terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Trump pretende derrubar imediatamente o monstrengo de saúde pública gerado pelo muçulmano Barack Obama

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu nesta terça-feira (10) a derrubada imediata da lei de reforma da saúde promovida por seu antecessor, o muçulmano Barack Obama, e a substituição rápida por um novo modelo. Conhecido como "Obamacare", o programa monstrengo regula os preços dos seguros privados de saúde e expande planos públicos e subsídios para as classes mais baixas. Segundo o governo, mais de 11,5 milhões foram beneficiadas. 


Os republicanos consideram a reforma um desperdício de dinheiro público, além de ter aumentado as restrições na cobertura e dificultado a livre concorrência entre os planos privados. O resultado, dizem, foi uma crise financeira no setor. Trump pressionou seus correligionários, que são maioria no Congresso, a derrubar a reforma já na próxima semana e discutir uma lei substituta o mais rápido possível: "O Obamacare foi um evento catastrófico. Acho que a derrubada e a substituição têm que vir juntas, simplesmente porque os democratas vão tentar consertá-lo. Eles precisam vir juntos". Trump deve ter seu pedido de celeridade atendido. Tanto Paul Ryan, presidente da Câmara, quanto o líder no Senado, Mitch McConnell, querem a derrubada imediata do programa. Os parlamentares do partido querem fazer uma análise minuciosa da reforma, o que faria com que a substituição levasse de dois a três anos, contra as poucas semanas que deseja o presidente eleito. Como em todo lugar, político sempre quer ter o que negociar em suas mãos. Mas o republicano disse que não há motivos para a demora e que não aceitará nenhum adiamento: "Muito tempo para mim seria semanas. Não podemos derrubá-la e vir com um outro plano dois anos depois". As primeiras restrições devem ser aprovadas nesta semana. Nesta quinta-feira (12) o Senado deverá aprovar uma emenda ao Orçamento que coloca limites ao financiamento de programas de saúde. Trump ainda ameaçou a fazer campanha contra os democratas que impedirem a derrubada do Obamacare: "Pode não ser aprovado na primeira vez ou na segunda, mas os democratas que não tentem rejeitá-la. Há dez pessoas que vão tentar a reeleição para o Congresso, em 2018, em Estados onde venci. Ganhei em alguns dos Estados por números que ninguém viu. Estarei nas ruas deles fazendo campanha".

Organização narcotraficante da Família do Norte tem ligação direta com as Farc da Colômbia


A FDN (Família do Norte), facção terrorista criminosa apontada como responsável pela morte de 60 detentos no último dia 1º, no Amazonas, tem "conexões estreitas" com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, organização terrorista e traficante de cocaína). As informações foram levantadas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal no Amazonas. Segundo investigações, a facção usava essas conexões para comercializar drogas e comprar armamento pesado para ser usado no Brasil. A FDN é considerada a terceira maior facção criminosa do Brasil, atrás do CV (Comando Vermelho) e do PCC (Primeiro Comando da Capital). Ela atua, primordialmente, na região Norte e tem o controle das principais rotas de escoamento de drogas na região da tríplice fronteira entre o Brasil, Colômbia e Peru. A conexão entre a FDN e as Farc foi apontada pelo Ministério Público Federal nas denúncias contra as principais lideranças da facção brasileira à Justiça Federal no âmbito da Operação La Muralla, que atingiu integrantes da facção em 2014. Segundo denúncias feitas pelo Ministério Público Federal no Amazonas, o peruano Nelson Flores Collantes, conhecido como "Acuario", é apontado pelas investigações como um dos elos da FDN com as Farc, sobretudo com o braço peruano da organização. Para o Ministério Público Federal, a "proximidade de Acuario" com as Farc "facilitou seu acesso a diversos armamentos" vendidos a integrantes da FDN. Mensagens de texto interceptadas pela Polícia Federal em 2015 mostram Collantes negociando armas como fuzis AK-47 e submetralhadoras Uzi (de fabricação israelense) com Geomison de Lira Arante, um dos principais integrantes da FDN. Nas mensagens, Collantes deixa claro que as armas seriam entregues a integrantes da facção na cidade peruana de Santa Rosa, na fronteira com o Brasil. Em outra troca de mensagens interceptada pela Polícia Federal, um dos principais líderes da facção, João Pinto Carioca, o "João Branco", diz a Geomison que as armas compradas de "Acuario" devem ser usadas nas "missões" da facção na região, referindo-se ao transporte da droga adquirida na Colômbia e no Peru para o Brasil. Geomison, então, concorda. "Vou botar nas viagens essas armas mano porque tá foda esses leproso no rio", diz uma das mensagens interceptadas. Segundo o Ministério Público Federal, a preocupação da FDN era com o roubo de carregamentos de drogas por "piratas" que atuam no rio Solimões. Em outra conversa, "João Branco" chegou a enviar uma foto de um lançador de foguetes comprado pela facção. A parceria entre as Farc e facções criminosas no Brasil é antiga. Durante décadas, a organização terrorista comuno-narcotraficante colombiana foi apontada como fornecedora de armas e drogas para quadrilhas ligadas ao tráfico de entorpecentes no Brasil. A parceria mais conhecida é a aliança entre a chamada "Frente Primeira" das Farc e o Comando Vermelho, facção com a qual a FDN está associada. Apesar de as Farc e o governo colombiano terem anunciado um acordo de paz nos últimos meses, dissidentes narcotraficantes ligados à "Frente Primeira", que atuaria em boa parte da fronteira do Brasil com a Colômbia, se recusaram a aceitar os termos do acordo. Entre os dissidentes está Gentil Duarte, antigo membro da cúpula das Farc que foi designado para conduzir a frente rumo ao processo de paz, mas que acabou se juntando aos dissidentes.

Partido Trabalhista inglês dá o braço a torcer e admite que Brexit é irreversível

O líder trabalhista britânico, Jeremy Corbyn, afirmou nesta terça-feira (10) que a livre circulação de trabalhadores europeus não é uma condição necessária às negociações do "Brexit", a saída do Reino Unido da União Européia. É a primeira vez que o Partido Trabalhista, a principal oposição no país, faz tal afirmação. A movimentação dentro do bloco europeu é um dos temas mais delicados do processo de divórcio, aprovado em plebiscito em 23 de junho, e que a esquerda inglesa não admitia até agora. Pois passou a admitir, porque viu que a vontade popular inglesa é indobrável.
 

Corbyn tenta, com isso, aproximar-se dos milhões de eleitores que apoiaram o "Brexit" no referendo. O Partido Trabalhista é criticado por não oferecer uma visão clara sobre como será o processo. O Partido Trabalhista é historicamente favorável à integração na União Européia (a tradição da esquerda, diretamente influenciada pelo comunismo, é de pregação do internacionalismo), mas foi relativamente escanteado durante as discussões do último ano em torno da saída do bloco. Há diversas questões em aberto, para além da livre circulação de trabalhadores. Não está claro, por exemplo, se o Reino Unido permanecerá no mercado comum europeu, que hoje agrega 500 milhões de consumidores. É improvável que o Reino Unido consiga manter-se no mercado comum se ameaçar a movimentação de pessoas. Ambos são considerados pilares da União Européia. E foi esta diretriz esquerdopata que permitiu a invasão da Europa por milhões de islâmicos. O líder trabalhista afirmou, durante seu discurso na cidade de Peterborough, que seu partido apóia um controle "razoável" da migração no bloco. Peterborough votou a favor do "Brexit" no referendo de junho. A migração foi justamente um dos temas centrais durante a campanha pelo "Brexit". A aprovação da saída do do bloco foi entendida pelos políticos locais, de certa maneira, como sendo um voto contrário à migração. Em sua declaração nesta terça-feira, Corbyn rejeitou a idéia – por vezes defendida entre políticos britânicos – de repetir o referendo de junho passado. Essa era a idéia dominante entre esquerdistas ingleses. Ele referiu-se também ao "preocupante crescimento nos crimes motivados pelo ódio e na divisão que temos visto nos últimos meses". O tema da migração, disse, é utilizado no discurso político para intimidar as minorias. 

O processo de separação entre Reino Unido e União Européia só terá início após a ativação do Artigo 50 do Tratado de Lisboa, que pode ocorrer até o fim de março. A premiê Theresa May afirmou no domingo (8) que vai definir a estratégia da saída durante estas semanas. Ela vem sendo atacado pela demora em oferecer um plano claro. O governo é, ademais, desafiado por ações na Justiça pedindo que o Artigo 50 seja acionado pelo Parlamento, e não pela primeira-ministra. A decisão dos juízes é esperada para em breve e poderia atrasar todo o cronograma. Assim que o Artigo 50 for acionado, as negociações devem começar oficialmente e tomar cerca de dois anos. O Reino Unido poderia deixar a União Européia, portanto, apenas em meados de 2019.