sábado, 15 de outubro de 2016

Eunício Oliveira recebe apoio de Temer para suceder Renan na presidência do Senado


O senador Eunício Oliveira, do PMDB, recebeu a garantia do Palácio de que terá apoio total à sucessão de Renan Calheiros na presidência do Senado, marcada para o fim de janeiro. (Radar Online)

Odebrecht, OAS e Queiroz Galvão vão perder concessões mas devem ser indenizadas


O governo já decidiu que vai retirar Odebrecht, OAS e Queiroz Galvão das concessões que administram (entre elas, os aeroportos de Cumbica e do Galeão). Mas o modelo não vai prejudicar as empreiteiras. Serão feitas novas licitações, com indenizações pagas a elas pelos grupos vencedores. (Radar Online)

Defensoria pública pede que INSS suspenda pente-fino em benefícios


A DPU (Defensoria Pública da União) enviou uma recomendação formal ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) nesta sexta-feira (14) pedindo a suspensão do programa de revisão dos benefícios previdenciários, lançado pelo governo em agosto e iniciado em setembro. Em julho, o governo publicou a medida provisória 739, que determinou a revisão de 530 mil auxílios-doença e 1,2 milhão de aposentadorias por invalidez que são pagas há mais de dois anos. As convocações para perícia, por carta, tiveram início no dia 5 de setembro. A recomendação da DPU estabelece um prazo de dez dias para que a decisão seja acatada pelo INSS. Em caso de recusa, segundo a defensoria, pode ser iniciada uma ação civil pública. Os defensores argumentam que o programa de revisão só pode ser implementado quando as perícias para concessão de novos benefícios forem realizadas no prazo máximo de 45 dias, estabelecido pelo lei. De acordo com a DPU, atualmente os atrasos chegam a 197 dias. "Caso o INSS não cumpra a recomendação, o entendimento dos defensores regionais de direitos humanos é o de que se deve judicializar a questão, porque todos os argumentos já foram adiantados", explica, em nota da DPU, a defensora pública federal Diana Freitas de Andrade, que atua como defensora regional de direitos humanos na Paraíba. Um mês após o início das revisões, o trabalho realizado pela perícia do INSS já tinha levado ao cancelamento de 82% dos cerca de 5.000 benefícios analisados desde o início da checagem. A previsão inicial do órgão era cortar de 15% a 20% do total de auxílios reavaliados. Os demais auxílios revisados foram transformados em aposentadorias por invalidez. Os defensores alertam que a mobilização dos peritos médicos previdenciários para a execução do pente-fino "causará prejuízo à realização de perícias agendadas com vistas à concessão de benefícios por incapacidade, o que representa a priorização de medidas restritivas de direito, em prejuízo dos que precisam ter acesso a benefícios de prestação previdenciária ou assistencial". A posição da Defensoria é indefensável. Mas isto é Brasil!!!!

Polícia Federal convoca funcionário do marqueteiro baiano e galista Duda Mendonça citado na Lava-Jato


A Polícia Federal marcou para o próximo dia 21 o depoimento de José Eugênio de Jesus Neto, funcionário do galista e marqueteiro baiano Duda Mendonça, responsável pela campanha do PT de 2002 e investigado no Mensalão do PT. Ele foi alvo de mandado de condução coercitiva na 35ª Fase da Lava-Jato, que levou à prisão o ex-ministro Antônio Palocci, mas estava fora do Brasil. A Polícia Federal cumpriu apenas a busca e apreensão na residência dele. O nome de José Eugênio apareceu numa das planilhas usadas pela empreiteira para controle de entrega de dinheiro em espécie associado a um endereço na Vila Olímpia, na capital paulista, com data de 2010. Segundo investigações da Polícia Federal, no local funcionava um hotel. Além dele, também foi identificado nas planilhas o nome de Samuel Vieira Martins da Silva, que teria trabalhado para o publicitário como motoboy. Ernesto Piovesan, advogado de José Eugênio, afirmou que seu cliente é diretor financeiro de duas agências de propaganda de Duda Mendonça no Exterior, em Portugal e na Polônia, e que não atua com marketing político. Segundo o advogado, José Eugênio disse desconhecer as razões de ter seu nome investigado e relacionado às operações da Odebrecht. "O hotel que consta na planilha ficava na frente da agência de Duda Mendonça e José Eugênio fazia reservas para clientes e reuniões no local. O próprio Duda, que não morava em São Paulo, se hospedava ali. O nome dele pode ter aparecido por conta disso. Por isso, meu cliente não tem muito o que falar", afirma Piovesan. O inquérito que investiga possíveis entregas a José Eugênio e Samuel está em sigilo de Justiça. Nesta sexta-feira, o juiz Sérgio Moro autorizou a defesa de José Eugênio a ter acesso apenas aos documentos já divulgados da investigação, mantendo o sigilo dos demais. Segundo Moro, as investigações estão em andamento e têm desdobramentos "imprevisíveis", podendo levar a novas diligências, novas quebras de sigilo e buscas. Em 2013, José Eugênio foi alvo da Operação Jampa, da Polícia Federal, que investigou desvios de dinheiro de um programa destinado a oferecer internet para moradores de João Pessoa. Na época, a Polícia Federal afirmou que o programa foi criado para desviar dinheiro público. O dinheiro teria sido usado para pagar despesas de campanha do governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, do PSB, e do vice, Rômulo Gouveia, do PSD. Duda Mendonça foi o responsável pela campanha de Coutinho ao governo do Estado em 2010.

Ministro da Defesa é chamado por Cármen Lúcia para discutir plano emergencial de segurança


O ministro da Defesa, Raul Jungmann admite que o Brasil atravessa uma crise de segurança e que necessita de um plano emergencial na área, que deve ser articulado no próximo dia 28, por convocação da presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia. De acordo com o ministro, teriam sido convocados para a reunião entidades como a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Conselho Nacional de Justiça, também presidido pela ministra. "A discussão de um plano emergencial para a área de segurança se faz extremamente necessária. A idéia é atribuir responsabilidades e metas para cada um dos participantes", disse Jungmann. Ele afirmou, em entrevista na manhã desta sexta-feira, que o governo federal deve atender à solicitação do governador em exercício do Rio de Janeiro, Francisco Dornelles, de reforçar a segurança do Estado. Segundo o ministro, a solicitação está em análise pelo governo Temer, e que pode não significar a manutenção das Forças Armadas nas ruas por tempo indeterminado, mas deverá existir uma articulação com as Forças Estaduais de Segurança. Deve acontecer na próxima segunda-feira uma reunião entre Dornelles, o governador licenciado Luiz Fernando Pezão, e o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes para discutir o tema e Jungmann disse que deve comparecer. "Há uma preocupação pontual, mas de emergência e importância, com o Rio de Janeiro pela importância do estado e pelo pedido do governo do estado - disse Jungmann. Raul Jungmann adianta que deve se reunir ainda com o ministro das Relações Exteriores, José Serra, para discutir o que chamou de "correlação mais sistemática" de políticas para a segurança nacional.

Negociação para vender Liquigás à Ultrapar está avançada, diz Petrobras



A Petrobras disse que está em negociações avançadas com a Ultrapar Participações para a venda da Liquigás Distribuidora, segundo fato relevante divulgado pela estatal nesta sexta-feira (14). A petroleira limitou-se a dizer que a transação depende ainda da finalização das negociações e da aprovação pelas instâncias internas de ambas as companhias e que fatos julgados relevantes serão divulgados quando for apropriado. Segundo a Reuters, a proposta da Ultrapar avalia a Liquigás em cerca de R$ 3 bilhões. A oferta superou rivais como a Supergasbras, controlada pela holandesa Dutch SHV, e duas outras empresas brasileiras. Na quinta-feira (13), as Lojas Americanas manifestaram interesse em participar do processo de aquisição de fatia da BR Distribuidora, empresa de postos de gasolina e distribuição de combustíveis da Petrobras. Em fato relevante, a Americanas afirmou que tem interesse, mas ainda não fechou um valor a ser oferecido. No início deste mês, a Petrobras anunciou que pretende vender 51% do capital votante da BR, que hoje é 100% da estatal. "Nesse sentido, a Companhia manifestou interesse em participar do processo de aquisição e avaliar esta oportunidade de negócio, inexistindo, no momento, definição quanto à futura apresentação de proposta para aquisição de participação na BR Distribuidora", afirma, em nota. Ambas as vendas fazem parte do programa de desinvestimento da Petrobras. Atolada em uma dívida de quase meio bilhão de reais, a empresa precisa fazer caixa. Além da venda de ativos, a empresa promove um grande arrocho em seus custos. Até agora, a estatal anunciou operações de vendas de ativos no valor de US$ 9,8 bilhões, o equivalente a 65% da meta estipulada para o biênio 2015-2016. O novo plano de negócios da companhia trouxe uma meta adicional, de US$ 19,5 bilhões para o período entre 2017 e 2018.

Lava-Jato: AGU vai à Justiça cobrar R$ 5,1 bilhões da Camargo Corrêa


A Advocacia-Geral da União (AGU) entrou com uma ação de improbidade administrativa contra a empreiteira Camargo Corrêa, investigada na Operação Lava-Jato, para devolver R$ 5,14 bilhões que teriam sido desviados das obras de três refinarias da Petrobras. A ação foi apresentada na semana passada, mas estava sob sigilo até esta sexta-feira. Já é a quinta do tipo ajuizada pela AGU. Nas outras quatro anteriores, o órgão pediu a devolução de R$ 23 bilhões. As refinarias das quais os recursos teriam sido desviados são Abreu e Lima, em Pernambuco, Getúlio Vargas, no Paraná, e Henrique Lage, em São Paulo. Estão sob suspeita cinco contratos, que tiveram sua execução iniciada entre 2007 e 2010. A AGU usou metodologia do Tribunal de Contas da União, que multiplica por 17% o valor dos contratos considerados fraudulentos. A Camargo Corrêa já tinha sido alvo de uma outra ação de improbidade motivada pela Lava-Jato, mas ajuizada pelo Ministério Público Federal, e não pela AGU. Além da Camargo Corrêa, são alvos da ação outras cinco empresas que também atuaram nas obras: Sanko Sider; Sanko Serviços de Pesquisa e Mapeamento; Promon Engenharia; MPE Montagens e Projetos Especiais; e Worley Parsons Engenharia. A AGU acionou ainda quatro executivos que são ou já foram ligados às empresas: João Ricardo Auler, Eduardo Hermelino Leite e Dalton dos Santos Avancini, da Camargo Corrêa; e Márcio Andrade Bonilho, da Sanko Side. Por fim, também são alvos três ex-funcionários da Petrobras: os ex-diretores de Abastecimento, Paulo Roberto Costa, e de Serviços, Renato Duque, e o ex-gerente de Serviços, Pedro Barusco. A ação corre na 11ª Vara Federal de Curitiba, e não na 13ª, que é comandada pelo juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava-Jato. Isso porque ela não trata de matéria criminal. Mas ações criminais da 13ª Vara serviram de provas para a AGU pedir o ressarcimento de dinheiro desviado dos cofres públicos. A ação de improbidade está nas mãos da juíza Silvia Regina Salau Brollo. Segundo despacho da juíza, a AGU "narrou que as empreiteiras cartelizadas atuaram de forma a impedir a livre concorrência, fraudando certames licitatórios para a contratação de obras da Petrobras, definindo previamente qual empresa seria a vencedora, de forma que as demais apresentavam propostas superiores ou sequer as apresentavam". A juíza também deu prazo de 30 dias para o Ministério Público Federal e de 15 dias para a Petrobras se manifestarem sobre seu interesse em participarem da ação. Das quatro ações anteriores da AGU contra empreiteiras investigadas na Lava-Jato, a primeira delas foi ajuizada em junho do ano passado e tem como alvos Paulo Roberto Costa e a empresa KTY Engenharia. A segunda foi proposta em março deste ano e mira várias empresas, em especial a Engevix, e quatro executivos ligados a essa empreiteira, além de Costa, Duque e o doleiro Alberto Youssef. Em maio desta ano, duas outras ações foram apresentadas, dessa vez mirando principalmente OAS e Galvão Engenharia. Segundo a AGU, elas praticaram preços acima do mercado em obras de seis refinarias, dois gasodutos e três terminais aquaviários da estatal. Além das duas empresas, foram alvos das ações de maio empreiteiras como Odebrecht, UTC, Camargo Corrêa e Queiroz Galvão. Ex-executivos da OAS e Galvão Engenharia também estão na mira da AGU, além de Costa, Duque, Barusco e Yousseff.

Movimentos esquerdóides preparam atos contra eventual prisão de Lula

Movimentos de esquerda estão a postos para protestar contra uma eventual prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Integrantes da CUT (Central Única dos Trabalhadores) preparam uma vigília em defesa do ex-presidente. Já o MST (Movimento dos Sem Terra) está de prontidão para realização de um protesto que reuniria seus militantes da Região Sul. Os integrantes do movimento fariam uma caminhada rumo a Curitiba em caso de detenção de Lula. Coordenador nacional do MST, João Paulo Rodrigues diz que os movimentos planejam uma "resistência" à eventual prisão do ex-presidente. "Em caso de prisão, deflagraremos uma marcha até Curitiba. Não vamos permitir esse clima de fato consumado". A mobilização cresceu na última quinta-feira (13), após o juiz da 10ª Vara Federal de Brasília, Vallisney de Souza Oliveira, acolher denúncia feita pelo Ministério Público Federal e abrir ação penal contra Lula e o empresário Marcelo Odebrecht a respeito de possível corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo a contratação, pela Odebrecht, de uma empresa de Taiguara Rodrigues, parente do petista. É a terceira vez que Lula se torna réu desde o início da Operação Lava Jato, em março de 2014. As duas outras ações penais em andamento são a que apura uma suposta tentativa de impedir a delação premiada do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, que tramita também em Brasília, e outra, no Paraná, que acusa Lula de ter se beneficiado de obras de um apartamento no Guarujá (SP) em troca de apoio à empreiteira OAS. Nem todos os dirigentes petistas concordam com a mobilização dos movimentos sociais, afirmando que isso "só gera pânico". Os movimentos sociais, no entanto, já prepararam inclusive cartazes em defesa de Lula.

Vereadora do Rio de Janeiro pede prisão de membros do PSOL que chamaram ex-presidente israelense de genocida

O partido comunista PSOL está envolvido em polêmica com judeus. A vereadora Teresa Bergher (PSDB), do Rio de Janeiro, vai protocolar notícia crime junto ao procurador geral de Justiça, Marfan Vieira, pedindo a interdição e retirada das paginas da Corrente Socialista dos Trabalhadores, organização comunista ligada ao PSOL. A entidade divulgou texto em que chama o ex-presidente de Israel, Shimon Peres, morto há duas semanas, de "genocida". Com base na lei 7.716/89, que define crimes de preconceito, de raça e cor, a vereadora pedirá a prisão do autor do texto, Miguel Lamas. A pena é de dois a cinco anos de reclusão. O artigo foi alvo de protestos por diversos membros da comunidade judaica brasileira. Um deles, divulgado pela Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro (Fierj), diz que “poucas vezes se viu em um texto tão curto uma quantidade tão grande de mentiras e ódio”. Os membros do PSOL são comunistas ultra-radicais que não escondem seu antissemitismo, apesar de o partido ter entre suas dirigentes uma direta descendente de judeus, Luciana Genro, filho do judeu renegado peremptório petista e poeta de mão cheia e tenente artilheiro Tarso Fernando Herz Genro. Ele é filho de mãe judia, mas renega suas origens, apesar de haver tentado controlar a atuação de entidades judaicas durante seu governo no Rio Grande do Sul, como a Sibra, que o repudiou e o elegeu como "persona non grata".em seu meio. Tarso Genro sempre foi aliado dos grandes inimigos de Israel e dos judeus.  

Cinco correntes do PT preparam ato para mudar comando partidário


Em mais uma demonstração da divisão partidária, cinco tendências do PT realizam nesta segunda-feira (17) um ato pela troca imediata do comando do partido. O movimento "Muda PT" – que inclui pelo menos 25 deputados federais e dois senadores – acontecerá na sede do partido, em Brasília. A manifestação é uma resposta à CNB (Construindo um Novo Brasil), maior força interna do partido, que programa a mudança de sua direção para o primeiro semestre do ano que vem. Essa é a corrente do poderoso chefão da Orcrim petista, Lula, e do bandido petista mensaleiro e prisioneiro do Petrolão, José Dirceu. Embora seja o líder da CNB, Lula tem defendido internamente a renovação da direção partidária em todos os seus níveis. A CNB não concorda. No dia 27 de outubro, o diretório estadual do PT no Rio Grande do Sul fará também um ato pela antecipação das eleições internas, com realização de um congresso partidário ainda este ano. Além da presença do ex-ministro e peremptório petista e poeta de mão cheia e tenente artilheiro Tarso Genro, defensor do que chama de "refundação" do PT, o manifesto do Rio Grande do Sul terá assinatura também de membros da CNB, tendência integrada por Lula. Ainda hoje, o diretório nacional do PT mantém na lista de integrantes petistas detidos na Operação Lava Jato, como os ex-tesoureiros João Vaccari Neto e Paulo Ferreira. As tendências Articulação de Esquerda, Avante S21, Esquerda Popular Socialista, Mensagem ao Partido e Militância Socialista compõem o movimento, convocado sob o título "Mudar o PT é decisivo para a luta pelo Fora Temer e contra a retirada de direitos". "Diante da gravidade deste ataque à democracia e à classe trabalhadora, defendemos que o Partido dos Trabalhadores convoque imediatamente o seu VI Congresso, um congresso que tenha plenos poderes para ouvir a base do partido, mudar seus rumos e sua direção. É com este sentido de urgência que defendemos que o PT deve lutar para reconquistar o apoio da classe trabalhadora renovando sua estratégia, programa, organização e direção partidária", diz o documento de convocação do movimento, após descrever uma análise de conjuntura.  No texto, essas tendências se manifestam contrariamente ao processo em vigor para eleição interna – o PED (Processo de Eleições "Direitas") – sob o argumento de que propiciam o uso da máquina. O documento substitui no nome oficial do processo, "eleições diretas", para "eleições direitas". "Discordamos dos sucessivos adiamentos que a atual maioria partidária tem imposto à realização do VI Congresso do PT e a defesa incondicional do PED – Processo de Eleições Direitas – como mecanismo de renovação das direções partidárias. Além dos conhecidos problemas herdados do sistema político dominante – abuso do poder econômico, eleitoralismo, ausência de debates preparatórios, filiações em massa, 'uso da máquina', interferência de agentes externos, etc. – as direções e delegados eleitos pelo PED não têm sido escolhidos pelo voto direto dos filiados, mas antes pelas cúpulas das chapas nacionais", diz a nota. Um dos organizadores do movimento, o secretário de formação do PT, Carlos Henrique Árabe, diz que o grupo cresce e se mostra necessário. "Sabemos que tem a simpatia de Lula", diz. O PT precisa ser extinto legalmente porque é uma organização criminosa, o que já está por demais comprovado legalmente. Só falta o processo legal para isso. 

Lava-Jato: AGU vai à Justiça cobrar R$ 5,1 bilhões da Camargo Corrêa


A Advocacia-Geral da União (AGU) entrou com uma ação de improbidade administrativa contra a empreiteira Camargo Corrêa, investigada na Operação Lava-Jato, para devolver R$ 5,14 bilhões que teriam sido desviados das obras de três refinarias da Petrobras. A ação foi apresentada na semana passada, mas estava sob sigilo até esta sexta-feira. Já é a quinta do tipo ajuizada pela AGU. Nas outras quatro anteriores, o órgão pediu a devolução de R$ 23 bilhões. As refinarias das quais os recursos teriam sido desviados são Abreu e Lima, em Pernambuco, Getúlio Vargas, no Paraná, e Henrique Lage, em São Paulo. Estão sob suspeita cinco contratos, que tiveram sua execução iniciada entre 2007 e 2010. A AGU usou metodologia do Tribunal de Contas da União, que multiplica por 17% o valor dos contratos considerados fraudulentos. A Camargo Corrêa já tinha sido alvo de uma outra ação de improbidade motivada pela Lava-Jato, mas ajuizada pelo Ministério Público Federal, e não pela AGU. Além da Camargo Corrêa, são alvos da ação outras cinco empresas que também atuaram nas obras: Sanko Sider; Sanko Serviços de Pesquisa e Mapeamento; Promon Engenharia; MPE Montagens e Projetos Especiais; e Worley Parsons Engenharia. A AGU acionou ainda quatro executivos que são ou já foram ligados às empresas: João Ricardo Auler, Eduardo Hermelino Leite e Dalton dos Santos Avancini, da Camargo Corrêa; e Márcio Andrade Bonilho, da Sanko Side. Por fim, também são alvos três ex-funcionários da Petrobras: os ex-diretores de Abastecimento, Paulo Roberto Costa, e de Serviços, Renato Duque, e o ex-gerente de Serviços, Pedro Barusco. A ação corre na 11ª Vara Federal de Curitiba, e não na 13ª, que é comandada pelo juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava-Jato. Isso porque ela não trata de matéria criminal. Mas ações criminais da 13ª Vara serviram de provas para a AGU pedir o ressarcimento de dinheiro desviado dos cofres públicos. A ação de improbidade está nas mãos da juíza Silvia Regina Salau Brollo. Segundo despacho da juíza, a AGU "narrou que as empreiteiras cartelizadas atuaram de forma a impedir a livre concorrência, fraudando certames licitatórios para a contratação de obras da Petrobras, definindo previamente qual empresa seria a vencedora, de forma que as demais apresentavam propostas superiores ou sequer as apresentavam". A juíza também deu prazo de 30 dias para o Ministério Público Federal e de 15 dias para a Petrobras se manifestarem sobre seu interesse em participarem da ação. Das quatro ações anteriores da AGU contra empreiteiras investigadas na Lava-Jato, a primeira delas foi ajuizada em junho do ano passado e tem como alvos Paulo Roberto Costa e a empresa KTY Engenharia. A segunda foi proposta em março deste ano e mira várias empresas, em especial a Engevix, e quatro executivos ligados a essa empreiteira, além de Costa, Duque e o doleiro Alberto Youssef. Em maio desta ano, duas outras ações foram apresentadas, dessa vez mirando principalmente OAS e Galvão Engenharia. Segundo a AGU, elas praticaram preços acima do mercado em obras de seis refinarias, dois gasodutos e três terminais aquaviários da estatal. Além das duas empresas, foram alvos das ações de maio empreiteiras como Odebrecht, UTC, Camargo Corrêa e Queiroz Galvão. Ex-executivos da OAS e Galvão Engenharia também estão na mira da AGU, além de Costa, Duque, Barusco e Yousseff.

Nutricionista que atropelou na calçada de Vila Madalena, em São Paulo, e matou o jovem Vitor Gurman, irá a júri popular



O Tribunal de Justiça de São Paulo determinou que a nutricionista Gabriela Guerrero, que atropelou em uma calçada de ruela da Vila Madalena e matou o administrador Vitor Gurman, em 2011, vá a júri popular. O atropelamento, na Vila Madalena (zona oeste) matou Gurman, aos 24 anos. A pronúncia foi feita nesta sexta-feira (14) pela juíza Eliana Cassales Tosi de Mello, da 5ª Vara do Júri. Cabe recurso, e a ré aguarda em liberdade. Se levada ao Tribunal de Júri, Gabriela Guerrero será julgada por homicídio doloso (quando há intenção de matar ou se assume o risco) e, caso condenada, pode ficar presa de 6 a 20 anos. O tio de Vitor, Nilton Gurman, espera uma "condenação exemplar", apesar do tempo gasto no processo. "Pra ela sentar no banco do réu ainda vão alguns anos. Mas será uma vitória quando a Justiça entender que quem bebe e mata não pode sair impune", diz. "Espero que seja condenação exemplar. É claro que não vai trazer ele de volta, mas será um exemplo claro para a sociedade, para não termos mais 'Vitors' assassinados e para mostrar que essa é uma conduta que não deve ser tolerada", afirma. O advogado da família, Mauricio Januzzi, concorda. "Que este julgamento possa servir de base, criar jurisprudência pra crimes semelhantes para que não haja impunidade", diz. Mesmo com recurso da defesa, Januzzi diz acreditar que a Justiça não reverteria a decisão. "Ficaram provados indícios de autoria dela. A prova de dolo eventual é o necessário para o júri popular", afirma. Para o advogado, o júri só deve ocorrer em dois anos. 


A defesa da nutricionista (na foto) confirmou que recorrerá. "Respeitamos a decisão, mas entendemos que ficou devidamente provado nos autos do processo, em prova pericial e testemunhal, que ela jamais teve intenção de praticar qualquer crime", afirma José Luis de Oliveira Lima, que defendeu o bandido petista mensaleiro José Dirceu no Processo do Mensalão do PT (é ex-namorado da colunista Monica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo, que é considerada uma espécie de Diário Oficial do PT). O advogado chama atenção para uma questão favorável a sua cliente na decisão da juíza, que foi o afastamento de qualificador (que aumentaria uma eventual pena). A juíza desconsiderou o pedido da acusação para que o atropelamento fosse enquadrado como homicídio qualificado. Em abril, Gabriela e o namorado à época do acidente, Roberto de Souza Lima, que estava no banco de passageiro durante o atropelamento, haviam sido condenados a pagar aproximadamente R$ 1,5 milhão a familiares de Gurman. Ambos pleitearam na Justiça a diminuição do valor, que foi reduzido para aproximadamente R$ 1,2 milhão. 

Crivella amplia vantagem sobre Freixo no Rio, aponta Datafolha


O senador Marcelo Crivella (PRB) ampliou a vantagem sobre o deputado Marcelo Freixo (PSOL) na pesquisa de intenção de voto divulgada nesta sexta-feira (14) pelo Datafolha. De acordo com o instituto, o senador tem 66% das intenções de votos válidos, quatro pontos percentuais a mais do que o registrado na semana passada. O candidato do PSOL aparece com 34%. Considerando o cenário completo, Crivella subiu de 44% para 48%, enquanto Freixo oscilou negativamente dois pontos percentuais, indo para 25%. Os indecisos são 8% (eram 10%) e os eleitores que declararam voto nulo ou branco, 19% (eram 18%). O Datafolha entrevistou 1.152 eleitores entre quinta-feira (13) e sexta-feira. Esta é a primeira pesquisa de intenção de voto após o início da propaganda na TV, iniciada na segunda-feira (10). Na última quarta (12), Freixo alterou sua estratégia e passou a atacar Crivella e a aliança com o ex-governador Anthony Garotinho (PR) na TV. Ela ainda não teve o efeito esperado pela campanha do PSOL.

Presidente da Petrobras se prepara para longa batalha de reconstrução



Antes de aceitar o gigantesco desafio de transformar a Petrobras de estatal devastada pela corrupção em uma empresa movida por objetivos comerciais, Pedro Parente disse ao presidente Michel Temer que a companhia não serviria mais de brinquedinho ao governo. Sua indicação para a presidência executiva da companhia, disse Parente a Temer, dependia de três condições: os executivos da Petrobras seriam contratados por mérito; a racionalidade econômica ditaria a estratégia comercial; e a companhia geriria o preço da gasolina – uma questão fortemente política que até agora vinha sendo conduzida pelo governo.  "Eu o informei sobre meus pré-requisitos, e ele aceitou todos", disse Parente, 63, em entrevista ao "Financial Times". No entanto, tendo assumido o leme da Petrobras em junho, ele não tem ilusões quanto à escala da tarefa, em termos de restaurar as finanças e a reputação combalidas da empresa.  "Uma reputação pode ser perdida muito rápido, mas reconquistá-la demora demais", ele diz, sugerindo que está se preparando para uma longa batalha a fim de revitalizar a empresa, que anunciou nesta sexta-feira (14) uma nova política de preços para os combustíveis, que irão variar de acordo com os preços internacionais. O custo da gasolina irá cair 3,2%, e o do diesel 2,7%. Com US$ 124 bilhões em dívida bruta, a Petrobras detém o infeliz título de companhia petroleira mais endividada do planeta, um reflexo dos bilhões de dólares que investiu, nos últimos 10 anos, na construção de refinarias e na exploração e produção em alguns dos mais promissores campos submarinos de gás natural e petróleo do planeta. Mas a empresa conquistou muito mais manchetes por conta do escândalo de corrupção que a engolfou em 2014. Procuradores da Justiça brasileira afirmam que antigos diretores da empresa conspiraram com empreiteiros e políticos – do governo de coalizão então no poder, que envolvia o PT, de esquerda, e o PMDB, o partido de Temer – para saquear um total estimado em US$ 13 bilhões (R$ 42 bilhões) da estatal. Também surgiram preocupações por a Petrobras estar vendendo gasolina abaixo do custo porque o governo de coalizão da presidente Dilma Rousseff, deposta em agosto, necessitava desses arranjos para ajudar seus esforços de controle da inflação. Tudo isso levou a imenso tumulto na Petrobras, e a um quase calote técnico de suas dívidas no ano passado, dadas as dificuldades que ela enfrentava para divulgar contas precisas sobre o ano fiscal de 2014, porque a escala do escândalo de propinas e seu custo para a empresa eram incertos. Nas palavras de Parente, "não tínhamos um balanço".  Os resultados de 2014, que viram a Petrobras despencar a um prejuízo líquido de R$ 21,6 bilhões, foram por fim divulgados em abril do ano passado, com diversos meses de atraso. Outro momento importante aconteceu no mês passado, quando Parente revelou seu plano para reverter a situação da Petrobras. Ele já vinha informando acionistas da empresa em Nova York e Londres sobre o teor do plano, e reconhece que terá de convencer os céticos – especialmente os investidores que estão processando a Petrobras pelo escândalo de corrupção, nos Estados Unidos. Parente não discorda das avaliações de que a Petrobras está na pior situação de seus 63 anos de história, mas afirma que seu acordo com Temer lhe confere boa chance de sucesso no plano de recuperação. "É uma oportunidade única", diz. Parente tem modos professorais, e sua prioridade é a redução da dívida. Prometeu reduzir a dívida líquida da empresa de um pesado múltiplo de 5,3 vezes sua receita anterior aos juros, impostos, depreciação e amortização, no final do ano passado, a um múltiplo de 2,5 em 2018, por meio de vendas de ativos, cortes de investimentos e uma reformulação na política de venda de combustíveis. Embora analistas e banqueiros tenham encarado positivamente a indicação de Parente para o posto, e elogiado sua ambiciosa estratégia, questionam suas chances de sucesso. "Os pressupostos em que ele se baseou parecem sublinhar o melhor caso possível, e deixam margem zero para problemas de execução", disseram os analistas do Goldman Sachs no mês passado. A agência de classificação de crédito Moody's disse que a Petrobras requereria "forte disciplina e foco de gestão" – qualidades raramente associadas a empresas estatais do Brasil. Boa parte das propostas de redução da dívida depende dos planos de venda de ativos da Petrobras – algo que os analistas questionam por conta da queda do número de transações no setor desde o colapso dos preços do petróleo dois anos atrás. Parente, porém, expressa confiança em que a empresa cumprirá sua meta de vender US$ 15,1 bilhões em ativos até o final deste ano, mencionando o fato de que a Statoil, da Noruega, fechou acordo em julho para adquirir participação em um dos campos de petróleo em águas profundas da Petrobras por US$ 2,5 bilhões. Isso, diz ele, vai abrir caminho para mais US$ 19,5 bilhões em venda de ativos em 2017 e 2018, e elas podem incluir a rede de postos de gasolina da companhia. Um banqueiro que conhece bem a Petrobras diz que a venda de ativos secundários como os postos de gasolina, que apresentam desempenho relativamente bom em um ambiente de preços baixos para o petróleo, pode deixar a empresa vulnerável em caso de uma futura crise. Parente argumenta que será capaz de reduzir os investimentos de capital e as despesas operacionais da Petrobras, em parte devido à produtividade superior à prevista nos campos em águas profundas. "Precisamos de menos plataformas e teremos de escavar menos poços", ele diz. Outro meio importante de cortar investimentos será o interesse de Parente em formar parcerias com grupos internacionais de energia para produção e refino. Ele encara positivamente um projeto de lei apoiado pelo governo Temer que poria fim ao status da Petrobras como operadora única dos chamados campos de pré-sal, ao largo da costa brasileira, porque isso removeria um peso financeiro considerável para a companhia. A Royal Dutch Shell já está ativa nos campos do pré-sal em apoio à Petrobras, e Parente agora espera que a companhia anglo-holandesa assuma a posição de operadora principal, em companhia de outras empresas petroleiras internacionais. De forma semelhante, ele está interessado em que empresas estrangeiras ponham fim ao domínio da Petrobras sobre o refino de derivados de petróleo no Brasil. Mas determinar se a Petrobras conseguirá mesmo funcionar sem qualquer interferência do Estado é algo que ainda está aberto a debate. Parente dá a entender que, depois que assumiu sua posição na empresa, o governo lhe pediu que fizesse uma indicação política. "Nós, é claro, de modo muito polido, recusamos", ele diz. Parente destaca as reformas significativas de governança cujo objetivo é tornar a empresa mais independente, mas também aceita que ela tem responsabilidades sociais. Ainda não se sabe de que maneira Parente promoverá mais transparência na fixação dos preços de varejo dos combustíveis, a fim de pôr às práticas prejudiciais adotadas pelo governo do PT. Sua condução desse assunto será um bom indicador de sua capacidade para transformar a Petrobras em uma empresa dirigida sob critérios comerciais.

Gasolina deve cair apenas R$ 0,03 na bomba

O preço da gasolina deve cair R$ 0,03 para o consumidor, e não os R$ 0,05 estimados pela Petrobras, pelo cálculo do Sincopetro (sindicato dos postos de combustíveis de São Paulo). “O que a Petrobras esqueceu é que o etanol subiu por causa da entressafra”, disse José Alberto Gouveia, presidente da entidade. Segundo ele, a diferença deve-se à alta recente nos preços do álcool, que sobem devido à aproximação da entressafra da cana-de-açúcar. A gasolina tipo C, vendida no posto de combustível, tem 27% do biocombustível na mistura. De acordo com o Cepea/Esalq, que pesquisa preços agrícolas, o etanol está em alta desde julho — foram R$ 0,05 só na última semana. O repasse recente, informou Gouveia, foi de R$ 0,04. Elizabeth Farina, presidente da Unica (entidade da indústria da cana-de-açúcar), defende que o etanol sempre vai ter impacto sobre o preço da gasolina, mesmo que ele não suba, justamente porque ele é parte do produto que chega ao consumidor. E diz que a Petrobras não tem como controlar o repasse da redução da gasolina em toda a cadeia de distribuição. “É complicado antecipar o desconto para o consumidor, porque que pode frustrá-lo muito”, diz. “Se o preço do anidro subir, tem mais um componente de mudança no preço. Mas se na semana que vem o preço não cair, não se pode colocar a culpa no etanol”, defende a presidente da Unica. Para o presidente da consultoria do setor de açúcar e etanol Datagro, Plinio Nastari, os preços do etanol já subiram para acompanhar a escassez do combustível nos próximos meses e o biocombustível não deve ser o responsável pela queda menor que a projetada no preço da gasolina. “Se a estimativa da Petrobras vai chegar ao consumidor, vai depender da cadeia de distribuição", diz. Para ele, a competição entre os postos deverá garantir o desconto na bomba. Quando reduz o preço do combustível, a Petrobras faz o corte na refinaria. Até chegar ao consumidor, o produto passa pelas distribuidoras e pelos postos. "Na hora que muda na refinaria, ainda tem produto armazenado. Historicamente leva de quatro a a seis semanas para o preço cair", afirma Nastari. 

Dirigentes petistas já admitem candidato de outro partido para 2018

Dirigentes petistas e do Instituto Lula admitiram na quinta-feira (13), a possibilidade de lançamento de um candidato de outro partido para a disputa presidencial de 2018, especialmente se nascido de uma frente ampla. Ao comentar entrevista do presidente do PDT, Carlos Lupi, ao jornal “Folha de S.Paulo”, petistas reconheceram que faz sentido a informação do pedetista de que o poderoso chefão da Orcrim petista e ex-presidente Lula estaria aberto a um nome de outro partido. Um colaborador de Lula chegou a lembrar que o plano original de Lula era de lançar a candidatura do governador Eduardo Campos (PSB-PE) em 2018, morto em um acidente aéreo durante a campanha eleitoral de 2014. Ainda segundo petistas e colaboradores de Lula, não está descartado o nome do pedetista Ciro Gomes (PDT) para a corrida presidencial, desde que avalizado pela frente a ser constituída. Presidente do PT de São Paulo, Paulo Fiorilo afirma que essa é uma hipótese, mas "ainda cedo" para definições. Outro dirigente petista repete a ideia de prematuridade da discussão. Mesmo admitindo a tendência de lançamento de nome fora do PT, esse petista reclama do tom adotado por Lupi. O pedetista disse que o PT tem que "cair na real" e recuar para se dedicar à sua restruturação. Esse é o discurso do próprio Lula durante reuniões partidárias. Mas, na opinião de alguns petistas, Lupi não precisava ser tão explícito, já que prega a unificação da esquerda. 

Governo negocia confissão de empreiteiro sobre propina na gestão tucana em São Paulo


Acostumado às rodas de negociação que cercam as delações, o empreiteiro José Antunes Sobrinho, sócio da Engevix, uma das empresas do cartel do petrolão, subiu à sala de reuniões do Ministério da Transparência, em Brasília, na terça-feira, dia 11, para discutir algo diferente. Diante de quatro procuradores da Advocacia-Geral da União (AGU) e outros quatro integrantes da cúpula do ministério, Antunes acelerou o passo para firmar um acordo de leniência – espécie de colaboração premiada para empresas, que implica o pagamento de multa e confissão dos delitos cometidos pela companhia. A recompensa, valiosa, é a possibilidade de voltar a ter contratos com o poder público, dos quais a Engevix está afastada desde que foi flagrada no petrolão. Na conversa, Antunes detalhou uma enxuta lista de negociatas que apresentara semanas antes aos técnicos e atiçara a curiosidade do governo Michel Temer. Constam relatos de pagamento de propinas para obtenção de contratos em quatro órgãos públicos. ÉPOCA teve acesso ao conteúdo, que revela uma peculiaridade: a existência de duas empresas sob comando tucano no Estado de São Paulo, a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), a estatal que constrói moradias populares, e a Dersa Desenvolvimento Rodoviário, estatal das rodovias paulistas, responsável pela obra ícone dos governos tucanos em São Paulo, o Rodoanel Mário Covas. Antunes também falou sobre propinas pagas em contratos com a estatal federal de ferrovias Valec e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit), ligado ao Ministério dos Transportes, Portos e Aviação. Na proposta, Antunes aponta condutas ilegais cometidas por executivos da empresa durante a gestão do PSDB em São Paulo, nos governos de Geraldo Alckmin e José Serra. Ainda não consignados na proposta, os valores da propina, segundo fontes oficiais envolvidas na negociação, ultrapassam os R$ 20 milhões. Além da Engevix, a Odebrecht relata pagamento do mesmo tipo aos governos tucanos – e no mesmo período. Nas planilhas da Odebrecht apreendidas pela Polícia Federal há referências a pagamentos por contratos da Linha 2 do metrô de São Paulo, feitos em 2004 e em 2016, mesmo período em que a Engevix relata repasses por negócios na CDHU. A oferta de Antunes chama a atenção pelas novidades paulistas, mas também pelas ausências. Em abril, ÉPOCA revelou os anexos da proposta de delação que o empreiteiro fizera à Lava Jato. Os documentos continham revelações sobre negócios para lá de suspeitos de um amigo do presidente Michel Temer com a Eletronuclear; sobre o presidente do Senado, Renan Calheiros(PMDB-AL); e sobre o ex-marido da ex-presidente Dilma Rousseff, além de outros políticos com foro. Como não lhe foi pedido em Brasília que falasse disso, Antunes calou-se. No documento que apresentou ao Ministério da Transparência, Antunes conta que os cinco contratos celebrados pela Engevix com a CDHU, que começaram em 2002 e perduraram por mais de uma década, foram intermediados pelos lobistas João Adolfo e Milton Pascowitch, donos da Jamp. Trata-se da mesma empresa de fachada usada como lavanderia de dinheiro para os contratos firmados pela consultoria do ex-ministro José Dirceu. Foi por meio dessa empresa que a Engevix entregou R$ 10 milhões de propina ao PT por contratos com a Petrobras. A história da Engevix com a Jamp em São Paulo começou antes de a empreiteira cair nas graças do PT. No ano passado, a Polícia Federal encontrou mais de 30 contratos de gaveta firmados entre a Engevix e a Jamp para a prestação de serviços de fiscalização em projetos da CDHU nas residências e escritórios dos irmãos Pascowitch. Para cada contrato, havia pagamentos que variavam de R$ 30 mil a R$ 1 milhão à Jamp. Os irmãos Pascowitch, apesar de engenheiros, jamais tiveram uma obra registrada. No entanto, tornaram-se responsáveis por cada consórcio firmado entre a Jamp e a Engevix. Entre 2007 e 2010, a Engevix levou dois contratos da CDHU por R$ 33 milhões. Nesse mesmo período, a Jamp recebeu R$ 4,9 milhões para prestar serviços à companhia estadual em nome da empreiteira. O serviço para o qual a Engevix foi contratada e atribuiu competência à Jamp era o de verificar problemas técnicos em casas de lotes CDHU. Mas a Jamp nunca teve sequer 10 funcionários. Em 2013, ano em que recebeu mais de R$ 2 milhões da Engevix, a Jamp não tinha nenhum vínculo empregatício. Era fachada para propina.

A parceria entre Engevix e Jamp no governo de São Paulo já havia sido mencionada por Antunes e por seu sócio Gerson Almada e pelo próprio Milton Pascowitch em depoimentos ao juiz Sergio Moro em 2015. “O relacionamento com o senhor Milton Pascowitch realmente começou por meio do irmão dele, José Adolfo Pascowitch. Ele foi, durante muitos anos, funcionário da Comgás e posteriormente da Sabesp. Aí desenvolvemos um relacionamento profissional”, disse Almada. Questionado por Moro sobre o início de seus negócios com a Engevix, Milton Pascowitch contou história parecida. “Nós disputamos uma licitação na qual minha empresa, junto com meu irmão, não tinha a capacitação financeira nem os atestados técnicos. Nós propusemos à Engevix e entramos juntos com ela para disputar um lote de gerenciamento de habitações populares da CDHU”, afirmou o lobista também em 2015. As investigações mostram que a Jamp era uma empresa de fachada, pela qual os irmãos recebiam e repassavam pagamentos ilegais. Até serem pegos pela Lava Jato, os irmãos Pascowitch integravam um grupo restrito da alta sociedade paulistana. O pai, Paulo, fez fortuna em São Paulo e fundou o Banco Áurea, nos anos 1970, guardião de um dos maiores acervos de arte moderna brasileira à época. A família tinha proximidade com os governos estaduais desde os tempos de Adhemar de Barros, na década de 1950. Já a Engevix, até cair nas graças do PT, era próxima do PSDB. Quando o trio José Antunes Sobrinho, Gerson Almada e Cristiano Kok assumiu a empresa e tentou aproximação com o governo federal para abocanhar contratos com a Petrobras, teve dificuldades, pois a Engevix era considerada pelos petistas uma “empresa amiga do PSDB”, diz um antigo executivo. Essa é uma das razões pelas quais a Engevix demorou algum tempo até conseguir fazer parte do cartel do petrolão, diferentemente de UTC e OAS. Um dos responsáveis por quebrar a resistência foi o ex-senador Delcídio do Amaral. No caso da Dersa, Antunes afirmou ao Ministério da Transparência dispor de informações sobre pagamentos em dinheiro feitos à empresa estadual desde 2005, na gestão de Dario Rais Lopes. Ao todo, foram dez contratos. Com o avanço da Lava Jato em 2014, a Engevix teria suspendido os repasses em dinheiro e sofrido retaliações, segundo o empreiteiro. Os principais contratos firmados pela Engevix com a estatal são os que envolvem o trecho norte do Rodoanel Mário Covas, e que são alvo de investigação do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE). Como os repasses à Dersa não foram feitos por meio do lobista Milton Pascowitch ou da Jamp, as informações sobre o caso não foram coletadas pela força-tarefa. Os outros dois órgãos citados por Antunes, Valec e Dnit, são antigos conhecidos da Engevix, desde a época de fundação da empresa, nos anos 1960. No caso da Valec, porém, Antunes propôs detalhar apenas os repasses feitos durante a gestão de José Francisco das Neves, o Juquinha, como presidente da empresa, entre 2006 e 2011. Segundo o empreiteiro, pagava-se pedágio de 5% para levar contratos com a estatal de ferrovias. Patrocinado pelo PMDB de Goiás, Juquinha foi afastado da Valec após denúncias de irregularidades e chegou a ser preso em 2012, acusado de lavagem de dinheiro. Antunes também se dispôs a relatar, no acordo de leniência, os pagamentos feitos ao lobista Sérgio Sá, preso em 2007 durante a Operação Navalha, acusado de fazer tráfico de influência para beneficiar empreiteiras em obras do Dnit. À época, grampos mostraram Sá negociando benefícios em favor da Engevix. O então presidente, Cristiano Kok, negou que a empreiteira tivesse pago propina para conseguir o contrato da BR 020. Em 2007, a Engevix escapou. Agora, Antunes está disposto a contar o que o Ministério Público não descobriu. Desde que assumiu o comando do Ministério da Transparência, o ministro Torquato Jardim concentra as negociações da leniência nas mãos de um grupo reduzido de servidores da Pasta e da Advocacia-Geral da União (AGU). Jardim trocou, logo nos primeiros dias de gestão, o comando da área responsável por conversar com as empreiteiras e exonerou insatisfeitos com o governo Temer. Para o ministro, o movimento era estratégico para evitar “contaminações políticas”. O diretor da área de infraestrutura, Wagner Rosa, vem ganhando mais espaço na Pasta. Há discordâncias internas, por exemplo, sobre a participação da AGU nos acordos. Mas tem prevalecido a decisão de Rosa. Caberá a ele, portanto, definir se as informações prestadas por Antunes sobre o governo tucano interessarão ao ministério e se serão suficientes para que a empreiteira consiga seu perdão e possa voltar a receber aquele dinheiro público que deseja.

Deputado petista Luiz Sérgio recebeu propina para abafar CPI da Petrobras, diz novo delator



Novo delator da Operação Lava Jato, o engenheiro e lobista Zwi Skornicki acusou o deputado federal petista Luiz Sérgio (PT-RJ) de ter recebido propina para evitar a sua convocação na CPI da Petrobras. Luiz Sérgio foi ministro de duas pastas no primeiro mandato de Dilma Rousseff: Secretaria de Relações Institucionais (2011) e Pesca e Aquicultura (2011-2012). O parlamentar petista foi o relator da última comissão instaurada no Congresso para investigar o esquema de corrupção na Petrobras. No relatório final, em outubro do ano passado, propôs o indiciamento de apenas um político, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto. Skornicki, que era representante do estaleiro Keppel Fels no Brasil, não foi convocado para depor. O atual delator foi preso na Lava Jato quatro meses depois, em fevereiro. Ele é apontado como um operador do pagamento de propinas na Petrobras, e irá devolver cerca de R$ 75 milhões à Justiça – dinheiro que estava em contas no Exterior. Na decisão que homologou sua delação, na quinta-feira passada (6), Skornicki diz que "pagou parte da propina ajustada com João Vaccari Neto em nome do PT para o deputado Luiz Sérgio Nóbrega de Oliveira". "Este mesmo parlamentar teria intercedido para a não convocação do colaborador à CPI da Petrobras", informa a decisão, emitida pelo STF (Supremo Tribunal Federal). A homologação, feita na semana passada, é o último passo para o reconhecimento do acordo. A informação está em ofício enviado pelo Ministério Público Federal ao juiz Sergio Moro, nesta quinta (13). O acordo prevê que Skornicki pague uma multa de US$ 23,8 milhões, equivalente a R$ 75 milhões — valores mantidos em offshores de sua titularidade na Suíça e Estados Unidos. O dinheiro será revertido à Petrobras (e 10% dele, a órgãos federais de investigação). Além disso, o delator terá que entregar à Justiça quase 50 obras de arte apreendidas em sua casa, de artistas como Romero Britto, Salvador Dalí e Vik Muniz. A Políica Federal suspeita que os quadros tenham sido usados para lavagem de dinheiro. Skornicki ficou pouco menos de seis meses preso em Curitiba. Ele irá cumprir outros seis meses em prisão domiciliar, com o uso de tornozeleira eletrônica – até fevereiro de 2017. Depois, progride para o regime aberto domiciliar por mais um ano. O lobista revelou em sua delação, entre outros temas, que o ex-diretor da Petrobras, Renato Duque, abandonou R$ 39 milhões em propina numa conta da Suíça – valores que serão devolvidos à Justiça –, e que pagou US$ 4,5 milhões em caixa dois ao marqueteiro João Santana, responsável pela campanha da ex-presidente Dilma Rousseff em 2010. 

Assine esta moção para revogar o voto infame e antissemita do Brasil na Unesco, que agride nossas identidade e consciência cristã



Videversus convida você a assinar a assinar a moção de repúdio ao governo brasileiro por ter apoiado a resolução da Unesco que afirma eu o judaísmo não tem conexão com o Monte do Templo e o Muro das Lamentações em Jerusalém. Esse voto é repulsivo, infame, antissemita, e agride a consciência e a identidade cristã dos brasileiros. O abaixo assinado foi disponibilizado na Internet por iniciativa do filósofo e jornalista Luiz Milman e tem o irrestrito apoio do editor de Videversus, jornalista Vitor Vieira. O objetivo é levar o governo brasileiro a revisar essa infâmia e mudar o voto dado na Unesco. O Monte do Templo e o Muro das Lamentações em Jerusalém são absolutamente indissociáveis da história dos judeus e de Israel. Dizer, como faz a Unesco, que Israel e os judeus nada têm a ver com esse locail sagrado é praticar um revisionismo histórico diabólico, tirar a história dos judeus, demonizar os judeus, e assim demonizar toda a cristandade, que também está indissociavelmente ligada à história dos judeus e de Israel. Dela derivam nossos 10 Mandamentos. Nesses locais Jesus Cristo predicou. A íntegra da justificativa para a adesão à moção encontra-se no link https://www.change.org/p/presid%C3%AAncia-da-rep%C3%BAblica-do-brasil-rep%C3%BAdio-%C3%A0-decis%C3%A3o-do-governo-temer-resolu%C3%A7%C3%A3o-da-unesco-em-apoio-%C3%A0-autoridade-palestina . Eis um trecho: "Como cidadãos brasileiros, manifestamos nosso mais veemente repúdio à decisão do governo Michel Temer de aprovar a resolução da UNESCO, proposta pela Autoridade Nacional Palestina, que afirma que os judeus não possuem laços históricos com o Monte do Templo e o Muro das Lamentações, em Jerusalém. Trata-se de uma vergonha. A resolução é antissemita e prova até que ponto de demência racista e de ódio a Israel são capazes de chegar as instâncias internacionais em nossos dias. Sabemos que não é hoje que a ONU e todos os seus organismos servem apenas para difundir posições grotescas anti-israelenses, sendo inefetiva e meramente ornamental para qualquer outro propósito". Assine você também a petição, vamos obrigar o governo brasileiro a modificar esse voto infame na Unesco.