terça-feira, 13 de setembro de 2016

Advogados petistas apresentam pedido de impeachment do ministro Gilmar Mendes no Senado Federal



Um grupo de advogados petistas e representantes de ongs também petistas apresentaram hoje (13) no Senado um pedido de impeachment do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal. Os autores são os advogados Celso Antônio Bandeira de Mello, Fábio Konder Comparato, Sérgio Sérvulo da Cunha e Álvaro Augusto Ribeiro da Costa; a militante Eny Raymundo Moreira; e o ex-deputado e ex-presidente do PSB, Roberto Amaral. No pedido, o grupo acusa o ministro de adotar “comportamento partidário”, mostrando-se leniente com relação a casos de interesse do PSDB e “extremamente rigoroso” no julgamento de casos de interesse do PT e de seus filiados, “nomeadamente o ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, não escondendo sua simpatia por aqueles e sua ojeriza por estes”.  Para os autores, o ministro tem ofendido a Constituição, a Lei Orgânica da Magistratura e o Código de Ética da Magistratura ao não atuar com imparcialidade e conceder frequentes entrevistas nas quais antecipa seus votos e discute o mérito de questões sob julgamento do STF. Além disso, eles acusam Gilmar Mendes de atuar de maneira desrespeitosa também durante julgamentos e utilizar o cargo a favor dos interesses do grupo político que defende. “O partidarismo do ministro denunciado chegou a extremos constrangedores quando do julgamento, pelo STF, da ADI 4.650-DF, interposta pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil para arguir a inconstitucionalidade das disposições legais que permitiam, nas eleições para cargos públicos, o financiamento por empresas privadas. Com a votação, a ADI praticamente decidida, o ministro requereu vistas dos autos (com o único objetivo, como ficou patente, de impedir a conclusão do julgamento) e com ele permaneceu durante longos 18 meses, frustrando a ação do STF”, cita o documento. O pedido de impeachment cita outros exemplos de situações em que o ministro teria faltado com o decoro e agido partidariamente, como quando fez “graves acusações à Procuradoria-Geral da República e aos procuradores de um modo geral” em razão de vazamentos de delações premiadas. E ainda quando criticou a Lei da Ficha Limpa, acusando seus autores de “bêbados”. Na opinião dos autores, o ministro tenta atuar como legislador ao sugerir e reclamar mudanças na legislação eleitoral, na condição de presidente do Tribunal Superior Eleitoral, criticando leis que “lhe cumpre aplicar”. A peça arrola como testemunhas o comunista cubanófilo Fernando Morais, a historiadora Isabel Lustosa, o jornalista e escritor José Carlos de Assis, o ex-deputado Aldo Arantes e o historiador e professor universitário Lincoln Penna e designa o ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Marcelo Lavenere, como advogado para acompanhar o processo no Senado Federal. Essa é a mais velha prática do petismo, intimidar todo mundo com processos, e que chega agora ao seu paroxismo, com petista abrindo ação contra um próprio ministro do Supremo Tribunal Federal. Jornalistas independentes e críticos do petralhismo estão habituados a isso, porque colecionam processo movidos por petistas ou serviçais do PT.

Shimon Peres é submetido a coma induzido após sofrer derrame

 
Shimon Peres, ex-presidente de Israel e Nobel da Paz, sofreu um derrame e foi levado às pressas para o hospital nesta terça-feira. Sob a escolta de agentes de segurança, foi submetido ao coma induzido na unidade de terapia intensiva e deverá fazer uma tomografia. Os médicos alertam que as suas condições são críticas, uma vez que, segundo o diretor do hospital que o recebeu, os exames iniciais detectaram que ele teve uma intensa hemorragia cerebral. "Seus médicos decidiram anestesiá-lo e colocá-lo sob assistência respiratória para facilitar a continuação do seu tratamento. Em alguns minutos, será submetido a uma tomografia para avaliar com mais precisão o seu estado", disse o comunicado da sua equipe. Segundo o "Ynet News", a decisão de internar Peres veio depois que ele disse ao seu médico pessoal que estava se sentindo fraco. Quando chegou ao hospital, os médicos o levaram à unidade de terapia intensiva e avaliam se ele deverá passar por uma cirurgia. Mais cedo, em um comunicado, a porta-voz Ayelet Frisch havia dito que ele estava estável e consciente. Peres, de 93 anos, sofreu em janeiro passado dois alertas cardíacos em dez dias e foi hospitalizado em duas ocasiões. Segundo seu médico particular, Rafi Valdan, a proximidade entre estes episódio é comum. Em nota, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, enviou uma mensagem a Peres: "Shimon, te amamos e a nação inteira deseja sua recuperação", disse. Último político da geração dos pais fundadores de Israel ainda vivo, Peres, ministro em inúmeros governos, assumiu em várias ocasiões as funções de primeiro-ministro e as de presidente entre 2007 e 2014.

Globo compra parte da Folha no controle do jornal Valor Econômico


O Grupo Globo comprou os 50% da empresa Valor Econômico S.A. que eram detidos pelo Grupo Folha. Com isso, a empresa que publica o jornal Valor Econômico passa a ser de propriedade exclusiva do grupo carioca. A operação ainda precisa ser aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Lançado em maio de 2000, o Valor é o maior jornal econômico do País. Registrou 61.184 exemplares vendidos em julho deste ano, segundo os dados mais recentes do IVC (Instituto Verificador de Comunicação). Na plataforma digital, a audiência é de 50 milhões de páginas acessadas ("page views") e 2 milhões de visitantes únicos em julho. Como é que a imprensa pode sobreviver com esses números? Como é possível que um País com mais de 204 milhões de habitantes somente 61 mil por dia tenham interesse em informações econômicas? É por isso que as elites fazem o que querem com o Brasil.  

GovernoTemer lança programa com 25 projetos em ao menos sete setores

 

O governo e Michel Temer lançou nesta terça-feira um programa de concessões e venda de ativos públicos como uma tentativa de reativar a economia com investimentos em infraestrutura e para inchar os cofres públicos com receitas adicionais pela cobrança de outorgas. Serão 25 projetos em pelo menos sete setores que devem chegar ao mercado no prazo de um ano, inclusive o de mineração, que não estava previsto anteriormente. Para deslanchar as obras, será anunciado um novo tipo de modelagem financeira, com menos risco para o empreendedor e uma participação diferenciada do BNDES — que deixará de ser o único financiador neste tipo de operação. Participarão do financiamento dos empreendimentos, além do BNDES e do Fundo de Investimento do FGTS (FI-FGTS), o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e bancos privados. A secretaria do PPI (Programa de Parcerias e Investimentos) confirmou que os presidentes do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal farão parte do conselho do programa, além de ministros do governo. O conselho é presidido pelo próprio presidente Michel Temer. Diferentemente dos programas do governo anterior, a meta agora é colocar dinheiro privado — nacional e estrangeiro — para sustentar os empreendimentos. Antes, o governo prometia empréstimos subsidiados do BNDES, mas, com a crise, os concessionários tiveram dificuldades para conseguir passar do empréstimo-ponte (concedido logo após a assinatura do contrato, para questões burocráticas e capital de giro) para o crédito definitivo. Agora, o empréstimo de longo prazo do BNDES deve ser contratado logo no início das obras. Na reta final de elaboração do “Projeto Crescer — Construindo um Brasil de oportunidades”, o governo decidiu atrair para o financiamento dos empreendimentos mais recursos públicos e a iniciativa privada. O FI-FGTS terá um papel na modelagem financeira dos projetos. Um decreto deverá ser publicado para melhorar o ambiente de emissão de debêntures de infraestrutura, ou seja, os títulos de crédito que depois podem ser negociados no mercado financeiro. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse ontem, em São Paulo, a uma platéia de empresários, que o programa de concessões é realista e permitirá que os empresários possam compará-lo e dizer “este é um investimento atrativo”. Meirelles afirmou que não se podem abrir licitações e “ver o empresários como inimigo”. O secretário do PPI, Moreira Franco disse que o objetivo do programa é criar um ambiente de confiança e previsibilidade, com regras transparentes para reconquistar a confiança de investidores e fazer a economia crescer. Um decreto retira da estatal Valec o papel de gestora da malha de ferrovias a ser concedida. Com a inclusão das ferrovias de integração Oeste-Leste (Fiol) e Norte-Sul no programa de concessões — além da Ferrogrão — a estatal deverá perder suas principais frentes de obras. Fonte de escândalos financeiros no passado, a Valec encontra-se em greve e poderá caminhar para a extinção após as mudanças. Entre as rodovias, só a BR-364/365 em Goiás e Minas Gerais e uma versão maior da rodovia Concepa (BR-101-RS) deverão ir a leilão no próximo ano. O anúncio trará a previsão de concessão das empresas de saneamento básico de Rio (Cedae), Pará (Cosanpa) e Rondônia (Caerd) apenas no primeiro semestre de 2018. O BNDES vai realizar três rodadas de reuniões com os Estados e o Distrito Federal, este mês, para apresentar proposta de apoio ao desenvolvimento de parcerias com a iniciativa privada no setor de saneamento. As reuniões, de cunho técnico, ocorrerão na sede do BNDES e serão precedidas de telefonema da presidente do banco, Maria Silvia Bastos Marques, aos governadores. A primeira rodada, no dia 20, incluirá Estados das regiões Norte e Centro-Oeste. O Rio de Janeiro participará da terceira rodada, prevista para o dia 23, junto com Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Minas Gerais. Entre as surpresas a serem incluídas no programa de concessões estão áreas para exploração de mineração com potencial para fosfato, ouro, cobre, carvão mineral entre outros, para serem leiloadas ainda este ano. Ainda no Ministério de Minas e Energia, há previsão de retomada de leilões de grandes usinas hidrelétricas em 2017. Serão leiloados os aeroportos de Fortaleza, Salvador, Porto Alegre e Florianópolis, ainda no primeiro trimestre de 2017; terminais portuários de combustíveis em Santarém e de trigo no Rio de Janeiro. O PPI incluirá ativos a serem vendidos pelo governo. No setor elétrico, serão vendidas seis distribuidoras de energia: Amazonas, Boa Vista, Acre, Alagoas, Rondônia e Piauí — a Celg, de Goiás, foi excluída, porque seu processo está em curso. Na lista dos ativos a serem postos à venda no curto prazo estão apenas Caixa Seguridade, Lotex (raspadinha da Caixa) e IRB. Deverá ser publicada uma resolução para padronizar e uniformizar regras das agências reguladoras, para dar mais segurança aos investidores que assumirem empreendimentos no programa.

Cai a cúpula da Cardiologia do Hospital Albert Einstein, uma das boutiques da saúde em São Paulo, por ligações espúrias com fornecedores de próteses


Um dos mais conceituados do País, o Hospital Albert Einstein, de São Paulo, demitiu um integrante da cúpula do setor de Cardiologia e decidiu denunciar à polícia dois de seus médicos sob suspeita de ligação "espúria" com um fornecedor da instituição. Esses médicos são suspeitos de receber pagamentos e favorecer uma empresa fornecedora de próteses cardíacas. Os cardiologistas denunciados, Marco Antonio Perin e Fábio Sandoli de Brito Júnior, estão entre os principais nomes do País na área e comandavam juntos o Centro de Intervenção Cardiovascular do Hospital Albert Einstein até junho passado. Perin foi demitido, e Brito Júnior, afastado do comando do centro que reúne tratamentos por meio de cateterismo para doenças cardíacas e circulatórias. Entre as intervenções no centro estão a angioplastia e o implante de stent – que, pela tabela do SUS, custam a partir de R$ 5.000,00. As primeiras denúncias chegaram à direção do hospital em maio passado e já tratavam do suposto envolvimento dos médicos. Essas denúncias traziam "diversas provas sobre o envolvimento espúrio", segundo comunicado do hospital. Em maio os nomes dos dois médicos foram retirados do expediente do hospital como chefes do centro. Uma das fornecedoras envolvidas no esquema seria a CIC Cardiovascular, que tem como sócia Fátima Martins, enfermeira do Hospital Albert Einstein nos anos 80 e que, em 2012, criou essa empresa. Uma investigação interna aberta logo após as denúncias analisou os e-mails corporativos e detectou repasses de dinheiro para contas de profissionais feitos por pessoas ligadas à essa fornecedora. Os contatos entre médicos e pessoas ligadas à essa empresa ocorriam ao menos desde 2012, via repasse de recursos e de viagens e presentes. Em junho de 2015, por exemplo, o médico Perin teria recebido da empresa pouco mais de R$ 200 mil, e seu colega Brito Júnior, R$ 100 mil. A apuração interna detectou um aumento de 541% na compra de stents farmacológicos nos anos de 2012 e 2013 e identificou ainda uma "clara preferência" dos médicos pelos produtos fornecidos pela empresa da ex-enfermeira do Hospital Albert Einstein. O caso foi levado à polícia para que seja investigado se os médicos determinaram a realização de implantes desnecessários de próteses, apenas para alavancar os lucros da fornecedora e receber comissões por isso. Antes de serem afastados, os médicos foram chamados para dar explicações à cúpula do hospital. Segundo relato de um integrante da investigação, ambos confirmaram o recebimento dos recursos, mas negaram irregularidade. Alegaram que os repasses eram de um empréstimo deles com a fornecedora. Cada um desses profissionais recebia salário acima de R$ 100 mil do hospital. O

Corregedora arquiva representação contra juiz da Operação Zelotes


A corregedora do Conselho Nacional de Justiça, Nancy Andrighi, ministra do Superior Tribunal de Justiça, determinou o arquivamento de um pedido de providências protocolado pelo deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) contra o juiz federal Ricardo Augusto Soares Leite. O parlamentar acusava o magistrado, na titularidade da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, de não ter dado "tramitação célere" das investigações criminais relativas à Operação Zelotes, que apurou irregularidades no Carf, conselho de recursos de contribuintes vinculado ao Ministério da Fazenda. Em sua decisão, a corregedora escreveu que "as alegações do requerente (Paulo Pimenta) não revelam a existência de indícios mínimos da prática de falta funcional pelo requerido (juiz federal), a justificar a atuação desta Corregedoria". "Essa conclusão se sustenta especialmente na ausência de demonstração de circunstâncias objetivas e subjetivas que pudessem sugerir comportamento doloso ou manifestamente desidioso do requerido (juiz) na sua efetividade jurisdicional", afirmou. A ministra também frisou que os fatos alegados por Paulo Pimenta "referem-se à atividade jurisdicional do magistrado", isto é, à ação profissional do juiz quando da aplicação do direito. Essa conclusão, segundo Nancy, impede que o CNJ possa agir, ainda que entendesse necessidade do contrário. "O exame de eventuais equívocos do magistrado no exame das medidas investigativas pleiteadas, objeto do presente expediente, apresenta natureza exclusivamente jurisdicional, a qual não se insere nas atribuições do Conselho Nacional de Justiça", escreveu a corregedora. Ela lembrou que, conforme a jurisprudência do CNJ, "se a conduta do juiz revelar indício de parcialidade, capaz de ensejar seu afastamento do julgamento do processo, a questão deve ser tratada na esfera judicial, por meio de exceção". Cita decisão de 2008 do então corregedor do CNJ, Cesar Asfor Rocha, sobre assunto semelhante. O pedido de providências contra o juiz foi protocolado por Pimenta em 24 de junho de 2015. O parlamentar alegou que, como membro da subcomissão permanente da Câmara dos Deputados que acompanha as operações da Polícia Federal sobre crimes contra o sistema tributário nacional, teria tomado conhecimento de supostas irregularidades do magistrado na condução da Zelotes. O juiz era o responsável pela operação, na condição de substituto da 10ª Vara Federal — meses depois o juiz titular, Vallisney de Souza Oliveira, retornou ao cargo. Na mesma época, o juiz Ricardo Leite virou um alvo de críticas do procurador da República no Distrito Federal que atuava na Zelotes, Frederico Paiva, porque o magistrado indeferiu pedidos de prisão, alguns mandados de buscas e apreensão e suspendeu escutas telefônicas. O procurador considerou que essas medidas prejudicaram o andamento da fase investigativa da Zelotes. Em resposta ao CNJ, o juiz Ricardo Leite afirmou que as decisões que proferiu no curso da Zelotes "obedeceram ao princípio do livre convencimento motivado, não tendo sido reformadas em grau recursal" pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Afirmou ainda que a "suposta morosidade e o acúmulo de processos são resultado da sobrecarga de demandas relacionadas a temas complexos" e que "os dados reais da produtividade revelam o incremento da eficiência da vara, com recente diminuição do acervo". Na decisão que eximiu Ricardo Leite, a corregedora do CNJ também fez referência a um procedimento em andamento, sobre as mesmas alegações de Pimenta, na "corregedoria local".

Cristina Kirchner é convocada pela Justiça argentina a depor pela segunda vez

Pela segunda vez desde que deixou a Casa Rosada, em dezembro do ano passado, a ex-presidente da Argentina, a peronista populista e muito incompetente Cristina Kirchner se apresentará à Justiça para depor. Nesta segunda-feira (12), ela foi convocada para prestar esclarecimentos sobre o direcionamento de obras públicas às empresas de Lázaro Báez. A audiência será em 20 de outubro. 


Báez, preso desde abril sob a acusação de lavagem de dinheiro, era um dos melhores amigos do marido de Cristina, o ex-presidente Néstor (2003-2007). O empresário foi também um dos maiores vencedores de licitações públicas sob o kirchnerismo (2003-2015). Além de Cristina e Báez, foram chamados para depor sobre o caso o ex-secretário de obras públicas, José López, e o ex-ministro de Planejamento, Julio De Vido. López está detido desde junho, quando foi pego tentando esconder US$ 8,9 milhões (cerca de R$ 29 milhões) em espécie em um convento na Grande Buenos Aires. Já De Vido está sendo processado por administração fraudulenta. Há suspeitas de que ele não controlou as condições de funcionamento da empresa de trens de Buenos Aires, o que culminou em um acidente, em 2012, no qual morreram 51 pessoas. O juiz Julián Ercolini convocou os políticos para deporem após pedidos de promotores, que afirmaram que existiu no país um "plano sistemático executado desde a Presidência e orientado a saquear o Estado através da designação de obras públicas viárias" para Lázaro Báez. Báez ainda é suspeito de ter pago propina em forma de aluguel de imóveis e de quarto de hotéis de empresas da família Kirchner. Esses casos de corrupção são os que mais preocupam a ex-mandatária. A investigação por suspeita de má administração de recursos públicos é tida como a mais frágil. O caso analisa a venda de dólares pelo Banco Central a preços inferiores aos de mercado, causando um prejuízo de 53 bilhões de pesos (R$ 12 bilhões) aos cofres públicos. Foi por essa causa que Cristina teve de se apresentar à Justiça, no último mês de abril. Na ocasião, ela foi acompanhada ao tribunal Comodoro Py, em Buenos Aires, por milhares de militantes.

Temer sanciona prorrogação por mais três anos do programa Mais Médicos

O presidente Michel Temer assinou nesta segunda-feira (12) a lei que prorroga por mais três anos o programa Mais Médicos, criado em outubro de 2013. A prorrogação do contrato dos médicos estrangeiros que chegaram em 2013 para atuar no Mais Médicos é hoje um dos principais impasses a serem resolvidos no programa, criado para aumentar o número de médicos no interior do País. A lei do Mais Médicos estabelece que a renovação do prazo de participação dos médicos estrangeiros só poderia ocorrer após a revalidação do diploma, por meio de exame aplicado em universidades públicas. Pelo texto sancionado, os profissionais podem permanecer mesmo sem ter o diploma revalidado. Antes, esses profissionais só poderiam atuar no programa por três anos, como intercambistas. 


A medida provisória que prorrogou a participação foi editada pela cassada presidente petista Dilma Rousseff ao fim de abril, sob protestos de entidades médicas e com apoio de associações de municípios. A Medida Provsória foi aprovada pelo Congresso em agosto e convertida na lei sancionada por Temer. Três organizações pediram ao Ministério da Saúde que os contratos fossem estendidos: Frente Nacional de Prefeitos, Associação Brasileira de Municípios e o Conselho Nacional de Saúde. Ao todo, 18.240 médicos atuam no Mais Médicos. Destes, 11.429 são cubanos, 1.537 são formados no Exterior e o restante, brasileiros. O Mais Médicos provocou polêmica ao recorrer a médicos estrangeiros para atendimento em áreas carentes de profissionais.

Sobrinho do governador petista Fernando Pimentel é levado pela Polícia Federal em nova fase da Operação Acrônimo


A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira mais uma fase da Operação Acrônimo. Estão sendo cumpridos seis mandados judiciais, sendo quatro de busca e apreensão e duas de conduções coercitivas em São Paulo, no Distrito Federal e no Paraná. Um dos alvos da condução coercitiva é Felipe do Amaral, sobrinho do governador de Minas Gerais, o petista Fernando Pimentel, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior entre 2011 e 2014. Ele é suspeito de ter recebido propina da montadora Caoa, em troca de intervenções feitas por Fernando Pimentel no Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior em favor da empresa. A sede nacional da rede de restaurantes Madero, em Curitiba, também foi alvos de buscas. A investigação aponta que o dinheiro teria sido usado por Felipe do Amaral para abrir no interior de São Paulo uma hamburgueria gourmet – que pertence à rede – da qual seu tio é sócio oculto. A ação foi autorizada pelo ministro Herman Benjamin, de Superior Tribunal de Justiça, relator da Operação Acrônimo no tribunal. Felipe Amaral foi citado na delação de Benedito Oliveira, o Bené, apontado como operador de Fernando Pimentel e que firmou acordo de delação premiada. Bené disse que Amaral recebeu o aporte financeiro para montar uma hamburgueria gourmet por solicitação de Fernando Pimentel. O dinheiro, segundo o delator, veio de uma propina de R$ 20 milhões paga pela Caoa, que teria negociado isenção fiscal com Fernando Pimentel na época em que ele foi ministro. O empresário Sebastião Dutra, dono da gráfica Color Print, teria, segundo investigadores, omitido notas fiscais falsas para uma das empresa envolvida na construção do restaurante. A gráfica também foi uma das fornecedoras para a campanha de Pimentel ao governo de Minas em 2014. A Operação Acrônimo foi deflagrada em 2015 e apura irregularidades no financiamento e na prestação de contas da campanha de Fernando Pimentel, que foi indiciado pela Polícia Federal, ao governo de Minas Gerais sob suspeita de corrupção passiva, tráfico de influência, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Em outras frentes, investiga suspeitas de favorecimento a empresas com empréstimos do BNDES, subordinado ao Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, pasta que foi comandada pelo governador petista. 

Câmara dos Deputados cassa o mandato de Eduardo Cunha por 450 votos, ele fica inelegível até 2027


O plenário da Câmara dos Deputados aprovou na noite desta segunda-feira (12) a cassação do mandato de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), colocando um ponto final em um conturbado processo iniciado em novembro de 2015. Anunciado às 23h50, o placar mostrou 450 votos pela cassação – 193 a mais do que o mínimo necessário –, contra apenas 10 pela absolvição. Houve nove abstenções. O caso foi marcado por protelações desde o ano passado. Eduardo Cunha era formalmente acusado na Câmara dos Deputados de mentir aos colegas ao negar, em março de 2015, ter "qualquer tipo de conta" no Exterior - frase dita meses antes de vir à tona a existência de dinheiro atribuído ao peemedebista na Suíça. Em discurso, Eduardo Cunha afirmou "pagar o preço" por ter autorizado a tramitação do processo de impeachment de Dilma Rousseff da presidência. "O PT quer um troféu para dizer que é golpe", ressaltou. Eduardo Cunha já estava afastado do mandato. Com a decisão da Câmara, fica inelegível até janeiro de 2027. Outra consequência da cassação deve ser a mudança do foro onde ele será investigado e julgado pelas acusações de ser um dos principais integrantes do esquema de corrupção na Petrobras. Com o foro privilegiado que o mandato lhe conferia, Eduardo Cunha responde a duas ações penais no Supremo Tribunal Federal, além de outras investigações relacionadas ao esquema. Agora, seu caso pode migrar para a Justiça Federal no Paraná, sob os cuidados do juiz Sergio Moro. A queda final de Eduardo Cunha ocorre 12 dias depois do afastamento definitivo da mulher sapiens petista Dilma Rousseff da Presidência da República. Os dois protagonizaram um dos principais embates recentes da política brasileira. Um dos deputados mais poderosos, Cunha foi o responsável por dar curso e liderar na Câmara o processo de impeachment de Dilma, com quem rompeu em 2015. Agora falta cassar o presidente do Senado Federal, Renan Calheiros, e meter na cadeia a alta nomenklatura petista que ainda está solta, com Lula, Guido Mantega, Antonio Palocci, Jaques Wagner, Edinho Silva, Aloizio Mercadante, Paulo Bernardo, Gleisi Hoffman e outros. Também chegou o momento de começar a tramitar o processo de extinção legal da Orcrim petista, o PT.