terça-feira, 1 de novembro de 2016

Documentário revela misterioso filme de Jerry Lewis sobre o Holocausto

Renegado e escondido por mais de quatro décadas, o filme de Jerry Lewis. "O Dia em que o Palhaço Chorou", que relata o Holocausto, continua a aguçar a curiosidade dos admiradores do comediante, famoso por estrelar sucessos como "O Professor Aloprado" e "O Mensageiro Trapalhão" nos anos 1960. Cenas inéditas da produção passaram a ser reveladas neste ano, mas os fãs podem ter que aguardar ainda outra década para ter acesso às filmagens completas. 


Em janeiro, um documentário da BBC revelou filmagens inéditas do longa-metragem, que nunca chegou a ser lançado. Algumas imagens também chegaram a circular pela internet. Os originais da obra foram parar na Biblioteca do Congresso, em Washington, junto com todo o acervo de Lewis, que foi adquirido pela instituição. Em setembro, o então bibliotecário emérito do congresso James Billington afirmou ao USA Today que Lewis impôs um embargo para a divulgação das filmagens, que só podem ser liberadas em 2026. As cenas foram gravadas no início dos anos 1970, em um momento de ápice na carreira carreira de Lewis, que escreveu o roteiro e dirigiu o projeto. O filme contaria a história fictícia de um palhaço chamado Helmut Doork, que, ao ser preso por soldados nazistas, passou a entreter crianças enquanto as conduzia até câmaras de gás. Pessoas que trabalharam no filme foram ouvidas pelo ator e cineasta britânico David Schneider, que apresentou "A História de O Dia em que o Palhaço Chorou", documentário da BBC que resgata trechos da obra. Entre os entrevistados da produção está o ator sueco Lars Amble, que morreu em agosto de 2015 e aparece na produção de Lewis interpretando um policial nazista. No documentário, Amble relembra ter sido recrutado por Lewis, que o chamou para o quarto de um hotel em Estocolmo, onde estava hospedado na época, e disse: "Eu sei o papel que você fará. Será o de um cara realmente mau". 

Pela fama de Lewis na época das filmagens, a produção do filme foi assunto bastante comentado na Suécia, segundo Erik Kotschack, filho de um produtor local que trabalhou para facilitar as gravações em um antigo campo de concentração. De acordo com Erik, o seu pai primeiramente trabalhou com entusiasmo no projeto, mas, após problemas no set, a relação entre ele e Lewis se deteriorou. "Eles eram melhores amigos no início da produção, mas depois nem tanto," conta. A produção sempre despertou o interesse do público. Supostas cópias do roteiro do filme circulam pela internet. Também há tentativas de reencenações. Jan Lumholdt, um crítico de cinema baseado na Suécia, considera que uma das razões por trás do interesse em torno do filme é o fato de que, até então, muito poucas pessoas tiveram acesso ao material. "Lewis é um comediante e esse é o filme mais sério que ele já fez", diz Lumholdt. "Sempre achei que há incontáveis exemplos de grandes atuações e obras sombrias vindas de comediantes, existe um certo apelo nisso," avalia. Existem muitos filmes sobre o Holocausto, porém há uma certa dificuldade em aceitar uma história de ficção que tem como pano de fundo um dos períodos mais difíceis da história. No entanto, Yael Fried, diretor de projetos do Museu do Judaísmo em Estocolmo, se diz favorável a tais obras. "Precisamos de ângulos e métodos diferentes para compreender o Holocausto e a ficção pode nos ajudar a fazer isso", diz. "Você pode explorar personagens fictícios em um ambiente real, mas é preciso ter cuidado para deixar bem claro que se trata de ficção," acrescenta. 


Schneider, que apresentou o documentário da BBC, também é comediante e é filho de sobreviventes do Holocausto. Ele conta que sua mãe, uma atriz, conseguiu fugir de Viena em 1938 junto com seu pai, um dramaturgo. "Sempre fui muito consciente sobre o Holocausto desde pequeno", conta Schneider. "Como comediante, sempre fui fascinado sobre como você pode fazer comédia em cima de um assunto tão delicado", diz. Ele lembra ainda que costumava "atuar em shows de comédia judia" e que certa vez passaram-lhe "um bilhete no camarim que dizia 'somos de uma caravana de sobreviventes de Auschwitz e viemos para ver você, seria possível dar um alô para a gente durante a sua apresentação?'" Schneider afirma que não sabia como reagir. "O que eu faço? Vou lá e grito: 'Olá pessoal, tem alguém de Auschwitz na audiência hoje?'" O apresentador afirma que muitos comediantes judeus acabaram explorando essa área. "É justamente porque isso é algo tão central para as suas identidades", afirma. Em cenas inéditas de Lewis sendo entrevistado no set, resgatadas pelo documentário, ele é visto dizendo: "Comédia é a nossa válvula de escape. Sem ela, acho que eu desapareceria, evaporaria".

Governo Temer deve renovar quatro concessões de portos nos próximos dias


O governo federal deve assinar a renovação de quatro contratos de concessões de portos nos próximos dias, disse o secretário do PPI (Programa de Parcerias de Investimentos), Moreira Franco. Ele não especificou, porém, quais seriam esses portos ou as datas de renovação. De acordo com a assessoria do ministro, as assinaturas referem-se à renovação das concessões dos terminais de contêineres de Salvador e de fertilizantes de Paranaguá, mais a entrega de duas áreas recentemente arrendadas no porto de Santos (um terminal de fibra e um de grãos). O governo também conta com o lançamento dos editais de leilão de aeroportos para este ano, disse Franco, sem novamente entrar em detalhes. O pacote de concessões, batizado de Crescer, prevê o leilão dos aeroportos de Salvador, Porto Alegre, Fortaleza e Florianópolis. Questionado sobre a possibilidade de concessão dos aeroportos de Congonhas e Santos Dumont, já aventada pelo presidente Michel Temer, Moreira Franco foi evasivo. Ele disse apenas que o plano está sendo avaliado pelo Ministério dos Transportes. Em evento para uma plateia de empresários em São Paulo, o secretário do PPI voltou a criticar o modelo de concessões do governo Dilma Rousseff por ser "ideológico" e "publicitário", e a defender o pacote lançado em setembro por Michel Temer como o melhor motor para a geração de empregos no curto prazo. O sucesso desse plano, porém, depende da atração de investidores — sobretudo de empresas brasileiras de médio porte e de estrangeiras, uma vez que as maiores empreiteiras nacionais estão envolvidas na Operação Lava Jato e enfrentando problemas de caixa. Por isso, o governo trabalha com a formação de consórcios de empresas menores e na classificação dos projetos por ordem de complexidade, para que os mais simples possam ser tocados por empreiteiras de menor porte, disse Moreira Franco. Outro desafio para o governo, a atração de capital externo foi pouco abordada pelo secretário do PPI. O risco cambial, com grandes oscilações do valor do real em relação ao dólar nos últimos meses, preocupa investidores externos que podem perder dinheiro, a depender dessa variação. Questionado sobre como o governo está contornando esse problema, Moreira Franco disse que há uma preocupação com o tema, mas ainda não foi encontrada uma solução. Segundo ele, o problema tem sido "reiteradamente levantado", mas que "é só um risco". "Ele jamais vai perder essa característica de risco", afirmou.

Obras que estavam na casa de Edemar Cid Ferreira irão a leilão neste mês

Um mês e meio depois da venda de uma tela de Jean-Michel Basquiat por R$ 42 milhões na Sotheby's, em Londres, outras 719 obras de arte da coleção do ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira serão leiloadas pela massa falida de seu Banco Santos nos dias 22 e 29 de novembro. Entre as peças está uma escultura de Victor Brecheret com lance mínimo de R$ 1,1 milhão e outra peça de Tunga —avaliada em R$ 400 mil, a obra deve superar com folga esse valor, já que seus trabalhos vêm sofrendo inflação desde sua morte em junho deste ano. Outras peças de maior valor são uma pintura de Tomie Ohtake com lance mínimo de R$ 180 mil, uma escultura de Amilcar de Castro avaliada em R$ 220 mil e outra peça do polonês Frans Krajcberg, artista que está na atual Bienal de São Paulo, de R$ 320 mil. 


Todos esses trabalhos estavam na casa do banqueiro Edemar Cid Ferreira no Morumbi, bairro paulistano. Ele foi despejado do endereço há cinco anos, mas as obras continuaram trancadas lá dentro. Organizada pelo leiloeiro Aloísio Cravo, a venda acontecerá em duas etapas — a primeira delas no dia 22, no hotel Unique, em São Paulo, com as peças mais caras, e a segunda será on-line no dia 29, com destaque para o acervo de fotografias acumuladas pelo ex-banqueiro. No total, as obras que vão a leilão agora estão avaliadas em R$ 10 milhões. Em novembro de 2014, o Banco Santos quebrou, deixando um rombo de R$ 3,2 bilhões, dos quais R$ 1,2 bilhão já foi recuperado, de acordo com Vânio Aguiar, administrador da massa falida. Só em obras de arte desviadas a massa falida já conseguiu recuperar, além do Basquiat, peças vendidas por R$ 14 milhões, entre os quais trabalhos de Fernand Léger, Joaquín Torres-García e Roy Lichtenstein.

Fim do prazo de repatriação de recurso provoca correria em bancos suíços


O encerramento nesta segunda-feira (31) do prazo para regularização de recursos não declarados no Exterior junto à Receita Federal brasileira causou correria nos bancos suíços. A possibilidade de uma mudança na lei até o último minuto fez com que muitos brasileiros com contas no País europeu deixassem para o fim do prazo a declaração. A lei dá anistia para crimes fiscais, algo que é visto por muitos como uma oportunidade única de regularização antes de entrada em vigor do acordo que permitirá à Receita Federal obter automaticamente dados de contas no Exterior. Até o último dia 24 de outubro, já haviam sido entregues mais de 15 mil declarações de pessoas físicas e 45 mil de pessoas jurídicas, totalizando uma arrecadação com impostos e multas superior a R$ 33 bilhões, segundo dados da Receita. Banqueiros afirmam que essa incerteza em Brasília contribuiu decisivamente para o grande fluxo de trabalho que se acumulou nos últimos dias. "Além de ser da cultura do brasileiro deixar tudo pra última hora", completou um profissional de Zurique. "O fluxo de gente surpreendeu, mas o perfil já era esperado. É principalmente de famílias declarando investimentos antigos, bens de parentes que já faleceram, do espólio de gerações anteriores", afirmou um profissional do mercado. "Mas é importante lembrar que não são apenas os brasileiros que declaram, estrangeiros morando no Brasil também estão nessa", destacou outro. Segundo o Banco Central, uma estimativa da origem do montante repatriado agora pelo programa estará disponível somente dentro dos próximos meses, pois depende do repasse de informações da Receita Federal. Como referência, dados do Banco Central estimam que em 2015 o retorno ao Brasil de investimentos em moedas e depósitos declarados no Exterior totalizou US$ 45,7 bilhões (R$ 145 bilhões). Os principais países de origem de recursos são Estados Unidos (52%), Ilhas Cayman (23%), Reino Unido (5,7%), Bahamas (3,9%) e Suíça (3,4%) - neste país, esse percentual equivale a US$ 1,5 bilhão (R$ 4,7 bilhões). Para escapar de ter de responder por contravenções, as pessoas físicas ou jurídicas precisam enviar até esta segunda uma declaração à Receita listando bens líquidos ou ativos mantidos no Exterior antes de 31 de dezembro de 2014. Essa obrigatoriedade recai sobre todos os indivíduos ou organizações residentes ou domiciliados no Brasil, inclusive os estrangeiros. Acostumado a lidar com investidores privados e empresariais, o advogado Sérgio Mitsuo Vilela explica que a oportunidade de legalização atraiu grande adesão porque o Brasil participa do acordo de troca automática de informações da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), que começará a ter efeito prático em 2018. Isso significa que diversos países compartilharão dados fiscais do ano 2017 uns com os outros - logo, será mais fácil flagrar e punir sonegadores. Um brasileiro baseado na Suíça familiarizado com a situação, mas que não quis ter o nome publicado, explicou que um dos efeitos colaterais da lei de repatriação e do acordo da OCDE é uma maior marginalização dos investidores que desejam seguir na clandestinidade. "Eles vão migrar das instituições respeitadas para bancos de segunda, possivelmente de terceira categoria. Ainda assim, esses bancos pequenos, chamados boutique, e que muitas vezes preferem não seguir cuidadosamente as regras de compliance, também estão com os dias contados. Em algum momento terão que colaborar, e o cliente que não estiver de acordo vai sair perdendo mais ainda". Outro profissional de um grande banco privado completou: "Os clientes da nossa instituição foram orientados a aderir à repatriação e aqueles que não quiserem declarar serão convidados a encerrar suas posições com o nosso banco. A maioria das organizações sérias adotou essa política".

Aécio Neves diz que não se sentiu derrotado com resultado da eleição em Belo Horizonte


Mesmo com o revés de seu candidato em Belo Horizonte, o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), negou nesta segunda-feira (31) se sentir derrotado. Ele adotou o discurso de valorizar o crescimento do partido no Estado e no País para minimizar o resultado na capital mineira. "Na capital lamento que tenhamos perdido essa eleição, resultado nos desaponta, mas tivemos, mesmo em Belo Horizonte, uma vitória muito expressiva sobre tradicionais adversários. O PT, mesmo tendo o governo do Estado, não conseguiu nem de perto chegar no segundo turno. Outros partidos que se colocaram contra o nosso, também não tiveram o mesmo êxito", afirmou o tucano ao fazer um balanço do desempenho do partido nas eleições deste ano. João Leite (PSDB) teve 47% dos votos válidos à Prefeitura de Belo Horizonte, enquanto seu adversário pelo PHS, Alexandre Kalil, venceu o pleito com 53%. Questionado se o PSDB errou ao escolher um político tradicional para a disputa na capital mineira enquanto a população sai às ruas pedindo renovação na política, Aécio Neves elogiou o apadrinhado. Apesar da derrota na capital mineira, para o senador, o resultado em Minas Gerais foi "bastante positivo". "Vencemos em 133 municípios no Estado. Das 10 maiores cidades, governaremos sete. Já o PT viu seu número de prefeituras cais de mais de 170 para 41". Sempre comparando com o PT, Aécio neves classificou o resultado do PSDB como "avassalador". "O que torna nossa vitória ainda mais extraordinária é o resultado do partido a quem fizemos oposição durante todas as últimas décadas. O PT administrará apenas uma entre as 92 maiores cidades brasileiras". Das cidades em que seria possível realizar segundo turno, com mais de 200 mil eleitores, o PSDB conquistou 28 prefeituras. Ao todo, a legenda terá 803 prefeitos. "O PSDB teve a mais extraordinária vitória de toda a sua história. É um recado que, a nosso ver, vai muito além dos números. Há um recado da sociedade de aprovação à nossa conduta, nossa firmeza no condução e na liderança do processo de impeachment da presidente da República; nossa coragem de, rapidamente, apresentar ao governo Michel Temer um conjunto de reformas, mesmo não sendo o PSDB o beneficiário do êxito. Foi compreendido pela sociedade como um caminho acertado", avaliou o senador. O desempenho do partido nas urnas neste ano faz Aécio Neves acreditar que o PSDB também vai crescer em 2018, principalmente a bancada da Câmara dos Deputados. "Há conexão cientificamente comprovada entre eleições municipais e o parlamento. Partidos que alcançam número maior de prefeituras municipais, nas eleições subsequentes acabam crescendo suas bancadas especialmente na Câmara dos Deputados". Apesar disso, o tucano evitou relacionar o resultado do pleito municipal com a disputa à Presidência da República daqui dois anos. Disse que a análise de que sai enfraquecido com a derrota em Belo Horizonte, enquanto o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, fortalecido, com a eleição de João Dória em primeiro turno, é apenas uma variável. "Não sei de quem é a contabilidade. Certamente gostaria de ter vencido em Belo Horizonte. O ´partido saberá por suas lideranças, delegados, parlamentares definir qual o melhor caminho. Geraldo Alckmin tem todas as condições, como teve no passado, de disputar as eleições presidenciais. José Serra é um nome sempre lembrado. Outros poderão surgir, porque não? Brasil está sempre em renovação. Vamos ter serenidade".

João Paulo Cunha chama prefeito de Osasco de "traidor" e comemora vitória com adversário

O ex-presidente da Câmara e condenado no Mensalão do PT, o mensaleiro petista João Paulo Cunha chamou nesta segunda-feira (31) o atual prefeito de Osasco, seu ex-aliado Jorge Lapas, de "mentiroso, covarde e traidor".  Cunha, que chegou a ser o cabeça da chapa que elegeu Lapas em 2012, mas foi impedido de concorrer por causa de seu envolvimento no Mensalão do PT, foi até a sede da prefeitura do município sobre um trio elétrico na manhã de segunda-feira. "Repito: quero que o Jorge Lapas seja feliz, mas infelizmente ele vai levar essa marca. A marca do mentiroso, a marca do covarde e a marca do traidor", afirmou o petista. "Essas são as três marcas que o Lapas leva para sua breve, brevíssima vida política de quatro anos." 

O ex-deputado afirmou ainda que o atual pedetista — que saiu do PT em março deste ano graças a desavenças com Cunha, que teria tentado atrapalhar sua candidatura pedindo prévias no partido — "escarrou" no "prato em que comeu". Lapas perdeu a eleição de domingo (30) para Rogério Lins (PTN). Durante a campanha, o candidato foi frequentemente associado a João Paulo Cunha, mas nega qualquer conexão. "Dos políticos da região, ele é um dos que eu menos vi na vida", afirmou Lins. Fotos mostram Cunha e Lins em almoço de comemoração com pastores evangélicos, nesta segunda-feira. Publicadas por um apoiador de Lins no Facebook, sob a legenda "pastores do comitê evangélico pro Rogério Lins festejando", as fotos não trazem os dois homens juntos, mas ambos posam com apoiadores durante o mesmo evento. Gelso de Lima, apontado como homem forte de Cunha na cidade e que deixou o PT neste ano, atuou na campanha de Lins. 

Contas públicas registram déficit de R$ 26,6 bilhões em setembro


Com o impacto da recessão na arrecadação do governo, as contas públicas do Brasil continuam a piorar e a colecionar recordes negativos. O setor público - União, Estados, municípios e estatais – gastou R$ 26,6 bilhões em setembro mais do que arrecadou. É o pior resultado já registrado, desde quando do Banco Central passou a contabilizar os dados (na metodologia atual) em 2001. Por outro lado, a melhora do quadro político aliviou o dólar e diminuiu consideravelmente a carga de juros que é imposta ao País. No entanto, isso não foi suficiente para impedir a escalada da dívida pública. Para o Banco Central, essa trajetória de alta do endividamento do País levará alguns anos para ser revertida. A deterioração fiscal foi muito rápida e intensa e o Brasil deve registrar em 2016 o terceiro ano seguido de déficit primário (arrecadação de impostos menor que as despesas). Desde janeiro, por exemplo, o rombo é de R$ 85,5 bilhões. Além de ser o pior resultado para o período, o valor é dez vezes maior que o desempenho negativo de R$ 8,4 bilhões no mesmo período de 2015. Nos últimos doze meses, o déficit nas finanças públicas é de R$ 188,3 bilhões (3,08% do Produto Interno Bruto, PIB). Isso significa 0,3 ponto percentual do PIB a mais que em relação ao mês anterior. Sem poupança nenhuma para diminuir o endividamento e com gastos em alta, a dívida bruta do Governo Geral (que inclui o governo Federal, INSS, governos estaduais e governos municipais) chegou a R$ 4,3 trilhões em setembro, ou seja, 70,7% do PIB. É 0,6 ponto percentual do PIB a mais que em relação ao mês anterior. Esse é o pior resultado desde o início da série história em dezembro de 2006. Já a dívida líquida - quando são descontadas as reservas - alcançou R$ 2,7 trilhões (44,1% do PIB) em setembro. No mês passado, houve uma alta de 0,8 ponto percentual do PIB em relação ao mês anterior. É o pior patamar desde dezembro de 2007. Essa tendência de alta não deve ser revertida tão cedo. O Banco Central lembra que para que o endividamento volte a cair, é preciso voltar a economizar para pagar juros da dívida. Tudo isso depende do crescimento, já que a arrecadação só deve melhorar com o fim da recessão. "A reversão da tendência de crescimento depende da reversão da trajetória de déficits primários. Vamos completar o terceiro ano em déficit. Temos de retornar aos resultados primários positivos e a retomar do crescimento", argumentou o chefe-adjunto do departamento econômico do Banco Central, Fernando Rocha, que previu: "O início dessa reversão deve demorar alguns anos. Apesar de colecionar recordes negativos nas contas públicas, há um lado positivo nos dados divulgados nesta segunda-feira pelo Banco Central: a carga de juros sobre o Estado diminuiu. Nesses nove meses, chegou a R$295 bilhões em juros da dívidas. É não apenas o melhor resultado desde setembro de 2014, mas também uma forte melhora em relação aos R$ 408,3 bilhões de juros no mesmo período do ano anterior. Em relação aos juros que pesam sobre as contas do País, a melhora no quadro político e a relativa calma do mercado financeiro contribuíram para isso. Como o estresse diminuiu, o Banco Central precisou ofertar menos proteção cambial para as empresas. O volume de contratos de swap cambial (uma espécie de seguro contra variação do dólar) no mercado caiu 75%. A queda da moeda americana fez o Banco Central parar de ter prejuízo com esse tipo de operação e passar a dar um lucro alto capaz de influenciar a conta de juros. No ano passado, o Banco Central chegou a ter R$ 426,8 bilhões em swaps no mercado. Agora, esse valor é de R$ 93,8 bilhões. Com um câmbio menos volátil, a tendência é que as empresas e os demais agentes econômicos dependam cada vez menos do seguro do Banco Central. "Uma melhora da situação política gera uma taxa de cambio mais estável e alonga o ambiente de programação das empresas. Uma maior estabilidade da taxa de cambio tente a reduzir o impacto dos swaps", frisou Rocha. Outro refrigério nas contas públicas deve vir da redução da taxa básica de juros (Selic). Na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), a cúpula do BC começou a cortar os juros depois de quatro anos. A Selic passou de 14,25% ao ano para 14% ao ano. O mercado espera mais cortes.

Delator diz que o "porquinho" petista Palocci negociou propina de Belo Monte para o PT e PMDB

 

Suspeito de ter movimentado R$ 128 milhões em propinas da Odebrecht, o ex-ministro e "porquinho" petista Antonio Palocci foi apontado por Otávio Azevedo, ex-presidente da holding Andrade Gutierrez, como o responsável pela negociação da propina nas obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, para o PT e também para o PMDB. Em depoimento de delação premiada, Azevedo disse que Palocci pediu 1% do valor da obra a ser dividido entre os dois partidos e indicou que as quantias deveriam ser pagas a João Vaccari Neto, do PT, e Edison Lobão, do PMDB, então Ministro de Minas e Energia. O pedido teria sido feito durante um encontro num apartamento na Asa Norte de Brasília, a convite do ex-ministro, logo depois de a então ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, comunicar que a proposta técnica da empresa havia sido escolhida para tocar as obras da usina, e que a Andrade Gutierrez seria a líder do consórcio, com participação de 18%. Azevedo afirmou que Palocci lhe disse que o governo pretendia consolidar o consórcio tal qual Erenice havia comunicado, com a Andrade na liderança das obras, mas, para isso, "seria importante que houvesse a contribuição financeira para apoio político" ao PT e PMDB. Num segundo encontro, no escritório de Palocci em São Paulo, o ex-ministro teria indicado os nomes de Vaccari e Lobão. No depoimento, realizado em agosto passado, na sede da Polícia Federal em Brasília, Azevedo disse ainda que orientou Flávio Barra, diretor de energia da empresa, a fazer os pagamentos. Flávio Barra já havia sido ouvido em junho na sede da Polícia Federal em Porto Alegre (RS). Segundo ele, a maior parte do dinheiro foi paga por meio de doações eleitorais. Barra contou que Edison Lobão indicou o filho, Márcio Lobão, como o contato para receber dinheiro destinado ao PMDB. Como nenhum dos representantes do consórcio conhecia Márcio Lobão, o executivo promoveu reuniões individuais, de meia em meia hora, no prédio da Andrade Gutierrez no Rio de Janeiro, para apresentá-lo. Barra disse ainda que chegou a entregar a Márcio Lobão, a pedido de Edison Lobão, R$ 600 mil em dinheiro. Os dois teriam combinado por Whatsapp e o executivo levou a quantia até o apartamento de Márcio, na Avenida Atlântica, no Rio de Janeiro. Autoridades suíças confirmaram a existência de contas da família Lobão no País. Os investigadores encaminharam pedido de cooperação internacional para receber as informações bancárias. Outro delator das propinas de Belo Monte, Luis Carlos Martins, diretor da Camargo Corrêa, que também integrou o consórcio, ouvido em junho passado em Curitiba, disse que repassou R$ 2 milhões a Lobão por meio de falsos contratos de consultoria e de "doações eleitorais" ao PMDB. Martins afirmou ainda que o valor destinado pela empresa ao PMDB foi pago por meio de contratos falsos de consultoria com a empresa AP Energy — um de R$ 1,222 milhão e outro de R$ 1,268 milhão. Outro executivo da empresa, Dalton Avancini, teria ficado responsável por providenciar os pagamentos ao PT. A AP Energy fica em Santana do Parnaíba num endereço já conhecido pela Lava-Jato por abrigar outras empresas de fachada descobertas pelo esquema de fraudes na Petrobras. O escritório só tem uma mesa e uma recepcionista para receber correspondência. Uma das empresas que usaram o endereço foi a JSM Engenharia e Terraplanagem, de Adir Assad, condenado na Lava-Jato. Segundo relatório feito pela Polícia Federal, nas eleições de 2010, 2012 e 2014, as empresas que fizeram parte do consórcio construtor de Belo Monte doaram R$ 159 milhões a candidatos do PMDB por meio de seus diretórios e comitês financeiros. Em sua colaboração, o ex-senador Delcídio Amaral afirmou que a propina de Belo Monte teria como destino os principais caciques do PMDB no Senado: Renan Calheiros, Romero Jucá, Jader Barbalho e Valdir Raupp. Berço político de Romero Jucá, Roraima foi o diretório estadual do partido que mais recebeu recursos nas três eleições analisadas: R$ 3,7 milhões. Alagoas foi o terceiro maior destino, com R$ 2,4 milhões: o Estado é lar do presidente do Senado, Renan Calheiros, e governado pelo filho do senador, Renan Filho. O diretório estadual do Pará, representado no Senado por Jader Barbalho, recebeu R$ 1 milhão e o de Rondônia, ligado ao senador Valdir Raupp, recebeu R$ 500 mil. Os valores doados ao PT não foram relacionados pela Polícia Federal. A Andrade Gutierrez perdeu o leilão da Usina Belo Monte, mas recebeu a maior cota do Consórcio Construtor de Belo Monte, que foi o responsável pelas obras. Formado por empresas de menor porte, o consórcio vencedor do leilão foi articulado às pressas pelo governo após a desistência da Odebrecht e Camargo Corrêa. Meses depois, o governo optou pela proposta técnica apresentada pela Andrade e também incluiu Odebrecht e Camargo no consórcio construtor. Derrotadas no leilão, Andrade, Odebrecht e Camargo Corrêa dividiram 50% do consórcio construtor, enquanto a outra metade foi dividida entre as sete empresas que venceram o leilão. 

Polícia Federal diz que UTC usou trabalho de estagiário para pagar R$ 475 mil a Ciro Nogueira

 

Investigação da Polícia Federal encontrou indícios de que o presidente do PP, o senador piauiense Ciro Nogueira, cometeu os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele é investigado em um dos inquéritos da Operação Lava-Jato, suspeito de ter solicitado R$ 2 milhões a Ricardo Pessoa, da construtora UTC. Para fazer os pagamentos — que totalizaram R$ 1,875 milhão —, o empreiteiro teria recorrido ao doleiro Alberto Youssef e a um contrato fictício com um escritório de advocacia, cujo único serviço teria sido um relatório produzido por um estagiário. Além de Nogueira, a Polícia Federal viu indícios de crimes cometidos por mais quatro pessoas: Fernando Mesquita de Carvalho filho, ex-assessor do senador, os advogados e sócios Fernando Mesquita de Carvalho Filho e Sidney Sá das Neves, e o próprio Ricardo Pessoa. A Polícia Federal viu indícios de corrupção passiva na conduta do ex-assessor. No caso dos dois advogados, a acusação é de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Por fim, a Polícia Federal entende que Pessoa cometeu os crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro. A conclusão do relatório foi publicada pela revista “Época”, na última sexta-feira. Ricardo Pessoa, que firmou acordo de delação premiada na Lava-Jato, relatou que o senador lhe pediu R$ 2 milhões no segundo semestre de 2013, alegando despesas médico-hospitalares de um parente. Pessoa disse ter atendido a solicitação, tendo em vista uma contrapartida futura, como obras no Piauí ou no Ministério das Cidades, na época chefiado pelo PP. Segundo termo de depoimento de Pessoa, reproduzido no relatório da PF, "o senador Ciro Nogueira chegou a falar o seguinte: 'Você tem que fazer obras no Piauí, porque a gente ainda vai crescer muito no Piauí'". O empreiteiro contou também que pagou inicialmente R$ 1,4 milhão, em três parcelas, por meio do doleiro Alberto Youssef. A entrega teria sido feita na casa do senador, em Brasília, por Rafael Angulo Lopez, que trabalhava com Yousseff, a uma pessoa chamada Fernando. Segundo a investigação da Policia Federal, trata-se de Fernando Mesquita de Carvalho Filho, que era assessor de Nogueira. Com a prisão de Youssef, em março de 2014, faltaram R$ 600 mil para completar a conta. O dinheiro restante teria então sido repassado por meio de um contrato fictício com o escritório de advocacia Hughes & Hughes, no valor de R$ 780 mil. Dessa quantia, ainda teriam que ser abatidos impostos, sobrando R$ 600 mil líquidos. Outra prisão, dessa vez do próprio Pessoa, em novembro de 2014, viria novamente a interromper os pagamentos. No fim, segundo a PF, dos R$ 780 mil, foram pagos R$ 475 mil entre agosto e outubro de 2014. Em depoimento reproduzido pela Polícia Federal, o advogado Fernando Hughes, do escritório, confirmou que o serviço foi prestado. A Polícia Federal diz, no entanto, que há elementos suspeitos. Pela troca de e-mails obtida, Hughes fez, por exemplo, uma minuta de contrato de R$ 85 mil mensais. Depois, a UTC revisou e elevou para R$ 100 mil. "Note-se que, conforme retrata a cadeia de mensagens, o contratante aumentou os valores a serem pagos como honorários!", diz a Polícia Federal. Depois, Fernando Hughes fez novo ajuste, elevando para R$ 130 mil mensais por seis meses, totalizando R$ 780 mil. Do trabalho do escritório de advocacia, a Polícia Federal encontrou ainda indícios de que foi feito apenas um relatório, de autoria de um estagiário, contendo processos de interesse da UTC em Brasília. No mesmo dia em que o trabalho foi concluído, ele foi encaminhado por Hughes para a construtora. A Polícia Federal relata ainda que a conta do escritório de advocacia foi aberta somente em agosto de 2014, pouco antes dos pagamentos serem realizados. Outro ponto destacado pela Polícia Federal é que os pagamentos foram feitos antes da entrega do relatório do estagiário, o que seria uma antecipação incomum de honorários. Ressalta também que o contrato entre a UTC e o escritório de advocacia tinha cláusulas genéricas. Segundo a Polícia Federal, há vários elementos que convergem para chegar à conclusão de que houve cometimento de crimes. Além do depoimento de Pessoa, são bastante destacadas as delações de Youssef, de Angulo e de Walmir Pinheiro, ex-diretor financeiro da UTC. Os depoimentos deles convergem, apontando que houve de fato os pagamentos da empreiteira para Ciro Nogueira. Outros depoimentos citados pela Polícia Federal foram de José Expedito Rodrigues Almeida, que foi assessor de Ciro Nogueira quando ele era deputado, e de Apollo Bernardes da Silva, o estagiário que fez o relatório. Expedito disse que o assessor Fernando era conhecido como Fernandão, sendo o "homem do dinheiro", a quem era confiado o transporte de valores. Para sustentar as conclusões do relatório, a Polícia Federal também usou documentos apreendidos no ano passado na casa do senador em Brasília, planilhas fornecidas por Angulo, passagens de avião em nome de envolvidos nos pagamentos e documentos entregues por Pessoa, como uma cópia do contrato com a Hughes & Hughes e e-mails trocados entre auditores contratados pela UTC e o escritório de advocacia. Segundo a Polícia Federal, Ciro Nogueira negou, em depoimento, ter pedido dinheiro para despesas médicas, já que vem de família rica, com renda mensal de R$ 200 mil e "planos de saúde custeados pelo Senado e ela pela Câmara sem limites de gastos", uma vez que ele é senador e a esposa, Iracema Portella, é deputada. Disse ainda que conheceu Ricardo Pessoa em 2013 por meio do então ministro das Cidades Aguinaldo Ribeiro, do PP, e que depois disso foi à sede da UTC em São Paulo "com o mero objetivo de conhecer a empresa". Em 2014, possivelmente em setembro, disse ter entrado em contato com Pessoa para pedir doações eleitorais entre R$ 400 mil e R$ 500 mil. "Indagado sobre a motivação de Ricardo Pessoa para o estreitamento da relação entre ambos, disse o Senador que ele possivelmente visava 'aumentar a interlocução no meio político' e também pelo fato de 'a UTC não estar entre as cinco grandes empresas da área de construção' ", diz trecho do termo de depoimento de Ciro Nogueira, segundo transcrito pela Polícia Federal. Quanto ao advogado Sidney Sá das Neves, sócio de Fernando Hughes, a Polícia Federal disse que era ele quem operava a conta bancária do escritório Hughes & Hughes tendo, inclusive, feito vários saques altos em dinheiro após os pagamentos da UTC, em 2014. À Polícia Federal, Sidney disse que fez essa movimentação em espécie em razão de "restrições" que Hughes enfrentava. Mas a Polícia Federal apontou que ele encaminhou parte dos valores para sua própria conta bancária. Observou também que Sidney recebia do sócio e-mails com cópias ocultas tratando do contrato com a construtora. O relatório da Polícia Federal é de 19 de outubro deste ano e foi assinado pelo delegado Thiago Machado Delabary. O ministro Teori Zavascki, relator dos processos da Lava-Jato no Supremo, levantou o sigilo do inquérito e solicitou a manifestação do Ministério Público Federal sobre o caso. 

Trump aparece um ponto à frente de Hillary em pesquisa eleitoral


Pela primeira vez desde maio, o candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, superou a democrata Hillary Clinton em uma pesquisa eleitoral. O levantamento rede ABC News com o jornal Washington Post, divulgada nesta terça-feira, mostra Trump com 46% das intenções de voto, contra 45% de Clinton. A pequena vantagem fica dentro da margem de erro da pesquisa, de três pontos para mais ou para menos, porém, já revela uma queda na popularidade da democrata, que estava isolada na liderança. As chances do magnata cresceram após a revelação de que o FBI reabriu as investigações sobre os e-mails privados de Hillary, quando ocupava o posto de secretária de Estado do governo de Barack Obama. A pesquisa da ABC News/Washington Post também mostrou uma falta de entusiasmo entre os eleitores de Hillary. Apenas 45% dos eleitores da democrata afirmam que estão muito entusiasmados sobre apoiá-la, uma queda de 7% desde o começo da pesquisa e 8% a menos do que o entusiasmo afirmado pelos eleitores de Trump. Mesmo com a reputação prejudicada, Clinton segue a frente de Trump nos levantamentos que fazem a média das principais pesquisas recentes. No site HuffPost Pollster, a democrata aparece com 48,2% dos votos contra 42% do republicano.

FBI consegue mandado para investigarr emails da democrata comunista HillaryClinton

 

Investigadores federais americanos conseguiram um mandado para examinar os emails recém-descobertos relacionados ao servidor privado de Hillary Clinton, o que pode abalar a campanha da candidata na reta final para as eleições presidenciais. Líderes democratas reagiram com fortes declarações contra o diretor do FBI, acusando-o de supostamente tentar influenciar a eleição presidencial e infringir a lei. O mandado autoriza a Agência Federal de Investigação (FBI) a examinar os emails e ver se as correspondências eletrônicas são relevantes para sua investigação sobre o servidor privado de emails usado para trabalhos governamentais por Hillary, enquanto ela era secretária de Estado de 2009 a 2013. O diretor do FBI, James Comey, recebeu grande pressão de democratas no domingo para divulgar rapidamente detalhes dos emails. Aliados de Hillary temem que uma controvérsia prolongada possa se estender para além da eleição de 8 de novembro e prejudicar a transição de Hillary caso seja eleita presidente. O líder democrata no Senado, Harry Reid, enviou uma carta a Comey no domingo sugerindo que ele teria violado uma lei que proíbe o uso de uma posição governamental federal para influenciar uma eleição. “Suas ações nos últimos meses demonstraram um duplo padrão perturbador para o tratamento de informações confidenciais, o que parece ser uma clara intenção de ajudar um partido político em detrimento do outro”, afirmou Reid. “Meu gabinete determinou que essas ações podem violar a lei Hatch, que proíbe funcionários do FBI do uso de autoridade pública para influenciar a eleição. Através de sua ação partidária, pode ter quebrado a lei”. Na sexta-feira, Comey anunciou a reabertura da investigação — que havia sido arquivada em julho — sobre o uso de um servidor privado por Hillary, diante da descoberta de novos e-mails. Em julho, Comey, que é republicano, criticou a democrata pelo uso inadequado de informação sigilosa, mas considerou não haver provas para apresentar acusações contra ela.


Na sexta-feira, o diretor do FBI, James Comey, enviou carta aos líderes do Congresso para avisá-los de que a agência investigaria novos e-mails de Hillary Clinton para determinar se a ex-secretária de Estado havia tratado de assuntos confidenciais em seu servidor pessoal. A primeira vistoria, em julho, foi arquivada por falta de provas. Comey não especificou a origem na carta. Mas fontes confirmaram que os e-mails haviam sido descobertos no laptop do ex-congressista Anthony Weiner, investigado pela troca de conteúdo sexual com uma menor de idade. O escândalo rendeu a Weiner o divórcio de Huma Abedin, braço-direito de Hillary Clinton. Nos próximos dias, a agência vai realizar uma versão menor da primeira investigação para checar se os novos e-mails revelam alguma infração. Na lei federal, o mau tratamento de informações de segurança nacional é crime. Na investigação de julho, agentes não acharam todas as mensagens da democrata. Esta é a principal incógnita. A nova ordem judicial, expedida no domingo, permite a análise de 650 mil e-mails de democratas — vários deles enviados do servidor da casa de Hillary. As autoridades podem considerar um delito federal o simples fato de a democrata ter colocado em risco, de propósito, as informações oficiais. A previsão é de que o FBI leve semanas para concluir se há e-mails repetidos em relação aos 30 mil que já analisou até julho ou mesmo se encontram material relevante entre os novos. Provavelmente, não terminará antes da eleição de novembro. Na carta, Comey disse não poder prever a extensão do trabalho. Comey temia ser acusado de ajudar Hillary no pleito se não avisasse. Mas foi desaconselhado pelo Departamento de Justiça porque o anúncio também interferiria na campanha e revelaria passos de investigações criminais em curso. A equipe do FBI já sabia do conteúdo desde o começo de outubro. Não se sabe ao certo se as novas revelações influenciarão na decisão dos eleitores no dia 8. Mas após o anúncio da reabertura das investigações, a diferença entre Trump e Hillary diminuiu, segundo algumas pesquisas. Levantamento da ABC News/Washington Post divulgada no domingo apontou apenas um ponto percentual de vantagem a Hillary sobre seu  

Usinas eólicas e termelétricas evitam o racionamento de energia no Nordeste


Os reservatórios do Nordeste estavam com pífios 11,01% de suas capacidades, um percentual um pouco superior ao daquele observado em 2001 (8,41%.), ano em que houve o racionamento da era Fernando Henrique Cardoso. Os dados são do último relatório do Operador Nacional do Sistema (ONS), atualizado até quinta-feira passada, Deve-se prestar atenção especialmente na situação do reservatório de Sobradinho, responsável por 58,2% da geração de energia da região. Sobradinho se encontra com magros 7,62% de reservação. Existe risco de racionamento? Não, por causa do incremento da energia eólica, responsável por 40% da energia consumida no Nordeste e da geração térmica, que responde por 28%. Além, é claro, da economia, ainda patinando.

Justiça aprova plano de recuperação judicial do grupo OAS



O grupo OAS informou em nota nesta segunda-feira (31) que o Tribunal de Justiça de São Paulo aprovou o plano de recuperação judicial da companhia. A 2ª Câmara Reservada de Direito Empresarial julgou 19 agravos movidos por credores contra o plano, e acolheu parcialmente dois, de acordo com o grupo. "A decisão do Tribunal de Justiça põe fim às incertezas do processo de recuperação da empresa, pois permite concluir os compromissos pactuados com os credores e destravar o futuro da empresa", disse Josedir Barreto, diretor financeiro do grupo, no comunicado. O plano de recuperação da OAS foi aprovado em assembleia geral de credores em 17 de dezembro de 2015. Em janeiro deste ano, a dívida total da OAS variava entre R$ 9 bilhões e R$ 11 bilhões conforme a cotação do dólar, porque a maior parte está em moeda estrangeira. De acordo com a companhia, dos cerca de 3.000 que detinham créditos das empresas do grupo, 19 recorreram à Justiça "para alterar a repactuação sancionada naquela ocasião, sob o argumento de que as condições de pagamento estipuladas para os credores de mesma classe apresentavam distinções entre si". O grupo alega que o agrupamento de credores integrantes de uma mesma classe não foi feito de forma arbitrária. "Os critérios de diferenciação eram claros e transparentes e visavam a resguardar as prerrogativas, garantias e direitos que cada um possuía no âmbito das obrigações originalmente pactuadas com as empresas do Grupo OAS", disse na nota. O comunicado diz ainda que a OAS quitou, no dia 2 de maio, "a primeira obrigação de pagamento aos credores fornecedores e financeiros, destinando R$ 20 milhões ao cumprimento dessas obrigações" e, assim, "está adimplente com suas obrigações". A companhia afirma que a recuperação judicial "evitou o colapso financeiro das empresas" do grupo, que prevê um faturamento de R$ 4,4 bilhões para 2016. Além de estar envolvida na Operação Lava Jato, que investiga esquema de corrupção na Petrobras, as OAS foi implicada também na operação Greenfield, que apura irregularidades em fundos de pensão de estatais. Em setembro, a Justiça Federal no Distrito Federal homologou um acordo firmado entre a OAS e o Ministério Público Federal que prevê a reserva de R$ 240 milhões pela empresa em troca do desbloqueio de bens da companhia. O valor será usado para ressarcir eventuais prejuízos ao fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal, o Funcef, em caso da condenação dos réus neste caso. Os executivos da OAS também se comprometem a comparecer perante o Ministério Público Federal e a Polícia Federal sempre que chamados a prestar esclarecimentos, mesmo que de maneira informal.

Prova do Enem será adiada para 191 mil participantes


Ao todo, 191.494 alunos inscritos para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) terão as provas adiadas por causa das invasões dos estudantes esquerdopatas em escolas e locais de prova. O Ministério da Educação anunciou nesta terça-feira que, para esses estudantes, a prova que seria realizada neste fim de semana (5 e 6 de novembro) foi transferida para 3 e 4 de dezembro. Segundo o MEC, os estudantes afetados pelas invasões não serão prejudicados. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo exame, são 304 locais de aplicação de prova invadidos no País. Segundo o MEC, os inscritos afetados pelas ocupações serão avisados pelo Inep por meio de SMS, e-mail e divulgação no site. Será possível, ainda, acessar o aplicativo Enem 2016 ou se informar pelo 0800 616161. A nova aplicação da prova será feita em tempo hábil para a utilização dos resultados no SISU, Fies e Prouni. Do ponto de vista da prova, os novos itens serão equivalentes, de modo a garantir a isonomia do Enem.

Repatriação de dinheiro mantido no Exterior deve bater expectativa do governo


No último dia do prazo final para a regularização de ativos no Exterior, o governo já tinha chegado próximo da meta de arrecadação de 50 bilhões de reais com a chamada Lei da Repatriação. Os contribuintes tinham até a meia-noite desta segunda-feira para declarar seus bens no Exterior mantidos até dezembro de 2014. Isso podia ser feito pagando o imposto devido e mais uma multa que, somados, equivalem a 30% da riqueza sonegada. Com os valores arrecadados chegando a quase 50 bilhões de reais, o total de Declarações de Regularização Cambial e Tributária (Dercat) entregues à Receita Federal até a noite de domingo ultrapassava o volume de 160 bilhões de reais em ativos regularizados. O grande volume demonstrou que, ao contrário de outros países que não tiveram tanto sucesso, o modelo adotado pelo Brasil funcionou por ter alíquotas em níveis próximos das alíquotas normais do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF). Pelo programa, os contribuintes que enviaram dinheiro ao Exterior sem declarar à Receita podem trazer os recursos de volta ao País pagando alíquota de Imposto de Renda de 15%, mais multa de 15%. A lei prevê anistia às pessoas que aderirem ao programa dos crimes de evasão de divisas, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e falsificação de dados. “Tal adesão só foi possível porque os contribuintes que tinham recursos sonegados têm alta percepção do risco de que, se não regularizarem, serão identificamos e autuados pela fiscalização da Receita”, disse uma fonte: “Isso mostra um Fisco forte, com instrumentos para identificar recursos no Exterior a partir de 2017". Na avaliação do governo, o ritmo de declarações no início de outubro foi prejudicado pelas tentativas de alteração na lei pela Câmara dos Deputados. A Câmara o faria por meio de um projeto que, entre outras medidas, adiava o prazo final do programa para novembro. “Várias notícias sobre prorrogação e alteração do modelo criaram expectativas indevidas”, acrescentou a fonte. Na última sexta-feira, a secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, adiantou que o dinheiro extra da Lei de Repatriação será usado para quitar os chamados “restos a pagar” em aberto de obras e programas que deveriam ter sido pagos em anos anteriores. No mesmo dia, a juíza federal substituta Diana Maria Wanderlei da Silva, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, negou pedido da mulher do deputado cassado Eduardo Cunha, Cláudia Cordeiro Cruz, para participar do programa.

Zeca Dirceu, filho do bandido petista mensaleiro José Dirceu, também é investigado por corrupção e lavagem de dinheiro


O deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR), filho do ex-ministro-todo-poderoso e bandido petista mensaleiro José Dirceu, foi fisgado pela Operação Lava Jato. O parlamentar é investigado pela prática dos crimes de corrupção passiva, tráfico de influência e lavagem de dinheiro. O inquérito, que está em segredo de Justiça e será conduzido pela Polícia Federal em Brasília, foi instaurado no último dia 18 de outubro a partir de uma decisão proferida pelo ministro Teori Zavascki, relator dos processos do Petrolão do PT no Supremo Tribunal Federal. De acordo com os investigadores da Lava Jato, a Hope Recursos Humanos pagou para José Dirceu e seus aliados propinas de 1,5% dos contratos assinados com a Petrobras. A empresa faturou 3,5 bilhões de reais com a diretoria de serviços da estatal — que era comandada pelo petista Renato Duque, preso em Curitiba e apaniguado do ex-ministro da Casa Civil. Parte do dinheiro desviado, segundo procuradores, foi direcionado à campanha de Zeca Dirceu à Câmara dos deputados em 2010. Naquele ano, o parlamentar recebeu uma doação de 10 000 reais de Raul Andres Ortuzar Ramirez, diretor da Hope Recursos Humanos. A Procuradoria Geral da República suspeita que esses recursos foram descontados da conta dos pixulecos da Hope destinados a José Dirceu. Durante as buscas e apreensões realizadas nos escritórios da empresa Hope Recursos Humanos, no Rio de Janeiro e em São Paulo, foram encontrados documentos que indicam que “doações eleitorais para a campanha de José Carlos Becker de Oliveira e Silva (conhecido como Zeca Dirceu) à Câmara dos Deputados foram originárias dos ajustes espúrios envolvendo as contratações direcionadas da empresa Hope Recursos Humanos com a Petrobras (através da atuação do então Diretor de Serviços Renato Duque) e que se revelaram como um meio de branquear a propina decorrente desse esquema”. Para esclarecer os fatos, a Polícia Federal deverá ouvir até o fim deste ano o deputado federal Zeca Dirceu e representantes da Hope Recursos Humanos, além do lobista Milton Pascowitch, que delatou o esquema de pagamentos de propinas que encheu os bolsos do ex-ministro petista. Se for denunciado e considerado culpado, Zeca Dirceu poderá pegar até 27 anos de prisão. José Dirceu foi condenado em maio pelo juiz Sergio Moro a 23 anos de reclusão. Pai e filho, que hoje estão separados, poderão voltar a dividir o mesmo espaço.

Fraude em concurso para promotor do Ministério Público gaúcho anula o certame e lança suspeita sobre toda a comissão

O Ministério Público do Rio Grande do Sul viu-se obrigado a cancelar, nesta segunda-feira (31), a prova do concurso para promotor de Justiça realizada no dia 23 de outubro. A decisão foi tomada na tarde desta segunda-feira, em reunião da comissão interna responsável pela elaboração do exame. Como não foi divulgado o nome do membro da comissão responsável pela elaboração das questões que foram fraudadas (plágio), ficam expostos todos os nomes dos membros que integra a referida comissão. Inicialmente, o Ministério Público gaúcho havia optado por cancelar apenas as dez questões de processo penal que, segundo o órgão, foram plagiadas de provas de outros Estados. Para evitar discussões judiciais, porém, o órgão optou pela anulação integral do concurso. Conforme o procurador-geral de Justiça do Estado, Marcelo Dornelles, um procurador de Justiça do Estado (que não teve o nome divulgado) foi o responsável pela elaboração das perguntas. "Para nós foi uma surpresa. Ao invés de elaborar as questões, ele captou questões feitas em outros concursos. Nós entendemos que isso não poderia acontecer e, por isso, anulamos o concurso", explica. O órgão suspendeu os pagamentos ao procurador e encaminhou os dados para a Corregedoria Geral do Ministério Público, que vai instaurar uma investigação contra ele. A nova prova foi marcada para o dia 26 de março. Os candidatos que decidirem não realizar o concurso terão a taxa de inscrição reembolsada. O concurso prevê o preenchimento de 15 vagas para o cargo de promotor de Justiça. O salário inicial é de R$ 22,2 mil. A prova foi composta por 100 questões objetivas, sendo 70 de conhecimentos jurídicos e 30 de língua portuguesa. Os membros do Ministério Público do Rio Grande do Sul e de fora da instituição que ficam expostos são os seguintes: Marcelo Lemos Dornelles, (procurador geral de Justiça do Rio Grande do Sul e presidente da comissão; Ruben Giugno Abruzzi, corregedor-geral do Ministério Público do Rio Grande do Sul; Antonio Carlos de Avelar Bastos, procurador de Justiça; Heloisa Helena Zigliotto, procuradora de Justiça; Luciano de Faria Brasil, promotor; Vera Lúcia da Silva Sapko, promotora; José Francisco Seabra Mendes Junior, promotor; Carlos Otaviano Brenner de Moraes, representante da OAB; Pedro Henrique Poli de Figueiredo, auditor substituto de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul: Sérgio Menuzzi (professor de português; este não é suspeito devido à sua especialidade). A íntegra do edital de constituição do concurso para promotor de Justiça do Rio Grande do Sul anulado vai abaixo:
MINISTÉRIO PÚBLICO PROCURADORIA-GERAL DE JUSTIÇA XLVIII CONCURSO PARA INGRESSO À CARREIRA DO MINISTÉRIO PÚBLICO EDITAL Nº 94/2016 COMISSÃO DO CONCURSO TORNO PÚBLICO que a Comissão do XLVIII CONCURSO PARA INGRESSO À CARREIRA DO MINISTÉRIO PÚBLICO é composta pelos seguintes integrantes: Dr. MARCELO LEMOS DORNELLES, Procurador-Geral de Justiça, Presidente da Comissão; Dr. RUBEN GIUGNO ABRUZZI, Corregedor-Geral do Ministério Público, examinador das disciplinas de Direito Institucional e Direito da Criança e do Adolescente; Dr. ANTONIO CARLOS DE AVELAR BASTOS, Procurador de Justiça, examinador da disciplina de Direito Processual Penal; Dra. HELOÍSA HELENA ZIGLIOTTO, Procuradora de Justiça, examinadora das disciplinas de Direito Civil, Direito do Consumidor, Direito de Empresa e Direito Registral; Dr. LUCIANO DE FARIA BRASIL, Promotor de Justiça, examinador das disciplinas de Direito Processual Civil e Direito Urbanístico; Dra. VERA LUCIA DA SILVA SAPKO, Promotora de Justiça, examinadora das disciplinas de Direito Ambiental e Direito Constitucional; Dr. JOSÉ FRANCISCO SEABRA MENDES JÚNIOR, Promotor de Justiça, examinador das disciplinas de Direito Eleitoral, Direito do Idoso e Direito das Pessoas com Deficiência; Dr. CARLOS OTAVIANO BRENNER DE MORAES, Representante da OAB- RS, examinador da disciplina de Direito Penal; Dr. PEDRO HENRIQUE POLI DE FIGUEIREDO, Professor Universitário, examinador das disciplinas de Direito Administrativo, Direito Municipal, Direito Financeiro e Direito Tributário; e o Prof. SÉRGIO MENUZZI, Professor Universitário, examinador da disciplina de Língua Portuguesa (Portaria nº 1321/2016). TORNO PÚBLICO, ainda, que a Comissão Executiva do XLVIII Concurso para Ingresso à Carreira do Ministério Público é formada pelos seguintes integrantes: Dr. BENHUR BIANCON JUNIOR, Promotor-Secretário; o servidor CHARLES MASIERO, Gerente; e as servidoras ANDRÉIA CARDOSO BARTH, LÍVIA MARTINEWSKI DREHER e SANDRA MÁRCIA BORGES CORRÊA, executoras (Portaria nº 1322/2016). TORNO PÚBLICO, por fim, a abertura de prazo de 5 (cinco) dias para pedido de reconsideração do presente edital. PROCURADORIA-GERAL DE JUSTIÇA, em Porto Alegre, 14 de junho de 2016. BENHUR BIANCON JUNIOR, Promotor-Secretário da Comissão do Concurso. 
O próprio edital dá algum indicativo de quem possa ter sido o autor da fraude, mas os gaúchos agora deverão esperar pelo resultado da investigação a ser conduzida pela Corregedoria Geral de Justiça do Ministério Público gaúcho. O problema maior é que o próprio Corregedor Geral integra a comissão que será investigada. Também o próprio procurador geral de Justiça será investigado pela Corregedoria Geral, por fazer parte da comissão de concurso anulado.