sábado, 23 de julho de 2016

Procuradoria Geral da República diz que reuniões provam que o poderoso chefão Lula comandou obstrução da Operação Lava Jato


Na ratificação da denúncia feita contra o ex-presidente Lula pela Procuradoria-Geral da República, a Procuradoria do Distrito Federal afirmou que é "plausível" a acusação feita pelo ex-senador Delcídio do Amaral de que o poderoso chefão Lula era o chefe da tentativa de obstruir as investigações da Operação Lava Jato. Essa tentativa foi por meio de pagamentos para evitar a delação premiada do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, segundo a Procuradoria Geral da República. Esses pagamentos foram feitos por familiares do pecuarista José Carlos Bumlai, de acordo com a delação de Delcídio. A ratificação da denúncia, que possui seis páginas, foi feita na quinta-feira (21) pelo procurador Ivan Cláudio Marx à Justiça Federal do Distrito Federal. "Delcídio do Amaral, como representante do governo no Senado, não exercia a chefia do esquema criminoso. E, pelo menos nessa atividade de obstruir as investigações contra a organização criminosa, Delcídio aponta Lula como sendo o chefe da empreitada", escreveu o procurador. E complementou: "Aqui, a narrativa de Delcídio se demonstrou clara, plausível e, ainda, corroborada pela existência das reuniões prévias que realizou com Lula antes de Bumlai passar a custear os valores destinados a comprar o silêncio de Cerveró". O procurador ressalta ainda que as reuniões com Delcídio foram confirmadas por Lula em seu depoimento, mas o ex-presidente negou que tenham discutido a compra do silêncio de Cerveró. Segundo ele, dados bancários obtidos pela investigação corroboram os pagamentos – mas não há detalhes sobre esses dados. As investigações apontam que a compra do silêncio seria para evitar que Cerveró falasse sobre um empréstimo fraudulento feito pelo banco Schahin ao PT e quitado por meio de um contrato da diretoria de Cerveró na Petrobras. A Procuradoria do Distrito Federal cita ainda as interceptações telefônicas feitas contra Lula, que, segundo o órgão, apontam uma tentativa de anular as investigações. A ratificação da denúncia aponta que, apesar de não existir uma prova cabal do envolvimento de Lula, há "confiabilidade" na narrativa de Delcídio. "Não se pode desconsiderar que, em uma organização criminosa, o chefe sempre restará na penumbra, protegido, de modo que não há de se esperar, contra este, uma prova tal como uma ordem objetiva gravada ou mesmo uma filmagem de entrega pessoal de valores", escreveu o procurador. O crime atribuído a Lula pelo procurador é de embaraço à investigação de organização criminosa, que prevê reclusão de três a oito anos e multa. Em seu depoimento à PGR, Lula disse que jamais discutiu com Delcídio a tentativa de obstruir a delação de Cerveró. A defesa de Bumlai também nega a acusação e diz que ele não tem envolvimento. A atuação desse procurador deixa a desejar, e é no mínimo muito estranha. 

Sinhozinho baiano Marcelo Odebrecht vai prestar depoimento sobre um inquérito que investiga Rodrigo Maia


O sinhozinho baiano Marcelo Odebrecht tem um encontro marcado, no dia 1º de agosto, às 14h30, na Polícia Federal de Curitiba. Lá, irá prestar um depoimento sobre um inquérito que investiga o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. O procedimento foi aberto no primeiro semestre, antes da eleição para o comando da Casa. Os procuradores querem saber se Rodrigo Maia recebeu recursos ilegais da empreiteira. É investigação que corre no Supremo Tribunal Federal. 

FBI foi à Curitiba interrogar Alberto Youssef


Quatro agentes do FBI foram à Curitiba na semana passada interrogar o doleiro Alberto Youssef, delator na Operação Lava-Jato. Eles vieram colher informações para a investigação americana sobre a Petrobras. Além do doleiro, os investigadores pediram para ouvir mais 23 pessoas, entre Rio de Janeiro e a capital parananese. Os prejuízos violentos causados pela organização criminosa petista à estatal petrolífera brasileira estão apenas começando, aguardem quando vierem as sentenças dos processos nos Estados Unidos. 

O bilionário Lirio Parisotto se ferrou, Luiza Brunet filmou a violenta agressão contra ela


A cada semana, a briga entre Lírio Parisotto e Luiza Brunet ganha contornos mais cinematográficos. A defesa do empresário nega totalmente a agressão e começou a espalhar que a atriz está inventando coisas porque supostamente quer uma indenização de 100 milhões de reais. Também vazou uma foto do Instagram da própria Luiza em que ela chega à gravação da novela Velho Chico, apenas três dias depois da confusão, aparentemente bem. Depois de registrar a queixa e mostrar uma imagem com um olho machucado, a atriz se recolheu nas últimas semanas, preferindo o silêncio. Mas seu advogado, Pedro Egberto da Fonseca Neto, guardou alguns trunfos para implodir de vez as dúvidas sobre o episódio. Estão em posse do Ministério Público provas concretas da agressão à atriz. Entre elas, um vídeo. Na cena, filmada com o celular de Luiza, o bilionário aparece chutando a ex-namorada sem piedade.