sábado, 30 de julho de 2016

Polícia Federal prende menor suspeito de terrorismo islâmico que já tinha sido deportado dos Estados Unidos

A Polícia Federal em Goiás prendeu neste sábado, por ordem da Justiça, um homem de 17 anos, que é suspeito de envolvimento com o grupo terrorista Estado Islâmico. O rapaz foi flagrado na madrugada de ontem levando uma máscara ninja (balaclava) no bolso, vestindo duas calças jeans, e sem documentos. O nome do adolescente coincide com o nome verdadeiro de um importante recrutador do Estado Islâmico, batizado pelos terroristas como Ismail Abdul-Jabbar Al-Brazili, ou “O Brasileiro”, como é chamado pela Agência Brasileira de Inteligência. Ele ficou atrapalhado ao dar explicações aos policiais militares durante uma abordagem comum na cidade de Morrinhos, a 129 quilômetros de Goiânia, e a 58 quilômetros do pólo turístico de Caldas Novas, onde nasceu. Na semana passada, o rapaz já havia sido abordado. A prisão ocorrida neste sábado, porém, foi atribuída ao comportamento estranho daquele dia e a informações de que o rapaz e familiares dele teriam sido deportados dos Estados Unidos. O motivo da deportação seria a acusação de que o adolescente tinha ligações com terroristas. O adolescente foi levado para um centro de internação de menores em Goiânia.

Empresa de remédios geenéricos acusa petista Delcídio do Amaral de tentativa de extorsão


Citada na delação do ex-senador Delcídio do Amaral, a EMS, maior fabricante de medicamentos do País, apresentou defesa na semana passada em que acusou o ex-petista de ter tentado extorqui-la, ameaçando-a para que pagasse uma dívida de campanha dele de R$ 1 milhão. De acordo com a empresa, Delcídio usou seu prestígio como senador e sua suposta proximidade com a presidente hoje afastada, Dilma Rousseff, para fazer pressão. Delcídio disse a investigadores da Lava Jato que, em 2014, tinha uma dívida deixada por sua campanha derrotada ao governo de Mato Grosso do Sul e que procurou o ex-ministro Edinho Silva, que fora tesoureiro da campanha de Dilma, para quitá-la. Ainda segundo Delcídio, Edinho orientou-o a pedir às empresas credoras para apresentarem notas fiscais em que figurasse como tomadora de serviço a EMS, que faria o pagamento. As credoras eram duas agências de comunicação: a FSB e a Black Ninja. O ex-senador disse, na delação, que essas duas agências emitiram as notas fiscais – R$ 500 mil cada. Porém, segundo ele, ao surgirem na mídia notícias de envolvimento da EMS com a Lava Jato, as próprias agências tiveram receio e cancelaram as notas, arcando com o prejuízo. A EMS rebateu as acusações, em documento assinado por seu advogado criminalista, Fernando José da Costa, enviado à 10ª Vara da Justiça Federal em Brasília, onde tramita uma apuração preliminar contra Edinho baseada na delação de Delcídio. A apuração foi remetida pelo Supremo Tribunal Federal à primeira instância após Edinho deixar a Secretaria de Comunicação de Dilma e perder o foro privilegiado. Na versão da EMS, um assessor de Delcídio, identificado como Diogo, procurou um diretor da farmacêutica no final de 2014 e pediu à empresa para quitar a dívida. Diante de uma negativa, ainda conforme a EMS, o assessor tentou intimidar o diretor: "Você sabia que Delcídio é senador e amigo pessoal da presidente da República?" Dias após essa conversa, o diretor recebeu as notas por e-mail. A EMS sustenta que não pagou, o que teria levado ao cancelamento das notas. A farmacêutica argumenta que seu nome já havia sido vinculado à Lava Jato em abril de 2014, na primeira fase da operação, em episódio envolvendo a Labogen, ligada ao doleiro Alberto Youssef. "Antes da própria emissão das notas frias, a peticionária EMS já havia aparecido na mídia, caindo por terra a afirmação de Delcídio de que essas empresas FSB e Black Ninja optaram por cancelar tais notas em razão do surgimento de escândalos", diz. O trecho da delação de Delcídio sobre a EMS chamou a atenção de investigadores para um eventual novo filão de propinas: o setor de saúde. A Procuradoria da República no Distrito Federal informou que o caso está em análise. 

Com incertezas sobre Petrobras, Sete Brasil registra prejuízo de R$ 26 bilhões


A empresa de sondas Sete Brasil registrou prejuízo de R$ 26,028 bilhões em 2015, segundo balanço publicado nesta sexta-feira (29). As perdas refletem baixa de R$ 33,961 bilhões no valor das embarcações, diante das incertezas sobre sua contratação pela Petrobras e da falta de alternativas no cenário atual. Em 2014, a companhia havia apontado lucro de R$ 802,4 milhões. Criada para ser a maior fornecedora de sondas do pré-sal, a Sete Brasil pediu recuperação judicial em abril, com dívidas acumuladas de R$ 19,3 bilhões. A derrocada da companhia começou após o início da Operação Lava Jato, que identificou esquemas de pagamento de propinas na Petrobras e fechou o mercado de crédito à empresa. "Com os constantes atrasos e dificuldades no desenvolvimento de um plano, considerando também o cenário de baixa nos preços do petróleo e a consequente desaceleração dos investimentos em petróleo e gás, a administração entende que atualmente não é possível assegurar a continuidade dessas unidades", diz o balanço publicado nesta sexta-feira. A baixa foi calculada com base na avaliação de uma consultoria independente, que analisou o valor de venda das unidades no mercado. O estudo diz que 15 sondas, que estão com menos de 5% das obras concluídas, não tem valor algum no cenário atual. Outras oito, que estão com até 50% das obras construídas, gerariam uma receita de R$ 140,5 milhões com a venda de equipamentos já comprados a outros fabricantes e do aço para sucata. Quatro sondas, que têm entre 50% e 80% das obras concluídas poderiam ser vendidas no estágio atual por R$ 167,9 milhões. As duas mais avançadas, Arpoador e Urca, valeriam R$ 175,7 milhões nas condições atuais. Assim, o valor das 29 sondas foi reduzido de R$ 34,445 bilhões para R$ 484,2 milhões. "Ainda que o preço do petróleo tenha tido alguma recuperação, o que é alguma tendência para 2017, este efeito não impacta de imediato na recuperação do mercado de equipamentos por conta do excesso de oferta de sondas no mercado", diz o texto. A companhia vinha negociando com a Petrobras uma revisão nos contratos de aluguel das sondas, mas não houve avanço, e decidiu pedir recuperação judicial. Em um último movimento, a Petrobras chegou a sugerir um mediador para ajudar as duas partes a chegarem a um consenso. A companhia tem como sócios a própria estatal e os bancos BTG Pactual, Santander e Bradesco, investidores estrangeiros, os fundos de pensão Petros, Funcef e Previ e o fundo FI-FGTS. O balanço aponta ainda uma dívida de R$ 5,670 bilhões com os estaleiros contratados para construir as sondas, que não foram incluídos entre os credores do processo de recuperação judicial.

Embraer deve pagar US$ 200 milhões para acabar processo nos EUA em que é acusada de corrupção


Avançaram significativamente as negociações entre a Embraer e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos acerca da investigação em que é acusada de ter pago suborno de US$ 3,5 milhões a um coronel da República Dominicana para fechar um contrato de venda de caças Super Tucanos às Forças Armadas de lá por US$ 92 milhões. A conversa entre as partes começou no início deste ano. Assim, a Embraer decidiu fazer uma provisão de US$ 200 milhões em seu balanço do segundo trimestre deste ano para acabar com a pendência. Este é, portanto, o valor aproximado do acordo que está sendo fechado com as autoridades americanas.