sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Eletrobras prevê ter até outubro valor de eventuais perdas por corrupção


A Eletrobras estima que conseguirá entregar até 13 de outubro documentos exigidos pela bolsa de Nova York e pelo regulador de mercado norte-americano, que conterão valores de eventuais perdas com corrupção na companhia que tenham sido detectados durante investigações internas ainda em andamento na estatal, disse nesta quinta-feira (25) o diretor financeiro Armando Casado. O executivo disse que as investigações envolvem nove empreendimentos dos quais a Eletrobras é sócia, como as usinas de Angra 3 e Belo Monte, mas não quis citar o nome de todos projetos envolvidos no levantamento nem projetar se haverá custos com corrupção a serem descontados do balanço da companhia. 

Neste mês, o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, disse que provisões já realizadas pela Eletrobras em balanços anteriores podem ser suficientes para cobrir esses custos, segundo informações das investigações às quais o governo teve acesso. A Eletrobras teve a negociação de seus papéis suspensa pela bolsa de Nova York por não entregar o formulário de informações financeiras 20-F após suspeitas de corrupção levantadas pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, que apura propinas entre estatais, partidos políticos e empresas privadas. "A previsão de arquivamento (do 20-F), conforme previsto, é 13 de outubro, vamos trabalhar para isso... dentro do 20-F estará (valor de eventuais perdas com corrupção). Se tem, e quanto", disse Casado, durante reunião com acionistas em São Paulo.

Lula quer acompanhar defesa de Dilma no impeachment


O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), disse nesta quinta-feira que o ex-presidente Lula tem intenção de acompanhar o depoimento da presidente afastada Dilma Rousseff no Senado, na próxima segunda-feira. “Ele está disposto, quer vir acompanhar o depoimento”, disse Costa. “A nossa expectativa é que ele venha.” Segundo o senador, é pouco provável que Lula assista ao depoimento de dentro do plenário, mas ele deve assistir do Senado. O líder do partido também afirmou que Lula se mostrou disponível para participar de mobilizações no domingo. Mais cedo, no Rio de Janeiro, o ex-presidente afirmou que a sessão do impeachment dava início à “semana da vergonha nacional”. Em recente entrevista à BBC, Lula abusou da retórica bíblica ao comparar o depoimento de defesa de Dilma aos senadores ao momento em que ela iria “se colocar diante de Judas Iscariotes”. Quando Dilma foi afastada provisoriamente, Lula viajou a Brasília e se encontrou com a sucessora no Palácio do Planalto. Em seguida, eles fizeram uma manifestação política na Praça dos Três Poderes.

Argentina condena 28 repressores à prisão perpétua após 40 anos

Com a condenação de 28 pessoas à prisão perpétua e de outras dez a penas mais leves, a Justiça argentina reconheceu pela primeira vez, nesta quinta (25) que foram cometidos crimes contra a humanidade no país. Segundo a decisão do caso conhecido como "La Perla", houve atos de violência e bebês foram roubados de forma sistemática antes mesmo do golpe militar de 1976. Dois anos antes, na Província de Córdoba, a polícia tirou o governador do poder e desencadeou uma onda de violência contra militantes que reagiram ao governo instaurado. 

"La Perla" –"a pérola", nome do principal centro de detenção clandestino da província – foi a última grande ação judicial por crimes de lesa-humanidade do país. Esses processos gigantes foram impulsionados pelos ex-presidentes peronistas populistas Néstor (2003-07) e Cristina Kirchner (2007-15) e defendidos pelas testemunhas para que elas não precisassem comparecer a dezenas de julgamentos em diferentes datas e locais. O caso "La Perla" envolvia 43 réus e 716 vítimas, das quais 279 estão desaparecidas. O julgamento começou em dezembro de 2012. Filha de um desaparecido que figurava como vítima no processo, Silvia Di Toffino, de 44 anos, disse que a sentença lhe dá a sensação de que é possível viver em uma sociedade com direitos. "Lamentavelmente, o resultado chega apenas 40 anos depois dos crimes", destacou. Para Emiliano Salguero, de 40 anos, sobrinho de uma vítima sequestrada pelo Estado em 1975 e filho de um sobrevivente do centro clandestino de Córdoba, o processo era um compromisso que sua família tinha com desaparecidos. Salguero e cerca de 10 mil pessoas acompanharam o anúncio da sentença em um telão instalado do lado de fora do tribunal de Córdoba (700 km de Buenos Aires). Alguns parentes das vítimas, como Di Toffino, puderam assistir à sessão de dentro e festejaram o resultado aos gritos de "assassinos" e "acontecerá com vocês como com os nazistas, aonde forem, iremos buscá-los". O condenado Arnoldo José López, civil que trabalhava no serviço de inteligência do Exército, respondeu: "Nós também vamos buscá-los" e apontou o governador de Córdoba, Juan Schiaretti: "Vamos te sequestrar", gritou ao ser levado do tribunal. Schiaretti foi militante na ditadura e se exilou no Brasil à época. "A Justiça deu a todos esses assassinos a chance de se defenderam, o que eles não deram às vítimas", afirmou o governador. Um dos condenados mais conhecidos é Luciano Benjamín Menéndez, de 89 anos, que já cumpre outras dez prisões perpétuas. General destituído, ele comandou ações de repressão da ditadura em dez províncias. Cinco réus foram absolvidos. A associação Hijos, de parentes de vítimas, estuda recorrer.

Plano de demissões da Petrobras já tem mais de 6 mil inscritos


A Petrobras contabilizou até o momento cerca de 6.100 adesões ao seu plano de demissão voluntária, lançado em abril. A estatal tem a expectativa de que o número aumente ainda mais até o fim deste mês. O programa de cortes de pessoal abrange o universo de empregados com condições de se aposentar, ou um total de 12.000 funcionários. O número é equivalente a cerca de 21% do quadro de 57.000 empregados da empresa. Quando lançou o plano, a petroleira explicou em uma nota que, em um cenário em que todos os 12.000 empregados se inscrevessem, a empresa teria um custo de 4,4 bilhões de reais com demissões e uma economia de 33 bilhões de reais até 2020. Entretanto, uma fonte da empresa explicou que a Petrobras jamais considerou possível que todos os elegíveis ao plano se inscrevessem, mas que ainda são aguardadas novas adesões, principalmente dos empregados que estavam indecisos. Com o plano, a companhia tenta reduzir custos em meio aos baixos preços de petróleo e um alto endividamento.

Caiado sugere antidoping e diz para Lindbergh não ficar cheirando


O bate-boca iniciado com o discurso da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) na sessão que abriu o julgamento da presidente afastada Dilma Rousseff descambou nesta quinta-feira para a baixaria. Famosos pelas discussões acaloradas, Lindbergh Farias (PT-RJ) e Ronaldo Caiado (DEM-GO) protagonizaram o momento de maior tensão. Gleisi acusou os pares de não terem “moral” para julgar a presidente afastada. A crítica causou reação e fez o senador Caiado disparar contra o marido dela, o ex-ministro Paulo Bernardo, que chegou a ser preso em uma operação da Polícia Federal. “Eu exijo respeito. Eu não sou assaltante de aposentado”, disse. Senadores do PT reagiram, chamaram o democrata de “canalha” e pediram respeito ao PT. Durante o bate-boca, Caiado chegou a dizer para o senador Lindbergh Farias fazer exame “antidoping” e não ficar “cheirando”.

Moro recebe condecoração do Exército por "serviços relevantes"

O juiz federal Sergio Moro, da força-tarefa da Operação Lava Jato, foi condecorado nesta quinta-feira (25) com a "Medalha do Pacificador", honraria concedida pelas Forças Armadas. O título, dado a quem prestou "serviços relevantes à nação", é o mesmo que foi retirado dos ex-deputados federais José Genoino, Roberto Jefferson e Valdemar Costa Neto, condenados no escândalo do Mensalão do PT. A honraria foi entregue em cerimônia do Dia do Soldado, promovida em Brasília. No evento, o magistrado ficou sentado na tribuna de honra e foi cumprimentado por civis e militares, que fizeram questão de fazer selfies com o juiz federal. Para o ministro Raul Jungmann (Defesa), a entrega da honraria a Sergio Moro é um "justo reconhecimento" pelo trabalho do magistrado e da Justiça Federal. "A exemplo dos demais agraciados, o juiz Sergio Moro tem relevantes serviços prestados ao Brasil e à democracia. É justo o reconhecimento pelo trabalho feito", disse. O ministro explicou que a retirada das medalhas dos ex-deputados federais foi uma determinação legal estabelecida em um decreto de 2000, o qual determinou a cassação de honrarias a pessoas condenadas judicialmente. 

‘Todo mundo sabia que ela tinha lado’, diz Gleisi sobre testemunha de defesa


A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) defendeu a manutenção de Esther Dweck, ex-secretária de Orçamento Federal do Ministério do Planejamento, como testemunha de defesa da presidente afastada Dilma Rousseff. Segundo Gleisi, nunca se esperou neutralidade de Esther, já que ela exercia um cargo de confiança na gestão de Dilma. Para a senadora, a situação do procurador do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União, Júlio Marcelo – que teve de ser ouvido como informante, e não como testemunha – é diferente da de Esther. Segundo Gleisi, Esther “nunca se pretendeu neutra” e todos sabiam que ela tinha lado. "O que questionamos foi a neutralidade do Júlio Marcelo como procurador junto ao TCU. Ele não pode ser partidário e ele foi partidário. A Esther nunca se pretendeu neutra, ela sempre teve um lado, ela foi secretária de Orçamento e Finanças da presidente Dilma. A presidente Dilma não nomearia alguém para ser secretária em que ela não confiasse. É um cargo de confiança. Quando ela saiu, gosto do trabalho da Ester e fiz um convite para ela nos assessorar na CAE – disse Gleisi".

Gleisi nomeou testemunha de Dilma a cargo no Senado


Uma das maiores defensoras da presidente afastada Dilma Rousseff no processo de impeachment que corre no Senado, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) nomeou no último dia 18, na semana passada, uma das testemunhas arroladas pela defesa de Dilma para um cargo na Casa. A professora universitária Ester Dweck foi nomeada para um cargo de assessoria na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Após o ministro do STF, Ricardo Lewandowski, que preside as sessões do julgamento da petista, decidir que o procurador do Ministério Público de Contas, Júlio Marcelo de Oliveira, seria ouvido como informante, e não mais como testemunha, senadores aliados do presidente interino, Michel Temer (PMDB), como Ronaldo Caiado (DEM), passaram a questionar a oitiva de Ester Dweck. Lewandowski deixou para amanhã a decisão sobre as manifestações dos senadores pró-impeachment contrárias ao depoimento da testemunha. Professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Ester ainda não teve o processo de cessão pela universidade ao Senado finalizado. Ela foi secretária de Orçamento durante o governo de Dilma Rousseff. Segundo Gleisi Hoffmann, “(Ester) não foi nomeada, então não é servidora do Senado. Fiz a solicitação para ela ser nomeada, mas como ela é servidora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, foi pedida a cessão dela. Está sendo feita a cessão para depois ser publicado o ato de nomeação e posse. No meu entendimento, não teria problema. Aqui, nunca exigimos dela neutralidade. Todo mundo sabia que ela tinha lado aqui, ela servia ao governo”.

Fux é sorteado relator de inquérito contra Cunha e André Esteves

 

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, foi sorteado relator do inquérito que investiga o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual. Ambos são suspeitos dos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O caso estava no gabinete do ministro Teori Zavascki, relator dos processos da Operação Lava-Jato. Mas ele entendeu que não há relação entre os fatos investigados e o esquema de corrupção que desviou dinheiro da Petrobras. Cunha é suspeito de ter negociado emendas parlamentares que beneficiariam o banco. Na última terça-feira, Teori pediu que o presidente da corte, ministro Ricardo Lewandowski, sorteasse um novo relator para o processo. O inquérito foi aberto a partir de delação premiada do ex-senador Delcídio Amaral. O parlamentar cassado contou aos investigadores do ministério Público que Cunha era o “menino de recados de André Esteves, principalmente quando o assunto se relacionada a interesses do banco BTG”. Investigadores da Lava-Jato encontraram na casa de Diogo Ferreira, ex-chefe de gabinete de Delcídio, um documento com uma anotação indicando suposto pagamento de R$ 45 milhões do BTG para Cunha. O documento indicava que a propina teria sido paga em troca da apresentação de uma emenda a uma medida provisória. A emenda dava ao BTG o direito de utilizar créditos fiscais da massa falida do banco Bamerindus. Outros nove processos da Lava-Jato envolvendo Cunha continuam com Teori. Entre eles há uma ação penal e um inquérito que, por questões formais, ainda não foi reautuado como ação penal, quando o investigado passa à condição de réu. Há também três inquéritos, quando a investigação está numa fase menos adiantada. Em um deles já houve denúncia da Procuradoria-Geral da República. Se aceita pelo STF, será aberta nova ação penal. Há ainda dois pedidos de abertura de inquérito. Por fim, há a ação que levou ao afastamento do exercício do mandato de deputado, e um pedido de prisão, sem decisão ainda. Outro inquérito, que investiga Cunha por desvios em Furnas, uma das estatais do setor elétrico, surgiu como desdobramento da Lava-Jato. O caso tem por base a delação de Delcídio e está no gabinete do ministro Dias Toffoli.

Depoimento de testemunha é incisivo quando à responsabilidade da mulher sapiens petista Dilma Rousseff

O procurador do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União, Júlio Marcelo de Oliveira, reafirmou nesta quinta-feira que a presidente afastada Dilma Rousseff tinha “conhecimento, direção e comando” sobre os atos pelos quais é processada no Senado por violação da Lei de Responsabilidade Fiscal. A fala do procurador ocorre na primeira etapa do julgamento final do impeachment, que deve se estender até a próxima semana. Oliveira é ouvido na condição de informante e não de testemunha de acusação. O presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, atendeu ao argumento do advogado de Dilma, José Eduardo Cardozo, de que Oliveira é o “autor intelectual” do pedido de impeachment e que se reuniu com autores do processo. “É impossível afirmar que a presidente não tivesse conhecimento desse problema grave que estava acontecendo em sua administração”, afirmou ele. Questionado por senadores aliados e opositores da petista, ele voltou reforçar que Dilma teve culpa nos atos. “O dolo grita nos autos. Se a presidente da República não tiver responsabilidade sobre decretos e medidas provisórias, porque foi elaborado pela sua equipe, ela não vai ter responsabilidade sobre nada. Essa é uma tese da irresponsabilidade do governante. A minha convicção é de que há dolo”, completou. O procurador, indicado pela acusação, foi autor do parecer do TCU que serviu de base para a reprovação das contas presidenciais de 2014. Segundo ele, as práticas da abertura de créditos suplementares via decreto presidencial, sem autorização do Congresso Nacional, e as chamadas pedaladas fiscais continuaram a ser adotadas em 2015.

STF abre possibilidade para nanicos, ou nem tanto, nos debates; emissoras decidirão

A decisão amplia o espaço de arbitragem dos veículos de comunicação. Ou: deixem a esquerda falar! Sempre é bom, se é que me entendem!

Por Reinaldo Azevedo - O Supremo Tribunal Federal julgou uma batelada de ações contra a nova Lei Eleitoral, que exige que um partido tenha ao menos 10 deputados federais para ter o direito inquestionável de participar dos debates. Se não preencher essa condição, pelo menos dois terços dos oponentes têm de concordar com a participação. A coisa mudou de figura. O tribunal fez o certo: estabeleceu a liberdade com regras. O que quero dizer? Vamos ver. De agora em diante, os candidatos de legendas com menos parlamentares poderão, sim, participar desde que convidados pelas emissoras, que terão de anunciar um critério objetivo. Entenderam? Aqueles cujos partidos têm um mínimo de 10 deputados federais têm assegurada a presença; os que integrarem legendas que estejam abaixo desse limite ficarão a critério da emissora. Escrevi dias atrás: “De saída, observo que sou contra qualquer restrição dessa natureza. Os veículos deveriam ser livres para fazer debates com quem lhes desse na telha. Mas, existindo uma regra, dez é um número, de fato, ridículo. Deveria ser, no mínimo, 26 — ou 5% da Câmara. Entenderam meu ponto?” Assim, o tribunal toma uma decisão que vai, em parte, ao encontro daquilo que penso. A lei aprovada se torna um requisito para a participação certa, e o STF devolve às emissoras a liberdade — que, creio, lhes é própria numa democracia — de tomar decisões. Um dos partidos que recorreram à Justiça é o PSOL, que tem apenas seis deputados. Em São Paulo, a candidata da legenda, Luíza Erundina, aparece com 9% das intenções de voto na mais recente pesquisa Ibope, empatada com João Dória (PSDB) e Fernando Haddad (PT). Ela não participou do debate da Band, mas Major Olímpio, do Solidariedade, com 2%, estava lá. No Rio, Marcelo Freixo, também do PSOL, conta com 12% no Ibope, mas ficava fora dos certames — não estará presente ao da Band nesta noite. Já Flávio Bolsonaro, com 11%, tinha presença assegurada porque seu partido tem 10 deputados. Censurei aqui a gritaria de Erundina e da turma da Rede porque, afinal, é preciso haver um critério. Ou o debate se torna impossível. Considerar um mínimo de deputados é uma restrição aceitável porque indica a representatividade do partido. 
O que eu faria e o que se fará
Bem, eu compraria a briga e deixaria tudo como está. Tem 10 deputados? Está dentro! Não tem? Está fora! E olhem que já acho esse número muito baixo. É a lei. Creio que as emissoras tenderão a fazer outra cisa e a estabelecer uma percentagem de corte nas pesquisas de opinião. Aliás, acho que o critério pode e deve ser disciplinado pela Abert (Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão). Ou a vida dos pobres diretores de jornalismo será transformada num inferno. Proponho um critério, já que ninguém vai querer ser duro como acho que tem de ser: participam dos debates quem tiver ao menos 5% das intenções de voto em pelo menos dois institutos de firmada reputação — aí será preciso ficar atento também às questões regionais. O Ibope, por exemplo, tende a fazer pesquisa em todas as capitais; o Datafolha, que eu saiba, nem sempre. De todo modo, será preciso anunciar os nomes com antecedência, já que há vagabundos no Brasil que vendem, pesquisas, sim! “Ah, mas a Rede, de Marina Silva, tem apenas 4 deputados… E daí? Por esse critério, ainda assim, o seu candidato em São Paulo, Ricardo Young, estaria no debate não tivesse apenas 1% das intenções de voto. Uma candidatura com essa marca, convenham, não existe nem para os admiradores da Rede.
Finalmente
Mais uma vez, vou lembrar Paulo Francis: “A melhor propaganda anticomunista é deixar um comunista falar”. Eu conto com a própria Erundina e com o próprio Freixo para que despenquem nas pesquisas. E o bom senso ficará grato.

Sergio Moro devolve passaporte de Cláudia Cruz


Sergio Moro devolveu o passaporte de Cláudia Cruz, embora o Ministério Público Federal afirmasse ser contrário. Moro pediu apenas que ela avise antes de viajar. Na decisão, de ontem, Moro afirma que foi uma iniciativa da defesa entregar o passaporte e, apesar da discordância dos procuradores, ele não vê necessidade da apreensão do passaporte.

STJ dá ganho de causa à viúva em ação da família Steinbruch

O Superior Tribunal de Justiça deu ganho de causa para a viúva de Fábio Steinbruch, Fabiane, numa disputa judicial sobre a herança em um ramos da família, que detém participação relevante em empresas do grupo Vicunha, incluindo o banco Fibra e a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).

WikiLeaks promete vazar "informações significativas" sobre Hillary


O fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, afirmou que a organização vai divulgar, antes das eleições presidenciais americanas, informações significativas sobre a campanha da candidata democrata, Hillary Clinton. Em entrevista à Fox News, da Embaixada do Equador em Londres, ele classificou os dados como significativos. Perguntado se isso terá impacto na eleição, no dia 8 de novembro, respondeu: “Você sabe, depende de como surtir efeito no público e na imprensa”. Assange vive há cinco anos na sede da Embaixada do Equador em Londres para evitar extradição para a Suécia, onde é acusado por assédio sexual. Ele nega as acusações. Em julho, o WikiLeaks divulgou arquivos do que afirma serem gravações de áudio retiradas de e-mails do Comitê Nacional Democrata. Os arquivos foram obtidos a partir de invasões de hackers aos servidores do comitê. “Eu não quero entregar o jogo, mas é uma variedade de documentos, de diferentes tipos de instituições que estão associadas com a campanha eleitoral. Alguns têm ângulos bem inesperados, alguns bem interessantes e alguns até divertidos”, disse Assange.

Bolívia confirma que vice-ministro foi assassinado durante protesto


O ministro do Interior da Bolívia, Carlos Romero, confirmou no início da madrugada desta sexta-feira (26) que o vice-ministro do Interior, Rodolfo Illanes, foi “covarde e brutalmente assassinado” após ser sequestrado nesta quinta-feira (25) por mineiros em Panduro, interior do país, durante protestos da categoria. Ele teria sido morto a pauladas, informam as agências internacionais de notícias. “Estamos resolvendo as questões necessárias para que nos entreguem o corpo do doutor Illanes. Temos um profundo pesar e solidariedade com a dor da família”, disse Romero, em declaração aos veículos de imprensa no Palácio de Governo. Illanes estava no local do protesto, em Panduro, tentando uma aproximação com os mineiros que se mantêm entrincheirados nas montanhas, segundo a versão oficial, após bloquearem estradas por três dias. A polícia boliviana deteve mais de 100 mineiros que participavam dos bloqueios. O ministro da Defesa, Reymi Ferreira, disse à rede de TV Red Uno que não deixará o crime impune. O clima de tensão piorou na Bolívia, nesta quinta, com estradas ocupadas por mineiros em meio à morte de um “piqueteiro”. Na quarta-feira (24), Panduro foi palco de confrontos entre mineiros e policiais. Os mineiros, que estão agrupados em cooperativas privadas, tomaram as estradas na segunda-feira (22), exigindo a libertação de dez detidos. Eles também exigem negociar diretamente com o ditador bolivariano trotskista Evo Morales. Segundo Romero, os mineiros do setor cooperativo pressionam para alugar suas concessões mineradoras para empresas privadas, ou estrangeiras, uma ação proibida pela Constituição. Até o meio-dia de quinta-feira havia confrontos esporádicos em Sayari, Cochabamba. Estradas estão cheias de pedras e escombros. Dois mineiros morreram em estradas de Cochabamba, segundo a Federação Nacional de Cooperativas de Mineiros (Fencomin). Já o governo anunciou um morto.

CUT informa ao PT que não há dinheiro para levar militantes para acompanhar impeachment

CUT e movimentos sociais informaram à direção do PT que, por causa da falta de recursos, será difícil levar militantes para acompanhar da Esplanada a fala de Dilma. Sugeriram que, além de vaquinha entre senadores, Dilma use o que sobrou do crowdfunding que custeou suas viagens para bancar os ônibus que levarão manifestantes a Brasília. Os movimentos argumentam que, depois de segunda-feira, a petista não terá mais motivos para rodar o País. Por ora, há atos confirmados só Brasília, Natal, São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. 

Assaltantes matam mãe que buscava filho na escola em Porto Alegre; cai o secretário de Segurança e o governo Sartori mostra toda sua incompetência e falta de vontade



Ao final da tarde desta quinta-feira, Cristine Fonseca Fagundes, de 44 anos, que buscava seu filho na saída do Colégio Dom Bosco, no bairro Higienópolis, em Porto Alegre, foi assassinada por bandidos que tentavam roubá-la, na frente da filha de 17 anos que também estava dentro do carro Honda Fit. O bandido se aproximou da janela e, com arma na mão, exigiu que ela entregasse o celular. Cristine Fonseca Fagundes fez um gesto com o braço e isso detonou o tiro disparado pelo bandido vagabundo. Ela se tornou a 25ª vítima de latrocínio em Porto Alegre neste ano. O crime ocorreu a poucos metros de uma escola infantil e quase em frente ao Colégio Dom Bosco, de onde sairia o filho de Cristine ao final de mais uma tarde de aula, e para onde correu, em pânico, a filha, após a mãe ser alvejada. Após o incidente, a direção informou pais e alunos que a escola não abrirá nesta sexta-feira, e as aulas só serão retomadas na segunda-feira. Os assaltantes ordinários seguiam pela Rua Ari Marinho, a partir da Coronel Feijó, realizando um ataque em série. Pelo menos outras duas vítimas haviam sido assaltadas por eles, entregando celulares. Embora Cristine estivesse em um carro, objeto preferencial dos autores de latrocínio, desta vez aconteceu de maneira diferente. "Deu para escutar o criminoso gritando: "passa o celular, passa o celular" e, logo depois, deu para ouvir o tiro", informou uma pessoa que estava próxima ao local. O caso foi imediatamente assumido pela 9ª Delegacia de Polícia (DP), comandada pelo delegado Alexandre Vieira. No meio da noite a Polícia Civil já tinha identificado e prendido os vagabundos que participaram do assalto. "Saímos em busca e prendemos cinco suspeitos, sendo que um deles tinha um celular de uma das vítimas. Eles foram reconhecidos. Um deles já está preso e vamos indiciar por latrocínio", declarou o delegado Alexandre Vieira. Em menos de oito meses, Porto Alegre já registra 25 latrocínios neste ano. A média é de um assalto com morte a cada nove dias e meio. Em todo o ano passado, foram 23 casos, sendo 14 deles até 25 de agosto. No Estado, de acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública, nos seis primeiros meses de 2016, foram 89 roubos que resultaram em morte, 35% a mais na comparação com 2015. Separada e mãe de dois filhos, Cristine Fagundes Fernandes trabalhava como vendedora de produtos de limpeza na empresa da família e morava no bairro Passo das Pedras. "Era uma batalhadora que lutava pra sustentar os dois filhos e dar a eles o melhor. Mais uma vítima da nossa sociedade", lastimou-se o irmão dela. Conforme a polícia, os criminosos tinham assaltado dois pedestres e estavam em fuga quando abordaram Cristine. Eles fugiram em um Fiat Palio vermelho. A vendedora morreu dentro do veículo, presa ao cinto de segurança. 


A Polícia Civil prendeu cinco suspeitos de participar do assassinato de Cristine Fonseca Fagundes. Disse o delegado Alexandre Vieira: "Imediatamente saímos em busca e rapidamente prendemos cinco suspeitos, sendo que um deles tinha um celular de uma das vítimas. Eles foram reconhecidos. Um deles já está preso e vamos indiciar por latrocínio. Outros dois, nós temos informações que eles logo após o fato já saíram da vila onde estavam". A Polícia Civil já faz diligências atrás desses dois criminosos. O secretário da Segurança Pública do Estado pediu exoneração após morte de Cristine Fagundes Fernandes. E o muito incompetente governador José Ivo Sartori (PMDB) constituiu um "Gabinete de Crise", que será coordenado pelo vice-governador, José Paulo Cairoli. Ele deve ter sido orientado por seu marqueteiro, que se diz especialista em gerenciamento de situações de crise. 


O secretário da Segurança Pública do Estado, Wantuir Jacini, pediu exoneração do cargo. A confirmação foi feita por meio de nota oficial divulgada pelo Palácio Piratini. No comunicado, o governador José Ivo Sartori afirma que constituiu um Gabinete de Crise, que será coordenado pelo vice-governador, José Paulo Cairoli. Enquanto não for nomeado o novo secretário, esse Gabinete responderá pela área. Ou seja, não vai ter ninguém mandando na área de segurança. O governo do Estado se diz solidário "com os familiares das vítimas da criminalidade, especialmente de Cristine Fonseca Fagundes, assassinada violentamente nesta quinta-feira". Conforme o documento, as "forças de Segurança estão mobilizadas para prender os autores do crime e continuar apurando os fatos". Está marcada uma reunião às 8h desta sexta-feira, no Palácio Piratini, para tratar de novas providências e ações na segurança pública. Depois da reunião, o governador fará uma manifestação à população e a equipe da Segurança atenderá à imprensa. O incompetente Sartori, já na madrugada, anunciou que irá solicitar ao presidente Michel Temer o concurso da Força Nacional de Segurança. Durante a noite, profundamente revoltadas, cerca de 30 pessoas realizaram um protesto em frente ao edifício onde mora o incompetente governador José Ivo Sartori (PMDB), na avenida Diário de Notícias, quase em frente à rótula com a Avenida Venceslau Escobar. 


Os manifestantes, integrantes dos grupos Segurança Já e Segurança Urgente, ascenderam velas em frente ao complexo residencial e colocaram um caixão simbólico. Cruzes com os nomes das vítimas de crimes recentes no Estado também foram expostas no local. "Estamos apavorados com a situação da segurança no Estado. Queremos medidas efetivas na área. Queremos a saída do secretário da Segurança", disse a professora Cristina Campagna, de 43 anos, uma das líderes do Segurança Urgente. Em meio ao protesto, alguns participantes gritavam por um megafone: "Desce Sartori. Você é cúmplice". Segundo um dos líderes do Segurança Urgente, o objetivo deles é "cobrar medidas para enfrentar a insegurança enfrentada pelos gaúchos". O ato foi combinado e organizado através das redes sociais logo após a confirmação da morte de Cristine Fagundes Fernandes.