quinta-feira, 14 de julho de 2016

Fabio Cleto disse em sua delação que Eduardo Cunha pediu voto por Odebrecht Transport


Na delação de Fábio Cleto, ele diz ter recebido orientações de Eduardo Cunha e de Lúcio Funaro para votar a favor da Odebrecht Transport, o braço de transportes da holding, e da Odebrecht Ambiental, de obras de água, esgoto e resíduos sólidos. Uma das ocasiões, segundo Cleto, foi a emissão de R$ 200 milhões de debêntures pelo FI-FGTS para um projeto da Rodovia Rota dos Bandeiras, em São Paulo. Na delação, Fabio Cleto apresentou a ata da sessão do fundo em que ele votou a favor, em 19 de dezembro de 2012.

Fabio Cleto entregou o "Fabio Cleto" do PT


Fabio Cleto (foto) botou em maus lençóis em sua delação premiada André Luis de Souza, o conselheiro do FI-FGTS que foi colocado lá por indicação da CUT e participou da criação do conselho. Segundo Cleto, ele foi apresentado a Souza num jantar na casa de Henrique Alves, onde estava também, além do dono da casa e os dois, Cândido Vaccarezza — então, líder do governo Dilma. A partir daí, foram cerca de dez encontros, em que Cleto passava para Souza quais eram os interesses de Cunha no FI-FGTS e Souza ensinava a Cleto como era o dia a dia do conselho. Cleto afirmou que Souza "também tinha interesse em promover determinadas empresas de interesse do grupo político que ele integrava": o PT. Tudo ia bem até que Souza marcou um encontro com Cleto, Henrique Alves, Cunha e Vaccarezza para dizer que estava deixando o Conselho Curador e o Comitê de Investimento do FI-FGTS. Souza havia sido informado por Jorge Hereda, então presidente da Caixa, de que havia uma investigação da CGU contra ele.

Mulher de Eduardo Cunha pede que o juiz Sérgio Moro envie a denúncia contra ela para o Rio de Janeiro


A defesa da jornalista Cláudia Cruz, mulher do deputado federal afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pediu ao juiz Sergio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato em Curitiba (PR), que a denúncia a que ela responde na Justiça do Paraná seja enviada à Justiça do Rio de Janeiro. Cláudia é ré pelos crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Segundo o Ministério Público Federal, Cláudia é suspeita de esconder recursos de propina em uma conta secreta no Exterior da qual era beneficiária final e utilizar o dinheiro para pagamentos e gastos de luxo. De acordo com o Ministério Público Federal, o empresário Idalécio de Castro Rodrigues de Oliveira pagou propina ao deputado Eduardo Cunha para ser beneficiado em um contrato de aquisição dos direitos de participação na exploração de um campo de petróleo no Benin. Ao todo, teriam sido pagos a Cunha 1,311 milhão de francos suíços, o equivalente a 1,5 milhão de dólares. Parte da propina acabou remetida a contas no Exterior registradas em nome de offshores ou trusts, que alimentavam o cartão de crédito utilizado por Cláudia Cruz em compras de artigos de luxo. Na petição, impetrada na quarta-feira, os advogados de Cláudia citaram o artigo 70 do Código de Processo Penal, que diz que a competência para julgar a infração será definida pelo lugar em que ela foi consumada. Segundo a defesa, o Rio de Janeiro é o “local onde teriam sido praticadas as imaginárias condutas que lhe são imputadas”.

Ex-musa do Avaí e doleiro são denunciados pelo Ministério Público Federal


O doleiro Fayed Traboulsi e a modelo Luciane Hoepers, ex-musa do Avaí, presos na Operação Miquéias, em setembro de 2013, foram denunciados pelo Ministério Público Federal. Os dois parceiros de negócios suspeitos arquitetaram um esquema de desvio de dinheiro de fundos de pensão municipais, que movimentou cerca de 300 milhões de reais. Orientada por Fayed, Luciane Hoepers tinha a missão de convencer prefeitos a aplicar os recursos de seus servidores em “fundos podres”, que deram prejuízos. O doleiro de Brasília foi apontado como o comandante da organização criminosa e acusado de ter praticado os crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e operações fraudulentas no mercado de capitais. Já a modelo catarinense foi denunciada por corrupção ativa, organização criminosa e operações fraudulentas. Além de Fayed e Luciane Hoepers, também foram denunciadas 42 pessoas — que participaram, direta ou indiretamente, das falcatruas descobertas pelos investigadores. Entre elas estão o ex-policial civil Marcelo Toledo Watson e os delegados Sandra Maria da Silveira e Paulo César Barongeno, apontados como os responsáveis por vazamentos de informações das investigações contra Fayed. Watson foi acusado de ter praticado os crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Já Sandra, que recebeu 50 000 reais de Fayed, foi denunciada por corrupção passiva e organização criminosa, enquanto Barongeno é relacionado como membro da organização criminosa. A denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal ocorre três anos após a deflagração da Operação Miquéias. As acusações serão analisadas pelo juiz da 10ª Vara Federal Criminal de Brasília, que decidirá se acata ou não as imputações feitas pelos investigadores.

Terroristas atiram caminhão contra multidão em Nice e matam 30 franceses nas comemorações do 14 de Julho


Um caminhão foi jogado contra uma multidão durante as comemorações do feriado nacional de 14 de julho, dia da Queda da Bastilha, na cidade de Nice, no sul da França, deixando “dezenas de mortos”, segundo o ex-prefeito da cidade Christian Estrosi. A rede americana CNN afirma que 30 pessoas morreram e 100 ficaram feridas. O incidente ocorreu por volta de 22h30 (17h30 pelo horário de Brasília) na Promenade des Anglais, famosa alameda da cidade, durante a queima de fogos. A prefeitura da cidade referiu-se ao incidente como “um ataque” e pediu que as pessoas permaneçam em ambientes fechados. Usuários de redes sociais publicaram vídeos de pessoas em pânico correndo pelas ruas próximas à alameda. Uma jornalista local descreveu a cena com “muito sangue e sem dúvida muitos feridos”. Há relatos de testemunhas de uma troca de tiros entre policiais e ocupantes do caminhão, e o sub-prefeito de Nice informou que o motorista do veículo foi morto pela polícia.

Comissão de Constituição e Justiça da Câmara derrota Eduardo Cunha no recurso contra o parecer pela sua cassação


A Comissão de Constituição e Justiça encerrou nesta quinta-feira (14) mais uma etapa do processo de cassação do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e rejeitou o recurso de sua defesa contra a aprovação de sua cassação no Conselho de Ética. Na presença de Eduardo Cunha, a CCJ registrou 48 votos contra o relatório do deputado Ronaldo Fonseca (PROS-DF), que pedia que o processo retornasse ao Conselho de Ética, colegiado que votou pela cassação de Cunha. Doze deputados votaram a favor do relatório. Era necessária maioria simples (34) para a aprovação do texto. Como foi rejeitado o parecer do deputado Ronaldo Fonseca, então agora precisará ser designado novo relator e discutir e votar novo parecer. A análise da cassação de Eduardo Cunha no plenário deve ficar para agosto, depois do recesso parlamentar que se inicia nesta sexta-feira (15), devido ao trâmite burocrático após a votação na Comissão de Constituição e Justiça. 

Justiça nega pedido de liberdade de ex-tesoureiro do PT, o gaúcho Paulo Ferreira


O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) negou pedido liminar de habeas corpus do ex-tesoureiro do PT, Paulo Ferreira, preso na Operação Custo Brasil. Deflagrada em 23 de junho, a operação, que prendeu o ex-ministro Paulo Bernardo, investiga pagamentos de propina de até 100 milhões de reais por meio de contratos de prestação de serviços de informática entre o Ministério do Planejamento e a empresa Consist. Paulo Ferreira foi citado pelo delator Alexandre Romano como um dos destinatários da propina repassada por meio da empresa Consist. Ele pediu repasses a Alexandre Romano para o escritório Portanova&Advogados Associados, que tem como sócio Daisson Portanova, também alvo da Operação Custo Brasil. Segundo os investigadores, o petista Paulo Ferreira foi o responsável por “afinar o discurso” para que a empresa fosse contratada e para que parte dos valores fosse desviada para o caixa dois do PT, que ele comandou entre 2005 e 2010. A defesa de Ferreira contestou a decisão do Supremo Tribunal Federal, que revogou a prisão preventiva de sete dos nove alvos da Operação, incluindo Paulo Bernardo, apontando “constrangimento ilegal”. Ferreira e Nelson Luiz Oliveira Freitas, porém, permaneceram presos porque o STF entendeu que havia prova concreta de tentativa de influência nos depoimentos dos colaboradores da investigação. A desembargadora federal Cecília Mello concordou com a decisão de manter a prisão de Ferreira. “Fato é que há fundados elementos que denotam que o paciente movimentou-se no sentido de arriscar- se a interferir no andamento das investigações policiais, ainda em curso”, escreveu Cecília em sua decisão do dia 8 de julho e divulgada nesta quarta-feira. A desembargadora também contestou o argumento apresentado pela defesa do ex-tesoureiro petista, de que ele até mesmo se apresentou espontaneamente à Justiça. Segundo Cecília, o ato “não tem o condão de preponderar sobre todo o contexto invocado pela decisão e trazida aos autos pelo Juízo impetrado”.

Marcos Bernardi recebe um mandato e uma missão, tem um dever a cumprir, agora ele é advogado


Recebi um convite que me honrou e compareci nesta quarta-feira, às 14 horas, na sede da OAB-RS, em Porto Alegre, para servir como padrinho na entrega da carteira da Ordem para o agora advogado pleno Marcos Bernardi. Em 2001 eu estava como chefe de gabinete de um vereador na Câmara Municipal da capital gaúcha, e me esforçava muito em dar um forte caráter oposicionista à administração petista ao mandato que parlamentar para o qual eu trabalhava. Eu era praticamente sozinho em uma Câmara onde os vereadores disputavam a primazia de agachar ao petismo. Cada qual queria ser mais serviçal. E esse foi um dos motivos porque o PT se eternizou durante 16 anos na prefeitura de Porto Alegre. Um belo dia, enquanto estava no meio do trabalho, recebi o telefonema de uma filha dizendo que a luz havia sido cortada pela Companhia Estadual de Energia Elétrica em minha casa. Havia esquecido de pagar a conta. Sai correndo até o centro da cidade para fazer o pagamento e pedir a imediata religação do serviço. No balcão de atendimento da CEEE perguntei ao funcionário qual era o suporte legal para a companhia estatal gaúcha de energia elétrica cortar a luz de um consumidor em atraso. Ele disse que não sabia. Pedi que chamasse o gerente. Então este veio e me disse que havia um suporte legal, sim. Pedi a cópia da "lei" que dava à CEEE o "direito" de cortar a luz de um consumidor em atraso. Ele me trouxe uma "resolução" da diretoria da estatal. Perguntei quantas pessoas eram atendidas por dia naquele local. Eram em torno de 1.200 pessoas diariamente com contas cortadas. Sai dali indignado. Voltei ao gabinete na Câmara e perguntei ao vereador como se escrevia uma petição judicial. Ele me disse: primeiro, a qualificação do autor; segundo, a exposição dos fatos; terceiro, o elencamento do "direito", as leis e suportes legais dando apoio no caso; quarto, o pedido legal. Embora fosse completamente leigo em Direito, comecei a coletar toda a legislação sobre serviço essencial, desde a Constituição, passando pelo Estatuto de Defesa do Consumidor, passando pela Lei de Greve (que define o que é serviço essencial) e pelas decisões do Supremo, STJ, Tribunais de Justiça estaduais. E a seguir passei a redigir um mandado de segurança com pedido de liminar em meu favor, para que a estatal CEEE ficasse impedida de cortar futuramente a luz na minha casa em caso de eventual novo atraso de pagamento. No meio desse trabalho apareceu no gabinete um jovem estudante de Geografia, Marcos Bernardi, atuante militante de causas populares. Passamos a trabalhar em conjunto na elaboração desse mandado de segurança. Levamos quase um mês na elaboração daquela petição. Quando ficou pronta, pedi que um advogado CC no gabinete a assinasse e protocolei no Foro Central de Porto Alegre. Em pouco tempo ganhei a liminar. Isso entusiasmou a mim e a Marcos Bernardi, e então tivemos a idéia de estendermos isso à população geral de Porto Alegre, na grande maioria pessoas pobres, miseráveis, sem qualquer chance de obter defesa. Como chegarmos a essas pessoas? Passamos então a redigir 5.000 panfletos semanais em folhas de papel A4, impressas dos dois lados, relatando casos e dizendo ao povo que ele tinha direito de não ter suas contas de água e luz cortadas (água em Porto Alegre é fornecida por outra estatal, o DMAE, que é municipal). Os panfletos eram distribuídos em pontos de ônibus do centro da cidade. Nas linhas que saem dali iam as pessoas que chegavam em no máximo uma hora nos fundões da cidade, ao norte, leste e sul. Em pouco tempo enormes quantidades de pessoas chegavam ao gabinete do parlamentar trazendo as carteiras de identidade e as contas de luz. Eu e Marcos Bernardi as qualificávamos, rapidamente relatávamos o caso, e imprimíamos o mandado de segurança que era ajuizado no mesmo dia. A demanda se tornou tão grande na Câmara que foi preciso a administração da Casa colocar bancos de madeira ao longo da parede do corredor do gabinete do vereador. Todos os primeiros mandados de segurança tiveram indeferidos os pedidos de liminares. Os próprios mandados foram rejeitados. Ficamos desorientados. O advogado CC do gabinete dizia que tínhamos errado, que deveríamos ter ingressado em juízo com uma cautelar inominada com pedido de liminar. Não concordamos (éramos atrevidos) e resolvemos insistir no caminho que tínhamos adotado. Recorremos em dezenas de casos ao Tribunal de Justiça. Como mandados de segurança paralisam gabinetes de magistrados, precisam ser respondidos em prazo máximo de 48 horas, os gabinetes dos desembargadores sentiram logo o efeito daquela enxurrada de recursos. Então começaram a sair as decisões concedendo as liminares, com as devidas críticas aos juízes de primeiro grau que não atendiam aos mandados e permitiam o congestionamento dos gabinetes no segundo grau. A partir dali, começamos a ajuizar mandados de segurança no plantão judiciária, e saímos dali, em meia hora, no máximo uma hora, com as liminares nos mandados de segurança obtidas, com ordens para as empresa estatais para promoverem imediatamente o restabelecimento dos serviços de água e/ou luz, sob pena de prisão dos dirigentes dessas estatais. Paralelamente, todos os sucessos eram amplamente divulgados por meio de newsletter enviada diariamente, pela Internet, para mais de 30 mil e-mails. A tal ponto chegou que, no dia 7 de setembro, conseguimos uma liminar coletiva para a religação de luz em mais de 120 casas do conjunto residencial popular Chapéu do Sol, na Estrada da Serraria, em Porto Alegre. Tudo isso era amparado por um suposto Movimento Nacional Contra o Corte Ilegal de Água e Luz, inventado por nós. Funcionou até o vereador ser pressionado pelo governo por causa do prejuízo que estávamos causando. E assim os pobres e miseráveis de Porto Alegre perderam uma dupla de defensores. Relembrei isso ontem, na sede da OAB, com Marcos Bernardi e seus familiares e com o presidente da Ordem. Então disse a Marcos Bernardi que aquele era um momento muito importante, porque ele estava sendo investido de um mandato de representação do povo, e de um dever, ao qual não poderá mais escapar. Agora Marcos Bernardi já tem prerrogativa legal para produzir e impetrar mandados de segurança em defesa dos que não têm defesa, contra os desmandos do Poder. Certamente vocês ouvirão falar dele.

Morre aos 70 anos o diretor Hector Babenco


Morreu na noite desta quarta-feira, de parada cardíaca, o cineasta Hector Babenco. Argentino radicado no Brasil há cinquenta anos, Babenco tinha 70 e era casado com a atriz Barbara Paz. A morte foi anunciada pela Galeria Raquel Arnaud, empreendimento de sua ex-mulher, que dá nome ao local, e estabelecimento onde trabalha a sua filha, Myra. “É com grande pesar que comunicamos o falecimento de Hector Babenco, pai de nossa diretora associada Myra Arnaud Babenco. A Galeria estará fechada ao público hoje e amanhã. Informaçōes sobre velório serão comunicadas assim que as tivermos”, diz comunicado na página da Galeria Raquel Arnaud no Facebook. Naturalizado brasileiro aos 31 anos, o diretor se tornou um dos principais nomes do cinema nacional, com filmes como "Pixote – a Lei do Mais Fraco" (1981), sobre a situação dos meninos de rua: "O Beijo da Mulher Aranha" (1985), que projetou Sonia Braga no Exterior, e "Carandiru" (2003), baseado no livro de Drauzio Varella sobre a sua experiência como médico da penitenciária, famosa por ter sido palco de um massacre em 1992.

Donald Trump tem apoio de 80% dos evangélicos brancos americanos

Quase quatro quintos dos eleitores evangélicos brancos pretendem votar em Donald Trump. De acordo com uma pesquisa de opinião feita com eleitores religiosos e divulgada na terça-feira (12) pelo Pew Research Center, o apoio a Trump entre os eleitores evangélicos brancos é ainda maior do que foi quatro anos atrás para Mitt Romney, o candidato republicano anterior à Presidência.


Os evangélicos brancos compõem cerca de um quinto de todos os eleitores registrados. Eles formam um bloco cobiçado que, quando mobilizado através de suas igrejas e redes sociais, é capaz de levar os eleitores às urnas. Não estava claro até agora até que ponto Trump seria capaz de mobilizar essa base eleitoral republicana fundamental, porque algumas lideranças evangélicas já se disseram perturbadas com a tendência do candidato a se gabar e a menosprezar outros, suas promessas de deportar imigrantes mexicanos e barrar a entrada de muçulmanos no país, além do apoio que ele deu no passado aos direitos dos gays e ao direito do aborto. Alguns líderes evangélicos influentes engrossaram o campo do "Trump Jamais", enquanto outros prometeram apoio a Trump. Ainda outros aderiram à sua causa depois de o candidato ter cortejado mil deles numa reunião a portas fechadas em Nova York. "Trump não é um crente verdadeiro em nenhum sentido, nem em termos religiosos nem no que diz respeito às questões em pauta, mas está falando com os evangélicos", disse J. Tobin Grant, professor de ciência política na Southern Illinois University-Carbondale e colunista do "Religion News Service": "Ele está ativamente cortejando os evangélicos, e é isso o que os ativistas querem. Eles querem ter um lugar à mesa, algo que sentiram não ter tido com Romney". A pesquisa também constatou que os católicos tendem a apoiar Hillary Clinton, a provável candidata democrata, com 17 pontos percentuais a mais que Trump. É uma mudança importante em relação à corrida presidencial de 2012, quando as pesquisas de boca de urna indicaram que os eleitores católicos se dividiram quase igualmente entre Mitt Romney e Barack Obama. A mudança se deve em grande parte ao apoio dado a Hillary por católicos hispânicos, que compõem um terço dos católicos do país e preferem Hillary a Trump por nada menos que 77% contra 16% das intenções de voto. No caso dos católicos brancos, Trump tem uma vantagem estreita sobre Hillary - 50% contra 46% –, mas Hillary tem vantagem de 19 pontos percentuais entre todos os católicos que dizem assistir à missa semanalmente. Os protestantes negros estão inequivocamente do lado de Hillary, enquanto os protestantes brancos de centro são favoráveis a Trump, com 50% das intenções de voto contra 39% para Hillary. A pesquisa não mostrou resultados relativos aos membros de grupos religiosos minoritários, como budistas, hindus, judeus e muçulmanos, porque não os incluiu em número suficiente. Hillary tem o apoio sólido dos eleitores que afirmam não ter religião, segundo a pesquisa. Esse grupo vem crescendo rapidamente nos últimos anos e hoje compõe um quinto dos eleitores registrados -mais ou menos a mesma porcentagem do eleitorado que os evangélicos brancos. Os eleitores sem filiação religiosa são favoráveis a Hillary por 68% contra 26% das intenções de voto, mas seu apoio em muitos casos não é tão inequívoco quanto o dos evangélicos a Trump. A pesquisa descobriu que 36% dos evangélicos brancos declararam apoio forte a Trump, sendo que em junho de 2012 apenas 26% tinham feito o mesmo com Romney. Este encontrou resistência por parte de alguns eleitores evangélicos pelo fato de ser mórmon. Trump é membro da Igreja Presbiteriana americana, uma denominação protestante liberal principal, e demonstra pouca familiaridade com a Bíblia ou o cristianismo. Mas a pesquisa mostrou que os eleitores em geral, incluindo os evangélicos, estão insatisfeitos com as opções que têm este ano. Quarenta e dois por cento dos eleitores evangélicos brancos disseram que será difícil optar entre Trump e Hillary, porque nenhum dos dois dará um bom presidente. Na realidade, a pesquisa descobriu que o desejo de derrotar Hillary Clinton é a razão principal por que os evangélicos apoiam Trump. Dos 78% dos evangélicos brancos que disseram que votariam em Trump, 45% precisaram que sua decisão representa "principalmente um voto contra Hillary Clinton". Apenas 30% disseram que é "principalmente um voto em Trump". 

Brasil cai para 9º no ranking da Fifa, pior posição dos últimos dois anos; o futebol brasileiro virou lixo


O Brasil foi rebaixado para o nono lugar no ranking de melhores equipes da Fifa. A seleção brasileira de futebol caiu duas posições após o fracasso na Copa América, quando foi eliminada ainda na primeira fase. Esta é a pior colocação da equipe em mais de dois anos. A última vez que o Brasil ficou em nono na lista, atualizada mensalmente, foi em março de 2014. Com o título da Eurocopa, Portugal subiu duas posições e é agora a sexta melhor seleção do mundo, substituindo a Espanha. Após a eliminação nas oitavas de final da Euro, os espanhóis foram rebaixados para a oitava colocação. Entre os times que evoluíram, destacam-se França e País de Gales. Os franceses, vice-campeões da Eurocopa 2016, subiram dez posições e estão em sétimo. Já o time liderado por Gareth Bale chegou ao 11º lugar após ganhar 15 colocações. Mesmo sem conquistar o título da Copa América, a Argentina segue em primeiro lugar no ranking da Fifa.
CONFIRA OS 10 PRIMEIROS DO RANKING FIFA
1 - Argentina (1585 pontos)
2 - Bélgica (1401 pontos)
3 - Colômbia (1331 pontos)
4 - Alemanha (1319 pontos)
5 - Chile (1316 pontos)
6 - Portugal (1266 pontos)
7 - França (1189 pontos)
8 - Espanha (1165 pontos)
9 - Brasil (1156 pontos)
10 - Itália (1155 pontos)

Número de inadimplentes cai pela primeira vez desde 2014, diz Serasa


O número de inadimplentes no País caiu em maio pela primeira vez desde dezembro de 2014, para 59,47 milhões de pessoas, de acordo com dados do birô de crédito Serasa Experian divulgados na quarta-feira (13). Isso significa cerca de 1,3 milhão de pessoas a menos no cadastro de negativados em relação a abril, quando o índice bateu recorde histórico de 60,73 milhões de inadimplentes com dívidas atrasadas. Quem tem o nome incluído em um cadastro de negativados não consegue contratar empréstimos. Em maio, essas pessoas tinham, no total, R$ 264,2 bilhões de dívidas em atraso, seja com bancos, financeiras, lojas ou com concessionárias de luz, água e telefonia. Segundo economistas da Serasa, o dado indica esforço dos consumidores para renegociar dívidas e sair da inadimplência. Essa tentativa de limpar o nome se dá pela busca de linhas de crédito e resgates na caderneta de poupança para quitar as pendências. A empresa que prestou o serviço pode entrar em contato com os birôs de crédito para informar sobre o atraso um dia depois do vencimento da conta. O birô, então, manda uma notificação da pendência para o consumidor, que terá dez dias, a partir do envio da carta, para quitar a dívida. Só depois disso ele poderá ser incluído no cadastro de devedores, que é consultado por empresas na hora de conceder crédito ou no pagamento a prazo. Em média, a chamada negativação ocorre 60 dias após o vencimento da conta. Além da restrição no crédito, o consumidor com nome sujo pode ter dificuldade para abrir conta em banco, alugar imóveis e contratar um plano de saúde. Se a dívida for com serviços recorrentes, como contas de luz e gás, poderá ter o serviço cortado.

VEJA AGORA - Comissão de Constituição e Justiça da Câmara discute o recurso de Eduardo Cunha contra parecer da sua cassação

A comunista democrata Hillary Clinton perde apoio e pesquisa aponta empate com o republicano Trump na eleição dos Estados Unidos

Os dois pré-candidatos à Presidência dos Estados Unidos, a comunista democrata Hillary Clinton e o republicano Donald Trump, aparecem empatados, com 40% das intenções de voto, na mais recente pesquisa nacional do jornal The New York Times e da rede CBS. A sondagem aponta uma forte queda de Hillary, que um mês antes tinha 6 pontos percentuais a mais do que Trump.


A pesquisa indica que os eleitores acham Hillary melhor para lidar com questões sobre a imigração ilegal e relações raciais. Ela é derrotada por Trump em temas como economia e mercado internacional, e os dois aparecem empatados na avaliação do trabalho que fariam em relação a terrorismo e segurança nacional dos Estados Unidos. O dado reflete uma movimentação importante do eleitorado, mas pode não refletir necessariamente o resultado da eleição, em novembro. Isso porque o sistema eleitoral dos Estados Unidos é indireto, e considera a votação por estados, levando à composição de um colégio eleitoral com delegados, em vez de considerar vencedor o candidato com mais votos nacionalmente. A média de pesquisas por estados calculada pelo site Real Clear Politics indica que Hillary ainda tem vantagem sobre Trump. A pesquisa aponta que ela tem 209 votos no colégio eleitoral, contra 164 de Trump. Os dois ainda disputam 165 votos. O vencedor precisa ter mais do que 269 votos. Segundo a pesquisa, Clinton perdeu apoio por não ser considerada digna de confiança pela população. Entre os eleitores ouvidos, 67% acham que ela não é honesta. A sondagem aparenta refletir as revelações da investigação oficial sobre o uso de e-mail privado por Hillary enquanto era secretária de Estado dos Estados Unidos. O Departamento de Justiça descartou um processo criminal contra Hillary, mas o Departamento de Estado reabriu a investigação interna sobre o caso. O tema se tornou mais relevante, segundo a pesquisa, pois 46% dos entrevistados agora acham que ela agiu de forma ilegal, em comparação com 23% que diziam isso na pesquisa realizada no mês anterior. Apenas 28% dos eleitores têm uma visão positiva de Hillary, uma proporção menor do que os 33% que diziam o mesmo um mês antes. Apesar de Hillary ter perdido apoio e não ser considerada confiável, Trump não aparece muito melhor na pesquisa. A maioria dos eleitores, 62%, disse não confiar nele. Mesmo assim, mais entrevistados, 30%, disseram neste mês ter uma visão favorável do candidato, em comparação com os 26% do mês anterior. Apesar disso, os eleitores acham que ela é mais preparada para a Presidência do que o republicano - por mais que este dado também aponte uma queda, de 59% para 50% em um mês. Apenas 30% dos eleitores acham que Trump está preparado para ser presidente.

Grandes empreiteiras propineiras vendem seus jatinhos devido à crise

A OAS vendeu quatro aviões de sua frota de jatos particulares. A empresa passa por grave crise e está se desfazendo de ativos desde que virou alvo da Operação Lava Jato. A família Odebrecht também tem usado aviões de careira para se deslocar pelo País. Até mesmo a mãe do sinhozinho baiano Marcelo Bahia Odebrecht tem viajado em vôos comerciais. 

A solução para salvar a Petrobras está agora com Rodrigo Maia

Rodrigo Maia terá de conduzir a aprovação do pacote de Michel Temer para o setor de petróleo. Será uma de suas primeiras tarefas. A equipe do presidente Temer aguarda apenas a conclusão do processo de impeachment da presidente afastada, a mulher sapiens petista Dilma Rousseff, para anunciar as alterações em estudo e definir quais campos petrolíferos serão incluídos no leilão de 2017. Entre as medidas estão a nova regra de participação da Petrobras no pré-sal, a diminuição das exigências de conteúdo local e a oferta de novos campos de petróleo na área do pré-sal. Essas são medidas essenciais para recuperar as finanças da Petrobras e também para combater o gigantesco déficit fiscal produzido pelo regime petista, que levou a economia brasileira ao maior desastre de toda a sua história.

Rodrigo Maia é o novo presidente da Câmara dos Deputados


Já era madrugada desta quinta-feira quando o painel eletrônico da Câmara dos Deputados finalmente anunciou o nome daquele que comandará a Casa pelos próximos sete meses: o democrata Rodrigo Maia (RJ) foi eleito em segundo turno com 285 votos. O deputado do DEM venceu a disputa contra Rogério Rosso (PSD-DF), que teve 170 votos. O outro favorito, Marcelo Castro (PMDB-PI), ex-ministro de Dilma Rousseff e apoiado pelo PT, ficou de fora, tendo recebido apenas 70 votos no primeiro turno. A poderosa cadeira coloca Rodrigo Maia no posto de substituto do presidente interino Michel Temer quando este se ausentar do País. No discurso antes do segundo turno, Rodrigo Maia defendeu a independência da Câmara e falou em “acabar com o império dos líderes”. “Os lideres são fundamentais, mas não são os únicos que têm direito à palavra. Cada um de nós tem direito a usar esse microfone. Vamos devolver ao plenário a sua soberania”, afirmou. Depois de confirmada a vitória, o deputado tomou posse imediatamente como presidente da Câmara, agradeceu à família e chorou. Rodrigo Maia obteve apoio do PSDB, PPS, DEM, PSB e contava também com a simpatia do Palácio do Planalto. Publicamente, o presidente interino Michel Temer manteve o discurso protocolar de que não pode interferir na definição do sucessor de Eduardo Cunha, embora tenha operado diretamente para evitar a todo custo a vitória de Marcelo Castro. A cautela é justificada pela necessidade de Michel Temer implementar e ver aprovadas com urgência no Congresso medidas de seu governo interino. E de resto sepultar o risco de prosperar um pedido de impeachment contra ele – o tema adormeceu nas mãos do presidente Waldir Maranhão (PP-MA), a despeito da ordem do Supremo Tribunal Federal para que o processo seguisse adiante. Rodrigo Maia trabalhou arduamente pelo afastamento de Dilma Rousseff, ao contrário de Marcelo Castro, que votou contra o impeachment da petista. Maia não responde a processos no STF, mas teve seu nome envolvido na Operação Lava Jato após aparecer em troca de mensagem de Léo Pinheiro, da OAS, pedindo doações. O deputado é alvo de um pedido de inquérito da Procuradoria-Geral da República. Já o diagnóstico de enfraquecimento do favoritismo do segundo colocado Rosso se deve essencialmente à pulverização de candidatos do maior bloco partidário na Câmara, que buscavam no mandato-tampão nacos de influência para projetos pessoais de poder, ainda que todos sejam da base de sustentação do governo provisório de Michel Temer. Para além do amplo racha entre partidos alinhados a Temer, os indícios de desidratação da candidatura de Rosso são creditados também às revelações de que duas testemunhas assistiram ao vídeo em que o deputado aparece recebendo propina do ex-secretário do governo do Distrito Federal, Durval Barbosa, delator da Operação Caixa de Pandora e responsável pelo escândalo do mensalão do DEM no Distrito Federal. Na festa de aniversário do ministro da Educação Mendonça Filho (DEM), na terça-feira, um dos temores de apoiadores de Rosso era o de que o vídeo viesse à tona a qualquer momento e eles sofressem desgaste por ter apoiado um parlamentar que poderia ser confrontado com imagens em que embolsaria propina. A vitória de Rodrigo Maia recoloca o DEM no comando da Câmara dos Deputados pela primeira vez em treze anos: o último nome do partido a comandar o posto foi Efraim de Moraes, entre 2002 e 2003. E representa uma vitória da articulação do Planalto – um cenário muito diferente do que se viu em fevereiro do ano passado, quando Eduardo Cunha derrotou o petista Arlindo Chinaglia (SP) com acachapantes 267 votos. 

Resultado da votação derruba mitos como “Super-Cunha” e “Centrão”

Eis dois entes que a imprensa adora detestar; pelo visto, será preciso reconsiderar a importância desses fetiches da política

Por Reinaldo Azevedo - Já escrevi aqui que o grande eleitor de Rodrigo Maia (DEM-RJ) se chama Eduardo Cunha. A votação surpreendente que ele obteve foi, parece evidente, uma manifestação de repúdio ao deputado peemedebista. As coisas passaram do limite. E, como se nota, a sua influência na Câmara, hoje, é muito menor do que se pensava. Há muito tenho insistido aqui que ele não passa de um cadáver adiado da política. E, é bem provável, de um presidiário adiado também. Os 285 votos obtidos por Maia, fiquem certos, são 285 votos contra Cunha. Para cassá-lo, são necessários 257. Mas parece que outra, vamos dizer, “entidade” igualmente cara ao jornalismo, e odiada, pode entrar na categoria de “mito”: o tal “Centrão”, aquele gente terrível que tudo controlaria. Na contabilidade da imprensa, eram pelo menos 217 deputados. Pois é… Rogério Rosso, o dito nome do “Centrão”, obteve apenas 170 votos. Considerando que parlamentares que não pertencem a tal suposto grupo também votaram nele, temos de concluir que ou a turma se desfez ou ela é mais fama do que proveito. Eis mais uma razão por que não acredito que a disputa deixará sequelas na base de apoio do governo, que atuou de modo correto no certame, evitando tentar passar o rolo compressor para apoiar este ou aquele nomes. Com uma simpatia inicial — e não mais do que isso — pela candidatura de Rosso —, o Planalto percebeu a ascensão de Rodrigo Maia, ancorado, inicialmente, no seu próprio partido, o DEM, e no PSDB, com apoio do PPS. Quando o PSB decidiu se juntar, sua passagem para o segundo turno estava assegurada. Maia já tinha mantido conversações com as esquerdas. Ou, para ser mais exato, PT e PCdoB, partido saudado por ele no primeiro discurso como presidente eleito, na figura de Aldo Rebelo. A proximidade foi vista com suspeição pelo Planalto. Até porque ela contava com as bênçãos de Lula. Mas setores da própria esquerda estrilaram. Foi então que o petismo tirou Marcelo Castro (PMDB-PI) da cartola. Obteve 70 votos, parte deles, é evidente, despejada depois na candidatura de Maia, que continuou a se apresentar como o homem do diálogo. Na entrevista que concedeu depois de eleito, voltou a se referir aos esquerdistas da Casa: “Sem a esquerda, eu não venceria essa eleição e, por isso, batiam tanto nos votos que a esquerda ia me dar. Todos nós, juntos, temos condições de construir uma agenda de consenso, onde o diálogo possa prevalecer, aprovando em conjunto medidas para o Brasil”. O discurso é bonito, mas não sei o que significa na prática. Quem “batiam” nos votos que a esquerda lhe daria? Eu, por exemplo, bati no seu entendimento com o PT ainda na disputa do primeiro turno, o que continuo a achar uma sandice. No segundo, os critérios, obviamente, são outros. É claro que não existe “agenda de consenso” como um norte a ser perseguido. Certos temas podem entrar nessa categoria; a maioria deles, no entanto, não. Querem ver? A renegociação da dívida dos Estados tende a juntar todo mundo, com um descontente ou outro episódicos. Mas não a reforma da Previdência ou o projeto que permite que a Petrobras não participe, se ela não puder, da exploração do pré-sal. Um presidente da Câmara tem um imenso poder sobre o que entra ou não em votação. As esquerdas farão o diabo para tentar impedir o governo de levar adiante uma agenda de caráter, vamos dizer, liberalizante. O fato de muitos de seus representantes terem votado em Maia — para, afinal, derrotar aquele que julgavam ser o candidato de Cunha — não os torna doutores em democracia. Esse negócio de agenda de consenso é conversa que serve para o discurso da vitória. De verdade mesmo, não quer dizer nada. Até porque será preciso enfrentar as esquerdas também nas ruas quando chegar a hora de bola ou bule, de isso ou aquilo, de sim ou não a reformas quer são essenciais para o País. E, como sabemos, as esquerdas ora saudadas por Maia atrapalham muito.

Agora o prefeito Fortunati verá o que é uma investigação de verdade


Após a divulgação da investigação sobre o DEP (Departamento de Esgotos Pluviais), realizada pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul e pela delegacia fazendária da Polícia Civil, com a constatação de dinheiro escorrendo literalmente pelo ralo para a corrupção, agora o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati (PDT), vai aprender o que é uma investigação de verdade, com o rigor que precisa ser aplicado. As verbas que sofreram desvio, nas obras das estações de bombeamento de água do DEP, são federais, do PAC. Isso fez o Ministério Público Federal e Polícia Federal entrarem em campo. Então é possível que sejam realizadas prisões e alcançadas até algumas delações premiadas. A situação poderá ficar bem ruim para José Fortunati e para o ex-diretor do DEP, Tarso Boelter. Este tinha se afastado da direção geral do DEP para concorrer a vereador. Já está fazendo uma campanha muito vistosa, com um super comitê eleitoral montado na Avenida Cristóvão Colombo. Carros já circulam por Porto Alegre com enorme adesivos com a palavra "Tarso". Em uma jogada de marketing, ele está querendo associar o seu nome ao do ex-governador e peremptório petista e poeta de mão cheia e tenente artilheiro Tarso Genro, para se fazer conhecido do eleitorado da capital gaúcha e assim tornar mais fácil sua busca de votos.