domingo, 19 de novembro de 2017

Antes do fim do ano Senado deve votar projeto que libera a jogatina no Brasil, cassinos e afins


Projeto do senador Ciro Nogeuira (PP-PI), que legaliza o jogo no Brasil, deve ser votado ainda este ano no Senado, segundo admitiu o presidente da Casa, senador Eunício Oliveira, em resposta ao pedido de quinze governadores que se reuniram em Brasília dias atrás. A estimativa é que a legalização pode gerar de R$12 bilhões a R$18 bilhões em impostos por ano.

O jogo de azar está proibido no Brasil desde os anos 1950, por decisão do então presidente Eurico Gaspar Dutra e influência da mulher dele, muito religioosa e muito ciumenta também: ela não queria que o marido fosse atraído aos espetáculos musicais protagonizado por belas mulheres em cassinos do Rio de Janeiro. Atualmente, o Brasil é o único País não muçulmano do mundo que mantém o jogo proibido.

O projeto teve relatório favorável do senador Benedito de Lira (PP-AL) e prevê a legalização do jogo do bicho, bingo, vídeo-bingo, apostas esportivas e não esportivas e cassinos online ou em complexos de lazer integrados. Parte dos impostos arrecadados nas apostas iria para a segurança pública, mas Eunício de Oliveira condiciona sua aprovação à destinação de recursos também para educação.

Banco Santander está denunciado na Operação Zelotes


O Ministério Público Federal apresentou denúncia contra um auditor da Receita Federal, um diretor da área fiscal do banco Santander e mais duas pessoas no âmbito da Operação Zelotes, que apura crimes cometidos junto ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). A denúncia foi apresentada à 10ª Vara Federal de Brasília, que conduz a Operação Zelotes. O auditor Eduardo Cerqueira Leite e o diretor do Santander, Reginaldo Antônio Ribeiro, são acusados de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

De acordo com os procuradores que assinam a peça, os crimes aconteceram em 2013 e 2014. Segundo os procuradores, o auditor da Receita, Eduardo Cerqueira Leite, tinha conhecimento sobre tributação envolvendo instituições bancárias e cobrou propina por atos que tomaria no exercício do cargo. Pela denúncia, o Santander teria se beneficiado de decisões favoráveis tomadas no âmbito da Delegacia Especial da Receita de Instituições Financeiras em São Paulo (Deinf-SP) através de um contrato simulado com um intermediário de Cerqueira Leite. O benefício do banco com as exonerações fiscais alcançadas, segundo a denúncia, chega a R$ 83 milhões.

Os procuradores do Distrito Federal incluíram na denúncia e-mails do auditor a intermediários que faziam os contatos com bancos. Segundo a denúncia, o Santander pagou quase R$ 5 milhões em contrato aos intermediários e ao auditor da Receita. Segundo a acusação, os crimes avançariam por 2015 não fosse a deflagração da Zelotes. 

Operação em Brasilia prendeu coronel policial militar envolvido em extorsão


O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios deflagrou a Operação Mamon, na terça-feira (14), prendendo o diretor do Departamento de Logística e Finanças da Polícia Militar, Coronel Francisco Eronildo Feitosa. O objetivo da ação foi desmantelar um grupo criminoso acusado de praticar crime de concussão, ou seja, extorsão praticada por funcionários públicos, contra empresários que prestavam serviços à Polícia Militar do Distrito Federal.

Em 2012, o coronel Francisco Eronildo Feitosa Rodrigues foi acusado de atentado violento ao pudor por molestar duas mulheres em um bar em Vicente Pires. Em 2014, ele foi encontrado com sinais de embriaguez, desmaiado em uma viatura oficial, com uma arma pistola .40 fora do coldre, em um posto de gasolina de Águas Claras. O militar teve que ser levado para casa por dois outros policias. O processo corre na Vara de Auditoria Militar do Tribunal de Justiça do Distrito Federal.

O grupo exigia dinheiro para liberar valores devidos pela Polícia Militar pelos serviços prestados pelos empresários, no âmbito do Departamento de Logística e Finanças da Polícia Militar. As investigações, realizadas com o apoio da Corregedoria ainda estão em curso

Cade aprova compra de 50% das ações da Itambé pela CCPR


A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou sem restrições que a Cooperativa Central dos Produtores Rurais de Minas Gerais (CCPR) exerça seu direito de preferência e adquira 50% das ações da Itambé, atualmente detidas pela Vigor Alimentos. Em acordo de acionistas com a Vigor, a CCPR tinha direito de preferência para comprar os 50% restantes da Itambé em caso de alteração indireta do controle do negócio, com eventual transferência de ações para terceiros.

A operação sucede a venda da Vigor Alimentos para a mexicana Lala pela JBS e sua controladora J&F no início de agosto, como parte de um plano de desinvestimentos do grupo brasileiro, que precisa pagar multa de 10,3 bilhões de reais por seu envolvimento em esquema de corrupção da investigado pela Operação Lava Jato. 

Petrobras conseguiu sair do prejuízo e apresentar um pequeno lucro de R$ 266 milhões no trimestre


A Petrobras registrou um lucro líquido de 266 milhões de reais no terceiro trimestre deste ano, revertendo prejuízo de 16,458 bilhões de reais no mesmo período de 2016. No trimestre anterior, o lucro foi de 316 milhões de reais. Nos nove primeiros meses do ano, a estatal acumulou lucro de 5,031 bilhões de reais, revertendo o prejuízo de 17,334 bilhões de reais de igual intervalo de 2016.

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, avaliou como positivo o resultado da empresa em nove meses. Ele destacou avanços realizados no período. Entre eles, ressaltou as métricas de segurança, que foram atingidas. Mas destacou que essas métricas serão revistas com o lançamento do novo planejamento estratégico. Ainda destacou o fluxo de caixa livre positivo por dez trimestres consecutivos, que chegou a 37,45 bilhões de reais em nove meses, 26% superior à marca de igual período do ano anterior.

Parente também ressaltou o aumento da produção no Brasil, de 2,7%. Incluindo a atividade em outros países, a produção média em nove meses foi de 2,77 milhões de barris de óleo equivalente por dia. As vendas de derivados no Brasil, de 1,95 milhão de barris por dia, caíram 6% em relação aos primeiros nove meses de 2016. A exportação de petróleo e derivados subiu 39% e a importação caiu 19%, na comparação acumulada no ano. O saldo líquido foi de 385 mil barris por dia.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da petroleira foi de 19,223 bilhões de reais, baixa de 13,65% em relação ao mesmo intervalo de 2016 e aumento leve de 1% ante o segundo trimestre deste ano. De janeiro a setembro, o Ebitda ficou praticamente estável, em 63,571 bilhões de reais, ante 63,905 bilhões de reais do mesmo período de 2016. A margem Ebitda ajustada ficou em 27%, ante 29% nos três meses imediatamente anteriores e 32% no mesmo intervalo do ano passado.

A receita de vendas somou 71,822 bilhões de reais no período, o que significa um aumento de 1,96% na comparação anual e de 7% na trimestral. O resultado financeiro líquido da estatal ficou negativo em 7,411 bilhões de reais no trimestre encerrado em junho, ante uma cifra negativa em 7,122 bilhões de reais de igual trimestre de 2016 e despesas financeiras líquidas de 8,835 bilhões de reais no segundo trimestre de 2017.

Os investimentos da Petrobras totalizaram 10,435 bilhões de reais no terceiro trimestre deste ano, o que representa um recuo de 14,88% ante igual intervalo de 2016 e de 9% em relação aos desembolsos do segundo trimestre. A maior parte dos investimentos foi direcionada à área de Exploração e Produção (E&P), que recebeu 8,543 bilhões de reais. Na sequência, apareceram os setores de Abastecimento, com aporte de 1,124 bilhão de reais, Gás & Energia, com 578 milhões de reais, Distribuição, com 82 milhões de reais, Biocombustível, com 17 milhões de reais, e Corporativo, com 91 milhões de reais.

Polícia Federal afirma que Jorge Picciani levou propina de R$ 58,58 milhões


O Ministério Público Federal na 2ª Região, apontou propina de R$ 58,58 milhões ao presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Jorge Picciani (PMDB), entre 15 de julho de 2010 e 14 de julho de 2015. Deste montante, o peemedebista identificado como “Platina” ou “Satélite” levou R$ 49,96 milhões a mando da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor) e R$ 8,62 milhões a mando do ex-governador do Estado Sérgio Cabral (PMDB).

Jorge Picciani foi levado a depor na Operação Cadeia Velha, desdobramento da Lava Jato, nesta terça-feira, 14. Seu filho Felipe Picciani foi preso pela Polícia Federal. Ele é irmão de Leonardo Picciani, ministro dos Esportes do Governo Michel Temer (PMDB).

O operador financeiro e delator da Lava Jato, Álvaro Novis, relatou que “os pagamentos efetuados a mando da Fetranspor para Picciani iniciaram na década de 90 e perduraram até a véspera da Operação Xepa da Lava Jato, em 2016, mas que só possuía parte das planilhas de pagamentos feitos a Jorge Picciani”.

Segundo o delator, o presidente da Fetranspor, José Carlos Lavoura, “lhe disse que o parlamentar recebia o valor total a ser distribuído entre os deputados da Alerj por ser o presidente do órgão”. “As entregas para Jorge Picciani, a mando de José Carlos Lavoura, foram feitas, na maior parte das vezes a Jorge Luiz Ribeiro, por meio da Transexpert, que usava veículos normais blindados. Jorge Luiz quando solicitava a entrega do dinheiro dizia para procurarem Manoel, codinome usado por ele”, relata a Procuradoria.

Também são investigados na Cadeia Velha os deputados Paulo Melo e Edson Albertassi, ambos do PMDB, e outros dez investigados por corrupção e outros crimes envolvendo a Assembleia. A pedido do Núcleo Criminal de Combate à Corrupção do Ministério Público Federal na 2ª Região, o desembargador federal Abel Gomes, relator dos processos da força-tarefa da Lava Jato, no Rio de Janeiro, no Tribunal Regional Federal da 2ª Região, ordenou as conduções coercitivas dos parlamentares, seis prisões preventivas e quatro temporárias e buscas e apreensões nos endereços de 14 pessoas físicas e sete pessoas jurídicas. A condução coercitiva dos deputados foi ordenada como alternativa inicial à prisão deles.

Jorge Picciani se manifestou sobre a ação da Polícia Federal. “O que aconteceu hoje com meu filho é uma covardia feita para atingir tão somente a mim. Felipe é um zootecnista, bom pai, bom filho, bom amigo, que trabalha de sol a sol e não tem atuação política. Todos que o conhecem o respeitam e sabem do seu caráter e correção”, escreveu.

“Nossa família atua há 33 anos no ramo da pecuária, onde ingressei antes de me eleger deputado. Com trabalho duro, nos transformamos numa das principais referências em alta genética do País. Trinta e três anos não são trinta e três dias. (…) “Em toda a minha carreira jamais recebi qualquer vantagem em troca de favores. A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro não atua a serviço de grupos de interesse, NÃO INTERFERE em aumento de tarifas (que é autorizado pela Agetransp) E NÃO VOTOU ISENÇÃO DE IPVA PARA ÔNIBUS, porque isso foi feito por decreto pelo ex-governador (decreto 44.568 de 17/01/2014), quando eu nem sequer tinha mandato. São portanto falsas as acusações divulgadas.” (…) “Não tenho nem nunca tive conta no exterior. Não conheço Álvaro Novis, nunca o vi, nem sei onde fica seu escritório. Tampouco conheço seus funcionários.”

“Meu patrimônio é absolutamente compatível com a renda oriunda das minhas atividades empresariais e isso já foi comprovado em investigação que durou dois anos e foi devidamente arquivada, em 2006, pela unanimidade – repito, pela unanimidade – dos votos do Conselho Superior do Ministério Público Estadual.”

“O tempo vai se encarregar de desmascarar essa covardia em curso A tentativa de me envolver não pode ser maior que os fatos”, finaliza Jorge Picciani.

A defesa de Jacob Barata Filho não teve acesso ao teor da decisão que originou a operação de hoje da Policia Federal e, por isso, não tem condições de se manifestar a respeito. A defesa pedirá o restabelecimento das medidas que foram ordenadas pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, que já decidiu que a prisão preventiva do empresário é descabida e pode ser substituída por medidas cautelares, que vêm sendo fielmente cumpridas desde então.

Testemunha do caso Fifa disse na Corte Federal do Brooklyn que a Rede Globo pagou propina por direitos de TV


O Grupo Globo foi citado por Alejandro Burzaco, ex-homem forte da companhia de marketing argentina Torneos y Competencias SA, como uma de seis empresas que pagaram propina para ganhar a concorrência dos direitos de transmissão de torneios internacionais. Em um dos depoimentos mais aguardados do julgamento do escândalo de corrupção da Fifa, em Nova York, o Fifagate, na Cortes Distrital Federal do Brooklyn, em Nova York, Buzarco disse que grupos de mídia, entre eles a Rede Globo e a brasileira Traffic, sua associada (inclusiva em emissoras de televisão no Interior de São Paulo) além da Televisa, do México, a americana Fox e a argentina Full Play fizeram pagamentos irregulares para obter vantagens. Ele foi ouvido como uma das testemunhas da acusação no julgamento de José Maria Marin, ex-presidente da CBF acusado de extorsão, fraude financeira e lavagem de dinheiro durante negociações de contratos com a Fifa.

A Rede Globo afirmou "veementemente" que "não pratica nem tolera qualquer pagamento de propina". Buzarco também é réu na investigação conduzida pela Justiça americana. Ex-diretor da Torneos y Competencias, empresa de marketing esportivo com sede em Buenos Aires, ele fechou um acordo de delação premiada com os promotores do caso e ainda aguarda a sua sentença. O empresário está em prisão domiciliar em Nova York desde que foi detido, há dois anos. Ele disse também que manteve a Fox Panamericans informada sobre o pagamento de propina -o grupo americano foi o único sobre o qual deu mais detalhes, alegando que sabiam de todos os passos do processo. Ele se referia então a contratos de transmissão da Copa Libertadores.

O empresário citou ainda o grupo Clarín, mas disse que este foi o único que não chegou a pagar propinas à Fifa. No tribunal do Brooklyn, diante dos jurados, Buzarco apontou para Marin, além de dois outros réus na corte, o paraguaio Juan Ángel Napout e o peruano Manuel Burga, afirmando que havia entregado dinheiro ilícito aos três. Marin, Burga e Napout são os únicos de quase 40 indiciados no caso que se declaram inocentes das acusações. 

O depoimento de Buzarco, portanto, é uma das principais armas da acusação no julgamento que acusa dirigentes do futebol mundial de receber até R$ 500 milhões em pagamentos ilícitos em paralelo a negociações de contratos com a Fifa ao longo das últimas duas décadas. 


Polícia Federal encontrou drogas e arma em endereços de deputados do Mato Grosso

A Polícia Federal encontrou drogas, jóias e uma arma em endereços ligados a deputados estaduais de Mato Grosso, alvos da Operação Malebolge. A operação baseia-se na delação premiada do ex-governador Silval Barbosa — aquela em que se filmou a romaria por maços de dinheiro no gabinete de Silval. Na casa de Itamara Cenci, ex-mulher de José Domingos Fraga, um dos deputados nos vídeos, foram achadas cápsulas de ecstasy “em formato de sorvete” e um envelope com 14,5 gramas de um pó branco não identificado. Na de Airton Rondina, que também aparece nas imagens, havia uma garrucha e cinquenta cartuchos de munição.

Ditador comunista Mugabe é destituído de seu próprio partido e tem ultimato para renunciar no Zimbabwe, ex-Rodésia


O ditador comunista do Zimbábue, o muito corrupto Robert Mugabe, de 93 anos, foi destituído do cargo de presidente de seu próprio partido, o governista e comunista Zanu-PF, e substituído pelo ex-vice-presidente Emmerson Manangagwa, neste domingo (19). O partido deu ainda ao ditador Mugabe até o meio-dia desta segunda-feira (20) para renunciar ao cargo de "presidente" ou enfrentar um impeachment. O Zimbabwe é a antigo Rodésia. Os comunistas destruíram a produtiva economia nacional montado pelo estado segregacionista branco, expropriando todos os donos de terras e de empresas. O Zimbabwe foi transformado em uma nação absolutamente miserável. Só o ditador Mugabe e sua corja de comunistas se esbaldam em gastos nababescos.

O comunista Mnangagwa deverá liderar um novo governo após sua eleição formal como chefe do partido no poder no próximo mês. Manangagwa igualmente foi nomeado candidato às eleições presidenciais previstas para 2018. No sábado (18), milhares de pessoas foram às ruas da capital, Harare, para pedir a saída de Mugabe do poder. "O camarada Robert Mugabe deve se demitir da presidência do Zimbábue e, se não fizer isso até segunda ao meio dia (...) o presidente do Parlamento iniciará o procedimento de destituição", declarou o porta-voz do Zanu-PF, Simon Khaye Moyo, depois de uma reunião de emergência do partido em Harare para discutir a profunda crise política do país. "O camarada Emmerson Mnangagwa foi eleito presidente e primeiro secretário do Zanu-PF e designado candidato do partido às eleições gerais de 2018", declarou Moyo. A primeira-dama do Zimbábue, a tremendamente corrupta Grace Mugabe, também foi expulsa do Zanu-PF.  "Grace está na lista de personalidades que vão ser excluídas do partido", informou o porta-voz do Zanu-PF. "A mulher de Mugabe e outros se aproveitaram da delicada situação para usurpar o poder e saquear os recursos do Estado", afirmou, por sua vez, outro dirigente do partido, Obert Mpofu.

Ainda neste domingo Mugabe se reuniu com os militares que assumiram o controle no país e o colocaram em prisão domiciliar. O objetivo dos militares é igualmente que o idoso ditador apresente sua renúncia. Pela manhã, os veteranos de guerra da independência do Zimbábue pediram igualmente a renúncia de Mugabe. "Ele deveria renunciar. Se não fizer, isso, o exército deve terminar logo com ele", afirmou o chefe da poderosa associação de veteranos de guerra, Chris Mutsvangwa, horas antes da reunião de Mugabe com os militares. 

Este partido político foi até agora um aliado fiel de Mugabe, de 93 anos, mas desde que o Exército tomou o controle do país, afirma que o ditador deveria se "aposentar para descansar como homem de Estado idoso que é". 

Promotoria do Rio de Janeiro quer anular a sessão da Assembléia que libertou Jorge Picciani


O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro protocolou na Justiça, no sábado (18), um mandado de segurança pedindo a anulação da votação de sexta-feira (17) da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Na sessão foi revogada a prisão dos deputados estaduais Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi, todos do PMDB. Os três deputados se entregaram à Polícia Federal na quinta-feira (16), após serem indiciados na Operação Cadeia Velha, que investiga o uso dos cargos públicos para corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, em combinação com as empresas de ônibus. 

No pedido o Ministério Público alega que o presidente em exercício da Alerj durante a sessão, deputado Wagner Montes (PRB), e a mesa diretora, ignoraram a liminar que determinava que a sessão fosse aberta para todos os cidadãos. O requerimento à Justiça pede a realização de uma nova sessão, que repita a votação, permitindo o acesso às galerias. Ao vedar o acesso dos cidadãos às galerias da Assembleia, o Ministério Público entende que os deputados “camuflaram” a sessão pública e, assim, desrespeitaram “os princípios mais basilares do Estado Democrático de Direito”.

O Ministério Público classificou os atos praticados pelo presidente em exercício da Alerj de arbitrários e ilegais, segundo a nota divulgada por sua assessoria. Na manhã deste domingo, Picciani anunciou que se afastará temporariamente (até fevereiro) da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro para cuidar de sua defesa e também da defesa do filho, o empresário Felipe Picciani.

Policial Militar com o filho no colo, ameaçado, saca a arma e mata dois assaltantes em farmácia


Um policial militar de folga reagiu a um assalto no sábado, 18, e, segurando o filho no colo, baleou e matou dois assaltantes dentro de uma farmácia localizada na cidade de Campo Limpo Paulista, vizinha a Jundiaí, no Estado de São Paulo. A ação do sargento Rafael Souza, do 49º Batalhão Metropolitano da Capital, durou 25 segundos e foi gravada pelo circuito interno de câmeras do estabelecimento.  No final da tarde de sábado, 18, o policial militar entrou na Bifarma, localizada na Praça Castelo Branco, no centro, com o filho pequeno de colo e a esposa, para comprar medicamentos. Enquanto o balconista atendia a sua esposa, entraram dois assaltantes com capuzes e armas em punho, anunciando o roubo.

Segundo relatos, um dos assaltantes, Jefferson Alves, de 24 anos, morador de Campo Limpo, apontou a arma na direção de Rafael, que se identificou como policial. De acordo com depoimento do sargento da PM, o suspeito tentou disparar contra ele. Na sequência, o policial revidou com a sua pistola. Durante os tiros contra Jefferson e o seu comparsa, o policial manteve a criança em seu braço esquerdo. Após os disparos, a mãe do garoto correu abaixada entre as gôndolas na direção ao marido, pedindo para ficar com a criança. Uma equipe médica da prefeitura de Campo Limpo Paulista compareceu ao local, mas os dois assaltantes já estavam mortos. Um deles não foi identificado pela polícia, porque não portava documentos. 

Juiz de Brasília condena Renan Calheiros à perda do mandato no caso de sua ex-amante Mônica Veloso


O juiz Waldemar Carvalho, da 14ª Vara Federal do Distrito Federal, condenou o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) à perda de mandato e suspendeu os direitos políticos do ex-presidente do Senado por improbidade administrativa, enriquecimento ilícito e recebimento de vantagem patrimonial indevida. O processo apurava se a empreiteira Mendes Junior pagou pensão alimentícia à jornalista Mônica Veloso, da Rede Globo, sua ex-amante, com quem o parlamentar tem uma filha. O escândalo eclodiu em 2007 e, na época, levou à renúncia de Renan Calheiros da presidência do Senado. As investigações revelaram que o parlamentar não tinha dinheiro suficiente para pagar a pensão. Renan teria apresentado documentos falsos para comprovar que tinha condições de arcar com a despesa. 

Em 2005, Renan Calheiros simulou um empréstimo com a locadora de carros Costa Dourada. Segundo a denúncia, o dinheiro extra na conta bancária serviria para comprovar que ele tinha renda suficiente para pagar do próprio bolso a pensão à filha. Além disso, Renan teria usado mais da metade da verba indenizatória do Senado, de R$ 12 mil por mês à época, para pagar a mesma empresa. Teriam sido sete pagamentos de R$ 6,4 mil. Segundo a denúncia, o contrato também era fictício, porque não ficou comprovado o fornecimento dos carros em contrapartida. Os repasses à locadora teriam sido realizados entre janeiro e julho de 2005.  

Morre aos 77 anos o estilista franco-tunisiano Azzedine Alaïa

Azzedine Alaïa, um dos maiores estilistas dos séculos 20 e 21, morreu no sábado (18) em Paris, aos 82 anos, em decorrência de um ataque cardíaco. A sua companhia confirmou a informação. Conhecido como escultor da forma feminina, e usado por mulheres como Michelle Obama e Lady Gaga, Alaïa era igualmente famoso por rejeitar o mercado de moda e por seu pensamento de que ele havia corrompido o poder criativo do que poderia ser uma forma de arte. Ele raramente cedia ao calendário oficial de desfiles, preferindo apresentar seu trabalho quando ele considerava estar pronto, ao contrário de quando o varejo ou a imprensa decidiam. Em vez disso, ele criou o seu próprio sistema e uma família de apoiadores e, desde a virada do milênio, havia se tornado uma crescente e importante voz pela busca à perfeição e pela exploração de uma estética única e autoral, e contrário a ceder à pressão implacável de produzir coleções.


Sua cozinha, onde ele era famoso por organizar almoços e jantares, nos quais frequentemente cozinhava, era seu "palanque", no qual ele presenteava seus convidados –que variavam de designers que haviam ido homenageá-lo até as Kardashians, o artista Julian Schnabel, o arquiteto Peter Marino e as costureiras de seu ateliê – noite adentro com opiniões, histórias e conselhos.

De baixa estatura – ao menos se comparado com supermodelos como Naomi Campbell, que o chamava de "Papa", e Farida Khelfa – ele estava sempre vestido com um uniforme de pijama de algodão preto chinês, e era famoso por trabalhar sozinho durante a noite, curvado sobre padrões e peças de tecido, com a programação da National Geographic passando na televisão.

Alaïa também era travesso (ele frequentemente mentia sobre sua idade, uma vez disse a um jornalista que sua mãe era uma modelo sueca, e gostava de se esconder dos empregados de seu ateliê para depois assustá-los pulando com um apito), propenso a rancores e extraordinariamente generoso. Ele dedicou sua vida na crença que moda era mais do que somente peças de roupa, mas sim um elemento no empoderamento das mulheres e a conversa cultural mais ampla.

Em 2015, uma exposição de seu trabalho na Villa Borghese Pinciana, em Roma, na qual seus vestidos foram expostos entre obras de Caravaggio e de Bernini, provou que ele atingiu o objetivo. Nascido na Tunísia, em 1935, Alaïa mudou-se para Paris em 1957 para trabalhar com Christian Dior, vivendo no quarto de empregada da condessa Nicole de Blégiers e pagando seu aluguel costurando roupas para ela e seus filhos. A notícia se espalhou e ele se tornou um segredo interno da boa e velha sociedade francesa; sua clientela incluía a escritora Louise de Vilmorin, as socialites Cécile e Marie-Hélène de Rothschild e a atriz Arletty. Ele abriu sua própria loja em 1979.

Alaïa apresentou sua primeira coleção "prêt-à-porter" (pronta para vestir) em 1980 e foi proclamado o "rei da silhueta justa" – embora na verdade suas roupas fossem muito mais do que isso: ele usava couros e malhas para dar forma e sustentar o corpo, transformando-o na melhor versão de si mesmo. Ainda que sua estética tenha saído de moda com o advento do minimalismo desconstruído nos anos 1990, ele nunca se permitiu distrair pelas tendências dos outros e, no ano de 2000, seguidores começaram a voltar ao seu ateliê na rua de Moussy, no 4º arrondissement de Paris, o complexo de edifícios onde ele morava, trabalhava e cozinhava.

Em 2007, a Compagnie Financière Richemont comprou a maior parte das ações de seu negócio, permitindo-o expandir em seu próprio ritmo: um perfume foi criado e a expansão da loja planejada, resultando em mais de 300 pontos de venda em todo o mundo até o ano passado. Para além das passarelas, ele criou para balés e óperas, passou a realizar exposições de arte em 2004 no espaço que também abriga seu showroom (uma programação regular começou em 2015 com a exposição do poeta sírio Adonis) e planejava uma livraria.

Alaïa retornou ao calendário da alta costura em julho, após seis anos, e na plateia estavam o ex-ministro francês da cultura, Jack Lang, a ex-primeira-dama da França e modelo de Alaïa, Carla Bruni-Sarkozy, a atriz Isabelle Huppert, o designer Marc Newson e o diretor do Museu de Arte Moderna de Paris, Fabrice Hergott. Ele havia se tornado uma espécie de tesouro nacional e todos estavam lá para prestigiá-lo. Ele deixa sobrinhos e sobrinhas, o pintor Christoph von Weyhe, seu companheiro, Carla Sozzani, sua colaboradora mais próxima, e todos aqueles que trabalharam com ele.

Job Ribeiro Brandão, ex-assessor, diz que destruiu documentos a pedido da família Geddel


O ex-assessor do deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) e do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB), Job Ribeiro Brandão, disse em depoimento à Polícia Federal que destruiu documentos a pedido dos peemedebistas. Job prestou depoimento no dia 14 de novembro. O ex-assessor disse que o pedido lhe foi feito enquanto Geddel, que foi ministro da articulação política do governo Michel Temer, cumpria prisão domiciliar, entre julho e setembro.

Geddel está preso na Papuda, em Brasília, desde setembro. Segundo Job disse à Polícia Federal, Geddel, Lúcio e Marluce, mãe dos peemedebistas, pediram para ele auxiliar na "destruição de anotações, agendas e documentos", tarefa que teria contado com apoio de uma secretária e da mulher do deputado. Ainda no depoimento, o ex-assessor afirmou que os documentos destruídos foram "colocados em sacos de lixo e descartados, e que alguns foram picotados e colocados na descarga do vaso sanitário". Ele disse que trabalhou com a família Vieira Lima por 28 anos e, apesar de exercer o cargo de assessor parlamentar, fazia serviços pessoais para os políticos – como pagar contas, ir ao supermercado, cuidar de fazendas e da saúde do pai de Geddel e Lúcio.

Job afirmou que devolvia parte do seu salário para a família. Ele disse que "a família possuía muito dinheiro guardado no apartamento de Marluce Vieira Lima (...) e que o dinheiro costumava ficar acondicionado em caixas e malas que ficavam no closet do quarto de dona Marluce". Segundo ele, Marluce "tinha ciência do dinheiro guardado e também pedia que o declarante separasse dinheiro a pedido de Geddel e Lúcio".

As contagens de dinheiro no apartamento da mãe do ex-ministro normalmente chegavam a valores de até R$ 500 mil, segundo o depoimento. A defesa de Job informou ao Supremo Tribunal Federal que ele tem a intenção de colaborar com as investigações. Job foi um dos alvos da Polícia Federal em outubro, quando trabalhava como assessor de Lúcio. A suspeita da Polícia Federal é de que ele atue como "laranja" do deputado federal. A Polícia Federal identificou fragmentos de digitais de Job no "bunker" em que foram encontrados R$ 51 milhões – a suspeita é que o dinheiro pertença a Geddel.


Na sexta-feira (17), a defesa de Job enviou ao ministro Edson Fachin um pedido para revogar sua prisão domiciliar e para retirar a tornozeleira eletrônica. Felipe Dalleprane, advogado de Job, declarou que "tem uma especial preocupação com a segurança" de seu cliente e que "tem por objetivo demonstrar que sua condição de vida é totalmente incompatível com a renda de um secretário parlamentar, que é vítima da situação" e que, além da liberdade, pretende buscar judicialmente o ressarcimento dos valores de seu salário que teriam sido repassados à família Vieira Lima". A defesa da família Vieira Lima afirmou que irá se pronunciar somente após ter acesso ao depoimento.

Supremo Tribunal Federal julgará habeas corpus do petista Antonio Palocci na próxima quinta-feira

O Supremo Tribunal Federal marcou para a próxima quinta-feria (23) o julgamento sobre o pedido de liberdade feito pela defesa do ex-ministro petista Antonio Palocci, preso desde setembro do ano passado em função das investigações da Operação Lava Jato. O julgamento será decisivo para manter a validade das prisões preventivas que foram decretadas pelo juiz federal Sério Moro e o ministro Edson Fachin. Em maio, Fachin rejeitou individualmente o pedido de liberdade e enviou o caso ao pleno para tentar obter apoio da Corte para manter as prisões na Lava Jato.

Fachin é relator das ações da operação no colegiado e foi derrotado, por maioria, na votação que concedeu liberdade ao ex-ministro petista e bandido mensaleiro José Dirceu, em maio. Antes da decisão que beneficiou José Dirceu, os empresários José Carlos Bumlai e o ex-tesoureiro do PP, João Claudio Genú, foram soltos por decisão da Turma. Na decisão em que negou liberdade provisoriamente a Palocci, Fachin entendeu que não há nenhuma ilegalidade na decisão do juiz federal Sérgio Moro, que determinou a prisão. "O deferimento de liminar em habeas corpus constitui medida excepcional por sua própria natureza, que somente se justifica quando a situação demonstrada nos autos representar manifesto constrangimento ilegal, o que, nesta sede de cognição, não se confirmou", disse o ministro.

Governo italiano estuda intervir judicialmente para obter a extradição do terrorista Cesare Battisti



A Itália analisa como agir ante a Justiça do Brasil para obter a extradição de Cesare Battisti, terrorista de extrema esquerda condenado à prisão perpétua na Itália por quatro homicídios, disse o chanceler italiano, Angelino Alfano. “Estamos estudando se podemos dar nossa opinião no julgamento, se poderemos intervir nesse caso para respaldar nosso pedido de extradição de maneira que Battisti cumpra sua condenação na Itália”, afirmou Alfano. “Para nós, é um tema sensível devido aos crimes atrozes cometidos, e também pela falta de arrependimento de Battisti”, acrescentou o italiano.

O governo Temer espera uma decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa de Battisti. O chanceler italiano detalhou que a Itália entregou, através dos canais diplomáticos, uma declaração na qual se compromete a comutar a sentença de prisão perpétua imposta a Battisti em uma condenação de 30 anos de prisão, a pena máxima no Brasil, de maneira que a “extradição seja compatível”.

Cesare Battisti, de 62 anos, foi condenado à prisão perpétua na Itália por quatro homicídios executados na década de 1970, mas passou cerca de 30 anos foragido entre México e França. Ele fugiu para o Brasil em 2004 e teme perder a proteção concedida em 2010 pelo chefão da organização criminosa petista Lula, que negou sua extradição, apesar de a medida ter sido autorizada pelo Supremo.

A situação de Battisti voltou a ficar delicada no início de outubro, quando a Polícia Federal o prendeu em Mato Grosso do Sul antes que ele cruzasse a fronteira com a Bolívia. O italiano estava com 6.000 dólares e 1.300 euros. Cesare Battisti foi solto dois dias depois por decisão do Tribunal Regional Federal da Terceira Região (TRF-3). Battisti reconheceu que é “culpado de ter participado de uma organização armada e tomado uma posição contra o Estado fascista, mafioso e ladrão”, mas afirmou que os crimes pelos quais foi condenado à revelia “quando estava no México têm que ser provados”, reiterando que “não há indícios de culpa”. É um bandalho que viveu até agora sob a proteção dos comuno-petistas no Brasil.

Economia apresenta sinais muito claros de recuperação e saída da recessão

Um executivo com largo tempo de experiência e atuação no mercado de sucatas do Sul do País, ramo essencial para a movimentação de diversos segmentos da indústria nacional, informou a Videversus que vende alumínio para uma fundição em Curitiba, a qual faz peças para GM e VW. Ele informa que estes dois grupos industriais do ramo automobilístico estão funcionando com terceiro turno de produção e que a fundição de Curitiba não está dando conta de atender a todos os pedidos que recebe. Essa empresa é a Metalkraft. A fundição está procurando fornecedores de alumínio no mercado. O problema é que os lingotes de alumínio são produzidos a partir de sucata. E há uma crise de suprimento de sucata no Rio Grande do Sul, devido à concorrência dos paulistas, que têm levado para o centro do País, todos os meses, cerca de 1.000 toneladas de sucata. Conforme esse executivo, também falta sucata no mercado devido ao longo período da recessão econômica. Isso fez, igualmente, que tenha havido uma disparada nos preços da matéria prima. Uma outra prova referida por ele da recuperação econômica é que a Renault, no Paraná, está com projeto de fundição de alumínio para injetar bloco de motor para seus carros. Cada injetora da Renault tem capacidade de 2.500 toneladas de pancada. Só a Renault deverá consumir cerca de 500 toneladas de alumínio por mês.

Tesla revela protótipo de caminhão elétrico de grande porte, com grande autonomia e potência




A Tesla revelou um protótipo de caminhão elétrico de grande porte, que pode ter direção autônoma, colocando a empresa em um novo mercado, mesmo tendo que enfrentar obstáculos para lançar um modelo de automóvel sedã acessível, que é central para seu futuro. O anúncio foi feito na quinta-feira (16). O presidente-executivo, Elon Musk, descreveu os caminhões elétricos da Tesla como o próximo esforço para afastar a economia dos combustíveis fósseis, com projetos que incluem carros elétricos, tetos solares e armazenamento de energia. Mas alguns analistas temem que o caminhão, chamado Tesla Semi, será uma distração dispendiosa para a Tesla, que está queimando caixa, nunca teve lucro anual e está em um autoproclamado "inferno industrial" no início da produção do sedã Model 3, de US$ 35 mil (R$ 114,7 mil).

O incipiente mercado de caminhões de carga elétricos está focado principalmente em caminhões de médio porte, em vez do mercado de caminhões grandes que a Tesla está visando. A capacidade elétrica, o peso e o custo das baterias limitam a capacidade geral do caminhão, dizem analistas.

sábado, 18 de novembro de 2017

Operação Lava Jato no Rio de Janeiro já denunciou 134 pessoas e cobra devolução de R$ 2,3 bilhões roubados dos cofres públicos

Em 17 meses de operação, a força-tarefa da Lava Jato do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro ajuizou 25 ações penais contra 134 pessoas, sendo que 15 acusações são contra o ex-governador Sérgio Cabral, da organização criminosa PMDB. O balanço foi divulgado na sexta-feira (17) pela Procuradoria da República no Estado. Ao todo, foram 17 operações em conjunto com a Polícia Federal, 15 acordos de colaboração premiada, 57 prisões preventivas, 12 temporárias, 34 conduções coercitivas e 211 mandados de busca e apreensão cumpridos. Mais de R$ 450 milhões já foram ressarcidos e pagos em multas compensatórias decorrentes de acordos de colaboração, sendo que o Ministério Público Federal pede mais R$ 2,3 bilhões em reparação pelos danos provocados pela organização criminosa. O ex-governador peemedebista Sérgio Cabral já foi condenado em duas ações penais na Justiça Federal do Rio de Janeiro no âmbito da Lava Jato. Há um ano ele está preso, inicialmente em Bangu, e depois no presídio de Benfica, na zona oeste da capital fluminense. Outras 30 pessoas também já foram condenadas na Lava Jato no Rio de Janeiro. Somadas, as penas ultrapassam 377 anos de prisão. Os principais crimes cometidos pela organização criminosa foram: fraude a licitações, corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro, organização criminosa, falsidade ideológica, evasão de divisas, crime contra a ordem econômica (cartel), crime contra o sistema financeiro, embaraço a investigação de organização criminosa e tráfico de influência.

Chile condena primeiro civil por crimes durante a ditadura de Pinochet

A Corte Suprema do Chile confirmou na tarde de sexta-feira (17) a sentença de 20 anos de prisão para Juan Luzoro Montenegro, ex-presidente de uma associação patronal de empresas de caminhões, acusado de quatro homicídios cometidos em 18 de setembro de 1973. Ou seja, sete dias após o golpe militar que derrubou o então presidente socialista Salvador Allende, dando início à ditadura do general Augusto Pinochet (1973-1990). Foi a primeira condenação de um civil no Chile por crime de abuso de direitos humanos cometidos durante o regime. 

Segundo o advogado das vítimas, Nelson Caucoto, Montenegro era "o chefe dos civis que, no interior do Paine (província de Maipo), se organizaram junto à polícia local para exercer a repressão". A condenação já havia sido emitida em 31 de março, por uma juíza local, mas a vítima apelou e o caso foi parar na Corte Suprema, que apenas ratificou a decisão inicial. Além da pena de prisão, a Corte condenou, ainda, o Estado chileno a pagar uma indenização aos familiares das vítimas. Segundo cifras oficiais e de organismos de direitos humanos foram mortos durante a ditadura 3.200 chilenos em mãos do Estado. Destes, 1.192 seguem desaparecidos, enquanto 33 mil foram torturados.

Nível de água do Açude do Castanhão, no Ceará, atinge volume morto

O volume de água no Açude do Castanhão, no Ceará, responsável pelo abastecimento de água da região metropolitana de Fortaleza, onde vive quase metade da população do Estado, atingiu o seu volume morto, quando o nível da água fica abaixo da captação normal. O reservatório tem capacidade para acumular 6,7 bilhões de metros cúbicos (m³) de água. De acordo com o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), órgão responsável pela administração do açude, o volume morto foi alcançado no último dia 13. Nesse dia, “o Castanhão atingiu cota de 68,73, que corresponde ao volume de 228.599.505 m³, abaixo da cota 71, que corresponde ao início de seu volume morto”, informou o Dnocs.

A redução do nível de água do Castanhão é consequência de seis anos de seca na região que fez com que diminuísse a vazão da Bacia Hidrográfica do rio Jaguaribe. Este ciclo de estiagem atingiu também outros açudes do Estado, entre eles, Orós e Banabuiú. As águas do Castanhão abastecem também oito cidades ao longo de um trecho de 100 quilômetros do Jaguaribe, que foi perenizado pela obra do açude, além dos municípios que ficam ao longo do Eixão das Águas e do antigo Canal do Trabalhador.

Segundo dados do Ministério da Integração Nacional, o Castanhão é o maior reservatório público do País para múltiplos usos. Concluído em 2003, sua barragem fica localizada no município de Alto Santo e constitui importante reserva estratégica de água. É utilizado para irrigação, abastecimento urbano, piscicultura e regularização da vazão do rio Jaguaribe.

Ex-diretor geral da Assembleia Legislativa do Paraná é preso em operação do Gaeco

O ex-diretor geral da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Abib Miguel, conhecido como “Bibinho”, foi preso nestaa sexta-feira (17), em operação do núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná. Segundo a liminar expedida pela 4ª Vara Criminal de Curitiba, Bibinho deverá ser recolhido ao Complexo Médico-Penal de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, onde estão boa parte dos bandidos presos na Operação Lava Jato. A prisão está relacionada a fatos da Operação Castor, deflagrada nesta semana pelo Ministério Público do Paraná. O trabalho de investigação é um desdobramento da Operação Argonautas e apura a extração ilegal de madeira em imóveis pertencentes ao ex-diretor, localizados no município de Rio Azul, que estão sob sequestro judicial por ordem da 4ª Vara Criminal de Curitiba.

Ainda sobre o ex-diretor geral da Assembléia paranaense, na quinta-feira, 16 de novembro, a 9ª Vara Criminal de Curitiba proferiu sentença condenatória contra Bibinho. Ele foi condenado a 23 anos, 3 meses e 29 dias de reclusão e a 205 dias-multa, pelos crimes de peculato (apropriação de dinheiro público), formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. A sentença refere-se ao caso que ficou conhecido como “Diários Secretos”, pelo qual o Ministério Público do Paraná denunciou o ex-diretor por comandar uma quadrilha que desviou pelo menos R$ 200 milhões dos cofres da Assembleia.

Argentina mantém as buscas por submarino desaparecido com 44 tripulantes e Brasil manda três navios para ajudar


O governo argentino continua hoje (18) as buscas pelo submarino ARA San Juan, com 44 tripulantes, que desapareceu dos radares na última quarta-feira (15). O porta-voz da Armada Argentina, Enrique Balbi, informou que “não descarta nenhuma hipótese”, mas acredita que o submarino “esteja em superfície”. A busca pelo submarino está sendo feita pela água e com ajuda de aviões e, segundo Balbi, metade de área de operação já foi rastreada. Entre os equipamentos utilizados na busca há um avião P-3 da Agência Espacial Norte-Americana (Nasa), que sobrevoou a área do Golfo San Jorge, próximo à Península de Valdez, de onde o submarino enviou sua última localização.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores e Culto da Argentina, “os governos do Chile, dos Estados Unidos e do Reino Unido ofereceram apoio logístico e intercâmbio de informações nesta busca humanitária”. Pelo Twitter, o presidente da Argentina, Maurício Macri, manifestou o compromisso de utilizar todos os recursos nacionais e internacionais para encontrar o submarino ARA San Juan o mais rápido possível” e disse estar em contato com as famílias da tripulação do submarino “para informá-los e apoiá-los”. O papa Francisco, que é argentino, disse estar em “oração fervorosa” pelos 44 tripulantes do submarino San Juan. Em mensagem enviada neste sábado a autoridades religiosas argentinas, Francisco manifestou solidariedade às famílias dos marinheiros e às autoridades civis e militares do país “nestes momentos difíceis”. Na mensagem, enviada pelo cardeal secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin, o papa ainda incentiva os esforços para encontrar o submarino e recomenda às autoridades que mantenham a “esperança cristã” nesta situação.

O Brasil está participando dos esforços da Marinha da Argentina para encontrar e resgatar o submarino. Segundo o ministro Raul Jungmann (Defesa), o Brasil enviou três embarcações para a região das buscas: o navio de socorro submarino Filinto Perry, a fragata Rademaker e o navio polar Maximiano. Jungmann disse também que o Comando da Aeronáutica colocou à disposição dos argentinos um avião C-105 de busca e salvamento e um quadrimotor de patrulha marítima de longa distância P-3. 

O ARA San Juan estava em um exercício de vigilância na zona econômica exclusiva marítima argentina a cerca de 400 km a leste de Puerto Madryn, na Patagônia (sul do país). Ele se dirigia de volta à sua base em Mar del Plata, ao norte, quando as comunicações foram interrompidas. A Argentina aceitou ajuda ainda dos Estados Unidos, que enviou o avião P3 explorador da NASA, que estava estacionado na cidade do sul de Ushuaia e se preparava para partir para a Antártica. O Reino Unido também ofereceu apoio nas buscas pelo ARA San Juan e disponibilizou um avião Hércules que opera nas ilhas Falklands. 

Outros países que manifestaram ajuda ao governo argentino foram Uruguai, Chile, Peru, e África do Sul. "A detecção tem sido difícil apesar da quantidade de barcos e aeronaves" envolvidos na busca, disse o porta-voz da Marinha argentina, Enrique Balbi, observando que ventos fortes e altas ondas estão complicando as buscas. Há relatos na imprensa local de que houve um incêndio nas baterias do barco, mas a Marinha argentina não confirma a informação. 

Na sexta-feira circulou m boato de que o barco havia sido encontrado, mas ele foi negado pelo porta-voz da Marinha. "Esperamos que esteja na superfície", disse Balbi. O San Juan foi completado em 1985, e passou por uma longa revisão para lhe dar mais 30 anos de vida útil, que acabou em 2013.

O PMDB vai ironizar a mulher sapiens petista, Dilma Rousseff, "saudando a mandioca"

Em novo filme de sua propaganda partidária, aprovado neste fim de semana pelo presidente Michel Temer, o PMDB vai ironizar a ex-presidente petista Dilma Rousseff, a "mulher sapiens", em um discurso no qual ela saúda a mandioca como "uma das maiores conquistas do Brasil". O vídeo será veiculado em rede nacional a partir de terça-feira (21). Ele é a 12ª peça da série "O Brasil segue em frente", criada pelo publicitário Elsinho Mouco. Temer estava relutante quanto ao conteúdo do filme - que relembra um discurso de Dilma que se espalhou nas redes sociais e foi muito utilizado por seus adversários para mostrar a incapacidade de articulação dela. Segundo aliados, porém, o presidente foi convencido por sua equipe de comunicação de que era importante mostrar as diferenças de gestões e de que não é possível "esquecer o que foi feito com o País". "Não dá pra esquecer: 2016, com a economia em frangalhos, Dilma Rousseff anunciava a mandioca como uma das mais importantes conquistas do País", diz a apresentadora do programa. O discurso, porém, foi feito em junho de 2015, durante a abertura dos Jogos Indígenas. "O PT de Dilma desenterrou a mandioca e enterrou o País. Estava mesmo na hora de tirar o País do vermelho", completa a narradora em uma analogia à cor do PT, partido de Dilma. Os outros filmes atacam a delação da JBS e a "trama" para "tentar derrubar" Temer, em uma referência indireta ao ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que apresentou duas denúncias contra o presidente. Ambas, por corrupção passiva, organização criminosa e obstrução da Justiça, foram barradas pela Câmara.

Curador do Queermuseu, a exposição profanadora e pedófila do Banco Santander, vai ser conduzido à força para depor em CPI dos Maus Tratos em Crianças

Crianças foram conduzidas por escolas públicas para ver quadros escabrosos como este ao lado, que mostra cenas de zoofilia e um menino negro fazendo felação num e sendo objeto de sexo anal com outro. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, liberou na última sexta-feira a condução coercitiva do curador da exposição Queermuseu, realizada em Porto Alegre pelo Banco Santander, para prestar depoimento na “CPI dos Maus Tratos em Crianças e Adolescentes”, em Brasília. A exposição foi fechada em Porto Alegre um mês antes do previsto após denúncias que acusavam a exposição e apologia à pedofilia e à zoofilia. O curador, o gaúcho Gaudêncio Fidelis, pediu para anular o pedido de condução coercitiva, feita pelo presidente da CPI, o senador Magno Malta (PR-ES), mas não levou. Isso significa que o curador gaúcho Gaudêncio Fidelis pode ser levado à força para depor. Dirigentes do Santander também terão que falar na CPI.

Partido Novo lança financista João Amoêdo à Presidência da Repúbica


No final da manhã deste sábado subiu ao palco, em São Paulo, o mais novo membro do Partido Novo, o economista e financista Gustavo Franco, um dos criadores do Plano Real, e que saiu há pouco tempo do PSDB. Ele falou para cerca de 1.300 convencionais e dirigentes partidários, na convenção que lançou o nome do financista João Amoêdo para a Presidência da República. Amoêdo foi sócio do banco BBA e vice-presidente do Unibanco. Ele é sócio do instituto Casa das Garças. Cada convencional pagou R$ 130,00 para participar do encontro nacional do partido. Uma delegação do Rio Grande do Sul viajou para São Paulo. Mateus Bandeira, candidato do Novo ao Piratini, foi escalado para falar durante a convenção. Mateus Bandeira é um ex-auditor de carreira da Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul, ex-diretor da Despesa da Secretaria da Fazenda no governo de Yeda Crusius (PSDB), ex-secretário de Planejamento do Rio Grande do Sul, ex-presidente do Banrisul, mas antes disse serviu como assessor dos petistas Antonio Palocci (no Ministério da Fazenda) e de Aloizio Mercadante (na assessoria da bancada do PT no Congresso Nacional). O Instituto Casa das Garças, do qual Amoêdo é sóccio, é uma instituição que reúne representantes do setor financeiro nacional, como: 
ANTÔNIO DE PÁDUA BITTENCOURT NETO | Sócio e Membro do Conselho Diretor
Fundador e diretor do Instituto de Estudos de Política Econômica da Casa das Garças (desde agosto de 2003). Diretor da Paineiras Investimentos, responsável pelas estratégias macro e de câmbio (desde janeiro 2007). Foi trader de câmbio de 1990 a 1992, diretor responsável pela área de câmbio de 1993 a 2001 e sócio de 1992 a 2001 do Banco Icatu. Foi diretor da Icatu Finance and Investments Inc. (Cayman Islands) de 1997 a 2007. Formado em Economia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.
CRISTINA CAMPELLO | Sócia e Membro do Conselho Diretor
EDMAR LISBOA BACHA | Sócio Fundador e Diretor
Edmar Lisboa Bacha é sócio fundador e diretor do Instituto de Estudos em Política Econômica/Casa das Garças. Nascido em Lambari, Minas Gerais, vive no Rio de Janeiro e é casado com a antropóloga Maria Laura Viveiros de Castro Cavalcanti. É membro da Academia Brasileira de Letras e da Academia Brasileira de Ciências. Foi membro da equipe econômica do governo responsável pelo Plano Real. Foi também presidente do BNDES, do IBGE e da Anbid (atual Anbima). Foi professor de economia em diversas universidades brasileiras e americanas. Tem inúmeros livros e artigos publicados sobre economia brasileira e latino-americana e sobre a economia internacional. É bacharel em economia pela UFMG e Ph.D. em economia pela Universidade de Yale, EUA.
LUIZ CHRYSOSTOMO DE OLIVEIRA FILHO | Sócio e Diretor
Sócio da NEO Investimentos, Diretor da ANBIMA e do Instituto de Estudos de Política Econômica – Casa das Garças. Foi Diretor Geral dos Bancos de Investimentos JPMorgan e Chase Manhattan (1999-2004), onde era Membro do Comitê Executivo para o Brasil e para a América Latina. Foi Sócio dos Bancos Cindam (1993-1996) e patrimônio de Investimentos (1997-1999), tendo chefiado o Gabinete de Desestatização do BNDES (1990-1992). Entre 1987 e 1991, lecionou nos Departamentos de Economia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e da Universidade Federal Fluminense (UFF). É mestre e bacharel em Ciências Econômicas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, com especialização em Administração pela Wharton School, EUA.
JOSÉ CARLOS CARVALHO | Sócio e Diretor
José Carlos Carvalho é sócio da Paineiras Investimentos desde 2009. Anteriormente, foi chefe de pesquisa macroeconômica no Banco Pactual e na gestora JGP, onde também foi sócio-fundador. Formou-se bacharel em economia na UFRJ, mestre em economia na PUC/RJ, e Ph.D em economia pela Universidade de Yale, EUA.
Os empresários brasileiros, em sua grande e expressiva maioria, viveram sempre à sombra do Estado no Brasil, desfrutando do chamado capitalismo pára-estatal, em que o Estado entra com o capital, os capitalistas com a vontade de mamar e os brasileiros ficam encarregados de pagar a conta. Agora, depois de terem apoiado entusiasticamente o petismo durante todo o regime corrupto, criminoso, do PT, ele resolveram que é hora de assumir diretamente o poder, sem intermediação de partidos e políticos. Liberalismo no País, até agora, tem sido uma integral piada. Exemplo acabado disso é o empresário Jorge Gerdau Johannpeter. Na década de 80, em Porto Alegre, ele fundou o Instituto de Estudos Empresariais. O instituto deveria funcionar como uma escolinha do pensamento liberal para os jovens herdeiros de homens de negócios gaúchos. Todo mundo estudando desde Adam Smith até Mises, mas na hora dos negócios correm para o bolsa empresário, paga pelos brasileiros, e associam-se com o Estado. Jorge Gerdau Johannpeter ainda tem uma agravante: durante décadas se fez passar pelo arauto no Brasil dos programas de qualidade e produtividade da iniciativa privada aplicados à atividade publica. Viu-se um bom exemplo da sua ação nesse campo no conselho de administração da Petrobras, onde uma de suas máximas iniciativas consistiu na aprovação da compra inqualificável da refinaria de Pasadena. Se fizesse algo similar a isso no Grupo Gerdau seria chutado a pontapés na bunda porta afora pelos acionistas do grupo. 
Além disso, como partido do capital financeiro, os membros do Partido Novo vivem do Estado, vivem dos títulos públicos. Para eles é preciso que o Estado esteja sempre se endividando, e o público pagando, para que eles continuem ganhando muito dinheiro. 

PCdoB lançou Manuela D'Ávila à Presidência do Brasil

A deputada estadual gaúcha Manuela D’Ávila foi aclamada pela militância do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) como pré-candidata à Presidência da República durante a abertura do 14º Congresso da legenda, realizado em Brasília, nesta sexta-feira em Brasília, reunindo 600 delegados de todo o País. Manuela D'Ávila tem sido campeã de votos nas disputas que fez para legislativos, mas fracassou completamente ao disputar a prefeitura de Porto Alegre. O PCdoB é herdeiro das piores ações políticas empreendidas pelos comunistas brasileiros, tendo abraçado a luta armada para implantar a ditadura no Brasil. Isso ocorreu a partir de 1965, já no regime militar, mas quando o País ainda vivia sob relativa liberdade. O pior momento já passou a acontecer em dezembro de 1969, com a decretação do AI 5, Nesse período, o PCdoB já deslocava militantes para a região do Araguaia, onde pretendia implantar uma guerrilha. O partido é seguidor das piores tradições do comunista e cultua assassinos como Stalin, Mao Tse Tung e o albanês Enver Hoxa. Manuela D'Ávila representa o atraso do atraso para o País, algo que é cultuado religiosamente pelas esquerdas. 

Criança de oito anos desmaia de fome em escola do Distrito Federal



A Secretaria de Educação do Distrito Federal apura o caso de um menino de oito anos de idade que a desmaiou de fome em uma escola do Cruzeiro, região administrativa do Distrito Federal, na segunda-feira, 13. Segundo uma funcionária da Escola Classe 8, onde o episódio ocorreu, a família do garoto já é acompanhada pelo Conselho Tutelar há alguns anos. Os detalhes e as razões do auxílio à família são sigilosos, mas a principal causa é a vulnerabilidade social, de acordo com uma servidora do Conselho Tutelar da região do Complexo Habitacional Paranoá Parque, onde a criança mora. Os apartamentos foram construídos pelo Governo do Distrito Federal para abrigar pessoas de baixa renda. Segundo a funcionária, o local tem muitas famílias com grande número de filhos. Com a chegada desses moradores, a população da região cresceu rapidamente e ficou sem a assistência necessária, como escolas e postos de saúde suficientes. 

A Escola Classe 8, onde o menino estuda, fica a cerca de 39 quilômetros de sua casa. Assim como ele, outras 200 crianças do Complexo Habitacional Paranoá fazem o mesmo trajeto para estudar em outras duas escolas de Cruzeiro. As matrículas só foram conseguidas após pressão dos moradores. Cerca de duzentas crianças são distribuídas em duas escolas de Cruzeiro, porque no Paranoá não tem escola suficiente. Há uma fila de pendências a serem atendidas, são pessoas muito pobres, muitas vão à escola em busca da merenda. As crianças saem muito cedo de casa, às 9h30, e tomam só um café da manhã fraquinho, que é o que eles têm em suas casas, e depois só voltam a comer às 15h30. A escola que foi prometida aos moradores ainda não saiu do papel. Há apenas duas creches no local e salas de aula improvisadas em um galpão: “Temos aproximadamente duzentas crianças em uma escola que funciona em um galpão, mas não sabemos até quando, porque o proprietário já pediu o imóvel.” 

A Secretaria de Comunicação do Governo do Distrito Federal informou que a criança foi atendida pelo Samu e que, segundo relato do técnico em enfermagem, “a criança estava ‘molinha’ quando a equipe chegou”, mas que, “ao examiná-la, o técnico não verificou nenhum problema”. Ainda de acordo com o governo, a escola ofertou um alimento e, após comer, a criança sentiu-se melhor. 

Para a Diretora do Sindicato dos Professores do Distrito Federal e da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, Rosilene Corrêa, o desmaio do aluno é preocupante porque “vai além dos portões da escola” e “se agrava com o fato de muitos destes alunos serem transportados de uma cidade a outra para terem acesso à escola”. Para Corrêa, o sistema educacional do País é falho e não garante a qualidade de merenda escolar aos alunos. “Houve redução nos valores destinados à merenda e muitas crianças vão à escola na expectativa de chegar a hora do lanche. Em idade nenhuma é recomendável ficar cinco horas só com biscoito e suco, principalmente para uma criança que está em fase de desenvolvimento e em processo de aprendizado, fatores que exigem dela uma concentração e um grande consumo de sua capacidade intelectual".

Segundo Corrêa, as más condições oferecidas durante a fase escolar da criança podem ter consequências severas. “Isto compromete o aspecto pedagógico da criança e ela acaba condenada a ter problemas em seu crescimento intelectual e físico”, conclui. 

Picciani nomeou a filha de Lula na Assembléia fluminense, e o PT livrou Picciani da cadeia

No dia 6 de novembro o Diário Oficial do Rio de Janeiro publicou a nomeação de Lurian Cordeiro Lula da Silva para CC (cargo em comissão) da Assembléia Legislativa, ganhando R$ 7.326,00 mensais. O ato já havia sido assinado no dia 1º de novembro por Jorge Picciani, presidente da Assembléia, o mesmo deputado do PMDB que foi preso na quinta-feira e solto na sexta-feira Picciani foi solto porque a maioria dos deputados - 39 a 19 - votou contra a prisão determinada pela Justiça Federal. Entre os que votaram a favor de Picciani, pai do ministro do governo Lula, Luciano Picciani, estão os deputados do PT. Lurian sai de CC para CC. É clara a troca de favores entre os lulopetistas e o chefe do PMDB do Rio de Janeiro, presidente da Assembléia, mas a troca não é a única que une as organizações criminosas do PMDB e do PT.

Associação dos Magistrados entrará com recursos no Supremo contra libertação de deputados no Rio de Janeiro

A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) vai questionar no Supremo Tribunal Federal as decisões de assembleias legislativas estaduais que liberaram parlamentares da prisão ou do cumprimento de cautelares, como a que soltou os deputados Jorge Picciani, Edson Albertassi e Paulo Melo, todos do PMDB do Rio de Janeiro, nesta sexta-feira. A prisão dos três havia sido determinada pelo Tribunal Regional Federal da 2.ª Região, na véspera, como parte da Operação Cadeia Velha, um desdobramento da Lava Jato. Segundo o presidente da AMB, Jayme Oliveira, os legislativos estaduais estão utilizando um dispositivo da Constituição restrito aos parlamentares do Congresso Nacional. É nisso que resultou a decisão que libertou o senador Aécio Neves.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Alerj decide soltar os peemedebistas Picciani, Melo e Albertassi


A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro revogou, nesta sexta-feira, a decisão do Tribunal Regional Federal da 2ª Região que decretou as prisões dos deputados estaduais Jorge Picciani (PMDB), presidente da Alerj, Paulo Melo e Paulo Albertassi, ambos também do PMDB. Também foi derrubado o afastamento dos três de seus mandatos parlamentares. O plenário da Casa teve 39 votos favoráveis ao relatório do deputado estadual Milton Rangel (DEM), que defendeu a soltura dos peemedebistas, e 19 contrários, com uma abstenção. Dois deputados que marcaram presença não votaram. A votação eletrônica foi aberta por volta das 16h30. 

Picciani, Melo e Albertassi se entregaram ontem à Polícia Federal, após o TRF2 determinar que eles fossem detidos. Os três são alvos da Operação Cadeia Velha, desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro. O Ministério Público Federal suspeita que eles praticaram crimes de corrupção, associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas no suposto recebimento de propinas de empresas de ônibus do Rio de Janeiro e de empreiteiras, como as propineiras Andrade Gutierrez e a Odebrecht. 

A sessão que derrubou a decisão unânime da 1ª Seção Especializada do TRF2 foi conduzida pelo primeiro vice-presidente da Alerj, deputado Wagner Montes (PRB). Antes da votação, dois deputados favoráveis e dois contrários à prisão dos parlamentares tiveram oito minutos cada para defender suas posições. Aliados dos peemedebistas, os deputados André Correa (DEM) e André Lazaroni (PMDB) argumentaram que parlamentares só podem ser presos em flagrante por crimes inafiançáveis e ressaltaram que os Poderes devem ser independentes. 

“É muito melhor dormir sabendo que você não vai surfar nos aplausos fáceis da opinião pública, mas dormir com a consciência tranquila de que não está rasgando a Constituição”, afirmou Correa. “Não estou aqui para defender colega que por ventura tenha cometido crime, também não estou aqui para julgar colega, este não é o foro. Nesse momento o que decidiremos é se respeitamos a Constituição federal desse País ou não respeitamos”, defendeu Lazaroni. 

Já os deputados Luiz Paulo (PSDB) e Marcelo Freixo (PSOL) defenderam a continuidade das prisões preventivas. “Essa investigação terá obrigatoriamente que continuar e, na continuidade, espero eu que tais fatos não sejam verdadeiros, mas, para isso, precisa prosseguir”, afirmou o tucano. Para Freixo, “pelo raciocínio da base do governo, esta Casa só tem autonomia se soltar”. “Quando se define uma prisão preventiva, há o que cabe ao Judiciário e o que cabe ao Legislativo. Pode o Legislativo anular a decisão sem assumir que esse debate é político?”, questionou o deputado do PSOL. Após as manifestações dos parlamentares contra e a favor das prisões, os líderes dos partidos iniciaram as orientações das bancadas e a votação eletrônica foi aberta. 

A decisão da Casa será comunicada pelo secretário da Mesa Diretora da Assembléia Legislativa à cadeia pública de Benfica, na Zona Norte carioca, onde Picciani, Melo e Albertassi passaram a noite. O advogado Nélio Machado, que defende o presidente da Assembleia Legislativa, diz esperar que ele seja solto ainda nesta sexta-feira.

Petrobras anuncia redução de 3,8% na gasolina, a maior queda em quatro meses, mas postos diminuirão?


A Petrobras reduzirá em 3,8% os preços da gasolina a partir desta sexta-feira (17) nas refinarias, na maior queda em um único dia desde o início de julho, quando a empresa começou a ajustar os valores dos produtos vendidos às distribuidoras quase que diariamente. O diesel, por sua vez, será reduzido em 1,3%, segundo informou a petroleira nesta quinta-feira. Problema: os postos de gasolina farão a redução dos preços ou preferirão incorporar o lucro? 

A redução no preço da Petrobras ocorre após um recuo expressivo nas cotações internacionais, um dos itens que a empresa utiliza para reajustar seus preços mais frequentemente. Nos últimos dez dias, os contratos futuros da gasolina nos Estados Unidos caíram cerca de 6%. "Os combustíveis derivados de petróleo são commodities e, portanto, tem seus preços atrelados aos mercados internacionais, cujas cotações variam diariamente. É natural, portanto, que os preços no Brasil também apresentem variações frequentes", disse a empresa em nota.

A queda do valor da gasolina vendida pela Petrobras às distribuidoras acontece após o preço médio do combustível nos postos do Brasil atingir níveis recordes, colaborando para pressionar a inflação. Na semana passada, o combustível atingiu R$ 3,938 por litro, segundo pesquisa da ANP. A alta deste ano teve influência principalmente de um aumento na carga tributária. A Petrobras tem destacado, no entanto, que as revisões feitas em seus preços podem ou não se refletir no preço final ao consumidor, "uma vez que a decisão de repassar o reajuste cabe às distribuidoras e aos proprietários dos postos de combustível".

Além disso, outros agentes atuam na comercialização de derivados para as distribuidoras no Brasil, praticando assim sua própria política de preços. Desde que a Petrobras começou a reajustar os preços mais frequentemente, seguindo uma lógica de mercado, tem havido um aumento da concorrência no setor, com empresas importando combustíveis para suprir o mercado.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

FGV diz que a economia brasileira deve continuar crescendo, embora devagar

O estudo que mede o comportamento dos principais movimentos econômicos registrou nova alta em outubro, confirmando a tendência de crescimento da economia brasileira. O Indicador Antecedente Composto da Economia (Iace) para o Brasil subiu 0,6%, em outubro sobre setembro, chegando aos 110,9 pontos. Dos oito componentes do Iace, seis ajudaram a elevar a taxa. A maior participação partiu do Índice de Expectativas do Setor de Serviços, que teve alta de 2,3%. A medição, feita pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), em parceria com o instituto de consultoria norte-americano The Conference Board (TCB), avalia as mais importantes ações do mercado de capitais, títulos públicos e pesquisas de sondagem da confiança de empresários e consumidores.

Já em relação ao Indicador Coincidente Composto da Economia (ICCE) do Brasil, que analisa o momento atual da economia, houve pequena queda de 0,1%, ficando em 99,5 pontos. Essa foi a primeira redução desde março, mas ela não significa uma mudança no processo de crescimento econômico, segundo avalia o economista Paulo Picchetti, responsável pela pesquisa. Para ele, isso mostra apenas um ritmo mais lento. “O resultado demonstra a lentidão da retomada no nível de atividade. Mas, ainda que lentamente, esta recuperação deve ter prosseguimento, como apontado pelo Iace”, afirma ele.

De acordo com a pesquisa, cada um dos oito componentes econômicos analisados vem se mostrando, individualmente, eficiente em antecipar tendências econômicas. Reunidos no Iace, eles funcionam como espécie de filtro para os “ruídos”, o que ajuda a identificar a real tendência econômica.

Polícia Federal desvenda mais de 400 contratados fantasmas com desvios de recursos da Saúde no Maranhão do comunista Flávio Dino

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (16/11) a Operação Pegadores, que apura indícios de desvios de recursos públicos federais por meio de fraudes na contratação e pagamento de pessoal, em Contratos de Gestão e Termos de Parceria, firmados pelo Governo do Maranhão, na área da saúde. Cerca de 130 policiais federais cumpriram 45 mandados judiciais, sendo 17 mandados de prisão temporária e 28 mandados de busca e apreensão em São Luís, Imperatriz, Amarante e Teresina, além do bloqueio judicial e sequestro de bens no total de R$ 18 milhões. Todas as ordens judiciais foram expedidas pela 1ª Vara Criminal Federal da Seção Judiciária do Maranhão.

Durante as investigações conduzidas na Operação Sermão aos Peixes, em 2015, foram coletados diversos indícios de que servidores públicos, que exerciam funções de comando na Secretaria de Estado da Saúde naquele ano, montaram um esquema de desvio de verbas e fraudes na contratação e pagamento de pessoal. A Polícia Federa apurou a existência de cerca de 400 pessoas incluídas indevidamente nas folhas de pagamentos dos hospitais estaduais, sem que prestassem qualquer tipo de serviços às unidades hospitalares. Os beneficiários do esquema são familiares e pessoas próximas a gestores públicos e de diretores das organizações sociais (ongs).

O montante dos recursos públicos federais desviados por meio de tais fraudes supera a quantia de R$ 18 milhões. Contudo, o dano aos cofres públicos pode ser ainda maior, pois os desvios continuaram a ser praticados mesmo após a deflagração de diversas outras fases da Operação Sermão aos Peixes. Foi detectado, também, que uma empresa registrada como sendo uma sorveteria passou por um processo de transformação jurídica e se tornou, da noite para o dia, uma empresa especializada na gestão de serviços médicos. Essa empresa foi utilizada para a emissão de notas fiscais frias, que teriam permitido o desvio de mais de R$ 1 milhão. Os investigados responderão pelos crimes de peculato, corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa, dentre outros.

Após os procedimentos legais, os investigados serão encaminhados ao sistema penitenciário estadual, onde permanecerão à disposição da justiça federal. O nome da Operação é uma referência a um trecho do Sermão do Padre Antônio Vieira (1654), que ficou conhecido como o “Sermão aos Peixes”, no qual o Padre toma vários peixes como símbolos dos vícios e corrupção da sociedade. Um dos peixes ele chamou de "Pegador", referência aos vícios do oportunismo: “vivem na dependência dos grandes, morrem com eles”.  

Durante a investigação, restou comprovado a prática habitual de desvio de verbas para o pagamento a apadrinhados políticos, pessoas que recebem dinheiro público sem a devida contraprestação laboral, ou seja, atuando como "pegadores", na visão do Sermão, já que recebiam tais benesses em razão da influência de pessoas importantes na política local, como já alertava o Padre Antonio Vieira no Sermão aos Peixes.

A primeira fase da Operação Sermão ao Peixes foi deflagrada em 16 de novembro de 2015, quando foram cumpridos mais de 60 mandados judiciais e presos os gestores de duas principais entidades responsáveis pela terceirização do sistema de saúde à época. As segunda e terceira fases foram deflagradas simultaneamente, em 6 de outubro de 2016, e resultaram na Operação Abscondito, que apurou o embaraço à investigação criminal decorrente do vazamento da Operação Sermão aos Peixes, e na Operação Voadores, que apurou o desvio de R$ 36 milhões, que haviam sido sacados diretamente das contas dos hospitais por meio de cheques de pequeno valor.

A quarta fase foi batizada de Operação Rêmora e foi deflagrada, no dia 2 de junho de 2017, quando foram presos em flagrante os gestores de outra organização social, que estavam desviando recursos públicos mediantes saques de grandes quantias em espécie na boca do caixa. O governador do Maranhão é comunista Flávio Dino, do PCdoB.

Presidente Michel Temer autoriza a transferência da concessão de canal de televisão da RBS para a NSC em Santa Catarina


O presidente Michel Temer e o ministro Gilberto Kassab assinaram decreto que autoriza a transferência direta da concessão outorgada à RBS Participações S.A. para a NSC Comunicações S.A. para executar, sem direito de exclusividade, serviço de radiodifusão de sons e imagens, no Município de Florianópolis, Estado de Santa Catarina. O ato saiu no Diário Oficial da União de hoje. A RBS de Santa Catarina inclui as emissoras da RBS TV em Florianópolis, Blumenau, Joinville, Centro-oeste, Chapecó e Criciúma, os jornais Diário Catarinense, Hora de Santa Catarina, A Notícia e Jornal de Santa Catarina e as rádios CBN Diário, além das emissoras de rádio da Itapema e Atlântida em Santa Catarina. Esse ato representa a saída completa da RBS das operações no Estado de Santa Catarina. Agora está a caminho de a família Sirotsky retirar-se completamente do ramo de comunicações. O grupo empresarial começou a ser construído por Mauricio Sirotski nos anos 60. Não resistiu à primeira geração após a sua morte, no início da década de 80. O dono exclusivo atualmente da NSC é o empresário Carlos Sanchez (à direita na foto. no meio, o bilionário Lirio Parisotto), controlador da EMS (de Emiliano Sanches, fundador do grupo), a maior fabricante de remédios do Brasil.

Israel abre entendimentos com a Arábia Saudita no combate comum ao terrorismo do Irã


Israel está disposto a cooperar e trocar informações com a Arábia Saudita para “enfrentar o Irã“, declarou o chefe do Estado-Maior israelense, Gadi Eisenkot nesta quinta-feira. “Estamos dispostos a compartilhar nossa experiência e informações dos serviços de inteligência com os países árabes moderados para enfrentar o Irã”, disse o tenente-general Eisenkot. Uma autoridade do exército de Israel confirmou as afirmações do oficial e explicou que a entrevista – realizada em Tel Aviv por um correspondente do site – foi a primeira de um chefe Estado-Maior em exercício a um meio de comunicação árabe. Essas declarações ocorrem em um contexto de tensões entre os dois rivais regionais, a Arábia Saudita sunita e o Irã xiita. 

A Arábia Saudita não possui relações diplomáticas com Israel. O Irã, por outro lado, é o maior inimigo do governo israelense e os líderes do país asseguram que a preocupação que a posição de Teerã gera está criando novos interesses comuns. Israel também sugere que esta situação poderia envolver uma reconfiguração diplomática em uma região onde apenas dois países árabes (Egito e Jordânia) têm acordos de paz com Israel.

Justiça Federal no Rio de Janeiro decreta nova prisão preventiva de Jacob Barata Filho, o rei dos ônibus


A Justiça Federal do Rio de Janeiro atendeu a pedido do Ministério Público Federal e restabeleceu nesta quinta-feira a prisão preventiva do empresário Jacob Barata Filho, um dos detidos da Operação Cadeia Velha, braço da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro. O “Rei do ônibus” havia sido preso na Operação Ponto Final, em julho, mas uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes determinou que ele fosse mandado à prisão domiciliar e se afastasse da administração de suas empresas do setor rodoviário. 

Ao decidir pela nova preventiva de Barata, a juíza substituta da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, Caroline Vieira Figueiredo, concordou com a argumentação do Ministério Público Federal de que o empresário desrespeitou a decisão de Gilmar Mendes e se manteve à frente de seus negócios. Os procuradores apontavam que a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão na casa dele e encontrou documentos que mostram que ele não se afastou das empresas.

Foram apreendidos relatórios gerenciais de empresas de ônibus, relativos ao mês de outubro de 2017, planilhas de relação de pessoal e situação da frota, datadas de outubro e de novembro, além de projetos de expansão de algumas das companhias de transporte coletivo administradas por Jacob Barata Filho, de setembro, e estudos de licitação, datados de outubro. Os policiais encontraram também anotações do empresário com uma proposta para reformulação do conselho da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor). 

“Com efeito, toda a documentação mencionada aponta para o fato notório de que o investigado vinha realizando, de forma plena, a administração de suas empresas de transportes de passageiros, contrariando, pois, a determinação judicial e comprovando que não possui qualquer responsabilidade com a Justiça”, afirma a juíza na decisão. 

Para a magistrada, que substitui o juiz federal Marcelo Bretas, em viagem à Alemanha, a decisão de Gilmar Mendes representou “um voto de confiança conferido pelo Poder Judiciário”. “Assim, quando há total menoscabo a uma ordem da mais alta Corte do País, a consequência não pode ser outra senão o retorno à medida mais gravosa”, concluiu.  

Na Operação Ponto Final, Jacob Barata Filho é investigado pelo pagamento de 260 milhões de reais em propina ao grupo político do ex-governador do Rio de Janeiro, o bandido peemedebista Sérgio Cabral. Na Cadeia Velha, o empresário é suspeito de pagar propina ao presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Jorge Picciani (PMDB), e aos deputados estaduais Paulo Melo (PMDB) e Edson Albertassi (PMDB) em troca da defesa dos interesses de suas empresas junto ao governo fluminense, à Alerj e à Fetranspor.

Raquel Dodge contesta ministros do Supremo sobre a prisão após julgamento em segunda instância


A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, enviou nesta quinta-feira ao Supremo Tribunal Federal a sua primeira manifestação contra a tentativa de revisar a execução da pena após a condenação em segunda instância. No documento, Raquel Dodge critica as decisões recentes de ministros que têm ignorado esse entendimento do plenário do Supremo, fixado no dia 5 de outubro de 2016. “Tem-se observado a sua progressiva inobservância em decisões monocráticas proferidas por Ministros do STF”, escreveu a procuradora-geral. “A revogação deste importante precedente, menos de um ano após a sua formação, vai de encontro à necessidade de se garantir um sistema jurídico estável e previsível”, completou. 

De 2009 até 2016, o Supremo entendia que a pena deveria ser executada, colocando o réu atrás das grades, somente quando a sentença transitasse em julgado. Ou seja, quando fossem esgotadas todas as instâncias e os trâmites dos tribunais. No entanto, em fevereiro de 2016, a Corte decidiu rever essa posição. Essa virada foi formada por um placar de 7 a 4 no plenário. O efeito dessa mudança foi imediato. No mês seguinte, o ex-senador Luiz Estevão, que ao longo de onze anos recorreu 36 vezes ao judiciário, foi preso por já ter sido condenado em segunda instância em 2006. Oito meses depois, o Supremo voltou a discutir essa questão, que continuava gerando controvérsia no meio jurídico. Em uma nova votação, seis ministros votaram a favor de manter a execução penal após o julgamento em segunda instância, enquanto cinco foram contrários a esse entendimento. A partir daí, esperava-se que a questão estivesse resolvida. Só que não. Alguns ministros passaram a dar decisões contradizendo a jurisprudência do Supremo. 

Para a procuradora-geral, a revogação desse entendimento por alguns integrantes do Supremo representa “triplo retrocesso”. Primeiro porque gera uma insegurança jurídica e coloca o “sistema de precedentes incorporado ao direito brasileiro” numa posição instável e sob descrédito. Segundo: o cumprimento da pena seria ameaçado com processos longos, “recursos protelatórios e penas prescritas”. Por fim, seria colocada em questão a própria “credibilidade da sociedade na Justiça, com a restauração da percepção de impunidade”.

Em sua manifestação, Raquel Dodge destaca que o ministro Gilmar Mendes tem seguido o entendimento de seu colega Dias Toffoli, proferindo decisões defendendo que a execução da pena deve aguardar o julgamento do recurso especial no Superior Tribunal de Justiça. Mas, de acordo com a procuradora-geral, isso poderá acarretar “os mesmos problemas que levaram à superação do antigo entendimento jurisprudencial acerca do tema: a interposição de recursos especiais incabíveis (e de outros expedientes processuais passíveis de serem manejados em seu bojo), voltados a alongar o processo e a forçar a ocorrência da prescrição punitiva ou executória”. Raquel Dodge também cita dois casos que estão sob a relatoria dos ministros Marco Aurélio e Ricardo Lewandowski. 

Na atual composição do Supremo, dois votos podem inverter o placar fixado em agosto do ano passado. Um deles é o do ministro Alexandre Moraes, nomeado em fevereiro deste ano para substituir Teori Zavascki, morto em janeiro. Ao ser sabatinado no Senado, o magistrado novato não disse se é a favor ou contra a execução da pena em segunda instância. Apenas se limitou a declarar que a prisão antes de o processo transitar em julgado não fere a Constituição. O outro é o de Gilmar Mendes — que, apesar de ter votado a favor da prisão após o julgamento em segunda instância, costura com Toffoli uma alternativa em que o réu poderia ir para o xilindró somente após o julgamento de recurso especial no Superior Tribunal de Justiça. Nesse caso, alguns ministros acreditam que Alexandre Moraes poderá encampar a proposta. 

Sabendo disso, a procuradora-geral cita em sua manifestação um voto do ministro Luis Roberto Barroso em que se destaca um dado importante: o STJ só deu razão aos réus condenados em segunda instância em apenas 10,29% dos recursos especiais criminais interpostos entre janeiro de 2009 e junho de 2016. “Ou seja, ao se possibilitar a prisão do réu condenado nas instâncias ordinárias, mesmo que pendente recurso especial, não se levará à prisão alguém que será absolvido depois, quando do julgamento de tal recurso pelo STJ”, afirma Raquel Dodge. “O máximo que poderá acontecer, e ainda assim muito raramente (o que se deduz diante do baixo percentual de provimento de recursos especiais pelo STJ), é que a prisão atinja alguém que, posteriormente, tenha sua pena reduzida no julgamento do recurso especial, alterando-se, assim, o regime de cumprimento de pena”, diz a procuradora-geral.