segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Donos do Itaú querem comprar a BR Distribuidora

A Bloomberg apurou que a Itaúsa, holding que representa os interesses dos donos do Itaú, e a Cambuhy, da família Moreira Salles, desejam apresentar uma proposta para comprar a BR Distribuidora, recolocada à venda pela Petrobras. O negócio é avaliado em US$ 6 bilhões. Segundo a Bloomberg, as empresas de private equity GP Investimentos e Advent também estão no páreo. Nenhuma das citadas quis comentar a informação, de acordo com a agência de notícias. Já a Petrobras recomeçou a procurar, oficialmente, interessados em comprar uma fatia da BR Distribuidora. A primeira tentativa foi malsucedida, porque os potenciais compradores rejeitaram ficar como minoritários. Agora, a estatal fala em compartilhar o comando da subsidiária. (O Financista/O Antagonista)

Temer diz que "eleição foi recado para a classe política"

 

Em sua breve visita a Buenos Aires, nesta segunda-feira, o presidente Michel Temer comentou o resultado das eleições deste domingo, principalmente o alto índice de abstenção, e assegurou que "foi um recado para a classe política brasileira". Perguntado sobre a derrota do PMDB no Rio de Janeiro e São Paulo, Temer tentou minimizar o desempenho de seu partido nas duas cidades afirmando que "em todo o País nós não perdemos o número de prefeitos que fizemos na eleição passada". "É interessante, nós não diminuímos o número de prefeituras, acho que até aumentamos… De qualquer forma, em todo o País nós não perdemos o número de prefeitos que fizemos na eleição passada", declarou o presidente. Nesta segunda-feira, um pequeno grupos de brasileiros que moram na capital argentina realizou uma manifestação em frente à residência presidencial onde Temer se reuniu com o presidente Mauricio Macri. Na coletiva que concederam juntos, Temer admitiu que "há uma decepção sem dúvida alguma com a classe política em geral. Não se pode particularizar no partido A ou B". Na residência oficial de Olivos, o presidente brasileiro fez uma pequena análise das eleições: "De qualquer maneira, houve um exercício democrático muito positivo, muito acentuado no nosso País, quebrando um ritmo que se vê ao longo da história do Brasil, de que a cada 25 ou 30 anos você tem uns problemas insolúveis. Você até muda de Constituição, você até cria um novo Estado. No presente momento, temos uma normalidade democrática e isso não está sendo necessário".

Líder do PT diz que eleição mostra força e superação do partido, parece que o viram subindo em um disco voador

 

O líder do PT na Câmara, Afonso Florence (BA), afirmou nesta segunda-feira que o resultado das eleições de 2016, nas quais o número de prefeitos eleitos do PT caiu quase 60%, é conjuntural e que o partido mostrou força e superação. "Superamos de cabeça erguida o período mais difícil pelo qual um partido já passou. O PT tem vigor político. É um partido forte e que resiste a um ataque sistemático, quase indo para o segundo turno em São Paulo e Porto Alegre e disputando cidades importantes. Essa situação do PT é conjuntural", afirmou. Florence disse que o partido sofreu uma "redução expressiva", mas ressaltou que está maior do que quando chegou ao poder no governo federal, em 2002. Acredita que o quadro não guarda relação com 2018 porque a Operação Lava-Jato, apontada por ele como uma das causas da queda de rendimento, vai afetar outras legendas. "Se a Lava-Jato tem objetivo de combater a corrupção, as delações que envolvem o PSDB e outros irão avançar e ficará claro que foi no governo do PT que se permitiu a investigação, diferentemente de agora, quando o ministro da Justiça anuncia operação da Polícia Federal em comício", afirmou o petista. Ele garantiu que o partido precisa fazer uma discussão programática e que isso deve levar a legenda a se aproximar de outros partidos da esquerda, como PDT, PCdoB, PSOL e Rede. "O fundamental é uma unidade programática com sustentação popular. Se vai ser frente ou outro nome não importa, precisamos discutir o conceito", disse ele. Florence afirmou que "há muita água para rolar" em relação ao futuro político do poderoso chefão da Orcrim petista e ex-presidente Lula, mas não descartou que o partido possa, no futuro, apoiar um candidato à Presidência de outra legenda. "Durante muitos anos tínhamos uma candidatura deste campo que era natural, e que deu muito certo, com muitas conquistas. Se surgir outra pessoa desse campo que consiga se viabilizar não tem por que não apoiar. O PT, por exemplo, apoiou candidatos de outros partidos no Rio e em Salvador agora", afirmou.

De 80 deputados que concorreram a prefeito ou vice, 53 foram derrotados

Dos 80 deputados federais que concorreram às eleições para prefeito e vice-prefeito, apenas dez se elegeram. Outros 16 parlamentares estão disputando o segundo turno e 53 foram derrotados pelas urnas, o que corresponde a 66,25% do total de parlamentares que se candidataram, segundo levantamento feito pela Secretaria-Geral da Câmara. Há ainda um caso de recurso indeferido. O PT teve o maior número de derrotados nesta contagem: sete dos 53. O PCdoB e o PSB perderam em seis cidades cada. Do PSDB, PMDB e PRB, não se elegeram quatro deputados de cada uma das legendas. Os demais deputados que perderam as eleições se distribuem entre PSOL, PR, PSD, PTB, SD, PPS, DEM, Rede, PROS, PDT, PHS e PTdoB. Da bancada federal do Rio de Janeiro, 14 entraram na briga eleitoral para tentar a vaga a prefeito ou a vice. Nove perderam: Pedro Paulo (PMDB), Jandira Feghali (PCdoB), Alessandro Molon (Rede), Índio da Costa (PSD), Glauber Braga (PSOL), Alexandre Valle (PR), Hugo Leal (PSB), Áureo (SD) e Rosangela Gomes (PRB). Outros três se elegeram no primeiro turno: Fernando Jordão (PMDB) a prefeito de Angra dos Reis, Fabiano Horta (PT), de Maricá, e Dr. João (PR), de São João de Meriti. O deputado Washington Reis (PMDB) disputa o segundo turno da eleição em Duque de Caxias, e Marquinhos Mendes (PMDB) teve a candidatura indeferida. Entre os deputados que renunciarão ao mandato para administrar prefeituras está Edinho Araújo (PMDB-SP), que foi ministro dos Portos da então presidente Dilma Rousseff. Ele foi indicado pelo então vice-presidente Michel Temer antes da petista e do peemedebista romperem relação. Edinho venceu a eleição em São José do Rio Preto (SP). A deputada Moema Gramacho (PT-BA), uma das vozes mais ferrenhas na Câmara contra o impeachment de Dilma, vai governar a cidade de Lauro de Freitas. O deputado Bruno Covas (PSDB-SP) deixará o mandato para ser vice-prefeito de São Paulo na chapa do também tucano João Dória. O deputado Manoel Júnior (PMDB-PB), um dos maiores aliados do presidente cassado da Câmara Eduardo Cunha, será vice-prefeito de João Pessoa, na chapa de Luciano Cartaxo (PSD).

Jornal esquerdista inglês Financial Times diz que PT sofreu humilhação nas eleições municipais


O jornal econômico esquerdista inglês Financial Times divulgou nesta segunda-feira (3) nas redes sociais a vitória de João Dória, candidato do PSDB para a prefeitura de São Paulo, no primeiro turno e destacou que o PT sofreu "humilhação nacional" nas eleições no Brasil. Conforme o esquerdista Financial Times, o colapso do PT ajuda a fragmentar o voto e poderá fazer com que a próxima eleição presidencial se torne ainda mais imprevisível do que o habitual. O jornal destacou também que o PMDB, partido liderado pelo presidente da República, Michel Temer, por sua vez, perdeu o controle do Rio de Janeiro, a segunda maior cidade do Brasil. Apesar disso, continua a matéria, o partido ainda obteve o maior número de prefeituras nas eleições locais realizadas em todo o País neste domingo. O jornal econômico esquerdista inglês comentou também que o resultado das eleições será fundamental para a corrida presidencial de 2018 e que poderá já ter os seus primeiros reflexos sobre as reformas fiscais, consideradas cruciais para o País, e que podem começar a ser votadas pelo Congresso Nacional nas próximas semanas. Para o Financial Times, as eleições municipais podem ser consideradas como um importante indicador sobre o "estado de ânimo" dos eleitores. A publicação enfatizou que quase meio milhão de candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereador competiu para as posições em 5.568 municípios.

Tucanos são favoritos nas disputas do segundo turno


O segundo turno das eleições municipais deste ano será disputado em 55 cidades. O favorito é o PSDB, que tem 19 candidatos, dos quais 13 deles largam em primeiro lugar, o que inclui Porto Alegre e Santa Maria (segundo lugar). Das 55 cidades que terão 2º turno, 18 são capitais. O PSDB resultou como o partido que mais vitórias expressivas conquistou no País, com ênfase para capitais importantíssimas como São Paulo e Belo Horizonte. 

Os números da proposta orçamentária do governo gaúcho para 2017 são tenebrosos, e não há qualquer perspectiva de bonança à frente; ao contrário, o Rio Grande do Sul será a Grécia do Brasil

O economista Darcy Francisco Carvalho dos Santos, fiscal aposentado da Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul, é um técnico de altíssima capacidade e que tem previsto tempos ainda muito piores para o Estado, a continuar a incompetência e omissão do governo atual, de José Ivo Sartori (PMDB). Na análise que ele faz da proposta orçamentária para o próximo ano, Darcy Francisco Carvalho dos Santos mostra o tamanho do buraco das finanças públicas gaúchas e avisa: se não houve uma mexida drástica, o precipício está logo ali à frente. Leia a conclusão do trabalho escrito por Darcy Francisco Carvalho dos Santos. O texto é de fácil compreensão e deve ser lido e compartilhado por todos os gaúchos com um mínimo de espírito cívico. 
Análise da proposta orçamentária para 2017
A proposta orçamentária para o exercício de 2017 apresenta um déficit de R$ 3 bilhões, em valores redondos. E como agravante, a dotação para investimentos com recursos próprios alcança tão somente R$ 481 milhões, ou 1,3% da Receita Corrente Líquida (RCL). E esses recursos próprios só podem ser do caixa único ou dos depósitos judiciais (se assim podem ser considerados), porque a margem para investir prevista é de -7% da RCL. Se desconsiderarmos o desconto de R$ 2 bilhões, obtido na renegociação da dívida para o próximo ano, o déficit seria de R$ 5 bilhões. Além disso, a despesa com pessoal prevê um incremento de apenas 2,6%, totalmente insuficientes para honrar os reajustes da Segurança, dos demais Poderes e para um crescimento vegetativo mínimo de 2%, para cujo atendimento será utilizada toda a reserva de contingência, e ainda, faltarão em torno de R$ 500 milhões. Na prática, o déficit estaria em R$ 5,5 bilhões, igual ao do início do governo atual em 2015. A diferença está no desconto da dívida. O crescimento vegetativo da folha e os altos reajustes salariais concedidos anteriormente, mesmo com o grande ajuste fiscal que está sendo feito, impedem a redução do déficit. Deve ser considerado, ainda, que não há dotação para reajuste do pessoal do Poder Executivo, a começar pelo magistério, cujo último reajuste (13,72%) vigorou a partir de novembro de 2014. O reajuste da folha da Educação, de R$ 8 bilhões anuais, mesmo que seja só pelo índice de inflação, produzirá repercussão significativa na despesa estadual. O Estado tem quatro grandes problemas: a previdência, a dívida, os altos reajustes concedidos no governo passado, muitos deles prologando-se até novembro de 2018, e a recessão econômica que reduz a arrecadação. A taxa de crescimento real da despesa previdenciária, se considerarmos o período 2004-2015, foi uma vez e meia a da RCL e, se tomarmos os quatro anos do governo passado, foi mais de 2,5 vezes (6,2% para 2,4%). Em 2012 caiu para 1,9%, mas receita ficou em -4%. Na dívida foi obtido grande desconto em 2016 e 2017, mas a partir de 2019, volta ao pagamento integral, embora em torno de dois pontos percentuais a menos, decrescente com o passar do tempo e sem vinculação com a receita, o que é muito bom. Mas o maior problema recente foi a concessão de reajustes salariais, com destaque para a Segurança, em percentuais muito acima daquele previsto para a receita, criando despesa de caráter continuado, utilizando para pagamento receita finita. O governo passado utilizou para isso os depósitos judiciais e até recursos de operações de crédito, que não existem mais. Esses reajustes foram na sua maioria justos, mas incompatíveis com as finanças estaduais. O valor da folha da Segurança, considerando ativos, inativos e pensionistas, deverá alcançar em 2018 o dobro do valor de 2014, num incremento de R$ 5 bilhões, devendo superar a da Educação, que sempre foi a maior do Estado. E aqui reside um grande impasse. O governo só conseguirá honrar esses reajustes à custa de grande arrocho nos demais servidores do Executivo, inclusive do magistério, e de receita extras. Ocorre que, em 2019, a folha de pagamento estará insustentável, os descontos da dívida cessarão e, ainda, necessitará renovar o reajuste das alíquotas do ICMS. Não haverá mais aumento de limite dos depósitos judiciais, nem cessão de contas correntes, nem alteração nas RPVs. Uma reforma da previdência, ao aumentar as idades mínimas para aposentadoria, pode ajudar na redução do crescimento vegetativo da folha, mas isso se processará gradualmente. Da mesma forma, a lei de responsabilidade fiscal estadual terá efeitos a médio e longo prazo, mas foi em parte prejudicada pelas exceções nelas contidas (introduzidas por emendas parlamentares) e pela resistência dos demais Poderes. Diante de tudo isso, só um crescimento econômico acima dos padrões verificados historicamente ou a volta da inflação, que é uma solução perversa, evitará o grande colapso. Concluindo, podemos dizer que, se o governo atual conseguir receitas extras (que estão cada vez mais escassas), poderá honrar os reajustes até seu final. No entanto, a folha de pagamentos ficará insustentável, quando cessarem definitivamente essas receitas. E aí, finalmente, seremos a Grécia do Brasil.
Clique no link a seguir para ler a íntegra da devastadora análise feita pelo economista Darcy Francisco Carvalho dos Santos 


Filho de Lula não consegue se eleger vereador em São Bernardo


Marcos Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente, repetiu o vexame do Partido dos Trabalhadores no ABC Paulista e não se elegeu vereador em São Bernardo do Campo, berço político do pai. Com apenas 1.504 votos, ele amargou a 58ª colocação. O vereador mais votado na cidade foi o tucano Pery Cartola, que obteve 7.540 votos. Marcos é filho adotivo de Lula e filho biológico da ex-primeira-dama Marisa Letícia com seu primeiro marido. Ele foi eleito para o cargo em 2012 com 2.378 votos a mais do que obteve hoje.

João Doria perdeu em apenas duas zonas eleitorais em São Paulo


Eleito em primeiro turno à prefeitura de São Paulo, um feito inédito, com 53,29% dos votos, João Doria Jr. (PSDB) foi o mais votado em 56 das 58 zonas eleitorais da capital paulista. Apoiado pelo governador Geraldo Alckmin e martelando o discurso de que não é um político, e sim um gestor, João Doria venceu em regiões da periferia da cidade que normalmente repelem candidatos tucanos. Apesar do segundo lugar na eleição, o prefeito Fernando Haddad (PT) não venceu em nenhuma zona eleitoral paulistana. No extremo Leste de São Paulo, João Doria foi o mais votado, entre outros, em Guaianases (34,99% dos votos), Itaim Paulista (38,67%), Itaquera (47,63%), São Miguel Paulista (46,14%) e São Mateus (40,32%), zonas eleitorais em que o prefeito Fernando Haddad venceu o tucano José Serra nos dois turnos em 2012. O empresário também foi o mais votado em bairros da Zona Norte como Perus (40% dos votos) e Brasilândia (44,45%), que deram vitórias nos dois turnos a Haddad há quatro anos, e manteve a tendência tucana de vencer em Tucuruvi (59,24%) e Lauzanne Paulista (57,09%), onde Serra foi vitorioso em 2012. As duas únicas zonas eleitorais em que João Doria foi derrotado na capital paulista ficam no sul da cidade, Parelheiros e Grajaú, onde a ex-prefeita Marta Suplicy venceu com 37,15% e 31,55%, respectivamente. João Doria foi o mais votado em Capão Redondo (37,8%) e Jardim Ângela (35,18%), também na Zona Sul. Associada por adversários às medidas impopulares que o governo do presidente Michel Temer (PMDB) pretende implementar para estabilizar a economia, Marta Suplicy perdeu a penetração que tinha junto ao eleitorado da periferia paulistana. No primeiro turno da eleição de 2008, última vez em que disputou a prefeitura de São Paulo, Marta havia vencido em 24 zonas eleitorais, a maioria delas nos extremos Norte, Leste e Sul da cidade. As maiores vantagens de João Doria em relação aos adversários se deram em redutos tradicionalmente tucanos das regiões central e oeste de São Paulo. Indianópolis, onde fica a sede estadual do PSDB, deu 73% de seus votos ao empresário, enquanto Jardim Paulista deu 71,7% e a Moóca, 70,02%. 

PT fica em 10º lugar em número de Prefeituras: 256; era o terceiro, com 630

Partido consegue (re)eleger o prefeito de uma única capital: Rio Branco; disputará Recife, mas vai perder

Por Reinaldo Azevedo - A derrota do PT em São Paulo é um símbolo da derrocada do partido no País. Em 2012, o partido elegeu 630 prefeituras. Só perdeu, então, para o PMDB e para o PSDB. Agora, de terceiro partido com mais cidades sob a sua gestão, tornou-se o 10º. Quando o DEM, que continua encolhendo em número de cidades, conseguiu apenas 276 prefeitos, há quatro anos, houve quem previsse a sua extinção. Pois bem: o partido de Lula elegeu, desta vez, apenas 256, cinco a menos do que os democratas, que ficaram com 261. De 630 para 256, há um encolhimento de 59,4%. O PMDB passou de 1.015 para 1.027, um crescimento modesto, de 1,2%. Quem mais avançou no total de cidades foi o PSDB, que conquistou 791, 15,3% a mais do que as 686 de há quatro anos. O PSD, do ministro Gilberto Kassab, também não tem do que reclamar. É a terceira legenda em número de cidades, com 494, 20 a mais do que há quatro anos. 



Os petistas esperavam, sim, um desempenho ruim, mas não contavam com o tamanho do desastre. O partido foi praticamente varrido das capitais, restando-lhe apenas o consolo de Rio Branco, no Acre, onde o prefeito Marcus Alexandre se reelegeu no primeiro turno, com 54,87% dos votos válidos. A legenda disputará o segundo turno em Recife, onde João Paulo enfrentará Geraldo Júlio, do PSB, que não levou a eleição de cara por apenas 0,7%. Ou por outra: os companheiros serão derrotados, e isso é certo como dois e dois são quatro. Mas o desastre é ainda maior. São Paulo conta com 645 municípios. Em 2012, ainda no tempo das vacas gordas, os companheiros já tiveram um desempenho modesto no Estado: 72 Prefeituras. Desta vez, atenção, foram apenas 7! E o partido disputa o segundo turno em Santo André e Mauá. Os municípios que terão gestões petistas cabem nas duas mãos e sobram três dedos: Araraquara, Barra do Chapéu, Cosmópolis, Franco da Rocha, Itapirapuã Paulista, Motuca, Nantes e Rincão.
Cinturão vermelho ficou azul
Todo mundo já ouviu a expressão “cinturão vermelho”, que designava as cidades da grande São Paulo que eram governadas pelo PT. Isso acabou. Guarulhos terá um segundo turno entre PSB e DEM. Eloi Pietá, o petista, ficou em terceiro lugar. PDT e PTN vão para a etapa final em Osasco. O candidato petista ficou em quinto lugar. Em São Bernardo, a terra política de Lula, PSDB e PPS foram para o segundo turno. O candidato dos companheiros ficou em terceiro. Em Santo André, Carlos Grana, o atual prefeito, conseguiu ir para a etapa final, mas deve ser derrotado pelo tucano Paulo Serra. É uma devastação. 

Rede, de Marina Silva, dá vexame, mas ainda pode ganhar Macapá

Partido que pretendia ser diferente disso tudo que está aí é, de fato, tão diferente, que fez apenas cinco prefeituras

Por Reinaldo Azevedo - Não é só Lula que tem muito a lamentar, não. Marina Silva, a líder máxima da Rede, também assiste a um belo vexame. Em Macapá, Clécio Luís vai disputar o segundo com Gilvan Borges: obtiveram, respectivamente, 44,59% e 26,37%. Simulações de segundo turno, até a semana passada, apontavam a possibilidade de a Rede vencer. E quase nada mais resta a comemorar. Atenção! Aquela é dada como uma forte candidata à Presidência em 2018 conseguiu eleger cinco prefeitos, menos do que legendas de que quase nunca ninguém ouviu falar, como PRP (19), PTdoB (15), PTC (15), PEN (14), PRTB (10) e PSDC (9). No Rio, o ex-petista e sempre buliçoso Alessandro Molon conquistou mísero 1,43% dos votos: 43.426 votos. Dificilmente conseguiria se eleger vereador. Alguma legenda de esquerda se saiu relativamente bem, dentro da miséria geral, além do PSOL, que disputará duas capitais? Acreditem: dentro do seu naniquismo, o PCdoB. Jandira Feghali, a barulhenta candidata do partido no Rio de Janeiro, viu seu eleitorado se esfarelar. Terminou a jornada com 3,34% dos votos apenas — muito bom para uma vereadora… Mas o PCdoB saltou de 51 para 80 prefeituras. Se algum comunista ainda quiser comemorar…

População da Colômbia rejeita acordo de paz com as Farc

Por uma pequena margem de votos, a população da Colômbia rejeitou em um referendo neste domingo o acordo de paz do governo do país com os guerrilheiros das Farc, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. O “não” ao pacto tem 50,2% dos votos, contra 49,8%% do “sim”, uma vantagem de 52 mil votos. O referendo teve um baixo comparecimento, com apenas cerca de 40% dos eleitores aptos indo às urnas. O inesperado resultado – pesquisas indicavam vitória tranquila do “sim” – derrota o acordo firmado na semana passada, depois de quatro anos de conversas, entre o presidente Juan Manual Santos e o chefe terrorista narcotraficante Rodrigo Londoño Echeverri, o Timochenko, que buscava encerrar um conflito que já dura mais de meio século. O “não” à proposta deixa as negociações entre a Colômbia e as Farc em situação incerta: confiante na vitória, Santos havia dito que não existia “plano B” para o acordo. A campanha pelo “não” teve o apoio do ex-presidente Alvaro Uribe que criticava a anistia aos narcotraficantes e terroristas das Farc. “Os americanos não dariam impunidade a Osama bin Laden, nem os franceses teriam dado impunidade ao Estado Islâmico. Por que os colombianos têm que dar impunidade total aos terroristas que atingiram tanto a Colômbia como Bin Laden atingiu os Estados Unidos?”, disse Uribe em um protesto antes do referendo. 

Lula sofre a derrota mais humilhante de sua carreira política. Seu filho não consegue se eleger vereador

O chefão petista ainda achou que tinha o antigo poder encantatório; as urnas lhe dão uma resposta avassaladora

Por Reinaldo Azevedo - É fatal que se façam também agora as perguntas que se fazem a cada resultado de uma nova eleição: quem é o grande derrotado? Quem é o grande vitorioso? Bem, acho que ninguém tem dúvida de que o PT, até pelo desempenho pífio no país, é o grande derrotado. Mas não só a legenda: a razia a que se assiste tem uma face, uma personalidade, um discurso: chama-se Luiz Inácio Lula da Silva. Ele foi o grande Midas às avessas dessa eleição. Desde quando anunciou, tentando fazer a terra tremer, que, ao convocá-lo coercitivamente para depor — o que era, de fato, uma desnecessidade —, Sergio Moro havia apenas batido no rabo da jararaca e que, para matar a serpente, seria preciso bater na cabeça, estamos esperando a reação de sua peçonha. De lá para cá, nada se viu. Os atos bisonhos foram se multiplicando. Lula resolveu sair Brasil afora apoiando candidatos. O resultado, tudo indica, foi contraproducente. Em companhia de Dilma, o ex-poderoso chefão resolveu fazer campanha, por exemplo, para Alice Portugal, do PCdoB, em Salvador, na disputa contra o prefeito ACM Neto, do DEM. A dupla só serviu para valorizar a acachapante vitória do democrata. Dava-se como certo que seria reeleito. Mas com 73,99% dos votos? Lula e Dilma fizeram o favor de emprestar a uma disputa que poderia ter apenas cores locais o sabor de uma vitória de dimensão nacional. O ex-presidente andou também pelo tal cinturão vermelho de São Paulo. Demonizou coxinhas, falou mal de tucanos, acusou conspirações, disse que tudo não passa de uma campanha para impedi-lo de voltar à Presidência, falou em nome dos trabalhadores, anunciou o corte de direitos trabalhistas, antecipou o fim do mundo… Resultado no Estado de São Paulo: sete prefeituras apenas — em 2012, foram 72. No país, míseras 256, contra 630 há quatro anos. Mas foi na capital paulista que os petistas encontraram a definição mais acabada do desastre. Como informei neste blog, logo depois do debate de quinta, na Globo, o tracking da campanha tucana começou a perceber a possibilidade de João Doria vencer no primeiro turno. Mas nem mesmo os partidários mais entusiasmados do agora prefeito eleito contavam com uma votação tão consagradora. Tudo é inédito nessa conquista: a vitória no primeiro turno, a rapidez da ascensão, o vexame protagonizado pelo petismo. Ah, meus caros, já enumerei aqui por que as coisas deram tão certo para Doria e tão errado para seus adversários. Mas não se descarte, de maneira nenhuma, a contribuição de Lula para a disparada final do candidato do PSDB. Como noticiou fartamente a imprensa, nos dias finais que antecederam a disputa, o companheiro houve por bem, ora vejam, brigar com o eleitor. Teve um ataque de Marilena Chaui. Ah, claro! Ele também colou em João Paulo, o petista que chegou a liderar a disputa pela Prefeitura de Recife. O prefeito Geraldo Júlio faz uma gestão aprovada pela maioria da população, mas o candidato do PT administrou a cidade por oito anos e deixou o cargo com boa avaliação. Tão logo evidenciou a força de sua tutela, o petista empacou. E não tem a menor chance de ser bem-sucedido na etapa final. Geraldo Júlio ficou a 0,7% de vencer no primeiro turno. O país dá um sinal maiúsculo de que não aceita mais a bobajada petista de que há apenas uma maneira de votar em favor do bem, do belo e do justo. Até porque os companheiros ficaram 13 anos no poder e nos deixaram como legado o que se vê aí. Para encerrar: Marcos Cláudio Lula da Silva, enteado de Lula, mas tornado seu filho, com o devido registro e tudo, se candidatou a vereador em São Bernardo. Sim, a campanha sempre deixou claro: “É o filho de Lula!”. O rapaz obteve 1.504 votos. Não foi eleito. Ficou na 58ª colocação. Com outro padrinho, quem sabe… 

Beth Colombo, a candidata do petista Jairo Jorge, vai disputar o segundo turno com Busato em Canoas

Beth Colombo (PRB) e Luiz Carlos Busato (PTB) irão disputar o segundo turno das eleições para prefeitura de Canoas. De acordo com a apuração divulgada no Tribunal Superior Eleitoral, a candidata do PRB ficou em primeiro lugar com 45,79% dos votos apurados, com 71.952 votos. O candidato do PTB foi o segundo colocado, com 37,30% dos votos apurados, somando o total de 58.616 votos. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os votos em brancos somaram 20.565 (9,99%) e os nulos 28.182 (13,69%). O terceiro lugar na votação ficou com Felipe Martini (PSDB) com 22.594 votos (14,38%), seguido por Paulo Sérgio (PSol) com 3.973 (2,53%).

Pepe Vargas, PT, é o grande derrotado em Caxias do Sul

O ex-prefeito e ex-ministro de Dilma Roussef, o atual deputado federal Pepe Vargas, foi o grande derrotado nas eleições de hoje em Caxias do Sul, um dos cinco municípios gaúchos com segundo turno. Os resultados foram os seguintes: Edson Néspolo, PDT - 43,54%; Daniel Guerra, PRB - 29,11%; Pepe Vargas, PT - 25,27%.

Pozzobom, PSDB, e Valdeci, PT, irão para o segundo turno em Santa Maria

Santa Maria terá um segundo turno entre Valdeci Oliveira (PT) e Jorge Pozzobom (PSDB). Os dois candidatos foram os mais votados na cidade na eleição municipal deste domingo. Com 100% dos votos apurados, Valdeci ficou com 43.746 votos (29,68%), e Jorge Pozzobom, com 43.037 (29,20%). Deputados estaduais, a dupla estreará o segundo turno em Santa Maria. Fabiano Pereira (PSB) terminou com 20.290 (13,77%), Jader Maretolli (SD) somou 19.487 (13,22%), Marcelo Bisogno (PDT) ficou com 12.515 (8,49%), Werner Rempel (PPL) conquistou 6.917 (4,69%), Alcir Martins (PSOL) fez 1.224 (0,83%) e Paulo Weller (PSTU) recebeu 178 votos (0,12%).

Paula Mascarenhas, do PSDB, é eleita em primeiro turno em Pelotas

Confirmando o favoritismo, a candidata do PSDB e atual vice-prefeita está eleita no primeiro turno com 59,86% dos votos válidos para a prefeitura de Pelotas. Paula Mascarenhas será a primeira prefeita do município e é a primeira pessoa a ser eleita no primeiro turno, desde que a cidade passou a ter dois turnos nas eleições municipais.Anselmo Rodrigues (PDT) ficou em segundo lugar com 20,23% dos votos válidos. Jurandir Silva (PSOL) foi o terceiro mais votado, com 11,62%. Miriam Marroni (PT) foi a quinta colocada, com 6,42%. Fábio Tedesco o sexto, com 1,09%, logo à frente de Marco Marchand (PEN) com 0,61% e Ledinei Santana, com 0,17%. Flávio de Souza, que teve sua candidatura indeferida, recebeu 485 votos.

Fátima Daudt, do PSDB, acaba dinastia do PT e vence as eleições em novo Hamburgo

Fátima Daudt, do PSDB, derrotou surpreendentemente todos os caciques políticos do município de Novo Hamburgo, Grande Porto Alegre, que há 12 anos estava nas mãos do PT. Ela foi eleita com 32.435 votos. Fátima Daudt conseguiu 33.223 votos (30,98%) derrotando Paulo Ritzel (PMDB). No total, 146.654 eleitores votaram na eleição de Novo Hamburgo, que teve ainda Luis Lauermann (PT) em terceiro com 21,11% dos votos, Leonardo Hoff (PP) em quarto com 11,85%, e Rafael Schüler (Psol) em quinto, com 1,39%. Os demais candidatos não atingiram 1% dos votos.

Capital de Rondônia, Porto Velho, vai também decidir o prefeito no segundo turno


Rio Branco, lá no fim do Brasil, elege o único prefeito petista de capital


PMDB elege a prefeita de Boa Vista


Macapá vai ao segundo turno para escolher seu prefeito


Artur Virgilio Neto vence no primeiro turno em Manaus, com folga, mas precisa confirmar no segundo turno


PT também foi detonado, devastado, em Belém do Pará


Aracaju, no minúsculo Sergipe, é o grande forró do esquerdismo no Nordeste


Maceió só decidirá seu destino no segundo turno, mas o do PT já está selado


Recife vai a segundo turno, apenas por um detalhe, Geraldo Julio, do PSB, deve ganhar


Paraibanos de João Pessoa resolvem a eleição no primeiro turno


Natal resolve a eleição no primeiro turno, Carlos Eduardo é o novo prefeito, com 63,42% dos votos


PT é arrasado em Fortaleza, segundo turno terá Roberto Claudio e Capitão Wagner


Teresina, no Piauí, liquida a eleição logo no primeiro turno


São Luis vai ao segundo turno


Iris Resende ganha a eleição no primeiro turno em Goiânia, mas está difícil o páreo no segundo turno


ACM Neto passa de motoniveladora sobre PT e PCdoB em Salvador


Vitória deu um pontapé no PT


Cuiabá também varre o petismo de sua política