terça-feira, 18 de outubro de 2016

Entenda como se manifesta o moderno antissemitismo

Artigo de Luis Milman - A resolução aprovada no dia 13 passado pela Unesco, com o voto do Brasil, escancara a modalidade de antissemitismo contemporâneo que circula com naturalidade em meios políticos e universitários, sendo apregoada pelos países árabes e recepcionada, em especial, pelo universo esquerdista. Trata-se do antissemitismo nacional, que nega aos judeus o direito de autodeterminação política. Esta modalidade de ódio aos judeus sucede ao antissemitismo religioso, característico do medievo ocidental cristão e presente também na orbe muçulmana, e à modalidade da perseguição racial nazista, que resultou no Holocausto. A resolução da Unesco revela, mais uma vez, que as instâncias de representação internacionais são dominadas pelo novo pensamento antissemita. Não há novidade neste fato. Em 1975, depois da vitória de Israel na Guerra do Yom Kipur, em 1973, a Assembléia Geral da ONU aprovou a Resolução 3379, proposta pelos países árabes, que afirmava que o sionismo é uma forma de racismo e discriminação racial. O Brasil, então sob regime militar, apoiou a resolução. Somente em 1991, a mesma Assembléia Geral, com a resolução 4686, revogou a decisão. Na época, estava sendo organizada a Conferência de Paz de Madrid, logo após a primeira guerra do Iraque, e Israel havia exigido a revogação da resolução 3379 como condição para que participasse das negociações. Em 2001, no entanto, as discussões realizadas na Conferência da ONU sobre Racismo, em Durban, África do Sul, voltaram a assumir um tom marcadamente anti-israelense, o que fez com as delegações dos EUA e de Israel abandonassem o encontro. Devido aos esforços da diplomacia norte-americana e israelense, no entanto, o texto final da Declaração de Durban não apresentou ataques a Israel. As correntes políticas de esquerda fartam-se em utilizar o exemplo destes fóruns como demonstração de que Israel patrocina um sistema de apartheid contra os palestinos. Trata-se de uma fantasia. No Brasil, partidos como o PT, o PSOL,o PC doB, o PSTU, o PCO, o Pátria Livre (ex-MR8) e grupelhos comunistas e anarquistas, sucessivamente repetem acusações viciosas contra o Estado Judeu, satanizando sua existência e patrocinado um festival delirante de antissemitismo nacional, cuja matriz pode ser rastreada na propaganda da extinta União Soviética dos anos 50 em diante, dos países árabes e dos palestinos. Estas correntes ideológicas assumem abertamente suas posições antissemitas, propondo revisões históricas insanas e descarregadas na forma de um antissionismo, que é a designação aceitável atualmente para a propagação do ódio aos judeus. O episódio da última semana da UNESCO é apenas mais um desta campanha, para a qual as forças políticas liberais e conservadoras devem estar sempre atentas.

Vejam esse depoimento sobre a morte de Plínio Zalewski, coordenador de campanha do vice-prefeito de Porto Alegre



Esse é o depoimento de Maria Elisa S, colocado no Facebook, em comentário no perfil do jornalista aposentado Carlos Wagner, que trabalhou em Zero Hora: "Meu ex cunhado não se mataria, nāo por esses motivos e nem dessa forma, Plinio escrevia muito,deixaria uma uma grande carta,não um bolhete. Ele tinha 3 filhas e uma esposa que ele amava muito, não as deixaria passar por isso. Plinio não era violento, não se machucaria, muito menos usaria um banheirinho de comitê como cena de suicidio. Eu conheci muito ele. Suicidaram Plinio Alexandre Zalewski Vargas. Espero que essa pericia seja levada a sério e investiguem muito, pois houve muito tempo livre pra mudarem cenas, vestígios e provas. Eu tenho convicção de que há treta aí".

A ONU-Unesco continua mantendo seu voto antissemita a respeito de Jerusalém e do Monte do Tempo, com o apoio do governo brasileiro

Não procedem os boatos que circulam pelas redes sociais, segundo os quais o Comitê Executivo da Unesco, com sede em Paris, anulou a resolução de seu encontro de número 200, ocorrida no último dia 13, na qual os sítios históricos do judaísmo em Jerusalém são referidos apenas por seus nomes árabes e Israel é várias vezes condenado por alegadas ilegalidades na preservação destes sítios. Ao contrário, a resolução foi ratificada nesta terça-feira, dia 18, nos termos exatos em que foi redigida e condenada por Israel, EUA, Alemanha, Reino Unido e Holanda. O Brasil manteve - e isto é importante destacar- seu voto favorável à resolução, mesmo que o Itamaraty tenha declarado que tomará uma posição diferente em caso de futuras apresentações de proposições deste tipo. A posição brasileira continua, por isso mesmo, insustentável. É importante destacar que o Brasil não voltou atrás em seu voto e, assim, permanece alinhado a uma posição antissemita indiscutível, porque na resolução aprovada, Israel é satanizado como "potência ocupante" de Jerusalém, tendo, segundo o texto, transgredido normas que permitem o acesso de fiéis muçulmanos à Esplanada das Mesquitas (Mar e Al-Aqsa), construídas sobre os escombros do Monte do Templo (Har ha Bait, em hebraico) reverenciado por judeus de todo o mundo. Por isso, é importante que você dê seu apoio à petição que pode ser acessada no link a seguir, propugnando pela revogação imediata desse infame voto do governo brasileiro https://www.change.org/p/presid%C3%AAncia-da-rep%C3%BAblica-do-brasil-rep%C3%BAdio-%C3%A0-decis%C3%A3o-do-governo-temer-%C3%A0-resolu%C3%A7%C3%A3o-da-unesco-em-apoio-%C3%A0-autoridade-palestina

Procuradores investigam empréstimos do BNDES a Bumlai

O Ministério Público Federal, no Distrito Federal, em conjunto com a força-tarefa da Operação Lava Jato, investiga se o pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do poderoso chefão da Orcrim petista e ex-presidente Lula, foi beneficiado em empréstimos concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), entre 2008 e 2012. Segundo a edição desta terça-feira do jornal O Estado de S. Paulo, o Grupo São Fernando, de usinas de álcool, recebeu mais de 500 milhões de reais em três operações com o banco nos governos Lula e Dilma Rousseff. As participações do BTG Pactual, do falido BVA e do Grupo Bertin também estão sob suspeita. A principal frente de investigação, de acordo com o jornal, concentra-se na concessão de 101,5 milhões de reais em 2012. O valor foi contratado em nome da São Fernando Energia 1 – unidade do grupo que geraria energia com o bagaço da cana-de-açúcar –, no plano de reestruturação financeira do Grupo São Fernando. A operação foi feita de forma indireta, via bancos BTG Pactual e Banco do Brasil, que assumiram os riscos como agentes financeiros do repasse. O foco do Ministério Público nas operações do BNDES envolve empreiteiras acusadas de cartel na Petrobras e outros investigados pela Lava Jato. Conforme constam nos registros do BNDES, Bumlai fez seis pedidos de empréstimos ao banco – três deles concedidos. Os dois primeiros foram para construção da usina São Fernando Açúcar e Álcool, em Dourados (MS), em 12 de dezembro de 2008 e em 3 de fevereiro de 2009, no valor total de 395,1 milhões de reais, segundo um documento enviado em dezembro de 2015 pelo banco ao Ministério Público Federal. A obra foi concluída em 2009 e entrou em operação em 2010. Dos valores devidos por esses dois primeiros empréstimos, o BNDES informou que o Grupo São Fernando teria pago até hoje 252 milhões de reais. Em 2011, quando os negócios de Bumlai já apresentavam problemas financeiros, foi “iniciada as tratativas para reestruturação do Grupo São Fernando”. Na ocasião, o saldo devedor dos dois primeiros empréstimos era de 362 milhões de reais. Em junho do ano seguinte, o BNDES assinou o último empréstimo, em nome da São Fernando Energia 1 Ltda, no valor de 101,5 milhões de reais na modalidade empréstimo indireto, em que o BTG Pactual e o Banco do Brasil foram intermediários como agentes financeiros – assumindo o risco do negócio. Desde agosto, os procuradores do Distrito Federal trabalham com os materiais compartilhados pela força-tarefa da Lava Jato, em Curitiba. Foram enviados documentos apreendidos na 21ª fase, batizada de Operação Passe Livre. São e-mails e documentos apreendidos em endereços do pecuarista e dos filhos, Maurício de Barros Bumlai e Guilherme de Barros Bumlai, como os contratos e cartas trocadas com o BNDES na época das operações financeiras. Os procuradores da República do Distrito Federal investigam os negócios de Bumlai e o BNDES desde 2015. Essas frentes, em parceria com a Lava Jato, podem gerar novos processos contra o pecuarista. Bumlai é uma figura emblemática das investigações da Lava Jato. O pecuarista deve ser condenado ainda esse ano pelo empréstimo fraudulento de 12 milhões de reais para o PT, em 2004, no Banco Schahin. O dinheiro foi pago com contrato fraudado da Petrobrás de 1,6 bilhão de dólares. O juiz federal Sergio Moro, em seus despachos, destacou as concessões de empréstimos de instituições financeiras para Bumlai, como o BTG e o BVA. Em nota enviado ao Estado de S. Paulo, o BTG e Banco do Brasil “realizaram análise econômico-financeiras e cadastrais da empresa e declararam que após o processo de reestruturação financeira, a São Fernando Energia I, teria situação cadastral satisfatória e adequada capacidade de pagamentos de suas obrigações e não se vislumbrava nenhum óbice para a concessão de financiamento da referia”. O BNDES sustenta ainda que a “motivação” do banco para realizar as operações de repasse foi “o caso bem sucedido [da implantação da usina financiada em 2008], o plano de reestruturação viabilizaria a manutenção de empregos e de atividade operacional de empresa em setor relevante da economia, tendo como consequência a melhora da capacidade de pagamento e a redução do riso de crédito do Banco”.