terça-feira, 11 de outubro de 2016

Teori Zavascki nega pedido de liberdade do comuno-petista-trotskista Antonio Palocci e de seu assessor sérvio Branislav Kontic

 

O ministro Teori Zavascki, relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal, negou nesta terça-feira pedido do comuno-trotskista e "porquinho" petista e ex-ministro Antônio Palocci e de seu ex-assessor, o sérvio também comuno-trotskista Branislav Kontic, para serem soltos. Os dois entraram com um pedido de reclamação e argumentaram que foram presos durante o período de eleição, o que é vedado pela legislação eleitoral, exceto em flagrante delito. "Não cabe decretar qualquer modalidade de prisão cautelar, salvo em flagrante delito, eis que vivemos o efêmero período de imunidade eleitoral", argumenta o advogado José Roberto Batochio, que atua na defesa dos comunistas-trotskista Palocci e Kontic. A defesa pediu uma liminar com a imediata libertação dos dois até o julgamento final da reclamação. Teori, em sua decisão, afirma que não cabe a reclamação. O recurso é contra decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que já havia negado um habeas corpus aos dois. Para Teori, não houve qualquer ofensa na decisão do TRF. Palocci e Kontic foram preso em 29 de setembro na 35ª fase da Operação Lava-Jato, batizada de "Omertà". A prisão de Palocci aconteceu no seu apartamento nos Jardins, em São Paulo. Palocci foi ministro da Fazenda do poderoso chefão da Orcrim petista e ex-presidente Lula e ministro da Casa Civil na gestão de Dilma. Era um dos coordenadores da campanha do PT à Presidência e mantinha um escritório de consultorias.

Sociólogo diz que PT vai morrer se indicar Lula para a Presidência em 2018


O sociólogo Antonio Lavareda afirmou que para o PT sobreviver nas eleições de 2018, após a devassa da Operação Lava Jato, será preciso “resistir à tentação” de lançar o ex-presidente Lula como candidato a presidente no próximo pleito. “Em 2018, o candidato ideal vai ser, entre aspas, acompanhado pelo saldo de informações da Lava Jato”, afirmou Lavareda. “A pior opção do PT para 2018 do ponto de vista de reconstrução de sua imagem será resistir à tentação de usar o capital eleitoral do presidente Lula e fazê-lo candidato, porque aí o processo de redefinição de sua imagem será perdido”, completou.  A afirmação do diretor-presidente da MCI Estratégia e professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) foi feita durante palestra nessa segunda-feira, 10, na Associação Comercial de São Paulo (ACSP), em conjunto com encontro do Conselho Político e Social da entidade, coordenado pelo ex-senador Jorge Bornhausen. Para ele, por mais que Lula tenha um eleitorado fiel, não é possível trabalhar o que há de positivo em sua imagem sem que isso evoque também o que há de negativo. Lavareda ressalta que achar um nome alternativo será um dos desafios da esquerda, que se fragmentou e se enfraqueceu nestas eleições. A grande vantagem do PT, disse, é o enraizamento que construiu junto a parcela considerável da população. Lavareda também afirmou durante a palestra que o número crescente de eleitores que não votaram nas últimas eleições municipais “não é relevante”. “Essa é uma falsa questão. Nosso sistema político tem dezenas de outros problemas com os quais se preocupar”, disse. Entre as capitais, as maiores taxas de alienação eleitoral (soma dos votos branco, nulos e abstinências) em 2016 foram em Belo Horizonte, no Rio de Janeiro e em São Paulo. Lavareda chamou atenção para o índice de Manaus (17,6%), justificado pelo cadastro de biometria praticado na capital amazonense. “Será que a população do extremo norte brasileiro tem uma consciência de participação maior do que o Sudeste? Bobagem. Isso tem a ver com a biometria. A biometria é um recadastramento, ou seja, fez uma limpeza no cadastro eleitoral. Ela expurgou as mortes não comunicadas, eleitores que mudaram, então, ela traz um retrato mais próximo à realidade”. O cientista político lembrou que, entre 2008 e 2012, a alienação eleitoral foi de 22,3% para 28,9% na cidade de São Paulo, subindo mais do que os seis pontos percentuais vistos de 2012 para 2016, quando o índice chegou a 34,9%. “Em 2012, não chamou a atenção de ninguém, porque a mídia estava embevecida com a vitória de Fernando Haddad”, ressaltou. Para reforçar sua teoria, o Lavareda relembrou que, em 2012, Haddad foi eleito no segundo turno com 39,3% dos votos: "E nenhum jornal estampou a manchete '61% dos paulistanos não votaram no prefeito eleito no segundo turno'. Ou seja, é um não problema".

Ministro das Cidades depõe pelo celular como testemunha de Claudia Cordeiro Cruz


Chamado como testemunha da jornalista e mulher do ex-presidente da Câmara, Cláudia Cordeiro Cruz, ré da Operação Lava Jato, o ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB) respondeu de seu celular os questionamentos da defesa e disse que nunca participou de reunião ou conversa "sobre negócios com o sr. Eduardo Cunha". Ao todo, foram 11 perguntas que o tucano respondeu de forma sucinta. Disse que conheceu Cláudia em uma viagem oficial promovida pela Câmara e que nunca tratou com ela de discussões políticas. O ministro, que é deputado federal, disse ainda que conheceu Eduardo Cunha, a quem classificou de "colega de parlamento", em 2007. Questionado se Cláudia acompanhava o marido nas viagens oficiais da Câmara ele afirmou que "eventualmente" ela pode ter comparecido, mas "na condição de esposa". O ministro das Cidades faz parte do rol de 26 testemunhas arroladas pela defesa da mulher do peemedebista cassado, - incluindo parlamentares aliados de Cunha e do presidente Michel Temer, além do ex-presidente Collor (1990/1992) e até o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Francisco Resek. Cláudia Cordeiro Cruz é ré na ação penal que responde na Justiça Federal por supostamente ter lavado mais de US$ 1 milhão provenientes de crimes atribuídos ao ex-deputado. Os investigadores rastrearam o cartão de crédito no Exterior e descobriram gastos com roupas, sapatos e bolsas de grife e também em restaurantes finos na Europa. Ela também é acusada de evasão de divisas. As testemunhas foram indicadas na peça de defesa entregue ao juiz Sérgio Moro. Segundo a denúncia da força-tarefa da Lava Jato, Cláudia Cordeiro Cruz se favoreceu de parte de valores de uma propina de cerca de US$ 1,5 milhão que o marido teria recebido para "viabilizar" a aquisição, pela Petrobras, de 50% do bloco 4 de um campo de exploração de petróleo na costa do Benin, na África, em 2011.

Juiz Sérgio Moro já vê indícios de lavagem de dinheiro pelo comuno-trotskista-petista Antonio Palocci


O juiz Sérgio Moro deu mais 15 dias para a Polícia Federal investigar a Projeto, empresa de consultoria do ex-ministro da  Fazenda e Casa Civil, nos governos Lula e Dilma, o comuno-petista-trotskista Antonio Palocci, que a Lava Jato suspeita ter sido utilizada para lavar dinheiro de propina que ele teria recebido da Odebrecht para favorecer a empreiteira no governo federal. Em despacho desta segunda-feira, 10, dia que venceu o prazo inicial do inquérito, o juiz da Lava Jato apontou que já existem provas e indícios de que Palocci teria lavado dinheiro. “Apesar das provas já referidas na decisão em questão, apontando provas de materialidade de crimes e indícios de autoria em relação ao investigado, afigura-se salutar conceder mais tempo à Polícia Federal para melhor análise do material apreendido”, assinalou Moro ao entender que o grande volume de documentos apreendidos pela Polícia Federal na Operação Omertà, deflagrada em 26 de setembro, demanda mais tempo para ser analisado. Palocci também é alvo de investigações em pelo menos outras três frentes da Lava Jato, sendo dois inquéritos em Curitiba e um no Supremo Tribunal Federal, que apura o envolvimento dele e de outras dezenas de políticos por suspeita de formação de quadrilha no esquema de corrupção na Petrobrás. Um dos ministros mais poderosos dos governos petistas, ao lado do bandido petista mensaleiro José Dirceu – preso desde agosto de 2015 e já condenado na Lava Jato – Palocci foi preso temporariamente na Operação Omertà, sob suspeita de ser o elo da Odebrecht com o PT, tendo atuado para favorecer a empreiteira em diversas situações em troca de dinheiro para ele para o partido – o que é rechaçado pela defesa do petista. A suspeita é que a Odebrecht teria repassado ao ex-ministro e ao PT o montante de R$128 milhões e, por isso, o juiz da Lava Jato determinou o bloqueio de bens de todos os investigados neste valor. O sequestro alcançou a Projeto, que teve R$ 30 milhões congelados. Na semana passada, a defesa do ex-ministro pediu a liberação de R$ 79,3 mil das contas da empresa, referentes ao pagamento de despesas como impostos, salários e vale transporte para os funcionários. Palocci foi ministro da Fazenda entre 1 de janeiro de 2003 a 27 de março de 2006 durante o primeiro mandato do poderoso chefão da Orcrim petista e ex-presidente Lula. Assumiu o mandato de deputado federal em 1.º de fevereiro de 2007, licenciando-se, a partir de 1 de janeiro de 2011, para ser ministro-chefe da Casa Civil durante o primeiro mandato da mulher sapiens petista e ex-presidente Dilma. Ficou no cargo até 7 de junho de 2011. 

Marcos Valério dá novas informações em tentativa de delação

O publicitário mineiro Marcos Valério de Souza tem prestado informações ao Ministério Público Estadual de Minas Gerais e ao Ministério Público Federal em entrevistas informais que integram a negociação de uma eventual delação premiada. Condenado no processo do Mensalão do PT, réu no mensalão tucano e na Operação Lava Jato, Marcos Valério está preso na penitenciária Nelson Hungria, no município de Contagem, na região Metropolitana de Belo Horizonte, onde cumpre pena de 37 anos. Na avaliação de investigadores da Lava Jato, uma colaboração de Marcos Valério com a Justiça é possível, mesmo na complexa situação jurídica em que ele se encontra. Marcos Valério já havia dado informações sobre pessoas com foro privilegiado envolvidas no mensalão tucano e em ramificações no escândalo que apura a corrupção na Petrobras. Outras informações foram prestadas recentemente. Em março, foi revelado que o Ministério Público Federal iria procurar o empresário para tentar corroborar as informações prestadas pelo ex-senador Delcídio do Amaral em sua delação premiada. O esquema do mensalão tucano teria desviado recursos para a campanha eleitoral do ex-governador de Minas Gerais, Eduardo Azeredo (PSDB), que tentava a reeleição em 1998. A Lei 12.850 prevê a possibilidade da delação até em momento posterior à sentença. A pena pode ser reduzida até a metade ou a progressão do regime, como, por exemplo, do fechado para o semi aberto. 

Secretária do Tesouro Nacional diz que teto de gastos públicos forçará o Brasil a discutir prioridades


A secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, disse que a PEC dos gastos públicos, aprovada em primeira votação pelo Congresso na noite de segunda-feira, provoca uma "revolução" e vai fazer com que o Brasil debata quais são suas prioridades. Para ela, é "falacioso" afirmar que a medida limita gastos com saúde e educação, como argumentam críticos. Segundo a secretária, pode-se gastar mais nessas áreas - mas, como é preciso respeitar o teto geral de despesas, será necessário escolher de onde vai sair esse dinheiro. "Saúde e educação vão ter que fazer um debate muito franco sobre suas prioridades, até porque gasto público não é sinônimo de retorno, não é sinônimo de eficiência", afirmou Ana Paula Vescovi, em palestra na Fiep (Federação das Indústrias do Paraná), em Curitiba. Para ela, a medida dá início a um debate sobre a qualidade do gasto público. "Quando quisermos aumentar um gasto, ou criar um novo programa, vamos ter que discutir qual vai ser reduzido ou cancelado. Aí vem uma escolha de qualidade", declarou. Ana Paula Vescovi também defendeu, em paralelo, a reforma da Previdência — cujo déficit, no ano passado, foi de cerca de R$ 80 bilhões, e deve chegar a R$ 150 bilhões neste ano. Ela admitiu que, sem mudanças, o governo terá dificuldades, num médio prazo, em pagar os direitos dos aposentados. "Direito não é o que está escrito no papel; é o que a gente consegue suportar e pagar", declarou: "Se não fizermos a reforma, vamos, sim, ter dificuldades de pagar os direitos. É isso que precisamos evitar". Segundo a secretária, se as regras continuarem as mesmas, a carga tributária teria que aumentar em dez pontos percentuais do PIB daqui a 40 anos, o que levaria a "um caos".

Eleição em São Leopoldo está anulada, o petista Ari Vanazzi foi considerado inelegível

O presidente estadual do PT, Ari Vanazzi (membro do partido clandestino revolucionário trotskis DS - Democracia Socialista) , vencedor das eleições deste ano em São Leopoldo (cidade localizada na Grande Porto Alegre), não poderá ser diplomado e nem empossado, porque o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul o considerou inelegível. Foram quatro votos contra um. Ele poderá recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral, mas enquanto não sair a decisão do recurso, que fatalmente será contra ele, assumirá a prefeitura o novo presidente da Câmara de Vereadores, enquanto não for realizada nova eleição na cidade, desta vez sem a presença do petista Ari Vanazzi.

Acordo sobre repatriação fracassa e Rodrigo Maia diz que não votará mais o tema

O plenário da Câmara tentou na tarde desta terça-feira (11) votar o projeto que altera a Lei de Repatriação, mas não houve acordo com o PT e outros partidos menores. Com isso, o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou em plenário que a proposta está definitivamente engavetada. A Lei da Repatriação está em vigor e projeta uma arrecadação de pelo menos R$ 25 bilhões aos cofres públicos com o pagamento de Imposto de Renda e multa por parte de contribuintes que queiram legalizar recursos e bens mantidos no Exterior. O prazo de adesão termina no próximo dia 31. A Câmara queria alterar o programa para deixar mais clara a anistia criminal a quem aderir e para suavizar o valor cobrado — a tributação e a multa incidiriam sobre os bens e valores que as pessoas tinham fora do País em 31 de dezembro de 2014, e não sobre todo o montante movimentado no Exterior, como interpreta hoje a equipe econômica de Michel Temer. “Como não houve acordo com o PT, vou retirar essa matéria de ofício e ela não voltará mais a ser pautada”, afirmou Rodrigo Maia, em tom irritado, ao final da sessão. Momentos antes, ele havia dito em plenário ter recebido um telefonema do governador do Piauí, Wellington Dias (PT), que, falando em nome do grupo de governadores que negociavam o tema, afirmava aceitar acordo para votar o projeto. Apesar disso, a bancada de deputados do PT, mesmo partido de Wellington Dias, o PSD, o PCdoB e o PSOL se colocaram contra a votação e tentaram derrubar a sessão, que estava com quorum baixo nesta terça-feira, véspera de feriado. Rodrigo Maia já havia dito que esta terça-feira era o prazo limite para análise do projeto. “O PT não quer o acordo para atender os governadores do Brasil, que estão quebrados. Não posso fazer nada. Da minha parte, fiz todo o meu esforço. Agora, não vou ficar encaminhando um tema em que o prazo se encerra no fim do mês e em que há uma insegurança daqueles que querem repatriar o dinheiro. Agora eles tem a informação: a regra é a atual e o prazo é o final de outubro, fica como está”, disse o presidente da Câmara. Ele havia se reunido com governadores pela manhã para tentar um acordo, entre eles os petistas Wellington Dias e Fernando Pimentel (MG). Os governadores queriam ampliar a parte da arrecadação a que teriam direito. Eles já recebem parte do IR. Com o projeto que estava sendo negociado, iriam ficar também com parte do que excedesse R$ 25 bilhões com multas. Segundo Rodrigo Maia, com R$ 10 bilhões a R$ 12 bilhões a mais. A equipe econômica de Michel Temer era contra o projeto por avaliar que ele resultaria em perda de arrecadação para o governo em relação ao programa já vigente. O relator do projeto, Alexandre Baldy (PTN-GO), disse esperar que Rodrigo Maia recue e coloque o projeto em votação na próxima semana. “Hoje o PT ajudou o governo, o PT foi da base aliada”, afirmou, se referindo à avaliação de que o engavetamento do projeto mantém a maior parte da arrecadação para os cofres federais.

Os gastos estão sendo congelados; mas, depois, haverá corte, sim. E é o necessário!


Esse é o preço que se está pagando pela irresponsabilidade; volta do crescimento, quando voltar, compensa parte dos efeitos negativos do ajuste 

Por Reinaldo Azevedo - O que há de verdadeiro na gritaria das esquerdas, que dizem que a PEC 241 vai nos conduzir ao abismo? Vamos lá. Se o seu salário é corrigido a cada ano pela inflação, seu poder de compra se mantém. Não existe aumento real, mas também não há corrosão do valor, certo? De fato, não há corte de gastos, mas congelamento. Gastos com saúde e educação, em razão das regras especiais, vão até crescer no ano que vem. Depois, entram na regra geral. Se os senhores parlamentares quiserem carrear mais recursos para os dois setores, poderão fazê-lo desde que digam de onde sairá o dinheiro. A lei vai estabelecer o teto do conjunto, não de cada área. Caberá a sucessivos governos elaborar a peça orçamentária e negociar com o Congresso, que é, à diferença do que disseram as esquerdas no recurso enviado ao Supremo, quem dará a palavra final. Como foi que o país quebrou? Com as despesas crescendo ano a ano a um ritmo muito superior à receita. Parte disso acabou virando benefício aqui e ali para os pobres. Sim. Mas agora vejam o efeito. Muitos dos que saíram da miséria absoluta nos últimos anos já voltaram pra lá. E voltarão todos se não houver uma medida drástica. Não há corte de gastos em números absolutos, mas é evidente que há em termos relativos. A população não ficará congelada, certo. Se, hoje, existe um gasto X para uma população Y, o gasto per capita só se manterá o mesmo, depois da correção, se não houver variação no Y. Mas haverá. E, portanto, o gasto por cabeça tenderá a cair. Mais: a economia voltando a crescer, também cai o valor do Orçamento em relação ao PIB. Então o destino fatal é haver o tal esmagamento dos gastos sociais? Não necessariamente. Ainda que pareça conversa mole e saída fácil para problema difícil, uma coisa é verdadeira: será preciso aprender a gastar com mais eficiência mesmo. Há mais: se o país volta a crescer, a tendência é que aumente a renda do trabalho, que haja mais geração de empregos e que as pessoas fiquem menos dependentes do estado, havendo uma possível queda de demanda pelos serviços. É evidente que essa demanda cresce muito em períodos de crise. O estado se torna o lugar para onde todos correm. É claro que, em circunstâncias normais, não se propõe o congelamento de gastos, corrigido apenas pela inflação. Ocorre que não estamos vivendo em circunstâncias normais. Os governos do PT resolveram gastar como se não houvesse amanhã. E, agora, aqueles erros estão cobrando a sua fatura. Cedo ou tarde, chegaria. A equação que ora está sendo aprovada supõe que se passe a gastar necessariamente melhor e de forma mais responsável.

Lula caminha para ser réu pela 3ª vez, e sua defensa continua no samba de uma nota só


Tentativa de fazer de ex-presidente um herói injustiçado já se mostrou um desastre, mas parece que ninguém consegue ter idéia melhor 


Por Reinaldo Azevedo - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está a caminho de ser réu pela terceira vez, de novo na Justiça Federal de Brasília, onde é investigado sob a acusação de tentativa de obstrução da Justiça no caso que envolve Nestor Cerveró. Ele teria participado da tramóia para tentar comprar o seu silêncio. Na 13ª Vara Federal de Curitiba, é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. É o caso do apartamento do Guarujá. No STF, é investigado no inquérito-mãe que apura a existência de uma organização criminosa que tinha como epicentro a Petrobras. Teori Zavascki, como se sabe, atendeu a pedido da Procuradoria-Geral da República e o incluiu no inquérito. Nesta segunda-feira, uma nova denúncia, agora no âmbito da Operação Janus: Lula é acusado de ter criado facilidades junto ao BNDES para beneficiar negócios da Odebrecht em Angola. Crimes de que é acusado desta vez: organização criminosa, tráfico de influência, lavagem de dinheiro e corrupção passiva. A possibilidade de que a denúncia venha a ser aceita é enorme. Muito bem! E qual tem sido, invariavelmente, o comportamento dos seus defensores? Acusar uma suposta conspiração política que estaria em curso para incriminar o ex-presidente. Ele próprio insiste nessa tecla em palanques por aí, quando sugere que estão tentando tirá-lo da eleição de 2018. O curioso é que ele fala como se ainda fosse um forte candidato. E, bem, todos sabemos que ele não é. O conjunto de evidências que vazam dessas investigações, inquéritos e denúncias contra Lula é assombroso. Mas não serei eu o juiz. Que se proceda ao devido processo legal. O que chega a ser espantoso é que advogados experientes insistam numa linha de defesa que tem se provado um desastre. Desde quando se anunciou que o chefão petista poderia ser investigado, deu-se o grito de guerra: “Estão querendo pegar Lula. Lula é meu amigo. Mexeu com ele, mexeu comigo”. De lá pra cá, reitero, duas denúncias aceitas, uma terceira a caminho, uma investigação no Supremo e, bem…, sabe-se lá mais o quê. Por que isso? Acho que só a arrogância pode explicar. Em termos estritamente técnicos, a defesa não prova a inocência. O que ela faz é tentar demonstrar a fraqueza da acusação, descaracterizando as provas. Claro, havendo álibi, ele tem de ser apresentado. Mais: se há vícios processuais, os defensores também têm de demonstrá-lo. Reitero: estou tratando de questão técnica. A defesa de Lula, no entanto, elegeu a arena ideológica para combater, o que, sinceramente, é algo incompreensível a qualquer ser razoável. Não adianta! A tese de que tudo não passa de preconceito e de armação política se esfarela diante da pletora de evidências de que uma organização criminosa comandava o poder. Os advogados do ex-presidente podem até insistir que ele nada tinha a ver com isso. Mas é um absurdo e uma perda de tempo tentar jogar tudo na conta da imaginação de adversários e da conspiração. O efeito tem sido contraproducente, inclusive junto à opinião pública. O Lula inocente num mar de lama já virou caricatura. Só serve para gerar memes na Internet. Açula a criatividade da moçada, irrita os medianamente informados e humilha os já humildes, que sabem que jamais terão a quem transferir responsabilidades. Eu não tenho o menor interesse em ensinar aos advogados de Lula como se faz a coisa certa. Até porque não tenho expertise para isso. O que me interessa na estratégia da defesa é estudar discursos, é a semiótica da coisa. Os advogados de Lula falam como se houvesse na rua uma massa pronta a se sublevar e a tomar seu herói dos braços da reação para alçá-lo em triunfo. É chato ter de lembrar, mas lembro: essa não é a função da defesa. Essas massas não existem. Os doutores que o defendem que tratem de voltar ao livro-texto da advocacia. Esse discurso político não vai dar em nada. A não ser em cadeia.

366 a 111: a vitória, acreditem, é do país. E, sim, governo atuou direitinho


Em certa medida, a gente tem de ser grato à insensatez da equipe econômica anterior, que abusou da contabilidade criativa. E vamos também nos regozijar com a incompetência política de Dilma 


Por Reinaldo Azevedo - Trezentos e sessenta e seis votos a favor, 111 contra e duas abstenções. Esse foi o placar da primeira votação da PEC 241, que estabelece o teto de gastos para o setor público, entre outras providências (veja quadro abaixo).


Foi uma vitória maiúscula a do governo nesta segunda-feira. E não numa coisa qualquer. Essa PEC é o primeiro passo para tentar arrumar as contas públicas. O primeiro e, por isso mesmo, o essencial. Sem ela, não se sai do lugar. O governo venceu por uma margem até superior àquela estimada inicialmente. O que se viu de positivo? Os principais partidos da base aliada votaram unidos, com poucas defecções. No PMDB e no PSDB, nenhuma. Uma deputada do DEM resolveu dissentir e um do PSD. No PP, apenas dois. Isso dá mais segurança ao governo. O resultado é tão positivo que não se deve esperar que esse padrão se repita sempre. Sim, partidos estão representados na Esplanada dos Ministérios, mas não se assistiu àquelas trocas vergonhosas que costumam acontecer quando o governo tem alguma dificuldade. Lembrem-se do que Dilma fez para tentar barrar o impeachment: Lula foi instalado num quarto de hotel para cuidar da troca de favores. O governo fez agora um trabalho de convencimento. E não pensem que essas coisas são muito simples. Não são, não. Até porque a PEC 241 enfrenta inimigos poderosos. E um deles se manifestou, como vimos, da pior maneira possível: nada menos do que a Procuradoria-Geral da República. Partidos de oposição ainda tentaram judicializar o debate, recorrendo ao Supremo com um mandado de segurança. O argumento principal era tosco: parlamentares do futuro seriam impedidos de participar do Orçamento. O ministro Roberto Barroso preferiu não abusar da prosopopeia e lembrou que primar pelo rigor das contas públicas é um dever do governo. A batalha ainda não está definitivamente ganha. Falta a segunda votação na Câmara, que deve ocorrer sem tropeços, e depois vem o Senado pela frente. “Ah, mas por que o governo não optou por outro caminho?” Houvesse um outro, que gerasse menos crispação política, e certamente seria o escolhido. Mas não há. Trata-se de tentar pôr um pouco de racionalidade na escalada insana em que o PT jogou o país. O controle de gastos passou a ser a questão número zero de qualquer governo responsável. 
Virtude do impeachment
Sim, Dilma caiu porque cometeu crime de responsabilidade e porque perdeu o apoio do Congresso. Só a questão jurídica não teria sido suficiente. A simples perda de apoio político também não. Em certa medida, a gente tem de ser grato à insensatez da equipe econômica anterior, que abusou da contabilidade criativa. E vamos também nos regozijar com a incompetência política de Dilma. Imaginem um governo que fosse honesto, transparente, bem-intencionado, mas com aquele grau de incompetência. Só nos restaria o abismo.

Marina se perdeu na irrelevância; Rede está virando o PSOL com complexo de inferioridade

A legenda que defendeu Banco Central independente em 2014 agora recorre até ao Supremo para tentar impedir a votação de uma PEC que estabelece limite aos gastos públicos

Por Reinaldo Azevedo - O que se passa com Marina Silva e sua Rede, hein? Ao partido parece que não bastou ter sido humilhado nas urnas nas eleições municipais. A turma resolveu disputar os decibéis da estridência com o PSOL. O naniquismo está lhe subindo à cabeça. É espantoso. Quem viu Marina a defender em 2014 o Banco Central independente não ligaria a prática de agora do partido àquela pregação. A legenda quebrou a cara no impeachment. Tão logo a denúncia contra Dilma foi apresentada à Câmara, afirmou não ver motivos para o impedimento. Quando o tema incendiou o país, Marina se disse favorável, mas o representante do partido na Comissão Especial do Impeachment, Aliel Machado (PR), egresso do PCdoB, não só votou contra como foi um militante incansável em defesa do mandato de Dilma. No plenário da Câmara, os quatro votos da sigla se dividiram: dois contra (além de Aliel, Alessandro Molon-RJ) e dois a favor: Miro Teixeira (RJ) e João Derly (RS). Quando a questão chegou ao Senado, o único representante da Rede, Randolfe Rodrigues (AP), saído das hostes do PSOL, mostrou-se um verdadeiro leão na luta contra o impeachment. Mas Marina se dizia a favor. Com Dilma já impichada, o partido entrou na canoa furada e inconstitucional das novas eleições. Foi à TV defender a tese ridícula. Agora, por ocasião da PEC 241, a Rede volta a se comportar como um partido de extrema esquerda: a legenda integrou as siglas que recorreram ao STF contra a proposta e deu três de seus quatro votos contra o texto. Desta vez, Derly não compareceu. Eis aí o retrato de um partido irrelevante, barulhento e sem identidade. Marina se perdeu.

27 deputados da base traíram o governo; PSB lidera em número; PPS, em porcentagem

O PDT está na oposição; dos 17 deputados do partido que votaram, seis disseram “sim” à PEC

Por Reinaldo Azevedo - A vitória do governo foi substantiva, mas houve, claro!, traidores em partidos da base aliada: 26. Em números absolutos, quem mais deu uma banana para o Planalto foi o PSB, que tem o Ministério das Minas e Energia (Fernando Bezerra Filho). Em números relativos, foram o PROS e o PPS, que tem o Ministério da Defesa (Raul Jungmann). Dos sete votos que a legenda deu, três foram contra a PEC 241: Arnaldo Jordi (PA), Carmen Zanotto (SC) e Elziane Gama (MA). Os traidores do PROS, também num grupo de sete, são Bosco Costa (SE), George Hilton (MG) e Odorico Monteiro (CE). Os 32 deputados do PSB votaram, mas 10 disseram “não” à PEC que é essencial para a governabilidade, a saber: José Stedile (RS), JHC (AL), Júlio Delgado (MG), Cesar Messias (AC), Tadeu Alencar (PE), Danilo Cabral (PE), Heitor Schuch (RS), Janete Capiberibe (AP) João Fernando Coutinho (PE), Gonzaga Patriota (PE). Dos 43 votos dados pelo PP, dois foram contra a PEC: Marcelo Belinati (PR) e Rôney Nemer (DF). Também no PR, em 40 votos dados, dois se opuseram: Clarissa Garotinho (RJ) e Zenaide Maia (RN). Silas Freire (PI) preferiu se abster. Votaram contra ainda os seguintes deputados que pertencem a partidos da base aliada:
do PSD (35 votos) – Expedito Netto (RO);
do DEM (25 votos) – Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO);
do PTB (15 votos) – Arnaldo Faria de Sá (SP) ;
do Solidariedade (13 votos) – Major Olímpio (SP);
do PEN (3 votos) – Walney Rocha (RJ);
do PMB (2 votos) – Weliton Prado (MG);
do PTdoB – Cabo Daciolo (RJ).
Oposição que disse “sim”
Mas houve também deputados que pertencem a um partido de oposição, mas que disseram “sim” à PEC 241. Dos 17 votos do PDT, 6 foram favoráveis à medida: Carlos Eduardo Cadoca (PE); Damião Feliciano (PB); Flávia Morais (GO); Hissa Abrahão (AM); Mário Heringer (MG) e Roberto Góes (AP). No PT, houve uma abstenção: Gabriel Guimarães (MG). Ah, sim: todos os 64 votos do PMDB foram em apoio ao texto. E também o PSDB votou sem defecções: todos os 47 a favor. Já o PCdoB não se deixou tisnar nem mesmo por uma abstenção: 10 votos contra. O PSOL esteve unido em sua pureza contra as contas públicas: seus seis votos foram contrários à PEC.

COMO VOTOU CADA DEPUTADO NA PEC QUE PODE SALVAR O PAÍS: O “NÃO” É CONTRA O BRASIL

Parlamentar Partido Voto
Abel Mesquita Jr. DEM Sim
Adail Carneiro PP Sim
Adalberto Cavalcanti PTB Sim
Adelmo Carneiro Leão PT Não
Adelson Barreto PR Sim
Ademir Camilo PTN Sim
Adilton Sachetti PSB Sim
Aelton Freitas PR Sim
Afonso Florence PT Não
Afonso Hamm PP Sim
Afonso Motta PDT Não
Aguinaldo Ribeiro PP Sim
Alan Rick PRB Sim
Alberto Filho PMDB Sim
Alberto Fraga DEM Sim
Alceu Moreira PMDB Sim
Alessandro Molon REDE Não
Alex Canziani PTB Sim
Alexandre Baldy PTN Sim
Alexandre Leite DEM Sim
Alexandre Serfiotis PMDB Sim
Alexandre Valle PR Sim
Alfredo Kaefer PSL Sim
Alfredo Nascimento PR Sim
Alice Portugal PCdoB Não
Aliel Machado REDE Não
Altineu Côrtes PMDB Sim
Aluisio Mendes PTN Sim
Ana Perugini PT Não
Anderson Ferreira PR Sim
Andre Moura PSC Sim
Andres Sanchez PT Não
André Abdon PP Sim
André Amaral PMDB Sim
André de Paula PSD Sim
André Figueiredo PDT Não
Angela Albino PCdoB Não
Angelim PT Não
Antonio Brito PSD Sim
Antonio Bulhões PRB Sim
Antonio Carlos Mendes Thame PV Sim
Antonio Imbassahy PSDB Sim
Antônio Jácome PTN Sim
Aníbal Gomes PMDB Sim
Arlindo Chinaglia PT Não
Arnaldo Faria de Sá PTB Não
Arnaldo Jordy PPS Não
Arthur Lira PP Sim
Arthur Oliveira Maia PPS Sim
Assis Carvalho PT Não
Assis do Couto PDT Não
Augusto Carvalho Solid. Sim
Augusto Coutinho Solid. Sim
Aureo Solid. Sim
Baleia Rossi PMDB Sim
Bebeto PSB Sim
Benedita da Silva PT Não
Benito Gama PTB Sim
Benjamin Maranhão Solid. Sim
Betinho Gomes PSDB Sim
Beto Faro PT Não
Beto Mansur PRB Sim
Beto Rosado PP Sim
Beto Salame PP Sim
Bilac Pinto PR Sim
Bohn Gass PT Não
Bonifácio de Andrada PSDB Sim
Bosco Costa PROS Não
Brunny PR Sim
Bruno Araújo PSDB Sim
Bruno Covas PSDB Sim
Cabo Daciolo PTdoB Não
Cabo Sabino PR Sim
Cabuçu Borges PMDB Sim
Cacá Leão PP Sim
Caetano PT Não
Caio Narcio PSDB Sim
Cajar Nardes PR Sim
Capitão Augusto PR Sim
Carlos Andrade PHS Sim
Carlos Bezerra PMDB Sim
Carlos Eduardo Cadoca PDT Sim
Carlos Gomes PRB Sim
Carlos Henrique Gaguim PTN Sim
Carlos Manato Solid. Sim
Carlos Marun PMDB Sim
Carlos Melles DEM Sim
Carlos Sampaio PSDB Sim
Carlos Zarattini PT Não
Carmen Zanotto PPS Não
Celso Jacob PMDB Sim
Celso Maldaner PMDB Sim
Celso Pansera PMDB Sim
Celso Russomanno PRB Sim
Chico Alencar PSOL Não
Chico D Angelo PT Não
Chico Lopes PCdoB Não
Clarissa Garotinho PR Não
Claudio Cajado DEM Sim
Cleber Verde PRB Sim
Conceição Sampaio PP Sim
Covatti Filho PP Sim
Célio Silveira PSDB Sim
César Halum PRB Sim
César Messias PSB Não
Dagoberto PDT Não
Damião Feliciano PDT Sim
Daniel Almeida PCdoB Não
Daniel Coelho PSDB Sim
Daniel Vilela PMDB Sim
Danilo Cabral PSB Não
Danilo Forte PSB Sim
Danrlei de Deus Hinterholz PSD Sim
Darcísio Perondi PMDB Sim
Davi Alves Silva Júnior PR Sim
Delegado Edson Moreira PR Sim
Delegado Waldir PR Sim
Delegado Éder Mauro PSD Sim
Deley PTB Sim
Diego Andrade PSD Sim
Diego Garcia PHS Sim
Dimas Fabiano PP Sim
Domingos Neto PSD Sim
Domingos Sávio PSDB Sim
Dr. Jorge Silva PHS Sim
Dr. João PR Sim
Dr. Sinval Malheiros PTN Sim
Duarte Nogueira PSDB Sim
Dulce Miranda PMDB Sim
Dâmina Pereira PSL Sim
Décio Lima PT Não
Edinho Araújo PMDB Sim
Edinho Bez PMDB Sim
Edio Lopes PR Sim
Edmar Arruda PSD Sim
Edmilson Rodrigues PSOL Não
Eduardo Barbosa PSDB Sim
Eduardo Bolsonaro PSC Sim
Eduardo Cury PSDB Sim
Eduardo da Fonte PP Sim
Efraim Filho DEM Sim
Elcione Barbalho PMDB Sim
Eli Corrêa Filho DEM Sim
Elizeu Dionizio PSDB Sim
Eliziane Gama PPS Não
Enio Verri PT Não
Erika Kokay PT Não
Erivelton Santana PEN Sim
Eros Biondini PROS Sim
Esperidião Amin PP Sim
Evair Vieira de Melo PV Sim
Evandro Gussi PV Sim
Evandro Roman PSD Sim
Expedito Netto PSD Não
Ezequiel Fonseca PP Sim
Fabiano Horta PT Não
Fabio Garcia PSB Sim
Fabio Reis PMDB Sim
Fausto Pinato PP Sim
Felipe Bornier PROS Sim
Felipe Maia DEM Sim
Fernando Coelho Filho PSB Sim
Fernando Francischini Solid, Sim
Fernando Jordão PMDB Sim
Fernando Monteiro PP Sim
Fernando Torres PSD Sim
Flaviano Melo PMDB Sim
Flavinho PSB Sim
Flávia Morais PDT Sim
Francisco Chapadinha PTN Sim
Francisco Floriano DEM Sim
Franklin Lima PP Sim
Fábio Faria PSD Sim
Fábio Mitidieri PSD Sim
Fábio Ramalho PMDB Sim
Fábio Sousa PSDB Sim
Félix Mendonça Júnior PDT Não
Gabriel Guimarães PT Abstenção
George Hilton PROS Não
Geovania de Sá PSDB Sim
Geraldo Resende PSDB Sim
Giacobo PR Sim
Gilberto Nascimento PSC Sim
Giovani Cherini PR Sim
Giuseppe Vecci PSDB Sim
Givaldo Carimbão PHS Sim
Givaldo Vieira PT Não
Glauber Braga PSOL Não
Gonzaga Patriota PSB Não
Gorete Pereira PR Sim
Goulart PSD Sim
Guilherme Mussi PP Sim
Heitor Schuch PSB Não
Helder Salomão PT Não
Henrique Fontana PT Não
Herculano Passos PSD Sim
Hermes Parcianello PMDB Sim
Heráclito Fortes PSB Sim
Hildo Rocha PMDB Sim
Hiran Gonçalves PP Sim
Hissa Abrahão PDT Sim
Hugo Leal PSB Sim
Hugo Motta PMDB Sim
Hélio Leite DEM Sim
Ildon Marques PSB Sim
Indio da Costa PSD Sim
Iracema Portella PP Sim
Irajá Abreu PSD Sim
Ivan Valente PSOL Não
Izalci PSDB Sim
Jaime Martins PSD Sim
Jair Bolsonaro PSC Sim
Jandira Feghali PCdoB Não
Janete Capiberibe PSB Não
Jarbas Vasconcelos PMDB Sim
Jean Wyllys PSOL Não
Jefferson Campos PSD Sim
Jerônimo Goergen PP Sim
JHC PSB Não
Jhonatan de Jesus PRB Sim
Joaquim Passarinho PSD Sim
Jones Martins PMDB Sim
Jorge Côrte Real PTB Sim
Jorge Solla PT Não
Jorge Tadeu Mudalen DEM Sim
Jorginho Mello PR Sim
Jose Stédile PSB Não
Josi Nunes PMDB Sim
Josué Bengtson PTB Sim
José Airton Cirilo PT Não
José Carlos Aleluia DEM Sim
José Carlos Araújo PR Sim
José Fogaça PMDB Sim
José Guimarães PT Não
José Mentor PT Não
José Nunes PSD Sim
José Otávio Germano PP Sim
José Priante PMDB Sim
José Reinaldo PSB Sim
José Rocha PR Sim
Jovair Arantes PTB Sim
Jozi Araújo PTN Sim
João Arruda PMDB Sim
João Campos PRB Sim
João Carlos Bacelar PR Sim
João Castelo PSDB Sim
João Daniel PT Não
João Fernando Coutinho PSB Não
João Marcelo Souza PMDB Sim
João Paulo Papa PSDB Sim
João Rodrigues PSD Sim
Julio Lopes PP Sim
Junior Marreca PEN Sim
Juscelino Filho DEM Sim
Jutahy Junior PSDB Sim
Jéssica Sales PMDB Sim
Jô Moraes PCdoB Não
Júlia Marinho PSC Sim
Júlio Cesar PSD Sim
Júlio Delgado PSB Não
Kaio Maniçoba PMDB Sim
Keiko Ota PSB Sim
Laercio Oliveira Solid. Sim
Laerte Bessa PR Sim
Laudivio Carvalho Solid. Sim
Laura Carneiro PMDB Sim
Leandre PV Sim
Lelo Coimbra PMDB Sim
Leo de Brito PT Não
Leonardo Monteiro PT Não
Leonardo Quintão PMDB Sim
Leopoldo Meyer PSB Sim
Leônidas Cristino PDT Não
Lindomar Garçon PRB Sim
Lobbe Neto PSDB Sim
Lucas Vergilio Solid. Sim
Luciana Santos PCdoB Não
Luciano Ducci PSB Sim
Lucio Mosquini PMDB Sim
Lucio Vieira Lima PMDB Sim
Luis Carlos Heinze PP Sim
Luis Tibé PTdoB Sim
Luiz Carlos Hauly PSDB Sim
Luiz Carlos Ramos PTN Sim
Luiz Cláudio PR Sim
Luiz Couto PT Não
Luiz Fernando Faria PP Sim
Luiz Lauro Filho PSB Sim
Luiz Nishimori PR Sim
Luiz Sérgio PT Não
Luiza Erundina PSOL Não
Luizianne Lins PT Não
Lázaro Botelho PP Sim
Lúcio Vale PR Sim
Macedo PP Sim
Magda Mofatto PR Sim
Maia Filho PP Sim
Major Olimpio Solid. Não
Mandetta DEM Sim
Manoel Junior PMDB Sim
Mara Gabrilli PSDB Sim
Marcelo Aguiar DEM Sim
Marcelo Aro PHS Sim
Marcelo Belinati PP Não
Marcelo Castro PMDB Sim
Marcelo Matos PHS Sim
Marcelo Squassoni PRB Sim
Marcelo Álvaro Antônio PR Sim
Marcio Alvino PR Sim
Marco Maia PT Não
Marco Tebaldi PSDB Sim
Marcon PT Não
Marcos Abrão PPS Sim
Marcos Montes PSD Sim
Marcos Reategui PSD Sim
Marcos Rogério DEM Sim
Marcos Rotta PMDB Sim
Marcos Soares DEM Sim
Marcus Pestana PSDB Sim
Marcus Vicente PP Sim
Margarida Salomão PT Não
Maria Helena PSB Sim
Mariana Carvalho PSDB Sim
Marinaldo Rosendo PSB Sim
Marinha Raupp PMDB Sim
Marx Beltrão PMDB Sim
Mauro Lopes PMDB Sim
Mauro Mariani PMDB Sim
Mauro Pereira PMDB Sim
Miguel Haddad PSDB Sim
Milton Monti PR Sim
Miro Teixeira REDE Não
Misael Varella DEM Sim
Missionário José Olimpio DEM Sim
Moema Gramacho PT Não
Moses Rodrigues PMDB Sim
Márcio Marinho PRB Sim
Mário Heringer PDT Sim
Mário Negromonte Jr. PP Sim
Nelson Marchezan Junior PSDB Sim
Nelson Marquezelli PTB Sim
Nelson Meurer PP Sim
Nelson Padovani PSDB Sim
Nelson Pellegrino PT Não
Newton Cardoso Jr PMDB Sim
Nilson Leitão PSDB Sim
Nilson Pinto PSDB Sim
Nilto Tatto PT Não
Nilton Capixaba PTB Sim
Nivaldo Albuquerque PRP Sim
Odelmo Leão PP Sim
Odorico Monteiro PROS Não
Onyx Lorenzoni DEM Sim
Orlando Silva PCdoB Não
Osmar Serraglio PMDB Sim
Otavio Leite PSDB Sim
Padre João PT Não
Paes Landim PTB Sim
Pastor Eurico PHS Sim
Pastor Luciano Braga PMB Sim
Patrus Ananias PT Não
Pauderney Avelino DEM Sim
Paulo Abi-Ackel PSDB Sim
Paulo Azi DEM Sim
Paulo Feijó PR Sim
Paulo Foletto PSB Sim
Paulo Freire PR Sim
Paulo Magalhães PSD Sim
Paulo Maluf PP Sim
Paulo Martins PSDB Sim
Paulo Pereira da Silva Solid. Sim
Paulo Teixeira PT Não
Paulão PT Não
Pedro Cunha Lima PSDB Sim
Pedro Fernandes PTB Sim
Pedro Uczai PT Não
Pedro Vilela PSDB Sim
Pepe Vargas PT Não
Pr. Marco Feliciano PSC Sim
Professora Dorinha Seabra Rezende DEM Não
Professora Marcivania PCdoB Não
Rafael Motta PSB Sim
Raimundo Gomes de Matos PSDB Sim
Raquel Muniz PSD Sim
Reginaldo Lopes PT Não
Remídio Monai PR Sim
Renata Abreu PTN Sim
Renato Molling PP Sim
Ricardo Bentinho PRB Sim
Ricardo Izar PP Sim
Ricardo Teobaldo PTN Sim
Ricardo Tripoli PSDB Sim
Roberto Alves PRB Sim
Roberto Balestra PP Sim
Roberto Britto PP Sim
Roberto de Lucena PV Sim
Roberto Freire PPS Sim
Roberto Góes PDT Sim
Roberto Sales PRB Sim
Rocha PSDB Sim
Rodrigo de Castro PSDB Sim
Rodrigo Maia DEM Art. 17
Rodrigo Martins PSB Sim
Rodrigo Pacheco PMDB Sim
Rogério Marinho PSDB Sim
Rogério Peninha Mendonça PMDB Sim
Rogério Rosso PSD Sim
Ronaldo Benedet PMDB Sim
Ronaldo Carletto PP Sim
Ronaldo Fonseca PROS Sim
Ronaldo Lessa PDT Não
Ronaldo Martins PRB Sim
Rosangela Gomes PRB Sim
Rubens Bueno PPS Sim
Rubens Otoni PT Não
Rubens Pereira Júnior PCdoB Não
Rômulo Gouveia PSD Sim
Rôney Nemer PP Não
Sandes Júnior PP Sim
Sandro Alex PSD Sim
Saraiva Felipe PMDB Sim
Sergio Souza PMDB Sim
Shéridan PSDB Sim
Silas Câmara PRB Sim
Silas Freire PR Abstenção
Silvio Costa PTdoB Sim
Silvio Torres PSDB Sim
Simone Morgado PMDB Sim
Simão Sessim PP Sim
Soraya Santos PMDB Sim
Stefano Aguiar PSD Sim
Subtenente Gonzaga PDT Não
Ságuas Moraes PT Não
Sérgio Brito PSD Sim
Sérgio Moraes PTB Sim
Sóstenes Cavalcante DEM Sim
Tadeu Alencar PSB Não
Tampinha PSD Sim
Tenente Lúcio PSB Sim
Tereza Cristina PSB Sim
Thiago Peixoto PSD Sim
Tia Eron PRB Sim
Tiririca PR Sim
Toninho Pinheiro PP Sim
Toninho Wandscheer PROS Sim
Uldurico Junior PV Sim
Valdir Colatto PMDB Sim
Valmir Assunção PT Não
Valmir Prascidelli PT Não
Valtenir Pereira PMDB Sim
Vander Loubet PT Não
Vanderlei Macris PSDB Sim
Vicente Arruda PDT Não
Vicente Candido PT Não
Vicentinho PT Não
Vicentinho Júnior PR Sim
Victor Mendes PSD Sim
Vinicius Carvalho PRB Sim
Vinicius Gurgel PR Sim
Vitor Lippi PSDB Sim
Vitor Valim PMDB Sim
Waldenor Pereira PT Não
Walney Rocha PEN Não
Walter Alves PMDB Sim
Washington Reis PMDB Sim
Weliton Prado PMB Não
Wellington Roberto PR Sim
Weverton Rocha PDT Não
Wilson Filho PTB Sim
Wladimir Costa Solid. Sim
Wolney Queiroz PDT Não
Zeca Cavalcanti PTB Sim
Zeca do Pt PT Não
Zenaide Maia PR Não
Zé Augusto Nalin PMDB Sim
Zé Carlos PT Não
Zé Geraldo PT Não
Zé Silva Solid. Sim
Átila Lins PSD Sim
Átila Lira PSB Sim