segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Comitê de Nelson Marchezan Junior foi alvo de atentado na madrugada desta segunda-feira em Porto Alegre



Imagens de uma câmera de segurança (veja no video acima) mostram o momento do ataque que ocorreu na madrugada desta segunda-feira (17) no comitê de campanha de Nelson Marchezan Junior, candidato à prefeitura de Porto Alegre (PSDB). O local fica na esquina das avenidas Azenha e Ipiranga, quase em frente ao Palácio de Polícia, em diagonal com o Hospital Ernesto Dornelles, e foi alvo de disparos de arma de fogo. Segundo a Brigada Militar, os disparos foram realizados por ocupantes de um Focus prata com placa de Ijuí. A suspeita é que a placa seja clonada, e ainda não há informações sobre os autores dos tiros. O primeiro ataque ocorreu por volta da meia noite, quando foram efetuados dois disparos contra a fachada de vidro do prédio. Nesse momento apenas um vigilante se encontrava no local. O registro de ocorrência foi efetuado e, quase uma hora e meia após o primeiro fato, e quando havia cinco pessoas no local apurando os prejuízos, um novo ataque foi registrado, desta vez com mais de uma dezena de disparos contra a equipe que se encontrava no comitê. Estavam no local pessoas ligadas à coordenação da campanha e da equipe de vigilância, que precisaram se abrigar para não serem atingidas. Todas as imagens das câmeras de segurança interna já foram remetidas aos órgãos de polícia e os envolvidos estão prestando as informações necessárias. 

Ministro do STF perdoa pena do petista José Dirceu no Mensalão do PT

O ministro Luis Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, concedeu nesta segunda-feira o perdão da pena a que o ex-ministro da Casa Civil, o petista José Dirceu, foi condenado no processo do Mensalão do PT. O petista foi sentenciado a 7 anos e 11 meses por corrupção passiva, mas recebeu em dezembro do ano passado o chamado indulto natalino da ex-presidente Dilma Rousseff. A decisão de Barroso se deu depois que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, reconsiderou sua posição sobre a pena do ex-ministro da Casa Civil e enviou ao Supremo Tribunal Federal uma manifestação em que recomendava a extinção da punição contra ele no Mensalão do PT. Janot aponta que a má conduta do ex-ministro teria ocorrido antes do período previsto no decreto de indulto de Natal do ano passado. Os crimes na Lava Jato teriam sido praticados até 13 de novembro de 2013, quando José Dirceu já havia sido condenado no Mensalão do PT. O decreto do indulto, no entanto, impede o perdão da pena apenas a condenados que tenham cometido falta grave entre 25 de dezembro de 2014 e 25 de dezembro de 2015. Ou seja, para Janot, a regra impede que a má conduta de José Dirceu seja motivo de sanção. Inicialmente, contudo, o mesmo Janot havia considerado que a prisão de José Dirceu na Lava Jato quando ele ainda cumpria pena no Mensalão do PT indica falta disciplinar grave, o que o impediria de ter a primeira condenação perdoada. “É certo que, para efeitos de concessão de indulto, esta prática delitiva (falta disciplinar grave) não obsta do reconhecimento do direito ao benefício” escreveu Janot. A defesa de José Dirceu já havia pedido ao STF o reconhecimento do indulto em favor dele. Mas a solicitação foi rejeitada pelo ministro Luis Roberto Barroso, em fevereiro, com base na primeira manifestação de Janot sobre o assunto. Por causa da Lava Jato, José Dirceu foi condenado em maio deste ano pelo juiz Sergio Moro a 23 anos e três meses de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Ele está preso em Curitiba desde agosto de 2015 e cumpria prisão em regime domiciliar, decorrente da pena no Mensalão do PT, quando foi detido pela Polícia Federal acusado de envolvimento no caso da Petrobras. Como é de praxe, no fim de cada ano, o presidente da República assina o chamado indulto natalino que prevê a extinção da pena segundo critérios pré-estabelecidos. O texto aprovado por Dilma previa o perdão para os presos que estivessem em regime aberto e já tivessem cumprindo um quarto da pena, a qual não poderia passar de oito anos. Na quinta-feira passada, o ministro Teori Zavascki, responsável pelos processos da Lava Jato no Supremo, indeferiu um pedido da defesa de José Dirceu para ele ser solto.

O comunista Plinio Zalewski, coordenador de campanha do PMDB em Porto Alegre, é encontrado morto dentro da sede do partido, com ferimentos


O coordenador-geral da campanha do vice-prefeito candidato à prefeitura de Porto Alegre, o comunista Plínio Zalewski, de 53 anos, foi encontrado morto no banheiro da sede municipal do PMDB, na avenida João Pessoa, no bairro Cidade Baixa, na tarde desta segunda-feira. Ele era considerado desaparecido desde a noite passada, quando a companheira registrou boletim de ocorrência. O corpo tinha ferimentos, mas as circunstâncias da morte ainda não se esclareceram. O local está isolado aguardando a realização de perícia. Além de coordenar a campanha do vice-prefeito, Plino Zalewski era um antigo militante da organização comunista MR8, hoje transformada no Partido da Pátria Livre, inicialmente comandado pela também comunista Mari Perusso (foi subchefe da Casa Civil do governo do peremptório petista e poeta de mão cheia e tenente artilheiro Tarso Genro). Nesse partido revolucionário militaram Amauri Perusso, Cezar Busato, Clênia Maranhão, Ocimar Carvalho (CC do Grupo Hospitalar Conceição, cedido para o gabinete do vice-prefeito), Bernadete Bestame (a mulher do lobista José Barrionuevo), Fátima Schirmer (mulher do ex-deputado e atual secretário de Segurança Pública do Rio Grande do Sul, Cezar Schirmer) e outros. Plinio Zalewski era diretor de governança da prefeitura de Porto Alegre. Antes ele foi diretor do observatório da Capital e diretor de direitos humanos do Rio Grande do Sul. No sábado à tarde, Plinio Zalewski foi chamado às pressas para assinar a intimação da Justiça Eleitoral que tinha ordens para invadir e promover ação de busca e apreensão, de verificação de funcionamento de um comitê clandestino de campanha do vice-prefeito na sede da Fundação Ulisses Guimarães, do PMDB, que funciona em um velho casarão localizado na rua Riachuelo, bem no centro histórico de Porto Alegre (veja nas fotos abaixo). 


A desconfiança era de que no local funcionaria um centro de difusão de ataques ao candidato adversário Nelson Marchezan Filho, por meio de redes sociais. O candidato do PMDB quando foi informado que o casarão havia sofrido ação policial fez gravação de um video que circulou na Internet, denunciando ilegalidade na operação, devido à participação nas diligências de advogados da coligação de Nelson Marchezan Filho. 


Ocorre que a ordem judicial previa a presença da advogada da coligação de Nelson Marchezan Filho (como se verifica acima da certidão emitida pelo oficial de Justiça).  Abaixo se vê Plínio Zalewski recebendo a intimação judicial. 


Plínio Zalewski é um ex-petista que trabalhou com Hélio Corbellini por longos anos. Quem foi Hélio Corbellini? O Corbellini foi diretor do DEMAHB (1993 a 1996), quando o peremptório petista e poeta de mão cheia e tenente artilheiro Tarso Genro foi prefeito de Porto Alegre.

Juiz federal Sérgio Moro dá a Eduardo Cunha prazo de 10 dias para esclarecer contas na Suíça à Lava Jato

O juiz federal Sergio Moro enviou à Justiça Federal no Rio de Janeiro uma intimação ao ex-deputado Eduardo Cunha para que ele preste contas à Lava Jato. Com isso, caberá a um oficial fluminense localizar e entregar a intimação ao parlamentar cassado, que, a partir daí, terá dez dias para apresentar sua defesa ao magistrado de Curitiba. Nesta ação, o peemedebista é acusado de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão fiscal pela manutenção de contas secretas na Suíça que teriam recebido propina do petrolão. Como a ação já havia sido aberta pelo Supremo em junho, Moro deu apenas 10 dias para que Eduardo Cunha apresente sua defesa. Esse processo envolvendo o ex-presidente da Câmara dos Deputados foi remetido para a primeira instância em Curitiba desde a cassação do seu mandato, quando perdeu foro privilegiado. O envio a Moro foi determinado na semana passada pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal.

Airbus pretende ultrapassar a Boeing em entregas de aviões até 2020


A fabricante européia de aviões Airbus quer superar a rival Boeing em termos de entregas anuais de aeronaves em 2020, após ter ficado para trás nos últimos anos, disse o presidente-executivo da companhia, Fabrice Bregier, nesta segunda-feira (17). "Em 2020 nós entregaremos mais aviões que a Boeing novamente", disse Bregier ao jornal "Welt". Enquanto a Airbus tem liderado em termos de novos pedidos há anos, a rival norte-americana tem estado à frente desde 2012 em termos de entregas. Bregier disse que a Airbus focará especialmente nos aviões modelos A320 neo e A350. O executivo comentou que a Airbus espera despachar a clientes 50 A350 neste ano, embora as entregas até o fim de setembro tenham somado apenas 26.

Léo Pinheiro, Vaccari e mais 10 viram réus no caso Bancoop

A juíza Maria Priscilla Ernandes, da 4ª Vara Criminal de São Paulo, aceitou denúncia do Ministério Público de São Paulo contra o empreiteiro Léo Pinheiro, da OAS, o ex-tesoureiro do PT e ex-presidente da Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop), João Vaccari Neto, e mais 10 investigados na sexta-feira, dia 14. A acusação envolve irregularidades nos empreendimentos Casa Verde, Liberty Boulevard, Mar Cantábrico (atual Solaris), Ilhas D’Itália, A’Bsoluto, Colina Park e Altos do Butantã, todos da Bancoop, entre 2009 e janeiro de 2015. Léo Pinheiro é acusado de associação criminosa e estelionato. A Promotoria de São Paulo imputa a João Vaccari associação criminosa, falsidade ideológica, estelionato e violação à Lei do Condomínio. Ambos já foram condenados na Operação Lava Jato e estão presos no Paraná. A Bancoop, cooperativa fundada nos anos 1990 por um núcleo do PT, em dificuldade financeira, repassou para a OAS empreendimentos inacabados. A transferência provocou a revolta de milhares de cooperados, que protestam na Justiça que a empreiteira cobrou valores muito acima do previso contratualmente. A denúncia recebida sexta-feira pela juíza Maria Priscilla Ernandes também envolvia inicialmente o poderoso chefão da Orcrim petista e ex-presidente Lula, a galega italiana e ex-primeira-dama Marisa Letícia, o filho do casal, Fábio Luis Lula da Silva, e o triplex 164-A no Solaris, no Guarujá (SP). Em março, a magistrada mandou a acusação e o pedido de prisão de Lula, feito pelos promotores paulistas, para o juiz federal Sérgio Moro, que conduz as ações da Lava Jato na 1ª instância. A Lava Jato denunciou Lula no caso triplex e acusa o ex-presidente de ter recebido 3,7 milhões de reais em benefício próprio – de um valor de 87 milhões de reais de corrupção – da empreiteira OAS, entre 2006 e 2012. O petista é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no esquema de cartel e propinas na Petrobras. Em 20 de setembro, Moro aceitou a denúncia da Procuradoria da República, no Paraná, e determinou a devolução, à Justiça de São Paulo, dos autos enviados pela juíza Maria Priscilla Ernandes. O juiz ordenou na ocasião a “supressão porém de todas as imputações relacionadas ao ex-presidente da República e seus familiares e igualmente em relação a qualquer fato envolvendo o apartamento 164-A do Condomínio Solaris”.

OAS será vigiada por 25 anos para não praticar atos de corrupção

Pelos próximos 25 anos, diariamente, tudo o que acontecer dentro da construtora OAS estará sob vigilância. Balanços, fluxo de caixa, contratos, aditivos e licitações serão monitorados por uma empresa especializada que tem a missão de acionar o alarme após qualquer suspeita ou indícios de atos de corrupção. Essa foi a forma encontrada pelos credores para garantir que a empresa não vá – pelo menos até pagar os 2,8 bilhões de reais que ainda deve – se envolver novamente nos tipos de esquemas que protagonizou na Lava Jato, que vieram à tona há cerca de dois anos e reduziram a companhia a um terço do que era. A OAS deve faturar em torno de 2 bilhões de reais a 2,5 bilhões de reais neste ano. Em 2014, faturou quase 9 bilhões de reais. Está hoje com 54.000 funcionários – eram 100.000 em março do ano passado. “Não podemos errar, porque dependemos dos nossos credores todos os dias. Temos de seguir sem vícios do passado. Algo deu errado e não pode dar errado de novo”, diz o diretor financeiro da OAS, Josedir Barreto: “Teremos agora um agente de monitoramento por toda a vida". Para ter capacidade financeira de honrar os seus compromissos, a construtora terá de chegar a uma receita de 5 bilhões de reais por ano, segundo Barreto. Isso significa que, em quatro anos, a empresa terá mais que dobrar seu faturamento. A própria administração da empresa percebeu que a tarefa não será fácil. No ano passado, tinha planejado abandonar sua atuação internacional, que estava pulverizada em mais de vinte países. Mas, diante do cenário de infraestrutura no Brasil, a construtora voltou atrás, e decidiu concentrar sua atuação na África e América Latina. Neste ano, a empresa ganhou 1,3 bilhão de reais em contratos em licitações no Brasil e no Exterior, sendo a maior parte fora do País. Para que não fosse à falência, os credores perdoaram mais da metade da dívida de 10 bilhões de reais da empresa. Aceitaram tomar a Invepar, a principal empresa do grupo, que tem como sócios fundos de pensão e é dona de concessões como o aeroporto de Guarulhos, como pagamento de outra parte. Os credores aceitaram ainda receber juros irrisórios nos próximos cinco anos, cerca de 15 milhões de reais por ano, e o principal, já com o desconto, somente será pago em 10, 19 ou 25 anos, dependendo do tipo de credor. Todas as condições foram acertadas no plano de recuperação judicial da companhia, que finalmente nesta segunda-feira, pode ser oficializado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. O plano foi aprovado por maioria dos 3.000 credores no fim do ano passado, mas um grupo de dezenove credores ficou insatisfeito porque não teve direito a ratear a Invepar, e recorreu ao tribunal. Em setembro, dois desembargadores confirmaram o plano, mas o desembargador Fábio Tabosa pediu para fazer melhor análise e somente nesta segunda-feira deve apresentar seu voto. A partir dessa decisão final é que o plano estará oficialmente em andamento, e finalmente a Invepar será repassada aos credores. Por enquanto, a estimativa é que a companhia já valha menos do que o 1,3 bilhão de reais de quando foi leiloada para os credores. Parte dessa desvalorização se deve ao fato de a empresa ter sido envolvida, mais recentemente, na Operação Greenfield, que investiga os negócios dos fundos de pensão, que detêm 75% da Invepar. Barreto diz que, com a aprovação final do plano, será possível também vender outros ativos do grupo, como a empresa de óleo e gás, as arenas de futebol e companhias de saneamento. Pelo plano, a empresa poderá ficar com 150 milhões de reais do que for vendido e então ratear o resto para os credores. A empresa terá ainda um novo limite de endividamento de 400 milhões de reais. Para os acionistas, segundo Barreto, não poderá haver distribuição de dividendos até o pagamento final da dívida. No entanto, o plano prevê que, em caso de o caixa exceder 12% dos créditos, poderá ser distribuído igualmente entre a empresa, os credores e os acionistas. O quadro societário da OAS continua o mesmo de antes da Lava Jato. Mesmo José Aldemário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro, que foi um dos primeiros empreiteiros presos na Lava Jato, ainda é dono de 10% do grupo.