diante do pouco recurso disponível. De acordo com os presentes, nesse “raio X” feito pelo ministro, o “X está com as duas pernas quebradas”. 

TCU marca para quarta-feira início do julgamento das contas de Dilma de 2015


O presidente do Tribunal de Contas da União, Aroldo Cedraz, confirmou que terá início no dia 15, próxima quarta-feira, o julgamento das contas da presidente afastada, a mulher sapiens petista Dilma Rousseff, relativas ao ano de 2015. Ele já ressaltou, porém, que não haverá decisão nesse dia, sinalizando a possibilidade de que seja aberto espaço para manifestação da presidente afastada. Os questionamentos sobre os decretos de crédito suplementar e as pedaladas fiscais de 2015 são a base do processo de impeachment. "Nesse primeiro momento vamos fazer só uma primeira discussão, mas as contas não serão julgadas nesse dia. Não tem uma previsão exata (da data de julgamento) porque depende do relator ministro José Múcio", disse Cedraz. Cedraz não quis confirmar diretamente se será adotado o mesmo expediente do ano passado, quando o TCU deu prazo para manifestação de Dilma, mas sinalizou que deverá ser tomada medida semelhante: "Cada caso é um caso. O relator pode entender que tem de tomar determinadas atitudes em relação a oitivas e essas coisas. É natural de cada processo. Prefiro não comentar porque está entregue ao relator". 

Governo Temer não é "ação entre amigos", diz líder do DEM


Depois de deixar a reunião com o presidente interino Michel Temer no Palácio do Planalto, o líder do DEM na Câmara, Pauderney Avelino (DEM-AM), disse estar confiante de que o governo não está interferindo nas atividades legislativas em troca de um abrandamento da pena atribuída ao presidente afastado da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O futuro do peemedebista deve ser definido na próxima terça-feira (14) pelo Conselho de Ética, que há oito meses julga o pedido de cassação por quebra de decoro parlamentar. “Tenho a certeza de que não há interferência. O governo dele não é ação entre amigos. Ele é presidente da República e está no propósito de trazer normalidade política e crescimento para o País”, disse Avelino. O deputado tem sido um dos defensores mais aguerridos da cassação de Cunha. Na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o democrata é um dos principais críticos da consulta sobre o rito de cassação de parlamentares na Câmara que resultou em um parecer elaborado pelo deputado Arthur Lira (PP-AL) que pode amenizar a situação de Cunha. Em função deste relatório, a CCJ agora é tida como novo alvo de manobras de aliados de Cunha por seus adversários, para quem o presidente afastado estaria comandando as trocas recentes na composição do colegiado. Em sua página no Twitter, Eduardo Cunha reagiu a reportagens sobre uma possível negociação com o Planalto sobre sua situação.

Atleta de tiro é baleada na cabeça após fugir de falsa blitz no Rio de Janeiro

A psicóloga da Marinha, Anna Paula Desbrousses Cotta, 27 anos, foi baleada na madrugada de quinta-feira (9) na Linha Amarela, via expressa do Rio de Janeiro, quando tentava fugir de uma falsa blitz. Ela foi socorrida por equipes do Corpo de Bombeiros e levada para o Hospital municipal Salgado Filho, no Méier, também na Zona Norte. A assessoria do Comando do 1° Distrito Naval informou que está dando todo o apoio à família e enviou ao Hospital Municipal Salgado Filho, local onde a atleta está internada, um médico do Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes, para acompanhar o caso .Ela passou por uma cirurgia e seu estado de saúde é estável. Anna será transferida para o Hospital Naval Marcílio Dias. O caso foi registrado na 44ª Delegacia de Polícia de Inhaúma, zona norte. O delegado titular da Roberto Ramos, titular da 44ª DP, informou que foi feita perícia no local. A equipe da unidade está procurando imagens no local e recolhendo elementos necessários à investigação.  Anna é atleta do Programa Olímpico da Marinha, desde outubro de 2014, da modalidade de tiro esportivo. Terceiro-sargento da Marinha, ela utiliza as dependências da Escola Naval como local de treinamento. Este é o segundo caso de assalto violento na Linha Amarela em um mês. No início de maio, uma adolescente de 17 anos ia buscar a mãe no Aeroporto Internacional do Rio, na véspera do Dia das Mães, quando foi baleada numa falsa blitz na via e morreu. Os assaltantes foram presos no dia seguinte.

Distribuidoras de energia poderão emitir debêntures para viabilizar projetos

O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, assinou na quinta-feira (9) uma portaria autorizando as distribuidoras de energia a emitir debêntures para aplicação dos recursos em projetos enquadrados como prioritários. Com isso, as distribuidoras poderão captar recursos no mercado para viabilizar seus projetos, o que já é permitido para empresas de geração e transmissão de energia. A portaria, publicada no Diário Oficial da União, foi assinada durante audiência com o presidente da Associação Brasileira das Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee), Nelson Leite, e representantes de 25 distribuidoras. Os ganhos financeiros obtidos por meio de debêntures incentivadas são isentos de Imposto de Renda, o que resulta em menor custo de capital para as empresas se comparado com outras formas de financiamento. De acordo com o ministro, a portaria é um ponto de partida para que outros encaminhamentos possam ser dados, de modo a que os agentes setoriais encontrem soluções para os desafios enfrentados. Conforme Fernando Coelho, este é um pleito antigo encaminhado pelas distribuidoras ao Ministério de Minas e Energia.

EBC virou "cabide de emprego" e símbolo de aparelhamento político, diz ministro


O ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, disse que sua proposta de extinção da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) está ganhando adeptos dentro do governo e que discutiu a proposta com o presidente interino, Michel Temer. Geddel disse a EBC se transformou num "cabide de emprego" e "foco de militância". O projeto dos governos petistas de Lula e Dilma de transformar a EBC em uma instituição pública de comunicação consumiu mais de R$ 3,6 bilhões de recursos diretos do Orçamento do governo federal nos últimos oito anos, conforme levantamento feito pela assessoria técnica do DEM. Geddel disse que o governo não precisa de uma empresa para "autopromoção" e que basta o presidente ter uma estrutura para os registros históricos, por exemplo. Para ele, só deve existir uma estrutura para dar informação e não fazer autopromoção. Desde que assumiu, Temer identificou na EBC foco de resistência, tanto que nomeou o jornalista Laerte Rímoli para comandar a empresa e teve que recuar, depois que a nomeação foi contestada no Supremo Tribunal Federal. Uma liminar do ministro Dias Toffoli restituiu a direção da EBC ao jornalista Ricardo Melo, que havia sido nomeado na gestão da presidente Dilma, antes do afastamento do cargo no processo de impeachment. "Essa é uma visão pessoal e não de governo. Mas fico feliz que outros estejam concordando. A EBC é um símbolo de um governo ineficiente, do aparelhamento da gestão, de autopromoção. Não pode ser canal de autopromoção. O que for informativo e não autopromocional, se mantém. Para fazer propaganda, temos contratos com agências para fazer publicidade, que é outra coisa. Acabar com isso é um imperativo para que o novo governo se diferencie. Falei minha opinião ao presidente, que ouviu", disse Geddel. O ministro disse que pode se discutir alternativas, talvez uma estrutura enxuta com equipes para registrarem os atos do presidente, acompanhá-los nas viagens. Hoje, a estrutura de comunicação tem a NBr, que é a TV do governo, que transmite todas as cerimônias do governo, por exemplo. A TV está dentro da EBC, que funciona como uma agência de notícias oficial. Para o ministro, poderiam ser feitos vínculos com as TVs Educativas, repassar inclusive os equipamentos modernos e aproveitar todos os concursados. "E demitir os cargos de confiança", disse ele. O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse que Temer determinou a realização de um levantamento sobre o custo real do aparato da Empresa Brasil de Comunicação e defendeu mudanças na EBC. Na prática, Temer já decidiu que haverá mudanças, mas a radicalidade disso é que está em questão: se uma reformulação principalmente da linha, com nova direção, ou a simples extinção da EBC e a criação de uma nova estrutura. Padilha disse que há, sim, gastos "supérfluos". A EBC está sob o guarda-chuva da Casa Civil. Uma das propostas seria a extinção da TV Brasil, na qual os programas seriam mais caros e "ideologizados" e retomar um modelo mais formal de comunicação, nos moldes da antiga Radiobras. "Já falei com o presidente Michel sobre isso e ele determinou que se faça um estudo real dos gastos. O governo não tem interesse em concorrer com a mídia privada. Alí, é um gasto absolutamente supérfluo. E, num momento em que estamos numa fase de fazer mais com menos, as coisas supérfluas. Isso servia muito bem a quem queria ideologizar as ações do governo, queria a construção de uma franquia ideológica a partir dessa comunicação. Não é o nosso caso. Poderemos redimensioná-la. Não vamos extinguir a área de comunicação de governo. É inadmissível a ideologização da comunicação de governo. Mas a comunicação de governo é indispensável", disse Padilha. A gestão petista ficou marcada por ter contratado profissionais, em cargos de confiança, por altos salários. Em 2015, os gastos chegaram a R$ 547,6 milhões em 2015. O número de funcionários da empresa saltou de 1.629 em 2007 para 2.615 em abril deste ano — um aumento de 60,5%. 

Presidente Temer dá prazo para a mulher sapiens Dilma Rousseff devolver 20 assessores


O governo do presidente interino, Michel Temer, vai dar um prazo para a presidente afastada, a mulher sapiens petista Dilma Rousseff, devolver cerca de 20 dos assessores que pediu ao ser afastada do mandato. A petista será notificada pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) sobre a decisão da Casa Civil, que emitiu um parecer restringindo as prerrogativas da presidente afastada. E caso não exonere alguns de seus auxiliares “num prazo razoável”, a Casa Civil irá demitir assessores de Dilma para reaver esses cargos. O governo do presidente interino ficou incomodado com o fato de Dilma ter montado uma equipe com cerca de 35 auxiliares, entre altos cargos de confiança e ajudantes de ordem, e limitou esse número em 15. Um exemplo citado por um técnico da Casa Civil é que no gabinete da Presidência só havia um cargo de Natureza Especial (o topo da hierarquia do funcionalismo) e este foi levado por Dilma. Essas funções estariam fazendo falta na atual gestão, segundo uma fonte palaciana. O principal assessor de Dilma, Giles Azevedo, teve sua situação ajustada apenas quando a Casa Civil deu a ele uma função DAS 5 para seguir trabalhando com a petista. O braço direito da presidente afastada estava num limbo jurídico desde que o Senado confirmou seu afastamento, há um mês. Ele era secretário-executivo do ministério da Chefia de Gabinete de Dilma, pasta extinta por Temer. Apesar da irritação com os privilégios de Dilma, por enquanto está mantida a estrutura de funcionários no Palácio da Alvorada. Segundo o governo, são 120 servidores apenas para manter o dia a dia do Alvorada, como cozinheiros. Há ainda o médico da Presidência e seguranças. Ao todo, são cerca de 160 pessoas. A Casa Civil regulamentou as prerrogativas a que Dilma teria direito após seu afastamento. Entre as decisões, limitou o uso de aeronaves da Força Aérea Brasileira ao trajeto de Brasília a Porto Alegre, onde Dilma tem família, frustrando os planos que a petista tinha de participar de eventos Brasil afora, disseminando o discurso de que sofreu um golpe e que o governo Temer é ilegítimo. O governo Temer também fez um pente-fino nos cargos de confiança no Palácio do Planalto e identificou cerca de 50 chamados de “espiões” da presidente afastada mulher sapiens Dilma Rousseff. As demissões desses funcionários estão saindo no Diário Oficial da União quase todos os dias, mas o Planalto evita identificá-los. Segundo assessores, havia a desconfiança que esses funcionários com cargos de confiança passassem informações à presidente Dilma e ao seu staff direto. As mudanças atingem sobretudo o Gabinete da Presidência, a Casa Civil e a Secretaria de Governo, segundo um ministro. 

Fim de castigo de três anos no Itamaraty


José Serra vai pôr fim a uma temporada de quase três anos do injusto castigo imposto pelo governo Dilma ao embaixador Marcel Biato, chefe da Embaixada do Brasil em La Paz quando o diplomata Eduardo Sabóia trouxe para o Brasil o senador boliviano Roger Pinto Molina. Biato vai ser o embaixador brasileiro na Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea), em Viena, no lugar de Laércio Antônio Vinhas. Mas, até agora, ninguém disse como e quando vai se dar a restauração do diplomata Eduardo Sabóia, um verdadeiro herói que foi tremendamente perseguido pela nomenklatura petista no Itamaraty.

Polícia Federal cumpre mandados contra magistrados em Manaus

Dois magistrados, quatro advogados e dois servidores do Judiciário foram alvo na manhã de quinta-feira (9) da Operação La Muralla II, deflagrada pela Polícia Federal, em Manaus. A Polícia Federal cumpriu 15 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça em escritórios de advocacia, gabinetes e secretarias do Tribunal de Justiça do Amazonas e do Fórum Henoch Reis, além das residências dos investigados. A ação é um desdobramento da Operação La Muralla, realizada em novembro de 2015, e tem o objetivo de aprofundar as investigações que envolvem a suposta participação de autoridades do Judiciário e advogados em um esquema de negociação de sentenças judiciais para beneficiar integrantes de uma facção criminosa de tráfico de drogas e atuante no controle de presídios no Estado. Na época, 90 pessoas foram presas, suspeitas de participar da organização, entre elas, traficantes e advogados. “Mensagens e diálogos captados durante a operação La Muralla apontam suposta participação de membros do Poder Judiciário do Amazonas nessa negociata de decisões judiciais. Isso ficou bastante evidente durante as investigações da operação La Muralla”, disse o superintendente regional da Polícia Federal no Amazonas, Marcelo Resende. Ele explicou o motivo pelo qual os investigados não foram afastados dos cargos. “Com certeza, o STJ apreciou todas as circunstâncias e os fatos e entendeu que não cabia essa suspensão, no momento do exercício da atividade, Obviamente, se surgirem fatos que possam ensejar essa medida, eu tenho certeza que isso possa ser considerado pelo STJ, no futuro”, afirmou. As investigações correm em segredo de justiça no STJ por envolverem autoridades com foro privilegiado. A segunda fase da Operação La Muralla contou com a participação de mais de 100 policiais federais.

Gilmar Mendes contra Rodrigo Janot

Gilmar Mendes reclamou da lentidão de Rodrigo Janot em denunciar os investigados da Lava Jato: "Os senhores tirem suas conclusões. Temos 50 inquéritos abertos e só 11 denúncias". Ele disse também a O Globo que é preciso tomar cuidado com os pedidos de prisão contra Renan Calheiros, José Sarney, Romero Jucá e Eduardo Cunha: "Isso tem que ser examinado com muita cautela porque, em relação a parlamentares, a Constituição só prevê a hipótese de prisão em flagrante de crime inafiançável. Portanto, é preciso que isso fique caracterizado".

Suíça pegou a "Cta. Suíça", que apareceu no celular do sinhozinho baiano Marcelo Odebrecht

O Estadão diz que, "pela primeira vez, o Ministério Público da Suíça ligou uma conta secreta no país investigada no caso Petrobrás/Odebrecht ao pagamento de gastos em campanhas políticas na América do Sul e Central". Do que se trata? Ao que tudo indica, dos pagamentos de Zwi Skornicki a João Santana, o marqueteiro de Lula e Dilma Rousseff.

TCU dá indicativos de que condenará Dilma mais uma vez

Bruno Dantas, ministro do TCU, afirmou que Dilma Rousseff voltou a cometer irregularidades em 2015. "A impressão é que 2014 foi um ano em que as irregularidades foram muito volumosas e muito visíveis e 2015 foi um ano que o governo passou tentando corrigir o que foi feito de errado em 2014", disse ele, segundo registro do jornal Valor Econômico. O TCU iniciará a análise das contas de 2015 da petista na quarta-feira, mas o resultado não deve ser conhecido antes da votação do impeachment no Senado.

Quem o homem de Renan quer na Vale

Se der certo a sua estratégia de derrubar Murilo Ferreira da Vale, Guto Quintella tentará emplacar um desses dois nomes:
- Tito Martins, que chegou a comandar as operações no Canadá e dirigir a área financeira da mineradora, antes de virar diretor-superintendente da Votorantim Metais. Em 2011, Tito foi cotado para presidir a Vale, mas não tinha o apoio de Dilma Rousseff.
- José Carlos Martins, que foi diretor executivo de Ferrosos e Estratégia. Ele integra o Conselho de Administração da NovaAgri, empresa de logística voltada para commodities agrícolas. Também esteve no páreo na disputa pela presidência da Vale em 2011.
Quintella, empresário com fortes ligações com o PMDB de Renan, tem argumentado que Murilo Ferreira significa manter Dilma e Guido Mantega na Vale. (O Antagonista)

Infraero ganha causa bilionária no Rio de Janeiro



A Infraero acaba de ganhar uma causa bilionária no Tribunal Regional Federal do Rio de Janeiro. Em um processo aberto em 2001, a TAM e outras empresas aéreas queriam ficar livres de tarifas aeroportuárias (de comunicação, pouso e permanência) e serem ressarcidas pelos valores pagos desde 1996. A alegação é que essas tarifas seriam tributos e que, portanto, deveriam ter sido criadas por lei. Os desembargadores, no entanto, acataram a tese da defesa de que se tratam de preços públicos, que podem ser instituídos por decreto. O valor era de 1,6 bilhão de reais, para apenas um dos vinte anos em discussão. A Infraero foi representada por Igor Mauler Santiago, do Sacha Calmon – Misabel Derzi Consultores e Advogados.

Mulher de Eduardo Cunha tenta "voltar" para o STF


A situação não está fácil para o casal Eduardo Cunha e Claudia Cruz. Enquanto o presidente afastado da Câmara aguarda decisões do Conselho de Ética sobre o processo que pode levar à cassação de seu mandato e do Supremo Tribunal Federal sobre pedido de prisão feito contra ele, sua mulher teve denúncia acatada por Sérgio Moro na quinta-feira. Claudia Cruz é acusada de corrupção e lavagem de dinheiro em processo em que o marido é investigado de receber propina da Petrobras. O Ministério Público disse que o dinheiro ilícito recebido por Cunha se transformou em bolsas de luxo e sapatos de grife para a ex-jornalista. A defesa de Claudia vai apresentar defesa, mas sua principal estratégia é um recurso que corre no Supremo para que Claudia volte a ser julgada juntamente com Cunha. O argumento é que não faz sentido ela ser julgada por Moro com base num crime que caberá à suprema corte analisar. Uma coisa é fato: nunca um processo “desceu” para Moro tão rápido quanto este. O de Lula, que tem parecer no mesmo sentido do Ministério Público, segue dormitando nos escaninhos do Supremo.

Supremo deve julgar Bolsonaro ainda neste semestre



O ministro Luiz Fux deve levar ao plenário do Supremo Tribunal Federal ainda neste semestre duas ações das quais é relator contra o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ). Em 2014, Bolsonaro afirmou, no plenário da Câmara, que a deputada Maria do Rosário (PT-RS) não merecia ser estuprada por ser “muito feia”. O deputado já foi condenado na esfera cível, pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal, a indenizar a deputada e se retratar. As ações que correm no STF são criminais. Bolsonaro foi denunciado pela vice-procuradora-geral da República, Ela Wiecko, por incitar publicamente a prática de crime de estupro. E a própria deputada moveu uma queixa-crime contra ele. Ambos os processos estão com Fux. 

Nem petistas creem em volta de Dilma


Quem assiste às histriônicas sessões da comissão de impeachment no senado se vê senadores do PT e do PCdoB se esgoelando para defender Dilma Rousseff deve achar que esses partidos não veem a hora de a presidente afastada subir de novo a rampa do Planalto. Ledo engano. Fora dos microfones, com as câmeras desligadas, os mais exaltados são os primeiros a confessar alívio com a volta à oposição e total descrença na viabilidade de volta de Dilma. Antes acossados pelas más notícias na economia e pela incapacidade de Dilma retomar a iniciativa política no governo, esses senadores agora estão livres para defender a narrativa de que houve um golpe, com a qual esperam fazer as pazes ao menos com uma parcela da sociedade que andava virando a cara para o PT. Parece já estar surtindo algum efeito: pesquisas em posse do governo temer mostram recuperação de algum apoio ao PT no Nordeste, por exemplo. Diante disso, o melhor dos mundos para candidatos a prefeito do PT é abraçar a tese do golpe e tentar fazer do limão uma limonada. A improvável volta de Dilma ao Planalto paralisaria o país mais uma vez e exporia a total inviabilidade de ela formar um governo outra vez. Os senadores estão adorando o road show da Dilma vítima, e acham que, quanto mais Temer tolher acesso da petista a meios como avião e suprimentos, melhor para eles saírem bem indignados nas imagens de TV.

MEC vai rever Base Nacional Curricular


O ministro da Educação, Mendonça Filho, paralisou as negociações para a implantação da Base Nacional Curricular. A ideia, segundo ele, é “desideologizar” o debate e rever alguns conceitos que estavam norteando os trabalhos. As principais críticas do novo governo à metodologia que seria adotada recaem sobre o ensino de história, língua portuguesa e matemática. Mendonça deve convocar entidades como o Impa (Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada) e a ABL (Academia Brasileira de Letras) para participar das novas discussões sobre o currículo nacional.

Nas asas da FAB: a farra dos jatinhos dos "presidentes" da Câmara


Em tempos de austeridade, chamou a atenção na sexta-feira, dia 3, o uso de três aviões da FAB para os "presidentes" da Câmara. Eduardo Cunha requisitou um para voar para o Rio de Janeiro. Waldir Maranhão pediu um para ir ao Chile. E Giacobo (PR-PR), o primeiro vice-presidente da Câmara, não ficou a pé. Descolou um avião para ir ao Paraná passar o fim de semana.

Vendas de carne para o Exterior continuam em alta


Nem tudo vai mal: a carne brasileira continua ganhando mercado no exterior. Em maio, o Brasil exportou 102 mil toneladas, responsáveis por trazer US$ 400 milhões para a balança comercial. Significa 19% a mais do que o alcançado em abril , quando o Brasil vendeu 85 mil toneladas. A venda de maio é 20% superior a maio do ano passado.

Marcelo Odebrecht sozinho na cela


Perto de fazer um ano na cadeia, Marcelo Odebrecht continua sozinho em sua cela na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. O maior medo da Policia Federal é que haja algum tipo de agressão física ao sinhozinho baiano Marcelo Odebrecht por outro preso. A atenção dos delegados da Lava-Jato é tamanha que se teme até que alguém seja preso com o objetivo de atacar o empreiteiro propineiro.

Bené entrega ex-chefe da comunicação do Ministério da Saúde


Benedito de Oliveira, o Bené, entregou em sua delação Marcier Trombiere (foto), que foi preso com ele na primeira ação da operação Acrônimo, em 2014, quando os dois chegavam a Brasília num jatinho com dinheiro não declarado. Segundo Bené, Trombiere recebeu propina quando foi chefe da comunicação do Ministério da Saúde durante a gestão de José Gomes Temporão, para aprovar uma campanha de saúde pública por meio de SMS. A suspeita da Acrônimo agora é que Trombiere também tenha recebido propina em outros contratos de comunicação da Saúde e ainda na pasta por que passou depois, o Ministério das Cidades, sob Mario Negromonte.

Ministério Público Federal investiga contratação de poliiais militares para consultoria na Olimpíada do Rio de Janeiro


O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro encaminhou documentos aos ministérios públicos de São Paulo, Amazonas e Pernambuco para que sejam investigadas possíveis irregularidades nas contratações remuneradas de policiais militares para serviços de consultoria para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos no Rio de Janeiro. Os procuradores sabem que há, no mínimo, três policiais militares que foram contratados para tais serviços no País, mas pode haver mais. O questionamento gira em torno das permissões constitucionais e legislativas de cada Estado na remuneração de agentes públicos.

STF valida norma que proíbe escolas de recusar alunos com deficiência

Por maioria de votos, o Supremo Tribunal Federal decidiu validar normas do Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015) questionadas pela Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen). A lei entrou em vigor em janeiro deste ano e proíbe escolas particulares de recusar matrículas e cobrar valores adicionais nas mensalidades de pessoas com deficiência.


De acordo com o relator da ação, ministro Edson Fachin, as instituições de ensino não podem escolher os alunos que serão matriculados e nem segregar alunos com deficiência. O voto do relator foi acompanhado pelos demais ministros. “A Lei 13.146 parece justamente assumir esse compromisso ético de acolhimento, quando exige que não só apenas as escolas públicas, mas também as particulares, deverão pautar sua atuação educacional a partir de todas as facetas e potencialidades que o direito fundamental à educação possui”, argumentou o ministro. O único voto divergente foi proferido pelo ministro Marco Aurélio. O ministro entendeu que o Estado não pode obrigar as escolas a tomar todas as medidas para abrigar os alunos com deficiência sem a cobrança de um valor adicional. “Não pode o Estado cumprimentar com o chapéu alheio. O Estado não pode obrigar a iniciativa privada a fazer o que ele não faz”, disse Marco Aurélio. Durante o julgamento, a advogada da Federação Nacional da Apaes (Fenapaes), Rosangela Wolff Moro, sustentou na tribuna que restringir o acesso de alunos com deficiência é “discriminação odiosa”. Segundo Rosangela, há um duplo viés no aprendizado conjunto, porque as pessoas com deficiência também aprendem ao conviver com pessoas sem deficiência. A advogada é casada com o juiz federal Sérgio Moro. “Além de ser um direito social, a educação não pode ser compreendida como somente um despejo de conteúdo para aquela pessoa que está na escola particular. A educação é muito mais que isso, é aprender a conviver com as diferenças", acrescentou. Entre os argumentos apresentados na ação protocolada no Supremo, a Confenen alegou que a obrigatoriedade do acolhimento de pessoas com deficiência em salas de aula compromete o orçamento dos estabelecimentos de ensino. “Os dispositivos impugnados violam ainda o princípio da razoabilidade extraído do preceito constitucional porquanto frustram e desequilibram emocionalmente professores e pessoal da escola comum, regular, por não possuírem a capacitação e especialização para lidar com todo e qualquer portador de necessidade e a inumerável variação de cada deficiência ”, informou trecho da petição inicial.

Dilma entra com ação na Justiça para usar aviões da FAB


Dilma Rousseff entrou com uma ação na 6ª Vara Federal de Porto Alegre para ter o direito de usar sem restrições os aviões da Força Aérea Brasileira (FAB). Na ação, Dilma é representada por Carlos Araújo, seu ex-marido. O pedido é feito na primeira instância porque questiona um parecer do subchefe de Assuntos Jurídicos, Gustavo do Vale Rocha.

Janot denuncia Eduardo Cunha por propina de R$ 52 mi em obras no Rio de Janeiro



A procuradoria-geral da República apresentou na sexta-feira ao Supremo Tribunal Federal a terceira denúncia contra o presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), na Operação Lava Jato. As suspeitas são de que ele recebeu cerca de 52 milhões de reais em propina do consórcio de empreiteiras que atuava nas obras do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro. Em acordo de delação premiada, o ex-vice presidente da Caixa Econômica Federal, Fábio Cleto, confirmou que houve pagamentos de propina a Eduardo Cunha para que fossem liberados recursos do fundo de investimentos do FGTS para o projeto Porto Maravilha. Dois outros delatores da Operação Lava Jato, Ricardo Pernambuco e Ricardo Pernambuco Júnior, da Carioca Engenharia, já haviam detalhado os repasses de dinheiro sujo. A empreiteira compunha o consórcio, ao lado das construtoras OAS e Odebrecht, que atuava nas obras de revitalização da região portuária do Rio de Janeiro. "Seu pai lhe comunicou que Leo Pinheiro, da OAS, e Benedito Junior, da Odebrecht, (...) comunicaram que havia uma solicitação e um 'compromisso' com o deputado Eduardo Cunha (...) e que o valor daria em torno de 52 milhões de reais devidos pelo consórcio, sendo 13 milhões de reais a cota parte da Carioca", disse Ricardo Pernambuco Jr. em depoimento de delação premiada. Segundo o também delator Ricardo Pernambuco, a estratégia era "combinar tais pagamentos e se tais valores poderiam ser pagos no Exterior, tendo em vista a dificuldade de pagar os valores internamente". Na delação, o empresário afirma que Eduardo Cunha indicou uma conta no banco Israel Discount Bank para receber os valores. No pagamento de propina, os repasses relatados pelo empreiteiro previam desembolsos mensais de 300.000 reais. Em um dos casos, para a confirmação do envio de parte do dinheiro sujo, Ricardo Pernambuco Jr. encaminhou um email em 26 de fevereiro de 2012 a Eduardo Cunha com a seguinte mensagem cifrada sobre "um livro de 181 páginas sobre túneis suissos (sic)" e, na sequência, pedido para "confirmar se receber o livro e seu (sic) gostou das fotos". 

Devolução de verba do BNDES ao Tesouro divide TCU



A obtenção do aval do Tribunal de Contas da União para a devolução de 100 bilhões de reais do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aos cofres do Tesouro Nacional não será tarefa fácil para o governo. A operação, classificada pelo presidente em exercício Michel Temer como vital para ajudar no reequilíbrio das contas públicas, pode deixar a União novamente sob suspeita de irregularidade. Algumas avaliações são de que a antecipação de pagamento do banco público ao Tesouro pode configurar o financiamento da instituição ao governo. Ao menos quatro dos nove ministros da Corte de contas têm uma clara posição de resistência à proposta do governo, e vêem na transação mais um clássico tipo de "pedalada", ou seja, de apropriação indevida de recursos de bancos públicos para aliviar as contas federais. Apesar de o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ter indicado há duas semanas que esta deveria ser uma transação trivial e que, "nos próximos dias", o banco público liberaria uma primeira parcela de 40 bilhões de reais referente a empréstimos do Tesouro feitos anos atrás, os sinais são de que o tema caminha para um forte debate dentro do tribunal. Segundo um dos ministros do TCU, o que o governo propõe é adiantar a cobrança de um empréstimo dado ao BNDES que, por contrato, só teria de ser pago daqui a mais de vinte anos. Esse adiantamento infringe diretamente o que está previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal. "Não vejo como aprovar algo assim", disse um ministro. Entre 2009 e 2014, o Tesouro aportou 440,8 bilhões de reais no BNDES, a título de empréstimos de longo prazo. O objetivo inicial era estancar os efeitos da grave crise econômica mundial que começou no segundo semestre de 2008. O banco buscava suprir o vácuo deixado pelas instituições financeiras privadas, que secaram até linhas de capital de giro para as empresas. Esses contratos de empréstimos previam prazos de 20 a 40 anos para pagamento. Hoje, a dívida do BNDES com o Tesouro, incluindo os juros, chega a 514 bilhões de reais. Na avaliação de alguns ministros, a proposta de adiantamento do governo é irregular, já que a lei proíbe o banco público de acelerar pagamentos de suas dívidas. Para uma fonte do tribunal, uma forma de liberar a operação seria demonstrar que os empréstimos ao BNDES feitos pelo Tesouro (acionista único do banco) durante a gestão de Guido Mantega no Ministério da Fazenda seriam irregulares e que, portanto, agora teriam de ser desfeitos. Essa hipótese, porém, enfrenta resistências.

Após troca de governo, empresas captam US$ 9,6 bilhões no Exterior



As empresas brasileiras estão aproveitando a melhora da avaliação sobre o risco Brasil, após a mudança de governo, para captar recursos no Exterior e refinanciar suas dívidas. Em menos de um mês, os investidores estrangeiros compraram 9,6 bilhões de dólares em bônus de empresas como Petrobras, Marfrig, Vale, Eldorado e Cosan. A expectativa é de que mais companhias façam novas emissões nas próximas semanas. A demanda por papéis de empresas brasileiras já conhecidas no mercado está muito superior à oferta, segundo o diretor-gerente do Bradesco Banco de Investimento (BBI), Leandro de Miranda, que esteve à frente das operações de Marfrig, Vale e Cosan. O volume captado pelas companhias nos últimos dias já supera todo o volume do ano passado, de cerca de 8 bilhões de dólares. Miranda lembra, porém, que a oferta de títulos ainda é baixa: há alguns anos, o volume de emissões no primeiro semestre ficava entre 25 bilhões de dólares e 30 bilhões de dólares. Diversos fatores têm influenciado nas captações. Além da melhora na parte política, com a mudança de governo e a expectativa de que as reformas econômicas sejam feitas, o Federal Reserve (Fed, banco central americano) indicou nesta semana que não deve elevar os juros. Assim, os investidores continuam procurando juros mais atrativos. Outro ponto é que muitos fundos de investimento estão com porcentuais históricos muito baixos de exposição ao Brasil - e com espaço para recompor seus portfólios. Diante desse apetite por Brasil, os custos para as empresas têm caído, na esteira da queda do risco país, que era de 500 pontos básicos no início do ano e caiu agora para 300. O economista Nathan Blanche, da Tendências Consultoria, lembra, porém, que o dinheiro que está fazendo com que o dólar caia, a Bolsa se valorize e as empresas captem recursos ainda é de curto prazo, de investidores que se aproveitam de situações momentâneas. "Não podemos esquecer que nosso risco já foi de 140", diz: "Até outro dia, falava-se de insolvência fiscal em dois, três anos. Isso significa que, se as novas reformas não forem aprovadas, não teremos capital externo para investimento de longo prazo". O responsável pela área de mercado de capitais do banco Morgan Stanley, Alexandre Castanheira, diz que as empresas não estão neste momento captando para investir. A Marfrig, por exemplo, captou 750 milhões de dólares, e boa parte desse montante foi para recomprar títulos que venciam no curto prazo. A única nova emissão, de empresa que não era conhecida dos investidores, foi a da Eldorado Celulose, que acabou tendo um pouco menos de demanda para seus papéis, segundo alguns executivos de bancos. Já a Vale, que pretendia emitir entre 500 milhões de dólares e 1 bilhão de dólares, acabou fechando em 1,25 bilhão de dólares, com juros abaixo de 6% e demanda por 5 bilhões de dólares. A maior captação do ano foi da Petrobras, de 6,75 bilhões de dólares, mas os juros ficaram acima de 8%.

"Japonês da Federal" coloca tornozeleira e volta a trabalhar



O policial federal Newton Ishii, informalmente chamado de Japonês da Federal e tornado célebre por acompanhar presos da Operação Lava Jato, colocou uma tornozeleira eletrônica na sexta-feira e foi autorizado a voltar a trabalhar na Polícia Federal. Ele havia sido preso no último dia 7 depois de condenado por facilitação ao contrabando a quatro anos, dois meses e 21 dias de prisão. Ishii ficou detido em uma sala do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope). Agora, volta a trabalhar a partir desta segunda-feira, mas, cumprindo a pena em regime semiaberto harmonizado, terá de ficar recolhido em casa à noite e durante os fins de semana.

Kuczynski não dará anistia a Fujimori, mas aceitaria prisão domiciliar



O economista Pedro Pablo Kuczynski, que venceu as eleições presidenciais mais disputadas do Peru em cinco décadas, disse após a vitória que não dará anistia ao ex-presidente Alberto Fujimori, hoje preso, mas que assinaria um pedido de prisão domiciliar se o Congresso solicitasse. Fujimori cumpre uma pena de 25 anos de prisão por abusos de direitos humanos e corrupção. Kuczynski derrotou Keiko Fujimori, filha do ex-presidente, no segundo turno da votação, mas o partido político da filha mais velha do ex-mandatário conquistou a maioria absoluta do Congresso. "Se o Congresso criar uma lei genérica, não uma lei pessoal, para que pessoas em sua condição cumpram o final da sentença em casa, eu a assinarei", disse o ex-banqueiro de investimentos. "Não sei se eles (o partido de Keiko) querem fazer isso, eles querem que Fujimori saia pela porta da frente, mas houve um processo judicial que o condenou, não irei assinar algo sem ter meditado muito sobre isso", acrescentou Kuczynski, de 77 anos. Fujimori, também de 77 anos, sofre de hipertensão arterial e passou por cinco operações na língua para combater lesões cancerígenas. Em 2013, o então presidente peruano Ollanta Humala recusou um pedido de indulto para Fujimori apresentado por seus filhos.

Rússia prepara forte ataque contra Estado Islâmico na Síria



A Rússia prepara seu ataque final contra as fortificações jihadistas na Síria, em Raqqa e Aleppo, para o que coordenará suas ações militares com o exército sírio, as milícias curdas e os militares iranianos. "Já dissemos tanto a nossos parceiros americanos como aos líderes da coalizão. Esperar será contraproducente do ponto de vista de nossas ações conjuntas antiterroristas", disse o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov. Moscou tem liberdade para retomar seus bombardeios contra Aleppo, a segunda maior cidade síria, desde que terminou há poucos dias o prazo para que os grupos opositores abandonassem as posições da Frente al-Nusra, o braço sírio da Al Qaeda. Lavrov destacou que "já passou mais tempo que o necessário para que qualquer grupo armado optasse por cessar as ações militares ou não". A Rússia, que se reservou o direito de atacar "unilateralmente" os grupos armados que não acatem a trégua, ainda espera que os Estados Unidos aceitem sua oferta, apresentada em 20 de maio, de bombardear conjuntamente as posições dos jihadistas. "Espero que nossos colegas americanos acompanhem nossas ações para não permitir que os terroristas aproveitem a situação de trégua para fortalecer suas posições no terreno", ressaltou o chefe da diplomacia russa. No entanto, Lavrov já começou as consultas para acabar com a resistência dos jihadistas com ajuda de seus principais parceiros regionais, Síria e Irã - na quinta-feira, o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu, viajou a Teerã para se reunir com seus colegas sírio, Fahd Jassim al-Freij, e iraniano, Hossein Dehgan. Segundo a imprensa iraniana, os três titulares de Defesa abordaram a coordenação de suas ações em apoio das forças governamentais sírias que lançaram uma bem-sucedida ofensiva contra Raqqa, considerada a 'capital' do Estado Islâmico. Dehgan garantiu que os três países estão dispostos a reunir esforços para derrotar "todos os grupos terroristas", decidiram coordenar seus planos operacionais e previram que os resultados serão percebidos "nos próximos dias". "Em breve o exército sírio começará uma ofensiva rumo a Aleppo e, graças ao apoio da aviação russa, a cidade será libertada dos guerrilheiros", assegurou por sua parte Riad Haddad, embaixador sírio em Moscou. O embaixador destacou que "em Aleppo se trava uma batalha crucial e uma vitória significará a derrota de todos os grupos terroristas" e acrescentou que "os soldados sírios avançam com sucesso para Raqqa (...) com o apoio da Rússia". Os curdos sírios se mostraram dispostos a cooperar com a Síria na luta contra os terroristas com uma condição: o reconhecimento de sua autonomia no norte do país. "Damasco deve reconhecer a autonomia no norte do país, o direito dos curdos. Então haverá coordenação. Quando nos reconhecerem, então poderemos fazer todo juntos. Içaremos a bandeira síria em seu território junto à curda", ressaltou. O representante curdo destacou que "só a Rússia pode pressionar Damasco a reconhecer nossos direitos". A aliança curdo-árabe, que também conta com o apoio da coalizão liderada pelos EUA, apesar das reservas turcas, iniciou uma ofensiva no último dia 31 de maio e, desde então, seu avanço foi imparável. Os jihadistas enfrentam os curdos no norte da província nordeste de Raqqa e em Manbech, enquanto lutam contra os soldados governamentais sírios nas regiões centrais de Homs e Hama, assim como em Aleppo.

Estados Unidos autorizam seis companhias a voar para Cuba



Os Estados Unidos autorizaram seis companhias aéreas a programar, a partir do fim do ano, vôos regulares diários a Cuba, suspensos há 53 anos, informou nesta sexta-feira o Departamento de Estado. Em um novo passo na normalização de relações entre Estados Unidos e Cuba, as novas rotas aéreas unirão cinco cidades americanas a nove cubanas, com exceção de Havana, ainda sob revisão. "No ano passado, o presidente (Barack) Obama anunciou que era tempo de 'começar uma nova viagem' com o povo cubano", disse o secretário de Transporte, Anthony Foxx, em um comunicado. "Hoje estamos cumprindo essa promessa ao relançar o serviço aéreo regular para Cuba depois de mais de meio século", acrescentou. A distribuição das rotas às companhias aéreas segue um memorando de entendimento assinado em fevereiro pelos dois países que autorizou 110 vôos regulares à ilha. As novas rotas foram concedidas à American Airlines, Frontier Airlines, JetBlue Airways, Silver Airways, Southwest Airlines e Sun Country Airlines. Cada uma delas poderá operar vôos de Miami, Fort Lauderdale, Chicago, Minneapolis e Filadélfia. As cidades cubanas incluídas são Camagüey, Cayo Coco, Cayo Largo, Cienfuegos, Holguín, Manzanillo, Matanzas, Santa Clara e Santiago de Cuba. O Departamento de Transporte informou que ainda avalia quais linhas serão autorizadas a voar para Havana, depois de receber o triplo de solicitações para o limite de 20 vôos diários estabelecido no memorando bilateral. Uma decisão final sobre as rotas a Havana será tomada "em algum momento do verão (no hemisfério norte)", informou o Departamento. Os vôos comerciais entre Cuba e Estados Unidos foram cancelados na década de 60, mas desde meados dos anos 1970 estão autorizados os vôos charter sob condições. Esses vôos, cerca de vinte por dia, poderão continuar operando, informaram as autoridades.

Enfim, Poder Eleitoral da Venezuela dá prosseguimento ao referendo para tirar do poder o ditador Maduro



A presidente do Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela (CNE), Tibisay Lucena, confirmou na sexta-feira que a etapa de validação de mais de 1,3 milhão de assinaturas de pessoas que apoiam o início de um referendo para revogar o mandato do ditador do país, o comunista bolivariano Nicolás Maduro, será realizada entre os próximos dias 20 e 24 deste mês. Tibisay disse aos jornalistas que após a "apuração" de mais de 600.000 assinaturas, agora terá início à nova fase de cinco dias para que as pessoas confirmem seu apoio ao processo. Depois, haverá uma "revisão da validação", que se estenderá até o dia 26 de julho. Só depois dessa etapa, o Parlamento pode dar prosseguimento ao referendo, que ainda não tem uma data no horizonte. A presidente do CNE informou, além disso, que foi publicada, no site do órgão, uma base de dados com o nome das 1,3 milhão de pessoas que assinaram o apoio do referendo e, se assim desejarem, possam excluir seus nomes da relação. Em uma breve declaração, a chefe do CNE exigiu que "as partes envolvidas" no processo "respeitem a integridade dos funcionários eleitorais" e as sedes do CNE. "Queremos dizer muito enfaticamente que qualquer agressão, alteração da ordem ou violência provocarão a suspensão imediata do processo até que se restabeleça a ordem, a tranquilidade e o respeito", afirmou Tibisay. O alerta da presidente do CNE ocorre um dia depois de deputados de oposição terem sido agredidos por milicianos chavistas e policiais em frente à sede do órgão eleitoral. No incidente, o líder da bancada opositora, Julio Borges, sofreu vários ferimentos no rosto. Horas depois do episódio, Luis Emilio Rondón, o único dos cinco membros do CNE que é ligado à oposição, anunciou que a etapa de validação da assinatura teria início no próximo dia 20. O anúncio era esperado pela aliança opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) havia mais de uma semana, período em que a coalizão pressionou o CNE por respostas com diferentes protestos.

Operadora do Aeroporto de Zurique vai participar de leilões no Brasil


A Vinci Partners está fechando uma parceria com a Zurich Airport, operadora do Aeroporto de Zurique para participar leilões dos aeroportos de Porto Alegre, Florianópolis, Salvador e Fortaleza, previstos para ocorrer no final do ano.

Ipiranga compra 1 mil postos da Texaco por R$ 1,2 bilhão

A Ultrapar anunciou na quinta-feira a compra da distribuição de combustíveis da Texaco no Brasil, da Chevron, por 1,16 bilhão de reais, consolidando a presença da empresa em um mercado no qual estreou no ano passado, com a aquisição de parte da Ipiranga. A aquisição da Texaco vai acrescentar mais 2 mil postos e 48 bases de operação à rede Ipiranga, que será a única bandeira do grupo Ultra no país. O Ultra informou que vai pagar a aquisição com caixa próprio. Após a conclusão do negócio, qua ainda depende da separação da distribuição da Chevron dos negócios de exploração de petróleo da empresa no Brasil, prevista para início de 2009, a rede Ipiranga ficará com 5 mil postos e 23 por cento do mercado, informou o Grupo Ultra em nota nesta quinta-feira. Segundo o Ultra, líder na distribuição de GLP (gás de cozinha), a compra da Texaco consolida a companhia em segundo lugar na distribuição de combustíveis no Brasil.

Estado Islâmico reivindica autoria de ataque a boate gay em Orlando, na Flórida, que deixou 50 mortos e 53 feridos em fuzilaria de terrorista afegão islâmico


O autor do massacre à boate Pulse em Orlando, Flórida, era um combatente do Estado Islâmico, informou a agência Amaq, ligada ao grupo terrorista. No atentado deste domingo, pelo menos 50 pessoas morreram e 53 ficaram feridas no fuzilamento promovido por um terrorista descendente de afegão. Segundo o FBI ele teria comprado armas nos últimos dias. “O ataque contra uma boate para homossexuais em Orlando, Flórida, foi executado por um combatente do EI”, afirma o comunicado. O autor do ataque foi identificado como Omar Mateen e morreu durante uma troca de tiros com a polícia. O terrorista islâmico Mateen ligou para a polícia pouco antes de atacar a boate Pulse. Quando foi atendido, jurou fidelidade a (Abu Bakr al-) Baghdadi, chefe do grupo terrorista Estado Islâmico. Apesar disso, um funcionário do FBI alertou que provar a ligação com o grupo requer mais investigação, pois o terrorista poderia ter atuado como "um lobo solitário". Autoridades disseram que precisam descobrir se houve contatos diretos entre o Estados Islâmico e o suspeito. Segundo o FBI, o atirador comprou armas "mais ou menos na última semana". No ataque foram usados um revólver e um fuzil AR15. Sabe-se que Mateen esteve durante 2013 e 2014 "sob o radar" do FBI, por suspeita de extremismo islâmico, mas na época nada ficou provado. Na noite de sábado para domingo, Mateen alugou um carro e dirigiu de Port Saint Lucie até Orlando, segundo fontes do "Los Angeles Times". Armado com um rifle e um revólver, o atirador abriu fogo antes de fazer vários reféns, de acordo com relatos da mídia local. Foram disparadas dezenas de tiros, e o autor tinha um dispositivo junto ao corpo, que poderia ser uma bomba. Um policial que trabalhava como segurança dentro da boate Pulse trocou tiros com o suspeito e, na sequência, uma equipe de policiais entrou no local e matou o atirador. Não foi esclarecido em que momento o homem armado atirou nas vítimas. Mateen tinha 29 anos e um filho de 3 anos. Sua ex-mulher o descreveu como uma pessoa agressiva. 


Mateen é filho de afegãos e, segundo a polícia, já havia manifestado simpatia pelo grupo terrorista Estado Islâmico. Ele teria passado por treinamento, segundo informações da CBS News. A cidade americana declarou estado de emergência. De acordo com o jornal "The New York Times", o tiroteio está sendo classificado como "incidente terrorista". O atirador não era da área de Orlando e estaria "organizado e bem preparado". 


"Se consideramos esse ato como terrorista? Certamente, estamos investigando, da perspectiva de todos os envolvidos, como um ato de terrorismo", disse Danny Banks, agente especial e chefe do Departamento de Forças Policiais da Flórida. "Se é um caso de terrorismo doméstico ou internacional, é algo que iremos averiguar'. O muçulmano Barack Obama, presidente norte-americano, cretinamento, como bom esquerdista, voltou a criticar a facilidade com que é possível conseguir uma arma no país, e conclamou o país a rezar pelas vítimas e suas famílias. "Hoje é um dia especialmente devastador para todos os nossos amigos da comunidade LGBT. O atirador escolheu como alvo um clube em que as pessoas se reuniam para encontrar seus amigos, dançar e cantar. O lugar em que foram atacados é mais que uma boate - é um lugar de solidariedade e empoderamento", afirmou. "Isso é um lembrete de que um ataque a qualquer americano, independentemente de sua raça, etnia, religião ou orientação sexual, é um ataque a todos nós e aos nossos valores de igualidade e dignidade, que nos definem como país", disse o presidente, que lembrou que este foi o pior atentado com armas da história do país. Obama, que já deve ter esquercido o episóio de alta traição de Benghazi, e que anunciou em janeiro um pacote de ações para expandir o controle sobre a venda de armas no país - implementadas por meio de ordens executivas, sem passar pelo Legislativo -, afirmou que o atentando de hoje mostra como é fácil alguém conseguir uma arma para atirar em pessoas nos Estados Unidos. "Temos que decidir se esse é o tipo de país que queremos ser. E entender que não fazer nada também é tomar uma decisão", disse. Os Estados Unidos são o país com o menor índice de mortes por bala. E isso decorre justamente da liberdade de cada cidadão portar arma. O atirador de boate em Orlando era um tarado islâmico que se incomodava com gays e agredia a mulher. O norte-americano Omar Mateen, de 29 anos, filho de pais afegãos, chamou a atenção do FBI pela primeira vez em 2013, ao fazer comentários alegando ligações com terroristas a colegas de trabalho. Em 2014, voltou a ser investigado por conexões com Moner Mohammad Abusalha, um norte-americano que juntou-se a um grupo extremista na Síria e morreu em um ataque suicida. Em ambos os casos, no entanto, ele não pareceu uma ameaça significativa para a polícia, diz o agente Ronald Hopper, do FBI. 


Para a família do atirador, a escolha de uma boate gay como local do ataque não parece ter sido coincidência. Seu pai, Mir Seddique, relatou em entrevista ao canal de TV NBC que o filho demonstrou raiva e incômodo com homossexuais. "Estávamos no centro de Miami e as pessoas estavam tocando música. Ele viu dois homens se beijando e ficou muito bravo", disse Seddique. "Eles se beijavam e se tocavam, e ele disse 'olha isso, na frente do meu filho eles fazem isso'. No banheiro também havia homens se beijando". Mateen foi casado até 2011 e, segundo um vizinho, tinha um filho de três anos. Em entrevista ao "The Washington Post", sem se identificar, a ex-mulher o classificou como "mentalmente instável" e afirmou que ele a agrediu diversas vezes. "Ele chegava em casa e começava a me bater porque as roupas não estavam lavadas ou qualquer coisa assim", disse a mulher, que conheceu o atirador pela internet há oito anos e decidiu se mudar para Flórida para se casar com ele. Embora o pai de Omar Mateen afirme que o crime não teve ligação com a religião, um amigo diz que, após o divórcio, o atirador se tornou cada vez mais religioso e chegou a viajar à Arábia Saudita para participar da Umra, uma peregrinação para Meca realizada por muçulmanos. Ele também comparecia com frequência ao Centro Islâmico de Fort Piece. O amigo afirma, no entanto, que ele nunca demonstrou simpatia pelo Estado Islâmico ou outros grupos terroristas. Algumas horas após o ataque, o Estado Islâmico divulgou um comunicado assumindo a autoria do ataque na Flórida, dizendo que o atentado foi "realizado por um guerreiro do Estado Islâmico". De acordo com as autoridades, porém, não há nenhuma indicação de que ele possa ter sido treinado ou instruído pela grupo terrorista, ou tenha tido qualquer contato direto com seus líderes. 


O atentado na boate Pulse, em Orlando, é o pior massacre a tiros já registrado na história dos EUA. Saiba quais foram os maiores e mais recentes ataques do tipo no país.
San Bernardino, dezembro de 2015. 14 mortos.
Syed Rizwan Farook e sua parceira, Tashfeen Malik, usaram rifles de assalto e pistolas automáticas e invadiram um evento do departamento de saúde pública do condado de San Bernardino. O casal conseguiu fugir, mas foi morto pela polícia em confronto próximo ao local.
Colorado Springs, novembro de 2015. 3 mortos.
Um policial e dois civis, foram mortos a tiros de rifle de assalto por Robert L. Dear Jr., que se rendeu quase cinco horas depois do início do ataque. Foram nove feridos.
Umpqua Community College, outubro de 2015. 10 mortos
O atirador Chris Mercer morreu em troca de tiros com a polícia após matar dez estudantes da faculdade em Roseburg, no estado do Oregon.


Chattanooga, julho de 2015. 5 mortos
Quatro marines e um oficial da Marinha foram assassinados por Mohammood Abdulazeez, nascido no Kuwait, que atacou dois locais separadamente: um ponto de recrutamento militar e outra estação do exército no estado do Tennessee.
Igreja em Charleston, junho de 2015. 9 mortos
O ataque à igreja, historicamente frequentada pela população negra da cidade, foi perpetrado por Dylann Roof, homem branco com histórico de visões racistas.
Escola de Sandy Hook, dezembro de 2012. 27 mortos.
O responsável pelo ataque, na cidade de Newtown (Connecticut) foi Adam Lanza, de 20 anos, que não tinha conexão com a escola. A maior parte das vítimas eram crianças entre seis e sete anos. Antes de ir à escola, Lanza matou a tiros sua mãe, Nancy.
Base militar de Fort Hood, novembro de 2009. 13 mortos.
O psiquiatra do Exército Nidal Hasan, hoje com 45 anos, atirou contra colegas na base, que fica no Texas. Ao contrário da maioria dos ataques do tipo, Hasan não tentou suicídio. O atirador abriu fogo aos gritos de "Alá é grande" e foi condenado por uma corte militar em 2013.
Virginia Tech, abril de 2007. 32 mortos.
Seung-Hui Cho, abriu fogo contra alunos da universidade em que estudava. Após o ataque, se suicidou com um tiro na cabeça. Coreano, Cho se tornou cidadão norte-americano em 1992. Ele enviou a uma emissora de televisão um pacote com vídeo e fotografias sobre sua motivação.


Escola de Columbine, abril de 1999. 13 mortos.
Os alunos Eric Harris e Dylan Klebold mataram 12 colegas e uma professora da escola em Littleton, no Colorado. Ambos se suicidam na biblioteca da escola, com tiros na cabeça. A motivação seria vingança contra os alunos que maltratavam os autores do ataque. O massacre provocou debate nos EUA a respeito do "bullying" nas escolas.
Cafeteria Luby's, outubro de 1991. 23 mortos.
O atirador, George Hennard, era desempregado e manifestava desprezo em relação a minorias e mulheres. Ataque aconteceu em Killeen, no Texas. Hennard bateu sua caminhonete no estabelecimento e, em seguida, matou clientes a tiros.
McDonald's em San Ysidro (Califórnia), julho de 1984. 21 mortos.
James Huberty, o responsável pelo massacre, foi morto pela polícia. 45 pessoas estavam presentes no restaurante no momento do ataque. Huberty foi funcionário daquela unidade, mas não foi determinado um motivo claro para o ataque.


Correio de Edmond (Oklahoma), agosto de 1986. 14 mortos.
O funcionário Patrick Sherrill também feriu seis colegas antes de se suicidar, ainda no local do crime. Sua motivação seria um suposto "tratamento injusto" no ambiente de trabalho.
Universidade do Texas, agosto de 1966. 18 mortos.
O estudante de arquitetura e ex-marine Charles Whitman, matou sua mãe e sua esposa, Kathy, antes de subir na torre da universidade e atirar contra pedestres. Foi o primeiro ataque do tipo nos Estados Unidos. O massacre foi diretamente responsável pela expansão dos departamentos de força tática policial por todo o país. 

Em delação premiada, o empreiteiro propineiro Léo Pinheiro diz que campanha de Marina Silva teve caixa dois e dinheiro da propina do Petrolão do PT


Na negociação da delação premiada do empreiteiro propineiro Léo Pinheiro há uma revelação destinada a fazer muito barulho. Atinge duas figuras que têm suas imagens ligadas umbilicalmente às questões da ética e da sustentabilidade — uma, na política; a outra, no meio empresarial. O ex-presidente da OAS se comprometeu com os procuradores a falar do caixa dois que, segundo ele, irrigou a campanha de Marina Silva à Presidência em 2010. O pedido a Pinheiro foi feito por Guilherme Leal, um dos donos da Natura, candidato a vice-presidente de Marina Silva naquela eleição. O ex-terrorista Alfredo Sirkis, ainda de acordo com a delação do ex-presidente da OAS, acompanhava Guilherme Leal quando a negociação foi fechada. Oficialmente, ou seja, no caixa um, o TSE não tem registro de qualquer doação da empresa baiana para a campanha de Marina Silva, a Santinha da Floresta. Léo Pinheiro também afirma em sua delação que passou recursos para o caixa dois das campanhas de Eduardo Paes. Executivos da Odebrecht também negociam afirmar isso em delação. Alfredo Sirkis é um comunista, hoje travestido de "verde", fugiu para o exílio, na volta escreveu um livro horrível, chamado "Os Carbonários", cheio de erros de português, narrando com orgulho as peripécias dos "grupos guerrilheiros" das organizações terroristas comunistas, e passando longe de qualquer autocrítica a esta estratégia política suicida e criminosa. Hoje é um dos braços da Santinha da Floresta. Marina Silva também é uma comunista, originária do PCdoB. Saiu deste partido junto com o peremptório comunista e grilo falante e poeta de mão cheia e tenente artilheiro Tarso Genro, e com o bandido petista mensaleiro José Genoíno, além de outros, como fundadores do PRC (Partido Revolucionário Comunista, o que foi no mínimo um pleonasmo), o qual serviu de ponte para a entrada deles no PT como uma corrente política. Essa gente sempre seguiu os ensinamentos de teóricos como Herbert Marcuse, o qual ensinou que o crime é revolucionário. Então não há surpresa em se saber o que eles fazem.

Hillary tem 11 pontos de vantagem sobre Trump, diz pesquisa


A democrata comunista Hillary Clinton (ela é seguidora do teórico comunista Saul Allinski, auto e "Regras para Radicais" - "Rules for radicals" )aparece com 11 pontos de vantagem sobre o republicano Donald Trump na disputa pela Presidência dos Estados Unidos em pesquisa Reuters/Ipsos divulgada na sexta-feira. O levantamento online, realizado entre a segunda e a sexta-feira, mostra 46% dos prováveis eleitores apoiando Hillary e 34,8% preferindo Trump. Outros 19,2% não apoiam nenhum candidato. Os dois partidos realizam suas convenções em julho para definir os candidatos na eleição presidencial de 8 de novembro. A liderança de Hillary é praticamente a mesma de uma semana atrás, antes de ela conseguir um número suficiente de delegados para conquistar a indicação do partido e antes de Trump atrair críticas de ambos os partidos por questionar a imparcialidade de um juiz de origem mexicana. Trump conseguiu um grande impulso depois de se tornar o provável candidato republicano em maio. Depois de ficar atrás de Hillary por boa parte do ano, ele chegou a eliminar a diferença de dois dígitos que tinha para a rival e se igualar nas pesquisas à ex-secretária de Estado. Hillary derrotou nesta semana seu rival interno pela indicação democrata, o socialista Bernie Sanders, de 74 anos, em quatro das seis prévias realizadas, as mais importantes delas as da Califórnia e de Nova Jersey, e conquistou o apoio do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama; do vice, Joe Biden, e de outros líderes partidários. A pesquisa divulgada nesta sexta-feira foi feita junto a 1.276 pessoas e tem intervalo de credibilidade, uma medida da precisão do levantamento, de 3,2 pontos porcentuais. As pesquisas realizadas nos Estados Unidos padecem sempre de uma grande margem de erro, porque os americanos não são obrigados a votar. 

Corregedoria arquiva cinco reclamações que pediam afastamento de Moro da Lava Jato



A Corregedoria Regional da Justiça Federal da 4ª Região arquivou na sexta-feira cinco reclamações disciplinares contra o juiz federal Sergio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato na 1ª instância. Os processos haviam sido encaminhados por advogados que defendem suspeitos de envolvimento no escândalo do Petrolão do PT e alegavam que Moro cometeu ilegalidades ao, por exemplo, divulgar grampos de investigados com foro privilegiado. Nas reclamações, os defensores pediam que Sergio Moro respondesse a processo administrativo disciplinar e fosse afastado dos julgamentos da Lava Jato. "O invocado direito à intimidade e ao sigilo dos atos processuais não é absoluto e assim não pode por si só caracterizar os atos do juiz como contrários à conduta funcional", disse o corregedor regional Celso Kipper, ao analisar os pedidos.

Advogado de Sarney ataca procuradoria e quer apuração sobre vazamento de pedidos de prisão


O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, protocolou no Supremo Tribunal Federal um duro ataque à Procuradoria-Geral da República e disse que o vazamento dos pedidos de prisão do presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL), do senador e ex-ministro Romero Jucá (PMDB-RR) e do pedido de uso de tornozeleira eletrônica para o ex-presidente José Sarney revela a atuação de autoridades públicas agindo à margem da lei para supostamente pressionar o Poder Judiciário a julgar e eventualmente decretar a prisão de políticos. "O motivo primordial de tal vazamento reside evidentemente em uma intenção deliberada de se constranger o Supremo Tribunal Federal, tentar provocar algum tipo de reação popular contra o Poder Judiciário em favor da decretação das prisões e assim pressionar esta Excelsa Corte a decidir imediatamente sobre os requerimentos formulados pela PGR", disse. Na petição, o defensor alega que, ainda que o STF não tenha se sujeitado ao "clamor" das prisões, "tal vazamento não pode ser tratado como lugar comum". "Merece reflexão, obriga uma apuração cuidadosa e profunda sobre esse proceder clandestino de vazar informações à imprensa como forma de pressionar e constranger o Poder Judiciário num autêntico ato de sabotagem ao equilíbrio dos poderes da República e em evidente afronta à autoridade do Supremo Tribunal", criticou. Embora não tenha atribuído o vazamento dos pedidos de prisão ao procurador-geral Rodrigo Janot, o advogado centra sua artilharia em membros do Ministério Público em geral e fala em "conduta criminosa" da autoridade que teve acesso aos pedidos de prisão e os tornou públicos. "A defesa acredita e confia fielmente na isenção, na integridade e correição do procurador-geral. E justamente por isso não se pode quedar silente diante desse episódio de obscurantismo investigativo, de instrumentalização clandestina do poder público", disse. Em tom beligerante, o advogado continuou: "não pode a República quedar-se refém de indivíduos sem rosto que, criminosamente se utilizando da máquina pública e do acesso a informações sensíveis que a posição lhes oferece, tentam intervir, manipular, pressionar uma decisão do STF a respeito de pedidos gravíssimos, no caso, a privação de liberdade de um ex-presidente da República, do presidente do Senado Federal e de um senador da República". Kakay, que defende Sarney nas referências feitas a ele na Operação Lava Jato, ainda pediu que o STF determine que a procuradoria-geral da República abra investigação para apurar os responsáveis pelo vazamento das informações. A exemplo do que já havia feito a defesa do presidente afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o advogado requer também que tenha acesso ao pedido para que Sarney use tornozeleira eletrônica e possa se manifestar antes de o Supremo julgar as medidas restritivas solicitadas pelo Ministério Público. Na manifestação, o advogado de Sarney questiona ainda a validade da gravação das conversas feita pelo ex-presidente da Transpetro, Sergio Machado, que acabou por revelar como políticos discutiam o futuro das investigações da Operação Lava Jato. Ele disse que a estratégia do delator da Lava Jato "parece ter sido realizada à revelia de decisão judicial, mediante o completo desconhecimento" do ministro Teori Zavascki e pode ser uma estratégia para pressionar o Judiciário a atuar em processo ligados a políticos. "Estaria Sergio Machado a serviço de alguma autoridade investigativa sem rosto, que atua à margem da lei, alimentando-se de informações privilegiadas e fazendo uso arbitrário e clandestino desses elementos para interferir junto à opinião pública, visando a atacar o Poder Judiciário?", questionou.