sábado, 1 de outubro de 2016

O executivo propineiro Alexandrino Alencar informou a Marcelo Odebrecht: "Presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo é a nova paixão de Lula"


Da coleção da qual fez parte Rosemary Noronha, a presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, que comanda a greve nacional, seria a mais nova amante de Lula. O blog O Antagonista conta neste sábado que nos e-mails dos executivos da Odebrecht analisados pela Polícia Federal há o registro de um jantar organizado por Marcelo Odebrecht com Lula e seletos convidados. A lista incluiu grandes industriais e empresários. De última hora, Clara Ant pede a Alexandrino Alencar que incluísse no evento a sindicalista Juvandia Moreira Leite, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo. Em outra mensagem, Marcelo Odebrecht questionou Alexandrino Alencar sobre Juvandia. O executivo então respondeu: "Parece que é a nova paixão do amigo do seu pai".No documento, a Polícia Federal aponta para a presença de Juvandia Leite e Sergio Aparecido Nobre, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, no jantar na casa de Marcelo Odebrecht.“Os dois sindicalistas convidados para o evento são também sócios da Editora Gráfica Atitude, empresa apontada pelo empresário Augusto Ribeiro de Mendonça Neto como intermediária de pagamentos de propina destinados ao Partido dos Trabalhadores”, registra a Polícia Federal. Juvandia Leite e Sergio Nobre são administradores da Editora Gráfica Atitude. Este foi o tal jantar que "virou o estômago" da sinhazinha baiana Isabela Odebrecht, e a levou a perguntar ao sinhozinho maridinho se ela também deveria preparar "marmitas" para os convidados. Sabe-se agora que o príncipe dos empreiteiros brasileiros teve que abrigar em sua casa uma "amiga íntima" do poderoso chefão da Orcrim petista e ex-presidente da República. E apresentá-la a sua mulher e filhinhas. Que maravilha!!!!











Datafolha – Com 44% dos votos válidos, Doria pode até estar a caminho de vencer no 1º turno

Pesquisa realizada na sexta-feira e neste sábado, depois do debate da Globo, mostra que o candidato do PSDB disparou; Russomanno, Haddad e Marta estão empatados

Por Reinaldo Azevedo - No primeiro texto de análise que escrevi sobre o debate desta quinta, na Globo, entre os candidatos à Prefeitura de São Paulo, podia-se ler o seguinte: “Se desempenho em encontros assim define eleição, então o candidato do PSDB pode vencer a disputa pela Prefeitura de São Paulo já no primeiro turno. Aliás, o tracking de sua campanha apontava isso no fim da noite desta quinta”. A íntegra do post está aqui.


Pois bem. Acabam de sair os números da pesquisa Datafolha feita na sexta-feira e neste sábado, com margem de erro de 2 pontos para mais ou para menos. Foram ouvidas 4.022 pessoas. João Doria disparou. Ele tem agora 44% dos votos válidos. Estão empatados em segundo lugar, com 16%, os candidatos Celso Russomanno (PRB) e Fernando Haddad (PT). Em empate técnico com eles, vem Marta Suplicy, do PMDB, com 14%. Doria está, pois, a seis pontos apenas de vencer no primeiro turno. Dada a volatilidade dessa eleição, essa possibilidade se afigura absolutamente possível.
O candidato tucano também disparou nas intenções de voto de um eventual segundo turno. Teria:
– 54% a 29% contra Marta;
– 54% a 25% contra Russomanno;
– 59% a 26% contra Haddad.
Cheguei a fazer uma graça com a afirmação de que o debate da Globo poderia definir a eleição. É claro que já estava definida, segundo apontavam todas as tendências, duas em especial: ascensão meteórica de Doria e derrocada, para não variar, de Russomanno. O que o debate fez, aí sim, foi dar a Doria essa margem enorme em relação aos oponentes. É evidente que o seu desempenho foi muito melhor. Mais ainda: como aponto no texto cujo link vai acima, ele foi beneficiado pela estratégia dos adversários. Respondeu a seis perguntas dos oponentes; Haddad, a apenas duas. Foi crítico com a Prefeitura, mas evitou ser histérico. Quando foi alvo de um ataque boçal, vindo de Erundina, a “bisa” da turma, não se alterou. Limitou-se a responder: “Respeito a sua trajetória, mas temos visões diferentes”. A cada vez que optou pela boa educação em vez da grosseria, ia acumulando memória eletrônica na forma de votos.

Justiça nega pedido de indenização feito por Lula contra o jornal O Globo


O poderoso chefão da Orcrim petista e ex-presidente Lula teve seu pedido de indenização por danos morais contra três jornalistas negado pela Justiça na quarta-feira (28). Lula afirma que Germano Oliveira, Cleide Carvalho e Ascânio Seleme, do jornal "O Globo", tiveram a intenção de atacar sua honra em reportagem "Dinheiro liga doleiro da Lava Jato à obra de prédio de Lula", publicada em agosto de 2015. O texto relata doação de Alberto Youssef a firma ligada a prédio onde o petista tem um apartamento. Segundo os jornalistas, um grupo empresarial repassou aproximadamente R$ 3,7 milhões para a construtora OAS durante finalização das obras em um apartamento de Lula no Guarujá. Essa quantia é quase a mesma que o grupo havia recebido da GFD – empresa usada por Youssef para lavar dinheiro. O pedido de indenização feito por Lula já havia sido rejeitado em dezembro de 2015, ainda em primeira instância. O juiz entendeu na época que os jornalistas "não praticaram qualquer ato ilícito", que exerceram o direito de liberdade de expressão e que as informações contidas na publicação eram de interesse público. Lula recorreu da decisão, mas ela foi confirmada na quarta-feira pela 14ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, em decisão unânime. 

Ex-chefe de gabinete de Palocci prestou depoimento por duas horas

O ex-chefe de gabinete do "porquinho" petista Antonio Palocci (ministro da Fazenda e Casa Civil durante governos do PT) prestou depoimento por mais de duas horas na manhã de quinta-feira. Branislav Kontic, o Brani, está preso temporariamente desde a última segunda-feira, quando foi capturado pela Operação Omertà, 35ª fase da Lava-Jato. O advogado que defende Branislav Kontic e Antonio Palocci é o criminalista José Roberto Batochio. "O processo está em segredo de Justiça. Nós não podemos revelar o teor do depoimento (de Branislav). Quero dizer que ele, como já disse anteriormente, é inocente", declarou Batochio após o depoimento de Brani. A investigação da Omertà afirma que Palocci, com "importante e constante auxílio" de Branislav Kontic atuou em favor dos interesses do Grupo Odebrecht, entre 2006 e o final de 2013, interferindo em decisões tomadas pelo governo federal. Segundo o Ministério Público Federal, a atuação do ex-ministro se deu inclusive no período em que exerceu relevantes funções públicas, envolvendo constante interlocução e diversos encontros. A força-tarefa da Lava-Jato aponta que e-mails e anotações apreendidos durante a operação indicam que os acertos de pagamentos das contrapartidas eram tratados entre Antônio Palocci em reuniões presenciais. Os encontros, de acordo com a Procuradoria da República, foram realizados "por diversas vezes" nos endereços residencial e profissional do ex-ministro - agendadas por intermédio de contato telefônico ou por e-mail com seu assessor, Branislav Kontic. Além do auxílio de Kontic, apurou-se que o recebimento dos recursos ilícitos contou também com a atuação de Juscelino Dourado, seu ex-assessor. 

Eletrobras não é eficiente em nada que faz, diz presidente da empresa


O presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Junior, afirmou nesta sexta-feira (30) que a construção do plano de reestruturação da estatal está em curso e que mais ativos podem ser postos à venda. A empresa, uma das maiores geradoras de energia elétrica do mundo, fará ainda neste ano a privatização da Celg e incluiu outras seis distribuidoras no programa de concessões do governo. Ele afirmou que o foco da empresa deve ser geração e transmissão. "Não somos eficientes em nenhuma das atividades que operamos hoje", afirmou, destacando que a dificuldade maior está no segmento de distribuição. Segundo Ferreira Junior, que assumiu a estatal após deixar o comando da CPFL, será preciso reduzir o endividamento da companhia, hoje em 18 vezes sua geração de caixa, e melhorar a qualidade da operação. De 2012 a 2015, a Eletrobras acumulou prejuízo de R$ 31,1 bilhões. De acordo com o presidente, enquanto amargava maus resultados, a empresa decidiu "abraçar" o maior programa de investimento de sua história, com R$ 43 bilhões em geração, transmissão, distribuição e outros. Com isso, houve uma queda abrupta em seu patrimônio. "Uma empresa de mais de 40 anos que, em apenas três, liquidou quase metade do seu tamanho", disse. 


O novo comando da Eletrobras deve promover demissões em breve. Um dos caminhos, segundo o presidente, é um programa de demissão voluntária a ser lançado pela estatal. Ferreira Junior diz que o ajuste é necessário já que, apesar de ser uma empresa de operação de usinas e linhas de transmissão, 50% do quadro de funcionários está no setor administrativo. "Só no Rio são seis prédios para acomodar o grupo", afirmou. No dia 11 de outubro, a empresa irá enfim arquivar relatório com dados financeiros e de seu balanço na Bolsa de Nova York, onde negocia ações. Estão em atraso os documentos sobre 2014 e 2015.

EBC rescinde contrato com sete jornalistas e comentaristas militantes petistas


A EBC (Empresa Brasil de Comunicação) rescindiu na quinta-feira (29) sete contratos com jornalistas e comentaristas petistas militantes. Os atos da empresa pública, publicados no Diário Oficial da União, informaram apenas que a rescisão foi unilateral. São mencionados nos contratos os nomes de Sidney Rezende, Lúcia Scarano de Mendonça, Emir Sader, Luis Nassif, Paulo Markun, Tereza Cruvinel e Paulo Moreira Leite. As demissões ocorrem após a volta de Larte Rímoli à direção da empresa. Rímoli, que havia sido nomeado pelo presidente Michel Temer em maio, voltou ao trabalho no dia 14 depois de uma disputa no Supremo Tribunal Federal. Ele substituiu o jornalista petista Ricardo Melo, nomeado pela mulher sapiens e então presidente Dilma Rousseff em abril. A petezada não queria largar as boquinhas. 

Petroleiros iniciam mobilizações por proposta de reajuste na Petrobras


Sindicatos ligados à Federação Nacional dos petroleiros (FNP) realizaram na quinta-feira (29) uma série de mobilizações pelo País, como parte da greve por tempo indeterminado iniciada nesta sexta-feira. De acordo com a petista FNP, há paralisações e piquetes em Aracaju, Manaus, Belém, Cubatão, São Sebastião, Campos e no Rio de Janeiro. A petista FNP reúne cinco sindicatos de petroleiros, com atuação em oito Estados: Rio de Janeiro, São Paulo, Sergipe, Alagoas, Amazonas, Pará, Maranhão e Amapá. A entidade decidiu antecipar o movimento grevista após ouvir a primeira proposta da Petrobras para o reajuste salarial de 2016, de aumento de 4,97% no piso regional de cada categoria. A FNP pedia 19%.  A também petista Federação Única dos Petroleiros (FUP), que agrega outros 12 sindicatos, reuniu-se com a Petrobras na tarde de quinta para uma nova rodada de negociações.  O coordenador da FUP, José Maria Rangel, disse que informou à estatal que a proposta foi rejeitada pelos trabalhadores. "O patamar mínimo para negociar é a reposição da inflação", afirmou. A entidade informou ainda que se recusa a negociar a proposta de redução de 25% da jornada de trabalho com corte equivalente no salário, que a estatal pretende dar como opção para empregados da área administrativa. "Só vamos negociar a cláusula econômica (que diz respeito ao reajuste)", disse. Segundo ele, a petista FUP vai esperar uma contraproposta da companhia antes de decidir pelo início de uma greve.

Fachin dá 10 dias para Temer e Congresso explicarem Medida Provisória do ensino médio

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, pediu explicações ao presidente Michel Temer e ao Congresso Nacional sobre a medida provisória que institui a reforma do ensino médio. O pedido do ministro foi em ação direta de inconstitucionalidade protocolada pelo Psol para tentar suspender imediatamente os efeitos da medida. "Tendo em vista a relevância da matéria debatida nos presentes autos e sua importância para a ordem social e segurança jurídica, adoto o rito positivado no artigo 12 da Lei nº 9.868/1999, a fim de possibilitar ao Supremo Tribunal Federal a análise definitiva da questão", comunicou o ministro em seu despacho. O Psol entrou com uma ação na quarta-feira, 28, para pedir que a Corte declare inconstitucionais as mudanças propostas na reforma do sistema educacional brasileiro proposta pelo governo federal. O partido argumenta que o plano, se aprovado, acarretará a perda de qualidade do ensino, promoverá o aumento das diferenças sociais e o descompasso entre os alunos dos ensinos médio e fundamental. Um dos pontos criticados é o que retira a obrigatoriedade de o currículo escolar conter Artes e Educação Física. O partido argumenta que com a "não obrigatoriedade de oferecer todo o conteúdo em cada escola, é evidente que as escolas públicas, já sem muitos recursos, serão obrigadas a oferecer apenas o mínimo. Enquanto isso, a classe social mais privilegiada será exposta aos mais variados conteúdos. É uma norma que não se coaduna com a relação intrínseca entre a isonomia e o direito à educação", afirma a sigla. A peça diz que a admissão de profissionais sem formação na área de educação ou pedagogia, como a reforma permite, afronta o "princípio constitucional da garantia do padrão de qualidade do ensino público". A ação direta de constitucionalidade, assinada pelo presidente do Psol, Raimundo Silva de Araújo, sustenta que a jornada de sete horas de aula, imposta pela reforma, pode afastar das escolas alunos que se dividem entre trabalho e estudos. "A não ser que o Estado esteja disposto a incrementar políticas públicas que favoreçam o comparecimento de adolescentes às escolas por sete horas a dentro, podendo ir para casa e reforçar seu aprendizado em seguida, a proposta é elitista e voltada apenas aos estudantes que têm o privilégio de não trabalhar enquanto estudam", afirma. Além disso, a sigla diz que o projeto não poderia ser apresentado por meio de uma medida provisória, como fez o Palácio do Planalto. O instrumento obriga o Congresso a apreciar a matéria com maior celeridade do que precisaria fazer com um projeto de lei. As MPs têm prazo de validade e perdem o efeito quando não são analisadas até a data de vencimento. "Dispor por medida provisória sobre tema tão complexo, que claramente não reclama urgência, é temerário e pouco democrático, por impor prazo extremamente exíguo para debate que já está ocorrendo nos meios educacionais e, sobretudo, no Congresso Nacional", diz o Psol, depois de fazer referência a um projeto de lei sobre o mesmo tema que já está em tramitação na Câmara.

No 25º dia, greve dos bancários fecha 56% das agências do País

A greve nacional dos bancários completou 25 dias nesta sexta-feira com uma pequena redução na participação dos trabalhadores em relação à véspera. O número de agências com as atividades paralisadas foi de 13.246, ou 56% do total do País, contra 13.234 de quarta-feira. Para Roberto von der Osten, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), a greve deve permanecer num patamar muito alto, mesmo sem a perspectiva de uma nova proposta por parte dos bancos. Na quarta-feira, depois de uma rodada de negociação iniciada na terça, os bancos formalizaram uma nova oferta, que mantém os 7% de reajuste salarial oferecidos anteriormente, mas melhora o abono em R$ 200,00 para R$ 3,5 mil, e já garante que em 2017 haverá aumento real de 0,5%. A categoria, no entanto, rejeitou a proposta na mesa de negociação, que foi a nona ocorrida entre as partes. É a segunda vez, desde o início da mobilização, que os trabalhadores rejeitam uma proposta durante reunião com os bancos. Na segunda-feira, os sindicatos realizarão assembléias em todo o País para definir o futuro da greve. Neste período, também aguardam uma chamado da Federação dos Bancos (Fenaban) para uma nova rodada de negociação. "Mesmo com pequenas variações para cima e para baixo, essa é, sem dúvida, a maior greve da categoria, considerando o número de locais aderidos. Está na hora de os bancos ouvirem a voz da sociedade e apresentarem uma proposta que possa encerrar o conflito. Só depende deles. Nós vamos continuar lutando para defender o salário de nossas famílias", disse Osten. Juvandia Moreira, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, afirmou que as negociações têm sido muito complicadas. Não à toa, esta é a greve mais longa da história, superando a do ano passado que durou 21 dias. Segundo a sindicalistas, há dois pontos cruciais que os trabalhadores não estão dispostos a abrir mão: o percentual do reajuste e a garantia dos empregos. Mas é justamente nestes dois pontos que os bancos se mostram inflexíveis. "Os bancos lucraram juntos R$ 30 bilhões no primeiro semestre. E, mesmo assim, nos oferecem um reajuste que representa perda de 2,8% nos salários. Além disso, não querem se comprometer com a manutenção dos empregos e isso é muito importante para nós", disse. Os trabalhadores entregaram a pauta de reivindicações no dia 9 de agosto. A data-base da categoria é 1º de setembro e a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) tem validade nacional. Em todo o País, a categoria soma cerca de 512 mil pessoas. Os bancários pedem também participação nos lucros e resultados de três salários mais R$ 8.297,61; piso salarial de R$ 3.940,24; vales-alimentação, refeição, décima-terceira cesta e auxílio-creche/babá no valor do salário mínimo nacional (R$ 880,00); 14º salário; fim das metas abusivas e assédio moral; fim das demissões, ampliação das contratações, combate às terceirizações e à precarização das condições de trabalho; mais segurança nas agências bancárias e auxílio-educação. 

Rebanho bovino brasileiro cresceu 1,3% em 2015, aponta IBGE

O rebanho bovino brasileiro cresceu 1,3% em 2015, somou 215,2 milhões e bateu recorde, de acordo com a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O avanço, no entanto, não foi revertido em abate. Em relação a 2014, houve queda no corte de bovinos e nas exportações, que derrubou o País para a terceira posição no ranking mundial dos exportadores de carne bovina.

Juiz federal Sérgio Moro decreta a prisão preventiva do "porquinho" petista Antonio Palocci

 

O ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil, o "porquinho" petista Antonio Palocci, e seu assessor Branislav Kontic, tiveram prisão temporária convertida em prisão preventiva, por tempo indeterminado, pelo juiz federal Sérgio Moro. Os dois estão desde a última segunda-feira na sede da Polícia Federal em Curitiba, quando foram presos na 35ª Fase da Lava-Jato, a Operação Omertá. O ex-ministro é acusado de ter sido o gestor da propina paga pelo Grupo Odebrecht ao PT. No despacho, Moro lembrou que, além dos R$ 128 milhões que já haviam sido pagos por meio de Palocci entre 2008 e 2013, falta ainda saber o destino de outros R$ 71 milhões descritos como saldo a pagar na planilha de propinas da empreiteira, o que é suficiente para justificar a decretação da preventiva. Afirmou também que as prisões da Operação Lava-Jato são "remédio amargo", mas melhor do que a contaminação da democracia pela corrupção. "Em um determinado nível, a corrupção coloca em risco a própria qualidade de democracia, com afetação das eleições livres e do regular funcionamento das instituições. Trata-se de um retrato de uma democracia vendida", disse em despacho. A defesa dos petistas trotskistas  Antonio Palocci e Branislav Kontic (ex-membros do grupelho comunista revolucionário Libelu - a Liberdade e Luta, da qual também fez parte o jornalista Paulo Moreira Leite) afirmou em nota que a decisão de Moro foi arbitrária. Disse que o Código Eleitoral proíbe decisão que prive o cidadão do direito de liberdade no período eleitoral e que a prisão provisória tem prazo definido em lei (cinco dias) e que para substituí-la ou prorrogá-la é necessário um novo decreto. Ou seja, ao contrário do que argumentou o juiz, não se trata de uma continuidade da prisão inicial. Os advogados disseram ainda que a prisão não tem fundamento na "realidade concreta dos fatos". A defesa do ex-ministro petista já havia usado o argumento de que a lei proíbe prisão cinco dias antes das eleições ou até 48 horas depois, a fim de proteger o direito de voto. Moro rebateu dizendo que Palocci e Kontic já estão presos desde o último dia 26 e que a decretação da preventiva vai mudar apenas o "título prisional", sem alterar a "situação de fato". E lembrou que a causa da prisão de Palocci e Kontic foram justamente provas de que eles teriam intermediado o pagamento de milhões de dólares e de reais para campanhas eleitorais, com pagamento de publicitários com conta secreta no exterior, referindo-se a João Santana, o marketeiro do PT. "(...) o propósito da lei, de evitar interferência indevida nas eleições e proteger a sua integridade, parece ser mais bem servido com a prisão cautelar do que com a liberdade dos investigados", frisou o juiz. Moro afirmou que as provas indicam prática reiterada, profissional e sofisticada de crimes contra a Administração Pública e de lavagem de dinheiro, com Palocci "vendendo facilidades" ao Grupo Odebrecht e que nem o afastamento dele de cargos e mandatos preveniu a continuidade dos crimes, que foram "praticados no mundo das sombras" e que tornam inviável a adoção de medidas alternativas para prevenir que os delitos continuem a ocorrer. "Enquanto não houver rastreamento do dinheiro e a identificação de sua localização atual, há um risco de dissipação do produto do crime, o que inviabilizará a sua recuperação", justificou Moro, lembrando que o fato de ter dinheiro também cria condição para fuga dos investigados. Ao defender a prisão preventiva pedida à Justiça pela Polícia Federal, o Ministério Público Federal afirmou que foram retirados da consultoria de Palocci, a Projeto, CPUs de dois computadores. Nas mesas ficaram apenas tela, teclado e mouse. Moro disse que a retirada das CPUs talvez seja explicada "pelo fato de que, mesmo antes da busca, já havia especulações acerca da realização de diligências, na Operação Lava Jato, em relação ao ex-ministro". O juiz observou ainda que, enquanto Kontic afirmou à Polícia Federal que os computadores foram retirados por serem antigos, a defesa argumentou que as CPUs tinham sido retiradas por um usuário que estava trabalhando fora do escritório e por um ex-sócio, que saiu levando junto o computador que era dele. Ou seja, as versões não coincidiram. No despacho, Moro afirmou que Palocci reunia-se com frequência com Marcelo Odebrecht e que as mensagens comprovam que o codinome "Italiano" era do ex-ministro. Em depoimento, Palocci negou. O ex-ministro é acusado de ter sido o gestor da propina paga pelo Grupo Odebrecht ao PT. No despacho, Moro lembrou que, além dos R$ 128 milhões que já haviam sido pagos por meio de Palocci entre 2008 e 2013, falta ainda saber o destino de outros R$ 71 milhões descritos como saldo a pagar na planilha de propinas da empreiteira. Afirmou também que as prisões da Lava-Jato são "remédio amargo", mas melhor do que a contaminação da democracia pela corrupção. "Em um determinado nível, a corrupção coloca em risco a própria qualidade de democracia, com afetação das eleições livres e do regular funcionamento das instituições. Trata-se de um retrato de uma democracia vendida", disse em despacho. 

Valor bloqueado do ex-ministro Palocci chega a R$ 61,7 milhões


Os valores bloqueados em nome do ex-ministro Antonio Palocci e da empresa dele, a Projeto Consultoria Empresarial, já alcançam R$ 61,7 milhões. Deste total, R$ 31 milhões estavam em aplicações financeiras (letras financeiras e recebíveis imobiliários) e o bloqueio foi informado nesta sexta-feira à Justiça pelo Bradesco. Os demais valores haviam sido bloqueados antes nas contas correntes de Palocci (R$ 814 mil) e na conta pessoa jurídica da Projeto (R$ 30 milhões). Palocci, que teve a prisão preventiva decretada nesta sexta-feira, foi preso na última segunda-feira na 35ª Fase da Lava-Jato, acusado de intermediar a propina paga pelo Grupo Odebrecht ao PT. O valor alcançaria R$ 128 milhões. O juiz Sérgio Moro determinou que fossem bloqueados todos os ativos do ex-ministro até esse montante. Além dele, foram presos seu assessor Branislav Kontic e o ex-chefe de gabinete do Ministério da Fazenda, Juscelino Dourado, executivo do grupo lixeiro Estre. O advogado de Antonio Palocci, José Roberto Batochio afirmou que os valores são compatíveis com a atividade da empresa. Batochio citou bancos e grandes companhias como clientes da Projeto. Além disso, o advogado afirmou que a Projeto já passou por fiscalização da Receita Federal e também nos âmbitos estadual e municipal. A atual fase da Lava-Jato investiga indícios de uma relação criminosa entre o ex-ministro e o comando da principal empreiteira do País, a Odebrecht, de acordo com a Polícia Federal. Segundo a Polícia Federal, Palocci teria atuado diretamente como intermediário do grupo político do qual faz parte, gerando benefícios "vultosos" em valores ilícitos.

Odebrecht pagou US$ 13,2 milhões na Suíça ao marqueteiro baiano João Santana pela campanha da petista Dilma

 

O marqueteiro do PT, João Santana, recebeu da Odebrecht pelo menos US$ 13,2 milhões na conta secreta que mantinha na Suíça entre julho de 2011 e março de 2013. Os novos depósitos foram identificados nos extratos da conta Shellbill e foram citados como novas provas contra o ex-ministro Palocci pelo juiz Sérgio Moro, ao decretar a prisão preventiva. Os depósitos foram feitos pelas offshores Innovation Research e Klienfeld Services, controladas pelo Grupo Odebrecht. A Lava-Jato já havia identificado depósitos de US$ 7,5 milhões na conta de Santana e da mulher dele, Mônica Moura — dos quais US$ 3 milhões haviam sido feitos pela Odebrecht, em 2012 e 2013, e o restante pelo operador Zwi Skornick, do estaleiro Keppel Fels. Agora, novos documentos revelaram depósitos de pelo menos USD 11,7 milhões entre julho de 2011 e julho de 2012, também provenientes da empreiteira. Segundo o juiz Sérgio Moro, os novos achados corroboram os registros de pagamentos aos publicitários que aparecem na planilha "Posição Programa Especial Italiano" sob o codinome "Feira". Embora Palocci afirme que não é o "Italiano" citado pela Odebrecht, mensagens trocadas pelo empresário Marcelo Odebrecht com um de seus executivos na época, Alexandrino Alencar, são identificadas como provas pelo juiz. Alencar escreveu: “Vc marcou alguma coisa com o Italiano na 2ª? Se não, vou ligar para Brani hoje para tentar marcar". Marcelo Odebrecht respondeu para Alexandrino Alencar e a sua secretária, Darci Luz: "Darci: ver novo tel Brani. Marquei com ele a princípio que o deputado passaria la no escritório entre 11:30 e 12 horas amanha (2ª)". Brani é, segundo as investigações, Branislav Kontic, assessor de Palocci que também teve prisão preventiva decretada por Moro. O juiz afirma que, além do valor pago ao marqueteiro do PT, foram colhidas provas de pagamentos de R$ 30,2 milhões, em dinheiro, apenas durante o ano de 2010 ao "Italiano".

O bilionário Lirio Parisotto perde mais uma e ação de Luiza Brunet avança na Justiça


A juíza Elaine Cavalcante, da Vara de Violência Doméstica e Familiar de São Paulo, rejeitou os argumentos da defesa do bilionário Lirio Parisotto e marcou a audiência do processo contra o empresário para novembro. Numa tentativa de obstruir a ação, seus advogados pediram a nulidade da denúncia por cerceamento de defesa e também alegaram excesso acusatório na denúncia do Ministério Público. A juíza rejeitou ambos os pedidos. Parisotto também queria que a causa fosse enviada para uma vara criminal comum, pedido também rejeitado. O processo segue na Vara de Violência Doméstica e Familiar.