terça-feira, 6 de setembro de 2016

Finalmente a mulher sapiens petista Dilma Rousseff desocupa o Palácio da Alvorada, agora vai começar a faxina e desinfecção


A mulher sapiens petista e ex-presidente Dilma Rousseff enfim desocupou o Palácio da Alvorada às 15h30 desta terça-feira (6) e, em frente à residência oficial, desceu do carro que a levava para a base aérea de Brasília para abraçar militantes do PT que fizeram um minúsculo ato em homenagem à sua despedida. Sob gritos de "Dilma guerreira do povo brasileiro", Dilma voltou ao carro e deixou a capital federal seis dias após seu impeachment ser aprovado pelo Senado Federal. Ela embarcou pela última vez em um avião da FAB (Força Aérea Brasileira) para retornar a Porto Alegre, onde mora. Agora não poderá mais usar aviões da FAB. Alguns ex-ministros, como os petista Jaques Wagner (Casa Civil) e José Eduardo Cardozo (Advocacia-Geral da União), acompanharam a petista até a base área. Em seu último dia no Alvorada, Dilma mudou a rotina. Não saiu para pedalar por cerca de 50 minutos, como costumava fazer quase todas as manhãs, para ter tempo de encaixotar seus livros e objetos pessoais. Desde a semana passada, ela se dedicou a embalar e catalogar seus pertences, e solicitou ao governo do presidente Michel Temer quatro caminhões-baú para transportar sua mudança de Brasília a Porto Alegre. Segundo integrantes do Planalto, a contratação de cada veículo, com capacidade de cerca de 20 toneladas, custou R$ 15 mil. Parte dos objetos e eletrodomésticos ficarão no apartamento de dois quartos em que Dilma ficará na capital gaúcha, enquanto o restante será levado para um depósito que a petista alugou na cidade. 

Greenfield tem tudo para suceder a Lava Jato em fases e longevidade

Operação envolve pesos-pesados da economia e vai, com absoluta certeza, cair no colo de políticos; o PT, de novo, está no centro da lambança

Por Reinaldo Azevedo - A Operação Greenfield tem tudo para suceder a Lava Jato em fases e longevidade. O cheiro que emana é de carne queimada. E é evidente que o partido dos companheiros está, mais uma vez, no centro da lambança. A Polícia Federal ouviu nesta terça-feira o ex-presidente da Previ, o fundo de previdência complementar dos funcionários do Banco do Brasil, Sergio Rosa. Ele chegou por volta das 10 horas à sede da Polícia Federal, no Rio de Janeiro. Segundo o despacho do juiz Vallisney de Souza Oliveira, Sergio Rosa “teria recebido, por meio da empresa R.S. Consultoria e Planejamento Empresarial, vantagem pecuniária indevida da OAS para que a Previ realizasse investimentos do interesse da empreiteira”. Ainda pela Greenfield, foram alvos de prisão temporária, ontem à noite, Carlos Augusto Borges e Maurício Marcellini Pereira, diretores de Participação Societária e de Investimentos do Funcef, o fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal. Os sete presos até agora são ou eram membros da Funcef. A avaliação de investigadores da Polícia Federal é que a operação tem potencial para causar estragos em outros setores, além dos fundos de pensão. Eles acreditam que, num primeiro momento, ela pode atingir o setor elétrico e setores do sistema financeiro; depois, deve complicar a situação dos políticos responsáveis por indicações de diretores nessas entidades. No caso do setor de energia, o foco seriam principalmente investimentos realizados pelos fundos na construção de usinas hidrelétricas, como Belo Monte, e na estruturação da Sete Brasil. Nesses casos, os fundos, segundo avaliação preliminar da Polícia Federal e do Ministério Público, teriam recebido ordens superiores do governo Lula para fazer aplicações nesses novos investimentos. Em outras palavras: deve atingir em cheio o PT.

Caixa Econômica Federal e BNDES tomam um prejuízo de R$ 1,3 bilhão deste ontem

Os irmãos Batista não são os únicos que ficaram mais “pobres” desde ontem, quando foi lançada a Operação Greenfield. O BNDESPar, o braço de investimentos do BNDES, é o segundo maior acionista do grupo, com 20,36% das ações. E a Caixa Econômica Federal, a terceira, com 6,92%. Em números, isso significa que, em apenas um dia e meio, o valor das ações do JBS, em poder do BNDESPar, caiu R$ 1,018 bilhão. Já a Caixa Econômica Federal perdeu, até as 14h20 de hoje, R$ 346 milhões. Com cerca de 2,8 bilhões de ações ordinárias em circulação, o valor de mercado do JBS caiu de R$ 35,6 bilhões para R$ 30,6 bilhões entre ontem e o começo da tarde desta quarta-feira.

MBL protocola pedido de impeachment de Lewandowski no Senado Federal

O MBL acaba de protocolar nesta terça-feira, no Senado Federal, o pedido de impeachment de Ricardo Lewandowski, devido à muito esdrúxula autorização para fatiamento da votação do impeachment da mulher sapiens petista Dilma Rousseff. Renan Calheiros decidirá se abre ou não o processo. Você tem alguma dúvida sobre qual será a decisão do cangaceiro Renan Calheiros? Mas, lembre-se: o Supremo também já decidiu que qualquer das Casas do Congresso precisa instaurar a comissão sindicante do impeachment. Foi assim no Caso Temer, na Câmara dos Deputados. Portanto, se Renan recusar, o MBL pode recorrer ao próprio STF. Aí vai ser interessante de se ver.

Petrobras fecha acordo com Brookfield

A Petrobras vai vender 90% da Nova Transportadora do Sudeste (NTS) para um consórcio liderado pelo fundo canadense Brookfield. O valor do negócio é de US$ 5,2 bilhões. Os investidores que assumirão o controle da rede de gasodutos da NTS incluem o fundo de pensão British Columbia e os fundos soberanos CIC (China) e GIC (Cingapura).

Polícia paulista decide pedir a prisão de jornalista que pretendeu extorquir assessor do deputado federal Marco Feliciano


A Polícia Civil do Estado de São Paulo decidiu, além de indiciar a jornalista Patrícia Lelis por extorsão e denunciação caluniosa contra assessor de Marco Feliciano, também pedir a prisão preventiva da profissional. "Pedi a prisão porque ela destrói as pessoas que estão ao redor dela. Não só agora como no passado, quando apontou um inocente como estuprador em Brasília. Ela representa risco à sociedade por mentir e causar danos a diversas pessoas", diz o delegado Luiz Roberto Hellmeister.

Marajá do serviço público não recolhe provas da Operação Lava Jato alegando falta de um HD externo

Informa o site O Antagonista: há duas semanas, o ministro Teori Zavascki autorizou o acesso da Advocacia Geral da União aos inquéritos da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal para subsidiar ações de improbidade administrativa. Dentre os possíveis alvos estão Sérgio Machado, Sérgio Gabrielli, Gleisi Hoffmann e outros. Até hoje, porém, não houve retirada das mídias digitais pela advogada da União, Grace Mendonça, responsável por acompanhar ações e recursos da AGU no Supremo. Ela alega que não tem um HD externo para copiar os arquivos. Mas que tal, hein?!!! Grace Mendonça assumiu o comando da Secretaria-Geral de Contencioso, da AGU, em junho de 2003, no início do regime da Orcrim petista ... e de lá não saiu. Ela serviu a todos os AGUs do PT: Álvaro Augusto Ribeiro Costa, Antonio Dias Toffoli, Luis Inácio Adams e José Eduardo Cardozo. O petismo é uma doença contagiosa.

Justiça do Rio de Janeiro desbloqueia os bens do senador petista Lindbergh Farias

Reinaldo Pinto Alberto Filho, da 4ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, decidiu desbloquear os bens do senador petista Lindbergh Farias. O desembargador acolheu pedido da Green Life Execução de Projetos Ambientais, empresa denunciada no esquema de contratação irregular da coleta de lixo em Nova Iguaçu, de onde o petista foi prefeito. A decisão abrange todos os réus. O site O Antagonista diz saber que o resort tocado pela mulher de Lindbergh, em Angra do Reis, é, com frequência, usado como ponto de encontro de magistrados cariocas. 

Ex-presidente do Postalis é conduzido para prestar depoimento

O ex-presidente do Postalis, Alexej Predtechensky (Russo), apontado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal como um dos responsáveis por fraude milionária no fundo de pensão dos Correios, foi levado por agentes da Polícia Federal em condução coercitiva para prestar depoimento na Operação Greenfield. Também foi conduzido para dar esclarecimentos o ex-diretor de investimentos, Adilson Florêncio da Costa, que recentemente já tinha sido alvo de outra operação da Polícia Federal. Florêncio da Costa tinha sido preso em junho na Operação Recomeço. Na operação desta segunda-feira, o foco da Polícia Federal é o Fundo de Investimentos em Participações (FIP) Multiner. Constituído em 5 de novembro de 2008, para investir na empresa de mesmo nome, com objetivo de viabilizar projetos na área de energia, o fundo é um dos principais alvos da operação da Polícia Federal. Segundo relatório final da CPI dos fundos de pensão, desde o início, o FIP “mostrava-se um investimento de alto risco e baseado muito mais em desejos dos seus organizadores do que em projetos reais”. Com o fiasco da maioria dos projetos e com o elevadíssimo prejuízo nas operações da empresa alvo do FIP, a Multiner, em 2012, “ao invés de vender as poucas usinas operacionais no intuito de minimizar o prejuízo e saldar suas dívidas, os Fundos de Pensão caminharam na contramão e investiram mais R$ 391,6 milhões, além dos R$ 430,7 milhões que já haviam investidos inicialmente”, diz o relatório. Segundo a CPI, a justificativa dada pelos fundos para investir mais recursos no FIP foi a entrada de um grupo, o Bolognese, que por ter experiência na área, iria viabilizar o negócio e recuperar os prejuízos. No entanto, mesmo após a mudança no controle acionário, a empresa continua dando prejuízo. O fundo hoje é administrado pela Planner Corretora.

Operação sobre fundos de pensão começou a partir de representação do PSDB



A investigação que resultou na Operação Greenfield, desencadeada nesta segunda-feira (5), começou no final de 2014 a partir de uma representação feita pelo PSDB ao Ministério Público Federal. O pedido de apuração se baseou em reportagens, incluindo divulgadas pela Folha e "O Globo", e fez menção a uma auditoria realizada pela Caixa Econômica que levantou dúvidas sobre os investimentos da Funcef, fundo de pensão dos funcionários do banco, nas empresas Invepar, Usina Belo Monte, Sete Brasil Participações S.A., Desenvix Energias Renováveis e Eldorado Celulose S.A. Os tucanos também pediram investigação sobre a Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, e a Postalis, dos Correios. Em resposta ao pedido, o procurador federal no Distrito Federal, Anselmo Henrique Cordeiro Lopes, abriu, em novembro de 2014, um primeiro inquérito civil focado na Funcef. Em relação ao Postalis, ele declinou sua competência à Procuradoria do Paraná, pois havia menção a fatos ligados à Operação Lava Jato. No tocante à Previ, o procurador concluiu que naquele momento não havia maiores informações e pediu o arquivamento. No ato de abertura do inquérito sobre a Funcef, o procurador mencionou que o fundo dos funcionários da Caixa Econômica Federal "não teria atingido as metas fixadas" pela Previc (Superintendência Nacional de Previdência Complementar), "apresentando um rombo de R$ 3,1 bilhões". A auditoria da Caixa Econômica Federal, segundo o procurador, "questiona (1) os investimentos realizados pela Funcef na Usina de Belo Monte (no valor de R$ 445 milhões); (2) a participação da entidade (via fundos) na empresa Sete Brasil Participações S.A., que atua no mercado de sondas do pré-sal; (3) excesso de passivos sobre ativos em R$ 8,2 milhões, em dezembro de 2013, o que seria indicador de insolvência; (4) a participação da Funcef na Desenvix Energias Renováveis, que explora pequenas centrais hidrelétricas, parques eólicos e biomassa; e (5) a participação da Funcef na empresa Eldorado Celulose S. A., do Grupo JBS, que representou um investimento com rentabilidade abaixo da meta". A partir do inquérito sobre a Funcef, o Ministério Público Federal abriu outros inquéritos em diversos Estados. Em maio passado, a Procuradoria Geral da República designou um grupo de procuradores para coordenar as investigações sobre Funcef, Petros e Previ. O Postalis é um alvo lateral da Greenfield pois sobre ele há um inquérito específico em andamento. O Postalis só está sendo citado na Greenfield porque um dos negócios sob investigação tem investimento tanto do Postalis quanto de outros dos três fundos. O Ministério Público analisou os balanços dos fundos e concluiu que eles têm hoje um prejuízo acumulado de R$ 50 bilhões.  Segundo o Ministério Público Federal, além dos quatro supostos núcleos já identificados (empresarial, dirigentes dos fundos, avaliadores de ativos e gestores e administradores dos fundos de investimento), há outros dois "que estão sendo mapeados".

Polícia Federal investiga crimes contra fundos de pensão que podem chegar a R$ 50 bilhões


A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta segunda-feira a Operação Greenfield em oito estados e no Distrito Federal para apurar crimes de gestão temerária e fraudulenta contra Funcef, da Caixa Econômica Federal; Petros, da Petrobras; Previ, do Banco do Brasil; e Postalis, dos Correios — quatro dos maiores fundos de pensão do País. O Ministério Público calcula que o rombo provocado pelas fraudes e má gestão chegue a R$ 50 bilhões. O cálculo é baseado em informações da Previdência. Cerca de 560 policiais foram às ruas para cumprir um total de 127 mandados judiciais expedidos pela 10ª Vara Federal de Brasília. Sete deles são de prisão temporária, 106 de busca e apreensão e 34 de condução coercitiva nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e Amazonas, além do Distrito Federal. A Justiça determinou também o sequestro de bens e o bloqueio de ativos e de recursos em contas bancárias de 103 pessoas físicas e jurídicas no valor aproximado de R$ 8 bilhões. Além dos policiais, 12 inspetores da CVM, quatro procuradores federais da CVM, oito auditores da Previc e sete procuradores da República também participaram da operação desta segunda-feira. Na sede do Postalis, em Brasília, apenas os funcionários ligados à área de investimentos foram autorizados a entrar. Chegaram a chamar um chaveiro para abrir gavetas com documentos. A reunião do Conselho Deliberativo, que aconteceria no prédio às 14 horas, foi transferida para a sede dos Correios. Alexej Predtechensky (Russo), ex-presidente do fundo apontado pela Polícia Federal e Ministério Público Federal como um dos responsáveis por fraude no fundo, foi levado por agentes da Polícia Federal em condução coercitiva. Também foi conduzido para dar esclarecimentos o ex-diretor de investimentos Adilson Florêncio da Costa, que recentemente já tinha sido alvo de outra operação da Polícia Federal. Florêncio da Costa tinha sido preso em junho na Operação Recomeço. O caso ficou famoso por o executivo ser o pivô de uma das histórias famosas de Brasília: o garoto que foi salvo por um bombeiro do poço das ariranhas do zoológico da capital federal nos anos 80. Na operação desta segunda-feira, um dos focos da Polícia Feeral é o Fundo de Investimentos em Participações (FIP) Multiner, de acordo com uma fonte a par dos bastidores do trabalho da Polícia Federal. Também estão no foco da Policia Federal os investimentos feitos pelo FIP Enseada, que investiu R$ 68,5 milhões na Companhia Brasileira de Tecnologia Digital (CBTD), da marca Gradiente. O Petros fez um investimento em 2011 subscrevendo 25% das quotas do FIP Enseada. Ele fez o aporte juntamente com a Funcef, com a Agência de Fomento do Amazonas (Afeam) e com a Jabil, empresa que era credora da Gradiente. Os outros FIPs envolvidos são o Sondas (investimento na Sete Brasil), Global Equity (imobiliário) e o Florestal (de Petros e Funcef, que detém participação de 17,06% na Eldorado). No Rio de Janeiro, o alvo do mandado de prisão temporária é o economista Humberto Pires Grault Vianna de Lima, que passou pelos fundos de pensão da Caixa (Funcef), da Petobras (Petros) e de Previdência Complementar dos Servidores Públicos Federais (Funpresp). Durante sua passagem pela Petros, Pires ajudou a criar o fundo de investimentos da Bancoop, cooperativa habitacional dos bancários de São Paulo, ligada ao ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. O economista trabalhou ainda em dois fundos de investimentos criados em uma parceria entre a Petros e o banco BVA, tornando-se eventualmente diretor da Vitória Asset Management, subsidiária do banco. O BVA sofreu intervenção do Banco Central em 2012, depois de detectadas "graves violações às normas legais", mas Pires Grault não teve os bens bloqueados, como outros dirigentes, por já ter deixado o banco havia mais de um ano. Um dos membros de fundo de pensão que foram alvos de condução coercitiva é Antonio Braulio de Carvalho, ex-diretor da Funcef. Bráulio hoje é presidente da Associação Nacional dos Participantes de Fundos de Pensão (Anapar). A Polícia Federal também fez buscas por documentos em bancos. Um deles foi a sede do Santander Brasil, em São Paulo. “A Polícia Federal solicitou ao Santander o fornecimento de alguns documentos relacionados aos fundos Funcef, Global, Petros, Previ e à Sete Brasil", informou o banco, em nota. "Fundamental esclarecer que essas investigações não têm qualquer relação com o Santander, mas sim com os referidos fundos". O nome da operação, Greenfield, faz menção a investimentos que envolvem projetos iniciais, ainda no papel, como se diz no jargão dos negócios. Um empreendimento já em operação, por outro lado, é chamado de brownfield. 

Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, é preso pela Policia Federal em São Paulo


O ex-presidente da OAS, o empreiteiro propineiro Léo Pinheiro, foi preso pela Polícia Federal nesta segunda-feira, em São Paulo, depois de ser levado coercitivamente a depor na Operação Greenfield, que apura crimes contra fundos de pensão de estatais. Os dois mandados não estão relacionados. A prisão preventiva foi decretada pelo juiz Sérgio Moro, sob o argumento de que é difícil controlar iniciativas do empresário para obstrução das investigações com ele em liberdade. "O afastamento efetivo do acusado da empresa, embora afirmado, é algo dífícil de controlar na prática e essas iniciativas de obstrução das investigações desenvolvem-se no mundo das sombras, não sendo viável acompanhar as condutas do acusado salvo com o recolhimento cautelar à prisão", afirmou Moro em despacho. Léo Pinheiro havia sido preso na 7ª Fase da Lava-Jato, em novembro de 2014, e colocado em prisão domiciliar pelo Supremo Tribunal Federal em abril de 2015. No novo pedido de prisão, o Ministério Público Federal afirma que ele deve ser mantido preso para “garantia da ordem pública, conveniência da instrução criminal e segurança da aplicação da lei penal”.  Segundo o Ministério Público Federal, "os crimes praticados pela OAS, sob a coordenação de Léo Pinheiro, não se circunscreveram no período compreendido entre o ano de 2006 e o início de 2014, estendendo-se, pelo menos, até janeiro de 2016. De acordo com os procuradores, foram verificados os crimes de corrupção, cartel e lavagem de dinheiro sob a coordenação do executivo. O juiz Sérgio Moro ressaltou em despacho que Léo Pinheiro agiu com protagonismo em 2014, ao tentar barrar a investigação da CPMI da Petrobras já com a Lava-Jato em curso. Em novembro de 2014, 10 dias antes de ser preso pela Polícia Federal, Léo Pinheiro se reuniu com o então senador Gim Argello por duas vezes em São Paulo -uma delas na sede da OAB-SP, outra no escritório da OAS - para tentar barrar as investigações. As provas foram colhidas em mensagens existentes nos celulares do empresário, que foram apreendidos. "O protagonismo de José Adelmário Pinheiro Filho, em coordenar a ação de obstrução dos demais empresários, encontra, em cognição sumária, apoio em mensagens que foram apreendidas em seu aparelho de telefone celular ", disse Moro. Léo Pinheiro atuou, com Júlio Camargo, um dos delatores da Lava-Jato, para impedir as investigações e corromper parlamentares. Numa das mensagens, o empresário pede a atuação de Otávio Azevedo, então presidente da holding da Andrade Gutierrez e agora também delator da Lava-Jato: "Otávio, O nosso Alcoólico está indóssil. Seria oportuno um ligação sua para ele. Fico preocupado com as reações intempestivas. Abs. Léo". Alcoólico era, no linguajar dos empreiteiros, o apelido de Gim Argello. Segundo o Ministério Público Federal, R$ 5 milhões teriam sido pagos pela OAS ao ex-senador, dos quais R$ 350 mil depositados na conta de uma paróquia. Outras empreiteiras também pagaram. Investigações revelam ainda que, além de ter pago o doleiro Alberto Youssef, o executivo usou operadores financeiros, como Roberto Trombeta, praticando lavagem de dinheiro no valor de R$ 28 milhões para a OAS por meio de três empresas. Os pagamentos incluem projetos de linhas do Metrô de São Paulo, a construção da Arena Fonte Nova (Salvador), além da expansão do principal polo de tecnologia da Petrobras, o Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes) e do Consórcio Saneamento Alto Tietê. No Exterior, há registros de pagamento de propina por meios de operações da OAS no Peru (6 milhões de dólares), no Equador (9 milhões de dólares) e na Guiné Equatorial ( 1,5 milhão de dólares).

Operação Greenfield confisca uma aeronave e 139 carros




A 10ª Vara Federal de Brasília decretou nesta segunda-feira no âmbito da Operação Greenfield o bloqueio de dinheiro em contas bancárias e a apreensão de bens no valor de 8 bilhões de reais, total do montante supostamente desviado dos quatro maiores fundos de pensão do País – Funcef (Caixa Federal), Petros (Petrobras), Previ (Banco do Brasil) e Postalis (Correios). Como cumprimento da medida judicial, a PF confiscou uma aeronave, 139 carros e 90 imóveis. A investigação apura a ocorrência de crimes de gestão temerária e fraudulenta nos fundos. O montante corresponde a contas bancárias de 103 pessoas físicas e jurídicas, alvos da Operação. A Justiça do Distrito Federal também expediu mandados de condução coercitiva contra o ex-presidente do Postalis, Alexej Predtechensky; o ex-presidente da OAS, Léo Pinheiro; os donos da holding J&F, Wesley e Joesley Batista; e o presidente da WTorre, Walter Torre.

Juiz afirma que cotas adquiridas por fundos de pensão eram "superfaturadas"



Na decisão em que autorizou a deflagração da Operação Greenfield, realizada nesta segunda-feira (5), o juiz da 10ª Vara Federal de Brasília, Vallisney de Souza Oliveira, apontou que a investigação detectou que os fundos de pensão dos funcionários das estatais Caixa Econômica, Banco do Brasil, Petrobras e Correios "pagavam pelas cotas do FIP mais do que elas de fato valem, sofrendo, assim, um prejuízo 'de partida', independente do próprio sucesso que venha a empresa a ter no futuro". Os FIPs são Fundos de Investimentos em Participações lançados por empresas no mercado de capitais para captar recursos com a venda das cotas e, assim, bancar investimentos empresariais, como ampliação de atividades. O juiz afirmou, na decisão, que as aquisições das cotas de pelo menos oito dos FIPs sob investigação "foram precedidas de avaliações econômico-financeiras ('valuations') irreais e tecnicamente irregulares, tendo como objetivo real superestimar o valor dos ativos da empresa, aumentando, de forma artificial, a quantia total que o próprio fundo de pensão precisa pagar para adquirir a participação acionária indireta na empresa". O magistrado comparou a situação "aos conhecidos 'superfaturamentos' de obras públicas, no qual o valor de uma obra é superestimado a fim de justificar um pagamento a maior por parte do poder público ou dos fundos de pensão".  Segundo o Ministério Público Federal, em documento referido pelo juiz, "foram verificadas irregularidades/ilicitudes em pelo menos oito casos de investimentos dos fundos de pensão em FIPs": Cevix (participações da Funcef e da empreiteira Engevix), Multiner (fundos e administração da corretora Planer), Sondas (fundos e Sete Brasil), OAS Empreendimentos (Funcef e empreiteira homônima), Enseada (Petros, Funcef, uma agência de fomento do Amazonas e uma credora da Gradiente), RG Estaleiros (Funcef e Engevix), Florestal (Funcef, Petros e a Eldorado, controlada pela J&F, do grupo JBS) e Global Equity (Funcef e a OAS). Além dos negócios nos FIPs, conforme a decisão do juiz, a investigação também trata da aquisição direta de fundos em participação acionária na Invepar, um braço da OAS em concessão de rodovias, e um suposto prejuízo da Funcef "na alienação subfaturada de salas comerciais no edifício da OAB em Brasília, o que, segundo a decisão do juiz, "foi confirmado por laudo técnico, em total desprezo para com o patrimônio do fundo de pensão". Na mesma decisão, o juiz determinou, além de prisões e depoimentos de investigados sob coerção na Polícia Federal, como medidas alternativas à prisão preventiva para um grupo de 40 investigados a suspensão "do exercício de toda e qualquer atividade no mercado financeiro e no mercado de capitais, bem como suspensão do exercício de qualquer cargo ou função de direção em empresa ou grupo empresarial", a suspensão "do exercício de toda e qualquer função pública ou de direção ou gerência, inclusive em conselhos, desempenhadas em entidades fechadas de previdência complementar" e a apreensão de passaportes. Na lista dos 40 investigados que deverão sofrer as sanções estão José Aldemário Pinheiro, o Léo, executivo e sócio do grupo OAS, Wesley e Joesley Mendonça Batista, do grupo J&F, Cristiano Kok e Gerson Almada, sócios da Engevix, o ex-diretor presidente do Postalis Alexej Predtechensky, o ex-diretor presidente da Funcef Carlos Alberto Caser, o ex-presidente da Funcef Guilherme Narciso de Lacerda, dois sócios da firma de auditoria Deloitte Touche Tohmatsu, José de Carvalho Júnior e Pieter Jacobus Marie Freriks, e a gerente-sênior da mesma empresa, Cláudia Regina Kanan Diniz, o presidente da Gradiente Eugênio Emilio Staub, o ex-diretor da Sete Brasil e réu na Operação Lava Jato, quando fez delação premiada, Eduardo Costa Vaz Musa, outro executivo da mesma empresa, João Carlos de Medeiros Ferraz, o ex-vice presidente da Engevix Gerson de Mello Almada, o ex-presidente da Previ Sérgio Ricardo da Silva Rosa, o empresário do Grupo WTorre, Walter Torre Júnior, entre outros. A Polícia Federal informou que nas casas e empresas dos investigados foram apreendidos R$ 350 mil, US$ 100 mil e 50 mil euros em espécie, além de obras de arte, joias e carros de luxo. Os carros foram "entregues aos respectivos donos, que ficam como depositários fiéis dos bens e não podem dispor dos mesmos sem autorização judicial". 

Maestro John Neschling é afastado do cargo de diretor artístico do Theatro Municipal


O maestro John Neschling foi afastado nesta segunda-feira (5) do cargo de diretor artístico do Theatro Municipal de São Paulo, sala administrada pela prefeitura. A demissão foi comunicada pelo maestro e pelo Instituto Brasileiro de Gestão Cultural, organização social que responde pelas contas do teatro. A decisão foi tomada pelo IBGC, diz a prefeitura.  


O maestro é investigado no Ministério Público e também é alvo de uma CPI na Câmara dos Vereadores, desde que foi citado nas delações de José Luiz Herência, ex-diretor geral do teatro, e de William Nacked, diretor afastado do IBGC. Ambos são investigados por participação em esquema que causou rombo de R$ 15 milhões nas contas do teatro. As suspeitas que eles apontam sobre Neschling, porém, são de outra natureza. Os delatores dizem que houve conflito de interesses nas contratações comandadas pelo maestro, e entre elas está a de um agente internacional que o representa no Exterior, o argentino Valentin Proczynski. Em nota, o maestro definiu o rompimento de contrato como "unilateral, ilegal e arbitrário". O maestro afirma se sentir traído e responsabilizou atuação do Ministério Público, a quem atribui pressão nos órgãos municipais por sua demissão. O promotor Arthur Lemos, responsável pelo caso, diz que "o Ministério Público investiga os fatos com muita cautela". Por nota, esclareceu ainda que "sem perder o respeito com os investigados e seus direitos individuais, a investigação criminal vai a fundo para que todos os fatos sejam desmantelados". 

Ações da JBS caem 10% após donos serem alvo de operação da Polícia Federal



As ações ordinárias da JBS, uma das maiores empresas de alimentos do mundo, fecharam em queda de 10,04%, a R$ 11,20, nesta segunda-feira (5), liderando o ranking de maiores baixas do Ibovespa.  Os papéis reagiram à Operação Greenfield, da Polícia Federal e que investiga supostos desvios nos quatro maiores fundos de pensão do Brasil. Os irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da J&F, holding proprietária da JBS, foram alvos de busca e apreensão e condução coercitiva. Wesley depôs na manhã desta segunda-fera. Como está fora do País, Joesley não foi levado à Polícia Federal. 

Petros e Funcef detêm 17% da Eldorado Brasil, alvo da operação da Polícia Federal

Os fundos de pensão Petros (dos empregados da Petrobras) e Funcef (da Caixa), alvos da Operação Greenfield deflagrada pela Polícia Federal, são donos de 17,06% da Eldorado Brasil, enquanto a J&F Investimentos - da família Batista, dona da JBS - detém 80,9% das ações da companhia. O escritório da Eldorado em São Paulo também foi alvo de busca e apreensão. A operação investiga irregularidades em grandes fundos de pensão do País — Petros, Funcef, Previ e Postalis, todos ligados a estatais. A Eldorado opera uma fábrica de celulose em Três Lagoas (MS), que entrou em atividade em novembro de 2012 após investimento de R$ 6,2 bilhões. E planeja construir uma nova linha, com investimentos de R$ 10 bilhões somente no projeto industrial, com provável novo aporte de capital dos atuais acionistas. O presidente da Eldorado, José Carlos Grubisich, indicou que a companhia pretende levantar entre R$ 3 bilhões e R$ 3,5 bilhões por meio de equity, incluindo a possibilidade de uma oferta pública inicial de ações (IPO). O FI-FGTS, por sua vez, poderia participar do projeto de expansão com financiamento de R$ 1,3 bilhão a R$ 1,5 bilhão. Outros R$ 2,5 bilhões podem ser financiados pelo BNDES, R$ 1,5 bilhão pelo Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste e cerca de US$ 700 milhões de agências de crédito à exportação da Europa e da Ásia. Essa é a segunda vez em pouco mais de dois meses que a Eldorado é alvo de busca e apreensão da Polícia Federal. Em 1º de julho, a Polícia Federal deflagrou a operação Sépsis, uma fase da operação Lava-Jato, com base em depoimento de delação premiada do ex-vice-presidente da Caixa Econômica Federal, Fábio Cleto, indicado por Eduardo Cunha, que revelou a existência de um suposto esquema de propina para liberação de recursos do FI-FGTS. Segundo Cleto, o empréstimo de R$ 940 milhões fechado pela Eldorado junto ao fundo para financiar obras relacionadas a sua primeira fábrica teria sido tratado diretamente por ele com o presidente do conselho de administração da companhia, Joesley Batista. Para liberar os recursos, Cleto teria recebido R$ 680 mil em propina. Logo após a operação, a Eldorado contratou o escritório de advocacia Veirano Advogados e a Ernst & Young “para apuração das alegações relacionadas ao processo de financiamento com FI-FGTS”. 

Santander e Bradesco Asset estão entre os alvos da operação da Polícia Federal

A Operação Greenfield, deflagrada na manhã desta segunda-feira, cumpriu mandados de busca e apreensão em empresas de diversos segmentos da economia, de instituições financeiras a empreiteiras. No total, 38 pessoas jurídicas e 74 pessoas físicas, foram alvos de busca e apreensão. Entre os alvos de busca e apreensão estão: Santander, Bradesco Asset Management, Brookfield, Sete Brasil, Deloitte, Ecovix, Engevix, WTorre, Invepar, OAS e a vice-presidência de gestão e ativos da Caixa Econômica Federal. A operação apura a atuação dos gestores dos fundos de pensão e das empresas que recebiam investimentos desses fundos. A investigação que culminou na Operação Greenfield começou em 2014 com base em uma representação do PSDB, que dizia que PT e PMDB estavam aparelhando fundos de pensão. Depois, a Previc, órgão que fiscaliza os fundos de pensão, fez uma representação junto à Procuradoria Geral da República sobre problemas financeiros nos fundos. A suspeita era de que havia manipulação nos investimentos realizados. As representações junto ao Ministério Público Federal são recorrentes, inclusive as feitas por partidos políticos. 

Senadores do PMDB teriam recebido propina de Belo Monte

Inquérito no Supremo Tribunal Federal mostra que a Polícia Federal encontrou “indício de que o PMDB e quatro senadores do partido receberam propina das empresas que construíram a usina de Belo Monte, no Pará, por meio de doações legais”. Entre os indícios está o fato de o PMDB ter recebido R$ 159,2 milhões, nas eleições de 2010, 2012 e 2014, de empresas que compõem o consórcio responsável pela construção da hidrelétrica. Esse valor representa a soma das doações dessas companhias para o diretório nacional, diretórios estaduais e comitês financeiros da legenda. O PMDB é acusado de ter recebido propina em Belo Monte “porque o partido indicou o ministro de Minas e Energia (Edison Lobão) e controlava as empresas da área”. Segundo delatores da operação Lava-Jato, como o ex-presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo, o consórcio responsável por Belo Monte pagou propina de 1% sobre o valor do contrato (R$ 13,4 bilhões), ou seja, R$ 134 milhões. Já o ex-senador Delcídio do Amaral teria dito a investigadores que senadores peemedebistas comandavam esquemas de desvios de empresas do setor elétrico: Renan Calheiros (AL), presidente do Senado, Jader Barbalho (PA), Romero Jucá (RR) e Valdir Raupp (RO). 

Polícia Federal prendeu dois atuais diretores do fundo de pensão da Caixa Econômica Federal


A Polícia Federal prendeu nesta segunda-feira, na Operação Greenfield, Carlos Augusto Borges e Maurício Marcellini Pereira, diretores de Participação Societária e de Investimentos do Funcef (Fundo de Pensão dos Funcionários) da Caixa Econômica Federal (CEF). Eles estão entre os setes investigados da operação que tiveram prisão temporária decretada pela 10ª Vara Federal de Brasília. Eles são suspeitos de envolvimento em fraudes que resultaram em prejuízos milionários para o Funcef. Também foram na mesma operação os ex-presidentes do Funcef, Carlos Alberto Caser e Guilherme Lacerda. Os outros três presos também são ex-diretores do Funcef. O Fundo é o alvo central desta primeira etapa da Greenfield, embora a investigação tenha alcançado operações do Postalis, Previ e Petros. 

Operação Greenfield investiga a empreiteira Bolognesi no Rio Grande do Sul


A operação de busca e apreensão ocorreu nesta segunda-feira na sede do Grupo Bolognesi, em Porto Alegre. Em 2012, a Bolognesi comprou a Multiner, empresa de investimentos em energia montada por ex-dirigentes da Eletrobras com recursos de um Fundo de Investimentos em Participações (FIP) formado por oito fundações, entre as quais Petros, Funcef e Postalis, algumas das investigadas na Greenfield. As atas de constituição da Bolognesi Energia, que sucedeu a Multiner, como outros documentos, estavam na sede da empreiteira em Porto Alegre e foram entregues para a Polícia Federal. A Bolognesi Energia ainda capitaneia o projeto de uma termoelétrica em Rio Grande. Os fundos de pensão funcionam como um dos elos do capitalismo de compadrio que marca o País. Os apelos por "abrir a caixa-preta" dessas entidades vêm de décadas. Assim como financiam projetos de desenvolvimento no país, os poderosos fundos de pensão e seus investimentos bilionários estão e estiveram envolvidos em quase todos os escândalos recentes. Estudo divulgado no início deste ano situou os ativos dos fundos nacionais em US$ 180 bilhões, um acréscimo de US$ 45 bilhões desde 2005. O levantamento da Willis Towers Watson, consultoria global focada em gestão de risco e seguros, situou o Brasil em sexto lugar no aumento de volume de recursos de fundos de pensão em 19 países.

Liminar que garante auxílio-moradia a juízes completa dois anos e provoca rombo de bilhão


Neste mês fará aniversário de dois anos a liminar do ministro Luiz Fux que garantiu um extra de 4 377 reais para juízes travestido sob o nome de “auxílio-moradia”. O pagamento do benefício já ultrapassou a casa do bilhão para os cofres públicos e não pode ter sua validade julgada enquanto Fux não levá-lo ao plenário do Supremo. Na corte, há quem aposte que Fux vai se aposentar sem permitir que o benefício seja apreciado por seus pares. Ele sabe que, muito provavelmente, o extra será derrubado, uma vez que a maioria dos ministros é contra o auxílio e o considera descabido, para dizer o mínimo.