quinta-feira, 23 de junho de 2016

Petista Paulo Ferreira aguarda em casa, em Brasilia, a execução do mandado judicial de sua prisão preventiva


Ex-deputado e ex-secretário de Finanças do PT, Paulo Ferreira não foi notificado da ordem de prisão preventiva na Operação Custo Brasil, deflagrada na manhã desta quinta-feira, segundo ele porque mudou de endereço em Brasília recentemente. Ele disse que soube pelo seu advogado, José Roberto Batocchio, que há um mandado expedido em seu nome e que irá prestar todos os esclarecimentos que forem necessários. Ele foi delatado pelo ex-vereador petista Romano, que entregou o esquema de propina no Ministério do Planejamento no ano passado, e que acabou levando à prisão, nesta quinta-feira, do ex-ministro petista da pasta, Paulo Bernardo. Paulo Ferreira disse que agendou várias reuniões do Alexandre Romano com parlamentares do PT, mas nunca se envolveu com os negócios do ex-vereador. Ele disse ainda que Romano pagou algumas despesas da campanha dele, mas eram gastos irrisórios, que giravam em torno de R$ 5 mil. Ferreira alega ainda que não sabia do volume de dinheiro movimentado por Romano. Se soubesse, teria pedido contribuição de campanha mais significativa. Que bonzinho que era esse sujeito!!!! "Não tenho negócios com o Alexandre Romano. Tenho relações políticas. Ele me procurava para eu ver agenda para ele. Ele queria agenda com deputados. Com o Guimarães (José Guimarães, ex-líder do PT na Câmara), por exemplo. Eu fazia agendas para ele, mas nunca me meti nos negócios dele". Ferreira disse que conhece Romano desde 2006 e sabia que ele atuava como consultor e como advogado, mas sustenta que ficou surpreso quando soube, pelo noticiário da Lava-Jato, que o ex-vereador teria arrecadara, a partir de 2010, R$ 32 milhões em propina de contratos da Consist. O ex-deputado disse que lamenta ter sido acusado pelo ex-vereador de envolvimento em parte dos negócios ilícitos. No PT é assim, nunca ninguém sabe nada, é tudo um bando de gente crédula. Paulo Ferreira foi Secretário de Finanças do PT de 2006 a 2009 e deputado federal de 2012 a 2014. Hoje trabalha como professor e assessor da bancada do PT na Câmara. Ferreira foi dirigente do PT gaúcho por anos e assumiu a tesouraria do PT no auge do Mensalão, em 2005. Ele é casado com a ex-ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello. A petista integra o núcleo político mantido pela presidente afastada Dilma Rousseff. No último dia 18 de maio, Tereza Campello obteve o benefício da quarentena - seis meses de remuneração integral, R$ 30,9 mil, sem trabalhar, para evitar conflito de interesses - pela Comissão de Ética Pública da Presidência.

Teori nega suspender ação de improbidade contra Cunha no Paraná


O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, negou nesta quinta-feira (23) a concessão de uma liminar para suspender ação de improbidade administrativa oferecida pela força-tarefa da Lava Jato à Justiça do Paraná contra o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que resultou no bloqueio de seus bens e a quebra de seu sigilo fiscal. Para o ministro, os elementos apresentados pela defesa de Eduardo Cunha não apontam a usurpação de competência do Supremo que justifique paralisar o processo. Os advogados defendem que a Justiça do Paraná não tem prerrogativa para julgar ação contra Eduardo Cunha, que tem foro privilegiado e deve ser alvo do Supremo. "A alegada usurpação da competência dessa Suprema Corte não se mostra evidenciada a ponto de justificar, desde logo, a concessão da liminar requerida, a qual, portanto, fica indeferida", afirmou Teori. O ministro do Supremo pediu que o juiz federal Augusto César Pansini Gonçalves, da 6ª Vara Federal de Curitiba envie explicações ao Supremo sobre o caso. A defesa do deputado considerou "preocupante" a decisão do ministro. Segundo o advogado de Eduardo Cunha, Pedro Ivo Velloso, se esse entendimento for mantido, um juiz de primeiro grau poderá cassar o mandato até de um presidente da República. A força-tarefa da Lava Jato pediu a cassação dos direitos políticos de Eduardo Cunha por dez anos e o pagamento de uma multa superior a R$ 100 milhões. Com a decisão, Eduardo Cunha e sua mulher, a jornalista Claudia Cordeiro Cruz, não poderão vender imóveis, veículos, nem movimentar contas bancárias em seu nome ou em nome das empresas C3 Produções Artísticas e Fé em Jesus, ambas de propriedade do casal.

Senado pede ao STF anulação de busca em apartamento funcional da petista Gleisi Hoffmann


O Senado Federal recorreu hoje ao Supremo Tribunal Federal para anular os mandados de busca e apreensão cumpridos no apartamento funcional da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), durante Operação Custo Brasil, deflagrada na manhã desta quinta-feira em quatro Estados e no Distrito Federal. O marido da petista, o ex-ministro do Planejamento e das Comunicações dos governos Lula e Dilma Rousseff, Paulo Bernardo, foi preso pela manhã, no apartamento funcional da parlamentar, em Brasília. Na petição, a advocacia do Senado sustenta que o juízo da 6ª Vara Federal de São Paulo, responsável pela operação, não poderia ter determinado o cumprimento dos mandados porque a residência funcional da senadora é extensão das dependências do Senado. Por essa tese, apenas o Supremo poderia autorizar esse passo da operação. "Demonstra-se que houve grave imprudência - senão dolo - na decisão impugnada, que, com plena ciência acerca das repercussões da busca e apreensão para pessoa sujeita ao foro por prerrogativa de função perante o Supremo Tribunal Federal, ainda assim determinou essa diligência - em imóvel dos próprios do Senado Federal, sujeito, portanto, à imunidade de sede constitucional -, em clara violação à regra de competência constitucional do STF", argumentou o advogado-geral do Senado, Alberto Caiscais. Na decisão que permitiu a busca e apreensão de documentos no apartamento funcional, na casa do casal em Curitiba (PR), e a prisão de Paulo Bernardo, o juiz Paulo Bueno de Azevedo determinou aos agentes da Polícia Federal que, em função do foro privilegiado, eventuais provas encontradas contra a senadora fossem encaminhadas ao Supremo. No despacho, o magistrado também ressaltou que Gleisi não é investigada e, portanto, a busca no apartamento funcional não é óbice às investigações da primeira instância. De acordo com a investigação, o ex-ministro Paulo Bernardo recebia recursos de um esquema de fraudes na gestão de empréstimos consignados no Ministério do Planejamento (ou seja, recebia propina de recursos roubados dos velhinhos). Os serviços da Consist Software, contratada para gerir o crédito consignado de servidores públicos federais, eram custeados por uma cobrança de cerca de R$ 1,00 por cada um dos funcionários públicos que solicitavam o empréstimo. Desse montante, 70% eram desviados para empresas de fachada até chegar aos destinatários, entre eles o ex-ministro.

Estes foram os alvos da Operação Custo Brasil, da Polícia Federal, derivada da Operação Lava Jato

Com base no despacho do juiz Paulo Bueno de Azevedo, chega-se à lista de todos os alvos da Operação Custo Brasil, da Polícia Federal, derivada da Operação Lava Jato, desencadeada nesta quinta-feira. Foram presas preventivamente as seguintes pessoas, com exceção de Guilherme Gonçalves e Paulo Ferreira - que não foram localizados: 1) Daisson Silva Portanova (advogado em Porto Alegre); 2) Dercio Guedes de Souza; 3) Emanuel Dantas do Nascimento; 4) Guilherme de Salles Gonçalves; 5) João Vaccari Neto (ex-tesoureiro do PT, já está preso e condenado em Curitiba, agora tem uma segunda prisão nas suas costas); 6) Joaquim José Maranhão da Câmara; 7) Nelson Luiz Oliveira Freitas; 8) Paulo Adalberto Alves Ferreira (ex-tesoureiro do PT, marido da petista Teresa Campelo, ex-ministra de Dilma Rousseff, também de Porto Alegre); 9) Paulo Bernardo Silva; 10) Valter Correia da Silva; e 11)Washington Luiz Viana. Foram alvos de condução coercitiva: 1) Adalberto Wagner Guimarães de Souza; 2) Ana Lucia Amorim de Brito; 3) Carlos Eduardo Gabas (ex-ministro de Dilma); 4) Glaudio Renato de Lima; 5) Hernany Bruno Mascarenhas; 6) Hissanobu Tzu; 7) Ioannis Nikolaos Sakkos; 8) José Silcio Moreira da Silva; 9) Josemir Mangueír Assis; 10) Leonardo de Rezende Attuch (jornalista responsável pelo site petista Brasil 247); 11) Lucas Kouji Kinpara; 12) Luis Augusto Nardez Boa Vista; 13) Marcelo Maran; e 14) Zeno Minuzzo (operador de Gleisi Hoffman e Paulo Bernardo).

TCE gaúcho vai investigar Postal para ver se ele pode assumir como conselheiro; pode começar no Ministério Público Especial


Antes de assumir a cadeira de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado do Estado do Rio Grande do Sul, o deputado estadual Alexandre Postal (PMDB) será avaliado pelo petista Estilac Xavier, conselheiro-corregedor da Casa. Para o parlamentar se tornar conselheiro, o parecer de Estilac deve ser aprovado no plenário da corte. O procedimento, detalhado na Resolução nº 1.041 assinada no ano passado, será colocado em prática pela primeira vez com Postal, em 2016. O corregedor vai avaliar se Alexandre Postal preenche os requisitos constitucionais, como reputação ilibada e notório saber no âmbito da administração pública. Nesta quinta-feira, dois dias depois da aprovação na Assembleia, a indicação do deputado foi publicada no Diário Oficial. Para Estilac iniciar o parecer, o Tribunal de Contas precisa ser notificado em ofício encaminhado pelo governo do Estado. Mas, ele pode começar o exame de Postal dentro da própria Corte, no Ministério Público Especial, onde repousa um pedido de investigação do deputado por possível infringência à Lei 12.980/2008, de autoria de seu correligionário Adão Villaverde. A representação foi feita pelo delegado Luiz Fernando Tubino junto ao Ministério Público do TCE. Ele apontava que o deputado estadual Alexandre Postal tinha uma mansão não declarada no condomínio luxuoso que fica na entrada da Avenida Central, em Atlântida, balneário do litoral norte do Rio Grande do Sul. Estilac Xavier, conforme determina a lei que ele ajudou a aprovar, deve ordenar, como corregedor, que seja realizada inspeção no imóvel na praia de Atlântida (município de Xangri-lá), bem como nos cartórios e escritórios das companhias estaduais fornecedoras de energia elétrica e água, para ver quem pagava as contas desse imóvel. Para ajudar o conselheiro Estilac Xavier, ele pode começar sua pesquisa a partir da leitura desta matéria publicada em Videversus: http://poncheverde.blogspot.com.br/2009/09/ministerio-publico-do-tribunal-de.html

A Lei Nº 12.980, de 5 de junho de 2008 (atualizada pela Lei nº 13.776, de 25 de agosto de 2011), tem o seguinte teor:  
Dispõe sobre o registro das declarações de bens e o controle da variação patrimonial e de sinais de enriquecimento ilícito por agente público no exercício de cargo ou emprego público estadual, e dá outras providências. 
Art. 1º - Esta Lei dispõe sobre o registro das declarações de bens e o controle da variação patrimonial e de sinais de enriquecimento ilícito por agente público no exercício de cargo, função ou emprego público estadual. 
§ 1º - Consideram-se sinais de enriquecimento ilícito a posse, a propriedade de bens ou despesas que revelem gastos incompatíveis com o patrimônio e a remuneração do agente público. 
§ 2.º Aplica-se o disposto nesta Lei aos agentes públicos de que trata a Lei n.º 12.036, de 19 de dezembro de 2003, que dispõe sobre a obrigatoriedade da apresentação de declaração de bens e rendas para o exercício de cargos, empregos e funções públicas. (Redação dada pela Lei n.º 13.776/11) 
§ 3º Os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, o Ministério Público Estadual, a Defensoria Pública e o Tribunal de Contas do Estado poderão, mediante ato próprio, definir outros agentes públicos além dos referidos no art. 1.º da Lei n.º 12.036/2003, conforme as peculiaridades de suas estruturas administrativas internas. (Incluído pela Lei n.º 13.776/11) 
Art. 2º - O Tribunal de Contas do Estado exercerá o controle da variação patrimonial e de sinais de enriquecimento ilícito por agente público no exercício de cargo, função ou emprego público, sem prejuízo dos demais órgãos. 
Art. 3º - O Tribunal de Contas do Estado, para os fins desta Lei: 
I - manterá registro informatizado das declarações de bens apresentadas nos termos da Lei nº 12.036, de 19 de dezembro de 2003; 
II - expedirá instruções sobre a declaração de bens e prazos de apresentação; 
III - exigirá, a qualquer tempo, que o agente público informe sobre a origem, a comprovação da legitimidade e a natureza de seus bens; 
IV - exercerá o controle da legalidade e da legitimidade desses bens e inspecionará os sinais aparentes de riqueza, com apoio das corregedorias e dos sistemas de controle interno estadual; e 
V - adotará as providências inerentes às suas atribuições e, se for o caso, representará ao Poder competente sobre irregularidades apuradas. 
§ 1º - Será lícito ao Tribunal de Contas do Estado utilizar as declarações de bens e outras informações, para proceder ao levantamento da evolução patrimonial do agente público e ao exame de sua compatibilização com os recursos e as disponibilidades declarados. 
§ 2º - Bens representativos de sinais aparentes de riqueza, tais como iates, aeronaves, animais de raça, automóveis, imóveis e outros bens que demandem gastos para sua utilização, guarda e manutenção, poderão ser objeto de inspeção do Tribunal de Contas do Estado. 
§ 3º - A inspeção do Tribunal de Contas do Estado, nos termos do parágrafo anterior, poderá compreender o patrimônio dos dependentes do agente público, nos termos do § 1º do art. 1º, da Lei nº 12.036, de 19 de dezembro de 2003. 
Art. 4º - Os órgãos públicos e o Tribunal de Contas do Estado poderão realizar troca de dados e informações que lhes possam favorecer o desempenho das respectivas atribuições legais. 
§ 1º - Os órgãos referidos no “caput” deste artigo, por seus gestores e servidores, são responsáveis pelo sigilo das informações a que tiverem a guarda ou acesso no exercício das atribuições definidas nesta Lei. 
§ 2º - Os gestores e servidores públicos que derem causa à quebra do sigilo assegurado no “caput” deste artigo serão responsabilizados administrativamente, na forma da legislação e das normas específicas de cada órgão, sem prejuízo da apuração de responsabilidades nas esferas civil e penal. 
Art. 5º - Nos casos omissos da presente Lei, aplicam-se as disposições constantes da Lei Federal nº 8.429, de 02 de junho de 1992 e da Lei Federal nº 8.730, de 10 de novembro de 1993. Art. 6º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. PALÁCIO PIRATINI, em Porto Alegre, 05 de junho de 2008. Legislação compilada pelo Gabinete de Consultoria Legislativa.

Ex-presidente Alvaro Uribe critica acordo de cessar-fogo na Colômbia

"A palavra 'paz' fica ferida" com o acordo firmado nesta quinta-feira (23) entre o governo colombiano e as Farc sobre o cessar-fogo e o desarmamento dos rebeldes - denunciou o ex-presidente Álvaro Uribe, ferrenho opositor ao processo de paz com essa organização terrorista e narcotraficante. De acordo com a declaração divulgada por Uribe em Medellín, "a palavra 'paz' fica ferida com a aceitação de que os responsáveis por crimes de lesa-humanidade, como sequestro, carros-bomba, recrutamento de crianças e estupro de meninas, não vão um único dia para a cadeia e possam ser eleitos para posições públicas". "A impunidade, além de ser parteira de novas violências, põe os acordos de Havana incursos em violações à Constituição e aos tratados internacionais, dos quais a Colômbia é signatária", afirmou o ex-presidente, atual senador e principal líder da oposição. "Na Colômbia, o governo (...) aceitou negociar com o terrorismo o modelo democrático, as liberdades econômicas e as políticas sociais", disse o ex-presidente, ao manifestar sua oposição aos diálogos. "Milhares de colombianos (...) se preparam, em suas reflexões, para defender a democracia e a liberdade e para lutar por condições que garantam uma paz diferente da do governo, que se apoia na entrega aos criminosos e em ameaçar o povo com terrorismo urbano e mais impostos", insistiu Uribe.

Irã mantém consulado fantasma em São Paulo, tudo a serviço da espionagem islâmica na América Latina


Desde janeiro, quando entrou em vigor o acordo nuclear que permitiu o fim das sanções econômicas impostas ao Irã, o regime dos aiatolás tem se esforçado para mostrar normalidade em suas relações internacionais. Esta semana, um relatório produzido pela organização americana Center for a Secure Free Society apresentou um relatório que revela as operações clandestinas do Irã na América Latina. O documento intitulado "Depois de Nisman" foi elaborado a partir da análise de mais de 40 000 escutas telefônicas e centenas de páginas de documentos secretos que pertenciam ao procurador federal Alberto Nisman, encontrado morto em seu apartamento em Buenos Aires em janeiro de 2015. Segundo o autor do relatório, se os aiatolás não estão diretamente envolvidos na morte de Nisman, foram os seus principais beneficiários. O relatório, escrito pelo analista de segurança Joseph Humire, diretor do Center for a Secure Free Society, revela uma intrincada rede de empresas e centros culturais atrelados à diplomacia oficial iraniana na região. Para Humire, as operações de comércio de carne são a principal fachada para a entrada de agentes da inteligência iranianos disfarçados de inspetores de abate. Essa estratégia, segundo Alberto Nisman, foi utilizada pelo regime para infiltrar os primeiros espiões na América Latina, logo depois da Revolução Iraniana, em 1979.


O documento revela que, no Brasil, a diplomacia iraniana mantém um consulado "fantasma" na cidade de São Paulo. Embora esteja registrado na Receita Federal desde 2013, o endereço - uma casa-bunker no bairro do Morumbi - jamais foi usado para este fim. Nem sequer o Itamaraty sabia da existência do "consulado". O endereço foi utilizado para registrar uma série de empresas dos mais diversos setores. Há certificadores de carne, uma exportadora de alimentos e até uma agência de viagens registradas na Junta Comercial de São Paulo (Jucesp), em nome de cidadãos iranianos. Segundo os registros na Jucesp, estão instaladas onde deveria funcionar o consulado a GBH Viagem e Turismo LTDA, a GBH Serviços de Apoio Adminstrativo e Participações LTDA e a GBH Comércio e Serviços de Apoio Administrativo Ltda. Além de servir como sede de empresas, o "consulado" também aparece como sendo residência de outros iranianos donos de outras empresas instaladas em outros pontos da capital paulista. Segundo os dados públicos, o iraniano Morteza Ghorbanian Siahkalroudi, que residiria no "consulado", é o dono da empresa Apoio de Degoladores Ltda. Para o analista que descobriu o "consulado fantasma", a cobertura diplomática pode ter a função de acobertar atividades de espionagem e de lavagem de dinheiro. Segundo ele, as empresas podem ter sido utilizadas para driblar as sanções que, até o início desde ano, impediam uma série de operações financeiras por parte do regime iraniano, como punição por seu programa nuclear. O Ministério das Relações Exteriores confirmou não ter registro do "consulado" do Irã em São Paulo. 

Paulo Henrique Amorim terá de cumprir pena por injúria racial contra Heraldo Pereira

Depois de chamar Heraldo de “negro de alma branca”, escreveu Amorim: “(Heraldo) não conseguiu revelar nenhum atributo para fazer tanto sucesso, além de ser negro e de origem humilde”


Heraldo Pereira: seu crítico acha que ele é um “negro de alma branca”… A Justiça é o lugar de resolver certas questões na democracia. Sorte de Amorim, né?

Por Reinaldo Azevedo - Ai, ai… Eu bem que avisei! No dia em que um jornalista chapa-branca tem de prestar depoimento à Operação Custo Brasil e em que o veículo que dirige é alvo de mandato de busca e apreensão — refiro-me a Leonardo Attuch, do site Brasil 247 —, Paulo Henrique Amorim é condenado a fazer companhia a outros petistas e também deve entrar em cana!!! O ex-jornalista e apresentador terá de cumprir pena por crime de injuria racial contra o jornalista Heraldo Pereira, da Globo, chamado no blog “Conversa Afiada” de “negro da alma branca”. Amorim chegou a ser defendido pela companheirada dos blogs petistas, sujos e chapa-branca. E até por ditos movimentos negros ligados muito mais ao caixa da petralhada do que à causa de combate ao racismo. A condenação a um ano e oito meses de reclusão estava, desde 2013, dependendo só da ordem para execução da pena. E ela acaba de ser dada pela ministra Laurita Vaz, vice-presidente e presidente eleita do Superior Tribunal de Justiça. Dois recursos redundantes ao STF, ainda pendentes, não podem impedir a execução do que foi julgado no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, pela 6ª Turma Criminal, relatado pela desembargadora Nilsoni Freitas e confirmado pelo STJ e pelo próprio STF em diversos ações protelatórias da defesa, todas elas já rechaçadas. Paulo Henrique Amorim deixou de ser primário recentemente, depois de ter sido condenado definitivamente pelo STF por injuria contra o também jornalista Merval Pereira, de O Globo e da Globo News. Quem é reincidente no crime cumpre pena em regime fechado. Ou não é assim?
Conquistas da civilização
Ah, claro!, cabe a questão, como argumentou a defesa de Amorim: não estaria o dito-cujo apenas exercendo o seu direito à “liberdade de expressão”? Não custa lembrar: no texto que acabou levando-o à condenação, Amorim inferia que o prestígio de que Heraldo goza na maior emissora do País não se deve à sua competência, a seu talento, a seu esforço, mas ao fato de ser um negro, vamos dizer, servil aos brancos. Depois de chamá-lo de “negro de alma branca”, escreveu Amorim: “(Heraldo) não conseguiu revelar nenhum atributo para fazer tanto sucesso, além de ser negro e de origem humilde". É evidente que se trata de uma injúria de caráter racial. Goto de dissecar os assuntos. Amorim poderia ter dito que tal sucesso, que é real, se deveria ao fato de Heraldo ser puxa-saco, reacionário, patronal, de direita, tucano… Escolham aí as palavras com que essa gente costuma ofender os desafetos. Mas não! Amorim decidiu que é a cor da pele que faz Heraldo ser essa pessoa por quem ele tem tão pouco apreço. Direi nesse caso o que disse no caso de Bolsonaro: as palavras fazem sentido! Vá lá, Paulo Henrique… Um tempinho na cadeia não há de lhe fazer mal. Junto com a companheirada na alegria e na tristeza.

Apesar de ordem de reação de Lula, auxiliares de Dilma pedem cautela



Apesar da ordem de reação que o poderoso chefão da ORCRIM, ex-presidente Lula, deu a senadores do PT nesta quinta-feira (23), auxiliares de Dilma Rousseff pediram "cautela" antes de qualquer declaração pública sobre a prisão do ex-ministro petista Paulo Bernardo, marido da "Barbie" senador Gleisi Hoffman. A mulher sapiens petista Dilma Rousseff quer saber o "fundamento" da prisão preventiva de seu ex-ministro das Comunicações antes de sair em defesa dele. A petista pediu detalhes sobre a decisão do juiz de São Paulo que autorizou a operação "Custo Brasil", da Polícia Federal, para saber qual a melhor maneira de se posicionar diante do caso. Na avaliação de aliados de Dilma, que não fez nenhum comentário público sobre o assunto durante todo o dia, é preciso entender por que a prisão preventiva foi decretada. Escalado por telefone pelo poderoso chefão da ORCRIM, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) fez um discurso em defesa de Paulo Bernardo já no fim da manhã e disse que a prisão do ex-ministro tinha o objetivo de atingir sua mulher, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), integrante da comissão do impeachment no Senado. Para Lindbergh, pode haver "motivação política" na operação. "É difícil pensar numa pessoa mais honesta e íntegra do que a Gleisi Hoffmann aqui no Senado. Ela não tem conta no Exterior, não tem nada com isso", disse o senador. Claro, no PT, todo mundo tem "alma bem purinha". A fala, porém, foi considerada "precipitada" por alguns assessores de Dilma, que acreditam que a presidente afastada não pode ser "tragada" por mais uma crise às vésperas da votação final do impeachment e que é preciso "preservá-la" de ainda mais desgastes. Mesmo com o discurso oficial do PT e aliados de Dilma de que o caso não prejudica a defesa na comissão do impeachment no Senado, nos bastidores o clima é de preocupação de que a prisão do ex-ministro e o retorno dos petistas aos holofotes das prisões possa dificultar ainda mais a situação da presidente afastada.

Eduardo Cunha apresenta recurso para anular sua cassação pelo Conselho de Ética


O presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), apresentou na Secretaria-Geral da Mesa, nesta quinta-feira (23), recursos contra a decisão do Conselho de Ética de cassar seu mandato. Os questionamentos são para a Comissão de Constituição e Justiça e foram apresentados cinco minutos antes de vencer o prazo, que iria até às 19 horas. No último dia 14, por 11 votos a 9, o conselho aprovou o relatório do deputado Marcos Rogério, segundo o qual não há dúvidas de que Cunha quebrou o decoro ao mentir na CPI da Petrobras, em março do ano passado, sobre o fato de não ter contas o Exterior.  Na terça-feira (21), o peemedebista convocou a imprensa para, mais uma vez, negar qualquer crime, intenção de renunciar ao cargo ou de fazer uma delação. Como esperado, no recurso, Eduardo Cunha questiona o fato de a votação que cassou seu mandato ter ocorrido por chamada nominal. Esse tipo de análise não está de fato prevista no Código de Ética, instrumento que normatiza os trabalhos do Conselho, mas técnicos da Casa acreditam que a justificativa do deputado não se sustenta. Primeiro, porque a decisão de deliberar dessa maneira se deu após votação dos conselheiros – foi apresentado e aprovado um requerimento pedindo que o presidente do Conselho, José Carlos Araújo (PR-BA), chamasse os deputados um a um. Depois, há essa previsão no regimento interno da Câmara, o que, para os especialistas, poderia servir por analogia neste caso. Em pronunciamento na terça-feira (21), Eduardo Cunha afirmou que não há qualquer tipo de norma no regimento da Casa que preveja a chamada nominal. Para o presidente afastado, esse tipo de votação ocorreu no impeachment, por estar contida na lei 1.079/1950, mas não poderia ter ocorrido em sua cassação, influenciando o voto de demais deputados. Na última hora, Eduardo Cunha acabou surpreendido e foi traído por Wladimir Costa (SD-PA). Também há no recurso argumentos contra o relator do processo, Marcos Rogério. Eduardo Cunha alega que ao trocar de partido, do PDT para o DEM, na janela partidária, acabou em uma sigla que faz parte do bloco do peemedebista na Casa. Isso o inviabilizaria de relatar o caso. Ainda na fala de terça-feira, Eduardo Cunha afirmou que não desejava ver o processo retornar ao início quando contestou a relatoria de Marcos Rogério. Disse que ele deveria ter abandonado o caso onde estava e outro deputado precisava ter assumido. Também alega, como o fez ao longo de todo o processo, cerceamento do direito de defesa. Seu advogado, Marcelo Nobre, chegou a dizer ao fim da votação no Conselho de Ética que ele sofreu um "linchamento". Agora, a Mesa Diretora tem duas sessões do plenário para numerar o processo e enviá-lo para a CCJ, o que deve ocorrer na semana que vem. Devido a mais um feriado junino, o dia de São Pedro, o envio pode ficar para a outra semana, no início de julho. Em seguida, a Comissão de Constituição e Justiça analisa o recurso em cinco sessões. 

Moro faz elogios ao empreiteiro propineiro Ricardo Pessoa em sentença condenatória


O juiz Sergio Moro condenou Ricardo Pessoa, da UTC, a oito anos e dois meses de prisão na ação que investiga o pagamento de propina na obra do Comperj, o complexo petroquímico do Rio de Janeiro. A pena, no entanto, foi reduzida em razão de o empreiteiro ter fechado acordo de delação premiada. Moro negou o pedido da defesa de perdão judicial, mas determinou a troca dos 8 anos em regime fechado por prisão domiciliar. Ressalvou, no entanto, que os benefícios oriundos da delação dependerão de outras eventuais condenações, pois devem ser unificados. Ele considerou que a pena privativa de liberdade ficou limitada ao período cumprido por Pessoa em prisão cautelar, de novembro de 2014 a abril de 2015. O que chama a atenção na sentença do sempre tão firme Moro são os elogios copiosos que faz a Pessoa. Diz o juiz federal que “a efetividade da colaboração de Ricardo Ribeiro Pessoa não se discute”. “Prestou informações e forneceu provas relevantíssimas para Justiça criminal de um grande esquema criminoso. Relativamente aos dirigentes de empreiteiras que prestaram colaboração, provavelmente veio dele, até o momento, o maior volume de informações”, afirmou o juiz, na decisão. Ele ressaltou ainda que o compromisso de devolução de 51 milhões de reais “garantirá a recuperação pelo menos parcial dos recursos públicos desviados, em favor da vítima, a Petrobras”. Por fim, elogiou o fato de Pessoa ter feito a delação já solto, “o que sinaliza possível arrependimento, sentimento elogiável”. “Poderia ele, simplesmente, beneficiado pela decisão, ter persistido na negativa da prática de crimes, o que sabia não ser verdadeiro. Tomou, porém, a elogiável decisão de confessar e colaborar com a Justiça que são os primeiros passos para a reabilitação com a sociedade”, sentenciou Moro.

"É obrigatório ter um japonês na equipe?" - perguntou o petista Paulo Bernardo ao ser preso


O ex-ministro Paulo Bernardo reagiu com relativo bom-humor à prisão preventiva nesta quinta-feira. Talvez porque já esperasse a medida. Como havia um nipônico no grupo de policiais que foi efetivar a prisão, no apartamento funcional do Senado em que ele mora com a mulher, Gleisi Hoffmann, e os filhos, Bernardo não perdeu a chance de fazer referência a Newton Ishii, o “japonês da Federal”, que agora também está preso. “É obrigatório ter um japonês na equipe?”, perguntou o ex-ministro aos policiais, que reagiram com sorrisos constrangidos. Os policiais chegaram às 6h e saíram do apartamento, com o petista, por volta das 11h. Esperaram os advogados, realizaram buscas — tomando cuidado para não levar nada que fosse de Gleisi, para o que dependeriam de autorização do STF — e depois esperando o ex-ministro fazer a mala. Gleisi, que havia retornado na véspera de Montevidéu, ficou com os filhos enquanto a equipe da Polícia Federal realizava a busca e a prisão.

Líder da tropa de choque do PT exige explicações do PSB e de Marina Silva

O deputado federal pelo PTdoB, aguerrido membro da tropa de choque lulopetista na Câmara, cobra esclarecimento do PSB sobre a Operação Turbulência que liga uma quadrilha a um suposto caixa 2 da campanha à presidência de Eduardo Campos e Marina Silva, em 2014. Silvio Costa não perdoa nem morto: "Não acho razoável que os principais atores do PSB deem como resposta a falácia de que confiam na idoneidade do ex-governador Eduardo Campos que, lamentavelmente, não está mais aqui para se defender. É preciso que a Executiva do PSB, o governador Paulo Câmara e o prefeito Geraldo Júlio respondam duas questões básicas: Por que o governador estava andando em um avião que foi pago por uma peixaria? Por que 14 pequenas empresas de Pernambuco movimentaram R$ 600 milhões?"

Servidores municipais rejeitam acordo e sustentam greve em Porto Alegre

Os servidores municipais de Porto Alegre rejeitaram todas as propostas de reajuste salarial propostas pela prefeitura e decidiram permanecer em greve. O sindicato da categoria, o Simpa, dominado por ativistas ligados à oposição, como é o caso do Psol, forçam a mão para obter ganhos políticos e eleitorais. O prefeito José Fortunati (PDT) repete Alceu Collares (também PDT, em 1988). Não há nada novo na política gaúcha. 

Vice-prefeito renuncia em Bento Gonçalves, rompe coligação com Pasin e garante candidatura própria do PMDB

O vice-prefeito de Bento Gonçalves, Mário Gabardo, renunciou esta manhã e avisou que fazia isto em protesto pela interferência do prefeito Guilherme Pasin nas decisões do seu Partido, o PMDB. É que Pasin, PP, que busca a reeleição, incluiu vários CCs no diretório do seu coligado, buscdando garantir a coligação. Pasin usou da mesma manobra que utiliza o prefeito de Caxias do Sul, Barbosa Velho, PDT, que garantiu o apoio de 30 dos 45 membros do diretório e com isto impedindo candidatura própria do PMDB. A manobra não deu certo porque o filho de Mário Gabardo, Cesar, assumiu a presidência do Partido, elegeu maioria e afastou os CCs de Pasin. Ele será o candidato do PMDB em Bento Gonçalves, disputado a prefeitura contra Guilherme Pasin. (Políbio Braga)

Embaixador da Venezuela falta pela segunda vez a cerimônia com o presidente Michel Temer

O embaixador da Venezuela, Alberto Castelar, não compareceu novamente nesta quinta-feira (23) a uma cerimônia de entrega de cartas credenciais a representantes estrangeiros no Palácio do Planalto com o presidente Michel Temer. O embaixador foi informado pelo Palácio do Itamaraty sobre a solenidade, uma vez que ele está apto a receber o documento. Ele preferiu permanecer na Venezuela. No mês passado, em cerimônia semelhante, o embaixador justificou a ausência a um quadro de enfermidade. Temer entregou nesta quinta-feira cartas credenciais a embaixadores da Austrália, Argentina, Colômbia, África do Sul, Peru, Bolívia, entre outros. A idéia era que a Venezuela também participasse da cerimônia, assim como Islândia e Butão, que não compareceram. O recebimento da carta credencial é uma formalidade que tem como significado o reconhecimento pelo Brasil da legitimidade do embaixador para representar seu país. 
 

Em maio, o ditador venezuelano, Nicolás Maduro, disse ter chamado o embaixador à Venezuela, o que foi lido como represália ao que Caracas considera um "golpe de Estado" contra a presidente afastada, Dilma Rousseff. Na sequência, no entanto, o governo venezuelano amenizou a situação e avisou ao Brasil que não se tratava de uma represália.

STF diz que réu primário que trafica drogas não comete crime hediondo, é o Supremo "progressista" em ação


Em um julgamento marcado por reviravolta, o Supremo Tribunal Federal decidiu nesta quinta-feira (23) conferir tratamento diferenciado para o crime de tráfico de drogas quando o acusado é primário, tem bons antecedentes e não integra organização criminosa, o chamado tráfico privilegiado. Por 8 votos a 3, os ministros decidiram que esse tipo de tráfico não deve ser considerado hediondo, portanto, integrar o rol de crimes mais gravosos e sem direito a benefícios de pena aos condenados. Com isso, o traficante nessa situação poderá ter uma situação jurídica diferenciada, como, por exemplo, começar a cumprir a pena no regime semiaberto, em que o preso pode sair durante o dia para trabalhar e voltar à noite para a cadeia, além de pena reduzida de um sexto a dois terços, como os demais condenados por crime comum. Para a maioria do Supremo, as condições do crime (como a quantidade de drogas) e a situação do acusado (como bons antecedentes) influencia na avaliação sobre o enquadramento de delito hediondo. O tema começou a ser discutido em 2015 pelo tribunal e a indicação era de que a maioria do Supremo votaria para considerar que o crime de tráfico de drogas deve ser considerado hediondo em todas as situações. Após pedidos de vista, o caso foi retomado nesta quinta-feira, quando os ministros Edson Fachin, Teori Zavascki e Rosa Weber mudaram seus votos e o entendimento adotado pelo tribunal. Os três seguiram a corrente puxada pela ministra Cármen Lúcia de que um réu primário e com bons antecedentes não pode receber pena grave. "No caso de tráfico privilegiado, tais pessoas devem ter tratamento distinto dos que comandam organização", disse a ministra ano passado. Segundo Fachin, a lei que define crime hediondo é cuidadosa e o regime excepcional não se estende ao tráfico privilegiado. O presidente do STF, Ricardo Lewandowski, e Celso de Mello, destacaram o efeito do entendimento especialmente para mulheres presas. Lewandowski disse que estudos apontam que 68% das mulheres presas no País estão envolvidas em tráfico de drogas. O presidente do tribunal disse que muitas mulheres são envolvidas no tráfico em troca de vantagem econômica, como as mulas. Os ministros Luiz Fux, Dias Toffoli e Marco Aurélio Mello defenderam que a lei é clara e todo o tráfico é crime hediondo. "Recuso-me a entender que um crime pode ser privilegiado", afirmou. A decisão do STF não obriga as demais instâncias a decidir dessa maneira, mas como se trata de decisão da mais alta corte do país, a tendência é que seja replicada nos demais tribunais. Os ministros discutiram o tema a partir do caso de dois traficantes presos no Mato Grosso do Sul transportando 772 quilos de maconha em uma caminhonete. O crime foi cometido no mês de abril de 2009 e, em junho de 2010, juiz da Comarca de Nova Andradina (MS) condenou os réus à pena de sete anos e um mês de reclusão,mas sem considerar o crime hediondo. Em seguida, o Ministério Público recorreu pedindo o reconhecimento da natureza hedionda do delito, e um dos réus solicitou também a redução da pena. O Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul negou provimento às duas apelações e o MP recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em abril de 2012, o relator naquela Corte, em decisão monocrática, deu provimento ao recurso, reconhecendo a natureza hedionda do delito praticado pelos réus.A Defensoria Pública recorreu ao STF em nome dos dois condenados. O Supremo concedeu o HC para não ser crime hediondo e terem benefícios de redução de pena. Esse abrandamento na aplicação da lei agora ditado pelo Supremo é mais um inacreditável incentivo ao tráfico de drogas no País. E assim as leis vão sendo tornadas inúteis neste País, devido ao "progressismo" de nossos juristas esquerdistas ou simpáticos ao esquerdismo. 

Senado reclamará ao STF sobre busca em apartamento de Gleisi Hoffmann


O Senado irá protocolar no Supremo Tribunal Federal, ainda nesta quinta-feira (23), uma reclamação formal contra a ação de busca e apreensão realizada nesta manhã no apartamento funcional da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), onde também o seu marido, o ex-ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, foi preso. O entendimento da Casa é de que os casos de busca e apreensão em imóveis funcionais usados por senadores só podem ser realizados com autorização do Supremo e não de um juiz de primeiro grau, como aconteceu. A prisão e a busca foram autorizados pela 6ª Vara Criminal Federal em São Paulo. Se a reclamação for aceita, os documentos e itens eletrônicos apreendidos não poderão ser usados no processo contra Paulo Bernardo. Sua prisão, no entanto, não deverá ser revogada. O ex-ministro foi preso pela Polícia Federal na manhã desta quinta, em Brasília, pela operação Custo Brasil, que investiga um esquema de corrupção supostamente usado para abastecer o caixa do PT. Paulo Bernardo, ex-ministro dos governos Lula e Dilma, foi preso preventivamente, suspeito de ter se beneficiado de R$ 7 milhões em propina. O valor teria sido recebido por escritório de advocacia ligado ao petista. Ele foi levado para a sede da Polícia Federal em São Paulo, que centraliza a investigação, um desdobramento da Lava Jato. Esta é a primeira vez que um ex-ministro de Dilma é preso no âmbito da operação. A prisão do ex-ministro na casa da senadora gerou protesto de alguns senadores ao longo do dia. O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou que a ação foi realizada apenas com o intuito de promover um "espetáculo" para criminalizar a política. "Fizeram para atingi-la, sabiam que se tivessem que envolvê-la teriam que passar pelo Supremo Tribunal Federal. Estou desconfiadíssimo das motivações políticas desse caso", disse Lindbergh.

Governo Temer zera imposto de importação do feijão por três meses


O imposto de importação de feijão para países de fora do Mercosul foi zerado por três meses pela Camex (Câmara de Comércio Exterior) em reunião realizada nesta quinta-feira (23). A medida, no entanto, deve ter pouco efeito, pois o feijão-carioca, tipicamente brasileiro, praticamente não é encontrado para a importação em outros países. A redução do imposto, que era de 10%, é uma das medidas que haviam sido anunciadas nesta quarta-feira (22) para tentar aumentar a oferta do produto e reduzir os preços, que subiram mais de 40% nos últimos 12 meses. O governo cita o México e a China como prováveis mercados que poderão abastecer o Brasil. "Como não há perspectiva do aumento da oferta do produto no mercado no curto prazo que seja proveniente da produção doméstica, decidimos que é necessário facilitar a importação, por meio da redução da alíquota do Imposto de Importação", afirmou o ministro Marcos Pereira (Indústria, Comércio Exterior e Serviços). O governo também afirmou que irá incentivar atacadistas e varejistas e importarem o produto de três países do Mercosul, Argentina, Paraguai e Bolívia. Nesse caso, não há tarifa de importação. O México, por exemplo, passou a ser importador nos últimos anos, devido a problemas climáticos. Em relação à China, a previsão é que o produto demore cerca de 60 dias para chegar ao Brasil. Segundo o próprio governo, esse prazo está próximo do limite para que o produto escureça e perca as características aceitas pelos consumidores.

Ex-bancário, petista Paulo Bernardo foi da glória ao isolamento


Poucos anos atrás, quando o governo do presidente Lula (PT) surfava em nível recorde de popularidade, o então ministro Paulo Bernardo e sua mulher, a senadora Gleisi Hoffmann (PT), tinham agenda cheia aos fins de semana no Paraná, base eleitoral do casal. "Eles eram convidados para casamentos, batizados, para qualquer coisa", lembra um colega de partido: "O Paulo foi homenageado até no Country Club". Os últimos meses foram diferentes. Afastado no início do ano do cargo de ministro, indiciado na Operação Lava Jato e, enfim, preso nesta quinta-feira (23), Bernardo aproveitava o tempo livre para fazer uma das coisas que mais gosta: cozinhar. Que homem bonzinho, não é mesmo?
 

Na era Lula, o ex-ministro se tornou como o principal articulador político do PT no Paraná. À frente da pasta do Planejamento entre 2005 e 2010, e com o orçamento federal na mão, aproximou-se de prefeitos e deputados. Ganhou o cacife político que não tinha como deputado federal. Apesar de eleito para três mandatos, Paulo Bernardo era mais conhecido apenas em sua base eleitoral, o Norte do Paraná, para onde se mudou em 1982. Transferido pelo Banco do Brasil para Londrina, ele iniciou carreira no sindicalismo, dirigindo o Sindicato dos Bancários da cidade. Filiou-se ao PT dois anos depois. Sua ascendência em um governo com recorde de popularidade o tornou convidado de honra em eventos da Federação das Indústrias do Paraná, de membros do agronegócio e, claro, do PT. Com a mulher, Bernardo construiu uma parceria política. Em 1999, ela o acompanhou para ser secretária de Estado no Mato Grosso do Sul, durante a gestão de Zeca do PT, em 1999 – ele assumiu a pasta da Fazenda. Também foi assim na Prefeitura de Londrina, entre 2001 e 2002, quando ambos foram secretários municipais. Em 2003, quando ele voltou à Câmara Federal e ela assumiu a diretoria financeira de Itaipu, as carreiras do casal descolaram – mas a parceria permaneceu. Bernardo era um dos principais articuladores das campanhas de Gleisi, mantendo contato com empresários, prefeitos e deputados. Para alguns, o ex-ministro era o "caixa" da petista. Embora parte da militância torcesse o nariz para o casal, havia a expectativa de que Gleisi e Paulo Bernardo conseguissem conquistar o eleitor do Paraná, historicamente avesso ao PT. Porém, com a rejeição ao governo de Dilma Rousseff e as denúncias de envolvimento do PT com corrupção, o plano foi abaixo. A votação de Gleisi caiu de 2,2 milhões de votos em 2006, quando concorreu ao Senado, para 881 mil na sua última campanha ao governo, em 2014. Desgastados pelo que chamam de "campanha de desconstrução contra o PT", o casal diminuiu as aparições públicas no Paraná desde então. Recentemente, a senadora chegou a ser hostilizada ao desembarcar no aeroporto de Curitiba, por manifestantes que a chamaram de "corrupta", "sem vergonha" e "ladrona". Em maio, ela e Bernardo foram denunciados ao Supremo Tribunal Federal sob acusação de corrupção. Eles sempre negaram irregularidades e dizem que as denúncias são "inverossímeis" e "especulativas". Pouco antes da última eleição, os dois compraram um apartamento de fundos num condomínio discreto, porém confortável, num bairro residencial de Curitiba. Com jardim interno, piscina, playground e outras comodidades, o imóvel foi declarado à Justiça Eleitoral por R$ 1,1 milhão. Foi lá que policiais cumpriram ordem de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira. O PT do Paraná ainda não se posicionou sobre a prisão do ex-ministro. Já a senadora Gleisi, em sua página no Facebook, postou uma ilustração logo cedo, às 6 horas, com uma frase do escritor uruguaio Eduardo Galeano: "Na luta do bem contra o mal, é sempre o povo que morre". Que tal, hein?!!! E ainda se arvoram no povo!!!!

Paes defende convite a ex-governador Sérgio Cabral para abertura da Rio-2016

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), defendeu nesta quinta-feira (23) que o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) seja convidado para a cerimônia de abertura da Olimpíada, em agosto. A responsabilidade do convite é do comitê organizador dos Jogos. O prefeito afirmou que a Rio-16 deve convidar todos os ex-governadores e ex-prefeitos do Rio de Janeiro. "Tenho certeza que se fará justiça e ele será convidado. Assim como o governador licenciado, Luiz Fernando Pezão, o governador interino, Francisco Dornelles. Acho que todos os ex-prefeitos devem ser chamados, como o ex-prefeito César Maia", disse, após uma conferência sobre o legado dos Jogos, no Museu do Amanhã. O peemedebista não quis comentar as acusações que recaem sobre o aliado. Cabral é citado em delações de executivos da Odebrecht e Andrade Gutierrez como destino de propina em obras do metrô, Arco Metropolitano e Maracanã, local da cerimônia da abertura. "Compete a ele responder. A gente está numa fase em que vê muitas coisas surgindo e não sabe nem o que é. Deve ser até difícil se defender", disse o prefeito. O ex-governador nega ter interferido em processos licitatórios ou solicitado benefício financeiro próprio ou para campanha eleitoral.


Em evento organizado pela Arquidiocese do Rio de Janeiro, Paes afirmou que o Estado precisa de "muita reza" para superar as dificuldades financeiras. Ele disse, porém, ter confiança de que a linha 4 do metrô, que fará a ligação da Barra com a zona sul na Olimpíada, estará pronta no prazo. O prefeito disse que ainda pode esperar por até duas semanas, quando terá de iniciar a execução do plano B do sistema de transportes, com o uso de ônibus. "Mas vai ficar pronto. Todas as informações que temos é que ficará pronto", disse ele.

Ministro anuncia retomada de 6% de obras paralisadas da Faixa 1 do Minha Casa


O ministro das Cidades, Bruno Araújo, anunciou nesta quinta-feira, a retomada das obras de 6% das cerca de 71 mil moradias da Faixa 1 do Minha Casa Minha Vida. Segundo ele, o ministério se empenhará para a retomada gradual dos outros empreendimentos cujas obras estão paradas por falta de recursos. "Nosso esforço e nosso compromisso é de, mês a mês, dar passos seguros para fazer com que os contratos que foram assinados tenham o devido fluxo de pagamentos", afirmou Araújo. De acordo com ele, a retomada das 4.232 unidades habitacionais em São Paulo, no Acre, Bahia, no Pará, em Pernambuco, no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul representam investimentos da ordem de 310 milhões de reais. O ministro não quis fixar um prazo para a retomada das obras, mas disse que a sociedade brasileira quer a garantia de que haverá recursos para honrar os compromissos assumidos. Araújo voltou a criticar a postura do governo anterior, da presidente afastada Dilma Rousseff, de contratar moradias da Faixa 1 sem entregar as que estão sendo construídas. O ministro disse que não há uma previsão de quando serão feitos novos contratos para beneficiar essa faixa, que atende famílias com renda mensal de até 1,8 mil reais. Os subsídios chegam a 90% do valor do imóvel. Araújo também afirmou que não tem compromisso com a meta de Dilma de contratar 2 milhões de moradias até fim de 2018. Disse que em 2016 o governo contratará 400 mil unidades das faixas 2 e 3, das quais 210 mil já estão contratadas.

KLP Kapitalforvaltning, maior fundo de pensão da Noruega, exclui a Petrobras de todos os investimentos


O maior fundo de pensão da Noruega, o KLP Kapitalforvaltning, anunciou que a Petrobras foi excluída de todas as carteiras administrados pela casa. A corrupção na petrolífera e a persistência de "um risco inaceitável" de novos problemas fizeram os gestores excluírem a companhia brasileira. Para o KLP, "é vexatório ver que o desaparecimento de 2 bilhões de dólares não gerou qualquer sinal de alerta" na direção da empresa. Em comunicado aos cotistas, o KLP informou que decidiu excluir investimentos na Petrobras diante do caso de corrupção descoberto na empresa. "Por mais de 10 anos, os contratos da companhia com fornecedores foram regularmente inflados em 3%, com o adicional pago para políticos brasileiros, partidos políticos e membros da direção da empresa", cita o comunicado do fundo de pensão: "Apesar das muitas iniciativas e do escrutínio público, a KLP continua preocupada porque há um inaceitável risco de corrupção futura na companhia". "A escala do caso, o tamanho dos montantes envolvidos e o período de tempo em vigor não têm paralelo em qualquer lugar no mundo. Há ainda muitas iniciativas que nós achamos que a companhia poderia adotar, incluindo uma investigação para potencial corrupção nas operações fora do Brasil, já que a empresa opera em muitos países com risco excessivamente alto", cita a chefe de investimentos do KLP, Jeanett Bergan. O fundo tem carteira de 553 bilhões de coroas norueguesas - cerca de 227 bilhões de reais. Segundo o fundo de pensão, a carteira possuía 33,7 milhões de coroas (cerca de 14 milhões de reais) em ativos da Petrobras em 11 de abril. A exclusão da Petrobras foi realizada em 1º de junho de 2016.

Políticos arrolados como testemunhas de ex-senador Gim Argello serão ouvidos em agosto


A 13ª Vara da Justiça Federal do Paraná, onde correm os processos da Operação Lava Jato, marcou para o dia 18 de agosto as videoconferências na Justiça Federal do Distrito Federal que colherão os depoimentos dos 16 políticos arrolados como testemunhas do ex-senador Gim Argello (PTB-DF). Ele foi preso na 28ª fase da Lava Jato e réu sob a acusação de receber propinas de empreiteiras para evitar a convocação de seus donos à CPMI da Petrobras, em 2014, da qual era vice-presidente. A heterogênea bancada de testemunhas de defesa do ex-senador inclui os deputados federais Marco Maia (PT-RS), Rodrigo Maia (DEM-RJ), Carlos Sampaio (PSDB-SP), Antonio Imbassahy (PSDB-BA), Antonio Brito (PSD-BA), Hugo Leal (PSB-RJ) e Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), além dos senadores João Alberto Souza (PMDB-MA), Sérgio Petecão (PSD-AC), Humberto Costa (PT-PE), José Pimentel (PT-CE), Paulo Paim (PT-RS), Acyr Gurgacz (PDT-RO), Flexa Ribeiro (PSDB-PA) e Álvaro Dias (PV-PR). O ex-senador e ministro do Tribunal de Contas da União, Vital do Rêgo, que presidiu a CPMI, também está entre as testemunhas de Gim Argello, assim como o ex-ministro dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues (PR).

Moto em que o petista Gabas dava carona para Dilma foi apreendida pela Polícia Federal


Se Dilma Rousseff ainda sonhava em dar umas voltinhas de moto na garupa de Carlos Gabas, vai ter que arrumar um outro colega para o passeio. Na busca que a Polícia Federal fez hoje na casa do ex-ministro foram apreendidas suas duas Harley-Davidson. Uma delas ficou famosa justamente por ter sido usado por Gabas e Dilma em um passeio por Brasília quando até mesmo a segurança do Planalto foi driblada.

Petista João Vaccari é alvo de novo de uma operação da Polícia Federal


O notório ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, que comandou as finanças do partido no auge do escândalo do Petrolão, é alvo - mais uma vez - de investigações policiais que combatem escândalos de propina. Ao lado do também ex-tesoureiro do PT, Paulo Ferreira, Vaccari é alvo de apurações da Operação Custo Brasil. Vaccari já está preso em Curitiba desde abril do ano passado e foi condenado pelo juiz Sergio Moro a cerca de 25 anos de prisão em dois processos. A nova ofensiva contra Vaccari agrava a situação do petista que ameaça fechar um acordo de delação premiada e detalhar os meandros do esquema de arrecadação de propina do partido, incluindo minúcias da campanha eleitoral de Dilma Rousseff em 2014 e as traficâncias do ex-presidente Lula. Paulo Ferreira, por sua vez, já havia aparecido em depoimentos do delator Alexandre Romano, conhecido como Chambinho, como um dos destinatários de "repasses" e conhecedor do esquema de pagamento de propinas por meio da empresa Consist. "Paulo Ferreira, ex-secretário de Relações Institucionais do PT, lhe procurou, de forma autônoma, pedindo repasses ao escritório Portanova para 'ajudá-lo'. Paulo Ferreira já sabia do contrato da Consist porque o declarante já havia comentado com ele sobre o contrato, especialmente porque estava preocupado com a situação do contrato", diz trecho de um depoimento prestado por Chambinho. O Portanova a que o delator se refere é o escritório Portanova&Advogados Associados, que tem como sócio Daisson Portanova, também alvo da Operação Custo Brasil. O escritório já havia sofrido buscas na 18ª fase da Operação Lava Jato, em agosto do ano passado, após revelações de que recebeu dinheiro do esquema da Consist. Segundo o Ministério Público, as investigações apontam para a "participação ativa de Ferreira e Vaccari para que a Consist fosse contratada" e parte dos valores desviados para o PT.

Petistas arrumam desculpa para a prisão de Paulo Bernardo, foi para constranger Gleisi Hoffman


A tropa de choque da presidente afastada Dilma Rousseff reagiu nesta quinta-feira à ordem de prisão contra o ex-ministro das Comunicações e do Planejamento, Paulo Bernardo, e afirmou que a detenção do petista, alvo da Operação Custo Brasil, tem por objetivo "constranger" a senadora e esposa de Bernardo, Gleisi Hoffmann (PT-PR). Gleisi estava em uma reunião do Parlasul, no Uruguai, quando soube da prisão do marido. Hoje, desfalcou a tropa de choque de Dilma na comissão processante do impeachment, no Senado, para ficar com os filhos, em Curitiba. O apartamento do casal na capital paranaense foi alvo de buscas da Custo Brasil na manhã de hoje. Aliado de Gleisi, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) disse não entender o motivo da prisão. Ele alega que as investigações sobre o caso existem há mais de um ano e não haveria motivos para deter Paulo Bernardo e também para recolher documentos em imóveis do casal. "Estamos estranhando muito as circunstâncias em que isso aconteceu. Esse inquérito já existia há quase um ano. Estão constrangendo a senadora, que estava com sua família e com seus filhos. É um caso de criminalização da política", disse. Embora haja evidências e depoimentos de delatores de que Gleisi Hoffmann recebeu 1 milhão de reais a mando do doleiro Alberto Youssef para despesas de campanha, Lindbergh Farias tentou desvinculá-la de escândalos de corrupção. "Ninguém está falando que ela recebeu mesada, ninguém falou que ela tem conta na Suíça. Qual a razão disso senão constranger a senadora. Não existe pessoa mais íntegra do que a senadora Gleisi", afirmou. O petista ainda insinuou que a Operação Custo Brasil teria por objetivo tirar do foco outros episódios da política nacional, como as revelações de que o ex-presidente do PSDB, Sergio Guerra, já falecido, pediu 10 milhões de reais em propina para barrar a CPI da Petrobras, em 2009, e o mal explicado episódio da morte do empresário Paulo Cesar de Barros Morato, considerado foragido na Operação Turbulências, que apura o uso de empresas de fachada para a movimentação de dinheiro sujo e pagamento de vantagens a políticos, inclusive ao ex-candidato à presidência pelo PSB, Eduardo Campos, morto em agosto de 2014. "Justamente um dia depois que aparece uma gravação envolvendo o presidente do PSDB no caso de propina para abafar a investigação da CPI da Petrobras e depois da morte de um operador ligado ao PSB aparece uma prisão preventiva. Qual o sentido de uma busca e apreensão um ano depois?"- questionou Lindbergh. Para a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), também aliada de Gleisi, a prisão de Paulo Bernardo serviria para "mascarar outras denúncias que envolvem membros do governo interino". Em nota, a bancada do PT no Senado disse que considera a busca e apreensão da casa de Gleisi e Paulo Bernardo, em Curitiba, uma "invasão. "A bancada repudia, com veemência, o claro abuso de poder cometido. A residência oficial da senadora Gleisi Hoffmann foi invadida, na presença de seus filhos menores, pela Polícia Federal, sem a devida autorização do Supremo Tribunal Federal. Com isso, usurparam-se atribuições constitucionais exclusivas do Supremo e da Procuradoria-Geral da República. Trata-se de fato gravíssimo, que atenta contra o Estado Democrático de Direito", disse. Em março, a Polícia Federal indiciou a senadora petista Gleisi Hoffmann (PT-PR) e o marido dela, Paulo Bernardo, pelo crime de corrupção passiva por suspeitas de que o casal recebeu dinheiro sujo do esquema do Petrolão do PT. A senadora é alvo de um inquérito no Supremo Tribunal Federal depois de ter sido citada pelos delatores Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa. Tanto o doleiro quanto o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras apontaram a parlamentar do PT como destinatária de 1 milhão de reais, desviados da Petrobras, e repassado como doação de campanha. Na versão de Youssef, o dinheiro sujo foi entregue a um preposto da petista em um shopping de Curitiba. Suspeitas de envolvimento da senadora e de seu marido também foram detectadas depois de a Polícia Federal e o Ministério Público terem rastreado as movimentações do advogado e ex-vereador Alexandre Romano, preso na Operação Lava Jato por indícios de operar um esquema de pagamento de propina no Ministério do Planejamento. A delação premiada de Romano foi crucial para a deflagração da Operação Custo Brasil nesta quinta-feira.

Secretário do petista Haddad preso na Operação Custo Brasil pede demissão do cargo

Preso nesta quinta-feira na Operação Custo Brasil, o secretário de Gestão da prefeitura de São Paulo, Valter Correia da Silva, pediu exoneração do cargo. Por meio de seu advogado, Correia informou à gestão do petista Fernando Haddad que a decisão foi para "poder se defender de acusações que são alheias à administração municipal". Além do agora ex-secretário de Gestão paulistano, também foram presos preventivamente na Operação Custo Brasil o petista Paulo Bernardo, ex-ministro do Planejamento e das Comunicações dos governos Lula e Dilma Rousseff, e o ex-tesoureiro do PT, o gaúcho Paulo Ferreira, que antecedeu João Vaccari Neto no cargo. Antes de assumir o posto na gestão de Haddad, Correia da Silva ocupou cargos no Ministério do Planejamento: secretário de Gestão, secretário adjunto e chefe da Assessoria Especial para Modernização. Ele é suspeito de participar do esquema de fraudes que desviou cerca de 100 milhões de reais em contratos de prestação de serviços de informática da pasta. Desdobramento da 18ª fase da Operação Lava Jato, a Custo Brasil foi deflagrada hoje e cumpriu 11 mandados de prisão preventiva, 40 mandados de busca e apreensão e 14 mandados de condução coercitiva nos Estados de São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Distrito Federal. Em São Paulo, a sede do diretório nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) foi alvo de buscas. O ex-ministro da Previdência e da Secretaria de Aviação Civil, Carlos Gabas, um dos mais próximos da presidente afastada, Dilma Rousseff, foi alvo de mandado de condução coercitiva e um mandado de busca em sua casa.

Escritório de advocacia ligado a Paulo Bernardo recebeu R$ 7 milhões em propina


O ex-ministro do Planejamento e Comunicações dos governos Lula e Dilma, Paulo Bernardo, preso preventivamente nesta quinta-feira na Operação Custo Brasil, recebeu cerca de 5,6 milhões de reais do esquema de corrupção montado no Ministério do Planejamento, entre 2010 e 2015, segundo o Ministério Público Federal em São Paulo. O procurador Andrey Borges de Mendonça afirmou que há provas de que 7 milhões de reais do esquema foram remetidos para um escritório de advocacia, em Curitiba, que, por sua vez, repassou 80% desse montante (5,6 milhões de reais) para Paulo Bernardo por meio de um contrato fictício. "Foi contratado esse escritório para serviços que não existiam, o advogado Guilherme Gonçalves recebia esses valores e direcionava 80% às custas de Paulo Bernardo. O dinheiro servia para o pagamento de empregados dos dois (do ex-ministro e do advogado) e de custos de honorários referentes a ações na Justiça Eleitoral. Isso é o que nós estimamos, mas pode ainda ser mais", afirmou o procurador, destacando que os investigados faziam parte de uma "organização criminosa" instalada no "coração do governo". A operação deflagrada hoje decorre de um desdobramento das Operações Pixuleco I e II, da Lava Jato, e tem como objeto de apuração um contrato firmado com a empresa Consist para o gerenciamento de empréstimos a servidores do Ministério do Planejamento. Segundo o superintendente da Receita Federal, Fábio Ejchel, o servidor que contraísse o financiamento consignado com a pasta acabava pagando 1 real por parcela, ao invés de 30 centavos, conforme o valor de mercado. O dinheiro desviado era repassado da Consist para o escritório de advocacia, que, por sua vez, distribuía os valores aos seus parceiros, entre eles o ex-ministro, por meio de empresas de fachada, de acordo com as investigações. Além de Paulo Bernardo, um mandado de prisão preventiva foi expedido contra o advogado do escritório, Guilherme Gonçalves. Ele prestava assessoria jurídica para as campanhas da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), mulher de Paulo Bernardo, que não pode ser investigada pela procuradoria de São Paulo por ter foro privilegiado. Segundo os investigadores, Paulo Bernardo continuou recebendo os valores, mesmo após ter saído do ministério do Planejamento no governo Lula (de 2005 a 2011) para assumir o das Comunicações no governo Dilma (de 2011 a 2015). O esquema envolvia a participação do primeiro, segundo e terceiro escalões do Ministério do Planejamento - no caso, o ministro e o corpo diretivo da pasta. A procuradoria apontou que os desvios totalizaram, ao todo, a 100 milhões de reais, num período de cinco anos. "Cem milhões de reais foram desviados de funcionários públicos que se privaram de medicamentos e das suas necessidades básicas para abastecer os cofres dos corruptos. Não podemos admitir que isso seja o custo Brasil", afirmou Mendonça. O procurador ainda destacou o fato de a operação de hoje ser resultado de um desmembramento da Lava Jato, que foi tirada da alçada do juiz Sérgio Moro e da procuradoria em Curitiba por não ter relação com os desvios do Petrolão do PT. "Isso foi uma demonstração que, na verdade, as investigações vão continuar onde quer que elas estejam. Mostram também que a corrupção não é um privilégio da Petrobras, mas está espraiada como um câncer em diversas entidades da sociedade", disse. 

Industrial disse que membro da CPI do Carf lhe cobrou R$ 1 milhão

O industrial que procurou Hildo Rocha (PMDB-MA) para reclamar do achaque de membros da CPI do Carf disse ao deputado que lhe foi pedido cerca de R$ 1 milhão para que não fosse chamado à comissão. O PSDB vai pedir à Procuradoria-Geral que apure o caso. Parlamentares de diferentes siglas dizem que há tempos as comissões de inquérito perderam a capacidade de investigação e servem apenas para que colegas usem o poder de convocar supostos alvos em benefício próprio. Parlamentares afirmam que Rocha pode se complicar caso não identifique o autor da chantagem. O ex-deputado Roberto Jefferson acabou sendo cassado por, entre outros motivos, ter denunciado o mensalão sem apresentar provas.

Petista Paulo Bernardo tinha medo de ser preso há mais de um ano


O ex-ministro do Planejamento, o petista Paulo Bernardo, tinha medo de ser preso desde o dia 10 de abril de 2015. Naquela data, há pouco mais de um ano, o ex-deputado federal André Vargas era levado à prisão durante a 11ª fase da Operação Lava Jato. Vargas era conhecido por aliados como o operador de Paulo Bernardo desde que o ex-ministro era deputado federal pelo Paraná. Quando o ex-secretário de comunicação do PT foi preso, no ano passado, Paulo Bernardo deixou transparecer sua preocupação a amigos. Achava que seria o próximo. Vargas foi investigado por ter usado um avião alugado pelo doleiro Alberto Youssef, operador de propina na Petrobras. Teve o mandato cassado em 2014 e, depois, desfiliou-se do PT por risco de ser expulso do partido. A maior parte dos petistas tinha conhecimento da ligação entre Vargas e Bernardo e muitos integrantes do governo Dilma e da cúpula do PT sabiam do risco que o ex-ministro corria diante das investigações.


Em agosto do ano passado, Dilma precisou suspender a nomeação de seu ex-ministro das Comunicações para a diretoria-geral brasileira da hidrelétrica Itaipu. A então presidente da República estava convencida a nomear o aliado mas foi alertada pelo então ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, a não fazê-lo. Ele disse que Paulo Bernardo poderia ser alvo da Polícia Federal a qualquer momento, o que irritou a mulher do ex-ministro, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR). A prisão de Bernardo, nesta quinta-feira (23), portanto, não surpreendeu os aliados de Dilma. O ex-ministro foi alvo de uma operação da Polícia Federal realizada em parceria com a Lava Jato. Ele foi detido em Brasília, no apartamento funcional de Gleisi, e levado à sede da Polícia Federal em São Paulo. A operação, batizada de Custo Brasil, mira em um esquema de pagamento de propina em contratos de prestação de serviços de informática no Ministério do Planejamento. 

PRISÃO DO PETISTA PAULO BERNARDO - Desvios no Planejamento abasteceram caixa do PT, diz Polícia Federal


A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (23) uma operação que investiga um esquema de corrupção usado para abastecer o caixa do PT. Paulo Bernardo, ex-ministro dos governos Lula e Dilma, foi preso preventivamente, suspeito de ter se beneficiado de R$ 7 milhões em propina. O valor que foi recebido por escritório de advocacia ligado ao petista. Ele foi detido em Brasília, no apartamento funcional onde estava com a mulher, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR). A casa dos dois, em Curitiba, também foi alvo de buscas. O petista foi levado para sede da Polícia Federal em São Paulo, que centraliza a investigação, um desdobramento da Lava Jato. Esta é a primeira vez que um ex-ministro de Dilma é preso no âmbito da operação. O ex-ministro da Previdência e da Secretaria da Aviação Civil, o também petista Carlos Gabas, amigo pessoal da presidente afastada Dilma Rousseff, e o jornalista Leonardo Attuch, dono do site "Brasil 247", foram chamados a depor voluntariamente. A residência de Gabas em Brasília e a sede do "Brasil 247" ainda foram alvo de busca e apreensão. O secretário municipal de Gestão de São Paulo, Valter Correia, que já trabalhou no ministério do Planejamento, também foi detido e sua casa foi alvo de busca e apreensão. Há ainda um mandado de prisão para o ex-tesoureiro do PT João Vaccari, já preso pela Operação Lava Jato em Curitiba. Outro alvo de prisão preventiva é o advogado Guilherme Gonçalves, que atuou nas campanhas de Gleise Hoffmann. Ele está em Portugal e se apresentará à Policia Federal assim que chegar ao Brasil, afirmou seu advogado. A Polícia Federal também realizou buscas em seu escritório. São alvos de buscas a sede nacional do PT, em São Paulo, e a sede do partido em Brasília. Militantes do partido fizeram um protesto em frente ao local e acusaram a Polícia Federal de perseguir a sigla. Foi estendida uma faixa com a imagem do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) com os dizeres "Tchau ladrão" e a pergunta "E o Temer?" Batizada de Custo Brasil, a operação mira em um esquema de pagamento de propina em contratos de prestação de serviços de informática do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, pasta que foi comandada por Paulo Bernardo. Os investigadores afirmam ter elementos de que agentes públicos do ministério direcionaram licitações em favor da empresa de tecnologia Consist Software, que gerenciava créditos consignados para servidores federais. As fraudes teriam desviado cerca de R$ 100 milhões entre os anos de 2010 e 2015 para contas do PT, de servidores do ministério, entre eles Paulo Bernardo, e de operadores responsáveis por lavar o dinheiro. A investigação é fruto da delação premiada do ex-vereador de Americana (SP), Alexandre Romano, o Chambinho, preso em agosto de 2015. Segundo os policiais, ele foi um dos operadores do desvio e responsável por fazer repasses ao PT. Esta é a primeira operação da Polícia Federal em São Paulo fruto de desdobramento da Operação Lava Jato. O inquérito policial foi instaurado em dezembro de 2015, após o Supremo Tribunal Federal determinar que a documentação apreendida na 18ª fase da Operação Lava Jato, conhecida como Pixuleco 2, fosse encaminhada para investigação em São Paulo. A operação está sendo chefiada pela Delecor de São Paulo (Delegacia de Repressão a Corrupção e Crimes Financeiros).
 

Estão sendo cumpridos 11 mandados de prisão preventiva, 40 mandados de busca e apreensão e 14 mandados de condução coercitiva nos Estados de São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Distrito Federal, todos expedidos, a pedido da Polícia Federal, pela 6ª Vara Criminal Federal em São Paulo. Os alvos em Brasília foram levados para o hangar da Polícia Federal  e embarcados às 9 horas. Os investigados poderão responder pelos crimes de tráfico de influência, corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa, com penas de 2 a 12 anos de prisão. 

Giles Azevedo, o assessor de Dilma, mantém seus CCs empregados no governo Temer

Denunciado na Operação Acrônimo pela decisão de pagar dívidas da campanha de Dilma com dinheiro público, Giles Azevedo tinha prerrogativas de parlamentar do PT, fazendo indicações para cargos comissionados em órgãos como a CPRM, a Cia de Pesquisa de Recursos Minerais, do Ministério de Minas e Energia. E o pior é que seus protegidos ainda estão lá, mas nem aparecem para trabalhar. Espécie de porta-celular de Dilma, Giles Azevedo tem predileção pela CPRM porque atuou na Secretaria de Geologia e Mineração. A Justiça do Trabalho mandou a CPRM demitir comissionados, em 2015, e fazer concurso. Mas o órgão federal ignorou a ordem judicial. Servidores dizem que protegidos de Giles Azevedo, pendurados nas “tetas” da CPRM, fazem ginástica em academia no horário de trabalho.

Odebrecht ganha muito e entrega quase nada em municípios o Maranhão

Investigadores da Lava Jato estão de olho num rentável negócio da empreiteira que mais se beneficiou da roubalheira no governo federal: a Odebrecht Ambiental, subsidiária de saneamento, cuja especialidade parece ser a de entregar pouco por muitos milhões. A empresa cobra quase meio bilhão de reais para tratar e distribuir água em dois pobres municípios do Maranhão, mas só consegue atendê-los parcialmente. A Odebrecht Ambiental leva R$ 450 milhões, mas contempla só 18,9% da população de Paço do Lumiar e 41% de São José de Ribamar. Após a deflagração da Lava Jato, há dois anos, a Odebrecht Ambiental foi uma empresas proibidas de fechar contratos com Petrobras. Têm duração de seis anos os dois contratos da Odebrecht Ambiental no Maranhão, fechados em janeiro de 2015, com a Lava Jato na rua. Após as revelações da Lava Jato, a Odebrecht colocou à venda sua subsidiária ambiental. Espera arrecadar R$ 5 bilhões. 

Outro PC aparece morto, este ligado à campanha de Campos-Marina. Em política, raramente um cadáver é só um cadáver

Corpo do empresário foragido da Operação Turbulência, que teria dado o dinheiro para comprar avião que matou candidato, aparece num motel de Olinda

Por Reinaldo Azevedo - Huuummm… A gente sabe que, em política, dificilmente um cadáver é um cadáver é um cadáver. Vamos lá. Lembrem-se de Paulo Cesar Farias, Celso Daniel, Toninho do PT… Algo de muito estranho se deu nesta quarta-feira com outro Paulo César: o Barros Morato. Ele era um dos principais alvos da Operação Turbulência, que investiga um mega-esquema de desvios de recursos com ligações evidentes com a campanha de Eduardo Campos e Marina Silva em 2014. Estava foragido e foi encontrado morto no motel Tititi, em Olinda (PE). Segundo a Polícia Federal, o empresário era o testa de ferro de uma estrutura que repassava recursos para campanhas políticas, muito especialmente as de Campos de 2010 (governo de Pernambuco) e de 2014 (Presidência). O grupo teria movimentado a fabulosa soma de R$ 600 milhões. Qual a ligação entre Barros Morato e a campanha presidencial de Campos? Imensa! Ele era atualmente o único sócio da empresa de fachada Câmara & Vasconcelos Terraplenagem, que, por exemplo, recebeu da OAS a fabulosa quantia de R$ 18,8 milhões para supostamente atuar nas obras de transposição do São Francisco. Ocorre que a empresa não existia. Segundo a Polícia Federal, o dinheiro foi usado para comprar aquele jatinho que caiu no dia 13 de agosto e matou Eduardo Campos, então candidato do PSB à Presidência, tendo Marina como vice. Oficialmente a aeronave pertencia a João Carlos Lyra Pessoa de Melo Filho, que seria o chefe da organização criminosa e cuidaria das propinas que estariam sob o guarda-chuva do ex-governador. A Operação Turbulência, diga-se, foi deflagrada justamente à esteira do acidente, já que não se conseguia saber, afinal de contas, quem era o verdadeiro dono da aeronave. Nos bastidores da política, todo mundo sabe disto, a hipótese dada como certa era a de que a avião pertencia ao próprio candidato, mas isso nunca ficou evidenciado. Melo Filho foi um dos quatro presos pela Operação. Os outros três são Eduardo Freire Bezerra Leite, Apolo Santana Vieira e Arthur Roberto Lapa Rosal. Barros Morato, agora um defunto, era o único foragido. 
Lava-Jato
A Polícia Federal já tem evidências de que o esquema apurado pela Turbulência negociou com a estrutura criminosa do petrolão, muito especialmente com Alberto Youssef. Não custa lembrar que Campos estava na primeira lista de pessoas implicadas no esquema pelo doleiro. Ninguém duvida de que, estivesse vivo, seria um dos principais alvos da Lava-Jato. Não se trata aqui de querer forçar a mão para ligar Marina à investigação, mas o fato é que a nossa moralizadora de plantão herdou a estrutura de campanha que Campos montou. E, por algum tempo ao menos, chegou a parecer que seria bem-sucedida. Como a gente nota, os caminhos da política brasileira nem sempre são muito claros, não é mesmo? No caso de se fazerem novas eleições, como Marina diz querer, não parece que também ela reúna as melhores condições para disputar. Tudo indica que a tal operação pode lhes ser mais turbulenta do que imaginava. 
Hipóteses
Quais as hipóteses para a morte de Barros Morato? A primeira e óbvia é suicídio. Estranho… No motel Tititi? Lembrem-se mais uma vez: o “suicidado” mais famoso do Brasil também era um Paulo Cesar, no caso o Farias, que tinha sido caixa de campanha de Fernando Collor.