quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Eliseu Padilha demite Fábio Medina Osório, o ministro da Advocacia Geral da União

Brasília entrou em polvorosa no final da tarde e início da noite desta quinta-feira. O ministro chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, uma espécie de Cardeal Richelieu do governo Temer, chamou em seu gabinete o ministro Fabio Medina Osório, chefe da Advocacia Geral da União, para demiti-lo. E disse a ele: "Você está fora! Peça demissão ou eu vou demiti-lo!" O que o Richelieu gaúcho não imaginava ouvir, ele ouviu. Fábio Medina Osório retrucou: "Pode me demitir, então!" Eliseu Padilha foi quem indicou Fábio Medina Osório para a Advocacia Geral da União, sem conhecê-lo (aparentemente, porque o núcleo próximo a Michel Temer não tinha a menor idéia de nomes para cargos federais no primeiro momento), mas se arrependeu logo de cara quando o advogado abriu várias ações indenizatórias contra as grandes empreiteiras do Petrolão do PT, exigindo a restituição aos cofres públicos de mais de R$ 12 bilhões. Fábio Medina Osório foi cobrado pessoalmente por Michel Temer a agir com "fidelidade" ao governo. A situação foi pacificada, mas Padilha passou a plantar notinhas na imprensa contra o Advogado Geral da União, conforme o site O Antagonista. A gota d'água foi o pedido ao Supremo para ter acesso aos inquérito da Lava Jato, com o objetivo de mover ações de improbidade contra autoridades envolvidas no Petrolão do PT, como os petista Sérgio Gabrielli e Gleisi Hoffmann, e o peemedebista Sérgio Machado. Eliseu Padilha passou a despachar diretamente com a advogada da Advocacia Geral da União, a petista Grace Mendonça, que deixou de cumprir as ordens de Fábio Medina Osório. Na reunião agora à noite, ele disse que falava em nome de Michel Temer. Se for verdade, esse é o início do fim do governo, assegura o site O Antagonista, que acrescenta: "O Antagonista ouviu agora de um dos principais assessores de Michel Temer, que entrou no circuito para tentar impedir a demissão de Fabio Medina Osório. Padilha tomou conta do governo!" Na reunião ocorrida na Casa Civil, no início da noite, Fábio Medina Osório disse que só aceitaria ser demitido pelo próprio Michel Temer. Eliseu Padilha, colérico, rebateu: "Não vou deixar você falar com ele!" Quando assumiu a Advocacia Geral da União, Fábio Medina Osório deu demonstrações claras de que recobraria a independência do órgão de Estado, sequestrado pela gestão petista desde o início do governo Lula. Passaram pela AGU nos últimos anos os petistas Álvaro Augusto Ribeiro Costa, Antonio Dias Toffoli, Luis Inácio Adams e José Eduardo Cardozo. Desde o início, Eliseu Padilha queria uma Advocacia Geral da União a seus pés e disse diversas vezes nos bastidores que Fábio Medina Osório não havia entendido sua missão: "Ele tem que ser o AGU do Temer!" Conclui O Antagonista: "O que Padilha quer é mais um Cardozo, um Adams, um Toffoli". Já começa a exalar um cheiro pobre do Palácio do Planalto. A briga arranjada por Eliseu Padilha é ruim porque Fábio Medina Osório é originário do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul. Ele conhece muito bem os potrilhos do seu piquete. 

Resultado do Ideb comprova, o regime da Orcrim petista conseguiu destruir a educação pública, o que já era ruim ficou muito pior



Nos países que primam pela excelência, os anos finais do ciclo escolar consolidam o conhecimento acumulado ao longo do trajeto e mais: preparam os estudantes para se tornar gente pensante, produtiva, inovadora. Oferecer um bom ensino médio é, portanto, crucial para pavimentar o caminho do jovem, seja para a vida acadêmica ou qualquer ofício que lhe dê bom rumo na vida. Essa é a história contada do ponto de vista do ideal. A realidade no Brasil é muito mais árida, como mostra o novo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) divulgado nesta quinta-feira. Um dado apenas já dá o tom da catástrofe: a matemática no ensino médio obteve o pior resultado desde 2005. Não avançou um décimo. Ao contrário, retrocedeu. Na última avaliação, referente a 2013, apenas 9% dos alunos apresentavam aprendizado considerado adequado na disciplina, número que junta as escolas públicas às privadas. Segundo os números de hoje, o porcentual é menor, entre 8% e 9%. Em 1999, eram mais: 12%. Já em português, houve leve melhora, considerada insignificante do ponto de vista estatístico. Vista ao longo do tempo, inclusive, a média caiu: em 2009 chegou a ser melhor. Não resta dúvida de que há algo de muito errado no ensino como um todo – afinal, o adolescente que chega ao nível médio vem, em geral, com base fraca para enfrentar os novos desafios intelectuais que se apresentam. Também não há dúvida de que este modelo de ensino médio, uma “jabuticaba brasileira”, é um grande equívoco. “O Brasil precisa fazer uma mudança radical aí, e já”, afirma Mozart Neves Ramos, diretor do Instituto Ayrton Senna. “O retrocesso em matemática significa uma queda no preparo dos alunos para o século XXI, em que as matérias de exatas são fundamentais para inserir o estudante no mundo”, reforça Priscila Cruz, diretora da ONG Todos pela Educação. O ensino médio brasileiro é o menos flexível do mundo. Todos os alunos seguem o mesmíssimo enfadonho roteiro, independentemente de suas aptidões e interesses. O problema começa com a engessada e volumosa grade de matérias: são treze disciplinas obrigatórias, espremidas em um turno de quatro horas de aula. Na prática, já se mediu, contando-se toda a perda de tempo na escola, a jornada de estudos não passa de duas horas e meia, em média, no Brasil. Em alguns países, o aluno tem mais liberdade para escolher as matérias; noutros, pode optar entre tipos de escola diferentes, das mais acadêmicas às mais técnicas. Os outros dois níveis testados pelo MEC foram o quinto e o nono ano do ensino fundamental. Os mais novos tiveram avanço. Aumentaram 12 pontos a proficiência em língua portuguesa e oito em matemática. Parte do progresso está ligado ao programa Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, que ensina a criança a ler e a escrever até os oito anos. Presidente do Instituto Alfa e Beto, o especialista João Batista Oliveira faz uma ponderação: “Nas séries iniciais fatores externos ao ensino, como melhoria de renda e de escolaridade dos pais, pesam mais. Não é conclusivo, portanto, dizer que houve um avanço no ensino propriamente.” E completa: “Se estivéssemos diante de uma melhora relevante na sala de aula, isso se refletiria também nas outras séries.” De fato, o segundo ciclo do ensino fundamental, antigo ginásio, segue avançando, mas em ritmo lento. Quanto ao ensino médio, já em 1950 o sistema daqui espantou o prêmio Nobel de Física Richard Feynman (1918-1988), em viagem ao Brasil. Em nenhuma outra parte Feynman vira tanta matéria e tão pouco aprendizado – “um paradoxo fadado ao fracasso”, concluiu. Passou da hora de mudar. A boa notícia é que o atual ministro, Mendonça Filho, trabalha por isso no Congresso, onde tramita um projeto de lei flexibilizando o atual modelo. “Urge a reforma do ensino médio. Não se pode ficar passivo aguardando o ano letivo do próximo ano”, diz o ministro. É preciso vencer a resistência de corporações que preferem deixar tudo como está. Que não seja preciso esperar mais décadas e mais resultados ruins para fazer o que parece óbvio.

No ranking da educação pública nas capitais, Curitiba segue no topo; Porto Alegre é um desastre, a última colocada



Os resultados do Ideb mostram que os maiores avanços gerais ocorreram na 5ª série – 8 pontos em matemática e 12 pontos em língua portuguesa. Uma análise do desempenho do aprendizado nas capitais nas duas disciplinas revela que, embora Curitiba permaneça consistentemente na ponta em todos os rankings, Nordeste, Norte e Centro-Oeste deixaram para trás as áreas desenvolvidas e apresentam as melhoras mais significativas. Em duas comparações, uma de longo prazo (entre 2005 e 2015) e outra de curto prazo (entre 2013 e 2015), as estrelas entre as capitais são Palmas, Fortaleza e Manaus. Além de estarem no grupo que aumentou mais de quarenta pontos na década, tanto em matemática quanto em português, as três também apresentam elevação de mais de dez pontos (acima da média, que foi oito) na primeira disciplina e de mais de quinze na segunda, no período mais recente. “Isso demonstra que nesses municípios o ganho vem sendo consistente”, diz o especialista em educação João Batista Oliveira, presidente do Instituto Alfa e Beto. Oliveira também chama a atenção para quatro capitais, igualmente distantes das áreas mais desenvolvidas, que só mostram avanço agora, entre 2013 e 2015 – Salvador, Vitória, Porto Velho e Belém. “São casos interessantes porque refletem políticas dos atuais prefeitos”, observa. Na outra ponta da tabela, ressalta-se a queda de desempenho no Rio de Janeiro e, no prazo mais longo, o crônico e agudo resultado medíocre de Porto Alegre em língua portuguesa e de Campo Grande e João Pessoa em matemática. Quanto a Porto Alegre não há muito a estranhar, porque as escolas públicas são antros de drogadição, como o Colégio Estadual Julio de Castilhos, professores demonstram completo desinteresse e os alunos são também lastimáveis. 









Empreiteiro José Antunes Sobrinho escondeu esquema na Funcef em sua negociação de delação premiada na Lava Jato


O empreiteiro José Antunes Sobrinho, da Engevix, que vinha negociando delação premiada com o Ministério Público Federal, nunca mencionou aos investigadores com quem negociava sua participação no esquema que fraudou o Fundo de Pensão dos Funcionários da Caixa (Funcef), desvendado pela operação Greenfield. Segundo o Ministério Público Federal, José Antunes Sobrinho foi um dos cabeças do esquema que desviou recursos do Funcef por meio do Fundo de Investimento em Participações (FIP) Cevix, criado para investir recursos do fundo na Cevix Energias Renováveis S/A.

Teori nega ação em que Dilma queria anular votação do impeachment



O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, negou nesta quinta-feira liminar em mandado de segurança em que a defesa da ex-presidente Dilma Rousseff pedia a anulação da votação do processo de impeachment no Senado Federal. Dilma foi destituída do cargo no último dia 31 de agosto por 61 votos a 20, mas o advogado dela, o ex-ministro José Eduardo Cardozo, alegava que deveria ser feito uma nova votação sem levar em conta dois artigos da Lei 1.079, de 1950, usados pela acusação para imputar crimes de responsabilidade. Ela também alegava que o peemedebista Michel Temer não poderia ocupar a presidência da República até o julgamento final. No recurso, Cardozo argumentava ainda que trechos da Lei do Impeachment (Lei 1.079) deveriam ser declarados inconstitucionais por serem mais abrangentes que a Constituição. Na prática, a estratégia era retirar base legal utilizada para incriminar Dilma. O defensor da petista pontuava ainda que o relator do processo na comissão especial do Senado, Antonio Anastasia (PSDB-MG), incluiu mais decretos de liberação de crédito suplementar em seu parecer do que os documentos considerados pela Câmara dos Deputados, o que prejudicaria a defesa. “Estas graves violações ao ordenamento jurídico ocorreram no processo que culminou com a condenação da Impetrante”, diz o documento. Na Lei de 1950, constam como crimes de responsabilidade do presidente: ordenar despesas não autorizadas por lei ou sem observância das prescrições legais relativas às mesmas; abrir crédito sem fundamento em lei ou sem as formalidades legais; contrair empréstimo, emitir moeda corrente ou apólices, ou efetuar operação de crédito sem autorização legal; alienar imóveis nacionais ou empenhar rendas públicas sem autorização legal; negligenciar a arrecadação das rendas impostos e taxas, bem como a conservação do patrimônio nacional. Já a Constituição diz que são crimes de responsabilidade do chefe do Executivo os atos contra: a existência da União; o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos Poderes constitucionais das unidades da Federação; o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais; a segurança interna do país; a probidade na administração; a lei orçamentária; o cumprimento das leis e das decisões judiciais. O artigo 11 também possui um parágrafo único que diz que “esses crimes serão definidos em lei especial, que estabelecerá as normas de processo e julgamento”. Comparando o sistema eleitoral brasileiro com o americano, a defesa de Dilma também tentou emplacar argumentos políticos no recurso para anular o impeachment e havia afirmado que o pluripartidarismo no país abriu caminho para que o vice-presidente conspire contra o presidente, uma vez que as eleições são disputadas por chapas integradas por candidatos de diferentes partidos. “Ao invés de cooperar com o presidente, no sentido da garantia da governabilidade, o vice-presidente tem fortíssimos estímulos institucionais para se engajar em conspirações.”  Os problemas do pluripartidarismo, porém, não apareceram no impeachment do ex-presidente e atual senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) porque, naquela ocasião, de acordo com a defesa da ex-presidente, “todas as forças políticas de relevância no Brasil apoiavam o impeachment do presidente [Collor]”. “O impeachment foi objeto de consenso”, diz o texto. “Essa consensualidade garantiu que o julgamento abarcasse grau razoável de juridicidade, e as disfunções do impeachment em um sistema pluripartidário e excessivamente pragmático, como o brasileiro, não se revelaram.”

Por 10 a 1, STF nega suspender processo de cassação de Eduardo Cunha



O Supremo Tribunal Federal rejeitou nesta quinta-feira, por 10 votos a 1, um pedido do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para suspender o processo de cassação do qual é alvo na Câmara dos Deputados. A defesa de Cunha havia protocolado um mandado de segurança, solicitando a anulação de todo o procedimento, desde o início da instrução probatória até as votações que aprovaram o parecer do Conselho de Ética, sob a alegação de que não foi respeitado o devido processo legal e o direito à ampla defesa. O relator do processo, ministro Luís Roberto Barroso, votou contra o pedido, argumentando que o Supremo só deve intervir em questões legislativas para assegurar o cumprimento da Constituição, o que não é o caso de Cunha. “Se a interpretação dada pela Casa Legislativa for razoável, não for absurda, o STF não interfere em miudezas de votação nominal ou eletrônica”, afirmou o ministro. Seguiram o voto do relator os ministros Edson Fachin, Teori Zavascki, Rosa Weber, Luiz Fux, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes, Celso de Mello e o presidente do STF, Ricardo Lewandowski. O único voto dissonante foi de Marco Aurélio Mello. “Não podemos potencializar a simpatia e mesmo a antipatia popular do impetrante”, afirmou Marco Aurélio. O advogado de Cunha, Marcelo Nobre, afirmou que o seu cliente está sofrendo “linchamento” e sendo julgado pela “capa”, em referências às denúncias que envolvem o peemedebista na Lava Jato. “Contra o meu cliente vale tudo. É o nome na capa, não é como um cidadão brasileiro”, disse ele. O ex-presidente da Câmara responde ao processo por quebra de decoro parlamentar por ter mentido à CPI da Petrobras, em março de 2015, sobre a existência de contas no exterior em seu nome. A sessão de votação do pedido de cassação está marcada para segunda-feira às 19 horas.

Teori nega pedido de defesa de Dilma para que Temer permaneça como interino


O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, negou o pedido liminar feito pela defesa da ex-presidente Dilma Rousseff para manter o presidente Michel Temer na condição de interino até que a Corte analise de forma definitiva os recursos sobre o impeachment da petista. No despacho, Teori afirma que só em "hipótese extremada" o Tribunal deve intervir de forma "precoce" - ou seja, em liminar - na decisão sobre impeachment de presidente da República. "Somente em hipótese extremada - em que demonstrada a existência, no processo de impedimento, de uma patologia jurídica particularmente grave - é que caberá uma intervenção precoce na decisão", escreveu o ministro. 

Ministra do STF dá prazo de 15 dias para partidos incluírem Dilma em ação

A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, deu prazo de 15 dias para que os partidos que questionam o fatiamento do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff emendem o recurso apresentado para incluir a petista como parte na ação. O pedido para que Dilma seja incluída no processo foi feito pelos advogados da petista. A relatora do caso entendeu que Dilma pode ser "direta e imediatamente" impactada pela decisão, o que justifica sua inclusão como parte. "Passível, a esfera jurídica individual de Dilma Vana Rousseff, de ser direta e imediatamente impactada por decisão a ser proferida no presente mandado de segurança, enquanto beneficiária do ato que deixou de impor a sanção de inabilitação para o exercício de função pública, impõe-se a emenda da inicial, com requerimento de citação da litisconsorte passiva necessária", decidiu a ministra. 

Saída de dólares supera entrada em US$ 10,559 bilhões no ano até dia 2 de setembro

O fluxo cambial do ano até 2 de setembro está no vermelho em US$ 10,559 bilhões, informou, nesta quinta-feira, o Banco Central. Em igual período do ano passado, o resultado era positivo em US$ 11,365 bilhões. A retirada de dólares pelo canal financeiro neste ano até 2 de setembro foi de US$ 43,034 bilhões. Esse resultado é fruto de entradas no valor de US$ 284,468 bilhões e de envios no total de US$ 327,503 bilhões. Este segmento reúne os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, remessas de lucro e pagamento de juros, entre outras operações. Já no comércio Exterior, o saldo anual acumulado ficou positivo em US$ 32,476 bilhões, com importações de US$ 82,604 bilhões e exportações de US$ 115,080 bilhões. Nas exportações estão incluídos US$ 20,941 bilhões em Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC), US$ 30,800 bilhões em Pagamento Antecipado (PA) e US$ 63,339 bilhões em outras entradas. Depois de registrar entradas líquidas de US$ 1,297 bilhão em julho, o fluxo cambial brasileiro ficou negativo em agosto em US$ 1,110 bilhão, informou o Banco Central. A saída de dólares pelo canal financeiro no período foi de US$ 3,785 bilhões, resultado de entradas no valor de US$ 35,872 bilhões e de retiradas no total de US$ 39,658 bilhões. Este segmento reúne os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, remessas de lucro e pagamento de juros, entre outras operações. Já no comércio Exterior, o saldo de agosto ficou positivo em US$ 2,676 bilhões, com importações de US$ 10,890 bilhões e exportações de US$ 13,565 bilhões. Nas exportações, estão incluídos US$ 2,166 bilhões em ACC, US$ 2,928 bilhões em PA e US$ 8,471 bilhões em outras entradas. O fluxo cambial da semana passada (de 29 de agosto a 2 de setembro) ficou negativo em US$ 201 milhões, informou o Banco Central. A retirada de dólares pelo canal financeiro foi de US$ 1,356 bilhão na semana, resultado de entradas no valor de US$ 6,596 bilhões e de envios no total de US$ 7,952 bilhões. Este segmento reúne os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, remessas de lucro e pagamento de juros, entre outras operações. No comércio Exterior, o saldo ficou positivo em US$ 1,155 bilhão no período, com importações de US$ 2,178 bilhões e exportações de US$ 3,333 bilhões. Nas exportações, estão incluídos US$ 671 milhões em ACC, US$ 708 milhões em PA e US$ 1,954 bilhão em outras entradas.

Temer recebe diretor de empresa norueguesa que adquiriu lote do pré-sal

O presidente Michel Temer reuniu-se, na manhã de hoje (8), com o diretor executivo da empresa norueguesa Statoil Óleo e Gás, Eldar Saetre. Em julho, o Conselho de Administração da Petrobras anunciou a venda para esta empresa norueguesa, por US$ 2,5 bilhões, de participações no bloco exploratório da Bacia marítima de Santos, que abrange parte do prospecto exploratório de Carcará – o primeiro lote no pré-sal a ser vendido. A transação faz parte do novo Plano de Parcerias e Desinvestimentos 2015-2016 que vem sendo implantado pela Petrobras. “O Brasil é muito importante para a empresa e estamos aqui para ficar. Em 15 anos já investimos US$10 bilhões aqui”, disse Saetre após o encontro com Temer. A empresa já vem extraindo petróleo no Brasil do Campo de Peregrino. “Assinamos o acordo do Carcará (BM-S-8) e agora aguardamos a aprovação das autoridades brasileiras para iniciar a extração. Assinamos também um memorando de entendimento com a Petrobras para futuras transações e operações conjuntas visando ao desenvolvimento de tecnologias”, acrescentou o diretor executivo. Ao deixar o encontro com Temer, Saetre comentou o encontro: “Conversamos sobre o clima para investimentos no Brasil. O mercado está complexo não apenas no Brasil, mas no mundo inteiro para a indústria de óleo e gás. Portanto ter sustentabilidade, previsibilidade, estabilidade e regras claras é algo muito importante para o desenvolvimento da indústria no Brasil”. Localizado na Bacia de Santos, o lote BM-S-8 é operado pela Petrobras, que detém 66% do empreendimento, em parceria com a Petrogal Brasil (14%), Queiroz Galvão Exploração e Produção (10%) e Barra Energia do Brasil Petróleo e Gás (10%). 

Banco Central tem lucro de R$ 72,56 bilhões com operações no mercado de câmbio

O Banco Central lucrou R$ 72,568 bilhões com operações de câmbio chamadas de swap cambial, equivalentes à compra ou venda de dólares no mercado futuro, de janeiro a 2 de setembro deste ano. Em todo o ano passado, o Banco Central teve prejuízo de R$ 89,657 bilhões. Somente nos dois primeiros dias de setembro, os ganhos ficaram em R$ 432 milhões. Em agosto deste ano, o resultado positivo ficou em R$ 4,250 bilhões. O Banco Central faz dois tipos de operação: swap cambial tradicional e swap cambial reverso. O nome da operação é swap (troca, em inglês) porque o Banco Central negocia contratos de troca de rendimentos no mercado futuro, envolvendo taxas de câmbio e de juros. Quando o dólar cai, o Banco Central registra lucro. Os resultados do Banco Central com essas operações são transferidos para os juros da dívida pública, aliviando as contas públicas quando os contratos de swap são favoráveis à autoridade monetária e precisando ser cobertos com as emissões de títulos públicos pelo Tesouro Nacional quando acontece o oposto. Por outro lado, quando o dólar cai há desvalorização das reservas internacionais, convertidas em reais. De janeiro a 2 de setembro, essa desvalorização ficou em R$ 273,713 bilhões. Esse resultado corresponde à rentabilidade menos o custo de captação.

Mercedes-Benz demite 370 trabalhadores que estavam em licença remunerada

A Mercedes-Benz confirmou hoje (8) que demitiu cerca de 370 colaboradores que estavam em licença remunerada desde fevereiro deste ano por "falta de atividade de trabalho". Segundo a empresa, os demitidos fazem parte do excedente de funcionários e são aqueles que não aderiram ao Plano de Demissão Voluntária (PDV) da empresa. Outros 300 funcionários que estavam em licença remunerada serão chamados para retornar ao trabalho. A Mercedes-Benz se comprometeu ainda a conceder estabilidade no emprego até dezembro de 2017 para os funcionários de São Bernardo do Campo. De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, hoje foi feita uma assembléia em frente à fábrica para comunicar que representantes do sindicato se reunirão durante a tarde com a empresa para tratar da situação dos funcionários demitidos.

Henrique Capriles denuncia cerco de grupos armados do governo genocida bolivariano em aeroporto venezuelano


O líder opositor venezuelano Henrique Capriles denunciou ter ficado sitiado por quatro horas por grupos armados ligados ao chavismo ao chegar na quarta-feira ao aeroporto da Ilha de Margarita, no Norte do país. No mesmo dia, milhares de manifestantes voltaram às ruas do país para exigir a realização de um referendo revogatório contra o ditador bolivariano Nicolás Maduro. “Já saímos. Ficamos quatro horas cercados por grupos armados do governo”, disse Capriles em um vídeo exibido na rede social Periscope na quarta-feira. O ex-candidato à presidência responsabilizou diretamente o ditador Maduro pelo incidente no aeroporto internacional Santiago Mariño, no estado de Nueva Esparta, ao acusá-lo de “buscar um morto”. “É muito grave o que fez o governo de Maduro”, completou Capriles. Capriles divulgou um vídeo no qual alertava que estava sitiado por “grupos armados do governo, encapuzados (...) Aqui há pessoas, há crianças, não sou apenas eu”. A denúncia foi feita dias depois de um protesto contra o ditador Maduro em Villa Rosa, periferia de Porlamar, maior cidade de Margarita. Segundo vídeos divulgados por líderes da oposição, os manifestantes cercaram o ditador, fazendo panelaço, durante o trajeto que ele percorria a pé. O líder opositor explicou que negociou com as autoridades aeroportuárias a saída das pessoas que estavam retidas no local, mas que ele permaneceu no aeroporto ao lado de deputados e prefeitos opositores. Entre sexta-feira e sábado da semana passada, 30 pessoas foram detidas após o protesto contra Maduro em Villa Rosa. Todas foram libertadas, com exceção do jornalista chileno-venezuelano Braulio Jatar.

Polícia deflagra megaoperação para prender suspeitos de matar candidatos na Baixada Fluminense


A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagraram na manhã desta quinta-feira uma megaoperação com o objetivo de apreender armas e objetos usados nas execuções de candidatos e pessoas envolvidas em campanhas eleitorais, na Baixada Fluminense. A Justiça expediu 14 mandados de busca e apreensão em casas, terrenos e galpões usados por suspeitos de participarem dos crimes em municípios da região, além de 12 pedidos de prisão temporária. Cerca de 150 policiais das três delegacias de Homicídios (Baixada, Capital e Niterói) participaram da ação, que apreendeu também quatro armas. Dos 14 assassinatos ocorridos nos últimos 10 meses, três homicídios de candidatos e de uma pessoa envolvida em campanhas eleitorais, na Baixada Fluminense, têm como motivação principal a disputa entre milicianos que atuam no furto de combustível da Petrobras e integrantes da “máfia do óleo” em Duque de Caxias. "Foi uma resposta que queríamos dar às organizações criminosas que estão cometendo homicídios na Baixada. As evidências para os três crimes bárbaros que ocorreram em Duque de Caxias, envolvendo pessoas ligadas à política, é de que a real motivação é a disputa pelos pontos com "bicas" (perfurações nos oleodutos da Petrobras), onde os criminosos furtam combustível. Nesta primeira etapa, estamos chegando aos negócios. Na próxima fase haverá as prisões dos autores dos crimes - disse o titular da DHBF, Giniton Lages. O promotor do Gaeco Fábio Correa que acompanha a operação, disse que as milícias tem como prática apoiar políticos com o dinheiro oriundo de atividades ilícitas. "Esse tipo de organização criminosa gravita na política a fim de obter benefícios. Uma outra etapa a ser investigada é onde esses recursos financeiros ilícitos estão sendo aplicados", disse o promotor. Uma das vítimas dos 14 casos investigados foi o pré-candidato Sérgio da Conceição de Almeida Júnior, o Berem do Pilar, cuja morte ocorreu no dia de 2 de julho na porta de casa, no bairro do Pilar. Ele entrou no mesmo ramo de negócios da organização criminosa: furto de combustível da Reduc. Segundo a DHBF, Denivaldo da Silva, assassinado quatro dias depois de Berem do Pilar, seria sócio do pré-candidato a vereador no novo empreendimento. A polícia descobriu, inclusive, que nos dois crimes foi usada a mesma pistola. A forma de atuação foi semelhante, com armas dos mesmos calibres. As duas execuções foram filmadas e comprovaram as semelhanças. O outro crime relacionado às execuções de Denivaldo e Berem é o homicídio de Leandro de Xerém. Além de morar no mesmo distrito da primeira vítima, Leandro da Silva, que tinha fama de andar com paramilitares no local, ligados à Denivaldo. Eles se apresentavam como "justiceiros". A polícia acredita que, pela brutalidade dos assassinatos, o propósito dos criminosos era o de servir de recado para outros que viessem a se aventurar nos negócios ilícitos da máfia dos combustíveis.

Apesar da maré desfavorável, Eduardo Cunha e aliados articulam pena alternativa

 

Apesar da maré desfavorável, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e seus aliados continuam articulando uma forma de aprovar em plenário uma pena alternativa à cassação do mandato. A maioria absoluta dos deputados federais já declarou que votará pela cassação do mandato do peemedebista, na sessão marcada para a próxima segunda-feira, 12 de setembro. Até o início da noite de quarta-feira, 267 parlamentares declararam que dirão sim à perda de mandato do parlamentar — dez a mais que os 257 necessários. Os aliados de Cunha, porém, usam como argumento o julgamento no Senado da mulher sapiens petista e ex-presidente Dilma Rousseff, que a tirou da presidência, mas deixou-a elegível para cargos públicos. Caso a tese do fatiamento prospere, pode haver mudança no caso de Edardo Cunha: entre os que não definiram sua posição sobre a cassação do mandato do peemedebista. Vários dizem que concordariam com uma pena mais branda ou com a manutenção dos direitos políticos dele. A votação do impeachment deu novo ânimo aos defensores do deputado, que agora entendem que são possíveis emendas e destaques ao relatório aprovado no Conselho de Ética. Caso esse entendimento prevaleça, pode ser aprovada uma pena mais branda, como a suspensão do mandato por meses ou a cassação, sem a perda dos direitos políticos por oito anos. Na quarta-feira, Cunha passou o dia em telefonemas para deputados.

Eduardo Cunha é notificado pelo Diário Oficial sobre data de seu julgamento na Câmara


Após três tentativas frustradas de notificar pessoalmente o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) sobre a data em que ocorrerá a sessão de julgamento de cassação de seu mandato, a Câmara dos Deputados publicou a notificação na edição do Diário Oficial da União desta quinta-feira. A notificação é assinada pelo presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que marcou para a próxima segunda-feira, 12, a sessão de julgamento de Cunha. Já há maioria na Câmara para cassar Cunha, deputado que deflagrou o início do processo de impeachment da mulher sapiens petista e ex-presidente Dilma Rousseff ao aceitar o pedido de impedimento feito pelos advogados Miguel Reale Junior, Janaína Paschoal e Hélio Bicudo, em dezembro do ano passado.  

Dilma e Temer são responsáveis pela prestação de contas de 2010, diz TSE

 

O Tribunal Superior Eleitoral informou à Polícia Federal que os responsáveis pela prestação de contas da campanha eleitoral da ex-presidente Dilma Rousseff em 2010 são ela, o atual presidente Michel Temer e o ex-tesoureiro José de Filippi Júnior. As informações foram pedidas pela Polícia Federal na instrução do inquérito sobre supostas irregularidades na campanha que resultou na primeira eleição da chapa Dilma e Temer. Segundo o TSE, a indicação sobre os responsáveis pela prestação de contas da campanha de 2010 da chapa Dilma e Temer estão nos autos de número 408.137, conforme protocolo número 41544, do tribunal. O documento foi protocolado no TSE em 30 de novembro de 2010, ou seja, logo após a campanha eleitoral. "Às folhas 2 de 3 dos autos em referência foram qualificados os seguintes candidatos: senhora Dilma Vana Rousseff, candidata a presidência da República, senhor Michel Miguel Elias Temer Lulia, candidato a vice-presidência da República, e o senhor José de Filippi Júnior, responsável pela administração financeira da campanha", informa o TSE em resposta à Polícia Federal. O ofício com as informações foi enviado à PF pelo presidente do TSE, Gilmar Mendes, na terça-feira. No inquérito a polícia investiga supostas irregularidades nas contas da campanha da chapa Dilma e Temer relacionadas a seis empresas. O inquérito foi aberto a pedido de Mendes. Depois de passar pelo Supremo Tribunal Federal, o inquérito foi devolvido recentemente à primeira instância da Justiça Federal.

STF tende a não modificar julgamento da mulher sapiens petista e ex-presidente Dilma Rousseff no Senado Federal

 

Embora boa parte dos ministros do Supremo Tribunal Federal considere juridicamente problemática a decisão do Senado de fatiar a condenação de Dilma Rousseff no processo de impeachment, é pequena a chance de se modificar a situação no julgamento dos recursos enviados à Corte. Isso porque uma decisão que cause uma reviravolta no caso — suspendendo todo o julgamento ou declarando Dilma inabilitada para o exercício de cargos públicos — traria um desgaste grande ao STF e aumentaria ainda mais a instabilidade política no País. A expectativa é que os ministros Rosa Weber e Teori Zavascki não levem os recursos ao plenário. Eles deverão decidir sozinhos, negando os pedidos de liminar. Porém, isso não acontecerá por ora. A tendência é que os dois esperem que diminua o clima de tensão em torno do tema. A decisão sobre o futuro de Dilma deve ficar para depois da votação do processo de cassação do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) pela Câmara — o que, por sua vez, deverá provocar nova enxurrada de recursos ao Supremo. Chegaram à Corte onze mandados de segurança e um habeas corpus questionando aspectos do processo de impeachment. Um desses mandados, movido pela defesa de Dilma e relatado por Teori, pede que a votação do processo seja anulada, sob a alegação de que houve irregularidades. Os adversários de Dilma entraram com dez mandados de segurança na Corte. Eles querem que o STF a impeça de exercer cargos públicos. Essas ações estão com Rosa Weber. Um cidadão comum também ajuizou habeas corpus em defesa de Dilma. O caso está no gabinete do ministro Edson Fachin, mas há pouca chance de ser analisado porque o autor da ação não tem legitimidade para representar por Dilma. Nos bastidores, ministros do STF têm conversado sobre a encruzilhada jurídica que envolve a polêmica. De um lado, é pacífico o entendimento de que o Senado não poderia ter fatiado o julgamento. Isso porque a Constituição é clara: da perda do cargo em processo de impeachment, decorre a inabilitação, por oito anos, para o exercício de função pública. A alternativa para o STF não anular todo o julgamento seria derrubar só a votação no Senado relativa à inabilitação. Porém, a avaliação no tribunal é que a solução seria ainda mais confusa que o resultado do julgamento no Senado. Os ministros avaliam que uma decisão individual negando a liminar, por não haver urgência no momento sobre a inabilitação, seria o ideal. A discussão sobre esse tema no plenário da Corte ficaria para o futuro, quando o impeachment de Dilma não for mais uma comoção nacional. Pautar o assunto agora, logo após a condenação do Senado, acirraria ainda mais os ânimos no mundo político e nas ruas, avaliam integrantes da Corte. Semana passada, o ministro Gilmar Mendes criticou a votação fatiada no Senado durante o julgamento de Dilma. Segundo o ministro do STF, que também preside o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a decisão foi “bizarra”. O fatiamento teve aval do presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowski, que presidiu o julgamento no Senado. Foi feito um destaque para votação em separado (DVS), o que permitiu preservar a elegibilidade de Dilma. — O que se fez lá foi um DVS, não em relação à proposição que estava sendo votada. Se fez um DVS em relação à Constituição, o que é, no mínimo, para ser bastante delicado, bizarro. (...) Vejam vocês como isso é ilógico: se as penas são autônomas, o Senado poderia ter aplicado à ex-presidente Dilma Rousseff a pena de inabilitação, mantendo-a no cargo. Essa é a tese. Então, veja, não passa na prova dos nove do jardim de infância do direito constitucional — disse Gilmar

Teori Zavascki diz que Lula tenta "embaraçar investigações" da Lava-Jato

 

O ministro Teori Zavascki, relator dos processos da Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), disse que a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta por diversas vezes embaraçar as investigações. A afirmação está na decisão do ministro de negar um pedido dos advogados de Lula para suspender um processo que tramita na 13ª Vara Federal de Curitiba, comandada pelo juiz Sergio Moro. A defesa alegou que um processo semelhante já corre no STF. Assim, Moro estaria usurpando competências do tribunal. Teori discordou. Embora reconheça que há semelhanças, ele destacou que em Curitiba é investigado o possível recebimento de vantagem indevida. No STF, está pendente um pedido de investigação contra Lula por formação de quadrilha, feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Por fim, Teori cita outro pedido em que a defesa de Lula alega que Moro usurpou competências do STF. "Tal quadro revela a insistência do reclamante (Lula) em dar aos procedimentos investigatórios contornos de ilegalidade, como se isso fosse a regra. Nesse contexto, é importante destacar que esta Corte possui amplo conhecimento dos processos (inquéritos e ações penais) que buscam investigar supostos crimes praticados no âmbito da Petrobras, com seus contornos e suas limitações, de modo que os argumentos agora trazidos nesta reclamação constitui mais uma das diversas tentativas da defesa de embaraçar as apurações", escreveu Teori. 


Há no tribunal pelo menos três reclamações do ex-presidente contra Moro. Nesta, em que houve decisão de Teori negando o pedido, a defesa de Lula cita algumas expressões utilizadas por Moro - como a de que Lula seria “o arquiteto do esquema criminoso que vitimou a Petrobras” - para destacar que se trata da mesma investigação em curso no STF. Teori rechaçou o argumento. "Com se vê, aquela autoridade (Moro) não emitiu qualquer juízo acerca da tipificação penal das condutas que seguem em investigação nos procedimentos objeto desta reclamação, não sendo suficiente, para justificar a viabilidade da ação constitucional, a afirmação do juízo reclamado de que o Luiz Inácio Lula da Silva seria 'o arquiteto do esquema criminoso que vitimou a Petrobras', como sugere o reclamante (Lula). Pelo contrário, tal expressão foi utilizada apenas para afirmar que 'o ex- Presidente […], nessa condição, teria recebido, dissimuladamente, vantagem indevida', hipótese que, no entanto, dependeria 'das provas ainda em apuração nos inquéritos'", escreveu Teori.

Apenas quatro Estados atingem metas do Ideb para ensino médio público

Apenas quatro Estados brasileiros alcançaram as metas de aprendizado para o ensino médio público, de acordo com o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgado nesta quinta-feira. Segundo o maior indicador da educação básica no País, somente as redes estaduais de Amazonas, Pernambuco, Piauí e Goiás atingiram os objetivos para este segmento escolar. Enquanto isso, 24 unidades da federação, entre elas Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará e Rio Grande do Sul, foram reprovadas. O ensino médio público é, em sua grande maioria, administrado pelos governos estaduais, enquanto às prefeituras cabe a gestão do ensino infantil e fundamental. Levando em conta também o desempenho do ensino médio privado em todo o país, a situação é ainda pior: apenas Pernambuco e Amazonas bateram suas metas para o ensino médio. O índice divulgado nesta quinta-feira se baseia em dados de 2015. O ensino médio do Rio de Janeiro ficou estagnado em relação à última avaliação, realizada em 2013 e divulgada em 2014. O estado fluminense manteve os mesmos 3,6 pontos de dois anos antes, ficando abaixo da meta estipulada de 3,7 pontos. Se consideramos também o desempenho da rede particular, a situação permanece a mesma: o Rio de Janeiro manteve os 4 pontos de 2013, abaixo da meta de 4,2 estabelecida para 2015. O ensino médio público de São Paulo passou de 3,7 para 3,9, mas ficou abaixo de seu objetivo, de 4,2 pontos. Em Minas Gerais, houve piora na situação. A nota do estado caiu de 3,6 para 3,5, deixando uma diferença grande para o objetivo pré-determinado, de 4,4. A maior queda de pontuação para esse segmento do ensino público foi observada no Rio Grande do Sul, que caiu de 3,7 para 3,3 pontos, muito abaixo da meta de 4,4 pontos estabelecida para 2015, quando os dados foram coletados. Criado em 2007, o Ideb, que considera o rendimento escolar (aprovação, reprovação e abandono) e o desempenho dos alunos em testes padronizados de português e matemática, divulga três pontuações: uma para os primeiros anos do ensino fundamental (1º ao 5º ano), outra para os últimos anos do ensino fundamental (6º ao 9º ano) e uma terceira, para o ensino médio. Graças ao Ideb, é possível avaliar a situação do ensino nos âmbitos nacional, estadual e municipal. Em relação ao Ideb de 2013, divulgado em 2014, houve uma pequena melhora no quadro nacional, já que, naquele ano, o segundo segmento do ensino fundamental não atingiu a meta para 2013.

Brasil não atinge metas para ensino médio e anos finais do fundamental

Pelo segundo ano consecutivo, o Brasil não atingiu as metas estabelecidas pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) para os anos finais do ensino fundamental e no ensino médio. Essa é outra poderosa demonstração do gigantesco desastre em que o regime da Orcrim petista lançou o Brasil. O objetivo em 2015 para o segmento que vai do 6º ao 9° ano era alcançar os 4,7 pontos, mas o País obteve apenas 4,5 pontos. No ensino médio, a distância é ainda maior entre a meta de 4,3 pontos e a média obtida, de meros 3,7. Já nos anos iniciais do ensino fundamental (4º e 5° anos), o Brasil atingiu 5,5 pontos, batendo com folga a meta de 5,2 pontos. Para o ministro da Educação, Mendonça Filho, o dado é “absolutamente negativo”. "Mostra que infelizmente o Brasil está mal", disse o ministro. Divulgado a cada dois anos, o Ideb é o principal indicador da educação básica no País. Criado em 2007, o índice, que considera o rendimento escolar (aprovação, reprovação e abandono) e o desempenho dos alunos em testes padronizados de português e matemática, divulga três pontuações: uma para os primeiros anos do ensino fundamental (1º ao 5º ano), outra para os últimos anos do ensino fundamental (6º ao 9º ano) e uma terceira, para o ensino medio. Além disso, o indicador tem metas estabelecidas até 2021. Graças ao Ideb, é possível avaliar a situação do ensino nos âmbitos nacional, estadual e municipal, tanto na rede pública quanto na privada. Segundo o índice, 20 Estados aumentaram suas notas para o ensino médio público em relação a 2013. Mesmo assim, apenas quatro unidades da federação alcançaram as metas estabelecidas para este segmento: Amazonas, Pernambuco, Piauí e Goiás. Enquanto isso, 24 unidades da federação, entre elas Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará e Rio Grande do Sul, foram "reprovadas", ou seja, não atingiram os objetivos. O ensino médio público do Rio de Janeiro ficou estagnado em relação à última avaliação, realizada em 2013 e divulgada em 2014. O estado fluminense manteve os mesmos 3,6 pontos de dois anos antes, ficando, portanto, abaixo da meta estipulada de 3,7 pontos. Se consideramos também o desempenho da rede particular nessa conta, a situação permanece a mesma: o Rio de Janeiro manteve os 4 pontos registrados em 2013, abaixo da meta de 4,2 estabelecida para 2015.

Ex-senador Luis Estevão escancara a corrupção em Brasília

Quem é o único bandido diplomado de Brasília? - indaga ex-senador. Preso na Papuda, Luiz Estevão revela que o dinheiro extorquido na CPI da Petrobras alimentou campanhas políticas no Distrito Federal - e responde à própria pergunta.


O empresário Luiz Estevão de Oliveira Neto é dono de uma fortuna que ele mesmo calcula em mais de 30 bilhões de reais. Primeiro senador cassado da história do País, ele cumpre pena na penitenciária da Papuda, em Brasília, por corrupção. Agora, o empresário poderá se transformar em uma das principais testemunhas da Operação Lava-Jato. Em conversas gravadas pela deputada distrital Liliane Roriz (PTB), Estevão confirma que o ex-senador Gim Argello teria recebido dinheiro de empreiteiras para que as empresas não fossem investigadas na CPI da Petrobras. A Operação Lava-Jato já tinha descoberto, a partir dos depoimentos de dois delatores, que o ex-senador Gim Argello recebeu 5 milhões de reais para preservar as empresas e os empreiteiros. Gim Argello foi preso em abril, na Operação Vitória de Pirro, a 28ª fase da Lava-Jato. Filha do ex-governador Roriz, Liliane teve 99% da campanha financiada pela UTC do empreiteiro propineiro Ricardo Pessoa, que não toca obras em Brasília. Foi esse dinheiro que Gim Argello extorquiu e injetou nas campanhas de seis candidatos no Distrito Federal. Nas gravações, Estevão deixa bem claro que o dinheiro ganho por Gim Argello alimentou as campanhas políticas, inclusive a de Liliane. A deputada havia justificado que a doação foi feita pelo PRTB e que a negociação tinha sido por intermédio do presidente de honra do partido, que é Luiz Estevão. Na gravação em poder do Ministério Público, Estevão diz à deputada: “Você, por exemplo, nessas eleições, não precisou tirar dinheiro do seu bolso. É uma situação que não se repete. Você não terá um Gim Argello, vice-presidente de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar a Petrobras, em que as empreiteiras, até então, não tinha começado a Operação Lava Jato, pagariam qualquer preço ao Gim para que ele evitasse que elas fossem convocadas para depor na CPI”. Na mesma gravação, Estevão confirma o que o valor transferido para a campanha de Liliane era “parte do negócio”. Estevão faz um resumo do que ele considera ser o perfil dos empreiteiros de Brasília: “Nessa cidade, de cada 100 caras, 90 são bandidos. E vivem de bandidagem, putaria e sacanagem. Vivem roubando, tomando dinheiro, cobrando comissão, entendeu? Fazendo negócio fajuto com o governo local, com o governo federal”. Estevão também faz seu autorretrato: “A cidade só tem um bandido que é conhecido, com diploma pregado na parede. Quem é o único bandido diplomado de Brasília? Diga, pode falar o que o seu sorriso está dizendo. Quem é o único bandido diplomado de Brasília? Pode dizer, quem é? Luiz Estevão”. 

Agora a mulher sapiens petista Dilma Rousseff terá a Polícia Federal na sua esteira

Dilma Rousseff vai ser presa. A jornalista Andreia Sadi informa que a Polícia Federal pediu ao TSE dados sobre a campanha de 2010 para instruir autos de inquérito policial.  Acabou a farsa da mulher honesta. O inquérito policial contra Dilma Rousseff refere-se à campanha de 2010, não tem nada a ver, portanto, com o pedido do PSDB ao TSE para investigar os crimes eleitorais de 2014. Trata-se de investigação da própria Polícia Federal. Vai todo mundo em cana.

O elo entre o dossiê contra Fernando Henrique Cardoso e o sumiço de bens da Presidência

No acórdão sobre a devolução dos "presentes" recebidos por Lula e Dilma em seus mandatos, o TCU também determinou audiência dos ex-secretários de Administração da Presidência, Norberto Temóteo de Queiroz e Valdomiro Luís de Souza. Eles terão de se explicar sobre os seguintes fatos: 1) não terem designado comissão de sindicância ou termo circunstanciado administrativo para a apuração dos fatos e responsabilidades pelos diversos extravios dos bens nas unidades da Presidência da República; 2) não terem identificado os responsáveis pelos danos causados, ante a comunicação sobre a existência de bens extraviados; 3) não terem assegurado a apuração tempestiva dos fatos e responsabilidades que deram causa aos extravios; contrariando os itens 8.12 da Norma Administrativa 18/98 e 10.2.1 da INSedap 205/88 c/c art. 11, inc. II, da Lei 8.429/92 e os princípios da eficiência (art. 37, caput, da CF/88) e da razoável duração do processo (art. 5,º LXXVIII, da CF/88). Temóteo é um antigo assessor da mulher sapiens petista Dilma Rousseff, tendo acompanhado a petista desde que era ministra de Minas e Energia. Em 2008, ele foi apontado como um dos responsáveis pela montagem do dossiê contra FHC com gastos do cartão corporativo, a mando de Erenice Guerra.

Jornal Valor diz que Eduardo Cunha já sonda a Procuradoria Geral da República sobre uma futura delação premiada

Eduardo Cunha já sondou a Procuradoria Geral da República sobre a possibilidade de fechar um acordo de delação premiada. Segundo o jornal Valor, "a sondagem foi feita por emissários que foram diretamente à Procuradoria Geral da República para consultar procuradores-chave da Lava Jato e saber se estariam abertos a negociar o acordo". E mais: "As conversas estão na fase inicial, ou seja, ainda não houve a redação de anexos com a indicação de políticos, operadores e empresários a serem delatados e nem a assinatura de um acordo de confidencialidade. Tratou-se mais de saber se as portas estariam abertas para Cunha". A Procuradoria Geral da República respondeu que, "se ele estiver disposto a entregar o que sabe, o Ministério Público estará totalmente disposto a ouvir".

Vendas do varejo em agosto despencaram pelo segundo mês consecutivo

O indicador de atividade do comércio mostrou queda de 1,1% na passagem de julho para agosto, descontada a sazonalidade, de acordo com os dados divulgados na última terça-feira pela Serasa Experian. O índice recuou pelo segundo mês consecutivo, visto que em julho a queda na margem foi de 1,2%.

Clima ruim determinou quebra da safra de grãos

O décimo segundo e último levantamento da safra 2015/16 de grãos no País confirmou a importante redução da produção registrada neste ano, conforme divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na terça-feira. A área plantada alcançou 58,3 milhões de hectares, o que representa leve crescimento de 0,7% ante a safra anterior, com expansão da área de soja em 3,6% e de milho 2ª safra em 10,3%. Em que pese o incremento de área, a produção total de grãos caiu 10,3%, somando 186,4 milhões de toneladas. Esse volume, por sua vez, ficou bem abaixo do inicialmente previsto para essa safra, de 212 milhões de toneladas. O principal fator de quebra da safra foi a estiagem registrada entre abril e maio nas principais regiões produtoras e as geadas no Paraná e no Sudeste. Todas as culturas de grãos apresentaram recuo ante a safra passada: algodão (-17,5%), arroz (-14,8%), feijão (-21,6%), soja (-0,8%), milho 1ª safra (-14,1%) e milho 2ª safra (-24,7%). Apenas o trigo registrou alta de 11,4%. Ante o que era esperado inicialmente, as expectativas para essas culturas também foram frustradas, resultando na alta dos preços nos meses recentes. A partir do próximo mês terá início o plantio da safra 2016/17 de grãos e, dada a boa rentabilidade percebida com os preços atuais, poderemos observar ampliação de área. Com isso, o que se espera é uma acomodação dos preços domésticos, aliviando a pressão de custos ocorrida nos segmentos de carnes e de leites e derivados. 

Conselho da BRF afasta Sérgio Rosa de comitê após operação Greenfield


O Conselho de Administração da BRF aprovou a suspensão de Sérgio Rosa do cargo de membro do comitê de auditoria da companhia, tendo em vista ordem judicial no âmbito da Operação Greenfield. A decisão foi tomada em reunião extraordinária do conselho da empresa de alimentos. A medida perdurará enquanto houver decisão judicial ou de autoridade competente que impeça o petista Sérgio Rosa de exercer função ou cargo de direção em empresa ou grupo empresarial ou até nova deliberação do conselho. A Polícia Federal deflagrou na última segunda-feira (5) operação para investigar suspeita de fraude nos fundos de pensão Previ, Petros, Postalis e Funcef com o cumprimento de mandados judiciais e o bloqueio de R$ 8 bilhões, determinado pela Justiça Federal de Brasília. O petista Sérgio Rosa é ex-presidente da Previ. A Justiça ainda determinou o afastamento imediato de 40 pessoas de função de direção de qualquer empresa ou grupo empresarial.

Queda bruta de 14,1% na produção de veículos em agosto empurrará produção industrial para baixo

A produção total de veículos, exceto máquinas agrícolas, somou 177.726 unidades em agosto, segundo os dados divulgados na terça-feira pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o que equivale a uma redução de 14,1% em relação a julho, descontada a sazonalidade. Todas as categorias apresentaram recuo no período, com destaque para a retração de 30,9% da produção de comerciais leves, seguida por caminhões, automóveis e ônibus, com redução de 11%, 10,5% e 3,8%, nessa ordem. No mesmo sentido, as vendas ao mercado interno recuaram 7,9% em relação a julho, na série livre de efeitos sazonais, registrando variação negativa em todas as categorias, com exceção de comerciais leves, que apresentou uma leve alta de 0,6% na margem. As vendas de ônibus caíram 38% e as de caminhões e automóveis registraram uma variação negativa de 13,4% e 9%, nessa ordem, também excetuados os efeitos sazonais. O recuo mais acentuado da produção em relação às vendas permitiu certo ajuste dos estoques, que caíram 6,6% em agosto ante o mês anterior, descontados os efeitos sazonais. Para os próximos meses, economistas como os do Bradesco, estimam leve recuperação das vendas, refletindo a melhora dos índices de confiança e a continuidade de ajuste dos estoques e da produção. Ainda vale dizer que esse fraco resultado da produção de veículos deve puxar para baixo o desempenho da indústria no período, após as altas observadas nos meses anteriores.

Grupo de mídia dos Estados Unidos compra empresa dona da categoria Fórmula 1


Em uma das maiores mudanças na Fórmula 1 nas últimas décadas, o grupo americano Liberty Media anunciou nesta quarta-feira a aquisição da principal categoria de automobilismo do mundo. A negociação, que atinge a cifra de 8 bilhões de dólares (mais de 25 bilhões de reais), pode trazer mudanças de impacto na F1, como a saída de Bernie Ecclestone, a maior presença da categoria nos Estados Unidos e uma nova forma de gestão da marca Fórmula 1. Em comunicado, a Liberty Media anunciou a compra imediata de 18,7% das ações da CVC Capital Partners, que detém o controle da categoria desde 2006. O grupo americano pagou em dinheiro 746 milhões de dólares (2,4 bilhões de reais) neste primeiro acerto da negociação. A finalização total do acordo deve acontecer no primeiro quadrimestre de 2017. Com o acerto, a Liberty Media assume as dívidas da F1, estimadas em 4,1 bilhões de dólares (mais de 13 bilhões de reais). Pelo acordo, a CVC Capital Partners seguirá como acionista da F1, porém sem o controle total e sem poder decisório sobre a categoria. Quando todas as negociações forem finalizadas, o grupo americano será renomeado para Formula One Group. Até lá Bernie Ecclestone, o chefão da categoria, será mantido no poder. O britânico de 85 anos, que reinou na F1 pelos últimos 40 anos, continuará sendo o CEO pelos próximos três anos. Mas agora responderá a um novo chefe. Chase Carey será o novo presidente do grupo, substituindo Peter Brabeck-Letmathe, que permanecerá no conselho administrativo. “Estou empolgado para assumir essa função na F1 e ter a oportunidade de trabalhar ao lado de Bernie Ecclestone, da CVC, e do time da Liberty Media. Eu admiro muito a F1 como uma franquia global de entretenimento esportivo, que atrai centenas de milhões de fãs a cada temporada, de todas as partes do mundo”, disse Carey. O novo presidente é aguardado com ansiedade pelo conselho da F1 em razão da grande experiência com mídia. Atual vice-presidente da 21st Century Fox e diretor da Sky News, ele deve dar uma nova visão de entretenimento para a categoria de automobilismo, que vem sofrendo com quedas de audiência e público nos últimos anos: “Eu vejo grande oportunidade de ajudar a F1 a desenvolver e prosperar em benefício do esporte, dos fãs, das equipes e dos investidores". Perto de se despedir da F1, algo que sempre pareceu improvável dentro da categoria, Ecclestone não se mostrou abalado com a grande mudança. “Gostaria de dar as boas-vindas a Liberty Media e a Chase Carey à Fórmula 1. Estou ansioso para começar a trabalhar com eles”, declarou Ecclestone. A saída do britânico, que deve acontecer somente em 2019, dá esperanças aos fãs que esperam ver renovação na categoria, principalmente no contato com o público. As dificuldades enfrentadas pela F1 com divulgação na internet e nas redes sociais sempre foram vistas como responsabilidade direta de Ecclestone, resistente à mudanças na categoria. A venda da F1 para o grupo de mídia americano ainda está sujeita à aprovação da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) e de entidades reguladoras da Europa.