sexta-feira, 15 de julho de 2016

Ataque de terrorista árabe em Nice matou uma menina brasileira de seis anos


Uma menina de seis anos, filha de mãe brasileira com pai suíço, morreu no atentado desta última quinta-feira (14) em Nice, sul da França. A informação foi confirmada pela tia da criança, Ana Cláudia de Assis Ribeiro, de 34 anos, que vive em Olaria, zona norte do Rio de Janeiro. A menina Kayla Assis Ribeiro, de 6 anos, nasceu na Suíça. Sua mãe, Elizabeth Cristina de Assis Ribeiro, de 30 anos, morava desde 1998 no país europeu e tinha dupla cidadania. Lá conheceu seu atual companheiro, Silyan, com quem teve outras duas filhas: Kimea, de sete meses, e Djulia, de 4 anos. O casal e as filhas passavam o feriado na cidade francesa quando Elizabeth e Kayla foram atingidas pelo caminhão que matou 84 pessoas. O pai conseguiu salvar o bebê e a filha do meio. Segundo Ana Cláudia, o consulado suíço em Nice confirmou a morte da menina de seis anos. Ainda não há informações sobre Elizabeth. O Itamaraty informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que está apurando o caso. Ana Cláudia conta que a família, assim que soube do atentado, enviou mensagens à Elizabeth e ao marido, que não responderam. Só hoje os parentes conseguiram falar com Silyan. "Ele está arrasado, em estado de choque. Ele disse que quando se deu conta do que estava acontecendo, só teve tempo de pegar a Djulia e a Kymea no colo e correr porque a minha irmã e a Kayla já tinham sido atropeladas. Ele contou que quando voltou no local, não as encontrou mais lá", disse Ana Cláudia, irmã da brasileira.
 

Elizabeth foi levada pela sua mãe, Inês, para a Suíça aos 12 anos, em 1998. Na ocasião, a mãe, que foi ao país para trabalhar em restaurantes, levou suas quatro filhas – duas não se adaptaram e voltaram pouco tempo depois ao Brasil, onde têm avós e primos. Elizabeth e uma irmã chamada Margareth ficaram no país junto com sua mãe, na cidade de Orbe. Como não conseguia contato com o companheiro de Elizabeth após o ataque, Inês recorreu a um pastor local, que confirmou no consulado que sua neta estava entre as crianças mortas no atentado. A avó postou nas redes sociais pedidos de oração para sua neta e mensagens de luto. Na quinta-feira a noite, antes de receber a confirmação, Inês postou nas redes sociais sobre o ataque e a preocupação com a família. "Ataque a Nice. Deus tá no controle. Sem notícias da família depois do ataque. Se alguém viu esta família por favor entre em contato", publicou a mãe. A postagem acompanhava fotos do casal e das três filhas. Inês e uma irmã de Elizabeth irão de carro, neste sábado, de Orbe, na Suíça, até Nice, para buscar mais informações, já que o espaço aéreo da cidade francesa está fechado. "Desde o início achamos estranho ela não responder às mensagens no celular. Foi um choque muito grande o que aconteceu", disse a irmã Ana Cláudia.

Petrobrás e governo fecham acordo de R$ 1,1 bilhão com empresa holandesa corrupta

A Petrobras, o governo federal e o Ministério Público Federal assinaram nesta sexta-feira (15) um acordo de leniência no valor de US$ 341 milhões (cerca de R$ 1,1 bilhão) com a empresa holandesa SBM Offshore, envolvida em esquema de corrupção no Brasil – o caso não tem relação com a Operação Lava Jato. Segundo comunicado oficial, a estatal vai receber US$ 149,2 milhões em três parcelas: a primeira (R$ 129 milhões) assim que o acordo entrar em vigor, e as demais (duas de R$ 10 milhões) em 12 e 24 meses. O Ministério Público ficará com US$ 6,8 milhões, mesmo valor que será repassado ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), vinculado ao Ministério da Fazenda. Os restantes US$ 179 milhões serão abatidos de pagamentos futuros que a Petrobras deve à SBM em razão de contratos vigentes para fornecimento de navios-plataforma. Com o acordo, a empresa poderá participar de licitações e ser novamente contratada. A negociação envolveu, além de Petrobras e SBM, o Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle, a Advocacia-Geral da União e o Ministério Público Federal. O acordo será remetido para o Tribunal de Contas da União. O escândalo da SBM tem como principal personagem o lobista brasileiro Julio Faerman, ex-representante da empresa no Brasil. Faerman recebeu da empresa holandesa US$ 139 milhões entre 2007 e 2011, por meio de offshores no paraíso fiscal das Ilhas Virgens Britânicas, por serviços prestados para obter contratos com a Petrobras. Parte do dinheiro foi transferida para contas de funcionários da estatal, entre eles o ex-gerente Pedro Barusco, que confessou ter recebido recursos na Suíça. Em junho do ano passado, Julio Faerman fez acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal e concordou em repatriar US$ 54 milhões depositados no Exterior. O caso estourou em fevereiro de 2014, após um ex-diretor da SBM, Jonathan Taylor, denunciar o esquema.

Condenado por terrorismo na França, professor da UFRJ é expulso do Brasil

O professor franco-argelino Adlène Hicheur, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), está sendo deportado do Brasil na noite desta sexta-feira (15). Ele ouviu de policiais federais que a medida foi determinada pelo ministro da Justiça, Alexandre de Moraes. Hicheur foi investigado e condenado por terrorismo na França em 2009. Ele cumpriu dois anos e sete meses de prisão no país por "associação com criminosos com vistas a planejar um atentado terrorista". Em 2013, o físico franco-argelino chegou ao Brasil para trabalhar como professor-visitante na UFRJ. Até o fim de 2014, ele foi bolsista do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). Na França, o professor recebeu em janeiro o apoio de um comitê internacional de mais de 300 membros, entre eles um Prêmio Nobel de Física. Frequentador de uma mesquita no Rio de Janeiro, Hicheur passou a ser monitorado desde o ano passado por policiais federais da Divisão Anti-terrorismo e por agentes da Abin (Agência Brasileira de Inteligência). Mesmo com a condenação na França, não foi encontrado qualquer indício de atuação terrorista do professor no Brasil.


Quando a Polícia Federal chegou a sua casa, na manhã desta sexta-feira, Hicheur fazia uma conferência por Skype com outros professores. Os agentes deram a ele uma hora para arrumar suas roupas e decidir o que levar. Adlène Hicheur chegará na França dois dias depois da ação terrorista em Nice que até o momento deixou 84 pessoas mortas. "Estamos preocupados com a medida e com a integridade física do professor. A gente sabe da série de ações restritivas de direitos que vêm sendo adotadas pelo governo francês neste momento e não sabemos o que pode acontecer com ele", afirmou o reitor da UFRJ, Renato Leyer, que deixou o aeroporto pouco antes das 20 horas. Em janeiro, em carta divulgada por intermédio do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, Hicheur classificou as informações sobre sua ligação com a rede terrorista Al Qaeda como "antigas e já esclarecidas". "Eu fui preso pela polícia francesa no fim de 2009 e a única justificativa desta minha detenção foram minhas visitas aos chamados sites islâmicos subversivos. Fui privado da minha liberdade por dois anos apenas com base nisso", disse ele, que nasceu na Argélia e se naturalizou francês. No tribunal, um dos trunfos da acusação foi a mensagem em que o físico sugere um ataque a uma base do Exército onde eram treinados soldados para o Afeganistão – Hicheur é opositor ferrenho das intervenções ocidentais naquele país e no Iraque. Ao ser detido pela polícia em 2009 perto de Lyon (leste da França), na casa dos pais, o pesquisador tinha em mãos 13 mil euros (R$ 57 mil) em espécie, o que alimentou suspeitas. A defesa diz que ele pretendia pagar a construção de uma casa em sua cidade natal, Sétif, Argélia – o contrato foi mostrado à Justiça. Hicheur é considerado brilhante pelos colegas. Fez doutorado na cidade francesa de Annecy (na equipe de Lees) e pós-doutorado no Reino Unido. Até ser preso, lecionava na prestigiosa Escola Politécnica de Lausanne e era pesquisador associado à Organização Européia de Pesquisa Nuclear, em Genebra. Desde 2015 ele está proibido de entrar na Suíça.

Tentativa de golpe de estado na Turquia, Erdogan chega a Istambul


O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, chegou de avião ao aeroporto internacional Atatürk, em Istambul, pouco depois de seu porta-voz anunciar o fim da tentativa de golpe de Estado. O aeroporto de Istambul foi cenário de um atentado terrorista em 28 de junho que deixou 45 mortos. As redes de televisão do país mostraram o avião do chefe de Estado aterrissando na pista do aeroporto, o maior da Turquia e o terceiro maior da Europa. Erdogan estava de férias em uma cidade litorânea. Em seguida, emissoras locais mostraram imagens do presidente turco cercado por uma multidão que o apoia. Pouco antes de sua chegada, o porta-voz da presidência, Ibrahim Kalin, afirmou que a cadeia de comando voltou à ordem. “Estamos reassumindo rapidamente o controle de toda a situação”, declarou também o primeiro-ministro, Binali Yildirim, após anunciar que vários golpistas tinham sido detidos. O aeroporto internacional ficou fechado em consequência da tentativa de golpe que começou na noite de sexta-feira, mas os militares que o tinham ocupado se retiraram, e milhares de manifestantes contrários aos golpistas entraram no terminal. Soldados que haviam invadido a sede da emissora pública TRT também a deixaram. No entanto, um grupo de soldados golpistas ocupou o edifício da rede de TV CNNTürk às 3h40 de sábado (hora local; 21h30 de sexta-feira em Brasília) e cortou a transmissão. Segundo a agência de notícias EFE, pelo menos 17 policiais morreram em uma explosão na sede das forças especiais da corporação no distrito de Golbasi, em Ancara, um dos pontos onde ocorreram enfrentamentos durante a tentativa de golpe de Estado. Há relatos de duas explosões no prédio do Parlamento, na capital turca. De acordo com a agência de notícias turca Anadolu, doze policiais ficaram feridos, dois deles em estado grave.

Grupo militar tenta golpe de estado na Turquia

Um grupo dentro das Forças Armadas da Turquia afirma ter tomado o controle do governo do país. Uma declaração de um grupo militar transmitida pela emissora turca NTV diz que “o poder do país foi totalmente tomado”. “Para recuperar nossos direitos humanos, constitucionais e democráticos, estamos oficialmente assumindo o controle do país”, diz a ala das Forças Armadas responsável pela revolta, que mantém o antigo chefe do Estado-Maior como refém, segundo a agência de notícias ANSA. Por meio de um anúncio na emissora de TV turca TRT, os militares decretaram um toque de recolher em todo o país e declararam lei marcial, que restringe a liberdade dos civis. O anúncio promete ainda uma nova constituição. Forças de segurança foram chamadas para “fazer o que for necessário”, disse o primeiro-ministro Binali Yildirim, que denunciou um golpe militar nesta sexta-feira. “Algumas pessoas empreenderam uma ação ilegal fora da linha de comando”, disse Yildirim em comentários transmitidos pela turca NTV, acrescentando que os responsáveis serão punidos. “O governo eleito pelo povo continua no comando. Este governo só vai partir quando as pessoas quiserem isso.” A rede CNN reportou que o presidente Recep Tayyip Erdogan está em um local “seguro”. O tráfego em importantes pontes de Istambul foi bloqueado e tanques de guerra podem ser vistos nas ruas. O aeroporto da cidade foi fechado e todos os voos, cancelados. Caças sobrevoam a capital Ancara, onde trocas de tiros foram reportadas por testemunhas. Imagens divulgadas em redes sociais mostram longas filas em caixas eletrônicos após o anúncio do golpe. O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, disse que a ação militar foi organizada por uma “estrutura paralela”, expressão que ele usa para se referir ao clérigo muçulmano radicado nos Estados Unidos Fethullah Gülen, que o líder turco chama de terrorista. Em entrevista via aplicativo pelo celular à CNN turca, Erdogan afirmou que irá superar com uma resposta apropriada o que ele chamou de levante de uma minoria. O mandatário turco pediu à população que vá às ruas para opor-se ao levante. “Convoco a população turca a ocupar praças públicas e aeroportos. Nunca acreditei em um poder maior do que o poder do povo”, reportou o jornal britânico The Guardian. Por fim, Erdogan afirmou que está a caminho da capital Ancara, e que aqueles envolvidos no levante pagarão um alto preço pela ação. Tentativa de golpe – Na noite desta sexta-feira, uma ala do Exército da Turquia afirmou ter tomado o controle do governo do país. Uma declaração de um grupo militar transmitida pela emissora turca NTV informava que “o poder do país foi totalmente tomado”. “Para recuperar nossos direitos humanos, constitucionais e democráticos, estamos oficialmente assumindo o controle do país”, dizia a nota. O grupo mantém o antigo chefe do Estado-Maior como refém, segundo a agência de notícias ANSA. Por meio de um anúncio na emissora de TV turca TRT, os militares decretaram um toque de recolher em todo o país e declararam lei marcial, que restringe a liberdade dos civis. O anúncio prometia ainda uma nova constituição. Forças de segurança foram chamadas para “fazer o que for necessário”, disse o primeiro-ministro Binali Yildirim, que denunciou um golpe militar nesta sexta-feira. “Algumas pessoas empreenderam uma ação ilegal fora da linha de comando”, disse Yildirim em comentários transmitidos pela turca NTV, acrescentando que os responsáveis serão punidos: “O governo eleito pelo povo continua no comando. Este governo só vai partir quando as pessoas quiserem isso". Tanques de guerra bloquearam o tráfego em importantes pontes de Istambul e o aeroporto da cidade. Todos os voos foram cancelados. Caças sobrevoam a capital Ancara, onde trocas de tiros foram reportadas por testemunhas. Segundo relatos de uma testemunha à agência de notícias Reuters, um helicóptero militar abriu fogo em Ancara e o som de uma explosão foi ouvido na cidade. Histórico de golpes – Entre 1960 e 1997, os militares deram quatro golpes de Estado na Turquia, sendo que um dos governos foi deposto por suas tendências islâmicas. A relação de Erdogan, que chegou ao poder em 2003 como primeiro-ministro e foi eleito presidente em 2014, com o militares nunca foi amigável. Em uma década, o atual presidente prendeu 10% de todos os generais do Exército. Os perseguidos eram todos seculares e bem-sucedidos dentro da corporação. Somente na Aeronáutica, cerca de 800 oficiais foram investigados pelo serviço secreto turco. Mais de 150 deles foram acusados de ser “moralmente impuros”. Os crimes em questão são adultério, jogatina e visitação de sites da internet como o Facebook.

Empresários admitem que a fraude na Lei Rouanet é prática comum no mercado

Presos pela Polícia Federal, os irmãos Bruno e Felipe Amorim admitiram fraudes na Lei Rouanet. Segundo O Globo, eles disseram que a prática de "organizar eventos corporativos utilizando recursos captados com empresas privadas por meio da Lei Rouanet é 'praxe' do mercado, uma espécie de 'regra velada'”. Isso é o que é defendido com unhas e dentes pela esquerdopatia artística brasileira. Essa gente apoiadora da ORCRIM petista não se vexa de assaltar os  cofres públicos completamente sem pudor. 

Veja o momento em que a polícia francesa cercou e matou o motorista franco-tunisiano do caminhão do atentado em Nice

Petrobras já cogita abrir mão do controle ou fatiar BR Distribuidora


Em busca de um sócio para a BR Distribuidora há um ano, a Petrobras começa a rever planos. A alta direção da estatal já cogita vender o controle ou fatiá-la em áreas de negócio para, posteriormente, negociar a alienação dessas participações. Considerada uma das “joias da coroa”, a BR, líder do mercado de combustíveis, é um dos principais destaques na lista de ativos da Petrobras à venda. O objetivo da petroleira é levantar US$ 15,1 bilhões neste ano para assegurar os recursos necessários para a execução de seu plano de investimentos. O presidente da Petrobras, Pedro Parente, confirmou ontem que avalia três propostas de compra de participação na BR, assim como outras alternativas que poderiam resultar em maior valor para a distribuidora. "Estamos avaliando se essas três propostas representam o melhor valor possível para a empresa, não chegamos a uma conclusão ainda. Foram três propostas, não foi uma só. Houve, portanto, interesse, mas, eventualmente, há outras alternativas que produziriam maior interesse. E é isso que a gente quer ter certeza", afirmou Parente. Inicialmente, a Petrobras planejava abrir o capital da subsidiária e vender 25% das ações. Depois, cogitou alienar 49% dos papéis, mesmo assim, o projeto não foi adiante, com o agravamento das crises econômica e política. A empresa é considerada no mercado um excelente ativo, com 34,9% do setor de distribuição de combustíveis, cerca de 8.200 postos de serviços com sua bandeira e mais de 1.200 lojas de conveniência. Diante deste quadro, a Petrobras passou a estudar opções mais ousadas, como a venda do controle. O objetivo é concretizar algum dos modelos de venda em estudo da BR até o fim do ano. Segundo fontes a par das negociações, mesmo com um acordo rígido de acionistas, a gestão da companhia passaria para o setor privado, o que a livraria das amarras de uma estatal. Uma das inspirações para a Petrobras é o caso da BB Seguridade, criada em 2012 e que unificou as atividades de seguros, previdência e capitalização do Banco do Brasil, e é considerada uma solução de sucesso. Em 2013, houve a abertura de capital da companhia, na maior oferta inicial de ações no País até aquele momento. A BB Seguridade tem 66,25% de capital do Banco do Brasil e 33,75% em ações no mercado privado. No caso de uma venda fatiada da BR, a empresa poderia ser dividida em segmentos. A empresa é líder em diversas áreas, desde a distribuição de combustíveis, fabricação e venda de lubrificantes, venda de querosene de aviação, de produtos químicos para atividades em plataformas, entre outros. A empresa tem mais de dez mil grandes clientes entre indústrias, termoelétricas, companhias aéreas, frotas de veículos leves e pesados, entre outros. Até o momento, apenas investidores fora da área de distribuição de combustíveis se interessaram pelos ativos da BR. Entre os nomes citados no mercado estão o da gestora canadense Brookfield, o do fundo GP Investiments e o da Advent International. Para um executivo do setor, porém, é natural a ausência de concorrentes diretos. Com 34,9% do mercado, um eventual interesse de competidoras como Ipiranga e Raízen resultaria em restrições pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Para uma petroleira disposta a ingressar no mercado brasileiro, o negócio poderia não ser interessante pois ela, provavelmente, gostaria de adotar sua própria bandeira. 

Crítico de teatro Sábato Magaldi morre aos 89 anos


O crítico de teatro Sábato Magaldi morreu aos 89 anos na noite desta quinta-feira, em São Paulo. Ele estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Samaritano desde 2 de julho. Magaldi apresentava um quadro de choque séptico e comprometimento pulmonar. Membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), Magaldi ocupava a cadeira 24 da ABL, que já foi de Manuel Bandeira, desde 1995. Mineiro, o crítico nasceu em 9 de maio de 1927, em Belo Horizonte. Se formou em direito na Universidade de Minas Gerais e em estética na Universidade Sorbonne em Paris. Desde 1950, atuou como crítico teatral em diferentes veículos. Magaldi era um colaborador histórico do jornal O Estado de S. Paulo: foram centenas de colunas e artigos longos no Suplemento Literário, a partir de 1956, e também mais de 3.000 críticas de teatro no Jornal da Tarde, entre 1966 e 1989. Boa parte do trabalho foi reunida no recente “Amor ao Teatro: Sábato Magaldi”, livro organizado por Edla Van Steen (que também é sua mulher) e publicado pela editora Sesc. Especializou-se nas obras de Oswald de Andrade e também de Nelson Rodrigues, de quem era amigo. Foi ele quem classificou as peças do dramaturgo em temas e gêneros. Escreveu cerca de 20 livros que envolviam a temática teatro.

50 crianças estão internadas após atentado em Nice


Pelo menos 50 crianças estão hospitalizadas em Nice, após o atentado terrorista que aconteceu na noite desta quinta-feira na cidade, causando a morte de 84 pessoas, segundo os últimos dados do Ministério do Interior. Um francês de origem tunisiana dirigiu com um caminhão em direção à multidão de pessoas que assistia aos fogos de artifício, em comemoração ao feriado nacional de 14 de julho, o Dia da Bastilha. A Prefeitura de Nice indicou que, no começo da manhã, duas crianças faleceram no Hospital Pediátrico da cidade, enquanto eram operadas. As autoridades não deram detalhes sobre quantas crianças ao todo morreram atropeladas pelo caminhão, na avenida na beira da praia. Muitas famílias, locais e estrangeiras, participavam das comemorações na Promenade des Anglais, famosa alameda da cidade. O Ministério do Interior se limitou a informar que, além dos falecidos, 18 pessoas estão em estado crítico em hospitais, aproximadamente 50 tiveram ferimentos leves e outras 120 pessoas foram atendidas pelos serviços de urgência. Nice é um destino de férias famoso entre os franceses e costuma estar lotada nesta época do ano, o verão europeu. No início da tarde deste sexta-feira na cidade, porém, residentes publicaram imagens nas redes sociais das praias completamente desertas e das ruas vazias, após a tragédia da noite anterior.

Pesquisa Methodus diz que 55,8% dos eleitores de Porto Alegre acham péssimo e ruim o governo Sartori

Na pesquisa que o jornal Correio do Povo publica na sua edição de hoje, o Instituto Methodus também procurou saber o que os eleitores de Porto Alegre acham do governo de José Ivo Sartori, do PMDB. Veja os resultados:
Péssimo e ruim - 55,8%
Regular - 28,8%
Ótimo e bom - 14,2%
Nãos abe - 1,2%
Se tivessem um mínimo de vergonha na cara, os porto-alegrenses que desaprovam o governo de Sartori não poderiam ser menos de 80%. 

Inflação do IGP-10 desacelerou

O IGP-10 avançou 1,06% em julho, ficando abaixo da expectativa do mercado de alta de 1,18%, de acordo com os dados divulgados há pouco pela FGV. A desaceleração em relação ao mês passado, quando o indicador subiu 1,42%, se deu de forma generalizada dentre seus componentes. O IPA agropecuário, por exemplo, saiu de uma variação positiva de 4,91% em junho para outra de 3,32%. No mesmo sentido, o IPA industrial avançou 0,37%, abaixo da ata de 0,70% observada anteriormente. O IPC também registrou desaceleração importante, ao oscilar de 0,49% para 0,27% no período, diante das menores elevações de preços em seis de seus oito itens. Apenas o INCC acelerou na passagem de junho para este mês, ao mostrar expansão de 1,76%, bastante acima da elevação de 0,49% do mês passado, refletindo os reajustes de salários no setor de construção civil. Assim, o índice acumula alta de 12,18% nos últimos doze meses. Para as próximas leituras, os economistas do Bradesco esperam continuidade do movimento de descompressão dos IGPs, diante da desaceleração da alta dos preços de produtos agrícolas, conforme informaram esta manhã na sua newsletter diária.

Os esquizofrênicos portoalegrenses caminham novamente para um governo comunista

A comunista Luciana Genro, do Psol, com 20,8%, e o comuno-petista Raul Pont, com 14,5%, lideram a disputa eleitoral em Porto Alegre, mas Pont, o segundo colocado, encontra-se em virtual empate técnico com o atual vice-prefeito, que aparece na pesquisa Methodus com 13,7%. Ele disputa a terceira colocação com o trabalhista Vieira da Cunha (11%). Em quinto lugar aparece o tucano Nelson Marchezan Júnior, com 6,5%. Todos os demais candidatos possuem menos de 1%, menos Maurício Dziedricki, do PTB, que aparece com 1,7%. Na pesquisa espontânea, as diferenças são bem menores: a comunista Luciana Genro tem 10%; o comuno-petista Rual Pont aparece com 7,7%; o vice-prefeito tem 5,3%; Vieira da Cunha surge com 4,2%; Nelson Marchezan obtém 2,8%. Os demais registram menos de 1%. No caso da espontânea, 6% não sabem ou votam em branco e nulo.

Haddad vê crime na exibição da Bandeira Nacional! E isso não é uma piada! STF nele!!!

Prefeito decidiu proibir Fiesp de projetar o símbolo em sua fachada. É claro que se trata de uma agressão à Constituição

Por Reinaldo Azevedo - Que bom que a gestão de Fernando Haddad, o fanfarrão das ciclofaixas esburacadas e potencialmente homicidas, está por pouco. Chegará, então, ao fim esse cruzamento malsucedido de Lênin com Jânio Quadros que governa a cidade há quase quatro anos. E não me perguntem qual seria o cruzamento bem sucedido, por favor. Por que escrevo isso? O doutor resolveu que a Fiesp não pode mais projetar em sua fachada a Bandeira Nacional porque isso feriria a Lei Cidade Limpa. Um certo Lao Napolitano, da associação “A Cidade Precisa de Você” e estafeta do prefeito na Comissão de Proteção à Paisagem Urbana, explicou, com aquela vocação para membro do Soviete de Haddad, por que a Fiesp não pode mais exibir o símbolo nacional: “A bandeira pode ser colocada, mas se houver um contexto. Da maneira como está sendo usada, é com cunho político”. Ah, entendi! E quanto não é? Fosse exibida no Sete de Setembro ou no 15 de novembro, não haveria igualmente “cunho político”? Ou tal cunho não pode existir só quando é contra o PT? Curioso, não? Os mesmos petistas que querem proibir a Bandeira Nacional na Fiesp tramam a volta da publicidade às bancas dos jornais — e, nesse caso, não se fala em Cidade Limpa. Aliás, que o Ministério Público fique atento: isso tem cheiro de instrumento que servirá para lavar dinheiro sujo de campanha. Não se trata de uma denúncia, mas de uma desconfiança. Não é a primeira vez que a Prefeitura enrosca com manifestações que não são do campo ideológico do prefeito. A Fiesp já foi proibida de projetar em sua fachada “Fora, Dilma” e “Impeachment já”. Não só. A turminha do Haddad também já quis proibir o Pixuleco na Paulista. O pretexto? O mesmo: fere a Lei Cidade Limpa. Como todos sabem, a Paulista é palco constante de manifestações. Recorram ao Google Imagens e procurem as fotos das passeatas e protestos contra o impeachment e denunciando o tal golpe. Lá estão os bonecos fazendo caricatura “da direita” e os infalíveis e gigantescos balões infláveis da CUT. Quantas vezes os aliados de Haddad foram importunados? No caso da Bandeira Nacional, nem quero me perder nessa rinha. Confundir a exposição de um símbolo nacional com propaganda de qualquer natureza fere o Artigo 5º da Constituição. É simples assim. A Fiesp tem de ser didática com o senhor prefeito e recorrer ao Supremo para que o Ditador Municipal saiba que ainda existem juízes em Brasília. E é STF mesmo! Sem escalas. Estamos tratando aqui da violação de um princípio fundamental da Constituição, que é cláusula pétrea. Vejam que coisa! Em 1989, no caso conhecido como “Texas vs. Johnson, 491 U.S. 397”, a Suprema Corte Americana decidiu, por 5 votos a 4, que não é crime queimar a bandeira dos Estados Unidos. No pedaço de Banânia governado por Haddad, já nem se cuida de saber se é crime ou não queimar a bandeira. O Pequeno Ditador quer transformar em crime exibir a bandeira. E seu Leporello, que atende pelo nome de Lao Napolitano, reivindica a prerrogativa de dizer quando é e quando não é lícito exibi-la. Supremo neles, Fiesp! Os tiranetes enlouqueceram

Datafolha-SP: Marta e Erundina têm o que comemorar; Russomano ainda venceria; Haddad apanha de todos

Candidato do PRB venceria todos as simulações de segundo turno; sem ele, a peemedebista bate todos os possíveis adversários

Por Reinaldo Azevedo - A Folha publica nesta sexta-feira publica pesquisa Datafolha para a Prefeitura de São Paulo. Fernando Haddad (PT), o prefeito que proibiu a Fiesp de exibir a Bandeira Nacional, tem índices compatíveis com a qualidade de sua administração e com a clarividência de suas decisões. Já chego lá. Vamos primeiro aos números. A pesquisa traz dados algo surpreendentes. 


Celso Russomano (PRB) lidera a disputa no primeiro turno, com 25%. Em segundo lugar, está Marta Suplicy (PMDB), com 16%, seguida por Luíza Erundina (PSOL), com 10%. O atual prefeito vem em quarto lugar, com apenas 8%. O tucano João Dória marca 6%, e Marco Feliciano, do PSC, 4%. Andrea Matarazzo (PSD) fica com 3%.


Acontece que o Supremo pode acabar com o sonho de Russomano. Ele já foi condenado pela Justiça Federal do Distrito Federal por peculato. Se o Supremo confirmar a sentença, ele se torna inelegível. Caso fique fora da disputa, Marta Suplicy assume a liderança do primeiro turno, com 21%, seguida por Erundina (13%), Haddad (11%), Doria (7%) e Feliciano e Matarazzo, ambos com 5%. Ah, sim! Haddad, o homem que quer censurar a Bandeira Nacional, também é campeão de rejeição: 45% não votariam nele. Na sequência, nesse quesito, vêm Feliciano (32%) e Marta Suplicy (31%). A margem de erro é de três pontos para mais ou para menos. Sabem quantos acham a gestão petista boa ou ótima? Só 14%. Para 48%, é ruim ou péssima. E 35% dizem que ela é regular. Acho uma avaliação generosa…


O Datafolha fez 10 simulações de segundo turno. Caso seja candidato e se o confronto ocorresse hoje, Russomano venceria todos os embates: 58% a 18% contra Dória; 58% a 19% contra Haddad; 54% a 29% contra Erundina e 48% a 31% contra Marta Suplicy. Exceção feita a Russomano, a candidata do PMDB, por sua vez, bateria todos os adversários testados: 48% a 24% contra Doria; 44% a 24% contra Haddad e 39% a 33% contra Erundina. Esta, por sua vez, venceria o candidato do PSDB por 44% a 24% e o prefeito por 42% a 25%. Embora na margem de erro, Doria, muito provavelmente, venceria o petista por 34% a 30%. O que temos? O dado surpreendente da pesquisa, entendo, é o desempenho de Marta Suplicy. A chance de o Supremo manter a condenação de Russomano é gigantesca — e a cidade saberá ser grata caso se faça justiça. Notem que, nesse caso, a ex-prefeita lidera o primeiro turno e bate todos os possíveis adversários no segundo. Luíza Erundina também aparece bem nesse levantamento. Ela, afinal, é maior do que o nanico PSOL. É visível que se beneficia da onda de descrédito que atinge os políticos. Ainda que tenha se ligado ao radicalismo doidivanas, irresponsável e, com alguma frequência, inescrupuloso do PSOL, Erundina tem fama de honesta e gosta de falar como uma espécie de reserva moral. Nas simulações, bateria Doria e Haddad. O único que não vence ninguém é mesmo o prefeito, esse cruzamento malsucedido de Lênin com Jânio Quadros — ficando claro, desde sempre, que inexiste um que pudesse ser bem sucedido. É claro que tudo está apenas no começo. É pouco provável que o candidato tucano, João Dória, conserve o índice atual. O PSDB costura uma ampla aliança na cidade. Mesmo que Russomano se mantenha na disputa, já ficou claro que ele pode ser bom de saída, mas tende a se complicar no percurso e na chegada. A pesquisa de agora serve apenas para apontar quem está conseguindo se estabelecer, dados os atuais fatores da política. Nessa rodada, Marta e Erundina têm o que comemorar.

Terrorista de ataque em Nice é identificado; mortes sobem para 84


A polícia da cidade de Nice, na França, identificou o autor do ataque terrorista na noite de quinta-feira, que avançou contra uma multidão com um caminhão, deixando 84 mortos e mais de cem feridos. Segundo o jornal Nice Matin, o responsável é Mohamed Lahouaiej Bouhlel, um francês de origem tunisiana de 31 anos, residente da cidade. Bouhlel trabalhava como entregador e tinha passagens pela polícia por casos de violência a mão armada, mas não era fichado pelos serviços secretos por terrorismo ou radicalismo. O atentado aconteceu por volta das 22 horas e 45 minutos de quinta-feira, na Promenade des Anglais, a beira da praia do coração turístico de Nice. Milhares de franceses e estrangeiros acompanhavam os fogos de artifício no local em homenagem à festa nacional de 14 de Julho, Dia da Queda da Bastilha. Segundo autoridades, o homem desceu do caminhão, depois dirigir por mais de 2 km, e abriu fogo contra a multidão. A polícia trocou tiros com o terrorista, que terminou morto. Ele estava armado com uma pistola Browning 7.65, mas outros armamentos encontrados no interior do veículo, entre os quais fuzis e granadas, eram falsos. A polícia de Nice informou que há pelo menos 18 vítimas em estado grave, a maior parte com traumatismo craniano e fraturas graves. Mais de 50 crianças estão entre os feridos. Em Paris, uma reunião do Conselho de Defesa, coordenado pelo presidente francês, François Hollande, foi realizada nessa manhã. Na saída, o primeiro-ministro, Manuel Valls, confirmou que um projeto de lei será enviado ao Parlamento para prolongar o Estado de Emergência no país por mais três meses. O regime de medidas de exceção para combate ao terrorismo estava em vigor desde os ataques terroristas na França em novembro de 2015 e deveria acabar em duas semanas. É o terceiro grande atentado terrorista no país em 18 meses. “A França mais uma vez foi atingida por um ato terrorista covarde”, afirmou Valls. “O terrorismo, nós advertimos há um bom tempo, é uma ameaça que pesa há muito no país, e que ainda pesará por bastante tempo. Estamos enfrentando uma guerra”, declarou. 

O corpo de uma criança é visto ao lado de uma boneca após um caminhão avançar para a multidão que comemorava o Dia da Bastilha em Nice

Presidente socialista francês diz que estado de emergência será estendido por três meses após atentado em Nice


O presidente francês, o socialista muito incompetente François Hollande, afirmou que é "inegável" que a França sofreu um ataque terrorista e disse que o estado de emergência no país será estendido por três meses, após o ataque que matou ao menos 84 pessoas em Nice. Inicialmente o estado de emergência seria encerrado no dia 26 de julho – ele foi instalado após a série de atentados em Paris, em novembro do ano passado. Hollande afirmou que o país vai aumentar o controle nas fronteiras e reforçar as ações na Síria e no Iraque. "Nós vimos a violência extrema e obviamente temos de fazer tudo para lutar contra esse terrorismo", disse o mandatário. O presidente afirmou também que o país é forte e será "sempre forte contra os fanáticos que hoje nos atacaram". Foi decretado luto oficial de três dias pelo governo francês.


O atentado deixou ao menos 84 mortos e 40 feridos nesta quinta-feira (14) quando um caminhão avançou sobre milhares de pessoas que participavam da festa do Dia da Bastilha em Nice, no sul da França. O veículo entrou na área fechada da Promenade des Anglais, avenida litorânea da cidade, por volta das 22h30 (17h30 em Brasília), cerca de meia hora após o início da queima de fogos do feriado de 14 de julho. O jornal "Nice-Matin" informou na noite desta quinta-feira (madrugada de sexta na França) que o motorista do caminhão — que foi morto pela polícia em uma troca de tiros — é  um homem de 31 anos de Nice e origem tunisiana. O caminhão percorreu cerca de dois quilômetros na avenida até parar a cerca de 350 metros do local da queima de fogos. Segundo o governo local, que classifica a ação como atentado, o caminhão estava carregado com armas e granadas. Os espectadores da festa entraram em pânico e saíram correndo. O governo da região de Alpes-Maritimes, onde fica Nice, pediu à população que voltasse a suas casas e ficasse em locais fechados. Cinquenta minutos depois, a polícia cercou a área onde estava o caminhão, perto da praça Masséna. O caminhão foi parado por um cerco policial perto da praça Masséna. Segundo os agentes, o motorista abriu fogo contra a tropa. Houve troca de tiros e os policiais mataram o condutor. No baú do caminhão, encontraram armas como pistolas, fuzis e metralhadoras, munição e granadas. Dentro do caminhão, a polícia encontrou os documentos do suspeito morto. Ele foi identificado como um francês de origem tunisiana de 31 anos, que cometeu delitos no passado, mas nunca esteve na lista de pessoas investigadas por terrorismo. Também não se sabe se ele teria ligação com extremistas. Os agentes afirmam que o caminhão era alugado. Embora nenhum grupo tenha se manifestado sobre a autoria até o momento, diversos usuários de redes sociais ligados à milícia terrorista Estado Islâmico comemoraram o atropelamento. A facção foi responsável pela série de ataques em Paris, que deixou 130 mortos em 13 de novembro passado. Horas depois de anunciar, em uma parada militar da Revolução Francesa, o fim do estado de emergência que vigorava desde as ações do Estado Islâmico na capital, o presidente François Hollande voltou atrás e expandiu a medida até outubro. Em pronunciamento à nação depois de uma reunião de emergência, disse que é "inegável" que o país tenha sofrido uma atentado terrorista: "A França como um todo está sob ameaça do terrorismo islâmico. Nós temos que demonstrar absoluta vigilância e uma determinação inabalável".  Ele prometeu aumentar o controle de fronteiras e reforçar os ataques na Síria e no Iraque — as medidas são as mesmas tomadas após a série de ataques de novembro. "Nós vimos a violência extrema e obviamente temos de fazer tudo para lutar contra esse terrorismo", disse. 

Petrobras recorre à Justiça dos Estados Unidos contra a empresa belga Astra no caso da refinaria de Pasadena

A Petrobras decidiu entrar na Justiça norte-americana para cobrar indenização, em dinheiro, da empresa belga Astra Oil, que foi sócia da estatal brasileira na Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. A petroleira informou sua decisão a órgãos de controle nesta semana. A ação foi impetrada nos Estados Unidos no final de junho. A medida faz parte da política da estatal de buscar ressarcimento pelos prejuízos causados à empresa por atos de corrupção praticados por funcionários, políticos e empresas que mantinham contratos com a petroleira. A empresa explicou aos órgãos de controle que decidiu recorrer à Justiça depois da delação do ex-diretor Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, na qual ele disse que funcionários da Astra Oil e da estatal brasileira receberam um total de US$ 15 milhões de propina na compra da Refinaria de Pasadena. O negócio foi fechado em 2005 e causou, segundo cálculos do Tribunal de Contas da União, prejuízos de US$ 792 milhões (R$ 2,6 bilhões) à petroleira. Recentemente, o órgão incluiu a Astra como um dos responsáveis por irregularidades na operação e que terão de arcar com o prejuízo apontado pelo TCU nessa aquisição. Até então, a avaliação do tribunal era que somente 15 servidores da Petrobras teriam que devolver o dinheiro das perdas causados à estatal na compra da refinaria. Eles estão com os bens bloqueados. A alegação dos ministros para colocar a Astra entre os responsáveis é a mesma da Petrobras para pedir a indenização: o depoimento do Cerveró de que houve pagamento de propina para a Astra nessa operação. Será a primeira vez que o TCU tentará condenar uma empresa de fora do País por danos causados a empresas ou ao governo do Brasil. No caso do tribunal, porém, ministros têm dúvidas sobre a viabilidade da medida porque a Astra e a Petrobras haviam definido em contrato que pendências judiciais seriam resolvidas nos Estados Unidos. A petroleira brasileira decidiu recorrer à Justiça americana por causa desta cláusula contratual e por considerar que a delação de Cerveró trouxe elementos novos que exigem uma resposta judicial da parte da empresa. Em sua delação premiada, Cerveró chegou a dizer que a presidente afastada Dilma Rousseff mentiu sobre a compra da refinaria Pasadena. Segundo ele, "não corresponde à realidade" a informação prestada pela petista de que ela aprovou a aquisição da refinaria porque não tinha as informações completas sobre a operação da estatal. Dilma era presidente do Conselho de Administração da Petrobras quando a refinaria nos Estados Unidos foi adquirida e afirma, em sua defesa, que não sabia de irregularidades na aquisição porque Nestor Cerveró, à época diretor internacional, não repassou todos os dados. A Astra também nega qualquer tipo de irregularidade. A Petrobras comprou do grupo belga Astra metade da refinaria de Pasadena por US$ 360 milhões. Os sócios brigaram por causa do custo da reforma que a Petrobras queria fazer na refinaria, que chegava a US$ 2,5 bilhões, considerado alto pela Astra. A Petrobras então enviou proposta de US$ 550 milhões pelo restante de Pasadena, mas a Astra queria US$ 1 bilhão. Os sócios acabaram fazendo um acordo de US$ 788 milhões. Mas sem aprovação do conselho da estatal brasileira, ele não foi fechado, o que levou a uma disputa judicial nos Estados Unidos. No final, após uma batalha judicial encerrada em 2012, a Petrobras acabou pagando US$ 885 milhões pelos 50% da refinaria. No total, a estatal brasileira desembolsou US$ 1,25 bilhão por um negócio comprado pela Astra por apenas US$ 42,5 milhões em 2005. O ex-presidente da estatal, o petista José Sérgio Gabrielli, diz que a Astra fez investimentos de US$ 360 milhões na refinaria após a aquisição realizada em 2005.

Após derrota na CCJ, Eduardo Cunha diz que vai ao Supremo em agosto


Após sua derrota na Comissão de Constituição e Justiça na penúltima etapa do processo de cassação, o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) afirmou que entrará com um recurso no Supremo Tribunal Federal no dia 1º de agosto, logo na volta do recesso, apontando irregularidades no processo. "Tenho direito de fazer ainda muitos recursos e e vou fazê-los para exercer o meu direito de defesa", disse a jornalistas. A CCJ rejeitou por 48 votos a 12, nesta quinta-feira (14), recurso de Eduardo Cunha contra a sua cassação aprovada pelo Conselho de Ética no mês passado. Logo em seguida, foi aprovado relatório dizendo que a cassação no conselho foi legal e sem irregularidades. Com isso, chega ao fim o trâmite do processo de cassação de Cunha na CCJ e segue para a última instância, o plenário da Câmara, onde deve ser votado na volta do recesso, em agosto. Segundo Eduardo Cunha, ele entrará com o processo e com uma liminar para acelerar o trâmite no Supremo. "Obviamente que não vou fazer no plantão do Supremo agora porque não tem risco de votação agora no plenário da Câmara. Farei logo no dia 1º de agosto, quando o Supremo voltar", afirmou. Eduardo Cunha comparou um dos pontos de sua cassação ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. No caso do impeachment, foram rejeitados aditamentos, enquanto a representação contra o peemedebista teve um aditamento em seu início. "Em situações onde há cerceamento ao direito de defesa, onde há afronta ao devido processo legal, o Supremo tem o dever de se manifestar quando instado", afirmou. Segundo ele, as ilegalidades do processo no Conselho de Ética são "evidentes". O peemedebista disse ainda que irá pessoalmente ao plenário da Câmara fazer sua defesa, quando sua cassação for votada, e que vai "tentar reverter" sua situação lá. "Aqui eu me ative à discussão única e exclusivamente com recurso jurídico. Eu não falei das nulidades, eu não falei de mérito aqui na CCJ. Eu vou ter no plenário a oportunidade de fazer a minha defesa de mérito. E lá eu farei para tentar convencer meus pares." Questionado se usará o recesso parlamentar para conseguir mais votos para a apreciação no plenário, ele disse que "não está trabalhando para conseguir apoio ou não conseguir apoio", mas para o "exercício" da sua defesa. Segundo Cunha, a CCJ teve "obviamente" uma decisão política e ele tinha os votos para que seu recurso fosse aceito. "A marcação pra hoje, no dia seguinte da votação do presidente da Câmara, tirou alguns parlamentares que estavam favoráveis ao meu recurso que não puderam comparecer aqui, pelo menos uns cinco ou seis", disse, acrescentando que "à medida que o resultado já estava configurado, muitos outros deixaram de votar". "O resultado não representa a realidade. Havia uma maioria para poder aprovar o relatório". A avaliação de aliados de Cunha, no entanto, é que a derrota de Rogério Rosso (PSD-DF), que é próximo do deputado afastado, na madrugada desta quinta-feira (14) na eleição para a presidência da Câmara teria refletido na CCJ, com a ausência de alguns de seus apoiadores, como Paulinho da Força (Solidariedade-SP).

Omissão do governo e do Congresso contra corrupção decepciona, diz Moro


O juiz federal Sergio Moro criticou nesta quinta-feira (14), nos Estados Unidos, a omissão do governo e do Congresso na luta contra a corrupção e negou que a Operação Lava Jato, que ele conduz, seja uma "caça às bruxas" com motivações políticas. "Até agora, o Poder Executivo e o Congresso não fizeram uma contribuição significativa para os esforços do Brasil na luta contra a corrupção. Por exemplo, eles poderiam ter proposto e aprovado leis melhores para prevenir a corrupção. Também poderiam ajudar os esforços dos agentes de Justiça de outras formas. Sua omissão é muito decepcionante", afirmou Moro em evento do centro de estudos Wilson Center, em Washington. "Para ser justo, o atual governo disse em várias oportunidades que apoia as investigações. Mas os brasileiros deveriam esperar mais que apoio em discursos". Em sua exposição, Moro apontou as falhas da Justiça criminal no Brasil, afirmando que, em geral, "ela não funciona muito bem em casos complexos, especialmente crimes de colarinho branco. corrupção e lavagem de dinheiro". Primeiro, disse, devido à lentidão da Justiça, que tornou comum condenados por crimes graves em cortes de primeira instância, como a dele, nunca irem para a prisão. E, segundo, porque a jurisdição do Supremo para julgar altas autoridades funcionou, "como regra, como um poderoso escudo contra a responsabilização eficiente de pessoas em lugares altos". Como avanço positivo, Moro citou a decisão do Supremo Tribunal Federal de que o cumprimento da pena pode ocorrer antes da condenação definitiva. "É uma espécie de revolução jurídica para casos complexos no Brasil. Nossa Suprema Corte demonstrou claramente com esse novo parecer, que entende completamente a conexão entre corrupção sistêmica e impunidade. Por esse parecer, ela merece muitos elogios e nossa gratidão coletiva", disse. Em seu discurso, Moro mencionou a decisão recente do juiz do Supremo, Celso de Mello, que contrariou a decisão do STF e suspendeu a execução do mandado de prisão de um réu em Minas Gerais, condenado em segunda instância por assassinato. O juiz disse acreditar que a decisão de fevereiro, que autoriza prisão após julgamento de segunda instância, será mantida. "A Justiça funciona quando o inocente vai para a casa e o culpado vai para a prisão. Esse desfecho não deveria depender das condições econômicas ou políticas do réu. Há ainda muito o que fazer para avançar nesse aspecto". Para ele, contudo, a Lava Jato mostra que é possível fazer muito, mesmo sob o atual sistema, "contanto que o problema seja confrontado e tratado com seriedade", disse. "A Justiça não pode ser um faz de conta com casos que nunca acabam e pessoas que foram provadas culpadas de crimes que nunca são punidas". "Nenhum país é predestinado a viver com um corrupção sistêmica, pois não é um fenômeno natural. Descobri-la e revelá-la, mesmo se gerar grande impacto no curto prazo, não é parte do problema, mas parte da cura", afirmou. Diante de um auditório lotado, grande parte de brasileiros, Moro contou como a Lava Jato teve início com uma investigação limitada que acabou revelando corrupção sistêmica na Petrobras e expôs o fato de que a pratica era "a regra do jogo" na negociação de contratos públicos. Ele reiterou que a maior responsabilidade em mudar isso é do governo. "Vamos deixar claro, o governo é o principal responsável por criar um ambiente político e econômico livre de corrupção sistêmica. O governo, com maior visibilidade e poder, ensina pelo exemplo", disse. "Melhores leis podem ser aprovadas para melhorar a eficiência do sistema de Justiça criminal e aumentar a transparência e a previsibilidade das relações entre os setores público e privado, reduzindo incentivos e oportunidades para páticas corruptas". O juiz também respondeu às críticas de que a Lava Jato tenha motivação política. "A Lava Jato não é uma caça às bruxas", afirmou: "Ninguém está sendo acusado ou condenado com base em opinião política". Moro não soube prever quando a Lava Jato será concluída, já que a operação ainda está em andamento e há partes da investigação pendentes no Supremo. Mas afirmou que sua parte poderá terminar até o fim do ano. "Pensando na investigação que está conosco, um dia eu disse que poderia terminar no fim do ano porque a maioria das empresas que pagaram as propinas já foi acusada e julgada", afirmou: "A conclusão da minha parte pode ser no fim ano, mas não posso dizer com certeza". Enfatizou que "a parte que está com a Supremo Tribunal, envolvendo os políticos, provavelmente tomará mais tempo" devido ao grande número de casos na corte. "O ritmo dos processo é lento lá. Por exemplo, no caso do Mensalão, levou seis anos do recebimento da acusação até o julgamento do caso", disse.

Justiça argentina manda abrir cofres de filha de Cristina Kirchner


Dois cofres que a filha mais nova da ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner mantém em um banco em Buenos Aires foram abertos, na tarde desta quinta-feira (14), por ordem da Justiça. Foram encontrados US$ 4,6 milhões no local, segundo o jornal "Clarín". A operação foi realizada após pedido do Ministério Público e da própria filha de Cristina, Florencia Kirchner, que diz querer terminar com um "show midiático".


Florencia passou a ser investigada depois que a deputada Margarita Stolbizer anunciou ter recebido informações sobre movimentações bancárias suspeitas feitas por membros da família Kirchner. Há rumores de que eles guardavam dinheiro não declarado nos cofres – cerca de US$ 6 milhões, segundo Stolbizer. De acordo com o "Clarín", foram retirados US$ 1,1 milhão (R$ 3,63 milhões) de um dos cofres no início de março e mais US$ 40 mil há uma semana. Em uma conta de Florencia, foram depositados US$ 33 milhões (R$ 99,9 milhões) em fevereiro — até então, havia pouco mais de US$ 1.000,00 (R$ 3.300,00). A ordem de abrir os cofres de Florencia foi emitida pelo juiz Julián Ercolini, que investiga o pagamento, feito pelo empresário Lázaro Báez, de diárias aos hotéis de Cristina sem que os quartos dos empreendimentos fossem ocupados. Báez era um dos melhores amigos do ex-presidente Néstor Kirchner, morto em 2010, e sua empresa foi uma das maiores vencedoras de licitações sob o kirchnerismo (2003-2015).