domingo, 9 de outubro de 2016

Orientado por advogados, o bilionário de papel Eike Batista fingiu contratar o marqueteiro baiano João Santana para entregar dinheiro ao PT


Em depoimento à Justiça Eleitoral no processo que pede a cassação da chapa Dilma-Temer, o empresário Eike Batista repetiu informações que já havia prestado ao juiz Sergio Moro no âmbito da Lava-jato. Disse que em 2012 Guido Mantega lhe fez um pedido de 5 milhões de reais para a pagar dívidas do PT. Após o pedido, Mônica Moura lhe procurou solicitando os recursos, com isso, ficou subentendido que se trava do acordo firmado com Mantega. Para operacionalizar o pagamento, Eike disse que seus advogados o orientaram a pedir que a empresa de João Santana lhe desse pelo menos um estudo, para justificar o pagamento. O empresário explicou que recebeu o serviço e que, como se tratava de um esquema, o trabalho não chegava nem perto do valor que ele repassou pelo serviço com o objetivo de quitar a dívida do PT. Além disso, Eike comentou que, em 2006 e 2007 fez doações voluntárias a candidatos que gostava do PT, PSDB e PMDB totalizando mais ou menos 20 milhões de reais.

Black block brasileiro é preso na Ucrânia acusado de terrorismo


Um brasileiro foi preso na quinta-feira no aeroporto internacional de Borispol, na Ucrânia, sob suspeita de terrorismo. Trata-se do black block Rafael Marques Lusvarghi, de 31 anos, que se notabilizou ao ser detido e arrastado por policiais durante um protesto contra a Copa do Mundo, em São Paulo, em junho de 2014. Lusvarghi estava na Ucrânia lutando ao lado de separatistas russos desde o ano retrasado e fazia parte do 1º batalhão de um grupo intitulado DPR. Em nota, o Itamaraty disse que foi comunicado sobre a detenção de Lusvarghi e que a embaixada brasileira na Ucrânia já entrou em contato com as autoridades locais para conseguir visitá-lo e obter mais informações sobre as circunstâncias da prisão. O Serviço de Segurança da Ucrânia divulgou em suas redes sociais o vídeo do momento da prisão. Segundo as autoridades, ele seria o responsável por recrutar mercenários para os separatistas. Ele teria sido apreendido com uma medalha por serviços de combate e com um notebook que trazia conversas entre ele e líderes de grupos acusados de terrorismo. No Brasil, Lusvarghi foi preso sob acusação de associação criminosa (ainda não havia a lei anti-terrorismo) em 23 junho de 2014 junto com o estudante Fabio Hideki Harano. Ficou detido por 45 dias, mas foi solto após ser absolvido na Justiça. Na época, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo classificou a dupla como os “primeiros black blocs presos” em flagrante na capital. Lusvarghi era aficionado por história russa e cultura militar. Ele tinha uma coleção de álbuns com retratos dos líderes da Revolução Russa. Obcecado por vikings, tem tatuada no braço a palavra Berserk, nome de um mangá, posteriormente transformado em anime, inspirado nos guerreiros da mitologia nórdica. Ele nasceu em Jundiaí, em uma família de classe média. A mãe é professora formada em Biologia e o pai, de quem ela é separada, gerencia uma pequena empresa em Minas Gerais. É o mais velho de quatro irmãos. Um deles conta que, desde pequeno, Lusvarghi sonhava alistar-se na Legião Estrangeira da França. Aos 18 anos, comprou uma passagem para aquele país, onde morou por três anos – como integrante da tropa, segundo disse a familiares. Quando regressou ao Brasil, prestou concurso para soldado da Polícia Militar em São Paulo e ficou na corporação entre março de 2006 e julho de 2007. O motivo de sua saída é desconhecido, mas em agosto ele já prestava um novo concurso, desta vez para ser PM no Pará. Aprovado, permaneceu na corporação até 2009 e, mais uma vez, saiu antes de concluir o curso de oficial. Em 2010, ele já havia passado um tempo em Kursk, na Rússia. Segundo parentes, teria estudado administração na cidade e tentado alistar-se no exército russo. Como não conseguiu, voltou ao Brasil em janeiro de 2014. Em setembro do mesmo ano, teria ido para a Ucrânia para ingressar as fileiras dos separatistas. 

Lava-Jato recusa delação de executivo da Odebrecht que viajava com Lula, o propineiro Alexandrino Alencar


A Procuradoria-Geral da República recusou a proposta de delação de Alexandrino Alencar, o ex-executivo da Odebrecht que acompanhava o poderoso chefão da Orcrim petista, Lula, nas suas viagens pelo Exterior. Os procuradores consideraram as informações prestadas por Alexandrino Alencar inconsistentes para produzir algum tipo de benefício penal a ele. Alexandrino Alencar foi muito amigo dos políticos gaúchos, e também de publicitários e jornalista. Não foi só a delação de Alexandrino Alencar que foi recusada. Outros cinco executivos também tiveram as negociações interrompidas pelo mesmo motivo.

A mulher sapiens petista Dilma Rousseff tentou “comprar” Congresso do Paraguai em benefício do ditador Hugo Chavez


Quando recebeu a primeira visita do ditador venezuelano Hugo Chávez, em junho de 2011, a mulher sapiens petista recém-empossada Dilma Rousseff fez uma revelação chocante. Logo no primeiro minuto da conversa, a presidente do Brasil fez um relato de como o seu antecessor, o poderoso chefão da orcrim petista, Lula, e ela própria, estavam trabalhando para colocar a Venezuela dentro do bloco do Mercosul. Isso está relatado em um telegrama diplomático enviado de Brasília para a Embaixada brasileira em Caracas no qual há uma transcrição do diálogo entre Dilma e Chávez registrado no dia 6 de junho de 2011. O documento foi classificado como “secreto” e só poderia ser disponibilizado ao público em 2026, mas foi obtido por Veja. Segundo o documento, cuja autenticidade foi checada por VEJA, Dilma afirma que enquanto Lula atuava na diplomacia paralela, o governo tomava medidas concretas para convencer o Congresso paraguaio a aprovar o ingresso da Venezuela no bloco. Dilma chega a dizer que um decreto legislativo aprovado pelo Senado brasileiro três semanas antes do diálogo fazia parte da estratégia de pressão sobre os paraguaios. 
Em maio de 2011, o Senado alterou o indicador para o cálculo do pagamento pela energia que o Paraguai vende para o Brasil, triplicando o valor. Foi o que Dilma chamou de “troca de notas”. A relatora do projeto foi a senadora Barbie petsita Gleisi Hoffmann (PT-PR), que classificou como “justa” e estratégica a medida que fez subir de 120 milhões de dólares para 360 milhões de dólares o custo da aquisição do excedente paraguaio de energia. O presente de Dilma aos paraguaios teve um impacto direto no Tesouro, que assumiu a diferença do valor da fatura. Mas não demorou para a conta chegar na luz dos brasileiros. Três anos depois, os cidadãos já pagavam 29% a mais pela energia. Mas a tentativa de comprar o Congresso Paraguaio com a enxurrada de dólares por meio de Itaipu fracassou. Os parlamentares paraguaios barraram a entrada dos chavistas no Mercosul. E Dilma e Chávez não deixaram de operar nas sombras para manipular o bloco. Em seu livro de memórias, o ex-presidente José Mujica, do Uruguai (ex-terrorista tupamaro), revelou como Dilma operou diretamente para manipular o Mercosul em favor da Venezuela. Em 22 de junho de 2012, o Congresso do Paraguai decidiu pelo impeachment do presidente Fernando Lugo. Dilma e a então presidente argentina Cristina Kirchner pediram a suspensão dos paraguaios sob o argumento de que o que havia acontecido era uma “ruptura democrática”, apesar de ter ocorrido em conformidade com as leis paraguaias. Mujica era contra. A então presidente Dilma Rousseff mandou um avião da FAB a Montevidéu, onde um assessor de Mujica embarcou para Brasília. Ao emissário, a presidente apresentou “provas do golpe” no Paraguai: documentos, fotografias e gravações produzidas pelos serviços secretos da Venezuela e de Cuba. A encenação foi suficiente para que Mujica também votasse pela suspensão do Paraguai. Em 2013, já com a Venezuela no Mercosul, Dilma descerrou a placa de inauguração da obra que foi prometida cinco anos antes pelo seu antecessor, o poderoso chefão da Orcrim petista, Lula, que, além de ter sido o articulador da operação que triplicou o preço da energia, prometeu aos paraguaios uma linha de transmissão conectando a capital Assunção a Itaipu. A “obra-presente” de Lula ficou pronta dentro do prazo e colocou o Paraguai no mapa da competitividade industrial. 


Com um custo de energia até 70% mais baixo que no Brasil, o país vizinho passou a atrair dezenas de empresas. Algumas delas deixaram de se instalar ou ampliar suas operações no Brasil, para usufruir os benefícios do Paraguai. O presente brasileiro para os paraguaios sugará muito mais que energia de Itaipu. Nos últimos dois anos, trinta empresas brasileiras transferiram suas operações ou abriram filiais no Paraguai, atraídas pelos impostos baixos, mas, sobretudo, pela energia barata. No Paraguai, o megawatt hora custa menos de um terço que no Brasil. O maior empecilho para que mais empresas se instalassem por lá era a pouca oferta de energia. Agora, com a ajuda dos governos petistas, isso não é mais problema. Desde então o país tem infraestrutura necessária para os novos empreendimentos. “A linha de 500 quilovolts é um feito tão impactante para nós quanto foi a construção de Itaipu”, definiu, na ocasião, o presidente paraguaio Horácio Cartes. No mês passado, já com o Brasil sob o governo de Michel Temer, Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai aprovaram uma medida que obriga a Venezuela a se adequar às normas do Mercosul e regularizar o seu ingresso no bloco, sob pena de suspensão. O prazo final para os venezuelanos cumpram as exigências é 31 de dezembro. Como ingressou por meio de uma operação irregular, a Venezuela não cumpriu todos os passos jurídicos previstos para fazer parte do Mercosul. 

Ministério Público Federal denuncia ex-conselheiro do Carf por corrupção passiva

O Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF/DF) denunciou na sexta-feira (7) à Justiça Federal um advogado ex-conselheiro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) e o sócio dele, alvos da Operação Zelotes, da Polícia Federal. O ex-conselheiro do Carf é acusado de corrupção passiva e tentativa de obstrução das investigações, crime também atribuído a seu sócio. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados porque a ação penal ainda é sigilosa. De acordo com o Ministério Público Federal no Distrito Federal, as investigações revelaram que o então integrante do Carf – órgão colegiado do Ministério da Fazenda, última instância administrativa dos processos fiscais – solicitou dinheiro em troca da promessa de interferência em recurso do Itaú Unibanco Holding em andamento no conselho. No processo, a Receita Federal cobra R$ 25 bilhões do banco. Se condenado pelo crime de corrupção passiva, o ex-conselheiro pode receber pena que varia de dois a 12 anos de prisão e multa. Já pela interferência no andamento das investigações, a punição prevista em lei é de três a oito anos de reclusão e multa. Na ação, o Ministério Público Federal também pede que a Justiça condene o ex-conselheiro a pagar uma indenização de, no mínimo, R$ 1,5 milhão. Os denunciados começaram a ser investigados após o presidente do Carf ter sido avisado – pelo representante do contribuinte – que um conselheiro estava tentado corromper seu advogado. A partir de então, as informações foram encaminhadas à Corregedoria-Geral do Ministério da Fazenda, que tomou as providências para instauração de inquérito policial. Na denúncia, os procuradores federais Frederico de Carvalho Paiva e Hebert Reis Mesquita destacam que relatos do representante do banco sobre as abordagens pessoais do então conselheiro serviram de base para a apuração do caso. Em meio às investigações, policiais federais acompanharam um dos encontros entre o ex-conselheiro e o advogado do banco. A conversa, que aconteceu em um shopping de Brasília, revelou que mais dois conselheiros seriam cooptados pelo denunciado para votar a favor do banco. De acordo com o Ministério Público, o ex-conselheiro pediu propina de R$ 1,5 milhão em troca da sentença de absolvição do banco. O valor combinado seria pago por meio da simulação de contratos de prestação de serviços por um escritório de advocacia. O ex-conselheiro chegou a ser preso em flagrante pela Polícia Federal, mas pagou fiança e responde ao processo em liberdade. Em relação à acusação de obstrução das investigações, o Ministério Público diz ter provas de que o ex-conselheiro e seu sócio esvaziaram um cofre da empresa deles e corromperam um disco rígido de um computador que seria alvo de busca e apreensão.

Ex-presidente de empreiteira diz que sofreu "'pressão horrorosa" para doar para campanha da mulher sapiens petista Dilma Rousseff


O ex-presidente do Grupo Andrade Gutierrez, o empreiteiro propineiro Otávio Marques de Azevedo - em depoimento como testemunha na ação movida pelo PSDB contra a campanha de 2014 da mulher sapiens petista e ex-presidente Dilma Rouseff, e seu então vice, Michel Temer - afirma que sofreu pressão para repassar recursos para a chapa e que dinheiro de propina foi encaminhado como doação oficial. O executivo disse que foi procurado várias vezes por dirigentes do PT para fazer o repasse. Segundo Otávio Marques de Azevedo, poucos meses antes da eleição de 2014 e dias depois de ter doado R$ 10 milhões para a campanha da petista, ele recebeu uma "pressão horrorosa" de Giles Azevedo, um dos coordenadores da campanha de Dilma. Ele cita ainda abordagens de Edinho Silva - ex-tesoureiro do partido e eleito prefeito de Araraquara (SP) -, do ex-tesoureiro João Vaccari Neto e também do ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci. "O Giles ligou e disse que é um absurdo (a empresa não ter feito doação à campanha de Dilma em agosto de 2014). Sofri uma pressão horrorosa do Giles", afirmou Azevedo em depoimento ao ministro Herman Benjamin, também do Supremo Tribunal de Justiça, relator da ação no Tribunal Superior Eleitoral. De acordo com o depoimento, Vaccari teria pressionado Azevedo até mesmo em período não eleitoral. "Vaccari iaa lá reclamar. Várias vezes foi lá reclamar comigo de que os executivos da construtora não estavam pagando o emolumento combinado. E então, a coisa era assim: "Você procure o chefe deles. É com eles. Não é comigo. Comigo é eleição. Na hora que chegar, que tiver eleição, a gente conversa" — contou Azevedo, que afirmou que, apesar de comandar o grupo, não se envolvia tanto na construtora. O ex-presidente da empreiteira contou que teve pagar propina ao PT e ao PMDB quando se formou o consórcio para construir a Usina de Belo Monte, o que ocorreu em 2008. Ele disse que ficou acertado que 0,5% de todos os projetos federais, em todas as áreas, tocados pela Andrade Gutierrez, ia para o PT e outro 0,5% para o PMDB. O ex-dirigente ressaltou que essa "contribuição" ocorreu até 2014. Em 2014, a empresa teria repassado R$ 35,6 milhões para o PT e, deste total, R$ 20 milhões para o comitê da campanha de Dilma. Segundo Otávio de Azevedo, R$ 1 milhão foi doado para a campanha do vice, Michel Temer (PMDB), e R$ 12,6 milhões para a campanha de Aécio Neves. Para o PSDB, o total teria sido de R$ 32 milhões. Sobre a diferença entre o que doou a Dilma e a Aécio Neves, o ex-presidente do Grupo Andrade Gutierraz justificou dizendo que sofria pressão dos petistas, e não dos tucanos.

Cremers inocenta pediatra gaúcha que não quis continuar atendendo mãe vereadora suplente petista

O Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers) arquivou a sindicância que envolve a pediatra Maria Dolores Bressan, que se negou a prosseguir atendendo um bebê de um ano de idade por ele ser filho de uma pessoa ligada ao PT, recomendando que a mãe procurasse outro profissional, cujo nome disponibilizou, colocando a disposição o prontuário da criança. O caso foi denunciado pela ex-secretária estadual de Políticas para Mulheres, a petista Ariane Leitão, vereadora suplente em Porto Alegre. Em março deste ano, conforme Ariane, ela recebeu uma mensagem da médica, pelo Whatsapp, cancelando a consulta e alegando constrangimento invencível, já que eles eram petistas e ela não suportava petistas. Para a ex-secretária, ela misturou assuntos profissionais e pessoais. O vice-presidente do Cremers, Fernando Matos, salienta que a sindicância foi arquivada por decisão unânime de sete conselheiros. O grupo entendeu que não houve infrações ao Código de Ética, já que a profissional não se recusou a atender uma emergência ou urgência, e ainda indicou outra pediatra e disponibilizou o prontuário. 

Itaú Unibanco compra rede do Citibank no Brasil por R$ 710 milhões

  

O Itaú Unibanco anunciou neste sábado que acertou a compra dos negócios de varejo do banco americano Citibank no Brasil por R$ 710 milhões, abaixo da expectativa do mercado. A operação inclui empréstimos, depósitos, cartões de crédito, agências, gestão de recursos e corretagem de seguros. Se considerada a provisão da carteira de crédito do Citi, a transação sobe para R$ 2 bilhões. O atendimento a médias e grandes empresas, clientes institucionais (como fundos de pensão) e famílias com grandes fortunas - o chamado Private Bank - ficaram de fora da transação. O braço de investimentos do banco americano também vai permanecer com o Citi. Após a conclusão da aquisição, que está sujeita à avaliação do Banco Central do Brasil e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), o Itaú Unibanco passará a ter R$ 1,404 trilhão em ativos, reafirmando a liderança entre bancos privados no País. O Citi anunciou em fevereiro a intenção de vender suas operações de varejo no Brasil, na Argentina e na Colômbia. Itaú Unibanco e o espanhol Santander estavam na disputa pelos ativos no Brasil. No fim de setembro, o Itaú obteve a exclusividade na negociação e, desde então, vinha acertando os detalhes da compra. Durante a semana, muitos rumores de que o negócio estava prestes a ser fechado circularam no mercado, mas todos os detalhes da transação só foram concluídos entre o final da noite de sexta-feira e início da madrugada deste sábado. O canadense Scotiabank estaria na frente na disputa pelas operações na Colômbia. O valor da compra foi considerado baixo pelos analistas. Os ativos de varejo do Citi no País chegaram a ser avaliados em R$ 8 bilhões pelo mercado. João Augusto Salles, da consultoria Lopes Filho, lembra ainda que, mês passado, o Itaú Unibanco pagou quase R$ 1,3 bilhão por 60% do Itaú BMG Consignado. O Itáu já tinha os outros 40%. O Itaú Unibanco não fez qualquer menção às provisões que terá de fazer em seu comunicado ao mercado. Pelo contrário, disse que "não se espera que essa operação acarrete efeitos relevantes nos resultados deste exercício social".  Na nota, o diretor de Relações com Investidores do Itaú Unibanco, afirmou que a transação “reforça a atuação do Itaú no mercado de alta renda, já que a base de clientes do Citibank no País é majoritariamente composta por clientes desse segmento”.  O Citi tem 71 agências e aproximadamente 315 mil correntistas. Além disso, tem R$ 35 bilhões entre depósitos e ativos sob gestão, 1,1 milhão de cartões de crédito e R$ 6 bilhões de carteira de crédito. Já o Itaú Unibanco tem mais de quatro mil agências e postos de atendimento e 44 mil caixas eletrônicos em todo o território nacional. O Itaú Unibanco explicou que a transação também inclui a compra de participações societárias detidas pelo Citibank na TECBAN (Tecnologia Bancária S.A.) e na Cibrasec (Companhia Brasileira de Securitização). Para o analista de bancos João Augusto Salles. da consultoria Lopes Filho, foram duas as motivações para que o Itaú Unibanco avançasse nas negociações com o banco americano: limitar a expansão dos concorrentes e reduzir seu custo capital. "Não é uma operação que agregue muito ao Itaú. Há muita sobreposição. As agências do Citi são majoritariamente em São Paulo, onde o Itaú tem atuação forte. O que o Itaú quer é criar barreiras aos outros bancos, especialmente ao Santander, que tinha interesse no negócio e vem expandindo a atuação no país", afirma Salles. Com a compra do HSBC pelo Bradesco (a migração efetiva de clientes do banco britânico para a operação do Bradesco ocorreu neste sábado) e saída do Citi do País, o único grande banco estrangeiro com operação relevante no varejo bancário brasileiro será o Santander. Salles afirma que o Itaú Unibanco tem excesso de capital, ao contrário dos bancos públicos. Ao fazer uma aquisição, ele usa recursos próprios, reduzindo o custo de capital: "O Itaú Unibanco tem muito capital próprio, que rende menos que o de terceiros. É bom que ele reduza esse excedente", explica o analista.

S&P diz que Brasil está a anos de distância de recuperar grau de investimento


A aprovação inicial de um limite de gastos públicos é um passo na direção certa, mas ainda vai levar anos e serão necessárias outras difíceis reformas para o Brasil recuperar a cobiçada classificação grau de investimento, afirmou Lisa Schineller, analista sênior da agência de classificação de risco Standard &Poor's. A S&P tirou o selo de bom pagador do Brasil em setembro do ano passado. Agora, a agência classifica o País como BB, dois degraus abaixo do grau de investimento. Durante a reunião do FMI (Fundo Monetário Internacional) e do Banco Mundial, em Washington, Lisa Schineller, da S&P, disse que, para mudar a perspectiva negativa do Brasil, a agência precisa ver ações concretas do novo governo para reforçar suas esgotadas contas fiscais. "A aprovação é certamente um avanço, mas estamos nos estágios iniciais", disse Schineller, acrescentando que o governo precisa avançar com outras medidas para tornar o limite de gastos viável, entre elas uma revisão do seu caro sistema de previdência: "Agora, o que nós realmente estamos focando são os detalhes das reformas e o que será colocado sobre a mesa e que pode ser aprovado". Na última quinta-feira, a comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou a PEC que freia o crescimento dos gastos públicos, estabelecendo um limite por 20 anos para o avanço das despesas primárias, com possibilidade de alteração no índice de correção a partir do 10º ano.  O texto-base da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) obteve 23 votos a favor e 7 contra no colegiado, em uma vitória para o governo de Michel Temer. A PEC segue para o plenário da Câmara, onde precisa passar por dois turnos de votação.  A proposta está no coração do plano de austeridade de Temer para fechar uma lacuna fiscal que custou ao Brasil seu grau de investimento no ano passado. Lisa Schineller disse que as experiências passadas na Índia, Rússia e Colômbia mostram que um retorno ao rating do grau de investimento é um processo difícil que leva muitos anos. É um "processo multiadministração e multiano para realmente recuperar e consolidar a trajetória fiscal", disse Lisa Schineller: "Quando você olha para os desafios fiscais no Brasil é difícil ver isso (recuperação do grau de investimento) acontecendo muito rapidamente".

Presos da operação Sevandija são soltos após decisão do STJ

Todos os presos pela operação Sevandija, deflagrada pela Polícia Federal e o Gaeco, do Ministério Público paulista, conseguiram habeas corpus para deixar a prisão nos últimos dias e já estão em casa. A operação – cujo nome significa "parasita" – foi deflagrada no dia 1º de setembro e apura um esquema de corrupção responsável por desviar dinheiro de contratos que somam ao menos R$ 203 milhões na prefeitura de Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo). A primeira fase da operação foi encerrada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público com 31 pessoas denunciadas por irregularidades na terceirização de mão de obra a órgãos públicos, na contratação de obras da rede de água e no pagamento de honorários advocatícios a um escritório. Entre os crimes atribuídos aos envolvidos está o de organização criminosa e corrupção ativa e passiva.  Os presos foram soltos após conseguirem, a partir de quarta-feira (5), liminares no Superior Tribunal de Justiça para deixar as prisões em que estavam. A Sevandija resultou nas prisões de 16 pessoas e nas suspensões dos mandatos de nove parlamentares, dos quais oito não se reelegeram no último domingo (2). Na sexta-feira (7), seis dos que foram soltos estiveram no Fórum de Ribeirão Preto para assinar documentos referentes à soltura, entre eles os ex-secretários da prefeitura Marco Antonio dos Santos e Luchesi Junior, além do empresário Marcelo Plastino, dono da empresa Atmosphera, suspeita de envolvimento fraudulento na terceirização de mão de obra para a prefeitura. Nenhum deles comentou o escândalo ou a prisão. Os envolvidos nas investigações estão proibidos de manter contato com os outros investigados pela Sevandija, não podem sair da cidade, estão proibidos de entrar em prédios públicos e também devem comparecer ao Fórum a cada 15 dias. Após a deflagração da Sevandija, a prefeitura se viu obrigada a romper contrato com a Atmosphera, que tinha 586 funcionários distribuídos na administração. Com isso, o governo da prefeita Dárcy Vera (PSD), sob a alegação de não ter estrutura para atender os moradores, decidiu reduzir os horários de atendimento. A suspeita da operação é que a prefeitura usava a Coderp (companhia de desenvolvimento) para contratar a empresa Atmosphera, por meio de licitações fraudulentas, para abrigar funcionários terceirizados que deveriam ser contratados em concurso público. Esses funcionários eram indicados por aliados da prefeita, sobretudo vereadores. Além de perder os quase 600 terceirizados, o governo Dárcy viu três secretários serem presos na operação. A prefeita foi flagrada em grampos telefônicos que indicam que ela usou a distribuição de cargos no governo, numa triangulação feita com uma empresa suspeita, para comprar apoio político dos vereadores na Câmara, de acordo com a operação.

Santander compra operação de varejo do Citi na Argentina


O Santander Rio, operação argentina do banco espanhol, fechou a compra da operação de varejo do Citibank na Argentina neste domingo (9). O valor do negócio não foi divulgado e a aquisição precisa passar pela aprovação das autoridades regulatórias do país. O anúncio ocorre um dia depois de o Itaú fechar a compra do segmento de varejo no Brasil por R$ 710 milhões. O Santander também disputava a operação no Brasil. A venda da operação de varejo na Argentina envolve US$ 1,4 bilhão em ativos, incluindo cartões de crédito, empréstimos pessoais e corretora, segundo o Citi. Assim como no Brasil, o banco americano continuará na Argentina, mas oferecerá serviços para os segmentos corporativo, de banco comercial e de banco de investimentos. O Santander Rio informou que, na aquisição, serão incorporados 500 mil clientes e 70 agências. Hoje o banco espanhol atende 2,7 milhões de clientes em 401 agências. Em comunicado, o banco informa ainda que se consolida como o maior banco privado na Argentina. O Citi anunciou, no começo do ano, a intenção de deixar a operação de varejo no Brasil, Argentina e na Colômbia.

Ciro Gomes diz que Lula se queimou e chama Temer de golpista, continua o mesmo coronel nordestino desbocado

O ex-ministro Ciro Gomes, possível candidato a presidente em 2018 pelo PDT, afirmou que o PT não está morto, mas "quem está em final de ciclo é o Lula". Disse que o ex-presidente "brincou de Deus e se queimou". Foi após pergunta que citava a possibilidade de Ciro ser apoiado pelo PT em 2018, segundo lideranças do partido, que apontaram porém problemas como sua troca constante de legenda – sete, até o momento– e o risco de não ter o apoio do próprio PDT. 

Durante entrevista pública no Festival Piauí GloboNews de Jornalismo, ele comentou ainda, sobre o presidente do PDT, Carlos Luppi, que "é um amigo". Além de Lula, Ciro criticou outros eventuais presidenciáveis como o senador Aécio Neves, o governador Geraldo Alckmin, o ministro José Serra e a ex-ministra Marina Silva. Chamou o presidente Michel Temer de "golpista salafrário" e voltou a criticar Lula, porque "botou um canalha de vice da Dilma, um picareta", referências a Temer. Questionou também o candidato a prefeito do Rio de Janeiro e principal liderança do PSOL, Marcelo Freixo, pelo que chamou de "estreiteza moralista". Por fim, chamou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso de, entre outras qualificações, "um traidor do Brasil". Ninguém se salva no Brasil, a não ser o neocoronel cearense desbocado Ciro Gomes.

Papa anuncia grupo de 17 novos cardeais, incluindo brasileiro; ele está terceiro-mundializando a Igreja Católica, esquerdizando o mundo católico


O papa Francisco disse neste domingo (9) que elevaria 17 sacerdotes para o posto de cardeal, incluindo 13 que têm menos de 80 anos e, portanto, são elegíveis para participar de um conclave que um dia escolherá seu sucessor. Um dos cardeais eleitos, entre aqueles com menos de 80 anos, é do Brasil. Trata-se do arcebispo de Brasília, Dom Sérgio da Rocha, que também é presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB, o sindicato comuno-petista da Igreja Católica no Brasil). Os cardeais são os membros mais altos da hierarquia católica romana após o papa. Cada vez que um papa nomeia novos cardeais, ele coloca seu selo sobre o futuro da igreja global de 1,2 bilhão de membros. Ou seja, o papa está terceiro-mundializando a Igreja Católica, e alçando ao cardinalício uma grande quantidade de bispos esquerdopatas. Francisco, ao fazer o anúncio surpresa durante seu discurso semanal de domingo, disse que os homens vieram de cinco continentes e que a cerimônia para elevá-los, conhecida como consistório, será realizada em 19 de novembro. É a terceira vez que Francisco nomeia novos cardeais desde sua eleição em 2013 como o primeiro pontífice não europeu em 1.300 anos. Além de Brasil, os novos cardeais eleitos, entre aqueles com menos de 80, vieram da Itália, República Centro Africana, Espanha, Estados Unidos, Bangladesh, Venezuela, Bélgica, Ilhas Maurício, México e Papua Nova Guiné.