domingo, 23 de outubro de 2016

Pesquisa Ibope mostra Marchezan com vantagem folgada em Porto Alegre, é praticamente o novo prefeito


A segunda pesquisa Ibope do segundo turno da eleição em Porto Alegre mostra pouca variação em relação ao cenário do primeiro levantamento, divulgado no dia 10 de outubro. O deputado federal Nelson Marchezan Júnior (PSDB), que antes aparecia com 45% das intenções de votos, segue à frente, agora com 44%. O vice-prefeito atual (PMDB), que aparecia com 33% na pesquisa anterior, segue no mesmo patamar. A margem de erro é de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos. 
Nelson Marchezan Júnior (PSDB) - 44%
Vice-prefeito (PMDB) - 33%
Branco / Nulo - 18%
Não sabe / Não respondeu - 5%
Desconsiderando-se os votos em branco ou nulos, Marchezan aparece com 57% dos votos válidos, e seu opositor com 43%.
Pesquisa espontânea
Na pesquisa espontânea (quando o instituto não apresenta ao entrevistado uma lista com os candidatos), Marchezan também aparece à frente, com 38%. Confira:
Nelson Marchezan Júnior (PSDB) - 38%
Vice-prefeito (PMDB) - 29%
Outros: 0%
Branco / Nulo - 18%
Não sabe / Não respondeu - 15%
Migração de votos
A pesquisa também mediu o desempenho de Marchezan e o vice-prefeito entre os eleitores que declararam ter votado em outros candidatos no primeiro turno. O candidato do PSDB recebeu o apoio da maioria do eleitorado de Raul Pont (PT), Maurício Dziedricki (PTB) e Luciana Genro (PSOL).
- Eleitores de Raul Pont (PT)*:
Nelson Marchezan Júnior (PSDB): 32%
Vice-prefeito (PMDB): 30%
Branco/Nulo: 31%
Não sabe/Não respondeu: 6%
- Eleitores de Maurício Dziedricki (PTB)*:
Nelson Marchezan Júnior (PSDB): 52%
Vice-prefeito (PMDB): 26%
Branco/Nulo: 12%
Não sabe/Não respondeu: 10%
- Eleitores de Luciana Genro (PSOL)*:
Nelson Marchezan Júnior (PSDB): 42%
Vice-prefeito (PMDB): 40%
Branco/Nulo: 18%
Não sabe/Não respondeu: 0%
- Eleitores de Nelson Marchezan Júnior (PSDB)*:
Nelson Marchezan Júnior (PSDB): 94%
Vice-prefeito (PMDB): 6%
Branco/Nulo: 0%
Não sabe/Não respondeu: 1%
- Eleitores do vice-prefeito (PMDB)*:
Sebastião Melo (PMDB): 80%
Nelson Marchezan Júnior (PSDB): 18%
Branco/Nulo: 1%
Não sabe/Não respondeu: 0%
* No primeiro turno
Mudança de ideia
O Ibope também questionou os entrevistados sobre a possibilidade de eles mudarem de ideia em relação à intenção de voto:
É definitiva - 82%
Ainda pode mudar - 16%
Não sabe / Não respondeu - 2%
Razões para escolha do candidato
Àqueles que apontaram um candidato na pesquisa estimulada, o Ibope questionou quais os motivos da escolha dos entrevistados. Mais de uma alternativa poderia ser escolhida. A alternativa "Não sabe / Não respondeu" foi selecionada em 70% dos questionários, seguida por "propostas apresentadas durante a campanha", com 30%. Confira:
Não sabe / Não respondeu - 70%
Pelas propostas apresentadas durante a campanha - 30%
Porque representa mudança - 23%
Porque conhece melhor os problemas da cidade - 16%
Por seu desempenho nos debates - 15%
Pelo carisma pessoal - 14%
Porque é mais experiente - 13%
Porque tem mais condições de dar continuidade à gestão atual - 12%
Porque tem mais capacidade para governar o município - 12%
Por ser ficha limpa - 11%
Porque é jovem - 9%
Para evitar que o outro candidato seja eleito - 6%
Por seu passado político - 5%
Por seu partido político - 4%
Porque é quem mais vai combater a corrupção - 4%
Por seus apoios políticos - 4%
Nenhuma destas/ Outras - 3%
Expectativa de vitória
O Ibope também consultou os entrevistados sobre o candidato que, na opinião deles, será o próximo prefeito de Porto Alegre, independentemente de sua intenção de voto.
Nelson Marchezan Júnior (PSDB) - 53%
Vice-prefeito (PMDB) - 32%
Não sabe / Não respondeu - 16%
Brancos e nulos
A pesquisa também ouviu entrevistados que declararam ter votado em branco ou anulado seus votos no primeiro turno, e os questionou sobre as razões que os levaram a essa decisão (apenas uma alternativa poderia ser selecionada):
Por desconfiança da classe política em geral - 28%
Por insatisfação com as propostas apresentadas pelos candidatos - 19%
Para protestar contra a situação política atual - 16%
Porque não se sentiu representado por nenhum dos candidatos - 11%
Porque a vida das pessoas não melhora, independente de quem vença a eleição - 9%
Porque não gostava de nenhum dos candidatos - 7%
Porque não teve tempo para se informar sobre os candidatos e suas propostas - 1%
Nenhuma destas/ Outras - 5%
Não sabe / Não respondeu - 4%
Resumindo, o vice-prefeito perde em todos os ítens, portanto sua candidatura não tem por onde crescer na reta final. Nelson Marchezan (PSDB) é praticamente o prefeito eleito. 

Ibope mostra que Fortunati, Sartori e Temer têm avaliação negativa superior à positiva em Porto Alegre


A segunda pesquisa Ibope do segundo turno das eleições em Porto Alegre levantou a avaliação que o eleitor porto-alegrense faz do prefeito, governador e presidente da República. Em relação aos levantamentos anteriores, José Fortunati, José Ivo Sartori e Michel Temer tiveram pequena melhora, mas seguem com baixa avaliação entre os entrevistados. O pior desempenho é o de Sartori, que teve a administração avaliada como "ótima" ou "boa" por apenas 11% dos entrevistados, contra 54% que responderam "ruim" ou "péssima" e 34% "regular". Fortunati, por sua vez, tem a administração apontada como "ótima" ou "boa" por 21%; outros 44% a avaliam como "regular" e 33%, como "ruim" ou "péssima". Já Michel Temer tem 17% das avaliações como "ótima" ou "boa", 41% "regular" e 37% "ruim" ou "péssima".

Em Florianópolis, Gean recua para 49% e Angela Amin sobe para 30%

A segunda pesquisa do Ibope sobre intenção de voto para prefeito de Florianópolis, divulgada na noite de sexta-feira, mostra oscilação para baixo do candidato do PMDB, Gean Loureiro, e na direção contrária da postulante pelo PP, Angela Amin. As variações, contudo, ficaram dentro da margem de erro do levantamento. De acordo com a pesquisa, se o segundo turno da eleição para prefeito da capital catarinense fosse hoje, Gean teria 49% dos votos e Angela Amin, 30%. No levantamento anterior, divulgado no dia 10, o peemedebista tinha 53% e a pepista, 26%. Como a margem de erro nessa pesquisa é de quatro pontos percentuais, para mais ou para menos, as intenções de votos de ambos oscilaram dentro dessa faixa. Responderam que votaram em branco, nulo ou em nenhum deles 17% dos consultados; 4% disseram que não sabiam em quem votar ou não responderam. Considerando os votos válidos - quando são excluídos da mostra os votos brancos, nulos e os eleitores que se declaram indecisos - Gean teria 62% (pela margem de erro, entre 58% e 66%) e Angela Amin, 38% (entre 34% e 42%). No levantamento anterior, Gean tinha 67% e Angela Amin, 33%. Na pesquisa espontânea (em que o pesquisador somente pergunta ao eleitor em quem ele pretende votar, sem apresentar a relação de candidatos), Gean alcança 45%; Angela Amin, 26 %; em branco e nulo, 21% e não sabe ou não respondeu, 8%.

MP de São Paulo acusa juíza de fazer "acordo" com Sergio Moro

O Ministério Público Estadual de São Paulo (MP-SP) criticou decisão da juíza da 4ª Vara Criminal de São Paulo, Maria Priscilla Veiga de Oliveira, que há uma semana aceitou parcialmente denúncia contra réus investigados por irregularidades na construção de empreendimentos da Bancoop pela OAS. Promotores acusam a juíza de fazer “acordo” com o juiz Sergio Moro, ignorando a tese formulada pelo MP-SP, que incluía o ex-presidente Lula e seus familiares entre os acusados. No documento protocolado na última quarta-feira ao processo, os promotores Cássio Conserino e Fernando Henrique de Moraes Araújo reclamam da exclusão de trechos da denúncia que tratam das obras realizadas em um apartamento ligado ao ex-presidente, no Edifício Solaris, no Guarujá (SP), objeto de ação que tramita na 13ª Vara Federal em Curitiba. “Um trabalho investigativo tão árduo, complexo e cansativo não pode ser lançado ralo abaixo, tanto na esfera da Justiça Estadual quanto na Justiça Federal. Não pode o Poder Judiciário de 1º grau fazer um ‘acordo de cavalheiros’ e cada Juízo assumir uma parte da acusação. Não há previsão legal para isso!”, escreveram os promotores, acusando a juíza de “passar por cima da lei e dar margem para nulidades absolutas”. Na petição, Conserino e Araújo fizeram uma crítica subliminar à força-tarefa da Lava-Jato em Curitiba: “Aqui tem Ministério Público! Aqui tem promotores de Justiça que fizeram uma denúncia com convicção. Não denunciamos com base em achismo”, escreveram, fazendo menção à polêmica criada em torno das provas apresentadas pelos investigadores do Paraná a respeito da participação do ex-presidente Lula nos crimes da Petrobras e sua relação com o apartamento no Guarujá. Os promotores reclamam que casos de conflito de jurisdição deveriam ser tratados apenas pelo Tribunal de Justiça de São Paulo e o Superior Tribunal de Justiça, e não a juíza em primeiro grau. Eles reconhecem que o TJSP manteve a decisão da juíza de fatiar o processo. “Não concordamos com a decisão, mas já que foi decidido, agora que arquem com as consequências dessa decisão”, escreveram. A petição do MP de São Paulo foi divulgada no site pessoal do ex-presidente Lula, que publicou texto criticando as ações: “As duas teses acusatórias são completamente díspares e trazem apenas um fato em comum: ambas não apresentam provas de suas teorias”, afirmaram.

José Serra acredita que, com a PEC dos Gastos, o BNDES poderá ter uma atuação mais expansiva

Durante encerramento de evento sobre infraestrutura em São Paulo, no início da noite de sexta-feira, o ministro das Relações Exteriores, José Serra, disse que, com a aprovação da PEC do teto dos gastos federais, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) terá condições de ter uma política mais expansiva e as empresas privadas terão melhores condições de financiamento no médio e longo prazos. Ao comentar o cenário das concessões de infraestrutura no País, Serra avaliou que a taxa básica de juros tem um papel importante nessa atividade. “A privatização depende da taxa de juros, pois é como as empresas se financiam e se o piso é a Selic já é complicado, quando a Selic sobe a concessão fica limitada. Aí tem que ter subsídio público, entra no problema fiscal. A concessão também é variável importante do esquema financeiro, uma coisa crítica, que precisa de subsídio público”, disse Serra, evitando comentar as decisões desta quarta-feira do Banco Central que reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano. Serra também comentou que as prioridades do Brasil para o Mercosul são a eliminação de barreiras comerciais, nas áreas de automóveis e têxtil com a Argentina, e integração física via hidrovias, que ele chamou de “grande aventura”. Na palestra, classificada pelo próprio ministro como “anárquica, mas não caótica” – numa alusão à forma como os marxistas rotulam o capitalismo -, Serra também defendeu uma redução da visão multilateral do comércio exterior por parte da Organização Mundial do Comércio (OMC) e o avanço das soluções de controvérsias conduzidas pela entidade. “Eu já disse para o Roberto Azevêdo (diretor-geral da OMC) que o multilateralismo não pegou. Vamos avançar nas soluções de controvérsias”, afirmou. Sobre as negociações de liberalização do comércio entre Mercosul e União Europeia, Serra foi sucinto: "A bola está no pé da União Européia, buscamos um acordo favorável para a gente". 

Serra considera prematuro debate sobre prévias no PSDB

Cotado para concorrer à Presidência da República em 2018, o ministro das Relações Exteriores, José Serra, disse na sexta-feira que considera prematura neste momento a discussão sobre a realização de prévias no PSDB para a escolha do candidato tucano ao Planalto. Segundo ele, esse tipo de debate agora atrapalha o esforço do governo Michel Temer para ajustar a economia e retomar o crescimento. A idéia de prévias no PSDB voltou à tona com a eleição no primeiro turno do empresário João Doria (PSDB) na capital paulista. Ligado ao governador Geraldo Alckmin, o prefeito eleito defendeu o nome do padrinho político e a disputa interna para definir o postulante do PSDB na corrida presidencial. Além de Serra, Alckmin e o senador Aécio Neves (MG) são os principais pré-candidatos do partido. “Acho que o debate (sobre prévias) é prematuro. Meu esforço agora é concentrar no êxito, no bom caminho para o governo Temer. Esse é o mais importante do ponto de vista político. Se você introduzir variáveis que perturbem essa concentração não ajudará o processo”, afirmou Serra depois de evento com empresários na capital paulista. O ministro evitou comentar sobre a vitória de Doria. Além disso, disse que vai analisar o convite do correligionário para a criação de um conselho com ex-prefeitos de São Paulo. “Ainda não tive os dados a esse respeito porque eu estava viajando. Vou examinar”, declarou Serra, que nas prévias para a escolha do candidato do PSDB a prefeito, defendeu a candidatura do vereador Andrea Matarazzo, que depois deixou a sigla rumo ao PSD. O tucano foi o único ex-prefeito vivo desde a redemocratização que até o momento não aceitou o convite. Serra ainda minimizou uma eventual delação do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso nesta semana por decisão do juiz Sergio Moro, titular da 13ª Vara Criminal de Curitiba e responsável pela operação Lava-Jato. “Não preocupa. O quadro político para mim é questão de maioria no Congresso. O perfil das propostas. É muita coisa para ser votada”, disse.

Petrobras prevê concluir venda de US$ 15 bilhões em ativos ainda neste ano

A Petrobras segue confiante de que vai concluir o plano de venda de US$ 15 bilhões em ativos ainda em 2016, disse Nelson Silva, diretor de estratégia, organização e sistema de gestão da estatal. “Acreditamos que vamos concluir o plano. É preciso ter paciência, faltam dois meses ainda [para o fim do ano]”, afirmou.  Segundo ele, a Petrobras tem “várias negociações em curso”, em um esforço muito grande no processo de venda de ativos.  Em relação às vendas da Liquigás para a Ultrapar e da Guarani para a Tereos, o executivo disse que podem acontecer ainda neste ano, mas não há um prazo definido. “Se não for agora, será em janeiro ou fevereiro. Mas são negócios em andamento ou em fase final”, disse.  Sobre a venda da BR Distribuidora, Silva afirmou que o processo ainda está em fase muito preliminar, pois os prospectos foram enviados apenas recentemente aos potenciais compradores. Em relação à participação da Petrobras em futuros leilões do pré-sal, o diretor disse que ainda não foram tomadas decisões, pois não há nada de concreto sobre as próximas rodadas. “Nosso foco agora é na redução da alavancagem. Vamos fazer grande esforço, é nosso foco principal".

Contas e terras no Exterior na mira da Receita Federal


Os contribuintes brasileiros, incluindo os produtores rurais, que possuem conta bancária, áreas de terra e outros bens imóveis não declarados no Exterior podem regularizar a situação até o dia 31 de outubro deste ano. Deverão ser informados à Receita Federal recursos ou patrimônios de origem lícita não declarados até 31 de dezembro de 2014. — O governo está dando anistia para determinados crimes, com base na análise dos casos concretos — explica André Gomes, advogado tributarista da Souto Correa Advogados, destacando que o processo é complexo. O especialista ressalta que ter terra no Exterior sem comunicar o governo não é, necessariamente, crime, mas é uma irregularidade. Entretanto, dependendo da forma como as áreas foram adquiridas, pode caracterizar evasão de divisas, sonegação fiscal ou lavagem de dinheiro, entre outros delitos. Para regularizar bens dentro do prazo, os agricultores devem preencher declaração no site da Receita Federal e pagar 30% sobre o valor que o imóvel - referente a Imposto de Renda (15%) e multa (15%). Gomes salienta que é preciso analisar os casos individualmente, para avaliar se o contribuinte está exposto a algum processo criminal. — A questão financeira é secundária — afirma o advogado, ressaltando que é importante que cada etapa seja acompanhada por um criminalista e um tributarista. O contribuinte em situação irregular que não prestar conta sobre a origem dos bens dentro do prazo estará sujeito a medidas cabíveis, como Imposto de Renda de até 27,5% sobre o valor do imóvel e até 150% de multa sobre o total do imposto devido. Além disso, dependendo da conduta praticada para a obtenção do imóvel, também há possibilidade de responder a processo criminal. A adesão ao programa de regularização de ativos no Exterior é voluntária. Atualmente, mais de cem países são signatários de acordo multilateral para intercâmbio internacional de informações tributárias. A partir de 2017, esta troca de dados fiscais passará a ser automática. A Federação da Agricultura no Rio Grande do Sul (Farsul) estima que pelo menos 170 produtores gaúchos, com terras em Uruguai, Argentina, Paraguai, Austrália e Estados Unidos, precisam regularizar a situação junto à Receita Federal. O setor jurídico da entidade orienta os agricultores a regularizarem a situação. 

Sites nos Estados Unidos sofreram violento abalo após ataque a empresa de hospedagem web


Ataques cibernéticos em uma empresa chave da internet interromperam repetidamente a disponibilidade de sites populares nos Estados Unidos na sexta-feira, de acordo com analistas e funcionários da empresa. A Casa Branca descreveu a instabilidade como mal-intencionada. A empresa Dyn Inc., sediada em New Hampshire, informou que seus servidores foram atingidos por ataques DDoS (distributed denial-of-service, de negação de serviço), que consistem em sobrecarregar os servidores alvo com tráfego falso. O ataque teve repercussão para os usuários que tentaram acessar sites populares de toda a América e até mesmo na Europa. Entre os sites afetados estavam Twitter, Netflix, e PlayStation Network da Sony. O nível de perturbação é difícil de medir, mas a Dyn fornece serviços de gerenciamento e otimização de tráfego de internet para alguns dos maiores nomes da web, incluindo o Twitter, Netflix e Visa. A companhia fornece serviços de DNS (domain name services), que basicamente 'traduzem' os endereços legíveis como "twitter.com" em uma rota on-line para os navegadores e aplicativos. Steve Grobman, diretor de tecnologia da Intel Security, comparou a interrupção em uma empresa de DNS a rasgar um mapa ou desligar o GPS antes de dirigir a uma loja. "Não importa que a loja esteja aberta e funcionando se você não tem ideia de como chegar lá", disse ele em entrevista por telefone. Jason Read, fundador da empresa de monitoramento de desempenho de internet CloudHarmony, de propriedade da Gartner Inc., disse que sua empresa rastreou uma interrupção de meia-hora de duração no início de sexta-feira. Nesse intervalo, cerca de um em cada dois usuários finais não teria conseguido acessar vários sites a partir da costa leste dos Estados Unidos. Um segundo ataque posterior causou perturbações nas costas leste e oeste, e afetou alguns usuários na Europa. "Foi complicado para esses caras", disse Read. "Temos acompanhado a Dyn durante anos e este é, de longe, o pior caso de interrupção que observamos." Ele informou que a Dyn fornece serviços para cerca de 6% das empresas que compõem a lista das 500 maiores dos Estados Unidos feita pela revista Fortune. Isso significa uma grande perturbação. "E impactou bem poucos usuários", comentou o especialista sobre o ataque da manhã. A lista completa das empresas afetadas não estava imediatamente disponível, mas sites como Twitter e Github disseram ter tido problemas brevemente no começo do dia. Para James Norton, ex-vice-secretário do Departamento de Segurança Nacional dos EUA, que agora ensina sobre a política de segurança cibernética na Universidade Johns Hopkins, o incidente foi um exemplo de como os ataques a pontos-chave na rede podem gerar enorme perturbação. "Você pode ver o quão frágil a rede de internet realmente é", disse ele. A Dyn disse em uma série de declarações que percebeu o ataque em torno das 7 horas (horário de Nova York) e que os serviços foram restaurados cerca de duas horas mais tarde. Um pouco mais de duas horas depois, a empresa disse que estava trabalhando para mitigar outro ataque. Especialistas em segurança manifestaram recentemente preocupação com o poder crescente de ataques DDoS, após ocorrências contra o site do jornalista investigativo Brian Krebs e do provedor francês de serviços de internet OVH. Em um ensaio amplamente compartilhado intitulado "Alguém está aprendendo a derrubar a internet", o respeitado especialista em segurança Bruce Schneier disse que as grandes empresas de infraestrutura de internet estavam vendo uma série preocupante de ataques de negação de serviço. "Alguém está testando extensivamente as capacidades defensivas do núcleo das empresas que prestam serviços críticos da internet", disse ele. Apesar de rotineiros, ataques DDoS a empresas como a Dyn estão crescendo em volume e poder. A ocorrência de sexta-feira aconteceu um dia depois de Doug Madory, diretor de análise de Internet da Dyn, fazer uma apresentação sobre a pesquisa que tinha feito sobre as práticas questionáveis ​​na BackConnect Inc., uma empresa que oferece serviços de web, inclusive ajudando os clientes a gerenciar os ataques DDoS. De acordo com Madory, a BackConnect mascarou regularmente endereços de internet através de uma técnica conhecida como "BGP hijack", uma tática agressiva que pressiona os limites das práticas aceitas pela indústria de ciber-segurança. A pesquisa de Madory foi realizado com o jornalista Brian Krebs cujo website também foi atingido por um ataque DDoS. A ação provavelmente se originou a partir de uma grande quantidade de dispositivos mal assegurados, como câmeras conectadas à internet, roteadores e gravadores de vídeo digital, de acordo com a análise do ataque ao site de Krebs. Esses dispositivos, que pertencem ao que se chama de "internet das coisas", têm sido a fonte de ataques DDoS desde o início de 2015, diz relatório das empresas Flashpoint e Level 3 Threat Research Labs. Com ataques a servidores de DNS, os hackers comprometem a tecnologia subjacente que rege a forma como a web funciona, gerando uma perturbação muito mais poderosa e generalizada. O DNS 'traduz' nomes de sites para endereços IP (Internet Protocol) que os computadores usam para procurar e acessar as páginas. Mas há uma falha de projeto: enviando um pedido de requisição de dados para um servidor DNS, o hacker pode fazer o sistema mandar um arquivo monstro de endereços IP de volta para o alvo pretendido. Multiplique isso por dezenas de milhares de computadores sob o controle dos hackers, e a parede de dados que inundou de volta fica enorme. Um pequeno servidor pode ser capaz de lidar com centenas de pedidos simultâneos, mas milhares a cada minuto geram sobrecarga, ate que finalmente o servidor cai, levando os sites que ele hospeda a ficarem offline. A prática muitas vezes é empregada por grupos de hackers. Em 2012, um ataque DDoS derrubou as págians de Bank of America Corp., JPMorgan Chase & Co., Citigroup Inc., Wells Fargo & Co., US Bancorp e PNC Financial Services Group Inc. Um ataque DDoS pode ser conseguido de algumas maneiras, mas normalmente envolve uma rede distribuída de máquinas "zumbis", chamada de botnet. Uma botnet é formada de computadores e aparelhos pessoais, em casas ou escritórios, que estão infectados com algum código malicioso. Ao comando do hacker, essas máquinas podem começar a inundar um servidor web com dados. Uma ou duas máquinas não seria um problema, mas se dezenas ou centenas de milhares dispararem tais ordens simultaneamente, pode ser o suficiente para paralisar até mesmo o mais sofisticado dos servidores web. No caso do incidente com a Dyn, os computadores visados eram servidores DNS. Sem um servidor DNS, um grande número de sites ficariam inacessíveis por usuários em todo um país ou mesmo pelo mundo. Em outras palavras, derrubar os servidores DNS é como tirar todos os sinais de trânsito no sistema rodoviário de um país. 

Justiça determina bloqueio de repasse para o PT de São Paulo

A juíza Mariana de Souza Neves Salinas, da 31ª Vara Cível de São Paulo, determinou o bloqueio do repasse do fundo partidário do diretório nacional para o diretório paulista do PT. O bloqueio foi motivado por causa de uma ação do publicitário Valdemir Garreta, que cobra dívida de R$ 21,7 milhões referente à campanha de Alexandre Padilha ao governo de São Paulo em 2014. Na sexta-feira, um representante do escritório de advocacia que representa Garreta esteve na sede do diretório nacional para notificar o partido. Na decisão de quinta-feira, a juíza determinou a expedição de ofício determinando que o PT deposite mensalmente em juízo a parcela do Fundo Partidário cabível ao diretório estadual de São Paulo até o limite do débito (R$ 21.667.947,15) com a empresa FG Marketing Eleitoral, de propriedade do publicitário. No ano passado, o PT paulista recebeu R$ 5,4 milhões do fundo partidário. Se a média for mantida, a legenda ficaria quase quatro anos sem repasses para poder quitar o débito. O presidente do PT de São Paulo, Emídio de Souza, disse que a decisão da Justiça vai inviabilizar o funcionamento da legenda no Estado. Não haverá dinheiro para pagar aluguel da sede e o salário dos funcionários. A sigla pretende recorrer. “É um absurdo completo. O partido não tem como funcionar. O fundo partidário é para sustento do partido e não para pagar dívida eleitoral. Espero que o tribunal reveja essa decisão rapidamente”, disse Emídio. Garreta, que é ex-integrante da executiva nacional do PT, também move ação na Justiça para cobrar dívidas referentes à candidatura derrotada de Lindbergh Farias ao governo do Rio de Janeiro em 2014.

Maletas do sistema Guardião custaram pelo menos R$ 403 mil ao Senado

O Senado Federal gastou pelo menos US$ 127,8 mil (R$ 403 mil na cotação de sexta-feira, dia 21) na aquisição de equipamentos eletrônicos usados pela Polícia Legislativa para detectar escutas ambientais e grampos telefônicos. Em janeiro de 2015, a Casa comprou os equipamentos com dispensa de licitação da empresa norte-americana Berkana Defense & Security, com sede na cidade de Wilmington, no Estado de Delaware (nordeste dos EUA). Essa compra ocorreu apenas dois meses após a prisão dos primeiros empreiteiros alvos da Operação Lava-Jato, entre eles Ricardo Pessoa, da UTC. O contrato estabelece a aquisição "de equipamentos de contrainteligência eletrônica, mediante importação direta". Na lista estão duas unidades da maleta "Oscor Green 24GHz", ao custo unitário de US$ 35 mil, outras duas maletas "Talan Telephone and Line Analyxer", ao custo unitário de US$ 20 mil, entre outros equipamentos. Há vários sites que oferecem a venda dessas maletas. Em um deles, a Oscor Green é descrita como "última geração do mais avançado sistema de contrainteligência disponível no mercado internacional" e capaz de detectar "rapidamente dispositivos eletrônicos transmissores escondidos". Da parte do Senado, o contrato é assinado pelo secretário-geral da Casa, Luiz Fernando Bandeira de Mello Filho, e pelo coordenador de Polícia de Investigação, Everaldo Bosco Rosa Moreira. O presidente do Senado na época também era Renan Calheiros (PMDB-AL).

Agente da Polícia Federal acusa Polícia do Senado de cárcere privado para blindar Collor


Principal alvo da Operação Métis, o diretor da Polícia do Senado, Pedro Ricardo de Carvalho, é acusado por uma agente da Polícia Federal, Andréa Pinho Albuquerque, até de cárcere privado em trabalho para proteger o senador Fernando Collor de Melo. No dia 14 de julho de 2015, a Polícia Federal cumpria um mandado de busca e apreensão em um imóvel do parlamentar, como parte da Operação Politeia, quando sete policiais do Senado chegaram ao local minutos depois tentando obstruir a missão – o apartamento estava vazio. Segundo relato da policial, os agentes legislativos afirmavam que a ação era ilegal, pediam identificação e apresentação do mandado, tentando impedir o prosseguimento da operação. Em uma das vezes, quando a porta estava fechada, um dos policiais do Senado bateu gritando "é a Polícia!", como forma de coação. Ainda de acordo com o depoimento da Polícia Federal, depois de seguidas perturbações, quando a equipe deixava o apartamento, Carvalho impediu orientou os outros seis colegas para impedir a saída deles do local. "Fomos surpreendidos pela presença de sete policiais legislativos, que impediam a nossa saída. O diretor da Polícia do Senado esbravejava de forma bastante ríspida que a diligência estava eivada de nulidade (...) e determinou aos policiais que não deixassem ninguém sair. Entabulou-se, assim, um bate-boca. Foi então que eu informei que ele estaria praticando cárcere privado e se não permitisse a saída imediata da equipe ser-lhe-ia dada voz de prisão e ele seria encaminhado à sede da Polícia Federal", diz trecho do relato. A saída foi, então, permitida. Foram ao menos quatro tentativas de obstrução durante o tempo em que o mandado era cumprido. Áudios da discussão foram entregues para o coordenador da Operação Politeia, Tiago Delebary, e usados na investigação desta sexta-feira (21). De acordo com o depoimento de Geraldo César de Deus Oliveira, a ida dos policiais do Senado ao local foi um pedido de Collor para varredura, depois de saber que tinha sido alvo da Lava Jato.

Planilha mostra investimentos de Eduardo Cunha em opções de ações

O ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) investiu em opções de ações da Petrobras e da OGX Petróleo entre janeiro de 2009 e 16 de junho deste ano. Parte desses investimentos ocorreu em 2011, no período em que, segundo o Ministério Público Federal, ele recebeu US$ 1,5 milhão em propinas decorrente de um negócio de US$ 34,5 milhões fechado pela petrolífera brasileira em Benin, na África. A transação milionária teria irrigado quatro contas suíças que tinham como beneficiários Cunha e a mulher dele, Cláudia Cruz.

Lava-Jato tenta localizar cerca de US$ 13 milhões de Eduardo Cunha


A força-tarefa da Lava-Jato tenta localizar um patrimônio oculto do ex-deputado Eduardo Cunha que alcança pelo menos US$ 13 milhões (cerca de R$ 41 milhões na cotação atual). Segundo os procuradores, ao abrir conta em bancos no Exterior, o patrimônio de Cunha era avaliado entre US$ 16 milhões e US$ 20 milhões e até agora foram bloqueados apenas cerca de US$ 3 milhões (aproximadamente R$ 10 milhões) numa conta do ex-deputado na Suíça. Ao banco suíço Julius Baer, Eduardo Cunha declarou em 2007 ter um patrimônio de US$ 20 milhões, o equivalente a R$ 64 milhões — mais de 53 vezes maior que o patrimônio declarado ao Imposto de Renda no Brasil naquele ano, de R$ 1,2 milhão. Segundo os procuradores, todas as contas na Suíça foram fechadas por Eduardo Cunha e, apesar de as investigações não terem localizado contas nos Estados Unidos , ele manteve até pouco tempo uma caixa postal para receber corrrespondências em Nova York, serviço que teria sido contratado para garantir o anonimato no recebimento de correspondências das instituições financeiras no Exterior. A caixa postal foi usada, por exemplo, para receber extratos das contas na Suíça. Ao indicar aos bancos suíços o endereço da caixa postal nova-iorquina, Eduardo Cunha argumentava que os correios no Brasil não seriam confiáveis. "Tratou-se de um estratagema que tinha a finalidade de garantir o anonimato do ex-parlamentar no recebimento de correspondências de instituições financeiras suíças", diz o Ministério Público Federal no documento em que pediu a prisão do ex-deputado ao juiz Sérgio Moro. No Merril Lynch de Nova York, onde Eduardo Cunha manteve conta por mais de 20 anos e encerrou em 2008, ao preencher um cadastro o próprio Cunha afirmou possuir patrimônio de US$ 11 milhões. Segundo a gerente da conta, na época da abertura o patrimônio estimado dele era de US$ 16 milhões. A fortuna era explicada lá fora como oriunda de aplicações no mercado financeiro do investimento no mercado imobiliário carioca. Ao abrir conta para uma offshore criada em Cingapura, por exemplo, Eduardo Cunha chegou a informar que ela seria destinada a "novos negócios", em especial no setor energético. No Brasil, além de inconsistências no Imposto de Renda de Eduardo Cunha e de sua mulher, Cláudia Cordeiro Cruz, a Lava-Jato identificou que despesas da família foram pagas pelo operador Lúcio Funaro. Empresas de Funaro emitiram os cheques que pagaram a compra de pelo menos três veículos, como uma Hyndai Tucson e um Tiguan. "Lúcio Bolonha Funaro era o operador de propinas de Eduardo Cunha no Brasil", afirmam os procuradores, acrescentando que ficou claro, após as investigações, que os valores usados na compra de automóveis era provenientes de crimes cometidos por Eduardo Cunha, "acautelados" por Funaro.

Apesar das polêmicas, Trump avança em pesquisa e se aproxima de Hillary

O candidato republicano Donald Trump ganhou terreno entre os eleitores norte-americanos nesta semana, diminuindo a vantagem que tem a democrata comunista Hillary Clinton quase pela metade, de acordo com pesquisa Reuters/Ipsos divulgada na sexta-feira (21). A vantagem foi conquistada apesar de uma série de mulheres terem acusado o republicano de avanços sexuais não desejados e do furor das acusações do republicano de que o processo eleitoral nos Estados Unidos é manipulado. 

A pesquisa também mostrou que 63% dos norte-americanos, incluindo um terço dos republicanos, acreditam que o magnata do setor imobiliário tenha cometido agressão sexual no passado, embora o candidato presidencial republicano negue as acusações recentes. Para alguns dos que responderam à pesquisa contatados pela Reuters, o que quer que seja que Trump tenha feito com mulheres no passado é menos importante do que ele poderá fazer como presidente. Hillary, ex-secretária de Estado, tem 44% das intenções de voto contra 40% de Trump, segundo a sondagem feita entre 14 e 20 de outubro, uma vantagem de 4 pontos, num momento em que a eleição de 8 de novembro se aproxima. Na pesquisa de 7 a 13 de outubro, divulgada na semana passada, Hillary tinha 44% e Trump 37%. A pesquisa Reuters/Ipsos foi realizada pela internet, em inglês, em todos os 50 Estados e incluiu 1.640 pessoas que foram consideradas prováveis ​​eleitores, dado seu histórico de votação, status de registro e intenção declarada de votar. O intervalo de credibilidade é de 3 pontos percentuais. Na enquete sobre o escândalo envolvendo avanços sexuais indesejados de Trump foram ouvidos 1.915 adultos norte-americanos, incluindo 546 prováveis ​​eleitores republicanos. Outra pesquisa Reuters/Ipsos divulgada na sexta-feira avaliou a confiabilidade do sistema eleitoral americano entre democratas e republicanos. Somente metade dos republicanos aceitaria a democrata Hillary Clinton como presidente deles. E, se ela ganhar, quase 70% afirmaram que seria por causa de votação ilegal ou manipulada, segundo o levantamento. Em contrapartida, sete em cada dez democratas disseram que aceitariam uma vitória de Trump, e menos que 50% atribuiriam tal resultado à votação ilegal ou manipulada, disse a pesquisa. A pesquisa mostrou que há uma preocupação geral relacionada à votação, como com eleitores não aptos, supressão de eleitores e a contagem de votos, mas os republicanos mostram essa preocupação de forma mais aguda. Por exemplo, quase oito em cada dez republicanos estão preocupados com a precisão da contagem final de votos. Embora eles acreditem que serão capazes de registrar o seu voto, somente seis em cada dez têm confiança de que o seu voto será contado de forma precisa. Entre os democratas, cerca de seis em cada dez estão preocupados com a contagem dos votos. Eles também acreditam que conseguirão votar, e oito em cada dez se disseram confiantes de que o seu voto será contado de forma precisa. A pesquisa ouviu 1.192 adultos norte-americanos pela internet de 17 a 21 de outubro. Os resultados têm um intervalo de credibilidade de 3,3 pontos percentuais para mais ou para menos. O intervalo de credibilidade para democratas é 5,1 pontos percentuais. Para republicanos, é 5,5 pontos.

Operação Métis foi acelerada por causa de vazamento para o Senado


A Operação Métis, deflagrada nesta sexta-feira, foi acelerada diante de evidências de que a investigação vazou para o Senado. Antes mesmo de as prisões serem autorizadas pela Justiça Federal, advogados do Legislativo estiveram na 10ª Vara Federal, em Brasília, em busca de informações sobre o caso e apresentaram requerimento de dados sobre o inquérito à Polícia Federal. Diante da investida dos advogados, o juiz Vallisney de Souza Oliveira decidiu autorizar as quatro prisões temporárias na noite de quinta-feira. Pouco antes, o Ministério Público Federal deu parecer favorável ao pedido, feito pela PF. Os investigadores suspeitam que os policiais legislativos souberam da investigação valendo-se de estratégias de contrainteligência.

Gilmar Mendes diz que Bolsa Família é "compra de voto institucionalizada"

 

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, fez críticas ao Bolsa Família e declarou que o programa social é uma forma de comprar votos e também de "eternizar" um governo no poder. "Com o Bolsa Família, generalizado, querem um modelo de fidelização que pode levar à eternização no poder. A compra de voto agora é institucionalizada (com o programa)", disse o ministro na sexta-feira, durante o seminário “Soluções para Expansão da Infraestrutura no Brasil”, promovido pela Câmara Americana de Comércio Brasil-Estados Unidos (Amcham-Brasil) e pela Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB). O ministro do STF disse que a Justiça Eleitoral não se preparou para tal situação: "Se nós temos uma ampla concessão de Bolsa Família sem os pressupostos e sem a devida verificação, isso pode ser uma forma de captação de sufrágios que nós, no eleitoral, não conseguimos abarcar", comentou. Esta não foi a primeira vez que Gilmar Mendes criticou o programa e fez associação a uma compra de votos. Em novembro do ano passado, durante uma palestra sobre reforma eleitoral, em debate promovido pela Associação dos Advogados de São Paulo, ele afirmou que a implementação e ampliação de programas sociais, como o Bolsa Família e Seguro Defeso, em épocas eleitorais, eram “uma moderna compra de votos no Brasil”. "Eu tenho a impressão que a adoção de determinadas políticas públicas hoje, com finalidade exclusivamente eleitoral, é uma moderna compra de votos", declarou, na época.

Petrobras confirma que vai vender participação na Guarani

A Petrobras confirmou na sexta-feira, por meio de comunicado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), ter contratado o Itaú BBA para auxiliá-la na venda de sua participação de 45,9% na Guarani. O grupo Tereos, que controla a sucroalcooleira, é apontado como o comprador. “Esta operação faz parte do Programa de Desinvestimentos da Petrobras e está alinhada ao Plano Estratégico da companhia, divulgado em 20/09/2016, que prevê sua saída das atividades de produção de biocombustíveis”, diz o texto. A empresa alerta, porém, que até o momento nenhum acordo foi firmado.

Santos faz acordo de R$ 3,5 milhões e rescinde contrato vitalício de Pelé


O Santos rescindiu o contrato vitalício que havia assinado com a Sport 10 Licenciamentos, empresa que administra a imagem de Pelé. O clube paulista deveria pagar cerca de R$ 1,5 milhão por ano para utilizar a imagem de seu maior ídolo, mas não pagava o combinado desde 2013. Clube e empresa fizeram um acordo amigável, mas a cúpula santista foi obrigada a pagar R$ 3,5 milhões, referentes a parcelas atrasadas do contrato e mais rescisão. A dívida com a empresa foi levada a Justiça e chegou a bloquear parte do pagamento da Internazionale, da Itália, ao Santos, referente a compra dos direitos econômicos do atacante Gabriel Barbosa, o Gabigol. Antes disso, a empresa já havia penhorado a Vila Belmiro. O Santos estava insatisfeito com o contrato firmado, principalmente pelas exigências que eram feitas pela empresa para disponibilizar a participação de Pelé em eventos do clube. Dirigentes santistas alegavam que precisavam pagar viagens e hospedagens de funcionários da empresa para contar com o seu ídolo. Os valores do contrato também não agradavam.

Receita fecha acordo com Argentina para compartilhar informações


A Receita Federal do Brasil e sua equivalente da Argentina, a AFIP, anunciaram na sexta-feira (21) um acordo para compartilhar entre si, a partir do ano que vem, informações sobre contribuintes que permitam aumentar a fiscalização do patrimônio de cidadãos que residam ou façam negócios nos dois países. Atualmente, segundo o secretário da Receita, Jorge Rachid, as duas instituições já trocam dados pontualmente. A ideia é que esse intercâmbio de determinadas informações passe a ser automático a partir de 2017. De acordo com ele, a Receita já selecionou operações feitas por argentinos no Brasil e repassou esses dados para a AFIP investigar. "Já identificamos que 1.106 argentinos fizeram pelo menos uma operação imobiliária em 2015. Desses, foram selecionados 142 com alienações superiores a R$ 500 mil, totalizando R$ 458 milhões em alienação", exemplificou. No caso de operações financeiras, a Receita Federal selecionou 11 mil casos. "Desses, 134 tiveram crédito de quantias de mais de R$ 500 mil, totalizando em torno de R$ 154 milhões a crédito e R$ 136 milhões a débito", disse. O administrador geral da AFIP, Alberto Abad, disse que de 75 mil brasileiros residentes na Argentina, foram identificados somente 10% que pagam imposto no país: "Achávamos que o restante declarava impostos aqui no Brasil, e agora isso vai ser investigado". Sobre a repatriação de recursos ilegais no exterior, cujo prazo para adesão é de 31 de outubro, Rachid afirmou que o total de recursos repatriados será informado no início da semana que vem. Na última quarta-feira, o Ministério da Fazenda informou que a arrecadação com multas e impostos pagos com a repatriação de recursos mantidos ilegalmente no Exterior soma R$ 18,6 bilhões, valor referente a uma regularização de recursos que totalizam R$ 61,3 bilhões, de 9.195 pessoas físicas e 34 pessoas jurídicas. Ele reafirmou que o prazo final será mantido em 31 de outubro.

Moody's eleva nota da Petrobras e muda perspectiva para estável

A agência de classificação de risco Moody’s elevou todos os ratings da Petrobras, incluindo o corporativo, de ‘B3’ para ‘B2’, diante dos menores riscos de liquidez e melhores perspectivas de desempenho operacional no médio prazo. Ao mesmo tempo, a agência elevou a perspectiva do rating da companhia de negativa para estável. Segundo a Moody’s, a elevação reflete, principalmente, a melhora no perfil de liquidez da Petrobras e no ambiente regulatório do setor petrolífero no Brasil nos últimos meses, que reduziram seu risco de crédito. O risco de liquidez da companhia caiu nos últimos meses em consequência da venda de US$ 9,1 bilhões em ativos até agora e cerca de US$ 10 bilhões em troca de títulos de dívida no terceiro trimestre, que aumentou a maturidade do endividamento. Alguns fatores externos também ajudaram a companhia a atingir suas metas de geração de caixa e de venda de ativos, como o aumento de confiança do mercado brasileiro, após o processo de impeachment presidencial e a apreciação do real, que reduziu os custos de capital e o nível de endividamento da estatal. “O novo rating também considera a habilidade administrativa da Petrobras em avançar com suas estratégias financeira e operacional e seu compromisso com políticas financeiras mais conservadoras, como mostrado no plano de negócios de 2017 a 2021”, notou a Moody’s, lembrando que os desafios para a execução do plano ainda são grandes. A perspectiva do rating também melhorou, porque na visão da Moody’s, a liquidez e os riscos de crédito irão melhorar gradualmente nos próximos 12 a 18 meses, impulsionados pelos ajustes operacionais, por um mais oportunidades de refinanciamento da dívida e por mais vendas de ativos. Por outro lado, a agência alerta sobre as incertezas das multas que a Petrobras poderá ter que pagar em relação às ações coletivas nos Estados Unidos. As melhores perspectivas financeiras e operacionais da Petrobras nos últimos meses se resumem à robustez e à qualidade da nova administração da estatal, informou Nymia Almeida, analista da Moody’s para a Petrobras. Segundo ela, estes foram os principais motivos para a agência de classificação ter elevado a nota de crédito da companhia. “Com isso (mudança da administração) está sendo possível emitir no mercado de valores, vender ativos e fazer uma política de preços transparente". “A notícia é boa, mas a situação da Petrobras ainda é muito delicada, não é ideal, considerando que já faz dois anos que a empresa saiu do grau de investimento. O mais preocupante é a dívida que ela precisa pagar em dois anos, de US$ 27,6 bilhões”, disse Nymia. Outro grande risco citado por ela é a incerteza em relação ao valor do pagamento de multa pela Petrobras referente às ações coletivas nos Estados Unidos. De acordo com Nymia, um montante “exageradamente” alto seria um dos fatores que levariam ao rebaixamento. “Também poderíamos rebaixar novamente o rating da empresa caso os preços do petróleo subirem muito e por algum motivo a estatal não consiga repassar isso ao mercado. Mas esse não é nosso cenário-base. Embora voláteis, os preços estão se estabilizando”, afirmou. A elevação dos ratings é bem-vinda, mas a companhia ainda tem muito trabalho pela frente para retomar o grau de investimento, disse Nelson Silva, diretor de estratégia, organização e sistema de gestão da estatal. “O upgrade é bem-vindo, mas temos muito trabalho pela frente, é importante ressaltar. O plano de negócios foi anunciado, agora vem a fase da execução, que é mais desafiadora”, disse depois de participar de um evento de infraestrutura em São Paulo. De acordo com Silva, é positivo ver que existe uma percepção melhor do crédito da companhia no mercado. "Temos que executar plano e entregar resultados. Esperamos que a percepção vá melhorando ao longo do tempo", afirmou. Logo após a elevação da sua nota de crédito pela Moody’s, as ações preferenciais (PN) da Petrobras aceleraram seus ganhos, superando o patamar de R$ 18 pela primeira vez desde 17 de outubro de 2014. Desde então, o papel foi perdendo valor e atingiu sua mínima em 26 de janeiro deste ano, cotada a R$ 4,20. Agora está a R$ 18,00.

Petrobras fecha acordo com quatro investidores para encerrar ações judiciais nos Estados Unidos

A Petrobras informou na noite de sexta-feira que chegou a um acordo para encerrar quatro ações individuais perante o tribunal de Nova York e estima que a solução gere uma provisão de US$ 353 milhões nos seus resultados financeiros do terceiro trimestre. O acordo foi feito com a Pimco Total Return Fund, Dodge & Cox International Stock Fund, Janus Overseas Fund e Al Shams Investments. Segundo a Petrobras, a Pimco é um de seus maiores credores e o Dodge & Cox, um dos maiores acionistas. De acordo ainda com o comunicado da Petrobras, as ações individuais que a companhia enfrenta ocorrem em conjunto com outras 23 ações similares, restando portanto ainda 19 processos em curso. Além das ações individuais, a estatal também enfrenta uma ação coletiva na corte de Nova York, na qual não possui “estimativa confiável” sobre o desfecho.

Crise venezuelana atinge o ápice com a suspensão do revogatório

A suspensão do processo de referendo revogatório contra o presidente Nicolás Maduro marca o ponto mais alto da crise venezuelana, que começou em 2014, com a queda nos preços do petróleo e a consequente deterioração econômica. O presidente Hugo Chávez, fundador da "Revolução Bolivariana", morreu de câncer em 5 de março de 2013. Após ser reeleito, em 7 de outubro de 2012, devia ter assumido em 10 de janeiro de 2013, mas teve que deixar o governo nas mãos de seu vice-presidente, Nicolás Maduro, enquanto se submetia a tratamento em Cuba. Em 14 de abril de 2013, realizaram-se novas eleições. Maduro venceu com 1,5 ponto de diferença sobre Henrique Capriles, principal impulsionador do revogatório. Assim que foi empossado, Maduro denunciou uma "guerra econômica" da oposição e de empresários para derrubá-lo. A época das vacas gordas passava a ser uma lembrança no país que tem as maiores reservas de petróleo do mundo e que recebeu pela exportação do ouro negro uma fortuna entre 2004 e 2015: 750 bilhões de dólares. O preço do petróleo caiu 50% em 2014, mas mesmo assim, a média foi de 88,42 dólares o barril, longe dos 33,81 dólares deste ano. A queda da renda gerou cortes drásticos das importações. Em um país onde o petróleo aporta 96% das divisas e que é dependente das compras externas, a crise econômica inflamou as tensões políticas e o descontentamento. Até então cíclica e concentrada, a escassez de comida, remédios e insumos para a indústria disparou, em meio a um ferrenho controle dos preços e do câmbio. A par da deterioração da qualidade de vida, o setor radical da oposição, liderado por Leopoldo López, tomava as ruas para exigir a renúncia de Maduro, em protestos que deixaram 43 mortos entre fevereiro e maio de 2014. O governo voltou suas baterias contra o "golpismo". Acusado de incitar à violência, López foi condenado a quase 14 anos de prisão em setembro de 2015. Mais de uma centena de dirigentes políticos estão presos atualmente. Enquanto isso, a inflação subia sem controle: de 68,5% em 2014, saltou para 180,9% em 2015, a mais alta do mundo. Para 2016, o Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta 475% e 1.660% em 2017. Simultaneamente, a economia continuava em queda vertiginosa: após um crescimento de 1,3% em 2013, em 2014 encolheu 3,9% e no ano passado, 5,7%. Para 2016, o FMI prevê uma queda de 10%. A desvalorização também se tornou incontrolável. Em junho de 2015, um dólar valia 400 bolívares no mercado paralelo, referência para a fixação de muitos preços; hoje, custa 1.200. Segundo Maduro, à queda da renda do petróleo se soma um boicote promovido pelos Estados Unidos para fechar o crédito internacional à Venezuela. A crise econômica marcou as eleições legislativas de 6 de dezembro, quando o chavismo sofreu seu pior revés em 17 anos de governo, ao perder de forma esmagadura o controle da Assembleia Nacional. A coalizão Mesa da Unidade Democrática (MUD) saiu, então, em busca de um mecanismo para tirar Maduro do poder, escolhendo o referendo; enquanto via diminuir seus poderes legislativos por decisões do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), que anulou praticamente todas as suas decisões. Em 20 de outubro de 2016, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) - acusado pela MUD de servir ao chavismo - suspendeu o processo assim que tribunais de vários estados tornaram sem efeito, alegando "fraude" na coleta de assinaturas com as quais solicitou-se a consulta em meados deste ano. A medida foi tomada quando a MUD se preparava para coletar, na próxima semana, outros quatro milhões de assinaturas necessárias para convocar eleições. Mas a suspensão do processo o deixou à beira da sepultura. Dias antes, o CNE anunciou também o adiamento para 2017 das eleições regionais, previstas para este ano.

Oferta de voos domésticos e internacionais recuou em setembro

A demanda doméstica por transporte aéreo mostrou crescimento de 0,6% na margem em setembro, segundo os dados divulgados pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR) e dessazonalizados pelo Depec-Bradesco. Em contrapartida, a oferta doméstica recuou 2,7% na margem, também descontados os efeitos sazonais. Na comparação inter-anual, a demanda doméstica por voos registrou um recuo de 4,4%, enquanto a oferta caiu 5,0%. Já nos voos internacionais, a demanda apresentou expansão de 1,4%, enquanto a oferta recuou 0,2% na margem, ambos ajustados sazonalmente. Em relação ao mesmo período de 2015, a demanda e a oferta por voos internacionais caíram 9,8% e 4,3%, respectivamente. O mercado acha que a retomada rápida da demanda desse segmento, ao mesmo tempo em que o ajuste entre oferta e demanda, parece estar próximo do fim.

Índice de produção industrial volta a cair em setembro

Depois da estabilidade registrada em agosto, a produção industrial voltou a cair em setembro, com o nível de capacidade industrial das plantas no mesmo patamar e o emprego em queda. É o que indica a pesquisa Sondagem Industrial, divulgada na sexta-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O índice que mede a evolução da produção industrial ficou em 45,8 pontos - pela metodologia da pesquisa, números abaixo de 50 indicam queda. Em agosto, esse índice havia ficado em 50,8 pontos, acima da linha divisória pela primeira vez em 14 meses, mas ainda indicando estabilidade. Em setembro de 2015, no entanto, a queda era mais acentuada (42 pontos). A utilização da capacidade instalada ficou no mesmo patamar de agosto, 66%. O indicador de evolução do número de empregados aumentou 0,2 ponto, para 46,5 pontos, o que representa queda no emprego. "O índice mostra tendência de crescimento desde fevereiro, o que evidencia uma tendência de desaceleração da queda do número de empregados", explica o documento. 

Cunha dá sinais de acordo para fazer delação premiada


O ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), contratou o advogado Marlus Arns, que atuou no acordo de delação premiada de empresários na Operação Lava-Jato. Ao deixar a sede da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba na sexta-feira, após visitar o ex-deputado, o criminalista Marlus Arns afirmou, no entanto, que delação premiada ‘não foi tema de conversa’. Cunha passou a noite sozinho em uma cela de 12 metros quadrados e, pela manhã, foi levado ao IML da capital paranaense para exame de corpo de delito. O político entrou no local escoltado por policiais federais fortemente armados e encapuzados, diferentemente da véspera, quando os agentes que acompanharam o ex-deputado chamaram a atenção pelo visual descontraído. O deputado cassado vestia terno cinza e camisa social, sem gravata. Ao descer da viatura, cumprimentou as dezenas de jornalistas e cinegrafistas com um “bom-dia para vocês”. O exame durou oito minutos.

Mesmo com queda nas vendas, Grendene continua lucrando muito

A Grendene confirmou na sexta-feira que registrou lucro líquido de R$ 150,9 milhões no terceiro trimestre, crescimento de 10,7% em relação ao mesmo período do ano passado.No acumulado de nove meses, o lucro líquido foi a R$ 387,5 milhões, alta de apenas 6,8%, portanto abaixo da inflação do período. A receita líquida do acumulado de nove meses é de R$ '1,4 bilhão, queda de 7% em relação a 2015. A queda de consumo de calçado de 11% no País (1o semestre) afetou as vendas e os lucros.

Construção civil fecha 23,9 mil vagas em agosto no Brasil

O setor da construção civil fechou 23,9 mil postos de trabalho em agosto no País. Com isso, o número total de pessoas empregadas no segmento foi a 2,70 milhões, queda de 0,88% em relação a julho. Esse foi o 23º mês consecutivo de queda no nível de vagas, período em que 677,2 mil trabalhadores foram dispensados na construção. Nos primeiros oito meses do ano houve corte de 194,2 mil vagas. Em 12 meses, o saldo negativo chegou a 462,9 mil empregos a menos. Os dados fazem parte de pesquisa divulgada na sexta-feira, pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). 

Laudo da Polícia Federal aponta "incompatibilidade" patrimonial de filho de Lula

Laudo da Polícia Federal, com informações da Receita, apontam que a variação patrimonial de Luís Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente da República Lula, é "formalmente incompatível" entre 2011 e 2013 e no acumulado 2011 e 2014. A evolução patrimonial foi considerada compatível no ano de 2014. "Frente às informações prestadas ao fisco federal, bem como movimentação bancária do investigado, foi constatado que variação patrimonial do sr Luis Cláudio Lula da Silva formalmente incompatível com as sobras financeiras correspondentes nos anos de 2011 2013, no acumulado do período (2011-2014), apresentando-se compatível no ano de 2014", diz o laudo anexado aos autos do inquérito que investiga a propriedade do sítio Santa Bárbara, no município de Atibaia (SP), atribuída ao ex-presidente. A Polícia Federal analisou a compatibilidade dos rendimentos declarados por Luís Cláudio e sua movimentação financeira.

Macri agradece pela invasão silenciosa de empresas brasileiras que investem na Argentina

A principal revista sobre economia e negócios da Argeentina, a Apertura, traz na sua edição de outubro várias matérias sobre a crise brasileira e investimentos crescentes de empresas brasileiras na Argentina, em busca de um ambiente mais estável que encontra hoje no País. A matéria "Crisis sí tem Fim?" foca em detalhes da crise econômica e política do País e suas perspectivas. As matérias "El outro efecto derrame" e "La Invasión Silenciosa", que trata do aumento dos investimentos e da presença de empresas brasileiras na economia argentina. A matéria, assinada pelo jornalista Luis H. Vieira, entrevistou o economista-chefe do Bradesco, Otávio de Barros, Alexandre Schwarstman (economista, ex Santander), Paulo Skaf, Presidente da FIESP, Dante Sica, da consultoria argentina ABECEB, e o economista gaúcho Gustavo Grisa, da Agência Futuro. Dentre as empresas que comentam sobre a relação econômica entre Brasil e Argentina, estão JBS, Brasil Foods, Vale, Gerdau, Weg, Marfrig, Vulcabrás, Ambev, Artecola, Totvs, Algar Tech, Agrale, Vipal, Baterias Moura, Stefanini, Fras-Le, General Electric e Toyota. 

Ex-prefeito de Campinas e Delúbio Soares viram réus na Lava Jato


O juiz federal Sergio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato em Curitiba, aceitou na sexta-feira a denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal contra o ex-prefeito de Campinas, Hélio de Oliveira Santos, conhecido como Doutor Hélio (PDT), o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, o empresário Natalino Bertin e outros três acusados pela força-tarefa da Lava Jato por lavagem de dinheiro. Os crimes teriam sido cometidos na distribuição a campanhas políticas de parte do empréstimo de 12 milhões de reais feito em 2004 pelo Banco Schahin ao pecuarista José Carlos Bumlai, que nunca foi pago e acabou compensado por um contrato bilionário da empreiteira Schahin com a Petrobras. Ao receber a denúncia do Ministério Público Federal, o magistrado disse haver provas de que os seis acusados cometeram o crime. Na denúncia oferecida a Moro, os procuradores da Lava Jato descreveram, com base no rastreamento bancário dos denunciados, como se distribuiu metade do valor do empréstimo milionário. A pedido do PT, segundo a denúncia, o frigorífico Bertin recebeu os valores do Banco Schahin e pagou 95.000 reais à King Graf, fornecedora da campanha do PT em Campinas em 2004, 3,9 milhões de reais à NDEC Núcleo de Desenvolvimento de Comunicação e à Omny Par Empreendimentos e Consultoria, prestadoras de serviços da campanha de Doutor Hélio naquele ano, e 150.000 reais ao escritório Castellar Modesto Guimarães Filho, para bancar a defesa do empresário e lobista Laerte de Arruda Corrêa Júnior, já falecido. Além de Hélio, Delúbio e Bertin, também viraram réus os publicitários Armando Peralta Barbosa e Giovani Favieri, donos da NDEC e da Omny, e o ex-presidente do Banco Schahin, Sandro Tordin. Segundo o Ministério Público Federal, Barbosa, Favieri, Tordin e o ex-tesoureiro do PT participaram de reuniões para discutir o empréstimo fraudulento a Bumlai, já condenado a nove anos e dez meses de prisão na Lava Jato. Esta é a segunda ação penal aberta por Sergio Moro contra Delúbio Soares na Lava Jato por lavagem de dinheiro. Condenado a seis anos e oito meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do mensalão, Delúbio é réu no processo que apura a distribuição dos outros seis milhões de reais do empréstimo do Schahin ao empresário Ronan Maria Pinto por meio de empresas do operador do mensalão, Marcos Valério.Doutor Hélio teve o mandato cassado pela Câmara Municipal de Campinas em 2011, acusado de omissão diante da corrupção na companhia municipal Sanasa, negligência na defesa do bem público na aprovação de loteamentos irregulares e procedimento incompatível com o cargo na aprovação da instalação de antenas de telefonia celular na cidade. Embora enquadrado na Lei da Ficha Limpa, Hélio voltou a se candidatar à prefeitura de Campinas nas eleições municipais deste ano. Teve a candidatura indeferida pelo Tribunal Superior Eleitoral e recorreu da decisão, o que garantiu seu nome na urna eletrônica. Os 27.915 votos que recebeu foram anulados pela Justiça Eleitoral.

Ministro da Justiça diz que policiais presos no Senado extrapolaram competência


O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, afirmou nta sexta-feira que as investigações que levaram à prisão de policiais legislativos apontam que os servidores extrapolaram o limite de sua competência. A Polícia Federal prendeu na manhã de sexta-feira quatro policiais legislativos, entre os quais o diretor da Polícia Legislativa, Pedro Ricardo Carvalho, sob a acusação de terem retirado escutas telefônicas de aparelhos em imóveis particulares e funcionais ligados a três senadores investigados na Operação Lava Jato – Edison Lobão (PMDB-MA), Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Fernando Collor (PTC-AL). “O que as investigações levaram à conclusão, e isso referendado pelo Ministério Público, com ordem judicial, é que em tese alguns servidores da polícia do Senado realizaram uma série de atividades direcionadas à obstrução da Justiça. Em tese, eles extrapolaram o que seria de sua competência”, disse Moraes, após participar de cerimônia de lançamento de um novo sistema eletrônico de inquéritos da Polícia Federal, em Brasília. 

Governo Temer diz que investirá R$ 110 bilhões de 2016 a 2018


Apesar de reforçar em discurso o foco do governo na redução de despesas e no ajuste fiscal, o ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Dyogo Oliveira, afirmou que o governo se comprometeu com um investimento total de 110 bilhões de reais entre 2016 e 2018. O ministro participou de seminário de infraestrutura promovido pela Câmara Americana de Comércio (AmCham) e pela Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), em São Paulo.

Claudia Leitte pode ter de devolver R$ 1,27 milhão a cofres públicos


A cantora Claudia Leite teve rejeitada a prestação de contas de um projeto de shows pelo Norte, Nordeste e Centro-Oeste, que havia sido autorizado a captar recursos via Lei Rouanet, e pode ter de devolver 1,2 milhão de reais aos cofres públicos. Ela pediu autorização para captar 6,5 milhões de reais para 12 shows em 2013, e recebeu aval para 5,88 milhões de reais, dos quais captou o valor agora cobrado – mais exatamente, o Ministério da Cultura (MinC) pede de volta 1,27 milhão de reais para ao Fundo Nacional da Cultura.

Palocci alega "rombo" em pagamentos e pede desbloqueio de contas


O ex-ministro Antonio Palocci, homem forte dos governos Lula e Dilma preso na Operação Lava-Jato, apresentou na sexta-feira ao juiz Sergio Moro o rombo na conta corrente de sua empresa, a Projeto Consultoria Empresarial e Financeira, e pediu ao juiz Sergio Moro que desbloqueasse os recursos para quitar dívidas com funcionários, garantir o recolhimento de impostos e arcar com despesas operacionais, como pagamento de telefone, luz e condomínio. Em setembro, Palocci alegou que a Projeto tinha dívidas de 322.507 reais, incluindo, por exemplo, o salário de 12.825 do assessor Branislav Kontic, também preso no petrolão, mais de 146.000 reais referentes a Imposto de Renda de Pessoa Jurídica referente ao 3º trimestre e cerca de 110.000 reais de recolhimento de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Quando Palocci foi preso, em setembro, Moro determinou que fossem bloqueados até 128 milhões de reais do ex-ministro, de seus assessores e das empresas ligadas a eles. Apenas na Projeto foram congelados mais de 61 milhões de reais.

Cláudia Cordeiro Cruz visitou Eduardo Cunha na carceragem da Polícia Federal em Curitiba


O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, recebeu na sexta-feira a visita da esposa, Cláudia Cordeiro Cruz. Ele está preso preventivamente na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, desde quarta-feira. A Polícia Federal não soube informar quanto tempo a esposa de Cunha esteve no local. Ela estava acompanhada de um dos advogados do ex-deputado. Cláudia Cruz também é ré na Operação Lava Jato. Em junho deste ano, o juiz federal Sérgio Moro recebeu denúncia contra ela oferecida pelos procuradores da força-tarefa. Eduardo Cunha foi preso na quarta-feira em Brasília, pela Polícia Federal, depois que o juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância, emitiu a ordem de prisão preventiva contra ele. A prisão foi decretada na ação penal em que o deputado cassado é acusado de receber 5 milhões de reais, que foram depositados em contas não declaradas, na Suíça. O valor seria oriundo de vantagens indevidas, obtidas com a compra de um campo de petróleo pela Petrobras em Benin, na África, segundo a Polícia Federal. No dia em que foi preso, o ex-deputado divulgou nota em sua defesa e chamou de “absurda” a decisão de Moro de determinar sua prisão, alegando que teria base em uma ação extinta no Supremo Tribunal Federal. Cunha disse ainda que seus advogados tomarão “medidas cabíveis para enfrentar essa absurda decisão”. Nesta quinta-feira, o ex-parlamentar realizou o exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba. Ele está preso numa cela individual.

Uma semana depois da morte, Plinio Zalewski continua um injustiçado

Neste domingo está se completando uma semana da morte do escritor comunista gaúcho Plínio Zalewski, coordenador de campanha do vice-prefeito de Porto Alegre. Aparentemente, Plínio morreu dentro da sede do diretório municipal do PMDB na capital gaúcha, localizada na Avenida João Pessoa, em frente ao Parque da Redenção. Seu foi encontrado no começo da tarde da última segunda-feira, dentro do banheiro do andar térreo, localizado nos fundos do prédio, junto a um pequeno salão que serve como local de churrascos. Morreu com uma facada que atravessou o pescoço de lado a lado. Logo correu uma versão, dada como pacífica, de que ele se suicidou. O editor de Videversus, jornalista Vitor Vieira, não acredita nesta hipótese. Na manhã deste domingo, recebi a informação de que a perícia do Instituto Geral de Perícias do Estado do Rio Grande do Sul não localizou impressões digitais na faca supostamente usada no "suicídio" de Plinio Zalewski. Era uma faca de churrasco. Como é que alguém enterra uma faca no pescoço, de lado a lado, após várias picadas, e a retira do pescoço, e a faca não contém impressões digitais, nem do morto Plinio Zalewski, nem de ninguém mais? Quer dizer que Plínio teria usado luvas para se suicidar e não deixar suas impressões digitais na faca? Nada se sustenta nessa história de suicídio. A perícia também encontrou o celular de Plinio Zalewski e ele estava sem chip. Mas, todo mundo sabe que Plinio havia ligado para sua mulher Luciane Pujol e avisado que não iria almoçar em casa, que comeria um churrasco na sede do PMDB. Então teria tirado o chip do celular por qual razão? Havia um chip dentro da mochila encontrada com ele. Esse chip era o utilizado normalmente no celular por Plínio? É outro mistério. Desde a morte dele, duas de suas três filhas, as maiores, expressaram seus sentimentos por meio de textos muito bem elaborados, emocionais mas equilibrados, postados nos perfis delas no Facebook. 


Eleonora Marcucci Zalewski, a filha mais velha (acima), de 23 anos, escreveu o que segue: "Esses últimos dias foram de saudade e angústia. Desde muito pequena eu aprendi a conviver com a distância, meus pais se separaram quando eu ainda era pequena, as circunstâncias me ensinaram, de alguma forma, a lidar com a falta. Meu pai e eu podíamos ficar meses sem nos ver, nos acostumamos a não fazer parte da rotina um do outro, mas era confortante saber que sempre estaríamos ali um para o outro. De fato estávamos. Hoje não estamos mais. Desde que soube da sua morte, vejo a imagem dele no espelho toda vez que me olho, tento encontrá-lo nas nossas semelhanças, que tantas vezes me apontaram. Nossas diferenças eram muitas também, principalmente ideológicas, costumávamos discordar em tudo sobre política! Mas mesmo assim eu o admirava. Meu pai, como todos falaram, era um cara inteligente e sofisticado, não na forma estética, bem pelo contrário, ele caía na gargalhada quando eu lhe chamava de cafona! Ele era sofisticado nas palavras, no diálogo, no pensar... Ele tinha um raciocínio perfeito, uma memória brilhante, ele gostava da troca que as relações proporcionavam. 
Confesso que não gostava nenhum pouco de discutir com meu ele, porque o Plínio era cheio de razão, eu preferia falar sobre a vida, ouvir suas histórias, dizer qualquer bobagem... A gente sempre gostou de falar bobagem, ele tinha um senso de humor sarcástico, debochado, próprio dos Zalewski. Meu pai era um cara alegre, de bem com a vida e que nunca perdia a piada. Acho que a única vez que o vi brabo foi na minha adolescência por alguma coisa que eu aprontei, fora isso, nunca ouvi levantar a voz. Além de tudo, era muito parceiro, ele gostava de ouvir meus sonhos, apoiava todas as minhas ideias malucas e nada parecia um problema: 'filha, pra tudo há uma solução, basta ter calma e olhar pra situação". Bom, hoje eu estou preenchida do vazio que ele faz no fundo do meu peito. Eu queria sentir o seu cheiro mais uma vez, ouvir aquela risada debochada, receber um abraço apertado e um beijo na testa. Já sinto saudades de tudo que não conversamos, das viagens que não fizemos, dos olhares que não trocamos, das discussões que não tivemos e de tudo aquilo que não vivemos. Mas como ele mesmo falava: 'eu sou um pouco de ti e tu es um pouco de mim". E isso é para sempre! Obrigada, pai! Te amo incansavelmente, como tu sempre nos amou!"

A segunda filha, Marina Vargas Zalewski, de 12 anos, publicou um emocionado texto muito bem elaborado, como se vê nas imagens abaixo:


A Polícia Civil gaúcha tem sido muito eficiente para esclarecer crimes de todos os tipos que ocorrem no Rio Grande do Sul. Mas tem sempre uma dificuldade histórica muito grande para investigar e desvendar os mistérios de crimes que envolvam o mundo da política, especialmente aqueles que envolvem o PMDB e seus membros. Eleonora e Marina Zalewski não merecem viver o resto de suas vidas sem saber ao certo o motivo da morte do pai que tanto amavam e admiravam. A memória de Plinio Zalewski não merece ser aviltada também com a atribuição de um suicídio que não se sustenta.