sábado, 17 de setembro de 2016

Israel prevê ataques de 1.500 foguetes diários em caso de guerra

Israel organiza a partir deste domingo em todo país um exercício de defesa para preparar os civis para uma "guerra total" que provavelmente implicará o lançamento de 1.500 foguetes diários contra seu território. "Guerra total em vários fronts, destruição de material e infraestruturas essenciais, ciberataques e lançamentos de mísseis em massa" fazem parte do exercício, que durará até 21 de setembro (quarta-feira), indicou o exército em um comunicado. O exercício se baseia em avaliações do comando de Defesa Civil, segundo as quais até 1.500 foguetes poderão cair por dia em Israel em caso de conflito. Os foguetes poderiam ser lançados simultaneamente pela organização terrorista Hezbollah libanês, no norte, e em menor proporção pela também organização terrorista Hamas, que dirige a Faixa de Gaza, no território palestino ao sul de Israel. Somente 1% dos foguetes alcançariam os imóveis, segundo as fontes militares, pois seriam impedidos pelo sistema antimísseis israelense, ou cairiam em zonas não habitadas. A Defesa civil distribui regularmente a todos os israelenses mapas com zonas de proteção em caso de ataque.

Campinas também tem eleição praticamente decidida, e não quer saber de PT

O Ibope divulgou, na noite desta sexta-feira (16), a segunda pesquisa de intenção de voto na corrida para a prefeitura de Campinas (SP). Ela indica os seguintes percentuais:
- Jonas Donizette (PSB) - 49%
- Dr. Hélio (PDT) - 12%
- Marcio Pochmann (PT) - 10%
- Artur Orsi (PSD) - 5%
- Marcela Moreira (PSOL) - 4%
- Marcos Margarido (PSTU) - 1%
- Surya Guimaraens (Rede) - 1%
- Edson Dorta (PCO) - 0%
- Jacó Ramos (PHS) - 0%
- Branco/Nulo - 14%
- Não sabe/Não responderam - 4%
Como se vê, Campinas não quer saber de PT e petistas. Esse é o primeiro levantamento que reflete o começo da propaganda eleitoral no rádio e na TV. Em relação à pesquisa anterior do instituto, entre 18 e 22 de agosto, tiveram variação positiva os candidatos: Jonas (+9 pontos), Pochmann (+5), Margarido (+1) e Surya (+1); enquanto tiveram variação negativa: Orsi (-3) e Ramos (-1). Os candidatos Dorta, Hélio e Marcela ficaram estáveis. Naquele levantamento, Jonas alcançou 40%; seguido por Hélio (12%), Orsi (8%), Pochmann (5%), Marcela (4%) e Ramos (1%); enquanto Dorta, Margarido e Surya não tinham pontuado. Brancos e nulos eram 23%, enquanto indecisos somavam 7%, de acordo com o Ibope. Considerando-se os votos válidos, formato que a Justiça Eleitoral usa para contabilizar o resultado, os percentuais registrados foram:
- Jonas Donizette (PSB) - 59%
- Dr. Hélio (PDT) - 15%
- Marcio Pochmann (PT) - 12%
- Artur Orsi (PSD) - 7%
- Marcela Moreira (PSOL) - 5%
- Marcos Margarido (PSTU) - 1%
- Surya Guimaraensx (Rede) - 1%
- Edson Dorta (PCO) - 0%
- Jacó Ramos (PHS) - 0%
No levantamento anterior feito pelo Ibope, o resultado foi o seguinte: Jonas (56%), Hélio (17%), Orsi (12%), Pochmann (7%), Marcela (5%), Ramos (2%), Dorta (1%), Margarido (0%) e Surya (0%). Ele também está registrado no TRE-SP, sob o número 08524/2016.
Rejeição aos candidatos
A pesquisa mostra ainda a rejeição dos eleitores (candidatos que não votariam de jeito nenhum):
- Dr. Hélio (PDT) - 59%
- Jonas Donizette (PSB) - 19%
- Marcio Pochmann (PT) - 19%
- Surya Guimaraens (Rede) - 10%
- Artur Orsi (PSD) - 9%
- Jacó Ramos (PHS) - 9%
- Marcela Moreira (PSOL) - 9%
- Marcos Margarido (PSTU) - 8%
- Edson Dorta (PCO) - 7%
- Poderia votar em todos (resposta espontânea) - 8%
- Não sabem ou preferem não opinar - 12%
Avaliação da administração
Na mesma pesquisa, os eleitores também responderam ao Ibope sobre a avaliação da administração feita desde janeiro de 2013 pelo prefeito Jonas Donizette. Veja os números:
- Ótima - 6%
- Boa - 32%
- Regular - 38%
- Ruim - 9%
- Péssima - 13%
- Não sabem avaliar/Não responderam - 2%

Pesquisa Ibope mostra eleição praticamente decidida em Florianópolis, Gean tem 35% e Angela Amin, 27%

Pesquisa Ibope divulgada nesta sexta-feira (16) aponta os seguintes percentuais de intenção de voto na corrida para a prefeitura de Florianópolis, praticamente decidida:
- Gean Loureiro (PMDB): 35%
- Angela Amin (PP): 27%
- Elson Pereira (PSOL): 13%
- Angela Albino (PCdoB): 6%
- Murilo Flores (PSB): 4%
- Gabriela Santetti (PSTU): 1%
- Mauricio Leal (PEN): 1%
A primeira coisa que se percebe é que o PT não existe mais. No levantamento anterior, realizado pelo instituto entre os dias 22 e 25 de agosto, Angela Amin tinha 33%, seguida por Gean Loureiro (29%), Elson Pereira (10%), Angela Albino (5%), Murilo Flores (2%), Gabriela Santetti (1%) e Maurício Leal (1%). O Ibope também perguntou em quem o eleitor não votaria de jeito nenhum para a prefeitura de Florianópolis. Os eleitores puderam escolher mais de um candidato, por isso a soma pode passar de 100%. Veja os números:
- Angela Amin (PP): 33%
- Angela Albino (PCdoB): 26%
- Gean Loureiro (PMDB): 23%
- Gabriela Santetti (PSTU): 20%
- Mauricio Leal (PEN): 19%
- Murilo Flores (PSB): 18%
- Elson Pereira (PSOL): 15%
Na mesma pesquisa, os eleitores também responderam sobre a avaliação da administração do prefeito Cesar Souza Júnior. Veja os números:
- Ótima/boa: 10%
- Regular: 31%
- Ruim/péssima: 56%
- Não sabem avaliar/não responderam: 3%
Segundo o Ibope, 76% desaprovam a forma como Cesar Souza Júnior vem administrando o município; 17% declaram que a aprovam. Aqueles que não sabem ou preferem não responder somam 7%.

Povo de Joinville também não quer saber de petistas e do PT

Pesquisa Ibope divulgada nesta sexta-feira (16) aponta os seguintes percentuais de intenção de voto na corrida para a prefeitura de Joinville:
- Udo Döhler (PMDB): 33%
- MarcoTebaldi (PSDB): 22%
- Darci de Matos (PSD): 20%
- Carlito Merss (PT): 6%
- Dr. Xuxo (PP): 2%
- Rodrigo Meyer Bornholdt (PDT): 2%
- Professor Marcos (PEN): 2%
- Ivan Rocha (PSOL): 1%
- Branco/nulo: 7%
- Não sabe/não respondeu: 5%
No levantamento anterior, realizado pelo Ibope entre os dias 22 e 25 de agosto, Udo Döhler tinha 23%, seguido por Darci de Matos (21%), Marco Tebaldi (18%), Carlito Merss (9%), Dr. Xuxo (6%), Rodrigo Meyer Bornholdt (3%), Professor Marcos (2%) e Ivan Rocha (1%). O Ibope ainda fez uma simulação para o segundo turno. A margem de erro é de quatro pontos percentuais para mais ou para menos. Os entrevistados responderam à seguinte pergunta: 'se a eleição para prefeito de Joinville tiver um segundo turno, em quem você votaria se tivesse que escolher?' 
- Udo Döhler: 43%
- Darci de Matos: 41%
- Branco/nulo: 10%
- Não sabe/não respondeu: 7%
- Udo Döhler: 44%
- Marco Tebaldi: 38%
- Branco/nulo: 11%
O Ibope também perguntou em quem o eleitor não votaria de jeito nenhum para a prefeitura de Joinville. Os eleitores puderam escolher mais de um candidato, por isso a soma pode passar de 100%. Veja os números:
Carlito Merss (PT): 51%
Dr. Xuxo (PP): 24%
Udo Döhler (PMDB): 22%
Marco Tebaldi (PSDB): 21%
Ivan Rocha (PSOL): 13%
Rodrigo Meyer Bornholdt (PDT): 11%
Darci de Matos (PSD): 8%
Professor Marcos Soares (PEN): 8%
Na mesma pesquisa, os eleitores também responderam sobre a avaliação da administração do prefeito Udo Döhler. Veja os números:
- Ótima/boa: 37%
- Regular: 41%
- Ruim/péssima: 19%
- Não sabem avaliar/não responderam: 4%
Segundo o Ibope, 51% declaram que a aprovam a forma como Udo Döhler vem administrando o município; 41% desaprovam. Aqueles que não sabem ou preferem não responder somam 8%.

Senador Valdir Raupp é denunciado no Supremo pela Procuradoria Geral da República por corrupção e lavagem de dinheiro

A Procuradoria Geral da República apresentou ao Supremo Tribunal Federal nesta sexta-feira (16) denúncia contra o senador Valdir Raupp (PMDB-RO) dentro da Operação Lava Jato. Ele é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro junto com um cunhado, Paulo Roberto Rocha, e uma ex-funcionária, Maria Cleia de Oliveira. Segundo as investigações da Polícia Federal, o senador é suspeito de receber propina de R$ 500 mil por meio de doação oficial para sua campanha ao Senado em 2010. Após ser notificada da denúncia, a defesa de Raupp terá 15 dias para apresentar uma resposta prévia às acusações. Caberá à Segunda Turma do Supremo analisar os documentos e decidir pela abertura de ação penal – que torna Raupp e os demais acusados em réus – ou arquivar o caso, se entender não haver indícios suficientes para embasar o processo. A denúncia é fase posterior ao fim das investigações. Caso seja aceita pelo Supremo, começa a tramitar o processo, quando acusação e defesa serão confrontadas para que os ministros do Supremo decidam pela condenação ou absolvição. Raupp já havia sido indiciado, em junho deste ano, pela Polícia Federal. A Polícia Federal apontou que os indícios da investigação, como e-mails de dirigentes da construtora e recibos de doações reforçaram as suspeitas apontadas em acordos de delação premiada. Foram apontados ainda telefonemas trocados e reuniões entre o senador e delatores da Lava Jato, como o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, o lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, e o doleiro Alberto Youssef. Dias após o indiciamento, no entanto, o ministro Teori Zavascki, do STF, suspendeu o ato realizado pela Polícia Federal. Em delação premiada na Operação Lava Jato, o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, disse que o senador Valdir Raupp era um dos beneficiados com dinheiro desviado da estatal por meio de transferências realizadas pelo operador Fernando Soares, o Fernando Baiano. O doleiro Alberto Yousseff disse que acertou com uma assessora de Raupp a doação que seria feita pela Queiroz Galvão. Fernando Baiano confirmou as declarações. A partir das delações, foi aberto inquérito para apurar doação de R$ 500 mil pela Construtora Queiroz Galvão e pela Vital Engenharia. A doação oficial, afirma a Polícia Federal, seria "vantagem indevida fruto de contratações ilicitamente negociadas na Petrobras". A investigação apontou que Raupp intermediava o interesse de empresas privadas na Petrobras e que sua assessora Maria Cleia o ajudava. O cunhado Paulo Rocha, irmão da mulher de Raupp, Marinha Cléia Raupp, foi responsável pela assinatura de recibos eleitorais. Segundo a delegada, há indícios da "adoção de medida de ocultação da origem dos recursos espúrios, através de doação eleitoral oficial", e frisou que é possível "concluir pela ocorrência da solicitação e remessa de dinheiro" por parte do senador.

Ministério Público Federal denuncia oito terroristas islâmicos na Operação Hashtag




O Ministério Público Federal (MPF) em Curitiba (PR) ofereceu, nesta sexta-feira, denúncia contra oito pessoas investigadas na Operação Hashtag, que foi deflagrada duas semanas antes do início das Olimpíada Rio-2016 por suspeita de um atentato terrorista islâmico durante as competições. Os denunciados são Alisson Luan de Oliveira, Leonid El Kadre de Melo, Oziris Moris Lundi dos Santos Azevedo, Israel Pedra Mesquita, Levi Ribeiro Fernandes de Jesus, Hortêncio Yoshitake, Luís Gustavo de Oliveira e Fernando Pinheiro Cabral. Eles vão responder pelos crimes de promoção de organização terrorista e associação criminosa. Alisson Luan de Oliveira, Leonid El Kadre de Melo, Oziris Moris Lundi dos Santos Azevedo, Israel Pedra Mesquita e Hortêncio Yoshitake também são denunciados por incentivo de crianças e adolescentes à prática de atos criminosos, e Leonid El Kadre de Melo ainda responde por recrutamento para organização terrorista islãmica. O Ministério Público Federal também pediu a prisão preventiva dos oito denunciados e a prorrogação da prisão temporária de um dos suspeitos. Para justificar as detenções, os investigadores disseram que, dada a “ideologia cega” do grupo, a “ameça de atentados terroristas em solo brasileiro não se restringe aos Jogos Olímpicos”, mas pode acontecer em qualquer outro período. “Os fatos imputados aos acusados são gravíssimos, na medida em que a organização criminosa internacional com a qual compactuam almeja a execução de atos de destruição em massa, em que não há meios de as vítimas escaparem às ações dos criminosos”, disse o Ministério Público Federal no documento apresentado à Justiça. O órgão requereu ainda a aplicação de medidas alternativas aos outros seis investigados pela Operação Hashtag até o fim das investigações policiais: Antonio Andrade dos Santos Junior, Marcos Mario Duarte, Daniel Freitas Baltazar, Vitor Barbosa Magalhães, Mouhamad Zakaria Mounir e Valdir Pereira da Rocha devem comparecer mensalmente na Polícia Federal para informar suas atividades e estão proibidos de frequentar cursos ou atividades que envolvam explosivos, armas de fogo, artes marciais e simulacros de armas de fogo. Eles também estão proibidos de manter contato, por qualquer meio, inclusive a internet, com pessoas do Brasil ou do Exterior que mantenham qualquer ligação com a organização terrorista Estado Islâmico e devem informar à Polícia Federal, no prazo de cinco dias, todas as redes sociais e usuários que utilizam ou venham a utilizar. Além disso, os seis suspeitos não podem se ausentar do País. O Ministério Público Federal também pediu que os suspeitos Daniel Freitas Baltazar, Hortencio Yoshitake, Vitor Barbosa Magalhães e Valdir Pereira da Rocha sejam monitorados com tornozeleiras eletrônicas. A operação foi deflagrada em 21 de julho deste ano, a quinze dias da Olimpíada, depois que a Divisão Antiterrorismo da Polícia Federal, a partir de aviso do FBI, monitorou mensagens trocadas pelos suspeitos em redes sociais, especialmente Telegram e WhatsApp, e identificou que o grupo fez uma espécie de “batismo”, de “juramento” ao Estado Islâmico, reproduzindo uma mensagem-padrão do grupo extremista. Os investigadores também detectaram que havia o risco real de que atos extremistas como o que cinquenta pessoas na boate Pulse, em Orlando, poderiam acontecer no Rio de Janeiro. As ordens do grupo virtual “Defensores da Sharia” eram para adquirir armamento, treinar tiro ao alvo e iniciar ou ampliar treinamento em artes marciais. Um dos investigados entrou em contato, por e-mail, com um fornecedor de armas clandestinas no Paraguai, solicitando a compra de um fuzil AK-47. As mensagens trocadas entre o admirador do Estado Islâmico e o fornecedor de armas estão em poder dos investigadores.

Temer veta na íntegra o reajuste dos defensores públicos para defender o compromisso de estabilização fiscal


O governo Michel Temer vetou integralmente o reajuste reivindicado por defensores públicos. A decisão sobre o projeto de lei 32/2016, que trata do subsídio do defensor público-geral federal, foi publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira. Nota oficial divulgada na quinta-feira pelo Palácio do Planalto informava que o presidente vetaria apenas parcialmente a medida, aprovando um aumento menor do que o pedido pela categoria. A explicação para a mudança de decisão é que “inicialmente se pensou em veto parcial, mas se decidiu pelo veto total em consonância com a política fiscal que o governo está adotando”, informou a assessoria da Presidência. De acordo com o texto, além de comprometer o ajuste fiscal, o aumento proposto pela lei traz valores “muito superiores aos demais reajustes praticados para o conjunto dos servidores públicos federais; ademais, situam-se em patamar acima da inflação projetada para o período”. Na noite de quinta-feira, ao anunciar o veto parcial, o governo tinha aprovado reajuste de 7% em uma única parcela. A categoria reivindicava 60% de aumento em quatro parcelas. O governo recebeu diversos pareceres de ministérios com argumentos contrários ao aumento, que foi aprovado no fim de agosto no Senado.

Brasil perdeu 1,5 milhão de vagas formais de trabalho em 2015, grande obra do regime petralha


O Brasil perdeu 1,51 milhão de vagas formais de emprego em 2015, segundo os dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) divulgados nesta sexta-feira pelo Ministério do Trabalho. Esse é o pior resultado desde 1985, quando começou a série histórica do indicador. O recuo em relação a 2014 foi de 3,05%. Com isso, o número de trabalhadores com emprego com carteira assinada passou de 49,6 milhões para 48,1 milhões de um ano a outro. Ao todo, 8,3 milhões de estabelecimentos declaram a Rais no país. Segundo o Ministério do Trabalho, esse universo de declarantes é mais abrangente que o do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), já que, além do contingente de empregos formais do setor privado, abrange o de estatutários do setor público. Os salários também caíram. Em dezembro do ano passado, o rendimento médio foi de 2.655,60 reais, montante 2,56% menor que os 2.725,28 reais do mesmo mês do ano anterior. O número de empregos formais cresceu apenas em três Estados: Piauí (0,67%), Acre (2,14%) e Roraima (2,38%). Por região, as maiores quedas ocorreram no Sudeste (recuo de 3,63%) e no Nordeste (-2,56%). Na análise por setores, houve crescimento apenas na agricultura, segundo os dados da Rais, com acréscimo de 1,41%, o equivalente a 20.900 postos. A indústria de transformação, com queda de 7,39%, ou 604.100 vagas, foi a que mais perdeu postos em termos absolutos.

Lula já deverá ser réu nesta segunda-feira

Como a denúncia contra o poderoso chefão da Orcrim petista e ex-presidente Lula também envolve o empreiteiro propineiro Léo Pinheiro, que está preso, o juiz federal Sérgio Moro precisará se manifestar sobre o recebimento da peça do Ministério Público Federal em até cinco dias, prazo que vence nesta segunda-feira.

Laerte Rimoli começa a limpeza de petistas na EBC

Reconduzido à presidência da EBC, Laerte Rímoli demitiu 30 petistas e trocou o comando da empresa. Entre a turma que foi defenestrada estão o (ex) diretor de programação Albino Castro; Cláudia Feher, (ex) chefe de gabinete; e a (ex) assessora da presidência Flavia Cruvinel.

Pacote das privatizações do governo Temer ainda não encanta investidores

O pacote de concessões e privatizações lançado pelo governo Temer na terça-feira  continua sendo recebido com cautela por quem entende. De uma fonte que assessora consórcios em leilões públicos há 15 anos, sobre a qualidade dos 34 ativos ofertados: “Tem muita coisa que não interessa, porque não tem lógica econômica. Apenas recortaram trechos de estradas e ferrovias e vão vender picado". As companhias estaduais de saneamento incluídas no pacote de privatização também não empolgam. Segundo uma fonte que assessora consórcios em leilões há muito tempo, nenhum investidor privado vai colocar um tostão aí, antes de uma profunda reestruturação que as adeque às normas internacionais de governança. Coisa que não dá para fazer até 2018, data prevista para que sejam leiloadas. “Mesmo se a governança começar a mudar hoje, não dá tempo”, disse a O Financista. Ainda sobre a intenção do governo de privatizar as companhias estaduais de saneamento em 2018. “Que governador terá coragem de vender uma empresa de água em um ano eleitoral?”- pergunta uma fonte que participa da estruturação de consórcios: “Os adversários políticos vão dizer que ele está entregando a água do povo para os gananciosos empresários”.

Banrisul também vai a caminho do vinagre, Moody's rebaixa classificação de risco do banco estatal gaúcho

O governo do Rio Grande do Sul, de José Ivo Sartori (PMDB), com suas mandrakices financeiras comandadas pelos fiscais do ICMS da Secretaria da Fazenda, caminha para destruir o Banrisul - Banco do Estado do Rio Grande do Sul. Nesta sexta-feira, a agência Moody's rebaixou a classificação de risco do Banrisul de Ba2 para Ba3, três patamares abaixo do rating mínimo considerado grau de investimento. A Moody's diz que o Banrisul apresenta deterioração no seu perfil financeiro, após a aquisição da folha de pagamentos dos servidores do governo gaúcho, principal acionista do Banrisul. "A redução significou redução importante dos níveis de capitalização ajustados da instituição", avisou Moody's, que também acusou o alto nível de inadimplências. Aí está. Quando Videversus apontou que tinha chegado a hora de ser pedido o impeachment de José Ivo Sartori, algumas pessoas reagiram dizendo que isso era exagerado. Não é. O governo Sartori é muito além do incompetente, ele beira à raia do desastre iminente, total. O que ele fez com o Banrisul, simulando uma compra da folha de pagamento do funcionalismo pelo banco, foi uma operação dissimulada, triangulada, de financiamento do governo pela sua instituição financeira, o que é proibido pela legislação nacional. Ele fez a mesma coisa que Dilma Rousseff com o Banco do Brasil. Se entregasse esse Banrisul ao governo federal, urgentemente, em troca de redução do montante da dívida do Rio Grande do Sul, seria um grande negócio. Se não o fizer, ele poderá conduzir o Banrisul ao mesmo estado do Badesul, que deve sofrer intervenção e liquidação pelo Banco Central até o final do ano. 

Artur Virgilio Neto sobe e abre 22 pontos de vantagem na eleição em Manaus


Candidato à reeleição, Artur Virgilio Neto (PSDB) abriu maior vantagem sobre seus adversários na disputa pela prefeitura de Manaus, conforme pesquisa Ibope divulgada nesta sexta-feira. O tucano registrou 42% das intenções de voto, dez pontos a mais que os dados anunciados pelo mesmo instituto no dia 24 de agosto. A pesquisa também se debruçou sobre a avaliação do primeiro mandato do prefeito. Conforme os dados, 41% consideram a administração do tucano boa ou ótima; 35% consideram regular, 23% ruim ou péssima e 2% não souberam responder. Nos últimos dias, imagens e vídeos apócrifos envolvendo a família de Artur Virgilio Neto circularam em Manaus. O resultado mostra que a guerrilha eleitoral, ao menos por enquanto, não está contaminando a campanha do tucano. Segundo colocado na pesquisa, Marcelo Ramos (PR) também registrou um aumento e passou de 16% para 20% das intenções de voto. Na sequência estão Serafim Corrêa (PSB), com 10%, José Ricardo (PT), com 6%, Hissa Abrahão (PDT) e Silas Câmara (PRB) empatados com 5%, Henrique Oliveira (SD), com 3%, e Luiz Castro (Rede) e Queiroz (PSOL) com 1%. O PCdoB da senadora comunista Vanessa Graziottin está fora do páreo. 

Empreiteira propineira Odebrecht tenta fazer acordo simultâneo de delação no Brasil e nos Estados Unidos


A Odebrecht contratou William A. Burk, ex-procurador do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, para comandar o acordo que negocia com o órgão americano responsável por apurar crimes que a empreiteira cometeu envolvendo a Petrobras. Além de ter trabalhado em casos de crimes financeiros no Departamento de Justiça, Burck desponta como um dos mais disputados e caros advogados da área. Entre seus clientes está a Fifa, cujos executivos enfrentam acusações de corrupção. As negociações com o Departamento de Justiça americano começaram no início do ano, quando a Odebrecht passou a tentar firmar acordos de colaboração premiada e de leniência (espécie de delação da pessoa jurídica) com a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba (PR) e a Procuradoria-Geral da República. Como a Justiça americana vem trabalhado em coordenação com a brasileira, o objetivo é que, se a empresa firmar a colaboração, isso aconteça ao mesmo tempo nos dois países. Este seria o primeiro acordo fechado simultaneamente entre Brasil e Estados Unidos no âmbito da Lava Jato. A Odebrecht tem a expectativa de pagar nos Estados Unidos multa equivalente a cerca de R$ 750 milhões, valor menor do que o que deve ser firmado com as autoridades brasileiras. Os procuradores que atuam na Operação Lava Jato pretendem cobrar pelo menos R$ 6 bilhões. Além de Burck, que é responsável pela Odebrecht pessoa jurídica, a empresa contratou mais quatro escritórios nos Estados Unidos para cuidar de outras empresas do grupo, como a Braskem, além das pessoas físicas. Um deles está focado apenas em Marcelo Odebrecht, ex-presidente e herdeiro do grupo que está preso há mais de um ano. A negociação do acordo é vital para que o mercado norte-americano não feche as portas para Odebrecht. Se o grupo tiver qualquer pendência junto à Justiça dos Estados Unidos, não poderá mais fazer negócios no país, seja com empresas ou instituições bancárias. As leis ficaram mais rígidas em 2014, depois que Brasil e Estados Unidos se tornaram signatários do Facta, acordo de troca de informações financeiras. Esta não é a primeira vez que Burck trabalha para um cliente na Lava Jato. Em abril, o advogado foi contratado pelo Banco BTG Pactual para levantar todos os indícios de práticas irregulares da empresa. O relatório assinado por ele não apontou existência de corrupção. Um trabalho similar de investigação interna também está sendo desenvolvido junto à Odebrecht. Se a empresa escapar da devassa feita por Burck, consegue uma espécie de "atestado" para mostrar a credores e clientes sua idoneidade. No caso do BTG, o trabalho ajudou a estancar a fuga de clientes que não poderiam manter negócio com empresas envolvidas no escândalo.