segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Montadoras têm a pior produção para outubro em 13 anos


A Anfavea divulgou que foram produzidos 174,2 mil veículos no País, numa queda de 15,1% na comparação anual, as montadoras terminaram o mês passado amargando o outubro mais fraco em termos de atividade do setor em 13 anos. Em relação a setembro, quando o resultado foi, em parte, comprometido pela parada de produção nas fábricas da Volkswagen que se estendeu na primeira quinzena daquele mês, houve alta de 2,3% na produção de carros de passeio, utilitários leves, caminhões e ônibus. O desempenho leva para 1,74 milhão de veículos o total fabricado pelas montadoras desde janeiro, também no menor volume, entre períodos equivalentes, desde 2003. Frente aos dez primeiros meses de 2015, o corte na produção foi de 17,7%, num reflexo do esforço das montadoras para normalizar estoques e adequar o ritmo das linhas de montagem a um mercado menor.

Abstenção no Enem no Rio Grande do Sul chegou a 30% dos candidatos


O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) levou 5.848.619 estudantes a fazerem as provas neste final de semana. Ao todo estavam inscritos 8.356.215, numa abstenção total de 30%, número maior do que o verificado em 2015, quando 27,6% dos candidatos não compareceram. Dos 417.530 inscritos no Rio Grande do Sul, 30,8% não fizeram as provas. O número também é superior ao verificado no ano passado, quando a abstenção chegou a 26,5%. De acordo com balanço divulgado pelo Ministério da Educação, 768 candidatos foram eliminados em todo o Brasil por desrespeito às regras do exame. Em 2015 foram 740 eliminações. O ministro da Educação, Mendonça Filho, considerou o exame "um sucesso" e disse que o adiamento das provas para dezembro para 271 mil estudantes foi a decisão mais segura. O motivo para a nova data é a invasão das escolas que receberiam o Enem neste fim de semana. O delegado federal Franco Perazzoni também participou da entrevista coletiva, em Brasília, para apresentar balanço das operações realizadas hoje pela Polícia Federal para combater fraudes no Enem.

O poderoso chefão Lula reuniu deputados e uma senadora para tentar evitar racha na organização criminosa

O poderoso chefão da orcrim petista e ex-presidente Lula reuniu-se no início da tarde desta segunda-feira com 47 deputados federais, a senadora Regina Sousa (PI) e com o presidente nacional do PT, o comunista Rui Falcão (ex-dirigente do POC), em um hotel na Vila Mariana, na capital paulista (mesmo depois de todos os escândalos, o PT continua fazendo enormes gastos com suas reiteradas reuniões em hotéis regiamente pagos). A reunião foi convocada para discutir os rumos da legenda, que na quinta e sexta-feiras promove reunião do Diretório Nacional em Brasília para definir a forma de escolha da nova direção do partido. A idéia do poderoso chefão da orcrim petista, Lula, é integrar a bancada petista para evitar um racha na legenda e uma debandada de políticos filiados frustrados com as denúncias da Lava Jato, o impeachment da mulher sapiens Dilma Rousseff e os baixos resultados nas eleições municipais.

Gilmar Mendes contesta opiniões de Moro sobre abuso de autoridade e foro especial

Bem, o ministro falou o que tinha de ser falado; algumas teses de Moro são mesmo exóticas e precisam, ao menos, ser debatidas

Por Reinaldo Azevedo - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral e ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, rebateu a sugestão feita pelo juiz Sergio Moro de reduzir o foro privilegiado para apenas os presidentes dos três Poderes. O ministro citou o jornalista americano H. L. Mencken: “Para todo problema complexo, uma solução simples é geralmente errada”. Mendes classificou como uma “bobagem” o discurso de que a primeira instância é boa, e o Supremo, ruim. Ele lembrou que, no julgamento do mensalão, o caso andou mais rapidamente na Corte do que no juízo de primeiro grau. Gilmar Mendes fez críticas também às declarações de Moro sobre o momento para se votar a proposta do abuso de autoridade. Afirmou o ministro: “É muito interessante isso: quem é o juiz do tempo? São eles? Esse projeto é de 2009, e a lei que regula o abuso é de 1965, portanto totalmente ultrapassada”. Só lembrar: Moro defendeu essas teses em entrevista publicada domingo pelo Estadão. Embora tenha evitado uma crítica explícita ao Supremo, sobrou a implícita: há a sugestão de que o tribunal é mais lento. Bem, Mendes tem razão, sim: há processos derivados do mensalão e que foram para a primeira instância que estão sem resposta até hoje. Mais: cumpre lembrar que um julgamento feito pelo Supremo não tem recurso a instância superior. Considerando os prazos recursais a partir da primeira instância, a crítica é realmente improcedente. Cumpre lembrar que, no caso dos réus do mensalão, havia apenas três pessoas com foro especial: Waldemar Costa Neto, João Paulo Cunha e Pedro Henry. Em razão disso, o Supremo decidiu julgar as 38 pessoas: 25 condenações, 12 absolvições e o envio de um caso para a primeira instância. Naquela ocasião, foram mandadas para a cadeia, mesmo sem foro especial, pessoas como José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares. E todos aplaudiram o Supremo. Os réus tentavam migrar, então, para a primeira instância justamente em busca dos recursos a que não teriam direito no STF. É bem provável que o publicitário Marcos Valério e a banqueira Kátia Rabello ainda estivessem soltos se julgados pela primeira instância. É preciso pôr um ponto final a um mais do que indiscreto movimento para demonizar a corte máxima do país. Que se mudem as leis que não parecerem boas, ora essa, mas sem embates que têm uma natureza obviamente política. Quanto a não ser hora de votar uma lei que puna abuso de autoridade, dizer o quê? O abuso de autoridade, que eu saiba, não tem hora para acontecer. Assim sendo, também não tem hora para ser combatido. Ou será que erro em alguma coisa?