quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Justiça proíbe a corrupta presidente das Mães da Praça de Maio de sair da Argentina

A presidente da associação argentina Mães da Praça de Maio, a corrupta e muito fanática peronista Hebe de Bonafini, foi proibida pela Justiça de sair do país e recebeu uma ordem de detenção por ter se negado, duas vezes, a depor. Bonafini, de 87 anos, foi um dos maiores símbolos de resistência à última ditadura militar argentina (1976-1983) por ser uma das fundadoras da entidade que busca os desaparecidos do período. Seus dois filhos e sua nora estão entre os desaparecidos.


Ela havia sido convocada a depor em um caso que investiga desvio de dinheiro público destinado a construção de casas populares. O programa era organizado pelas Mães da Praça de Maio e financiado pelo governo da peronista populista e muito incompetente Cristina Kirchner (2007-2015), que comandou governos absolutamente corruptos, mas foi interrompido após denúncias de corrupção. Na tarde desta quinta-feira (4), quando militantes kirchneristas souberam que a polícia prenderia a ativista, eles formaram um cordão humano diante do prédio da associação, impedindo que Bonafini fosse levada. Protegida por manifestantes, ela entrou em uma van e foi até a Praça de Maio, onde as mães dão uma volta em um monumento todas as quintas-feiras às 15h30 desde 1976 para lembrar seus filhos e pedir justiça. De dentro do veículo e seguida por milhares de manifestantes, Hebe Bonafini repetiu o gesto histórico. Na manhã desta quinta-feira, a corrupta ativista havia enviado uma carta dizendo que não deporia para o juiz Marcelo Martínez de Giorgi, responsável pelo caso. No documento, ela afirma ter colaborado em outras ocasiões na investigação do desvio de recursos e acusou a Justiça de ser indiferente. "Desde 1977 venho padecendo de agressões dessa Justiça. Fiz 168 representações pelo meu filho Jorge e depois pedi pelo meu outro filho, Raúl, em uma constante peregrinação por julgamentos dos militares. Sempre sofri com as mesmas injustiças", escreveu ela, como se isso lhe desse autorização para promover o roubo de recursos públicos em um programa de construção de casas populares. A uma rádio local afirmou também não temer a possibilidade de ser detida. "Não tenho medo das consequências de não depor. Para mim, o importante é a honra de meus filhos e dos 30 mil desaparecidos na ditadura". O caso que envolve Bonafini é mais um dentre vários que investigam o governo da ex-presidente Cristina Kirchner, denunciada por lavagem de dinheiro, falsificação de documento público e má administração de recursos públicos. Todos esses processos ganharam velocidade após a chegada de Mauricio Macri à Presidência, em dezembro do ano passado. Bonafini é bastante próxima de Cristina. A ex-mandatária deu apoio financeiro às ações sociais das Mães da Praça de Maio e impulsionou o julgamento dos responsáveis pela ditadura. Na noite desta quinta-feira, Bonafini permanecia na associação, protegida por militantes que estão diante do prédio. Apesar de ser reconhecida como ativista de direitos humanos, é questionada por muitos no país por adotar uma postura inflexível e radical. Anti-americana, ela afirmou em 2001 que havia se alegrado quando soube do atentado às Torres Gêmeas, em Nova York. Sete anos depois, em um protesto dentro da Catedral de Buenos Aires, ela fez suas necessidades em um balde próximo ao altar e denunciou o então cardeal Jorge Bergoglio (hoje papa Francisco) de haver trancado os banheiros da igreja. No início deste ano, quando o presidente Macri recebeu representantes de outras entidades de direitos humanos, como as Avós da Praça de Maio, Bonafini se recusou a ir e chamou o mandatário de "cagão". É uma velha corrupta e insolente, que não conhece limites. 

Lewandowski vai permitir seis testemunhas para defesa e acusação


Após a aprovação do relatório favorável ao julgamento final da presidente afastada Dilma Rousseff pela Comissão do Impeachment, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, se reuniu com os senadores para começar a definir as regras do julgamento da petista. Lewandowski antecipou aos líderes dos partidos que permitirá seis testemunhas de defesa e outras seis de acusação no julgamento final, que deverá se iniciar no dia 25. Nesta quarta-feira, senadores do PT e o advogado de defesa de Dilma, José Eduardo Cardozo, foram ao STF pedir a Lewandowski que aceitasse ao menos dez testemunhas para cada lado. Na reunião desta quinta-feira com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que contou com a presença de líderes e senadores, Lewandowski sinalizou que, se todos os prazos forem cumpridos até o dia 25, quinta-feira, não terá motivo para "procrastinar" o início do julgamento que deve durar cinco dias. O presidente do STF apresentou aos senadores o cronograma de como será  votação do parecer do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) aprovado na manhã desta quinta-feira na comissão do impeachment e que será votado no plenário do Senado no dia 9. Depois do encontro, foi lido no plenário do Senado a decisão da comissão especial do impeachment, para agilizar a tramitação. Assim, o parecer será votado dia 9. O parecer encerra a segunda fase do processo de impeachment contra a petista com o chamado "juízo de pronúncia", que é o momento em que se conclui que há provas para levar adiante a ação pelo impedimento de Dilma e promover o julgamento final. Pelo cronograma de Lewandowski, que é o presidente do processo a partir desta fase, os trabalhos da próxima terça-feira se iniciarão às 9 horas. A sessão deverá durar de 15 a 20 horas, com suspensões a cada quatro horas. O rito será muito parecido com o ocorrido no dia 12 de maio, quando o Plenário do Senado aprovou a admissibilidade do processo de impeachment enviado pela Câmara. "Decidimos de forma unânime o roteiro com 24 pontos", disse o presidente do STF, ao deixar a reunião com os senadores. 

Poupança perde R$ 43,7 bilhões até julho, pior resultado em 21 anos


Com a crise econômica e o aumento do desemprego, os brasileiros retiraram mais dinheiro da poupança do que depositaram nos sete primeiros meses de 2016. Dados do Banco Central mostram que, no ano, os saques superaram as entradas em R$ 43,72 bilhões, o pior resultado em 21 anos, desde o início da série histórica, em 1995. Somente em julho, a saída de recursos da poupança foi de R$ 1,11 bilhão, resultado de R$ 159,7 bilhões em depósitos e R$ 160,8 bilhões em retiradas. No mesmo mês do ano passado os saques superaram os depósitos em R$ 2,4 bilhões. O saldo total da poupança, ou seja, o estoque da caderneta, foi de R$ 641,3 bilhões. O número representa um recuo em relação a julho do ano passado, quando o estoque era de R$ 648,2 bilhões. No fim de 2015, o saldo era de R$ 656 bilhões. 

Mercedes Benz vai demitir metalúrgicos em São Paulo



A Mercedes-Benz confirmou nesta quinta-feira (4) que vai reduzir o quadro de funcionários em São Bernardo do Campo, em São Paulo. Segundo a montadora, há um excedente de 2.500 pessoas na fábrica e diante do fraco desempenho das vendas de caminhões e ônibus no País não há como manter os empregos na unidade. "Desde fevereiro colocamos 1.400 pessoas em licença remunerada. Utilizamos, também, algumas alternativas de flexibilização como o layoff (suspensão temporária do contrato de trabalho) e o PPE (Programa de Proteção ao Emprego) por um ano. Hoje, com o cenário atual de queda de vendas e sem perspectivas que se recupere no ano que vem, precisamos reduzir o nosso quadro de pessoal", disse o diretor de relações institucionais da Mercedes-Benz, Luiz Carlos de Moraes. Até julho, a empresa vendeu 8.783 caminhões e 4.098 ônibus, queda de 23,3% e 27,7% respectivamente. Segundo Moraes, o PDV, que a companhia abriu em 1º de junho e se estendeu até 25 de julho, teve a adesão de 630 funcionários. "Vamos avaliar até o final do mês o tamanho desse ajuste", disse o executivo. O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC informou que serão demitidos 1.870 pessoas na unidade e por causa disso nesta quinta-feira ocorreu uma paralisação das atividades na fábrica. "Acreditamos que existam outras formas de atravessar este período, como a renovação do PPE, layoff, ou outros instrumentos que preservem empregos", afirma o vice-presidente do sindicato e trabalhador na Mercedes, Aroaldo Oliveira. Os funcionários da Mercedes-Benz têm garantia de emprego até 31 de agosto em função do PPE encerrado em maio, que por lei garante estabilidade por mais um terço do período de adesão ao programa. A montadora, que tem hoje cerca de 9,8 mil trabalhadores. Em comunicado enviado aos funcionários no dia 2 de julho, a Mercedes-Benz informou a intenção de reduzir a folha de pagamento na unidade. No comunicado, que a Folha teve acesso, a montadora ressaltou a baixa adesão ao PDV e a quantidade de pessoas a mais que mantém na fábrica. "Não temos mais como suportar um excedente de colaboradores tão alto e volumes de produção extremamente reduzidos há tanto tempo. Por isso, lamentamos que o único caminho a seguir seja o ajuste de nosso quadro de pessoal", diz o comunicado.

Auditoria aponta roubalheira de mais de 2 bilhões de reais em obras do Metrô do Rio de Janeiro

Técnicos do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro apuraram que as obras da Linha 4 do metrô (Ipanema-Barra), inaugurada no sábado, podem ter causado prejuízo aos cofres públicos de R$ 2,3 bilhões. A conclusão consta em relatório de auditoria governamental ordinária, feita entre julho e dezembro do ano passado, que foi encaminhada esta semana para a conselheira do órgão, Marianna Montebello, que será a relatora do processo, sem data ainda para ir a julgamento em plenário. O documento aponta “ilegalidades graves” nos gastos. No relatório, os auditores alertam para a gravidade dos problemas encontrados, como “afronta ao dever de licitar, bem como irregularidades que culminaram em superfaturamento e sobrepreços”. A análise compreende despesas de R$ 8,4 bilhões, contratadas até dezembro de 2015. No entanto, o valor total da Linha 4 — uma das obras mais caras da Olimpíada e que contou com financiamento federal através do BNDES — ficou em R$ 9,7 bilhões. Os técnicos destacam as irregularidades por tipo de despesa. Do total do prejuízo apurado, a auditoria estimou que R$ 1,193 bilhão foi gasto com itens cotados a preços acima do praticado pelo mercado. Também foi constatado que outros R$ 837,6 milhões se referem a serviços, cujas medições estão, segundo os técnicos do Tribunal de Contas do Estado, em desconformidade com o contrato da Linha 4. O relatório também aponta que os responsáveis pelas obras lançavam nas medições quantidades superiores para os trechos que estavam sendo efetivamente executados, onerando os custos em R$ 296,6 milhões. Por fim, há ainda R$ 6,8 milhões de prejuízo relacionado a obras em “quantidade executada superior ao efetivamente necessário". Um dos exemplos de irregularidades citadas nos documentos se refere ao transporte de resíduos para descarte em Senador Camará, na Baixada Fluminense. Os valores lançados nas medições informavam que o transporte era feito num caminhão de caçamba de cinco metros cúbicos. Porém, a auditoria descobriu que as caçambas utilizadas eram de 17 metros cúbicos, o que requereria menos viagens e reduziria os custos com o transporte. A participação do estado na obra, revelou a auditoria, praticamente dobrou desde que o contrato original foi firmado em 1998. Na época, o governo tinha obrigação de arcar com 45% (R$ 392 milhões) dos gastos, contra 55% da concessionária (R$ 487 milhões). Doze anos depois, o governo passou a responder por 87%, e a iniciativa privada, por apenas 13%. Também foram encontradas irregularidades nos quatro termos aditivos feitos pelo estado, que extrapolaram em 25% o valor do contrato original, o que é vedado pela Lei de Licitações.  O relatório da corte estadual cita o representante legal da concessionária responsável pelas obras, a Rio-Barra, como um dos que deverão dar explicações sobre as despesas. Também determina que sejam notificados o ex-governador Sérgio Cabral Filho e o governador licenciado, Luiz Fernando Pezão. São citados ainda os ex-secretários de Transportes, Julio Lopes, que hoje é deputado federal pelo PP, e o deputado estadual Carlos Osorio, que atualmente disputa a eleição para a prefeitura do Rio de Janeiro pelo PSDB, além de Tatiana Vaz Carius, então diretora presidente da Companhia de Transporte sobre Trilhos do Estado (Riotrilhos) e do diretor da empresa, Heitor Lopes de Souza, responsável por atestar as medições das obras. Após tomar conhecimento da auditoria, o secretário geral de Controle Externo do tribunal, Carlos Roberto de Freitas Leal, pediu o afastamento dos fiscais da obra. Já o presidente do TCE, Jonas Lopes, informou que o tribunal retoma os trabalhos no próximo dia 23 e que a conselheira Marianna Montebello terá 60 dias para apresentar seu voto. Não é a primeira vez que o tribunal encontra irregularidades em obras dos Jogos feitas pelo governo estadual. No início do mês passado, a corte aprovou por unanimidade o bloqueio de R$ 198 milhões das contas do governo em créditos vigentes das construtoras Odebrecht e Andrade Gutierrez, relativos a gastos acima dos previstos para o Maracanã. Tanto a obra do Maracanã quanto a da Linha 4 do metrô estão sob investigação da Operação Lava Jato, do Ministério Público Federal. A Odebrecht lidera o consórcio Linha 4 Sul (trecho Ipanema-Gávea) e também participa do consórcio Rio Barra, no sentido Barra-Gávea. Em nota sobre o relatório do TCE, o Ministério Público Especial, que atua junto ao tribunal, disse que a auditoria aponta “irregularidades gravíssimas” que devem ser apuradas com rigor. 

PMDB veta Mauro Zacher, vice na chapa será a deputada estadual Juliana Brizola



Alarmados com a condição de réu de Mauro Zacher (PDT), dirigentes do PMDB gaúcho decidiram não compor uma chapa com o vereador Mauro Zacher nas eleições de Porto Alegre. A substituta, escolhida por líderes do PDT após intervenção do presidente nacional do partido, Carlos Lupi, foi a deputada estadual Juliana Brizola. A convenção do PMDB foi realizada na Casa do Gaúcho na noite desta quinta-feira e teve a ausência do vereador Mauro Zacher, mesmo quando ele já tinha sido o escolhido pela maioria dos integrantes do diretório do PDT no início da semana. Nesta quinta-feira, Mauro Zacher foi chamado ao gabinete do prefeito José Fortunati (também do PDT), onde foi comunicado que o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, havia determinado que o nome do partido para compor a chapa seria Juliana Brizola. O prefeito José Fortunati esteve na Casa do Gaúcho durante a convenção do PMDB e hipotecou apoio à nova chapa. Mauro Zacher já se deu por completamente conformado com a sua defenestração da chapa, como o demonstra a nota que emitiu esta noite, dizendo o seguinte: 

Venho a público reafirmar o compromisso com os meus eleitores, apoiadores e colaboradores, que está acima de qualquer cargo eletivo. Esse compromisso, me dá a tranquilidade para enfrentar o pleito eleitoral deste ano em qualquer esfera, seja no Executivo ou no Legislativo. Agradeço o apoio prefeito José Fortunati, do PDT de Porto Alegre, em especial ao presidente Metropolitano Nereu D'Ávila, aos presidentes de zonais e demais lideranças que apostaram e lutaram pela indicação do meu nome para compor a chapa majoritária em uma aliança com o candidato Sebastião Melo. Vejo com grande indignação e estranheza o uso de manobras políticas, alheias aos interesses do município, para me retirarem dessa disputa por uma intervenção da direção nacional do partido. Meu compromisso público continua mais forte e vamos renovar o nosso mandato de vereador, em uma campanha política limpa, justa, como é minha característica, comprovada ao longo de mais de 20 anos de vida pública, agregadora e cheia de conquistas para a população de Porto Alegre. Vereador Mauro Zacher

Operação Lava Jato precisa começar uma grande investigação nas tais Câmaras de Arbitragem

Quando é que o Ministério Público Federal vai começar a investigar essas famigeradas Câmaras Arbitrais? Tremendas sacanagens são chanceladas ali. Um dos principais envolvidos com este mecanismo tramposo é a Fundação Getúlio Vargas. Empresários e empresas que não querem o olhar público sobre seus negócios, seus acordos espúrios, suas comissões criminosas, escolhem dirimir suas diferenças nas tais Câmaras Arbitrais. Elas são uma espécie de Poder Judiciário privado. Mas, todas suas decisões são envolvidas por cláusulas de confidencialidade. Mesmo quando envolvem bilionários contratos com empresas estatais, como a Petrobras e outras. Desde quando negócios com recursos públicos podem ser recobertos por cláusulas de confidencialidade? Mas acontece. Bilionária concessão de lixo, com 40 bilhões de reais envolvidos, foi também acobertada por estas câmaras arbitrais. Isso preciso mudar, isso precisa ser investigado, bastando para tal aproveitar a Operação Lava Jato, só para começar.

A fala de Lupi em reunião do PDT de Porto Alegre é inqualificável


O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, dono de uma banca de jornais em Copacabana que se aproximou de Leonel Brizola e terminou dono do partido, esteve em Porto Alegre para uma reunião com a alta nomenklatura trabalhista local. Queria convencer os partidários e indicarem a deputada Juliana Brizola para o lugar de vice na chapa do atual vice-prefeito da cidade. Ele não teve o menor pudor ao reconhecer para os correligionários que impuseram sua vontade pelo nome do vereador Mauro Zacher: "Apesar dos problemas legais do companheiro não tem jeito, vamos com o nome dele mesmo". Mauro Zacher é réu por improbidade administrativa na ação civil de improbidade administrativa nº 5046726-81.2013.4.04.7100, que tramita na 5ª Vara Federal de Porto Alegre, sob o comando do juiz federal Gabriel Menna Barreto Von Gehlen. O processo é por enriquecimento ilícito; dano ao Erário municipal de Porto Alegre; e violação aos princípios administrativos. Mauro César Zacher é defendido no processo pelos advogados Alexandre Atanazio Rossato e Rafael Leandro Fleck. O processo foi distribuído no dia 6 de setembro de 2013.

Heloísa Helena confirma aposentadoria em convenção da Rede


A ex-senadora e atual vereadora de Maceió, Heloísa Helena, confirmou em convenção da Rede que se aposentou das urnas. Ela representou o estilo cangaceiro na política, era estridente em suas xingações, mas muito pouco eficaz em suas iniciativas. Com o tempo, o estilo se desgasta e se esvazia. A ex-cangaceiro Heloisa Helena percebeu que estavam rareando seus votos e decidiu parar por causa disso. Com 54 anos e 3ª colocada nas eleições presidenciais em 2006, a fundadora do PSOL declarou que não será mais candidata e que se dedicará agora à vida acadêmica na Universidade Federal de Alagoas, na qual já é professora desde 2007. De acordo com a vereadora, política agora só se for para eleger Marina Silva presidente em 2018. O mais possível portanto é que ela não faça mais política. 

Jornalista e cinegrafista que invadiram a secretaria da Fazenda gaúcha responderão a processo na Justiça

O jornalista e militante político Matheus Chaparini e o cinegrafista Kevin D'Arc, junto com outros dez ativistas, foram denunciados pelo Ministério Público gaúcho, na 9ª Vara Criminal de Porto Alegre, devido à invasão e depredação das instalações da Secretaria da Fazenda do Estado do Rio Grande do Sul. A ação foi movida pelo promotor Luís Felipe de Aguiar Tescheiner. O grupo de ativistas invadiu e ocupou a secretaria da Fazenda tendo sidoremovido à força. O Ministério Público Estadual quer que o grupo indenize o Estado pelos danos provocados, calculados em R$ 330,3 mil. Um dos denunciados tem antecedentes criminais.

Kerry entrega documentos americanos sobre a ditadura militar argentina a Mauricio Macri


Nesta quinta-feira (4), em passagem por Buenos Aires, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, entregou ao presidente argentino, Mauricio Macri, documentos sobre a última ditadura no país (1976-1983). Até então, os papéis eram considerados secretos. A medida havia sido prometida em março pelo presidente norte-americano, Barack Obama, que esteve na Argentina em uma visita que selou a reaproximação entre os países após 12 anos de gradual afastamento promovido pelo kirchnerismo (2003-2015). Em 2002, os Estados Unidos já haviam desclassificado cerca de 4.000 documentos sigilosos. Essa nova leva, porém, inclui papéis militares e do serviço de inteligência. Kerry informou que, após a entrega da primeira leva, outros documentos serão liberados. A visita ocorre antes de Kerry seguir para o Brasil, onde assistirá à abertura da Olimpíada. A chanceler argentina, Susana Malcorra, durante entrevista junto a Kerry, disse estar preocupada com a possibilidade de a crise no Mercosul enfraquecer o bloco e ter uma projeção externa. "Estamos em um momento muito crítico e pretendemos avançar em muitas frentes com o Mercosul, com o acordo de livre comércio com a União Europeia e com outros tratados. Acreditamos que a crise pode afetar o posicionamento do Mercosul". O problema em torno da Presidência do bloco se acentuou na última semana, quando o Uruguai deu por encerrado seu período no comando, alegando não ver empecilhos jurídicos para que a Venezuela assumisse. O governo do ditador comuno-bolivariano Nicolás Maduro se autoproclamou presidente do Mercosul, mas não recebeu a chancela de Brasil, Argentina e Paraguai. Questionado sobre a possibilidade de a Presidência do Mercosul ficar com Maduro, o secretário de Estado apenas afirmou que Malcorra era a mais indicada para falar do assunto. A chanceler repetiu que a posição argentina é de que a passagem da liderança precisa ocorrer em uma reunião oficial do Mercosul. Kerry, por sua vez, discorreu sobre a situação da Venezuela, que passa por uma crise política, econômica e social. O americano disse estar bastante preocupado com o cenário no país e espera que o referendo que pode revogar o mandato de Maduro avance. "Encorajamos a Venezuela a abraçar o referendo, não de uma forma lenta, empurrando para o próximo ano. Mas fazendo isso em sinal de respeito à Constituição e às necessidades da população do país". A oposição venezuelana tem pressa para a realização do referendo, pois só haverá novas eleições caso o presidente seja destituído antes de 10 de janeiro de 2017. Caso contrário, o vice de Maduro assumirá. Nesta semana, a primeira etapa de coleta de assinaturas para a realização do referendo foi aceita. Kerry ainda frisou que os EUA estão tentando dialogar com o governo de Maduro e comprometido com o "restabelecimento total da democracia" venezuelana. A crise do Mercosul se arrasta há alguns meses porque Brasil, Argentina e Paraguai, ao considerarem que o governo de Maduro viola direitos humanos, opõem-se a uma Presidência do bloco comandada pela Venezuela. Devido ao sistema de rotação, no qual a liderança muda a cada seis meses seguindo a ordem alfabética, a Presidência do Mercosul caberia à Venezuela. 
A Argentina sugeriu que a liderança seja compartilhada pelos países até o fim deste ano, quando o presidente Macri assumiria, dando continuidade à rotação alfabética. Uma reunião de diplomatas discute essa possibilidade nesta quinta em Montevidéu. O Presidente do Mercosul é o responsável por convocar e organizar as reuniões do grupo em seu território, além de definir a pauta dos encontros. O cargo, porém, é mais formal, pois as decisões tem de ser tomadas em consenso em reuniões de chanceleres. A falta de um presidente, porém, pode acabar tornando as negociações mais lentas. O secretário de Estado reforçou o apoio americano ao governo e às políticas econômicas de Macri. "Sabemos que há desafios econômicos na Argentina, mas Macri tomou atitudes importantes e corajosas para criar empregos. Os EUA apoiam fortemente o esforço da Argentina para aprofundar sua integração na economia global". Kerry acrescentou que conversou com empresários americanos que atuam em território argentino e que eles investirão no país: "O aporte de recursos não ocorrerá da noite para o dia, mas acontecerá pela determinação do governo Macri".

Clint Eastwood declara voto em Trump e o defende de acusações de racismo


Em entrevista concedida a uma revista norte-americana, o cineasta Clint Eastwood criticou as acusações de racismo contra o candidato republicano à Presidência, Donald Trump, e disse que está cansado do discurso politicamente correto. Sem declarar apoio abertamente a Trump, e admitindo que ele falou "bobagens" em sua campanha, Eastwood disse que preferia votar nele a apoiar a democrata Hillary Clinton. Diante da escolha entre Hillary e Trump na eleição presidencial de 8 de novembro, Eastwood disse: "Essa é difícil, não é? Eu tenho que ir para Trump... você sabe, porque ela declarou que vai seguir os passos de Obama". 


Ele negou, entretanto, que esteja dando apoio ao republicano. "Não apoiei ninguém. Não falei com Trump. Não falei com ninguém", disse. Ator e diretor quatro vezes vencedor do Oscar, Eastwood criticou a atual geração de norte-americanos como fraca e excessivamente sensível. "Ele está no caminho certo, porque secretamente todo mundo está ficando cansado do politicamente correto e de bajulação", disse o aclamado ator e diretor de 86 anos sobre Trump: "Temos agora uma geração de puxa-sacos. Estamos em uma geração de maricas. Tudo mundo está pisando em ovos". Eastwood, um proeminente apoiador do Partido Republicano que em 2012 participou da convenção da legenda para a escolha do candidato à Presidência dos EUA, fez uma avaliação dura dos norte-americanos em uma entrevista para a revista "Esquire", publicada na quarta-feira (4). A declaração dele se torna um dos principais apoios de famosos à candidatura de Trump, depois de o Partido Democrata ter tido muito mais apoio de celebridades do que o Republicano durante as convenções que definiram os dois principais candidatos à Presidência. "Vemos pessoas acusando outras de serem racistas e de todo o tipo de coisas. Quando eu cresci, essas coisas não eram classificadas de racista", acrescentou Eastwood. 

Juiz destitui administrador judicial da Sete Brasil



O juiz Luiz Alberto de Carvalho Alves, da 3ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, decidiu destituir a consultoria Deloitte do posto de administradora judicial da empresa de sondas Sete Brasil. Segundo ele, a companhia deixou de cumprir seu dever ao não analisar números fornecidos pela empresa em relatório inicial apresentado à Justiça. Alves determinou que a Licks Contadores Associados, que atuou no processo de recuperação judicial da Varig, substitua a Deloitte no processo. A Sete deu entrada no pedido de recuperação judicial em 29 de abril, com uma dívida de R$ 19,3 bilhões — a maior parte relacionada a instituições federais (R$ 5,3 bilhões com Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil e R$ 4,48 bilhões com o Fundo Garantidor da Construção Naval). A Deloitte foi indicada para administrar o processo em junho. "O relatório apresentado pela consultoria encontra-se eivado de incertezas, afrontando toda a fundamentação do juízo e os preceitos legais que recaem sobre a função do administrador", escreveu o juiz em decisão publicada na quarta-feira (3). Na última sexta (29), a Sete comunicou ao mercado um prejuízo de R$ 26,028 bilhões em 2015. As perdas refletem baixa de R$ 33,961 bilhões no valor das embarcações, diante das incertezas sobre sua contratação pela Petrobras e da falta de alternativas no cenário atual.

Moro defende medidas anticorrupção e é criticado por petistas na Câmara



Presente à Câmara nesta quinta-feira (4) para falar do pacote contra a corrupção enviado ao Congresso pelo Ministério Público, o juiz Sergio Moro, além de ter enfrentado algumas vaias em meio às palmas com as quais foi recebido, foi confrontado por petistas durante a audiência pública da qual participou esta manhã. Moro foi o primeiro convidado da comissão especial criada para discutir as medidas contra a corrupção. Além de analisar as 10 medidas propostas pelo Ministério Público, de iniciativa popular que chegou à Casa em março, o colegiado vai analisar outros projetos que tramitam na Câmara, entre eles, alguns dos pacotes anticorrupção da presidente afastada, a mulher sapiens petista Dilma Rousseff, lançados em resposta às manifestações populares. Apesar de ter sido um dos últimos a falar, Paulo Pimenta (PT-RS), o capitão do mato da República de Santa Maria, fez um dos ataques mais contundentes a Moro. Criticou o que chamou de "seletividade" e falou, ainda, em "abuso de autoridade", mencionando indiretamente a gravação de conversas entre a presidente afastada, Dilma Rousseff, e o ex-presidente e todo poderoso chefão da ORCRIM petista, Lula, que vazaram em março deste ano. O áudio sugere que a petista tentou agir para evitar a prisão do padrinho político. "Quando se fala da legislação americana, imagina se juiz captasse de maneira ilegal uma conversa de um Bill Clinton e jogasse na TV", ironizou o deputado petista. Afirmando fazer questão de que Sergio Moro tenha conhecimento do que pensa a respeito do combate à corrupção, Pimenta também criticou o instituto da delação premiada, um instrumento que se tornou comum com a Operação Lava Jato. "Sou contra situações como essa que estamos assistindo, onde indivíduos que roubam durante anos, pelo fato de fazerem delação premiada, passem a cumprir pena em verdadeiros Spas. Caso do Sérgio Machado, do Paulo Roberto. Isso estimula a impunidade e deve ser combatido". Com viés semelhante, Wadih Damous (PT-RJ), um dos principais defensores de Dilma na Câmara, que inclusive integrou a equipe jurídica que discutiu estratégias para o amparo à petista enquanto o processo de impeachment corria na Casa, falou que se vive "em tempos de juízes celebridades, procuradores celebridades", numa crítica indireta a Moro. "Sou do tempo em que juiz só falava nos autos do processo, não se pronunciava sobre os casos. Sou de um tempo antigo, de respeito estrito à Constituição", alfinetou. Damous também atacou o pacote enviado pelo Ministério Púbico que, para ele, tem um clamor político: "Parte de um princípio de que o Brasil não tem ordenamento jurídico capaz de enfrentar a corrupção e eu discordo disso". Para ele, tem-se relativizado o princípio da presunção da inocência e isso "cheira a 1964, a fascismo": "É importante lembrar que quatro ministros do STF se colocaram contra essa ideia de execução da pena antes do transitado em julgado". Moro não se indispôs com os deputados. A Paulo Pimenta, disse apenas que não responderia sobre "casos concretos". Já ao parlamentar do Rio de Janeiro somente reiterou apoio ao pacote do Ministério Público e disse esperar ter o respaldo da Câmara na discussão. O juiz elogiou o pacote do Ministério Púbico e fez sugestões a alguns pontos específicos. Em uma primeira avaliação, o juiz disse que, até o momento o Poder Judiciário era "uma voz sozinha no deserto", mas que o trabalho da Câmara para analisar as medidas de combate a corrupção geram uma "esperança". "Víamos que as respostas desse problema estavam vindo quase exclusivamente do Poder Judiciário, que era uma voz sozinha no deserto e nos perguntávamos: onde está o Congresso? Onde está o Executivo? E nos dá muita esperança o Congresso respondendo a esse anseio da sociedade para que minoremos esse problema". O juiz afirmou que o "perturbou" a forma com que os envolvidos na Operação Lava Jato encaravam os ilícitos nos quais se envolviam, conforme ele, com "naturalidade", porque era a "regra do jogo". Também defendeu o teste de integridade de agentes públicos, desde que haja uma suspeita prévia. Para ele, é preciso evitar que o estado haja para criar criminosos e não impedi-los. A ação propõe simular situações, sem o conhecimento do empregado, para testar sua moral e predisposição a cometer crimes. Apesar de concordar com as propostas, Moro criticou as possibilidade recursais permitidas pela legislação brasileira. Classificou o sistema processual do País como "muito generoso" e disse que isso prejudica o andamento dos processos. Além disso, é a favor de que, para alguns crimes cometidos contra a administração pública, haja abrandamento da pena mínima. Isso, quando o réu for primário e o valor do crime tiver sido pequeno. Ainda sobre as medidas do Ministério Público, elogiou a restrição proposta ao uso do habeas corpus somente para casos em que existe prisão. "O remédio para evitar ilegalidade é deixar o recurso seguir. No Brasil, há cerca de 20 anos, tem havido uma certa deturpação no emprego do habeas corpus, quando sequer o acusado está preso ou há uma perspectiva de prisão". Elogiou ainda a iniciativa de afrouxar as regras para uso de provas ilícitas e propôs que ela possa ser usada desde que o agente público a tenha obtido "de boa fé". Além disso, o juiz concordou com a responsabilização de partidos políticos que cometerem ilícitos, proposta pelo Ministério Público: "Aqui há previsão de imposição de multas e sanções mais severas em casos mais graves. É como acontece hoje em responsabilidade geral de pessoa jurídica". Ainda no âmbito eleitoral, criticou o caixa dois, que segundo ele, "é visto como um ilícito menor, mas é trapaça numa eleição". Ao final de sua análise das medidas, propôs que se inclua no Código Penal o que chamou de responsabilização do crime. "A pessoa é acusada de um crime, as provas são esmagadoras e pode ter uma espécie de negociação de pena, aceitando a responsabilização dele com uma pena menor. É só o reconhecimento da culpa, mas não a colaboração, que significa a resolução mais rápida dos casos". Questionado, Moro negou qualquer chance de ser candidato a um cargo público. "Sou juiz. Minha carreira é da magistratura e não pretendo sair", disse, ao que foi prontamente interrompido e novamente interrogado, dessa vez sobre uma possibilidade de se tornar ministro do Supremo Tribunal Federal. "Não existe vaga no STF. São especulações que não me favorecem", respondeu. Para receber Moro, a Câmara reforçou a segurança. O corredor da sala em que ocorreu a audiência pública foi interditado e, por lá, só passavam pessoas credenciadas. Também do lado de dentro, mais seguranças que a quantidade normal acompanharam toda a audiência. Não foi permitida a lotação máxima da sala, com grande quantidade de pessoas em pé, como comumente se vê na Casa. Do lado de fora, simpatizantes de Moro reclamavam com policiais legislativos que não poderiam entrar. Por cerca de 10 minutos, pelo meio da audiência, gritaram palavras de ordem em favor do juiz. Na próxima terça-feira (9), a comissão recebe o procurador Deltan Dallagnol, que também integra a força-tarefa da Lava Jato.

NÃO DEIXE DE LER - artigo do filósofo Luis Milman - Ressentimento e justificação

As fórmulas culturais do comunismo, do conhecido marxismo cultural, onipresentes no Ocidente na forma de explicações politicamente corretas, dão curso à doutrina vulgar do ressentimento e da justificação para os atos de terror islâmicos. Árabes muçulmanos, no final das contas, têm razões de fundo para matarem europeus e israelenses porque agem movidos por um ressentimento arraigado em sua cultura, por uma revolta compreensível devido às décadas de colonialismo na África do Norte ou na Ásia. Observem que, junto aos meios esquerdistas, esta é sempre a primeira explicação explícita e, nos espaços da grande mídia capturada pelo esquerdismo , é a alusão ou o subtexto embutido na alegada explanação dos atentados na Europa, em Israel e nos Estados Unidos. Mesmo nossas crianças são ensinadas, nas escolas, a lançar um olhar na perspectiva solidária do eterno colonizado, do oprimido revoltado contra o opressor. Isto não é novo. Basta lembrar que a própria ascensão do nazismo foi muitas vezes justificada pela crise de 29, pelo ressentimento devido à humilhação imposta à Alemanha pelo Tratado de Versailles, pela hiperinflação e pelo desemprego pré-Hitler. Isto explicaria a opção dos alemães pelo estado totalitário e pelas plataformas antissemitas e expansionistas dos nazistas. É claro que fenômenos políticos possuem muitas causas, mas o problema com as armações explanatórias condescendentes e expiatórias é que elas dão as costas para as motivações internas de ideologias exclusivistas, sejam ultrachauvinistas, como o nazismo, milenaristas seculares, como o comunismo, ou teopolíticas, como o próprio islamismosalafista (da palavra “predecessor”, em árabe). Esta linha de argumentação indulgente, que os meios de comunicação de massa seguem à risca, é aplicada para explicar o crescente terrorismo islâmico. Há décadas os palestinos estão justificados a cometerem atrocidades contra judeus porque são vítimas do "neocolonialismo" israelense. Não há, do ponto de vista da narrativa do ressentimento, motivação intrínseca para os atos de terror.A doutrina do Islã jamais é escrutinada ou exposta. O supremacismo e a intolerância que caracterizam as correntes salafistas são subestimadas e, na grande maioria das vezes, simplesmente escondidas pelo noticiário sobre chacinas cometidas por islâmicos. A rotina é que se toque no assunto de forma genérica, de modo a tipificar cautelarmente o islamismo como uma religião benevolente, a exemplo das demais, e como se todas tivessem lá seus radicais que não as representam. No máximo, o que circula pelos jornalões, CNNs e Redes Globo da vida, pautados por este subtexto, são expressões de perplexidade quando defrontados com as carnificinas cometidas por muçulmanos, sempre acompanhadas do justificacionismo que coloca a culpa na vítima. Na verdade, o ressentimento, que a grande mídia vê latente no que ela chama de "Islã radical", é um meio de pregação do ódio ao Ocidente, à sua cultura e aos seus valores. Não há - e esta constatação é definitiva - compatibilidade entre o modo de vida do islamismo maximalista e o mundo ocidental. Ao longo de 1400 anos, o islamismo, seguindo o exemplo de seu profeta Maomé, expandiu-se pela violência, pelo Ocidente e Oriente. Conquistou, na época dos califas árabes, a Pérsia e os domínios bizantinos no Oriente Médio e África, impondo aos conquistados a opção da conversão em massa ou a morte. Chegaram até a Espanha que, em grande parte, permaneceu sob domínio árabe por 800 anos. Além disso, espalhou-se militarmente pelo subcontinente indiano, sempre arrasando as civilizações que o precederam, promovendo matanças e propagando a escravidão de hinduístas e budistas. Somente no início do século XX, em 1924, após a derrota do Império Turco, aliado da Alemanha e da Rússia na 1ª Guerra Mundial, com a consequente criação dos estados árabes modernos e a secularização da Turquia conduzida por Atartuk. é que a expansão do islamismo foi contida. As potências européias dividiram e passaram a dominar politicamente o espaço vital, o Daar al Islã, muçulmano. Foi no final da segunda década do século XX, no entanto, que surgiu, no Egito, a Irmandade Muçulmana, movimento integrista de massas, que apregoa a restauração do califado unificado e a implantação da lei islâmica, a sharia, em toda orbe muçulmana, que não é nada menos que o mundo inteiro. Apesar da divisão entre xiitas e sunitas, determinada pela disputa pela sucessão do profeta, a doutrina totalitária da Irmandade Muçulmana foi adotada pelo Irã e sua sucursal libanesa, o Hezbollah, pelo Afeganistão dos talibãs, pelo Hamas, pelo ISIS e Al Quaeda. Essa doutrina atrai muçulmanos de todos os cantos do planeta para uma guerra sagrada contra os infiéis, representados pelas nações ocidentais. Os princípios de tolerância às diferenças e de convivência plural vigentes na sociedade ocidental, a separação entre teologia e política, devem ser banidos primeiramente dos estados muçulmanos e, em seguida, dos territórios a serem conquistados mediante a jihad, a guerra santa, que é obrigatória para todo “submisso” ao Corão. No pensamento salafista da doutrina da Irmandade Muçulmana vale apenas a lei islâmica derivada do Corão, dos ditos de Maomé e do código civil e penal fundamentado na palavra do profeta, o homem perfeito, a quem todo o muçulmano deve imitar. As leis ocidentais, importadas do Ocidente, devem ser abolidas e substituídas pela sharia. Alusões profanas ao profeta são punidas com a morte. O nível de intimidação cultural produzido no Ocidente pelas proibições dos muçulmanos já é muito elevado. São raríssimos aqueles que ousam referir-se ao Maomé histórico como sendo não apenas o fundador de uma religião, mas como um líder guerreiro implacável e cruel. Da mesma forma, os guetos islâmicos, que se multiplicam pela Europa, dão prova cotidiana da inadaptabilidade dos muçulmanos ao ethos secular e à convivência com a diversidade, típicos dos princípios culturais e jurídicos do Ocidente, pelo menos desde o século XIX. Mais do que tudo, as matanças praticadas pelos salafistas, os propagadores do Islã autêntico, demonstram ser necessário descartar a abordagem politicamente correta e permissiva com respeito às causas efetivas do terrorislâmico, antes que nos perpetuemos como reféns de nossa própria fraqueza.

Ex-ministro petista Paulo Bernardo e outros 12 viram réus na Operação Custo Brasil


O ex-ministro do planejamento, o petista Paulo Bernardo, marido da Narizinho, a senadora petista Gleisi Hofmann, e outras 12 pessoas viraram réus no processo criminal da Operação Custo Brasil, deflagrada em junho deste ano. O juiz federal Paulo Bueno de Azevedo, da 6ª Vara Federal Criminal em São Paulo, aceitou a denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal. Os réus agora serão citados para apresentar resposta à acusação. Segundo o Ministério Público Federal, entre os anos de 2009 e 2015, uma organização criminosa atuou no âmbito do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, e foi responsável pelo pagamento de propinas em valores milionários para diversos agentes públicos e para o Partido dos Trabalhadores (PT). A finalidade era permitir a contratação de uma empresa de tecnologia para desenvolver e gerenciar software de controle de créditos consignados, que, até então, era feito por uma empresa pública. Na última semana, a Polícia Federal concluiu o inquérito e encaminhou ao Ministério Público Federal para análise sobre o oferecimento da denúncia. Para Paulo Azevedo, a peça acusatória "descreve de forma suficientemente clara os crimes de organização criminosa, corrupção e lavagem de valores".  "Ela também descreve adequadamente a materialidade e a autoria delitiva", disse.  O magistrado ainda destaca que a denúncia está amparada em vasta documentação, incluindo e-mails apreendidos e declarações em acordo de delação premiada. Por outro lado, Paulo Azevedo chama a atenção que o recebimento "não implica o reconhecimento de culpa de qualquer dos acusados": "Existe apenas o reconhecimento de que existem indícios suficientes e justa causa para a instauração da ação penal, propiciando-se a realização do devido processo legal, e, por conseguinte, o exercício da ampla defesa e do contraditório pelos acusados". Outras duas peças acusatórias foram elaboradas em separado pelo Ministério Público Federal, em razão de que um dos denunciados reside no Exterior e, caso fosse incluído na mesma ação, atrasaria toda a instrução processual; e outras seis pessoas, embora envolvidas com alguns fatos específicos, não faziam parte da organização criminosa.

Comissão Especial do Impeachment condena Dilma por 14 a 5

Por 14 votos a 5, a Comissão Especial do Impeachment aprovou o relatório do senador Antonio Anastasia e com isto encaminhou ao plenário do Senado Federal a decisão de julgar a mulher sapiens petista Dilma Roussef. Os senadores Raimundo Lira, presidente, e Wellington Dias, ausente, não votaram. Até o final do mês, Dilma estará cassada. Estes cinco senadores defenderam até o final o governo corrupto e criminoso do PT: Gleisi Hoffmann, Kátia Abreu, Lindbergh, Telmário Mota e Vanessa Grazziontin. Os senadores que votaram pelo expurgo da presidente petista Dilma Rousseff, que jogou o Brasil no desastre, são os seguintes:
Ana Amélia (PP-RS)
Antonio Anastasia (PSDB-MG)
Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
Dário Berger (PMDB-SC)
Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE)
Gladson Cameli (PP-AC)
José Medeiros (PSD-MT)
Lúcia Vânia (PSB-GO)
Magno Malta (PR-ES)
Ricardo Ferraço (PSDB-ES)
Ronaldo Caiado 9DEM-GO)
Simone Tebet (PSDB-MS)
Waldemir Moka (PMDB-MS)
Zeze Perrella (PTB-MG)

STF dá à Câmara 3 dias para se manifestar sobre recurso de Cunha



O ministro Luis Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, deu prazo de três dias para que a Câmara dos Deputados se manifeste sobre o recurso protocolado na corte pelo deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) contra seu processo de cassação. Cunha entrou com um mandado de segurança no STF para tentar impedir que o parecer pela perda de seu mandato seja levado ao plenário. A defesa de Cunha protocolou a peça na terça-feira, e alega que houve uma série de irregularidades durante a tramitação do processo por quebra de decoro parlamentar na Comissão de Constituição e Justiça, inclusive na sessão que aprovou o parecer contra o peemedebista. Entre as falhas questionadas pelo advogado Marcelo Nobre está o quórum do dia da votação do recurso na CCJ. A defesa afirma que não havia titulares suficientes para abrir a sessão que rejeitou todos os pedidos de Cunha contra o andamento do processo disciplinar. Cunha questiona, também, a chamada nominal dos deputados na votação do parecer do relator no Conselho de Ética, que a seu ver só seria cabível se o sistema eletrônico estivesse indisponível na ocasião, “fato que não se verificou”. O sucessor de Cunha no comando da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), já anunciou que dará início à última etapa do processo de cassação do peemedebista na próxima semana, mas não estabeleceu um prazo para que o processo seja concluído. A ideia é que a leitura do pedido de cassação aconteça na segunda-feira, 8, quando então o item passa a ter prioridade na pauta.  Nos bastidores, o Palácio do Planalto trabalha para que a votação sobre Cunha só aconteça após a conclusão do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff no Senado. Há um temor por parte dos aliados do presidente em exercício Michel Temer de que o deputado afastado tente retaliar o governo caso seja cassado antes da petista.

Fachin manda de volta para cadeia prefeito solto por Lewandowski em discussão sobre 2ª instância



No recesso parlamentar o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, decidiu soltar o prefeito José Vieira da Silva, de Marizópolis (PB). Na ocasião, ele contrariou entendimento do plenário da corte, que desde o início do ano passou a determinar que condenações em segunda instância sejam executadas. Fora do recesso, o caso retornou a seu relator natural, o ministro Edson Fachin. Como Lewandowski havia apreciado o mérito do pedido de habeas corpus do prefeito, Fachin adentrou o mérito. Indeferiu o pedido e mandou que o prefeito seja novamente recolhido à cadeia. Para Fachin, a jusrisprudência do Supremo deve ser respeitada. Seu voto, inclusive, joga um balde de água fria na tentativa de alguns ministros da corte que queriam a volta do sistema antigo. Na prática, aquele que permite infinitos recursos e décadas de processo antes de que alguém possa ser preso.

Diretor de ONG em Gaza é acusado de desviar dinheiro para a organização terrorista Hamas



O diretor da ONG cristã World Vision em Gaza foi detido por ter desviado milhões de dólares para a organização terrorista islâmica Hamas, anunciou nesta quinta-feira o serviço de segurança israelense, Shin Bet. Mohamed Halabi, um palestino, desviou 7,2 milhões de dólares (23,2 milhões de reais) a cada ano, desde 2010, para financiar o terrorismo do Hamas. De acordo com as autoridades israelenses, cerca de 60% de todo o dinheiro enviado à Gaza pela World Vision foi desviado para a organização terroristas. Halabi registrou membros do grupo terrorista Hamas como funcionários e criou projetos fictícios, incluindo programas para ajudar fazendeiros e pessoas deficientes, para enviar dinheiro ao terrorismo. Segundo o Shin Bet, o montante foi usado na construção de bases militares e túneis para ataques a civis em Israel, além de compra de armas. A investigação também apontou que a diretoria internacional da ONG parecia não ter conhecimento sobre o desvio. “Nós vamos revisar qualquer evidência apresentada a nós e tomar atitudes apropriadas baseada em fatos”, declarou a World Vision em comunicado.

Prefeitura recupera US$ 25 milhões desviados por Maluf

A prefeitura de São Paulo conseguiu recuperar US$ 25 milhões aos cofres públicos, referente a movimentação financeira fora do País em contas de empresas offshore ligadas ao ex-prefeito Paulo Maluf e seus familiares, por meio de acordo com bancos, firmado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP). Os bancos Citibank N.A, dos Estados Unidos, e UBS AG Zurich, da Suíça, depositaram hoje (3) US$ 15 milhões e US$ 10 milhões, respectivamente, referentes a dois termos de ajustamento de conduta (TAC) firmados com o MP-SP e a prefeitura no ano passado. Esse pagamento é referente a um processo por danos morais coletivos, sofridos pela população paulistana, decorrentes de movimentação financeira na Suíça, Estados Unidos e Ilha de Jersey em contas de empresas offshore ligadas ao ex-prefeito Paulo Maluf e seus familiares. Do valor total, 90% irão para o município. O restante será revertido ao Fundo de Interesses Difusos, Fundo Estadual de Perícias e à Fazenda do Estado de São Paulo. “Os bancos não foram responsáveis pelos desvios das verbas públicas, eles foram utilizados na lavagem de dinheiro”, disse o promotor Silvio Marques. “Nós não podemos evidentemente pedir dos bancos aquilo que compete ao próprio autor do desvio pagar, seria desproporcional”. Marques explicou que o valor pago pelos bancos não será abatido do total da dívida do ex-prefeito Paulo Maluf e de seus familiares. “Eu posso dizer que esse valor de 10% sobre o valor total movimentado no banco é muito expressivo considerando que, na jurisprudência no Brasil, os pagamentos por danos morais, ainda mais danos morais coletivos, a indenização é pífia”, disse o promotor sobre o cálculo da indenização paga pelos bancos. Com o pagamento, os bancos não poderão mais ser processados pelo uso de suas agências no Exterior e nem sofrer outras medidas decorrentes do inquérito civil relacionado aos desvios de verbas das obras da Avenida Água Espraiada e do Túnel Ayrton Senna. Segundo MP-SP, os acordos foram firmados pelos promotores Silvio Marques, José Carlos Blat, Valter Santin e Karyna Mori, com posterior homologação pelo Conselho Superior do Ministério Público e pela 13ª Vara da Fazenda Pública da Capital. Com o valor transferido hoje, o total recuperado nesse caso atinge US$ 78 milhões, incluindo um acordo com o Deutsche Bank, de US$ 20 milhões, e uma ação civil na Ilha de Jersey, de US$ 33 milhões. 

Petrobrás vai vender Liquigás por R$ 2,5 bilhões

A Petrobrás prepara-se para se desfazer da Liquigás, subsidiária que é a segunda maior distribuidora de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), o gás de botijão, com uma fatia de 22% do mercado. Ela vale pelo menos R$ 2,5 bilhões. As propostas serão recebidas até o dia 19. O valor estimado pelo mercado para a operação fica entre R$ 2,2 bilhões a R$ 2,5 bilhões. As maiores distribuidoras de GLP do País estão na disputa pela Liquigás: a Ultragaz — do grupo Ultra, líder do mercado, com participação de 23,5% — e a Supergasbras, do grupo holandês SHV, a terceira maior, com fatia de 20,44%. Além delas, Nacional Gás e Copagaz também estão interessadas. Elas detêm fatia de 19,44% e 8,25%, respectivamente, do mercado de GLP. Correm por fora o fundo Gávea Investimentos, de Arminio Fraga, e a empresa turca Aygaz.

Comissão do Senado aprova amento salarial dos ministros do STF, o teto irá para R$ 39,3 mil mensais

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou nesta quarta-feira o projeto de lei que propõe um aumento de R$ 33.763,00 para R$ 39.293,32 nos ganhos dos ministros do Supremo Tribunal Federal. A matéria ainda precisa passar pela Comissão de Assuntos Econômicos antes de seguir para o plenário do Senado. O aumento será outra bomba nos orçamentos estaduais, porque o novo valor derrama-se em cascata para quase todos os Poderes e todas as categorias mais abonadas do funcionalismo público.

PPS intervem no diretório do Rio de Janeiro e passa apoiar candidato do PSDB


O diretório estadual do PPS interveio no diretório da cidade do Rio de Janeiro e decidiu que o partido no município vai apoiar o tucano Carlos Roberto Osório na corrida pela prefeitura do Rio de Janeiro. Ontem, em votação da convenção municipal, o apoio a Alessandro Molon havia saído vencedor por 25 votos a 15. O PPS segue rachado.

Tchau, Marina


Eduardo Gianetti da Fonseca, que fazia parte dos grupo de economistas que se aproximou de Marina Silva na campanha de 2014, afastou-se da presidente da Rede.

Pelo sétimo mês consecutivo, fluxo de visitantes a shopping centers recua


O fluxo de visitantes nos centros de compras do País recuou 2,19% em julho na comparação com o mesmo mês do ano passado. De acordo com o levantamento, realizado pela Abrasce em parceria com a FX, a região Sudeste registrou o maior recuo, com retração de 3,30%, seguido do Nordeste com 2,73% e do Sul com 1,18%. No acumulado do ano até o momento, a queda é de 4,25% em relação a 2015. No entanto, mesmo com o cenário negativo, por causa das férias escolares houve um aumento de 4,94% em relação ao mês de junho. 

STJ adia pela terceira vez o julgamento do petista Fernando Pimentel


O STJ adiou pela terceira vez nesta quarta-feira o julgamento de um recurso do petista Fernando Pimentel, governador e Minas Gerais, que tenta impor obstáculo para a Corte receber a denúncia contra ele na Operação Acrônimo. "O ministro Luiz Felipe Salomão devolveu o processo ao plenário e divergiu do relator, Herman Benjamin, votando para que o recebimento da denúncia pelo STJ seja submetido antes à Assembleia Legislativa mineira. Após uma breve discussão entre os dois, o ministro Napoleão Nunes Maia Filho pediu mais tempo para analisar o caso". Enquanto presidiu a Comissão de Ética Pública da Presidência da República, o ex-ministro do STF, Sepúlveda Pertence, protelou ao máximo a decisão de abrir ou não duas investigações sobre a conduta de Fernando Pimentel, então ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Pimentel usou um avião fretado por João Dória para participar de um encontro empresarial na Itália, em outubro de 2011, e prestou consultorias para a Federação das Indústrias de Minas Gerais, entre 2009 e 2010, comandada à época pelo amigão Robson Andrade, hoje presidente da CNI. O servicinho rendeu R$ 2 milhões, e dirigentes da própria entidade afirmaram desconhecer qualquer trabalho realizado por ele. Na reunião da Comissão de Ética em que se pronunciou sobre o assunto, Pertence decidiu conceder um prazo para que o petista Fernando Pimentel desse explicações sobre os episódios. “Sem fazer nenhum juízo de mérito por ora sobre as acusações correntes ao ministro do Desenvolvimento, resolvemos dar-lhe a oportunidade de se manifestar para que então possamos ajuizar se existe essa situação excepcional em que se justificaria a abertura de um processo de ética, embora os fatos veiculados sejam todos eles anteriores a sua posse no ministério”, ponderava Pertence, em entrevistas. No mês seguinte à renúncia de Pertence - alegando, oficialmente, insatisfações com a composição do colegiado -, as investigações foram arquivadas sem qualquer punição ao então ministro. O deputado estadual mineiro Adalclever Ribeiro Lopes, presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, encomendou ao ex-ministro do STF, Sepúlveda Pertence, um parecer jurídico favorável à tese de que Fernando Pimentel só poderá virar réu no STJ após autorização do Legislativo mineiro. Pertence não decepcionou. Mas há vários problemas aí. Adalclever é aliado de Pimentel. Adalclever usou dinheiro público para contratar o referido advogado por R$ 500 mil, sem licitação. Adalclever quer que a Assembleia mineira atropele a Constituição mineira que ela deveria defender. Quem vai deter Pimentel? (O Antagonista)


Justiça condena ex-presidente da Eletronuclear a 43 anos de prisão


O juiz da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, Marcelo Bretas, condenou, nesta quarta-feira, o ex-presidente da Eletronuclear, almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, a 43 anos de prisão pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, embaraço a investigações, evasão de divisas e organização criminosa. Outros 13 réus também foram condenados na ação penal, que investiga crimes cometidos na construção da usina nuclear de Angra 3. Othon foi acusado pelo Ministério Público Federal de cobrar propina em contratos com as empreiteiras Andrade Gutierrez e Engevix. Ele foi um dos alvos da 16ª fase da Operação Lava-Jato, batizada de Radioatividade, que avançou sobre irregularidades em contratos no setor elétrico. Preso em julho do ano passado, foi para o regime aberto em dezembro, mas voltou a ser preso no mês passado pela Polícia Federal durante a Operação Pripyat acusado de continuar a exercer influência na Eletronuclear. "O condenado abriu mão de sua honrada história para praticar, já na fase derradeira de sua vida profissional, atos de lavagem de capitais, falseando contratos comerciais, possivelmente para garantir uma aposentadoria mais confortável", escreveu Bretas na sentença: "Othon Luiz utilizou ilicitamente sua notoriedade profissional e importância do cargo, fato que considero altamente reprovável". A filha de Othon, Ana Cristina da Silva Toniolo, também foi condenada e deve cumprir pena de 14 anos e 10 meses de reclusão em regime fechado, além de pagar multa. Segundo a Procuradoria, os pagamentos de propina a Othon foram realizados por meio de empresas intermediárias para a Aratec Engenharia, controlada pelo vice-almirante e por sua filha. A investigação rastreou ao menos R$ 4,5 milhões em uma conta da Aratec. Também condenados, executivos da Andrade Gutierrez tiveram suas penas reduzidas após fecharem acordos de delação premiada. O presidente afastado da Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo, por exemplo, teve perdão de 15 anos. Ele foi condenado a sete anos e quatro meses de reclusão. Para Flávio Barra, diretor da empreiteira, a pena definida foi de seis anos e 10 meses. Sem a delação teria de cumprir 20 anos e 6 meses. Um dos sócios da Engevix, o engenheiro José Antunes Sobrinho teve a segunda maior pena, de 21 anos e 10 meses. Cristiano Kok, também da Engevix, foi absolvido por falta de provas.