sábado, 19 de novembro de 2016

Clube uruguaio desiste de contratar filho caçula de Lula

O modesto clube uruguaio Juventud de Las Piedras desistiu de um “badalado” reforço brasileiro: o preparador físico Luís Cláudio da Silva, o filho caçula do ex-presidente Lula. Depois de anunciar a contratação de Luís Cláudio em seu site oficial, o clube recuou. Para o presidente do clube, Yamandú Costa, houve um “problema de comunicação”. “Nós nunca noticiamos a contratação do sr. Luís Claudio. Divulgamos apenas a visita que ele fez às nossas instalações”, disse Costa. Embora o dirigente afirme oficialmente que não houve contratação, duas razões explicam a mudança de posição do Juventud. O primeiro motivo foi a enorme controvérsia que a informação causou, dentro e fora do Uruguai. Dirigentes do clube ficaram assustados com a repercussão negativa do acerto, que poderia ser visto como uma preparação para a saída da família da Silva do Brasil. A segunda razão foi financeira. Com folha salarial modesta, de cerca de 100.000 dólares (340.000 reais), o 10º colocado do Campeonato Uruguaio não teria condições de bancar a remuneração mensal de 25.000 reais pedida pelo preparador físico. O site do Juventud de Las Piedras anunciou o acerto no dia 18 de outubro, informando a “recente chegada à instituição pedrense do professor Luís Lula Da Silva (filho) para trabalhar no futebol e desenvolvimento social” do nosso clube. Segundo o presidente, porém, houve um problema na divulgação da visita de três dias que o brasileiro fez à sede do time para conhecer o projeto de formação de atletas. O Juventud de Las Piedras chegou a ele por indicação da área de relações internacionais do clube, que, segundo Costa, é conduzida por brasileiros. O gerente Rodrigo Lubetkin conheceu o filho de Lula em um simpósio em São Paulo. O caçula do ex-presidente acumula passagens por Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos. Foi estagiário em departamentos amadores e auxiliar de preparador físico. Depois de cinco anos, em 2011, abriu a própria empresa. A notícia da contratação causou estranheza até entre parceiros do clube do Uruguai. Nos últimos dois anos, o Juventud de Las Piedras realizou amistosos no Rio Grande do Sul, o que estreitou o relacionamento com Francisco Novelletto, presidente da Federação Gaúcha de Futebol (FGF). “O Juventud é um clube modesto. Não tem bala para essa contratação”, afirmou. O clube de Las Piedras foi o primeiro time do interior (na verdade, é um município colado à capital Montevidéu) a chegar à elite e tem um título da terceira divisão (1995) e outro da segunda (1999). Na virada dos anos 2000, alternou altos e baixos, mas se firmou em 2012. Em 2014/2015, o clube conseguiu se classificar para a Copa Sul-Americana, mas a experiência só durou quatro jogos.

Polícia Federal apreendeu jóias, lancha de R$ 5 milhões e mais riquezas do peemedebista Sérgio Cabral


A Operação Calicute, nova fase da Lava Jato que prendeu o ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB), apreendeu joias, relógios e até uma lancha avaliada em R$ 5 milhões, cuja propriedade é atribuída ao peemedebista. Um relatório da Polícia Federal aponta que o ex-governador peemedebista Sérgio Cabral é dono de uma lancha avaliada em R$ 5 milhões e de um helicóptero, vendido em julho deste ano. De acordo com o documento, a lancha batizada de Mahattan Rio fica guardada na marina do Condomínio Portobello, em Mangaratiba, na Costa Verde. Ali a família Cabral tem casa de veraneio e costuma realizar festas e receber convidados. Um dos eventos custou R$ 81.160,00. A lancha está em nome de Paulo Fernando Magalhães, ex-assessor de Cabral, também preso nesta quinta-feira.


O peemedebista foi preso em sua casa, no Leblon, zona sul do Rio de Janeiro. Contra o ex-governador foram expedidos dois mandados de prisão: um da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro e outro da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba. A investigação da força-tarefa do Ministério Público Federal apura pagamento de vantagens indevidas a Sérgio Cabral, em decorrência do contrato celebrado entre a Andrade Gutierrez e a Petrobrás, sobre as obras de terraplanagem no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). A força-tarefa da Lava Jato, no Rio de Janeiro, investiga corrupção na contratação de diversas obras conduzidas no governo do peemedebista, entre elas, a reforma do Maracanã para receber a Copa do Mundo de futebol de 2014, o PAC Favelas e o Arco Metropolitano, financiadas ou custeadas com recursos federais. De acordo com a Procuradoria, apura-se, que, além das empreiteiras Andrade Gutierrez e Carioca Engenharia, outras empresas consorciadas para a execução das obras também teriam efetuado pagamentos de valores solicitados a título de propina, em patamar preliminarmente estimado em R$ 224 milhões. Segundo a investigação da Lava Jato, o ex-governador peemedebista do Rio de Janeiro recebeu R$ 500 mil de mesada da Carioca Engenharia em seu segundo mandato (2010-2014). No primeiro (2007-2010), R$ 200 mil. Já a Andrade Gutierrez desembolsou R$ 350 mil em um ano. No total, a primeira empresa pagou R$ 32,5 milhões em propina e a segunda, R$ 7,7 milhões, de 2007 a 2014. Em algumas ocasiões, para não levantar suspeitas, foram feitos, além de repasses em espécie, depósitos fracionados em contas de Cabral, de R$ 10 mil. A investigação da força-tarefa da Operação Lava Jato, no Rio, apontou que a propina destinada ao ex-governador do Rio de Janeiro pagou R$ 1.070,00 em cachorros-quentes para a festa do filho do peemedebista. 

Força tarefa da Operação Lava Jato pede autorização para analisar conteúdo das caixas "praia" e "sítio" pertecentes a Lula


A força-tarefa da operação Lava Jato pediu ao juiz federal Sérgio Moro que determine uma análise do conteúdo das caixas "praia" e "sítio". Elas estão guardadas na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP), e contêm parte do acervo do poderoso chefão da orcrim petista e ex-presidente Lula (2003/2010). Uma outra parte dos bens que o petista chama de "tralhas" e alega ter recebido de presente quando exerceu seus dois mandatos está acondicionada em um cofre no Banco do Brasil, no centro velho de São Paulo. "Praia" e "sítio" seriam referências ao tríplex do Guarujá e ao Sítio Santa Bárbara, em Atibaia, no interior paulista, segundo os investigadores da Lava Jato. Os dois imóveis são alvos de investigação sobre o ex-presidente. Lula é acusado corrupção passiva e lavagem de dinheiro no esquema de cartel e propinas na Petrobras. Denúncia do Ministério Público Federal sustenta que ele recebeu R$ 3,7 milhões em propinas - de um valor de R$ 87 milhões de corrupção na estatal petrolífera - da empreiteira OAS, entre 2006 e 2012. As acusações contra Lula são relativas ao suposto recebimento de vantagens ilícitas da OAS por meio de um tríplex no Condomínio Solaris, no Guarujá, litoral de São Paulo, e ao armazenamento de bens do acervo presidencial, mantidos pela Granero de 2011 a 2016. O petista também é investigado pela suposta propriedade do Sítio Santa Bárbara, em Atibaia. Os investigadores suspeitam que o petista é o verdadeiro dono da propriedade rural que recebeu benfeitorias patrocinadas por empreiteiras, entre elas a OAS e a Odebrecht, e pelo pecuarista José Carlos Bumlai - amigo do ex-presidente que foi preso no dia 24 de novembro na Operação Passe Livre, desdobramento da Lava Jato. Em ofício a Moro, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC pediu que "o depósito onde estão armazenados os bens do acervo pessoal do ex-presidente, anteriormente armazenados na Granero Transportes' fosse liberado. O sindicato informou que o local está lacrado. A Polícia Federal afirmou em laudo anexado à Lava Jato que o depósito "não possui condições de segurança que permitam que seja lacrado, haja vista que o local é compartilhado com outras utilizações". Com base no laudo da Federal, a Procuradoria da República pediu "a intimação do solicitante (Sindicato dos Metalúrgicos do ABC) para que informe se há separação física do local onde estão armazenados os bens (mediante comprovação fotográfica, inclusive), pugna seja determinada a preservação física das caixas, no estado em que se encontram, uma vez que se trata de elementos probatórios de crimes em apuração na ação penal". "Ao mesmo tempo, requer a intimação da autoridade policial subscritora do laudo para que informe se e em que termos foi realizada a lacração do depósito", diz o ofício da força-tarefa. "Considerando o constante da decisão prolatada, requer seja determinada a verificação e análise do conteúdo, ainda que por amostragem, das caixas em que estão grafadas as palavras 'Praia' e 'Sítio', tendo em vista possível interesse dos objetos para as investigações em curso." Lula sempre negou ser proprietário do apartamento do Guarujá e do sítio localizado em Atibaia.

Adriana Ancelmo, advogada, mulher do ex-governador preso Sérgio Cabral, ela é uma grande suspeita


A mulher do ex-governador preso do Rio de Janeiro, Sergio Cabral (PMDB), Adriana Alcelmo, foi alvo de condução coercitiva na quinta-feira (17), ou seja, conduzida à força pela Polícia Federal para depor sobre as investigações que culminaram na prisão do marido pela Operação Lava Jato. Ela é citada nos dois despachos que decretaram a prisão preventiva de Sergio Cabral: um do juiz Sergio Moro, de Curitiba, e outro do juiz Marcelo da Costa Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. Sérgio Cabral e mais oito foram presos na Operação Calicute, por suspeita de desvios em obras do governo estadual feitas com recursos federais. O prejuízo é estimado em mais de R$ 220 milhões. Adriana é suspeita de lavagem de dinheiro e de ser beneficiária do esquema criminoso. A ex-primeira dama é advogada e sócia-proprietária de um escritório de advocacia no Rio de Janeiro. No âmbito da Operação Lava Jato, os investigadores identificaram pagamentos feitos por Adriana em dinheiro vivo e afirmam que a lavagem se daria pela aquisição de bens, também com pagamentos ou depósitos em espécie. Segundo o Ministério Público Federal, onze pagamentos feitos por Adriana a fornecedores ocorreram entre dezembro de 2009 e agosto de 20015, totalizando R$ 949.985,01. Entre os objetos comprados estão móveis, dois mini bugs e equipamentos gastronômicos. “Pagamentos vultosos em espécie, embora não sejam ilícitos, constituem expediente comumente utilizado para prevenir rastreamento e ocultar transações financeiras”, escreveu o juiz Sergio Moro. Para Moro, as transações parecem ter sido feitas de forma a evitar uma possível fiscalização do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), que recebe informações relativas a movimentações superiores a R$ 10 mil. No caso de Adriana, depósitos para o pagamento de móveis em uma empresa de marcenaria foram feitos em parcelas de aproximadamente R$ 9 mil, em diversas parcelas e mais de uma parcela no mesmo mês. Segundo Moro, a “explicação provável” para as operações seria “a intenção de ocultação e dissimulação, indicativo da origem e natureza criminosa dos valores envolvidos”. Já no despacho de Marcelo Bretas, Adriana é citada como “Dri” ou “Adri”, como ela estaria identificada em e-mails e documentos contendo os beneficiários dos repasses de valores por Carlos Bezerra, apontado como um dos operadores financeiros do esquema. Segundo os investigadores, ela não foi apontada por delatores como participante dos acordos de propina, porém, seu nome foi relacionado a “episódios de repasse de dinheiro”. Os investigadores citam um pagamento de R$ 30 mil que teria sido feito a “Dri” pelo investigado Carlos Bezerra e dizem que a fatura de seu cartão de crédito foi paga por Sonia Baptista, que foi assessora parlamentar de Sérgio Cabral quando ele era senador. Eles também investigam depósitos em espécie de R$ 25 milhões, ainda sendo analisados, da empresa Trans-Expert. Uma cópia da declaração de imposto de renda de Adriana foi apreendida na sede dessa empresa. Ainda conforme os investigadores, a mulher de Sérgio Cabral tinha como clientes de seu escritório de advocacia empresas envolvidas nos repasses suspeitos, como o Banco Schain. Moro não decretou a prisão de Adriana, pois não houve pedido, mas mandou bloquear suas contas até o montante de R$ 10 milhões. No Rio de Janeiro, houve o pedido de prisão, que foi negado pelo juiz Marcelo da Costa Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, ele entendeu que Adriana “aparentemente foi diretamente beneficiada por ditos ilícitos”, porém, sua “eventual participação no esquema delituoso não justificaria a decretação de sua prisão temporária, sendo suficiente, por ora, a determinação de sua condução coercitiva para que preste imediatamente os devidos esclarecimentos aos órgãos de investigação”. “Trata-se de medida menos drástica e que poderia, dependendo da colaboração da investigada, substituir eficazmente a prisão temporária requerida”, decidiu o juiz. 

Governo Temer estuda ajudar os Estados mês a mês, com R$ 100 bilhões do BNDES


O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou nesta sexta-feira que o governo federal apresentará aos governadores proposta de socorro financeiro aos Estados na semana que vem, e está em estudo uma ajuda mês a mês, conforme os Estados cumpram metas fiscais. A União utilizaria para isso R$ 100 bilhões do BNDES, de empréstimos concedidos ao banco de fomento na gestão petista, e recursos que vieram da repatriação de bens no Exterior, com vistas a comprar ativos financeiros dos entes da federação. O modelo ainda não foi definido, mas o presidente Michel Temer pediu à equipe econômica que na próxima semana já possa receber governadores para comunicar a decisão. "Melhorou a situação no que diz respeito à possibilidade da ajuda para os Estados. O presidente tem notícias de que a área econômica já definiu fontes. Está cuidando da legalidade", declarou Padilha", estimando que na semana que vem o Planalto e a equipe econômica fechem como será o socorro financeiro às unidades da federação. Por meio do porta-voz da Presidência, o presidente Michel Temer anunciou que os governadores serão recebidos na próxima terça-feira, no Ministério da Fazenda. Na manhã desta sexta-feira, Temer reuniu-se, fora da agenda oficial, com a secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, e o ministro interino da Fazenda. O chefe da Casa Civil ressaltou que essa ajuda seria paga mês a mês, condicionada ao cumprimento de metas fiscais. Eliseu Padilha afirmou que os R$ 100 bilhões que o BNDES devolveria à União deverão ser usados nesse pacote, além dos recursos obtidos pelo governo federal com a repatriação de bens no Exterior. O uso dos R$ 100 bilhões era um pedido dos governadores à equipe econômica. Padilha não comentou se essa operação teria de passar pelo crivo do Tribunal de Contas da União. Quem defende a proposta sustenta que a medida não seria um empréstimo tradicional, mas somente compra de ativos financeiros, a fim de não gerar problemas fiscais. Na quinta-feira, a presidente do BNDES, Maria Silvia Bastos Marques, afirmou que desconhecia discussões para esse uso dos R$ 100 bilhões. "Nunca tive contato com o governo para discutir essa proposta. Se a União colocar isso, nós discutiremos. Os R$ 100 bilhões se destinam à redução da dívida pública, que é a questão mais urgente do País", disse Maria Silvia.

Operador da Odebrecht é preso na Espanha

A Polícia Federal confirmou a prisão do advogado Rodrigo Tacla Duran, em Madri. Apontado como um dos operadores das offshores criadas pelo “departamento de propina da Odebrecht”, que teria recebido R$ 36 milhões de empreiteiras investigadas na Lava Jato, entre elas, a UTC, Mendes Júnior e EIT, Duran estava nos EUA de onde partiu na terça-feira, dia 15, para Espanha em vôo comercial. O advogado era considerado foragido e figurava no rol dos procurados internacionais da Interpol. Vejam o que diz a Polícia Federal: "A Polícia Federal, através de seu Oficialato de Ligação na U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE) em Miami/EUA, recebeu informação das autoridades norte-americanas sobre a viagem de Rodrigo Tacla Duran para Madri. De posse dessa informação, o Escritório Central da Interpol em Brasília, acionou a Adidância da Polícia Federal na Espanha, que, por sua vez, movimentou as autoridades espanholas para localizar e prender o foragido, fato que se concretizou no início da noite desta sexta-feira. Após as comunicações oficiais deverá ser iniciado o processo para que Rodrigo Tacla Duran seja trazido ao Brasil, a fim de que possa responder pelos crimes que lhe são imputados pela Operação Lava Jato". (O Antagonista)